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28 de Abril de 2022

SIDERURGIA

Portal Fator Brasil - RJ   28/04/2022

As expectativas para os próximos seis meses também ficaram mais otimistas em abril.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) de abril de 2022 cresceu 8,4 pontos frente ao mês anterior, para 59,5 pontos. Com isso, o indicador passou a ficar ligeiramente acima da média histórica de 59,3 pontos.

Todos os componentes do ICIA apontaram confiança dos CEOs da indústria do aço, situação que não ocorria desde agosto de 2021. Valores acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto valores abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

De acordo com a ICIA, o aumento da confiança se deveu, principalmente, pela melhora da percepção sobre a situação atual, sobretudo pela melhor percepção quanto à economia brasileira. As expectativas para os próximos seis meses também ficaram mais otimistas em abril.

O indicador de situação atual cresceu 11,6 pontos frente ao registrado no mês anterior, superando a linha divisória de 50 pontos, para 55,9 pontos. O índice que mede as condições atuais da economia brasileira aumentou 18,4 pontos, para 55,1 pontos, também superando a linha de 50 pontos. O índice que mede a confiança sobre as condições atuais da empresa dos entrevistados expandiu 8,1 pontos, para 56,3 pontos, também ultrapassando a linha de 50 pontos.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses cresceu 6,9 pontos frente ao registrado em março, para 61,4 pontos. O índice que mede as expectativas sobre a economia brasileira para os próximos seis meses cresceu 8,9 pontos, para 57,2 pontos, enquanto que o indicador de expectativas sobre a própria empresa para os próximos seis meses aumentou 5,8 pontos, para 63,5 pontos.

Portal Fator Brasil - RJ   28/04/2022

Com novidades em arame de aço para a impressão 3D e solução para a proteção de máquinas. Público poderá conferir soluções para manufatura aditiva com arame de aço e conhecer a Belgo Protec, linha para a segurança de máquinas e equipamentos nos requisitos da NR-12.

A Belgo Bekaert, líder brasileira na transformação de arames de aço, marca presença na 3ª Feimec - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, que acontecerá de 03 a 07 de maio, em São Paulo. Na ocasião, a empresa apresentará duas novidades ao mercado: o primeiro arame desenvolvido para impressão 3D (manufatura aditiva) e as soluções da Belgo Protec, uma linha completa de produtos feitos em aço galvanizado de alta resistência que cumprem os requisitos da Norma Regulamentadora nº 12 para fazer a barreira de máquinas e equipamentos e proteger vidas.

Pioneira em impressão 3D a partir de arame de aço criado especificamente para este propósito, a Belgo Bekaert desenvolve projetos de manufatura aditiva em parceria com o Centro de Inovação e Tecnologia CIT SENAI e com a Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. A empresa apresenta na Feimec a roldana de um equipamento de trefilaria, impressa em 24 horas pelo processo MADA (Manufatura Aditiva por Deposição a Arco), que demoraria dias para ser fabricada da maneira tradicional. A solução, que pretende otimizar o estoque e o tempo de substituição de peças, será utilizada pela própria Belgo Bekaert, na fábrica de Contagem (MG).

Segundo o gerente de Produtos da Belgo Bekaert Jeremias Antônio da Silva, a impressão 3D a partir de pó metálico já é utilizada comercialmente, entretanto, está disponível apenas para ligas de metais de alto custo. O desenvolvimento de arames de aço com o processo MADA pode proporcionar uma nova área de atuação para a indústria que produz peças em aço, com um custo mais competitivo, além da rapidez de fabricação de uma peça única, da possibilidade de fazer uma peça que não está mais disponível no mercado ou mesmo a customização para algum projeto —explica.

Outra solução da Belgo Bekaert que pode ser vista, não só no stand da empresa, mas fazendo a proteção de máquinas e equipamentos expostos na Feimec, são as linhas de produtos da Belgo Protec, unidade de negócio que é especializada na venda, assistência técnica e consultoria de barreiras físicas totalmente em conformidade aos requisitos da NR-12. Fabricada em aço galvanizado com grande resistência mecânica e pintada em poliéster, para elevar a vida útil, a linha oferece módulos de fácil instalação e retirada para a manutenção, apresenta alto grau de transparência, o que facilita a inspeção visual dos equipamentos, contribuindo para uma operação mais eficiente e segura, e ainda tem portas de segurança.

—A Belgo Protec ainda conta com especialistas que oferecem suporte técnico-comercial para identificar as melhores soluções para clientes de diversos setores como mineração, siderurgia, agroindústria, papel e celulose, petróleo e gás, alimentício, entre outros. O diferencial da equipe está no atendimento personalizado e no oferecimento de rápida instalação dos produtos — completa a gerente de Negócios da Belgo Bekaert, Júlia Paranhos.

O público pode visitar o stand da Belgo Bekaert na Rua B, stand 070, de terça a sexta, das 10h às 19h, e no sábado, das 9h às 17h.

Belgo Bekaert participa da 3ª FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, dia 03 a 07 de maio de 2022 (De terça a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 9h às 17h), São Paulo Expo (1,5, Rod. dos Imigrantes, Vila Água Funda, São Paulo). Stand Belgo Bekaert: Rua B, stand 070. Site Oficial: www.feimec.com.br

Brasil Mining - SP   28/04/2022

Mineradora Vale anuncia obras de construção de sua nova fábrica siderúrgica, a Tecnored, focada na produção de ferro, onde pretende gerar 2 mil empregos

O novo projeto da Vale para a construção da sua nova fábrica de siderurgia, a Tecnored, será essencial para o desenvolvimento da região, uma vez que as obras para a planta de produção de ferro devem oferecer cerca de 2 mil empregos para os moradores do Pará
Já neste mês de abril, a mineradora Vale deu início às obras de construção da Tecnored, a sua nova fábrica de produção de ferro para a siderurgia. E na última quinta-feira, (21/04), seus representantes comentaram sobre os 2 mil empregos que serão gerados para os moradores do Pará ao longo do projeto de construção da planta, o que será essencial para o crescimento econômico do estado.

Tecnored será a nova fábrica de produção de ferro da Vale focada na siderurgia e está sendo construída na região de Marabá, no estado do Pará.

A Vale não só está cada vez mais focada no segmento da siderurgia nacional, como também está desenvolvendo uma nova fábrica para a produção de ferro. Assim,a siderúrgica será uma subsidiária da Vale focada no desenvolvimento de um processo de ferro gusa de baixo carbono, feito por meio do uso de fontes de energia, como biomassa, gás de síntese e hidrogênio, para o mercado nacional.

O projeto está sendo denominado Tecnored e as obras de construção já foram iniciadas na região de Marabá, no estado do Pará, para que o processo de início da produção do ferro seja finalizado o quanto antes. Além disso, a nova unidade em Marabá terá capacidade inicial de produção de 250 mil toneladas de ferro gusa verde por ano e tem previsão de poder chegar, futuramente, a 500 mil toneladas a cada doze meses, o que poderá tornar a empresa ainda mais competitiva dentro do segmento da siderurgia.

