ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

24 de Fevereiro de 2021

INDA

Vendas de aço sobem 16,2% em janeiro, aponta Inda

Ler Notícia

Valor - SP   24/02/2021

Menos

Preços de aço no Brasil estão próximos de incentivar importação, diz Inda

Ler Notícia

BOL - SP   24/02/2021

Os distribuidores de aços planos no Brasil consideram que o valor do produto cobrado pelas usinas siderúrgicas no país já está próximo do nível em que a importação começa a fazer sentido econômico, mesmo com o câmbio no nível atual.

O segmento, que é responsável por cerca de 30% do consumo de aço no país, acumulou nos últimos meses reajustes de preços de mais de 100% e avalia que eventuais novos aumentos pelas usinas podem ser difíceis de serem implementados.

"Nos preços atuais o prêmio já está em 12%, 13%...são prêmios que anteriormente mostraram incentivo à importação", disse o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, em entrevista a jornalistas nesta terça-feira.

"Está no limite para incentivar importação", disse Loureiro, acrescentando que "a curto prazo vemos estabilidade de preços" diante da alta dos preços internacionais puxada por aumentos nos custos de insumos como carvão e minério de ferro.

As importações de aço plano pelos distribuidores subiram 75% em janeiro sobre dezembro e cerca de 52% sobre janeiro do ano passado, para 161,4 mil toneladas, segundo os dados do Inda.

Em janeiro, as vendas dos distribuidores de aço plano no Brasil subiram 12,7% contra dezembro e 16,2% na comparação anual, para 324,6 mil toneladas. Enquanto isso, as compras de material das usinas pelo setor subiram 0,8% ante dezembro e 13% contra janeiro de 2020, para 335,9 mil toneladas, segundo dados do Inda.

A combinação fez o nível de estoques do setor subir 1,7% em janeiro contra dezembro, para 687 mil toneladas, equivalente a 2,1 meses de venda, uma queda ante o verificado em dezembro.

"O que temos recomendado é que a rede (de distribuidores) refaça os estoques com muita parcimônia...Vamos ver os estoques subindo lentamente durante o ano", disse Loureiro, ressaltando o risco de se montar estoques sob um nível de preço elevado de produto.

A expectativa da entidade é que as vendas de aço pelos distribuidores de planos cresça cerca de 6% este ano, "podendo chegar a 8%, 9%" dependendo de como a pandemia, e o auxílio emergencial do governo federal, evolui no Brasil, disse o presidente do Inda.

Segundo ele, as usinas estão negociando com o setor automotivo os contratos anuais restantes de preços depois de reajustes de parte deles em janeiro. "Para abril está sendo negociado ao redor de 60% a 70% de aumento", disse Loureiro.

Apesar do nível atual de preços do aço no país, ele afirmou que não espera no curto prazo haver sobra de produtos acabados no país que force as usinas a concederem descontos nos seus preços no mercado interno.

"As usinas estão com suas carteiras de pedidos lotadas e os preços todos implantados", disse Loureiro. "A Usiminas está praticamente fechando já a programação de maio", acrescentou.

Para fevereiro, a expectativa do Inda é que a compra e a venda de aço plano pelos distribuidores tenham uma queda de 5% na relação com janeiro.

Menos

CSN diz que vai aumentar preços de aço em março e vê necessidade de novo reajuste no 2º tri

Ler Notícia

BOL - SP   24/02/2021

A CSN espera que o preço médio de aço praticado pela empresa no primeiro trimestre seja 25% maior que o registrado no fim do ano passado, em meio a uma combinação de migração de efeitos de reajustes passados com novos, afirmou nesta terça-feira o diretor comercial da companhia.

"No primeiro trimestre vai ter um 'carry over' de preços em torno de 25% que já está dado...Além do carry over, provavelmente vamos ter mais um aumento em março para distribuição focado em (laminados) a quente e a frio", disse Luis Fernando Martinez, em teleconferência com analistas do setor. Ele lembrou que a CSN reajustou preços em 19% no quarto trimestre de 2020.

"No segundo trimestre...vai ter da ordem de 20%, isso está dado, não tem o que fazer", acrescentou o executivo.

Para o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, os reajustes seguidos no preço do aço no Brasil são "atualização de custos para que você se mantenha competitivo nas margens do mercado".

"Realmente, para a siderurgia, eu vejo necessidade de novo aumento em março e muito provavelmente outro aumento no segundo trimestre", disse o Steinbruch.

O setor siderúrgico tem enfrentado críticas há meses sobre os reajustes de preços promovido no país. Na véspera, o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, considerou as críticas injustas, citando que várias matérias-primas, como aço e carvão, têm visto saltos de preços e afirmou que as usinas têm elevado produção para atender a forte demanda interna.

Os comentários da CSN, porém, destoam de mensagem dada por distribuidores de aços planos mais cedo. Segundo o presidente da entidade que representa o segmento, Inda, Carlos Loureiro, novos aumentos serão difíceis de serem implementados pelas usinas dado que o patamar atual já está próximo de incentivar uma importação mais significativa de aço no país.

