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27 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Produção mundial de aço cai 0,9% em 2020, para 1,86 bilhão de toneladas

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Valor - SP   27/01/2021

Menos

ECONOMIA

Copom decidiu aguardar dados sobre pandemia para definir alta dos juros

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Exame - SP   27/01/2021

Alguns membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central defenderam na semana passada que já fosse dado início à elevação da taxa básica de juros, mas a o entendimento predominante no colegiado foi de que, diante das incertezas, seria preferível aguardar a divulgação de mais informações sobre o cenário econômico e a pandemia do coronavírus.

É o que mostra a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira, quando foi definida a manutenção da taxa básica de juros no patamar de 2%, mínima recorde.

“As próximas divulgações serão muito informativas sobre a evolução da pandemia, da atividade econômica e da política fiscal. Sendo assim, os benefícios de se aguardar essas divulgações para decidir os próximos passos da política monetária se sobrepõem aos custos”, diz a ata.

O documento detalha a avaliação dos membros do Copom sobre o caráter heterogêneo da recuperação doméstica. Sobre o cenário internacional, a avaliação é de que, apesar dos riscos relacionados ao surgimento de novas variantes do vírus e do processo de “reflação” nos Estados Unidos, o ambiente ainda é favorável às economias emergentes.
Fim do forward guidance não implica em alta da Selic, diz BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou nesta terça-feira, 26, na ata de seu último encontro, que a retirada do forward guidance (prescrição futura, no jargão inglês) de sua comunicação não implicará em uma elevação mecânica da taxa de juros. Na semana passada, o colegiado manteve a Selic (a taxa básica da economia) em 2,00% ao ano, mas deu fim ao forward guidance.

Desde agosto do ano passado, o Copom usava este instrumento para se comprometer a não elevar os juros desde que três condições fossem satisfeitas: projeções de inflação abaixo da meta no horizonte relevante; manutenção do regime fiscal; e expectativas de longo prazo ancoradas. Na reunião de dezembro, o Copom já havia sinalizado que o forward guidance seria abandonado “em breve”. Foi o que ocorreu no encontro do Copom da semana passada.

“Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária. Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva”, justificou o Copom na ata desta terça, repetindo ideia já contida no comunicado da semana passada.

Mais uma vez, o colegiado ressaltou que a retirada do forward guidance não implica uma elevação mecânica da Selic, já que as incertezas quanto à evolução da atividade econômica continuam demandando um estímulo monetário “extraordinariamente elevado”.
Mais explicações

O Copom alertou também, por meio da ata, que a retirada do forward guidance adotado desde a reunião de agosto ocorreu devido à queda de apenas uma das suas três condicionantes. “As expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária”, reiterou o colegiado.

As demais condições que faziam parte do forward guidance seguem satisfeitas, já que, segundo o Copom, o regime fiscal não foi alterado e as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas.

Mais uma vez, o BC explicou que, com a interrupção do forward guidance, a condução da política monetária passa a seguir a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.

A ata lembra ainda que, no cenário básico, as projeções de inflação estão ao redor da meta no horizonte relevante, mas repete que os riscos fiscais geram um “viés de alta” nessas estimativas, “potencialmente justificando trajetória com elevação dos juros anterior à assumida sob esse cenário”.

Menos

A investidores, Bolsonaro faz defesa do teto de gastos, da agenda de privatizações e de reformas

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O Estado de S.Paulo - SP   27/01/2021

O presidente Jair Bolsonaro fez uma defesa nesta terça-feira, 26, de temas que têm gerado preocupação de empresários e investidores quanto às ações do governo para a retomada econômica com responsabilidade fiscal, como o respeito ao tetos de gastos (a regra que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação), a agenda de privatizações e o andamento de reformas fiscais.

"No âmbito fiscal, manteremos firme compromisso com a regra do teto de despesas como âncora de sustentabilidade e de credibilidade econômica. Não vamos deixar que medidas temporárias relacionadas com a crise se tornem compromissos permanentes de despesas. Nosso objetivo é passar da recuperação baseada no apoio ao consumo para o dinamismo do setor privado", afirmou o presidente, em discurso lido, durante evento promovido pelo banco Credit Suisse sobre investimentos promovidos na América Latina.

Com a fala, Bolsonaro contrapõe o pânico criado no mercado financeiro na semana passada, quando o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato do Palácio do Planalto ao comando do Senado, sinalizou em entrevista ao Estadão/Broadcast com uma possível revisão da regra criada no governo do ex-presidente Michel Temer, em 2017, ao dizer que o teto não é "intocado".

O presidente reforçou ainda o apoio à tramitação de reformas econômicas, paradas no Congresso Nacional. "Vamos avançar na tramitação de propostas das reformas fiscal, tributária e administrativa em parceria com o Congresso Nacional e a sociedade brasileira", disse.

O governo enviou no ano passado a proposta de reforma administrativa - que reestrutura o RH do Estado, com mudanças na forma como os servidores são contratados, promovidos e demitidos - e a primeira parte da reforma tributária, com a unificação do PIS/Cofins. Antes, em 2019, já tinha enviado três propostas de emenda à Constituição (PECs) com medidas para desengessar o Orçamento público e redistribuir as verbas com Estados e municípios.

Um dia após a saída de Wilson Ferreira Júnior do comando da Eletrobrás pela dificuldade do governo em aprovar a privatização da estatal no Congresso, o presidente disse que o governo pretende acelerar leilões de concessões e privatizações. Nos dois primeiros anos, segundo ele, foram incluídos 65 projetos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), um dos primeiros passos para os leilões.

Bolsonaro defendeu também "regulamentos mais simples" e "menos onerosos" a fim de garantir a admissão do País na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo o presidente, "meta prioritária da política externa brasileira".

