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30 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   30/05/2022

Além da guerra na Ucrânia, setor russo sofre com o rublo forte, o aumento de preços do carvão e a expansão das taxas de frete e dos custos de seguro de transporte

As siderúrgicas russas eram as mais lucrativas da indústria global antes da guerra na Ucrânia. Agora, estão sendo forçadas a vender para alguns compradores com grandes descontos.

Os produtores do país viram seu leque de opções diminuir à medida que as sanções sufocam as vendas para o principal mercado, o europeu, e os clientes de outros lugares ficam mais cautelosos ao lidar com empresas russas.

Com os produtores buscando compradores alternativos, aqueles que estão dispostos a comprar querem fazê-lo a preços mais baixos.

Um exemplo claro é o caso da Severstal PJSC, que recebeu demandas de importadores na Ásia para vender com descontos de até 40% sobre o preço de mercado das placas de aço, segundo três pessoas a par do assunto. Elas informaram ainda que os clientes na Turquia também querem cortes de preços.

Alguns produtos siderúrgicos russos se tornaram não lucrativos porque o setor também está sendo atingido pelo rublo forte e pelo aumento de preços do carvão, das taxas de frete e dos custos de seguro de transporte, disseram as pessoas.

É uma grande reviravolta para a indústria siderúrgica do país, grande exportadora e que há décadas desfrutava de custos ultrabaixos. As margens de lucro às vezes excediam 40%, em comparação com menos de 10% para pares no exterior.

O revés para o setor siderúrgico da Rússia acontece enquanto o "auto-seccionamento" ocorre nos mercados de commodities, com traders e fabricantes lutando para superar restrições impostas pelos governos. Por exemplo, a relutância dos comerciantes em lidar com o paládio produzido na Rússia está criando um deslocamento incomum de preços entre os hubs na Europa e em Nova York.

Para o aço, os afetados pelas sanções da União Europeia (UE) ou do Reino Unido incluem Severstal, Evraz Plc e Magnitogorsk Iron & Steel PJSC. A UE também proibiu a importação de alguns produtos russos.

Além disso, os produtores russos enfrentam o desafio da alta do rublo, que reduz a receita de vendas no exterior. Apesar das amplas sanções, os controles de capital e o aumento das exportações minaram a demanda por divisas e recentemente elevaram o rublo ao maior nível desde 2018.

Enquanto outra redução na taxa de juros esta semana interrompeu o avanço do rublo, a taxa da moeda ainda é muito forte para os exportadores de aço obterem lucro com alguns produtos importantes. As vendas para a China estão perdendo cerca de 16.000 rublos (US$ 239) por tonelada de aço, disseram as pessoas com conhecimento sobre o assunto.

Alguns produtores começaram a cortar a produção, disse Alexey Sentyurin, diretor executivo da associação siderúrgica da Rússia, ao jornal RBC nesta semana. Severstal, Novolipetsk Steel PJSC e Evraz não quiseram se manifestar sobre o assunto para a agência Bloomberg.

A Magnitogorsk já reduziu a produção e está operando em um nível de capacidade cerca de 40% abaixo do que estava fazendo em janeiro e fevereiro, disse um porta-voz.

O Ministério da Indústria e Comércio russo espera que a demanda doméstica de aço caia 9% este ano. Os produtores russos pediram a redução dos impostos, pois a guerra prejudica seus negócios, embora seus pedidos ainda não tenham sido ouvidos pelo governo.

SEGS.com.br - SP   30/05/2022

Quando se fala em aço, é comum pensar em grandes obras, como a construção de navios, sistemas ferroviários, infraestruturas em rodovias, aeroportos e hospitais. Entretanto, a realidade é que as aplicações do aço estão muito mais presentes na rotina das pessoas do que imaginamos. Diante disto, o metal desempenha um papel fundamental ao fornecer soluções para praticamente todos os setores da economia brasileira.

Como consequência da relevância do material para os diversos setores econômicos e industriais, a produção brasileira de aço tem demonstrado importante crescimento. Segundo o Instituto Aço Brasil, a produção do aço, em março, registrou um aumento bruto de 2,9 Mt, o que representa 10,1% de crescimento em relação ao mês anterior. Já as vendas internas do material aumentaram em 20,2% se comparadas a fevereiro, chegando a 1,8 Mt.

Estes dados demonstram que, mesmo que haja mudanças nos processos produtivos e outros materiais entrem em cena ao longo dos anos, o aço apresenta vantagens que o tornam um produto robusto para o mercado de metais. Para que se entenda, o material em si é dúctil, com sustentação mecânica, moldável e detém uma flexibilidade que não inviabiliza a sua resistência. Desta forma, torna-se um produto difícil de ser batido em termos de processos produtivos.

Aplicações do aço em utensílios utilizados no dia a dia

Diante da versatilidade apresentada pelo aço, algumas aplicações do metal passam despercebidas nas atividades diárias, mas estão presentes em diversos lugares como em colchões fabricados com molas de arame, cintos, relógios, bijuterias feitas com fivelas de arames. Além de grande parte dos utensílios domésticos, como geladeiras, fogões, máquinas de lavar e secadoras de louças.

Vale destacar que é possível identificar setores específicos que se diferenciam pelo alto consumo do metal, como o da construção civil. No Brasil, a técnica mais utilizada é a de concreto armado, em que o vergalhão é utilizado como um dos principais materiais para o processo de construção.

Nesse sentido, outro segmento de destaque no consumo do metal é o de logística, uma vez que os principais meios de transporte, como navios, trens e caminhões, são todos feitos de aço, o que contribui para o desenvolvimento dos setores, não apenas logístico, mas também em toda cadeia industrial.

O impacto da guerra na indústria do aço

Devido ao cenário de incertezas ocasionado pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o setor do aço registrou forte aumento no preço do material, principalmente, no mercado internacional. Estes aumentos foram ocasionados, especialmente, pelo fechamento de siderúrgicas e minas de minério de ferro na Ucrânia, pela redução da disponibilidade de energia elétrica destinada à fabricação do metal em países europeus, bem como pela insegurança por parte dos armadores em enviar navios para portos próximos às regiões de conflito.

Diante disso, nota-se que com a redução da oferta do aço, principalmente os semiacabados, para os países ocidentais, abriu-se uma oportunidade para o aumento do mercado brasileiro. Consequentemente, muitas siderúrgicas do país aumentaram seus preços com base na demanda do mercado externo.

Desta forma, fica nítido que o setor, assim como outros, enfrenta desafios no atual contexto de mercado. No entanto, a relevância do metal perante a indústria, como um dos principais componentes do processo produtivo de diversos segmentos, o torna indispensável para determinados setores e fundamental para o desenvolvimento econômico do país.

ECONOMIA

Jornal de Brasília - DF   30/05/2022

O Ministério da Economia informou nesta sexta, 27, que não divulgará os dados da balança comercial de maio na próxima quarta-feira, 1º de junho.

O adiamento decorre da operação padrão dos analistas de comércio exterior, que começou em 2 de maio.

Os dados devem ser publicados até o décimo dia útil do mês, mas a Pasta não informou quando fará a divulgação.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, oportunamente serão informadas as novas datas, tanto da coletiva quanto da publicação dos respectivos materiais explicativos.

