ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

25 de Maio de 2022

INDA

IstoÉ Online - SP   25/05/2022

A indústria siderúrgica nacional teve uma retração dos negócios no mês de abril, em meio ao estica e puxa dos preços do aço, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 24, pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). As vendas de aços planos em abril de 2022 chegaram a 302,7 mil toneladas, recuo de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2021 e queda de 20,9% perante março de 2022.

No acumulado de 12 meses, as vendas atingiram 3,569 milhões de toneladas, retração de 9,1%.

O Inda projetou retração de 5,0% para as vendas no mês de maio ante abril.

As compras do mês de abril alcançaram 250,1 mil toneladas, baixas de 27,5% na comparação anual e de 27,7% na comparação mensal. No acumulado de 12 meses, as compras totalizaram 3,578 milhões de toneladas, alta de 2,4%.

O Inda prevê alta de 14% nas compras de maio ante abril.

O estoque de abril dos associados da Inda foi a 721,8 mil toneladas, um crescimento de 1,2% na comparação anual e queda de 6,5% na comparação mensal. O giro de estoque fechou em 2,4 meses – nível um pouco acima de março, quando estava em 2,0 meses.

As importações encerraram abril em 109,8 mil toneladas, baixa de 12,5% na comparação anual e queda de 12,4% na comparação mensal. A China foi a principal fonte das importações de aços planos, respondendo por 74,4% do aço trazido de fora. Na sequência aparecem Coreia do Sul (9,4%) e Suécia (4,7%).

Investing - SP   25/05/2022

Comercializadores de aços planos do Brasil estão vendo os preços do produto no país até 20% mais elevados que os praticados no exterior, mas uma situação de incertezas sobre câmbio e dificuldades logísticas tornam a importação um jogo arriscado, segundo relato nesta terça-feira da entidade que representa o setor, o Inda.

"O prêmio da bobina a quente hoje está muito alto, acima de 20%. Mas importar é jogar na roleta, um jogo quase de bolsa (de valores)", disse o presidente do Inda, Carlos Loureiro, a jornalistas nesta terça-feira.

Segundo ele, para enfrentar a situação, distribuidores estão mantendo os estoques em níveis suficientes para atender apenas suas operações, o que está já está refletindo no consumo aparente de aço no país. No primeiro quadrimestre, o consumo aparente caiu cerca de 14% sobre um ano antes, segundo dados do Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas.

Em abril, as vendas dos distribuidores de aços planos caíram 20,9% sobre março, para 302,7 mil toneladas, e recuaram 11,8% sobre o mesmo mês de 2021. As compras tombaram 27,7% na comparação mensal e 27,5% na anual, para 250,1 mil toneladas.

A projeção do Inda para maio é que as compras cresçam 14% ante abril e as vendas recuem 5%, de modo a manter o nível estoque do setor estabilizado.

Em abril, o volume estocado pelos distribuidores era de 721,8 mil toneladas, queda de 6,8% ante março.

Monitor do Mercado - SP   25/05/2022

As vendas de aços planos caíram 11,8% em abril em relação ao mesmo período de 2021, ficando em 302,7 mil toneladas, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Na comparação mensal, houve baixa de 20,9 %, quando foram vendidas 382,9 mil toneladas.

No mês passado, as compras de aços planos recuaram 27,5% em base de comparação anual, para 250,1 mil toneladas. Com relação a março, em que foram compradas 345,9 mil toneladas, as aquisições caíram 27,7%.

Em abril, os estoques diminuíram 6,8% ante 2021, atingindo o montante de 721,8 mil toneladas. O giro dos estoques, por sua vez, fechou em 2,4 meses.

As importações recuaram 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com volume de 109,8 mil toneladas. Ante o mês anterior, houve recuo de 12,4% nos embarques.

Para maio, a expectativa do Inda é as compras tenham uma alta de 14% e as vendas uma queda de 5% em relação ao mês de abril.

SIDERURGIA

Investing - SP   25/05/2022

A Ternium está se preparando para uma grande reforma de um dos dois alto-fornos de sua usina no Rio de Janeiro, um investimento de cerca de 1,3 bilhão de reais, afirmaram duas fontes próximas ao assunto.

Os planos ocorrem em um momento em que a Usiminas (SA:USIM5), da qual a Ternium participa do grupo de controle, também prepara-se para uma reforma do maior alto-forno de sua usina em Ipatinga (MG), o de número 3, tarefa que deve precisar de 110 dias para ser executada a partir de abril de 2023.

O projeto para a usina já começou a ser analisado uma vez que a vida útil do equipamento de 2,5 milhões de toneladas de capacidade anual, vai até 2024. A reforma e modernização também deve levar meses para ser concluída, disseram as fontes.

A ideia é refazer o isolamento térmico do alto-forno e atualizar a tecnologia auxiliar.

A usina da Ternium no Rio de Janeiro possui dois alto-fornos, cada um com capacidade para 2,5 milhões de toneladas anuais de aço.

Atualmente, segundo as fontes, a Ternium está produzindo na unidade fluminense cerca de 4,5 milhões toneladas anuais, com boa parte dessa produção sendo exportada.

Procurada, a Ternium afirmou que a operação dos altos-fornos segue conforme planejado. "O investimento previsto para a reforma do equipamento está previsto para ocorrer a partir de 2025".

Construção Latino-americana - SP   25/05/2022

O Instituto Chileno do Aço (ICHA), divulgou seu último “Relatório do Aço”, onde fornece números sobre o consumo aparente durante o primeiro trimestre de 2022 e uma comparação do período de cinco anos de 2018-2022. Juan Carlos Gutiérrez, diretor executivo do órgão, informou que entre janeiro e março deste ano o consumo aparente de aço no Chile, ou seja, a quantidade total de produtos de aço laminados resultantes da produção local, mais as importações e descontando as exportações do país, durante um período de tempo, foi de 681.000 toneladas, uma diminuição de 16,1% em comparação com o mesmo período em 2021 e até mesmo abaixo do consumo do primeiro semestre de 2020, quando atingiu 697.000 toneladas, mas com um contexto econômico, político e sanitário muito diferente.
(Fuente: ICHA)

Em relação aos aços longos, o relatório mostra que durante o primeiro trimestre de 2022 o consumo aparente atingiu um volume de 322.000 toneladas, ou seja, o valor mais baixo do período de cinco anos 2018-2022, mostrando uma queda de 16,9% em comparação com o primeiro trimestre de 2021.

