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25 de Março de 2021

INDA

Inda: expectativa é que compra e venda tenham uma alta de 5% em março/2021

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Portal Fator Brasil - RJ   25/03/2021

O Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) divulgou seus números de fechamento do mês de fevereiro de 2021, no dia 23 de março (terça-feira), através de videoconferência com apresentação do presidente executivo do Inda, Carlos Jorge Loureiro, onde foi demonstrado as previsões para março de 2021.

Dentre os destaques: Compras — As compras do mês de fevereiro registraram queda de 4,2% perante a janeiro, com volume total de 321,9 mil toneladas contra 335,9 mil. Frente a fevereiro do ano passado (306,2 mil toneladas), apresentou alta de 5,1%.

Vendas — As vendas de aços planos em fevereiro contabilizaram queda de 3,8% quando comparada a janeiro, atingindo o montante de 312,3 mil toneladas contra 324,6 mil. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 284,6 mil toneladas, registrou alta de 9,8%.

Estoques — Em número absoluto, o estoque de fevereiro obteve alta de 1,4% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 696,5 mil toneladas contra 686,9 mil. O giro de estoque fechou em alta com 2,2 meses.

Importações (chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletro-galvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume) — As importações encerraram o mês de fevereiro com queda de 36,8% em relação ao mês anterior, com volume total de 101,9 mil toneladas contra 161,4 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (64,8 mil toneladas), as importações registraram alta de 57,3%.

Projeções — Para março de 2021, a expectativa da rede associada é de que compra e venda tenham uma alta de 5%.

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ECONOMIA

Ministros 'queridinhos' estão no topo da lista de investimentos do Orçamento de 2021

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O Estado de São Paulo - SP   25/03/2021

O Ministério da Defesa lidera o ranking dos ministérios contemplados com a maior parcela de investimentos no relatório do Orçamento de 2021, mas os ministros mais “queridinhos” e próximos ao presidente Jair Bolsonaro também foram beneficiados pela caneta do relator Márcio Bittar (MDB-AC).

Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Gilson Machado (Turismo), Damares Alves (Mulher Família e Direitos Humanos) e André Mendonça (Justiça) conseguiram aumentar os recursos destinados para investimento em 2021.

Os ministérios da Defesa, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura abocanharam juntos R$ 22,1 bilhões em recursos para investimentos, mais da metade de R$ 37,64 bilhões que o relator destinou no seu parecer, previsto para ser votado nesta semana, mas que encontra resistências por conta da pressão por mais emendas e cobrança por recursos para a área de saúde em meio ao agravamento da pandemia.

Rogério Marinho, apontado como principal articulador da busca de apoio político do presidente no Nordeste para a eleição de 2022, recebeu um incremento de R$ 4,5 bilhões no Orçamento de investimentos em relação ao projeto de lei preparado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, enviado em agosto do ano passado.

A dotação do Ministério de Desenvolvimento Regional subiu de R$ 2,36 bilhões para R$ 6,85 bilhões, puxada por uma bem-sucedida movimentação política do ministro, um político experiente do Rio Grande Norte, para receber emendas dos parlamentares para obras. Ao lado de Bolsonaro, ele vem fazendo inaugurações desde o ano passado.

Marinho ficou com o terceiro maior montante de investimento, atrás da Defesa (R$ 8,3 bilhões) e da Infraestrutura (R$ 6,89 bilhões) do ministro Tarcísio. Um dos ministros mais elogiados por Bolsonaro e filhos nas redes sociais pelas “entregas” de obras, sobretudo, de rodovias, Tarcísio garantiu um aumento de R$ 531,3 milhões de investimento em 2021, valor considerado positivo para um orçamento que já foi alto no projeto de lei.

Damares Alves conseguiu incrementar em cinco vezes o seu orçamento inicial, de apenas R$ 20,27 milhões, que passou para R$ 122,6 milhões.

O ministro do Turismo, frequentador das lives semanais do presidente, mais do que duplicou a previsão de investimentos, que saltou de R$ 104,4 milhões para R$309, 656 milhões. O ministro Gilson Machado fez pressão corpo a corpo na reta final para conseguir mais apoio.

No final da semana passada, enquanto preparava o relatório final, o senador Marcio Bittar chegou a publicar no Twitter uma foto no seu gabinete com o Gilson Machado que lhe apresentou projetos para a retomada e fomento da área, bastante afetada pelos efeitos da pandemia. No tuíte, Bittar, que é bolsonarista e está sempre próximo do presidente, disse que o turismo tem potencial de reação no Brasil e escreveu a #VamosJuntos.

Recebi o Ministro do Turismo, Gilson Machado, que me apresentou as ideias e projetos para a retomada e fomento da área, bastante afetada pelos efeitos da pandemia, mas com enorme potencial de reação, graças a vocação e potencial do nosso país.#VamosJuntos pic.twitter.com/K3qwjTpl0O — Senador Marcio Bittar (@marciombittar) March 19, 2021

Já o ministro André Mendonça conseguiu subir o seu Orçamento de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,86 bilhão, um incremento de quase R$ 500 milhões.

A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que no projeto recebeu apenas R$ 63,1 milhões para investimentos, também conseguiu melhorar muito o Orçamento, que subiu para R$ 827,7 milhões. Uma alta de R$ 764,5 milhões.

Já o ministério de Ciência e Tecnologia, mesmo com a pandemia, ficou com parcos R$ 266 milhões para investimentos. A área de saúde recebeu um incremento de R$ 1,6 bilhão para investimentos, que saltou de R$ 1,98 bilhão para R$ 3,6 bilhões, mas influenciado pela regra que obriga os parlamentares a destinarem 50% das suas emendas para a área de saúde.

