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27 de Junho de 2022

INDA

Valor - SP   27/06/2022

No acumulado de 2022, o consumo aparente teve queda de 14,6% em relação a igual período do ano anterior e as vendas, recuo de 14,7%

As vendas de aço no mercado brasileiro continuaram em queda firme no mês de maio, apesar de leve melhora, em alguns casos, em relação ao desempenho de abril. É o que retrata os números da entidade das fabricantes, o Instituto Aço Brasil, e das distribuidoras de aços planos, o Inda, divulgados nesta semana.

Os volumes das usinas direcionados ao mercado interno registraram recuo de 13,4% na comparação com mesmo mês do ano passado, com 1,8 milhões de toneladas, informou o Aço Brasil em seu boletim mensal.

De janeiro a maio, o tombo nas vendas foi de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado.

Por sua vez, o consumo aparente — soma de vendas internas mais material importado — atingiu 2,1 milhões de toneladas, o que representou recuo de 15,7% ante um ano atrás, informou. No acumulado de 2022, teve queda de 14,6% na mesma base de comparação.

Ao mesmo tempo, as usinas buscaram mais o mercado externo e conseguiram elevar em 43% os volumes embarcados de material acabado (laminados) e semi-acabados (principalmente placas). O volume de maio alcançou 1,1 milhão de toneladas, gerando divisas de US$ 1 bilhão, com alta de 64,8% sobre maio de 2021, conforme o Aço Brasil.

Nos cinco primeiros meses do ano, o aumento de embarques ao exterior foi de 32,4%, com 5,6 milhões de toneladas, o que rendeu US$ 4,8 bilhões — alta de 57,9%.

Com a desaceleração do mercado doméstico, depois de vivenciar um período de exuberância — entre junho de 2020 e agosto de 2021 —, as importações vêm se ajustando à demanda. No mês passado, somaram 276 mil toneladas, com baixa de 40,9% sobre maio do ano passado.

Em 2022, até maio, o volume total de importações alcançou 1,3 milhão de toneladas — decréscimo de 32,1% perante o mesmo período do ano anterior. Em valor, avanço de 9,5%, para US$ 2 bilhões, devido à elevação dos preços internacionais do aço neste ano, até início de maio.

Desempenho no varejo de aço plano

No canal de distribuição de aços planos no mercado interno, o volume comercializado em registrou queda de 3,2% na base de comparação anual, com 312 mil toneladas, informou o Inda em seu relatório. No entanto, sobre abril teve alta de 3,1%. No total do ano, a queda verificada é de 1,8%.

Ou seja, o mercado anda meio de lado com certo esfriamento nos lançamentos imobiliários e problemas ainda no setor automotivo, além de uma reação tímida da economia do país, com inflação e juros elevados e o câmbio oscilando na faixa de R$ 5.

As empresas da rede de varejo reforçaram suas compras no mês, com 366,7 mil toneladas, segundo o Inda, o que representou alta de 46,6% frente a abril e de 6,1% sobre um ano atrás. Porém, no ano, o volume mostra recuo de 7,7% — em linha com a demanda dos setores consumidores, como máquinas e equipamentos, construção e linha branca e autopeças.

Os estoques na rede fecharam maio com giro de 2,5 meses de venda, número considerado saudável, mas a perspectiva é que subissem um pouco em junho com o volume de compras maior.

Os preços praticados no país por parte das usinas passam, devido a esse cenário negativo, por ajustes — concessão de descontos. Há uma forte baixa no mercado internacional — China, EUA e Europa — do início de maio para cá, elevando os prêmios no país.

— Foto: Divulgação/ArcelorMittal

SIDERURGIA

Exame - SP   27/06/2022

Por muito tempo, usar as palavras “mineração” e “sustentável” na mesma frase foi considerado um sacrilégio. Até que a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), maior mineradora de bauxita e fabricante de alumínio do país, lançou seu plano de mineração sustentável.

A meta da empresa é se tornar a maior fornecedora de alumínio de baixo carbono do mundo, demanda que já está presente entre grandes clientes da companhia. Para isso, conta com a matriz elétrica brasileira, majoritariamente renovável.

A CBA está empenhada em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e consegue fabricar um alumínio com um sexto das emissões da média mundial. A intenção inicial é a redução de 40% entre 2019 e 2030, chegando à neutralização em 2050.

Para isso, há iniciativas como aumento da reciclagem, uso de caldeira de biomassa, desde abril de 2020, e modernização de processos produtivos que já garantiram redução de 25% desde o início da meta. “Tivemos em maio as metas aprovadas pela iniciativa Science Based Targets [SBTi] e nos tornamos a primeira empresa de alumínio do mundo a fazer esse trabalho de forma tão estratégica”, diz Leandro Campos de Faria, gerente-geral de sustentabilidade da CBA.

O executivo destaca ainda que práticas de gestão de água e energia, por exemplo, são trabalhadas. A companhia, que possui 100% de energia elétrica renovável rastreável, passou a gerir internamente, desde janeiro, a operação de suas 21 usinas hidrelétricas, até então gerenciadas por contrato de prestação de serviços pela Votorantim Energia. “Isso faz parte do objetivo de redução do consumo de água e melhor eficiência energética”, diz Faria.