Especificamente, os varões para concreto armado totalizaram um volume de 292.000 toneladas, o que se traduz em uma variação negativa de 17,6% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. Isto reafirma a mudança de tendência positiva observada até novembro do ano passado, daquele mês até março de 2022, a taxa média de consumo é de -0,05%.

Os perfis também mostraram uma variação negativa, neste caso -8,7% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo um volume de 30.000 toneladas de consumo aparente.

Nos aços planos, o consumo aparente durante o primeiro trimestre de 2022 atingiu um volume de 349.000 toneladas, o que equivale a uma queda de 16% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Durante o primeiro trimestre de 2022, o consumo aparente de chapas grossas diminuiu em 50,8% em comparação com o mesmo período de 2021, atingindo 63.000 toneladas.

Em termos de produtos planos, houve crescimento em laminados a quente (+8,2%) e laminados a frio (+5,7%), porém o consumo aparente de aços planos caiu 7,3%.

Projeções para o ano

Para este ano, o ICHA projeta uma queda no consumo aparente entre 12,6 e 30%. De acordo com a agência durante 2022, o consumo “deverá atingir 2.578.000 toneladas, considerando um mínimo de 2.285.000 e um máximo de 2.871.000 toneladas”. Em 2021, o consumo de aço no Chile era de 3.287.000 toneladas.

A ICHA fornece este Relatório do Aço exclusivamente a seus membros para fornecer-lhes uma imagem precisa do mercado e facilitar sua tomada de decisão, mas sem fornecer projeções ou análises de preços do aço.

IstoÉ Online - SP   25/05/2022

A siderúrgica Aço Verde informou nesta terça-feira que seus acionistas aprovaram uma emissão de 400 milhões de reais em duas séries de debêntures.

Os papéis da primeira série terão vencimento em sete anos, enquanto os da segunda vencerão em 10 anos. Segundo a companhia, os recursos da operação serão usados para comprar lenha e carvão vegetal, de produção própria ou de produtores rurais.

A companhia, que produz fio máquina, vergalhões e ferro-gusa em Açailândia, Maranhão, é parte do grupo mineiro Ferroeste.

ECONOMIA

Infomoney - SP   25/05/2022

A alta do IPCA-15 em maio veio acima do esperado e indica não só uma inflação persistente e espalhada, mas também uma inércia inflacionária, o que vai exigir mais cautela do Banco Central em encerrar o ciclo de alta de Selic, apontam analistas.

Foi a maior alta para o mês desde 2016, e agora a prévia do índice oficial de inflação do Brasil acumula alta de 4,93% no ano e de 12,20% em 12 meses, uma aceleração em relação aos 12,03% de abril e o número mais alto desde novembro de 2003.

Analistas apontam que a surpresa “altista” veio espalhada em quase todas as áreas, com destaque para a inflação de serviços, de bens industriais, de higiene pessoal e de vestuário. Além disso, o núcleo da inflação (que exclui alimentação no domicílio e itens regulamentados) acelerou em maio e o índice de difusão da inflação continua em patamares elevados.

Isso deve fazer com que o Banco Central, que já elevou a Selic de 2% para 12,75% ao ano em pouco mais de um ano, tenha de continuar o clico de alta da taxa básica de juros — e que talvez eles permaneçam em patamares elevados por mais tempo, por causa da inércia inflacionária (quando os reajustes nos preços atuais contribuem para mais altas no futuro).

“Dado que as pressões de inflação estão para cima, a inércia da inflação continua mais alta e estamos vendo os núcleos da inflação performando acima das expectativas de mercado, achamos que não vai ter como o Banco Central parar de subir os juros tão rapidamente, “afirma Laiz Carvalho, economista do BNP Paribas para Brasil. “Continuamos achando que o BC vai ter de subir os juros pelo menos mais duas vezes, nas reuniões de junho e agosto”.

Laiz diz que “é uma preocupação bastante grande que essa inflação está mostrando sinais de uma permanência maior — e uma inércia muito forte —, o que contribui para a nossa projeção de que a inflação vai ser de 10% neste ano”. O BNP Paribas também estima que a Selic vai terminar o ano em 14,25%, acima do consenso atual do mercado.
Inflação disseminada

Para Luca Mercadante, economista da Rio Bravo, o IPCA-15 de maio “preocupa não só pela sua magnitude, mas também pelo qualitativo”. “A alta de serviços preocupa, pois o setor historicamente tem seus preços mais persistentes, o que pode dificultar ainda mais o trabalho do Banco Central no controle de inflação”. Mercadante diz que “a difusão dos preços também é outro motivo de preocupação”. “Além de aparentar mais persistente, a alta dos preços se mantém disseminada”.

Alberto Ramos, do Goldman Sachs, destaca que o indicador ficou “acima do esperado em alimentação fora de casa, bens industriais, higiene pessoal e vestuário e calçados” e que a inflação de serviços ficou “muito acima do esperado”. “A inflação está agora não apenas muito alta, mas também muito difusa”, afirma Ramos, que projeta uma inflação acima de 10% até outubro e acima de 8% até março de 2023 (no acumulado em 12 meses).
Influencia do exterior

O analista do Goldman Sachs diz também que “o choque amplo e provavelmente duradouro” nos preços das commodities e outros custos de produção de logística e de insumos deve “manter altas as pressões inflacionárias de preços ao consumidor no curto prazo”, além de haver indícios de “intensas pressões de aumento de custos nos próximos meses”.

Assim, a inflação deve se tornar cada vez mais inercial, o que exigirá uma postura mais conservadora do BC.”O cenário desafiador de inflação atual e prospectiva e a sinalização ‘hawkish’ do FOMC exigem uma calibração conservadora da política monetária”, afirma Ramos. FOMC é comitê do Banco Central americano, que tem adotado uma postura mais austera em relação à inflação e endurecido o seu discurso sobre a elevação dos juros para contê-la.

