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26 de Abril de 2022

SIDERURGIA

E-Commerce Brasil – SP 26/04/2022

Com tecnologia JET, o e-commerce Mais Soluções Usiminas está completando um ano de atividades. Para comemorar o sucesso da iniciativa, a empresa vai realizar um evento, no dia 27 de abril, com a presença de Ascanio Merrighi, diretor-executivo da Soluções Usiminas; Gustavo Chapchap, CMO da JET, e Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech.

Transmitido ao vivo pelo canal da Usiminas no YouTube, o encontro mostrará como a plataforma tem gerado mais eficiência para os negócios.

Projeto inovador, a plataforma foi lançada em grande estilo em 2021, com transmissão ao vivo direto do Hub do e-Commerce Brasil e ganhou destaque em vários veículos de comunicação.

“O projeto foi grandioso e estamos orgulhosos de fazer parte dele”, afirma Gustavo Chapchap, CMO da JET, observando que os resultados são fruto do esforço de todo o time JET.

A plataforma e-commerce destina-se a três perfis de consumidores: aqueles com necessidade de prazos menores aos da usina, os que buscam aço em escala menor de consumo e os que buscam aço em formatos diferentes.

A proposta, que vem sendo plenamente atendida, foi aproximar ainda mais a marca de quem precisa da qualidade do aço Usiminas, mas em frações menores. “Nossa ambição é modificar a forma de se consumir matérias-primas de aço. A meta é que a Mais Soluções seja a maior e melhor plataforma de conteúdo e negócios de aço, revolucionando a aproximação e percepção da marca junto a diferentes públicos consumidores”, afirmou o diretor-executivo da Soluções Usiminas, Ascanio Merrighi, no evento de lançamento do e-commerce.

Como expresso no próprio nome do projeto, o Mais Soluções não é apenas uma plataforma de vendas online, porque visa democratizar o acesso aos produtos e criar uma comunidade em torno do aço.

Para alcançar esta meta, o projeto inclui, por exemplo, a produção de conteúdos para orientar as pessoas que fazem uso do aço no seu dia a dia, mostrando como ter aplicações técnicas e seguras desse tipo de material.

O consumidor final que acessa o endereço hoje já encontra um ambiente propício para a compra, uma vez que a plataforma foi desenvolvida justamente para facilitar o relacionamento com o público, incorporando novas propostas de valor para compras fragmentadas e mais rápidas.

No blog do Mais Soluções Usiminas, a empresa tem compartilhado histórias de clientes que têm conseguido aproveitar a oportunidade da compra online.

“O e-commerce nos proporcionou grande facilidade logística e comodidade. Os custos são competitivos e não precisamos fazer estoque de materiais, porque a entrega é rápida e atende de forma eficiente e com qualidade às nossas demandas”, afirma Luiz Guilherme Moraes, da Cube House Construções em Container, empresa especializada na construção de projetos residenciais e comerciais, utilizando container marítimo como o principal elemento arquitetônico. Apesar de ser um modelo de construção ainda pouco explorado no Brasil, há décadas o conceito é utilizado no exterior.

Eduardo Ramos, mestre churrasqueiro, serralheiro e empreendedor do Rancho dos Xonados, também teve uma experiência bastante positiva. Após pesquisas pela internet, ele descobriu a possibilidade de adquirir o material em aço utilizado nas churrasqueiras direto da Soluções Usiminas.  “Entrei no site e achei a navegação fácil, simples e, em poucos dias, as chapas e tubos de aço adquiridos já estavam na oficina, em Sorocaba, interior de São Paulo. Nem preciso dizer que já virei cliente e vou indicar a quem precisar”, observa.

Para a JET, responsável pelo projeto, o sucesso da iniciativa confirma a relevância conquistada pelo e-commerce para a indústria. “Esse segmento ainda tem muito espaço para crescer no Brasil e a JET está preparada para oferecer a solução mais adequada”, afirma Gustavo, observando que, além da venda direta, a adoção do e-commerce gera outras vantagens para a indústria, como a possibilidade de conhecer mais os seus clientes finais.

Revista Oeste – SP 26/04/2022

Biden pretende usar as verbas federais do pacote de infraestrutura para alavancar a indústria

O governo do presidente Joe Biden pretende usar as verbas federais do pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão para apoiar a indústria dos Estados Unidos e gerar empregos no setor. Pela nova orientação emitida em 17 de abril, qualquer material usado em obras públicas — seja ela uma ponte, uma rodovia, um sistema de esgoto ou a estrutura para a rede internet de banda larga — deverá ter sido fabricado nos EUA. As regras também preveem a dispensa desse requisito caso não haja produtores domésticos suficientes ou o custo do material seja excessivo.

O objetivo é reduzir essas dispensas ao longo do tempo à medida que a indústria norte-americana aumente sua capacidade de produção. Biden espera que a medida crie mais empregos, alivie as tensões da cadeia de suprimentos e reduza a dependência da China e de outras nações.

Com a inflação mais alta em 40 anos e antes das eleições legislativas de novembro, ele aposta que aumentar a produção doméstica reduzirá as pressões de preços. Os republicanos afirmam que o pacote de alívio para enfrentar a pandemia de covid-19 de quase US$ 2 trilhões é a causa da acentuada alta dos preços.

ECONOMIA

Investing - SP   26/04/2022

Um Federal Reserve (Fed) dos EUA implacavelmente agressivo está aumentando as expectativas do mercado para grandes aumentos nas taxas de juros que seriam considerados impensáveis (e paralisantes no mercado) apenas dois meses atrás.

A Nomura, o maior banco do Japão, anunciou na última sexta-feira que o FOMC aumentará as taxas de juros em 75 pontos-base em junho e julho, após uma alta de 0,50 ponto percentual na reunião de maio. Isso levaria a taxa para 2,25%, um ajuste notável, já que o Fed ainda estava flexibilizando a compra de ativos em março .

A mudança nas expectativas do mercado para um maior aperto veio depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse em um debate do FMI na última quinta-feira que um aumento de 50 pontos-base em março estava "sobre a mesa".

Talvez ainda mais pertinente para os mercados, ele disse que havia algum mérito em apertar a carga inicial com riscos de alta para a inflação e um mercado de trabalho historicamente apertado.

Rumores de uma alta de até 75 pontos base começaram na semana retrasada, quando o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que não descartaria uma.

Antes de Powell falar no FMI, a presidente do Fed São Francisco, Mary Daly, colocou lenha na fogueira, dizendo que conversaria com seus colegas sobre se era necessário um aumento de 25, 50 ou 75 pontos base, informou o Seeking Alpha.

Segundo o Deutsche Bank, o mercado agora está precificando cerca de 270 pontos-base de ajuste até 2022, acima dos 250 vistos em 1994, com expectativas agora de que a taxa atinja 3% até março de 2023.

O Estado de S.Paulo - SP   26/04/2022

Sem investimentos suficientes para acelerar e dar competitividade à economia, o Brasil tem ficado para trás comparado a seus pares internacionais. De 1980 a 2019, o País investiu 49 vezes o volume de 1979. No mesmo período, o multiplicador foi de 249 na Índia; 202 na Coreia do Sul; 66 na África do Sul; e 81 nos Estados Unidos. Os números explicam, em partes, o fraco desempenho econômico, a baixa produtividade e menor competitividade brasileira nos últimos anos. Pior: há pouca expectativa de que esse quadro vá mudar no curto e médio prazos.

Levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1979, o Brasil investiu, em valores atualizados, R$ 930 bilhões. Entre 1980 e 2019, o volume somou R$ 45 trilhões.

