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23 de Março de 2021

SIDERURGIA

Vendas da Usiminas crescem 18% de janeiro a 20 de março

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Valor - SP   23/03/2021

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Soluções Usiminas investe em plataforma de vendas digitais

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Diário do Aço 23/03/2021

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SindusCon-SP pede desoneração de cimento e aço

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SEGS.com.br - SP   23/03/2021

Diante da escalada de preços dos materiais de construção e seu impacto nos contratos do setor, o SindusCon-SP solicitou a desoneração de tributos federais sobre cimento e aço, em ofício enviado ao Ministério da Economia em 17 de março, com o apoio do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

Estes dois insumos têm peso considerável no custo das obras em geral, e especialmente daquelas voltadas ao atendimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela. O pleito se baseou em estudos realizados para o SindusCon-SP pela consultoria Ecconit, mostrando a importância da adoção da desoneração no presente momento.

O estudo elenca também outros insumos da construção que poderiam ser desonerados. O Ministério da Economia tem manifestado preocupação com o problema, que já começa a impactar os índices de inflação.

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, a escalada de preços de materiais continua e novos aumentos estão sendo anunciados pelos fabricantes destes insumos, para vigorarem a partir de 1º de abril.

“A situação é preocupante. Os orçamentos das obras estão ficando cada vez mais impactados. Há um desequilíbrio econômico financeiro crescente nos contratos de fornecimento das obras. A renda das famílias não comporta repasses aos preços dos imóveis nessa proporção. Não há espaço no orçamento dos governos para reajustar os preços dos contratos de obras públicas”, afirma o presidente do SindusCon-SP.

Segundo Senra, a desoneração proposta será necessária para evitar que se chegue a um ponto de paralisação de obras públicas em execução, aí incluídos os empreendimentos do Casa Verde e Amarela voltados às famílias de baixa renda. E, também, para que os preços dos insumos se estabilizem e permitam às construtoras trabalharem sem novos sobressaltos, além de um mínimo de previsibilidade na orçamentação das obras futuras.

Sobre o SindusCon-SP

O SindusCon-SP é a maior associação de empresas da indústria da construção na América Latina. Congrega 850 construtoras associadas e representa as cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, obras de infraestrutura e habitação popular, localizadas no Estado de São Paulo. Tem sede na capital paulista, e representações em nove regionais e uma delegacia nos principais municípios do Interior. A construção paulista representa 27,6% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 4% do PIB brasileiro.

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Degradação das latas de aço não representa risco ambiental

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Rede Press - RS   23/03/2021

Segundo estudos realizados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagens (Cetea), a lata de aço leva pouco tempo para se decompor totalmente ao ser descartada acidentalmente no meio ambiente, retornando ao estado original de óxido de ferro, ou seja, não traz risco algum de contaminação ambiental. A pesquisa, que revelou o tempo de degradação e o impacto de alguns tipos de embalagens no meio ambiente, constatou que a lata de aço foi a embalagem que apresentou maior celeridade no processo de degradação.

Enquanto o aço leva de 3 a 10 anos para se decompor, materiais plásticos, por exemplo, podem permanecer no meio ambiente por mais de 100 anos. A embalagem de aço é 100% reciclável, voltando ao processo de fabricação infinitas vezes, sem a perda de suas características e funções originais. A reciclagem das latas contribui diretamente com a redução nos níveis de CO2 no processo de fabricação de aço novo, além de evitar o uso de combustíveis fósseis durante a reciclagem.

“A Abeaço e o setor de latas de aço estimula a reciclagem do material, já que representa matéria prima de processo e reduz impactos no ciclo de vida do produto. Atualmente, o índice brasileiro de reciclagem de embalagens de aço está em 47,3%, e vem sendo trabalhado progressivamente, mesmo com todos os desafios gerados pela pandemia do novo coronavírus”, explica Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

No total, a reciclagem mundial de ferrosos já atinge 385 milhões de toneladas por ano e cerca de 60% das embalagens de aço do mundo são recicladas, fazendo com que o aço seja o material mais reciclado no planeta.

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ECONOMIA

Brasileiros acreditam que inflação será de 5,5% nos próximos 12 meses

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Agência Brasil - DF   23/03/2021

Os consumidores brasileiros acreditam que a inflação no país ficará em 5,5% nos próximos 12 meses, segundo pesquisa realizada em março pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é superior aos 5,3% observados na pesquisa de fevereiro da FGV.

Essa é a sétima alta consecutiva da expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros, que atingiu seu maior patamar desde novembro de 2018.

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores, que respondem à seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?

De acordo com a economista da FGV Claudia Perdigão, o movimento de altas das expectativas de inflação está relacionado à trajetória dos preços de alimentos e bebidas, que sofre influência tanto da mudança de hábito de consumo provocada pela pandemia quanto pelo preço das commodities (produtos primários com cotação internacional). "Nesse cenário, o aumento dos preços tende a afetar de maneira mais intensa consumidores em faixas de renda mais baixas, em virtude da elevada participação de alimentos e bebidas na cesta de consumo desses indivíduos”, afirma a economista.