Análise da CM Capital aponta que, apesar de o índice de dispersão da inflação ter caído de 78,75% em abril para 74,93% em maio, “o indicador ainda se encontra em patamar demasiadamente elevado”. Segundo a casa, isso indica que a inflação atual não está mais restrita ao choque internacional de preços, causado pela guerra entre Rússia e Ucrânia e os lockdowns na China, “tendo começado a se enraizar na economia brasileira e potencializando a inflação estrutural já presente no país”.

Agência Brasil - DF   25/05/2022

O Índice de Clima Econômico (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,1 pontos no Brasil no segundo trimestre deste ano e chegou a 62,7 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos.

Brasil e Uruguai, este com alta de 14,2 pontos, foram os únicos dos dez países latino-americanos analisados pela pesquisa a apresentar crescimento no segundo trimestre, na comparação com o primeiro.

Na média, a América Latina apresentou queda de 11,7 pontos no período, de acordo com a pesquisa. Os demais países oscilaram entre recuos de 5,5 pontos na Bolívia e 27,9 pontos na Argentina.

O ICE é calculado com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países.

A alta do índice no Brasil foi puxada pelo Índice da Situação Atual, que mede a avaliação sobre o presente e que subiu 14,6 pontos, alcançando 30 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede o futuro, caiu 15,4 pontos, mas manteve-se no centro da escala, com 100 pontos.

Apesar de apresentar alta, o ICE do país (62,7 pontos) ainda está abaixo da média da América Latina (67,3 pontos). O indicador brasileiro é também o terceiro mais baixo entre os dez países latino-americanos, superando apenas Argentina (39,1 pontos) e Chile (46 pontos).

Os demais países apresentam os seguintes índices: Peru, 63,4 pontos; Bolívia, 65,9; México, 66,2; Equador, 72,1; Paraguai, 91,2; Colômbia, 95,7; e Uruguai, 149,6.
PIB

O estudo também divulgou previsões de especialistas para o PIB de 2022 dos países pesquisados. A estimativa de crescimento para este ano no Brasil subiu de 0,7% no primeiro trimestre para 0,8% no segundo trimestre.

Apesar da nova previsão, o Brasil tem a menor taxa entre as nações pesquisadas. Na média, a América Latina deve crescer 2%. As demais taxas variam entre 4,3% na Colômbia e 1,2% no Paraguai.

Para os especialistas, os principais problemas para a economia do país são falta de inovação, falta de confiança na política econômica, infraestrutura inadequada, aumento das desigualdades de renda e falta de competitividade internacional.

O Estado de S.Paulo - SP   25/05/2022

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 4,4% em maio ante abril, para 79,5 pontos, a quinta alta seguida, informou há pouco a entidade. O nível atingido é também a maior pontuação desde maio de 2020. Na comparação com maio de 2021, houve alta de 17,7%.

Para a CNC, apesar da inflação, a recuperação do mercado de trabalho vem contribuindo para alguma retomada do rendimento das famílias. A avaliação é corroborada pelo aumento de famílias, entre os respondentes da pesquisa da CNC, que consideraram a renda melhor do que há um ano: 24,5% dos entrevistados fizeram essa consideração no ICF de maio, a maior proporção desde maio de 2020 (28,6%).

Além disso, segundo a CNC, todos os componentes do ICF apresentaram alta em maio, com destaque para o subíndice Emprego Atual, que registrou a maior pontuação, 105,8 pontos, com variação mensal positiva de 4,1%.

“Contudo, mesmo com melhor percepção sobre o nível de emprego, a análise indica cautela quanto à perspectiva de consumo no curto prazo, com aumento de 47,8% para 48,0% da parcela de famílias que pretendem reduzir suas compras nos próximos três meses”, diz a nota divulgada pela CNC.

Os dados desagregados por faixas de renda mostraram que a intenção de consumo cresceu tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres, embora o ICF para o primeiro grupo siga em nível mais elevado.

Na passagem de abril para maio, as famílias que ganham até dez salários mínimos apresentaram aumento mensal de 4,8% no ICF, registrando 76,3 pontos, enquanto entre as que ganham acima de dez salários o crescimento foi de 2,8%, alcançando 94,8 pontos. Na comparação com maio de 2021, os dois grupos apresentaram incremento de 18,5% e 15,3%, respectivamente.

O Estado de S.Paulo - SP   25/05/2022

O aumento das vendas no varejo e no setor de serviços tem levado economistas do mercado financeiro a revisar para cima as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Um deles é Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do banco Goldman Sachs, que elevou a sua estimativa de 0,9% para 1,2% recentemente.

Segundo ele, a melhora tem relação com a reabertura da economia, o crescimento das exportações, o aumento do valor do Auxílio Brasil e com medidas tomadas pelo governo para estimular o consumo, como a antecipação do décimo terceiro salário dos aposentados e o saque extraordinário do FGTS. No entanto, o economista afirma em entrevista ao Estadão que esses efeitos são passageiros e não são um sinal de uma recuperação mais forte do PIB à frente.

“O que aconteceu no primeiro trimestre não é representativo da fortaleza da economia. Temos pela frente um segundo semestre bastante complicado, com taxa de inflação em dois dígitos, bastante disseminada, e com condições financeiras e condições monetárias ainda mais apertadas”, disse Ramos, durante uma visita a São Paulo na semana passada.

Para o economista, a inflação ainda em dois dígitos no Brasil, o aumento das taxas de juros no EUA e a desaceleração da economia mundial tendem a enfraquecer a economia no segundo semestre do ano, puxando a atividade para baixo.

Além disso, ele ressalta que o Brasil não tem como contar com o impulso do consumo das famílias, nem do investimento público, uma vez que o governo tem um espaço cada vez mais limitado para investimentos e as famílias estão altamente endividadas. “É possível que o motor de crescimento também possa ter sofrido algum dano estrutural nos últimos anos. Já era um Fiat 600 e perdeu um carburador no caminho”, disse Ramos. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
Muitas casas de análise e bancos estão revisando a projeção do PIB para 2022 para cima. Por que essas projeções estão subindo?

