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27 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Money Times - SP   27/05/2022

O Bradesco BBI continua com boas perspectivas para as ações da CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3), mantendo a recomendação de compra e atribuindo novos preços-alvo de R$ 37 e R$ 7,40, respectivamente.

Em relatório divulgado nessa quinta-feira (26), a corretora diz ter uma visão “mais benigna” para os preços de aço e minério de ferro e pontua o posicionamento “muito leve” dos investidores para as companhias.

Em relação à CSN Mineração, a instituição acredita que os preços do minério de ferro estão saudáveis. Após um primeiro trimestre fraco, a recuperação do volume para os próximos períodos deve suportar a geração de caixa e trazer uma grande remuneração aos acionistas – 16/15% de rendimento de dividendos em 2022/23, segundo o BBI.

Para a siderurgia, o Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) da CSN deve, também, ser sustentado pelos preços internacionais do aço acima da média, “enquanto a inflação de custos tem sido menos pesada para a companhia, quando comparado com concorrentes”, explica.

Um contraponto disso são as incertezas sobre alocação de capital e o impacto da inflação sobre os investimentos para a expansão, que permanecem como incógnitas.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   27/05/2022

Comprometida em reduzir pela metade as emissões de CO2 até 2030, a Epiroc inicialmente utilizará o aço isento de combustíveis fósseis como material para um protótipo de máquina subterrânea produzida em suas instalações em Örebro, na Suécia. O plano é aumentar o uso ao longo do tempo.

O aço especial é resultado da parceria da SSAB com a produtora de minério de ferro LKAB e a empresa de energia Vattenfall, integrando a iniciativa HYBRIT para desenvolver a cadeia de valor na produção de ferro e aço sem uso de combustíveis fósseis.

A tecnologia substitui o carvão de coque – tradicionalmente utilizado na produção de aço à base de minério de ferro – por eletricidade e hidrogênio. O processo praticamente elimina as emissões de dióxido de carbono na produção de aço.

A produção do novo aço foi iniciada em 2021, mas a SSAB pretende estabelecer escala comercial em 2026.

“Estamos felizes em receber a Epiroc em nosso grupo de parceiros e ansiosos pela colaboração em projetos com aço livre de combustíveis fósseis”, diz Martin Lindqvist, presidente e CEO da SSAB.

“É um próximo passo natural em nossos esforços conjuntos para mitigar as mudanças climáticas. A demanda por aço produzido sem uso de combustíveis fósseis está aumentando, o que é uma das razões para a SSAB antecipar sua transição verde, com a ambição de eliminar amplamente as emissões de dióxido de carbono por volta de 2030”, comenta.

“Essa parceria com a SSAB nos apoiará na jornada para alcançar metas climáticas muito ambiciosas”, diz Helena Hedblom, presidente e CEO da Epiroc. “Está claro que nossa agenda de inovação anda de mãos dadas com a agenda de sustentabilidade de nossos clientes”, completa.

Brasil Mineral - SP   27/05/2022

A Aperam South America acaba de anunciar em cerimônia com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ser a primeira empresa no segmento de aços planos especiais a alcançar um balanço neutro entre emissões e remoções de gases do efeito estufa da atmosfera. A Aperam investirá R$ 588 milhões (US$ 117,5 milhões) na modernização de sua planta industrial em Timóteo, no Vale do Aço mineiro, e nas operações da Aperam BioEnergia, unidade de negócio no Vale do Jequitinhonha.

A Declaração de Verificação de Gases de Efeito Estufa, baseada na Norma ISO 14064-1 e no Programa Brasileiro GHG Protocol - metodologias internacionalmente reconhecidas pela worldsteel Association -, foi emitida pela Société Générale de Surveillance (SGS), empresa de testagem, inspeção e certificação, após auditorias realizadas em 2021 e 2022 (referentes aos anos de 2020 e 2021, respectivamente). As medições constataram que as operações integradas da Aperam South America e da Aperam BioEnergia, resultaram, no biênio 2020/2021, em um volume de gases removido da atmosfera maior do que o emitido nos processos de fabricação de aço e de carvão vegetal. Após conseguir neutralizar todo o volume de gases de efeito estufa emitidos, a Aperam South America removeu um adicional de 33 mil toneladas métricas da atmosfera no período.

A conquista da neutralidade de carbono acontece cerca de 30 anos antes do prazo estabelecido pela empresa, que era reduzir suas emissões até 2030 e neutralizá-las até 2050. “O planeta clama por soluções eficazes e ágeis no que diz respeito à minimização dos impactos ambientais e nós entendemos claramente o nosso importante papel neste contexto. A sustentabilidade das operações da Aperam no Brasil e os investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento permitiram à empresa conquistar este feito muito antes do prazo, reforçando nossos três valores fundamentais: liderança, agilidade e inovação”, afirma o diretor presidente da Aperam South America e da BioEnergia, Frederico Ayres Lima.

Para atingir a neutralidade de carbono, a Aperam South America iniciou o cultivo de milhares de hectares de florestas renováveis de eucalipto pela Aperam BioEnergia e a preservação de florestas nativas no Vale do Jequitinhonha e na reserva Oikós, em Timóteo. As florestas são verdadeiros estoques de carbono, removendo-o da atmosfera diariamente e estocando-o nas árvores e no solo, onde as folhas se degradam. A partir da tecnologia pioneira de melhoramento florestal da Aperam BioEnergia, foram desenvolvidas mudas mais resistentes que, associadas a avançadas técnicas de manejo, ampliam a densidade florestal, aumentando a absorção de gases de efeito estufa.

A Aperam conseguiu acelerar a redução da emissão de gases nos processos produtivos graças à transição energética do coque para o carvão vegetal. A empresa concluiu a conversão de seus alto-fornos há mais de dez anos, em 2011, e começou a produzir 100% do aço a partir de carvão vegetal. Esse biocombustível dá origem ao Aço Verde Aperam e vem das florestas plantadas de eucalipto cultivadas pela Aperam BioEnergia, no Vale do Jequitinhonha. As emissões de gases também foram reduzidas com o investimento contínuo em inovação, que possibilitou o desenvolvimento de tecnologias como o Queimador de Gases, sem similar no mundo, que reduz consideravelmente a emissão de fumaça durante a produção do carvão vegetal. Para o governador Romeu Zema, com a certificação do carbono neutro a Aperam South America mostrou, na prática, que tem uma atuação comprometida com a sustentabilidade. “A Aperam largou na frente e cumpriu seu dever de casa. O que a companhia já fez com a conquista do carbono neutro é o que todas as empresas ainda terão que fazer. Sabemos que o país que quer ter algum lugar no mundo tem que mostrar que sua operação é verde”.

No que se refere aos investimentos de R$ 588 milhões, a maior parte será destinada à atualização de todo o processo de Laminação de Tiras a Quente (LTQ) da usina de Timóteo, o que permitirá à Aperam ampliar, a partir de 2024, a gama de produtos, com a oferta de aços especiais de maior complexidade e resistência, como o Endur, primeiro aço inoxidável de alta resistência à corrosão no mundo, lançado pela Aperam em 2019. “Otimizar o nosso processo de produção, tornando-o ainda mais inovador e eficiente, comprova o quanto acreditamos em Minas, no Brasil e no aperfeiçoamento da cadeia industrial brasileira. Um investimento como esse eleva a níveis mundiais o padrão de sofisticação tecnológica da nossa indústria”, diz Lima.

A modernização da LQ, que contempla a aquisição de uma nova cadeira para o Steckel - equipamento que realiza a transformação mecânica e metalúrgica através da laminação de placas. A modernização prevê ainda atualização tecnológica de toda a parte elétrica e de automação envolvida no processo, garantindo capacidade de atendimento às crescentes exigências do mercado. “A partir da oferta desses novos produtos, a Aperam South America irá fortalecer sua presença no mercado, ao mesmo tempo em que amplia a competitividade e a capacidade de entregar soluções ainda mais inovadoras em aço inox”, destaca o CEO.

Os investimentos na operação da Aperam BioEnergia têm como objetivo manter a produção sustentável de carvão vegetal, mudas e sementes desenvolvidos com avançada tecnologia de melhoramento genético florestal. O aporte representa a segunda etapa de uma série de investimentos que a companhia vem fazendo em Minas. Em 2021, ainda em um cenário de pandemia, a Aperam investiu outros R$ 243 milhões na atualização das linhas de aço inoxidável e aços elétricos. Com isso, já são R$ 831 milhões aprovados e investidos no Estado em 2021 e 2022. A ampliação da diversidade produtiva da usina, no primeiro momento, vai abastecer o mercado doméstico e, em longo prazo, o internacional.

Brasil Mineral - SP   27/05/2022

Entre os países asiáticos, a China produziu 92,8 milhões de toneladas em abril de 2021, um decréscimo de 5,2% em relação a abril de 2021.

A worldsteel divulgou que a produção de aço bruto atingiu 162,7 milhões de toneladas em abril de 2022, uma queda de 5,1% sobre o mesmo mês do ano passado. A Ásia e Oceania produziram 121,4 milhões de toneladas em abril, um recuo de 4% na comparação com abril de 2021. Entre os países asiáticos, a China produziu 92,8 milhões de toneladas em abril de 2021, um decréscimo de 5,2% em relação a abril de 2021, enquanto a Índia registrou 10,1 milhões de toneladas no mês, 6,2% a mais que em abril de 2021. As produções de Japão e Coreia do Sul caíram 4,4% e 4,1% respectivamente, com volumes de 7,5 e 5,5 milhões de toneladas de aço bruto em abril de 2021.

A produção africana (Egito, Líbia e África do Sul) totalizou 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em abril, 5,4% abaixo em relação ao mesmo mês do último ano. Os países da Comunidade Europeia produziram 12,3 milhões de toneladas no mês, 5,4% inferior na comparação com abril de 2021, com destaque para a Alemanha, que produziu 3,3 milhões de toneladas, mas a produção registrou queda de 1,1% no mês.

A Comunidade dos Países Independentes da ex-URSS produziram 7,3 milhões de toneladas e despencou 18,4% na comparação com abril do ano passado. A Rússia tem uma produção praticamente estável e estimada de 6,4 milhões de toneladas. Outros países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia, Reino Unido produziram 4,2 milhões de toneladas em abril, um aumento de 0,5% sobre abril de 2021. O Oriente Médio (Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) produziu 3,3 milhões de toneladas, uma queda de 14,5% na comparação com abril do último ano. O destaque ficou com o Irã, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas e 20,7% a menos de volume produzido no mês.

A região da América do Norte produziu 9,4 milhões de toneladas de aço bruto em abril, um recuo de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2021. Do total, os Estados Unidos responderam por 6,9 milhões de toneladas, mas um decréscimo de 3,9% sobre abril de 2021. A América do Sul produziu 3,6 milhões de toneladas de aço bruto em abril de 2022, um déficit de 4,8% na comparação com o mesmo mês do último ano. Em abril, o Brasil produziu 2,9 milhões de toneladas de aço bruto, mas registrou volume 4% inferior quando comparado a abril de 2021. No primeiro quadrimestre de 2022, a produção mundial somou 619,1 milhões de toneladas de aço bruto, 7,1% a menos na comparação com o mesmo período de 2021.

ECONOMIA

Infomoney - SP   27/05/2022

Em meio à política de Covid-zero, as expectativas de desaceleração da economia chinesa ganham ares cada vez mais oficiais.

Na madrugada desta quinta-feira (26), Li Keqiang, primeiro-ministro da China, afirmou que, em alguns pontos, a economia do país está pior do que em 2020, no início da pandemia. As declarações foram vistas como sinal de que o país não deve alcançar a meta de crescimento de 5,5% do PIB neste ano.

Keqiang também apontou maiores esforços para a recuperação economia do gigante asiático neste cenário de atividade mais fraca. “Devemos nos esforçar para assegurar um crescimento econômico razoável no segundo trimestre, reduzir a taxa de desemprego o mais rápido possível e manter as operações econômicas dentro de uma faixa razoável”, disse o premiê segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Por sinal, nos últimos dias, grandes bancos têm reduzido as suas estimativas para o crescimento econômico, prevendo queda na atividade no segundo trimestre na comparação com os primeiros três meses do ano e cortando drasticamente as projeções de crescimento para 2022 como um todo.

Apenas nesta semana, UBS, JPMorgan e Morgan Stanley cortaram as projeções para a economia chinesa, com as projeções mais pessimistas apontando alta de “apenas” 3%, bastante distantes da meta oficial estatal. Nas semanas anteriores, casas como o Goldman Sachs e o Citigroup já haviam reduzido as expectativas por conta da política de Covid zero no país.

O UBS cortou a sua projeção para o crescimento do PIB em 2022 de 4,3% para 3% apontando que, embora seja esperado que a atividade tenha recuperação no segundo semestre deste ano, uma vez que o governo ajuste suas restrições e as interrupções nos segmentos de transporte e cadeia de suprimento diminuam, a flexibilização não deve ser tão rápida quanto em 2020, dada a natureza da variante ômicron.

“As restrições persistentes e a falta de clareza sobre a estratégia de saída da atual política de covid provavelmente diminuirão a confiança das empresas e do consumidor e impedirão a liberação da demanda reprimida”, apontaram os economistas. Também houve menção de como as restrições de covid prejudicaram a economia em abril. Eles destacam que o progresso para a melhora do transporte e da logística tem sido lento. O crescimento deve cai para 1,4% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, apontaram. Já na comparação com os três primeiros meses do ano, a projeção é de uma queda anualizada de 8%.

O Morgan Stanley revisou sua projeção para o PIB do segundo trimestre de queda de 3% frente o primeiro trimestre e alta de 0,5% na comparação anual. Para 2022 como um todo, a revisão passou de avanço de 4,2% para 3,2%.