Estiveram ao lado do presidente durante a transmissão, o chanceler Ernesto Araújo e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo o presidente, a economia deve crescer 3,5% em 2021. "Apesar da covid, mantemos compromisso com empreendedores, investidores e empregados."

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Prévia da inflação oficial fica em 0,78% em janeiro

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Agência Brasil - DF   27/01/2021

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, registrou taxa de 0,78% em janeiro. A inflação é inferior à observada em dezembro de 2020 (1,06%), mas superior à registrada em janeiro do ano passado (0,71%). Essa é a maior taxa para um mês de janeiro desde 2016 (0,92%).

O dado foi divulgado hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de janeiro, o IPCA-15 acumula taxa de inflação de 4,3% em 12 meses, acima dos 4,23% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores (janeiro a dezembro de 2020).

O principal impacto na prévia da inflação veio do grupo alimentação e bebidas (1,53%), devido à alta de preços de itens consumidos em domicílio como as frutas (5,68%).

Já a energia elétrica, com alta de 3,14%, foi o item individual que mais impactou a prévia da inflação de janeiro. O grupo de despesas habitação, que inclui gastos com energia, teve taxa de 1,44% no mês, também impactado pela alta de 2,42% do gás de botijão.

Outros grupos de despesas com inflação foram vestuário (0,85%), artigos de residência (0,81%), saúde e cuidados pessoais (0,66%), despesas pessoais (0,40%), transportes (0,14%) e educação (0,11%). Comunicação foi o único grupo com deflação (queda de preços): -0,01%.

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Com fim do auxílio emergencial e pandemia, país pode ter ‘reversão temporária’ de retomada econômica, diz BC

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Globo Online - RJ   27/01/2021

O Banco Central (BC) vê uma possibilidade de “reversão temporária” da retomada na atividade econômica em 2021, a depender do cenário da pandemia do coronavírus e do efeito do fim do auxílio emergencial na economia. A informação consta na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

Esse cenário foi considerado durante a reunião que decidiu por manter a taxa básica de juros, a Selic, em 2%. Na avaliação do Copom, que reúne os diretores e o presidente do BC, a economia no fim de 2020 surpreendeu positivamente, mas há ainda muita incerteza sobre o comportamento da atividade econômica, principalmente no primeiro trimestre.

“O Comitê ponderou que os riscos associados tanto à evolução da pandemia como ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais podem implicar um cenário doméstico caracterizado por mais gradualismo ou até uma reversão temporária da retomada econômica”, diz a ata.

Além desses fatores, o BC ressaltou que a pouca previsibilidade associada ao "necessário ajuste" nas contas públicas este ano contribui para o aumento na incerteza da retomada econômica.

A avaliação de uma possível queda no crescimento da economia é compartilhada por alguns economistas do mercado financeiro. Depois do resultado da prévia do PIB de crescimento de 0,6% em novembro, uma retração na economia já em janeiro entrou no cenário desses analistas.

No cenário externo, a avaliação do Comitê é que o surgimento de novas variantes do vírus e um processo de reflação (aumento dos preços por conta da retomada econômica) nos Estados Unidos trazem riscos para países emergentes.

No entanto, também destaca que “amplos programas de imunização” contra a Covid-19 ao redor do mundo, estímulos fiscais e juros baixos em alguns países desenvolvidos contribuem para o ambiente econômico de economias emergentes como a do Brasil.
Discussão sobre alta dos juros

De acordo com a Ata, os membros do Copom discutiram na última reunião se já era o momento de voltar a subir os juros, que está em trajetória de queda desde 2016 e vem sendo mantido em 2% desde setembro de 2020. Alguns questionaram se, diante de uma “normalização” do funcionamento da economia nos últimos meses, já não era hora de reduzir o estímulo à economia.

No entanto, ao final, a decisão unânime foi de manter a Selic em 2% dado o ambiente de incertezas na economia.

“As próximas divulgações serão muito informativas sobre a evolução da pandemia, da atividade econômica e da política fiscal. Sendo assim, os benefícios de se aguardar essas divulgações para decidir os próximos passos da política monetária se sobrepõem aos custos. Por isso, o Copom julgou apropriado manter, neste momento, o grau extraordinariamente elevado de estímulo monetário”.

Ao manter os juros, o Copom decidiu retirar o forward guidance, um compromisso de manter o patamar da taxa. Segundo o comitê a decisão foi feita porque as projeções de inflação já estão próximas da meta.
Inflação dentro do centro da meta

De acordo com o boletim Focus, que reúne as expectativas de mercado, a inflação deve finalizar 2021 e 2022 em 3,5%, dentro do centro das metas de 3,75% e 3,5%, respectivamente.

O BC ressaltou também que essa decisão não significa um aumento automático da taxa básica de juros nas próximas reuniões.

“O Comitê reitera que o fim do forward guidance não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever, neste momento, estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade”.

No cenário do banco Inter, os juros vão começar a subir em maio, de acordo com a economista-chefe, Rafaela Vitória. Ela ressalta que os números de atividade econômica do fim de 2020 foram bons, mas ainda há incerteza para o início deste ano.

— Você tem uma atividade mais forte e inflação mais alta que o esperado em dezembro, mas temos uma mudança no cenário hoje que é o fim de vários outros estímulos que foram dados ao longo de 2020, principalmente fiscal e isso tende a ter um impacto na demanda e na desaceleração da inflação.

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MINERAÇÃO

Governo de Goiás assina protocolo de R$ 8,8 bilhões com 14 mineradoras

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Diário da Manha - GO   27/01/2021

Em videoconferência nesta segunda-feira (25/01), o governador Ronaldo Caiado assinou protocolo de intenções com 14 mineradoras que vão atuar em nove municípios goianos. Juntas, as empresas devem investir R$ 8,835 bilhões, com previsão de gerar até 6 mil empregos nos próximos anos, por meio da ampliação ou início de atividades extrativas minerais no Estado. Atualmente, na pauta de exportações da economia goiana, esse setor já emprega 13 mil pessoas.

