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23 de Junho de 2022

INDA

Portal Fator Brasil - RJ   23/06/2022

Em mais uma divulgação de dados sobre o mercado de aço no balanço mensal do Instituto dos Distribuidores de Aço (Inda), no dia 21 de junho (terça-feira), destaques para os setores de Compras — As compras do mês de maio registraram alta de 46,6% perante a abril, com volume total de 366,7 mil toneladas contra 250,1 mil. Frente a maio do ano passado (345,6 mil toneladas), apresentou alta de 6,1%.

Vendas — As vendas de aços planos em maio contabilizaram alta de 3,1% quando comparada a abril, atingindo o montante de 312 mil toneladas contra 302,7 mil. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 320,3 mil toneladas, registrou queda de 2,6%.

Estoques — Em número absoluto, o estoque de maio obteve alta de 7,6% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 776,4 mil toneladas contra 721,8 mil. O giro de estoque fechou em 2,5 meses.

Importações (Chapas Grossas, Laminados a Quente, Laminados a Frio, Chapas Zincadas a Quente, Chapas Eletro- Galvanizadas, Chapas Pré-Pintadas e Galvalume) — As importações encerraram o mês de maio com alta de 28,1% em relação ao mês anterior, com volume total de 140,6 mil toneladas contra 109,8 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (189,0 mil toneladas), as importações registraram queda de 25,6%.

Projeções — Para junho de 2022, a expectativa da rede associada é de que as compras tenham uma queda de 10% e as vendas uma queda de 5% em relação ao mês de maio — prevê o Instituto dos Distribuidores de Aço.

SIDERURGIA

Valor - SP   23/06/2022

China reporta volume de 96,6 milhões de toneladas, recuo também de 3,5% ante maio de 2021, e pesa no resultado das 64 nações que fornecem informações à entidade

A produção mundial de aço bruto em maio registrou queda de 3,5% ante o volume do mesmo mês de 2021, com 169,5 milhões de toneladas, reportou nesta quarta-feira (22) a World Steel Association (Worldsteel), sediada em Bruxelas, Bélgica. O desempenho retrata continuidade do freio na China e desaceleração em outros nações grandes produtoras.

De janeiro a maio, o volume total atingiu 791,8 milhões de toneladas — menos 6,3% sobre igual período do ano passado.

Os dados referem-se à produção de 64 países que fornecem informações à Worldsteel e que no ano passado responderam por 98% do volume de aço fabricado no mundo.

Mais uma vez, a siderurgia chinesa puxou para baixo o desempenho do setor no mundo, pois responde por mais da metade do volume global na fabricação de aço. O país reportou volume de 96,6 milhões de toneladas, recuo de 3,5% ante maio de 2021.

No volume acumulado de janeiro a maio, a produção da China registra queda superior — de 8,7% —, ante mesmo período do ano passado. A indústria local fez 435 milhões de toneladas no período.

Desde meados de 2021, por restrições ambientais e freio na economia definidos pelo governo central chinês, os grandes polos do aço na China vêm produzindo menos, com oferta calibrada para mercado interno e alguma fatia para exportação.

Entre os demais importantes produtores de aço no mundo, conforme a Worldsteel, apenas a Índia, segunda nação no ranking global, registrou crescimento, comparado com um ano atrás — de 17,3%.

O Japão informou queda de 4,2%, Estados Unidos, de 2,6%; Coreia do Sul, 1,4%; Alemanha, 11,5%; Turquia, 1,4%; e Brasil, 4,9%.

Para Rússia, que trava uma guerra contra a Ucrânia desde 25 de fevereiro e sofreu diversas sanções econômicas do Ocidente, a Worldsteel estima produção de 6,4 milhões de toneladas em maio, com decréscimo de 1,4% na comparação anual.

A produção brasileira de aço bruto, de janeiro a maio, teve uma queda de 2,2% ao se comparar com 2021, somando 14,5 milhões de toneladas. Em maio foram produzidas 3 milhões de toneladas, informou a entidade empresarial do setor.

— Foto: Pixabay

Brasil Mineral - SP   23/06/2022

O estudo está sendo realizado pelo Grupo de Estudos Sobre Fratura de Materiais (GEsFraM), dentro do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais.

A Gerdau e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) assinaram acordo técnico-científico para desenvolver uma linha de pesquisa de aços ultra resistentes de alta performance. O estudo está sendo realizado pelo Grupo de Estudos Sobre Fratura de Materiais (GEsFraM), dentro do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (DEMET) da Escola de Minas da UFOP. Os pesquisadores do GEsFraM dão apoio no desenvolvimento de produto e processo junto à Gerdau, tendo como foco principal o estudo da transformação bainítica, constituinte do aço que atribui ao material tenacidade e resistência mecânica, permitindo força e flexibilidade ao mesmo tempo. “A ideia é fazermos um intercâmbio entre as demandas da usina e o conhecimento da UFOP para a obtenção de um produto diferenciado. A partir dos resultados, pretendemos abrir frente para a aplicação do aço bainítico em outros setores, como a indústrias naval, eólica, por exemplo”, disse Ricardo José de Faria, Especialista de Produtos da Gerdau em Ouro Branco.

As linhas de pesquisa aplicadas em produtos de alta performance fazem parte da estratégia de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Gerdau. Além de criar parceria entra a empresa e academia, as pesquisas buscam soluções para o mercado e para formação de acadêmicos e futuros profissionais para indústria. “Dessa, forma, podemos contribuir juntos no desenvolvimento de materiais fundamentais para o crescimento da infraestrutura do país”, pontua o assessor.

ECONOMIA

Exame - SP   23/06/2022

O dólar tem espaço para subir até 5% a mais contra outras moedas fortes caso as condições financeiras se apertem o suficiente com os aumentos de juros do Federal Reserve (Fed, banco central americano). A avaliação é do estrategista do Standard Chartered Steve Englander.

O Bloomberg dollar index, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos, subiu mais de 10% nos últimos 12 meses e é negociado perto de seu nível mais forte desde o início de 2020.  De acordo com o chefe de pesquisa de câmbio e estratégia macro do banco, o índice esteve “fortemente ligado” às condições financeiras no ano passado, o que pode indicar um cenário preocupante para os próximos meses.

A alta recente do dólar ocorreu em meio a um aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que foi alimentado por uma combinação de temores e expectativas de inflação e da provável resposta do Fed a isso. O aumento de juros e as expectativas mais pessimistas de crescimento econômico também prejudicaram ativos mais arriscados e aumentaram o apelo de refúgios como o dólar.

“A correlação entre condições financeiras, preços das ações e o dólar é mais provável porque os preços das ações, os outros fatores das condições financeiras e o dólar estão respondendo às mesmas expectativas de política econômica e monetária”, disse Englander. “Supomos que essa relação estreita continuará neste ciclo. Mesmo que não seja provável que se mantenha por longos períodos, parece uma suposição razoável como linha de base para os próximos meses”.

O salto no índice do dólar da Bloomberg desde julho passado foi acompanhado por um aperto de 2,5 pontos no índice de condições financeiras da Bloomberg, segundo Englander. Ele avalia que outro movimento de 1,2 ponto no indicador de condições financeiras, que levaria o índice aos níveis mais apertados desde 1998, se traduziria em mais 5% de valorização do dólar.

Essa visão se baseia na suposição de que as condições financeiras continuarão a ficar mais restritivas. Se o mercado e o Fed estiverem subestimando o impulso de queda para a economia e houver uma flexibilização inesperada nas condições financeiras, então o dólar poderia, na opinião de Englander, cair 5% – ou mais se a queda for exacerbada pelo posicionamento do mercado.

O Estado de S.Paulo - SP   23/06/2022

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, disse nesta quarta-feira, 22, que a instituição está fortemente comprometida a reduzir a inflação doméstica e atuando rapidamente para garantir que isso se concretize.

Em discurso introdutório de seu testemunho no Senado norte-americano, Powell afirmou que o Fed dispõe de instrumentos e vontade para restaurar a estabilidade dos preços nos EUA, que estão nos maiores patamares em cerca de quatro décadas.

Segundo Powell, dados referentes a maio sugerem que o núcleo da inflação - que desconsidera preços de energia e alimentos - manteve o mesmo ritmo ou desacelerou um pouco.

Ele também ponderou que o salto nos preços das commodities, motivado pela guerra na Ucrânia, é um fator de pressão extra para a inflação.

Dados também indicam que o Produto Interno Bruto dos EUA cresceu neste segundo trimestre, com o consumo se mantendo forte, acrescentou Powell.

Ainda no discurso, Powell disse que a demanda agregada está forte, mas ressaltou que os problemas na oferta são maiores e mais duradouros.
Fôlego

O presidente do Fed afirmou também que o aperto nas condições financeiras em andamento nos Estados Unidos "deve continuar a tirar fôlego do crescimento e a ajudar a equilibrar melhor a demanda e a oferta". Durante discurso inicial em sessão de comitê do Senado, a autoridade comentou também, porém, que os lockdowns na China, a fim de conter a covid-19, devem exacerbar problemas atuais nas cadeias de produção globais.

Powell disse que as condições financeiras agora estão "bem mais apertadas", com as decisões já tomadas pelo Fed de subir os juros e a expectativa do mercado de que o BC seguirá nesse rumo.

Segundo ele, o comando do Fed antecipa que as altas de juros em andamento "serão apropriadas". E lembrou que, em maio, foi anunciado o plano para reduzir o balanço, já iniciado.

Nos próximos meses, segundo Powell, o Fed estará atento a evidências de que a inflação perde força, consistente com o retorno para a meta de 2% adiante. "O ritmo dessas mudanças para cima nos juros continuará a depender dos dados por vir e da perspectiva em andamento para a economia", ressaltou. "Nós faremos nossas decisões reunião a reunião, e continuaremos a comunicar nossas reflexões o mais claramente possível", garantiu, enfatizando o objetivo de levar a inflação à meta e manter as expectativas de inflação no mais longo prazo "bem ancoradas".

Powell admitiu que o "ambiente incerto" atual pode fazer com que a economia tome "rumos inesperados". A inflação "obviamente surpreendeu para cima ao longo do último ano, e mais surpresas podem ocorrer", advertiu, ressaltando a disposição dos dirigentes de responder aos próximos dados e à perspectiva. Ainda segundo ele, a economia norte-americana "está muito forte e bem posicionada para lidar com a política monetária mais apertada".

O Estado de S.Paulo - SP   23/06/2022

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica no Brasil tiveram aumento de 26,75% nos últimos 12 meses até maio e subiram mais do que o dobro da inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 11,73% no mesmo período. O resultado é um retrato de como a inflação tem elevado o custo de itens essenciais e prejudicado o orçamento das famílias, especialmente as mais pobres.

Os dados fazem parte de estudo liderado pelo economista Jackson Teixeira Bittencourt, coordenador do curso de Ciências Econômicas PUC-PR, que desenvolveu o Índice de Inflação da Cesta Básica.

O indicador mede a evolução dos preços de 13 alimentos essenciais que fazem parte do consumo mensal dos brasileiros: arroz, feijão, farinha, batata inglesa, tomate, açúcar cristal, banana prata, contrafilé, leite longa vida, pão francês, óleo de soja, margarina e café em pó.

Somente no mês de maio, a alta da cesta básica foi de 0,71% sobre abril e também ficou acima do resultado do IPCA para o mês, que teve alta de 0,47%.

“Quando a gente fez um recorte para a cesta básica, percebemos que a inflação é muito maior nesses itens”, diz Bittencourt. O economista cita como exemplo o café em pó e o tomate, que são os produtos que tiveram o maior aumento nos últimos 12 meses, com altas de 67,01% e 55,62% cada.

O economista explica que o resultado do índice é diferente do IPCA porque considera uma quantidade bem menor de produtos – apenas os essenciais para o dia a dia da alimentação da população brasileira.

“O IPCA é dividido em nove grupos. O próprio IBGE pega todos os itens que pesquisa – mais de 300 – e separa em grandes lotes. Por exemplo, alimentação e bebidas, transportes, despesas pessoais… Tem nove grandes grupos”, ressaltou.

Para chegar aos números, o grupo levou em conta as despesas de consumo das famílias nas áreas urbanas, com renda de 1 a 40 salários mínimos, e analisou as variações mensais e o acumulado de 12 meses dos preços dos produtos.
Impactos para a população

Além de ser um problema para o orçamento das famílias, a inflação também afeta a economia brasileira porque reduz a renda disponível para o consumo. Para Bittencourt, o país vive um processo de “empobrecimento”.

“O poder de compra está diminuindo e as famílias ficando mais pobres – não só a classe D, mas também a C. Além disso, o desemprego vai continuar alto nesse patamar de 11,5% a 12%”, afirmou.

Segundo o professor, diversos fatores levaram ao aumento dos preços, entre eles, a Guerra da Ucrânia, o aumento da gasolina e do diesel, a pandemia de covid-19 e os eventos climáticos extremos, que prejudicaram as safras e as colheitas.

“O preço está alto no mundo inteiro, mas a nossa inflação é superior à que a gente vê em outros territórios”, disse o economista. “A gente está entrando no inverno. Se tivermos temperaturas negativas, como no outono, podemos voltar a ter geadas, e isso castiga as safras, como as de tomate.”

O professor destaca também a omissão no combate à inflação por parte do governo federal, que tem adotado medidas de estímulo ao consumo, o que pode manter a inflação elevada. “Quem está combatendo a inflação no Brasil é só o Banco Central, que está subindo juros, tentando frear a demanda”, afirmou o economista.

Monitor Digital - RJ   23/06/2022

O presidente do Federal Reserve (Fed) dos EUA, Jerome Powell, manteve nesta quarta-feira seu discurso dúbio sobre a elevação dos juros, inflação e recessão. Powell disse, no Senado, que o banco central está tentando reduzir a inflação sem causar muitos danos, mas os aumentos agressivos das taxas do Fed podem levar a economia dos EUA à recessão.

“Meus colegas e eu estamos cientes de que a alta inflação impõe dificuldades significativas, especialmente para aqueles menos capazes de arcar com os custos mais altos de bens essenciais como alimentação, moradia e transporte”, disse o presidente do Fed, observando que o banco central está altamente atento aos riscos de inflação alta.

A senadora democrata Elizabeth Warren argumentou que aumentos agressivos de juros fariam pouco para aliviar os choques de oferta que elevaram o preço do gás e dos alimentos, mas poderiam levar a um aumento significativo nas demissões.

“Sabe o que é pior do que inflação alta e desemprego baixo? É inflação alta e recessão com milhões de pessoas desempregadas”, disse Warren ao questionar Powell. “E eu espero que você reconsidere isso ao levar esta economia a um precipício.”

Powell, no entanto, disse que acha “que é absolutamente essencial restaurar a estabilidade de preços, realmente para o benefício do mercado de trabalho, tanto quanto qualquer outra coisa”. Quando perguntado se o aumento excessivo e rápido das taxas de juros poderia levar a economia a uma recessão, o presidente do Fed disse que é uma possibilidade. “Não é o nosso resultado pretendido, mas é certamente uma possibilidade.” “Não estamos tentando provocar e não achamos que precisaremos provocar uma recessão”, acrescentou.

Apesar do otimismo, um número crescente de economistas e analistas está preocupado que a postura mais agressiva do Fed possa mergulhar a economia dos EUA em uma recessão. Economistas recentemente consultados pelo The Wall Street Journal aumentaram drasticamente a probabilidade de recessão, agora colocando-a em 44% nos próximos 12 meses, acima dos 28% em abril. A última figura mostra um nível “geralmente visto apenas à beira ou durante as recessões reais”.

De acordo com as estimativas da Bloomberg Economics, uma desaceleração no início de 2024, “quase no radar apenas alguns meses atrás, agora está perto de uma probabilidade de três em quatro”.

MINERAÇÃO

CNN Brasil - SP   23/06/2022

Os contratos futuros de minério de ferro de Dalian caíram nesta quarta-feira (22) para seu menor nível em 16 semanas, enquanto um movimento de vendas (sell-off) foi retomado em Singapura, devido ao aumento das preocupações com excesso de oferta de aço na China.

O contrato de minério de ferro para setembro na bolsa de commodities de Dalian da China encerrou as negociações diurnas em queda de 6%, a 709,50 iuanes (US$ 105,57) a tonelada, estendendo as perdas para a nona sessão consecutiva.