Se o País tivesse seguido o caminho da Índia, por exemplo, o investimento teria superado R$ 200 trilhões no período. Na comparação com a Coreia do Sul, o valor chegaria a quase R$ 190 trilhões – quase 20 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021. E, em relação à África do Sul, duas vezes o PIB nacional.

“Ficamos para trás. O Brasil deixou de investir trilhões de reais nos últimos anos, o que tem distanciado o País de outras nações”, diz o diretor de Planejamento e Economia da Abdib, Roberto Guimarães. Segundo ele, se for aplicado o mesmo modelo com relação a produção industrial, o resultado será semelhante em termos de distanciamento.

A produção industrial brasileira teria tido um adicional de R$ 6,5 trilhões se tivesse crescido como a Coreia do Sul, entre 2010 e 2021. Com relação ao México, R$ 5,1 trilhões ou 2,9 vezes. Com relação à África do Sul, teríamos dobrado a produção. “Temos batido na tecla de que tem de aumentar investimentos, mas o que temos visto é o investimento público desabar nos últimos dez anos”, diz Guimarães.

Um dos principais problemas, diz ele, é que os governos não conseguem reduzir a despesa corrente e aí descontam nos investimentos (para conseguir atingir a meta fiscal). “O orçamento previsto para este ano é um quarto do que foi há 15 anos.”

Os baixos investimentos sempre foram um problema crônico desde a década de 80. O Estado brasileiro cresceu demais, a máquina pública ficou inchada e, com a globalização, o País foi perdendo competitividade em relação aos concorrentes. “O Brasil tem alguns problemas para resolver, como equilibrar as contas públicas e definir o que quer ser, além do agronegócio e da mineração”, diz o professor do Insper, Ricardo Rocha.

A dificuldade de investimento provoca um circulo vicioso da economia. O PIB não cresce porque os investimentos não decolam e, ao mesmo tempo, as empresas não fazem novos investimentos devido à baixa expectativa de crescimento. “Um país que cresce pouco é um país que demanda pouco, e isso determina o investimento”, diz o presidente da consultoria Inter.B, Claudio Frischtak. Segundo ele, numa economia fechada e com pouca competição, o motivador para investir é o crescimento econômico.

O problema é que, nos últimos 40 anos, o PIB brasileiro teve avanço médio de 1,5% ao ano – abaixo das necessidades da população que precisa de emprego e renda. “O empreendedor tem de ver algo que o estimule a aplicar seu capital (na expansão ou novo negócio)”, diz Frischtak.

Na avaliação de especialistas, hoje o Brasil tem uma política de ajuste fiscal (que não tem sido bem feita) e não uma política de crescimento. Boa parte do que foi prometido pela atual administração não saiu do papel, como a privatização de empresas importantes e reformas essenciais para colocar o País na rota de crescimento, diz o pesquisador associado do FGV Ibre, Cláudio Considera.

“Um país com desemprego alto, sem expectativa de demanda e muita insegurança não atrai investimentos”, diz ele. E isso significa reduzir produtividade, como tem ocorrido com o Brasil nos últimos 36 anos. O economista destaca que, embora os números do IBGE mostrem uma recuperação da taxa de investimento no País, os dados são questionáveis. Um dos fatores é a internalização de plataformas de petróleo já existentes e que estavam contabilizadas em subsidiárias no exterior por questões tributárias.

Segundo dados do Ibre, em 2021, a internalização das plataformas atingiu US$ 15,5 bilhões, equivalente a cerca de R$ 84 bilhões quando convertidos pela taxa de câmbio anual média. Esse valor corresponde a 5% do investimento do País, e a 1% do PIB. “Ou seja, daqui a pouco o investimento volta a cair”, diz Considera.

Monitor Digital - RJ   26/04/2022

A balança comercial brasileira fechou a quarta semana do mês de abril com superávit de US$ 19,26 bilhões no acumulado do ano, em alta de 13,7% sobre o período de janeiro a abril de 2021, pela média diária. As exportações já cresceram 22,5% em 2022 e somaram US$ 93,93 bilhões, enquanto as importações subiram 25% e totalizaram US$ 74,67 bilhões. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) aumentou 23,6%, atingindo US$ 168,60 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (25/4).

No acumulado do mês, o superávit é de US$ 7,46 bilhões, com crescimento de 7% sobre a medida diária de abril do ano passado. A corrente de comércio atinge US$ 35,84 bilhões, em alta de 21,4%, refletindo os aumentos de 18,7% das exportações, que somaram US$ 21,65 bilhões, e de 25,9% das importações, que totalizaram US$ 14,19 bilhões.

Apenas na quarta semana de abril, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,033 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 10,235 bilhões – resultado de exportações no valor de US$ 6,134 bilhões e importações de US$ 4,101 bilhões.

O desempenho das exportações em abril mostra crescimento de 6,9% na Agropecuária, que somou US$ 5,76 bilhões; recuo de 9,5% na Indústria Extrativa, que ficou em US$ 4,23 bilhões; e aumento de 42,9% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 11,57 bilhões.

Na Agropecuária, destacaram-se as vendas de milho não moído, exceto milho doce (+275,3%), café não torrado (+50%) e soja (+2,7%). A Indústria Extrativa, apesar da queda no valor total, aumentou as vendas de outros minerais em bruto (+37%), minérios de níquel e seus concentrados (+178,1%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+25,8%).

Já na Indústria de Transformação, cresceram principalmente as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+76,6%), farelos de soja e outros alimentos para animais – excluídos cereais não moídos –, farinhas de carnes e outros animais (+60,5%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+70,8%).

Importações do mês

Do lado das importações, até a quarta semana de abril, a Secex registrou crescimento nos três setores. O aumento foi de 28,5% na Agropecuária, que somou US$ 344,41 milhões em compras do exterior; de 24,1% na Indústria Extrativa, que chegou a US$ 822,45 milhões; e de 26,9% na Indústria de Transformação, que atingiu US$ 12,90 bilhões.

Os destaques na Agropecuária foram os aumentos das importações de trigo e centeio, não moídos (+20,8%), milho não moído, exceto milho doce (+219,6%) e soja (+146%). Na Indústria Extrativa, aumentaram principalmente as compras de fertilizantes brutos, exceto adubos (+144,3%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+56,2%) e gás natural, liquefeito ou não (+87,9%).

Para a Indústria de Transformação, aumentaram as entradas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+68,8%), compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+64,7%) e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+258,3%).

O Estado de S.Paulo - SP   26/04/2022

Saber se os Estados Unidos entrarão ou não em recessão como consequência do atual ciclo de alta dos juros para controlar a inflação explosiva (para padrões do mundo avançado) é uma das grandes questões econômicas da atual conjuntura global.

Em recente artigo no site econômico Vox, os economistas Alex Domash e Lawrence Summers (prestigiado ex-secretário do Tesouro americano) – a mesma dupla que, em trabalho recente, abordado pela coluna, inferiu que o mercado de trabalho norte-americano está extremamente aquecido – escreveram que o baixo nível de desemprego e a alta inflação hoje nos Estados Unidos são ambos fortes preditores de recessões futuras.

Dessa forma, eles concluem, “a probabilidade de o Fed [BC dos EUA] conseguir fazer um pouso suave [desinflação sem recessão] na economia parece baixa”.

Os dois economistas analisam dados trimestrais desde 1950 para calcular a probabilidade de recessão num horizonte de 12 a 14 meses, de acordo com diferentes níveis de inflação e desemprego.