A companhia também anunciou algumas projeções para o projeto e está prevendo que a fábrica tenha as obras finalizadas no ano de 2025, para o início imediato da produção de ferro. Além disso, os investimentos para o projeto estão orçados em mais de R$ 1,6 bilhão e a empresa pretende adquirir equipamentos de ponta para investir na produção dessa matéria-prima, que está sendo cada vez mais demandada dentro do mercado nacional e internacional no segmento da siderurgia, além de ser uma nova aposta para a sustentabilidade no setor.

Construção da fábrica de produção de ferro Tecnored será essencial para a sustentabilidade da mineradora e irá gerar mais de 2 mil empregos para o estado
O principal objetivo da administração do estado do Pará com o apoio às obras de construção da nova fábrica de produção de ferro da Vale é o desenvolvimento socioeconômico do estado. Isso acontece pois, a empresa espera que sejam gerados cerca de 2 mil empregos no pico das obras, além de que, no início da fase de produção da matéria-prima, cerca de 400 empregos diretos e indiretos devem ser criados para a população local.

E, além da geração de empregos para a população do estado do Pará, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeu, comentou sobre a importância da fábrica para a sustentabilidade e afirmou que “A implantação da Tecnored contribui para tornar a cadeia do processo cada vez mais sustentável. O projeto Tecnored é de grande importância para a Vale e para a região e trará ganhos de competitividade, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento para a região. Além disso, gradualmente, vamos substituir o carvão por biomassa carbonizada até atingir a meta de 100% de biomassa”.

Dessa forma, o estado não só será beneficiado com os empregos disponibilizados no projeto de obras, como também será palco de uma fábrica totalmente voltada para o compromisso ambiental e as práticas ESG na produção de ferro.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   28/04/2022

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, atingiu 1,73% em abril. É o maior patamar para o mês desde 1995, quando ficou em 1,95%, e para qualquer mês desde fevereiro de 2003, quando alcançou 2,19%. No acumulado em 12 meses, o indicador alcançou 12,03%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento foi puxado pelos alimentos, que subiram 2,25%, e pelos combustíveis, com alta de 7,54%.

O dado joga mais pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que se reúne na próxima semana para definir a nova taxa de juros do País. Atualmente, a taxa Selic está em 11,75%, e o mercado prevê uma alta de pelo menos um ponto porcentual, mas não se descarta uma alta até maior, dada a persistência da inflação.

A alta dos preços este ano tem uma forte relação com a guerra na Ucrânia, que fez disparar o preço dos combustíveis - produto que tem um efeito disseminado em toda a economia, principalmente por afetar o custo dos transportes - e também dos alimentos, com aumentos de produtos como o trigo e fertilizantes.

E, sem perspectivas de uma estabilização dos preços no curto prazo, as projeções para a inflação no ano vêm subindo semana após semana. No boletim Focus, do BC, divulgado na terça-feira, 26, a previsão era de um IPCA de 7,65% no ano, muito acima da meta perseguida pelo BC, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Será o segundo ano seguido em que o Banco Central descumprirá o objetivo. No ano passado, a meta era de 3,75%, também com margem de 1,5 ponto. Mas a inflação ficou muito acima disso: fechou em 10,06%.

O Estado de S.Paulo - SP   28/04/2022

O mau humor do mercado brasileiro nos últimos dias e semanas – com o dólar subindo de R$ 4,62 (20/4) e a bolsa caindo de 121.570,15 (1/4) para, respectivamente, R$ 4,97 (+7,6%) e 108.823,20 (-10,5%) hoje (26/4), segundo as cotações do momento em que a coluna foi escrita – pode ser prenúncio de uma forte tempestade associada ao ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos.

O temor é simples de entender. A inflação norte-americana disparou para muito acima do que se pensava no ano passado, atingindo 8,5% em 12 meses em março. O Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) já começou a elevar sua taxa básica e deve começar a drenar liquidez no mercado de títulos longos em maio.

O problema é que os Fed Funds, taxa básica manipulada pelo BC dos EUA, ainda estão, após a primeira alta em março, no nível minúsculo de 0,25-0,5%. E o balanço atual do Fed está em torno de gigantescos US$ 9 trilhões, resultado de imensas injeções de liquidez no mercado de títulos longos durante os últimos anos, com destaque recente para as operações durante a pandemia.

O plano oficial do Fed, do que se pode deduzir de projeções regularmente feitas por seus dirigentes e divulgadas ao público, é chegar a Fed Funds máximos de 2,75% em 2022 e 2023. O Fed de Atlanta (o BC dos EUA é ramificado em unidades regionais) tem projeção implícita de Fed Funds de 3% em 2023 e 2024. E os economistas nos Estados Unidos do Credit Suisse preveem 3,25% em 2023 mas alertam que há risco de ser mais.

Esses dados estão num relatório divulgado hoje (26/4) pelo Credit Suisse e assinado pelos economistas Solange Srour (chefe), Lucas Vilela e Rafael Castilho, e já noticiado por Cícero Cotrim, da Agência Estado.

O texto gira em torno da seguinte questão: e se os Fed Funds subirem muito mais do que aquelas estimativas? O que vai acontecer com o Brasil?

Os economistas brasileiros do Credit Suisse não atribuem probabilidades a esse cenário acima. Mas fazem algumas observações indicativas de que ele é bem mais possível do que muitos pensam.

De início observam que a inflação nos Estados Unidos é maior em 40 anos e bastante disseminada. O mercado de trabalho aquecido tem levado a aumentos salariais e a ômicron na Ásia pode levar a novos choques de oferta.

Em seguida, eles notam (com um quadro detalhado) que, utilizando a regra de Taylor – regra simples para determinar os juros com base na situação da economia – os Fed Funds deveriam estar hoje nos EUA em torno de 7/8%.

Uma elevação dos Fed Funds dessa magnitude significaria, nas palavras dos autores (que constam do título do relatório), “aumentar as taxas [de juros] à la Volcker”.

O mítico e já falecido (em 2019) Paul Volcker foi o chairman do Fed que elevou os Fed Funds a um pico acima de 20% no início dos anos 80, para domar a inflação americana, que saiu de controle na década de 70.

O principal, porém, para os economistas do Credit Suisse em São Paulo, é saber o efeito que uma alta muito mais alta dos Fed Funds à frente, relativamente ao projetado, provocaria no Brasil.

Uma primeira vítima provável é justamente a recente valorização do real (antes da depreciação dos últimos dia), que levou a moeda de R$ 5,7 no início de janeiro aos R$ 4,6 de poucos dias atrás. Uma das razões é que o “spread” entre títulos brasileiros e americanos tende a cair como efeito de primeira ordem, porque as taxas dos EUA sobem.

Só que isso reduz os investimentos no Brasil (e em outros emergentes), o câmbio desvaloriza, a inflação sobe, e a economia cresce menos. A Selic acaba subindo mais, assim com os juros de mercado.

Solange e seus colaboradores fazem estimativas do impacto no Brasil de um aumento dos Fed Funds de 100 pontos base (bp), ou 1 ponto porcentual (pp) acima das atuais projeções.

A taxa de câmbio sofreria uma desvalorização de 8% no primeiro trimestre após o choque. A inflação subiria 0,4pp em oito trimestres. O PIB trimestral (ante o anterior) cresceria 0,2pp a menos após quatro trimestres. E haveria alta de 0,77pp da Selic em quatro trimestres. Para ficar claro, esses são apenas os efeitos específicos de 100bp a mais de Fed Funds em relação à projeção corrente.