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Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 4,71% este ano

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Agência Brasil - DF   23/03/2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 4,60% para 4,71%. É a 11ª semana consecutiva de aumento. A estimativa está no boletim Focus de hoje (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,51%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Em fevereiro, o índice fechou em 5,20% no acumulado de 12 meses, pressionada pelo dólar e pela alta nos preços de alimentos e de combustíveis.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic de 2% para 2,75% ao ano, primeira alta desde julho de 2015. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam uma elevação para 2,50% ao ano e dividiu a opinião de entidades.

Em meio à alta da inflação de alimentos que começa a estender-se por outros setores, a expectativa do mercado financeiro é por novos aumentos para que a Selic encerre 2021 em 5% ao ano. Após a reunião do Copom, o Banco Central já adiantou que pretende elevar os juros em mais 0,75 ponto percentual no próximo encontro, em 4 e 5 de maio.

Para 2022, a estimativa das instituições financeiras é que a taxa básica suba para 6% ao ano. E a expectativa é que permaneça nesse patamar para o fim de 2023 e 2024.

A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 3,23% para 3,22%. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,39%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar se mantém em R$ 5,30 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,25.

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Carta dos economistas reforça solidão de Guedes

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Globo Online - RJ   23/03/2021

Muita gente se pergunta por que Paulo Guedes ainda permanece no governo. O ministro da Economia costuma justificar sua insistência com base em projeções otimistas e descoladas da realidade de crescimento e bonança.

Mas a verdadeira razão que parece fazê-lo ficar, ignorando as sucessivas vezes em que foi desautorizado por Jair Bolsonaro e as estimativas que não se concretizaram, é a necessidade de provar para os pares que estava certo o tempo todo e nunca foi devidamente reconhecido.

Guedes se sente como um Forrest Gump às avessas: apesar de sua formação acadêmica sólida e seu sucesso em empreendimentos da iniciativa privada, não fez parte de nenhuma das equipes que se propuseram a implementar programas econômicos ambiciosos.

Não por acaso, ele tem mágoas profundas de colegas e costuma demolir todos os planos que o antecederam, inclusive (talvez principalmente) o Real.
e provenientes de diferentes escolas do pensamento econômico acentua este que sempre foi o maior fantasma de Guedes: a solidão entre os pares.

Ao finalmente ir para o governo, o "PG" tinha certeza de que consagraria sua visão de mundo, de "mais Brasil e menos Brasília", de tirar um fardo, o Estado, das costas do trabalhador e do empreendedor. Sempre foi difícil saber em que se fundava essa certeza, sendo o presidente Jair Messias Bolsonaro. Seu pensamento (sic) estava dado em décadas de atuação parlamentar.

Mesmo na campanha, era visível a inadequação de frases decoradas, segundo as quais iria dar carta branca ao seu "posto Ipiranga", ao personagem.

Mesmo depois da desmoralização em série de Santos Cruz, Bebbiano, Sérgio Moro e Luiz Mandetta, PG seguiu acreditando. E repetindo a seus interlocutores a história de como foi ignorado pela academia e pelos economistas ao longo de sua vida.

Permaneceu mesmo diante da saída de muitos dos principais integrantes do time que montou, levados pela certeza de que o liberalismo vendido na campanha era fajuto e que não seria possível entregar as reformas prometidas. Isso quando não foram simplesmente vítimas da intervenção de Bolsonaro, como Roberto Castello Branco, ex-Petrobras.

Há quem atribua a Guedes os mesmos valores de Bolsonaro, o que ditaria sua permanência. Veem os mesmos traços autoritários do presidente em seu ministro, o que se mostraria na defesa da ditadura de Pinochet no Chile e no ato falho quanto ao AI-5, em 2019.

Nas vezes em que falei com Guedes ele nunca me passou a impressão de ser um ministro da mesma cepa negacionista, ideológica e antidemocrática de outros como Ricardo Salles, Ernesto Araújo, Damares Alves e alguns que já caíram fora. Pessoas cujo currículo pífio só permitiria que fossem ministros sob Bolsonaro.

Guedes, a despeito de seu ressentimento com o meio econômico e sua busca por reconhecimento a qualquer preço, não é um negacionista da ciência e sabe, por exemplo, que a única saída para a economia é a vacinação.

O que mantém o ministro atado ao barco que afunda é essa certeza de que ele pegou a cartada da sua vida e jogou, e talvez não venha a ter outra.

O que as duras constatações de falência múltipla da economia expressadas na carta dos economistas faz é acentuar o descolamento de Guedes em relação à realidade, e mostrar que, se insistir em permanecer no barco, ele afundará junto com Bolsonaro.

Tendo permanecido até aqui já será impossível para ele dissociar sua biografia da do capitão. Resta a Guedes apostar que, depois da vacina, haverá espaço para alguma recuperação da atividade econômica que coloque o presidente no segundo turno e que, aí, a irracionalidade do nós contra eles reeleja o pior presidente da História do Brasil.

Acontece que, para chegar até lá, o ministro terá de fechar os olhos para milhares de mortes diárias por muito tempo, calar diante da permanência do negacionismo científico como política de Estado e condescender com tentativas cada vez mais explícitas de calar o dissenso por meio de táticas autoritárias de censura e perseguição. É um pacote bastante pesado para topar só para ter a vã ilusão de um dia provar aos outros (que a carta mostra que são muitos) que estava certo.