O plano ESG da CBA para ser uma empresa de baixo carbono foi construído sobre dez pilares, que se desdobram em 15 programas e 31 metas e é acompanhado por um comitê de sustentabilidade que assessora o comitê de administração.

O ESG também é monitorado na cadeia de produção e há um programa de suprimento sustentável, iniciado no ano passado, para ser cumprido no prazo de cinco anos. Nele, os fornecedores são avaliados rigorosamente em critérios ambientais, sociais e de governança. “Começamos com os que representam 75% dos gastos da companhia e temos visto bons resultados.”

A CBA também se envolve com as comunidades nos locais em que opera. Um exemplo é um programa com o Senai em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco que tem o objetivo de fomentar o ingresso das mulheres na indústria. Com início em 2020, até o momento 253 mulheres foram certificadas e 58 delas contratadas pela CBA. Parte delas também foi admitida em outras indústrias.

“A formação contribui para a nossa meta de ter 50% de mulheres na liderança da CBA até 2030. Atualmente estamos em 19%”, diz Faria. A empresa também trabalha com grupos de afinidade para raça, orientação sexual e de gênero e pessoas com deficiência.

Sigma Lithium

Sediada no Canadá, a Sigma Lithium é uma mineradora ESG — sim, é possível unir as duas coisas. A empresa nasceu com a missão de promover a eletrificação dos transportes. Para isso, está construindo, em Minas Gerais, uma operação de mineração de lítio de rocha dura, componente essencial das baterias utilizadas nos veículos elétricos. Batizado de Grota do Cirilo, o projeto promete gerar 500 empregos diretos e 6.000 indiretos na região, além de 888 milhões de reais em royalties pelos próximos 15 anos.

A parte ESG está nas características da mina. Toda a operação utiliza energia renovável de fonte hídrica localizada a menos de 50 quilômetros do empreendimento. A água utilizada no processo será toda reciclada, sendo 90% de reaproveitamento e 10% perdidos por evaporação.

Na área social, a Sigma fez parceria com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais para oferecer um curso de quatro semestres na área de mineração. O objetivo é capacitar colaboradores locais para trabalhar no projeto.

O mais importante, no entanto, é a meta de atingir o net zero já em 2023. Segundo Ana Cabral-Gardner, co-CEO da companhia, isso representa uma quebra de paradigma na indústria de veículos elétricos. “Esse consumidor demanda neutralidade em carbono”, disse Cabral-Gardner em discurso.

“É contraintuitivo comprar um carro para descarbonizar o meio ambiente, se você está queimando carvão para produzir lítio.” Essa é, de fato, uma grande dor da indústria automotiva. Há dúvidas sobre a verdadeira pegada ambiental dos carros a bateria em virtude das emissões na mineração, e por causa das condições de trabalho em minas de lítio e níquel.

Na Sigma, o papo é outro. A companhia já emprega 300 pessoas, sendo 72% da força de origem local. Ela até lançou o programa Volta ao Lar, que traz de volta ao Vale do Jequitinhonha profissionais que migraram por falta de emprego.

Gerdau

Não existe substituto para o aço. A constatação, feita por Gustavo Werneck, CEO da siderúrgica gerdau/"Gerdau, é fundamental se a humanidade quiser zerar as emissões de carbono. “O aço é um elemento fundamental para a transição energética”, diz Werneck.

“O consumo será muito forte nos próximos anos.” Isso já se reflete nos negócios da empresa, que obteve o melhor resultado de sua história no ano passado. E, segundo o CEO, o ESG foi fundamental para isso.

A maior produtora de aço brasileira está empenhada em diminuir sua pegada de carbono. Em fevereiro deste ano, assumiu o compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, de 0,93 tonelada de carbono equivalente por tonelada de aço para 0,83 até 2030. Se conseguir, ela vai chegar a uma pegada de carbono inferior à metade da média global do setor, atualmente estabelecida em 1,89 tonelada de carbono por tonelada de aço.

Existem três rotas mais conhecidas para reduzir as emissões no setor de mineração. A Gerdau aposta em duas delas, que têm uma correlação mais direta com seu modelo de negócios: gerar energia por meio de biomassa e reciclar (a terceira envolve a substituição do carvão mineral por outros combustíveis fósseis).

“Quando eu produzo aço de sucata, não há mineração nem barragem. É o melhor dos mundos”, diz Werneck. O aço é um material infinitamente reciclável e, para cada tonelada de sucata reciclada, é evitada a emissão de 1,5 tonelada de CO2e. A Gerdau é a maior recicladora da América Latina, com 11 milhões de toneladas de sucata transformadas em aço anualmente. Atualmente, 73% do aço produzido pela companhia vem da reciclagem.

Para Werneck, a agenda ESG é fundamental para a sobrevivência das siderúrgicas. “Se não construímos um relacionamento com todos os stakeholders, fica muito difícil operar”, diz o CEO. “O modelo de negócios seria questionado pela sociedade.” A Gerdau é uma mostra de que abraçar a agenda ESG abre oportunidades de negócios.

Revista Mineração - SP   27/06/2022

Termo assinado envolve a contratação de auditoria independente e pagamento de R$ 20 milhões por danos causados em Miguel Burnier, em Ouro Preto (MG).