A secretaria também informou que não haverá divulgação dos dados preliminares da quarta semana de maio na próxima segunda-feira, 30.

O Estado de S.Paulo - SP   30/05/2022

Na busca do apoio dos empresários descontentes com a política industrial e redução das tarifas de importação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu recriar ainda este ano o Ministério da Indústria e Comércio Exterior, que foi extinto e anexado ao superministério do ministro da Economia, Paulo Guedes, no início do governo.

Rival de Bolsonaro na corrida presidencial deste ano e liderando as pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já deu sinais que, se eleito, pode desmembrar o Ministério da Economia e repetir o que fez no seu primeiro mandato, em 2003, quando nomeou um empresário para o comando de um novo ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. O empresário Luiz Fernando Furlan foi o primeiro ministro da pasta e tinha uma relação próxima com Lula para levar diretamente ao presidente as demandas do setor.

Os empresários que pediram ao presidente a recriação do ministério reclamam agora que não há essa interlocução direta e que a pasta de Guedes é muito grande, o que na avaliação deles acaba deixando os assuntos da indústria e comércio exterior em segundo plano.

“O presidente Bolsonaro foi sensível à nossa demanda. Depois da pandemia e da guerra na Ucrânia, há uma necessidade de fortalecer a indústria”, disse ao Estadão o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. “Na hora que concentra muita coisa no ministério, que já é grande, a indústria acaba virando um apêndice”, disse ele, ressaltando que não é uma insatisfação especificamente com Guedes, mas ponderou que no seu ministério há uma visão financista de um conjunto de economistas liberais que “às vezes não fazem um relação de custo e beneficia de toda a sociedade”.

Para o empresário, o Brasil não pode estabelecer uma política industrial sem ter um ministério da indústria e do comércio exterior. Ele disse que vê com preocupação as últimas medidas tomadas pelo governo, como a redução de alíquotas de importação, o que favorece a competição de produtos estrangeiros.

Centrão

Em evento da Fiemg em Minas, segundo maior colégio eleitoral, com a presença de boa parte da bancada mineira, Bolsonaro se comprometeu a recriar a pasta ainda este ano. Por trás dessa pressão, há também a cobiça das lideranças do Centrão em abocanhar o comando de mais ministérios e as eleições deste ano.

Como mostrou o Estadão, a formalização da aliança de Lula com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que vai concorrer ao governo do Estado, acendeu o sinal amarelo no Palácio do Planalto

Desde o início do governo, Guedes foi alvo de fogo amigo de aliados do presidente de olho em nacos do seu superministério, que chegou a ter cinco áreas: Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio Exterior, Previdência e Trabalho. Trabalho e Previdência já foram desmembradas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressista-AL), é um dos patrocinadores da mudança. Presente também no evento organizado pelo Fiemg, Lira disse que com a promessa o presidente marcou um gesto firme. “Só precisamos de mais quatro anos”, disse o presidente da Câmara.

A renovação da artilharia do fogo amigo na direção de Guedes ocorre num momento em que ele teve dois auxiliares transferidos pelo presidente Bolsonaro para postos-chave do governo alvos do Centrão: Adolfo Sachsida para o Ministério de Minas e Energia e Caio Paes de Andrade para a Petrobras.

O desmembramento de outras áreas do ministério é um tema sensível para Guedes, que por várias vezes reagiu às pressões ameaçando deixar o cargo. No Ministério da Economia, as críticas à política industrial são vistas pelos técnicos como "chororô" de setores da indústria que pedem por protecionismo.

IstoÉ Dinheiro - SP   30/05/2022

Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles vê com preocupação as medidas adotadas pelo governo e pelo Congresso para conter a inflação, como o projeto aprovado nesta semana na Câmara que limita a alíquota do ICMS em 17% para produtos como combustíveis, energia elétrica, gás natural e serviços de telecomunicações. Segundo o ex-ministro, essas iniciativas podem trazer problemas financeiros para Estados e municípios, que teriam de recorrer à União em uma situação de crise. Para Meirelles, o combate à inflação deveria ser feito, na verdade, com uma política fiscal responsável, respeitando a regra do teto de gastos, o que traria confiança na economia e poderia levar a uma desvalorização do dólar e a uma queda das expectativas de inflação.

“A perda de arrecadação dos entes subnacionais ou mesmo do governo federal vai gerar em última instância um problema fiscal, que é o que tem levado o Brasil às crises periódicas”, diz Meirelles, que estreia amanhã uma coluna no Estadão. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Como o sr. vê a aprovação na Câmara do projeto que cria um teto para o ICMS?

Vejo como uma medida negativa. Ela gera queda na receita e na capacidade arrecadatória dos Estados. É importante nós combatermos isso. No momento em que os Estados começarem a ter problemas financeiros, levará a um problema fiscal para a União também, uma vez que os Estados – principalmente os de economia média ou menor – terminam recorrendo ao governo federal como já fizeram no passado. Tudo isso não funciona. Se o preço do combustível está elevado, temos de trabalhar duas medidas fundamentais. Restaurar a estabilidade fiscal, fazendo com que se aumente a confiança, caia o valor do dólar, que impacta diretamente o preço dos combustíveis. E, em segundo lugar, tomar uma medida de maior abrangência, de maior impacto, que é a privatização da Petrobras. Não para a criação de um monopólio privado. Mas, sim, para a criação de três ou quatro companhias de petróleo, dividindo a Petrobras, para que a fixação de preços seja feita pela competição. Cortar o ICMS dá um alívio de curto prazo e gera um problema de médio e longo prazos.

Os Estados vão ter de compensar essa perda de alguma maneira?

Esse é o problema. Começam a ter de taxar outras coisas. É algo que só vai gerar problema.

Governo e Congresso estão tomando medidas em série para reduzir a inflação. Como vê o movimento?

Temos de resolver a causa dos problemas, e não ficar dando analgésico, o que só causa prejuízos. A perda de arrecadação dos entes subnacionais ou mesmo do governo federal vai gerar em última instância um problema fiscal, que é o que tem levado o Brasil às crises periódicas nas últimas décadas.

Essas medidas terão efeito para controlar a inflação?

O efeito é algum analgésico de curto prazo, mas não resolve o problema. O problema da inflação tem de ser resolvido, primeiro, como eu disse, por restaurar a estabilidade fiscal. Em seguida, aí sim, podemos ter uma queda do valor do dólar, com o Brasil se aproveitando do aumento dos preços das commodities que exporta. O aumento dos preços internacionais normalmente leva a uma queda do valor do dólar, o que levaria a uma queda da inflação. Aí temos um trabalho duplo, da política monetária e da política fiscal. Trabalhos de sucesso nessa área (no combate à inflação) exigem uma política monetária e uma política fiscal na mesma direção.

O que fez a inflação se tornar tão espalhada e tão persistente, na sua visão?

