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26 de Maio de 2022

INDA

Portal Fator Brasil - RJ   26/05/2022

Mas vendas continua em queda.

Compras — As compras do mês de abril registraram queda de 27,7% perante a março, com volume total de 250,1 mil toneladas contra 345,9 mil. Frente a abril do ano passado (345,1 mil toneladas), apresentou queda de 27,5%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), no dia 24 de abril(terça-feira).

Vendas — As vendas de aços planos em abril contabilizaram queda de 20,9% quando comparada a março, atingindo o montante de 302,7 mil toneladas contra 382,9 mil. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 343,1 mil toneladas, registrou queda de 11,8%.

Estoques — Em número absoluto, o estoque de abril obteve queda de 6,8% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 721,8 mil toneladas contra 774,3 mil. O giro de estoque fechou em 2,4 meses.

Importações (chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletro- galvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume) — As importações encerraram o mês de abril com queda de 12,4% em relação ao mês anterior, com volume total de 109,8 mil toneladas contra 125,3 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (125,4 mil toneladas), as importações registraram queda de 12,5%.

Projeções — Para maio de 2022, a expectativa da rede associada é de que as compras tenham uma alta de 14% e as vendas uma queda de 5% em relação ao mês de abril — apontou Carlos Jorge Loureiro, presidente executivo do Instituto, durante apresentação dos números de fechamento do mês de abril e as previsões para maio de 2022.

SIDERURGIA

Monitor Digital - RJ   26/05/2022

“A guerra entre Rússia e Ucrânia foi um dos gatilhos para o aumento do preço do aço, junto aos preços do carvão e do minério de ferro, matérias-primas do produto, e insumos significativamente exportados pelos países em conflito; o que também afetou toda a cadeia logística global, tornando mais caro o preço do frete. O reajuste já chegou às indústrias e ainda que dependa de cada setor para ser repassado aos consumidores, ele vai sim acontecer. No entanto, esses repasses serão percebidos em pouco tempo pelas indústrias e na sequência pelo consumidor final”. A análise é d o gerente de Marketing da Açovisa, Giovanni Marques da Costa.

Outro fato considerado importante por Costa é que embora os países europeus envolvidos no conflito sejam relevantes exportadores de placas de aço, que é a primeira etapa da cadeia produtiva de aços planos, o Brasil também é um importante player neste segmento.

“A indústria brasileira se adapta aos materiais que não estão disponíveis e às necessidades do mercado”, explica.

Exemplo foi o desligamento de fornos, aciarias e, também demissões nas usinas devido à Covid-19 por se acreditar que não haveria demanda.

“Mas aconteceu justamente o contrário: O mercado mundial se desabasteceu rapidamente ficando a demanda maior que a oferta, promovendo uma corrida entre as indústrias para retomarem suas linhas de produção, fazendo com que os preços dos insumos, sobretudo commodities sofressem forte aumento”.

E o reajuste será sentido em três setores, de acordo com Costa.

Os eletrodomésticos como fogões e geladeiras serão os primeiros bens de consumo a serem impactados pelo reajuste, pois estão diretamente relacionados à linha de aços planos.

“Automóveis são a segunda posição da lista é encabeçada pelas motocicletas, que são praticamente todas feitas de aço. Em seguida os carros e depois os caminhões.”

A quantidade de aço utilizada na fabricação de um carro é em torno de 800 kg que valem aproximadamente US$ 1mil. No caso do reajuste de 20%, o veículo custa US$ 200 mais caro (cerca de R$ 1.030 em cotação de dólar comercial em 12 de maio de 2022).

Já no caso dos caminhões, por serem produzidos com aço, serem abastecidos com combustíveis – que vem passando por consecutivos aumentos – e serem utilizados na logística de diversos produtos, eles puxam o aumento de outros itens, em especial grãos como soja e milho.

“O percentual do reajuste repassado ao consumidor vai depender muito do nível de processamento do alimento, mas podemos esperar um aumento na soja, milho, cana e seus respectivos derivados. Alimentos enlatados terão, sim, um aumento, ainda que baixo. Mas será sentido antes de junho nos bolsos brasileiros”, indica Costa.

IstoÉ Dinheiro - SP   26/05/2022

PEQUIM (Reuters) – Os contratos futuros do aço na bolsa de Xangai oscilaram em uma faixa apertada nesta quarta-feira, com os lockdowns contra Covid-19 continuando a diminuir a demanda do mercado, apesar de uma série de medidas recentes de estímulo para sustentar um mercado imobiliário em dificuldades e a segunda maior economia do mundo.

Os reguladores chineses se comprometeram a manter um crescimento estável do crédito no setor imobiliário e disseram que ampliariam descontos de crédito tributário, adiariam pagamentos de empréstimos e lançariam mais projetos de investimento para ajudar a economia atingida pelos surtos de pandemia.

“No entanto, notamos que a onda de Covid desde março levou à intensificação das medidas de prevenção em várias cidades, e o efeito dessas políticas favoráveis ​​ainda não se revelou”, disseram analistas do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Founder CIFCO Futures.

O contrato de vergalhão de aço mais negociado na Bolsa de Futuros de Xangai para entrega em outubro caiu 0,2%, para 4.541 iuanes (680,87 dólares) por tonelada no fechamento.

Os futuros de bobinas laminadas a quente, que são usadas ​​em carros e eletrodomésticos, fecharam em 4.673 iuanes por tonelada.

Os preços do aço inoxidável de Xangai, para entrega em junho, subiram 0,4%, para 18.595 iuanes por tonelada.

Os futuros do minério de ferro de referência para entrega em setembro fecharam em alta de 0,4%, a 852 iuanes por tonelada, se recuperando de perdas registradas mais cedo na sessão.

Os preços spot do minério de ferro com 62% de teor de ferro para entrega na China ficaram estáveis em 130 dólares nesta quarta-feira, mesmo patamar do dia anterior, segundo a consultoria SteelHome.

(Por Min Zhang em Pequim e Enrico Dela Cruz em Manila)

Yahoo – SP 26/05/2022 

(Bloomberg) -- Os estoques de aço da China, maior produtor mundial, geralmente caem durante a primavera no hemisfério norte devido à maior demanda. Este ano, um acúmulo do metal aponta para a contração do consumo com a rigorosa política de Covid Zero.

O armazenamento de aço inoxidável nos principais centros comerciais de Foshan e Wuxi no início deste mês atingiu 780.000 toneladas - o nível mais alto desde março de 2021 e o maior para esta época do ano desde pelo menos 2016, segundo dados da Mysteel Global. Embora os estoques tenham caído para 752.000 toneladas em 19 de maio, ainda representam um aumento de 15% em relação ao mesmo dia do ano passado.

O excedente tem sido fator de queda no preço do inox para mínimas de cinco meses depois que os bloqueios prolongados da China em grandes cidades como Xangai arrastaram a economia para uma contração acentuada em abril. Uma onda de estímulo não foi suficiente para reforçar a confiança na economia que mais consome metais no mundo.

Os fabricantes de eletrodomésticos chineses viram uma queda nas encomendas de até 50% nos últimos meses desde o início do ano, com surtos de Covid atingindo o crescimento econômico e a confiança do consumidor, disse Feng Yan, analista da Mysteel, em nota. Espera-se que a oferta excedente do mercado continue em meio à incerteza sobre a recuperação da demanda, disse Feng.

Os estoques de produtos siderúrgicos nas principais usinas chinesas subiram 6,6% para 20 milhões de toneladas no segundo terço de maio em relação ao primeiro terço, segundo pesquisa da China Iron & Steel Association, um nível visto pela última vez há mais de dois anos. Esse nível é 37% maior em relação ao ano passado apesar da produção ter caído após os lucros encolherem.

A diminuição da demanda por aço mantém os preços de sua principal matéria-prima, o minério de ferro subjugado, com futuros em Singapura em queda de mais de 20% desde o início de março. O preço do níquel, usado principalmente na fabricação de aço inoxidável, caiu para menos da metade do pico de março.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   26/05/2022

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou nesta quarta-feira que as dificuldades econômicas do país hoje são maiores do que em 2020 e apelou por mais medidas de estímulo para assegurar que o a economia cresça num ritmo razoável, segundo relato da Rádio Nacional Chinesa.

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Pela primeira vez em três décadas, a China deve descumprir por uma margem elevada sua meta de crescimento anual. O governo definiu o objetivo de crescer 5,5% este ano, mas a expansão do PIB deve ficar em 4,5% segundo a média das mais recentes previsões.

Desde que o sistema de metas para crescimento foi adotado, há 33 anos, apenas em 1998 o governo chinês reconheceu não ter atingido seu objetivo, mas por uma margem de apenas 0,2 ponto percentual. Em 2020, por causa da pandemia do coronavírus, Pequim não definiu uma meta de expansão do PIB.

IstoÉ Dinheiro - SP   26/05/2022

A reunião de política monetária do Federal Reserve de 3 e 4 de maio terminou com um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa de juros, e o que o chair do Fed, Jerome Powell, chamou de “ampla percepção” de que altas semelhantes serão aprovadas quando as autoridades se reunirem em junho e novamente em julho para tentar conter uma inflação muito acima da meta do banco central dos EUA.

A ata do encontro de maio, prevista para ser divulgada às 15h (de Brasília) desta quarta-feira, pode começar a moldar o debate sobre o que acontecerá a seguir.

Autoridades de todo o espectro da política monetária respaldaram os aumentos de juros planejados para junho e julho, alinhando-se ao esforço de Powell para tornar a redução da inflação a principal prioridade do Fed.

Mas, para além disso, as autoridades começaram a estabelecer uma ampla gama de posições, desde uma pausa total nos aumentos das taxas neste outono (nos EUA) até pedidos de uma série agressiva de elevações de 0,50 ponto percentual nas reuniões de setembro, novembro e dezembro.

O apetite, ou a falta dele, por altas incrementais maiores de 0,75 ponto percentual também pode ser mencionado na ata nesta quarta-feira.

Analistas do Citibank disseram que vão procurar “qualquer discussão sobre crescimento versus preocupações com inflação”, conforme as autoridades do Fed tentam tirar a economia do atual dilema inflacionário sem causar uma recessão ou aumentar substancialmente a taxa de desemprego.

Os dados de inflação ainda não mostraram uma queda convincente em relação aos níveis que deixaram as autoridades do Fed nervosas e atraíram comparações com os choques inflacionários dos anos 1970 e início dos anos 1980. A medida de inflação preferida do Fed roda a mais de três vezes a meta de 2% do banco central.

Enquanto isso, alguns analistas passaram a ver mais riscos de recessão, e investidores em contratos vinculados à taxa de juros do Fed recentemente reduziram suas estimativas de o quão altos os custos dos empréstimos subirão.

IstoÉ Dinheiro - SP   26/05/2022

O Federal Reserve está tomando medidas robustas para apertar as condições financeiras que reduzirão a inflação, que está alta demais, disse a vice-chair do banco central norte-americano, Lael Brainard, nesta quarta-feira.

“A inflação alta é nosso desafio mais urgente”, disse Brainard em discurso na Universidade John Hopkins, em Washington. “É por isso que estamos tomando ações fortes que trarão a inflação de volta para baixo.”

Brainard acrescentou que alcançar uma inflação baixa e estável é particularmente importante para as famílias de baixa renda, que gastam mais de três quartos de seus salários em bens essenciais, como mercado, gás e aluguel, em comparação com parcela de 31% dos salários gasta por famílias de renda mais alta.

Nas últimas semanas, as autoridades do Fed reconheceram a escala de sua tarefa, com a inflação mais alta em 40 anos persistindo mais do que o esperado, aumentando o risco de que as medidas necessárias para trazê-la de volta à meta de 2% causem uma recessão.

O Estado de S.Paulo - SP   26/05/2022

A fragilidade de nossa segurança econômica é uma ameaça que vem somar-se às crises que já afligem nosso país. Infelizmente, essa insegurança ainda não é bem compreendida pelos responsáveis por nossas relações externas. A noção de segurança econômica é hoje empregada por governos e grandes investidores que procuram se defender da instabilidade econômica da China. Dado seu papel central na economia mundial, os efeitos combinados da guerra na Ucrânia e da pandemia sobre a China agravaram as rupturas nas cadeias globais de produção e de valor.

Os eventos adversos que atingem a economia chinesa afetam o equilíbrio de fornecedores e consumidores de insumos que dependem desse país. Desde o início da pandemia, os chineses enfrentam os efeitos mútuos de uma política autoritária e controversa de combate ao vírus, da insatisfação social e política da população mais jovem e mais educada e de efeitos disruptivos no setor produtivo, que limitam sua capacidade para continuar ocupando o espaço central de sua indústria na economia global.

Esses efeitos se fazem sentir pela falta de insumos de toda natureza, que afeta e pode paralisar todo um setor industrial, agropecuário ou de serviços. Soma-se a isso a desorganização do setor de combustíveis fósseis, que provoca escassez e aumento de custos e dá margem a chantagens e boicotes. Assim sendo, as economias mais avançadas – que sofrem mais diretamente os efeitos da crise chinesa – reagem em busca de melhor entender a natureza dos problemas por ela colocados e de encontrar alternativas para sua dependência da economia chinesa.

Desde que os primeiros efeitos da globalização provocaram disrupções no sistema de comércio internacional, os países mais rapidamente afetados começaram a estudar a natureza do novo fenômeno, seu impacto sobre o comércio exterior e as políticas de defesa comercial capazes de evitar ou limitar seus efeitos. No governo Bill Clinton, os resultados desses estudos, ainda de natureza acadêmica, acabaram levando à criação de uma outra forma de assessoramento econômico da Casa Branca. Clinton criou um Conselho Nacional de Economia, paralelamente ao Conselho de Segurança Nacional – o principal órgão de assessoramento do presidente em questões de política externa e de segurança estratégica.

As principais economias do mundo seguiram um modelo semelhante de assessoramento direto do presidente ou do primeiro-ministro, que não somente propõe a adoção de políticas, mas, sobretudo, monitora ameaças à segurança externa e sugere, ao chefe do Executivo, decisões específicas em casos emergenciais. Não se trata do modelo brasileiro do “Conselhão” que permita ao presidente sentir o pulso da elite ou cooptar o empresariado, mas sim de think tanks governamentais, que reúnem especialistas com alto nível de experiência acadêmica, profissional e política, não necessariamente ligados ao partido do governo.

Agora, assistimos à criação de novos arranjos de assessoramento do Executivo em resposta às sequelas cruzadas da pandemia e da guerra na Ucrânia, sobretudo quanto a seu impacto sobre a estabilidade da economia chinesa e suas consequências sobre as cadeias globais de produção e de valor. Trata-se de novas forças-tarefa, da adoção de legislações específicas e, no caso do Japão, até de um novo cargo de ministro da Segurança Econômica – basicamente criados para exercer mecanismos de triagem do investimento em inovação nas cadeias de exportação e importação.

Parte-se do pressuposto de que qualquer país ou grupo de países que controle um punhado de inovações tecnológicas emergentes poderá obter imensas vantagens nas cadeias de comércio e investimento global. O papel das economias emergentes minimamente industrializadas, capazes de substituir parte relevante das funções de suprimento global, torna-se vital diante do risco decorrente da instabilidade da economia chinesa.

Relatório recente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) mostra que países como a Índia, a Indonésia ou o Vietnã, cujo desenvolvimento industrial vem-se firmando, estão se tornando altamente atraentes para o investimento proveniente de países de economia mais avançada, cujas posições nas cadeias de valor são mais relevantes. Não é o caso do Brasil. Teríamos muito a ganhar se pudéssemos tirar partido desta oportunidade para reverter o processo de desindustrialização ao qual nossa economia vem sendo relegada desde os governos petistas.

Embora a economia brasileira possa se beneficiar de sua posição na cadeia de segurança alimentar, nosso lugar, como fornecedores de commodities, nos deixa em posição subordinada nas cadeias de valor, que são controladas pelos países consumidores. A oportunidade para a indústria existe, mas dependeria de uma política de segurança econômica, que propiciasse a estabilização da economia e desse prioridade aos investimentos e à predominância de gastos em políticas comprovadamente eficientes, enfim, tudo o que se deve esperar de um próximo governo em real sincronia com as expectativas dos eleitores.

Money Times - SP   26/05/2022

O compromisso da China com o Covid Zero significa que é praticamente certo que o país não alcançará sua meta de crescimento econômico por uma grande margem pela primeira vez.

A estimativa mediana de economistas para o crescimento do PIB chinês este ano caiu para 4,5%, de acordo com a última pesquisa compilada pela Bloomberg, bem abaixo da meta oficial de cerca de 5,5%.

Pequim admitiu não ter atingido a meta apenas uma vez desde que a estabeleceu há três décadas – por apenas 0,2 ponto percentual em 1998.

O governo não estabeleceu uma meta em 2020, quando a pandemia de coronavírus se espalhou pela primeira vez.

A China nunca ajustou a meta no meio do ano, então não há clareza sobre se essa opção existe ou como seria feita. Economistas acham que é mais provável que a meta do PIB seja discretamente posta em segundo plano à medida que preservar e criar empregos se torna prioridade.

O presidente Xi Jinping lançou as bases para tratar a meta do PIB como apenas um objetivo entre vários, escrevendo em um documento chave do partido comunista no ano passado que não deveria mais ser um “único critério de sucesso”.

Pequim não menciona a meta de crescimento desde março. Em vez disso, as autoridades enfatizaram repetidamente a estabilização do emprego, que o governo pode aumentar subsidiando empresas para reter trabalhadores para manter a taxa de desemprego abaixo da meta de 5,5%, mesmo que não possam trabalhar devido aos controles de Covid.

“Faz sentido” que Pequim não veja mais a meta como uma “restrição rígida”, disse Zhu Ning, ex-assessor do banco central da China.

Ao deixar de enfatizar o crescimento do PIB em nome de outras prioridades, como segurança nacional, controle de riscos financeiros e redução da poluição, não atingir a meta provavelmente representa pouco risco político para Xi, mesmo quando ele busca um terceiro mandato como líder em um congresso do Partido Comunista no outono.

“Não acho provável que o não cumprimento da meta do PIB leve a um grande revés”, disse Jeremy Wallace, especialista em política econômica da China na Universidade de Cornell. “O governo argumentará que o crescimento abaixo da meta foi justificado pelas medidas necessárias de Covid e apontará a baixa taxa de mortalidade da China como evidência da sabedoria de suas escolhas”.

A máquina de propaganda já foi acionada. Os principais jornais estatais, incluindo o Diário do Povo, o Shanghai Securities News e o Economic Daily, todos publicaram um relatório na primeira página na quarta-feira sobre a prioridade de Xi no crescimento e as conquistas econômicas do país sob sua liderança.

Outra opção: acochambrar os números. Com base em experiências anteriores, a manipulação estatística pode adicionar 1 ponto percentual à taxa de crescimento da China este ano, segundo economistas do Goldman Sachs em nota recente.

No entanto, os dados oficiais de abril mostram uma forte contração em toda a economia e sugerem que “o choque negativo da Covid é grande demais para suavizar”, acrescentaram.

O Estado de S.Paulo - SP   26/05/2022

Puxada pela comida e pela energia, a inflação pressiona famílias em todo o mundo – e o quadro pode piorar, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI), se continuar o desmonte da ordem econômica. Somada à pandemia de covid-19, a invasão da Ucrânia pela Rússia gerou crise sobre crise, “devastando vidas, derrubando o crescimento, elevando a inflação” e agravando o risco de uma fragmentação geoeconômica, segundo análise divulgada na véspera da abertura, em Davos, da reunião do Fórum Econômico Mundial. Somente a cooperação internacional, ressalta a mensagem, poderá dar conta de problemas urgentes como a escassez de alimentos e de outros produtos, “eliminando barreiras ao crescimento e salvando o clima”.

Forças de integração triplicaram o tamanho da economia global, nas últimas três décadas, e tiraram 1,3 bilhão de pessoas da pobreza. Nesse período, assinala o documento, fluxos de capital, bens, serviços e pessoas transformaram o mundo, auxiliadas pela difusão de tecnologias e de ideias, elevando a produtividade e os padrões de vida. Destacadas no texto, as palavras “forças de integração” sintetizam esse conjunto de fatores.

Nem tudo é positivo nesse balanço. Trabalhadores foram deixados para trás, na mudança tecnológica, persistiram desigualdades entre pessoas e entre nações e a confiança na globalização nunca foi geral e irrestrita. Com a incerteza em relação às políticas comerciais, o produto mundial, em 2019, foi cerca de 1% inferior ao que poderia ter sido. A insegurança tem crescido. Desde o começo da guerra na Ucrânia, cerca de 30 países, segundo o FMI, limitaram o comércio de alimentos, de energia e de outros importantes produtos básicos.

Pessoas de todos os níveis profissionais e econômicos serão atingidas, se a desintegração do sistema global prosseguir, estimam economistas do FMI. Obstáculos têm sido criados por vários fatores, incluindo o aperto financeiro. Tudo ficará mais complicado se houver reconfiguração das cadeias de suprimento e barreiras maiores à aplicação de capitais e à transferência de tecnologias. A produtividade será afetada, a inflação subirá, a inovação será freada e haverá severos prejuízos à expansão do Produto Interno Bruto (PIB).

Para elevar a confiança no sistema global, o FMI aponta quatro prioridades: fortalecer o comércio, apoiar os países mais endividados, modernizar os pagamentos internacionais e combater a mudança climática. A questão dos pagamentos é especialmente importante por causa do enorme volume de remessas familiares. Atualmente, cerca de US$ 45 bilhões ficam nas mãos de intermediários, a cada ano, com graves perdas para milhões de famílias de baixa renda.

A cooperação no comércio envolve medidas a favor tanto de exportações quanto de importações, essenciais para aliviar ou evitar desarranjos no sistema de preços. Também os exportadores de matérias-primas agora mais caras, como alimentos e combustíveis, devem pensar nos efeitos mais amplos de suas políticas e olhar para além do curto prazo. Isso inclui, obviamente, países como Brasil, Indonésia e Argentina, além, é claro, da Rússia, embora nenhum país seja citado.

A mudança climática é descrita como um “desafio existencial” particularmente importante. É preciso urgentemente fechar a distância entre a ambição e as políticas, combinando a precificação do carbono, o investimento em fontes de energia renováveis e a compensação para quem for adversamente afetado pelas mudanças, propõe o documento.

Os desafios apontados pelo FMI já são claros e sensíveis. A inflação assola emergentes e países em desenvolvimento e atinge, no mundo rico, os níveis mais altos em quatro décadas. A produção também perde impulso. Em 38 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a atividade no primeiro trimestre foi 0,1% maior que nos três meses anteriores. No trimestre final de 2021 o crescimento havia sido de 1,2%. No Brasil, onde as perspectivas já eram ruins, notícias como essa deveriam impor maiores cuidados ao governo.

O Estado de S.Paulo - SP   26/05/2022

Desde setembro do ano passado a inflação acumulada em 12 meses tem ficado acima de 10%. Em maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – que antecipa a inflação do mês completo –, a alta foi de 12,20%, contra 12,03% em abril.

Embora há pelo menos nove meses a alta média dos preços venha corroendo a renda dos brasileiros, sobretudo os mais pobres, o ministro da Economia, Paulo Guedes, garante que o País está saindo do “inferno” inflacionário. Ao contrário de Guedes, porém, o presidente Jair Bolsonaro se deu conta recentemente de que alta acentuada e prolongada dos preços, sobretudo os de bens essenciais como alimentos e combustíveis, ameaça sua reeleição, seu único objetivo desde que assumiu o cargo. Tem demonstrado, por isso, descontrolado nervosismo com a questão.

Primeiro, tentou empurrar a culpa para outros, como costuma fazer sempre que se defronta com problemas. No caso dos combustíveis, Bolsonaro disse que a culpa era dos governadores, por causa da elevada tributação estadual. Depois, para mostrar ao eleitor que luta contra a inflação – em alta, observe, desde maio de 2020, ou seja, há dois anos –, Bolsonaro passou a tentar controlar os preços praticados pela Petrobras. Para isso, demitiu sucessivos presidentes da Petrobras por ele mesmo indicados. Agindo assim, ameaça desestruturar as finanças da empresa e, se tiver êxito, empurrará os necessários reajustes para a frente. E eles virão, quer Bolsonaro queira ou não.

Agora, por insistência de Bolsonaro, cuja única preocupação é sua reeleição, o governo promoveu o segundo corte, em pouco mais de seis meses, de 10% das tarifas de importação de mais de 6 mil itens. Embora a desoneração das importações possa fazer parte de uma agenda mais ampla e necessária de abertura da economia brasileira, o objetivo principal do presidente é conter o preço de alimentos e de materiais de construção, para, desse modo, também conter a inflação.

A medida é de caráter temporário (vale até o fim de 2023), para não ferir regras do Mercosul que exigem a aprovação de todos os seus membros para a redução permanente das tarifas de importação de bens de terceiros países. Mesmo assim, pode gerar alguma reação de outros países que fazem parte do bloco do Cone Sul.

Há, no governo, cálculos de que o corte de tarifas agora decidido poderá reduzir a inflação deste ano em até 0,50 ponto porcentual. É provável que isso não chegue ao consumidor. E, se chegar, o efeito será pouco sensível para a inflação de 2022.

Um tanto problemático para o Mercosul, de efeito muito limitado para o consumidor e para o IPCA, a medida tem, porém, impacto real e inevitável nas finanças públicas. A redução da tarifa de importação implicará queda de R$ 3,7 bilhões na arrecadação federal. Em tese, não há problema legal nem necessidade de compensação para essa renúncia de receita, pois o Imposto de Importação é considerado regulatório e não arrecadatório. Mas nem isso afasta a necessidade de ajuste das finanças federais.

MINERAÇÃO

Money Times - SP   26/05/2022

A indústria de mineração do Brasil está em alerta para possíveis aumentos de impostos antes das eleições.

“O que temos verificado neste período eleitoral é uma espécie de ataque especulativo ao lucro do setor”, disse Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, durante evento na quarta-feira com executivos da Anglo American, Samarco e CBMM. “Não se pode punir o setor por ser lucrativo e competitivo”, disse Jungmann.

Enquanto o governo faz um esforço para reduzir os impostos sobre tudo, desde combustível a alimentos, para conter inflação que está acima de 12% ao ano, as mineradoras temem que as discussões no Congresso para aumentar royalties da mineração avancem como forma de compensar a perda de receita e diante de uma lacuna nas contas do governo.

O impacto da carga tributária e dos royalties foi mencionado por 55% dos executivos de mineração como um tema que o governo pode abordar em 2022, segundo pesquisa realizada pela Ernst & Young e Ibram.

A precificação do carbono e as políticas para atrair investimentos estrangeiros também estão no radar.

As discussões trazem um efeito “terrível”, pois criam “falta de segurança jurídica e previsibilidade”, disse o presidente da Samarco Rodrigo Vilela.

Infomoney - SP   26/05/2022

A mineradora Vale (VALE3) integrou a lista da dez maiores pagadores de dividendos do mundo no primeiro trimestre de 2022, segundo o relatório do Índice Global de Dividendos da gestora Janus Henderson. O relatório analisa trimestralmente as 1.200 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado, que representam 90% dos dividendos globais pagos.

Os dividendos distribuídos no trimestre passado somaram US$ 3,6 bilhões. Embora tenha apresentado uma redução em comparação ao mesmo período de 2021, quando pagou US$ 4 bilhões, a Vale ainda conseguiu se manter na nona posição do ranking, sendo a única companhia brasileira da lista.

Quem liderou o ranking foi a mineradora australiana BHP (BHPG34), seguida da farmacêutica Novartis e da empresa de logística A.P. Moller–Maersk.

Integram também a lista das maiores pagadoras de dividendos do mundo a farmacêutica Roche, as empresas de tecnologia Microsoft e Siemens, a petrolífera Exxon Mobil, a companhia de telecomunicações AT&T Inc. e a Apple.

Estas dez empresas pagaram juntas US$ 56,3 bilhões em dividendos no primeiro trimestre de 2022, valor superior ao distribuído pelo grupo de empresas que liderou o ranking no primeiro trimestre de 2021, quando foram pagos US$ 51,4 bilhões.

O cálculo dos dividendos no índice é bruto, utilizando a contagem de ações prevalecente na data de pagamento e convertidos em dólares, utilizando a taxa de câmbio vigente.

Segundo o relatório da Janus Henderson, a mineradora BHP está a caminho de ser a maior pagadora de dividendos do mundo em 2022, pelo segundo ano consecutivo. Os proventos das empresas de mineração subiram 29,7% em todo o mundo, na base nominal, enquanto os dividendos das petrolíferas saltaram 31,8% na base subjacente (com ajustes devido ao efeito cambial e dividendos não recorrentes).

De acordo com a gestora, estes grupos foram impulsionados pela recuperação de empresas que haviam cortado os pagamentos em 2020. Para este ano, a perspectiva é de que as mineradoras contribuam significativamente com os dividendos, superando a marca de U$$ 100 bilhões pela primeira vez.

“Tanto o preço do petróleo quanto o do metal foram impulsionados ainda mais após a invasão russa da Ucrânia, ajudando a sustentar o crescimento dos dividendos nestes setores atualmente”, destaca o documento.

A Janus Henderson destaca que os proventos da BHP, de US$ 10,8 bilhões, representaram quase três quintos do total de dividendos no primeiro trimestre das empresas australianas. “O valor foi 70% a mais do que o total combinado de seus dividendos especiais e regulares no primeiro trimestre de 2021”, aponta a gestora.
No Brasil

No Brasil os dividendos distribuídos no primeiro trimestre de 2022 somaram US$ 5,2 bilhões, com um crescimento de 7,4% em base subjacente.

Os destaques positivos foram a retomada de pagamentos de dividendos da Ambev, que somaram US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre. O valor compensou o corte nos proventos da Vale e do Bradesco.

O desempenho das empresas brasileiras no índice contribuiu para um salto de 45% nas distribuições dos países emergentes no primeiro trimestre de 2022, que somaram US$ 23,7 bilhões. No total, os dividendos globais saltaram 11% no período, para um recorde de U$$ 302,5 bilhões.
Perspectivas

A gestora elevou a sua projeção para os dividendos anuais neste ano. A expectativa é de que cheguem a US$ 1,54 trilhão – um crescimento de 4,6% se comparado a 2021. Contudo, esclarece que este crescimento seria fruto dos números robustos no primeiro trimestre deste ano, já que devido ao cenário de incertezas e riscos globais a perspectiva para os próximos trimestres se manteve estável.

A Janus Henderson destaca os desafios enfrentados pela economia global, como a guerra na Ucrânia, as tensões geopolíticas, o custo elevado de energia e das commodities, além da inflação e dos juros crescentes. Na visão da gestora, este cenário acaba pressionando os lucros das companhias em diversos setores.

Contudo, os dividendos acabam sendo menos voláteis que os lucros, destaca Jane Shoemake, Gerente de Carteira de Clientes da Equipe Global de Renda de Ações da Janus Henderson. “Os lucros geralmente se movem dramaticamente ao longo do ciclo econômico, mas os dividendos tendem a ser mais estáveis”, destaca.

Segundo Jane Shoemake, o fato de os dividendos terem ultrapassado as máximas pré-pandemia comprova como no longo prazo os proventos são uma fonte confiável de crescimento de renda e um abrigo contra a inflação.

Máquinas e Equipamentos

O Fluminense - RJ   26/05/2022

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos caiu 11,6% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O total da receita mensal ficou em R$ 23,3 bilhões. No ano, de janeiro a abril, o setor acumula queda de 6,1% na receita líquida total em relação aos primeiros quatro meses de 2021.

Segundo a entidade, a queda registrada no último mês anula parte do crescimento de 18,2% observado em março. "Apesar da queda do período, a expectativa de recuperação do faturamento em 2022 está mantida, dado o bom desempenho dos negócios", informou a associação. Nos últimos 12 meses, o saldo no faturamento é positivo, com variação de 8,1%.

O primeiro quadrimestre de 2022 indica uma desaceleração do ritmo da atividade industrial, verificada no fim do ano passado. Na avaliação da Abimaq, isso se deve, sobretudo, aos setores ligados ao consumo das famílias, que seguem impactando negativamente os investimentos produtivos de determinados segmentos.

De janeiro a abril, na comparação anual, a queda mais intensa foi observada na venda de máquinas para bens de consumo, -34,1%. Os setores agrícolas, por outro lado, mantiveram o desempenho, com variação positiva de cerca de 8%.

As exportações, por sua vez, que tiveram "forte recuperação" iniciada no segundo trimestre de 2021 e seguem na mesma tendência neste ano. Em abril de 2022, o setor exportou US$ 899 milhões em máquinas e equipamentos. O volume está 11% abaixo do observado no mês passado, mas é 18,1% mais alto que o patamar de abril de 2021, quando foram vendidos US$ 761 milhões. Na comparação anual, as vendas para o mercado externo acumulam alta de 31,2%.

No primeiro quadrimestre, houve crescimento das exportações para a maioria dos países, com destaque para América Latina (32%), Estados Unidos (30%), e países da Europa (27,8%). Na comparação mensal, observou-se uma queda expressiva (96%) nas vendas para a Rússia, país que está em guerra com a Ucrânia. O volume negociado passou de US$ 13 milhões, em março, para US$ 538 mil, em abril.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   26/05/2022

A Toyota finalmente tem um produto para competir com a Tesla. Apesar de um nome estranho e críticas mistas, o bZ4X pode ser o veículo elétrico mais importante lançado este ano.

O primeiro modelo de bateria pura da Toyota projetado desde o início está agora chegando a “showrooms” em todo o mundo. Como o Model Y da Tesla, o Mustang Mach-E da Ford e o Ioniq 5 da Hyundai, o bZ4X é um veículo utilitário esportivo compacto construído sobre uma cama rolante ou “skate” de baterias. Ele foi projetado com a ajuda do especialista em tração nas quatro rodas Subaru, que neste verão local lançará um modelo rival chamado Solterra.

Como o bZ4X será vendido será um teste crítico do potencial da Toyota para transformar suas mais de duas décadas de experiência com híbridos gás-elétricos no sucesso com a tecnologia totalmente elétrica que a maioria das pessoas na indústria automotiva espera dominar no futuro, embora em um cronograma altamente incerto. Dada a escala da empresa, seu sucesso ou fracasso também pode ter uma influência descomunal na adoção de veículos elétricos pelos consumidores em geral.

A visão de consenso parece ser que o bZ4X funciona bem o suficiente, mas oferece pouco para surpreender ou se destacar em um campo cada vez mais lotado. “Não há nada inovador ou particularmente inteligente”, diz Alistair Weaver, editor-chefe do provedor de dados e revisor de carros Edmunds.

Ele também lamenta a ausência de um porta-malas dianteiro onde o motor estaria, e a minimização da “condução de um pedal” através de um acelerador que freia quando levantado – ambos os recursos de assinatura de veículos elétricos. O bZ4X pode permitir a condução de um pedal, mas a frenagem não é tão forte quanto em alguns modelos.

No entanto, tudo isso se encaixa com a marca da Toyota, que representa coisas muito diferentes da Tesla. A empresa japonesa há muito dá prioridade à segurança, acessibilidade e confiabilidade sobre a emoção.

Um preço inicial de US$ 42 mil está no limite inferior da faixa, e a Toyota diz que a bateria do bZ4X deve reter 90% da capacidade após 10 anos. O crescimento da empresa ao longo de décadas para se tornar líder de mercado global sugere que ela sabe o que muitos consumidores querem – talvez melhor do que os revisores de carros e os primeiros adeptos.

Se for popular, o bZ4X pode facilitar a empresa com políticos obcecados por veículos elétricos. A Toyota argumenta que focar apenas em veículos elétricos a bateria não é a melhor abordagem para reduzir as emissões de carbono da direção. Tem razão, dadas as restrições na mineração de materiais de bateria e no lançamento de energia renovável, mas o argumento é ofuscado pela impressão de que a Toyota está falando de seus próprios híbridos.

Os investidores também ficaram frustrados com a estratégia cautelosa de veículos elétricos da empresa, já que o valor de mercado da Tesla atingiu um pico de US$ 1,2 trilhão no final do ano passado – mais de quatro vezes o da Toyota na época. O diretor-presidente Akio Toyoda respondeu em dezembro com o compromisso de investir mais em veículos elétricos e acelerar seu lançamento. A empresa quer vender 3,5 milhões de veículos elétricos até 2030.

Desde então, o valor de mercado da Tesla caiu quase pela metade. Mas poucos duvidam que as baterias substituirão gradualmente os motores. Um quinto dos entrevistados da pesquisa global deste ano da consultoria EY disse que seu próximo carro seria um veículo totalmente elétrico, acima dos 12% no ano passado e 8% em 2020 – embora os números nos Estados Unidos sejam menores.

O bZ4X oferece aos investidores a primeira evidência real de quão bem equipada a maior montadora do mundo está para lidar com a transição da indústria. Muito depende do seu sucesso.

FERROVIÁRIO

IstoÉ Online - SP   26/05/2022

Promessa feita no início do governo Bolsonaro, e que ficou na geladeira nos últimos anos, a junção das estatais Valec e Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pode virar realidade nos últimos meses do mandato do presidente Jair Bolsonaro, que busca a reeleição. O Executivo publicou nesta quarta-feira, 25, decreto que autoriza a incorporação da EPL pela Valec, e a previsão, segundo o Ministério da Infraestrutura, é que a empresa resultante da junção, denominada Infra S/A, seja constituída em até seis meses.

A EPL foi criada originalmente para desenvolver o trem-bala. Já a Valec, que foi historicamente comandada por apadrinhados do PL, de Valdemar Costa Neto, chegou a ser palco de operação da PF e investigada por suspeitas de corrupção. Hoje, entre suas atividades está a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

A nova estatal resultante da fusão ficará responsável pelo planejamento e estruturação de projetos para o setor de transportes, papel que a Valec e a EPL já exercem atualmente. Segundo o governo, com a medida, a previsão é que sejam economizados R$ 90 milhões em custos operacionais por ano.

O anúncio vem no momento em que o discurso liberal do governo Bolsonaro está ainda mais fragilizado, depois que o presidente ordenou uma nova troca de comando da Petrobras.

A promessa de fusão das duas estatais foi feita em 2020, após o então ministro da Infraestrutura, Tarcisio de Freitas, convencer o governo a não se desfazer das duas empresas.

A EPL e a Valec estão na lista das 18 estatais federais dependentes de aportes do Tesouro para fechar as contas. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) recentemente, no último ano, o ministério passou a buscar formas de tornar as empresas autônomas, e uma das saídas foi fortalecer a prestação de serviços para a iniciativa privada.

“A companhia irá aumentar a produtividade e ampliar a eficiência na estruturação de projetos de infraestrutura, sempre pensando a logística de transportes, estruturando o futuro, sem qualquer descontinuidade ao que está em andamento”, disse o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, em nota, sobre a incorporação.

Ainda segundo a pasta, no primeiro ano de funcionamento da empresa, a economia será de R$ 30 milhões, o que passa para pelo menos R$ 90 milhões no segundo ano.

De acordo com o ministério, todos os processos em andamento pelas estatais serão incorporados pela empresa, como a construção dos trechos II e III da Fiol e a fiscalização das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), por exemplo – empreendimentos administrados pela Valec.

A Infra S/A também responderá pela elaboração do Plano Nacional de Logística (PNL) e demais planos setoriais, desenvolvidos pela EPL, afirmou a pasta.

NAVAL

SEGS.com.br - SP   26/05/2022

O Porto Itapoá está novamente entre as 50 Empresas mais Inovadoras do Sul do Brasil e é mais uma vez o único porto a figurar no tradicional ranking do Grupo AMANHÃ. Realizado em parceria com os institutos IXL-Center/GIMI, de Cambridge/EUA, a seleção teve como base as metodologias de inovação que as empresas adotam desde a geração de ideias até o desenvolvimento de serviços e produtos.

Para o diretor de Operações, Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá, Sergni Pessoa Rosa Junior, a inovação é um conceito que tem sido aprofundado dentro do Terminal nos últimos anos: “Enxergamos a inovação com uma busca constante por melhores resultados, olhando para nossos processos e infraestrutura de forma analítica e bastante objetiva”. O supervisor de Estratégia e Inovação, Rafael Frederico Pereira, complementa: “É um tema de bastante valor para o Porto Itapoá, por isso mesmo, a empresa tem um setor específico para essa missão”, explica.

A cerimônia de premiação da 18ª edição de Campeãs da Inovação ocorreu nesta segunda-feira, 23 de maio, junto com o Webinar "Greenovate: Inovação na era da sustentabilidade". O evento teve transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ com abertura de Hitendra Patel, CEO e líder global do IXL-Center.

A pesquisa Campeãs da Inovação adota o Innovation Management Index, ferramenta da metodologia do Global Innovation Management Institute (Gimi) aplicada pelo IXL-Center, de Cambridge, região metropolitana de Boston (EUA). O Gimi é uma organização global sem fins lucrativos criada por um time de executivos, acadêmicos e consultores especializados em inovação. O grupo auxilia pessoas, empresas e regiões a desenvolver competências em gestão da inovação de nível mundial através de padrões, métricas, protocolos de teste e certificações globais.

Porto Itapoá integra ecossistema de inovação

Como uma das Empresas Mais Inovadoras do Sul do País, o Porto Itapoá agrega diferenciais de eficiência, modernidade e tecnologia nas operações e serviços. Uma das formas de aportar essas melhorias é fazer parte do ecossistema de inovação como o LinkLab da ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia -, que integra grandes empresas (corporates), como o Porto Itapoá, às startups de tecnologia para solução de desafios de negócios e de operações de forma colaborativa. “Atuar no ecossistema de inovação aberta permite ao Porto Itapoá fortalecer a Cultura de Inovação, aprender sobre as tendências e novas tecnologias, promover interação com startups para outros colaboradores e gestores e desenvolver de forma colaborativa soluções para os desafios corporativos do Porto”, afirma Rafael Frederico Pereira, Supervisor de Estratégia e Inovação.

Para fortalecer esse ecossistema de inovação o Porto Itapoá participa e patrocina as próximas jornadas de empreendedorismo e network que serão realizadas em Joinville:

· Startup Weekend, que acontece de 27 a 29 de maio, no Ágora Tech Park/Perini Business Park, evento organizado pela comunidade de startups Techstars.

· JEDI: Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação, de 4 a 25 de junho, realizado pelo Joinvalle.

Sobre o Porto Itapoá

O Porto Itapoá iniciou suas operações em junho de 2011, sendo considerado um dos terminais mais ágeis, eficientes e sustentáveis da América Latina e um dos maiores e mais importantes do País na movimentação de cargas conteinerizadas, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Situado no litoral norte de Santa Catarina, o Porto Itapoá está posicionado entre as regiões mais produtivas do Brasil, contemplando importadores e exportadores de diversos segmentos empresariais.

Sua localização privilegiada, na Baía da Babitonga, proporciona condições seguras e facilitadas para a atracação dos navios. Com águas calmas e profundas, a Baía é ideal para receber embarcações de grande porte, uma tendência cada vez mais adotada na navegação mundial.

Portos e Navios - SP   26/05/2022

Xangai está saindo de um rigoroso bloqueio Covid-19 que imobilizou a cidade desde março. Embora o porto, que atende um quinto dos volumes de embarque da China, tenha funcionado o tempo todo, está operando com capacidade reduzida. Vários embarques foram redirecionados para outros portos como Ningbo-Zhousan, cancelados ou adiados.

Com a cidade devendo reabrir em 1º de junho, o porto estará em overdrive com os embarcadores tentando cumprir os atrasos, sob sérios efeitos indiretos em todo o mundo. É um exemplo de como as cadeias de suprimentos globais em 2022 foram desestabilizadas de maneiras que não eram aparentes no início do ano.

Além de Xangai, muitos outros portos chineses, como Shenzhen, foram afetados por bloqueios.

PETROLÍFERO

Valor - SP   26/05/2022

Os preços dos contratos do Brent para agosto terminaram em alta de 0,39%, a US$ 111,12 o barril, enquanto os preços dos contratos do WTI para julho subiram 0,51%, a US$ 110,33 o barril

Os preços do petróleo fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (25), diante de um cenário ainda apertado no fornecimento da commodity. Os ganhos, porém, ficaram tímidos diante de um horizonte de aperto monetário de importantes bancos centrais do planeta também de uma possível desaceleração econômica global, o que poderia afetar a demanda do petróleo.

No fim da sessão, os preços dos contratos do Brent, a referência global, para agosto terminaram em alta de 0,39%, a US$ 111,12 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos do WTI, a referência americana, para julho subiram 0,51%, a US$ 110,33 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Hoje, dados dos estoques de petróleo e gasolina dos Estados Unidos referentes à semana encerrada na última sexta-feira (20) mostraram novas quedas nos barris do país. Segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), os estoques de petróleo caíram 1,02 milhão de barris na semana passada, enquanto os estoques de gasolina recuaram 500 mil barris.

Apesar do aperto no fornecimento ajudar a dar suporte aos preços, há uma preocupação no horizonte quanto à desaceleração econômica e de uma inflação pesando no bolso do consumidor.

Craig Erlam, analista sênior da Oanda, diz, em nota, que “as preocupações com os casos de covid-19 em Pequim e com o crescimento global continuam a impedir uma alta muito maior nos preços do petróleo”. Esses ganhos de hoje seriam resultados da falta de oferta no mercado, uma possível proibição da União Europeia às importações russas e a reabertura em Xangai.

TN Petróleo - RJ   26/05/2022

Importante componente da economia catarinense, o Gás Natural é utilizado por 339 indústrias em Santa Catarina, que são responsáveis por 50% de todo o PIB deste setor no Estado e geram por volta de 85 mil empregos diretos. Estas empresas consomem, em média, 1,7 milhões de m³ por dia do insumo, mais de 80% do volume total de gás fornecido. Os números demonstram a importância do energético para a eficiência da produção industrial catarinense.

O alto rendimento térmico alcançado pelo gás é sinônimo de qualidade de energia nos processos fabris. Por possuir uma composição química estável, as regulagens nos queimadores são otimizadas e constantes, e a curva de temperatura ideal é alcançada com estabilidade e rapidez. Além disso, a continuidade da produção é garantida pela redução do tempo de parada das máquinas para a manutenção, assim como pela constância de fornecimento de gás, que não está sujeito a quedas de energia.

Segundo a análise de competitividade da SCGÁS para o mês de abril, o gás natural consumido pelas indústrias apresenta uma economia média maior em relação ao preço equivalente dos outros óleos. Custos de armazenamento, frete e manutenção de equipamentos também são minimizados, já que o gás é canalizado e aumenta a vida útil dos equipamentos que o utilizam.

Além do fator econômico, o insumo tem outros diferenciais, como o fornecimento contínuo de um combustível mais limpo e seguro. “Moderno e sustentável, o gás natural é uma ponte para as energias renováveis e é essencial para garantir a qualidade e a eficiência da produção industrial”, afirma o Gerente Comercial Industrial e Veicular da SCGÁS, Rafael Nicolazzi.

Para os próximos cinco anos, a previsão é que 143 novas indústrias sejam ligadas à malha de distribuição em todo o Estado. Até 2026, a Companhia de Gás de Santa Catarina deve investir cerca de R$ 665 milhões na expansão da rede, alcançando a meta de 2.009,00 km e cobertura em 87 municípios catarinenses. “A interligação de novas indústrias ao Sistema de Distribuição de Gás Natural auxiliará no crescimento da economia catarinense, considerando a relevância do setor no PIB estadual”, acrescenta Nicolazzi.

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