O crescimento já surpreendeu um pouco no final de 2021 e a economia mostrou um grau de resiliência no primeiro trimestre. O fator número um foi o aumento do preço de commodities, que levou a uma transferência adicional de renda para a economia. O segundo fator tem a ver ainda com um efeito da reabertura da economia. Teve uma onda de (casos da variante) Ômicron, que afetou a economia em janeiro. Mas essa onda afetou menos a mobilidade e a atividade do que a gente esperava. As pessoas basicamente se esqueceram da Ômicron. Mesmo em janeiro, quando se esperava que tivesse um impacto mais profundo, não teve. E depois, em fevereiro e março, a melhora tem a ver com a reabertura adicional da economia e com uma transferência adicional de renda -- com o aumento do salário mínimo, a antecipação do décimo terceiro (dos aposentados), e o Auxílio Brasil mais parrudo.
Qual foi o efeito das medidas de estímulo econômico do governo?

As transferências fiscais tiveram claramente algum impacto. Pensando só no Auxílio Brasil, é um auxílio que é mais de o dobro do Bolsa Família e é pago a 3 ou 4 milhões de famílias adicionais. É muita gente. E é um recurso que vai para famílias que têm uma propensão ao consumo bastante elevada. Houve um conjunto de fatores que levou a um crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre. Tem algum efeito de arrasto para o segundo, mas não representa a saúde econômica do País.
Por que não?

O que aconteceu no primeiro trimestre não é representativo da fortaleza da economia. Temos pela frente um segundo semestre bastante complicado, com taxa de inflação em dois dígitos, bastante disseminada, e com condições financeiras e condições monetárias ainda mais apertadas. A economia mundial está desacelerando. É possível ainda que a economia venha a contrair no segundo semestre. Olhando um pouco para o crescimento para o biênio de 2022 e 2023, acho que estamos ainda em uma toada bem modesta do crescimento, provavelmente perto de 1%, mas inferior a 1%, em média nesses dois anos.
Por que esses efeitos do primeiro trimestre não devem continuar?

Alguns dos fatores que levaram a esse crescimento no primeiro trimestre são efêmeros. Não são fatores permanentes. O segundo é que o Brasil está numa armadilha de baixo crescimento, baixo investimento e baixa produtividade já há vários anos, se não for há várias décadas. Gosto sempre de citar alguns números, porque eles ilustram bem essa realidade. A última vez que o Brasil cresceu mais de 3% foi em 2013, há quase 10 anos. O crescimento médio trimestral dos últimos 33 trimestres é 0%. O crescimento médio dos últimos 42 trimestres, que são 10 anos e meio, é de -0,1%. O PIB per capita do Brasil no final de 2021 está 9% abaixo comparado ao primeiro trimestre de 2014. Se for medir em dólares, mesmo com paridade de poder de compra, o número é ainda pior. Então, Houston, we have a problem. Temos um problema estrutural de crescimento. Digo que esse é o problema endêmico do Brasil. Tivemos a pandemia. Temos um problema pandêmico. E temos um problema endêmico, que é um problema estrutural que só se resolve com reformas pró-crescimento, reformas que resolvam a parte fiscal. Essa continua a ser a grande agenda pendente, para este governo e para o governo que virá.
Vê algum movimento nessa direção?

Não. Infelizmente, não. E até me preocupa se há algum efeito cicatriz na economia. É possível que o motor de crescimento também possa ter sofrido algum dano estrutural nos últimos anos. Já era um Fiat 600 e perdeu um carburador no caminho.
Em que sentido?

O setor público perdeu capacidade de investir. Isso ocorreu pela própria expansão do gasto que hoje é tomado em grande medida pelo gasto corrente, e não pelo investimento. Não é o setor público que vai alavancar o crescimento, porque não tem capacidade financeira de fazer. O outro fator é que as famílias estão altamente endividadas. Temos hoje um nível recorde de endividamento das famílias. Também não vai ser um crescimento alavancando. Quer dizer, pedindo empréstimos para gastar, para consumir. Não vai por aí. E um terceiro ponto é que estamos a sete anos com uma taxa de desemprego em dois dígitos. Hoje temos 3,5 milhões de brasileiros desempregados há mais de dois anos. O que isso significa para além do drama social de estar desempregado? É que quanto mais tempo você está fora do mercado de trabalho, você vai perdendo habilidades de trabalho. O mundo evolui. Você está desemprego por mais de dois anos, quando volta o seu trabalho é menos produtivo. São esses fatores que me preocupam. Se os motores de crescimento já eram muito débeis, eles podem ter se debilitado ainda mais no caminho.
O PIB potencial do Brasil diminuiu?

Pode ter diminuído na margem. Não sei quanto é, mas é baixo. O Brasil precisa entrar um ciclo de crescimento e, para isso, precisa de muita coisa. A agenda é conhecida. Não precisa chamar um comitê de prêmios Nobel para analisar por que o Brasil não cresce. Todo mundo é bem conhecedor dessa agenda. É preciso equacionar o problema fiscal, a sustentabilidade fiscal de médio e longo prazo ainda é um tema pendente. Isso afeta as decisões de investimento de médio e longo prazo. Outra agenda é que o Brasil tem uma carga tributária enorme, mal distribuída, gasta muito e investe pouco. A produtividade do gasto público é baixíssima. O efeito multiplicador do gasto público é muito baixo. O Brasil tem que se inserir mais nas cadeias de produção globais. Ainda é uma economia extraordinariamente fechada ao comércio. E tem que investir mais. Tem que investir mais em capital físico e capital humano. Não é preciso reinventar a roda. É preciso avançar nessas agendas. Não vai mudar do dia para a noite. Mas a agenda é conhecida. Não está escrito em pedra que o Brasil não pode crescer mais do que 1%. O que é triste nessa narrativa é que o potencial do Brasil é muito grande. É uma economia enorme, continental, autossuficiente em energia, que não tem os problemas sociais, religiosos e eu diria até políticos que muitos outros mercados emergentes. Pensa Turquia, África do Sul, Rússia. A gente podia fazer muito melhor. Neste país com um outro tipo de política macro poderia aspirar a muito mais. Tem potencial de crescer muito mais.
O presidente Jair Bolsonaro e Lula culpam a regra do teto de gastos pela falta de recursos para o investimento público. O teto gastos é o culpado nesse sentido?