Exatamente a insegurança fiscal, que gera um valor do dólar elevado, mesmo com um aumento do preço das commodities. No passado, muitas vezes o dólar caía quando as exportações subiam. Tínhamos um aumento do preço em dólar, mas havia uma estabilidade do preço em reais. Agora, temos um aumento em dólar e um aumento em reais. Isso é uma das causas importantes da inflação. Com a desconfiança na economia e sem expectativa de inflação baixa, as empresas em geral começam preventivamente a subir preços. Isso gera a propagação da inflação para produtos que nada têm a ver com commodities ou com importação. Tudo isso é resultado de um ciclo de política fiscal que desperta desconfiança, e de uma dessintonia entre a política fiscal e a política monetária. E o Banco Central tem de subir a taxa de juros numa situação de desemprego elevado, piorando ainda mais o desempenho da economia.

Como o sr. avalia o trabalho do Banco Central (BC)?

O BC está fazendo o que pode. Agora, não vai resolver muito, de novo, sem sintonia de política fiscal e monetária.

O BC precisa subir os juros mais do que o esperado?

É possível. Mas teria de subir juros com uma taxa de desemprego elevada. Isso não é uma situação positiva para país nenhum.

O que pretende abordar nas colunas no ‘Estadão’?

A minha ideia é falar sobre a economia brasileira vista de uma perspectiva de longo prazo. Isto é, o que tem funcionado no Brasil e o que não tem funcionado. O Brasil, evidentemente, está numa situação negativa. Tem uma estagflação na prática. Temos uma economia que cresce pouco e com uma inflação elevada. Temos uma situação de taxa de juros alta, crescimento baixo e desemprego elevado.

O Estado de S.Paulo - SP   30/05/2022

O Barclays reduziu as previsões de crescimento de China, Estados Unidos e, consequentemente, para a economia global em 2022, após novos dados considerados fracos.

Diante da divulgação de novos indicadores econômicos e de recentes declarações de autoridades internacionais, o banco passou a estimar um crescimento de 3,3% para a China e de 3% para os EUA neste ano, o que levou a projeção de crescimento global a 2,9%.

“As revisões desta semana reduzem nosso número de crescimento global agregado para 2,9%. Isso se compara a uma média de 3,5% nos últimos 20 anos e foi o número de crescimento global registrado pela última vez em 2008. Ao contrário de 2008, no entanto, quando a China foi o principal suporte do crescimento global, o país agora é a principal razão para o crescimento global abaixo de 3%”, explicou o banco.

O Barclays chamou a atenção para a divulgação, pela China, de um conjunto de dados referentes a abril significativamente mais fracos do que o esperado, o que significou que o país entrou no pior cenário estimado pelo banco, acarretando uma redução de 1 ponto porcentual na estimativa de crescimento para 2022.

Adicionalmente, na visão da instituição, com a política de tolerância zero para covid permanecendo em vigor, o impulso de crescimento provavelmente permanecerá limitado. Cenários de crescimento até abaixo de 3% não seriam mais “irrealistas”, diz a instituição.
Encontro de Davos foi sombrio

O banco também chamou a atenção para os temas que dominaram as discussões em Davos nesta semana: recessão, taxas de juros e Rússia. “Alguns veteranos do WEF (Fórum Econômico Mundial, na sigla em inglês) também afirmam que o encontro deste ano foi o mais sombrio desde o do inverno de 2009, no meio da GFC (Crise Financeira Global)”, afirmou o Barclays, em relatório.

Para a instituição, as reuniões de primavera do FMI-Banco Mundial, no início de abril, também tiveram um ambiente sombrio semelhante.

O banco afirmou em seu relatório que, embora investidores possam apontar que esses momentos de desespero coletivo das elites globais muitas vezes são bons indicadores para os mercados - uma vez que no início de março de 2009 os mercados de ações atingiram o fundo e se seguiu um boom nos preços dos ativos -, a estabilização nos mercados observada esta semana seria um “provável alívio temporário”.

“(Há) poucas razões para esperar uma reviravolta mais duradoura ao considerar os riscos de recessão e os desenvolvimentos geopolíticos em torno da Rússia”, avaliou.

O Barclays considera que as ações e comunicações dos principais bancos centrais reforçaram as posições políticas existentes, como a sinalização, pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, de nova alta da taxa básica de juros e um foco no restabelecimento da estabilidade de preços.

O movimento também deve ser visto pelo Banco Central Europeu (BCE), com indicação da presidente da instituição, Christine Lagarde, de alta da taxa nos próximos dois meses, diante das impressões de inflação persistentemente alta.

O banco cita ainda a confirmação de aumento nas taxas da Coreia do Sul e da Nova Zelândia, e a surpresa com a adoção da mesma medida por Israel. “E esperamos mais altas na próxima semana”, disse, citando Hungria e Canadá.
Tensões com Rússia e Ucrânia permancem altas

Além dos dados econômicos, o Barclays salienta que as tensões geopolíticas permanecem altas, em especial em torno da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo o banco, os preços crescentes da energia, o risco de interrupção do fornecimento de gás na Europa, a iminente crise global de alimentos e a queda relacionada no sentimento do consumidor podem aliviar significativamente e iluminar as perspectivas globais, se uma solução para a guerra Rússia-Ucrânia for encontrada.

No entanto, na visão do banco, as reuniões em Davos não trouxeram nenhuma notícia animadora. “Embora a situação militar no terreno pareça ter chegado a um impasse, com as tropas russas conquistando alguns ganhos em Donbass, ainda parece não haver perspectivas de uma paz negociada. Da mesma forma, os esforços para encontrar maneiras de exportar trigo ucraniano através do Mar Negro parecem não ter ido a lugar nenhum”, disse.

Além disso, o banco avalia que os esforços do Ocidente para isolar a Rússia globalmente também estão fazendo apenas progressos limitados.

Infomoney - SP   30/05/2022

O lucro das maiores empresas industriais da China sofreu queda anual de 8,5% em abril, à medida que o país sofreu os efeitos de lockdowns motivados por ondas de covid-19 em Xangai e outras grandes cidades, segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês).

O fraco desempenho de abril reverteu a maior parte do ganho anual de 10,6% observado em março.

Entre janeiro e abril, o lucro industrial chinês avançou 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, contudo, o aumento havia sido bem mais robusto, de 8,5%.

China tem nova onda de corte de projeções para o PIB de 2022: quais impactos para Brasil e EUA?

O setor automotivo foi o mais afetado pelos lockdowns, arrastando para baixo o lucro da indústria manufatureira em 6,7 pontos porcentuais em abril, detalhou Zhu Hong, estatística sênior do NBS.

Apenas o segmento de manufatura sofreu uma contração anual de 8,3% no lucro do primeiro quadrimestre, bem maior do que o declínio de 2,1% visto entre janeiro e março.

AUTOMOTIVO

Automotive Business - SP   30/05/2022

A Ford aderiu à First Movers Coalition, coalisão global que incentiva a adoção de novas tecnologias de energia limpa nas cadeias de suprimentos. Com isso, a fabricante se compromete a ter pelo menos 10% do aço e alumínio que consome com carbono quase zero até 2030. Até 2050, o objetivo é de alcançar a neutralidade.

“A Ford foi a primeira montadora dos EUA a se comprometer a reduzir as emissões na produção. Agora, estamos visando o impacto ambiental da nossa cadeia de suprimentos, investindo em aço e alumínio verde”, disse Chris Smith, diretor de assuntos governamentais. “Essa coalizão tem o potencial de construir o futuro do transporte com emissões zero."