No início do dia, o contrato caiu para 698,50 iuanes, o menor nível desde 1.º de março.

O contrato para julho na Bolsa de Singapura recuou 5,6%, a US$ 108,45 a tonelada, após a sessão anterior ter mostrado uma recuperação de um sell-off de oito sessões.

No mercado spot, o material de referência com teor de 62% de ferro com destino à China foi negociado a US$ 112,50 a tonelada, US$ 5 abaixo do registrado na terça-feira, com base nos dados da consultoria SteelHome.

“Os mercados estão particularmente preocupados que as expectativas de crescimento da demanda ligadas à promessa da China de aumentar o investimento em infraestrutura possam não se materializar, especialmente com a política de zero Covid do país ainda em vigor”, disse o analista do Commonwealth Bank of Australia, Vivek Dhar.

Interrupções na atividade de construção causadas por fortes chuvas em algumas partes da China também levaram ao acúmulo de estoques de aço, levando as siderúrgicas a paralisar os altos-fornos para reduzir as perdas.

IstoÉ Online - SP   23/06/2022

A CSN confirmou nesta quarta-feira que contratou uma assessoria financeira para avaliar oportunidade de aquisição de participação na mineradora Samarco, que está em recuperação judicial, segundo comunicado ao mercado.

A companhia siderúrgica disse que “sempre avalia oportunidades de investimento em linha com sua estratégia de negócio” e reiterou que, no momento, não existe nenhum fato ou documento vinculante que mereça divulgação.

Segundo fonte ouvida pela Reuters, a CSN contratou a RK Partners para elaborar proposta de compra do controle da Samarco. A RK Partners estaria entrando em contato com os donos da Samarco, Vale e BHP, assim como com sindicatos e credores financeiros.

Após a divulgação de notícias sobre o interesse da CSN, Vale e BHP se manifestaram dizendo que a Samarco “não está à venda”. As acionistas da Samarco reafirmaram ainda o apoio ao plano de reestruturação da dívida da empresa protocolado pelos sindicatos de empregados da Samarco e outros credores em 18 de maio.

O Estado de S.Paulo - SP   23/06/2022

A BHP e Vale informaram quarta-feira, 22, que a Samarco não está à venda e reafirmam seu apoio ao plano de reestruturação protocolado pelos sindicatos de empregados da Samarco e outros credores em 18 de maio. "Ambos acionistas estão focados em garantir a sustentabilidade da Samarco e sua responsabilidade com os esforços de reparação, que não são endereçados pelo plano dos credores", dizem as duas empresas.

Nesta quarta-feira, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) esclareceu sobre notícia de que estaria preparando plano para ficar com a Samarco e disse que sempre avalia oportunidades de investimento em linha com sua estratégia de negócio.

Em resposta a questionamento da B3 sobre o tema, a empresa afirmou ainda que contratou a assessoria financeira para avaliar a situação, e as alternativas que eventualmente poderão se apresentar para aquisição de participação na Samarco. A empresa destacou, no entanto, que neste momento não existe nenhum fato ou documento vinculante que mereça divulgação nos termos da legislação em vigor.

Veja - SP   23/06/2022

A CSN confirmou em comunicado que contratou uma assessoria financeira para avaliar a possibilidade de compra da mineradora Samarco, protagonista do desastre ambiental em Mariana (MG) no ano de 2015 e que pertente à Vale (50%) e à BHP Billiton (50%). Segundo os analistas da Genial Investimentos, o bônus de um eventual acordo é um incremento de quase 100% na capacidade de produção de minério de ferro da CSN Mineração, que passaria de 36 milhões de toneladas ao ano para 66,5 milhões de toneladas ao ano caso a Samarco retome a plenitude de sua operação.

O ônus seria uma dívida de 50 bilhões de reais que precisaria ser renegociada com os credores. Uma das possibilidades aventadas pelos credores contempla uma capitalização de 38% da dívida na forma de debêntures, tirando Vale e BHP da gestão da mineradora, tendo como um dos objetivos buscar um investidor estratégico de mineração — possivelmente a CSN. Às 15h50, as ações da CSN e da CSN Mineração recuavam 3,43% e 1,16% em função da desvalorização do minério de ferro na China.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   23/06/2022

Foto:Divulgação

A listagem da icônica fabricante de carros esportivos está prestes a ser uma das maiores aberturas de capital de todos os tempos na Alemanha, podendo movimentar US$ 95 bilhões

A Volkswagen AG prepara a listagem em bolsa de sua icônica fabricante de carros esportivos Porsche ainda este ano, enquanto a maior montadora da Europa procura financiar uma mudança dispendiosa para veículos elétricos.

A VW está avançando com a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) no quarto trimestre porque a Porsche se mostrou resiliente ao longo dos anos às interrupções do mercado, incluindo a recente turbulência na cadeia de suprimentos, disse o diretor financeiro Arno Antlitz nesta quarta-feira na cúpula Futuro das Finanças em Frankfurt.

“Ainda há capital por aí e há muito ceticismo sobre investir em empresas de tecnologia, em novos empreendimentos”, disse ele em entrevista. A Porsche, por outro lado, “é muito sólida”.

A VW está otimista com a listagem, mesmo com IPOs globalmente desacelerados, com a volatilidade do mercado alimentada pela guerra na Ucrânia, taxas de juros crescentes e inflação pesando sobre o apetite ao risco. A ABB Ltd. anunciou na segunda-feira que está adiando a listagem de US$ 750 milhões de seu negócio de carregamento de veículos elétricos até que o mercado melhore.

A listagem da Porsche está prestes a ser um dos maiores IPOs de todos os tempos na Alemanha e pode avaliar o negócio em até 90 bilhões de euros (US$ 95 bilhões), informou a Bloomberg em março, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

Além disso, a montadora alemã está investindo maciçamente no desenvolvimento e produção de veículos elétricos para alcançar a líder do setor Tesla Inc. na Europa. A Volks continua aberta ao IPO de sua unidade de baterias depois de financiá-la internamente e formar parceiros estratégicos, disse Antlitz, acrescentando que o negócio foi criado de forma a facilitar uma possível listagem no próximo ano ou em 2024.

Valor - SP   23/06/2022

Montadora americana pretende fazer cortes “significativos” de pessoal

A Ford está remodelando sua operação na Europa com cortes na fábrica espanhola, destinada a produzir carros elétricos, e o encerramento da produção em uma fábrica na Alemanha. A reestruturação visa preparar a montadora para a produção apenas de veículos elétricos na região.

A montadora americana pretende fazer cortes “significativos” de pessoal, até mesmo na fábrica de Valência, uma vez que os carros elétricos precisam de menos funcionários para serem fabricados, disse a companhia nesta quarta-feira.

As montadoras na Europa estão adaptando algumas fábricas para a produção de veículos elétricos à medida que a região se prepara para começar a vender apenas modelos elétricos ou movidos a hidrogênio.

Unidades como a fábrica em Saarlouis, na Alemanha, que não conseguirem garantir a produção de carros elétricos correm o risco de fechar no processo de transição da região.

A Europa deve eliminar gradualmente as vendas de modelos movidos a gasolina e diesel até 2035, após uma votação no Parlamento Europeu, embora alguns países como a Noruega devam se antecipar.

A montadora americana quer mudar todos os seus carros para elétricos na região até 2030, e as vans até 2035. Ela estava escolhendo entre Valência e Saarlouis para investir em sua tecnologia de produção de carros elétricos.

A Ford já anunciou que produzirá carros elétricos também em Colônia, na Alemanha, usando tecnologia da Volkswagen, e na Romênia por meio de uma joint venture. Além disso, ela fabricará vans movidas a bateria na Turquia.

A decisão anunciada nesta quarta-feira significa que a fábrica de Saarlouis, que tem 4,6 mil funcionários, é a única fábrica atual da Ford na região que não foi escolhida para produzir veículos elétricos no futuro.

O novo sistema interno da Ford será usado em fábricas do mundo todo, mas a companhia espera ter apenas um centro de produção na Europa para veículos que usam a tecnologia.

O presidente da Ford na Europa, Stuart Rowley, disse que a companhia está “buscando oportunidades alternativas... tanto na Ford como fora da Ford”, para a unidade alemã, mas acrescentou que a montadora “não tem um produto adicional neste momento” para produzir na unidade quando o atual modelo, o Ford Focus, tiver sua produção encerrada em 2025.

Mas mesmo em Valência, que tem 6 mil funcionários, haverá um número significativo de demissões. “Teremos que reestruturar as fábricas de Saarlouis e Valência para competir contra as empresas já existentes e os novos concorrentes”, disse Rowley. “Precisaremos de menos funcionários para produzir os novos veículos elétricos.”

A Ford, que tem cerca de 40 mil funcionários na região, já demitiu 12 mil em toda a Europa à medida que as vendas caem e a montadora tenta aumentar suas margens de lucro em um dos mercados automobilísticos mais competitivos do mundo.

Jim Farley, presidente-executivo da Ford, disse nesta quarta-feira: “A indústria automobilística europeia é extremamente competitiva e para prosperar e crescer, nunca podemos nos contentar com produtos que não sejam no mínimo inacreditavelmente excelentes, uma experiência agradável para o cliente, operações muito enxutas e uma equipe talentosa e motivada.”

CONSTRUÇÃO CIVIL

Grandes Construções - SP   23/06/2022

Estruturas metálicas e lajes em steel deck foram os principais materiais utilizados para ampliar em 50% a área de um edifício em Brasília, por meio de adições e “enxertos” de peças que foram usadas inclusive no reforço necessário para a retirada de pilares da estrutura original.

Vencedor do prêmio “Building of the Year Awards 2022”, promovido pelo portal ArchDaily, o projeto criou um escritório de advocacia com 1.654 m², no qual foram empregadas 49,6 toneladas de aço.

Segundo Matheus Seco, um dos fundadores do Bloco Arquitetos e responsável pelo projeto, “era preciso rapidez e agilidade na execução da obra e, com a utilização do sistema construtivo em aço, foi possível realizar a construção em menos da metade do tempo”.

O executivo comenta que o projeto demandava uma estrutura leve, com fundações mais simples e menos profundas.

“Com um espaço consideravelmente pequeno para o canteiro de obras, toda a equipe precisou pensar em opções de estruturas que utilizassem peças industrializadas para serem montadas no local”, explica.

“Dessa forma, as estruturas em aço foram de grande ajuda, pois toda a estrutura nova foi executada em aço (vigas e pilares) e steel deck”, descreve.

Outra inovação aplicada ao edifício diz respeito a uma espécie de “envelopamento” colocado sobre o prédio, que une os trechos de construções novas com as já existentes, deixando aberturas de diversos tamanhos e posições, dependendo do ambiente.

Seco explica que este envelope é constituído de uma segunda “pele” em chapas de liga alumínio-zinco corrugadas, perfuradas e suportadas por uma estrutura metálica leve. Essa nova “pele” fica afastada da antiga fachada em um metro.

Tal solução permite que, durante o dia, a aparência do edifício seja monolítica, enquanto à noite se transforma em uma superfície translúcida, que protege o interior da insolação excessiva e mantém a vista para o exterior, enquanto o espaço entre as fachadas permite a ventilação natural e espaço extra para a passagem de instalações.

A cobertura é composta ainda por telhas em aço com isolamento térmico, com 50 mm de espessura.

“A economia de recursos e de tempo empregados na construção foram os principais aspectos, garantindo precisão e leveza e resultando em uma incrível expressão arquitetônica”, comenta o Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA).

Rodoviário

Agência Camara - DF   23/06/2022

O Ministério da Infraestrutura informou aos deputados da Comissão de Viação e Transportes da Câmara que, até o fim de 2023, deve estar concluída a concessão de rodovias federais do chamado lote Nordeste, atualmente em estudo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O lote tem 2.471 km e abrange desde Feira de Santana (BA) até Fortaleza (CE). Neste total, estarão incluídas as duplicações das BRs 101 e 235 em Sergipe, objeto da audiência pública da comissão nesta quarta-feira (22).

O superintendente de Concessão de Infraestrutura da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Renan Brandão, disse que os trechos precisavam fazer parte de um projeto maior de concessão para que fossem viáveis.

“Na nossa experiência, trechos muito curtos não suportam a concessão porque carregam um conjunto de custos fixos inerentes à estrutura de uma concessionária que precisam ser diluídos em uma extensão maior para que a tarifa quilométrica seja socialmente aceita”, explicou.

De acordo com Brandão, em geral as concessões para a iniciativa privada devem ter entre 300 e 800 km para serem atrativas.

O coordenador-geral de Outorgas Rodoviárias do Ministério da Infraestrutura, Stephane Quebaud, disse que os estudos devem passar por audiência pública em breve. Em seguida, passam por avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Se aprovados, são lançados os editais para os leilões.
Elaine Menke/Câmara dos Deputados

Brandão: concessões de rodovias devem ter trechos longos para serem atrativas

Duplicação da BR-101
O deputado Bosco Costa (PL-SE) disse que os sergipanos esperam a duplicação da BR-101 há 28 anos. Segundo ele, existem trechos de 45 km que levam duas horas para serem percorridos. Ele acredita que a população vai preferir pagar o pedágio a ter os custos atuais.

“Mil vezes pagar o pedágio e ter uma condição de tráfego à altura da sociedade. Porque com estrada pavimentada você economiza combustível, economiza pneus. Isso você consegue tirar, principalmente o tráfego de caminhões pesados”, afirmou Costa.

Até agora, o governo concedeu 4,3 mil km da carteira estimada de 25 mil quilômetros.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   23/06/2022

Em meio a turbulências em torno da Petrobras, importadores brasileiros aumentaram em maio as compras externas de petróleo e derivados, reduzindo o superávit da balança comercial, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quarta-feira, 22, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os preços desses produtos quase dobraram em um ano, mas a demanda também cresceu no período.

O saldo da balança comercial brasileira foi de US$ 4,9 bilhões em maio, uma queda de US$ 3,6 bilhões em relação a maio de 2021. No acumulado de janeiro a maio, o superávit passou de US$ 26,6 bilhões em 2021 para US$ 25,4 bilhões em 2022. Em volume, as exportações caíram 8,1% em maio de 2022 ante maio de 2021, enquanto as importações subiram 3,2%.

"No mês de maio, as maiores contribuições para o aumento do volume importado foram as de derivados de petróleo (óleo diesel, naftas, hulha betuminosa), petróleo e produtos associados a adubos e fertilizantes. Os importadores, com receio da conjuntura internacional e com as turbulências que vem ocorrendo no mercado de petróleo do Brasil, podem ter antecipado suas compras. É prematuro concluir que se iniciou uma mudança no rumo das importações. No caso das exportações, a Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou o crescimento do comércio mundial de 4,7% para 3% para 2022, devido a guerra na Ucrânia, a desaceleração do crescimento na China e aceleração da inflação, o que leva a políticas de aumento de juros e reduz o crescimento da demanda", justificou a FGV, em nota oficial do Icomex.

O relatório afirma que o superávit da balança comercial brasileira em 2022 ainda pode superar o de 2021, "desde que a variação no volume importado desacelere num cenário de elevação de preços das commodities".

A balança comercial de petróleo e derivados vem reduzindo o superávit nos últimos meses, saindo de um saldo positivo de US$ 2,8 bilhões em fevereiro para apenas US$ 88 milhões em maio. O grupo respondeu por uma fatia de 13% nas exportações totais e de 15% nas importações.

Em valores, as exportações de petróleo e derivados aumentaram 23,9% em maio de 2022 ante maio de 2021, e as importações avançaram 109%. O aumento das exportações é explicado por uma elevação de 53,8% nos preços, ao passo que o volume exportado caiu 19,4%. Os preços das importações subiram 92,8%, mas o volume importado também aumentou, 6,8%.

China

No acumulado de janeiro a maio de 2022, o volume de exportações brasileiras como um todo cresceu para todos os mercados, exceto China (-13,1%) e Ásia sem China (-2,4%). Os avanços ocorreram no volume vendido para os Estados Unidos (3,2%), União Europeia (11,0%), Argentina (7,6%) e demais países da América do Sul (12,2%).

Já o volume importado pelo Brasil recuou no acumulado do ano de todos os mercados, exceto as compras vindas da China, que cresceram 2,8%. Os recuos foram registrados nas encomendas de produtos dos Estados Unidos (-1,4%), União Europeia (-1,0%), Argentina (-2,4%), demais países da América do Sul (-13,7%) e demais países da Ásia (-12,5%).

"Para a China, o minério de ferro, que é o segundo principal produto de exportação, registrou queda no volume e nos preços. Os embarques de soja recuaram nesse período e, as exportações de carne suína caíram em valor. O principal destaque são as exportações de carne bovina, com aumento de 91%, em valor. Este país continua a registrar o maior supéravit no comércio bilateral do Brasil, US$ 14,4 bilhões", apontou o Icomex. "O aumento das exportações para os Estados Unidos está associado ao crescimento das exportações de petróleo bruto (134%), semimanufaturas de ferro, café não torrado (51%), entre outros produtos. É o segundo principal mercado de destino das exportações e de origem das importações do Brasil. O país registrou um déficit de US$ 7 bilhões com os Estados Unidos."

Apesar da queda nas exportações de produtos brasileiros para a China, o país asiático ainda sustenta o resultado do saldo positivo da balança comercial. No entanto, se mantida a tendência de queda no volume exportado, aprofundada nos meses de abril e maio, o País pode fechar o ano de 2022 com redução nas remessas para os chineses, "o que parece provável no atual cenário", diz a FGV.

Petro Notícias - SP   23/06/2022

O Rio de Janeiro poderá mais que quadruplicar sua oferta de gás natural no futuro, saindo dos atuais 20 milhões de metros cúbicos por dia para mais de 80 milhões de metros cúbicos por dia. Essa é uma das constatações que serão apresentadas hoje (23), durante o lançamento do estudo “Potencial do Gás Natural: Um novo Ciclo para a Petroquímica no RJ”, da Firjan SENAI. O novo documento apresenta a importância da petroquímica como âncora para desenvolvimento da demanda de gás natural. Além disso, o trabalho também evidencia o potencial desenvolvimento econômico fluminense a partir da petroquímica. O evento de lançamento começará às 16h, no auditório da Firjan, no Centro do Rio de Janeiro.

Na avaliação da Firjan SENAI, é de suma importância dar notoriedade às aplicações e tecnologias do gás natural em prol do crescimento da indústria fluminense. Por isso, o novo estudo apresenta cenários potenciais de produção de eteno, propeno, amônia, ureia e metanol, como forma de agregar maior valor ao gás natural enquanto insumo nas cadeias de petroquímica e na indústria de fertilizantes.

O documento chama a atenção para o fato de que a reinjeção de gás no estado equivale a 50% da produção fluminense de gás natural. “Ainda que parte dela seja utilizada para melhoria do processo de produção de óleo, o ponto de equilíbrio desse uso é, em referências internacionais, bem inferior ao alocado, nos fazendo entender que parte significativa desse volume está sendo desprezado sem qualquer agregação de valor”, avaliou a Firjan.

Outro dado apontado no trabalho indica que a consolidação de demanda no estado significa estimular o direcionamento de investimentos na cadeia de valor do insumo para as regiões com vocação de consumo. Além das rotas já existentes da Petrobrás (Rota 2 – Macaé e Rota 3 – Maricá) e da futura Rota 5b – Macaé (já confirmada pela Equinor), duas outras rotas (Rota 4b – Itaguaí e Rota 6b – São João da Barra) podem ser atraídas para o estado, com ao menos duas unidades de processamento de gás e gasodutos de transportes como reflexos.

“Com investimentos de ao menos R$ 20 bilhões e adição de 48 MM m³/dia de gás natural, mais de 180 mil postos de trabalhos diretos e indiretos seriam criados com a implementação desses projetos”, projetou a Firjan.

Veja abaixo a programação completa do evento de lançamento do estudo:

16h – Abertura, com Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan

16h20 – Apresentação dos Institutos SENAI de Tecnologia e de Inovação, com Carla Giordano, gerente Regional de Pesquisa e Serviços Tecnológicos da Firjan

16h35 – Apresentação do estudo “Potencial do Gás Natural: Um novo Ciclo para a Petroquímica no RJ”, com Thiago Valejo, gerente de Projetos de Petróleo, Gás e Naval da Firjan

16h50 – Painel

Isaac Plachta, presidente do Sindicato da indústria de produtos químicos do Estado do Rio de Janeiro (SIQUIRJ); Heloisa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); e Eduardo D. Ermakoff, engenheiro da Equipe da Inteligência de Mercado do O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Infomoney - SP   23/06/2022

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta quarta-feira, a compra de 51% da distribuidora de gás Gaspetro pela Compass.

A transação da empresa do grupo Cosan (CSAN3), que envolveu fatia detida pela Petrobras (PETR3;PETR4), foi aprovada por um placar apertado.

Três conselheiros votaram por impor condições e quatro pelo aval sem restrições. Como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, parte do conselho demonstrou preocupações de que a operação crie uma nova “gigante do gás”, com a Compass passando a ter uma participação de mercado muito grande, principalmente em Estados como São Paulo e Santa Catarina.

A principal divergência durante o julgamento foi sobre a necessidade de tornar ou não obrigatória a venda de 12 distribuidoras pela Compass. Durante o processo, a empresa apresentou, voluntariamente, um plano de negócio que prevê o desinvestimento de uma dúzia de empresas, de um total de 18 adquiridas no negócio.

Segundo o Broadcast apurou, as empresas a serem vendidas estão localizadas em Estados como Acre, Roraima e Alagoas e não incluem mercados consumidores do Sul e Sudeste.

O relator do processo, Luiz Hoffmann, votou pela aprovação da compra da Gaspetro sem restrição por entender que a intenção apresentada pela Compass de se desfazer de distribuidoras é suficiente. “Quando a Compass vem aos autos e explica seu plano de negócios, eu não posso tratar isso como uma informação irrelevante. É uma informação essencial e que, se não comprovada, pode levar a revisão da operação”, completou o conselheiro Gustavo Augusto, que acompanhou o voto do relator.

Já o conselheiro Luiz Braido apresentou voto divergente em que tornava obrigação a venda, em até três anos, das 12 empresas. O voto também determinava que a Compass e demais empresas da Cosan não poderiam celebrar novos contratos de comercialização de gás no mercado livre nas regiões em que tivesse controle em companhias regionais de distribuição.

“A Compass informou que as vendas fazem parte do seu plano de negócio, porém planos de negócio podem mudar, principalmente quando há incentivos”, completou o conselheiro Sérgio Ravagnani, que votou com Braido.

A maioria acompanhou o relator, levando à aprovação do negócio sem restrição.
Operação

Em julho do ano passado, a Compass anunciou a compra da participação da Petrobras da Gaspetro por R$ 2,03 bilhões. A venda é uma das medidas tomadas pela estatal para cumprir o Termo de Compromisso de Cessação (TCC), assinado em julho de 2019 com o Cade, com a finalidade de estimular a concorrência no mercado de gás natural.

Em março, a Superintendência-Geral do órgão antitruste chegou a dar aval, sem restrições, à operação, mas houve recurso, o que levou o negócio à avaliação do tribunal.

“Com a aquisição, acreditamos que a Compass consiga replicar o modelo de sucesso da Comgás nessas novas empresas, melhorando o serviço oferecido aos clientes, reduzindo ineficiências e gerando um bom retorno aos acionistas”, apontou a Levante em relatório divulgado durante a manhã.

Para o Credit Suisse, a aprovação pelo Cade é positiva e em linha com a recomendação da Superintendência-Geral da autarquia de março. A Compass anunciou que se comprometeu a vender a participação da Gaspetro em 12 de suas 18 distribuidoras de gás.

AGRÍCOLA

Valor - SP   23/06/2022

OCDE confirma tendência, mas aponta peso do setor na emissão de gases de efeito estufa

A produção agrícola brasileira cresceu a uma taxa anual de 2,3% entre 2010 e 2019, quase o dobro da média mundial (1,4%), confirma relatório divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entre 1999 e 2000, a produção havia crescido 3,2% ao ano no Brasil, enquanto a média global foi de 1,7%.

Colheita de soja em Tangará da Serra (MT) — Foto: Luis Ushirobira/Valor

Segundo a OCDE, o avanço no país foi impulsionados pelo crescimento da Produtividade Total de Fatores (TFP), e o incremento da utilização de insumos intermediários foi compensado pelo declínio do uso de fatores primários na produção.

Emissões de gases

No relatório “Monitoramento e avaliação da política agrícola 2022”, a OCDE voltou a apontar que a agricultura brasileira contribui significativamente para as emissões de gases de efeito estufa, e reforça que o país ainda não apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) sua estratégia de longo prazo para reduzir essa pegada.

Conforme a OCDE, a agricultura representou 43,3% das emissões no Brasil em 2020 — abaixo do nível observado em 2000 (45,3%), mas ainda bem acima da média internacional (9,7%). A entidade aponta que o uso de energia pelo setor agrícola brasileiro cresceu para até 5,6% da demanda nacional total em 2020, percentual também superior à média dos países da OCDE (2%).

A maior participação do setor agrícola na economia brasileira e a importância da pecuária baseada em pastagem contribuem para esses resultados, diz a entidade. Embora a participação da agricultura nas captações de água tenha permanecido elevada (58,1%), o estresse hídrico é baixo (0,7%) comparado à média global de 8,6%. Excedentes de nutrientes no Brasil aumentaram desde 2000, e o balanço de fósforo é mais de cinco vezes maior que a média da OCDE.

Compromissos

A entidade realça que o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 50% até 2030 em relação aos níveis de 2005. A meta inclui emissões relacionadas ao uso da terra e mudanças do uso da terra e silvicultura. Mas afirma que não há nenhuma meta específica relacionada à agricultura. A OCDE também lembra que o país estabeleceu o objetivo de alcançar neutralidade de emissões até 2050.

O país aderiu ao Compromisso Global de Metano e concordou, voluntariamente, em assumir ações para reduzir as emissões globais do gás em pelo menos 30% até 2030, a partir dos níveis de 2020. Mas que as implicações práticas desses compromissos não são conhecidas, já que a Estratégia de Longo Prazo do Brasil ainda não foi submetido à UNFCCC, a Convenção do Clima nas Nações Unidas. A OCDE também destacou que o Brasil anunciou na COP26, em Glasgow (Escócia), que acabará co o desmatamento ilegal até 2028.

Em seu relatório, a OCDE explica que as políticas agrícolas brasileiras relacionadas às mudanças climáticas, mitigação ou adaptação, estão embutidas nos instrumentos de política agrícola do país, como crédito, seguros e zoneamento. E que a iniciativa central do Brasil sobre mitigação na agricultura é o Plano Nacional de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), que busca disseminar tecnologias que mitigam as emissões de gases de efeito estufa na produção.

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