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31 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Diário do Aço - MG   31/05/2022

O presidente do Conselho de Administração da Usiminas, Sergio Leite, recebeu nessa quinta-feira (26), em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, o título de “Industrial do Ano de 2021”, uma das principais distinções do setor no país, divulgou a assessoria de Comunicação da empresa.

Sergio tem mais de 45 anos de carreira na Usiminas e, segundo ele, o título recebido foi um reconhecimento ao trabalho de toda uma equipe que nos últimos seis anos esteve comprometida com a geração de resultados.

No ano passado, a Usiminas, que completa 60 anos de operação no próximo mês de outubro, encerrou o período com recordes históricos de produção, Ebitda e lucro líquido, entre outros.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   31/05/2022

O otimismo dos empresários em relação ao crescimento da economia do País apresentou ligeira melhora, segundo a 7ª edição do Barômetro da Infraestrutura – levantamento semestral que mede o ânimo em relação às possibilidades de investimento e de desenvolvimento de projetos no setor -, da Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib), em parceria com a EY. Em outubro de 2021, 16,2% dos entrevistados se disseram otimistas quanto ao crescimento enquanto 37,7% se mostraram pessimistas. Agora, o grupo dos otimistas subiu para 18,7%. Já o dos pessimistas caiu para 33,6%.

A pesquisa mostra que, na opinião de 56% dos 241 empresários e executivos de empresas associadas da Abdib que responderam ao questionário (foram 170 no levantamento anterior), o resultado das eleições pode ter uma influência significativa no rumo da agenda de concessões. Na pesquisa divulgada em outubro de 2021, o resultado para essa questão foi de 52,7%. O levantamento, que mede as expectativas para os seis meses seguintes à coleta dos dados, foi finalizado na última semana de março.

“Mais do que avaliar a pressão da infraestrutura brasileira, o Barômetro é uma ferramenta importante para orientar a tomada de decisão pelas empresas da área”, diz o presidente-executivo da Abdib, Venilton Tadini. “Os números mostram um cenário positivo e resiliente em relação à percepção do mercado sobre o potencial da infraestrutura no Brasil, o que é um fato a ser comemorado em um ano com tantos desafios como 2022”, comenta o diretor executivo para o Setor Público e Infraestrutura da EY Brasil, Gustavo Gusmão.

Em relação ao efeito econômico da guerra entre a Rússia e a Ucrânia sobre os negócios brasileiros de infraestrutura, 56,8% consideram que o impacto será alto – sendo que, nesse universo, 26,1% esperam que as repercussões tenham alta duração e 30,7% imaginam que elas terão curta duração. Colhidos ao longo do mês de março, os dados não levaram em conta os possíveis efeitos sobre os negócios brasileiros de infraestrutura do recrudescimento da pandemia da covid-19 na China.

Investimentos

Após apresentar estabilidade nos resultados dos últimos dois períodos, o primeiro semestre de 2022 expõe a percepção de um cenário desfavorável para promoção de investimentos nos próximos seis meses.

O porcentual de entrevistados que consideram o cenário para investimentos favorável (36,1% agora, ante 36,5% antes) permaneceu praticamente inalterado. O destaque é para uma variação significativa entre aqueles que anteriormente apresentaram um posicionamento neutro (24,9% agora, ante 31,1% antes) e passaram a considerar o cenário de investimentos para os próximos seis meses desfavorável (38,2% agora, ante 32,4% antes).

Entre os setores da infraestrutura que, segundo os entrevistados, deverão receber mais investimentos no período, o de Saneamento mantém a liderança que já tinha nos números divulgados em outubro – embora um porcentual menor de entrevistados tenha apostado em seu crescimento. Em outubro do ano passado, 67,1% acreditavam que o setor receberia investimentos expressivos. Agora, 60,2% têm a mesma percepção.

Também não houve alterações na segunda e na terceira posições – embora em ambos os casos também tenha caído o número de respostas favoráveis. No caso da Energia Elétrica, a queda foi de 63,5% para 58,1%. Já em ferrovias, que apresentava um índice de 41,9%, o número dos que apostam em investimentos no setor agora foi de 34,4%. O aumento da percepção dos investimentos em petróleo – que não aparecia entre os destaques de outubro passado e agora surge na sexta posição, com 22,8% – pode ser atribuído aos efeitos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

“Mesmo com a expectativa favorável em alguns pontos, ainda temos um longo caminho a ser percorrido para posicionar o Brasil no mesmo patamar de outros países onde a temática da infraestrutura encontra-se mais avançada”, aponta Gusmão.

Segurança Jurídica

A pesquisa aponta ainda uma melhora mais significativa no indicador que mede a percepção de segurança jurídica nos contratos de concessões e PPPs. A soma dos que responderam que a segurança jurídica era regular, boa ou ótima alcançou 73% no levantamento anterior. Na pesquisa atual, o conjunto de respostas ao mesmo quesito foi de 77,6%.

Trabalho

Mais uma vez o cenário para novas contratações no mercado apresenta uma percepção positiva frente às pesquisas anteriores. Na visão dos agentes da infraestrutura, houve um crescimento naqueles que identificam uma situação favorável para novas contratações tanto nos mercados onde atuam quanto nas empresas onde trabalham.

Na atual pesquisa, os entrevistados indicaram cenário entre favorável (46,1% ante 44,9% no segundo semestre de 2021) e neutro (34,4% ante 38,3% no segundo semestre de 2021) para novas contratações nos mercados onde atuam.