“Goiás é um Estado que tem um subsolo rico, com vários minerais e, com isso, vocês poderão nos auxiliar muito aqui, desenvolvendo essas regiões mais carentes”, disse Caiado aos diversos empresários do segmento presentes no encontro online. “O interessante é que a distribuição e a planta mineral de Goiás às vezes estão em regiões onde o terreno é mais inóspito para a agropecuária, dando essa alternativa às populações que lá vivem”, completou.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Adonídio Neto Vieira Júnior, o anúncio reforça a importância do setor da mineração no Brasil, já que representa 4% do PIB nacional e segue a mesma tendência em Goiás. “O setor teve um aumento de 8,35% nos empregos formais em 2020, e a gente espera sustentar esse crescimento em 2021 e 2022, principalmente no interior do Estado e nos municípios que mais necessitam”, afirmou.

Para remover a burocracia, um dos maiores empecilhos enfrentados pelo setor privado, as empresas mineradoras solicitaram às Secretarias de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) o destravamento de licenças pendentes. “O governador Ronaldo Caiado tem se empenhado em medidas para construir uma máquina mais leve e que está pronta para atender às necessidades das pessoas que aqui querem investir”, pontuou o vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota.

Já a titular de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andrea Vulcanis, ressaltou que, finalizado o segundo ano do mandato, inicia-se efetivamente “uma nova secretaria”, com todo o processo de renovação e modernização da legislação de políticas ambientais concluído, bem como avanços significativos na implementação tanto dos regimes de outorga quanto de licenciamento ambiental. “Tivemos um incremento, só em 2020, em número de licenças em relação aos anos anteriores na base de 1.100% de ampliação da quantidade de licenciamento ambiental sem nenhum servidor a mais no quadro. Isso tudo diz respeito a um esforço enorme que realizamos de modernização, de instrumentalização, ferramentas de tecnologia da informação, que nos permitem avançar”, ponderou.

Durante o evento, Adonídio também anunciou parceria com a Universidade Federal de Catalão para empréstimo, em comodato, da planta piloto e laboratório cerâmico pertencente ao Governo do Estado para uso dos estudantes de Engenharia de Minas da universidade.

Representante do Ministério de Minas e Energia (MME), o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal de Oliveira, pontuou que a atividade pode trazer muito desenvolvimento ao país, e que Goiás é um grande exemplo de que é possível se avançar com resultados, tendo sido o terceiro na arrecadação de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) no ano passado.

“Nós, do governo federal, estaremos sempre disponíveis e muito atentos a todos esses passos dados no avanço da mineração. Estamos disponíveis para trabalhar juntos, vencer as barreiras e desafios, e também para qualquer compartilhamento que seja necessário. O ideal é que essas boas experiências se difundam em todo país”, defendeu.

O representante das empresas que já operam no Estado, Ediney Drummond (da empresa Lundin Mining, em Alto Horizonte), elogiou Caiado e equipe pela gestão eficiente e inovadora, com definição de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, cuidado para com o meio ambiente. “Isso amplia a atratividade e, consequentemente, a geração de emprego e renda para a população goiana”, disse Drummond.

Ele garantiu ainda que as empresas em solo goiano seguem as boas práticas locais e mundiais no combate à disseminação do coronavírus entre colaboradores, fornecedores e comunidade. Os municípios beneficiados com os investimentos anunciados são: Alto Horizonte, Barro Alto, Crixás, Catalão, Pilar de Goiás, Nova Roma, Montes Claros de Goiás, Minaçu e Mara Rosa.

A solenidade contou com a presença virtual de representantes dos países parceiros, como o embaixador Carlo Krieger e o adido econômico e comercial Felipe Diniz (Luxemburgo); os embaixadores Patrick Herman (Bélgica), Timothy Kane (Austrália), o segundo secretário Anton Gorbach (Belarus); a gerente de Desenvolvimento de Negócios Nathalia Gomide (Reino Unido); o assessor de Política Econômica Marcos Paulo Britto (Canadá).

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Mais de 5 mil vítimas de rompimento em Mariana foram indenizadas

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Consultor Jurídico - SP   27/01/2021

Mais de 5 mil vítimas do rompimento da barragem de mineração em Mariana (MG) foram indenizadas pelos danos causados. A maior parte das reparações envolve trabalhadores que não podem mais exercer suas funções por causa da contaminação do Rio Doce.

Com a adoção do sistema indenizatório simplificado, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi possível garantir compensações financeiras médias de R$ 100 mil, com algumas categorias recebendo quase R$ 600 mil.

A ideia foi contemplar também trabalhadores informais, que não foram indenizados nos últimos cinco anos por dificuldades para comprovar que trabalhava e foram impactados pelo rompimento.

De acordo com Mário de Paula Franco Júnior, titular da 12ª Vara da Justiça Federal de Belo Horizonte, o sistema flexibiliza os meios de prova em favor dos atingidos e facilita muito o procedimento da indenização, tornando-o mais célere, efetivo e justo.

"Nós conseguimos, em cerca de 90 dias, que mais de cinco mil atingidos fossem, pela primeira vez, reconhecidos como impactados, com homologações efetivadas e indenizações pagas", diz o magistrado.

Ainda segundo ele, "quando o atingido vê a indenização efetivamente depositada em sua conta bancária, tem renovado o sentimento de justiça e, ao mesmo tempo, de pacificação social". "A indenização lhe proporciona liberdade, permitindo que ele retome a vida e reconstrua os seus sonhos."

O magistrado enfatiza, por fim, que o sistema de indenização simplificado representa um marco na história do Poder Judiciário nacional. "Não temos notícia de nada parecido. É inédito um volume tão grande de pessoas informais, desprovidas de documentação, sendo indenizadas em larga escala, de forma justa e ágil. São integrantes de categorias simples que tem dificuldades de comprovar os prejuízos sofridos."

O sistema simplificado é inspirado na ideia de "rough justice" (justiça possível) do Direito norte-americano. Voltado para o tratamento das indenizações em massa, o sistema é totalmente digital e acessível pela internet, permitindo que categorias informais, desprovidas de provas materiais dos danos alegados, possam obter a sua justa e merecida indenização.

Para implementar o sistema, a 12ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte estabeleceu, ao longo do curso do Rio Doce, uma divisão por territórios, classificação que não coincide, necessariamente, com um município. Até o momento, já foram proferidas 12 decisões determinando a abertura do sistema nos territórios que manifestaram adesão. Outros oito que também manifestaram interesse aguardam sentença do juiz. Cada território, constituído por uma comissão de atingidos local, concentra os pedidos de indenização dos moradores da respectiva área.

"A adesão ao sistema indenizatório simplificado é totalmente facultativa, voltada apenas para os atingidos maiores e capazes, devidamente assistidos por seus advogados. Sendo do interesse da comunidade, o advogado da comissão ingressa com uma ação na Justiça Federal pedindo a implantação do novo sistema, que procede a avaliação", explica Franco Junior.

Cumprido os requisitos, o juiz determina a abertura da plataforma on-line, onde cada atingido da região decide, individualmente, se deseja a adesão. "Se optar pela adesão, ele ingressa no sistema através de seu advogado e apresenta uma documentação muito simples, flexibilizada, viabilizando o recebimento da indenização."

Auxílio emergencial
A impossibilidade de utilização do Rio Doce devido ao rompimento fez com que a 12ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte estendesse o pagamento do auxílio financeiro emergencial mensal para milhares de atingidos pelo rompimento. A medida altera e complementa decisão anterior, de julho de 2020, que previa o fim do pagamento em julho de 2021.

"Na ocasião, estabelecemos um regime de transição, porque estimávamos que a pandemia da Covid-19 estivesse superada e a vida normalizada, o que não se concretizou", explica o juiz de Minas.

Os pagamentos, a cargo da Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, foram previstos no Termo de Transição e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em novembro de 2015.

Segundo o juiz, a Fundação Renova, entidade criada pelas mineradoras para administrar as reparações, interrompeu unilateralmente os pagamentos, o que provocou nova decisão determinando a manutenção do benefício no decorrer deste ano.

O rompimento
O rompimento em Mariana ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, no subdistrito de Bento Rodrigues. O local é de propriedade de Samarco, empresa pertencente às mineradoras Vale e BHP Billiton.

O caso, que causou a morte de 19 pessoas e atingiu cerca de 300 mil pessoas, é monitorado pelo Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais, de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O objetivo é garantir rapidez, transparência e celeridade ao sistema de Justiça.

A conselheira do CNJ Maria Tereza Uille Gomes destaca a importância da iniciativa. "O Judiciário tem feito seu papel no sentido de dar visibilidade às pessoas hipossuficientes por meio de sistema cadastral e tornar viável, por meio de metodologia simplificada, o efetivo pagamento na conta de 5 mil pessoas atingidas. É uma forma de estimular o recomeço de algumas atividades à essas pessoas." Com informações da assessoria de comunicação do CNJ.

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Máquinas e Equipamentos

Epiroc apresenta nova geração do sistema de automação para perfuratrizes Pit Viper

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   27/01/2021

A Epiroc, empresa com equipamentos para os setores de mineração e infraestrutura, apresenta o RCS (Rig Control System) versão 4.20, o próximo passo evolutivo na direção da perfuração para desmonte de rochas baseada em dados.

Esta atualização do consagrado sistema de automação para perfuratrizes modelo Pit Viper, inclui uma gama de aperfeiçoamentos tais como dados em tempo real, otimizações para a função AutoDrill e o “Time Usage Model” (Modelagemdo Tempo de Utilização).

O RCS 4.20 traz novos recursos, visando ao aumento da produtividade nas operações de perfuração para desmonte de rochas.

A Modelagem do Tempo de Utilização divide as horas que o equipamento é (ou não) utilizado em categorias e divisão hierárquica, de forma que os KPIs de produtividade possam ser analisados e comparados segundo os mesmos padrões e critérios, avaliando assim o desempenho das pessoas e do equipamento ao longo do tempo oferecendo parâmetros de referência para impulsionar a melhoria contínua.

Também traz otimizações na coleta e análise de dados da operação em tempo real, contribuindo assim para a tomada de decisões mais rápidas.

"Antes de seu lançamento, colocamos o RCS 4.20 em teste em vários ambientes ao redor do mundo. Nossos clientes parceiros participantes testemunharam aumentos em suas taxas de produtividade de perfuração”, afirma Tyler Berens, Diretor de Automação, Divisão de Mineração de Superfície da Epiroc.

Outra vantagem da Modelagem do Tempo de Utilização (Time Usage Model) está em permitir o carregamento das programações para atividade da perfuratriz diretamente no RCS. Esta forma de gerenciamento é a base da excelência operacional. O Time Usage Model permite uma camada extra de dados contextualizados em relação aos históricos de operação da máquina. As minas poderão analisar o tempo de produção efetivo assim como o de inatividade e atrasos operacionais. Enfim, terão uma visão completa da performance em cada turno.

Outro destaque está nas melhorias para o sistema AutoDrill 2, que aumentam a eficiência e a produtividade. O AutoDrill controla os parâmetros da Pit Viper para garantir um nível de perfuração ideal, na maior velocidade possível, além da limpeza do furo, através do controle de ar comprimido e a supressão de poeira.O sistema também assegura que a perfuratriz sempre se posicione corretamente.