Segundo os dados do Inda, o prêmio de preços de aço no Brasil está em 12% a 13%, algo que, historicamente costuma incentivar compra de material do exterior.

As importações de aço plano pelos distribuidores saltaram 75% em janeiro sobre dezembro e cerca de 52% sobre janeiro do ano passado, para 161,4 mil toneladas.

Porém, para a CSN, o que vai permitir a implantação dos reajustes será um mercado interno ainda demandante em vários segmentos, incluindo veículos, máquinas e equipamentos e construção civil e dificuldades de disponibilidade mais imediata de material importado, disse Martinez. Ele afirmou que o salto nas importações de janeiro deve-se ao efeito da CSN trazendo de volta dos Estados Unidos 50 mil toneladas para atender o mercado doméstico.

O executivo, que avalia que o prêmio do aço no Brasil está em 12% a 16%, estima que a CSN vai elevar suas vendas de aço em 2021 em 12% a 15% no Brasil, para 3,6 milhões de toneladas.

Em cimentos, a CSN avalia que também há espaço para incremento de preços e de volumes de vendas nos próximos meses. A expectativa é de alta nas vendas de cimento entre 15% e 18% em 2021, afirmaram executivos.

A companhia anunciou mais cedo estimativa de fechar 2021 com dívida líquida de 15 bilhões de reais e alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda de 1 vez.

Questionado sobre o assunto, o diretor-executivo Marcelo Cunha Ribeiro afirmou que a CSN precisa atingir este nível de dívida antes de iniciar discussões sobre se aumenta o nível de dividendos pagos aos acionistas para além dos 25% do lucro relativo a 2020.

"Vamos continuar mantendo essa política de 25% enquanto não atingirmos estas novas metas divulgadas", disse Ribeiro.

Menos

Mercado s/a

Ler Notícia

Correio Braziliense - DF   24/02/2021

Um bom sinal da recuperação da atividade econômica: segundo o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço, as vendas do produto subiram 16,2% em janeiro diante do mesmo período do ano passado. O resultado é ótimo, já que compara o desempenho atual com o período pré-pandemia. Em 12 meses, as vendas subiram 7,5%.

Menos

SIDERURGIA

CSN vê salto no lucro do 4º tri e estima nova queda no endividamento

Ler Notícia

Exame - SP   24/02/2021

A Companhia Siderúrgica Nacional teve lucro líquido de 3,9 bilhões de reais no quarto trimestre de 2020, um salto em relação ao resultado de 1,1 bilhão de reais no mesmo período de 2019, em meio a forte crescimento de receitas beneficiado pela alta de commodities e queda no endividamento.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado triplicou para 4,7 bilhões de reais, recorde trimestral, com a margem Ebitda ajustado quase dobrando para 47%.

A receita líquida da CSN somou 9,8 bilhões de reais, elevação de 50% ano a ano, com a empresa atribuindo tal performance principalmente ao "ótimo desempenho nos segmentos de siderurgia e mineração, impulsionados pela alta global dos preços das commodities".

No último trimestre do ano, as vendas de aço somaram 1,2 milhão de toneladas, contra 1,1 milhão de toneladas um ano antes, enquanto as vendas de minério de ferro totalizaram 8,6 milhões de toneladas, queda de 16% na base anual.

De acordo com os dados divulgados no final da segunda-feira, o custo dos produtos vendidos cresceu 26% e totalizou 5,6 bilhões de reais.

O fluxo de caixa livre alcançou 3,75 bilhões dereais, influenciado positivamente pela recuperação no capital de giro e forte geração de Ebitda.

De acordo com a empresa, foram investidos 519 milhões de reais nos últimos três meses de 2020, em função da aceleração de diversos projetos de 'sustaining' na siderurgia.

No final de 2020, a dívida líquida atingiu 25,619 bilhões de reais, com a forte geração de caixa do período sendo somada ao decréscimo da dívida pela variação cambial, o que ajudou na redução da alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda que atingiu 2,23 vezes, o menor patamar desde dezembro de 2011.

Em fato relevante, a CSN estimou fechar 2021 com dívida líquida de 15 bilhões de reais e alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda de 1 vez.

Menos

Siderurgia evapora efeitos da chuva no balanço da CSN, com otimismo mantido

Ler Notícia

Money Times - SP   24/02/2021

A surpresa positiva no balanço da CSN (CSNA3) ficou a cargo da unidade de siderurgia da companhia, segundo o Inter Reserach, impulsionada por melhores preços e maiores volumes vendidos no quarto trimestre de 2020.

Por outro lado, a área de mineração da companhia trouxe produção e vendas abaixo das estimativas do Inter,
mesmo considerando os efeitos climáticos (chuvas) do período.

“Apesar dos resultados da mineração aquém das nossas estimativas, o resultado do segmento de siderurgia trouxe números bastante positivos, corroborando o bom momento do setor e as boas perspectivas para 2021“, reforça a analista Gabriela Cortez Joubert, que assina relatório a clientes.