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), e a Gerdau Açominas S.A celebraram nesta quinta-feira, 23 de junho, na Procuradoria-Geral de Justiça, Termo de Compromisso Ambiental que tem como foco a atuação da empresa em Miguel Burnier, distrito do município de Ouro Preto.

Por meio do acordo, a mineradora se comprometeu a contratar auditoria técnica independente para acompanhar as atividades que tem empreendido no local e a pagar a quantia de R$ 20 milhões pelos danos ambientais já causados, para destinação a projetos socioambientais. A assinatura do acordo põe fim a 16 Inquéritos Civis que estavam em curso na Promotoria de Justiça de Ouro Preto.

Na avaliação do promotor de Justiça local, Lucas Pardini Gonçalves, o acordo celebrado é de grande relevância para a comunidade do distrito de Miguel Burnier, que, segundo ele, sofre diretamente os impactos da atividade mineradora, tanto do ponto de vista ambiental, quanto dos reflexos sociais. “Com este acordo, conseguimos uma resposta satisfatória – no que se refere à tutela do meio ambiente e dos direitos difusos envolvidos -, para todos esses procedimentos que vinham sendo conduzidos ao longo dos anos pela Promotoria de Justiça de Ouro Preto. O MP chegou hoje, no meu modo de ver, a uma solução muito interessante e digna dos problemas locais”, considerou.

O coordenador do Caoma, promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, salientou que o Termo de Compromisso assinado traz segurança jurídica para toda a região. “Com a chegada do promotor de Justiça Lucas Pardini a Ouro Preto, conseguimos ter uma atuação estratégica no sentido de reunir todos os procedimentos e realizar uma análise ambiental e sustentável do empreendimento como um todo”. Ainda segundo Carlos Eduardo, a atuação colaborativa da Gerdau, na busca convergente de soluções para os problemas, foi fundamental para a realização do acordo.

Para o procurador-geral de Justiça Adjunto Institucional, Carlos André Mariani Bittencourt, com a assinatura do Termo, o MPMG dá continuidade à sua política de busca por soluções consensuais através da mediação, da negociação, com foco em resultados mais rápidos e efetivos, que beneficiam as comunidades envolvidas e evitam a judicialização.

O representante da empresa, Wendel Gomes da Silva, por sua vez, também celebrou o acordo e manifestou satisfação pela solução encontrada de forma consensual. O coordenador estadual de Meio Ambiente e Mineração, promotor de Justiça Felipe Faria de Oliveira, lembrou que dois outros grandes acordos já foram realizados com a empresa nos últimos 12 meses, com resultados positivos para o município de Itabirito e região.
Auditoria independente

Os serviços a serem prestados pela auditoria independente têm o objetivo de avaliar os impactos socioambientais causados pelo empreendimento minerário, verificando se estão sendo adotadas as melhores técnicas disponíveis para evitá-los, mitigá-los e/ou compensá-los; verificar a adequação do empreendimento às normas brasileiras vigentes, às normas e as melhores práticas internacionais; e verificar, a partir das observações realizadas no empreendimento, o cumprimento dos licenciamentos ambientais.

A Gerdau obrigou-se, ainda, entre outros termos, a comprovar a celebração de contrato de prestação de serviços de auditoria técnica independente, em conformidade com os termos do acordo, no prazo de 75 dias, e a elaborar diagnóstico técnico atualizado acerca das Áreas de Preservação Permanente e das áreas de Reserva Legal das propriedades que compõem o empreendimento no prazo de 180 dias. Após a conclusão do serviço de auditoria, a mineradora deverá enviar relatório final de atividades em até 30 dias.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   27/06/2022

A inflação brasileira voltou a acelerar em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, ficou em 0,69% em junho, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No IPCA-15 de maio, a taxa havia ficado em 0,59%.

O alívio em maio pelo fim da cobrança extra da bandeira tarifária de escassez hídrica sobre a conta de luz foi sucedido em junho por uma pressão de aumentos disseminados pelos demais grupos de bens e serviços investigados. Os vilões foram os reajustes dos planos de saúde e dos medicamentos, mas também da taxa de água e esgoto, passagens aéreas e automóveis novos.

A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses ficou em 12,04%, ante uma meta de inflação de 3,50% perseguida pelo Banco Central (BC) para 2022, com intervalo de tolerância de 2,00% a 5,00%. No ano passado, a inflação pelo IPCA foi de 10,06%, quase o dobro do teto de tolerância de 5,25%, que tinha como centro da meta uma taxa de 3,75%.

De acordo com o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em junho. O maior impacto (0,19 ponto porcentual no índice) veio dos Transportes (0,84%). No entanto, esse segmento desacelerou em relação a maio (1,80%). A maior variação veio de Vestuário (1,77% de alta e 0,08 ponto porcentual no índice), seguido por Saúde e cuidados pessoais (1,27%), que contribuiu com 0,16 ponto no índice do mês. O grupo Habitação, que havia registrado queda no mês anterior (-3,85%), subiu 0,66% em junho. Os demais grupos ficaram entre o 0,07% de Educação e o 0,94% de Artigos de residência, conforme a nota do IBGE.