Essas estimativas levam a equipe do Credit Suisse no Brasil a ver riscos claros de que o IPCA fique acima do limite de tolerância do sistema de metas também em 2023 ( a meta é 3,25% e o teto é 4,75%).

A projeção do banco hoje é de IPCA 4,4% no ano que vem, acima da meta, mas dentro do intervalo de tolerância.

Porém, se os mercados reprecificarem os Fed Funds no final de 2023 de 3% para 4,5%, o IPCA, para o Credit Suisse, irá a 4,9% no próximo ano, acima do teto. Se a reprecificação da taxa básica americana para o fim de 2023 for a 6%, aí entra o risco de que o IPCA estoure o limite de tolerância também em 2024 (e pelo quarto ano consecutivo), indo a 5,1%, ante um teto de 4,5%.

Como recomendação para minorar esses riscos, os economistas trazem a velha questão de reforçar a política fiscal e melhorar a dinâmica da dívida pública. O problema, porém, eles escrevem, é que “em vez de melhorar o processo de consolidação fiscal com regras críveis que garantam estabilização da dívida bruta ao longo do tempo, continua a haver demandas por mais estímulos fiscais”.

Outros fatores – Não há dúvida de que os ventos externos são os principais responsáveis pelo mau desempenho recente no Brasil da Bolsa e, nos últimos dias, do real.

Porém, para um gestor no Rio, movimentos domésticos também podem ter contribuído para a piora. O conflito entre o Supremo e Bolsonaro em torno da condenação do primeiro e do indulto do segundo ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) aponta na direção de uma radicalização por parte do bolsonarismo que pode tornar caótico o ano eleitoral.

Os economistas do Credit Suisse observam no relatório divulgado hoje que fortalecer a política fiscal é a arma mais eficaz para fazer frente a um eventual aperto monetário nos EUA “à la Volcker”. No entanto, em relação ao Brasil, o que se vê é aumentar o temor de mais gastos por Bolsonaro para tentar virar a vantagem que Lula detém na pesquisas.

A combinação de nuvens de tempestade no cenário externo com nenhuma disposição para reforçar o barco na cena doméstica provavelmente vai entrar cada vez com mais força no radar dos investidores, com impactos relevantes nos ativos brasileiros.

O Estado de S.Paulo - SP   28/04/2022

O Banco Central voltou a divulgar nesta terça-feira, 26, após quase um mês, as estimativas de economistas do mercado financeiro para os indicadores da economia. A estimativa de uma centena de instituições para a inflação oficial passou de 6,86% no fim de março para 7,65% pelo dado divulgado hoje.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%. No entanto, desde o ano passado, economistas já preveem a inflação em 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano consecutivo.

Para 2023, foco principal da política monetária, a alta na última semana foi de 3,91% para 4,00%, se afastando cada vez mais do objetivo do BC para o ano que vem, de 3,25%, com margem de tolerância de 1,75% a 4,75%. Há quatro semanas, a projeção era de 3,80%.

O Focus foi atualizado hoje, após mais de três semanas sem divulgação devido à greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa até o dia 2 de maio.

No documento com a data de referência de 1º de abril, a estimativa para o IPCA 2022 estava em 6,97%, saltando a 7,43% no relatório de 8 de abril e oscilando a 7,46% no dia 15. Para 2023, a previsão no relatório do dia 1º era de 3,80%, indo a 3,89% em 8 de abril e chegando a 3,91% no dia 15 de abril.

Em relação à estimativa para 2024, a alta na última semana foi de 3,16% para 3,20%, de 3,20% um mês antes. As medianas anteriores foram de 3,12% (1º de abril), 3,20% (8/4) e 3,16% (15/4). Já a previsão para 2025 continuou em 3,00%, mesmo porcentual de todas as semanas anteriores e de um mês atrás.

A meta para 2024 é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo CMN.

No comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 7,1% em 2022 e 3,4% em 2023. Diante da volatilidade no mercado de petróleo causado pela guerra na Ucrânia, o colegiado ainda criou um cenário alternativo, com maior probabilidade, em que as previsões estariam em 6,3% e 3,1%, respectivamente. O colegiado elevou a Selic, a taxa básica de juros, em 1,5 ponto porcentual, para 11,75% ao ano.
Taxa básica de juros

A projeção para a Selic no fim deste ano continuou subindo no Relatório de Mercado Focus. Na última semana, a mediana passou de 13,05% para 13,25% ao ano, ante 13,00% há um mês. Considerando apenas as 79 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim deste ano continuou em 13,25%.

No Focus com a data de referência de 1º de abril, a mediana para a Selic no fim de 2022 estava em 13,00%, seguindo em 13,00% no relatório de 8 de abril e oscilando a 13,05% no dia 15.

Depois da surpresa com o IPCA de março (1,62%), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apontou que o comitê iria analisar se houve mudança de tendência e que poderia reavaliar as estratégias.

No Boletim Focus, os economistas do mercado financeiro mantiveram a mediana para a Selic no fim de 2023. Na última semana, a estimativa seguiu em 9,00%, de 9,00% um mês antes. A previsão para o fim de 2024 continuou em 7,50%, ante 7,50% de um mês atrás.

No relatório do dia 1º de abril, a projeção para 2023 já era de 9,00%, se mantendo inalterada nos últimos relatórios. Para 2024, da mesma forma, a estimativa se manteve em 7,50% durante todo o período. A previsão para o fim de 2025 continuou em 7,00%, mesmo porcentual das últimas semanas e também de um mês atrás.
PIB

O Relatório de Mercado Focus ainda trouxe aumento da previsão mediana para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que passou de 0,56% para 0,65% na última semana. Há um mês, a estimativa era de 0,50%.

No boletim com a data de referência de 1º de abril, a mediana para o PIB deste ano estava em 0,52%, passando a 0,53% no relatório de 8 de abril e a 0,56% no do dia 14.

Para 2023, a mediana cedeu de 1,12% para 1,00% na última semana, de 1,30% há quatro semanas. A projeção para o PIB de 2023 vem diminuindo nas últimas pesquisas: era de 1,30% em 1º de abril, 1,25% em 8 de abril e 1,12% em 14 de abril.

O Relatório Focus ainda trouxe as medianas para o PIB de 2024 e 2025, que continuaram em 2,00%. As estimativas são mantidas há 19 semanas e 24 semanas, respectivamente.

Globo Online - RJ   28/04/2022

Puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis e alimentos, a prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, acelerou para 1,73%, acima da taxa de março (0,95%). É a maior alta desde fevereiro de 2003 (2,19%) e a maior para um mês de abril desde 1995, quando o índice foi de 1,95%.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,31% no ano e 12,03% em 12 meses. O número, embora elevado, veio abaixo do esperado pelo mercado. Analistas projetavam alta de 1,85% no mês e 12,16% em 12 meses, segundo mediana da Reuters.

Os dados são do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) e foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira. O indicador tem as informações coletadas entre o dia 16 do mês anterior até 15 do mês de referência.

O resultado indica uma aceleração em relação ao índice de março e ao IPCA fechado do mês passado, quando a inflação ficou em 1,62% no mês. Aponta também para uma alta disseminada dos preços: oito dos nove grupos subiram em abril, sendo a exceção o grupo observada no grupo Comunicação (-0,05%).