Essa narrativa não está correta. O teto de gastos não limita o investimento. O teto de gastos limita o gasto. E quando olhamos para a composição do gasto, mais de 95% não são investimentos. São gastos correntes. Dado que o Brasil já tem uma carga tributária enorme, e dado que o gasto é ainda maior que essa carga tributária, porque a gente tem um déficit fiscal, o Brasil deveria olhar um pouco para a despesa. Não me convenço de que em um Orçamento de R$ 1,5 trilhão por ano não haja onde cortar e todos os programas governamentais são bem estruturados e têm um impacto social fantástico. É óbvio que o investimento é necessário. Mas também é necessário não ir à falência. Então vamos cortar o gasto.
Como vê a discussão sobre uma possível flexibilização do teto de gastos no Congresso? Isso preocupa?

Preocupa. Os dois candidatos mais competitivos dessa eleição basicamente já afirmaram que o teto do gasto vai ser modificado e tem os dias contados. O teto do gasto é uma âncora fiscal que dá alguma credibilidade e previsibilidade à política fiscal. Se vai acabar com o teto de gastos, me diga o que vai substituí-lo. Sem âncora, me parece arriscado. Tirar o teto do gasto e gastar mais, usando a velha ladainha de que é o investimento é baixo, (não funciona). A gente já viu esse filme, especialmente dado que o setor público é muito mau gastador -- não estou falando de corrupção, mas de alocação de recursos mesmo.
Para o ano que vem vocês estão vendo um crescimento menor. Isso é o efeito da taxa de juros mais elevada?

Sim. É o impacto defasado de uma política monetária bastante restritiva, com o Banco Central com espaço limitado para cortar os juros. E esse espaço é limitado por duas razões. Porque a inflação vai continuar ainda bastante alta. A gente vê inflação em dois dígitos até outubro deste ano, e provavelmente acima de 8% até o segundo trimestre de 2023. Num contexto em que, embora a inflação venha a ser menor no final do ano, e progressivamente menor em 2023, ainda vai demorar bastante tempo para trazer a inflação de volta à meta. E o outro fator é que o Fed está começando a subir os juros. Existe um risco crescente de que os juros nos EUA também avancem para campo restritivo. Isso limita o espaço para o Banco Central cortar o juro. Se ele quer cortar o juro, mas o Fed está subindo não elimina o espaço, mas limita. Significa que, mesmo em 2023, a política monetária provavelmente será restritiva, acima do neutro. E como a gente espera um segundo semestre de 2022 bastante difícil, isso gera um carrego para 2023 próximo de 0% e possivelmente até negativo. E aí não vamos ter o efeito de Auxílio Brasil, saques do FGTS. Os preços de commodities devem estar na base. O efeito residual da abertura da economia terá passado. Vai ser um ano mais normal e o normal tem sido anos de crescimento baixo. Mas com a política monetária ainda segurando o freio.

Infomoney - SP   25/05/2022

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 523,8 milhões na terceira semana deste mês. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 24, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,034 bilhões e importações de US$ 5,510 bilhões.

Em maio, o resultado comercial acumula superávit de US$ 3,112 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 23,297 bilhões.

A média diária das exportações registrou nas três primeiras semanas de maio aumento de 6,9%, com queda de 1% em agropecuária, alta de 19,2% em Indústria da transformação e redução de 7,6% em produtos da indústria extrativa.

Já as importações subiram 33,8%, com alta de 14,8% em agropecuária, crescimento de 100,8% em indústria extrativa e de 30,7% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.

O Estado de S.Paulo - SP   25/05/2022

Um cenário sombrio, porém real, da economia mundial foi desenhado num dos disputados painéis do Fórum Econômico Mundial na cidade suíça de Davos. Inflação em alta na Europa, nos Estados Unidos e em outros países (o Brasil se destaca entre estes); riscos de uma crise energética na Europa, dependente do suprimento de gás pela Rússia; escassez de alimentos; e persistência de problemas ambientais estão entre os elementos de uma conjuntura que pode levar à recessão global. A observação foi feita pelo ministro para Assuntos Econômicos e Proteção Climática da Alemanha, Robert Habeck. Não adianta resolver apenas a questão da inflação ou do suprimento de gás, disse Habeck. É preciso enfrentar todos os problemas ou pelo menos a maioria deles.

Embora possa soar um tanto exagerada, a advertência não pode ser ignorada. A invasão da Ucrânia pela Rússia agravou problemas resultantes da pandemia de covid-19 ou a eles acrescentou outros. As consequências já começam a surgir nas estatísticas sobre a atividade econômica mundial, que, neste momento, indicam a piora da situação.

Três importantes organizações econômicas internacionais divulgaram no mesmo dia relatórios que mostram essa tendência. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou uma aguda retração da evolução do PIB dos países associados – que estão entre as maiores economias do mundo – no primeiro trimestre de 2022. O crescimento foi de apenas 0,1% na comparação com o trimestre anterior. No último trimestre do ano passado, o aumento tinha sido de 1,2%.

Consideradas apenas as sete maiores economias do mundo (que formam o G-7), o resultado foi ainda pior. O PIB desses países encolheu 0,1% no primeiro trimestre do ano. No trimestre anterior o aumento tinha sido de 1,2%, igual ao de todo o grupo que constitui a OCDE.

Entre as causas do mau desempenho das principais economias do mundo, a OCDE cita o fraco resultado da balança comercial desses países, afetada fortemente pelos gargalos na cadeia mundial de suprimentos, e a queda da demanda interna.

O comércio mundial de bens também vai mal. Em sua pesquisa trimestral Barômetro do Comércio de Bens, a Organização Mundial do Comércio (OMC) constatou ligeiro aumento, de 98,7 para 99 pontos, mas ainda abaixo da marca divisória de 100, acima da qual há crescimento. Por isso, mesmo com a discreta melhora, o comércio mundial continua a patinar.

Do ponto de vista social, além de estudos de instituições multilaterais que mostram o avanço rápido da fome no mundo, o mais recente trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o mercado mundial de trabalho se deteriorou de maneira acentuada no primeiro trimestre do ano. O número de horas trabalhadas, por exemplo, ainda está 3,8% abaixo do nível observado antes da pandemia. A recuperação é desigual e tem ampliado a distância entre os países ricos e os pobres. E em boa parte destes as limitações fiscais impedem a adoção de políticas públicas de apoio aos mais necessitados.

MINERAÇÃO

Valor - SP   25/05/2022

Atividade comercial limitada nos portos chineses e a correção nos preços do aço pesaram sobre as cotações do minério de ferro

A atividade comercial limitada nos portos chineses e a correção nos preços do aço pesaram sobre as cotações do minério de ferro, que voltaram a perder força nesta terça-feira (24) após o impulso com a elevação das tarifas de exportação na Índia na véspera.

Nos portos do norte da China, o minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia a US$ 130,50 a tonelada, com baixa diária de 4%, segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights.

Agora, a principal matéria-prima do aço acumula desvalorização de 8,3% no mercado transoceânico em maio. No ano, os ganhos foram reduzidos a 9,7%.

Os contratos futuros mais negociados de minério, para setembro, fecharam o dia em queda de 3,5% na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), a 830,50 yuan por tonelada.

Após a Índia elevar as tarifas de exportação da matéria-prima e de diferentes produtos siderúrgicos, num esforço para conter a pressão inflacionária no mercado interno, os futuros de minério avançaram mais de 4%.

O ganho, porém, foi limitado e o recuo nas margens das siderúrgicas chinesas voltou a ditar o tom mais pessimista dos mercados hoje.

Valor - SP   25/05/2022

Propostas de elevação de taxas e royalties têm proliferado em meio ao ano eleitoral, crise fiscal e alta nas receitas das empresas

Com licenciamento mais duro, ESG ganhou força no setor, diz Afonso Sartorio, sócio-líder da EY na América do Sul — Foto: Duda Bairros/Divulgação

O aumento de impostos e royalties sobre a mineração em 2022 é a principal agenda pública no radar das empresas que atuam no Brasil, segundo estudo da EY, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Mais da metade (55%) dos executivos ouvidos no levantamento citou a questão como tema de atenção para este ano.

A combinação de um ano eleitoral, de uma situação fiscal difícil e de um momento de bom faturamento na indústria tem contribuído para o surgimento de propostas para elevar as cobranças, avalia Rinaldo Mancin, diretor de Relações Institucionais do Ibram. “Tramitam no Congresso propostas para ampliar os royalties. Temos visto bastante movimentação nesse sentido”, diz ele.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a votar a constitucionalidade da cobrança de taxas de fiscalização por parte de Estados - no caso, Minas Gerais, Pará e Amapá. A decisão sobre o tema chegou a ser marcada na semana passada, mas acabou sendo adiada.

“Há oito anos os Estados estão arrecadando uma taxa que consideramos inconstitucional. Para piorar a insegurança jurídica, temos visto municípios falando em também criar taxas de fiscalização”, afirma Mancin.

O estudo também aponta outras agendas públicas relevantes para a indústria neste ano, como a precificação do carbono, políticas para atrair investimentos estrangeiros e leis que acelerem a concessão de licenças.

O estudo, realizado globalmente pela EY, também identificou que as pautas ESG ganharam força na lista de preocupações do setor no mundo. Ao questionar executivos sobre os maiores riscos e oportunidades, o tema social e ambiental foi o mais citado - na pesquisa feita em 2021, o assunto aparecia em quarto lugar.

Na sequência da lista de riscos, surgem temas correlatos: a descarbonização e a licença para operar, que tem se tornado mais rígida no mundo todo.

Para Afonso Sartorio, sócio-líder de Mineração e Metais da EY na América do Sul, há uma aceleração da pauta de descarbonização no mundo, associada à maior cobrança da sociedade civil em relação aos projetos de mineração.

Esse cenário tem gerado uma maior dificuldade para as empresas conseguirem obter as licenças necessárias para operar, o que coloca o tema do ESG no centro das atenções dos executivos.

“Os critérios de licenciamento dos projetos se tornaram mais rígidos, e se tornou mais difícil obter as licenças sociais, das comunidades vizinhas ao projeto. No Brasil, isso se tornou notório no caso das barragens”, diz ele.

No país, o endurecimento do licenciamento se deu após o rompimento de barragens de rejeitos - em 2015, em Mariana (MG), de uma mina da Samarco (controlada pela Vale e pela BHP Billiton), que provocou enorme impacto ambiental; e, em 2019, em Brumadinho (MG), de uma barragem da Vale, que além do dano ambiental provocou a morte de ao menos 270 pessoas.

Segundo o estudo da EY, uma das preocupações do setor é com sua “reputação” e “imagem”, segundo entrevistas realizadas pela consultoria em março de 2022, com executivos de dez das principais empresas do país.

Revista Mineração - SP   25/05/2022

Estudo conduzido pelo Governo de Minas irá planejar e avaliar procedimentos relacionados ao desenvolvimento sustentável da mineração de ferro no estado.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), por meio da Superintendência de Política Minerária, Energética e Logística (SPMEL), e com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), promoverá a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para o minério de ferro, em iniciativa inédita, pautada em ações de economia sustentável no estado. Cabe ressaltar que a AAE foi um dos projetos selecionados e contemplados com os recursos financeiros das medidas de reparação aos danos ambientais pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o governo estadual, a elaboração da avaliação irá durar aproximadamente dois anos, período em que a AAE poderá prover um conjunto de ações que permita antecipar, planejar e avaliar procedimentos relacionados ao desenvolvimento sustentável da mineração de ferro, em escala macro, considerando objetivos estratégicos de longo prazo e definindo a visão de futuro desejável para o setor.