Em 2020, a CSN reportou lucro líquido de R$ 4,293 bilhões, frente ao lucro líquido de R$ 2,245 bilhões registrado em 2019, com a melhora no resultado operacional.

A analista ressalta que as projeções do Inter ainda não levam em conta as estimativas com relação à CSN Mineração (CMIN3) pós-IPO. A equipe revisa o modelo e em breve também deve iniciar a cobertura da companhia recém-chegada à Bolsa.

Mereceu destaque a receita de cimentos da CSN, que avançou 94% ante o 4° trimestre de 2019, devido a maior demanda e preços no período. No ano, a receita líquida total somou R$ 30,064 bilhões, um avanço de 18% ante 2019.

Veja a seguir a recomendação do Inter Research para as ações da CSN:
Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo (R$) Valorização (%)
CSN CSNA3 Em revisão 36 0,6

Menos

Minério de ferro na China recua com alerta de poluição em pólo siderúrgico

Ler Notícia

Brasil Mining - SP   24/02/2021

Os futuros do minério de ferro na China chegaram a cair 3,5% nesta terça-feira, após o pólo siderúrgico de Tangshan ter emitido um alerta de segundo nível de poluição que força usinas de aço a restringirem a produção.

A produção em usinas siderúrgicas e plantas de coque em Tangshan será limitada a partir de 23 de fevereiro em resposta à expectativa de pesada poluição, enquanto a produção em produtores de laminados a quente e a frio será suspensa, disse o governo local em um comunicado.

Os futuros mais negociados do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em maio, fecharam o pregão diurno com queda de 2,9%, a 1.107 yuanes por tonelada (171,34 dólares).

Eles chegaram a cair 3,5% na sessão, a maior perda percentual em um dia desde 2 de fevereiro.

Os preços de outros ingredientes siderúrgicos também caíram, com o carvão metalúrgico despencando 4,4%, para 1.462 yuanes por tonelada, e o coque caindo 3,4%, para 2.574 yuanes por tonelada.

No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai caiu 0,7%, para 4.552 yuanes por tonelada.

Menos

ECONOMIA

Decreto lista rodovias, portos e aeroportos a serem desestatizados

Ler Notícia

Agência Brasil - DF   24/02/2021

O Diário Oficial da União de hoje (23) publica decreto presidencial que qualifica empreendimentos rodoviários, portuários e aeroportuários para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Ele dispõe, ainda, sobre a inclusão de empreendimentos públicos federais dos setores portuário e aeroportuário no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A medida se aplica a 24 aeroportos (um no Amapá, dois no Rio de Janeiro, dois em São Paulo, três em Minas Gerais, três no Mato Grosso do Sul, cinco no Pará e oito no Amazonas). Caberá ao Ministério da Infraestrutura fazer os estudos de modelagem. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ficará responsável pelos atos executivos necessários à desestatização.

“Dependendo de decisão futura baseada nos referidos estudos, as concessões poderão ser feitas separadamente ou em blocos”, informou, por meio de nota, a Secretaria Geral da Presidência da República. Acrescenta que essas medidas visam a “ampliação e modernização da infraestrutura mediante parcerias com a iniciativa privada”, de forma a dar maior competitividade ao país.

Entre os empreendimentos aeroportuários qualificados no PPI e incluídos no PND estão os aeroportos Santos Dumont e de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro; Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo; os aeroportos Tenente Coronel Aviador César Bombonato (Uberlândia), Mário de Almeida Franco (Uberaba) e Mário Ribeiro (Montes Claros), ambos em Minas Gerais.
Outros terminais

A lista inclui, ainda, os aeroportos Val-de-Cans (Belém), Maestro Wilson Fonseca (Santarém), João Correa da Rocha (Marabá), Carajás (Parauapebas), Altamira (em Altamira), no Pará; os de Corumbá, Ponta Porã, e de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e o Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá (AP).

O Amazonas é o estado com maior número de aeroportos incluídos na lista: os de Parintins, Carauari, Coari, Eirunepé, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués.

O decreto qualifica também trechos das BRs 414, 080, 101, 116, 465, 493, 040, 495 em Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo; e inclui no Programa Nacional de Desestatização trechos das BRs 163 (MT), 230 (PA) e 040 (RJ).

Já no setor portuário, os empreendimentos qualificados no âmbito do PPI são os terminais PEL01 (no Porto de Pelotas, no Rio Grande do Sul); VDC10A (no Porto do Vila do Conde, Pará); MAC14 (no Porto do Maceió, Alagoas); SUA07, (no Porto de Suape, Pernambuco); e STS11 (no Porto de Santos, São Paulo). Completam a lista a Companhia das Docas do Estado da Bahia; e os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, na Bahia.

Menos

Brasileiros estimam inflação de 5,3% nos próximos 12 meses

Ler Notícia

Agência Brasil - DF   24/02/2021

Consumidores brasileiros acreditam que a inflação oficial do país ficará em 5,3% nos próximos 12 meses. O resultado da pesquisa, realizada este mês pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou acima das expectativas de inflação de janeiro deste ano, que era de 5,2%, e de fevereiro de 2020, que era de 5%.

O estudo é feito com base em entrevistas com consumidores em sete das principais capitais brasileiras. A eles é feita a seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação nos próximos 12 meses?

“O aumento da expectativa mediana da inflação dos consumidores para os próximos 12 meses tem sido influenciado pelo movimento de alta de alimentos e bebidas, produtos com elevada participação na cesta de consumo dos indivíduos. A sustentação dos preços, apesar da fraca atividade econômica, está associada à concessão de auxílios emergenciais e aos aumentos das commodities”, disse hoje (23), no Rio de Janeiro,  Viviane Seda Bittencourt,  pesquisadora da FGV.

Em fevereiro, 15,2% dos consumidores estimam taxas abaixo da meta de inflação para 2021 (3,75%), um ponto percentual acima do mês anterior. Por outro lado, a proporção de consumidores que acreditam em taxas acima do limite superior da meta de inflação para 2021 (5,25%) ficou em 27,1%, 2,6 pontos percentuais abaixo do anotado em janeiro.

Menos

Fed vê possibilidade de PIB dos EUA atingir mesmo nível do anterior à pandemia

Ler Notícia

Infomoney - SP   24/02/2021

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou em depoimento no Comitê Bancário do Senado que com a retomada do crescimento nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano pode atingir no primeiro semestre deste ano o mesmo nível registrado antes da pandemia do coronavírus.

Powell evitou fazer comentários sobre o pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão proposto pelo presidente dos EUA, Joe Biden, para reforçar a recuperação do nível de atividade americano. “Não tenho posição. Não é apropriado para o Fed ter posição sobre o pacote fiscal. Não é nosso papel.”

Questionado pelo senador republicano John Kennedy se o déficit publico é importante, Powell destacou que é relevante no longo prazo. “Mas precisamos retornar a esta questão quando o ritmo do PIB voltar a crescer de forma mais rápida do que a dívida pública.”

Jerome Powell apontou que “estamos olhando de forma bem cautelosa se devemos emitir um dólar digital”.

Segundo o presidente do Fed, “o dólar digital pode ajudar na inclusão financeira, mas queremos evitar implicações de desintermediação financeira”.
Inflação

O presidente do Federal Reserve afirmou ainda que “a tendência é de que serão mantidas as expectativas de inflação bem ancoradas como ocorre há 25 anos” nos EUA.

Ele ressaltou que o risco para os índices de preços é “de ir para baixo” no longo prazo.

Powell ressaltou que os bancos americanos estão bem capitalizados e não foram afetados pela crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Menos

Ipea aumenta expectativa de inflação

Ler Notícia

Correio Braziliense - DF   24/02/2021

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou para 3,7% a previsão da inflação brasileira para 2021, de acordo com a Nota de Conjuntura divulgada ontem. Na última publicação, em dezembro de 2020, o instituto projetava uma taxa de 3,5%. Segundo especialistas, o aumento é motivado pela inflação corrente um pouco mais elevada, estabilização das cotações internacionais de commodities em nível acima do projetado anteriormente, e taxa de câmbio média mais alta que estimada em dezembro.

Com base nesses fatores, o documento do Ipea explica que tanto a projeção de inflação de alimentos no domicílio quanto a dos demais bens livres foram revisadas para cima. No caso dos alimentos, a alta projetada passou de 3,0% para 4,4%, enquanto a variação dos demais bens livres avançou de 2,7% para 3,0%.

Em relação aos serviços livres, apenas as expectativas de inflação da educação não recuaram. No geral, no setor de serviços livres, as taxas passaram de 4,0% para 3,6% devido à desaceleração da demanda observada desde o fim do ano passado. “Nota-se, entretanto, que, apesar da redução das projeções de inflação, esse segmento deve encerrar o ano com uma variação acima da observada em 2020 (1,8%), constituindo-se no principal fator de alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2021”, diz o estudo.

Os preços administrados, que incluem as tarifas da energia elétrica e dos combustíveis, também devem exercer uma pressão maior sobre a inflação durante o ano. De acordo com a previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac), do Ipea, a alta projetada para esse grupo de preços é de 4,4%. Em dezembro, essa projeção era de 4,0%.

Além disso, a nota também informa que as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sinalizam uma desaceleração em 2021, comparativamente a 2020. “O INPC deve encerrar o ano com variação de 3,4%, sendo pressionado, sobretudo, pelos preços administrados (4,8%), em especial, energia elétrica e transporte público. No caso dos alimentos no domicílio, grupo de grande peso na constituição do INPC, a previsão para o ano é de alta de 4,7% — bem abaixo da observada no ano passado (18,9%)”, explica trecho do estudo.

Menos

Copom pode ser forçado a elevar a Selic para bem além de 4,0% no fim do ano

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   24/02/2021

A alta de juros já na próxima reunião do Copom, marcada para 16 e 17 de março, tornou-se inadiável, sob o risco de o mercado avaliar que o Banco Central está perigosamente “atrás da curva”, o que poderá forçar um aperto monetário total muito maior do que se o BC tivesse uma postura proativa.

Se nas últimas semanas os argumentos para a elevação de juros pelo Copom em março eram fortes o suficiente, agora o ambiente político e macroeconômico deixou irresistível a pressão para a alta imediata da taxa Selic, atualmente em 2,0%.

Isso muito em razão da turbulência recente nos preços dos ativos, gerada pela interferência do presidente Jair Bolsonaro na Petrobrás e também pelo texto proposto para a PEC emergencial, que autoriza a concessão do auxílio emergencial sem uma contrapartida imediata de medidas para compensar esse gasto.

Na segunda-feira, quando o nervosismo dos investidores bateu seu auge, o dólar chegou a ultrapassar R$ 5,53. Na última reunião do Copom, no dia 20 de janeiro, a moeda americana fechou um pouco acima de R$ 5,31.

Na virada do ano, a avaliação do Copom era de que o ambiente externo mais favorável poderia levar a uma desvalorização do dólar, para mais próximo de R$ 5,00, o que ajudaria a reverter em parte o choque observado nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Mas o dólar está mais perto de R$ 5,50.

Não à toa o salto das expectativas inflacionárias para 2021. Na mais recente pesquisa Focus, a mediana das projeções para o IPCA neste ano passou de 3,62% para 3,82%, acima da meta de inflação, de 3,75%. Para 2022, ano considerado pelo Copom como horizonte mais relevante para política monetária, os analistas estimam inflação de 3,49%, enquanto a meta é de 3,50%.

Outro fator preponderante para a decisão do Copom é quanto à trajetória fiscal. Em relação ao auxílio emergencial, o governo trabalha para que o custo total não ultrapasse R$ 40 bilhões, com quatro parcelas de R$ 250 a serem pagas em março, abril, maio e junho a até 40 milhões de brasileiros.

A PEC emergencial permitiria o pagamento desse benefício via crédito extraordinário, despesa que ficaria fora do teto de gastos e também da meta de resultado primário, que prevê um rombo fiscal de R$ 247,1 bilhões em 2021. Por outro lado, a PEC deixou para o futuro o acionamento de gatilhos, como o congelamento de salários ou a criação de novas vagas no serviço público.

Assim, de um lado, a concessão do auxílio emergencial geraria um estímulo imediato sobre a demanda, podendo causar pressão sobre os preços. De outro, como o desenho da PEC prevê que as medidas de ajuste sejam acionadas apenas no futuro e a despesa adicional ficaria fora do teto de gastos, essa situação certamente poderia ser descrita pelo Copom como quebra do regime fiscal.

Até há pouco tempo o Copom dizia que, se o regime fiscal fosse alterado, as expectativas inflacionárias seriam afetadas, levando à alta dos juros. Se o regime fiscal era não ter despesas além do teto de gastos, com a PEC emergencial essa condição já não existe mais.

Assim, o Copom deveria antecipar o início do ciclo de alta de juros para março e começar o aperto com elevação de 0,50 ponto porcentual. Se pecar pela cautela, adiando o início do ciclo de alta de juros, o Copom corre o risco de ter de elevar a Selic para um patamar maior do que o esperado hoje. Na pesquisa Focus, os analistas projetam Selic a 4,0% no fim deste ano.

Se o mercado considerar que o BC está atrasado, mantendo um elevado grau de estímulo monetário quando as condições não mais o permitem, o Copom poderá ser forçado a elevar a Selic para bem além de 4,0% no fim do ano.

Basta lembrar o que aconteceu quando Alexandre Tombini comandava o BC durante o governo Dilma Rousseff: após ter cortado a Selic para a mínima histórica até então, a 7,25%, o BC demorou para elevar os juros quando a pressão inflacionária já era forte e o mercado percebia o BC como atrás da curva e tendo uma postura reativa e não proativa. Onde foi parar a Selic? 14,25%. É bom não repetir o passado.

Menos

MINERAÇÃO

Negado seguimento à ação em que atingidos questionavam acordo sobre desastre de Brumadinho

Ler Notícia

Supremo Tribunal Federal - DF   24/02/2021

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (julgou inviável) à ação em que entidades ligadas às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale S/A em Brumadinho (MG) e partidos políticos pediam a suspensão da homologação do acordo judicial de indenização pactuado entre a empresa e o Estado de Minas Gerais. Segundo o ministro, a ADPF só é cabível quando não houver outro meio capaz de sanar a lesão a dispositivo fundamental alegado, o que não é o caso dos autos.

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 790, as partes afirmaram que o acordo judicial teria sido conduzido de forma inadequada, sem a participação dos diretamente interessados, em descumprimento a preceitos fundamentais previstos na Constituição Federal.

O ministro explicou que a admissão da ADPF implicaria, em última análise, queimar etapas em relação a processos em curso. Segundo ele, se houver eventual pronunciamento jurisdicional contrário à ordem jurídica, a Presidência do Supremo poderá ser instada a suspender a determinação judicial, no âmbito do sistema de cautelas e contracautelas típico do devido processo legal.

Menos

Vale retira nível de emergência de barragem em Minas Gerais

Ler Notícia

Agência Brasil - DF   24/02/2021

A mineradora Vale anunciou nesta terça-feira (23) a retirada do nível de emergência da Barragem Itabiruçu, localizada no Complexo de Itabira, em Minas Gerais. A medida é parte do plano de retomada de produção de minério de ferro.

Segundo a empresa, a medida foi tomada após “profunda análise” das caraterísticas geotécnicas da barragem. “A partir deste momento, a barragem está desinterditada e dentro dos parâmetros legais de segurança”, disse a companhia, em nota à imprensa.
Barragem

A disposição de rejeitos na Barragem Itabiruçu foi suspensa temporariamente pela Vale em outubro de 2019, seguindo avaliação da própria empresa e de órgãos de fiscalização externos. Durante a paralisação, a barragem adotou o protocolo de emergência em Nível 1, em linha com recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM). O protocolo em Nível 1 não requer evacuação da população a jusante. “Ao longo desde período, permaneceu válida a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE)”, informou a mineradora.

A retirada do nível de emergência ocorreu depois de extensa campanha de investigação geotécnica da estrutura, que durou cerca de um ano. Nesse período, com apoio de empresas especializadas, como o Engineer of Record (EoR), foram efetuados diversos estudos de fundação, geologia, método construtivo, entre outras áreas, que indicaram, com maior precisão, as condições atuais da barragem. Todo o trabalho foi acompanhado pela assessoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e validado pela ANM.
Itabira

A Vale informou ainda que, em 2020, foram produzidas 23,9 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro no complexo de Itabira, bem abaixo dos 40 milhões de toneladas por ano (Mpta) de capacidade potencial do complexo. Segundo a empresa, estão sendo feitas investigações geotécnicas complementares para determinar as medidas de engenharia necessárias à continuidade das obras de alteamento da barragem. Tais obras vão aumentar a flexibilidade operacional do complexo, enquanto os projetos de filtragem de rejeitos como solução definitiva para o complexo vão sendo implementados, com expectativa de conclusão em 2022.

De acordo com a companhia, “a adequação da segurança da barragem Itabiruçu reforça o compromisso da Vale em ser uma das mineradoras mais seguras do mundo, e é mais um passo importante na retomada dos 400 Mtpa de capacidade de produção de minério de ferro no final de 2022”, concluiu a nota.

Menos

BNDES vende todas as suas ações da Vale em operações que somam R$ 10 bilhões

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   24/02/2021

Em mais um passo da saída do setor público da Vale, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) zerou sua participação acionária na mineradora, em operações ao longo das últimas semanas em operações em Bolsa de Valores, que somaram mais de R$ 10 bilhões. Agora, a única presença do banco de fomento da mineradora é por meio de títulos que foram originados com a privatização. O banco tem mais R$ 6 bilhões dessas debêntures participativas nos direitos minerais da empresa, venda que está próxima de ser realizada.

O BNDES conseguiu aproveitar a ação da Vale nas máximas históricas, o que veio com a alta do preço do minério de ferro, na esteira do salto dos valores das commodities. Em um ano, o valor da ação da mineradora praticamente dobrou. A Vale é hoje a empresa mais valiosa da Bolsa brasileira, valendo mais de R$ 500 bilhões.

O governo federal ainda tem participação indireta na Vale por meio dos fundos de pensão Previ (funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa Econômica Federal). Somente a Previ possui um pouco mais de 10% de participação na mineradora.

Na semana passada o BNDES já havia vendido parte de sua participação na Klabin, em uma operação na casa de R$ 600 milhões. Com essas duas vendas em 2021, a instituição financeira já reduziu sua carteira de renda variável em aproximadamente R$ 60 bilhões em um pouco mais de um ano.

Uma fonte disse que, além do enxugamento da carteira em si, a estratégia do BNDES tem sido de sair das grandes empresas para investir em menores, além de reduzir seu portfólio de empresas com alta pegada de carbono. “Sair de ativo com alta pegada de carbono e risco ambiental para carteira com mais impacto”, destacou.

Há um ano o banco vendeu suas ações com direito a voto (ordinárias) na Petrobrás e colocou R$ 22 bilhões no caixa. No entanto, anda detém uma fatia das ações sem direito a voto (preferenciais) na estatal, ativo que perdeu muito valor desde a última sexta-feira por causa da interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da empresa.

Ainda na carteira de renda variável, além dessa participação da Petrobrás, cuja saída deverá aguardar melhora nos preços, o BNDES deverá vender sua participação no frigorífico JBS, o restante de suas ações na Klabin e Copel, além de sua fatia na Eletrobrás.

Procurado, o BNDES não comentou.

Menos

Máquinas e Equipamentos

Indústria mundial de mquinas mostra forte recuperação

Ler Notícia

Construção Latino-americana - SP   24/02/2021

Os lucros e receitas de um grupo de 20 dos mais importantes fabricantes de equipamentos de construção indicam uma recuperação robusta do mercado global, de acordo com a companhia especialista de dados deste mercado, a Off-Highway Research.
Chris Sleight

As receitas do quarto trimestre do ano passado chegaram a US$ 35,2 bilhões. Isto representou 10% a mais em relação ao terceiro trimestre de 2020, e um aumento de 17% diante do segundo trimestre, que foi o ponto baixo do ano. O dado para o quarto trimestre de 2020 foi apenas 5% menor que no mesmo período de 2019.

O diretor gerente da Off-Highway Research, Chris Sleight, disse que “a recuperação na segunda metade do ano foi significativa. A demanda por equipamentos não apenas voltou com força, mas com US$ 35 bilhões no quarto trimestre as receitas do setor atingem um nível historicamente alto”.
Situação historicamente positiva na indústria de máquinas para construção no quarto trimestre de 2020.

Além de haver crescimento nas receitas, a lucratividade do setor também cresceu no final de 2020. A média de margens operacionais para fabricantes de equipamentos foi de 10% no quarto trimestre, contra 8,5% no terceiro trimestre e 7,4% no segundo.

Sleight comenta que “embora uma ou duas companhias tenham gerado perdas em momentos do ano passado, a lucratividade geral da indústria se manteve bem e se recuperou na segunda metade do ano. Nos melhores momentos do ciclo da indústria, as margens alcançam entre 12% e 14%, enquanto nos momentos de baixa esta situação muda para margens de um dígito, com prejuízos trimestrais ocasionais. Considerando os profundos impactos da covid-19, a indústria de equipamentos se mostrou muito forte”.

Previsão

“São poucas as empresas que revelam dados de sua carteira de pedidos ou sua tomada de pedidos, mas que o fazem mostraram números impressionantes. A entrada de pedidos no quarto trimestre foi a mais alta que vimos em todo o ciclo de alta que já dura sete anos, inclusive mais alta que o bom momento de 2016-2017. Esteve 24% acima do quarto trimestre de 2019”, disse Sleight.

Ele afirma que em geral o primeiro trimestre de um ano supera o resultado do quarto trimestre do ano anterior, e que pelos poucos números de pedidos que se podem analisar, a expectativa é de que este ano esta condição se repetirá.

O relatório sobre o mercado mundial da Off-Highway Research está em offhighwaybriefing.com e será tema de um webinar promovido pela empresa em 30 de março.

As empresas que tiveram dados analisados no citado relatório são: Caterpillar, CNH Industrial (construction), Doosan Infracore, Epiroc, Haulotte, Hitachi Construction Machinery, Hyundai Construction Equipment, JLG, John Deere Construction & Forestry, Kobelco Construction Machinery, Komatsu, Kubota Construction Machinery, Manitou, Manitowoc, Metso Outotec, Sandvik Mining and Rock Technology, Sumitomo Heavy Industries Construction Machinery, Tadano, Takeuchi, Terex e Volvo Construction Equipment.

Menos

FERROVIÁRIO

Indígenas cobram no TCU consulta prévia em projeto de concessão da Ferrogrão

Ler Notícia

G1 - RJ   24/02/2021

Uma delegação de indígenas Kayapó e Munduruku entregou, nesta terça-feira (23), uma carta ao Tribunal de Contas da União (TCU), no Distrito Federal, em que pede para os povos serem consultados pelo governo federal sobre a concessão à iniciativa privada da construção da ferrovia Ferrogrão. O trecho cortará os estados do Pará ao Mato Grosso.

O projeto já foi alvo de uma representação do Ministério Público Federal (MPF), assinada por 14 procuradores e cinco organizações indígenas e da sociedade civil e protocolada em outubro de 2020. O documento alegou irregularidades na ação e pediu que o processo de concessão seja suspenso até que seja realizada a consulta prévia. O G1 aguarda um posicionamento do TCU.

Na carta entregue no gabinete do ministro Aroldo Cedraz – relator do processo da representação e da desestatização que envolvem a ferrovia – os povos indígenas pediram a participação das etnias nos projetos de infraestrutura desde a fase de planejamento.

"Os projetos de infraestrutura do governo têm que cumprir com o direito de consulta dos povos indígenas desde a fase de planejamento e, não, depois da licitação dos projetos, ou apenas no contexto do licenciamento ambiental para discutir medidas de mitigação e compensação", diz o documento.

A delegação também defende que os indígenas sejam consultados sobre detalhes que envolvem a concessão, como, por exemplo, a viabilidade econômica, social e ambiental. Além disso, o grupo argumenta que a construção da ferrovia afeta diretamente seus territórios.

Em agosto do ano passado, indígenas interditaram a BR-163, no Pará, e fizeram mobilização contra a Ferrogrão

"Nós temos o direito de sermos consultados sobre o projeto da Ferrogrão, sobre sua viabilidade econômica, social e ambiental, antes de sua licitação e de seu licenciamento ambiental. Os impactos dessa ferrovia e das demais obras a ela associadas envolvem impactos regionais que afetam nossos territórios, florestas, rios e, portanto, nossa própria forma de viver. O governo ainda não cumpriu com sua obrigação de demarcação e homologação de nossos territórios", diz a carta.

O documento foi assinado por Alessandra Korap Munduruku, Beka Munduruku, Doto Takak-Ire, Relacões Públicas do Instituto Kabu e liderança Kayapó e Mydjere Kayapó, Vice-Presidente do Instituto Kabu.

Promessa

A carta diz ainda que o Executivo federal chegou a prometer, em 2017, que ouviria os povos indígenas antes que o assunto fosse para o Tribunal de Contas da União. "O próprio governo já reconheceu sua obrigação de nos consultar e fez a promessa em 2017 de que só enviaria o processo da Ferrogrão para o TCU somente depois de nos consultar", diz a carta.

Alessandra Korap Munduruku conta que viajou 400 quilômetros até Santarém (PA) e depois até Brasília para entregar a carta ao ministro do TCU. Ela diz que, devido à pandemia, foi escolhida para representar alguns caciques.

"A gente teve várias conversas com alguns caciques e eu fui escolhida para representar eles, porque estamos com a pandemia a gente não pode vir aqui sabendo da situação da Covid-19. A ferrovia vai trazer um impacto muito grande", disse.

"Não existe consulta nenhuma nas terras indígenas no momento da pandemia. Até porque estamos em pandemia, a gente está em isolamento, nenhum governo pode fazer consulta nesse momento", disse.

"Já perdemos parentes, já perdemos idosos, não é momento do governo decidir a nossa vida dentro do território."

Representação

Na representação, o MPF alegou que o governo selecionou um único interlocutor para falar sobre os povos indígenas afetados pela obra e que a reunião isolada não configura consulta prévia. Na ocasião, o Ministério da Economia disse, em nota, que os contato com os indígenas foi realizado seguindo rigorosamente a legislação vigente e o protocolo do povo Munduruku.

O assunto seria analisado pelo TCU nesta terça-feira (23), no entanto, os indígenas enviaram uma petição solicitando a retirada do tema da pauta até que eles fossem ouvidos.

Segundo o documento apresentado pelo MPF, a ferrovia tem potencial impacto sobre 48 territórios de povos indígenas, entre eles: o conjunto de terras do povo Munduruku nas regiões do médio e Alto Tapajós; sobre as terras dos povos Panará e Kayapó, no sudoeste do Pará; e sobre seis terras indígenas no Mato Grosso, incluindo áreas de povos isolados e o Território Indígena do Xingu.

Menos

NAVAL

Porto de Imbituba tem nova diretoria executiva

Ler Notícia

Portal Fator Brasil - RJ   24/02/2021

O conselho de administração da SCPAR Porto de Imbituba, administradora do porto público localizado no Sul de Santa Catarina, aprovou não dia 18 de fevereiro (quinta-feira), a nova composição da diretoria executiva da Autoridade Portuária. Fábio dos Santos Riera assume o cargo de diretor-presidente, acumulando com a Diretoria de Infraestrutura e Logística. À frente da diretoria Administrativa e Financeira, passa a fazer parte da equipe o contador Fabrício Santos Debortoli, profissional com larga experiência em cargos executivos e conselhos de governança de grandes empresas.

Em reunião mensal do conselho interno de gestão da Autoridade Portuária, realizada na manhã do dia 19 de fevereiro (sexta-feira), o diretor-presidente Riera aproveitou a oportunidade para apresentar inicialmente o novo diretor aos colaboradores participantes. Debortoli agradeceu a acolhida e informou que seu objetivo é agregar valor, experiência de mercado e auxiliar na governança. Também se colocou totalmente à disposição do corpo técnico da companhia.

Diretor-presidente: Fábio Riera, que atua na diretoria de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba desde julho de 2020. Tem uma trajetória de aproximadamente 30 anos de serviços como oficial da Marinha do Brasil (MB). Tripulou diversas embarcações da MB e da Marinha Mercante, e foi também representante da Autoridade Marítima na Capitania dos Portos em Macaé (RJ). Comandante Riera é mestre em ciências navais, tem MBA em shipping e especialização em gestão empresarial. Além da grande experiência em navegação marítima e fluvial, possui competências em administração e gerenciamento de empresas, manutenção de embarcações, controle operacional de embarcações, inspeções de Port/Flag State Control, GINSP Petrobras, Anvisa e auditorias em ISM/ISPS CODE.

Diretor administrativo e financeiro: Fabrício Debortoli, Fabrício é graduado em Ciências Contábeis e especializado em análise tributária. Tem mais de 15 anos de carreira na área financeira, dentro dos setores Elétrico, Petroquímico e de Óleo/Gás. Foi executivo nas empresas Celesc, Videolar, Innova e Gaspart Participações. Também integrou conselhos fiscais e/ou de administração da Celesc, Casan, Eternit, G20 Participações e como suplente na Petrobrás. Atualmente, é conselheiro fiscal na Usiminas e conselheiro de administração na Celesc.

Menos

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP