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29 de Abril de 2022

SIDERURGIA

Money Times - SP   29/04/2022

A Usiminas (USIM3) vai pagar R$ 734,2 milhões em dividendos, informou a companhia nesta quinta-feira (28).

O valor por ação ordinária será de R$ 0,571934991 e do papel preferencial será de R$ 0,629128490.

Para ter direito ao provento, o acionista deve ter posição comprada em 28 de abril.

As ações serão negociadas como “ex-dividendos” a partir de 29 de abril.

O pagamento será realizado em 27 de junho de 2022.

“O valor do dividendo aprovado não estará sujeito à atualização monetária ou qualquer remuneração entre a presente data e a data de seu efetivo pagamento”, disse a empresa

Valor - SP   29/04/2022

Membros do Congresso americano têm pressionado o governo a suspender as tarifas como parte do esforço dos EUA de ajudar a Ucrânia a combater a invasão russa

Os Estados Unidos estudam suspender as tarifas sobre as importações de aço ucraniano, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, em apoio ao país devastado pela guerra. A medida não é iminente e o presidente Joe Biden não recebeu a proposta, disseram as pessoas.

O ex-presidente Donald Trump impôs uma tarifa de 25% sobre todas as importações de aço, justificando as taxas como medida de segurança nacional. Alguns países, incluindo Japão, Reino Unido e União Europeia, negociaram acordos com os EUA para reduzir a tarifa.

Uma porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA disse que nenhuma decisão foi tomada. Uma porta-voz do Departamento de Comércio não respondeu a pedido de comentário.

Membros do Congresso têm pressionado o governo a suspender as tarifas como parte do esforço dos EUA de ajudar a Ucrânia a combater a invasão russa agora em seu terceiro mês. Uma enorme usina siderúrgica em Mariupol, na Ucrânia, tornou-se um bastião para as forças ucranianas e alguns civis na cidade sitiada.

A Azovstal Iron and Steel Works da Metinvest Holding já teve capacidade para produzir 6,2 milhões de toneladas de aço e 4,7 milhões de toneladas de laminados acabados a cada ano, de acordo com o site da empresa - cerca de um quinto da produção de aço da Ucrânia.

A União Europeia propôs a remoção temporária de todas as tarifas e exigências de cotas sobre as exportações ucranianas, incluindo aço, bens industriais e produtos agrícolas.

A proposta americana é principalmente simbólica. As atuais importações americanas de aço ucraniano não são consideradas altas o suficiente para ameaçar a participação de mercado de produtores domésticos, e as exportações da maior parte das commodities ucranianas entraram em colapso desde o início da guerra.

Em 2021, a Ucrânia embarcou 130.652 toneladas de aço para os EUA, pouco menos de 0,5% do total de importações do metal, segundo dados do U.S. Census Bureau.

O Estado de S.Paulo - SP   29/04/2022

A Vale tem dois ativos candidatos a entrar no calendário de desinvestimentos no Nordeste. Segundo o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da empresa, Gustavo Pimenta, os alvos são a Mineração Rio do Norte, no Pará, e a Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará.

“Fizemos muito para limpar os ativos não core [centrais] da carteira e temos esses dois outros candidatos, ambos com processo em curso, o que é público. Manteremos o mercado a par quando tivermos mais notícias”, disse o executivo, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, lembrou que a empresa tem cumprido seus objetivos de desinvestimentos. É o caso da venda dos ativos de carvão para a Vulcan, pelo valor total de US$ 270 milhões. Além disso, recentemente, a mineradora anunciou a venda de suas operações no Centro-Oeste brasileiro.

Mineração

Sobre a divisão de metais básicos, Bartolomeo disse que a companhia segue focada em “extrair valor” da operação. Ele disse que a mineradora segue estudando opções como fazer cisão da operação ou outros caminhos. “Vamos analisar as opções, mas, para ser objetivo, o que queremos é destravar valor”, disse Bartolomeo.

No primeiro trimestre, a Vale revisou uma mudança na alavancagem ideal de US$ 15 bilhões para uma faixa de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões. A expectativa da mineradora é que a dívida líquida expandida seja beneficiada nos próximos trimestres de maiores vendas e menores saídas de caixa, afirmou o executivo. O controle de custos é uma das prioridades estratégicas da companhia.

Produção em MG

O diretor-executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, disse que a produção de minério de ferro da companhia para o ano 2022 é prevista na faixa entre 320 e 335 milhões de toneladas, apesar dos resultados mais fracos da produção no primeiro trimestre deste ano. Ele citou que a produção de minério em Minas Gerais está 2,1% acima em abril, até o dia 25, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O executivo acrescentou que está preparando Serra Norte para ter maior disponibilidade de produção no segundo semestre e que o mesmo deve ocorrer na região Sudeste. "Nosso plano é adicionar mais de 50 milhões de toneladas de minério de ferro no médio prazo, se o mercado demandar", disse o executivo.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, se disse confiante no cumprimento de metas dos níveis de produção, apesar de um primeiro trimestre desafiador. Principal negócio da Vale, a produção de minério de ferro atingiu 63,928 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2022, queda de 6% sobre o mesmo período do ano passado, como mostrou o relatório de produção da companhia divulgado recentemente. As vendas caíram 9,6% por essa base de comparação, para 53,603 milhões de toneladas.

O desempenho da Vale no primeiro trimestre foi afetado por chuvas fortes em Minas Gerais, atrasos de licenciamento no Norte do País e desempenho abaixo do esperado de alguns ativos. “O primeiro trimestre é sazonalmente de menor produção e tivemos desafios operacionais adicionais”, disse a analistas em teleconferência para discutir os resultados do primeiro trimestre.
Mercado financeiro

Pimenta afirmou também que o anúncio do terceiro programa de recompra de ações da companhia não significa que a empresa não fará pagamento de dividendos extraordinários pela frente.

"O melhor investimento que temos é a recompra de ações. Temos sido muito ativos e vamos chegar a quase 20% de recompra total [somados os três programas]. Isso não significa que não faremos dividendos extraordinários. Vamos avaliar. Estamos bastante sólidos, a despeito dos desafios, e trabalhando na ideia de gerar caixa para o ano", disse o executivo. A companhia reforçou que vai manter sua política de dividendos.

Jornal de Brasília - DF   29/04/2022

A alta das commodities desde o estouro da pandemia, em particular do petróleo e do aço, tem forçado o governo federal a rever os parâmetros financeiros dos leilões de concessão já em andamento.

A afirmação foi feita nesta quinta (28) pela secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa, em seminário sobre investimentos público-privados de longo prazo, organizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo TCU (Tribunal de Contas da União), na sede da federação, em São Paulo.

“O aumento nos insumos asfálticos foi da ordem de 43%. E o aumento do aço, da ordem de 36%. Com isso, a partir de janeiro, tivemos de remodelar os nossos projetos, já captando esses custos”, diz a secretária.

Em janeiro, segundo ela, foi publicado pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) o Sistema de Custos Rodoviários, mensurado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) a cada três meses, que teria captado a alta de preços após o início da pandemia.

A secretária citou o caso da concessão do sistema rodoviário que liga a cidade do Rio de Janeiro a Governador Valadares (MG), cujo leilão está marcado para 20 de maio.

Segundo Marcassa, o edital foi republicado em fevereiro, alterando os custos previstos, que na média apresentaram alta de 23%.

Para Morgan Doyle, representante do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimeto) no Brasil, o choque de custos mencionado pela secretária não foi suficiente para tirar o apetite dos investidores privados em investir em infraestrutura no Brasil. “Eles seguem interessados”, diz ele.

O evento é parte de uma série de seminários organiza pela Fiesp e o TCU com o intuito de discutir estratégias que permitam destravar os investimentos em infraestrutura no país.

A sessão desta quinta foi aberto pelo presidente da federação, Josué Gomes da Silva, e o ministro Bruno Dantas (TCU).

Também participaram o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, o economista-chefe do Banco Mundial, Luis Andrés (por videoconferência), entre outros palestrantes.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   29/04/2022

Dois indicadores divulgados esta semana mostram que ainda não existe trégua no cenário de inflação. E esse é um dos maiores complicadores da atual conjuntura, porque vai corroer a renda das famílias e obrigar o Banco Central a elevar ainda mais os juros. O Boletim Focus voltou a ser divulgado depois de um mês de paralisação, por causa da greve no Banco Central, e mostrou uma forte piora das expectativas. Ontem, o IBGE divulgou outro número elevado do IPCA-15 de abril, em 1,73%, o que elevou a taxa para 12,03% em 12 meses, a taxa mais alta desde novembro de 2003. A alta do dólar nos últimos dias foi um balde de água fria em quem apostava em uma ajuda do câmbio para aliviar a alta dos preços.