Mais de 50 empresas, com um valor total de mercado de cerca de US$ 8,5 trilhões em cinco continentes, formam a coalizão.

A montadora inforomou, ainda, que já recicla até 9 mil toneladas de alumínio mensalmente nas suas unidades de estamparia nos EUA. Produzir alumínio reciclado consome apenas cerca de 5% da energia necessária para fabricar alumínio novo, segundo a Associação do Alumínio daquele país.

Liderada pelo Fórum Econômico Mundial e pelo governo dos EUA, a First Movers Coalition inclui setores como alumínio, aviação, produtos químicos, concreto, transporte, aço e caminhões, que são responsáveis por 30% das emissões globais.

O Estado de S.Paulo - SP   30/05/2022

Vai abastecer com álcool ou gasolina?” Nenhuma das duas opções. Essa poderá ser a resposta dos motoristas em um futuro no qual carros elétricos dominarão o mercado. Apesar de ainda ser difícil prever quando isso acontecerá, empresas do setor se mexem para que a previsão se concretize o mais brevemente possível.

Em abril deste ano, nove companhias anunciaram a formação da Aliança pela Mobilidade Sustentável, com a proposta de expandir o uso de carros elétricos no País e implementar melhorias de infraestrutura para o uso dos veículos. Um dos objetivos é, até 2025, aumentar a participação dos elétricos na venda de carros novos para 10% – atualmente, o índice é de 2% – e criar 10 mil estações públicas de carregamento em todo o Brasil.

O grupo, que conta com empresas como Caoa Cherry, Ipiranga, Movida e Raízen, é liderado pela 99, que tem suas próprias metas na iniciativa. A empresa de transporte individual pretende ter 300 automóveis elétricos em sua frota ainda em 2022, com o objetivo de chegar a 10 mil até 2025 e 100% da frota em 2030. Atualmente, 750 mil motoristas estão ativos na 99. “Sabemos que precisamos de vários agentes e setores para cooperar e trazer expertise e investimentos”, diz Thiago Hipolito, diretor de DriverLAB da 99. “O movimento que queremos acelerar é tanto ganhar escala em demanda como em infraestrutura.”

As projeções de expansão do uso de veículos elétricos começam a se refletir nos atuais indicadores de tendência de crescimento. Em janeiro de 2022, um balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrou que os emplacamentos de carros elétricos registraram, em 2021, um crescimento de 257% em relação a 2020. Foram 2.860 veículos do tipo vendidos no ano passado, um salto significativo em relação às 801 unidades do período anterior.

Se os modelos híbridos forem incluídos na contagem, as cifras ganham muito mais peso. As unidades parcialmente elétricas – que combinam um motor movido a eletricidade com outro a combustível fóssil – contaram com 32 mil emplacamentos em 2021, fazendo com que, no ano passado, a eletrificação veicular no Brasil tenha atingido cerca de 35 mil veículos comercializados. A frota brasileira é de 59 milhões de carros.

“Veremos cada vez mais o crescimento. O mundo vai mais que dobrar a venda de veículos elétricos este ano e prevemos ter cerca de 100 mil modelos (híbridos ou totalmente elétricos) nas ruas do Brasil nos próximos meses”, afirma Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD Brasil.
Incentivos públicos

No Brasil, esse mercado conta com benefícios tributários específicos. Em 2015, a alíquota de importação de carros totalmente elétricos foi zerada. A partir de 2018, o IPI foi reduzido de 25% para até 7%. Os números, apesar de expressivos, ainda trazem pouco alívio para o bolso dos consumidores, que desembolsam valores em torno de R$ 140 mil na aquisição dos modelos mais baratos.

No âmbito político, em março, foi criada a Frente Parlamentar Mista pela Eletromobilidade, no Senado Federal. O grupo reúne senadores e deputados federais em torno da defesa de políticas de energia renovável e mobilidade elétrica.

“Uma articulação do poder público e uma sinalização de que não vão atrapalhar já ajuda. Se forem colocados bônus, como para trocas de um carro a combustão por um elétrico, e forem retiradas sobretaxas tributárias, ajudaria muito mesmo”, comenta Carlos Motta, CEO da Kers Tecnologia em Mobilidade Sustentável.
Sustentabilidade

Um dos pilares do incentivo à expansão do mercado de veículos elétricos é a sustentabilidade. Estima-se que os modelos produzam um terço das emissões de um carro movido a combustível fóssil, como aponta estudo publicado este ano pela Universidade de Michigan e pela Ford. Entretanto, as emissões ainda fazem parte da cadeia produtiva, em atividades como a mineração para fornecimento de matéria-prima e os processos de produção.

Em relação à eficiência energética, os veículos elétricos levam grande vantagem em relação aos tipos tradicionais. “Um veículo com motor a combustão interna, com 15 mil itens, tem 25% de eficiência. Nos motores elétricos, vemos uma eficiência de 95%”, comenta Motta, da Kers.

Os modelos elétricos também otimizam a obtenção de energia aproveitando processos como as frenagens. Por meio de freios regenerativos, parte da energia cinética do automóvel é transformada em eletricidade, que pode ser armazenada na bateria e auxiliar a alimentação de acessórios ou a própria aceleração.

Mas, em meio a frequentes situações de crise energética, o aumento da circulação de carros elétricos pode representar uma sobrecarga na rede? Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a resposta é não. A entidade prevê que, em 2035, 62% das vendas de veículos no Brasil sejam de modelos elétricos e que isso exigirá um incremento de apenas 1,5% na geração de energia elétrica nacional.

Há perspectivas até mesmo de os carros elétricos proporcionarem melhor aproveitamento da rede energética. Ao terem as baterias carregadas durante a noite, período no qual as redes estão mais ociosas e a energia é mais barata, os veículos têm a capacidade de devolver a energia durante o dia, conectados a terminais em estacionamentos, por exemplo.

No futuro, com a adoção massiva desses automóveis, seria possível até aliviar os momentos de pico e, assim, diminuir problemas como o racionamento. “Poderíamos ter pulmões de energia rodando com os carros, o que pode contribuir para novos negócios nesse ecossistema”, acredita André Iasi, CEO da Estapar.
Eletrificação e etanol são caminhos para a mobilidade sustentável

Como tornar o automóvel um aliado da sustentabilidade? Em busca de respostas, o poder público traça metas de redução de carbono e montadoras apostam em tecnologias que melhorem a eficiência dos veículos.

Em abril, foi lançado pelo governo federal o programa Combustível do Futuro, que visa a ampliar a participação de combustíveis renováveis e de baixo teor de emissões, bem como desenvolver tecnologias veiculares nacionais.

“O Brasil não pode ficar fora da transição que está acontecendo com a eletrificação. Pensar a melhor maneira de combinar o uso do etanol com a eletrificação e promover essa descarbonização é estar no jogo da mobilidade mundial”, afirma João Irineu Medeiros, diretor de Assuntos Regulatórios e Compliance de Produto para a América do Sul da empresa Stellantis.