Os planos de saúde subiram 2,99% em junho, item de maior impacto sobre a inflação do mês, 0,10 ponto porcentual. A alta é decorrente do reajuste de até 15,50% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 26 de maio, com vigência a partir de maio de 2022 e cujo ciclo se encerra em abril de 2023, lembrou o IBGE. Os produtos farmacêuticos também ficaram mais caros em junho, com elevação de 1,38%, um impacto de 0,05 ponto porcentual no IPCA-15.

Em habitação, embora tenha havido queda na energia elétrica (-0,68%) e no gás de botijão (-0,95%), houve encarecimento da taxa de água e esgoto (4,29%) e do gás encanado (2,04%).

As passagens aéreas ficaram 11,36% mais caras em junho. Houve aumentos também no seguro voluntário de veículo (4,20%), emplacamento e licença (1,71%), motocicletas (1,66%), automóveis novos (1,46%), automóveis usados (0,12%), ônibus urbano (0,32%) e ônibus intermunicipal (1,34%). O óleo diesel aumentou 2,83% este mês, mas houve recuos no etanol (4,41%) e na gasolina (0,27%).

As compras nos supermercados subiram menos em junho, 0,08%. O leite longa vida voltou a ficar mais caro, 3,45%, mas houve reduções na cenoura (-27,52%), tomate (-12,76%), batata-inglesa (-8,75%), hortaliças e verduras (-5,44%) e frutas (-2,61%).

Análises

O IPCA-15 trouxe sinais de aumentos de preços menos disseminados, avaliou o economista da consultoria GO Associados, Lucas Godoi. Segundo ele, o resultado favorece o fim do ciclo de aperto monetário na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de agosto, com um novo aumento da taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 13,25% ao ano para 13,75%.

A despeito da avaliação positiva do IPCA-15 de junho, o economista deve revisar para cima sua projeção de 0,70% para o IPCA fechado do mês. “Deve vir um pouco maior porque tem a questão dos combustíveis e dos planos de saúde”, justificou Godoi, que estima um IPCA de 8,50% em 2022.

O banco BNP Paribas espera um IPCA de 10,0% neste ano, seguido de alta de 5,0% em 2023. Os números da prévia do mês de junho corroboram a expectativa de uma taxa Selic terminal de 14,25%, com mais duas altas de 0,5 ponto porcentual, nas reuniões de agosto e setembro, avaliou a economista para Brasil do BNP Paribas, Laiz Carvalho.

"Apesar de a gente estar vendo a inflação voltando para patamares um pouco mais baixos do que aqueles 1,7%, 1,5% que vimos desde o início do ano, ainda é uma composição muito ruim”, opinou Carvalho, mencionando os preços ainda elevados de serviços e de bens industriais. "Acaba mostrando uma persistência muito grande dessa inflação."

CNN Brasil - SP   27/06/2022

Divulgado nesta sexta-feira (24), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de junho indicou uma desaceleração do processo inflacionário brasileiro, mas ainda de forma lenta, segundo o economista sênior da LCA Consultores Fábio Romão.

Em entrevista à CNN, ele afirmou que o processo de alta de juros realizado pelo Banco Central costuma ser um “remédio ruim” para o tipo de inflação atual no Brasil, ligada a um “choque clássico de oferta”.

“Por isso que a gente está vendo essa inflação ainda alta. Apesar do IPCA-15 de junho de ter vindo levemente acima das expectativas, tivemos uma dispersão menor, abaixo de 70%, e uma média nos núcleos menor”, observa.

Para Romão, o quadro inflacionário brasileiro ainda é “feio”, mas a alta de juros “começa a aparentemente fazer algum efeito. Mesmo assim, a guerra na Ucrânia atrasou isso com efeitos nas cadeias produtivas, pressionando a inflação”.

O economista ressalta ainda que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ainda não levou em conta os efeitos do último reajuste no preço dos combustíveis devido à data final da coleta de dados. Por isso, o impacto na inflação deve ser notado apenas no índice cheio, que reflete todo o mês.

O quadro atual, afirma, ocorre porque “a pandemia promoveu um descasamento das cadeias produtivas globais em 2020, e quando as coisas pareciam que iam se rearranjar veio a guerra, então tem muita inflação importada, que ocorre no mundo todo”.

“Internamente, o cenário político incerto desvaloriza o câmbio e pressiona inflação, e há uma cultura de reajuste de preços como forma de proteção dos formadores, aí retroalimentam a inflação”, avalia.

Monitor Digital - RJ   27/06/2022

O comércio entre a China e demais países do Brics – Brasil, Rússia, Índia e África do Sul – registrou um aumento anual de 12,1%, atingindo US$ 195,96 bilhões nos primeiros cinco meses deste ano, segundo dados oficiais. A taxa é 3,8 pontos percentuais acima do crescimento geral do comércio externo da China no mesmo período, de acordo com a Administração Geral de Alfândegas (GAC).

De janeiro a maio, as exportações da China para os outros quatro membros do bloco aumentaram 18,1% em termos anuais, enquanto as importações deles provenientes aumentaram 6,6%, segundo dados da GAC.

Produtos mecânicos e eletrônicos, bem como bens de mão de obra intensiva, representaram 69,7% das exportações da China para outros países do Brics em termos de valor nos cinco meses, enquanto 76,3% das importações chinesas foram produtos energéticos e agrícolas, bem como metais.

IstoÉ Dinheiro - SP   27/06/2022

Alemanha (Reuters) – Os líderes do G7 se comprometeram neste domingo a levantar 600 bilhões de dólares em fundos públicos e privados ao longo de cinco anos para financiar a infraestrutura necessária em países em desenvolvimento e se contrapor ao projeto mais antigo e multitrilionário Cinturão e Rota da China.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes do G7 relançaram a recém-renomeada “Parceria para Infraestrutura e Investimento Global”, em seu encontro anual realizado este ano no Schloss Elmau, no sul da Alemanha.

Biden disse que os Estados Unidos mobilizarão 200 bilhões de dólares em doações, fundos federais e investimentos privados ao longo de cinco anos para apoiar projetos em países de baixa e média renda que ajudem a combater as mudanças climáticas, bem como melhorar a saúde global, igualdade de gênero e infraestrutura digital.

“Quero ser claro. Isso não é ajuda ou caridade. É um investimento que trará retorno para todos”, disse Biden, acrescentando que permitirá aos países “ver os benefícios concretos da parceria com as democracias”.

Biden disse que centenas de bilhões de dólares adicionais podem vir de bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições financeiras de desenvolvimento, fundos soberanos e outros.

A Europa mobilizará 300 bilhões de euros para a iniciativa no mesmo período para construir uma alternativa sustentável ao esquema da iniciativa do Cinturão e Rota da China, que o presidente chinês, Xi Jinping, lançou em 2013, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Os líderes da Itália, Canadá e Japão também falaram sobre seus planos, alguns dos quais já foram anunciados separadamente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não estiveram presentes, mas seus países também estão participando.

O esquema de investimentos da China envolve iniciativas de desenvolvimento e investimentos em mais de 100 países com uma gama de projetos, que incluem ferrovias, portos e rodovias, com o objetivo de criar uma versão moderna da antiga rota comercial da Rota da Seda da Ásia para a Europa.

Autoridades da Casa Branca disseram que o plano trouxe poucos benefícios tangíveis para muitos países em desenvolvimento.

Globo Online - RJ   27/06/2022

A inflação voltou, e pior, parece que está ganhando a eleição. Lamentavelmente esse é o enredo do 28º aniversário do Plano Real, que ocorre dia 1º de julho, na próxima sexta-feira.

Você que está apavorado, como eu, com 11,73% (pelo IPCA) acumulado nos últimos 12 meses (até maio), saiba que em junho de 1994, último mês de vida do cruzeiro real, nosso oitavo padrão monetário desde a Independência, a variação do IPCA no mês foi de 47,43% ou 10.455% anualizados.

Nesse nível, a inflação acumulava 11,73% a cada 8 dias, 13 horas e 40 minutos. Era a cracolândia em matéria de moeda, de onde saímos depois de muito esforço.

Muita gente não lembra, e não sabe do que se trata, como boa parte das pessoas com menos de 45 anos em 2022, que eram menores de idade em 1994. Pior: muita gente mais velha malandramente finge que não está vendo.

Há muito negacionismo no ar, à direita e à esquerda, e também no centro. É importante festejar cada dia que passamos sem o flagelo, mas sem perder de vista que não se sabe quanto dessa mesma substância é suficiente para provocar uma recidiva. O que poderá determinar o descontrole?

Além de fatores fundamentais como o caos fiscal e a instabilidade política, há marcadores importantes como o encurtamento de prazos contratuais, o isolamento do BCB e popularidade de ideias heterodoxas, sobretudo sobre combustíveis, que funcionam como o movimento antivax para a volta do sarampo.

Outro indicador muito importante é a postura das autoridades: a hiperinflação costuma acontecer exatamente quando elas parecem mais preocupadas com a “narrativa” do que em resolver o problema, como é típico das épocas de eleição.

Muitas vezes, todavia, a “administração da narrativa” pode ser feita de maneira inofensiva, limitando-se a liderança a esbravejar contra os “vilões” da carestia.

Reza a lenda que certos líderes políticos, no passado, eram capazes de jogar uma cadeira em quem lhes levasse a notícia sobre aumento de gasolina ou eletricidade. Ou de atirar o próprio mensageiro pelas janelas. Puro teatro, é claro, mas servia aos propósitos do marketing eleitoral e não interferia em nada de importante.

Mas nem sempre foi o caso.

Dilma Rousseff de fato segurou (abrasileirou?) os preços públicos, assim criando a Nova Matriz, um desastre. Teria sido melhor limitar-se ao teatro. Jair Bolsonaro fala da Petrobras como se fosse possível ignorar o mercado internacional de petróleo e como se não fosse o acionista controlador. Por ora, felizmente, limitou-se a jogar cadeiras e demitir o mensageiro.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   27/06/2022

Os contratos futuros do minério de ferro subiram na bolsa de Dalian nesta sexta-feira após uma queda recorde de 10 sessões, mas os preços em Cingapura permaneceram pressionados por uma perspectiva sombria para a demanda na China, maior produtora de aço do mundo.

O contrato de minério de ferro mais negociado para setembro na Bolsa de Dalian mostrou volatilidade durante a sessão diária e encerrou em alta de 1%, a 736 iuanes (109,90 dólares) a tonelada. Na semana, a queda foi de 11%, a maior desde meados de fevereiro.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato do ingrediente siderúrgico para julho caiu 1%, para 115 dólares a tonelada.

Na quinta-feira, o minério subiu 7,4% em Cingapura, recuperando-se do fechamento mais fraco deste ano na sessão anterior, depois que o presidente chinês Xi Jinping prometeu tomar medidas mais efetivas para alcançar as metas de desenvolvimento econômico e social do país.

Embora “a confiança do mercado tenha sido restaurada até certo ponto”, analistas da Sinosteel Futures disseram que a ausência de quaisquer medidas de estímulo econômico adicionais e específicas por parte de Pequim limitará quaisquer ganhos de preço do minério por enquanto.

No centro de produção de aço da China, a cidade de Tangshan, 56 dos 126 altos-fornos foram fechados para manutenção, de acordo com a Sinosteel, enquanto as usinas lutam para lidar com margens em queda em meio à fraca demanda e altos estoques.

As restrições da Covid-19, que pressionaram para baixo o setor imobiliário, e as interrupções na atividade de construção causadas pelo clima desfavorável também são ventos contrários para o setor siderúrgico chinês.

FERROVIÁRIO

Brasil Mining - SP   27/06/2022

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) emitiu, nesta segunda-feira dia 13, a primeira Licença de Instalação de mais de 8 quilômetros da 1º Ferrovia Estadual de Mato Grosso, localizado no município de Rondonópolis. O trecho tem início no terminal da cidade, sentido ao rio Vermelho.

O superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Sema, Valmi Lima, explicou que esta licença permite que a Rumo S/A comece a construção dos primeiros trilhos da ferrovia ainda neste ano.

O projeto completo da 1ª Ferrovia de Integração Estadual prevê um corredor logístico de 740 km que ligará os municípios de Rondonópolis, Lucas do Rio Verde e Cuiabá.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   27/06/2022

Homologada pela Marinha do Brasil (MB). — A ampliação da profundidade proporcionará melhores condições de segurança à navegação e permitirá o aumento da eficiência operacional e da competitividade para as atividades do Complexo Portuário da Baía de Sepetiba, que engloba o Porto de Itaguaí e terminais privados — diz a superintendência.

A profundidade máxima do canal principal do Porto de Itaguaí foi ampliada para 20 metros. A homologação da Marinha do Brasil (MB) foi publicada no último dia 24 de maio(terça-feira), após análise de um levantamento hidrográfico realizado próximo a boia nº 5, onde foi executado o corte em uma área de fundo rochoso, que antes limitava a profundidade em 19,5 metros. A informação é da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária responsável pela administração do porto.

Segundo o superintendente de Gestão Portuária de Itaguaí e Angra dos Reis, Alexandre Neves, o fundo rochoso em questão foi descoberto em 2009, durante uma dragagem, e foi necessária sua derrocagem para igualar a profundidade do trecho com a profundidade do restante do canal: —A intervenção, iniciada em agosto de 2021, foi contratada pelo Porto Sudeste mediante contrato de doação firmado com a Companhia Docas do Rio de Janeiro, e foi finalizada em abril deste ano—.

Alexandre Neves ressaltou que —a remoção de aproximadamente 108m3 de rocha submersa, embora no licenciamento ambiental estivessem autorizados até 900 m3, foi realizada com uma metodologia limpa, sustentável e inovadora - com fio diamantado, sem necessidade de explosão e seguindo as melhores práticas, com registros constantes de monitoramento ambiental, além de ter passado por vistorias técnicas do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), da equipe de Sustentabilidade do Negócio da CDRJ e da Delegacia da Capitania dos Portos em Itacuruçá—.

Com a regularização dos novos parâmetros de profundidade do canal de acesso, o superintendente disse que os objetivos do projeto foram alcançados: —a ampliação da profundidade proporcionará melhores condições de segurança à navegação e permitirá o aumento da eficiência operacional e da competitividade para as atividades do Complexo Portuário da Baía de Sepetiba, que engloba o Porto de Itaguaí e terminais privados—.

Portos e Navios - SP   27/06/2022

O Porto do Rio de Janeiro, administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), movimentou 1,163 milhão de toneladas no transporte por cabotagem, no 1º quadrimestre deste ano, o que representa 745 mil toneladas a mais que o volume registrado no mesmo período do ano passado. O percentual de crescimento é de 178,4% na comparação de 2022 x 2021. Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgados recentemente.

O painel da agência reguladora aponta ainda que os contêineres tiveram destaque na movimentação do transporte por cabotagem no Porto do Rio de Janeiro. Essa tendência de alta na movimentação de contêiner, segundo a Autoridade Portuária, deve-se ao aumento do volume de transbordo de carga. Neste caso, o transbordo é a transferência da mercadoria que chega do exterior ao Porto do Rio de Janeiro, pela navegação de longo curso, e segue até o destino final, em outro porto brasileiro, por meio da navegação de cabotagem. Vale lembrar que a cabotagem refere-se à navegação entre portos marítimos do mesmo país, diferente da navegação de longo curso, que é realizada entre portos de países distintos.

O Estatístico Aquaviário da Antaq é uma ferramenta online de utilidade pública para consulta de dados atualizados do setor aquaviário, com informações sobre movimentação portuária, navegações de longo curso e cabotagem, atracações de navios, tarifas, indicadores e tempos operacionais de navios.

Portal Fator Brasil - RJ   27/06/2022

O Porto do Itaqui é o porto brasileiro nota 10, de acordo com o Ranking do Índice da Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), principal categoria do Prêmio Portos + Brasil 2022, do Ministério de Infraestrutura (MInfra). O Itaqui também foi premiado em Execução de Investimentos Planejados, Variação do lucro operacional Ebitda e Crescimento da Movimentação de Cargas dos Portos Públicos, em um total de quatro das cinco categorias dedicadas aos portos públicos.

O diretor de Administração e Finanças da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Artur Thiago Costa, esteve em Brasília para a cerimônia de premiação, que contou com a presença do secretário nacional de portos, Mário Povia, do secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Bruno Eustáquio e do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários(Antaq), Eduardo Nery, dentre outras autoridades.

—Esse resultado é o reconhecimento do trabalho de um grande time que abrange a equipe da EMAP e todos os que atuam na comunidade portuária do Itaqui, trabalhadores portuários, operadores, arrendatários, agentes marítimos, praticagem e representantes dos órgãos anuentes —afirmou. —Um trabalho que vem se consolidando em oito anos ininterruptos, tendo iniciado em 2015 com o governador Flávio Dino e que se consolida sob a gestão do governador Carlos Brandão, sempre focada em melhorar continuamente, com responsabilidade social e ambiental para contribuir com o desenvolvimento do Maranhão e de toda a região influenciada pela atividade portuária —completa.

Performance vitoriosa — No Ranking do Índice da Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), indicador que avalia o nível de eficiência operacional, de eficiência administrativa, de manutenção de acessos aquaviários, de execução orçamentária de investimento, dentre outros, o Itaqui ficou no topo, com nota 10, ao lado dos Portos do Paraná. —Essa premiação mostra que é possível ter uma gestão pública de excelência, em parceria com a iniciativa privada —afirma Ted Lago, presidente da EMAP. —Esperamos que nosso modelo de negócio possa servir de referência não só para o setor portuário, mas para o desenvolvimento de infraestrutura em todo o Brasil —diz.

Em 2021 a gestão do Porto do Itaqui executou 83,5% do orçamento planejado para o período, o que garantiu o segundo lugar na categoria Execução de Investimentos Planejados e segundo lugar também em Crescimento da Movimentação de Cargas dos Portos Públicos, com mais de 31 milhões de toneladas de cargas movimentadas e alta de 23% em relação ao ano anterior.

Ao todo, foram 24 marcas históricas superadas em 2021, com destaque para a soja, que bateu as 10 milhões de toneladas; os combustíveis, que chegaram às 9,9 milhões de toneladas, e os fertilizantes, com 3,3 milhões de toneladas movimentadas. Só as cargas de granéis líquidos tiveram um aumento de 56%; os granéis sólidos cresceram 12% e a carga geral ficou 8% acima do volume registrado em 2020. E por fim, na categoria Variação do lucro operacional Ebtida, o porto do Itaqui ficou em 3º lugar, com variação de 63,2% de 2020 para 2021.

No ano passado, a EMAP recebeu o Prêmio Portos + Brasil no Ranking do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP) com a segunda melhor nota do país, ao lado do Porto de Santos.

O ranking nacional do IGAP é avaliado com base no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), que é composto por 15 subíndices, levando em consideração o retorno sobre o capital, eficiência operacional, administrativa, manutenção dos acessos aquaviários, atendimento às notificações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários(Antaq), transparência, entre outros aspectos e a gestão do Itaqui foi mais uma vez nacionalmente reconhecida como uma das mais eficientes do país.

No total foram avaliados todos os 36 portos públicos do país, além dos portos privados em suas categorias específicas. As demais categorias do Prêmio são Crescimento da Movimentação Granel Sólido Agrícola; Crescimento da Movimentação Granel Sólido Mineral; Crescimento da Movimentação Granel Líquido; Crescimento da Movimentação Container; e Avanço IGAP.

O Prêmio Portos + Brasil tem como principal objetivo avaliar e destacar os melhores portos públicos do Brasil.

PETROLÍFERO

O Petróleo - SP   27/06/2022

A Petrobras vendeu sua participação em campos de petróleo na Bacia do Espírito Santo. As áreas de produção e exploração de petróleo e gás estão localizadas em águas profundas do pré-sal no Litoral Norte. Os hubs Golfinho e Camarupim foram vendidos para a empresa BW Energy Maromba do Brasil Ltda (BWE).

O valor total da venda é de até US$ 75 milhões, sendo US$ 3 milhões pagos na data de assinatura dos contratos de compra e venda, US$ 12 milhões a serem pagos no fechamento da transação e até US$ 60 milhões em pagamentos contingentes. , dependendo dos preços futuros do Brent e do desenvolvimento de ativos.

Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da operação, que está sujeita ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A venda da totalidade da participação da Petrobras nos conjuntos de concessões marítimas foi aprovada em reunião da diretoria realizada nesta quinta-feira (23), quando foi feito o anúncio formal.

Em nota, a Petrobras informou que “a divulgação está de acordo com as normas internas da empresa e com as disposições do procedimento especial para cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previstos no Decreto 9.355/2018”.