Os analistas Robin Xing, Jenny Zheng, Zhipeng Cai, Helen Lai, que assinam o relatório do Morgan, citam as falas de Li Keqiang na sequência de outros formuladores de políticas que pressionam por políticas de estímulo. Para o banco americano, apontando que o pior do impacto do bloqueio provavelmente ficou para trás, com o aumento contínuo do afrouxamento e estímulos do governo.

Contudo, as revisões do PIB anual para baixo ocorrem em meio à percepção de recuperação ainda lenta da cadeia de suprimentos em maio. Para os economistas da instituição, após uma queda de crescimento maior do que o esperado em abril, a recuperação em maio continua aquém das expectativas.

“Apesar de menos cidades com restrições de mobilidade (abaixo do pico de 45 em abril para 29 agora), o crescimento do frete de caminhões de carga – um indicador chave para a indicar a retomada aos trilhos da cadeia de suprimentos – apenas reduziu marginalmente o declínio para 19% na comparação anual neste mês (versus queda de 26% em abril) em todo o país, com o crescimento em Xangai movendo-se lateralmente”, avaliam.

Eles ainda destacam que grandes fabricantes de automóveis com operações nos arredores de Xangai, que foram incentivadas a retomar a produção a partir de meados de abril, atingiram apenas 60% de capacidade de utilização.

“Tendo em vista uma recuperação desafiadora com o deslocamento das cadeias de suprimentos e à piora da confiança e dos balanços entre famílias e empresas, continuamos acreditando que o caminho de recuperação provavelmente será superficial e acidentado nos próximos meses”, avaliam, o que motivas as revisões para baixo.

Antes disso, o JPMorgan já havia cortado a sua previsão de crescimento anual da China de 4,3% para 3,7%, avaliando também o impacto da contração profunda no segundo trimestre para o restante do ano em meio às restrições de covid.

“Dada a alta taxa de transmissão da ômicron e a baixa eficácia das vacinas na redução de infecções, a China precisará seguir  com as restrições severas, a menos que tolere a imunidade de rebanho ou introduza vacinas mais eficazes”, apontaram os economistas. A China provavelmente “continuará enfrentando um dilema” de escolher entre o Covid Zero e a disseminação da ômicron, apontaram.
Brasil: entre incertezas de crescimento e esperança com recuperação

Se a China vê as suas projeções para a atividade serem revisadas fortemente para baixo, também é de se esperar que haja um impacto também em outras economias, como a do Brasil, que guarda fortes relações comerciais com o gigante asiático.

Na sequência da revisão dos números da China para baixo, o UBS BB destacou os possíveis impactos para a economia doméstica. Vale ressaltar que, nas últimas semanas, diversas casas de análise revisaram o PIB para 2022 do Brasil para cima, na sequência de dados positivos da atividade principalmente no primeiro trimestre, enquanto a expectativa é de uma desaceleração na segunda metade do ano.

Os economistas do UBS elevaram especificamente as estimativas para o crescimento do PIB brasileiro do primeiro trimestre de 2022 (1T22) de 0,5% para 1% no trimestre. Eles projetam desaceleração no segundo semestre, mas apontam que os dados podem ficar mais voláteis, elevando as incertezas quanto as projeções. Foi reduzida a projeção de crescimento no segundo trimestre de alta de 0,2% para avanço de 0,1% na comparação trimestral.

Enquanto isso, para o terceiro trimestre, houve um corte de projeção de queda de 0,15% para baixa de 1,3%. “Nossas revisões são quase inteiramente baseadas no desempenho esperado na China no segundo trimestre e a influência cumulativa das altas taxas de juros locais no PIB”, apontam. Por fim, para o quarto trimestre, projetam uma recuperação parcial de 1% no trimestre.

“Apesar de um primeiro trimestre potencialmente melhor, o risco de contração abrupta no curto prazo está nos levando a manter a média de crescimento do PIB de 2022 em 1,1%. Se não fosse o risco do terceiro trimestre, poderíamos ter aumentado nossa estimativa de crescimento anual para cerca de 1,5-1,6%”, apontam os economistas.

Eles ainda esperam um crescimento do PIB brasileiro em 1,5% em 2023. O banco avalia que o crescimento global pode diminuir o ímpeto nos próximos trimestres, mas há fatores domésticos, como políticos, que contribuem para a incerteza, como o pós-eleição.

“Não esperamos mudanças significativas nas principais macropolíticas, incluindo a independência do BC (Banco Central) e algum compromisso de manter a relação dívida pública/PIB sob controle. Ainda assim, os detalhes são importantes, incluindo o futuro gabinete [presidencial] e suas diretrizes políticas, o que significa que provavelmente teremos mais
certeza econômica e confiança de previsão apenas no final do 4T22 ou 1T23 ”, afirma o banco.

Enquanto as projeções de muitas casas se mostraram mais incertas com a China, o Bradesco BBI apontou, com o seu olhar voltado para o mercado de ações, que há um forte espaço para recuperação da demanda (e preço) por aço no segundo semestre na China em meio à flexibilização das medidas de restrição mais à frente.

“Nossa análise para a demanda de aço chinesa aponta para um crescimento de 10 a 15% no segundo semestre na demanda por aço e os principais fatores devem ser infraestrutura (+14% no semestre), manufatura (+17%), automotivo (+45%) e imobiliário (+2%)”, avaliam os analistas do BBI.

Ao mesmo tempo, a produção de aço chinesa deve crescer apenas ao redor de 1% no período, pois já vem se recuperando desde março e com o governo chinês mais uma vez visando um crescimento de produção zero ano a ano.

Nesse ambiente, os analistas do BBI projetam que os preços do aço deveriam ter melhor desempenho em relação aos do minério de ferro – projetamos preços das chapas para exportação chinesa em média de US$ 790 a tonelada (contra preço atual de US$ 740) e minério de ferro na casa de US$ 140 a tonelada (contra níveis atuais de US$ 133).

“Após a recente queda nas cotações, acreditamos que as ações da siderúrgicas e das mineradoras estejam prontas para uma recuperação, impulsionadas pela melhora gradual do sentimento em relação à China [no segundo semestre] e preços mais altos de metais no curto prazo. Calculamos que os preços da ações atualmente sugerem uma queda adicional entre 30 e 35% nos preços dos metais já em 2022”, avaliam.

Para o banco, embora seja improvável que as restrições relacionadas ao Covid-19 se dissipem totalmente no curto prazo, o governo chinês deverá adotar uma abordagem mais pragmática para fornecer um crescimento razoável do PIB em 2022. Ou seja, mais de 4%, avaliam, enquanto as projeções de economistas rondam abaixo deste patamar.

“De fato, os índices de transmissão do vírus continuam melhorando na China (em meados de abril, aproximadamente, 50% do PIB da China estava sob severas restrições, contra algo em torno de 20% atualmente), enquanto testes em massa e lockdowns mais direcionados e mais curtos já estão sendo implementados. Além disso, uma onda de medidas de estímulo está se formando e esperamos que infraestrutura, habitação e produção industrial se recuperem no segundo semestre do ano”, destaca o BBI, em tom mais otimista do que as outras casas.

Nesse ambiente, e considerando os níveis de valuation atuais, o BBI espera que as ações das siderúrgicas tenham desempenho melhor – especialmente Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) frente as mineradoras.
EUA ainda começarão a sentir os efeitos das medidas

Já com relação aos EUA, o Bank of America abordou em relatório os possíveis efeitos das medidas adotadas pela China, algumas com um retardamento maior para a economia, ainda que o gigante asiático esteja em uma fase de maior flexibilização.

“O impacto dos bloqueios chineses na economia dos EUA será sentido principalmente nos dados de comércio e inflação.
A partir de maio, esperamos uma breve pressão de alta sobre os preços dos bens, o que pode desacelerar a queda do núcleo da inflação na comparação anual”, apontam os estrategistas do banco americano.

Pelo lado das “boas notícias”, o banco aponta que a China é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo depois dos EUA. Portanto, um lado positivo é que a desaceleração na China parece ter limitado a alta dos preços do petróleo, ainda que os principais contratos estejam negociando acima de US$ 100 o barril.

A outra notícia encorajadora para os EUA, na visão do banco, é que o país não depende da demanda dos consumidores e empresas chinesas. Tanto as exportações dos EUA para a China quanto a exposição dos EUA à demanda final representam menos de 1% do PIB.

Já do lado das más notícias, os estrategistas apontam que os EUA sentirão o efeito dos bloqueios chineses principalmente por meio de interrupções na cadeia de suprimentos e o impacto resultante na inflação. A ata da última reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), por sinal, destaca os lockdowns na China como uma fonte de preocupação.

O Índice de Pressão da Cadeia de Suprimentos Global (GSCPI) do Fed de Nova York subiu novamente em abril, depois de cair acentuadamente nos três meses anteriores. De forma significativa, o maior contribuinte para o aumento do índice foi o “tempo de entrega”, ou seja, o tempo necessário para adquirir insumos, do PMI industrial chinês. A terceira maior contribuição veio dos custos de frete aéreo de saída da Ásia, que provavelmente também estão sendo impulsionados pelos bloqueios na China. Muitos componentes relacionados a outros países, incluindo os EUA, mostraram pouca mudança ou melhora modesta.

O banco também aponta que a China é um importante parceiro comercial da Coreia do Sul. Os dados do país de abril mostraram uma fraqueza significativa no comércio com a China, enquanto o comércio com o resto do mundo se manteve em tendência de melhora.

Avaliando que os efeitos maiores dos bloqueios devam ser sentidos nos próximos dados, de maio, o BofA ainda observa que o fluxo de dados poderia parecer contraintuitivo à primeira vista. “A escassez de mercadorias que chegam da China pode reduzir o congestionamento portuário e as taxas de embarque, dando a impressão de que as interrupções na cadeia de suprimentos estão diminuindo. No entanto, a escassez deve elevar os preços ao consumidor”, reforçam.

Assim, a expectativa é de que os preços de bens subam, mas não esperam uma explosão por um longo período de tempo, também de olho na normalização gradual da atividade em algumas regiões chinesas.

Com relação à política monetária, os lockdowns na China foram vistos como mais uma dor de cabeça para o Fed em sua luta contra a inflação.

Contudo, os estrategistas acham que não deve haver um impacto forte sobre a trajetória da política monetária no momento. Isso porque, apontam, o Fed está essencialmente no ‘piloto automático’ para as próximas duas reuniões, tendo sinalizado claramente um aumento de 50 pontos-base.

“O próximo grande ponto de decisão é setembro, quando o Fed terá que decidir entre mais uma alta na mesma magnitude e uma redução para uma trajetória de alta de 25 pontos-base por reunião. Até então, qualquer impacto sustentado dos bloqueios da China na inflação dos EUA deve estar claro”, avaliam.

O Estado de S.Paulo - SP   27/05/2022

Recente trabalho dos pesquisadores Gerard DiPippo, Ilaria Mazzoco e Scott Kennedy para o “Center for Strategic & International Studies” (CSIS, think-tank americano cujo tema central é a segurança nacional) mostra que a China é, de fato, a grande campeã global dos gastos com política industrial.

O estudo não se propõe a julgar os efeitos da política industrial ou tomar parte no eterno debate se vale a pena ou não o Estado interferir nas atividades do setor privado e utilizar dinheiro público para estimular esses ou aqueles setores.

A proposta é de efetivamente medir e comparar o quanto gasta em política industrial um grupo de países com tradição nesse tipo de despesa (China, Brasil, França, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos).

O Brasil aparece como o que menos gasta, mas com porcentuais do PIB não muito distantes daqueles dos Estados Unidos, Alemanha e Taiwan.

A tarefa é menos trivial do que possa parecer. Como explicam os autores, a começar pela definição do que seja “política industrial”, há muitas dificuldades em quantificar esse tipo de intervenção do Estado na economia. Os dados são difíceis de obter, e há muitas inconsistências entre diferentes países na forma como essas informações são reportadas.

E há também elementos de política industrial que são difíceis de quantificar (e que o estudo conservadoramente excluiu da conta), como compras governamentais e barreiras de importação. Os autores também alertam que o trabalho pode subestimar medidas de política industrial para as quais os dados sejam indisponíveis ou incompletos.

Feitos esses alertas, e tomando o ano de 2019 com base de comparação, os autores estimam que a China gastou 1,73% do PIB em política industrial.

A comparação com outros países leva em conta um conjunto específico de iniciativas de política industrial: fundos de investimento estatais, crédito subsidiado, apoio do governo a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), incentivos tributários a P&D, outros tipos de incentivos tributários e subsídios diretos.

Quando se contabilizam apenas essas modalidades de política industrial, o total gasto pela China cai para 1,48% do PIB, sendo a diferença por conta de “fatores específicos da China”. Dessa forma, a comparação com os outros países, em que somente esse grupo de modalidades entra na conta, fica mais justa.

A comparação mostra que a China está disparadamente na frente em termos de política industrial. Em 2019, a Coreia do Sul gastou 0,67% do PIB; a França, 0,55%; a Alemanha, 0,41%; Taiwan, 0,41%; Estados Unidos, 0,39%; e Brasil, 0,33% do PIB.

O estudo aponta ainda que as principais diferenças da China em relação aos outros países estão em três práticas de política industrial.

A primeira é o crédito subsidiado, item no qual a China gastou 0,52% do PIB em 2019, comparado a 0,07% no Brasil, 0,04% na França, 0,13% na Alemanha, 0,22% no Japão, 0,12% na Coreia, 0,01% em Taiwan e 0% do PIB nos Estados Unidos.

O segundo item são os subsídios diretos, nos quais a China despendeu 0,38% do PIB em 2019, comparado a 0,07% no Brasil, 0,01% na França, 0,05% na Alemanha, 0,1% no Japão, 0,05% na Coreia, 0% em Taiwan e 0,01% do PIB nos Estados Unidos.