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Longo período de quarentena branda é pior para PIB do que isolamento rígido, diz IFI

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O Estado de S.Paulo - SP   23/03/2021

Um longo período sob regras brandas de distanciamento pode causar mais prejuízos à atividade econômica do que um isolamento social severo, mais capaz de frear a circulação do novo coronavírus em espaço mais curto de tempo. É o que mostram simulações feitas pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, que estimou o impacto das medidas de distanciamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

O órgão projeta hoje um crescimento de 3% na economia brasileira em 2021, após o tombo de 4,1% observado no ano passado. Nas últimas semanas, porém, o agravamento da pandemia de covid-19, com explosão de número de casos e mortes, e a demora na vacinação têm levado diversos economistas e agentes do mercado financeiro a prever um desempenho mais tímido da atividade.

Cientistas afirmam que apenas uma taxa de isolamento social na casa de 70% pode reduzir o número de casos e conter a grave situação dos hospitais. Na semana passada, porém, esse índice ficou entre 30,3% e 42,8% nos Estados brasileiros, segundo dados do Monitor Estadão/Inloco. Na média do País, a taxa ficou em 34,4%.

As simulações da IFI não consideraram diretamente a taxa de isolamento, mas sim o porcentual de paralisação da atividade produtiva, conforme o número de semanas.

De acordo com os dados, um mês de redução de 70% da atividade tira 1,39 ponto porcentual do PIB no ano. Nesse cenário, o crescimento do País seria de 1,6%.

No cenário mais próximo do índice de isolamento atual, um mês de redução de 35% na atividade tem impacto negativo de 0,70 ponto porcentual no PIB. O problema é que um isolamento de 35% é, segundo os cientistas, insuficiente para frear as contaminações. Com isso, as medidas mais restritivas acabam se prolongando no tempo, impulsionando o prejuízo na economia.

Considerando a mesma redução de 35% na atividade, o impacto no PIB vai crescendo para –1,39 ponto porcentual com dois meses de distanciamento, -2,08 pontos porcentuais em três meses e -2,77 pontos porcentuais em quatro meses. Nesse extremo, o crescimento esperado para este ano seria praticamente todo anulado, podendo até virar uma recessão se forem necessários mais meses de distanciamento.

“O mais urgente neste momento, e isso já estava claro há bastante tempo, continua a ser a vacinação. Sem uma imunização ampla da população, corremos o risco de perder também o segundo semestre. É preciso ter claro que só haverá normalização da economia e melhora do emprego e da renda, de maneira consistente, quando for possível abrir mão das medidas restritivas. Isso está longe, infelizmente, de ser a realidade do presente”, alerta o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto.

O impacto de uma paralisação na atividade é sempre crescente com o passar do tempo, em qualquer faixa de redução. A diferença está na eficácia de um isolamento seguido com mais rigidez. Embora mais drástico, ele pode ser necessário por menos tempo, o que faz com que o saldo final seja menos negativo do que uma quarentena mais flexível, mas também mais duradoura.

O infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Escola de Saúde Pública de Yale, explicou na semana passada ao Estadão que duas semanas de ‘lockdown’, com isolamento acima de 70%, seriam suficientes para frear a transmissão rápida da doença. “Só acima de 60% que tem a taxa de contágio abaixo de 1 com queda lenta e progressiva. Com 50%, não tem aceleração, mas não tem redução. É estabilidade com platô elevado”, disse.

Nos últimos dias, governadores precisaram endurecer ou prorrogar medidas de isolamento diante da baixa adesão ao isolamento e da ausência de sinais de trégua no avanço da doença. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), liberou prefeitos para retomar a “cogestão” da crise, que permite algumas flexibilizações locais, mas por outro lado prorrogou restrições a atividades não essenciais até 4 de abril. No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) estendeu por mais uma semana as medidas restritivas, até 28 de março, diante do colapso na rede hospitalar.

No ano passado, um artigo de economistas do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, já havia apontado indícios favoráveis a uma quarentena mais rígida. Os especialistas analisaram a estratégia de combate à pandemia da gripe espanhola em 1918 – embora tenha ocorrido há um século, ela tem sido considerada como a única “comparável” ao momento atual.

“Cidades que intervieram mais cedo e de maneira mais agressiva não tiveram performance pior, pelo contrário, elas cresceram mais rápido após o fim da pandemia. Nossos achados indicam que intervenções não farmacêuticas não só reduzem a mortalidade, mas também mitigam as consequências adversas da pandemia sobre a economia”, diz o estudo, que analisou o desempenho de 43 cidades norte-americanas.

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CNI prevê crescimento de 3% do PIB em 2021

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Agência Brasil - DF   23/03/2021

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que a economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (soma dos bens e riquezas gerados), vai crescer 3% em 2021, em um cenário base, que considera o retorno da atividade econômica em maio, com a redução das medidas de isolamento social e controle da pandemia. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) no Informe Conjuntural do 1º trimestre do ano.

Pelas estimativas do setor, o PIB industrial crescerá 4,3% em 2021, puxado pela indústria de transformação, com alta prevista 5,7%. A indústria extrativa crescerá 2% e a indústria de construção deve subir 4%. Para a entidade, a segunda onda da pandemia e os efeitos sobre a economia tornam ainda mais urgentes as reformas estruturais, principalmente a reforma tributária.

"Nos últimos 10 anos, a economia brasileira cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,3%, enquanto a indústria de transformação encolheu 1,6% ao ano, em média. Para a CNI, não há mais tempo para se atacar um problema de cada vez", diz a entidade.
Cenários

Além do cenário base, a CNI avalia dois outros cenários, um mais otimista e outro mais pessimista. No mais otimista, embora muito improvável, o PIB brasileiro poderia crescer 4,5% este ano, com o PIB industrial, por sua vez, crescendo na faixa de 6,9%, puxado pelo crescimento de 9,7% da indústria de transformação.

Para isso ocorrer, segundo a previsão, será necessário que as medidas de isolamento já adotadas sejam suficientes para desafogar o sistema de saúde e sejam flexibilizadas ao fim de abril ou início de maio. Dessa forma, a queda da atividade em março e abril pode ser de apenas 3,6%.

Já no cenário pessimista, a CNI argumenta que a piora significativa da situação sanitária obrigará os entes públicos a endurecer as medidas de distanciamento social e de restrição da atividade econômica, que também durarão mais tempo. Apenas em 2022 a atividade retornaria ao nível de atividade pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e o país teria, em 2021, um crescimento do PIB reduzido a 0,6%, com o PIB industrial crescendo 1,3%.

"Nesse cenário, o nível de atividade econômica de abril de 2021 será pouco superior ao de abril de 2020, ou seja, será próximo ao pior momento da pandemia no ano passado. Estima-se uma retração de 11,8% da atividade em março e abril", diz o informe. Esse cenário também dificultaria, na visão da CNI, o avanço da agenda de reformas, uma vez que o poder público estaria concentrado nas questões mais emergenciais do prolongamento da pandemia.

Para estabelecer os cenários, a CNI considera que no cenário base, tido como mais provável, as medidas restritivas serão mais amplas e, principalmente, mais duradouras que no cenário otimista, mas menos intensas e duradouras que as adotadas em 2020.
Desemprego

No cenário base projetado pela CNI, a taxa de desocupação deve crescer e registrar um novo recorde no segundo trimestre de 2021 e depois melhora ao longo do ano. Segundo a entidade, parcela da população que estava fora do mercado de trabalho, seja por desalento, seja por receio da pandemia, ou mesmo porque recebeu renda devido aos auxílios emergenciais, deverá voltar a procurar emprego, elevando as estatísticas nos próximos meses.

"Assim, o número de pessoas ocupadas será maior ao fim de 2021, na comparação com 2020. No entanto, com as pessoas voltando a procurar emprego, ou seja, com o crescimento da força de trabalho, a taxa de desocupação média de 2021 será de 14,6%, superior aos 13,5% observados na média de 2020".
Inflação

A inflação, medida pelo Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 5,2% ao ano nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2021, o que representa 1,2 ponto percentual superior à taxa de 4%, observada no mesmo período de 2020. Porém, a subida geral dos preços deve se conter nos próximos meses, segundo prevê a CNI.

"O Banco Central vai manter a política de elevação da taxa básica de juros, o real vai apresentar tendência de valorização e o País terá mais uma safra recorde. A CNI estima que o IPCA encerre 2021 em 4,73% ao ano", diz o Informe Conjuntural.

Esse percentual de 4,73% de inflação está acima da meta do governo, de 3,75%, mas dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Os preços administrados são os que terão o maior impacto do IPCA este ano, principalmente por causa do crescimento da recomposição de reajustes adiados em tarifas como transporte público, água e esgoto e preços de planos de saúde, ainda de 2020.
Taxa de câmbio

O Informe Conjuntural prevê ainda que o real apresentará tendência de valorização em 2021, sobretudo no segundo semestre, com a taxa de câmbio fechando o ano em torno de R$ 4,70 por US$ 1, revertendo em parte a alta depreciação ocorrida no ano passado, quando a moeda brasileira acumulou perda de 25,5% de valor entre janeiro e outubro, a maior desvalorização entre as moedas de 60 países.

O resultado da balança comercial será positivo, mas o superávit deve crescer pouco em relação a 2020. Para a entidade, este cenário é favorável às exportações, pois espera-se maior crescimento da demanda externa em comparação com a demanda doméstica.

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Indústria pressiona governo por reformas prioritárias para destravar crescimento do País

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O Estado de S.Paulo - SP   23/03/2021

Em ano pré-eleitoral, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que há um aumento da urgência das votações consideradas estratégicas para o País, como as reformas tributária e administrativa. Este será o pedido da Agenda Legislativa da Indústria, que será entregue hoje ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

O documento elaborado em parceria com 110 entidades do setor produtivo aponta prioridades para melhorar o ambiente de negócios e viabilizar o crescimento do País. “Na avaliação da CNI, 2021 é um ano estratégico para as pautas avançarem já que não haverá eleições e os parlamentares podem concentrar esforços em promover ajustes que aumentem e melhorem o ambiente de negócios, garantam a sobrevivência das empresas e estimulem a geração de empregos”, elencou a entidade.

A agenda apresenta 140 proposições, incluindo uma “pauta mínima” com 14 projetos considerados prioritários. “A pandemia de covid-19 gerou a necessidade de união de todos os brasileiros em favor da saúde e do sustento dos trabalhadores e de suas famílias e, mais que nunca, precisamos adotar medidas que não só facilitem, mas também estimulem a recuperação dos empregos e o crescimento da economia”, afirma o presidente da CNI, Robson Andrade.