Para a diretora de Mineração da Sede-MG, Maria Eugênia Monteiro, o estudo abrangerá o setor de exploração de minério de ferro no estado como um todo, sem individualizar municípios, empresas ou complexos minerários. Além disso, a construção da AAE poderá auxiliar na proposição de normas que têm como objetivo oferecer maior sustentabilidade para o setor no estado.
Políticas públicas

“A Sede-MG vem atuando no sentido de consolidar informações e identificar diretrizes e ações que orientem a forma pela qual a atividade minerária deve ser conduzida em Minas Gerais, sob a ótica do setor público, privado e demais agentes envolvidos. Assim, o estabelecimento de diretrizes para o desenvolvimento de políticas públicas deve ser adotado para fortalecer e manter a mineração como uma atividade relevante para a economia do estado, de maneira social e ambientalmente responsável, considerando o planejamento de longo prazo, com foco na geração de emprego e renda para a população mineira”, afirma a diretora, acrescentando que essas questões também serão tratadas no Plano Estadual de Mineração de Minas Gerais (PEM-MG), que será elaborado por empresa a ser contratada pela Sede-MG.
Transparência nos processos

De acordo com a Sede-MG, um dos pressupostos do estudo é o quesito transparência, principal queixa de comunidades que convivem em áreas que são mineradas em Minas Gerais, uma vez que assegura a participação de todos os envolvidos, por meio de diálogos, promovendo decisões integradas e considerando pontos de vista relevantes, aprimorando a governança do processo. Dessa maneira, a AAE acrescenta valor à tomada de decisão, previne conflitos e pode contribuir para reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Uma primeira reunião entre os órgãos envolvidos e a empresa de consultoria já está agendada, prevendo ainda treinamento. De acordo com a pesquisadora da Diretoria de Mineração, Valéria Lúcia de Oliveira Freitas, a AAE para o minério de ferro prevê a realização de oito oficinas em três diferentes regiões de Minas Gerais, compreendendo também processos em níveis distintos, como é o caso da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e os municípios de Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas, e de Nova Aurora, Nordeste de Minas.

“Por ser considerada de natureza estratégica, a AAE apresenta outras características importantes, entre elas, a flexibilidade em relação ao processo de decisão, o foco nos aspectos críticos (ambientais, sociais, econômicos e institucionais), a avaliação das oportunidades e riscos ambientais e de sustentabilidade das ações estratégicas e a motivação da participação ativa dos agentes interessados”, informou a secretaria.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   25/05/2022

No dia 18 de maio, a fabricante chinesa XCMG assinou contrato para fornecimento de máquinas de mineração para a Vale. A cerimônia de assinatura aconteceu na fábrica da XCMG Brasil em Pouso Alegre (MG).

A assinatura do contrato dá continuidade ao Memorando de Entendimento, assinado em outubro de 2021, para potencial fornecimento de equipamentos. Não foram divulgados valores ou produtos incluídos no acordo.

Além do desenvolvimento e cooperação para fabricação de máquinas para mineração, o acordo estabelece pontos como desenvolvimento de produtos visando à descarbonização, linhas elétricas e desenvolvimento de produtos autônomos.

“A XCMG está comprometida em atender clientes globais, fornecendo soluções de mineração, linha de produtos sustentável e zero emissão de carbono”, comenta a fabricante, que iniciou a produção fabril no país em 2014.

AUTOMOTIVO

Automotive Business - SP   25/05/2022

Material desenvolvido com siderúrgica sueca será empregado a partir do terceiro trimestre deste ano

A Volvo promete um modo de produção um pouco mais sustentável ainda em 2022. A fabricante anunciou nesta terça-feira (24) a adoção de aço livre de fósseis na produção de caminhões. Segundo a empresa, a iniciativa pioneira no setor de pesados traz um "impacto climático muito menor do que o aço convencional".

O aço produzido com hidrogênio será utilizado nas longarinas dos caminhões elétricos da Volvo produzidos na Europa a partir do terceiro trimestre de 2022, "inicialmente em baixa escala", de acordo com a marca. O material será fornecido pela siderúrgica sueca SSAB.
Aço e outros materiais livres de fósseis

"Vamos aumentar o uso de materiais livres de fósseis em todos os nossos caminhões para torná-los 'zero emissões' não apenas em operação, mas também quando se trata dos materiais com que são produzidos", declarou Jessica Sandström, vice-presidente sênior de Gestão de Produto da Volvo Trucks.

De acordo com a marca, o plano é que, à medida em que a disponibilidade de aço livre de fósseis aumentar, o material também passará a ser usado em outras partes dos caminhões.
Dá para reciclar?

A fabricante sueca afirma que, hoje, cerca de 30% dos materiais de um caminhão Volvo vêm de materiais reciclados. E garante que até 90% do veículo pode ser reciclado ao final de sua vida útil.

"Estamos continuamente nos esforçando para minimizar ainda mais nossa pegada climática, caminhando para uma maior circularidade, tanto em nossas operações quanto em nossos caminhões", valorizou Sandström.

A colaboração entre o Grupo Volvo e a SSAB na produção de aço livre de fósseis começou em 2021. A primeira unidade produzida com esse material foi uma carregadeira Volvo, apresentada em outubro do ano passado.

Valor - SP   25/05/2022

No caso da Ford, a equipe de engenharia foi mantida, a despeito do fechamento das fábricas no Brasil, porque esses profissionais estão envolvidos em projetos de veículos globais, produzidos em outros países

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), recebeu hoje uma notícia da direção da Ford que ajuda a compensar, em parte, o choque que ele levou, há um ano e três meses, quando montadora o informou que fecharia a fábrica em Camaçari. Naquela ocasião, o fim da produção de veículos na Bahia envolveu mais de 4 mil demissões. Mas o centro de engenharia da companhia foi mantido no próprio Estado, com cerca de mil profissionais. A boa nova anunciada hoje foi a expansão da equipe, com a contratação de mais 500 engenheiros.

Com o fechamento da fábrica, a equipe dedicada à pesquisa e desenvolvimento de produto da Ford foi deslocada para o Cimatec Park, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Trata-se de um complexo tecnológico que também fica em Camaçari. Além da área automotiva, o Cimatec Park planeja expandir as atividades nos setores de energia eólica, naval, petroquímica, biotecnologia e petróleo e gás.

No caso da Ford, a equipe de engenharia foi mantida, a despeito do fechamento das fábricas no Brasil, porque esses profissionais estão envolvidos em projetos de veículos globais, produzidos em outros países.

Por meio de nota, o presidente da Ford na América do Sul, Daniel Justo, disse que o time brasileiro “tem uma contribuição importante na engenharia global da Ford, desenvolvendo produtos, patentes, tecnologias e softwares que estão ajudando a moldar o futuro da mobilidade”. “É uma prova da capacidade e da competitividade do nosso país em exportar projetos e conhecimento”, disse. 