Para se ter uma ideia da pancada, em cidades como Rio e Curitiba, a inflação, no IPCA-15, acumulada em apenas quatro meses desse ano, janeiro a abril, já supera 5%, o que é o teto da meta para o ano inteiro de 2022. Não é uma inflação causada apenas por crises externas. Há uma parte da alta de preços que é causada pelo governo Bolsonaro, quando não pelo próprio presidente. A má gestão das crises se soma às crises criadas pelo próprio presidente, como esse constante clima de confronto com o STF.

O Copom fará uma nova reunião na próxima semana, quando elevará a Selic em mais 1 ponto, para 12,75%. Isso ele já indicou na Ata. A piora dos números no Boletim Focus e a alta recente do dólar podem obrigar o BC a fazer novas elevações da Selic, que pode atingir ou superar os 13%. Isso é um choque de juros que derrubará o crescimento no segundo semestre e no ano que vem.

O economista-chefe do Opportunity Total, Marcelo Fonseca, explica que a inflação está espalhada por vários setores. O que antes era algo localizado nos bens industriais, por causa dos problemas de suprimento nas cadeias globais de produção, agora chegou aos preços das commodities e ao setor de serviços. Ele estima que o IPCA vai fechar o ano em 7,7% e o aumento da Selic levará o PIB de 2023 para próximo de zero.

—Estamos vendo uma tempestade perfeita na inflação. No mundo todo, e aqui em particular, houve uma combinação de estímulos fiscais e monetários, por causa da pandemia, o que aqueceu demais a demanda, com problemas de oferta. Agora também estamos vendo inflação nos serviços, com a reabertura, e um choque nas commodities, que também encarece vários setores da indústria — afirmou Fonseca.

O setor de vestuário, por exemplo, sente os aumentos nos preços do algodão nos mercados internacionais. As altas do petróleo e do gás tornam a energia elétrica mais cara, porque esses combustíveis movem o parque termelétrico. Marcelo explica que a inflação no mundo está elevada, mas no Brasil houve um componente a mais: a perda de confiança na política fiscal no governo Bolsonaro.

— No ano passado não houve trégua na política fiscal e isso contaminou demais o câmbio. Ele não funcionou como um amortecedor para a alta das commodities, como em outros momentos. Esse foi o componente adicional da inflação no Brasil, na comparação com o resto do mundo — afirmou.

As crises institucionais são um fator a mais de incerteza cambial, na visão do sócio da Tendências Consultoria, Nathan Blanche. E a comprovação disso, segundo ele, é o real liderando as perdas em relação a outras moedas desde a última sexta-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro concedeu perdão ao deputado Daniel Silveira. Além do recado mais duro do Fed, de aumento maior dos juros, esse risco político fez o dólar saltar da casa de R$ 4,60 para próximo de R$ 5,00.

O cenário internacional está rodeado de incertezas. A China pode ter uma forte desaceleração do PIB por causa do aumento de casos de covid e a política de tolerância zero do governo. Por um lado, isso reduz os preços das matérias-primas, mas pode também afetar o nosso saldo comercial. Nos Estados Unidos, o risco é de aperto mais forte dos juros, atraindo capitais que antes estavam vindo para mercados emergentes como o Brasil. E na Europa a guerra na Ucrânia está longe do fim, com uma escalada no envio de armas para os ucranianos e a ameaça de uma resposta nuclear pelos russos.

É nesse contexto que o país se encaminha para a eleição presidencial mais polarizada da história, com um presidente ameaçando dar golpe, a inflação em alta, e a economia sofrendo com um choque de juros pelo Banco Central.

O Estado de S.Paulo - SP   29/04/2022

A alta dos juros nos Estados Unidos não reduz a atratividade para os capitais internacionais apenas do Brasil, mas também do conjunto dos emergentes, incluindo a poderosa China.

Relatório divulgado na segunda-feira (25/4) pela Gavekal Research, empresa de análise financeira conhecida por seu foco na China, interpreta a queda abrupta do renminbi no final da semana passada como marca do fim de um ciclo de valorização da moeda chinesa que vem desde 2020, e início de um ciclo de desvalorização (mas que deve ser mais brando que outros ciclos de depreciação da história recente).

O renminbi, que vinha sendo negociado na faixa de 6,3-6,4 por dólar, fechou a 6,5/US$ na sexta-feira, 22/4. Esta semana está em 6,56/US$.

Segundo o analista Wei He, da Gavekal, a apreciação desde 2020 veio na esteira do aumento do superávit comercial e dos fluxos de portfólio, mas ambos os vetores estão se enfraquecendo desde meados de 2021.

O crescimento das exportações chinesas desacelerou-se de 17,8% no último trimestre de 2021 para 13,4% no primeiro de 2022. As exportações sofrem tanto pelo lado da demanda, com a desaceleração da economia global, e especialmente da Europa, mais afetada pela guerra na Ucrânia, quanto pela oferta, com o lockdown por causa da ômicron em Xangai, principal porto chinês.

Outro fator, não mencionado no relatório, é a normalização global das economias pós-pandemia, com menos demanda por bens manufaturados e o da demanda por serviços.

Em termos de fluxos de portfólio, o problema é a divergência cíclica entre a economia chinesa e a americana (e, de certa forma, do resto dos países avançados e de boa parte do mundo).

Os Estados Unidos, como abordado várias vezes nesta coluna recentemente, estão lidando com a economia (especialmente no mercado de trabalho) aquecida e a maior inflação em 40 anos, e os juros estão subindo, devem se elevar mais e talvez muito mais.

A China – relativamente ao padrão das últimas décadas e a seu crescimento potencial – está numa situação diferente, lutando para que a alta do PIB este ano (e com mira nos próximos) não fique abaixo das metas do governo. Ou seja, não há aperto monetário.

Em consequência, como nota Wei He, pela primeira vez desde 2010, a rentabilidade de títulos do Tesouro americano está maior do que a de títulos do governo chinês de mesmo prazo. O que naturalmente tende a travar e reverter os fluxos de portfólio para a China.

Diante dessa situação, os condutores de política econômica da China abriram a sua caixa de ferramentas tradicional, isto é, estímulos ao investimento à infraestrutura, como explica outro pertinente relatório – no caso, divulgado hoje –, de economistas do Goldman Sachs.

Os analistas notam que, no encontro ontem da Comissão Central de Assuntos Financeiros e Econômicos, o presidente da China, Xi Jinping, pediu que se acelerassem as obras de infraestrutura, especialmente em transporte, energia, gestão hídrica e “nova infraestrutura” (supercomputadores, inteligência artificial etc.).

Ao enfatizar não somente o retorno econômico mas o retorno “global” dos projetos, Xi pode ter dado um sinal verde mais amplo, incluindo mesmo os projetos menos rentáveis.

O líder também pediu que se viabilizem financeiramente os projetos em infraestrutura, indicando uma postura mais liberal em relação aos incentivos e financiamentos dos governos locais, e menos preocupada com a saúde financeira desses entes subnacionais.

O Goldman Sachs projeta que o investimento em infraestrutura chinês permaneça crescendo num ritmo de dois dígitos nos próximos dois trimestres.

CNN Brasil - SP   29/04/2022

As autoridades do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, se alinharam em torno de planos para acelerar o ritmo dos aumentos de juros neste ano, mas continuam divididas sobre uma questão crucial para a atividade econômica: em que ponto parar.

Esse debate está apenas começando, mas se tornará mais crítico a partir de meados deste ano, à medida que os formuladores de política monetária avaliam a rapidez com que seus aumentos iniciais de juros reduzem os gastos das famílias e das empresas e se isso, por sua vez, diminuirá o ritmo da inflação, que está em níveis não vistos desde a década de 1980.

Uma recente escalada nos rendimentos de longo prazo fez pouco para melhorar as perspectivas de inflação e deixa o Fed numa conjuntura arriscada – dividido entre um ritmo ainda mais agressivo de aumentos de juros, que pode reduzir o tamanho da economia, ou um movimento muito lento que permitiria o enraizamento da psicologia inflacionária.

“É uma pergunta diabolicamente difícil”, disse o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, na semana passada, descrevendo as dificuldades que as autoridades do Fed preveem na determinação de quão longe os juros podem precisar ir para trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central.

A atual expansão econômica depende de o Fed acertar a resposta, e nem todos acreditam nessa possibilidade.

O ex-secretário do Tesouro dos EUA Lawrence Summers, que tem argumentado vigorosamente que o Fed esperou tempo demais para responder aos aumentos de preços, escreveu recentemente que a inflação tão alta – de 6,4%, pela medida preferida do Fed –, aliada ao baixo desemprego, torna provável uma recessão dentro de dois anos.

O Fed dará o próximo passo em sua guinada de política monetária durante a reunião de 3 e 4 de maio, quando as autoridades devem aumentar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual.

Mesmo as autoridades tidas como lenientes em relação à inflação, incluindo Evans, agora concordam que são necessários aumentos de juros em doses mais intensas que os tradicionais ajustes de 0,25 ponto percentual por reunião, dada a força da inflação.

Elas também concordam, no geral, com um aumento acumulado da taxa básica de juros para pelo menos 2,5% até o fim deste ano, ante nível próximo de zero estabelecido em 2020 para combater a breve, mas acentuada recessão causada pela pandemia de coronavírus.

Na última reunião do Fed, em março, as projeções das autoridades para o patamar apropriado dos juros até o fim de 2023 variavam de 2,1% a 3,6%, uma lacuna cavernosa que reflete riscos sobre a pandemia, a guerra na Ucrânia e outras forças amplamente incontroláveis, mas que também aponta a incerteza sobre como as empresas e os consumidores podem reagir a custos de empréstimos mais elevados.

As autoridades do Fed querem manter a recuperação nos trilhos e evitar, em particular, qualquer grande salto no desemprego ante a atual taxa de 3,6%, sem dúvida o mercado de trabalho mais forte desde a década de 1950.

Mas isso significa que elas precisam aliviar alguns dos extremos da economia atual, seja o salto de 35% nos preços médios das casas durante a pandemia ou os aumentos salariais que o chair do Fed, Jerome Powell, chamou de “insustentavelmente altos”.

Dados de inflação na próxima sexta-feira (29) mostrarão se algum progresso está sendo feito, e um relatório de emprego para abril a ser divulgado na próxima semana fornecerá novas informações sobre o crescimento dos salários.

Mas as questões em torno da trajetória de política monetária do Fed ainda estão longe de serem resolvidas.

Muitos economistas recentemente elevaram suas estimativas de quanto o Fed precisará aumentar os juros e aguardam a reunião da próxima semana para obter mais orientação.

O Fed pode elevar os custos dos empréstimos para mais de 4%, nível não visto desde antes da crise financeira de 2007 a 2009 e que provavelmente aumentaria os riscos de recessão, escreveram os economistas do Jefferies Aneta Markowska e Thomas Simons.

“A economia dos EUA está escalando o muro da preocupação”, escreveram, com a disseminação da inflação e a força implícita da economia indicando que “o Fed terá de ser ainda mais agressivo”.

Infomoney - SP   29/04/2022

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,41% em abril, depois de subir 1,74% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

O dado veio praticamente em linha com expectativa em pesquisa da Reuters com analistas de avanço de 1,70%.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Segundo Luca Mercadante, economista da Rio Bravo, o IPA foi o grande causador da surpresa positiva vista no IGP-M. Os preços no atacado desaceleraram a 1,45%, puxados especialmente por produtos agrícolas.

Ainda assim, os preços ao produtor continuam pressionados, sinalizando que pode haver mais repasses para o consumidor à frente. O IPC e o INCC continuaram a acelerar. Para o consumidor, alimentos e transportes são os principais contribuintes negativos, assim como no IPCA. Para a construção, materiais representam a maior parte de alta.

O Estado de S.Paulo - SP   29/04/2022

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 2,4 pontos em abril, após oito meses seguidos de contração, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), informados na quarta-feira, 27. Com o resultado, o índice atingiu 97,4 pontos, ainda abaixo do patamar de janeiro (98,4).

O avanço em abril foi puxado tanto pela avaliação do presente quanto pelas perspectivas do setor. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,4 ponto, para 98,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve alta de 3,2 pontos, para 96,0 pontos.

“Influenciada pela redução dos problemas com o fornecimento de insumos e pelas passagens do surto da variante da Ômicron e do momento de maior pessimismo com os potenciais impactos da guerra Rússia-Ucrânia, a alta da confiança industrial em abril pode ser interpretada como um movimento no sentido da normalização das atividades no setor", diz o economista do Ibre/FGV Aloisio Campelo Jr., em nota.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), por sua vez, recuou 0,4 ponto porcentual, a 79,8%.

Nas aberturas do ISA, o melhor desempenho se deu no indicador de situação atual dos negócios, que avançou 6,8 pontos, para 98,6 pontos. Já a demanda total subiu 5,8 pontos, para 100,3, após perda acumulada de 17,4 pontos nos nove meses anteriores. Na direção contrária, o indicador de nível dos estoques contraiu 8,4 pontos, para 96,1.

Entre os componentes do IE, a produção prevista para os três meses seguintes cresceu 4,8 pontos, para 95,1 pontos. O indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses subiu 4,2 pontos, para 92,8, depois de recuar 16,8 pontos nos oito meses anteriores.

"Os indicadores relacionados ao momento presente caminham para níveis de neutralidade e as expectativas tornaram-se menos pessimistas, com destaque para as avaliações favoráveis em relação à demanda externa”, acrescenta Campelo Jr.

Infomoney - SP   29/04/2022

Se nas últimas semanas entrou no radar dos mercados um maior temor sobre recessão nos Estados Unidos por conta dos efeitos dos juros mais altos por lá, a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2022 reforçou essa percepção.

O PIB dos EUA caiu a uma taxa anualizada de 1,4% no trimestre passado, segundo informou o Departamento de Comércio em estimativa preliminar nesta quinta-feira, ante projeção Refinitiv de alta de 1,1%. A economia havia crescido a um ritmo robusto de 6,9% no quarto trimestre de 2021.

Contudo, a leitura preliminar do indicador pode mostrar um quadro equivocado sobre a atividade econômica americana. A queda foi ditada principalmente por um déficit comercial mais amplo e por uma desaceleração na acumulação de estoques empresariais em relação ao ritmo robusto do último trimestre do ano passado; juntos eles tiveram impacto negativo de cerca de 4 pontos percentuais no crescimento no trimestre.

“O desempenho está muito contaminado pelos dados que não são necessariamente relacionados à demanda interna. Exportações líquidas foram a principal contribuição para a queda de 1,4% do PIB, ficando com, praticamente, toda a contribuição negativa”, explica Mirella Hirakawa, economista da AZ Quest.

Assim, as importações, que são uma subtração no cálculo do PIB, avançaram substancialmente no período. Por outro lado, os gastos com consumo pessoal, os investimentos em ativos fixos não residenciais e residenciais avançaram no primeiro trimestre.

O resultado no período também refletiu os impactos da variante Ômicron na economia americana, responsável pelo aumento das restrições e disrupções que afetaram o funcionamento dos estabelecimentos em diversas regiões do país. Soma-se a isso, o fim dos programas governamentais de assistência as famílias e aos estabelecimentos, que contribuíram para o resultado negativo no trimestre.

Por outro lado, os gastos com consumo pessoal, que representam mais de dois terços da atividade, avançaram 2,7%, ante 2,5% observados no trimestre anterior, contribuindo em 1,8 ponto percentual (p.p.) para a variação do PIB anualizado. Os gastos pessoais com bens recuaram 0,1%, após expansão de 1,1% no trimestre anterior, enquanto isso os gastos com serviços avançaram 4,3% no período, acelerando 1 p.p. em relação ao número anterior.

“O PIB chama atenção para novos dados de atividades e para um acompanhamento dos impactos da guerra na Ucrânia no comércio exterior. Mas não altera o plano de voo do Federal Reserve, pois mostra, em geral, uma atividade mais forte”, complementa Mirella.

Conforme destaca Roberto Attuch, CEO da Ohm Research, o PIB veio bem melhor do que a leitura inicial parece indicar e não deve mudar os planos para a política do Federal Reserve, que deve continuar de prosseguir o aperto monetário.

A avaliação geral do mercado é de que o Federal Reserve ainda deve aumentar os juros em 0,50 ponto percentual em sua próxima reunião de política monetária, na quarta-feira que vem, visão esta que se fortaleceu após fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na semana passada. O banco central dos EUA elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em março e deve começar a reduzir suas participações em ativos em breve.

O Citi também apontou não estar surpreso ou preocupado com a queda da atividade. Para os analistas, as importações em alta mostram que a demanda doméstica norte-americana segue ainda com muita força. Assim, “não esperamos outro declínio do PIB no segundo trimestre de 2022, com a economia evitando uma recessão técnica”, projeta.

A pausa no processo de recuperação econômica também não foi vista como um indicativo de que a economia americana entrou em uma recessão na avaliação de Luca Mercadante, economista da Rio Bravo. Desta forma, aponta o economista, os investidores ainda acreditam que o Fed deve permanecer no mesmo caminho de política monetária e que a autoridade monetária americana será bem-sucedida em fazer um pouso suave da política monetária.

“A economia ainda está mostrando alguma resiliência, mas o relatório do PIB do primeiro trimestre sinaliza o início de um crescimento mais moderado neste ano e no próximo, em grande parte em resposta a taxas de juros mais altas”, disse Sal Guatieri, economista sênior da BMO Capital Markets, em Toronto. De qualquer forma, “apesar da contração, o Fed tem pouca escolha a não ser subir os juros agressivamente em maio para conter a inflação.”

A equipe de análise macroeconômica da Genial Investimentos também ressalta que a combinação entre uma forte demanda e mercado de trabalho aquecido mantêm a avaliação de que será anunciado um aumento de 0,5 p.p. na taxa de juros americana na próxima semana, ainda que a economia tenha contraído nos primeiros três meses do ano.

Em relatório com previsões sobre o PIB americano divulgado na véspera, o Credit Suisse já projetava um PIB mais fraco no primeiro trimestre por conta do déficit comercial, mas ressaltou que o consumo seguiria em alta. Olhando para frente, os analistas do banco projetaram que o crescimento do PIB acelere para 2,0% no segundo trimestre, revertendo a fraqueza nos primeiros três meses do ano.

“Após sete trimestres negativos, esperamos que as exportações líquidas sejam um fator neutro no segundo trimestre. No entanto, o crescimento global está em desaceleração, com riscos de queda concentrados na Europa e na China – principais parceiros comerciais dos EUA. Enquanto a demanda dos EUA tiver um forte desempenho, o déficit comercial estruturalmente amplo provavelmente não será revertido tão cedo”, aponta o Credit.

Agora, o próximo indicador a ser observado de perto pelo mercado é o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), que será revelado na próxima sexta-feira e é a medida preferida de inflação do Federal Reserve (Fed).

O dado de índice de preços de gastos com consumo divulgado junto com o PIB mostrou avanço de 7,0% ante 6,4% no trimestre imediatamente anterior, decorrente tanto da alta nos preços de bens (11,8%) quanto de serviços (4,6%). Por sua vez, o núcleo do índice de preços do PCE, que exclui preços de alimentação e energia, teve um aumento de 5,2%, ante 5,0% no quarto trimestre de 2021.

“É importante destacar que, ao contrário de momentos anteriores, o gradual fim das restrições de circulação fez com que o setor de serviços também passasse a sofrer com a elevação dos preços”, afirma Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

Para Attuch, os próximos números serão observados de perto pelos investidores, com o núcleo da inflação devendo manter a tendência de avanço de 5% na comparação anual nos próximos dois meses, mas com a percepção de que os números possam ter chegado a um pico, ainda que dependendo muito dos desdobramentos da guerra da Ucrânia e do estresse no preço de petróleo.

Agência Brasil - DF   29/04/2022

As desonerações para combustíveis, produtos industrializados e os gastos com o Auxílio Brasil ainda estão tendo pouco impacto nas contas públicas. Em março, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário de R$ 6,304 bilhões.

O resultado veio levemente melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 8,3 bilhões no mês passado.

Em relação a março do ano passado, porém, houve piora. No mesmo mês de 2021, o Governo Central tinha registrado superávit primário de R$ 2,039 bilhões. Naquela ocasião, no entanto, o resultado tinha sido inflado porque a aprovação do Orçamento de 2021 no Congresso atrasou, o que reduziu o gasto no início do ano passado.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit primário em março, o Governo Central acumula superávit recorde de R$ 49,627 bilhões nos três primeiros meses do ano. Isso foi garantido pelo resultado positivo recorde de R$ 76,539 bilhões em janeiro.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. No fim de março, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 66,9 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.
Arrecadação atípica

O déficit de março ocorreu porque as despesas continuaram a crescer em ritmo maior que as receitas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 18,8% em relação a março do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou 6,7% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 26,3% em valores nominais e 13,5% acima do IPCA na mesma comparação.

No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas. O primeiro foi a alta arrecadação registrada em março. Apesar das desonerações para combustíveis e para produtos industrializados, as receitas do governo sentiram apenas o impacto parcial das medidas porque elas entraram em vigor no fim de fevereiro.

O outro fator não está relacionado com a arrecadação de tributos, mas com a alta do petróleo no mercado internacional. As receitas com royalties cresceram R$ 1,11 bilhão (+26,2%) acima do IPCA em março na comparação com o mesmo mês do ano passado. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 100 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Despesas

Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 4,6 bilhões (+32,7%) acima da inflação em março na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 14,3 bilhões (+37%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil.

Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 8,1% no acumulado do ano descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social ficaram estáveis, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 7,83 bilhões nos três primeiros meses do ano, alta de 115,4% em relação ao mesmo período de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. A alta ocorre perante uma base fraca de comparação. No ano passado, o Orçamento foi sancionado apenas em abril, e os investimentos no primeiro quadrimestre foram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

MINERAÇÃO

Exame - SP   29/04/2022

O movimento das ADRs da Vale no pré-mercado dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 28, sinaliza um pregão de forte alta para as ações da companhia, que são as mais negociadas da bolsa brasileira. As ADRs chegaram a subir mais de 5% nesta manhã.

A valorização ocorre após a divulgação do balanço do primeiro trimestre da Vale, que superou as estimativas de investidores.

O lucro líquido da mineradora ficou em US$ 4,458 bilhões no período, abaixo dos US$ 5,546 registrados no primeiro trimestre de 2021. O número, no entanto, ficou acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de US$ 4,1 bilhões. O Ebitda ajustado foi de US$ 6,374 bilhões.

Fora o resultado, a alta do minério de ferro nesta madrugada contribui com o movimento positivo. A alta, se refletida no mercado brasileiro, pode ser fundamental para o Ibovespa voltar aos 110.000 pontos, tendo em vista que a mineradora possui a maior participação do índice.

Para analistas do BTG, o balanço dá indicativos de que o guidance de produção de minério de ferro de 320-335Mt ainda pode ser alcançado neste ano.

"Este trimestre também marca a transição da empresa para uma abordagem diferente de balanço, definindo a meta de dívida líquida expandida em US$ 10-20 bilhões, o que acreditamos trazer flexibilidade adicional para a empresa", afirmaram Leonardo Correa e Caio Greiner, analistas do BTG, em relatório.

Eles ressaltam, porém, que mais importante que o balanço é o programa de recompra de ações anunciado pela Vale, classificada como uma "surpresa bem-vinda". A Vale espera adquirir até 10% das ações em livre circulação durante os próximos 18 meses.

"Esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa classificação de compra para a Vale", disseram os analistas. O banco tem preço-alvo de US$ 22 para as ADRs da companhia, implicando em um potencial de alta de 40%.

Valor - SP   29/04/2022

Entre janeiro e março, a produção de minério de ferro da companhia foi de 63,9 milhões de toneladas, uma queda de 6% frente a igual período do ano passado

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, afirmou hoje que a empresa, apesar de alguns desafios no início do ano, segue “dentro do planejado”, superando obstáculos na produção. Ele lembrou que o primeiro trimestre é sazonalmente o de menor produção da companhia devido à temporada de chuvas.

Em teleconferência com analistas, Bartolomeo lembrou que a companhia teve, no primeiro trimestre, um prêmio de US$ 9,1 por tonelada de minério de ferro vendida. Ele destacou que a companhia tem um portfólio de produtos que posiciona a Vale estrategicamente para enfrentar o desafio climático. Entre janeiro e março, a produção de minério de ferro da companhia foi de 63,9 milhões de toneladas, uma queda de 6% frente a igual período do ano passado.

O executivo afirmou ainda que os níveis e produção da mineradora vão aumentar “conforme o planejado”, de forma a atingir a meta para o ano. O “guidance” da empresa para a produção de minério de ferro este ano é de 320 milhões a 335 milhões de toneladas.

Já o vice-presidente executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, afirmou que a empresa teve uma “ótima” realização de preços no primeiro trimestre, quando conseguiu um prêmio médio de US$ 9,1 por tonelada frente ao preço de referência Iodex para o minério com 62% de teor de ferro.

Spinelli afirmou que a companhia está confiante em atingir a meta de produção de minério de ferro para o ano, que é de um volume entre 320 milhões e 335 milhões de toneladas.

Aumento de custos

O vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que o custo da companhia para o minério de ferro entre janeiro e março foi de US$ 18,7 por tonelada, US$ 2,2 por tonelada acima do quarto trimestre do ano passado.

Ainda sobre os custos, Pimenta ressaltou que a empresa tem sofrido o impacto do combustível, mas lembrou que há oportunidades para otimizar a base de custos. Segundo ele, o custo total este ano deve estar alinhado em relação a 2021 devido aos esforços que a companhia tem feito.

Ele lembrou que a empresa distribuiu US$ 3,5 bilhões para os acionistas, além da recompra de US$ 1,8 bilhão em ações. Pimenta também destacou que a alavancagem considerada ótima foi revista de US$ 15 bilhões para um intervalo entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, considerando o conceito de dívida líquida expandida - que considera também os desembolsos previstos para a reparação de Brumadinho e compromissos como o Refis.

“Ao mudar a dívida líquida expandida o que buscamos é mais flexibilidade”, disse Pimenta.

Também na teleconferência, o presidente da companhia afirmou que a Vale quer manter a política de dividendos como um conceito. “É sagrada”, resumiu o executivo, acrescentando que a empresa preferiu a recompra de ações porque é uma ferramenta permanente.

“A recompra de ações é o melhor investimento que temos”, disse Pimenta, acrescentando que isso não quer dizer que a mineradora não pagará dividendos extraordinários. “Vai depender do fluxo de caixa. Podemos fazer ambos [dividendo e recompra], mas a recompra tem ótima perspectiva”, frisou.

Questionado por analistas sobre os desinvestimentos feitos pela companhia, Pimenta ressaltou que a Vale fez “muito” para limpar a carteira de ativos e lembrou que ainda há processos de venda para a Mineração Rio do Norte (MRN) e para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Nesse sentido, ele lembrou vendas recentes de ativos pela Vale, como a Vale Nova Caledônia (VNC) e os ativos de carvão em Moçambique.

Bartolomeo disse que, nesse sentido, o objetivo da companhia em relação ao setor de metais básicos é destravar o valor do negócio, a exemplo do que a companhia tem feito em outros ativos.

Mina de Sudbury

A vice-presidente executiva de Metais Básicos da Vale, Deshnee Naidoo, afirmou que os níveis de produção na mina de Sudbury, no Canadá, atingiram os níveis pré-greve. No ano passado, durante quase dois meses, os trabalhadores da região de Sudbury cruzaram os braços em uma reivindicação que envolvia benefícios médicos e de saúde.

Naidoo lembrou que a realização no preço do níquel subiu 16% entre o quarto trimestre do ano passado e os três primeiros meses deste ano. No período, o preço realizado passou de US$ 19.088 por tonelada para US$ 22.195 por tonelada.

Recompra de ações

Bartolomeo ressaltou a relevância a operação de recompra de ações anunciada ontem pela empresa. A mineradora informou ao mercado que seu conselho de administração aprovou novo programa de recompra de ações à medida que a companhia se aproxima da conclusão do programa vigente, que já recomprou aproximadamente 168 milhões das 200 milhões de ações programadas.

Pelo novo programa, haverá a aquisição de um limite máximo de 500 milhões de ações, o que representa 10% do número de papéis em circulação. Hoje, na teleconferência, Bartolomeo lembrou que, após a conclusão do programa, a empresa terá comprado cerca de 20% das suas ações.

O executivo também destacou que a empresa está solicitando novas licenças ambientais em Carajás, no Pará.

Agência Brasil - DF   29/04/2022

A Securities and Exchange Comission (SEC), órgão que regula o mercado de ações nos Estados Unidos (EUA), acusou a minerdadora Vale de enganar investidores sobre a segurança de suas barragens entre 2016 e 2019. A denúncia divulgada nesta quinta-feira (28) foi apresentada ao Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste de Nova York.

Conforme a acusação, auditorias foram manipuladas para emissão de certificados de estabilidade fraudulentos, escondendo a real situação de diversas estruturas, entre as quais a que se rompeu em Brumadinho (MG), causando 270 mortes e danos ambientais e sociais em diversos municípios da Bacia do Rio Paraopeba. A SEC sustenta que, após o episódio, a mineradora perdeu mais de US$ 4 bilhões na sua capitalização de mercado, gerando prejuízos para aqueles que adquiriram seus títulos.

"Há anos, a Vale sabia que a barragem de Brumadinho, construída para conter subprodutos potencialmente tóxicos das operações de mineração, não atendia aos padrões internacionalmente reconhecidos de segurança de barragens. No entanto, os relatórios de sustentabilidade públicos da Vale e outros registros públicos garantiram fraudulentamente aos investidores que a empresa aderiu às 'mais rígidas práticas internacionais' na avaliação da segurança de barragens e que 100% de suas barragens foram certificadas como estáveis", denunciou a SEC.

A Securities and Exchange Comission afirma que os investidores não recebiam informações adequadas para fazer uma avaliação de riscos. De acordo com a SEC, a Vale levantou mais de US$ 1 bilhão com os títulos negociados Bolsa de Nova York. A mineradora deverá ser julgada por violar disposições antifraude e leis federais de valores mobiliários, podendo ser condenada a restituir com juros os prejuízos, além de outras penalidades.

A emissão de laudo de estabilidade falso foi apontada em diversas investigações feitas no Brasil sobre a tragédia de Brumadinho. Na primeira etapa do inquérito da Polícia Federal, concluído em setembro de 2019, foram indiciados sete funcionários da Vale e seis da Tüv Süd, consultoria alemã que assinou o laudo de estabilidade da barragem. Eles foram acusados de falsidade ideológica e uso de documentos falsos, por ignorar os parâmetros técnicos adequados e forjar os relatórios de inspeção e a declaração de estabilidade.

A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que resultou na ação criminal aberta na Justiça mineira também apontou conluio entre a Vale e a Tüv Süd, que teriam escondido do poder público e da sociedade a real situação da barragem. Esse processo, no entanto, foi paralisado, em meio a discussões sobre a competência do tribunal estadual para julgar o caso. Relatórios das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, da Câmara dos Deputados e do Senado também apontaram manipulação do laudo de estabilidade.

A contestação da validade da declaração que atestava a segurança da barragem também chegou aos tribunais alemães, onde a Tüv Süd é alvo de um processo movida por atingidos. A própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão equivalente à SEC no Brasil, acusou, em abril do ano passado, dois ex-executivos da mineradora pela não observância de seus deveres fiduciários.

Em nota, a Vale negou as alegações da SEC e afirmou que se defenderá vigorosamente. "A Companhia reitera o compromisso que assumiu logo após o rompimento da barragem, e que a tem guiado desde então, para a remediação e a reparação dos danos causados pelo evento", acrescentou. Em outubro do ano passado, a mineradora já havia informado ao mercado que recebeu notificação da SEC sobre o início de investigações.

Ontem (27), a Vale divulgou seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022, reportando um lucro de US$ 4,458 bilhões, 19,6% a menos que o registrado no mesmo período de 2021. A mineradora também anunciou um novo programa de recompra de suas ações ordinárias negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Nos próximos 18 meses, a Vale deverá readquirir volume de papéis equivalente a até 10% do capital.

Monitor Digital - RJ   29/04/2022

O conselho administrativo da Vale (Vale3) anunciou na última quarta-feira (27) o programa de recompra de ações da empresa, de até 500 milhões. A companhia informou também que teve um lucro líquido de US$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre. Para o estrategista – chefe da Diagrama Investimentos, Ricardo Leite, o resultado veio um pouco abaixo das expectativas nas principais linhas, mas a prévia operacional que mostra a produção e venda já havia sinalizado essa queda, por isso que o mercado não agiu de forma negativa e o programa de recompra que a empresa sinalizou, podendo comprar até 500mm de ações nos próximos 18 meses, veio como positivo para manter a tendência de alta nos preços da companhia.

“A receita de metais básicos, ganhou maior relevância em referência a receita total, isso se deve ao preço do níquel que apesar da queda de volume teve uma alta significativa na cotação,” relata Leite. Segundo Ricardo, um ponto que chamou atenção também foi o custo de caixa (C1) que aumentou US$ 2,2 por tonelada, explicada pela menor diluição do custo fixo por causa do volume menor. O câmbio negativo e os maiores custos de combustíveis também impactaram essa linha.

“Apesar dos números um pouco abaixo, os pontos positivos sobressaem com prêmios maiores pelo minério de qualidade, o fluxo de caixa foi bem acima do 4tri21, (impactado pelo gasto com brumadinho)”, revelou Ricardo. Ricardo pondera com relação aos ativos não estratégicos, a iniciativa de se desfazer (carvão e siderurgia) para focar nos ativos “core” da empresa, é vista como positiva, uma vez que a Vale tem um grande diferencial competitivo.

“Mesmo o cenário macro incerto dado o aumento da volatilidade na cotação do minério de ferro e os desdobramentos da guerra na Ucrânia afetando o crescimento global. E tendo também a China com várias cidades em lockdown e reduzindo a demanda do minério, esperamos que os preços se recuperem em breve, para geração de caixa da Vale, uma vez que a empresa trabalha com o breakeven bem abaixo dos seus pares,” finaliza o estrategista-chefe da Diagrama Investimentos.

Valor - SP   29/04/2022

Com isso, em abril, a principal matéria-prima do aço passou a exibir ganho acumulado de 10,3%. No ano, a valorização é de 19,3%

Os preços do minério de ferro marcaram o terceiro dia consecutivo de ganhos no mercado transoceânico, refletindo a oferta relativamente apertada da matéria-prima no mercado global e algum alívio em relação aos impactos da covid-19 na China.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o minério com teor de 62% avançou 1,1% no norte da China, para US$ 142 por tonelada.

Com isso, em abril, a principal matéria-prima do aço passou a exibir ganho acumulado de 10,3%. No ano, a valorização é de 19,3%.

Na Bolsa de Commodity de Dalian, os contratos mais negociados, para setembro, avançaram 3,5%, para 851,50 yuan.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   29/04/2022

A indústria automobilística brasileira deve levar de cinco a seis anos para recuperar o nível de vendas de 2019. Antes da pandemia da covid, foram vendidos no País 2,7 milhões de veículos, e a previsão para este ano é de cerca de 1,9 milhão, 2% abaixo do ano passado. Já o volume recorde atingido em 2012, de 3,8 milhões de unidades, deve se repetir apenas em 2034, ou seja, mais de 20 anos depois da marca.

A previsão foi feita nesta manhã pelo analista de mercado automotivo da consultoria Globaldata, José Augusto Amorin, na primeira apresentação do Summit “O Futuro da Indústria Automotiva”, realizado pelo Estadão.

Segundo o consultor, o setor já deixou de produzir 65 mil veículos no período de janeiro a abril por causa da falta de semicondutores e, em maio, esse número deve chegar a 85 mil com a parada de produção em mais montadoras, como Volkswagen e Toyota.

A falta de semicondutores, problema que afeta a cadeia global automotiva, é uma das consequências da pandemia. Além disso, as vendas estão sendo afetadas pela alta da inflação que reduz o poder de compra dos consumidores, pelos juros elevados que encarecem o financiamento e pelo aumento dos preços dos automóveis, que superam o índice inflacionário.

Amorin lembrou de todos os percalços enfrentados pela indústria como um todo desde o início na pandemia no País, no fim de março de 2020, passando pelos lockdowns, depois a falta de componentes eletrônicos, falta de navios e contêineres nos portos e agora acrescido da guerra da Rússia na Ucrânia e na explosão inflacionária.

O consultor ressaltou que, apesar de todos esses problemas, o Brasil ainda é um mercado potencial principalmente por causa de sua baixa relação entre número de veículos por habitantes em relação a países mais maduros, onde a relação já é alta. "Isso vai ajudar o mercado brasileiro a crescer", disse.

Também afirmou que há um maior desejo atualmente dos consumidores em adquirir carros próprios para escapar do transporte público e das aglomerações por causa da pandemia.
Carros mais caros

Apesar de o mercado local ter caído 25% no primeiro trimestre ante igual período de 2021, Amorin ressaltou que nem todos os segmentos tiveram desempenhos tão fracos. O de utilitários-esportivos (SUV), por exemplo, caiu 4%. Sua previsão é de que este segmento venda 700 mil unidades este ano - há dez anos eram 300 mil.

As próprias montadoras estão focando a produção em modelos desse segmento por serem mais caros, o que garante melhor resultado financeiro em seus balanços. Também houve repasse de custos aos preços e hoje o tíquete médio de um veículo está em R$ 144 mil. Em 2019 era de R$ 87 mil. "É bom lembrar também que o mercado mudou e hoje não existem mais os carros de entrada, como Mille (da Fiat) e Gol (da Volkswagen)."

Além dos repasses de custos, os automóveis também passaram a ficar mais caros em razão de novas tecnologias introduzidas, como conectividade, freios ABS, airbag e controle de estabilidade, a maioria deles em razão de novas normas de segurança.

"As marcas que estão se saindo melhor no mercado são aquelas que lançaram novos produtos e que oferecem melhores serviços online acrescentou Amorin.

NAVAL

Porto Gente - SP   29/04/2022

No último dia 14, uma comitiva de diretores das federações de trabalhadores dos portos foi recebida pelo ex-presidente Lula, para entregar uma carta contra a desestatização das Autoridades Portuárias do Brasil. Está formalizado um debate de campanha. Portogente encaminhou perguntas sobre os portos aos presidenciáveis e, até o momento, recebeu a resposta do candidato do PSDB, de um projeto para análise de propostas comparadas.

No cenário atual, o candidato Lula está liderando as pesquisas. Portanto, não se pode desconsiderar a possibilidade da sua eleição. Como era esperado, o programa do ministério da Infraestrutura – Minfra para a desestatização dos portos, não surtiu o resultado anunciado. Até agora, um saldo negativo, pelos prazos e a modelagem. A venda de ativos com visão financeira não expressa consistência para assegurar produtividade, nem tampouco responde à segurança dos contratos vigentes no Porto de Santos.

Nos últimos três anos, Portogente promoveu inúmeros debates, apresentou opiniões robustas e propõe modelo inovador de desestatização para o principal porto do Brasil. O que se assiste no processo dos portos do Espírito Santo não sinaliza bons ventos para o processo da privatização da Santos Port Authority. Por prudência e competência, está na hora da comunidade do Porto de Santos ter uma proposta com diretrizes consolidadas, para chamar de sua.

Tudo isso ocorre num clima de tensão política, num crescendo. Além disso, as últimas eleições brasileiras têm mostrado um enfraquecimento acentuado do governo reeleito. No cenário mundial, onde já se evoca a hipótese de guerras terríveis, ocorrem muitas ameaças ao comércio internacional. É tempo de construir ideias úteis à exportação do produto brasileiro de forma competitiva pelos portos. Todavia, não é o que se assiste e Portogente tem mostrado.

A proposta das federações dos portuários também fará parte do debate dos portos com os candidatos, no Portogente. Diferente da última eleição, não passarão despercebidas propostas ardilosas, como a que o candidato Jair Bolsonaro prometeu festivamente alçar os portos brasileiros ao patamar dos melhores do Japão, até 2022. Por óbvio, nada disso aconteceu.

Construção Latino-americana - SP   29/04/2022

Os investimentos privados previstos no Porto de Santos têm a capacidade de aumentar a competividade das exportações brasileiras no exterior e reduzir o Custo-Brasil, disse duarnte a semana, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

A avaliação ocorreu após passagem pelo terminal STS10, pelo local de construção do túnel submerso entre Guarujá e Santos, além de visita às linhas férreas da região de Outeirinhos e nas obras de extensão e aprofundamento do Cais do Tecon Santos.

Estão estimados R$ 3,285 bilhões no STS10; R$ 3,5 bilhões na construção do túnel submerso e mais R$ 1,5 bilhão da Santos Brasil no Tecon Santos, enquanto R$ 23 milhões já foram aplicados na terceira linha ferroviária de Paquetá. Somados, chegam a R$ 8,308 bilhões. Outra prioridade do Governo Federal para 2022 é a desestatização do Porto de Santos, cujos estudos mostram a possibilidade de o aporte financeiro chegar na faixa dos R$ 16 bilhões durante a duração de contrato.

“Esse investimentos vão garantir que a gente aumente a nossa competitividade, eficiência, e assim reduza o Custo-Brasil”, disse o ministro durante a vistoria. Atualmente, o Porto de Santos é o maior de toda a América Latina. Mas, somando desestatização e o investimento privado em concessões de terminais, tem potencial para se tornar o principal porto em operação no Hemisfério Sul.

Interligação

Na primeira parte da visita, o ministro navegou no canal de acesso do Porto e passou pela área que vai corresponder ao STS10 e também pelo local onde será construído túnel submerso para ligar as cidades de Guarujá e Santos. Um total de 34% das cargas movimentadas no Complexo Portuário de Santos são em contêineres, equivalendo a 3,9 milhões de TEUs no ano de 2017, o que faz com que o porto seja o responsável pela movimentação de 39% das cargas conteinerizadas do país.

O arrendamento do terminal STS10, vai gerar 33.990 empregos ao longo do contrato de arrendamento diretos, indiretos e efeito-renda. Já o túnel submerso, qualificado em dezembro passado pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), é a melhor opção para promover a ligação entre os municípios, pois não impede o crescimento da estrutura portuária nem a movimentação de cargas no local.

A concessão do túnel será licitada separadamente e vencedor da desestatização deverá reservar R$ 3,5 bilhões em fundo específico para o projeto que eliminará a atual travessia de balsas pelo canal de acesso.

Produtividade

Em funcionamento desde o fim de 2021, o Tecon Santos, operado pela Santos Brasil, tem investimento projetado de R$ 1,5 bilhão até 2031. Com as obras de extensão e aprofundamento do cais, vão aumentar a produtividade operacional, a eficiência energética, a velocidade e o fluxo da operação. A primeira fase do projeto teve um aporte financeiro de R$ 450 milhões.

O Tecon Santos é o único terminal de contêineres da América do Sul com capacidade de receber simultaneamente até três das maiores embarcações previstas para chegar no Brasil, os navios New Panamax, de 366 metros de comprimento.

Otimização

O Porto de Santos em 2021 movimentou 147 milhões de toneladas de bens e mercadorias. Estrategicamente, ele está a 70 quilômetros do maior centro produtor e consumidor da América Latina. Sampaio conheceu o trajeto da futura Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS), que será essencial para o transportes de cargas pelos terminais.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   29/04/2022

A Copergás tem a menor tarifa do Brasil para o segmento industrial, segundo relatório da Argus Media, agência internacional de mídia que produz indicadores de preços usados como referência no Brasil e no mundo. O levantamento engloba as 19 distribuidoras estaduais atendidas pelo sistema interligado e considera um consumo de até 340 mil m³/dia.

A tarifa média do gás natural (GN) da Copergás para esse segmento é de R$ 3.0085, conforme a Argus, o que coloca a Companhia em primeiro lugar no ranking entre as distribuidoras.

Para o presidente da Copergás, André Campos, o resultado mostra o acerto dos investimentos na expansão da distribuição do gás e a relação direta entre a Companhia e o desenvolvimento econômico de Pernambuco. “Disponibilizamos para as indústrias do Estado uma opção energética que proporciona competitividade e segurança para o setor. O gás natural é mais econômico, mais limpo e não depende de fatores climáticos. Além disso, em Pernambuco ainda temos a menor tarifa industrial do país”, disse. “E estamos interiorizando cada vez mais as nossas operações, colocando o gás natural, um insumo fundamental para a atividade industrial, ao alcance de indústrias de municípios distantes da Região Metropolitana do Recife”, completou André, acrescentando que a estratégia segue orientação do governador Paulo Câmara e do secretário Geraldo Julio (Desenvolvimento Econômico).

Um dos fatores que contribuem para a tarifa industrial da Copergás ser a menor do Brasil é a diversificação dos seus supridores. Antes, a Companhia possuía uma única fornecedora, a Petrobras. Em agosto do ano passado, passou a ter duas, com um contrato pioneiro assinado com a Shell Energy Brasil – o primeiro contrato da Shell com uma distribuidora estadual. Atualmente, conta com três supridoras: a terceira é a New Fortress, grupo americano que é parceiro da Copergás nos projetos de Rede Local em Petrolina e Garanhuns.

Recorde

A Copergás fornece GN para 122 indústrias em Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife e no interior, com um volume comercializado para o setor de 1,19 milhão de m³/dia. Para atender esses clientes, a empresa conta com uma rede de gasodutos superior a 1 mil km e projetos de Rede Local em Petrolina, no Sertão, e Garanhuns, no Agreste – nesses dois municípios, já existem indústrias abastecidas com gás natural: a Gypsum, em Petrolina, e a DPA/Nestlé, em Garanhuns.

Impulsionado pelo consumo do segmento industrial, a Copergás bateu em março um recorde de vendas de gás natural, com a marca de 1,759 milhão de m³/dia – número nunca atingido antes, na história da empresa. Especificamente no segmento industrial, o volume comercializado em março também foi um recorde histórico: 39,2 milhões de m³ no mês.

O setor industrial é responsável pelo maior consumo de GN de Pernambuco, com impacto na economia estadual. Entre as principais atividades do setor que mais usam essa matriz energética estão o químico, petroquímico, vidro, metalúrgico, alimentos, automobilístico, siderúrgico, bebidas, automotivo, siderúrgico, papel celulose e cerâmica, entre outros.

TN Petróleo - RJ   29/04/2022

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 05/11/2021, informa que o seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje, aprovou a venda da totalidade de sua participação na concessão de Albacora Leste, localizada predominantemente em águas profundas na Bacia de Campos, para a empresa Petro Rio Jaguar Petróleo LTDA. (PetroRio), subsidiária da Petro Rio S.A. A celebração do contrato de compra e venda e as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado oportunamente.

O valor total da venda é de até US$ 2,20 bilhões, sendo (a) US$ 292,7 milhões a serem pagos na data de celebração do contrato; (b) US$ 1,66 bilhão no fechamento da transação e (c) até US$ 250 milhões em pagamentos contingentes, a depender das cotações futuras do Brent. Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de certas condições precedentes, tais como o não exercício do direito de preferência pela atual consorciada Repsol Sinopec Brasil, a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade. A Petrobras segue concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos que demonstram grande diferencial competitivo ao longo dos anos, com menores emissões de gases de efeito estufa.

Sobre Albacora Leste
O campo de Albacora Leste possui uma área de 511,56 km2 e estaÌ situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d'água que varia de 1.000 a 2.150 m, a uma distância de cerca de 120 km do Cabo de São TomeÌ . A produção média diária de Albacora Leste de janeiro a março de 2022 foi de 25,4 mil barris de óleo por dia e 615,3 mil m³/dia de gás. A Petrobras eÌ operadora do campo com 90% de participação e os demais 10% pertencem à Repsol Sinopec Brasil.

Sobre a PetroRio
A Petro Rio Jaguar Petróleo Ltda (PetroRio) é uma subsidiária integral da PetroRio S.A.. A PetroRio é a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, focando na aquisição, redesenvolvimento e operação eficiente e segura de campos maduros, com operações concentradas na Bacia de Campos.

TN Petróleo - RJ   29/04/2022

A Diretoria da ANP aprovou hoje (28/4) a resolução que cria o Plano de Trabalho Exploratório (PTE). A norma estabelece os requisitos e os procedimentos para a apresentação do PTE pelas empresas detentoras de contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural, bem como de sua aprovação pela Agência.

A nova resolução visa unificar o Programa Anual de Trabalho e Orçamento (PAT/OAT) da Fase de Exploração e o Plano de Exploração (obrigatório para contratos de partilha da produção) em um único instrumento, o Plano de Trabalho Exploratório. O objetivo é simplificar procedimentos, diminuir duplicidade de informações e possibilitar o recebimento de dados mais estruturados pela ANP.

O PTE será o instrumento pelo qual serão especificadas as atividades, juntamente com seus respectivos cronogramas e orçamentos, para cada bloco sob contrato, bem como para o período em que forem executadas as obrigações remanescentes, atividades vinculadas ao descomissionamento de instalações após o término do contrato de exploração e produção (E&P) na fase de exploração.

Com isso, a ANP ampliará a sua capacidade de acompanhamento dos contratos de exploração e produção (E&P) na fase de exploração e os operadores terão os seus esforços para envio de informações reduzidos e maior clareza no regramento a que estão submetidos. Além disso, a sociedade em geral poderá usufruir de informações de maior qualidade referentes ao planejamento e à realização das atividades exploratórias disponíveis nas publicações realizadas pela Agência.

Petro Notícias - SP   29/04/2022

Novidades nas atividades da Petrobrás na camada do pré-sal da Bacia de Santos. A primeira delas veio do campo de Sépia, onde a estatal iniciou a operação de um quarto poço produtor no FPSO Carioca. Assim, a empresa afirmou que está mais perto de alcançar o topo da produção da unidade, que é de 180 mil barris de petróleo por dia. Para lembrar, o FPSO Carioca iniciou sua atividade em agosto do ano passado.

O projeto prevê a interligação de sete poços produtores e quatro poços injetores à embarcação. A unidade dispõe ainda de um sistema de remoção de CO2 presente no gás produzido e de reinjeção na jazida, reduzindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera e melhorando a recuperação de óleo.

Ainda falando de Sépia, o Ministério de Minas e Energia realizou ontem (27) a cerimônia de assinatura dos contratos de partilha de produção do excedente da Cessão Onerosa dos campos de Sépia e Atapu. Também foram celebrados os Acordos de Coparticipação e os Aditivos ao Acordo de Individualização da Produção de Atapu e Sépia (AIPs). Esses documentos eram necessários para gerir as jazidas coincidentes contidas na área do contrato de Cessão Onerosa e na área do contrato de partilha de produção do excedente da Cessão Onerosa.

Para lembrar, os excedentes do bloco de Atapu foram arrematados pelo consórcio formado por Petrobrás (operadora), com 52,5%; Shell Brasil, com 25%; e a TotalEnergies EP, com 22,5%. Já o excedente do bloco de Sépia foi contratado pelo consórcio formado por Petrobrás (operadora), com 30%; TotalEnergies EP, com 28%; a Petronas, com 21%; e a Qatar Petroleum (QP), com 21%.

Também ontem, a Petrobrás recebeu o montante de R$ 14,55 bilhões da TotalEnergies, da Petronas e da QP Brasil. O valor é uma compensação paga à Petrobrás, referente à parcela de 70% dessas empresas no bloco, pelos investimentos já realizados pela estatal brasileira na área.

PRODUÇÃO DO FPSO GUANABARA DEVE COMEÇAR EM MAIO

Enquanto isso, outra novidade da empresa diz respeito ao FPSO Guanabara, que deve começar sua operação no próximo mês. As atividades de interligação do FPSO já foram concluídas. A plataforma será a primeira unidade definitiva do campo de Mero, na Bacia de Santos, com capacidade para processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás. Na primeira fase, serão interligados 6 poços produtores e 7 poços injetores ao FPSO. Mero é o terceiro maior campo de petróleo do pré-sal, atrás apenas de Búzios e Tupi.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal e da atuação integrada entre a Petrobrás, parceiros e fornecedores. O projeto foi concebido visando aliar capacidade produtiva, eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa”, disse o diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobrás, João Henrique Rittershaussen.

Valor - SP   29/04/2022

Petroleira fechou a compra da participação de 90% da Petrobras no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos

A PetroRio vai investir US$ 150 milhões para realizar melhorias na integridade da plataforma P-50, localizada no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. A empresa anunciou esta semana a compra da participação de 90% da Petrobras no campo por um valor de até US$ 2,2 bilhões, depois da aprovação do negócio pelo conselho de administração da estatal na tarde de quarta-feira.

De acordo com o presidente da PetroRio, Roberto Monteiro, o investimento na plataforma será a primeira atividade da empresa depois de assumir a operação da área, o que deve ocorrer entre o fim deste ano e o começo do próximo, a depender de aprovações regulatórias. “Vamos fazer um investimento grande na plataforma para estender a vida do projeto e deixá-lo mais eficiente”, disse.

A plataforma P-50 entrou em operação em 2006, com capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia (barris/dia) e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m3 /dia), e foi conhecida como a unidade que marcou a autossuficiência do Brasil na produção de petróleo.

A aquisição do campo vai quase dobrar a produção da PetroRio. A companhia vai atuar na área em parceria com a Repsol Sinochem, que detém 10% da concessão. A compra vai ser financiada com o próprio caixa da petroleira, mas há possibilidade de que a empresa acesse também linhas de crédito com bancos que já foram aprovadas, no valor de US$ 300 milhões.

De acordo com Monteiro, a aquisição vai permitir sinergias com o campo de Frade, também comprado pela PetroRio no processo de desinvestimentos da Petrobras. “Albacora Leste está justamente no momento de receber uma segunda onda de investimentos. É um campo maduro, que está no momento para receber um programa de revitalização, o que é a nossa especialidade”, afirmou.

Segundo o executivo, depois dos investimentos na plataforma, a PetroRio deve conectar à unidade três poços que já estão perfurados na área, mas que ainda não tiveram a produção iniciada. Há potencial ainda para perfuração de cinco novos poços no projeto, dos quais três podem estar localizados no reservatório de pré-sal descoberto dentro do campo, conhecido como Arapuçá. Monteiro estima que, após essas atividades, Albacora Leste pode atingir uma produção de até 50 mil barris/dia de petróleo, frente aos 25,4 mil barris/dia extraídos em março.

Em paralelo, a PetroRio segue em negociações com a Petrobras para a compra do campo de Albacora, na Bacia de Campos. Monteiro explicou que, apesar de ter sido lançada junto com o desinvestimento de Albacora Leste, a venda de Albacora está levando mais tempo por causa de uma descoberta no pré-sal dentro do campo, o reservatório de Forno. A área passa no momento por um teste de longa duração para estimativas sobre potencial de produção, que apresentaram resultados acima do esperado, segundo o executivo. “Ainda falta pouco para a gente chegar a um acordo, principalmente em relação ao valor”, disse.

A venda de Albacora, assim como Albacora Leste, começou em 2020. Monteiro disse que a proposta vinculante por Albacora foi entregue em setembro. Além da PetroRio, outras empresas também concorrem pela área.

AGRÍCOLA

Automotive Business - SP   29/04/2022

Ao menos um quarto das máquinas de construção vendidas pela Caterpillar no Brasil é utilizado em propriedades rurais. A informação partiu do presidente da companhia, Odair Renosto, durante entrevista concedida na Agrishow, feira agrícola que ocorre até 29 de Abril em Ribeirão Preto (SP).

“Vinte e cinco por cento de nossas máquinas foram entregues para clientes do setor agrícola nos últimos cinco anos”, garante Renosto. Embora a Caterpillar não divulgue seus volumes de vendas, um levantamento a partir de fontes ouvidas pela reportagem indica que cerca de 3,3 mil máquinas da companhia seguiram para o agronegócio somente em 2021.

No campo, as máquinas de construção servem para preparação de curvas de nível e a regularização do solo a fim de facilitar o plantio e colheita mecanizados. Outros exemplos são a construção de açudes e abertura de valas. Exceto pelos trabalhos de plantio e colheita, todo o restante requer máquinas de suporte.

Produtos lançados na Agrishow

Entre os lançamentos feitos pela Caterpillar na feira estão a minicarregadeira 226B3 e as miniescavadeiras 302.7 e 303.5. “As mínis são muito usadas no segmento agrícola pela versatilidade”, garante o gerente comercial da linha compacta, Rodrigo Sampaio.

Outros três novos produtos são a motoniveladora 140GC e a carregadeira 950GC, que têm como características principais a facilidade de uso e custo reduzido de operação.

A Caterpillar produz em duas fábricas locais, uma em Piracicaba (SP), onde se concentra a produção de equipamentos grandes para o mercado interno e exportação (para 120 países). A outra fica em Campo Largo (PR), onde são feitas máquinas de menor porte.

Máquinas SEM estarão nos revendedores Caterpillar

Também durante a Agrishow, a Caterpillar anunciou a decisão de utilizar sua rede nacional com mais de 50 concessionários para vender as máquinas importadas SEM. “A distribuição agora passa a ser feita nos revendedores Caterpillar, Sotreq e Pesa. E a assistência também será feita por esses revendedores”, afirma o gerente comercial da marca SEM para a América Latina, Eduardo Paparotto.

O executivo informa que a linha SEM começou a ser vendida no Brasil em 2011. “As máquinas são trazidas da China montadas e semidesmontadas. Elas são feitas dentro de uma fábrica da Caterpillar naquele país. Têm menos tecnologia embarcada, mas utilizam componentes comuns, a exemplo de comandos hidráulicos e eixos de transmissão”, afirma Paparotto.

O maior volume de vendas da SEM é de pás carregadeiras. São três modelos disponíveis no Brasil, 618D (com capacidade de 1,8 tonelada e motor com 80 cv), 636D (3 toneladas, 130 cv) e 656D (5 toneladas, 217 cv). A divisão SEM também traz uma motoniveladora.

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