Conteúdo ESG

O trabalho da Abdib e da EY deste semestre chama atenção para o crescimento da importância dos critérios ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) na tomada de decisões sobre investimentos nos próximos anos. Foi destacada a parceria bilateral entre o Brasil e o Reino Unido, por meio do Brazil Green Finance Programme (BGFP), que trabalham em cooperação com instituições financeiras e bancos de fomento para estimular investimentos em infraestrutura alinhados com os critérios ESG.

Estudos recentes desenvolvidos pelo BGFP apontam para um potencial de investimentos na casa de R$ 3,6 trilhões em infraestrutura sustentável no Brasil até 2040. “A expectativa é de que, nos próximos anos, os critérios ASG deverão nortear todos os investimentos em infraestrutura no Brasil”, diz Tadini.

O Estado de S.Paulo - SP   31/05/2022

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), utilizado como parâmetro para corrigir contratos de aluguel de imóveis, arrefeceu a 0,52% em maio, após alta de 1,41% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 30.

O resultado ficou em linha com a mediana da pesquisa Estadão/Broadcast, que tinha piso de 0,05% e teto de 0,67%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou de 14,66% para 10,72%, também em linha com a estimativa intermediária do levantamento. Neste ano, o indicador acumula alta de 7,54%.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil, e é bastante afetado pelo desempenho do câmbio e dos produtos de atacado.

A desaceleração de maio foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que arrefeceu a 0,45%, ante 1,45% em abril. O índice de preços no atacado acumula variação de 10,82% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, passou de 1,53% para 0,35% na margem, com inflação acumulada de 10,09% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) avançou de 0,87% para 1,49%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 11,20%.

Segundo André Bráz, coordenador de Índices de Preços da FGV, o recuo nos índices de preços ao produtor e ao consumidor refletem a desaceleração dos preços dos combustíveis fósseis.

“No índice ao produtor, o óleo diesel, combustível de maior peso, variou 3,29% em maio, ante 14,70% em abril. Já no IPC, a gasolina, combustível com maior destaque no orçamento familiar, subiu 1,01% em maio, depois de ter avançado 5,86% em abril”, escreveu em nota.

Jornal de Brasília - DF   31/05/2022

Os juros fecharam a sessão regular com alta expressiva em toda a extensão da curva e nas máximas nos principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).

Com alta de 30 pontos-base, os vencimentos longos foram o destaque, refletindo a piora na percepção de risco externo, eleitoral e fiscal.

Os mercados fechados em Nova York em função do Memorial Day não só comprometeram a liquidez como deixaram os negócios por aqui vulneráveis a influências de várias ordens.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subiu de 13,335% no ajuste de sexta-feira para 13,41% e a do DI para janeiro de 2024 voltou aos 13,00%, de 12,795%.

O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 12,385%, de 12,129%. A do DI para janeiro de 2027 voltou a rodar acima dos 12%, fechando em 12,23%, de 11,929% no último ajuste.

As taxas que mais subiram foram as longas num dia de pressão nos títulos de renda fixa na Europa e alta dos preços do petróleo, que voltou a mirar US$ 120 o barril.

“Sem as Treasuries, o bônus alemão ficou como referência”, afirmou Jefferson Lima, da Mesa de Reais da CM Capital.

A inflação ao consumidor na Alemanha, em termos anuais, subiu de 7,4% para 7,9% em maio, acima do esperado pelo mercado (7,5%), colocando pressão nos bunds.

Ao mesmo tempo, o ambiente interno também gera apreensão, com mapeamento do quadro eleitoral e a insegurança trazida pelas tentativas de intervenção de preços em Brasília, ajudando a nublar as expectativas do mercado.

Depois do Datafolha na quinta-feira, nesta segunda-feira mais uma pesquisa eleitoral indicou que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva teria potencial para vencer já no primeiro turno.

Levantamento publicado pelo instituto FSB e encomendado pelo BTG/Pactual mostra que, sem João Doria (PSDB) na corrida presidencial, Lula ampliou a vantagem, no primeiro turno, sobre o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Em comparação com a pesquisa divulgada no final de abril, no cenário estimulado de primeiro turno, Lula sobe de 41% para 46% e Bolsonaro segue com 32%.

Caso a eleição fosse realizada hoje, descontados os voto brancos e nulos, o petista tem mais intenções de voto do que todos os outros adversários somados juntos.

“O discurso dele está ruim para o mercado”, disse um gestor. Sinalizações negativas com relação à política de preços da Petrobras e defesa da extinção do teto de gastos já externados pelo ex-presidente estão entre os pontos que o mercado julga preocupantes do ponto de vista fiscal.

Além disso, tentativas do governo como a de suspender a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que autorizou aumentos nos planos de saúde ajudam a trazer insegurança.

O vice-líder do Governo na Câmara, Sanderson (PL-RS), apresentou nesta segunda um projeto de decreto legislativo para sustar o reajuste, alegando que seria o dobro da inflação prevista pelo Banco Central em 2022, na casa de 7,1%.

Em meio a tantos ruídos, as declarações de Bruno Serra, em evento online da Kinea, não conseguiram mudar a dinâmica das taxas, mesmo sendo consideradas na linha mais dovish.

Serra mostrou-se otimista sobre o impacto benigno da apreciação do câmbio na inflação via suavização do efeito das commodities.

Afirmou ainda que é preciso manter o hiato do produto aberto para que a inflação possa voltar à meta, mas que a Selic a 13% por si só não terá forte efeito negativo sobre crescimento da economia.

Segundo o diretor, após controlar a inflação, o juro deve convergir para o nível que o BC considera neutro hoje, de cerca de 7% (real em 3,5%).