Finalmente, há a categoria de “outros incentivos tributários”, em que a China também está à frente, com despesas de 0,38% do PIB em 2019. O Brasil gasta 0,13% do PIB; a França, 0,02%; a Alemanha, 0,12%; o Japão, 0%; a Coreia, 0,16%; Taiwan, 0,07%; e Estados Unidos, 0,11% do PIB.

Os autores do estudo observam que a China intensificou suas políticas industriais verticais – no Brasil, chamadas de “setoriais”, quando o governo escolhe setores ou empresas específicas para dar o seu apoio – num estágio de desenvolvimento econômico durante o qual outros países asiáticos, como Coreia, Taiwan e Japão, desaceleraram essas práticas para dar lugar a reformas horizontais, isto é, que atingem toda a economia.

Três dessas “escolhas” do governo chinês, cujos casos são detalhados no estudo, são toda a cadeia do alumínio, os semicondutores e o veículos elétricos.

Investing - SP   27/05/2022

Em dia de apetite ao risco no exterior, o dólar tombou no mercado doméstico de câmbio, rompeu o piso de R$ 4,80 e fechou no menor valor desde 20 de abril. A moeda norte-americana apanhou de seus pares fortes, em especial o euro, e da maioria das divisas emergentes, enquanto as bolsas em Nova York exibiram altas firmes e o Ibovespa correu até a linha 112 mil pontos nas máximas.

A segunda leitura do PIB americano no primeiro trimestre reforçou a expectativa de que o Federal Reserve será cauteloso no processo de aperto monetário. Na quarta, o BC norte-americano acenou em sua ata com duas altas seguidas da taxa básica em 50 pontos-base nas suas próximas reuniões e afirmou que levará o juro para o patamar neutro rapidamente. O PIB dos EUA caiu 1,5% em termos anualizados no primeiro trimestre, mais intensa queda do que a da primeira leitura (-1,4%) e das expectativas dos analistas (-1,3%).

Foi a senha para que investidores saíssem a compras e promovessem um rearranjo de portfólio, aproveitando oportunidades abertas pelo tombo recentes dos ativos de risco. Uma desaceleração da economia americana já está na conta, mas parecem diminuir os temores de uma recessão nos EUA induzida por forte aperto das condições financeiras e combinada com inflação ainda em níveis elevados, a chamada "estagflação". As cotações do petróleo subiram mais de 3% no mercado internacional.

Segundo o economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho, a contração real do PIB americano no primeiro trimestre "tira pressão de um aperto monetário mais agressivo" pelo Fed, embora haja expectativa de crescimento forte no segundo trimestre nos Estados Unidos. "Isso traz um viés de queda para o dólar. Esse movimento do dólar abaixo de R$ 4,80 depende, porém, da confirmação dessa desaceleração americana", diz Velho, chamando a atenção para a divulgação, na sexta-feira, do índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), dos gastos com consumo e da renda pessoal em abril.

Por aqui, dados fortes da arrecadação federal em abril e a aprovação do projeto do teto do ICMS sobre combustíveis e energia em 17% pela Câmara dos Deputados foram bem vistos e contribuíram, ainda que em menor escala, para a apreciação do real. A arrecadação federal somou R$ 195,085 bilhões em abril, alta real de 10,94% na comparação anual e de 17,60% ante março. Números correntes positivos trazem alívio na percepção de risco fiscal no curto prazo, embora haja dúvidas sobre a trajetória de gastos públicos, incluindo impacto do projeto do ICMS, que prevê compensação aos Estados por perdas de arrecadação.

Tirando uma alta pontual nas primeiras horas de negociação, o dólar trabalhou em baixa ao longo do dia e furou o piso de R$ 4,80 ainda pela manhã. A moeda aprofundou a queda à tarde e registrou mínima a R$ 4,7514. No fim do dia, o dólar recuava 1,23%, a R$ 4,7614 - no menor valor de fechamento desde 20 de abril (R$ 4,6204). Operadores notaram redução de posições defensivas no mercado futuro, cujo giro foi mais comedido nesta quinta, na casa de US$ 13 bilhões.

No exterior, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a seis divisa fortes - operou em queda de cerca de 0,20% ao longo da sessão e fez mínima aos 101,768 pontos. Quando o mercado local fechou, era cotado aos 101,789 pontos, baixa de 0,26%. Considerando os pares do real, o dólar caia 0,24% ante o peso mexicano e 1,07% na comparação com o peso chileno. Destaque negativo para o rublo russo, com perdas superiores a 8% ante a moeda americana, após o BC da Rússia cortar a taxa de juros de 14% para 11%.

"O mercado mostra um maior apetite ao risco e o dólar aqui seguiu o comportamento global da moeda americana com esses dados mais fracos economia dos EUA. O real também ganha pela alta dos preços das commodities", afirma Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, acrescentando que a aprovação do projeto do teto do ICMS ajuda ao trazer uma "sinalização positiva" para a trajetória da inflação. Apesar do tombo recente do dólar, Quartaroli alerta para o aumento da volatilidade à medida que as eleições presidenciais fiquem mais próximas e prevê taxa de câmbio acima de R$ 5,10 no fim do ano.

Velho, da JF Trust, nota que houve três dias consecutivos de ingressos de recursos externos para a Bolsa doméstica, somando quase R$ 2,5 bilhões, refletindo provável busca de investidores por ações a "preços descontados". Dados da B3 (SA:B3SA3) mostram que o estrangeiros aportaram R$ 1,066 bilhão na B3 na sessão de quarta-feira. No acumulado do mês, o saldo negativo do capital externo, que chegou a superar R$ 12 bilhões, agora é de R$ 10,470 bilhões.

O analista de câmbio da corretora Ourominas, Elson Gusmão, observa que a diminuição do receio de uma alta mais aguda dos juros nos EUA "aumenta a atratividade das operações de carry trade" (que exploram diferencial de juros internos e externos), o que pode contribuir para nova rodada de apreciação do real. "Por enquanto vemos uma resistência do dólar em R$ 4,75", diz.

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   27/05/2022

Os futuros de minério de ferro mais negociados na bolsa de commodities de Dalian para entrega em setembro chegaram a cair 4,1%.

Os contratos futuros de minério de ferro na China atingiram a mínima de uma semana nesta quinta-feira (26/05), à medida que a demanda permanecia fraca, enquanto os investidores se preocupavam com indícios de que a segunda maior economia do mundo está se contraindo no segundo trimestre em meio ao caos alimentado pela Covid-19.

A China está enfrentando dificuldades econômicas maiores do que em 2020, com alguns indicadores começando a enfraquecer acentuadamente desde março, disse o primeiro-ministro Li Keqiang em uma reunião nacional na quarta-feira, acrescentando que o país deve se esforçar para alcançar um crescimento razoável no segundo trimestre.

“Como os lucros das siderúrgicas estão relativamente baixos, e com expectativas de controles anuais de produção, há espaço limitado para um aumento adicional da produção de ferro fundido”, escreveram analistas da GF Futures em nota.

Os futuros de minério de ferro mais negociados na bolsa de commodities de Dalian para entrega em setembro chegaram a cair 4,1% na quinta-feira, para 806 yuans (US$ 119,99) por tonelada, o menor nível desde 19 de maio. Os contratos fecharam em queda de 0,8%, a 834 yuans.

Os preços do carvão metalúrgico de Dalian caíram 0,7%, para 2.473 yuans por tonelada, e os futuros de coque caíram 0,2%, para 3.256 yuans por tonelada.

AUTOMOTIVO

Yahoo News - SP   27/05/2022

A montadora Caoa Chery oficializou a demissão de 446 funcionários da fábrica de Jacareí (80 km de SP), depois de não chegar a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de São José dos Campos e Região. Os profissionais estão sendo informados do desligamento por meio de telegramas.

As correspondências sobre as rescisões dos contratos começaram a chegar nesta quarta-feira (25), segundo representantes dos metalúrgicos. O sindicato diz ter contabilizado 580 telegramas. O fechamento da unidade de Jacareí, a primeira da Chery fora da China, foi anunciado no início de maio.

A montadora afirma ter optado pelo telegrama para evitar gerar insegurança no local, pois um grupo de sindicalistas estaria bloqueando o acesso ao portão da fábrica. Além disso, os funcionários não estão mais frequentando a unidade desde que entraram em licença remunerada, há dois meses.

Na manhã desta quinta-feira (26), um grupo formado por cerca de 200 metalúrgicos de Jacareí e Caçapava (130 km de SP) se reuniu no vão-livre do Masp, região central da capital paulista, para um protesto.

As demissões já haviam sido anunciadas no início de maio, depois que a fábrica encerrou as atividades da unidade para iniciar um processo de remodelação da planta fabril para produção de carros elétricos. Desde então, montadora e sindicato tentavam chegar a um acordo em relação aos desligamentos.

Os metalúrgicos querem que a empresa aceite o lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) já aprovado em assembleia que havia sido aprovado em assembleia, após reunião de negociação com a fábrica. A empresa disse que não pode aderir ao lay-off, pois o processo de restruturação do estabelecimento e do maquinário da fábrica deve levar mais de dois anos para ser concluído.

O comunicado ainda destaca que a suspensão temporária dos trabalhos --admitida na legislação brasileira- destina-se às hipóteses de suspensões das atividades com rápida retomada da produção e do trabalho, o que não seria o caso. "As dispensas de empregados são certas, porque não terão nenhuma função por todos os meses de paralisação da atividade naquela fábrica", segue a nota.

AUDIÊNCIAS NO MPT NÃO TIVERAM RESULTADO

Representantes da empresa e do sindicato participaram de duas audiências mediadas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), mas as partes não chegaram a um acordo. O MPT chegou a propor à Caoa Chery o pagamento de até 20 salários como indenização individual para reduzir o impacto social provocado pelas demissões.

A promotora que mediou o encontrou também sugeriu a manutenção dos planos de saúde e odontológico, e do vale-refeição por período não inferior a 18 meses (um ano e meio), além do compromisso de que, ao reabrir a unidade, a empresa priorize a contratação dos trabalhadores desligados.

No entanto, a Caoa Chery manteve a proposta inicial apresentada à entidade sindical de indenização de até 15 salários para empregados com mais de cinco anos de registro, além das verbas rescisórias pelo encerramento dos contratos. O limite salarial para o cálculo é de R$ 5.000.

Na terça-feira (24), um grupo de cerca de 200 trabalhadores promoveu um protesto de uma hora e meia na fábrica contra a proposta apresentada pela empresa. A montadora considerou o episódio como lamentável e disse que foram registrados danos, apesar de não especificar quais tipos de danos.

Funcionários protestaram dentro da fábrica da Caoa Chery, em Jacareí, contra as mais de 400 demissões; a empresa fechará as portas Roosevelt SINDICATO VAI PROTOCOLAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O sindicato informou que vai protocolar nesta quinta-feira (26) uma ação civil pública na Justiça do Trabalho em Jacareí, pedindo o cancelamento das demissões. A categoria considera os cortes arbitrários.

Weller Gonçalves, presidente da entidade, avaliou o envio dos telegramas como inaceitável. Em um comunicado, ele disse que cobrará medidas do poder público para impedir as demissões.

"Os trabalhadores já demonstraram, em todas as manifestações, que estão dispostos a lutar até o fim para a preservação de seus empregos". Ele ainda afirmou que a entidade tomará as medidas cabíveis contra essas demissões.

Inaugurada em 2014, a fábrica da Chery em Jacareí foi a primeira da montadora fora da China e produz os veículos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. A empresa tem outra fábrica, em Anápolis (GO), onde são montados modelos da Hyundai e Chery. A compra de 50,7% da Chery pela Caoa foi feita em 2017, por US$ 2 bilhões na época (cerca de R$ 10,06 bilhões na cotação atual).

Segundo a montadora, a produção será intensificada em Anápolis. A intenção da empresa é produzir carros híbridos e elétricos. O fechamento em Jacareí seria temporário, até dezembro de 2023. Ao sindicato, porém, a Caoa Chery afirma que o calendário de alterações pode se estender até 2025, e não há garantias de recontratação.

O fechamento da unidade se soma à crise no setor automotivo, que começou com o fim das atividades da Ford, em São Bernardo do Campo (ABC), em 2019, encerrando uma era de produção no Brasil.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O Estado de S.Paulo - SP   27/05/2022

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou inflação de 1,49% em maio deste ano. A taxa é maior do que a observada em abril (0,87%) e menor do que a de maio do ano passado, quando o índice registrou taxa de 1,80%.

Os dados foram divulgados hoje (26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o INCC-M acumula taxas de inflação de 4,27% no ano e 11,20% em 12 meses.

A taxa do subíndice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 1,24% em abril para 1,55% em maio. Já o subíndice referente à mão de obra subiu de 0,46% e, abril para 1,43% em maio.

Infomoney - SP   27/05/2022

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou nesta quarta, 25, que prepara um pacote de medidas para melhorar as condições do programa Casa Verde e Amarela (CVA). A pasta anunciou acréscimo de 12,5% a 21,4% no subsídio médio a partir de junho, com validade até 31 de dezembro. O ajuste vai depender da renda familiar, da região e da população do município.

Muitas incorporadoras desistiram de lançar projetos voltados ao programa (substituto do Minha Casa Minha Vida) por causa da disparada dos custos de construção, o que significa um baque para o setor da construção e para a economia – uma perda sensível em ano eleitoral.

Em nota, o ministério informou que, além dos subsídios imediatos, estuda ajustes nas condições de financiamento. É o caso da ampliação do limite de renda das famílias do grupo 2 dos atuais R$ 4 mil para R$ 4,4 mil, e do grupo 3, de R$ 7 mil para R$ 7,7 mil.

As medidas permitiriam o enquadramento de mais pessoas no programa. A pasta informou que também avalia estabelecer carência de seis meses para o início do pagamento, além de ampliar o prazo de 30 para 35 anos.

O MDR esclareceu que não será necessário aval do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que é a fonte de recursos do programa habitacional. A pasta informou que tem competência para regulamentar as aplicações dos recursos.

Conforme mostrou reportagem do Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na semana passada, as contratações de projetos do Casa Verde e Amarela caíram pela metade nos primeiros quatro meses do ano. Foram contratadas 68,8 mil unidades entre janeiro e abril, 51% menos do que as 140,5 mil do mesmo período de 2021.

IstoÉ Online - SP   27/05/2022

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança chegaram a R$ 11,4 bilhões em abril deste ano, 23% a menos que no mês de março, e 31,6% a menos que no mesmo mês de 2021. Os dados constam do balanço da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Nos primeiros quatro meses do ano, os financiamentos somaram R$ 52,62 bilhões, montante 12,2% menor que no mesmo intervalo de 2021. Já nos 12 meses encerrados em abril, houve alta de 26,2% no total acumulado, para R$ 198,12 bilhões, ainda sob efeito positivo das concessões recordes feitas no ano passado.

Somente em abril, foram financiados 45,3 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, 28,7% a menos que em março, ainda de acordo com a Abecip. O número representou ainda uma queda de 35,3% em relação a abril de 2021.

Nos quatro primeiros meses deste ano, foram 221,4 mil imóveis financiados através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), valor 14,4% abaixo do mesmo período de 2021. No acumulado de 12 meses, o resultado foi 42,3% superior ao do período imediatamente anterior, com 829,1 mil imóveis.

A Caixa Econômica Federal (CEF) é a líder em financiamento, com R$ 27,2 bilhões acumulados entre janeiro e abril, juntando as modalidades de construção e aquisição. Em seguida vêm o Itaú, com R$ 12,1 bilhões, e o Bradesco, com R$ 6,4 bilhões.

Recursos

Os próprios recursos da poupança estão em baixa, embora em menor escala. Diante do atraso da divulgação do resultado da poupança em abril, com a greve dos servidores do Banco Central, a Abecip fez pesquisa que aponta que em abril, houve retirada líquida de R$ 7,35 bilhões da poupança. O saldo das cadernetas fechou abril em R$ 768,6 bilhões.

Segundo a entidade, é o resultado mais fraco para um mês de abril da série histórica do SBPE. A Abecip conclui que o número é efeito da situação macroeconômica mais desafiadora, com uma quantidade maior de poupadores recorrendo aos recursos da poupança para o dia a dia.

Ao mesmo tempo, a entidade aponta que a alta da Selic tem atraído os poupadores para investimentos mais atrativos – a remuneração da poupança é travada em 0,5% ao mês mais TR sempre que a Selic ultrapassa os 8,5% ao ano.

FERROVIÁRIO

Valor - SP   27/05/2022

A ferrovia já está com os projetos de engenharia e a licença ambiental prévia prontos

A Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, planeja iniciar as obras de expansão da Malha Norte até Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, ainda neste ano. A ferrovia já está com os projetos de engenharia e a licença ambiental prévia prontos, segundo o presidente, Beto Abreu.

“Estamos aguardando as licenças de instalação para iniciar a construção. Sou otimista, a expectativa é que isso aconteça nas próximas semanas”, disse ontem o executivo, durante o Cosan Day.

Hoje, a ferrovia operada pela Rumo chega até Rondonópolis, no sul do Mato Grosso. O projeto é construir uma extensão até Lucas do Rio Verde, com objetivo de capturar cargas ao norte.

O empreendimento terá uma modelagem regulatória inovadora: o contrato é com o governo do Estado (com duração de 45 anos, prorrogável por mais 45 anos) e o regime não é de concessão, mas de autorização - ou seja, sem participação pública. Serão construídos cerca de 700 km de vias, com investimentos que, em 2021, foram estimados entre R$ 9 bilhões e R$ 11 bilhões.

A ideia da Rumo é construir a ferrovia em etapas. O primeiro trecho será até Campo Verde, a 220 km de Rondonópolis. A empresa está negociando com parceiros a construção de um primeiro terminal no local.

A construção em fases será uma forma de preservar a flexibilidade financeira da Rumo, segundo o diretor financeiro, Rafael Bergman. A empresa, que vive um ciclo de fortes investimentos - não só no Mato Grosso como em outros projetos -, está preocupada com a pressão inflacionária e com seu nível de alavancagem, considerado alto.

“A empresa tomou a decisão de segurar investimentos, em um momento de taxas de juros pouco atrativas. Obviamente faremos isso sem desconsiderar obrigações de crescimento de capacidade. Vamos ser seletivos e fasear bem os investimentos”, disse.

A alavancagem da Rumo encerrou 2021 em 2,8 vezes da dívida líquida pelo Ebitda, patamar considerado elevado pelo executivo, tendo em vista o cenário de juros e a série de investimentos que a empresa deverá iniciar em breve. A meta neste ano é trazer o indicador a um patamar mais saudável, segundo ele.

Um fator que deverá melhorar os resultados é a perspectiva positiva para a safra de milho - que, em 2021, sofreu uma quebra, impactando o balanço da Rumo. “Estamos com um cenário construtivo para o segundo semestre. A produção [de milho] continua em nível saudável, apesar de uma pequena queda de produtividade em relação ao que estava planejado em dezembro, devido a falta de chuvas”, afirmou Pedro Palma, vice-presidente comercial. Um fator que deverá impulsionar a demanda brasileira é a guerra da Ucrânia, diz ele. “O nível de exportação do Brasil será saudável.”

Além disso, ele acredita que a precificação deverá melhorar a partir do próximo semestre, em virtude dos bons volumes, do cenário de aumento de preços do diesel e da inflação generalizada.

NAVAL

IstoÉ Dinheiro - SP   27/05/2022

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, reiterou nesta quinta-feira os planos do governo para a privatização do Porto de Santos (SP) e a realização da 7ª rodada de leilões de aeroportos em 2022, mesmo diante do calendário eleitoral do país.

A expectativa é de publicação do edital da licitação do Porto de Santos no quarto trimestre, com o leilão ocorrendo ainda neste ano, disse o ministro a jornalistas da mídia internacional.

Sampaio afirmou ainda que a 7ª rodada de aeroportos, que inclui os terminais de Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG) e Montes Claros (MG) deve acontecer até agosto.

Na semana passada, ele disse que o governo espera aprovação do Tribunal de Contas da União para o edital da sétima rodada até o final deste mês ou na primeira quinzena de junho.

Questionado nesta quinta-feira sobre a corrida presidencial de outubro, em meio a declarações contrárias à política de privatizações pelo candidato líder nas intenções de voto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Sampaio afirmou que não será possível ter os investimentos necessários para infraestrutura do país sem a participação do capital privado.

“Essa é uma demanda da sociedade”, disse ele.

Porto Gente - SP   27/05/2022

Chega como uma notícia alvissareira a nomeação do novo secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, o engenheiro e advogado Mário Povia. Sua trajetória à frente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq e como Diretor de Gestão Portuária da Companhia Docas do Rio de Janeiro – CDRJ traduz-se por soluções competentes e conciliação de interesses. Sua característica de algodão entre cristais será adequada para a complexa e urgente solução da reforma do Porto de Santos.

A comunidade portuária também precisa fazer a sua parte. É essencial haver uma evolução no principal porto do Brasil, como foi a inauguração do seu primeiro trecho de muralha de cais em 1892 e na sua reforma exitosa em 1996, que multiplicou a movimentação de mercadorias exponencialmente, com mudanças conceituais. Não há mais tempo a perder. Sucesso ao novo secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Mário Povia.

Investing - SP   27/05/2022

Está pronto para assinatura do presidente Jair Bolsonaro o decreto que vai retirar despesas portuárias da base de cálculo do Imposto de Importação, informaram duas fontes da equipe econômica, ressaltando que a medida deverá resultar em uma redução média de 10% nas tarifas de produtos comprados no exterior.

A iniciativa se somaria aos dois cortes nas alíquotas de importação implementados pelo governo nos últimos meses, que totalizaram uma redução de 20% no tributo cobrado sobre a maior parte dos itens comercializados.

A proposta, revelada pela Reuters em março, sofreu atraso na tramitação interna no governo, segundo uma das fontes, porque o Palácio do Planalto estava analisando eventual risco de reduzir o imposto em ano eleitoral.

Os membros do Ministério da Economia afirmaram que esse tema está pacificado porque o governo tem liberdade de alterar tributos regulatórios, como o Imposto de Importação, mesmo em ano de eleições. Segundo as fontes, o texto do decreto já passou por aprovação da área jurídica do Planalto e agora espera apenas o despacho do presidente.

A chamada capatazia é o serviço de movimentação de mercadorias dentro de áreas portuárias, como no caso de desembarque de contêineres de um navio. Esse gasto, que compõe a despesa de importação das empresas, atualmente faz parte da base de cálculo para incidência tributária.

O decreto fará com que a capatazia deixe de compor a base de cálculo para a cobrança pela Receita Federal. Desse modo, o tributo sobre os importados ao fim do processo aduaneiro será mais baixo.

A iniciativa é defendida por empresários. Estudo apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2020 apontava que o fim da incidência de impostos sobre a capatazia poderia adicionar até 134,5 bilhões de reais ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 20 anos, ampliando o fluxo de comércio e o investimento direto no país.
Isenção de IR a estrangeiros

De acordo com as fontes da pasta, que falaram sob condição de reserva, uma proposta que ainda está travada e sem previsão de lançamento é a isenção de Imposto de Renda (IR) nos ganhos de estrangeiros com investimentos em títulos privados.

A elaboração da medida também foi antecipada pela Reuters. O texto passa agora, segundo as fontes, pela discussão sobre risco de descumprimento da legislação em ano eleitoral. O Imposto de Renda não é um tributo regulatório e há questionamentos no governo sobre a adoção da medida.

Uma saída em discussão é incluir a iniciativa por meio de emenda a um projeto que já tramita no Congresso, prevendo validade apenas a partir de 2023.

Atualmente, investidores estrangeiros pagam imposto de 15% sobre ganhos de capital em títulos emitidos por empresas, mas estão isentos do imposto para investimentos no mercado de ações brasileiro e na dívida pública. Os brasileiros pagam de 15% a 22,5% de alíquota de imposto de renda sobre retornos de títulos privados, dependendo do prazo de resgate.

PETROLÍFERO

Valor - SP   27/05/2022

A União Europeia segue tentando obter unanimidade no bloqueio contra o petróleo russo. Para isso, porém, a Hungria precisa mudar sua postura mais resistente ao boicote.

O petróleo voltou a fechar em alta na sessão de hoje diante de um horizonte de oferta bastante apertada da commodity com a aproximação do verão no hemisfério norte. A União Europeia continua lutando para ter a Hungria no bloqueio contra o petróleo russo.

No fim da sessão, os preços dos contratos para agosto do Brent, a referência global, terminaram em alta de 2,74%, a US$ 114,17 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para julho do WTI, a referência americana, subiram 3,41%, a US$ 114,09 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Os contratos mais líquidos chegaram a inverter, com os preços do WTI superando os do Brent, mas depois as referências reverteram a diferença.

Na avaliação de Edward Moya, analista sênior da Oanda, os preços do petróleo subiram, pois um mercado de petróleo apertado deve permanecer em vigor, “dado que o início da temporada de verão manterá uma trajetória descendente para os estoques dos EUA”.

Phil Flynn, analista sênior do The Price Futures Group, lembra que “os números de oferta e demanda de petróleo dos EUA sugerem, segundo o Departamento de Comércio americano, que as coisas vão piorar antes de melhorar, prejudicando mais os consumidores que já estão carregando o fardo da inflação, tirando mais de seu dinheiro suado”.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, a União Europeia segue tentando obter unanimidade no bloqueio contra o petróleo russo. Para isso, porém, a Hungria precisa mudar sua postura mais resistente ao boicote. A perspectiva é que um bloqueio apertaria ainda mais o mercado e elevaria mais os preços.

Na sessão desta quinta-feira, os preços dos barris também subiram com ajuda da fraqueza do dólar. O índice DXY operava, perto das 16h10, em queda de 0,26%, a 101,788 pontos.

AGRÍCOLA

G1 - RJ   27/05/2022

A necessidade de otimização das operações agrícolas é uma realidade para os agricultores que buscam uma gestão racional e sustentável dos custos de produção. Nesse contexto, a agricultura de precisão tem sido um dos principais instrumentos utilizados.

Para otimizar a disponibilidade das máquinas em campo, a Jacto, empresa de soluções para agricultura com presença global, está trabalhando em um conceito tecnológico que irá possibilitar acesso e diagnóstico remoto aos sistemas com eletrônica embarcada das máquinas agrícolas.

O objetivo, de acordo com Cristiano Pontelli, gerente de negócios da OTMIS, marca da Jacto para agricultura de precisão é, em conjunto com a rede de Revendas Master da empresa, trazer mais agilidade ao atendimento dos clientes e reduzir custos, otimizando as operações agrícolas.

“A proposta é dar suporte remoto para realizar qualquer função de configuração de parâmetros das máquinas, utilizando uma interface com conectividade. Dessa forma, será possível que um técnico ‘entre’ remotamente na máquina do cliente e faça ajustes, consertos e checagens a partir do histórico de parâmetros do equipamento”, explica o gestor.

Entre as funções que poderão ser executadas remotamente estão visualização da tela do display, atualização de módulos eletrônicos, informações de diagnóstico elétrico de módulos e central eletrônica, além de informações de alta frequência através de arquivos de log solicitados pelo técnico na central de atendimento. Por meio dessa solução será possível também verificar o sistema para indicar e prever falhas nas máquinas.

“Estamos falando de um atendimento muito mais ágil, que vai tornar a máquina mais disponível para o trabalho, entregando para o produtor o que a agricultura de precisão faz de melhor, que é justamente a redução de custos por meio da melhoria da produtividade e da sustentabilidade no campo”, avalia Pontelli.

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