A planilha de investimentos, computada pela consultoria de Orçamento da Câmara, mostra que Bittar conseguiu elevar de R$ 25,8 bilhões para R$ 37,6 bilhões a dotação para esse tipo de gasto, que é sempre o primeiro alvo dos bloqueios feitos pela equipe econômica para cumprir a meta fiscal.
Na veia

Chama a atenção nos dados o aumento de R$ 107 milhões para R$ 1,95 bilhão para transferências diretas de recursos para Estados e municípios sem que haja a definição dos projetos. É dinheiro na veia de caixas estaduais e municipais proporcionado graças à aprovação em 2019 de uma emenda constitucional. Ao invés de mandar dinheiro via convênio, o parlamentar pode destinar recursos das suas emendas individuais direto para o cofre municipal.

A transferência normal das emendas individual é via convênio, mas os parlamentares reclamavam que a Caixa cobrava comissão pelo serviço. Esse tipo de transferência tem que ir para investimento e não pode ser usada para pagar servidores.

Para o consultor de orçamento da Câmara, Ricardo Volpe, o orçamento está apertado e sofre também a pressão dos créditos extraordinários de 2020 feitos para o enfrentamento da covid e que ficaram para serem pagos este ano.

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BC criará novos rankings ‘Top 5’ para projeções do mercado

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IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2021

O Banco Central informou nesta quarta-feira, 24, que criará novos rankings de projeções dos analistas do mercado consultados pela autoridade monetária o chamado “Top 5”, com aqueles que mais acertam as previsões.

De acordo com o BC, essa classificação também será aplicada para as seguintes projeções: Longo Prazo anual IPCA Ano Seguinte; Longo Prazo anual Preços Administrados Ano Corrente; Longo Prazo anual Preços Administrados Ano Seguinte; Móvel mensal IPCA acumulado nos próximos 12 meses; e Móvel mensal IPCA acumulado nos 12 meses terminados no 24º mês à frente. A primeira data de referência para a coleta dessas projeções será 23 de abril de 2021.

Desde agosto do ano passado, o BC passou a coletar expectativas mensais para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até 25 meses à frente.

Em janeiro deste ano, essas projeções passaram a integrar o sistema informatizado, que conta também com estimativas para a taxa de câmbio e a Selic até 24 meses à frente (antes eram 18), e para a evolução do PIB por oito trimestres (antes eram seis).

“A criação dos novos rankings Top 5 é uma continuidade desses aprimoramentos do Sistema Expectativas de Mercado. Os novos rankings buscam estimular o desenvolvimento dos métodos de projeção dos agentes de mercado para prazos mais longos, alinhados com o horizonte relevante para a política monetária, e reconhecer e premiar as melhores projeções”, avaliou o BC, em nota.

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Desafios na economia se estendem para 2022

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Exame - SP   25/03/2021

A piora da pandemia nas últimas semanas retirou qualquer expectativa de recuperação mais forte da economia este ano. Nós, na MB Associados, já há muito tempo esperávamos crescimento mais baixo esse ano pelos riscos imbuídos da pandemia com as novas cepas e a lentidão na vacinação. Os 2,6% que esperamos infelizmente parece que pode se confirmar e o mercado tem revisado seus números. É certo consenso que o crescimento este ano deverá ficar entre 2 e 3%, muito aquém do que deveríamos ter para recuperar as perdas do ano passado.

Neste primeiro semestre pouco poderá ser feito para reverter essa situação. Diferentemente do ano passado quando as pessoas ficaram de fato em casa e havia recursos fiscais e monetários, hoje a realidade é diferente. Sem esses recursos, as pessoas entram no dilema de ter que trabalhar para sobreviver e evitar se contaminar. Como já é mais do que óbvio, ajudaria a minimizar esse drama se todos usassem máscaras e praticassem o distanciamento social da melhor forma possível, algo que o exemplo de cima sempre ajuda. Neste caso, o exemplo presidencial sempre foi de confronto e negação, mas que, de repente, parece ter mudado de trajetória com o pronunciamento no dia 23 de março sobre a pandemia.

Depois de meses em negação, a expectativa de um Lula fortalecido, a carta dos economistas e o número agressivo de mortes teve o papel de fazer o presidente ceder. Entretanto, ainda está cedo para sabermos se de fato isso ocorrerá, pois o presidente tem o mau hábito de ser excessivamente espontâneo naquilo que pensa, em geral com resultados muito ruins. Não será difícil ver nas rodinhas em frente ao Planalto o presidente voltar a falar seus impropérios contra a vacinação, sem falar no kit de prevenção contra a Covid19, que nada previne, mas que não sai da cabeça presidencial.

O problema é que o elemento central para tudo se resolver, que é a vacinação, será um processo lento. Sempre considerei que o primeiro semestre seria catastrófico, mas com boas chances de um segundo semestre mais favorável por mais vacinas disponíveis, a capacidade de produção da Fiocruz e do Butantã, além da eficiência do SUS em vacinar, claro, se houver vacinas. Até a vacinação acelerar estaremos a mercê de novas cepas que podem surgir, lembrando que a atual prevalecente no país parece ser mais mortal e com maior capacidade de se espalhar.

Nota-se a dificuldade em lidar com a doença quando vemos que em alguns países desenvolvidos já se fala em uma terceira onda, o que de forma lúgubre lembra a gripe espanhola, que também teve três ondas, sendo a segunda a mais agressiva. A repetição da trágica história dessa vez tem contornos muito melhores com a vacinação.

Esse conjunto desfavorável no curto prazo continuará tendo repercussões na economia. O choque de inflação que se percebe com a desestruturação das cadeias industriais mundiais, o aumento dos preços das commodities e a depreciação cambial torna o trabalho de recuperação mais difícil. Para conter uma inflação que chegará a 7,5% no acumulado em 12 meses em maio, o Banco Central teve que subir os juros mais do que se esperava, o que, na verdade, foi positivo. Por mais que seja uma decisão que cause certo espanto à sociedade por estar sendo feito no momento de piora na atividade, o fato é que o BC faz a leitura correta de que pior do que a queda na atividade é uma inflação que pode sair de controle. Quanto mais cedo o BC evitar que as expectativas piorem, melhor. E, por isso, infelizmente a Selic terá que subir ainda mais, sendo 5,5% a taxa de juros que acredito que teremos no final do ano. No final, estamos passando por uma mini ciclo de estagflação, como alertamos em artigo no ano passado.

Esse cenário turbulento na política e na economia terá implicações além de 2021. A alta de juros vai tirar parte da recuperação do ano que vem e, por isso, revisamos nossa expectativa de crescimento de 2022 de 2,4% para 1,8%. Politicamente, o presidente terá vida muito difícil pela frente, pois ele chegará em março do ano que vem com o PIB de 2021 divulgado e as manchetes de imprensa mostrando que ele teve o segundo pior desempenho na economia nos três primeiros anos de mandato, só não sendo pior que o Collor. Não é um cenário alentador para alguém que fez esforço para entregar esse resultado ao não correr atrás da vacinação como, por exemplo, o Chile e diversos outros países fizeram.

Resta saber se politicamente o presidente estará fora de combate na eleição do ano que vem. Ainda é cedo para isso, mas a polarização esquerda-direita em que estamos desde que Lula começou o nós contra eles em seu mandato não mostrou sinais ainda de arrefecer. O populismo muitas vezes atua no diapasão mais moral do que econômico, ou seja, coloca a questão do povo contra as elites que usurpam a vontade das pessoas simples. Essa visão de se colocarem do lado do povo é a cartilha populista que tanto Lula quanto Bolsonaro sempre tiveram em seus DNAs. Por mais que a população queira outro candidato, este terá que se apresentar rapidamente, costurar alianças políticas com habilidade e tentar furar a barreira emocional que une eleitores fiéis a esses dois personagens. Que o centro democrático consiga controlar seus egos e encontre o caminho da união para 2022.

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Pacote de Biden para infraestrutura ainda prevê EUA muito atrás da China

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Globo Online - RJ   25/03/2021

O presidente Joe Biden está apostando que um plano econômico de trilhões de dólares centrado em gastos com infraestrutura fará mais do que fortalecer uma economia americana abalada pela pandemia do coronavírus: garantirá a competitividade de seu país em relação à China nas próximas décadas.

— Se não nos mexermos, eles irão nos jantar — disse Biden aos congressistas em uma apresentação de sua proposta logo após um telefonema no mês passado com o presidente chinês Xi Jinping. — Nós apenas temos que dar um passo à frente.

Os assessores de Biden apresentarão a ele esta semana uma proposta detalhada de um plano cujo custo pode chegar a US$ 3 trilhões, de acordo com três pessoas familiarizadas com as deliberações. A infraestrutura e a mudança climática há muito tempo são descritas como esforços-chave no programa pendente, e os novos detalhes mostram que o governo está de olho em cerca de US$ 400 bilhões nos chamados gastos verdes, de acordo com uma das pessoas.

Mas mesmo que ele consiga tudo o que pede, não será fácil chegar ao patamar da China em termos de infraestrutura. Embora as autoridades americanas tenham prometido uma próxima “semana de infraestrutura” desde os primeiros dias do governo Trump, a China vem avançando há anos. Em fevereiro, o governo de Xi definiu um plano de 15 anos para a rede de transporte do país. Ele promete estender a rede ferroviária da China de 146.300 quilômetros em 2020 para cerca de 200 mil quilômetros até 2035 —o suficiente para circundar a Linha do Equador mais de cinco vezes. O plano também prevê a adição de 162 novos aeroportos civis, após a inauguração do novo aeroporto internacional de US$ 11 bilhões no ano passado.

Em contraste, os Estados Unidos construíram apenas um grande aeroporto — Denver internacional — desde meados da década de 1990. E no setor ferroviário, até mesmo um esforço bipartidário para construir o tão aguardado túnel ferroviário “Gateway” entre Nova York e Nova Jersey — parte da linha ferroviária mais movimentada dos EUA — naufragou nos últimos anos.

Os esforços de infraestrutura da China não se limitam à China. Desde que Xi introduziu a chamada iniciativa Belt and Road (ou Nova Rota da Seda) em 2013, o Banco Mundial estimou que a China construiu ou prometeu construir US$ 575 bilhões em usinas de energia, ferrovias, estradas, portos e outros projetos em todo o mundo, do Sri Lanka à Grécia. O Morgan Stanley disse, em 2018, que o gasto total poderia chegar a US$ 1,3 trilhão em 2027.

Biden espera começar a nivelar o campo. Se ele conseguir obter apoio para seu plano em um Congresso profundamente dividido, certamente não faltarão projetos para trabalhar.
Competição tecnológica

Os EUA começaram cedo com toda a sua infraestrutura, mas grande parte dela agora está envelhecendo ou decrépita. De acordo com o Boletim de Infraestrutura de 2021 da Sociedade Americana de Engenheiros Civis, 43% das estradas públicas dos EUA estão em condições precárias ou medíocres e 42% das 617 mil pontes do país têm pelo menos 50 anos. Cerca de 7,5% deles são considerados deficientes estruturais.

“Os Estados Unidos estão entrando no que poderia ser uma competição de décadas em que o poder econômico e tecnológico importará tanto, senão mais, do que o militar”, Jonathan Hillman, pesquisador sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, escreveu no mês passado. “Começar esta corrida com infraestrutura decadente é como entrar na disputa de uma maratona com um tornozelo quebrado.”

O relatório de engenharia não aborda outro desafio que pode ter uma marca definidora na competitividade entre os EUA e a China: infraestrutura de tecnologia.

Os EUA ainda estão atolados em debates políticos domésticos sobre como implementar a tecnologia de banda larga em todo o país. Mais de um terço dos americanos em áreas rurais ainda não têm acesso a internet de alta velocidade, de acordo com a Comissão Federal de Comunicações. Espera-se que o dinheiro para ajudar a fechar essa lacuna faça parte de qualquer nova proposta dos Estados Unidos.

Estoques de materiais básicos estão entre os que provavelmente se beneficiarão com o aumento dos gastos em projetos de infraestrutura, como estradas e pontes, tradicionalmente os favoritos dos congressistas.

“A atividade na indústria de cimento dos Estados Unidos está prestes a aumentar ao longo de 2021, com um pacote de infraestrutura governamental potencial para estimular uma aceleração” na demanda do segundo semestre, escreveu a analista da Bloomberg Industries Sonia Baldeira em nota de 16 de março.

Apesar do impulso de Biden de pressionar por grandes gastos, o histórico de presidentes recentes sugere que ele provavelmente ficará aquém disso. Donald Trump, um magnata do ramo imobiliário que foi apontado como um potencial “presidente construtor” em sua chegada a Washington, propôs um plano de infraestrutura de US$1 trilhão — financiado principalmente por investimentos privados — que nunca obteve aprovação.

O presidente Barack Obama prometeu apostar alto nas ferrovias de alta velocidade como uma ferramenta para ajudar os EUA a sair da crise financeira de 2008. Ele falou frequentemente em seu primeiro mandato sobre o desenvolvimento de uma rede ferroviária que poderia crescer para rivalizar com o sistema de rodovias interestaduais e incluiu US$ 8 bilhões em seu pacote de estímulo econômico de 2009 para linhas ferroviárias de alta velocidade. Mas governadores republicanos em estados como Ohio, Wisconsin e Flórida rejeitaram o aporte e, uma década depois, uma linha na Califórnia para a qual a maior parte do dinheiro rejeitado foi canalizado ainda está em seus estágios iniciais.

Biden pode enfrentar obstáculos semelhantes e não é certo que o novo presidente terá seu plano aprovado. Ele deve apresentar o projeto em um discurso conjunto no Congresso em abril. Os assessores democratas esperam cada vez mais que o programa seja dividido em mais de um pacote, dados os desafios legislativos.
Desafios para a China

Enquanto isso, a China teve acesso a mão de obra mais barata, habilidade de engenharia e experiência em grandes projetos de infraestrutura, tanto no país quanto no exterior. Ela também teve o benefício de construir grande parte de sua infraestrutura do zero nas últimas décadas, à medida que sua economia prosperava, com pouco escrutínio fiscal e menos proteção para os trabalhadores, o meio ambiente ou os direitos de propriedade.

O governo há muito conta com grandes gastos em infraestrutura para impulsionar a economia doméstica e, mais recentemente, para gerar apoio internacional por meio de investimentos ou fornecimento de ajuda no exterior.

Esses gastos ajudaram a isolar a economia da China dos efeitos da crise financeira global de 2008 e, novamente, limitaram o declínio no crescimento após a pandemia do coronavírus no ano passado. No entanto, a dependência da construção de estradas, ferrovias e aeroportos para sustentar o crescimento também causou um aumento na dívida, com parte desse dinheiro canalizado para infraestrutura desnecessária e desenvolvimentos não econômicos.

O Banco Mundial estimou em 2019 que apenas um sexto das ferrovias de alta velocidade da China ganhou dinheiro suficiente para cobrir seus custos operacionais e pagar as dívidas de construção. É provável que esse problema aumente com o plano de construir ainda mais, já que as linhas mais novas estarão principalmente em partes mais pobres e menos densamente povoadas do país, onde há menos demanda.

Xi também encara um conjunto de desafios financeiros e demográficos que seu governo terá de enfrentar à medida que a população envelhece e a política anterior do país de apenas "um filho" por casal significa que não há tantos trabalhadores para substituir os aposentados.

— Nos próximos anos, o país percorrerá um declive demográfico com um endividamento cada vez mais pesado e perspectivas difíceis de melhorar a produtividade de seus trabalhadores — disse Ryan Hass, ex-diretor do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos para a China e autor de “Mais forte: adaptando a estratégia dos EUA para a China em uma era de interdependência competitiva”.

Isso pode ajudar Biden a ter uma oportunidade para se defender da tentativa de Pequim de dominar o século 21.

— Se os Estados Unidos fizerem progresso na solução de alguns de seus próprios problemas, incluindo seu déficit de infraestrutura, eles permanecerão altamente competitivos contra qualquer adversário, incluindo a China — disse Hass.

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Se inflação ficar consistente acima da meta, Fed diz que pode agir para baixá-la

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IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2021

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, ressaltou que a instituição está comprometida em utilizar os instrumentos de política monetária caso seja necessário para coibir altas excessivas da inflação, que ele não acredita que ocorrerão no curto prazo.

“Nossos instrumentos monetários estão dedicados para orientar a inflação, como taxas de juros e programa de afrouxamento quantitativo”, destacou Powell em audiência no Senado. “Estamos fortemente comprometidos com inflação média de 2% ao longo do tempo.

No curto prazo, esperamos pressões de alta de inflação por questões estatísticas, que será uma elevação transitória”, ressaltou o presidente do Fed. “Caso a inflação ameace desancorar expectativas acima de 2% poderemos usar os instrumentos disponíveis se necessário. Se virmos que a inflação tornou-se consistentemente acima dos nossos objetivos poderemos usar instrumentos para baixá-la.”

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O BC puxa o freio de mão

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O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2021

A forte alta dos preços internos, a piora das expectativas e o risco de uma “reflação” internacional bastariam para justificar a alta de juros, iniciada pelo Banco Central (BC) na semana passada, em reunião de seu Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa básica passou de 2% para 2,75% ao ano e um novo aumento, de igual magnitude, está previsto para a próxima reunião, programada para 4 e 5 de maio. Mas os membros do comitê, formado por diretores do banco, insistem numa avaliação positiva das condições econômicas, embora admitindo muita incerteza quanto ao ritmo de atividade nos dois primeiros trimestres. Os dois fatores – piora do quadro inflacionário e reativação da economia – são invocados para explicar o aperto das condições de crédito.

A mudança de rumo foi decidida porque o cenário “já não prescreve um grau de estímulo extraordinário”, segundo explicação resumida na ata das deliberações da semana passada. Daí a decisão de iniciar uma “normalização parcial da taxa de juros”. A reviravolta era esperada, no mercado, mas a maior parte das previsões era de aumento na faixa de 0,25 a 0,50 ponto porcentual. A decisão afinal anunciada – duas altas de 0,75 ponto num intervalo de um mês e meio – deve atender, segundo a ata, a duas necessidades: 1. frear a inflação de 2021, repondo a alta de preços no caminho da meta, de 3,75% neste ano; 2. evitar o contágio e manter a ancoragem das expectativas para 2022.

A preocupação com as pressões inflacionárias é facilmente compreensível. Em fevereiro, a inflação acumulada em 12 meses bateu em 5,20%, quase atingindo o limite de tolerância, de 5,25%. Além disso, as cotações internacionais das commodities têm afetado os preços internos, encarecendo principalmente alimentos e combustíveis.

O dólar caro também tem influenciado a formação de preços, mas este detalhe é pouco explorado na ata. No entanto, o câmbio, importante sinalizador das inquietações do mercado, é fortemente influenciado pelos fatos políticos e, de modo especial, pelas ações e palavras do presidente da República. A ata menciona as oscilações da confiança na política fiscal, ao comentar o balanço de riscos, mas, diplomaticamente, fica longe de referências mais claras aos fatos do dia a dia.

O Copom continua a classificar como temporários os choques de preços, repetindo o diagnóstico de outras atas. Também promete, como há meses, seguir atento à evolução do quadro. São outros, no entanto, os aspectos mais estranhos da ata, já perceptíveis no comunicado, bem mais breve, divulgado depois da reunião do último dia 17.

Embora mencionem uma “incerteza acima da usual” sobre o ritmo da atividade, os membros do Copom avaliam positivamente a evolução desde o trimestre final de 2020 e as perspectivas dos próximos meses. Segundo a ata, a ociosidade vem diminuindo mais velozmente do que se esperava e a retomada será “robusta” no segundo semestre, “na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”.

A referência à vacinação como fator importante para a economia é mero bom senso – algo escasso no Palácio do Planalto, onde o presidente continua afirmando a prioridade dos negócios em relação à saúde. O mesmo bom senso é perceptível na decisão de dar um tranco nas expectativas inflacionárias. Mas faltam argumentos para justificar o otimismo em relação ao ritmo da economia.

No mercado, as avaliações sobre a retomada continuam cautelosas. Em quatro semanas, a mediana das projeções de crescimento econômico neste ano baixou de 3,29% para 3,22%, segundo a pesquisa Focus, conduzida pelo próprio BC. A expectativa para 2022 está em 2,39%. Quatro semanas antes estava em 2,50%. A retomada do auxílio emergencial, a partir de abril, melhora um pouco o cenário, mas falta ver como as projeções serão recompostas. Em resumo, a inflação em alta pode ter sido uma boa razão para o abandono dos juros muito baixos, mas a economia ainda necessita de estímulos, e é difícil dizer se o auxílio emergencial por quatro meses será suficiente.

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A alta da intenção de consumo e os riscos imediatos

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O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2021

A intenção de consumo das famílias brasileiras medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) atingiu 73,8 pontos em março, com alta de 0,6% sobre o índice de fevereiro. Para os responsáveis pela pesquisa, o resultado pode marcar a retomada de alta da intenção de consumo, o que prenunciaria resultados melhores para as vendas e outros importantes indicadores das condições de vida e da economia.

Há, porém, sinais que fazem o cenário econômico e social perder o brilho que parecia estar readquirindo e que pode ter influenciado o humor de parte da população. O agravamento da pandemia, com o aumento expressivo do número de contaminados e de mortes causadas pela covid-19, e o esgotamento da capacidade de atendimento da rede de saúde pública em praticamente todos os Estados têm exigido das autoridades a imposição de medidas mais rigorosas para conter a aglomeração de pessoas.

As restrições à circulação e à concentração de pessoas tendem a inibir as vendas e a demanda por diferentes serviços, o que pode contribuir para a redução da atividade econômica, cujo vigor pode estar diminuindo. Soma-se a esse quadro a inflação, que em fevereiro alcançou a variação acumulada em 12 meses de 5,20%.

Embora tenha subido em março, na comparação com o mês anterior, o indicador de confiança do consumidor teve o pior resultado para o mês na série da pesquisa e está 26,1% abaixo do resultado de um ano antes.

Não sem razão, mais da metade dos entrevistados (58,0%) considerou que seu nível de consumo foi menor do que o do ano passado. O quadro não deve melhorar nos próximos três meses: 54,5% deles acreditam que vão consumir menos.

Um dado positivo e estimulante é a avaliação das pessoas sobre sua situação profissional. Dos entrevistados 32,7% se consideram tão seguros no seu emprego como estavam há um ano (antes dos piores efeitos da pandemia) e 21,8% se sentem mais seguros do que em março de 2020.

“De modo geral, o brasileiro se mostra mais seguro quanto ao impacto da pandemia sobre seu emprego”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Trados. Mas ele adverte: “É um dado tímido, que só vai se confirmar em médio prazo com maior enfrentamento da pandemia e medidas de proteção à economia”.

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Piora da pandemia leva índices de confiança da FGV ao menor nível desde maio

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O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2021

O estrago da piora da pandemia sobre a atividade econômica começou a aparecer de forma mais clara nos indicadores de confiança do consumidor e de empresários, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nos últimos dias. Os índices atingiram em março o menor nível desde maio do ano passado.

Com um tombo de 18,5 pontos ante fevereiro, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) foi a 72,5 pontos, informou a FGV nesta quarta-feira, 24. Um dia antes a entidade informou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 9,8 pontos, para 68,2 pontos. Menos afetada pelas restrições, a confiança da indústria poderá cair menos: a prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de março teve recuo de 4,0 pontos em relação ao resultado fechado de fevereiro, para 103,9 pontos. Se confirmado, será o menor nível desde agosto de 2020.

Recuar a níveis quase tão baixos quanto os de maio de 2020 significa se aproximar do fundo do poço da crise causada pela pandemia. Naquele mês, a crise estava no auge, com empresas e trabalhadores ainda lidando com o fechamento repentino das atividades econômicas, menos de dois meses após a chegada da covid-19 ao País.

Agora, um ano após as primeiras mortes em decorrência da doença, o Brasil está registrando os piores números da pandemia. Com um aperto nas medidas de restrição ao contato social - que afetam diretamente o comércio - batendo à porta, o humor dos empresários teve neste mês um ponto de virada, disse Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

No caso do Icom, o pesquisador lembrou que, após uma forte recuperação no terceiro trimestre, na esteira da retomada da economia, a confiança dos comerciantes já havia começado a ratear no fim do ano passado. Em janeiro, começou 2021 com queda, vinha num ritmo lento, era uma “pioradinha”. "Agora em março realmente foi uma percepção muito negativa”, afirmou Tobler.

Em março, a confiança caiu em todos os seis principais segmentos do comércio e foi puxada pela piora das expectativas. O Índice de Situação Atual tombou 10,6 pontos, para 75,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas desabou 25,7 pontos para 70,2 pontos. Os dois subíndices registraram em março os menores níveis desde maio, assim como o indicador agregado.

Embora a piora da pandemia e o endurecimento de medidas de restrição, como o fechamento das lojas físicas e de centros comerciais, tenham impactos negativos no curto prazo, Tobler destacou que o presente “contamina” as perspectivas de futuro, o que ajuda a explicar o tombo mais acentuado nas expectativas.

Além disso, destacou o pesquisador, há poucas notícias positivas sobre o processo de vacinação e muita incerteza sobre quando o avanço da imunização poderá surtir efeitos em termos de começar a conter a pandemia. Para piorar, com a crise completando um ano, a segunda onda encontra as empresas, principalmente no comércio, em situação financeira mais difícil. E sem clareza sobre quando o governo poderá reeditar medidas de mitigação, como a possibilidade de reduzir jornadas e suspender contratos de trabalho.

“As empresas podem estar preparadas (para enfrentar restrições ao funcionamento), mas não têm benefícios do governo e não têm muito essa expectativa”, afirmou Tobler.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro na China se recupera de queda puxada por cortes de produção

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BOL - SP   25/03/2021

Os futuros do minério de ferro na China avançaram pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, se recuperando do que analistas viram como um recuo exagerado em reação a medidas anti-poluição que restringirão a produção no pólo siderúrgico de Tangshan.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian, para maio, subiu 2,8%, para 1.053 iuanes por tonelada (161,43 dólares).

Na bolsa de Cingapura, por outro lado, o primeiro contrato para abril recuava 0,7%, para 154,05 dólares a tonelada, após ganho de 2,6% na sessão anterior.

O minério de ferro na bolsa de Dalian recuou para o menor nível em seis semanas na segunda-feira, com investidores preocupados com os cortes de produção na China e seu potencial impacto sobre a demanda pela matéria-prima.

Um aviso que circulou recentemente na indústria de aço chinesa ameaçou cortes de produção em Tangshan, com a restrição possivelmente sendo estendida para outras cidades produtoras.

"Apesar do recente foco do mercado no aperto das regulamentações chinesas para emissões, nós acreditamos que eles não devem reduzir significativamente a produção de aço", disse Justin Smirk, economista do Westpac Group, em comentário em 17 de março.

Segundo ele, não há expectativa de movimento nesse sentido em um momento em que a China tem mantido seu apoio à economia com políticas de estímulo.

O vergalhão de aço na bolsa de futuros de Xangai subiu 2,1%.

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CSN Mineração: Conselho aprova programa de recompra de até 58,4 milhões de ações

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IstoÉ Dinheiro - SP   25/03/2021

O conselho de administração da CSN Mineração aprovou um programa de recompra de ações, o qual prevê a aquisição de até 58.415.014 ações ordinárias. O programa terá duração de 18 meses, terminando em 24 de setembro de 2022.

Segundo a companhia, a recompra tem por objetivo a manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou alienação, com vistas à aplicação eficiente de recursos disponíveis para investimentos.

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Justiça ordena reestruturação da Renova, que cuida das reparações da tragédia de Mariana

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O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2021

A pedido da Advocacia Geral da União (AGU), a 12ª Vara Federal de Belo Horizonte deferiu uma liminar para iniciar a reestruturação da Fundação Renova. A entidade foi criada por Vale e BHP Billiton para gerir a reparação da tragédia com a barragem da Samarco, da qual as mineradoras são sócias. A governança e independência da entidade vêm sendo questionadas judicialmente.

O juiz federal Mário de Paula Franco Júnior designou um perito da empresa Kearney para fazer, em seis meses, um diagnóstico completo para o remodelamento do sistema de gestão organizacional interno da Renova. O objetivo é dar mais eficiência às ações de reparação do caso Samarco. Um relatório preliminar deve ser apresentado ao juízo em 90 dias.

Na decisão, o juiz afirma que "existem sim problemas de gestão na Fundação Renova, especialmente na sua dinâmica interna de governança, e tais problemas contribuem de forma substancial para o atraso e ineficiência do sistema de reparação". Segundo o magistrado, a opção por agir com cautela e solicitar um diagnóstico prévio foi escolhida porque, cinco anos depois do desastre, "não se pode mais correr o risco de errar".

Será constituído o chamado Eixo Prioritário que, a partir do mapeamento dos problemas da Renova, poderá propor, na gestão da entidade, mudanças que favoreçam a reparação da Bacia do Rio Doce.

A sentença cita supostas "travas internas", a exemplo do setor de compliance e do conselho curador da Renova, que teriam contribuído para o "atraso inaceitável de vários programas". Franco Júnior reconhece, porém, alguns acertos, como o sistema indenizatório simplificado instituído no fim de 2020.

A liminar determina ainda que todas as reuniões e negociações entre Fundação Renova, BHP, Vale ou Renova e Ministério Público Federal e os MPs de Minas Gerais e do Espírito Santo, assim como Defensoria Pública Federal e as respectivas defensorias desses mesmos Estados, realizadas conjunta ou separadamente, sejam informadas ao juízo da 12ª Vara Federal. O mesmo vale para eventuais atos que venham a implicar alteração ou comprometimento de disposições do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) que criou a Renova.
Outro lado

A Fundação Renova afirma que está à disposição da Justiça para prestar todas as informações necessárias ao perito nomeado e ao juízo. A entidade reforça "a importância de ações que fortaleçam e aprimorem não apenas sua atuação, mas todo o sistema de gestão constituído para o avanço dos trabalhos de reparação em andamento".

Alvo de protestos de moradores de Mariana (MG) e ações judiciais do Ministério Público de Minas Gerais, a Fundação Renova informou ao Broadcast que até o fim do ano pagará mais R$ 2 bilhões em indenizações e auxílios financeiros aos atingidos pela tragédia, chegando a R$ 5 bilhões. O orçamento de R$ 5,86 bilhões para 2021 é o maior desde o desastre. Ele elevará a R$ 17 bilhões o valor desembolsado em reparação e compensação por Vale e BHP Billiton, as donas da Samarco.

O plano plurianual da Renova estima R$ 24 bilhões até 2030, mas a cifra ainda está “sendo refinada”, disse ao Broadcast o diretor-presidente da Renova, André de Freitas.

A ruptura da barragem de Fundão em Minas Gerais, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e levou um mar de lama às cidades próximas de Mariana e até ao vizinho do Espírito Santo. Foi o maior desastre ambiental do Brasil.

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Mineração em alta

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Brasil Mining - SP   25/03/2021

O setor de mineração é um dos principais destaques no comércio bilateral entre Brasil e Canadá. Em 2020, mesmo com as incertezas econômicas decorrente do impacto da disseminação do novo coronavírus, o segmento se manteve ativo – e elevou sua participação nas trocas comerciais entre os dois países.

De acordo com dados do levantamento Quick Market Facts, elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) com base em informações da balança comercial brasileira, as vendas totais de minérios do Brasil para o Canadá em 2020 totalizaram US$ (FOB) 3,048 bilhões – o que representa 72% do total de exportações do Brasil para o Canadá em 2020, que totalizou US$ (FOB) 4,235 bilhões. Os principais produtos foram ouro, alumina calcinada e a categoria que reúne ferro fundido, ferro e aço.

Além disso, o setor ainda vem se mostrando uma interessante opção de investimento para companhias canadenses.  Um importante passo nessa direção foi dada em março do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) assintou um memorando de entendimento com as bolsas de valores Toronto Stock Exchange (TSX) e TSX Venture Exchange (TSXV) com vistas ao aumento dos investimentos de mineradoras canadenses nos próximos anos e à maior participação de companhias brasileiras do setor no mercado de capitais canadense.
Questões regulatórias

No entanto, ainda há pontos que devem ser ajustados para permitir um maior crescimento do setor. De acordo com o coordenador da Comissão de Mineração da CCBC, Wilson Antônio Borges, isso decorre do fato de que o país ainda oferece muitas oportunidades de expansão para a atividade. “O Brasil é um país que tem uma vocação mineral muito forte. No entanto, se considerarmos todas as terras disponíveis para a pesquisa mineral, excetuando-se a Amazônia e terras indígenas, temos apenas metade delas exploradas para a tividade mineral. Os 50% restantes, administrados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), representam um potencial de exploração. E não o são por conta de questões regulatórias e excesso de burocracia”, afirma. Ele ressalta que a atividade mineradora é atualmente responsável por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Segundo Borges – que também preside a Câmara Setorial da Mineração  (Casmin) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e é responsável pela área de relações institucionais da mineradora Lundin –, é justamente essa parte regulatória que assusta possíveis novos investidores, que a perceberiam como um fator de insegurança jurídica. “Isto pode levar ao redirecionamento desas novas operações a outros países”, pondera.

Para tentar mudar esse quadro, Borges diz que a Comissão de Mineração da CCBC atuará em conjunto com outras entidades do setor para discutir uma agenda de prioridades do setor que sensibilize as autoridades com argumentos técnicos.  “Teremos essa pauta preparada nas próximas semanas. Isso é importante para que deixemos de falar apenas entre nós; temos que nos comunicar com a sociedade em geral”, salienta.
PDAC virtual

A expansão das exportações de minérios do Brasil ao Canadá e a perspectiva de novos investimentos no setor receberam novo impulso com a realização da 89ª edição do evento anual da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC), que reuniu investidores, analistas, executivos do setor e representantes de governos, entre outros públicos. Foi uma oportunidade única para que os participantes possam estabelecer contatos, conhecer tendências e fazer negócios. Mas, desta vez, com uma diferença: o evento foi realizado neste ano de em formato totalmente online, por conta das restrições trazidas pela pandemia.

A convenção aconteceu entre 8 e 11 de março, e em suas apresentações tratou de diversos temas ligados ao universo da mineração – como investimentos, mercado de capitais, perspectivas de exploração, tendências globais e relações com comunidades indígenas e os impactos e desafios trazidos pela Covid-19, entre outros assuntos. “O evento é uma ocasião bastante positiva para o setor, e a Comissão de Mineração da CCBC certamente terá novamente uma participação positiva”, afirmou Borges, poucos dias antes do evento.

Mais informações sobre o evento da PDAC poderão ser acessadas em https://www.pdac.ca/convention.

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FERROVIÁRIO

Comissão do Congresso libera gastos para Transnordestina e livra obra de paralisia no Orçamento

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O Estado de S.Paulo - SP   25/03/2021

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) retirou a ferrovia Transnordestina da lista de obras com recomendação de paralisação no Orçamento de 2021. A articulação foi feita por parlamentares do Centrão e da oposição, em alinhamento com o Ministério da Infraestrutura. O projeto é tocado pela iniciativa privada, por ser uma concessão, mas há gastos públicos previstos relacionados a ações de desapropriação neste ano.

A obra é alvo de questionamentos sob investigação no Tribunal de Contas da União (TCU). O governo argumenta, no entanto, que pagamentos relativos à desapropriação não têm relação com as apurações da Corte.

Durante sessão da CMO nesta quarta-feira, 24, deputados e senadores aprovaram um destaque para retirar a Transnordestina da lista de obras com indícios de irregularidades, destravando a liberação desses recursos. A ferrovia é um dos projetos de infraestrutura mais atrasados do País, com entraves desde 2006. Até 2014, o custo total estimado do empreendimento era de R$ 7,5 bilhões. As obras foram retomadas pela concessionária em 2019.

No Orçamento deste ano, o Executivo reservou R$ 1 milhão no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para desapropriação de áreas da construção, além de R$ 830 milhões para o financiamento de projetos por parte do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, que podem ir para essa e outras obras na região. A aprovação de destaque libera o incremento de recursos para a ferrovia.

O argumento do Centrão e da oposição é que o governo federal garantiu as condições regulares para continuidade da obra, conforme nota do Ministério da Infraestrutura. A votação contrariou relatório do deputado Ruy Carneiro (PSDB-PB), coordenador do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI) na CMO.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a nota mencionada durante a reunião reforça que a obra da ferrovia é tocada com recursos privados, uma vez que a Transnordestina é uma concessão, e que não haveria irregularidade na aplicação desse dinheiro. O que o governo pediu, por sua vez, foi recurso para cumprimento de ações judiciais do Dnit, que não teria a ver com eventual irregularidade sugerida pelo TCU.

O comunicado ainda destaca que as obras da Transnordestina não se encontram paralisadas, pois foram retomadas em 2019. Outro ponto levantado é que os acórdãos do TCU não determinaram em nenhum momento ao Dnit o não pagamento das ações com as desapropriações. "A nota técnica nos dá total segurança para aprovar esse destaque. Essa obra há muito tempo já poderia estar concluída, é fundamental para o nosso país e em especial para o meu amado Estado do Piauí", afirmou o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Reagindo aos argumentos da base do governo, o relator afirmou que o projeto não tem viabilidade econômica demonstrada e citou que o TCU ainda não terminou o julgamento da investigação sobre o projeto. "Não existe qualquer proposta crível de solução de problemas. Em um contexto de severa restrição orçamentária, é temerário liberar qualquer financiamento público com irregularidades e incertezas da monta da Ferrovia Transnordestina", disse Carneiro.

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NAVAL

Planta de hidrogênio verde de 300 MW planejada para porto brasileiro

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O Petróleo - SP   25/03/2021

A Porto do Açu Operações SA assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a Fortescue Future Industries para conduzir estudos de viabilidade de uma planta de hidrogênio verde de 300 MW no Porto do Açu, no Brasil.

A instalação de hidrogênio verde proposta, no maior complexo industrial de portos de águas profundas de propriedade privada da América Latina, produzirá 250.000 toneladas métricas de amônia verde.

O MoU estabelece as bases para projetos de desenvolvimento de energia solar local e eólica offshore nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A disponibilidade de hidrogênio verde e energia renovável deve impulsionar a industrialização sustentável no Porto, incluindo a produção de aço verde, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e outros produtos industriais manufaturados de forma sustentável.

O projeto deve marcar um progresso significativo na aceleração da descarbonização de setores difíceis de abater, como transporte, manufatura e indústria pesada.

A CEO da Fortescue Future Industries (FFI), Julie Shuttleworth, disse: “A FFI está avaliando as oportunidades de energia renovável e hidrogênio verde em todo o mundo e irá liderar e impulsionar a indústria de produtos e energia verde à medida que nos afastamos dos combustíveis fósseis. Tenho o prazer de anunciar este MOU com o Porto do Açu. A oportunidade de estabelecer indústrias de grande porte totalmente novas e futuras impulsionará o crescimento da economia brasileira. Esperamos que o potencial para novas indústrias verdes no Porto do Açu diversifique, amplie e aprofunde substancialmente a força de trabalho já qualificada do Brasil. ”

A Porto do Açu Operações SA é uma subsidiária da empresa brasileira EIG, uma investidora institucional do setor global de energia, e a Prumo Logística SA Fortescue Future Industries Pty Ltd é uma subsidiária integral da Fortescue Metals Group Ltd.

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