Alta dos combustíveis pressiona indicador

Os reajustes concedidos pela Petrobras nas refinarias no dia 11 de março - com altas de 18,8% no preço da gasolina, de 24,9% sobre o preço do óleo diesel e de 16% no preço do GLP, o gás de cozinha, tem pressionado os preços na ponta e, consequentemente, puxado o indicador de inflação para cima.

O grupo Transportes subiu 3,43%, puxado principalmente pelo aumento no preço da gasolina. O combustível subiu 7,51% no mês, sendo responsável por 0,48 ponto percentual do índice do mês. Também subiram os preços do óleo diesel (13,11%), do etanol (6,60%) e do gás veicular (2,28%).

O aumento nos preços dos combustíveis também exerce uma pressão indireta sobre outros preços direcionados ao consumidor.

As passagens aéreas subiram 9,43% em abril, enquanto os preços do seguro voluntário de veículo avançaram 3,03%, acumulando alta de 23,46% nos últimos 12 meses. Também foram registradas altas em abril nos preços dos táxis (4,36%), nas passagens de metrô (1,66%) e ônibus urbanos (0,75%).

Tomate sobe 26,17% no mês

O avanço dos preços em uma série de alimentos consumidos no dia a dia também segue pesando no bolso das famílias. A alimentação no domicílio subiu 3% em abril, puxada pela alta de 26,17% do tomate e de 12,21% do leite longa vida. Ambos contribuíram com 0,16 ponto percentual no resultado do IPCA-15.

Também tiveram altas expressivas a cenoura (15,02%), o óleo de soja (11,47%), a batata-inglesa (9,86%) e o pão francês (4,36%).

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou em relação a março. Enquanto a refeição passou de 0,25% em março para 0,45% em abril, o lanche seguiu movimento inverso, passando de 0,92% para 0,07%.

No grupo Habitação, pesou a alta do gás de cozinha, que subiu 8,09%. A segunda maior contribuição veio da energia elétrica, (1,92%), com os reajustes de mais de 15% em concessionárias no estado do Rio. Os preços do gás encanado também subiram no índice, com avanço de 3,31%.

No segmento Vestuário, todos os itens registraram alta, levando os preços do grupo a avançarem 1,97% no mês. A maior contribuição veio das roupas femininas, com alta de 2,70%.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais, embora tenha apresentado alta, desacelerou em relação a março por conta dos itens de higiene pessoal (-0,87%), que haviam subido 3,98% em março. Os produtos farmacêuticos, porém, subiram 3,37%, depois da autorização do reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos a partir de 1º de abril.

Os demais grupos, Educação e Artigos de residência, ficaram entre 0,05% e 0,94%, respectivamente.
Perspectivas

O cenário de inflação persistente e disseminada já deflagrado na divulgação do IPCA do mês de março levou analistas a projetaram uma inflação mais próxima de 8% e um ciclo de alta dos juros mais longo, com a taxa básica de juros (Selic) chegando a 13,5%.Atualmente, a taxa está em 11,75% ao ano.

Segundo boletim Focus, que reúne as projeções de mercado, as expectativas de inflação subiram de 6,86% neste ano, no relatório divulgado em 28 de março, para 7,65% nesta semana. A expectativa, assim, é que a inflação encerre 2022 acima do dobro da meta oficial da inflação para o ano, de 3,5%.

Caso seja confirmado, 2022 será o segundo ano seguido em que o Banco Central não consegue cumprir a meta de inflação.

Investing - SP   28/04/2022

O presidente da China Xi Jinping anunciou uma campanha "completa" para a construção de novas infraestruturas nesta quarta-feira (27). De acordo com o que foi noticiado pela agência de notícias estatal Xinhua, Xi disse durante uma alta cúpula que as infraestruturas são "um importante suporte para o desenvolvimento econômico e social", identificando setores de transporte e de energia como estratégicos, nos quais "é necessária uma expansão".

A declaração do presidente se encaixa em um quadro complicado para a China. A política de “tolerância zero” contra a Covid aplicada aos centros industriais mais importantes do país, como Xangai e as regiões mais interiores, agravou a crise de abastecimento no país, com níveis de armazenamento nos portos (uma artéria fundamental para a China) que atingindo níveis recordes.

O PMI industrial atingiu uma mínima de 25 meses em março, caindo para 48,1, um território de contração, com "uma variedade de fatores exacerbando a pressão de queda sobre a economia chinesa e ressaltando o risco de estagflação", disse Wang Zhe, economista sênior. no Grupo Caixin Insight. O mesmo índice para serviços atingiu os mínimos da era da pandemia, contraindo para uma leitura de 42, registrando aumentos nos custos e reduções no emprego.

Por esta razão, o banco central interveio várias vezes nos últimos meses para apoiar uma economia já em dificuldades devido à crise de crédito resultante do colapso 'pretendido' da China Evergrande (OTC:EGRNY). Após cortes nas taxas de empréstimos primários e injeções de liquidez, o PBoC aprovou o piso para a cotação iuan (que anteriormente caiu para mínima de 2015) e mercados de ações locais na terça-feira.

Com os riscos para o consumo industrial e as exportações, "iniciativas para aumentar os gastos com infraestrutura são uma ferramenta política direta para aumentar os gastos públicos", disse Rajiv Biswas, economista-chefe da Ásia-Pacífico da AFP, à agência AFP S&P Global Market Intelligence.

No entanto, de acordo com o economista-chefe do Nomura para a China, Nomura Ting Lu, o reforço da infraestrutura "não é uma solução rápida". "Os confinamentos tornam a tarefa de aumentar o investimento em infraestrutura cada vez mais difícil devido às proibições de viagens e à falta de trabalhadores da construção nas áreas afetadas", disse à AFP.

Além disso, "seria irreal esperar um crescimento muito mais rápido do investimento em infraestrutura, e seu ritmo ... preencheria apenas uma pequena parte da lacuna deixada pela desaceleração do crescimento das exportações, a grande contração do setor imobiliário e os A estratégia zero da China.-Covid”, disse Nomura em um relatório recente.

As bolsas de valores de Xangai e Shenzhen responderam positivamente ao anúncio de Xi, fechando em alta na quarta-feira, contrariando a maioria dos mercados asiáticos. O SZSE Component Index subiu 4,3%, diminuindo a queda de -27% no ano até este momento. Enquanto o Shanghai Financial Hub's Composite subiu 2,5%, embora se mantenha em baixa de -19% no ano. O FTSE China A50 fechou em alta de 2,1%.

MINERAÇÃO

Investing - SP   28/04/2022

A mineradora Vale (SA:VALE3) teve lucro líquido de 4,5 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 19,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, em meio a preços e vendas mais baixas de sua principal commodity, o minério de ferro, informou a empresa nesta quarta-feira.

A companhia ainda informou um aumento de 4,3 bilhões de dólares na dívida líquida expandida, na variação trimestral, para 19,37 bilhões de dólares, principalmente devido ao efeito da valorização do real sobre os compromissos denominados em moeda local.

O câmbio no trimestre também foi vilão no valor agregado das provisões para reparações do desastre de Brumadinho (MG), que aumentaram em 1,2 bilhão de dólares para 8,267 bilhões de dólares.

"Apesar do trimestre desafiador em nossas operações, estamos no caminho certo para cumprir nossos compromissos para 2022", disse o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, em nota.

Na semana passada, a mineradora já havia reportado queda de 6% na sua produção de minério de ferro, com um recuo ainda maior no volume de vendas, de quase 10%, ante o mesmo período de 2021.

Bartolomeo citou fortes chuvas em Minas Gerais, atrasos de licenciamento no Norte e desempenho abaixo do esperado em alguns ativos.

"No entanto, aproveitamos os volumes sazonalmente menores para realizar atividades de manutenção que nos levarão a operações mais seguras e produção sólida à frente", destacou.

Ele disse estar "confiante" na perspectiva dos negócios, ao destacar um terceiro programa de recompra, "como uma alavanca adicional de geração de valor para nossos acionistas".

REVISÃO DA ALAVANCAGEM

Em meio a um crescimento da dívida motivado por fatores cambiais, a Vale disse que durante este trimestre revisou e aprovou no Conselho de Administração uma mudança em sua "alavancagem ótima" de 15 bilhões de dólares para um intervalo entre 10 bilhões e 20 bilhões de dólares, "sob o conceito de dívida líquida expandida".

"Essa decisão reflete a gestão proativa do passivo realizado nos últimos meses sem amortizações financeiras relevantes até 2024, um aumento sustentável em nossa capacidade de produção e uma gestão de custos e investimentos muito disciplinada", destacou.

Apesar da redução no trimestre, o lucro líquido veio um pouco acima da média projetada por analistas consultados em pesquisa da Refinitiv, que indicava 4,24 bilhões de dólares.

A receita total de vendas líquidas da empresa atingiu 10,8 bilhões de dólares no trimestre, versus 12,55 bilhões obtidos um ano antes.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado atingiu 6,37 bilhões de dólares nos três primeiros meses do ano, contra 8,6 bilhões vistos em igual período de 2021. A projeção do mercado para o Ebitda era de 6,68 bilhões de dólares.

Segundo a companhia, o preço realizado de finos de minério de ferro (CFR/FOB) saiu de 157,2 dólares por tonelada métrica no primeiro trimestre de 2021 para 141,4 dólares nos três primeiros meses deste ano.

Mas houve uma recuperação no preço realizado do minério de ferro na comparação com o quarto trimestre de 2021 (107,2 dólares/tonelada).

Ainda assim, na comparação com o último trimestre do ano passado, o lucro caiu 17,8%, a receita de vendas baixou 17,5% e o Ebitda recuou 7%, de acordo com o balanço financeiro.

A Vale disse que os principais fatores que contribuíram para o desempenho do trimestre ante os últimos três meses de 2021 foram o menor volume de vendas de minério de ferro e pelotas, principalmente devido à intensa estação chuvosa no início deste ano e o desempenho mais fraco do Sistema Norte --com impacto de 2,192 bilhões de dólares.

Valor - SP   28/04/2022

Em abril, a principal matéria-prima do aço desvalorizou mais de 11% no mercado à vista e no ano, o ganho acumulado é de 18%

Os preços do minério de ferro seguiram em recuperação nesta quarta-feira, com a melhora da percepção sobre potenciais impactos do surto de covid-19 nos indicadores econômicos da China, maior produtora mundial de aço.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insight, o minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia a US$ 140,45 a tonelada no norte chinês, alta de 1% frente a véspera.

Em abril, a principal matéria-prima do aço exibe desvalorização de mais de 11% no mercado à vista. No ano, o ganho acumulado é de 18%.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para setembro, avançaram 2,6%, a 827 yuan por tonelada, acompanhando o desempenho positivo dos contratos de produtos siderúrgicos.

Monitor Digital - RJ   28/04/2022

A indústria mineral no Brasil experimentou uma queda de desempenho no primeiro trimestre de 2022. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que representa as maiores empresas do setor em atividade no país. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção, de 200 milhões de toneladas, caiu 13%, e o faturamento, de R$ 56,2 bilhões, encolheu 20%. As exportações fecharam com redução de 22,8%.

Segundo o Ibram, dois fatores tiveram contribuição importante para o novo cenário, já que os últimos balanços trimestrais do setor registraram alta de produção e faturamento. O primeiro está relacionado com a China, principal compradora dos minérios do Brasil. Nos três primeiros meses do ano, as exportações para o país asiático caíram 31% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2021, a queda é de 29%.

“Tivemos uma redução da produção das siderúrgicas chinesas relacionada aos Jogos Olímpicos de Inverno. Havia uma determinação do governo chinês para melhorar as condições ambientais para a realização do evento esportivo. Também houve um maior controle de preços por parte da China”, explicou Raul Jungmann, diretor-presidente do Ibram. A entidade também chama atenção para as medidas de isolamento decretadas em diversas cidades do país asiático para o combate à pandemia.

O segundo fator que exerceu forte influência no desempenho do setor foram as chuvas torrenciais ocorridas em janeiro em Minas Gerais.  Diversas unidades operacionais foram paralisadas por precaução ou para realização de manutenção, impactando na produção.  No Pará, a produção também ficou abaixo do que o esperado por problemas associados a licenciamento ambiental.

A entidade aponta ainda que, apesar da redução na produção e no faturamento, o saldo comercial mineral, que é a diferença entre exportações e importações de minérios, foi de US$ 6,2 bilhões. O minério de ferro, carro-chefe da produção mineral brasileira, respondeu por 95% das exportações de minérios em toneladas e por 68% em dólar. Além disso, foi responsável por 58% do faturamento de toda a indústria. O ouro respondeu por 11%, o cobre por 9% e os demais minerais por 22%.

Money Times - SP   28/04/2022

Segundo Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos, a alta de hoje aconteceu em meio à expectativa do balanço do primeiro trimestre, que será divulgado após fechamento do mercado.

“Os números vêm uma semana depois da empresa reportar produção de minério de ferro abaixo das estimativas do mercado, afetada pelas chuvas mais fortes”, diz o analista.

Ele destaca ainda que os novos gastos de US$ 2,3 trilhões em infraestrutura, anunciados hoje pelo governo chinês, também puxaram o setor da mineração para o campo positivo, visto que o país asiático é o maior consumidor global da matéria prima.

Enquanto Vale salta, Hapvida desaba

As ações da Hapvida (HAPV3) tiveram a maior queda do Ibovespa nesta quarta. Os papéis desabaram 5,84% e fecharam o pregão a R$ 9,35.

“A queda reflete uma piora nas expectativas para o resultado do primeiro trimestre de 2022, puxada pelo aumento dos indicadores de desemprego”, explica Regis Chincila.

Sobre investir na ação, o analista pede cautela do investidor, visto que ele deve monitorar a recuperação do quadro empresarial e a situação econômica do país ao longo de 2022.

Veja as maiores altas do dia:
Empresa Ticker Variação
Gerdau GGBR4 +6.01%
WEG WEGE3 +5.50%
Vale VALE3 +5.35%
Gerdau Metalúrgica GOAU4 +5.08%
Marfrig MRFG3 +4.81%

Veja as maiores quedas do dia:
Empresa Ticker Variação
Hapvida HAPV3 −5.84%
Azul AZUL4 −3.19%
Positivo POSI3 −2.63%
Natura NTCO3 −2.48%
Inter BIDI11 −2.18%

Veja as ações mais negociadas do dia:

Empresa Ticker Variação
Vale VALE3 +5.35%
Petrobras PETR4 0.00%
Bradesco BBDC4 +0.60%
Hapvida HAPV3 −5.84%
B3 B3SA3 −0.73%

Máquinas e Equipamentos

Exame - SP   28/04/2022

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento de 14,3% na receita líquida em março deste ano em relação ao mês de fevereiro, o que indica recuperação após queda contínua de vendas registrada a partir de setembro de 2021. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). "Um dos maiores responsáveis por esse crescimento foi o agronegócio, em franca expansão", diz José Velloso, presidente da Abimaq.

Há uma ressalva, no entanto. Apesar da recuperação do setor, na comparação com março de 2021 a receita líquida de vendas foi 6,8% menor, tendo totalizado 25 bilhões de reais.

Segundo a Abimaq, os números indicam redução da atividade industrial. O fenômeno é observado principalmente nos setores ligados ao consumo das famílias e continuam impactando negativamente os investimentos produtivos, de acordo com a entidade. As informações foram concedidas durante a Agrishow 2022, considerada a maior feira de agronegócio do país, realizada em Ribeirão Preto (SP).

As exportações tiveram crescimento de 5,9% em valores constantes e 36,6% em dólares correntes no primeiro trimestre. Além disso, os investimentos ligados aos setores agrícolas e de construção civil estão conseguindo manter o bom desempenho de 2021, segundo análise da Abimaq.

As exportações têm mantido tendência de alta. Em março, os fabricantes de máquinas e equipamentos exportaram 1.012 milhões de dólares, 15,4% a mais do que em fevereiro e 45,3% acima do patamar de março de 2021 (696 milhões de dólares). No primeiro trimestre, o setor acumulou alta de 36,6% nos embarques para o mercado externo. Os segmentos de máquinas para petróleo e energia renovável, ao lado de equipamentos agrícolas, vêm puxando a alta das exportações.

AUTOMOTIVO

Globo Online - RJ   28/04/2022

A crise dos semicondutores, que paralisou as fábricas de automóveis durante a pandemia, pode deixar pelo menos um saldo positivo para a indústria brasileira. Está no forno um projeto para fomentar a produção desses componentes no país. É um plano que deve levar entre dois e três anos até sair do papel, não resolve a crise neste ano, mas já é um primeiro passo, conta Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a associação que reúne as montadoras no Brasil.

Moraes encerra, esta semana, seu mandato de três anos à frente da entidade tendo enfrentado um cenário inesperado: Covid-19, paralisação de fábricas, falta de componentes, alta de juros, inflação e guerra na Ucrânia. Será substituído por Márcio de Lima Leite, da Stellantis.

Moraes conversou com GLOBO durante a Agrishow, a maior feira de agronegócios do país, a primeira realizada presencialmente em dois anos.

O que está na nossa mão é tentar eliminar os custos adicionais, baixar a tributação, que é absurda no país, tirar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) definitivamente. A gente pode influenciar e alertar.

Qual o futuro do parque automotivo brasileiro com as mudanças que a eletrificação vai trazer?

Aos poucos os clientes começam a se preocupar com essa questão, sejam frotistas ou donos de máquinas agrícolas. Essa preocupação da sociedade vai influenciar a decisão da compra de veículos. A infraestrutura é outro elemento. Daqui para a frente você precisa da infraestrutura. Não é algo que a montadora faz sozinha.

A infraestrutura é o maior gargalo?

O grande gargalo são os pontos de recarga. Estamos discutindo com eventuais parceiros. A indústria do biocombustível precisa fazer investimento relevante. Enquanto não tem a solução definitiva da célula de combustível e bateria, você pode descarbonizar usando biocombustível.

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Hoje, se você me perguntar a solução para o Brasil, não tem. Na Europa tem porque o governo puxa, a sociedade puxa. Na China também.

Estamos atrasados na eletrificação?

Sim. A descarbonização não se resolve só com veículo novo. Você precisa trocar a frota circulante, a exemplo de outros países. A Anfavea brigou muito pela renovação da frota de caminhões nos últimos 20 anos.

Nós trouxemos a questão da descarbonização, pensamos o que pode ser feito, e apresentamos um estudo aos quatro ministérios (Minas e Energia, Economia, Infraestrutura e Meio Ambiente). Os ministérios precisam conversar para que as políticas não sejam conflitantes.

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Como está esse plano?

Teve boa repercussão, mas precisa dar continuidade. Não é um plano de governo, mas de Estado. China, Índia, Alemanha, EUA têm programa. Até 2040 ou até 2050 estabeleceram metas para diminuir a emissão de carbono. A Europa tem metas. A partir daí, as empresas vão fazer seus ajustes. Aqui, ainda não sabemos a direção.

Quando vamos produzir veículos elétricos em escala? O Brasil será um hub exportador?

Já produzimos caminhão e ônibus elétrico. Temos iniciativas importantes nos veículos pesados que estão sendo usados para aplicações urbanas. Para longa distância, estamos pensando em definir rotas prioritárias. Temos híbridos. Mas é preciso escala.

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O setor privado está interessado em atuar na área de energia limpa. Algumas empresas têm suas políticas ESG para o bem do meio ambiente e da sociedade. Agora é preciso ajustar para o investimento ir para o lugar certo, já que os recursos são limitados e é preciso planejar. Não é simples.

Qual o balanço da sua gestão?

Foi desafiador, mais do que a gente esperava. Já tinha dimensão do tamanho da indústria, mas obviamente não imaginava que ia acontecer tudo o que aconteceu: pandemia, paralisação de linha de montagem, falta de matéria-prima, como aço e resinas, e de capital de giro. Culminou na crise de semicondutores. Ainda temos fábricas paradas. Agora, veio a guerra. Tem muito chicote (condutor de energia no veículo) que era feito na Ucrânia. Bagunçou tudo.

Valor - SP   28/04/2022

Os investimentos planejados pelos fornecedores chineses abrangem todos os principais componentes das baterias de íon de lítio

Os principais fabricantes de materiais para baterias de veículos elétricos (EV) da China gastarão pelo menos 71 bilhões de yuans (US$ 10,8 bilhões) para aumentar a produção, em alguns casos triplicando a capacidade de fazer produtos que eles dominam.

Os investimentos planejados abrangem todos os principais componentes das baterias de íon de lítio, conforme mostram os planos de despesas de capital disponíveis publicamente divulgados por 13 fabricantes. Algumas empresas não divulgaram prazos para investimentos ou o volume de expansão da produção.

Todas são áreas em que os fornecedores chineses aumentaram suas participações de mercado nos últimos anos, reduzindo os preços.

O Yunnan Energy New Material Group, ou Semcorp, - o principal fornecedor mundial de separadores de baterias - pretende aumentar sua participação no mercado global "de 31% em 2021 para 50% em 2025", disse o presidente Paul Xiaoming Lee aos investidores este mês. Lee anunciou cerca de 20 bilhões de yuans em novos investimentos.

A Shanghai Energy New Materials Technology é a principal empresa operacional do grupo Semcorp. A unidade ultrapassou a japonesa Asahi Kasei por volta de 2019 para assumir a maior participação mundial em separadores. O material em forma de folha cria uma barreira entre os eletrodos de uma bateria, o cátodo e o ânodo.

A Semcorp construirá fábricas nas províncias de Yunnan, Jiangsu e Hubei, bem como uma na metrópole de Chongqing. O grupo abrirá parcialmente uma fábrica este ano na Hungria e está considerando construir outra unidade na América do Norte.

Os clientes abrangentes da Semcorp incluem os fabricantes chineses de baterias para veículos elétricos CATL e BYD, bem como Panasonic (japonês) e Samsung e LG (sul-coreanoss). A capacidade de produção anual deverá atingir 16 bilhões de metros quadrados em 2025, acima dos cerca de 5 bilhões de metros quadrados do ano passado.

"Decidimos aumentar a produção depois de fechar contratos de venda com clientes", disse um executivo da Semcorp quando questionado sobre preocupações com excesso de capacidade.

A Semcorp registrou um salto de 86% na receita no ano passado, para um recorde de 7,9 bilhões de yuans. Lee disse que a empresa pretende aumentar a participação de clientes não chineses no volume de vendas para 40% em 2025, em relação a menos de 30% atualmente.

Em outras partes da cadeia de suprimentos de baterias, o BTR New Material Group, fabricante líder de material anódico, revelou um plano para quase triplicar a capacidade anual ao apresentar os ganhos trimestrais este mês.

A empresa construirá novas fábricas em Shenzhen, onde está sediada, e na província de Yunnan. A BTR pretende produzir mais de 400 mil toneladas por ano a médio e longo prazo, acima das 140 mil toneladas no fim de 2021.

O Jiangsu Guotai International Group, um importante fornecedor de eletrólitos para baterias, está construindo novas fábricas nas províncias de Zhejiang e Fujian e na Polônia.

As empresas japonesas já tiveram uma vantagem em materiais de bateria, mas perderam a liderança para os concorrentes chineses.

No ano passado, os fornecedores chineses detinham participações no mercado global variando de 62% a 81% em separadores, ânodos, eletrólitos e cátodos, mostram dados do Instituto de Pesquisa Yano, em Tóquio. Suas participações subiram 11 pontos percentuais, para 37 pontos, em relação a 2012, às custas dos rivais japoneses.

A concorrência de preços é a chave para o seu sucesso. Os fornecedores chineses não apenas têm prontidão de produção para receber grandes pedidos, mas também conseguem manter os custos baixos comprando grandes suprimentos de lítio, cobalto, grafite e outros materiais.

O apoio do governo também ajudou o setor a crescer. Para a Semcorp, mais de 100 milhões de yuans de lucro registrados a cada ano entre 2019 e 2021 vieram de subsídios estatais.

Os rivais japoneses estão buscando um retorno por meio de cadeias de suprimentos de veículos elétricos "livres da China" que estão sendo desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa, onde as empresas chinesas enfrentam barreiras ao investimento.

A Mitsubishi Chemical Holdings planeja gastar vários bilhões de ienes (1 bilhão de ienes equivale a US$ 7,8 milhões) até 2023 para dobrar a capacidade em fábricas de eletrólitos nos Estados Unidos e no Reino Unido. A Tokai Carbon, que fabrica produtos de grafite para ânodos, expandirá as instalações de produção em uma subsidiária francesa.

A Sumitomo Metal Mining está considerando fabricar material catódico nos Estados Unidos, o que representaria uma ruptura com sua estrutura de produção apenas no Japão.

Ao mesmo tempo em que aumentam a produção, os players japoneses querem evitar uma guerra de atrito contra os concorrentes chineses, que estão armados com o apoio do governo, em materiais cada vez mais mercantilizados. Em vez disso, eles estão procurando aplicativos com margens mais altas.

A Toray Industries, com sede em Tóquio, mantém uma grande participação em separadores de alto desempenho. A empresa está procurando realocar o investimento para esses produtos de alta qualidade.

A expansão vertiginosa da produção da China alimentou as preocupações de um excesso de oferta. Falando em um fórum do setor na China, Li Zhen, presidente da Gotion High-Tech, previu no mês passado que a demanda de produção de alguns materiais de cátodo e ânodo em dez fornecedores líderes excederá em muito a demanda global em 2025.

Infomoney - SP   28/04/2022

A Ford (FDMO34) informou nesta quarta-feira ter registrado prejuízo líquido de US$ 3,1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, um pouco menos que a perda de US$ 3,3 bilhões assinalada em igual período de 2021. Por ação, o resultado equivale a um saldo negativo de US$ 0,78, acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de um prejuízo de ganho de US$ 0,37 por papel.

A receita da gigante do setor automotivo recuou na comparação anual dos três primeiros meses de 2022, a US$ 34,5 bilhões, abaixo dos US$ 36,2 bilhões de 2021, uma queda de 9%.

O prejuízo foi atribuído principalmente a uma perda de marcação a mercado de US$ 5,4 bilhões no investimento da empresa na Rivian, produtora de veículos elétricos.

No trimestre mais recente, a contínua escassez global de semicondutores atrapalhou a Ford pela produção e embarques de janeiro e fevereiro, embora as taxas de fabricação tenham sido significativamente melhores em março, segundo a empresa.

Por sua vez, a expectativa é por uma maior disponibilidade de semicondutores durante o segundo semestre do ano. A Ford espera que as vendas no atacado de veículos para o ano inteiro aumentem de 10% a 15% com relação a 2021.

A empresa afirmou que a forte demanda dos clientes por seus novos de veículos no primeiro trimestre de 2022 foi atrapalhada por problemas persistentes na cadeia de suprimentos, o que reduziu a velocidade com que a companhia poderia atender aos pedidos.

Às 17h28 (de Brasília), a ação da Ford subia 2,83% no after hours da Bolsa de Nova York.

Rodoviário

Valor - SP   28/04/2022

Alta inflação dos insumos de construção e o aumento da taxa de juros no Brasil são elementos que têm pesado nos últimos meses

As últimas semanas deixaram claro que o cenário para os leilões de rodovias não está nada favorável, o que poderá jogar um balde de água fria em grande parte dos diversos projetos em curso no setor. A situação preocupa, considerando que quase todos os governos tem apostado na iniciativa privada para tirar obras importantes do papel e mesmo para garantir a manutenção de estradas.

O pacote de leilões rodoviários de 2022 impressiona quem acompanha o setor. Há ao menos nove licitações previstas para este ano, com R$ 80 bilhões de investimentos. A percepção é que há projetos demais, em um intervalo de tempo muito curto.

Desde o início deste ano, já foram suspensos ou adiados os leilões da BR-381, entre Minas Gerais e Espírito Santo; três projetos rodoviários de Minas e, agora, o Rodoanel Norte de São Paulo — que, mesmo em um formato de Parceria Público Privada (PPP), com aportes do governo, e previsão de fluxo intenso, não conseguiu atrair interessados. O único leilão que se viabilizou foi um lote no Rio Grande do Sul, conquistado por um consórcio de empresas de engenharia, que foi o único a apresentar oferta.

Uma série de fatores levaram a essa situação. Nos últimos meses, o que têm pesado mais é a alta inflação dos insumos de construção (agravada com a guerra na Ucrânia) e o aumento da taxa de juros no Brasil.

