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29 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Siderúrgicas vivem cenário bastante positivo; Ágora indica compra da ação da Usiminas

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Money Times - SP   29/01/2021

As siderúrgicas CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) anunciaram mais um aumento, desta vez de 15%, nos preços dos aços planos e longos a partir de 1º de fevereiro. Na avaliação da Ágora Investimentos, isso se deve provavelmente a uma combinação de pressões sobre os preços das matérias-primas, como minério de ferro, carvão e placas, demanda saudável e fraqueza da moeda brasileira.

Dessa vez, as empresas podem enfrentar mais desafios para implementar totalmente a alta dos preços.

“No mercado spot, calculamos a demanda doméstica de laminados a quente e os preços do vergalhão estão sendo negociados com 5% e aproximadamente 3,5% de ágio para o material importado, respectivamente (versus prêmio normalizado níveis de 5-10%)”, avaliaram os analistas Thiago Lofiego e Luiza Mussi. “Portanto, acreditamos que as siderúrgicas podem encontrar mais desafios desta vez para implementar totalmente os aumentos de preços, mesmo que o objetivo seja compensar os custos mais altos”.

Ainda assim, a Ágora aproveitou para atualizar a recomendação da Usiminas para compra. A atualização, no entanto, desconsidera qualquer aumento de preços. Ela leva em questão apenas as iniciativas anunciadas anteriormente, que implicam um impulso sólido para os ganhos das siderúrgicas no curto prazo. O preço-alvo indicado é de R$ 20.

Também de olho no cenário de curto prazo, beneficiado pelos mercados de construção civil, indústria automotiva e implementos agrícolas, a Mirae Asset reforçou a compra da ação da Usiminas, mas com preço-alvo de R$ 19. A gestora de recursos tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 42 para a CSN.

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Siderúrgicas voltam a elevar preços de aço no Brasil em fevereiro

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BOL - SP   29/01/2021

Produtores de aços anunciaram nesta semana novos aumentos nos preços no mercado brasileiro, seguindo a elevação no mercado internacional, afirmou uma fonte da indústria nesta quinta-feira.

O reajuste anunciado é de 12% a 15%, válido a partir do início de fevereiro, afirmou a fonte. O aumento está sendo aplicado a distribuidores clientes de Usiminas, CSN e Gerdau.

O reajuste ocorre após incremento nos preços da ordem de 10% em janeiro.

"A pressão da demanda está muito forte...Ou compra a placa de 800 dólares a tonelada para vender ou não entrega", disse a fonte, se referindo aos preços do produto no mercado norte-americano, que teve forte alta no segundo semestre de 2020.

"Dá até para encontrar mais barato no exterior, mas o material vai chegar aqui daqui três ou quatro meses", disse a fonte.

As ações das siderúrgicas registravam fortes altas nesta quinta-feira. Às 15h50, Usiminas tinha valorização de 5,4%, CSN subia 2,65% e Gerdau mostrava ganho de 3,3%. No mesmo horário, o Ibovespa acelereva 2,2%.

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ECONOMIA

IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses, revela pesquisa da FGV

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Agência Brasil - DF   29/01/2021

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel em todo o país, registrou inflação de 2,58% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de dezembro do ano passado (0,96%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou hoje (28), o IGP-M acumula inflação de 25,71% em 12 meses. Em janeiro de 2020, o acumulado era de 7,81%.

A alta da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 3,38% em janeiro ante uma alta de 0,90% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve alta de dezembro (0,88%) para janeiro (0,93%).

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda na inflação, ao passar de 1,21% em dezembro para 0,41% em janeiro.

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Confiança da indústria recua depois de oito meses em alta, diz FGV

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Agência Brasil - DF   29/01/2021

O Índice de Confiança da Indústria medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) teve, em janeiro deste ano, sua primeira queda depois de oito meses de alta. O indicador recuou 3,6 pontos em relação a dezembro de 2020 e chegou a 111,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. O dado foi divulgado hoje (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Empresários de 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram queda da confiança. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, teve queda de 3,6 pontos e chegou a 116,3 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 3,3 pontos e atingiu 106,3 pontos.

“O resultado é reflexo de uma percepção menos favorável dos empresários sobre a situação atual dos negócios e perspectivas menos otimistas para a produção prevista para os próximos três meses que parece estar relacionada com o fim dos benefícios emergenciais e avanço da pandemia no país. Apesar disso, a indústria segue ainda em patamar alto em termos históricos, se destacando entre os demais setores econômicos”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada avançou 0,6 ponto percentual, para 79,9%. Esse é o maior valor observado desde novembro de 2014 (80,3%).

Menos

Economia dos EUA encolhe 3,5% em 2020, maior tombo desde 1946

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Globo Online - RJ   29/01/2021

A economia dos EUA encolheu 3,5% em 2020, o maior tombo já registrado desde 1946, quando o país tentava se recuperar da Segunda Guerra Mundial. O PIB da maior portência econômica global foi fortemente afetado pela pandemia, que devastou empresas, principalmente do setor de serviços, como restaurantes e companhias aéreas, levando milhões de americanos ao desemprego e à pobreza.

A queda de 3,5% no ano passado se seguiu a um crescimento de 2,2% em 2019 e foi o primeiro recuo anual desde a crise financeira global de 2008/2009.

A economia mergulhou em recessão a partir de fevereiro do ano passado, quando o coronavírus começou a se espalhar pelo mundo.

Os dados, divulgados pelo Departamento de Comércio hoje, também mostram a perda de força da recuperação econômica no fim do ano, em meio ao aumento do número de infecções.

"A contração do PIB em 2020 refletiu a queda (nos gastos do consumidor), nas exportações, nos investimentos (privados e públicos), que foi parcialmente compensada pelos gastos do governo federal", detalha o Departamento de Comércio, especificando que "as importações diminuíram".

No quarto trimestre de 2020, o PIB cresceu a uma taxa anualizada de apenas 4%. É um ritmo bem menor que o registrado entre julho e setembro, quando a economia americana saltou 33%, em termos anualizados.
Freio no consumo

Pode-se argumentar que o resultado do terceiro trimestre foi recorde porque se seguiu também a uma retração histórica no trimestre anterior. Mas o fato é que, dizem analistas, a retomada vem desacelerando.

Como o vírus ainda não está sob controle, a expectativa dos economistas é que o crescimento reduza o ritmo ainda mais no primeiro trimestre de 2021, antes da eventual aprovação do pacote de estímulo anunciado por Joe Biden, de US$ 1,9 trilhão.

“Esperamos que haja mais crescimento no final da primavera e no verão [do hemisfério Norte, no fim do primeiro semestre e começo do segundo], à medida que o setor de serviços da economia se recupere”, disse Daniil Manaenkov, analista econômico da Universidade de Michigan, ao Walll Street Journal.

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a taxa de juros próxima de zero na última quarta-feira e prometeu continuar injetando dinheiro na economia por meio da compra de títulos, observando que "o ritmo de recuperação da atividade econômica e do emprego se moderou nos últimos meses".

A perda de fôlego da economia americana no quarto trimeste se deve principalmente ao freio no consumo, que subiu 2,5% no quarto trimestre, abaixo das estimativas de mercado (3,1%).

Isso afetou o setor de serviços, o mais prejudicado com a recessão, impactando desproporcionalmente os trabalhadores com salários mais baixos, que tendem a ser de mulheres e minorias.

Isso levou a uma chamada "recuperação em forma de K", em que os trabalhadores mais bem pagos estão indo bem, enquanto os trabalhadores com salários mais baixos estão perdendo.
Corte de empregos em dezembro

As estrelas da recuperação ultimamente vinham sendo o mercado imobiliário e a indústria, pois aqueles que ainda estão empregados buscam casas maiores, longe dos centros das cidades, e compram equipamentos eletrônicos para escritórios domésticos e escolas.

A participação da indústria no PIB aumentou para 11,9%, de 11,6% no final de 2019.

Uma pesquisa realizada na semana passada por professores da Universidade de Chicago e da Universidade de Notre Dame mostrou que a pobreza aumentou 2,4 pontos percentuais para 11,8% no segundo semestre de 2020, atingindo 8,1 milhões de pessoas.

O aumento da pobreza foi sublinhado pela persistente fragilidade do mercado de trabalho. Em um relatório separado nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho disse que mais 847 mil pessoas entraram com novos pedidos de seguro-desemprego estadual na semana passada.

A economia cortou empregos em dezembro pela primeira vez em oito meses. Dos 22,2 milhões de empregos perdidos em março e abril, apenas 12,4 milhões foram recuperados.

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Análise: Risco de romper teto de gastos é elevado

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O Estado de S.Paulo - SP   29/01/2021

Em 2020, o déficit primário do governo central (sem contar os juros da dívida) totalizou R$ 743,1 bilhões, impulsionado pelo combate à covid-19. O número ficou próximo do projetado pela IFI (R$ 779,8 bilhões). O rombo é elevado e será necessário um plano de saída bem construído para os próximos anos.

Era previsível o resultado negativo e, em 2021, a evolução do quadro pandêmico poderá exigir novas ações do governo para amenizar os efeitos da crise e salvaguardar a vida dos que estão sem emprego e renda. A esse respeito, vale ver o recente artigo do economista Cláudio Adilson para o Estadão. O fundamental é ter um plano de voo transparente e sinalizar firmemente para uma dívida que pare de crescer em relação ao PIB dentro de alguns anos.

Conforme dados divulgados ontem pelo Tesouro, as receitas líquidas de transferências a Estados e municípios caíram 13,5%, descontada a inflação, entre 2019 e 2020. A dinâmica da arrecadação refletiu o quadro recessivo, apesar de a economia ter apresentado desempenho melhor que o esperado. Provavelmente, uma recessão de 4,5%.

Já a despesa cresceu a 31,1% acima da inflação. As obrigatórias ficaram relativamente comportadas, a exemplo de pessoal, quase estacionado em 4,3% do PIB. A despesa do INSS, por sua vez, passou de 8,5 a 9,0% do PIB. As ações contra a covid, já contando com o auxílio emergencial a vulneráveis, nas duas versões (de R$ 600 e R$ 300), totalizaram R$ 539,4 bilhões, a preços de dezembro de 2020. Sem isso, a despesa total não teria crescido em termos reais em relação a 2019.

Para 2021, o risco de romper o teto de gastos é elevado. As despesas que podem ser cortadas, as chamadas discricionárias, estão previstas em R$ 83,9 bilhões, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sem contar emendas parlamentares (impositivas).

Reduzi-las ainda mais poria em risco o funcionamento de certas políticas públicas, levando ao chamado “shutdown”, como é conhecida a paralisação da máquina pública lá fora.

A falta de planejamento é uma debilidade muito grave e antiga. Em períodos de crise, isso se torna ainda mais evidente. É urgente que o governo mostre, com clareza, a programação orçamentária de 2021 e as fontes de financiamento para os gastos não previstos, bem como se a válvula de escape prevista na regra do teto – o chamado crédito extraordinário – será utilizada. A crise ainda é profunda; a pandemia se alastra. É preciso reancorar as expectativas e dar um horizonte menos turvo à sociedade e ao mercado.

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País cresce menos, inflação sobe

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Correio Braziliense - DF   29/01/2021

Devido aos gastos extraordinários com a pandemia e à alta do endividamento do país, em 2021, o Brasil deverá ter crescimento menor, com inflação mais alta, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos, ao falar para os agentes de mercado durante o evento virtual MB Strategy. “Um ponto importante é o estoque da dívida, que tem que ser digerido”, destacou. Ele reafirmou, ainda, que a vacina contra a covid-19 “é a luz no fim do túnel”, porque vai reduzir o número de mortes e internações.

Há um prêmio de risco fiscal embutido na curva de juros, diante da nova situação fiscal, disse o presidente do BC, por isso, o cronograma de reformas é fundamental para diminuir esse prêmio. “O fiscal é uma chave importante, mas tem um limite”, destacou. Ele lembrou que, nesse início de 2021, existe uma “janela de liquidez” — resultado das políticas de distribuição de renda, principalmente o auxílio emergencial, combinadas com a volta da atividade. O mais importante, reforçou, é o país “debelar a pandemia e ter um plano com credibilidade que leve em consideração as restrições fiscais”.

Questionado sobre a demanda global por estímulos fiscais, Campos Neto ressaltou que a crise sanitária ensinou muito aos países emergentes. E o Brasil foi pego no momento em que começava a buscar um equilíbrio na qualificação da mão de obra, com o avanço da tecnologia. Com isso, trabalhadores menos qualificados tendem a ficar de fora do mercado de trabalho, principalmente os informais. Esse contexto, unindo as duas pontas, levará a um ambiente de mais desenvolvimento, com mais dívidas para os governos e para as empresas que precisarão amparar os que “ficarem de fora”.

“Enfim, nosso crescimento tem que ser privado. Precisamos de crédito privado”, disse Campos Neto. Ele também falou da “onda azul”, nos Estados Unidos, fenômeno que se caracteriza pela mudança de rumo na política econômica com a chegada o presidente Joe Biden. Ele disse que independentemente da “onda azul”, a sociedade demanda uma retomada inclusiva e sustentável no pós-pandemia. E o pacote fiscal americano proposto por Biden, de US$ 1,9 trilhão, tem características redistributivas.

Juros em alta

Os juros do cheque especial e do cartão de crédito para a pessoa física voltaram a subir entre novembro e dezembro de 2020, conforme dados do Banco Central. A taxa média do cheque especial passou de 113,5%, em novembro, para 115,6% ao ano, em dezembro. No acumulado do ano, porém, houve queda de 132 pontos percentuais. No caso do rotativo do cartão de crédito, a média cobrada aumentou de 238,1% para 321,2% no mesmo período — 9,3 pontos acima do custo anualizado de 318,8% no fim do ano anterior. As taxas de financiamentos e do crédito consignado para servidores públicos também tiveram alta em dezembro.

“O mais importante é o país debelar a pandemia e ter um plano com credibilidade que leve em consideração as restrições fiscais”

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Alta da inflação liga sinal de alerta

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Monitor Digital - RJ   29/01/2021

O Brasil finalizou 2020 com a desanimadora notícia da aceleração da inflação em dezembro, alcançando 4,52%, a maior alta desde 2016, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado pelo IBGE. O resultado ficou acima da meta de 4% estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, interferindo diretamente no poder de compra dos brasileiros. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, as projeções dos economistas para o IPCA em 2021 subiram de 3,32% para 3,34%.

Segundo o CEO da Cronos Capital e especialista em controle e gestão financeira, Cidinaldo Boschini, o avanço da inflação exige atenção, mesmo que ainda não apresente um grave risco ao país por não estar descontrolada.

“A pressão nos preços deve continuar nos próximos meses e é esperado que este ano apresente um gradual aumento na taxa básica de juros, justamente para controlar a inflação”, explica Boschini.

A alta de 14,09% nos preços de alimentos e bebidas foi a que mais impactou o bolso dos consumidores, mas outros indicadores variaram pouco, como a inflação de serviços, que alcançou 1,73%, a menor da série histórica do IBGE desde 2012. “Os principais índices que medem a variação de preços subiram, mas não na mesma medida. Os indicadores de preços ao consumidor são mais pressionados pela alta dos alimentos, mas têm o alívio da pouca variação de itens de serviços”, detalha o especialista.

Para Boschini, o aumento da inflação pode comprometer e impactar negativamente a economia se persistir, podendo gerar aumento do desemprego e das taxas de juros.

“A inflação provoca perda de poder aquisitivo, diminuição dos investimentos de empreendedores e gera também um ambiente de incertezas sobre a economia”, explica. Em dezembro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua), o desemprego no Brasil foi de 14,3%.

O especialista ainda explica que o cenário de inflação elevada contribui para afastar os investimentos do país e isso acaba impactando todos os setores da economia.

“É um cenário em que ninguém ganha com a inflação e pode resultar em adiamento de projetos e cancelamento de muitos outros”, detalha Boschini.

Segundo ele, “para manter o nível de inflação dentro do esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros. Quando o Banco Central observa que a inflação corre o risco de superar a meta, a tendência é elevar os juros e, com isso, desestimular o consumo. A partir da Selic, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos das pessoas e das empresas. Quando os juros estão altos, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação”, explica Boschini.

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MINERAÇÃO

Australiana Fortescue vê demanda firme da China por minério de ferro

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BOL - SP   29/01/2021

A Fortescue Metals Group disse nesta quinta-feira que espera uma continuidade da demanda de siderúrgicas chinesas por minério de ferro, mantendo suas projeções de embarques para o ano.

A quarta maior produtora global da commodity viu crescimento estável na produção no segundo trimestre na comparação com mesmo período do ano anterior, com uma produção recorde para um semestre que veio em meio a preços do minério de ferro em níveis recordes, sugerindo bons dividendos sobre os resultados financeiros que serão divulgados em 18 de fevereiro.

"Não estamos vendo nenhuma indicação de uma desaceleração... nós estamos vendo estoques de aço em níveis baixos. Estamos vendo no momento uma demanda forte por minério de ferro", disse a jornalistas a presidente-executiva da Fortescue, Elizabeth Gaines.

O ministro de indústria da China pediu no mês passado que o setor siderúrgico do país produza menos aço bruto neste ano, em meio a um programa de neutralidade de carbono do governo.

A Fortescue registrou um aumento de 4,7% nos embarques no trimestre encerrado em 31 de dezembro na comparação com o trimestre anterior, para 46,4 milhões de toneladas, em linha com estimativas do UBS.

O preço médio recebido pelo minério de ferro durante o trimestre avançou 60,5%, para 122 dólares por tonelada, o que representa 91% do índice médio de referência da Platts para o minério de ferro com teor de 62%.

Os preços do minério de ferro atingiram máximas recorde de 175 dólares por tonelada em dezembro.

Na semana passada, a Fortescue projetou um lucro líquido semestral após impostos de 4 bilhões a 4,1 bilhões de dólares, ante 2,45 bilhões no ano anterior.

"Os recentes ventos favoráveis no preço do minério de ferro geraram um grande fluxo de caixa livre e lucros (pré-divulgados na semana passada), que por sua vez devem resultar em grandes dividendos no 1° semestre de 2021 e no ano completo de 2021", disse Peter O'Connor, da corretora Shaw and Partners.

As rivais BHP Group e Rio Tinto também relataram forte produção de minério de ferro no período e sinalizaram otimismo com as perspectivas para a commodity.

A empresa manteve a meta de embarques para o ano todo, numa faixa de 175 milhões de toneladas a 180 milhões de toneladas.

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Minério de ferro despenca 4,8% na China com demanda fraca antes de feriado

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Brasil Mining - SP   29/01/2021

Os futuros do minério de ferro na China desabaram quase 5% nesta quinta-feira, na maior queda percentual diária em quatro semanas, à medida que um fraco consumo de aço antes de feriados no país e um pedido do governo por uma menor produção siderúrgica neste ano pesaram sobre a matéria-prima.

A Associação de Ferro e Aço da China disse que as importações de aço do país continuarão a avançar em 2021 e encorajou a compra de produtos primários de aço para mitigar os efeitos de uma menor produção de aço este ano, solicitada pelo governo.

A associação também sugeriu que o governo que melhore políticas associadas a aliviar a dependência chinesa de importação de matérias-primas do aço como o minério de ferro.

Os futuros mais negociados do minério de ferro na bolsa de Dalian, para entrega em maio, fecharam em queda de 4,8%, a 986 yuans (152,14 dólares) por tonelada. Eles chegaram a desabar 5,5% mais cedo na sessão.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai caiu 1,7%, para 4.275 yuans por tonelada, também com o recuo na demanda antes do feriado de Ano Novo Lunar.

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Tragédia em Minas impõe mudanças à mineração

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Grandes Construções - SP   29/01/2021

No dia 25 de janeiro de 2019, o Brasil e o mundo acompanharam atônitos o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A tragédia, que completa dois anos, aconteceu poucos anos depois de outra bem semelhante no Estado: o rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana, em novembro de 2015.

De lá para cá, o setor de mineração, que segundo profissionais da área, sempre foi bastante tímido na comunicação com a sociedade – apesar de toda a sua importância –, se viu em meio à desconfiança das pessoas e à necessidade de mudar e propor soluções mais seguras para os seres humanos e para o meio ambiente, entre tantas outras questões e demandas.

Mas, afinal, o que mudou após um mar de lama levar 270 vidas em Brumadinho e gerar tantos reflexos sociais, econômicos e ambientais? Como o setor saiu de tudo isso e o que espera daqui para frente?

Várias transformações passaram a ser vistas ao longo dos meses. Em maio de 2019, por exemplo, já foi possível ver movimentos na Mineração Morro do Ipê, com investimentos em tratamento de rejeitos a seco.

Já em junho do ano passado, o jornal Diário do Comércio também anunciou que a Minera...

No dia 25 de janeiro de 2019, o Brasil e o mundo acompanharam atônitos o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A tragédia, que completa dois anos, aconteceu poucos anos depois de outra bem semelhante no Estado: o rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana, em novembro de 2015.

De lá para cá, o setor de mineração, que segundo profissionais da área, sempre foi bastante tímido na comunicação com a sociedade – apesar de toda a sua importância –, se viu em meio à desconfiança das pessoas e à necessidade de mudar e propor soluções mais seguras para os seres humanos e para o meio ambiente, entre tantas outras questões e demandas.

Mas, afinal, o que mudou após um mar de lama levar 270 vidas em Brumadinho e gerar tantos reflexos sociais, econômicos e ambientais? Como o setor saiu de tudo isso e o que espera daqui para frente?

Várias transformações passaram a ser vistas ao longo dos meses. Em maio de 2019, por exemplo, já foi possível ver movimentos na Mineração Morro do Ipê, com investimentos em tratamento de rejeitos a seco.

Já em junho do ano passado, o jornal Diário do Comércio também anunciou que a Mineração Usiminas (Musa) estava investindo R$ 160 milhões em um sistema moderno de disposição de rejeitos.

Diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Flávio Penido destaca que o setor, desde 2020 até o ano de 2024, vai investir mais de US$ 2,2 bilhões em soluções tecnológicas exclusivamente para a disposição de rejeitos de mineração. Isso leva em conta ações como descaracterização de barragens e procedimentos tecnológicos de maior segurança.

Mas, além disso, afirma ele, várias mudanças ocorreram no setor após a tragédia, como a proibição de novas barragens a montante. Também há normas mais rígidas de monitoramento, com mais inspeções (que também estão mais aprimoradas), e a presença de um maior número de técnicos em segurança de barragens na Agência Nacional de Mineração (ANM), entre outras transformações.

“As empresas também passaram a ter procedimentos mais rigorosos com as barragens. O setor está constantemente trabalhando para mudar processos, melhorar controles, ter operações mais seguras”, diz ele.

Penido também afirma que o segmento conta com tecnologias importantes, que auxiliam em todos os processos. “O setor de mineração, mesmo antes dos rompimentos, nunca foi visto como de alta tecnologia. O segmento é visto pela maior parte dos leigos como aquele que faz buraco, poeira. Mas o setor tem uma inovação e uma tecnologia muito grande”, afirma.

Expectativas

O setor, porém, não vive somente os desafios dos reflexos do rompimento de barragens. Adriano Espeschit, presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), destaca que, por causa de questões e acontecimentos até mesmo anteriores à tragédia, Minas Gerais acabou perdendo campo para outros estados, como para o Pará.

No entanto, também há ainda muito potencial a ser explorado. “Existem outras ocorrências em Minas Gerais que podem ser estudadas e desenvolvidas caso seja do interesse da sociedade e dos órgãos públicos”, diz.

Menos

Mineradora quer retomar atividades na Serra do Rola Moça que abriga parque estadual na Grande BH

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G1 - RJ   29/01/2021

Uma audiência no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) discutiu, nesta quinta-feira (28), a retomada dos trabalhos de uma mineradora na Serra do Rola Moça, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ambientalistas temem que a volta da exploração do minério promova prejuízos irreparáveis à unidade de conservação.

“Logo depois que o parque se tornou parque, aquela região praticamente está ali, parede com parede com o parque, e foi embargada por uma série de questões ambientais e ficou ali um passivo abandonado”, disse o diretor-presidente da ONG Ecoavis, Adriano Gomes Peixoto.

De acordo com a entidade, a mineradora alega que para recuperar a região degradada seria necessário fazer uma cava maior, o que preocupa a comunidade.

Os ambientalistas alertam que por trás da justificativa de recuperação da área está o plano da mineradora de voltar a explorar minério na região, o que, segundo eles, é uma ameaça grave aos mananciais que estão protegidos no parque.

Um documento da justiça mostra que, no dia 19 de novembro de 2018, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), com a participação do conselho consultivo do Parque da Serra do Rola Moça, votou e deliberou por maioria de votos dos conselheiros a viabilidade ambiental do empreendimento da Mineração Geral do Brasil (MGB), com retorno da atividade de exploração na Mina Casa Branca.

Os ambientalistas entraram com uma ação civil pública para tentar barrar a mineradora. Hoje, houve mais um capítulo da história. Mas a reunião no Tribunal de Justiça ouviu apenas uma testemunha. Uma nova audiência está marcada para 18 de fevereiro.

O parque é uma unidade de conservação de proteção integral criada por lei.

Segundo os ambientalistas, o plano de manejo e a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação proíbem qualquer tipo de atividade que faça uso direto dos recursos naturais do parque.

O advogado da Mineração Geral do Brasil declarou que, na segunda-feira, deu início à recuperação ambiental da Mina Casa Branca em cumprimento de determinação judicial e que o trabalho abrange a realização de obras emergenciais para a descaracterização de barragem alteada à montante, cuja estabilidade não está garantida.

A MGB garantiu que as atividades na Mina Casa Branca serão realizadas em conformidade com projetos geotécnicos e sem qualquer interferência no lençol freático.

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FERROVIÁRIO

Cresce dependência de estradas para exportar grãos, diz estudo

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Portos e Mercados - SP   29/01/2021

Quando se fala apenas de exportações de soja, no entanto, a participação do modal rodoviário subiu de 44,7% (2010) para 49,1% (2019).

O agronegócio brasileiro depende hoje um pouco menos das estradas do que dependeu no passado. Ainda assim, nas exportações, principalmente de soja e milho, o peso da matriz rodoviária tem crescido no país, segundo um estudo feito em conjunto pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (EsalqLog), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).Na soja, a dependência do transporte rodoviário caiu de 74,7% em 2010 para 67,4% em 2019.

Em contrapartida, a movimentação por ferrovias cresceu de 20,2% para 24%, enquanto a movimentação hidroviária passou de 5,1% para 8,6% no período.

Quando se fala apenas de exportações de soja, no entanto, a participação do modal rodoviário subiu de 44,7% (2010) para 49,1% (2019). No mesmo período, o uso de ferrovias caiu de 47% para 38,3% e o de hidrovias cresceu de 8,3% para 12,6%.

No caso do milho, o estudo mostra que os caminhões enviaram a maior parte do grão da fazenda para os principais destinos (doméstico e portos), respondendo por quase 69% dos movimentos totais em 2019. As participações de ferrovias e hidrovias foram de 21% e 10%, respectivamente.

A participação das rodovias no transporte de milho caiu de 83,8% em 2010 para 69,2% em 2019. Mas, nas exportações do cereal, a dependência do transporte rodoviário subiu de 20% para 31%, enquanto a das hidrovias passou de 2,5% para 19,5%. O peso das ferrovias, por sua vez, diminuiu de 77,5% para 49,5%.

Segundo o levantamento, a distância média percorrida por um caminhão para levar soja e milho das fazendas para qualquer destino que não seja os terminais ferroviários e de barcaças é de 357 quilômetros.

As ferrovias transportam milho a uma distância média de 1.258 quilômetros e a soja, por 1.047 quilômetros.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador e coordenador técnico da EsalqLog, Thiago Guilherme Péra, pelo professor José Vicente Caixeta-Filho, coordenador geral do grupo, e pela economista sênior do Agricultural Marking Service do USDA, Delmy L. Salin

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NAVAL

O petróleo como alvo

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Globo Online - RJ   29/01/2021

A indústria de petróleo e gás está sendo um dos primeiros alvos do governo Biden. O novo presidente americano anunciou ontem um pacote de medidas para combater as emissões de gases de efeito estufa. Uma delas foi a suspensão de qualquer nova concessão em áreas federais. Ele já havia interrompido o oleoduto Keystone XL, que traria óleo cru do Canadá para as refinarias na costa americana do Golfo. Por uma série de ordens executivas Biden está desmontando a política de Donald Trump favorável ao petróleo. Em 2020, foram US$ 40 bilhões em subsídio. Isso terá profundos reflexos no mercado.

No Brasil a discussão é outra. O presidente Bolsonaro deu aval para a redução do imposto sobre óleo diesel para acalmar caminhoneiros que ameaçam greve. Isso depois de a Petrobras segurar os reajustes do produto, o que incentiva o uso de combustível fóssil. Para os caminhoneiros, a situação permanece sem alteração desde a última greve. As medidas de Biden colocam pressão sobre os preços do petróleo, porque a tendência será de redução da oferta.

Os movimentos de Biden afetam um setor sensível para a economia, mas são coerentes com a visão que ele tem defendido de que há quatro guerras a enfrentar: a pandemia, a crise econômica, a mudança climática e o racismo. No primeiro momento no Salão Oval, no dia mesmo da posse, voltou ao Acordo de Paris, o que significa perseguir metas de redução de emissões.

Uma de suas decisões é suspender as licenças leiloadas por Trump, dias antes do fim do governo, para exploração de petróleo na Reserva Nacional da Vida Selvagem do Alasca. A expectativa é que ele irá adiante ampliando as terras e águas protegidas. Por tudo o que fez nesses primeiros dias, pela escolha de John Kerry como enviado para as negociações sobre o tema, com a volta de Gina McCarthy, ex-chefe da Agência de Proteção Ambiental do governo Obama, está claro que a questão climática foi para o topo da agenda americana.

Líderes da indústria de petróleo já protestam. Dizem que a estratégia é arriscada. Segundo empresários do setor ouvidos pelo “Wall Street Journal”, a suspensão do oleoduto vai provocar o desemprego imediato de mil trabalhadores e dezenas de milhares podem ser demitidos. E dizem que suspender perfurações pode elevar as emissões porque se usaria carvão em vez de gás.

A nova secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse no Senado que o pacote de quase US$ 2 trilhões de estímulo à economia vai, em parte, financiar a transição energética americana para maior uso de energia eólica, solar fotovoltaica, carros elétricos e desenvolvimento de baterias. Biden disse ontem que tudo isso criará milhões de empregos.

Nos EUA, a maior fonte de emissão é o uso de combustíveis fósseis, no Brasil, é o desmatamento. Mas aqui há também incentivos para o uso de fósseis. O carvão tem subsídio entre R$ 700 milhões e R$ 1 bi todo ano. Apuração de Alvaro Gribel, publicada no blog, mostra que a defasagem nos preços dos combustíveis está acima de 10%.

Há o problema imediato da pressão dos caminhoneiros aos quais o presidente Bolsonaro sempre cede. Mas há uma questão de médio prazo. O mundo fará esforços para a redução das emissões, e o Brasil, no atual governo, está totalmente alheio a essa agenda. Está fora do mundo.
Dilma distorceu o que eu escrevi

A ex-presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota criticando minha coluna de domingo neste espaço. Ela pode discordar, claro, não pode é distorcer o que eu escrevi. E distorceu. O alvo da coluna era o presidente Bolsonaro e o ponto central é que ele deve responder a um processo de impeachment pelos crimes que já cometeu. Um dos meus argumentos é que, se ele não pagar por tudo o que fez, os outros processos de afastamento vão parecer injustos, tanto o dela quanto o do Collor.

Dilma interpretou como se eu estivesse querendo apagar o que escrevi quando ela enfrentou o processo no Congresso. Reafirmo tudo o que escrevi sobre ela e sobre aqueles fatos. Na própria coluna de domingo eu repeti que Dilma cometeu crime de responsabilidade fiscal e provocou o desmoronamento da economia. Por suas decisões o país enfrentou recessão, inflação, desemprego, elevação do déficit e da dívida. Não foi golpe o que aconteceu em 2016. Nunca achei que fosse, nem na época, nem agora.

Tanto na minha coluna quanto na nota da ex-presidente está escrito que os crimes de Jair Bolsonaro no governo têm provocado a morte de brasileiros. A ex-presidente e eu discordamos radicalmente sobre o passado, mas concordamos sobre o presente.

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Demanda global por petróleo deve crescer com vacina e economia, diz WoodMac

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BOL - SP   29/01/2021

A demanda global por petróleo deve crescer cerca de 7% este ano, impulsionada pela distribuição mais rápida de vacinas e melhores perspectivas econômicas, disse a consultoria Wood Mackenzie nesta quinta-feira.

A demanda total de líquidos de petróleo deve atingir uma média de 96,7 milhões de barris por dia (bpd) em 2021, ou 6,3 milhões de bpd a mais que no ano passado, quando a pandemia de Covid-19 causou um choque sem precedentes na demanda.

"Nossa previsão de curto prazo pressupõe uma aceleração da distribuição de vacinas ao longo de 2021 e é sustentada por um crescimento esperado de 5% no PIB global, de acordo com nossa perspectiva macroeconômica, após a contração de 5,4% da economia global no ano passado", disse a vice-presidente da consultoria, Ann-Louise Hittle.

"O ritmo e a força da recuperação da demanda global por líquidos (de petróleo) dependerão do ritmo da distribuição da vacina para Covid-19 e da recuperação econômica global."

Em termos de oferta, a WoodMac espera que a produção de petróleo dos 48 Estados da porção continental dos EUA diminua em cerca de 500.000 bpd este ano, queda menor que no ano passado.

Já a atividade de plataformas deve continuar a aumentar, mas grande parte do ritmo de recuperação dependerá dos preços do petróleo e da disposição da indústria de investir novamente em ampliação da oferta, disse a WoodMac.

A consultoria acrescentou que as decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, grupo conhecido como Opep+, serão uma grande fonte de incerteza.

"A Opep+ pode negociar acordos a cada mês e permanecer comprometida com a restrição da produção? Alguma restrição da produção é necessária em 2021 para o equilíbrio do mercado, mas o cumprimento dos acordos pode diminuir com a recuperação da demanda", disse Hittle.

Ainda assim, apesar do aumento potencial na demanda por petróleo, o nível de utilização de refinarias deve permanecer baixo neste ano, em meio à pandemia ainda em curso, além dos cortes de produção da Opep+ e novas adições de capacidade, disse a WoodMac.

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EXCLUSIVO-Petrobras atrai asiáticos para 1ª licitação de FPSOs próprios em mais de 7 anos

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Reuters Brasil - SP   29/01/2021

Três consórcios com a participação de estaleiros asiáticos estão se preparando para fazer oferta à Petrobras em 1º de fevereiro, na primeira licitação para a contratação de plataformas próprias em mais de sete anos, afirmaram à Reuters quatro fontes próximas à concorrência que poderá envolver bilhões de dólares.

A licitação, lançada em julho de 2020 pela Petrobras, prevê a contratação das plataformas P-78 e P-79, para o importante campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a principal aposta da companhia na garantia do crescimento de sua curva futura de produção.

O leilão deverá contar com a participação dos consórcios Hyundai/BrasFELS/Keppel; DSME (Daewoo)/Saipem e Samsung/Toyo/EBR, disseram três fontes.

Nesta etapa, as empresas apresentarão seus preços, além da proposta técnica.

No total, foram pré-qualificadas para essa nova licitação dez empresas, nacionais e internacionais, segundo a petroleira informou anteriormente. Mas, devido ao modelo de contratação, as duas afretadoras que constavam na lista de habilitadas (SBM Offshore e Modec) decidiram não realizar lances, de acordo com as quatro fontes.

Ambas as plataformas terão capacidade para processar diariamente 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás. A previsão é de que essas unidades entrem em operação em 2025.

Plataformas de tamanho similar têm custo de construção estimado em cerca de 1,7 bilhão de dólares, segundo uma fonte.

Samsung, Keppel, operadora do estaleiro BrasFELS, Saipem, Modec, SBM e Petrobras não quiseram comentar.

Toyo, Hyundai, DSME não responderam imediatamente a pedidos de comentários. O estaleiro EBR, que também pertence à Toyo, não pode ser encontrado imediatamente.
NOVO MODELO DE CONTRATAÇÃO

As novas unidades são resultado de estratégia da Petrobras para desenvolver novos projetos de plataformas próprias, incorporando lições aprendidas nas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSO, na sigla em inglês) já instaladas no pré-sal, incluindo aspectos de contratação e construção, disse a empresa anteriormente.

Historicamente, a companhia utiliza tanto plataformas próprias, contratadas na modalidade chamada EPC (sigla em inglês para a contratação de engenharia, suprimento e construção), quanto afretadas, dependendo de decisões econômicas.

A Petrobras disse anteriormente que o alto endividamento da companhia na década passada contribuiu para a decisão de priorizar o modelo de afretamento, cujos custos podem ser diluídos no balanço ao longo de 15, 20 anos, em vez de desembolsos bilionários para a construção das unidades.

A decisão foi reforçada depois da Lava Jato, deflagrada no início de 2014, quando passaram a ser revelados diversos ilícitos em contratos para a construção de unidades marítimas de produção no Brasil.

A Lava Jato terminou por causar o impedimento da contratação de diversas companhias, além do fechamento de outras. Adicionalmente, as plataformas próprias contratadas passaram por muitos atrasos.

Desde então, a Petrobras vinha optando pelo afretamento de novas unidades.

Mas, no intuito de voltar a diversificar sua carteira, a companhia lançou uma nova modalidade de contratação que, segundo ela informou anteriormente, incorporou lições aprendidas.

Dentre as mudanças, a empresa contratará um único fornecedor na modalidade EPC, responsável por todas as etapas do projeto. No passado, a Petrobras participava da contratação de fornecedores que construíam partes diferentes de uma mesma unidade.

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Crescimento na movimentação dos portos já reflete no setor de apoio portuário

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Portos e Mercados - SP   29/01/2021

O crescimento na movimentação dos portos reduz a ociosidade de rebocadores e possibilita o aumento da frota.

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os portos brasileiros apresentaram crescimento na movimentação, seguindo um padrão de crescimento anual que já ocorre em alguns anos. Diante desse cenário, um dos setores diretamente afetados por este resultado positivo é o de apoio portuário, aumentando a demanda interna por rebocadores.
De acordo com o diretor comercial do Estaleiro Rio Maguari e um dos conselheiros do Fundo da Marinha Mercante (FMM), Fábio Vasconcellos, o acréscimo da movimentação portuário, mesmo ainda sem muita expressão, é uma excelente notícia, pois significa diminuição da ociosidade dos rebocadores existentes, bem como representa possibilidades de aumentos de frota. Ele lembrou que o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou a prioridade para a construção de rebocadores no Estaleiro Wilson Sons. “O que já deve ser um reflexo desse cenário”, pontuou Vasconcellos.

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