CNN Brasil - SP   31/05/2022

A Moody’s cortou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2022, de 5,2% a 4,5%, informou a agência de classificação de risco, em nota nesta segunda-feira (30).

De acordo com a instituição, desequilíbrios por conta da Covid-19, baixa no setor imobiliário e riscos geopolíticos elevados desacelerarão o crescimento da potência asiática.

Para 2023, a agência espera crescimento de 5,3% do PIB chinês.

“Esperamos uma recuperação do investimento em ativos fixos no segundo semestre, enquanto a normalização da demanda por bens e a desvalorização da moeda devem sustentar o crescimento das exportações. Mas o consumo só se fortalecerá se as preocupações com o coronavírus e as restrições diminuírem”, diz a vice-presidente e diretora de crédito sênior da Moody’s, Lillian Li.

Ainda que haja suporte monetário e fiscal este ano, ele será modesto e seu impacto apenas gradual, enquanto o cenário de incerteza reduzirá os incentivos para empresas invistam e aumentem sua dívida, avalia a Moody’s.

A agência também cita que mantém sua previsão pessimista para o mercado imobiliário da China.

“A maior aversão ao risco provavelmente levará a condições de financiamento apertadas e qualidade de crédito mais fraca no segundo semestre, principalmente para empresas mais fracas do setor privado, promotores imobiliários e emissores de alto rendimento”, projeta.

O Estado de S.Paulo - SP   31/05/2022

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou em reunião no Palácio do Planalto que os analistas do mercado financeiro caminham para rever suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano para um patamar em torno de 2%. O “termômetro” do PIB repassado ao presidente Jair Bolsonaro foi captado pelo BC em reuniões que o comando do banco tem com representantes do mercado financeiro.

A conversa ocorreu, na semana passada, nos bastidores da cerimônia em que Bolsonaro anunciou novas medidas do programa Crédito Brasil Empreendedor, segundo apurou o Estadão com fontes que participaram da reunião.

A projeção do Ministério da Economia utilizada no Orçamento é de alta de 1,5% do PIB neste ano. Já a projeção do BC permanece em 1%, mas deve subir no próximo relatório de inflação (documento que o BC divulga a cada três meses com o balanço de riscos para a inflação e previsões de indicadores econômicos).

Os auxiliares do presidente estão preocupados com o impacto da inflação e dos juros mais altos no crescimento no segundo semestre deste ano, na reta final das eleições. Como admitem ministros políticos do presidente, a economia e os preços elevados, sobretudo dos combustíveis, ameaçam a reeleição.

Na defesa de um cenário mais favorável, a área econômica tem reforçado os efeitos dos investimentos privados em concessões de infraestrutura já contratados e também do aumento do emprego. Na visão da área econômica, essa melhora do PIB reforçaria a avaliação de que os governadores também vão sentir o efeito do crescimento maior na arrecadação e que podem lidar com a redução de tributos sobre os combustíveis.

Depois de estimar até mesmo recessão em 2022, o mercado começou a rever para cima as previsões para o PIB. Algumas instituições estão com previsões acima da estimativa de 1,5%. Entre elas, a XP, que dobrou sua projeção de 0,8% para 1,6%. A LCA Consultores também subiu sua estimativa, de 0,7% para 1,6%.

Apesar dessa melhora nas projeções, economistas do mercado apontam incertezas para o segundo semestre do ano, com o efeito da política monetária mais restritiva, que o governo tentou combater com medidas de estímulo ao crédito, entre outras.

MINERAÇÃO

Valor - SP   31/05/2022

Novo presidente da instituição, Raul Jungmann quer que legislação ‘respeite os povos originários e leve em conta a Resolução 169 da OIT, que é o compromisso livre e informado’

Raul Jungmann, novo presidente do Ibram: “ garimpo ilegal é caso de polícia, porque destrói a vida e o meio ambiente” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

À espera da tramitação no Congresso do projeto que regulamenta a abertura das terras indígenas para a mineração, o novo presidente do Instituto Brasileiro da Mineração (Ibram), Raul Jungmann, defende a exploração mineral nessas áreas, apesar de fazer ressalvas ao texto.

“Somos favoráveis à mineração em terras indígenas como diz a Constituição. Mas cobramos uma legislação que respeite os povos originários e, sobretudo, leve em conta a Resolução 169 da OIT, que é o compromisso livre e informado”, diz Jungmann ao Valor. Ele assumiu no início do ano a presidência da entidade setorial que reúne grandes mineradoras que operam no país como Anglo American, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, CBMM, Gerdau e Vale.

“No que diz respeito ao garimpo ilegal, nossa posição é vertical e cristalina: garimpo ilegal é caso de polícia, porque destrói a vida e o meio ambiente. Não há o que se dizer além disso.”

Jungmann também diz que pediu audiência ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para falar sobre a necessidade de se ter maior controle sobre a extração de ouro por parte de garimpeiros; e maior controle do ouro que serve de matéria-prima para a produção de barras usadas como ativos financeiros.

“Há grande evasão de receitas. Queremos pedir ao BC maior fiscalização sobre as DTVMs [as distribuidoras de títulos e valores mobiliários que compram ouro dos garimpos na Amazônia e são autorizadas a funcionar pelo BC]. Há poucos dados disponíveis e os que existem são ruins”, disse. Há anos, agentes da Polícia Federal e técnicos de órgãos de controle apontam para os riscos de que parte do ouro comprado por DTVMs de garimpos legais provenha, na verdade, de garimpos ilegais.