Além do parque tecnológico da Bahia, a estrutura de pesquisa e desenvolvimento da montadora inclui um campo de provas em Tatuí, no interior de São Paulo.

Além do Senai, na Bahia, a Ford manteve parcerias com a Universidade Federal e ações voltadas à comunidade, como o curso de desenvolvimento de software. Resultado de uma parceria com o Senai Cimatec, o curso oferece 80 vagas gratuitas para pessoas de baixa renda.

Há poucos dias, a Ford anunciou a venda da fábrica de motores de Taubaté (SP) para a São José, a mesma incorporadora que adquiriu a fábrica em São Bernardo do Campo (SP), onde foram construídos galpões logísticos.

NAVAL

Exame - SP   25/05/2022

O ato de exoneração foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no período da tarde desta terça-feira, 24

Mario Povia, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) (Agência Câmara/Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados)

Por Estadão ConteúdoPublicado em 24/05/2022 16:47 | Última atualização em 24/05/2022 16:55

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni e Silva, foi exonerado, a pedido, do cargo.

O ato de exoneração foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) no período da tarde desta terça-feira, 24.

Para o seu lugar, o governo nomeou Mario Povia, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A nomeação também está publicada no DOU.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   25/05/2022

Os Estados Unidos anunciaram um aviso de venda adicional de petróleo de até 40,1 milhões de barris das reservas estratégicas do país, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, nesta terça-feira.

A medida faz parte do anúncio feito pelo presidente norte-americano, Joe Biden, em 31 de março, de liberar um milhão de barris por dia por seis meses para lidar com a interrupção de oferta provocada pela guerra da Rússia na Ucrânia e ajudar a estabilizar os cursos voláteis de energia para americanos, destaca o DoE em comunicado.

O Departamento detalha que a determinação de Biden é de 90 milhões de barris liberados entre maio e agosto.

Desses, 20 milhões já estavam previstos para serem inseridos no mercado em maio, antes mesmo do anúncio do presidente, outros 30 milhões foram notificados em 1º de abril e os 40 milhões restantes são liberados através do aviso feito hoje. Outros 90 milhões de barris devem ser liberados entre agosto e outubro.

Infomoney - SP   25/05/2022

A Petrobras (PETR3;PETR4) confirmou nesta terça-feira (24) a redução no fornecimento de gás natural boliviano e afirmou que vai tomar as providências cabíveis visando o cumprimento do contrato.

Em nota, a Petrobras informou que recebeu, em média, cerca de 14 MM m³/dia da YPFB no mês de maio, volume 30% abaixo dos 20 MM m³ do aditivo celebrado junto à estatal boliviana em março de 2020.

No ano passado e no 1º trimestre de 2022, a Petrobras recebeu em média os 20 MM m³/dia de gás natural, objeto do contrato com a YPFB.

Mas no início de abril de 2022, a YPFB divulgou compromisso de venda de volumes adicionais de gás natural para a Argentina durante o inverno, de cerca de 4 MM m³/dia, a um preço mais elevado.

Ainda em abril de 2022, a YPFB informou para a Petrobras que a partir de maio reduziria unilateralmente em 4 MM m³/dia as entregas de gás natural no âmbito do contrato assinado.

Medidas Petrobras

Diante disso, a Petrobras brasileira afirma que o contrato prevê consequências ao fornecedor em caso de falha de fornecimento e que tais medidas serão aplicadas pela Petrobras à YPFB.

Por fim, a Petrobras ressalta que os contratos de venda de gás natural celebrados pela companhia com os seus clientes possuem preço previamente estabelecido, cuja atualização é baseada em fórmulas paramétricas atreladas a indicadores de mercado e acordadas entre as partes, as quais não são afetadas por situações pontuais de falhas com fornecedores.

AGRÍCOLA

Auto Industria - SP   25/05/2022

O vice-presidente global de compras e materiais da Massey Ferguson e AGCO América do Sul, Carlo Martorano, admitiu por ocasião da entrega de prêmio aos melhores fornecedores da região que a empresa enfrenta problemas com falta de microprocessadores, componentes metálicos e hidráulicos, além de pneus e alguns itens fundidos.

“Isso resulta em ajustes na programação de entrega de alguns produtos, porém estamos com recorde de pedidos e, assim, vamos buscar um crescimento robusto na região nos próximos anos”, destacou o executivo, segundo comunicado sobre a premisão divulgado pela AGCO nesta terça-feira, 24. Sem revelar números absolutos, ele informou ainda que a fabricante dobrou produção entre 2019 e 2022, criando mais de 1,3 mil vagas de empregos em suas fábricas na América do Sul.

“A AGCO investiu R$ 270 milhões em novas tecnologias e linhas de pintura, montagens, fabricação, ferramentas e embalagens, o que mostra que estamos nos preparando para o crescimento do mercado, do market share e das exportações”, destacou Martorano.

A premiação dos melhores fornecedores da AGCO, no evento South America Virtual Supplier Event 2022, aconteceu no dia 10 de maio, de forma híbrida (com transmissão online) e participação de executivos da companhia, fornecedores finalistas e clientes. A empresa representa as marcas Challenger, Fendt, GSI, Massey Ferguson e Valtra.

“Nossas equipes têm priorizado projetos que criem soluções sustentáveis para os agricultores e que resolvam os desafios dos agricultores. Queremos trabalhar mais de perto com os fornecedores para compartilhar ideias inovadoras que construam um futuro mais sustentável”, comentou Eric Hansotia, presidente e CEO da AGCO na ocasião.

O gerente geral AGCO e vice-prresidente Massey Ferguson América do Sul, Rodrigo Junqueira, por sua vez, enfatizou a importância da cadeia de fornecimento AGCO na entrega de componentes para as linhas de produção e para o pós-venda. “Nosso objetivo é conectar clientes e fornecedores de uma forma cada vez mais eficiente e estruturada. Temos o foco de estar perto dos agricultores, entender suas dificuldades e desenvolver soluções para ajudá-los. Para fazer isso precisamos do apoio de todos os fornecedores”, concluiu.

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

contato@inda.org.br

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP