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24 de Março de 2021

INDA

Venda de aço por distribuidoras sobe 9,8% em fevereiro

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Valor - SP   24/03/2021

Menos

Inda espera equilíbrio entre oferta e demanda por aço no Brasil até fim de abril

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Investing - SP   24/03/2021

As medidas de restrição à circulação tomadas em várias regiões no país, aliadas à manutenção da produção pelas siderúrgicas e às importações devem por fim ao desequilíbrio entre oferta e demanda de aço no país, afirmou nesta terça-feira o presidente do Inda, entidade que representa distribuidores de aço plano.

Antecipação de feriados e outras medidas de isolamento para frear o avanço da Covid-19, como na região metropolitana de São Paulo, terá no curto prazo "um aspecto positivo para dar fôlego às usinas, uma vez que elas não diminuíram produção...as importações também não pararam", disse Carlos Loureiro, presidente do Inda, em entrevista a jornalistas.

"A manutenção das usinas e importações e a queda do consumo em março e abril pode ser que ajudem a trazer mais tranquilidade para a equação oferta e demanda", afirmou. "Provavelmente essa normalização dos estoques, que estávamos imaginando para maio e junho, pode ser que no fim de abril o estoque já esteja normalizado", acrescentou.

As vendas de aços planos no Brasil em fevereiro recuaram 3,8% ante janeiro, mas subiram 9,8% na comparação com um ano antes, para 312,3 mil toneladas, informou o Inda. Já as compras dos distribuidores recuaram 4,2% perante a janeiro e subiram 5,1% sobre o mesmo mês do ano passado, para 321,9 mil toneladas.

Com isso, o estoque dos distribuidores de aços planos em fevereiro subiram 1,4% sobre janeiro, atingindo 696,5 mil toneladas, suficiente para 2,2 meses de comercialização, nível abaixo do considerado normal pelo setor, de 2,5 meses.

Nos últimos meses, as produtoras de aço do Brasil têm sido criticadas por escassez de produtos e reajustes seguidos de preços, apesar de religamentos, a partir de meados do ano passado, de altos-fornos que foram desativados no início da crise da pandemia no país.

Segundo dados do Instituto Aço Brasil, que representa as usinas, a produção de aço bruto em fevereiro cresceu 3,8% em relação ao mesmo mês de 2020, para 2,8 milhões de toneladas. Já as vendas internas no mês passado avançaram 20,9% ano a ano, para 1,9 milhão de toneladas.

Desde o início do mês, montadoras de veículos instaladas no Brasil, incluindo Volkswagen, Volvo e General Motors (NYSE:GM), anunciaram suspensão de parte de suas produções em meio a um quadro afetado por falta de oferta de componentes e pela piora dos efeitos da pandemia no país.

Segundo o presidente do Inda, as montadoras que seguem negociando contratos anuais de fornecimento de aço com as siderúrgicas provavelmente vão aceitar reajuste nos preços da liga da ordem de 60% a partir de abril. Uma parte delas já assinou contratos no início do ano com aumentos de 30% a 40%.

"Acho muito difícil que as usinas não emplaquem 60% de reajuste (para as montadoras) em abril...Não tem jeito de ser menos que isso", afirmou Loureiro referindo-se à subida nos últimos meses de preços internacionais do aço.

Ele citou dados mostrando que o preço de laminados a quente nos Estados Unidos em 8 de março atingiram o pico de 1.348 dólares, alta de cerca de 120 dólares em pouco mais de um mês.

PREÇOS

O presidente do Inda afirmou ainda que a CSN (SA:CSNA3) anunciou recentemente novo aumento de preços de aço para entrada em vigor em abril, da ordem de 10%, e que a Gerdau (SA:GGBR4) elevou seus produtos planos entre 8% e 10%.

"Usiminas (SA:USIM5) e ArcelorMittal até o momento não deram nenhuma informação de aumento para abril, então a acreditamos que saberemos até o fim desta semana", disse Loureiro.

"Na medida que os preços internacionais cederem, que é uma coisa que a gente acredita nos Estados Unidos e Europa, isso diminui um pouco a pressão (sobre novos reajustes)", afirmou.

Segundo ele, mesmo após seguidos reajustes de preços de aço dos últimos meses, a diferença entre o valor cobrado pela liga produzida no Brasil e a importada, conhecida como prêmio, está ao redor de 1% e 2%, em alguns casos sendo até negativa.

"Afora esse aumento de abril, vejo muita dificuldade para a gente poder imaginar que haverá espaço para mais aumentos depois de abril", disse o presidente do Inda.

Menos

SIDERURGIA

CSN ganha um “extra” de R$ 426,8 milhões com IPO da CSN Mineração

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Money Times - SP   24/03/2021

O IPO da CSN Mineração (CMIN3) continua despertando o interesse dos investidores. A demanda levou a corretora da XP Investimentos, que atua como agente estabilizador da operação, a vender um lote suplementar de 50,211 milhões de ações, que pertenciam à controladora da companhia, a siderúrgica CSN (CSNA3).

A colocação desses papéis visou à estabilização dos preços da ação da mineradora no mercado, segundo o fato relevante divulgado nesta terça-feira (23) pela CSN. O lote suplementar foi vendido por R$ 8,50 por ação. Com isso, o valor bruto que a CSN receberá pelas ações é de R$ 426,8 milhões. A liquidação da operação está prevista para hoje.

Assim, o resultado final do IPO da CSN Mineração envolveu a emissão primária de 161,2 milhões de papéis pela mineradora, e a oferta secundária de 422,9 milhões de ações. Dessa fatia, 377,8 milhões pertenciam à CSN; 37,6 milhões, à Japão Brasil Minério de Ferro; e 7,6 milhões, à Posco. A abertura de capital da companhia movimentou R$ 4,965 bilhões.

Menos

Produção mundial de aço bruto cresce 4,1% em fevereiro, puxada pela China

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Valor - SP   24/03/2021

Menos

Ternium investirá R$ 500 milhões na usina do Rio

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Valor - SP   24/03/2021

Menos

Construtoras têm percepção de que há desabastecimento de aço, diz CBIC

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Valor - SP   24/03/2021

Menos

Usiminas já produziu mais de 1 milhão de toneladas de laminados em 2021

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Revista Mineração - SP   24/03/2021

A Usiminas informou nesta segunda-feira (22/03) que a produção de laminados na unidade de siderurgia foi de 1.109 mil toneladas nos primeiros meses de 2021. Esse montante é 19% acima da média diária do primeiro trimestre de 2020, 13% superior à média diária do 4T20 e 39% superior à média diária de 2020. Os dados levam em consideração o período entre o dia 1º de janeiro e 20 de março de 2021.

Já a produção de placas foi de 680 mil toneladas, representando um aumento de 2% em relação à média diária de 1T20, 4% superior à média diária do 4T20 e 14% superior à média diária do ano passado.

As vendas da unidade no período foram de 1.076 mil toneladas, 18% acima do 1T20, foi também 10% superior à média diária do 4T20 e 34% superior à de 2020.

De acordo com a empresa, do total de vendas, o mercado interno segue respondendo pela maior fatia. Foram 1.001 mil toneladas, ou seja, 93% do total, destinadas às empresas brasileiras, um número 28% acima da média diária do 1T20, 7% superior à média diária do 4T20 e 40% superior à de 2020. Os 7% restantes, 75 mil toneladas, foram vendidas para o mercado externo, sendo destinadas, principalmente, para clientes nacionais com cadeias produtivas no exterior.

“Nesse momento, a Usiminas segue empenhada em atender a seus clientes em todo o Brasil. Já desde o final do ano passado, temos ampliado nossa produção para níveis superiores aos registrados no período pré-pandemia. Também seguimos com patamares bastante elevados de vendas internas, acima dos padrões de anos anteriores, de modo a suportar a produção da indústria nacional”, avalia o presidente da Usiminas, Sergio Leite.

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ECONOMIA

Projeção para IPCA 2021 no cenário básico está em 5%, diz ata do Copom

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IstoÉ Dinheiro - SP   24/03/2021

Estadão Conteúdo
23/03/21 - 08h20 - Atualizado em 23/03/21 - 09h36

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, 23, indicou que a projeção para o IPCA de 2021 no cenário básico está em 5,0%. Este cenário pressupõe a taxa de juros variando conforme a pesquisa Focus e o câmbio partindo de R$ 5,70 e evoluindo conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC). Já a projeção para 2022 está em 3,5%.

Essas estimativas já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom elevou a Selic (a taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual, para 2,75% ao ano. Foi a primeira alta nos juros desde junho de 2015. Também foi o primeiro aumento de juros entre as maiores economias do globo e nos países da América Latina. Desde agosto do ano passado, a Selic estava estacionada em 2,00% ao ano – o menor nível da história.

O recrudescimento da inflação está no centro das preocupações do Banco Central e já é sentido por boa parte da população. Entre as causas da elevação vêm sendo apontados movimentos como a alta dos preços das commodities e o auxílio emergencial concedido pelo governo para ajudar as famílias mais necessitadas durante a pandemia de coronavírus. No resto do mundo, a inflação segue ainda em patamares bastante baixos.

Para o cálculo das projeções, o BC utilizou taxa de câmbio partindo de R$ 5,70, que é a média da taxa de câmbio observada nos cinco dias úteis encerrados no dia 12 de março.

Na ata da reunião anterior, de 19 e 20 de janeiro, as projeções de inflação no cenário básico (juros Focus e câmbio PPC) eram de 3,6% para 2021 e 3,4% para 2022.

Recuperação econômica

O Copom repetiu na ata que seu cenário básico de inflação segue com fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, o agravamento da pandemia pode atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo assim uma trajetória de inflação abaixo do esperado.

Por outro lado, a extensão de políticas fiscais de combate à pandemia de covid-19 ou a frustração com a continuidade da agenda de reformas econômicas podem elevar os prêmios de risco.

“O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”, repetiu o colegiado.

O Banco Central também reafirmou na ata de hoje que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.

“O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, registrou a ata.

Estas ideias já haviam sido expressas pelo BC no comunicado do último encontro do Copom, divulgado na quarta-feira passada.

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BC diz que avanço da pandemia deve causar queda menor na atividade econômica

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O Estado de S.Paulo - SP   24/03/2021

Após elevar a Selic, a taxa básica de juro, em 0,75 ponto porcentual - para 2,75% ao ano - na semana passada, o Banco Central avaliou, na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que uma eventual “reversão econômica” causada pelo recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil deve levar a uma queda da atividade “bem menos profunda” que a observada em 2020.

Da mesma forma, o BC considera que essa possível retração econômica deve ser seguida por outra recuperação rápida. No ano passado, a atividade econômica brasileira foi duramente afetada pela pandemia, sobretudo entre os meses de março e maio, seguida por uma forte retomada no segundo semestre - que ainda assim culminou com uma queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

A ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, 23, destaca que, apesar da redução parcial dos programas governamentais de recomposição de renda - como o auxílio emergencial, que caiu para a metade em setembro e foi encerrado em dezembro -, a retomada econômica surpreendeu positivamente.

“Contudo, os últimos dados disponíveis ainda não contemplam os possíveis efeitos do recente e agudo aumento no número de casos de covid-19, e que assim há bastante incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia no primeiro e segundo trimestres deste ano”, ponderou o colegiado.

Mais uma vez, o BC apostou em uma retomada robusta da atividade no segundo semestre de 2021, na medida em que a vacinação em massa avance no País.

O documento volta à análise de que a pandemia produziu efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos. Nesse sentido, a ata destaca que o auxílio emergencial levou o setor de bens a operar com baixa ociosidade. “O Copom avalia que os dados de atividade e do mercado do trabalho formal sugerem que a ociosidade da economia como um todo se reduziu mais rapidamente que o previsto, apesar do aumento da taxa do desemprego”, completa o BC.

De acordo com o Copom, os indicadores de maior frequência sugerem que essa recuperação mais rápida da atividade provavelmente se estendeu até fevereiro. No entanto, o próprio colegiado admite que essa interpretação exige cautela, diante da falta de ajustes sazonais e da volatilidade nesses dados, além da alteração do calendário de feriados estaduais.

A ata repete o comunicado da semana passada ao destacar que as diversas medidas de inflação estão acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação.
Previsão de novo aumento

O documento indicou que o Copom deve repetir a dose de aumento dos juros de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião, no início de maio. “O Comitê avaliou que, para a próxima reunião, seria adequada a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude”, escreveu a diretoria colegiada.

Como de praxe, o Copom lembrou que essa visão para a próxima reunião pode ser alterada caso haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou balanço de riscos. Isso porque, salientou a ata, a decisão depende da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, e das projeções e expectativas de inflação. Sobre o aumento da quarta-feira passada, a cúpula do BC concluiu que um ajuste inicial de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic seria o mais adequado. “Esse ajuste mais célere do grau de estímulo é compatível com o cumprimento da meta no horizonte relevante mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social”, pontuou o grupo.

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Projeção para inflação em 2021 está em 5%, diz ata do Copom

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Exame - SP   24/03/2021

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, 23, indicou que a projeção para o IPCA de 2021 no cenário básico está em 5,0%. Este cenário pressupõe a taxa de juros variando conforme a pesquisa Focus e o câmbio partindo de R$ 5,70 e evoluindo conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC). Já a projeção para 2022 está em 3,5%.

Essas estimativas já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom elevou a Selic (a taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual, para 2,75% ao ano. Foi a primeira alta nos juros desde junho de 2015. Também foi o primeiro aumento de juros entre as maiores economias do globo e nos países da América Latina. Desde agosto do ano passado, a Selic estava estacionada em 2,00% ao ano - o menor nível da história.

O recrudescimento da inflação está no centro das preocupações do Banco Central e já é sentido por boa parte da população. Entre as causas da elevação vêm sendo apontados movimentos como a alta dos preços das commodities e o auxílio emergencial concedido pelo governo para ajudar as famílias mais necessitadas durante a pandemia de coronavírus. No resto do mundo, a inflação segue ainda em patamares bastante baixos.

Para o cálculo das projeções, o BC utilizou taxa de câmbio partindo de R$ 5,70, que é a média da taxa de câmbio observada nos cinco dias úteis encerrados no dia 12 de março.

Na ata da reunião anterior, de 19 e 20 de janeiro, as projeções de inflação no cenário básico (juros Focus e câmbio PPC) eram de 3,6% para 2021 e 3,4% para 2022.

Recuperação econômica

O Copom repetiu na ata que seu cenário básico de inflação segue com fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, o agravamento da pandemia pode atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo assim uma trajetória de inflação abaixo do esperado.

Por outro lado, a extensão de políticas fiscais de combate à pandemia de covid-19 ou a frustração com a continuidade da agenda de reformas econômicas podem elevar os prêmios de risco.

"O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária", repetiu o colegiado.

O Banco Central também reafirmou na ata de hoje que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.

"O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia", registrou a ata.

Estas ideias já haviam sido expressas pelo BC no comunicado do último encontro do Copom, divulgado na quarta-feira passada.

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Orçamento: Economia aponta necessidade de cortar R$ 17,5 bi para cumprir teto

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IstoÉ Dinheiro - SP   24/03/2021

Antes mesmo da aprovação do Orçamento de 2021, o Ministério da Economia apontou nesta segunda-feira, 22, a necessidade de cortar R$ 17,5 bilhões em despesas para cumprir o teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação. O valor já havia sido antecipado pelo Estadão/Broadcast no início do mês.

Sem uma revisão nas despesas obrigatórias, que incluem benefícios previdenciários, assistenciais e salários de servidores, a equipe econômica precisará tirar esse valor das discricionárias, que incluem custeio e investimentos e já estão em nível historicamente baixo: R$ 96 bilhões. O corte levaria essas despesas a um patamar abaixo de R$ 80 bilhões, considerado impraticável pelos técnicos do governo porque comprometeria o funcionamento da administração.

A divulgação do quadro fiscal delicado ocorre na semana de intensificação das negociações para votar o Orçamento de 2021 e deve jogar mais lenha na fogueira de disputas por gastos. Parlamentares cogitam tirar recursos da Previdência e do auxílio-doença para direcionar a ações como obras e outros gastos locais. Nesta segunda, o IBGE foi a público alertar para os riscos de um corte de R$ 1,7 bilhão feito na verba do Censo Demográfico, a principal pesquisa estatística do País – que já está defasada devido à pandemia.

A indicação dada pelo Ministério da Economia mostra que, mesmo que haja um esforço dos congressistas para impulsionar iniciativas patrocinadas por eles, isso pode acabar sendo revertido quando o governo tiver de fazer bloqueios para assegurar o cumprimento do teto, uma regra prevista na Constituição.

O diagnóstico da situação fiscal foi divulgado no relatório de avaliação de receitas e despesas do primeiro bimestre. A lei exige do governo a publicação deste documento até o dia 22 dos meses de março, maio, julho, setembro e novembro. Neste ano, sem o Orçamento aprovado, havia dúvida sobre o sentido da publicação, já que não há base legal para bloquear ou liberar recursos. Mas, segundo apurou o Estadão/Broadcast, a área jurídica do Palácio do Planalto recomendou a publicação como manda a lei. No documento, a Economia diz que o relatório foi publicado, “entre outros motivos, para fins de transparência”.

Novo cenário

No “cenário março” apontado pelo relatório, as despesas com benefícios previdenciários do INSS estão R$ 8,498 bilhões maiores do que o previsto originalmente na proposta orçamentária, passando a R$ 712,9 bilhões. A diferença decorre principalmente do reajuste maior do salário mínimo. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021 foi enviado em agosto de 2020 com uma previsão de salário mínimo de R$ 1.067. Com o repique da inflação no ano passado, o piso nacional acabou sendo reajustado para R$ 1.100. Cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas em R$ 351,1 milhões.

Outras despesas sofreram ajustes, como o abono e seguro-desemprego (+R$ 2,116 bilhões) e Benefício de Prestação Continuada (+R$ 975,9 milhões), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O gasto com a compensação à Previdência pela desoneração da folha de pagamento de empresas também cresceu R$ 4,798 bilhões, após o Congresso Nacional decidir prorrogar a política até o fim deste ano. Na direção contrária, as despesas com pessoal tiveram uma redução, com R$ 1,995 bilhão a menos que o previsto na PLOA.

Nas despesas que estão livres do teto de gastos, o relatório do Ministério da Economia aponta R$ 39,461 bilhões em créditos extraordinários, referentes a despesas herdadas de 2020 e que bancam ações de combate à pandemia de covid-19. Ao todo, a despesa obrigatória do governo ficou R$ 54,483 bilhões superior ao estimado no PLOA 2021, considerando gastos dentro e fora do teto.

Receitas

Apesar do cenário apertado nas despesas, as projeções da Economia mostram certa folga do lado das receitas. Tanto que o rombo nas contas estimado para o ano diminuiu a R$ 226,238 bilhões, menos que o autorizado pela meta fiscal, que permite um déficit de até R$ 247,1 bilhões.

A previsão de receita total do governo subiu R$ 83,54 bilhões em relação ao calculado no PLOA 2021. Já a receita líquida, após transferências, ficou R$ 61,813 bilhões maior na mesma comparação.

Devido ao aumento das receitas, o relatório estima a possibilidade de ampliar os limites de empenho e movimentação financeira em R$ 20,879 bilhões, sem risco de descumprir a meta fiscal. Mas esse cálculo desconsidera a limitação dada pelo teto. Na prática, esse espaço apenas pode ser destinado a gastos fora do teto, como créditos extraordinários (para despesas urgentes e imprevistas) ou aportes em empresas estatais, por exemplo.

A Economia ressaltou, porém, que ainda não há possibilidade legal de alterar qualquer limite de empenho de despesas porque isso requer aprovação do Orçamento.

O relatório não considera os R$ 44 bilhões que serão destinados à nova rodada do auxílio emergencial a vulneráveis. O texto da PEC emergencial prevê que esse valor não é contabilizado nem no teto de gastos, nem na meta fiscal.

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Ata do Copom antecipa riscos, e mercado já precifica nova alta ainda maior

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Exame - SP   24/03/2021

Divulgada nesta terça-feira, 23, a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou que a projeção para o IPCA de 2021 no cenário básico está em 5,0%. Com receio de estourar o teto da meta, que é de 5,25%, o comitê elevou a taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,75 ponto percentual, sinalizando que o ciclo altista deve ser curto e intenso - e não a conta-gotas.
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No mesmo documento, o Copom aponta que alta acima do esperado pelo mercado - cujas projeções giravam em torno de 0,5 ponto percentual - se deu como consequência de um risco fiscal mais elevado. Para o órgão, apesar da aprovação de reformas que podem trazer benefícios à médio prazo, "os riscos fiscais de curto prazo seguem elevados, devido ao agravamento da pandemia, implicando um viés de alta nas projeções e justificando a elevação inicial de juros acima do cenário base".

Para o economista Artur Mota, da Exame Invest PRO, esse trecho confirma o tom hawkish - ou seja, mais contracionista - do documento e indica que, apesar de estar focado nos resultados de 2022, o BC já retoma o olhar para 2021 na tentativa de manter a ancoragem das expectativas futuras.

"Há uma antecipação de risco por parte do BC, que vê a possibilidade de piora fiscal com o avanço da pandemia mesmo após a aprovação dos R$ 44 bilhões extra-teto para o auxílio na PEC Emergencial", explica Mota no relatório da Exame Invest PRO. O risco, agora, é de um estado de calamidade que leve a gastos superiores a esses já aprovados."

Apesar da sinalização que um novo ajuste "da mesma magnitude" deve acontecer já na próxima reunião, em maio, o relatório aponta que a curva de juro DI já começa apontar a chance de uma alta de 1 ponto percentual, quase um terço dos contratos de opções de Copom negociados na B3 apostam nesse cenário.

"O BC colocou um hedge ao sugerir que 'a visão pode ser alterada caso haja mudanças significativas nas projeções', mostrando como estão mais dependentes do fluxo de dados dos próximos dias", explica Mota, destacando a importância de números de IPCA's, produção, venda e emprego.

O economista mantém sua projeção de Selic a 5% no final do ano, mas espera que o comitê atualize sua visão do nível de ociosidade da economia. "Isso poderia pressionar uma elevação da nossa expectativa para o ano", explicou.

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Setor industrial mantém sua boa imagem

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O Estado de S.Paulo - SP   24/03/2021

Embora a indústria venha perdendo fatias da produção em diferentes países há décadas, em razão das transformações pelas quais a economia vem passando em escala mundial, no Brasil ela tem conseguido manter sua imagem de importante para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos, a melhora da qualidade de vida da população e a inovação, entre outros itens. O fato de mais de quatro quintos (84%) dos entrevistados considerarem que “ter uma indústria fraca é ruim para a população do País” é um dos fortes elementos que mostram a boa avaliação dos brasileiros sobre o setor.

Este é um dos muitos dados compilados pela pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Indústria Brasileira na Visão da População realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nove entre dez entrevistados concordam total ou parcialmente que ter uma indústria forte deve ser prioridade do País. Entre os setores da economia, a indústria foi apontada na pesquisa junto com a agropecuária como os mais importantes para o crescimento da economia brasileira.

Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, o momento torna ainda mais importante o papel da indústria: “O Brasil precisa fortalecer o setor industrial, para que ele seja cada vez mais dinâmico e competitivo, ajudando a superar a mais grave crise sanitária, econômica e social que já vivenciamos”.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre a década de 1980 e a atual, a indústria perdeu mais da metade da fatia porcentual que detinha do Produto Interno Bruto brasileiro. Na década de 1980, a participação da indústria no PIB passava de 45%; no ano passado, tinha caído para 20,4%.

A redução da fatia da indústria na produção total é um fenômeno mundial. No Brasil, porém, o processo parece mais rápido e marcado pelo atraso na modernização, sobretudo dos segmentos industriais mais ativos no mercado internacional.

Sua imagem como caminho para o crescimento profissional das pessoas e o desenvolvimento econômico, no entanto, continua muito forte entre os brasileiros. Oito em cada dez entrevistados concordam total ou parcialmente com a frase “eu encorajaria meu filho(a) a buscar uma carreira na indústria”. Para 60% dos entrevistados, os empregos na indústria são mais gratificantes.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro sobe na China após duas sessões de retração

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BOL - SP   24/03/2021

Os futuros do minério de ferro na China fecharam em alta no pregão diurno desta terça-feira, após uma sequência de duas sessões de retração impulsionada por preocupações com restrições à produção de aço no país, principal produtor global.

O contrato mais ativo na bolsa de Dalian, para entrega em maio, encerrou com ganhos de 2%, a 1.039,50 iuanes por tonelada.

O primeiro contrato do minério de ferro na bolsa de Cingapura, para abril, avançava 2,4%, para 154,75 dólares por tonelada.

No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai caiu 1,8%.

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Máquinas e Equipamentos

Sandvik apresenta carregadeira a bateria de 18 toneladas

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   24/03/2021

A Sandvik está lançando sua nova carregadeira elétrica movida a bateria, a LH518B de 18 toneladas.

O equipamento é o resultado de décadas de experiência em engenharia, combinada à inovadora tecnologia de motorização e ao conhecimento sobre sistemas de bateria da Artisan Vehicle.

A Sandvik LH518B foi totalmente projetada para o sistema de bateria e linha de transmissão elétrica Artisan, para melhor utilizar as possibilidades que a tecnologia de bateria oferece.

“Não bastava substituir alguns componentes ou redesenhar apenas uma parte do equipamento: os projetistas foram desafiados a repensar toda a máquina. Quando uma fabricante repensa o equipamento, isso significa que os clientes não precisarão alterar toda a infraestrutura da mina’, diz a empresa.

Na prática, a troca da bateria da carregadeira não requer guindastes ou empilhadeiras, graças ao recurso patenteado AutoSwap.

Produtividade
A nova carregadeira elétrica movida a bateria Sandvik LH518B conta com uma capacidade excepcional para seu tamanho: suas soluções de design permitem que ela opere em um galeria de 4,5 x 4,5 metros e capacidade de transporte de até 18 toneladas.

Além de um inovador sistema de caçamba, ela possui tração dianteira e traseira independentes, permitindo alta capacidade de carga útil com uma baixa altura de operação.

De acordo com a empresa, para produtividade superior, a Sandvik LH518B é equipada com três motores magnéticos permanentes de 2.000 Nm.

Sem conversor de torque, transmissão ou motor diesel para deslocar, a carregadeira é rápida e ágil. Não existem restrições de emissão na potência instalada para limitar a seleção do motor elétrico, o que permite a utilização dos motores mais potentes disponíveis e adequados às condições subterrâneas.

A Sandvik LH518B vem com AutoSwap, um sistema patenteado de troca automática de bateria da Artisan.

“A troca é fácil e rápida, com o mínimo de manuseio: leva apenas cerca de 6 minutos e pode ser feita em uma área de passagem ou de operação, sem necessidade de pontes rolantes ou infraestrutura externa”, diz.

O novo recurso AutoConnect, disponível pela primeira vez na LH518B, torna a troca ainda mais fácil e rápida, conectando e desconectando automaticamente a bateria da carregadeira. O operador não precisa sair da cabine, o que economiza minutos no procedimento de troca e diminui o esforço e o risco do processo.

A carregadeira alimentada exclusivamente a bateria contribui para a redução do calor e das emissões na operação subterrânea, ajudando as minas a atingirem suas metas de sustentabilidade e reduzirem os custos de ventilação.

O robusto sistema de baterias usa fosfato de ferro de lítio (LiFePO4) e é projetado especificamente para uso em mineração subterrânea.

Atualmente, a Sandvik está ampliando seu portfólio de carregadeiras e caminhões BEV e se prepara para entrar em novas áreas de mercado, o que acontecerá em etapas e modelo a modelo.

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AUTOMOTIVO

Pandemia e falta de peças fazem Mercedes Benz paralisar produção no Brasil

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Globo Online - RJ   24/03/2021

Depois da Volkswagen, Scania e Volvo, a alemã Mercedes-Benz também anunciou a paralisação da produção nas fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e em Juiz de Fora Minas Gerais por conta da pandemia de Covid-1. O sindicato dos Metalúrgicos do ABC vem conversando, desde a semana passada, com as montadoras e a Anfavea (a associação que representa as montadoras) sobre a necessidade de suspender temporariamente a produção para prevenir casos entre trabalhadores do setor.

Pandemia: Depois da Volks, Scania e Volvo anunciam paralisação da produção de veículos no país

Segundo o sindicato, a paralisação acontece entre a próxima sexta-feira, dia 26, com retorno previsto para 5 de abril. A data coincide com a antecipação de feriados no Grande ABC, decidida pelos prefeitos. As cidades que fazem parte do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC decidiram ontem antecipar feriados municipais entre 27 de março e 4 de abril. Grupos de funcionários também terão férias coletivas na volta ao trabalho para garantir a eficiência dos protocolos de segurança.

Em nota, a Mercedes informou que desde o início da pandemia no ano passado, a montadora e sua rede de concessionárias tem se adaptado para atender a todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Diante do agravamento da pandemia nos últimos dias, contudo, a Mercedes-Benz do Brasil informa que irá interromper as atividades produtivas das fábricas de veículos comerciais de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG) no dia 26 de março, com retorno previsto para 5 de abril", diz a nota.

O objetivo, diz a nota, é reduzir "a circulação de pessoas neste momento crítico e administrar a dificuldade de abastecimento de peças e componentes na cadeia de suprimentos, além de atender a antecipação de feriados por parte das autoridades municipais".

Sobre as férias coletivas, a montadora informou que com essa medida terá um "um grupo de produção menor mantendo os protocolos de distanciamento, mas continuaremos a atender os nossos clientes com nossos produtos e serviços!.

No total, a montadora emprega cerca de 10 mil profissionais no Brasil.

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NAVAL

Grandes navios surgem como solução para falta de graneleiros

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Money Times - SP   24/03/2021

Os embarques de madeira e grãos têm sido carregados em um tipo de navio normalmente reservado para outras cargas, pois a forte demanda para transportar commodities causa deslocamentos na oferta de embarcações.

Madeira do Uruguai e grãos do Brasil devem ser enviados nos chamados cargueiros Capesize neste mês ou no próximo, de acordo com dados de embarque da S&P Global Platts.

Esses navios são normalmente usados para transportar carvão e minério de ferro, as duas principais cargas do setor. Em contraste, a madeira normalmente é transportada em embarcações menores, segundo o diretor-presidente da Genco Shipping & Trading, John Wobensmith.

“Isso apenas mostra o quão apertado está o mercado de granéis sólidos em geral, que deve ficar ainda apertado”, disse Wobensmith em entrevista na quinta-feira. As elevadas taxas de frete “não são algo apenas para os próximos três meses”, disse o executivo, segundo o qual a tendência deve persistir ao longo de 2022 por causa da menor disponibilidade de navios.

Em média, as taxas de frete de navios Capesize estão em cerca de US$ 18 mil por dia neste ano, um aumento de quase 40% em relação à média em 2020, disse Wobensmith.

As tarifas devem subir ainda mais, impulsionadas pelos fortes volumes de importação de carvão da Índia e do Vietnã e pelas crescentes exportações de grãos e minério de ferro do Brasil, disse.

A Genco, listada em Nova York, possui 41 navios, de acordo com o site da empresa, cujo preço das ações mais do que dobrou nos últimos 12 meses.

Em tempos normais, cargas de nicho, como madeira, tendem a ser entregues em navios menores, como o Panamax, que tem o tamanho máximo permitido para o Canal do Panamá. Mas os custos desses navios subiram tanto que agora superam as taxas dos Capesizes.

Novos pedidos para graneleiros representam 6,8% da tonelagem de porte bruto da frota total, perto do menor nível desde 2005, de acordo com dados da IHS Markit.

Há relutância em comprar novos navios devido às mudanças nas regulamentações ambientais e à incerteza sobre o cenário com o combustível limpo dominante, disse Wobensmith. A Genco acredita que a amônia será usada pela indústria no futuro, acrescentou.

O fornecimento de navios de granéis sólidos já estava sob pressão, pois as restrições da Covid-19 relacionadas a trabalhadores marítimos e portuários desaceleraram as entregas de cargas, de acordo com Gerry Craggs, diretor-gerente da Stemcor S.E.A. O estímulo dos governos para recuperar as economias abaladas pela Covid-19 também impulsiona a demanda por matérias-primas, disse.

“Estamos na fase de estímulos fiscais praticamente no mundo todo”, disse Craggs em entrevista na sexta-feira. “A demanda tem aumentado por praticamente tudo, e vemos esse efeito no setor de aço e em commodities.”

Granéis sólidos começaram 2021 com o pé direito, disse Lee Klaskow, analista da Bloomberg Intelligence, em relatório na semana passada. “A China e a esperada recuperação econômica global estabeleceram um dos começos de trimestre mais fortes para a demanda por granéis sólidos em uma década.”

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A inclusão de serviços portuários na base de cálculo do valor aduaneiro e a nota técnica SEI 2477/2021/ME

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Migalhas - SP   24/03/2021

Em 2020, o Superior Tribunal de Justiça, em sede de Recursos Repetitivos, reverteu a jurisprudência da própria Corte sobre o tema, decidindo de forma favorável a União, reconhecendo a legalidade da inclusão da Capatazia (THC) na base de cálculo do Valor Aduaneiro

Com base na mudança de posicionamento do STJ, alguns contribuintes levaram o tema ao Supremo Tribunal Federal, o qual por decisão Monocrática do relator ministro Luiz Fux, firmou entendimento que a matéria em debate não afrontaria a Constituição, e, portanto, não caberia a Suprema Corte analisar a questão.

Por se tratar de uma decisão Monocrática, o tema foi submetido, por meio de dois Agravos Regimentais (ARE 128.840 e ARE 1.305.313), para julgamento pelo Plenário, o que ocorreu de forma virtual no decorrer da última semana.

O julgamento pelo STF, encerrou-se no dia 19/3/21 e, ao confirmar o posicionamento do relator de que para analisar o tema seria necessário examinar a legislação infraconstitucional pertinente, por maioria de votos decidiu-se pela ausência de afronta a Constituição Federal, consolidando o entendimento do STJ de que os serviços de Capatazia Portuária devem ser incluídos na composição do Valor Aduaneiro.

O posicionamento da Suprema Corte, só não foi unanime pois houve divergência por parte do ministro Marco Aurélio. Porém a divergência apontada, versou apenas sobre a majoração dos honorários advocatícios e à multa, os quais ficaram no máximo legal (20%) e 5%, respectivamente.

De um lado defendeu o contribuinte que, conforme disposto no Acordo de valoração Aduaneira (AVA), nenhum gasto posterior à atracação do navio em porto brasileiro poderia compor a base de cálculo do Valor Aduaneiro.

De outro lado, o argumento da União pautou-se na tese de que os gastos relativos à descarga, manuseio e transporte dentro do porto de destino ocorridos até o desembaraço aduaneiro e registro da Declaração de Importação - DI no Siscomex, compõem o valor da mercadoria, e, portanto, deve ser incluído no computo do Valor Aduaneiro.

Diante do cenário, não só desfavorável ao contribuinte, mas também a economia brasileira, o Ministério da Economia se manifestou através da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade e a Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade, as quais reconhecem que a inclusão da Capatazia no Valor Aduaneiro, perpetrada pela Suprema Corte, apesar do impacto estimado em 12 bilhões aos cofres públicos, impactará negativamente na competitividade do país e na economia nacional.

O cenário previsto para a economia nacional, foi base de argumentação de ambas as Secretarias, através da nota técnica SEI 2477/2021/ME, para sugerir alterações normativas e excluir os custos despendidos com Capatazia da base de cálculo do Valor Aduaneiro.

A nota técnica cita o estudo realizado pela Receita Federal, quando o tema fora afetado pelo rito repetitivo no STJ, o qual apontou que o impacto da exclusão da Capatazia do Valor Aduaneiro, em 5 anos, levaria a um prejuízo de 12 bilhões aos cofres públicos. No entanto, segundo estudo elaborado pela Confederação Nacional das Indústrias, se contabilizar o custo médio de Capatazia entre o ano de 2010 à 2017, esse restou estimado em 3,2 bilhões. Ademais, no mesmo estudo, concluiu-se que tal inclusão dos custos de capatazia, elevaria em até 1,5% os custos sobre a importação.

"Em 2018, quase um quarto (24,3%) do total de insumos utilizados pela indústria brasileira foram importados. Além disso, cerca de 50% das empresas exportadoras brasileiras também são importadoras e, segundo dados da OCDE, 16% do valor das exportações nacionais de produtos manufaturados correspondem a insumos importados, e 10% do valor total das vendas externas do Brasil advém de insumos importados (TiVA OECD), indicando o quanto que o encarecimento das importações compromete a competitividade brasileira", consideração de ambas as Secretarias do Ministério da Economia.

Sob a ótica das Secretarias que redigiram a nota técnica SEI 2477/2021/ME, ao ampliar os custos na importação com a inclusão das despesas portuárias em território nacional, afetar-se-á diretamente a indústria e a economia como um todo, com impactos na economia do país, no Produto Interno Bruto - PIB e sobre o nível de empregos.

Ao sugerir alterações normativas, para excluir os custos de descarga, manuseio e transporte do Valor Aduaneiro de forma explicita, entende-se que traria maior segurança jurídica, maior competitividade para as indústrias brasileiras e abriria oportunidades para investimentos estrangeiros no Brasil.

Portanto, ao analisar a suposta economia de R$ 12 bilhões aos cofres públicos, tem que essa conta, ao logo prazo, poderá ser bem maior que o apontado pela Receita Federal, pois segundo a CNI, com a exclusão da Capatazia do Valor Aduaneiro, estima-se que o crescimento do Produto Interno Brasileiro - PIB entre 2020 e 2040 teria crescimento adicional de R$ 134,5 bilhões, o consumo doméstico estimasse que seria elevado em R$ 123,1 bilhões, os investimentos estrangeiros no país poderia chegar em R$ 53,8 bilhões, com aumento na remuneração salarial em R$ 83,1 bilhões.

Por derradeiro, a nota técnica das Secretarias, não apenas levantou a possibilidade de se avaliar a exclusão da Capatazia, mas também levantou a possibilidade de exclusão do Frete e Seguro da composição do valor das mercadorias, para formação da base de cálculo do Valor Aduaneiro, reduzindo assim a base de cálculo do Imposto de Importação, do Pis e da Cofins - Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Importação e do ICMS - Importação.

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PETROLÍFERO

Preços do petróleo caem 6% em meio a novas restrições e vacinação lenta na Europa

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Infomoney - SP   24/03/2021

Os preços do petróleo despencaram cerca de 6% nesta terça-feira, afetados por temores com as novas restrições relacionadas à pandemia na Europa e com o lento processo de vacinação contra Covid-19 no continente.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 3,83 dólares, ou 5,9%, a 60,79 dólares por barril, depois de atingirem uma mínima de 60,50 dólares durante a sessão.

Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) recuou US$ 3,80, ou 6,17%, para US$ 57,76 o barril, tendo atingido uma mínima de 57,32 dólares.

Ambas as referências operaram ao redor dos menores níveis desde 9 de fevereiro.

O spread do primeiro contrato do Brent entrou em “contango” pela primeira vez desde janeiro. O “contango” ocorre quando os primeiros contratos são mais baratos do que os para meses futuros, podendo encorajar operadores a estocar petróleo.

“O caminho para a recuperação da demanda por petróleo parece estar cheio de obstáculos, à medida que o mundo segue lutando contra a pandemia de Covid-19”, disse Bjornar Tonhaugen, head de mercados de petróleo da Rystad Energy.

“Os preços do petróleo voltaram a cair nesta terça, provando que a correção da semana passada não foi profunda o suficiente e que o mercado tem negociado com um sentimento excessivamente altista nos últimos tempos, ignorando os riscos da pandemia”, acrescentou.

Especialistas também mencionam que várias nações europeias enfrentam uma terceira onda de casos de covid-19. Na Alemanha, o governo decidiu estender o lockdown até 18 de abril, enquanto a França informou na segunda-feira que 4,5 mil pessoas estão em unidades de terapia intensiva, o maior número desde novembro de 2020. Já Portugal revelou que deve continuar em estado de emergência até, pelo menos, maio. Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, afirmou que o toque de recolher noturno no país deve durar ao menos até 20 de abril.

O analista do Commerzbank Carsten Fritsch destaca que no mercado à vista, o barril de Brent é negociado “com um desconto favorável”. “Isso indica bastante oferta de petróleo”, explica.

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AGRÍCOLA

Ipea revê previsão de alta do PIB agropecuário de 2021 de 1,5% para 2,2%

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IstoÉ Online - SP   24/03/2021

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou nesta terça-feira o crescimento previsto do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário em 2021 de 1,5% para 2,2%. Pesquisadores projetaram um aumento de 2,3% no PIB da produção vegetal e 1,9% no PIB da produção animal. .

Na produção vegetal, o destaque é a nova safra recorde de soja, que tem alta prevista de 7,3%, sendo a única cultura entre as mais importantes da lavoura com perspectiva de crescimento elevado em 2021. A produção de milho deve avançar 0,3%. Na contramão, há previsão de queda nas produções de cana-de-açúcar (-1,5%) e de café (-23,9%), sendo esta última em virtude das características cíclicas da cultura do grão.

Na produção pecuária, a projeção é de crescimento em todos os segmentos, principalmente na produção de aves (3,8%). O desempenho positivo também é previsto para os segmentos de bovinos (1,5%), leite (1,7%), suínos (1,7%) e ovos (2,3%).

O estudo tem como base as estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em projeções próprias para a pecuária a partir de dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite.

O pesquisador associado do Ipea e um dos autores do estudo, Pedro Garcia, disse que “o segmento de bovinos causa certa preocupação, apesar da alta estimada de 1,5%, porque o nível de abates no sistema de inspeção federal, que serve como uma proxy da produção bovina, foi muito baixo em janeiro”. Isso indica uma oferta pequena de animais bovinos para abate no início de 2021. “Nossa expectativa é que isso melhore no segundo semestre de 2021, mas essa oferta baixa no começo do ano pode prejudicar o segmento de bovinos e impactar negativamente a estimativa que temos para o resultado total do setor agropecuário no ano”, conclui.

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