É com base nesse exercício que apontam que a inflação corrente de quase 8% e o desemprego abaixo de 4% sugerem, de acordo com a evidência histórica, que há “uma probabilidade muito substancial de recessão no período entre os próximos 12 e 14 meses”.

Uma visão diferente é apresentada em recente artigo de Dana Peterson e Ataman Ozyildirim, ambos do Conference Board (organização empresarial e de pesquisa econômica de renome mundial), respectivamente economista-chefe e diretor sênior de Economia da instituição.

Ozyildirim é especialista no desenvolvimento de indicadores econômicos e em projeções em base agregada da atividade econômica em termos globais.

Usando a conhecida metáfora do “canário na mina de carvão” (a ave, mais sensível a gases que o ser humano, morre antes que seja perceptível aos sentidos humanos uma vazamento de gás), e se referindo à economia americana, os dois economistas escrevem que “o canário do Conference Board na mina de carvão ainda está cantando”.

Isto é, por enquanto a previsão é de que a economia dos Estados Unidos vai crescer acima do seu potencial (de aproximadamente 1,7% ao ano, segundo os economistas) tanto em 2022 quanto em 2023.

Mas isso não significa um cenário totalmente róseo. Eles frisam que há riscos relevantes para a consecução daquele cenário, e recentemente o Conference Board rebaixou suas previsões de crescimento americano para 2022 e 2023.

A análise dos pesquisadores do Conference Board se inicia com o fato de que houve recentemente inversão na curva de juros, o que historicamente sinaliza o fim de bons tempos econômicos.

Entre o final de março e início de abril, a rentabilidade do título do Tesouro dos EUA de dois anos ficou acima daquela do papel de dez anos. Mas eles acrescentam que aquela inversão não ocorreu no caso dos Fed Funds (taxa básica dos EUA, de curtíssimo prazo) e o título de dez anos.

Peterson e Ozyildirim frisam que esse segundo spread é um componente do “The Conference Board Leading Economic Index” (LEI, o indicador antecedente) – no caso, dos Estados Unidos.

Em seguida, os economistas escrevem que, mesmo com a guerra na Ucrânia e o aperto monetário nos Estados Unidos, os indicadores antecedentes do Conference Board continuam a sinalizar crescimento positivo na economia americana nos próximos seis a nove meses, possivelmente entrando em 2023.

Eles chamam a atenção em particular para o Leading Credit Index (LCI), uma medida ampla das condições de crédito e subcomponente do LEI, cujo comportamento não indica recessão nos Estados Unidos.

Na verdade, prosseguem os economistas, o LEI, que tem dez componentes, está subindo moderadamente, o que costuma sinalizar crescimento saudável.

Em média, desde 1959, quando foi pela primeira vez calculado, o LEI começou a cair (após um pico) onze meses antes do início de recessões. O LEI iniciou a queda pós-pico precisamente 11 meses antes da recessão de março de 2001 (estouro da bolha dot.com), e 21 meses antes de dezembro de 2007, que é considerada a data inicial da recessão associada à grande crise financeira global.

Com base no LEI, o Conference Board projeta crescimento de 3% nos Estados Unidos este ano, com expansão de 1,7% no último trimestre, ante igual período de 2021.

Os autores chamam atenção do mercado de trabalho robusto e, quanto aos consumidores, apesar do nervosismo, não há excesso de pessimismo. A indústria manufatureira e a construção se mostram resilientes, mas há o fantasma do aperto monetário pelo Fed.

Um dos riscos apontados pelo Conference Board é justamente que o aperto do Fed – eles citam expectativa de que os Fed Funds, hoje em 0,25%-0,5%, fechem em 2% este ano e em 3% em 2023, junto com a redução do balanço do banco central, que enxuga liquidez da economia – seja mal calibrado e jogue a economia em recessão.

Outro risco são os embargos e desabastecimento de produtos na economia global na esteira da guerra da Ucrânia, que já deu mostras de que não terá fim rápido.

Os economistas ressalvam que o LEI não é muito bom em captar efeitos imediatos de choques econômicos. Porém, alguns de seus componentes, como preços de ações e rentabilidade de títulos do Tesouro medem melhor a direção do vento no momento dos choques.

Eles colocam ênfase particular na importância do LCI, que é relativamente novo dentro do LEI (desde 2012). Comparativamente aos ‘índices de condições financeiras’ em geral, prosseguem, o LCI funciona particularmente bem para indicar os pontos mais altos e mais baixos dos ciclos econômicos. A razão é o foco nas mudanças das condições de crédito das empresas que fazem investimentos.

A boa notícia, portanto, é que o LCI em março de 2022 “estava firmemente plantado em território expansionistas, ainda que alguns outros indicadores financeiros (p.ex., preços de ações, alguns tipos de spread) sinalizassem problema no horizonte”.

A mensagem final de Peterson e Ozyildirim para os investidores é a de ficarem de olho no LCI como “canário da mina”. Os riscos, com condições de crédito pioradas, são maior retração dos consumidores e menos investimentos das empresas. Se a “morte do canário” se combinar com piora de outros componentes do LEI, é bom se preparar para o pior.

MINERAÇÃO

CNN Brasil - SP   26/04/2022

Os contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian caíram quase 11% nesta segunda-feira (25), para uma mínima em mais de um mês, já que um amplo declínio nos mercados globais e as preocupações com a demanda de aço na China derrubaram os preços.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Dalian Commodity Exchange da China para entrega em setembro recuou 10,7%, para 795 iuanes (121,36 dólares) a tonelada, o menor preço de fechamento desde 23 de março.

“A queda foi impulsionada pela situação doméstica do Covid-19, já que as expectativas do mercado sobre a demanda foram frustradas, enquanto os preços das matérias-primas perderam o apoio devido aos controles de produção do planejamento estatal”, disse Cheng Peng, analista da SinoSteel Futures.

O mercado de minério de ferro provavelmente está refletindo a fraqueza do iuan, o que aumenta os custos de importação, disse Stephen Innes, sócio-gerente da SPI Asset Management.

Outros ingredientes siderúrgicos também caíram, com os futuros de carvão metalúrgico terminando em queda de 5,6%, para 2.860 iuanes por tonelada, e os preços do coque caindo 7%, para 3.617 iuanes por tonelada.

O vergalhão de aço para material de construção na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em outubro, fechou em queda de 4,7%, para 4.778 iuanes por tonelada.

As bobinas laminadas a quente, usadas em carros e eletrodomésticos, caíram 4,5%, para 4.889 iuanes por tonelada.

Veja - SP   26/04/2022

Fabio Guilherme Louzada Martinelli tem um extenso currículo no setor privado de mineração. Ele foi diretor ou gerente jurídico na francesa Imerys, na americana Harsco, na canadense Belo Sun e na brasileira Mineração Rio do Norte. Agora, ele vai se dedicar à coisa pública. Com um salário um pouco superior a 8 mil reais, ele assumiu na semana passada a gerência regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) no Pará. Martinelli chega à agência no estado em meio a um grande número de pautas importantes das mineradoras, a começar pela questão da mineração em terras indígenas, em debate no Congresso.

Um dos casos mais emblemáticos é o da Belo Sun, do grupo Forbes & Manhattam, que tenta há anos destravar a maior mina a céu aberto de ouro no Brasil, na Volta Grande do Xingu. Nesta segunda-feira, 25, inclusive, há expectativa de que a Justiça tome uma decisão sobre os procedimentos para a consulta a povos indígenas para liberar ou não a continuação do projeto. Outro interesse do grupo é destravar investimentos em fertilizantes na região e o presidente do grupo esteve recentemente com o presidente Jair Bolsonaro.