Os polos do golfinho e do camarupim

O Complexo Golfinho está localizado em lâmina d’água entre 1.300 me 2.200 m, compreendendo os campos de Golfinho, produtor de petróleo, e Canapu, produtor de gás não associado, e o bloco exploratório BM-ES-23.

O Pólo de Camarupim está localizado em lâmina d’água entre 100 me 1.050 m, compreendendo os campos de Camarupim e Camarupim Norte, ambos de gás não associado.

A Petrobras detém 100% de participação nos conjuntos de concessões dos Pólos Golfinho e Camarupim, com exceção do bloco exploratório BM-ES-23, no qual detém participação majoritária de 65%, em parceria com a PTTEP (20%) e INPEX (15%). A Petrobras é a operadora em todas as concessões.

A produção total média do campo de Golfinho de janeiro a maio de 2022 foi de 8.600 bpd (barris de óleo/dia) de óleo e 90.000 m³/dia de gás. As demais áreas não estão em produção.

Quem é BWE

A BWE é uma subsidiária integral da BW Energy Ltd, uma empresa de E&P focada em reservatórios de petróleo de baixo risco, para desenvolvimento em fases e com acesso às instalações de produção existentes.

O Estado de S.Paulo - SP   27/06/2022

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, mas acumularam perdas na semana aprofundando o recuo de mais de 7% registrado na semana passada. As preocupações sobre possível recessão em grandes economias, como Estados Unidos, permeiam as negociações, enquanto um dólar+0,44%R$5,25 mais fraco ante rivais deu algum apoio à commodity nesta sessão.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para agosto fechou em alta de 3,21% (US$ 3,35), a US$ 107,62, na sessão, mas acumulou perda semanal de 0,34%. Já o de Brent subiu 2,80% (US$ 2,64), a US$ 109,10, hoje, e caiu 3,55% na semana.

A destruição de demanda por petróleo bruto está acontecendo nos EUA com uma perspectiva piorada do crescimento global, avalia o analista da Oanda Edward Moya. “O mercado de petróleo não ficará apertado por muito mais tempo, pois a atividade de fábricas está diminuindo rapidamente, a confiança dos negócios está claramente em modo de deterioração e o consumidor está gastando menos”. Para Moya, ainda que a inflação seja “o inimigo público número um”, a queda recente nos preços de petróleo foi exagerada. Por enquanto, o mercado do óleo está “muito apertado”, com o refino na Ásia em mínimas recordes, diz.

O Estado de S.Paulo - SP   27/06/2022

Parece que o rali dos preços do barril do petróleo vai continuar. O presidente do JPMorgan aposta num barril a US$ 175, o Goldman fala num petróleo na média de US$ 125. O mundo inteiro busca saídas para conter o aumento dos combustíveis que está provocando uma inflação galopante por toda a parte.

De 1985 a 2021, o crack spread – diferença entre o preço do petróleo e dos refinados – foi em média de cerca de US$ 10,50 por barril. Agora subiu para uma alta histórica de quase US$ 61. Pouquíssimas novas refinarias entrarão em operação nos próximos 18 meses, sugerindo que as margens podem continuar altas neste ano e em 2023.

Diante deste cenário, diferentes países vêm adotando soluções semelhantes: reduções de impostos e mesmo subsídios para a gasolina e o diesel. A lista dos 11 países europeus que cortaram impostos são: Bélgica, Croácia, Alemanha, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Suécia e Reino Unido. Nos Estados Unidos, vários Estados, entre eles Nova York, estão suspendendo ou congelando a cobrança de imposto que incide sobre os combustíveis.

O próprio presidente Biden pediu que as refinarias reduzam seus preços e, consequentemente, seus lucros. No Japão, o governo está dando um subsídio para os fornecedores de petróleo não passarem os reajustes aos consumidores.

No Brasil, o Congresso aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que reduz o ICMS dos combustíveis para 17%. E deve ser aprovada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que promoverá uma redução ainda maior no diesel.

Com certeza estamos vivendo a maior crise de energia desde os dois choques do petróleo nos anos 1970. E, muito provavelmente, a saída para reduzir o preço do barril de petróleo e desacelerar o crescimento das taxas de inflação será um aumento dos juros, como ocorreu após o segundo choque do petróleo, no final de 1979. Naquela ocasião, para conter o crescimento da inflação, o então presidente do Federal Reserve (Fed), Paul Volcker, promoveu uma alta na taxa de juros que chegou em junho de 1981 a 20%. Isso ficou conhecido como o contrachoque do petróleo e desencadeou uma enorme recessão, levando países como o Brasil a decretarem moratória da dívida, promovendo a chamada década perdida.

Aparentemente, caminhamos para a mesma solução.

As ações das empresas globais de óleo e gás caíram 15% (em dólar) em junho diante dos rumores de uma desaceleração da economia. A inflação nos Estados Unidos já chegou a 8,6% em maio, a maior desde 1981, e o Fed realizou uma alta nos juros de 0,75, a maior realizada desde 1994.

A boa notícia é que, diferentemente dos anos 1970 e 1980, o Brasil hoje não possui dívida externa e somos exportadores de petróleo. Parece que mais uma vez a recessão global mudará a dinâmica do mercado de petróleo.

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