Jungmann diz que o Ibram está trabalhando em um novo projeto, com a PF e a Interpol, que tem por base tecnologia inovadora, que vem sendo desenvolvida na Suíça e na França e poderia reconhecer a origem do ouro via radioisótopos. “Assim saberemos se aquele ouro vem de lugares regulares ou não.”

A mineração em terras indígenas é atividade prevista pela Constituição de 1988, mas nunca foi regulamentada e, portanto, segue proibida. Em terras indígenas na Amazônia a atividade garimpeira - sobretudo de ouro - é realidade antiga, que ganhou força nos últimos anos, embalada pelo discurso pró-garimpo do presidente Jair Bolsonaro. Calcula-se que existam ao menos 20 mil garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, que acaba de completar 30 anos de homologação. Detectar onde estão, com aviões, helicópteros e grandes máquinas é facílimo. Há garimpo também em terras mundurukus e em outras áreas. Contaminam rios e peixes, aumentam a ilegalidade e a prostituição, a violência e causam danos á saúde pública.

O projeto que tramita no Congresso e que tem apoio do governo (conhecido por PL 191) prevê não apenas garimpo em terras indígenas, mas também atividades de pesquisa e lavra de outros recursos minerais e hidrocarbonetos, e até o aproveitamento de recursos hídricos para geração de energia elétrica nas TIs.

As TIs são terras de usufruto indígena, mas de posse da União. O processo de demarcação é longo e cumpre várias etapas. As TIs na Amazônia são as áreas onde a floresta é mais preservada.

Em março, o Ibram emitiu uma nota enfatizando que o texto do PL 191 não era adequado, tinha recebido pouca discussão na sociedade e não escutava os índios de modo apropriado.

Defensores do projeto argumentam que a abertura de terras indígenas às empresas pode profissionalizar a atividade mineral nessas áreas em vez de deixar que o garimpo ilegal e crimes associados - lavagem de dinheiro, contrabando e, sobretudo, ameaças a indígenas - siga ditando as regras. Há muita resistência indígena, contudo, ao lobby das empresas, que costumam dizer que no Canadá há mineração em TIs.

No Canadá, contudo, não existe Amazônia e o direito das chamadas First Nations é muito mais respeitado do que no Brasil.

Por aqui há uma lista de problemas. Os riscos de acidentes em barragens de rejeito que seriam construídas em terras indígenas; o impacto à vida das comunidades provocado pela mineração; o impacto da abertura de estradas. Outra dificuldade tem relação com um conceito crescentemente empregado por grandes mineradoras: licença social. Em outras palavras: e se, apesar de ter aval legal, um projeto for rejeitado pelos indígenas?

Jungmann lembra que globalmente 2021 foi um ano excelente para o setor. A produção cresceu 7% e 62% em faturamento. O desempenho no primeiro trimestre deste ano mostra, contudo, reversão. No Brasil registrou-se queda de 20% na produção e 30% em faturamento, principalmente pela política de lockdown na China e os Jogos de Inverno, em Pequim.

“Precisamos diversificar”, diz Jungmann, lembrando que o minério de ferro responde por 73% da produção no país. “A transição para a economia de baixo carbono demanda minérios estratégicos como nióbio, níquel, manganês, titânio, lítio.” Diz que é preciso reciclar, reusar rejeitos, recuperar materiais. “Uma de nossas fragilidades é ter só 3% do território nacional com mapeamento geológico no país, na escala ideal, que é 1 por 50 mil. O Canadá tem 95%.”

“O Serviço Geológico Brasileiro, que tem que fazer este mapeamento, não tem apoio”, diz Jungmann. Ele defende parcerias público-privadas para ampliar os dados.

O Plano Nacional de Mineração de 2030, apresentado em 2010, definia escala de mapeamento de 1 para 250 mil até 2030 na Amazônia Legal. Isso quer dizer uma coleta de dados para cada 2,5 km de raio, explica Marcio Remédio, diretor de geologia e recursos minerais do Serviço Geológico do Brasil.

Fora da Amazônia o plano define mapeamento na escala 1 para 100 mil. O país tem 48% mapeado nesta escala fora da Amazônia. “O mapeamento geológico é a base de qualquer conhecimento territorial”, diz Remédio. O plano para 2050 está em revisão.

IstoÉ Dinheiro - SP   31/05/2022

A mineradora chinesa Sul Americana de Metais (SAM) informou nesta segunda-feira que obteve na Agência Nacional de Mineração (ANM) a aprovação do Plano Integrado de Aproveitamento Econômico (PIAE) de um projeto de minério de ferro de 2,1 bilhões de dólares, previsto para o norte de Minas Gerais.

O PIAE é requisito fundamental para o requerimento de lavra e passo importante para o projeto. A empresa agora poderá buscar outras etapas, como a obtenção da Licença Prévia, desenvolvimento da engenharia básica e a Licença de Instalação.

Segundo o diretor de engenharia da SAM, Eder de Silvio, a liberação do plano pela ANM atende a legislação que regulamenta o processo de abertura de uma mina no Brasil.

A SAM disse em nota que manterá a ANM informada a cada seis meses do andamento do processo de licenciamento.

O Projeto Bloco 8 é formado principalmente por um complexo minerário e uma barragem de rejeitos desenvolvida com técnica de linha de centro, a qual a empresa afirma ser mais segura do que o método a montante.

O projeto prevê a extração do minério de baixo teor (média de 20% de ferro) e a transformação em um produto de alta qualidade, com produção anual de 27,5 milhões de toneladas de concentrado.

O projeto tem como compromisso fomentar na região uma plataforma de crescimento econômico e social, disse a SAM.

A previsão é que sejam gerados 6.200 novos postos de trabalho direto durante o pico da fase de implantação do Projeto Bloco 8, e mais 1.100 empregos durante a sua operação.

Valor - SP   31/05/2022

Com isso, a principal matéria-prima do aço reduziu a 4% as perdas acumuladas no mercado transoceânico em maio

Os preços do minério de ferro iniciaram a semana em alta no mercado à vista, marcando a terceira sessão consecutiva de alta, em meio ao relaxamento das medidas de isolamento social na China para conter o surto de covid-19.

Nos portos do norte do país asiático, maior importador da commodity, o minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia a US$ 136,60 a tonelada, com ganho de 1,6%, segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights.

Com isso, a principal matéria-prima do aço reduziu a 4% as perdas acumuladas no mercado transoceânico em maio. No ano, os ganhos se aproximam de 15%.

Os contratos futuros mais negociados de minério, para setembro, fecharam o dia em alta de 2,8% na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), a 878 yuan por tonelada.

Os contratos futuros mais negociados de minério, para setembro, fecharam o dia em alta de 2,8% na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), a 878 yuan por tonelada — Foto: Agência Vale

Brasil Mineral - SP   31/05/2022

Além dos equipamentos, o contrato prevê atuação conjunta visando o desenvolvimento de máquinas elétricas autônomas.

A XCMG assinou um contrato com a Vale para fornecimento de caminhões elétricos movidos a bateria para as operações de minério de ferro, níquel e cobre da mineradora. Além dos equipamentos, o contrato prevê atuação conjunta visando o desenvolvimento de máquinas elétricas autônomas, que atendam aos objetivos de descarbonização.

A assinatura desse primeiro contrato é um importante avanço em relação ao MOU (Memorando de Entendimento) firmado pelas companhias em 2021 para potencial fornecimento de equipamentos. O MOU inclui dois caminhões de 72 toneladas elétricos movidos a bateria, com zero emissões, que deverão ser entregues em junho de 2022, para operar nas minas da Vale no estado de Minas Gerais.

O memorando também inclui um outro caminhão elétrico de 240 toneladas, da classe zero emissões, que deverá ser testado em uma data ainda indefinida. Provavelmente será uma versão do modelo de 240 toneladas que a XCMG já produz, com acionamento elétrico.

FERROVIÁRIO

Globo Online - RJ   31/05/2022

A fabricante de veículos sobre trilhos Marcopolo Rail, uma divisão de negócios da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, será a responsável pela construção das três unidades que serão utilizadas no sistema People Mover, de transporte de passageiros no aeroporto internacional de São Paulo. Esses veículos circularão entre os três terminais de Guarulhos e a estação Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em uma linha elevada.

Atualmente, para chegar ao aeroporto, os passageiros descem na estação terminal de trem, que fica no lado oposto aos terminais, e são obrigados a pegar um ônibus, num trajeto que dura no mínimo dez minutos.

— A fabricação dos veículos acontecerá na unidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e já começa neste mês de maio. A previsão de entrega do último dos três veículos é para julho de 2023 — diz Petras Amaral Santos, gerente executivo da unidade de negócio Marcopolo Rail.

O contrato para a fabricação dos três veículos foi assinado este mês entre a empresa e o Consórcio AeroGru, formado pelas companhias Aerom, HTB, FBS e TSEA. Cada veículo pode transportar 200 passageiros. As unidades são articuladas, têm motor elétrico e funcionam com propulsão a ar. As rodas são iguais às dos trens comuns.

O sistema terá 2,6 km de vias elevadas, com quatro estações que podem ser percorridas em seis minutos. O trecho será gratuito. Os veículos serão equipados com ar-condicionado, Wi-Fi, espaço para bagagens e painéis de informações conectados ao aeroporto. Funcionam no sistema driveless, ou seja, sem condutor.

Thiago Nykiel, da Infraway, consultoria especializada em infraestrutura, lembra que a construção de um sistema de transporte de passageiros não era obrigação da concessionária após a privatização, já que incluía apenas a infraestrutura aeroportuária. Com um aditivo no contrato feito pelo Ministério da Infraestrutura, a responsabilidade ficou com a Gru Airport, que terá que fazer também a operação do sistema.

— Com isso, a concessionária terá desconto na outorga fixa que tem que pagar anualmente ao governo — explica Nykiel.

O investimento no projeto é estimado em R$ 272 milhões, custeado com recursos da outorga.

Atraso histórico

Vinte e dois anos atrás, o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin e a Infraero assinaram um contrato para uma linha de trem que ligaria a capital a Guarulhos. A expectativa, era que a obra ficasse pronta em 2005, mas isso não aconteceu. Em 2012, o aeroporto de Guarulhos foi privatizado e a concessionária vencedora tinha planos de usar o terreno ao lado do terminal 2 para um empreendimento.

Por isso, a estação do trem acabou sendo erguida do outro lado da avenida que leva ao aeroporto, obrigando os passageiros a utilizarem um ônibus para se deslocar até os terminais. O empreendimento, entretanto, não aconteceu.

No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o contrato que previa o início das obras do monotrilho. O órgão entendeu que faltavam estudos comparativos que demonstrassem a viabilidade desse transporte.

A GRU Airpot informou que o TCU liberou o projeto em fevereiro deste ano. Se novos atrasos não acontecerem, o monotrilho deve começar a funcionar em abril de 2024.

De acordo com a concessionária, o projeto já foi iniciado e está em fase de detalhamento, execução do canteiro de obras e preparação do terreno. A concessionária fará a gestão do projeto que será executado pelo consórcio AeroGRU.