Outro tema relevante para os mineradores é a questão da regularização de pequenas mineradoras, muitas delas operando ilegalmente inclusive em terras indígenas. Esta é uma bandeira eleitoral do senador bolsonarista Zequinha Marinho, que é candidato a governador no estado.

Exame - SP   26/04/2022

As ADRs da Vale caem cerca de 5% na manhã desta segunda-feira, 25, no pré-mercado americano. A desvalorização é puxada pela forte queda do minério de ferro em meio ao surto de casos de covid-19 na China. A commodity despencou 9,4% nesta madrugada na bolsa de Dalian, de acordo com a Reuters.

A depreciação dos papéis da Vale negociados nos Estados Unidos indica um pregão de duras perdas para a bolsa brasileira. Isso porque a mineradora é a empresa com a maior posição do Ibovespa, o principal índice da B3, com participação de 14,90%.

Os casos de covid-19 na China seguem próximos das máximas já registradas, levando autoridades do país a adotarem medidas restritivas para conter a proliferação do vírus. Preocupações sobre os potenciais efeitos na economia aumentam o pessimismo sobre a demanda por minério no país, que é o maior consumidor global da commodity.

Os temores sobre a economia chinesa derrubaram em mais de 5% a bolsa de Xangai, que registrou sua pior sessão desde fevereiro de 2020.

O petróleo brent, referência para a política de preços da Petrobras, cai mais de 3% nesta manhã, o que deve aumentar ainda mais a pressão sobre a bolsa brasileira. As ADRs da estatal caem cerca de 1%. A Petrobras tem o segundo maior peso do Ibovespa, com cerca de 11%.

Máquinas e Equipamentos

InfraRoi - SP   26/04/2022

A matriz energética tem sido ponto central nas discussões sobre as mudanças climáticas e impactos ambientais da atividade humana. Por isso, as indústrias de máquinas para construção têm investido em pesquisa e inovação para a fabricação de novos equipamentos com motores elétricos, híbridos e com o uso do hidrogênio, a fim de diminuir e até mesmo zerar as emissões de carbono.

No caso da JCB, a busca por zerar as emissões está norteando os investimentos nessa área. Atualmente, a fabricante britânica conta com um portfólio elétrico para equipamentos de menor porte e nas soluções movidas à hidrogênio.

Para a empresa, a matriz elétrica é uma saída quando se pensa em equipamentos leves e veículos automotores. Mas, quando se começa a aumentar o peso dos equipamentos, existem dois limitantes, autonomia e demanda de energia, que exigem novas soluções, no caso, o hidrogênio.

Em termos de autonomia, o turno de trabalho para equipamentos menores ou mistos é reduzido, o que favorece o uso da matriz elétrica. Uma máquina pequena ou média pode sair do local, andar pelas rodovias ou ser transportada por um caminhão, chegar no canteiro, realizar o trabalho e retornar ao local em um tempo entre duas ou três horas, sem a necessidade de recarga. No entanto, a situações que limitam seu uso, como em uma operação de mineração, onde não haverá uma tomada local.
Hidrogênio como uma possibilidade

Sobre a demanda de energia, ele explicou que os equipamentos de maior porte, como uma escavadeira, têm um consumo de energia intenso, o que exige uma disponibilidade energética do mesmo tamanho. Isso significa que uma bateria, dificilmente, teria a capacidade de prover a energia nessa quantidade.

Desse modo, a JCB tem construído protótipos para realização de testes buscando alcançar a emissão zero nos equipamentos pesados. Um desses protótipos é uma escavadeira de 22 toneladas, equipada com célula de combustível a hidrogênio e montada com a mesma arquitetura hidráulica dos equipamentos com motor à combustão. O hidrogênio ao ser convertido carrega todo o sistema para o funcionamento da máquina e pelo escapamento sai apenas vapor de água.

No campo de teste, o protótipo apresentou entre seis horas e oito horas de autonomia, podendo ser aplicado em condições mais severas de trabalho. Se acabar o hidrogênio, pode haver um caminhão tanque para abastecimento, algo que a indústria de mineração já conta quando se fala em combustíveis tradicionais.

O outro protótipo apresentado durante o evento online do Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), foi o Zeplo, com mais tecnologia aplicada e também utilizando o hidrogênio como combustível. A diferença é que há a descentralização da parte motriz da máquina, ou seja, motores elétricos distribuídos alimentam o giro da máquina, a pressurização do sistema hidráulico, o deslocamento, entre outros. Como resultado, houve um aumento de eficiência energética.

AUTOMOTIVO

Investing - SP   26/04/2022

General Motors Company (NYSE:GM) (SA:GMCO34) e Ford (NYSE:F) (SA:FDMO34) divulgarão resultados de primeiro trimestre esta semana, em um cenário que se tornou mais hostil do que os executivos projetaram quando discutiram em janeiro com investidores sobre as perspectivas das companhias.

O impacto econômico de longo alcance da guerra na Ucrânia, interrupções na cadeia de suprimentos, inflação e aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representam uma ameaça às previsões feitas pelas duas montadoras de Detroit em janeiro.

As ações de ambas as empresas caíram acentuadamente desde janeiro. Os resultados negativos da semana passada dos vendedores de carros usados Carvana e Carmax assustaram os investidores preocupados com o impacto da inflação sobre os consumidores nos Estados Unidos.

A GM projetou em janeiro que poderia melhorar as vendas no atacado em 25% a 30% em relação a 2021 e que os custos com commodities e logística aumentariam em 2,5 bilhões de dólares. A empresa previu ainda lucro de 13 bilhões a 15 bilhões de dólares em lucro antes de impostos.

No início de março, o diretor financeiro da Ford, John Lawler, reafirmou a previsão da empresa de que poderia gerar de 11,5 bilhões a 12,5 bilhões de dólares em lucro antes de impostos neste ano fiscal, incluindo a divisão das operações automotivas da Ford em unidades separadas de tecnologia de combustão interna e elétrica.

As montadoras devem gerenciar os custos de lançamento de novos veículos elétricos. Na GM, a empresa está aumentando a produção dos crossovers Cadillac Lyriq e utilitários GMC Hummer. A Ford lança oficialmente a produção regular da picape elétrica F-150 Lightning na terça-feira.

As interrupções na cadeia de suprimentos estão diminuindo a produção de veículos para ambas as empresas. As vendas da GM na China, seu maior mercado, caíram 21% durante o primeiro trimestre. Nos Estados Unidos, as vendas da GM no primeiro trimestre caíram 20%. As vendas norte-americanas da Ford caíram 17% no primeiro trimestre em comparação com um ano atrás.

"Não temos clareza se haverá uma pequena redução no topo da faixa de previsões para 2022", disse a Evercore ISI em relatório publicado antes da divulgação do balanço da GM na terça-feira.

Sobre a Ford, que publica seus números na quarta-feira, a Evercore afirmou que espera um corte na previsão da empresa para o ano. Um dos fatores citados pela Evercore foi a significativa exposição da Ford aos preços em disparada do alumínio, usado na produção da picape F-150 e outros veículos.

TN Petróleo - RJ   26/04/2022

Na 27ª edição da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), que volta a ser presencial após dois anos de pandemia, a Scania expõe seu autônomo da Nova Geração de caminhões. O modelo P 280 8x4 está na área de test drive já a partir de hoje para que o público conheça o novo produto do portfólio da fabricante. Além disso, a marca exibe os caminhões da Nova Geração, um sucesso no mercado, um motor para geração de energia e os modelos movidos a gás e/ou biometano. A feira será realizada de 25 a 29 de abril, em Ribeirão Preto (SP).