Em relação aos avanços tecnológicos, ganha força o conceito de carro conectado. Por meio de recursos eletrônicos e digitais, eles se comunicam com servidores que auxiliam em funções como a elaboração de diagnósticos sobre as condições dos automóveis – o que evita, por exemplo, desperdício de combustível.

“Com os carros conectados em nuvem, temos acesso a um leque de oportunidades que não tem limite”, avalia Medeiros.
Os desafios do segmento
Preço: os valores ainda são bastante salgados para os consumidores. Os modelos mais baratos estão na faixa de R$ 140 mil e há opções de luxo que ultrapassam os R$ 500 mil. Abastecimento: encontrar pontos de recarga não é tarefa fácil. Conforme dados da Associação Brasileira de Veículo Elétrico (ABVE), há 1.250 pontos desse tipo disponíveis pelo País, e 47% deles estão em São Paulo. Produção: a produção nacional de carros elétricos é incipiente, com boa parte dos componentes sendo importada. As altas taxas tributárias também desestimulam investimentos para parques industriais voltados aos veículos elétricos. Mão de obra: faltam especialistas tanto na engenharia de produção quanto na manutenção de carros elétricos. Reparos feitos sem o devido conhecimento em peças como baterias podem gerar risco de acidente.

Money Times - SP   30/05/2022

A Justiça do Trabalho concedeu liminar, na tarde de sexta-feira, 27, suspendendo as 446 demissões de funcionários realizadas pela Caoa Chery em sua fábrica de Jacareí (SP). A informação foi divulgada neste sábado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que entrou com o pedido de liminar. Procurada, a empresa disse que não vai comentar o assunto.

Segundo o sindicato, a decisão é do juiz Lucas Cilli Horta, da 2ª Vara do Trabalho de Jacareí. Na liminar, ele considera que as dispensas coletivas devem ter prévia negociação, considerando-se o impacto social que causam.

As demissões ocorreram na quarta-feira (25), após o sindicato e a empresa não terem fechado acordo em reunião de conciliação no Ministério Público do Trabalho (MPT) local. Nova audiência está marcada para quarta-feira (1º), às 14h.

A empresa propõe pagamento extra de até 15 salários aos demitidos, e a entidade sindical insiste em abertura de um programa de lay-off (suspensão temporária de contratos).

Fábrica será preparada para produzir carros elétricos

A Caoa Chery decidiu fechar sua fábrica até 2025, período em que pretende preparar as instalações para produzir apenas veículos elétricos e híbridos. Ontem, a montadora lançou campanha nas mídias informando que todos os modelos de seu portfólio serão eletrificados até o final de 2023, provavelmente se referindo a produtos importados.

De acordo com o sindicato, se não cumprir a liminar a montadora estará sujeita à multa diária de R$ 50 mil. A entidade afirma ter apurado que a empresa enviou comunicado de demissão para 580 trabalhadores, mas a Caoa Chery informa que realizou 446 cortes.

O sindicato também cobrou dos governos federal, estadual e municipal medidas para barrar o fechamento da fábrica. Na próxima terça-feira (31), ocorrerá uma reunião, convocada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, com o sindicato, a empresa e a Prefeitura de Jacareí. O encontro será no Palácio dos Bandeirantes, às 14h30.

Consultor Jurídico - SP   30/05/2022

Ter o carro próprio continua sendo um dos principais sonhos do brasileiro, porém, diante do atual cenário econômico, a quantidade de pessoas que podem comprar um veículo zero quilômetro é menor, de acordo com o registro de emplacamentos.

Além do valor do veículo, que aumentou consideravelmente nos últimos meses, os brasileiros se encontram com as altas taxas de juros para fazer os financiamentos e com os gastos do dia a dia, como o combustível e o seguro, que deixaram o sonho mais difícil de alcançar.

Mesmo com a simulação do seguro de carros para encontrar a opção mais econômica e com a redução dos gastos ao mínimo possível, é preciso contar com bons ingressos mensais para ter um veículo. Diante do panorama, muitos procuram veículos usados ou motos, que representam gastos menores.

Vendas de 0 km nos últimos meses
Novamente as vendas de veículos zero quilômetro, tanto carros como comerciais leves, estão por baixo dos registros do ano passado. Em abril foram vendidas 16,8% menos unidades do que o registrado no mesmo mês de 2021. De acordo com o informativo da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), 136.341 unidades foram emplacadas, enquanto que no ano passado tinham sido emplacadas 163.867 veículos.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a queda nas vendas acumula 22,8%. Foram vendidas nesse período apenas 510.846 unidades (410.114 automóveis e 100.732 comerciais leves), um pouco mais de 150 mil veículos a menos que no mesmo período de 2021.

De acordo com as previsões, se esta situação se mantiver, para o final do ano se espera que o emplacamento de veículos zero quilômetrosesteja perto de apenas 2 milhões.

Ao comparar o mês de abril deste ano com o mês anterior, houve um pequeno aumento na comercialização deste tipo de veículos, 1,08% a mais do que em março, onde foram registradas 134.888 unidades.

Entre os emplacamentos de abril, os veículos de menor porte foram os que encabeçaram a lista, foram vendidos 1.454 automóveis a mais do que em março (109.684 unidades, contra 108.230). Enquanto aos comerciais leves apenas 1 unidade fez a diferença, em abril foram registradas 26.657 e em março 26.658.

O veículo mais vendido no mês passado foi a Fiat Strada, 7.983 unidades foram emplacadas, neste ano já acumula um total de 29.675 unidades comercializadas. O Hyundai HB20 continua sendo um dos favoritos do mercado, está em segundo lugar de vendas com 6.502 unidades, entre os veículos de passeio foi o que mais emplacamentos registrou.

Além da Strada, a Fiat é a fabricante líder no mercado, pois quatro dos dez veículos mais vendidos neste ano são da marca: a Strada e a Toro, que acumula 16.097 unidades vendidas, no segmento de comerciais leves.

Com 19.236 unidades vendidas até abril, o Mobi e o Argo com 15.617 emplacamentos no segmento de automóveis de passeio. Além destes também estão na lista os modelos Pulse e Cronos

A marca, neste primeiro quadrimestre acumula um total de 113.440 unidades vendidas, isto representa 22,21% de participação no mercado. O segundo lugar é da GM com 15, 57% e em terceiro está a Toyota com 11,97%. Exceto a Hyundai que tem 10,34% de vendas acumuladas este ano no mercado, as demais marcas têm menos de 10% de participação no mercado

A Volkswagen por muito tempo esteve sempre ocupando lugares importantes no mercado, porém, devido aos problemas nas suas linhas de produção, os emplacamentos desta marca representam apenas 9,2% do mercado.

Apenas o T-Cross está entre os veículos mais vendidos, neste ano acumula um total de 20.157 unidades comercializadas. No ranking do mês de abril, ocupa o décimo lugar, com 4.570 zero quilômetro vendidos.

Motos continuam conquistando mercado
Na comparação com abril do ano passado, a maior queda de venda foi a dos comerciais leves, que alcançou 26,84%. Junto com a queda de 13,93% dos automóveis, deram a variação negativa de 16,80% para o segmento.

Esse espaço que a venda de veículos foi deixando, está sendo ocupado pelas motos, que atualmente mostram números quase tão bons quanto os dos automóveis e dos comerciais leves.