“Sabemos que o RCS pode proporcionar o aumento da eficiência, boas tomadas de decisão, resultados previsíveis e processos repetíveis”, complementa Berens. “Esta versão RCS 4.20 dá continuidade à nossa tradição de atualizações regulares de software para elevar o teto da excelência operacional de nossos clientes de mineração.”

“O RCS tem sido o sistema operacional chave nas perfuratrizes Epiroc desde 1998 e agora está em sua quinta geração”, explica.

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JCB lança tecnologia que tapa buracos utilizando um único equipamento

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   27/01/2021

A empresa britânica JCB, especializada em desenvolver máquinas pesadas, lançou uma nova tecnologia capaz de tapar buracos nas vias utilizando um único equipamento, que realiza o trabalho completo em menos de oito minutos e pela metade do preço do método tradicional de manutenção.

Para realizar essa tarefa de maneira tão eficiente, a máquina é capaz de preencher o buraco com o material desejado, aplanar a área do reparo e ainda realizar a limpeza do local. (veja o vídeo com o equipamento em ação).

Há ainda uma ferramenta hidráulica de corte, o que possibilita realizar o reparo de outros trechos da via que não estão com buracos, mas precisam de recapeamento.

De acordo com a JCB, esse procedimento é quatro vezes mais rápido que as técnicas utilizadas até então para a manutenção de vias, o que também deixa o custo do reparo mais barato.

Outro diferencial da máquina, afirma a empresa, é que ela consegue se deslocar por conta própria, não necessitando de um trator para realizar o reboque, o que também deixa o trabalho mais eficiente.

Segundo a JCB, em um único período de trabalho, é possível realizar a manutenção de uma área de 250 metros quadrados.

Após ser testado em algumas cidades do Reino Unido, autoridades locais afirmaram que a produtividade aumentou em 700% nos trabalhos de manutenção das vias.

“Graças à utilização da máquina, um trabalho que demoraria 63 dias para ser realizado ficou pronto em apenas 20 dias”, afirmam.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Custo da construção sobe 0,93% em janeiro, anuncia a FGV

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Agência Brasil - DF   27/01/2021

O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,93% em janeiro deste ano. A taxa é maior que a de  dezembro: 0,88%.

Com o resultado de janeiro, o INCC-M acumula inflação de 9,39% em 12 meses.

A alta de dezembro para janeiro foi puxada pelos aumentos da inflação da mão de obra, que subiu 0,61% em janeiro ante 0,06% em dezembro, e dos serviços, que passou de 0,38% em dezembro para 0,48% em janeiro.

Os materiais e equipamentos tiveram queda na de inflação de dezembro (2,08%) para janeiro (1,43%).

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Rodoviário

Infraestrutura rodoviária na Amazônia: a judicialização do segmento C da BR-319

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Consultor Jurídico - SP   27/01/2021

A BR-319 é uma rodovia federal que liga Amazonas e Porto Velho e foi construída durante a ditadura militar brasileira. Ao longo da década de 1980, a rodovia entrou em um processo de degradação que levou à perda da sua cobertura asfáltica em grandes trechos de sua extensão. Isso fez com que ela se tornasse completamente intrafegável por veículos durante o período de chuvas e de tráfego muito difícil no restante do tempo.

Desde o início dos anos 2000, os mais diferentes governos tentaram viabilizar a repavimentação da rodovia, mas não foram capazes de cumprir as regras ambientais necessárias. Isso fez com que, até o momento, e provavelmente por mais algum tempo, uma grande parte da rodovia não tenha sido pavimentada e sequer tenha a licença ambiental prévia.

Ao contrário do que se poderia pensar, os problemas jurídicos envolvendo a BR-319 não se dão entre particulares e órgãos públicos, mas, sim, entre representantes do próprio poder público, mais especificamente DNIT, de um lado, e Ibama e Ministério Público Federal (MPF), de outro. A análise do licenciamento ambiental da rodovia, que tem perdurado por cerca de 20 anos, revela a incapacidade do próprio Estado de planejar adequadamente as suas ações e cumprir as regras criadas por si próprio.

A incapacidade do DNIT de respeitar regras de direito ambiental como, por exemplo, a regra de competência do Ibama para realizar licenciamento ambiental de rodovias federais, levou à judicialização do caso. Isso acarretou a suspensão do procedimento de licenciamento ambiental corrente até então e da contratação de estudos e obras de engenharia pretendidas. É isso o que ocorreu perante a 2º Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas na ação civil pública nº 0005716-70.2005.4.01.3200.

Em 2007, as disputas entre DNIT e Ibama a respeito da necessidade de licenciamento ambiental da rodovia pareciam ter chegado ao fim. Foi assinado um termo de acordo e compromisso (TAC) determinando as obrigações de cada parte em prol da regularização ambiental do empreendimento. Em razão dos diferentes estágios de conservação e obras de diferentes trechos da rodovia, ela foi dividida à época em três segmentos:

— Segmento A: de Manaus à travessia do Rio Tupunã (km 0 a 177,8);

— Segmento B: do entroncamento da BR-230(A) ao início da travessia do Rio Madeira (km 655,7 a 877,4);

— Segmento C: da travessia do Rio Tupunã ao fim das obras (km 166,7 a 250).

Além desses três segmentos, o TAC se refere, por fim, a um quarto segmento, o trecho entre os quilômetros 250 a 655,7, comumente chamado de "trecho do meio".

Com relação aos dois primeiros segmentos (A e B), acordou-se que o DNIT estaria autorizado pelo Ibama ao prosseguimento das obras, excetuadas exploração de jazidas, "bota-fora", construção de canteiros, acessos e remoção de vegetação e outras atividades que necessitem de autorizações específicas.

Com relação ao "trecho do meio", foi acordado que a continuidade de obras de pavimentação/reconstrução seria condicionada ao licenciamento ambiental ordinário da rodovia pelo Ibama, somente dando-se continuidade a essas obras após a atestação da viabilidade ambiental do empreendimento e posterior emissão da devida licença de instalação.

Por fim, com relação a terceiro segmento, ficou determinado que o DNIT somente daria prosseguimento às obras que tivessem por objetivo a finalização da pavimentação/reconstrução e instalação/substituição de obras-de-arte, bem como mitigação dos impactos ambientais já ocorridos, recuperação de áreas degradadas e controle de prevenção de processos erosivos ou de assoreamento de cursos d'água nos locais com intervenções.

Contudo, o que parecia, a princípio, o fim de uma disputa se revelou objeto de mais litigiosidade. DNIT e MPF começaram a disputar a interpretação do TAC em relação ao segmento C. Após discussão judicial no TRF-1, ficou decidido que deverá ser sempre exigido o licenciamento ambiental para obras que aumentem a capacidade da rodovia.

Já em fase de cumprimento de sentença, corrente na 1º Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas, o MPF pediu decisão liminar para suspensão do edital RDC Eletrônico nº 216/2020, o qual objetivou a contratação integrada de empresa para elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia e execução das obras para pavimentação e reconstrução do segmento C da Rodovia BR-319.

Segundo o órgão ministerial, essa contratação não seria apenas a finalização da pavimentação/reconstrução a que se refere o TAC, mas, sim, novas obras que caracterizariam "aumento da capacidade" da rodovia, vez que entende que o TAC tratou obras de pavimentação/reconstrução como sinônimos de aumento de capacidade. Para o MPF, a prova de que não se trataria da finalização autorizada pelo TAC é que o RDC Eletrônico nº 216/2020 contrata novos projetos básicos e executivos de engenharia.

Contudo, o juízo decidiu nos termos do que foi argumentado pelo DNIT: a nova contratação apenas estaria dando continuidade às obras do segmento C da BR-319, não ensejando qualquer aumento de capacidade, uma vez que não são previstas obras de construção de terceiras faixas ou de duplicação de via.

Não satisfeito com a decisão, o MPF interpôs embargos de declaração e agravo de instrumento. Nos embargos, foi questionada a distribuição do cumprimento de sentença à 1º Vara Cível e não à 7º Vara Ambiental e Agrária, que entende ser a vara competente para processar o cumprimento de sentença. No Agravo de Instrumento nº 1029927-28.2020.4.01.0000, pediu a reforma da sentença para que seja suspenso liminarmente o RDC Eletrônico nº 216/2020 e seja declarada a 7º Vara Ambiental e Agrária como a competente para processar o cumprimento de sentença e, ao final, seja anulado o referido RDC e remetidos os autos à 7º Vara.

Os embargos de declaração já foram conhecidos e rejeitados pelo juízo da 1º Vara Cível. A decisão julgou que o artigo 2º, §2º, do Provimento COGER nº 52/2010 disciplina a questão. Essa normativa determina a não redistribuição de processos no caso de criação de novas varas para processos já sentenciados. Assim, tendo em vista que a ação foi sentenciada em 29/8/2009 e que a 7º Vara Ambiental e Agrária foi instalada em 28/6/2010, não caberia a redistribuição do cumprimento de sentença para a nova vara especializada.

O agravo de instrumento interposto pelo MPF ainda não foi julgado. Será enfrentada novamente a questão preliminar da competência e a questão de mérito sobre a suspensão e anulação da contratação pública de projetos e obras de engenharia. No mérito, as chances de sucesso do recurso do MPF são baixas. Isso se deve a três motivos: 1) pesam contra o MPF o conteúdo do próprio RDC, o qual não prevê obras típicas de aumento de capacidade como a duplicação de via, por exemplo; 2) há uma carta aberta assinada pelo próprio MPF que reconhece a inexistência de óbices à pavimentação e reconstrução do segmento C e 3) há um ofício do Ibama afirmando que não vê nenhum óbice à nova contratação.

Após o julgamento do agravo de instrumento, é possível que cesse a discussão jurídica a respeito do segmento C. No entanto, é certo, os desafios jurídicos envolvendo a BR-319 não irão desaparecer. Há, ainda, grandes chances de mais judicialização envolvendo o licenciamento ambiental do "trecho do meio", notadamente em relação ao direito à consulta de povos indígenas e das comunidades tradicionais.

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BNDES aprova R$ 3 bi para lote PiPa, maior concessão rodoviária do país

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   27/01/2021

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 3 bilhões para a Eixo SP Concessionária de Rodovias, operadora do Lote Piracicaba-Panorama (PiPa), trechos de rodovias estaduais de São Paulo que formam a maior concessão rodoviária do país.

Ao anunciar a aprovação, em nota divulgada na semana passada, o banco de fomento informou que o empréstimo cobrirá 58% do total de investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão.

Concedido no início do ano passado, o lote de trechos rodoviários soma um total de 1.224 quilômetros de estradas, que cruzam 62 municípios do Estado de São Paulo, entre a região de Piracicaba e o extremo oeste do Estado, na divisa com Mato Grosso do Sul. A Eixo SP é controlada pela gestora de recursos Pátria Investimentos, que pagou R$ 1,1 bilhão em outorgas para levar a concessão.

Segundo o BNDES, os investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão no lote PiPa somam R$ 5 bilhões. Ao longo dos 30 anos de contrato, a concessionária deverá investir R$ 14 bilhões, como divulgado à época do leilão. Na nota divulgada, o BNDES estimou o total de investimentos em obras em R$ 12 bilhões.

A aprovação do empréstimo demonstra que, apesar do crescimento de fontes privadas de financiamento, como emissões de títulos de dívida no mercado, grandes projetos de infraestrutura dificilmente poderão abrir mão dos recursos do BNDES. Na nota divulgada pelo banco de fomento, Sérgio Santillan, CEO da Eixo SP, diz que “o apoio do BNDES permite que um projeto desse porte seja viabilizado, trazendo enormes benefícios para as cidades vizinhas, para o Estado e para o país”.

Em agosto do ano passado, a Pátria Investimentos concluiu a captação de seu quarto fundo de infraestrutura, levantando R$ 10 bilhões, maior valor já captado por um produto dessa natureza em toda a América Latina, segundo o ranking de fundos latino-americanos da PEI – Infrastructure Investor. Esse quarto fundo é justamente o controlador da Eixo SP.

Na época da conclusão da captação, Felipe Pinto, sócio da gestora, informou que 40% do fundo já estavam comprometidos com investimentos anunciados, como a plataforma de energia renovável Essentia, que recebeu US$ 320 milhões; uma plataforma focada em soluções de infraestrutura de dados wireless, com US$ 200 milhões; e a concessão do corredor rodoviário PiPa.

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NAVAL

Porto de Santos terá novo sistema digital

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A Tribuna - SP   27/01/2021

O Governo Federal prepara a integração de dois sistemas fundamentais para a entrada e a saída de embarcações no cais santista –o Porto sem Papel (PSP), administrado pelo Ministério da Infraestrutura, e o Portal Único de Comércio Exterior (Pucomex), sob a responsabilidade da Receita Federal. Os dois serão reunidos na Janela Única Aquaviária (JUA). Ainda não há prazo para o novo programa entrar em vigor.

Segundo a pasta da Infraestrutura, a unificação dos sistemas terá um impacto positivo na logística dos portos, aumentando a competitividade do Brasil no setor e desburocratizando processos. Com a JUA, a expectativa, é evitar redundâncias de informações e, assim, o retrabalho de usuários.

O projeto ainda está em elaboração. Na semana passada, foi anunciada a criação do grupo de trabalho conjunto que irá detalhar o planejamento de implemen-tação. Também foram definidos os participantes dessa equipe e, ainda, discutidas as diretrizes de atuação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), braço tecnológico que opera e desenvolve os dois sistemas e que irá operacionalizar a integração.

De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Angelino Caputo, a Janela Única Aquaviária vai tratar dos procedimentos de segurança e controle da navegação e atracação dos navios nos portos.

“Os projetos Pucomex e Porto Sem Papel iniciaram seus respectivos desenvolvimentos por volta de 2013 e foram criados em versões iniciais de forma isolada, mas sempre se soube que esses dois sistemas teriam de ser integrados no futuro, o que foi finalmente anunciado na semana passada pelo Minfra e pela Receita Federal, com a participação do Serpro. Com essa integração, o Porto Sem Papel passa ser tratado tecnicamente como um dos módulos do Pucomex e, devido a essa nova arquitetura, passará a ser visto como uma verdadeira Janela Única Aquaviária”, disse Caputo.

O presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, tomou conhecimento do projeto da Janela Única Aquaviária em reuniões com autoridades federais. Para ele, a medida é uma oportunidade de se reduzir o trâmite físico de documentos, o que já era previsto no Porto Sem Papel, mas não chegou a virar realidade.

“A racionalização e a harmonização de dados do comércio exterior são importantes para a logística e redução de custos”, destacou o presidente da Fenop.

Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, qualquer iniciativa que simplifique o processo é bem-vinda. “Pleiteamos um acesso para imputar informações. É esse o modelo que precisamos. Hoje, o que temos é retrabalho”.

Impacto

Para representantes do Ministério da Infraestrutura, a unificação do Porto Sem Papel e do Portal Único de Comércio Exterior vai ajudar o setor. “(A unificação) irá facilitar a vida das empresas que movimentam a economia brasileira”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, acrescentou que o projeto se integra a outras iniciativas da pasta. “Este projeto gerará maior eficiência para realização das operações portuárias, em conjunto com outras iniciativas para modernização e transformação digital nos portos brasileiros”.

Webinar Porto & Mar 2021

Os projetos do Governo Federal para os portos, como a desestatização do Porto de Santos e a Janela Única Aquaviária, serão debatidos pelo secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, no primeiro programa da nova temporada do Webinar Porto & Mar, que será transmitido ao vivo nesta quinta-feira (28), às 15 horas, pela página do Facebook do Grupo Tribuna e pelo canal do Youtube do Jornal A Tribuna.

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Cabotagem pode ficar dependente do mercado internacional com BR do Mar, dizem especialistas

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Portos e Mercados - SP   27/01/2021

A dependência do mercado internacional, segundo a Abac, pode fazer com que a cabotagem perca espaço para outros modais. Embora o Projeto de Lei (PL 4199/2020), BR do Mar, já tenha sido aprovado na Câmara dos Deputados e aguarde apreciação no Senado Federal, ainda vem sendo alvo de muitas discussões e críticas dentro setor de navegação. Um dos aspectos mais controversos trata-se da maior flexibilização para o afretamento de embarcações estrangeiras. De acordo com entidades e especialistas no tema, o texto do projeto não estimula investimentos em navegação no Brasil, fazendo com que a cabotagem brasileira corra o risco de se tornar dependente do mercado internacional.
De acordo com a Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), por não privilegiar investimentos no Brasil, o PL pode gerar insegurança para as empresas investidas no Brasil, além de não atrair novas empresas. Além disso, a associação alerta que a possibilidade de serem constituídas Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) sem propriedade de nenhuma embarcação em condições de operar é uma abertura perigosa. Isso porque, segundo a Abac, em médio prazo as empresas de navegação serão meros afretadores de embarcações para operar na cabotagem, o que pode por em risco a segurança e soberania nacional.
Portanto, para a associação o país estaria caminhando para ser aquele com embarcações onde ser arvora bandeira brasileira, mas sem que estas empresas tenham qualquer controle do patrimônio, pois são embarcações pertencentes a outras empresas estrangeiras. A Abac entende que as alterações feitas pelo BR do Mar são desnecessárias e, ao invés de atrais empresas de navegação para o país atrairá empresas afretadoras de embarcações que não fazem investimentos.

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AGRÍCOLA

Exportação do agronegócio em 2020 cresce 4,1%, para US$ 100,8 bi, diz CNA

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IstoÉ Online - SP   27/01/2021

A exportação do agronegócio brasileiro alcançou US$ 100,8 bilhões em 2020, segundo maior valor em 10 anos e crescimento de 4,1% em comparação com o ano anterior. Os dados foram compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base nas informações do Ministério da Economia.

Com esse desempenho, o superávit na balança comercial do agronegócio foi recorde de US$ 87,8 bilhões, já que a importação do setor foi de US$ 13 bilhões no ano passado.

De acordo com o documento, soja em grãos foi o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro em 2020, com participação de 28,3% e receita de US$ 28,6 bilhões (9,6% a mais que em 2019).

Em seguida, completam a lista dos cinco produtos mais vendidos: carne bovina in natura (US$ 7,4 bilhões), açúcar de cana-de-açúcar em bruto (US$ 7,4 bilhões), celulose (US$ 6 bilhões) e farelo de soja (US$ 5,9 bilhões).

Segundo o boletim da CNA, a China foi o principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por 33,7% do total das vendas externas no ano passado. Os itens mais embarcados para o país asiático foram soja em grãos, carne bovina in natura e celulose.

A União Europeia foi o segundo principal mercado, com participação de 16,2% dos embarques. Destaque para farelo de soja, soja em grãos e café verde. Os Estados Unidos tiveram a terceira colocação, com parcela de 6,9%. Celulose, café verde e álcool etílico foram os produtos mais embarcados para o território norte-americano.

Agro.BR

Em relação aos setores que participam do projeto de internacionalização direcionado para pequenos e médios empresários rurais brasileiro, o Agro.BR, destacaram-se chá, mate e especiarias, com receita de US$ 356,1 milhões, alta de 14,1% frente ao ano de 2019.

Os lácteos somaram US$ 75,7 milhões em 2020 e, após sucessivas quedas entre 2017 e 2019, apresentaram elevação de 32,8% frente ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram queijos (US$ 18,9 milhões), leite condensado (US$ 18,1 milhões), creme de leite (US$ 16,5 milhões), leite modificado (US$ 11,5 milhões) e leite em pó (US$ 3,8 milhões). Somados, eles representaram 91% das vendas externas do setor.

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AGCO anuncia atualização organizacional

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Yahoo News - SP   27/01/2021

A AGCO (NYSE: AGCO), uma líder global em design, manufatura e distribuição de máquinas e soluções agrícolas, anunciou hoje as mudanças pretendidas e adições recentes à sua equipe sênior de liderança, para aumentar ainda mais o foco no cliente e reforçar o investimento na agricultura de precisão e soluções digitais para maximizar o valor do investidor.

Robert Crain será o vice-presidente sênior liderando a recém-formada equipe de Experiência do cliente, responsável por entregar a melhor experiência de ponta a ponta ao cliente no setor. Seth Crawford juntou-se à equipe sênior na nova função de vice-presidente sênior, agrícola de precisão e digital para reforçar o comprometimento da AGCO para entregar soluções de agricultura inteligente, líderes na indústria. Após uma gestão de 22 anos de sucesso na Deere & Company, o Sr. Crawford juntou-se à AGCO em 2019 para liderar a divisão Fuse Connected Services and Technology.

Além disso, outros membros da equipe sênior irão assumir a responsabilidade global das principais marcas da AGCO para maximizar o valor das marcas em cada um dos seus mercados regionais alvo. Torsten Dehner será o vice-presidente sênior responsável pelas marcas Fendt, Valtra e Challenger; Luis Felli será o vice-presidente sênior responsável pela marca Massey Ferguson.

Kelvin Bennett também juntou-se à equipe sênior no cargo de vice-presidente sênior de engenharia, após a aposentadoria do Dr. Helmut Endres. O Sr. Bennett assumiu várias posições de liderança global de engenharia durante seus 14 anos de gestão na AGCO. Tiffany Snyder, vice-presidente de estratégia e transformação, também uniu-se à equipe sênior para fortalecer as práticas de desenvolvimento e execução de estratégias da AGCO. A Sra. Snyder juntou-se à AGCO no início de 2020, após uma carreira de sucesso de 25 anos na Cargill, Inc.

Eric Hansotia, novo presidente do conselho, presidente e diretor executivo da AGCO desde 1º de janeiro de 2021, vislumbra para o futuro, "A AGCO possui um histórico de forte desempenho nos seus 30 anos no setor. Espero trabalhar com a equipe de liderança da AGCO para entregar soluções focadas nos agricultores, para alimentar de forma sustentável nosso mundo pelos próximos anos".

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder mundial em projeto, fabricação e distribuição de soluções agrícolas, e oferece saídas de alta tecnologia a produtores rurais que alimentam o mundo por meio de sua linha completa de equipamentos e serviços relacionados. Os produtos da AGCO são comercializados através de cinco marcas principais — Challenger® , Fendt® , GSI® , Massey Ferguson® e Valtra® —, apoiados pelas soluções de agricultura inteligente Fuse® . Fundada em 1990 e sediada em Duluth, estado norte-americano da Geórgia, a AGCO obteve vendas líquidas no valor de US$ 9 bilhões em 2019. Para mais informações, acesse www.AGCOcorp.com. Para receber notícias, informações e eventos da empresa, siga-nos no Twitter: @AGCOCorp. Para notícias financeiras no Twitter, siga-nos pela hashtag #AGCOIR.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

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