A pandemia também tem um peso grande. A crise sanitária, que afetou diretamente o fluxo de veículos nas estradas, levou ao adiamento de uma série de leilões, que poderiam ter sido distribuídos de forma mais espaçada. Depois, veio o impacto do custo da construção, principalmente a partir da segunda metade de 2021.

Além disso, a promessa de entrada de novas empresas estrangeiras no país não se cumpriu, e alguns operadores tradicionais não têm disputado os leilões — por exemplo, Arteris e Pátria (desde que este venceu o leilão do corredor Piracicaba-Panorama). CCR e Ecorodovias têm sido ativos, mas seletivos, já que estão com muitos compromissos em curso.

O saldo dos projetos neste ano tem confirmado previsões de alguns analistas. A primeira é que leilões de menor porte bem estruturados seriam aqueles com maior potencial de sucesso. A segunda é que a expansão do número de operadores não virá de fora, mas pela associação de grupos locais menores.

Apesar dos desafios, ainda há expectativa de que parte dos leilões de maior porte marcados para 2022 consigam se viabilizar, dado que há diversos ativos interessantes e que poderão atrair inclusive concorrência, a depender da modelagem.

Porém, o cenário também gera dúvidas quanto ao alcance de um programa de concessões que, mesmo extenso e com diversos projetos bem estruturados, tem tido dificuldade para viabilizar obras importantes - e, em um momento de crise, gerar empregos, impulsionar a produtividade e melhorar a logística do país.

Seria apenas uma questão de ajustar as modelagens, atualizar os estudos e adequar as condições? Ou será preciso encontrar espaço e construir uma governança para voltar a ampliar os investimentos públicos em infraestrutura? O momento parece propício para o debate, principalmente em ano eleitoral.

PETROLÍFERO

Valor - SP   28/04/2022

A produção de petróleo da Rússia pode cair até 17% neste ano por causa das sanções impostas pelo Ocidente devido à guerra contra a Ucrânia. A previsão foi feita nesta quarta-feira pelo ministro das Finanças, Anton Siluanov.

“Haverá um declínio na produção [de petróleo]? Haverá. Em que volume? Cerca de 17%, um pouco menos, um pouco mais”, disse Siluanov a jornalistas. “Ainda é difícil avaliar como as vendas de energia vão continuar.”

Os Estados Unidos e o Canadá proibiram as importações de petróleo da Rússia, enquanto a União Europeia (UE) ainda discute se implementará as medidas. Mesmo sem as sanções, muitas empresas na Europa têm evitado comprar os barris russos nas últimas semanas.

O presidente russo, Vladimir Putin, já reconheceu que as sanções ocidentais teriam um grande impacto sobre a indústria energética, o principal motor econômico do país, e disse que era necessário reorientar as vendas da Europa para a Ásia. Ontem, a estatal Gazprom cortou o fornecimento de gás natural para Polônia e Bulgária.

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a Rússia deixará de produzir quase 3 milhões de barris de petróleo por dia a partir de maio. Isso reduziria a produção para menos de 9 milhões de barris por dia, uma queda maior do que a prevista por outros analistas.

Agência Brasil - DF   28/04/2022

A Petrobras anunciou aumento de 3,4% na produção média de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural, no primeiro trimestre deste ano, em relação ao quarto trimestre de 2021. A empresa atingiu 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no primeiro trimestre de 2022. Os dados fazem parte do Relatório de Produção e Vendas, divulgado nesta quarta-feira (27).

“Este resultado se deu, principalmente, em razão da crescente produção dos FPSOs [navios plataformas] Carioca (campo de Sépia) e P-68 (campos de Berbigão e Sururu), localizados no pré-sal da Bacia de Santos, e da entrada em operação de novos poços no pós-sal na Bacia de Campos”, informou a companhia.

Também ajudou no resultado positivo a produção no Pré-Sal ter batido recorde mensal em janeiro de 2022, com 2,06 milhões de barris de óleo equivalente por dia; e recorde trimestral, 2,03 milhões de boed. Esse volume representa 72% da produção total da Petrobras, ante 71% no quarto trimestre do ano passado.

As refinarias da estatal estão sendo utilizadas com carga próxima ao máximo projetado. Em março deste ano, a empresa alcançou 91% de fator de utilização total (FUT) do parque de refino na última semana do mês. O fator no primeiro trimestre do ano foi de 87%, mantendo-se no patamar elevado observado no quarto trimestre de 2021 e cinco pontos percentuais mais alto que o registrado no mesmo período em 2021, quando houve paradas de unidades relevantes.

“A Petrobras está produzindo o máximo possível dentro de condições seguras, sustentáveis e econômicas. A definição do nível de utilização é uma decisão técnica e econômica, que leva em conta a demanda dos clientes da Petrobras, as alternativas globais de suprimento e preços de petróleo e derivados", destacou Rodrigo Costa, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras.

No curto prazo, outro fator positivo para o crescimento da produção foi a conclusão da interligação do FPSO Guanabara, cujo início da operação está previsto para maio, no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A plataforma, a primeira definitiva do campo, tem capacidade para processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos (m³) de gás. Na primeira fase, serão interligados 6 poços produtores e 7 poços injetores ao FPSO. Mero é o terceiro maior campo de petróleo do pré-sal, atrás apenas de Búzios e Tupi.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal. O projeto foi concebido visando aliar capacidade produtiva, eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou João Henrique Rittershaussen, diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras.

As informações foram divulgadas pela Agência Petrobras. A íntegra do relatório pode ser acessada aqui.

AGRÍCOLA

Terra - SP   28/04/2022

As exportações de máquinas agrícolas cresceram 5,2% em março comparativamente a fevereiro, informou nesta quarta-feira, 27, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). De janeiro a março, segundo a associação, as exportações de máquinas agrícolas acumulam um crescimento de 29,5%.

No front das importações, a Abimaq relata queda de 3,9% no mês de março ante fevereiro e um aumento de 29,5% no acumulado de janeiro a março.

A Abimaq manteve a previsão de crescimento de 6% do faturamento este ano puxado pela agricultura e apreciação do câmbio, disse o presidente da entidade, José Velloso.

Ele afirmou que a previsão de 6%, feita entre outubro e novembro de 2021 está sendo mantida mesmo com o aumento da inflação e do efeito do elevação de juros pelo Banco Central (BC) porque o aumento da Selic passará fazer efeito sobre os preços, derrubando a inflação.

Além disso, de acordo com Velloso, começam a ser retomados agora os investimentos em bens de capitais depois da desaceleração nos últimos dois anos em função da crise da covid-19.

"O crescimento será puxado pela agricultura por conta dos preços das commodities e da valorização do real frente ao dólar", disse o presidente da Abimaq destacando, por exemplo, o aumento de 8,9% da produção de máquinas agrícolas no primeiro trimestre.

O presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão, previu que a indústria de máquinas agrícolas deve crescer este ano entre 5% e 9%.

De acordo com Estevão, o produtor rural está bem capitalizado por conta do aumento dos preços das commodities e está fazendo investimentos em máquinas e equipamentos agrícolas.

"Esperamos crescer de 5% a 9% este ano por conta das perspectivas de aumento da área plantada no Centro-oeste. Se a área de plantio está crescendo vai precisar mais máquinas agrícolas", disse ele.

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