"A Scania é referência em soluções para o agronegócio e para atender às demandas de setores como o sucroalcooleiro. A Agrishow é um importante momento para reforçarmos o nosso comprometimento em aplicar esse portfólio para apoiar os nossos clientes com as demandas no campo e a rentabilidade nos negócios. Por isso, nós escolhemos a Agrishow para fazer a primeira apresentação deste autônomo da Nova Geração ao grande público. Também trouxemos nossas soluções a gás e biometano, que têm enorme potencial na cadeia sucroalcooleira e do agronegócio. A Scania está investindo muito forte no desenvolvimento de soluções alternativas ao diesel. Assumimos o compromisso de liderar a transição para um sistema de transporte mais sustentável e este autônomo é mais um passo nesta jornada", afirma Fabrício Vieira (foto), gerente de Vendas de Soluções Off Road da Scania no Brasil.

"Este caminhão é vocacionado para o serviço de transbordo da cana e ajuda a reduzir possíveis perdas no processo de colheita. A automação é nível 2, ou seja, necessita da interação do motorista para realizar acelerações, frenagens e manobras", diz Paulo Genezini, gerente de Pré-Vendas da Scania no Brasil. "O veículo é completo, tem pneus de alta flutuação (mais largos) para não compactar a lavoura e utiliza a automação com georreferenciamento que, recebendo sinais do satélite, operará no trajeto desejado sem a intervenção do motorista ao volante. Além de reduzir perdas por pisoteamento de plantas durante a colheita e oferecer significativa economia de combustível", completa Genezini.

No estande da Scania estão expostos os modelos R 500 6x2, R 540 6x4, G 410 6x4 XT (movido a gás e/ou biometano), R 410 6x2 – movido a gás natural liquefeito (GNL) e um motor de 13 Litros DC13 072A (diesel) para grupos geradores de energia. Na área exclusiva da marca para testes de direção estão o autônomo e um modelo a gás G 410 6x4 XT. A pista fica localizada próxima à portaria sul.

"A linha off road XT da Nova Geração de caminhões está se destacando por oferecer o menor custo total da operação por quilômetro rodado do mercado. Estamos ainda mais especializados no DNA off road", conta Vieira.

O pacote XT torna a operação ainda mais dedicada e customizada. Ele pode ser incorporado nas cabines P, G, R e S. Existem opções de alturas de teto diferentes, eixos e suspensões de molas ou pneumáticas para condições extremas, pedal de embreagem para a caixa automatizada Scania Opticruise (quando necessário), freio de estacionamento elétrico e soluções adaptadas para cada aplicação. A proposta da Scania é levar o cliente do segmento a desafios ainda maiores de carga transportada versus produtividade versus hora trabalhada, e robustez.

Para o atendimento aos visitantes estarão as equipes de vendas, serviços e serviços financeiros (Scania Banco – financiamentos e seguros – e Consórcio Scania) das Casas Scania Escandinavia, Quinta Roda e Codema.

Serviço:

27ª edição da Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação)

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira Km 321 - Ribeirão Preto (SP)

O Estado de S.Paulo - SP   26/04/2022

Nove empresas ligadas ao setor automobilístico anunciaram nesta segunda-feira, 25, uma aliança para estimular o desenvolvimento do mercado de veículos com zero emissões de carbono no País. Entre as metas do grupo, formado por companhias como 99, Caoa Chery, Unidas, Movida, Raízen, Tupinambá Energia, Zletric e Ipiranga, estão o aumento da participação de carros elétricos para 10% das vendas totais no mercado nacional — hoje, a modalidade representa menos de 2% do mercado — e a criação de 10 mil estações públicas de carregamento.

"O carro elétrico é o futuro, mas o processo de transformação da frota começa agora e não queremos fazer isso sozinhos. A aliança serve justamente para unir as pontas dessa cadeia para estimular a demanda e a oferta", afirmou ao Broadcast Thiago Hipólito, diretor do centro de inovação da 99, chamado DriverLab. A empresa, que planeja eletrificar 100% de sua frota até 2030, lidera a aliança em prol do carro elétrico. Para este ano, a companhia prevê 300 veículos eletrificados em sua frota, com foco em São Paulo.

Embora a 99 não abra valores de investimento na aliança, Hipólito relata que a companhia está investindo, em 2022, cerca de R$ 100 milhões em uma estratégia para tornar o veículo mais acessível para o motorista de aplicativo e contribuir para tornar suas finanças mais "saudáveis".

Apesar da ambição da empresa de transporte por aplicativo, as montadoras vêm afirmando publicamente que, sem uma política concreta de estímulos à fabricação de carro elétrico, o Brasil terá dificuldades para aumentar a participação desse tipo de veículo no mercado. De acordo com dados da consultoria automotiva Bright, a frota eletrificada, que inclui os híbridos (automóveis que combinam motores elétricos e de combustão), no Brasil, em 2021, era de aproximadamente 80 mil unidades, sendo cerca de 25 mil do tipo plug-in (100% elétricos, ou seja, que dependem exclusivamente de recarga para funcionar). Para 2030, a consultoria projeta uma frota eletrificada de 2,9 milhões de veículos no País, sendo 650 mil do tipo plug-in.
Desafio

Segundo o diretor da Bright, Murilo Briganti, atualmente o Brasil possui cerca de mil pontos de recarga de veículos elétricos. "A média mundial é de um ponto de recarga para cada 8 veículos 100% elétricos. Para acompanhar a frota de plug-in que estamos projetando para o País em 2030, seriam necessários, pelo menos, mais 80 mil pontos de recarga em território nacional."

Considerando que cada ponto custa entre R$ 20 mil e R$ 200 mil, dependendo se é de recarga rápida ou não, a Bright estima que seriam necessários pelo menos R$ 1 bilhão de investimentos por ano até 2030 somente nesses equipamentos para atender ao aumento da frota de veículos 100% elétricos no País.

CONSTRUÇÃO CIVIL

IstoÉ Dinheiro - SP   26/04/2022

A indústria brasileira da construção elevou nesta segunda-feira previsão de crescimento neste ano de 2% para 2,5%, apesar do cenário de inflação e alta de juros, segundo dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Se confirmado, o desempenho marcará o segundo ano consecutivo de crescimento do setor, algo que não acontecia desde 2013, segundo a entidade. Apesar disso, a performance marcará uma forte desaceleração sobre o crescimento de 9,7% do PIB do setor em 2021, segundo a Cbic.

“O ciclo de negócios no mercado imobiliário iniciado no segundo semestre de 2020, continua produzindo resultados positivos”, afirmou a Cbic em apresentação à imprensa. A entidade citou como fatores o avanço do processo de vacinação contra Covid-19, a reabertura da economia, e o maior controle da pandemia no país.

A Cbic afirmou que o indicador de nível de atividade do setor em março atingiu 51,3 pontos, melhor patamar desde os 51,7 pontos de outubro do ano passado. Segundo a entidade, isso “significa que o setor encerrou o primeiro trimestre do ano com crescimento”.

Em janeiro e fevereiro, o indicador de nível de atividade registrou 47,4 e 48,2, pontos, respectivamente, segundo a Cbic. No trimestre, a média foi de 49 pontos, maior nível dos últimos 10 anos.