Contudo as motos mostram um crescimento nos emplacamentos de 13,78% nesse mesmo período. Em abril deste ano foram emplacadas 107.737 unidades, e o acumulado registra mais de 80 mil unidades em comparação ao acumulado de janeiro a abril de 2021 (382.497 em 2022 e 300.226 no ano passado).

Neste ano, abril não foi o melhor mês para o mercado de motos, pois houve uma retração das vendas de 2,13% ante o mês anterior. Em março foram comercializadas 110.080 unidades e em abril 107.737.

Atualmente 41,1% das vendas registradas correspondem a automóveis e comerciais leves, ao passo que as vendas de motos ocupam 38,4%. A diferença é notória ao comparar com o ano passado, onde 49,2% do mercado era ocupado pelos automóveis e apenas 28% pelas motos.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   30/05/2022

Com certificação nacional da Conportos. Declaração de Cumprimento recebida no dia 26 de maio (quinta-feira) atesta que a instalação portuária paranaense está entre as melhores do mundo em termos de segurança.

O Porto de Paranaguá está entre os mais seguros do mundo com direito a certificação entregue em mãos pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), no dia 26 de maio (quinta-feira). As instalações já tinham sido aprovadas em auditoria em 2021, mas faltava o recebimento da Declaração de Cumprimento, que atesta a segurança da estrutura portuária paranaense. O documento é mais uma prova da eficiência administrativa da Portos do Paraná e também uma garantia a mais para os parceiros comerciais.

—Esse certificado mostra que o Porto de Paranaguá faz parte de um seleto grupo de portos do Brasil e do mundo que estão adequados a exigências e normas internacionais de segurança, e confirma o grande esforço que todos nós dispendemos para estarmos de acordo com essas normas e regulamentos. Passamos a ter mais uma certificação que demonstra a excelência e o esforço para estar entre os melhores sempre —disse o diretor de Meio Ambiente e diretor-presidente em exercício, João Paulo Ribeiro Santana.

Parâmetros Internacionais — A Declaração de Cumprimento é um documento expedido pelo Governo brasileiro mostrando que o Porto de Paranaguá está de acordo com os parâmetros internacionais como o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code, na sigla em inglês). —É uma certificação de segurança com alcance e perspectivas internacionais e que coloca o Porto de Paranaguá na vanguarda do que existe de mais moderno em termos de segurança— explica Marcelo João da Silva, presidente da Conportos.

De acordo com o gerente da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (Uasp), Cézar Kamakawa, o documento coloca o Porto de Paranaguá em outro patamar. “As operações que ocorrem em Paranaguá têm um padrão internacional que está sendo cumprido, e essa auditoria provocou a busca pelo conhecimento de todos os setores, o entrosamento e a colaboração entre todos, que se engajaram e participaram ativamente para que esse trabalho fosse devidamente realizado”, afirma.

Para o coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), Alessandro Vivone, foi importante o engajamento da empresa pública na busca pelo certificado. “O presidente Luiz Fernando Garcia se comprometeu a resolver toda a questão documental do que fosse relacionado à segurança para o Porto estar com a Declaração deliberada pela Conportos e Cesportos, e ele cumpriu. É uma grata satisfação para nós essa conquista”, diz.

ISPS Code — O código ISPS passou a ser implantado pela Agência Marítima Internacional para que o modal marítimo não fosse utilizado como o modal aéreo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. “São analisados os ativos, suas vulnerabilidades, consequências, ameaças que podem atingir o porto e, a partir daí, se constrói um plano de trabalho, de segurança para enfrentar, mitigar esses riscos de ameaças e vulnerabilidades”, explica Da Silva.

O documento tem validade por cinco anos. Nesse período, o Porto de Paranaguá precisa manter todos os parâmetros em dia e está sujeito a fiscalizações.

—Eventualmente podem ser feitas outras inspeções, então toda essa parte de segurança precisa ser mantida, deve ser mantida essa cultura de segurança em todos os setores do Porto de Paranaguá — finaliza o delegado da Polícia Federal e integrante da Cesportos Bruno Bassani Rebelo.

A Tribuna - SP   30/05/2022

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou a análise das contribuições relativas ao aprimoramento da documentação para o processo licitatório da concessão do Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

Ao todo, a agência recebeu 239 contribuições. Os documentos aprovados serão encaminhados ao Ministério da Infraestrutura, que dará continuidade ao processo de desestatização.

Contrato
O futuro concessionário assinará contrato de 25 anos. O valor estimado do contrato de concessão alcançará R$ 237,4 milhões. Os investimentos estimados serão de R$ 3,263 milhões.

Segundo projeções divulgadas pela Antaq, é esperado um total de 56 milhões de toneladas movimentadas em 2060 em São Sebastião, o que representa crescimento médio anual de 0,3% ao ano.

Valores
O valor de outorga mínimo proposto será de R$ 33,3 milhões e deverá ser pago em parcela única. O critério de licitação escolhido foi o de maior valor outorga, com realização de leilão na modalidade presencial.

Além disso, o novo concessionário deverá pagar anualmente à Antaq uma verba de fiscalização, no valor de R$ 446,5 mil, durante toda a vigência do contrato. Esse valor será dividido em 12 parcelas mensais.

Atualmente, o porto é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS). A área total a ser concedida tem 32,60 km2.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o objetivo da concessão do Porto de São Sebastião é trazer ganhos de produtividade, mais eficiência e celeridade nas compras e contratações necessárias às operações portuárias.

Portos e Navios - SP   30/05/2022

A MRS iniciou em maio uma nova rota para transporte de carga geral: a movimentação entre portos do Rio e Santos. A solução atende, por exemplo, aos casos em que a carga não pode ser embarcada em navios em um dos dois portos.

Com isso, os produtos não precisam ficar alocados em armazém à espera de uma embarcação e podem ser direcionados ao Porto de Santos ou no fluxo inverso, já alocados em contêineres lacrados e desembaraçados, ou seja, prontos para o embarque. Para o serviço, a MRS utiliza terminais Redex no Rio de Janeiro.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   30/05/2022

As consequências da guerra da Ucrânia parecem estar trazendo novos ares para o setor de petróleo dos Estados Unidos. A Administração de Informações sobre Energia daqui atualizou as informações sobre Projetos de Gasodutos de Gás Natural recentemente aprovados e concluídos. E começa um movimento para liberar a conclusão do gasoduto Keystone XL e um apoio político para a empresa canadense Enbridge não ter embargada a polêmica Linha 5 e que será transferida para um túnel 170 metros abaixo do leito do Lago de Michigan. Só no primeiro trimestre de 2022, a Federal Energy Regulatory Commission (FERC) aprovou três projetos destinados a aumentar as exportações de gás natural dos EUA via gasoduto.

A FERC aprovou dois projetos que se conectam a terminais de GNL na Louisiana. O Projeto de Expansão Evangeline Pass é um projeto de 1,1 bilhão de pés cúbicos de propriedade da Tennessee Gas Pipeline Company. O projeto inclui cerca de 25 quilômetros de novo gasoduto e duas novas estações de compressão que fornecerão gás natural para o projeto proposto de Plaquemines GNL em Plaquemines Parish, em Louisiana. O Projeto Alberta Xpress é um projeto de propriedade da TC Energy, usará a capacidade no sistema de transmissão de gás dos Grandes Lagos e no gasoduto ANR e adicionará uma nova estação de compressão em Evangeline Parish, também em Louisiana.

O projeto expande a capacidade do ponto de recebimento dos Grandes Lagos na fronteira de Minnesota-Manitoba para pontos de entrega no Centro-Oeste dos EUA e na Costa do Golfo dos EUA, aumentando a capacidade disponível para instalações de exportação de GNL na região. Este projeto também melhora a infraestrutura doméstica de gás natural nessas áreas. O terceiro projeto aprovado pela FERC expande a capacidade para transportar gás natural via gasoduto para o Projeto de Exportação de GNL Energia Costa Azul em Baja California, México. O Projeto Baja Xpress Norte da TC Energy modifica as instalações e estações de compressão existentes ao longo de seu oleoduto Baja Norte de 86 milhas.

Dois projetos outros projetos foram concluídos na Flórida e Dakota do Norte no último trimestre. O Projeto de Expansão Putnam no gasoduto da Flórida que facilita as entregas de gás natural para uma usina da Cooperativa de Geração Seminole no condado de Putnam. Também tem o Projeto de Expansão North Bakken, que será uma extensão de cerca de 100 quilômetros do sistema interestaduais da Bacia de Williston. O projeto se conecta ao Oleoduto da Fronteira do Norte.

O Estado de S.Paulo - SP   30/05/2022

Segundo dados apresentados ontem (26/5, 5ª feira) na sua conta do Twitter por Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IAE, na sigla em inglês mundialmente conhecida), o faturamento bruto do setor mundial de petróleo e gás vai atingir US$ 4 trilhões em 2022, mais que o dobro da média dos últimos cinco anos. Entre 2015 e 2016, o faturamento global do setor variou na faixa de US$1-2 trilhões.

Segundo Birol, “a melhor forma de proteger as pessoas de futuros choques de preço é investir o máximo possível disso [a alta do faturamento] numa transição acelerada e segura para a energia limpa”.

Belas palavras, mas não é bem o que está rolando no planeta Terra no momento. Ontem, como amplamente noticiado, o ministro das Finanças (“Chancellor of the Exchequer”) do Reino Unido, Rishi Sunak, impôs uma tributação excepcional (“windfall tax”) às petroleiras.

A justificativa de Sunak é que, com a fortíssima alta do barril, as petroleiras estão tendo lucro extraordinários não como resultado de estratégia empresarial ou inovação e eficiência, mas simplesmente pelo fato fortuito da disparada das commodities, parcialmente pelo efeito da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Na verdade, a nova taxação já vinha sendo cobrada pela oposição trabalhista, enquanto o governo conservador relutava antes de acabar dando o braço a torcer.

O imposto adicional sobre o lucro das petroleiras é temporário e começará com uma taxa de 25%, que será gradualmente reduzida à medida que os preços das matérias-primas se normalizem. Haverá também um incentivo para que as empresas reinvistam seus lucros.

Pelo lado da despesa, há uma série de medidas no Reino Unido para aliviar o bolso das famílias mais pobres atingidas pela forte alta da inflação (que chegou a 9% em termos anualizados). Boa parte desse impacto vem de preços de combustíveis e energia, inclusive com a preocupação com o custo da calefação no próximo inverno.

Ao todo, mais 15 bilhões de libras (R$ 90,3 bilhões) em apoio às famílias afetadas pela inflação foram anunciados esta semana – com boa parte das medidas especificamente voltadas a baratear energia e calefação –, chegando-se a um total de 37 bilhões de libras (R$ 222,7 bilhões) no ano.

O Reino Unido, evidentemente, não está sozinho nessa direção. Recente reportagem do jornal britânico The Guardian mostra que medidas para proteger os consumidores europeus da disparada dos preços da energia e dos combustíveis foram tomadas na Itália, Alemanha, Espanha, França, Polônia, Holanda, Noruega e Suécia.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro dá tiros impotentes para todos os lados, derruba presidentes da Petrobrás em série, mas até agora não fez nada de efetivo. O Legislativo, por sua vez, saiu na frente em termos mais concretos ao aprovar ontem o PLC que limita em 17% o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, transporte coletivo e comunicações.

Mas a proposta é problemática ao jogar a conta para os Estados, que prometem lutar no Senado para travar a lei (Rodrigo Pacheco, PSD/MG, presidente do Senado, sinalizou, no entanto, que a Casa Legislativa pode seguir a Câmara e também aprovar o projeto).

Em entrevistas recentes, o economista José Luiz Oreiro, da UnB, tem defendido uma política de subsídios a famílias de baixa renda ou grupos muito dependentes dos combustíveis, como caminhoneiros, que poderia ser financiada com parte dos R$ 25 bilhões em dividendos da Petrobrás que a União recebe este ano. Seria, portanto, algo similar à medida anunciada hoje pelo Reino Unido.

Oreiro notou que, para que um esquema desse pudesse ser implantado, seria necessário uma mudança da lei que proíbe a utilização dos dividendos da Petrobras para qualquer outro fim que não o abatimento de dívida. Ele considera que Bolsonaro poderia encaminhar ao Congresso uma lei para modificar esse limite, talvez até de forma temporária.

De qualquer forma, fica claro que o enorme encarecimento dos combustíveis e da energia não está levando, como o diretor da IEA gostaria, a uma aceleração da transição energética – mas sim a subsídios ao consumo de energia como esta é produzida hoje, em boa parte a partir de fontes poluentes e não renováveis.

É mais um problema para os policymakers do mundo inteiro. Por mais que as elites governantes e bem pensantes entendam a gravidade da mudança climática e a necessidade da transição energética, políticos no mundo inteiro lidam no seu dia a dia com a extrema suscetibilidade dos eleitores medianos ao encarecimento da energia e dos combustíveis. Este é um ingrediente desestabilizador que esteve na origem de boa parte das ondas de protestos populares que varreram o mundo nos últimos anos.

Petro Notícias - SP   30/05/2022

A atividade exploratória no Brasil tem vivido tempos de reaquecimento, mesmo em meio aos efeitos da pandemia e do cenário econômico desafiador. Um índice em especial ajuda a comprovar esse movimento: o número de declarações de comercialidade de campos de óleo e gás no país. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) levantados pelo Petronotícias, o Brasil terminou 2021 com 12 declarações. Esse número é o maior visto no setor de óleo e gás nacional desde 2016. O resultado do ano passado se iguala ao de 2015, quando outras 12 declarações foram apresentadas pelas petroleiras que operam no país.

“No período compreendido entre 2016 e 2021 foi apresentado um total de 36 Declarações de Comercialidade, sendo que um terço dessas apenas no ano de 2021. Considerando a série histórica 2016 a 2021, caso excluíssemos o ano de 2021, o ano de 2018 teria sido aquele com o maior número de declarações, com oito Declarações de Comercialidade”, disse a ANP, em resposta aos questionamentos do Petronotícias.

Os principais destaques das declarações apresentadas em 2021 estão na promissora Bacia de Sergipe-Alagoas. A Petrobrás declarou a comercialidade dos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Budião, Budião Noroeste, Budião Sudeste, Cavala e Palombeta. “Essas Declarações de Comercialidade originaram-se de blocos exploratórios localizados em águas profundas e demarcam de forma exitosa uma nova fronteira de desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no país”, ressaltou a agência.

A Petrobrás planeja desenvolver a produção dos sete campos em dois módulos, denominados de Sergipe Águas Profundas (SEAP) I e II, que preveem a instalação de dois navios-plataformas. A primeira unidade será a P-81, que tem início de produção previsto para 2026. O FPSO terá capacidade de produzir 120 mil barris de óleo/condensado e escoar 8 milhões de m³ de gás por dia. A ANP lembra ainda que no contexto da viabilização econômica, a perspectiva é que o desenvolvimento e produção de tais campos seja realizado de forma conjunta, em cluster.

“Importa destacar que estas descobertas se encontravam em postergação de declaração de comercialidade, em função dos ricos teores de gás, e da necessidade de desenvolvimento de infraestrutura para este produto. Acreditamos que a promulgação da Nova Lei do gás e suas flexibilizações influenciaram positivamente no adiantamento do desenvolvimento de projetos para efetivar a comercialidade destas áreas”, afirmou a agência.

Além da comercialidade anunciada em sete áreas de Sergipe-Alagoas, outras cinco declarações foram apresentadas no último ano, sendo uma na Bacia de Campos (Wahoo, operado pela PetroRio); uma na Bacia do Parnaíba (Gavião Belo, operado pela Eneva); e três na Bacia do Recôncavo (campos de Murucututu e Murucututu Sul, da Alvopetro, e campo de Tiriba, da Slim Drilling).

“A apresentação de uma declaração de comercialidade é o ápice da fase de exploração, sinalizando que os contratados avaliaram como técnica e economicamente viável a produção de uma acumulação ou mais acumulações, com a consequente criação de uma área de desenvolvimento de petróleo ou gás natural e respectiva passagem para a fase de produção”, finalizou a ANP.

Como já noticiamos, a área de exploração deve receber R$ 2,8 bilhões em investimentos somente em 2022. A grande expectativa do mercado está no desdobramento das perfurações que estão sendo realizadas no pré-sal brasileiro. A Petrobrás, por exemplo, já anunciou a descoberta de indícios de petróleo e gás nos blocos de Alto de Cabo Frio Central e Três Marias. A francesa Total também notificou uma descoberta de óleo no bloco C-M-541. Já a americana ExxonMobil não teve os mesmos resultados: o poço pioneiro que a empresa perfurou em Sergipe-Alagoas se revelou seco.

Embora não tenha sido constatada a ocorrência de hidrocarbonetos nesse poço, o consórcio liderado pela empresa americana realizará estudos complementares, integrando os dados amostrados à sua interpretação geológica regional, de forma a atualizar sua visão quanto ao potencial exploratório dos blocos situados em águas ultraprofundas na Bacia Sergipe-Alagoas.

Infomoney - SP   30/05/2022

O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 27, e acumulou ganhos robustos nesta semana. Nesta sexta, a commodity energética recebeu suporte de temores acerca de riscos para a oferta global, em um mercado já apertado. Além disso, o sentimento favorável ao risco no exterior, com o dólar recuando ante pares globais, também ajudou as cotações dos contratos futuros do barril.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega para julho avançou 0,86% (US$ 0,98) hoje e 4,34% na semana, a US$ 115,07, enquanto do Brent para o mês seguinte teve alta de 1,22% (US$ 1,39) nesta sexta e de 4,73% nos últimos sete dias, a US$ 115,56.

De acordo com o TD Securities, os preços de energia estão “prestes a deslanchar” à medida que os riscos no suprimento se acumulam, segundo dados medidos pelo próprio banco. “Isso é consistente com a deterioração acelerada da produção de petróleo da Rússia, uma vez que a ‘autossanção’ continua a reduzir as entregas marítimas”, diz o TD, citando ainda um “maior risco de fornecimento” na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), uma vez que o cartel tem produzido abaixo de suas cotas, “após uma década de sub-investimento que aumentou os riscos operacionais na África Ocidental”, completa.

Em comunicado divulgado nesta sexta, o Grupo dos Sete (G7) instou produtores, incluindo a Opep, a agir “de maneira responsável” na resposta ao aperto no mercado global de commodities.

O Commerzbank cita o recuo nos estoques de gasolina como um indicativo de que a demanda nos EUA está crescendo. “O próximo fim de semana do ‘Memorial Day’ marca o início da temporada de verão nos EUA. Será interessante ver se os altos preços da gasolina terão um impacto negativo nos hábitos de condução americanos nos próximos meses”, destaca o banco alemão. Em relatório, a instituição ressalta que os preços elevados nem a maior produção de combustível das refinarias americanas impediram a queda nos estoques de gasolina na semana passada.

Outro assunto no radar de operadores, a proposta de embargo a importações de petróleo russo na União Europeia (UE) ainda enfrenta oposição de alguns membros do bloco e corre o risco de não sair do papel. Na quinta, a Alemanha afirmou que alternativas poderiam ser buscadas.

Em relatório, a Capital Economics diz esperar a aprovação de alguma medida da UE, possivelmente já na semana que vem, mas ela não deve provocar um aumento severo nos preços do petróleo. Enquanto isso, não houve reclamações de problemas de pagamento por gás natural da Rússia à Europa, o que sugere que apenas Polônia, Finlândia e Bulgária seguirão como únicos países europeus sem acesso ao produto, acrescenta a casa.

AGRÍCOLA

Money Times - SP   30/05/2022

Os negócios prospectados nas duas mais recentes feiras de máquinas e equipamentos agrícolas, a saber Agrishow e Feimec, surpreenderam seus organizadores e expositores, sendo que só na primeira a expectativa é de confirmação de negócios é na casa dos R$ 11 milhões.

Contudo, segundo a diretora-executiva de Economia Estatística e Competitividade da Abimaq, Maria Cristina Zanella, os produtores estão aguardando os anúncios do Plano Safra e os dados das projeções de safra do IBGE, no próximo dia 8 de junho.

O setor agrícola continua desempenhando bem, com o segmento de máquinas crescendo em faturamento 3,2% em abril sobre o mesmo mês do ano passado e em 7,9% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2022, mas os produtores devem aguardar os dois anúncios para confirmar as compras de máquinas preestabelecidas nas feiras.

Segundo Cristina Zanella, as exportações de máquinas agrícolas têm crescido bem acima da indústria de máquinas em geral, na base de 52% por 7% na conta de abril sobre abril do ano passado.

Mas de modo geral, segundo a executiva da Abimaq, a taxa de queda dos investimentos tem se ampliado, entre outras razões, pela valorização cambial. Em janeiro e fevereiro, a taxa era negativa em 1%. Em março foi para 5% e em abril chegou a 11%.

“Quando pego os dólares das exportações e os converto para real, perco quase 15% por causa da valorização recente do câmbio”, disse Cristina Zanella.

Ela acrescenta que a redução na demanda interna também está por trás da queda na taxa de investimento da indústria de máquinas e equipamentos.

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