“Nesse cenário, de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) e de elevado índice de desemprego, a Agenda Legislativa da Indústria ganha ainda mais relevância”, acrescentará Andrade sobre o documento que este ano completa 26 anos de existência.
Pauta mínima

Nos itens da pauta mínima, dois projetos já foram aprovados: a nova Lei do Gás e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial, que viabilizou uma nova rodada do auxílio com medidas de cortes de gastos. O setor também defende o andamento célere da modernização do setor elétrico, do licenciamento ambiental, das debêntures de infraestrutura, a reforma tributária, abertura do mercado de gás natural, a recuperação jurídica e falência das micro e pequenas empresas (MPEs), o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), a redução da tributação das empresas com a revisão da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física, a desconsideração da personalidade jurídica, o projeto de lei sobre expatriados e a reforma administrativa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), previu que o Congresso aprovará a reforma administrativa em até quatro meses e a tributária, em oito meses. “Estamos agora em uma nova fase, em que os Poderes deixaram para trás o acotovelamento que se via no passado. Isso é condição sine qua non para podermos apresentar as pautas relevantes para a economia e aprová-las com celeridade, ainda mais agora, com o recrudescimento da pandemia”, disse à CNI. Na mesma publicação, o presidente do Senado também se mostrou alinhado com a CNI, ao dizer que a reforma tributária é um dos seus principais compromissos à frente da Casa. “O importante é que a reforma nos garanta um sistema mais justo e muito mais simples”, afirmou.

A CNI enfatizou que, desde a primeira edição da Agenda Legislativa, em 1996, 16.283 propostas de interesse foram analisadas, sendo 1.380 destacadas com alta relevância para a indústria. Até hoje, 180 propostas se tornaram lei, sendo que 77% de forma convergente com as sugestões do setor produtivo. Entre as principais conquistas alcançadas, a entidade destacou a recente aprovação da Nova Lei do Gás, as reformas da Previdência Social (1999 e 2019), a adesão do Brasil ao Protocolo de Madri (2019), a Reforma Trabalhista e a Regulamentação da Terceirização (2017), e a Lei de Propriedade Industrial (1996).

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MINERAÇÃO

Restrições na China afetam minério de ferro e podem impactar Vale

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Exame - SP   23/03/2021

Os futuros do minério de ferro na China despencaram nesta segunda-feira, 22, derrubados por preocupações com a possibilidade de mais cortes de produção de aço no pólo siderúrgico de Tangshan.

A demanda mais fraca pelo minério de ferro, usado na fabricação do aço, pode afetar o preço das ações da Vale (VALE3), que recuaram 2,69% no acumulado da última semana.

A China, que responde por mais da metade da capacidade de produção de aço, prometeu fiscalizar violações a regras de qualidade do ar em Tangshan, com a cidade emitindo um alerta de que prorroga restrições à produção para combater a poluição.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian encerrou o pregão diurno com queda de 5,9%, a 1.004,50 iuanes (154,35 dólares) por tonelada.

Na bolsa de Cingapura, o contrato para abril recuava 2% no início da manhã, para 151,10 dólares/tonelada.

As medidas em Tangshan foram vistas como parte de movimentos da China para apertar regulamentações ambientais nos próximos três anos.

"O espectro de mais restrições no mercado imobiliário também está pesando sobre o sentimento", disseram estrategistas de commodities da ANZ em nota.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai devolveu ganhos iniciais e recuou 0,1%.

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Medidas contra poluição na China derrubam futuros do minério de ferro

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BOL - SP   23/03/2021

Os futuros do minério de ferro na China despencaram nesta segunda-feira, derrubados por preocupações com uma demanda fraca pelo material usado na fabricação do aço depois que mercados viram a possibilidade de mais cortes de produção no pólo siderúrgico de Tangshan.

A China, que responde por mais de metade de capacidade de produção de aço, prometeu fiscalizar violações a regras de qualidade do ar na cidade, com Tangshan emitindo um alerta de que prorrogará restrições à produção para combater a poluição.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian encerrou o pregão diurno com queda de 5,9%, a 1.004,50 iuanes (154,35 dólares) por tonelada.

Na bolsa de Cingapura, o contrato para abril recuava 2% para 151,10 dólares/tonelada.

As medidas em Tangshan foram vistas como parte de movimentos da China para apertar regulamentações ambientais nos próximos três anos.

"O espectro de mais restrições no mercado imobiliário também está pesando sobre o sentimento", disseram estrategistas de commodities da ANZ em nota.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai devolveu ganhos iniciais e recuou 0,1%.

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Compromisso climático de Vale e Petrobras está longe do ideal, mas bate o de Warren Buffett

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Globo Online - RJ   23/03/2021

A Climate Action 100+, organização que reúne gestoras com mais de US$ 54 trilhões em ativos, divulgou nesta segunda-feira relatório que mostra que os compromissos climáticos das grandes empresas globais são "distantes e vazios", classificou o "Financial Times". Entre as 159 empresas avaliadas há três brasileiras, e o desempenho delas não destoou do quadro geral.

Dos nove critérios em que foi avaliada, a Petrobras não atendeu a nenhum dos requisitos exigidos em quatro deles. A estatal, por exemplo, ainda não estabeleceu uma meta para zerar suas emissões de carbono até 2050; tampouco se comprometeu com uma meta de redução de emissões no longo prazo, de acordo com o levantamento.

Nos cinco critérios restantes, a Petrobras só atendeu a parte dos critérios, como na definição de metas de redução de emissões de curto e médio prazos e na criação de mecanismos em sua governança corporativa que contemplem as mudanças climáticas.

A Vale foi melhor que a Petrobras. Dos nove critérios, a mineradora atendeu plenamente a dois (estratégia de descarbonização; e governança climática) e parcialmente a outros cinco. Mas a companhia falhou ao não estabelecer metas de curto prazo para redução das emissões e na falta de compromisso com a descarbonização de seus investimentos futuros.

Oráculo mal na foto

A fabricante de papel e celulose Suzano foi bem avaliada por suas metas de redução de emissões no curto e médio prazos, mas não divulgou planos para se tornar neutra em carbono até 2050 nem divulgou compromissos de diminuição de emissões de longo prazo. Ao todo, a companhia falhou totalmente em cinco critérios e atendeu parcialmente a dois.

A análise da Climate Action 100+ mostra que nenhuma companhia global está “gabaritando” a agenda climática. Algumas empresas, porém, se destacam pela ausência total de compromissos e atitudes nesse sentido.

A Berkshire Hathaway, companhia de investimento do bilionário Warren Buffett, foi reprovada em simplesmente todos os critérios avaliados. Dessa forma, o “Oráculo de Omaha” aparece ao lado de companhias asiáticas de produção de carvão e petróleo na falta total de compromissos climáticos, segundo o levantamento.

Na semana passada, aliás, a Berkshire Hathaway pediu que seus acionistas se opusessem a duas propostas que obrigariam o conglomerado a ser mais transparente sobre seus esforços de redução de impactos climáticos e de promoção da diversidade em seu corpo de funcionários.

Dada sua conduta até agora, o receio de Buffett tem razão de ser.

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AUTOMOTIVO

Montadoras pedem ao MP prorrogação de metas ambientais

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Brasil 247 - RJ   23/03/2021

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a prorrogação dos prazos da nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), prevista para começar em 2022.

Uma das políticas para a melhoria da qualidade do ar mais antigas do Brasil, o Proconve existe desde de 1986 e define limites de emissão de poluentes por automotores.

A implementação de novas tecnologias nos automóveis para esse fim é feita de maneira gradual no Brasil, com prazos de adequação para cada etapa. A próxima fase, voltada para veículos pesados, foi definida em 2018. O acordo teve participação das próprias fabricantes.

Após o início da pandemia, ainda em 2020, o setor começou uma movimentação para tentar adiar os prazos. Na ocasião, usou a crise do coronavírus como justificativa. No entanto, no ano anterior, a indústria automotiva registrou crescimento de 8,6% nas vendas, melhor resultado desde 2014.

Na ocasião, o Ministério Público encaminhou uma recomendação formal ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) sinalizando a inviabilidade jurídica do pedido de prorrogação do Proconve.

Sem resultados no Conama e no MMA, a Anfavea levou um pedido formal ao Ministério Público. A proposta do setor é de adiamento em um ano. Novamente, a explicação para a demanda é a pandemia.

Em dezembro do ano passado, a associação pediu uma reunião para apresentar considerações sobre a manifestação do MPF, de autoria do Grupo de Trabalho Qualidade do Ar da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão.

No pedido, a Anfavea dizia pretender "apresentar uma nova alternativa, sem impacto ambiental negativo" e que poderia solucionar "a falta de normas complementares e os atrasos no processo de desenvolvimento de engenharia dos veículos que realmente existem".

Especialistas alertam, no entanto, que um eventual atraso na implementação da nova fase do Proconve, tem potencial para deixar o ar mais tóxico, vai aumentar a pressão sobre o sistema de saúde e até mesmo as mortes por diversos males causados pela poluição.

A demanda da Anfavea foi encaminhada à primeira instância na Procuradoria da República em São Paulo (PR/SP) e tramita como “Notícia de Fato”. Ainda não houve definição final sobre o assunto.

O perigo invisível

A próxima etapa do Proconve pode diminuir em mais de 80% as emissões de poluentes por ônibus e caminhões no Brasil. A mudança prevê redução considerável do chamado de material particulado, a partir de filtros instalados nos veículos a diesel.

Considerado um dos mais danosos ao organismo humano, o material particulado está associado ao câncer de pulmão, câncer na bexiga, derrame cerebral, dentre outros males.

A poluição do ar é a principal causa ambiental de adoecimento e mortalidade no mundo, está a frente de problemas causados pela água insalubre e doenças transmitidas por vetores.

Mais de 40% das mortes por doenças do coração, 15% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (derrames encefálicos) e 35% das mortes por doenças respiratórias estão associados a má qualidade do ar.

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Volvo e Scania suspendem produção por falta de peças e agravamento da pandemia

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O Estado de S.Paulo - SP   23/03/2021

A Volvo vai paralisar a partir de terça-feira, 23, a maior parte da produção de caminhões na fábrica de Curitiba em razão da falta de peças, principalmente componentes eletrônicos, junto com o agravamento da pandemia no País.

A medida atinge aproximadamente 2 mil funcionários do total de 3,7 mil que trabalham na fábrica da Volvo na capital paranaense e vai durar até o fim deste mês.

Em nota, a montadora diz que vai manter “boa parte” do efetivo em atividade, incluindo a linha de montagem de ônibus e uma parte da linha de caminhões - que terá a produção reduzida em 70% -, assim como a distribuição de peças a concessionárias.

Também nesta segunda-feira, 22, a Scania informou que, após negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, vai paralisar a produção a partir de sexta-feira, 26, até 5 de abril, por causa do agravamento da pandemia. A medida deve atingir a maioria dos 4 mil funcionários da montadora.

A Volkswagen já havia anunciado na sexta-feira a suspensão por 12 dias da produção em suas quatro fábricas no Brasil em razão da crise sanitária. Sindicatos dos metalúrgicos pressionam outras montadoras a adotar a mesma medida.

Na sexta-feira, a Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos, teve a terceira reunião na semana com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para tratar do assunto. No encontro, foi reforçado pelo sindicato a urgência de paralisar as linhas devido ao quadro de recordes de contaminações e óbitos por covid-19, com baixa disponibilidade de leitos para tratamentos nos hospitais.

A posição da Anfavea é que cada montadora deve discutir individualmente a possibilidade de paralisação espontânea com o sindicato de sua respectiva região, levando em conta a situação sanitária na cidade da fábrica e entorno.

Em São Caetano do Sul, onde a General Motors (GM) tem uma fábrica, o sindicato local reivindica licença remunerada, de 12 dias, aos funcionários a partir desta quarta-feira. A empresa informou hoje, por meio de nota que, desde o ano passado, desenvolveu protocolo que garante a segurança na operação das fábricas e o transporte seguro dos funcionários de casa ao trabalho por ônibus fretados, com distanciamento social, limpeza e desinfecção.
Trabalhadores se sentem seguros, diz GM

Segundo a GM, "pesquisas internas mostram que os colaboradores se sentem mais seguros nas fábricas do que nas próprias casas e comunidades". Em razão disso, informa não haver nenhum motivo para alterar a programação de produção neste momento.

A fábrica do grupo em Gravataí (RS) deu férias coletivas aos trabalhadores neste mês e depois os colocará em lay-off (contratos suspensos) em abril e maio, podendo ter efeitos em junho. Já a unidade de São José dos Campos (SP) opera em um turno de trabalho (metade do pessoal) desde o dia 8. A medida deve durar dois meses. A GM informa que, nesses dois casos o problema é a falta de peças para a produção.

Além da fábrica de São Bernardo do Campo, a Volkswagen vai parar a partir de quarta-feira, até 4 de abril, as linhas de Taubaté e São Carlos, também em São Paulo, e a unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Ao todo, o grupo emprega 15 mil pessoas, mas o pessoal administrativo permanecerá em trabalho remoto.

No sul do Rio de Janeiro, a fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus mantém a produção. A montadora informa que segue acompanhando os desdobramentos da pandemia e continua seguindo rígidos protocolos de segurança, promovendo também campanhas de conscientização de prevenção com funcionários.

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FERROVIÁRIO

Ferrovia no MT vai começar a sair do papel após ter sido projetada há 10 anos

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O Estado de S.Paulo - SP   23/03/2021

Uma nova ferrovia vai começar a desenhar seu traçado sobre a malha logística nacional, para mexer um bocado com o tabuleiro do escoamento de grãos do País. Projetada há mais de dez anos, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) terá seus primeiros dormentes lançados sobre o solo daqui a dois meses.

As obras terão início na cidade de Mara Rosa, em Goiás, onde os trilhos vão se conectar à malha da Ferrovia Norte-Sul, que já está em operação. Partindo desse ponto, a Fico avançará rumo a Mato Grosso, em um trajeto de 383 quilômetros, até chegar ao município de Água Boa (MT), na região do Vale do Araguaia, que hoje registra as maiores taxas de expansão agrícola no Estado.

A execução das obras está por conta da mineradora Vale. A companhia assinou um contrato com o governo no fim do ano passado, com previsão de investir R$ 2,73 bilhões na Fico, no prazo de quatro anos estimado para sua conclusão.
Renovação antecipada

O acordo firmado entre a empresa e o Ministério da Infraestrutura se deve à decisão do governo de permitir que as atuais concessionárias de ferrovias do País façam a renovação antecipada de seus contratos. A proposta, que era estudada desde 2017, autoriza que concessões de 30 anos realizadas na década de 1990 – e que só venceriam entre 2026 e 2028 – sejam renovadas agora, por mais 30 anos. Como contrapartida, essas empresas se comprometem a expandir as malhas onde já atuam, além de fazerem o chamado “investimento cruzado”.

A Vale concordou em fazer a obra, após conseguir autorização para renovar antecipadamente duas concessões já operadas por suas empresas de logística, a Estrada de Ferro Vitória-Minas, na Região Sudeste do País, e a Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão. Quando a empresa terminar a obra, entregará o empreendimento para o governo, que vai fazer leilão para conceder a operação da ferrovia a qualquer companhia interessada em atuar no traçado.

Com os recursos da União completamente esgotados, esses acordos se transformaram em um atalho para levar os projetos adiante, com expansão e renovação da malha logística. Além de ter um novo ativo sob seu controle, a União ainda pode arrecadar alguns bilhões com o leilão de sua concessão.

“Como a Fico já tem licença de instalação para todo seu traçado, está tudo pronto para começar as obras. A gente acredita que, em maio, já serão dadas as primeiras ordens de serviço”, disse ao Estadão o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Por meio de nota, a Vale confirmou que já deu início às atividades relacionadas à pré-implantação da obra, com ações de sondagem de campo, desenvolvimento do projeto executivo e contratação de empresa de engenharia. “Em paralelo, a companhia aguarda a emissão da posse de terra referente aos 30 quilômetros iniciais da ferrovia, sob responsabilidade do governo federal, para iniciar a etapa seguinte do empreendimento, voltada à construção da infraestrutura da via férrea”, declarou.
Alternativa

O novo ramal ferroviário deve ajudar a reduzir um pouco a pressão sobre as duas principais vias de escoamento de grãos de Mato Grosso, as Rodovias BR-163 e BR-158. Neste ano, a exemplo do que sempre ocorreu com a BR-163, a BR-158 ganhou o noticiário nacional, com seus trechos de lama e filas intermináveis de caminhões atolados.

Hoje, as ferrovias respondem por cerca de 15% do transporte de cargas do País. A atual meta do Plano Nacional de Logística – que tem grande chance de ser comprometida por causa da incapacidade de investimentos do governo – é de que essa participação chegue a 30% até 2025. O Brasil direciona entre 0,6% e 0,8% de tudo aquilo que produz anualmente para o setor de transportes. Para melhorar minimamente as condições da logística atual, teria de ampliar essa fatia para 2,5% do PIB.

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PETROLÍFERO

O novo Marco do Gás

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O Estado de S.Paulo - SP   23/03/2021

Com a aprovação do novo Marco do Gás, o Congresso deu um passo importante para a modernização da matriz energética do País. O novo arcabouço legal quebra o monopólio da Petrobrás, estimula a competição e deve atrair investimentos privados. Os resultados se traduzirão na expansão da produção do gás natural, na queda de preços e na geração de empregos.

O gás natural é o mais limpo dos combustíveis fósseis e é um energético abundante, barato e versátil, sendo utilizado, sobretudo, pela indústria, que no Brasil responde por 52% do total produzido, e pelo setor de geração elétrica (33%), mas também como combustível automotivo e em residências e estabelecimentos comerciais.

Apesar dessas qualidades, contudo, o gás natural é subaproveitado no Brasil. Enquanto ele responde por 22% da matriz energética mundial, na matriz brasileira são apenas 13%. Além disso, na comparação com outros países, o preço é elevado. Se nos EUA, por exemplo, ele custa cerca de US$ 3 a cada milhão de BTUs e na Europa, US$ 7, no Brasil o custo varia entre US$ 12 e US$ 14.

O País tem cerca de 30 empresas que produzem gás natural. Mas, na prática, a Petrobrás controla o mercado: ela responde por 77% da produção nacional e por 100% da importação; é sócia de 20 das 27 distribuidoras; e opera boa parte das infraestruturas essenciais.

Em 2009, foi estabelecido o regime de concessão de gasodutos, mas nenhum novo gasoduto foi construído desde então. O novo marco substitui esse regime pelo de autorização, menos burocrático, que possibilitará aos agentes construir, ampliar e operar livremente suas estruturas de transporte, por sua conta e risco. Também assegura o acesso a infraestruturas essenciais, hoje restritas à Petrobrás; impede a relação societária, exercida por monopólio, entre os transportadores e os produtores e comercializadores; e dá segurança jurídica ao mercado, agregando as regras, hoje dispersas, em uma única lei.

Com mais segurança e condições competitivas, os investimentos privados devem crescer exponencialmente e organicamente, suplementando os investimentos públicos, hoje insuficientes. O Ministério de Minas e Energia calcula que o programa pode destravar R$ 32,8 bilhões em investimentos até 2032, o que pode triplicar a produção de gás. Além da exploração do pré-sal, o País terá melhores condições para importar o gás, vindo por tubos ou navios do resto do mundo.

O novo arcabouço legal deve aumentar o número de empresas atuantes no País. O governo também pretende incentivar os Estados a privatizarem suas empresas e atualizarem seus marcos regulatórios. A própria Petrobrás será beneficiada, tendo de se tornar mais eficiente para enfrentar a competição.

Com isso, espera-se para os próximos dois ou três anos uma queda expressiva nos preços, possivelmente pela metade. Isso afetará positivamente a cadeia industrial que utiliza o gás, seja para gerar energia, seja como matéria-prima, tornando seus produtos – notadamente o metanol, fertilizantes e o aço – mais baratos e competitivos. Como parte das usinas térmicas utiliza o gás para gerar eletricidade, a queda nos preços também deve levar a uma redução nos preços da energia elétrica, além de impulsionar a construção de novas usinas a gás, em substituição às termoelétricas a diesel e óleo, que, além de produzirem energia mais cara, são mais poluentes. As mudanças também estimularão o emprego do gás como combustível automotivo e, por fim, entregarão o gás encanado mais barato para os usuários domésticos.

Não à toa, o projeto recebeu apoio do governo e das empresas do setor. A nova Lei do Gás se junta a outras reformas que visam a modernizar a infraestrutura e a matriz energética nacional, como o novo Marco do Saneamento e inovações no setor elétrico, petrolífero, ferroviário e na cabotagem. Se essa legislatura os consumar a contento, deixará um importante legado para o País, criando as condições para dinamizar o seu desenvolvimento sustentável.

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