Já o mostrador de utilização de capacidade encerrou março em 68%, 3 pontos percentuais acima do registrado em fevereiro e maior patamar desde os 69% de 2014.

Agência Brasil - DF   26/04/2022

A alta nos preços de insumos é o que mais tem preocupado empresários da construção civil. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o problema foi mencionado por 46,7% dos empresários do setor, no levantamento Desempenho Econômico da Indústria da Construção Civil e Perspectivas, divulgado hoje (25).

É o percentual mais alto registrado desde o primeiro trimestre de 2015. Ainda segundo o levantamento, há sete trimestres consecutivos o alto custo dos insumos vem sendo apontado como o principal problema do setor.

Tendo por base o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), a CBIC informou que a inflação registrada para materiais e equipamentos usados pelo setor ficou em 51,21% entre janeiro de 2020 e março de 2022.

Entre as variações expressivas destacadas pela CBIC figuram a de condutores elétricos (91,9%), tubos e conexões de PVC (91,8%), vergalhões e arames de aço ao carbono (81,5%) e eletroduto de PVC (70,8%).

Peso do PIB

O aumento de gastos acabou por influenciar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor, gerando crescimento de 9,7% em 2021. Segundo Ieda Vasconcelos, economista da CBIC, a variação do PIB da construção civil surpreendeu em 2021, mas isso se deve às bases de comparação, uma vez que, em 2020, houve um recuo de 6,7% nesse item.

“A projeção para 2022 é de crescimento de 2,5%, mas isso se deve também à base de comparação com os 9,7% de 2021. O problema é que, se continuarmos crescendo 2,5% ao ano, só em 2033 atingiremos o nível de atividades observado em 2014. [Mantendo este índice,] o setor vai trabalhar ainda por 11 anos abaixo do seu pico de atividades”, explicou a economista.

Menor rentabilidade

Ieda ressaltou que, mesmo com esse crescimento, o setor perdeu participação no PIB nacional, caindo para 2,6% em 2021. "É o menor patamar da história", explicou.

Para se ter uma ideia de como é ruim essa participação atual do setor de construção civil no PIB nacional, a CBIC o compara com os anos de pico - entre 2010 e 2014 - quando o PIB se mantinha sempre acima de 6,2%, chegando a 6,5% em 2012.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, explicou esse crescimento do setor, que veio acompanhado de perda de participação no PIB do país. “O que cresceu foi o valor agregado, porque considerou o aumento dos insumos. Isso acabou por tirar rentabilidade daqueles que executam as obras. Assim sendo, o resultado não ficou com o setor, mas com os fornecedores”.

Alta de juros

Um outro fator que tem sido fonte de preocupação dos empresários do setor é a alta de juros. “A preocupação com a alta de insumos divide espaço com a preocupação que temos com a alta de juros”, afirmou o presidente da CBIC.

Segundo ele, a preocupação com os juros é a que mais tem ganhado força, sendo citada entre os principais problemas da construção civil por 26,7% dos empresários do setor no primeiro trimestre de 2022.

“Este é o maior patamar desde o segundo trimestre de 2017 (27,9%). Em relação aos primeiros três meses de 2021, que era 11,6%, a alta [dos juros] foi de 15,1 pontos percentuais”, detalhou.

Poder de compra

A alta dos juros dificulta também o poder de compra das famílias, o que preocupa a CBIC. Por isso, a entidade defende programas sociais voltados a habitações mais simples. “O Programa Casa Verde e Amarela é o que dá acesso ao primeiro imóvel de uma família”, disse José Carlos Martins.

“Precisamos recompor o poder de compra das famílias. Além disso, estados que receberam menos apoio desse programa foram os que apresentaram os piores índices. Por isso, precisamos ter em mente o aspecto de que arrumar desequilíbrios regionais é muito importante”, acrescentou ao citar Pará, Maranhão, Tocantins, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Piauí, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Outra preocupação destacada pelos empresários consultados pela CBIC é a “falta ou o alto custo do trabalhador qualificado”, citado por 18,2% dos participantes da pesquisa, além da demanda interna insuficiente, mencionada por 16,5% dos empresários.

Rodoviário

Valor - SP   26/04/2022

Concessão promete concluir obra do anel viário, iniciada em 1998

O governo paulista deverá licitar, amanhã, o trecho Norte do Rodoanel Metropolitano de São Paulo. Com a nova concessão, a expectativa é enfim concluir a construção do anel viário da capital, iniciada em 1998.

O contrato prevê R$ 3 bilhões de investimentos, ao longo de 31 anos. Deste valor, R$ 1,7 bilhão será destinado à finalização da obra - resta construir cerca de 25% do trecho Norte, que tem 44 km de extensão e passa por São Paulo, Guarulhos e Arujá. A previsão é que a rodovia seja totalmente entregue em 24 meses.

O projeto será uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo no qual o governo entra com parte dos recursos. No total, o Estado se dispôs a destinar cerca de R$ 2 bilhões (sem considerar correções monetárias): além do aporte inicial para a obra, de até R$ 876,7 milhões, foram previstos pagamentos anuais ao concessionário, de até R$ 41,65 milhões.

Porém, o valor desembolsado pelo governo poderá cair, a depender do nível da concorrência. Vencerá a disputa aquele que oferecer o maior desconto sobre a contribuição pública. Pelo edital, os interessados deverão propor um deságio sobre o valor das contraprestações anuais. Caso este chegue a 100%, passa a valer o desconto sobre o aporte inicial.

Analistas preveem disputa limitada entre grupos consolidados e apontam desafios na conclusão da obra

No mercado, a percepção é que haverá interesse pelo projeto, mas não uma disputa intensa. Operadores tradicionais, como CCR, Ecorodovias e Pátria são apontados como candidatos.

A Ecorodovias não tem citado o Rodoanel em sua lista de prioridades. Porém, o grupo é considerado um possível interessado porque venceu o primeiro leilão do trecho, realizado em 2018. À época, o edital previa apenas a operação da via, já que a obra seria finalizada pelo Estado. Ao fim, porém, o contrato não foi firmado e a modelagem foi alterada.

A CCR, por sua vez, já opera a concessão do Rodoanel Oeste e, por isso, teria sinergias com o trecho Norte. Outra empresa que se enquadra nessa situação é a SP Mar, do grupo Bertin, que opera os trechos Sul e Leste do Rodoanel. Embora a concessionária esteja em recuperação judicial, analistas não descartam a tentativa de disputar o ativo, em consórcio.

Procurados, Ecorodovias e Pátria dizem que preferem não comentar. A SP Mar afirma que não tomou uma decisão e que aguarda a resposta dos acionistas e investidores. A CCR não respondeu.

“A expectativa é de concorrência. O modelo de PPP rodoviária não é comum em São Paulo, mas é bem visto, pelo histórico de bom pagador do Estado e por outras experiências bem-sucedidas nesse molde”, afirma Rafael Vanzella, sócio do Machado Meyer.

Para Eduardo Ramires, sócio do Manesco Advogados, a previsão é de uma disputa limitada. Ele destaca que, além dos desafios do projeto, como as desapropriações e questões ambientais, há uma conjuntura desfavorável, agravada pela guerra na Ucrânia, que pressiona os custos da construção e gera incerteza em relação ao tráfego da rodovia. Além disso, ele aponta o risco para o novo concessionário de assumir uma obra, em grande parte, feita por terceiros. “O operador assume a responsabilidade. Essa sucessão suscita preocupação.”