"Os investimentos relativos ao People Mover serão reequilibrados pelo poder concedente conforme aditamento ao contrato de concessão celebrado com a concessionária", informou a Gru Airport sobre o desconto no valor da outorga.

NAVAL

Valor - SP   31/05/2022

Consultores de navios estimam que cerca de 12% dos navios de contêineres do mundo não conseguem atracar nos portos já bastante congestionados e a situação perdura por semanas

As operadoras de navios estão tentando adicionar milhões de novos contêineres para lidar com uma severa crise de capacidade, mas as caixas estão presas nos navios e nos portos à medida que o transporte entra em seu período mais movimentado.

A alta temporada de remessas geralmente começa no final de junho, quando os importadores começam a encomendar produtos para as temporadas de volta às aulas após as férias no Hemisfério Norte. Este ano, os pedidos saíram em meados de maio, quando as empresas tentaram evitar a escassez de produtos que as atormentaram no ano passado. O início antecipado aumentou os desafios de desobstruir a cadeia de suprimentos.

“Os importadores agora estão trazendo carga por precaução, não apenas a tempo, e isso resulta em mais contêineres no porto”, disse Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles. “Eles continuarão apertados até o início do ano que vem se não aumentarmos a velocidade para tirá-los dos navios e do porto.”

Seroka disse que o número de contêineres está aumentando gradualmente e que o porto terá que lidar substancialmente com mais carga, já que Xangai, o maior porto do mundo, está abrindo após um fechamento de dois meses em toda a cidade para combater um surto de covid-19.

Consultores de navios estimam que cerca de 12% dos navios de contêineres do mundo não conseguem atracar nos portos já bastante congestionados e a situação perdura por semanas. Além disso, o transporte terrestre — especialmente nos Estados Unidos — ainda é prejudicado pela falta de trens, motoristas de caminhão e espaço limitado de armazenamento.

Operadores de navios dizem que, no início de 2022, havia cerca de 50,5 milhões de contêineres disponíveis, 8 milhões a mais do que antes da pandemia. O aumento ocorreu devido à crescente demanda por importações asiáticas por grandes varejistas americanos como Walmart e Amazon, que coletivamente representam mais de um quarto de todas as importações de contêineres nos Estados Unidos.

Normalmente, leva em média 45 dias para que os produtos sejam embarcados da China para os Estados Unidos. Agora são mais de 100 dias, segundo executivos. “Nos portos de exportação, os navios de Xangai esperam mais tempo para serem carregados, e nos portos de importação, como Los Angeles, ficam presos porque não há espaço nos depósitos de contêineres”, disse Lars Jensen, diretor-presidente da consultoria Vespucci Maritime, com sede na Dinamarca.

Com os emaranhados da cadeia de suprimentos desacelerando o movimento de mercadorias, as transportadoras estão facilitando a adição de contêineres. A Hapag-Lloyd adicionou 50 mil unidades em seus navios no segundo trimestre deste ano.

Um representante da gigante dinamarquesa de transporte e logística A.P. Moller-Maersk disse que a escassez global de contêineres parece ter acabado, com um número recorde de caixas vazias esperando para serem carregadas nos portos asiáticos, uma reversão completa do ano passado, quando levou meses para milhares de contêineres vazios nos portos ocidentais para voltar para a Ásia.

Operadores de navios dizem que, no início de 2022, havia cerca de 50,5 milhões de contêineres disponíveis, 8 milhões a mais do que antes da pandemia — Foto: Pixabay

PETROLÍFERO

Globo Online - RJ   31/05/2022

O preço petróleo opera em alta na manhã desta segunda-feira e a cotação do barril do tipo Brent chegou a ser negociada acima de US$ 120, após ter subido 6% na semana passada.

A alta ocorre em meio a um alívio nas restrições da China, após lockdowns seguidos nas principais metrópoles chinesas para conter uma nova onda de Covid terem derrubado a atividade econômica no país. O principal porto de Xangai anunciou que vai retomar as operações a partir de junho e autoridades de Pequim afirmaram que o surto de coronavírus está sob controle.

Por volta das 8h, o Brent era negociado a US$ 119,80, com alta de 0,31%. O petróleo deve fechar em maio no sexto mês seguido de alta.

Valor - SP   31/05/2022

Mas o fato de a Europa evitar os suprimentos do país forçam os barris a percorrerem rotas mais longas para compradores na Ásia

As exportações marítimas de petróleo da Rússia fluem inabaláveis enquanto a União Europeia (UE) busca um acordo de sanções. Mas o fato de a Europa evitar os suprimentos do país forçam os barris a percorrerem rotas mais longas para compradores na Ásia.

Os embarques gerais de petróleo aumentaram nos sete dias até 27 de maio, em grande parte ignorando as restrições da UE que as tradings veem como proibição de negociar com empresas estatais de energia russas.

Um total de 34 petroleiros carregaram 25 milhões de barris dos terminais de exportação do país, segundo dados de rastreamento de navios e relatórios de agentes portuários. Isso colocou os fluxos médios em 3,58 milhões de barris por dia, um aumento de 4% em relação aos 3,44 milhões na semana encerrada em 20 de maio.

A UE tenta elaborar um pacote de sanções que seja aceitável para todos os seus membros. A oposição húngara continua sendo o principal obstáculo, mesmo depois de a UE ter diluído sua proposta de excluir as entregas através do trecho sul do sistema de oleodutos Druzhba, do qual a Hungria depende para o abastecimento de sua refinaria do Danúbio.

Embora a autossanção do petróleo russo por empresas europeias tenha desviado os fluxos para a Ásia, até agora está tendo pouco impacto no nível geral de embarques de petróleo, que se estabilizaram em cerca de 3,5 milhões de barris por dia.

A Rússia exporta petróleo de quatro áreas principais: o Mar Báltico no noroeste da Europa, o Mar Negro, o Ártico e terminais na costa do Pacífico.

Navio-tanque russo de tamanho Aframax — Foto: Divulgação/Rosneft

Os números de embarques semanais podem variar dependendo do momento em que os petroleiros partem, o que também é fortemente influenciado pelo clima nos portos - como tem sido o caso nas últimas semanas.

Os fluxos de petróleo dos terminais no Báltico, principal ponto de venda da Rússia, caíram no período em 104.000 barris por dia, ou 7%. Mas a queda foi mais do que compensada por maiores volumes do porto de Novorossiysk, no Mar Negro, onde aumentaram 167.000 barris por dia, ou 24%.

As exportações de Murmansk, que lida com petróleo produzido ao longo da costa ártica da Rússia, também aumentaram, atingindo seu nível mais alto em três semanas. Os fluxos aumentaram em 86.000 barris por dia, ou 37%.

Enquanto isso, os embarques dos três terminais orientais do país na costa do Oceano Pacífico permaneceram inalterados em relação à semana anterior. Não houve embarques de petróleo Sokol do projeto Sakhalin-1 por uma terceira semana.

(Colaborou Sherry Su)

TN Petróleo - RJ   31/05/2022

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo César Magalhães Domingues durante o Seminário Energia: Desenvolvimento, Desafios e Oportunidades, promovido pela Firjan e pelo Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ) que aonceceu hoje 30/05, apresentou o desempenho do Brasil no mercado internacional, como o sétimo maior produtor de petróleo e a mesma posição como maior exportador. Mostrou ainda o volume crescente de investimentos que vem ocorrendo em diversas áreas, em especial, após a realização de leilões.

“Quando o mundo trata hoje de transição energética, o Brasil já está muito à frente”, completou referindo-se à estratégia do país em avançar em energias limpas e renováveis.

O secretário também fez referência à produção de hidrogênio, que conforme explicou tem uma sinergia grande com a produção da eólica offshore (no mar). “A eólica offshore associada à produção de hidrogênio, que é extremamente eletrointensivo, é bastante interessante. Tem a eólica offshore, produz hidrogênio, uma parte dessa energia fica no Brasil e outra parte é transformada em hidrogênio tanto para uso interno como para a exportação”, revelou.

“Estamos criando todo o arcabouço legal, regulatório e jurídico para permitir o crescimento dessas fontes no Brasil”, concluiu.
Gás natural

O diretor-geral da ANP, almirante Rodolfo Saboia, indicou que o mercado de gás natural no Brasil tem passado por uma transformação ainda maior que o de petróleo, mas esbarra na necessidade de uma estrutura maior para se desenvolver.

“O Brasil carece enormemente de infraestrutura de gás natural. Temos algumas centenas de vezes menos quilômetros de gasodutos que os Estados Unidos e do que a Argentina, por exemplo”, indicou, acrescentando que a situação tem melhorado nesse aspecto a partir da aprovação da lei do novo mercado de gás, no ano passado.

“A gente já está vendo uma dinâmica diferente no mercado de gás natural. A gente está caminhando de um mercado que saiu do monopólio de fato da Petrobras, até recentemente, para um outro em que já há a entrada de um grande número de players com simplificações regulatórias, porque o regime agora não é mais de concessões”, observou.

A diretora de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Esteves, destacou a importância da biomassa para a produção de energia, que já ultrapassou a utilização da cana para obter o etanol e passou a utilizar outros produtos. “A gente tem a quarta maior produção agrícola do mundo. Isso tem uma sinergia muito grande com o nosso potencial de bioenergia”, afirmou.

AGRÍCOLA

Auto Industria - SP   31/05/2022

Confiante na continuidade do crescimento na área de veículos pesados, incluindo caminhões e máquinas agrícolas, a Iochpe-Maxion está investindo R$ 100 milhões em novas tecnologias e na expansão da capacidade da sua fábrica de Cruzeiro, SP, onde produz rodas de aço e também componentes estruturais.

Marcos de Oliveira, CEO e presidente da Iochpe-Maxion, informa que o aumento da produção será da ordem de 20% a 25%, com a adição de 400 mil rodas de caminhões e 110 mil rodas agrícolas à capacidade anual. Ou seja, só para caminhões serão 2,4 milhões de unidades por ano a partir do primeiro trimestre de 2023, quando os investimentos nesse segmento forem concretizados. No caso das rodas agrícolas, a nova capacidade será alcançada no último trimestre do ano que vem.

O executivo admite que o momento envolve incertezas do mercado geradas pela pandemia e pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, mas diz que o compromisso de longo prazo da Iochpe-Maxion é atender as necessidades dos clientes com qualidade e volumes adequados:

“Não estamos apenas aumentando a capacidade para atender à crescente demanda por nossos produtos, mas também aprimorando ainda mais nossos processos de fabricação para garantir que nossas soluções de produtos continuem agregando valor e permaneçam competitivas em termos de custos. À medida que crescemos no Brasil, também estamos fortalecendo nossas operações no México para atender nossos clientes norte-americanos”.

Em relação aos componentes estruturais, além de aumento de capacidade também haverá diversificação do portfólio de peças para fortalecer ainda mais o relacionamento com os fabricantes de caminhões. Além da fábrica de Cruzeiro, dedicada 100% aos pesados, a Iochpe-Maxion também tem fábricas em Santo André, no ABC paulista, e em Limeira, SP.

Líder mundial na produção de rodas automotivas e líder na produção de componentes estruturais automotivos nas Américas, a empresa çpossui 32 plantas em 14 países e cerca de 17 mil funcionários nas suas duas divisões: Maxion Wheels e Maxion Structural Components. O CEO da companhia comentou que certamente haverá aumento no quadro de mão de obra da fábrica de Cruzeiro, adiantando que serão contratações gradativas ao longo dos próximos meses, sem número definido no momento.

Oliveira também fez questão de lmebrar o recente anúnico do Roadmap Zero, estratégia da empresa para apoiar a descarbonização da mobilidade, com o objetivo de se tornar neutra em carbono até 2040.

O Estado de S.Paulo - SP   31/05/2022

Produtor rural há dez anos, Fabrício Maestrello pela primeira vez vai reduzir a área plantada com soja na safra a ser semeada em setembro. Dos 1,2 mil alqueires (cerca de 2,9 mil hectares ou a área equivalente a quase 3 mil campos de futebol), próprios e arrendados que normalmente cultiva na região de Paranacity, noroeste do Paraná, ele vai plantar a metade. O motivo do corte foi a alta de preços dos insumos. “O aumento foi muito superior à valorização do grão, é um negócio que você entra devendo”, afirma.

Os três vilões da alta de custos, segundo o produtor, são o fertilizante, o defensivo e o combustível. Neste ano, Maestrello desembolsou R$ 6,2 mil pela tonelada de adubo, 120% a mais do que na última safra. Pelo litro do herbicida, pagou R$ 90, quatro vezes o que gastou em 2021. Isso sem falar no diesel usado nos tratores. “Custava R$ 4 e pouco o litro e agora está quase R$ 7.” No período, a soja no mercado futuro subiu cerca de 40%.
Recorde indesejado

A forte pressão de custos dos insumos enfrentada por Maestrello é a realidade dos agricultores brasileiros que vão plantar a safra mais cara da história, apontam levantamentos de várias instituições. A guerra entre a Ucrânia e a Rússia, esta última um dos principais exportadores de adubos para o Brasil e a crise energética e logística da China, onde estão as fábricas de defensivos, além da alta do diesel, levaram os preços de insumos às alturas.

Pressões de custos dos grãos soam como um sinal de alerta para uma inflação de alimentos “encomendada”, que pode se concretizar em 2023 ou não, a depender da situação do mercado na hora da comercialização da safra.

Nas contas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o gasto médio no País para produzir um hectare este ano deve crescer 45% para a soja e aumentar quase 50% para o milho em relação ao anterior. “Pode ser que o custo seja ainda maior”, frisa Maciel Silva, coordenador de Produção Agrícola da CNA. É que, neste momento, nem todos os insumos foram comprados e, portanto, estão sujeitos a altas de preços, diz.

No entanto, o aumento de custos em regiões específicas e consolidadas na produção de grãos supera a média nacional calculada pela CNA. A alta dos gastos com insumos para a próxima safra de soja varia entre 60% e 70% no norte do Paraná e no Mato Grosso em relação à anterior, apontam a cooperativa Cocamar, de Maringá (PR), e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária.
Fertlizante

O fertilizante é o item que mais deve contribuir para que a próxima safra de grãos seja a mais cara da história recente, segundo analistas especializados em agronegócio. Nas contas do superintendente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Anderson Bertoletti, o aumento do preço do produto no último ano foi de 140%, seguido pelo dos defensivos (de 60% a 70%) e pelo das sementes (15% a 20%).

Diante do cenário de incerteza sobre a disponibilidade de produto e do risco de preços ainda mais elevados, a cooperativa, que reúne 16 mil produtores no norte do Paraná, tem antecipado as compras. Hoje, 80% dos insumos já foram comercializados, ante 60% nesta mesma época de anos anteriores. Além da alta de preços, pode faltar algum produto, alerta o superintendente.

Neste momento, a indústria de adubos está fazendo uma ginástica enorme para disponibilizar os fertilizantes em razão de problemas logísticos decorrentes da guerra na Ucrânia, aumento de custos de frete marítimo e a maior demanda mundial por adubos, segundo o diretor executivo da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), Ricardo Tortorella.

No primeiro bimestre, o dado mais recente disponível, houve retração de 11% nos volumes de fertilizantes entregues aos agricultores brasileiros para todas as lavouras em relação a igual período de 2021, segundo dados da Anda.

“O mundo mudou, não é como antes, tem um sinal amarelo ligado”, afirma Tortorella, fazendo referência às incertezas geopolíticas no mercado provocadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Apesar disso, ele diz que o setor está conseguindo atender a demanda, mas não no ritmo desejado.

Hoje o Brasil produz só 15% dos fertilizantes que consome. O Plano Nacional de Fertilizantes, recentemente lançado, só vai começar a ter efeitos na oferta no longo prazo. Esses fatores contribuem para um cenário incerto de preço dos adubos no curto prazo.

Em resposta ao aumento de custos de insumos e ao juro mais elevado para o custeio da próxima safra, o gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, Guilherme Belotti, acredita que os agricultores vão reduzir o ritmo de expansão da área plantada de grãos. “O produtor deve ficar mais cauteloso”, diz, lembrando que nas duas últimas safras houve avanços significativos. Para ele, por mais que os preços das commodities estejam elevados, as margens de ganho dos produtores devem ser achatadas em razão dos aumentos de custos.

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