Em relação a esse temor, o governo destaca a contratação de um laudo independente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) sobre o estado das obras. Além disso, em um período de seis meses após a assinatura do contrato, um relator independente poderá apontar eventuais divergências sobre as condições da obra, que serão levadas a uma comissão.

O governo paulista tenta concluir o Rodoanel Norte há ao menos dez anos, ao longo dos quais foram consumidos mais de R$ 7 bilhões dos cofres públicos. Além disso, o projeto foi alvo da Operação Lava-Jato e marcado por suspeitas de desvio de recursos.

Em 2012, quando foi feita a primeira licitação para as obras, o projeto foi dividido em seis lotes, arrematados por construtoras como Mendes Júnior, OAS, Acciona e Construcap. Diante dos atrasos, os seis contratos com as empreiteiras foram rescindidos - três deles no fim de 2018, e os demais em maio de 2019.

Além da inclusão da obra no contrato, outro ponto de atenção do projeto é o sistema de cobrança “free flow” (sem praças de pedágio e pagamento calculado pelos quilômetros rodados), ainda inovador no país, destaca André Bogossian, do Stocche Forbes. “Há dúvidas sobre como será a inadimplência, porque não existe uma cultura de pagamento automático no país”, diz. Ele destaca que, para mitigar essa incerteza, o governo incluiu mecanismos de compartilhamento de riscos.

NAVAL

Jornal de Brasília - DF   26/04/2022

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai fazer uma rodada de conversas com os terminais portuários para procurar formas de mitigar os efeitos da crise de contêineres pela qual o mundo passa desde o início da pandemia.

Há uma escassez motivada pela paralisação nas fábricas em todo mundo e por questões logísticas. O impacto é sentido no Brasil, embora o país seja responsável por apenas 1% da circulação de contêineres no mercado internacional.

Ao todo, 12 terminais portuários já apresentaram informações sobre as implicações operacionais que estão sendo enfrentadas.

Até o momento, os relatos indicam que um dos principais fatores para o problema no Brasil são as omissões de navios, ou seja, quando as embarcações “pulam” a parada em um porto para cumprir prazos de entregas. Como as embarcações deixam seus contêineres cheios e levam os vazios para outras localidades, ao não parar em um porto, atrapalham todo o planejamento de distribuição.

Os constantes atrasos nos embarques e desembarques de cargas que acessam a costa brasileira também têm sido apontados como um problema.

Estão programadas, ainda, reuniões com armadores de cabotagem e longo curso, os profissionais responsáveis por planejar a logística de cargas nacionais e internacionais, para que a agência tenha maior clareza sobre as questões de navegação que têm impactado o setor.

Portos e Navios - SP   26/04/2022

Prestes a completar seis meses de funcionamento, o Portão 32 do Porto do Rio de Janeiro se tornou o principal acesso rodoviário ao porto, recebendo 53% do total de veículos, especialmente aqueles destinados aos terminais de contêineres. Com a utilização do novo portão pelas transportadoras, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) aponta que o tráfego de caminhões e carretas no Centro e no bairro do Caju foi sensivelmente reduzido, melhorando a mobilidade urbana.

Construído para atender ao fluxo proveniente da Avenida Portuária — via expressa e exclusiva que viabilizou o acesso direto ao porto a partir da Avenida Brasil, na altura do bairro de Manguinhos — o novo Portão 32 registrou 8.452 acessos ao porto no mês de fevereiro, segundo informações do superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima. “Com o funcionamento do Portão 32, houve uma expressiva redução do conflito rodoviário urbano. Uma grande quantidade de veículos de carga que chegava ao porto pela Avenida Brasil, passando pelo Centro da cidade, principalmente no período da manhã, passou a utilizar a Avenida Portuária e o novo portão”, ressalta o superintendente.

Representando um dos terminais de contêineres do Porto do Rio de Janeiro, o gerente geral de Operações da ICTSI Rio, Alexandre Macena, afirma que, com o Portão 32, houve uma redução significativa do fluxo de veículos dentro do Caju e a percepção dos usuários melhorou: “Nossos clientes e transportadores tiveram ganhos expressivos em tempo e segurança, pois as carretas não precisam mais entrar na cidade”. Para Macena, o Portão 32 proporcionou um aumento de nível de atendimento à cadeia logística instalada no complexo portuário do Caju: “Hoje, o Portão 32 é o nosso principal acesso, com tecnologia de ponta e agilidade nos atendimentos, possibilitando o crescimento das operações portuárias sem a criação de gargalos do acesso terrestre”.

Para o diretor institucional da Triunfo Logística, Mário Meira, “o portão 32 representa uma melhor mobilidade para a cidade e sua concepção traz ganhos significativos para o transporte modal, proporcionando redução no trajeto para o porto com maior escoamento de cargas”. O gerente de Operação Portuária do Terminal de Trigo do Rio de Janeiro (TTRJ), Márcio Silva, também destacou benefícios: “Sem dúvida, os transportadores ganharam em rapidez, pois antes perdiam muito tempo no trânsito, e ainda tiveram redução de custos, inclusive de manutenção dos veículos, pois deixaram de trafegar por ruas engarrafadas e repletas de quebra-molas”.

Inaugurado em 19 de novembro de 2021, o novo Portão 32 do Porto do Rio de Janeiro fica localizado no final da Rua General Sampaio, no bairro do Caju, e foi projetado para receber o tráfego da Avenida Portuária, dimensionada para o fluxo de 2,6 mil veículos por dia. A obra foi executada e custeada com recursos próprios da Docas do Rio, totalizando um investimento na ordem de R$ 3,8 milhões. O projeto executivo foi doado pelos terminais e operadores portuários. O acesso abrange uma área total de 9.368 m2 e as modernas instalações contam com quatro ‘gates’ reversíveis em dimensões suficientes para manobras dos caminhões e com tecnologia e automação para facilitar a dinâmica de entrada e saída do porto, com agilidade, organização e segurança, evitando filas.

PETROLÍFERO

Exame - SP   26/04/2022

O preço do barril de petróleo começou a semana em forte queda devido a preocupações de que um surto de covid-19 na China atinja ainda mais o consumo.

Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuam cerca de 6%, para abaixo de US$ 96 por barril, em meio a uma liquidação de ações e de outras commodities. Já o petróleo Brent, referência para os papéis da Petrobras (PETR3/PETR4), cai 5,80%, cotado aos US$ 100,41 o barril. Os papéis da petroleira operam em queda.

O aumento dos casos de coronavírus em Pequim provocou nervosismo sobre um cenário sem precedentes de confinamento na capital, enquanto Xangai registrou mortes diárias recordes no fim de semana. O maior país importador de petróleo do mundo caminha para o pior choque de demanda de petróleo desde os primeiros dias da pandemia.

As dificuldades da China com o vírus adicionam outra fonte de volatilidade a um mercado de petróleo que já era atingido pela invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra alimentou a inflação e a União Europeia discute medidas para restringir importações de petróleo da Rússia.

A China implementou bloqueios em várias cidades na busca pelo Covid Zero. Moradores de um distrito de Pequim foram instruídos a se submeterem a três dias de testes a partir de segunda-feira, em uma tentativa de conter os casos.

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À medida que os riscos para o consumo aumentam, as apostas de gestores em alta do WTI caíram pra o nível mais baixo desde abril de 2020, quando os preços ficaram negativos.

“A grande história do petróleo continua sendo a China”, disse Keshav Lohiya, fundador da consultora Oilytics. “O impacto na demanda doméstica será significativo se Pequim seguir os passos de Xangai.”

O mercado se prepara para oferta adicional, o que aumenta os sinais de baixa. Espera-se que a Líbia retome a produção de campos fechados nos próximos dias, enquanto o terminal de petróleo CPC na costa do Mar Negro da Rússia retomou as operações regulares após reparos.

Infomoney - SP   26/04/2022

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras (PETR3;PETR4) subiu 1,9% em março contra fevereiro, para 2,75 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), registrando média de 2,76 milhões de boe/d no primeiro trimestre do ano, quase o mesmo obtido no mesmo período de 2021 (2,77 mi boe/d), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Se levada em conta apenas a produção de petróleo, a alta em março foi de 2,4%, totalizando 2,13 milhões de barris por dia (bpd), enquanto a produção de gás natural atingiu 98,1 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), alta de apenas 0,4% me relação ao mês anterior.

A empresa divulga na próxima quinta-feira o resultado da produção de janeiro a março deste ano.

No âmbito nacional, a produção de petróleo e gás somou 3,82 milhões de boe/d, sendo 2,98 milhões de b/d de petróleo e 134,4 milhões de m3/d de gás natural.

A produção do pré-sal ficou praticamente estável em relação ao mês anterior, significando 75,1% do total, ou 2,87 milhões de boe/d.

AGRÍCOLA

Valor - SP   26/04/2022

Entidade quer R$ 32 bilhões para o Moderfrota no Plano Safra 2022/23

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Marchesan, afirmou nesta segunda-feira que a modernização do parque de máquinas agrícolas do Brasil depende das condições do próximo Plano Safra 2022/23. Para a principal linha do segmento, o Moderfrota, a entidade pede R$ 32 bilhões em recursos para financiamentos a partir de julho.

Durante a abertura da 27ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Marchesan disse que 50% dos equipamentos usados pelos produtores rurais atualmente já têm mais de 15 anos de idade e precisam ser trocados.

O presidente da Abimaq pediu ao ministro da Agricultura, Marcos Montes, presente ao evento, um Plano Safra com juros compatíveis à situação econômica do país. Ele também destacou a necessidade de previsibilidade e segurança na aplicação dos recursos. As linhas equalizadas do Plano Safra 2021/22 estão suspensas desde fevereiro devido ao esgotamento do orçamento do Tesouro.

João Marchesan, presidente da Abimaq — Foto: Folhapress
Agricultores familiares

Além do Moderfrota, a Abimaq sugeriu a destinação de R$ 11 bilhões para a compra de máquinas por agricultores familiares via Pronaf. Para as linhas de inovação e modernização no campo, como Inovagro e Moderagro, a proposta é de R$ 8,15 bilhões.

João Marchesan ainda ressaltou a necessidade de investimentos em armazenagem e irrigação. A sugestão para o Proirriga é de R$ 5 bilhões. Para o PCA, o pedido é de R$ 15 bilhões. "É a ferramenta ideal para atenuar e resolver o déficit de armazenagem de grãos no Brasil", disse.

"A positiva indicação de novo recorde de safra demonstra que o Brasil responde bem à demanda por alimentos, mas pressiona o déficit de armazenagem, próximo de 100 milhões de toneladas, beirando o caos logístico", completou.

O país tem cerca de 740 empresas que fabricam máquinas e implementos agrícolas. O faturamento desse segmento é próximo a R$ 100 bilhões. "Para crescer devemos investir, não há outro caminho", disse Marchesan.

Caixa desafia BB

Também na abertura da Agrishow, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, voltou a desafiar o Banco do Brasil, líder no mercado de crédito rural no país, e disse que a instituição que comanda vai assumir a ponta desse ranking até o fim de 2024.

"Aqui ouvimos várias críticas em relação à Caixa. Ótimo, estou aqui para aprender. Hoje, nós somos só muito ruins. O dia que a Caixa for mais ou menos nós vamos ser o maior banco do agronegócio", afirmou.

De julho até meados de abril, o BB já desembolsou mais de R$ 119 bilhões em crédito rural por meio de linhas e títulos do agronegócio. No sistema de informações do Banco Central consta a liberação de R$ 14,2 bilhões pela Caixa até março de 2022 pelos programas do Plano Safra.

Yahoo News - SP   26/04/2022

A pandemia da Covid-19 provocou a escassez de componentes importados para a fabricação de máquinas agrícolas no país e a guerra no Leste Europeu fez com que indústrias suspendessem as exportações para Rússia e Belarus. Apesar desses fatores, a previsão do setor é que as vendas cresçam 5% neste ano.

Com as feiras agrícolas já realizadas no início deste ano batendo recordes de faturamento, fabricantes de colheitadeiras, tratores e pulverizadores apostam no planejamento e gestão do agricultor brasileiro para superar as dificuldades do ano.

Problemas logísticos que já faziam parte da rotina do setor ficaram mais evidentes com a guerra, como congestionamento de portos, falta de contêineres, atrasos de navios, fretes pressionados e alterações de rotas aéreas.

Na John Deere, o cenário de abastecimento e produção "segue muito desafiador", segundo Marcelo Lopes, diretor de vendas da marca no país.

Diretor de vendas da Valtra, Alexandre Vinicius de Assis disse que o fornecimento de máquinas permanece instável, impactado pela escassez de matéria-prima nos últimos dois anos em decorrência da pandemia. Ele afirmou ainda que a marca tem feito um trabalho contínuo junto aos fornecedores para equalizar a situação.

"Temos a perspectiva de que, no decorrer do segundo semestre, tenhamos esse cenário mais equilibrado. Por isso também alertamos para a importância de o produtor programar o investimento em tecnologia, fazendo um bom planejamento para a aquisição de máquinas e não aguarde o momento do plantio ou da colheita."

Sobre os impactos da guerra, Assis afirmou que há preocupação com aumento de custos de produção e disponibilidade de insumos, especialmente diesel e fertilizantes.

Na Case, o vice-presidente Christian Gonzalez disse que a guerra complicou ainda mais um cenário que já era complicado.

"O problema da guerra vai impactar mais o meu cliente, principalmente a agricultura, as usinas. Há a questão de fertilizantes", disse. "A gente está sofrendo mas por outros motivos, Covid, falta de mão de obra externa, excesso de demanda."

A preocupação de Eduardo Kerbauy, diretor de Mercado Brasil da New Holland Agriculture, é que Rússia e Ucrânia são grandes produtores globais de paládio e gás neônio, matérias-primas usadas em semicondutores.

"O prolongamento do conflito militar pode impactar a produção de uma forma importante, mas ainda não é possível avaliar isso. Por sermos uma empresa multinacional, nos beneficiamos de acordos globais com fornecedores de sistemas vinculados à cadeia de semicondutores, o que nos permite ter algum estoque", disse.

Apesar das dificuldades, fabricantes estimam que o mercado cresça neste ano. Entre os fatores que convergem para essa aposta, de acordo com o setor, estão o fato de o produtor rural vir de boas safras no ano passado, com boa produtividade e rentabilidade positiva para investir e incluir mais tecnologia aos negócios.

"O mercado brasileiro de máquinas e equipamentos agrícolas está aquecido, com expectativa de crescimento de 5% em 2022, e a Agrishow deve refletir esse momento", disse Eduardo Nunes, diretor de marketing da Massey Ferguson para a América Latina.

A Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), principal referência no agronegócio brasileiro, começa nesta segunda-feira (25) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), depois de não ter sido realizada nos dois últimos anos devido à pandemia.

O evento, que seguirá até sexta (29), tem previsão de reunir 150 mil visitantes brasileiros e estrangeiros.

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