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23 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

“Lei do Aço” que visa incentivar setor metalmecânico é tema de live

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O Dia – 23/02/2021

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Depois de vender prédio, Usiminas define nova sede

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O Estado de S.Paulo - SP   23/02/2021

Depois de vender sua sede em Belo Horizonte para a Fundação São Francisco Xavier, conforme antecipou a Coluna, a Usiminas já bateu o martelo sobre a “nova casa”. O Edifício Amadeus, no bairro Savassi, área nobre da capital mineira, vai abrigar os novos escritórios da siderúrgica. O contrato para o aluguel já foi fechado e a expectativa é que a mudança ocorra no próximo mês.

Em paz com a vizinhança. Em uma indicação de que a briga societária da Usiminas com a japonesa Nippon Steel está encerrada, elas serão vizinhas no novo endereço. Há alguns anos, ambas protagonizaram uma das maiores disputas do mundo corporativo com a argentina Ternium. Depois de acertados os ponteiros, foi definido o comando alternado da siderúrgica, hoje sob gestão da Ternium. Procurada, Usiminas disse que não confirma a informação.

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Produção brasileira de aço cresceu 11% em janeiro

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Agência Brasil - DF   23/02/2021

A produção brasileira de aço cresceu 11% em janeiro, em comparação a janeiro do ano passado, constituindo a maior expansão desde janeiro de 2019. Na mesma relação, as vendas internas evoluíram 26% e o consumo aparente teve alta de 25%, maior percentual desde março de 2015. Os números foram apresentados hoje (22) pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.

Para este ano, o instituto projeta aumento da produção de aço bruto de 6,7%, com 33,04 milhões de toneladas. São esperados aumentos também nas vendas internas (5,3%, com 20,2 milhões de toneladas), exportações (9%, 11,7 milhões de toneladas), importações (9,8%, 2,2 milhões de toneladas) e consumo aparente (5,8%, 22,4 milhões de toneladas).

A utilização da capacidade instalada, que em janeiro deste ano atingiu 70,1%, superando a média dos últimos cinco anos, foi considerada “extremamente importante” pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil. Ele advertiu, no entanto, que para que o setor se torne competitivo, é imprescindível que a utilização da capacidade evolua para níveis mais próximos da média histórica, entre 80% e 85%.

Para que essas previsões positivas sejam alcançadas, Marco Polo de Mello Lopes elenca algumas prioridades para o setor siderúrgico nacional. A primeira é a vacinação em massa da população, com aceleração do prazo, com o seguimento de  medidas de apoio aos desassistidos; a retomada da economia com ajuste fiscal, as reformas tributária e administrativa; e a recuperação da competitividade sistêmica com redução do custo Brasil. “Não são premissas só da indústria do aço. Elas valem para a indústria de transformação como um todo”, disse Lopes.
Tsunami

Na avaliação do executivo, o ano de 2020 foi um verdadeiro “tsunami”, que impactou toda a economia global com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). No início de 2020, segundo disse, o otimismo imperava, com projeção de aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 2,2%; a expectativa de avanço da reforma tributária; a taxa de juro básica Selic em queda; e o Índice de Confiança da Indústria do Aço (Icia) marcando 73,4 pontos, o maior da série.

Com a covid-19 surgindo na segunda quinzena de fevereiro, os efeitos negativos não demoraram a aparecer impactando os maiores clientes da indústria siderúrgica brasileira, avaliou o executivo.

No setor automotivo, a queda de produção atingiu 92%, com interrupção de atividades de 5,2 mil concessionárias. A produção de máquinas e equipamentos caiu 38% e 47% das empresas paralisaram suas atividades. Em consequência, a produção de aço até abril de 2020 diminuiu 29%, as vendas internas caíram 36%, o consumo aparente ficou negativo em 33%, o índice de confiança foi reduzido para 16,3 pontos, o menor da série, e a utilização da capacidade instalada chegou a 45,4%, o menor nível da série histórica.

Com a flexibilização das medidas de isolamento social, a partir de maio de 2020, a concessão do auxílio emergencial pelo governo e a retomada de setores da economia, a produção de veículos subiu 1.308% entre maio e dezembro e a produção de máquinas e equipamentos aumentou 91% em igual período. Com isso, nesses oito meses, a produção de aço bruto subiu 48%, o mesmo acontecendo com as vendas internas de laminados (82%), com o consumo aparente (78%). O Índice de Confiança da Indústria do Aço alcançou 85,2 pontos, o maior da série histórica. A utilização da capacidade instalada cresceu para 67,3%.

O balanço geral do setor revela que o ano de 2020 se comportou como uma “gangorra” para a indústria siderúrgica nacional, apontou Mello Lopes. Em abril, as projeções sugeriam que o ano fecharia com queda de 18,8% na produção de aço, as vendas internas teriam retração de 17,9% e o consumo aparente amargaria diminuição de 19,8%. Em dezembro, porém, os números mostraram queda de 4,9% na produção de aço bruto, aumento de 2,4% nas vendas internas e elevação de 1,2% no consumo aparente.

Em termos de consumo per capita, isto é, por habitante, o Brasil ainda se encontra muito abaixo no ranking, perdendo, inclusive, para países da América Latina. Em 2019, o consumo de aço no Brasil foi de 99,4 quilos por pessoa, subindo no ano passado para 99,9 quilos. A previsão é alcançar 104,3 quilos 'per capita', em 2021. Mesmo assim, ficará atrás do Chile, que em 2019 tinha consumo de 139,2 quilos por habitante; da China (632,9 quilos/pessoa) ou da Coreia do Sul (1.039 quilos por indivíduo).
Commodities

Marco Polo de Mello Lopes explicou que o boom (explosão) de commodities (produtos minerais e agrícolas comercializados no mercado internacional) que se percebe no mundo tende a continuar rumando para um maior equilíbrio natural. Ele disse que diversas matérias primas permaneceram com preços baixos durante muito tempo, o que desestimulou investimentos em novos projetos.

Agora, com a vacinação em massa contra a covid-19, principalmente nos países que iniciaram mais cedo esse processo, há uma perspectiva de crescimento, acredita o executivo.
China

Para o setor siderúrgico brasileiro, a China constitui uma preocupação e uma ameaça constantes, disse o executivo. Em cinco anos, a China passou de uma participação de 0,4% a 0,5% da importação de aço no Brasil para 42% em 2019. Marco Polo de Mello Lopes avaliou que os governos brasileiros não adotaram o rigor que deveriam no processo de direitos compensatórios, corrigindo os direitos que tinham sido aplicados. “A defesa comercial deveria ser mais eficaz em favor da indústria brasileira”, defendeu.

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ECONOMIA

Mercado financeiro já projeta inflação de 2021 acima da meta central do BC

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IstoÉ Online - SP   23/02/2021

Em meio à alta nos preços dos alimentos e de combustíveis, os economistas do mercado financeiro já projetam uma inflação em 2021 acima da meta perseguida pelo Banco Central. O Relatório de Mercado Focus – que reúne as expectativas do mercado – indica que a inflação projetada para este ano já está em 3,82%. O centro da meta perseguida pelo BC é de 3,75%. A margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 2,25% e 5,25%).

Esta é a primeira vez, considerando as projeções feitas nos últimos dois anos, que o mercado indica a expectativa de que o IPCA – o índice oficial de inflação – fique acima do objetivo central do BC, ainda que dentro da margem de tolerância. O porcentual diz respeito à mediana de todas as projeções encaminhadas ao BC para formulação do relatório. Mas para pelo menos uma instituição consultada no Focus, a inflação encerrará 2021 em patamar ainda maior, aos 4,61%.

A elevação das projeções reflete a pressão exercida pelos preços dos alimentos e de itens do setor de energia. Desde o ano passado, a alta das commodities no mercado internacional tem influenciado as cotações do dólar, o que também traz impactos para outros itens da cesta de produtos e serviços dos índices de inflação.

No setor de energia, há impactos recentes da adoção de bandeiras tarifárias e dos reajustes dos combustíveis realizados pela Petrobras, na esteira dos aumentos dos preços internacionais do petróleo.

Em reação, na última sexta-feira o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou a demissão do então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, numa clara intervenção na política de preços da estatal. O pano de fundo é justamente a alta de preços no Brasil – mais especificamente do óleo diesel, que tem provocado insatisfação entre os caminhoneiros.

Em um cenário com inflação mais elevada, o Banco Central pode não ter tanto espaço para manter a Selic (a taxa básica de juros) no mínimo histórico por mais tempo. Atualmente, a Selic está em 2,00% ao ano, mas os economistas do mercado financeiro já projetam a taxa básica no dobro disso no fim de 2021, em 4,00% ao ano. A expectativa mediana do mercado é de que a alta da Selic comece em maio deste ano.

Inflação dos aluguéis

A pressão inflacionária atual pode ser percebida mais diretamente no IGP-M – o índice de inflação que, tradicionalmente, é utilizado como referência para reajuste dos contratos de aluguel no Brasil. Em 2020, o índice acumulou uma alta de 25,31%, sob influência do avanço do dólar ante o real.

Para 2021, os economistas do Focus já projetam um aumento de 8,02% para o IGP-M – no início do ano, esta expectativa estava em 4,58%. Na prática, em menos de dois meses a projeção para o IGP-M em 2021 quase dobrou.

 

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Índice de Confiança da Indústria recua na primeira prévia do mês

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Agência Brasil - DF   23/02/2021

O Índice de Confiança da Indústria recuou 3,1 pontos na prévia de fevereiro deste ano, na comparação com o resultado consolidado de janeiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou hoje (22), no Rio de Janeiro, o indicador chegou a 108,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

De dezembro para janeiro, o índice já havia recuado 3,6 pontos, de acordo com a FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança do empresário da indústria no presente, caiu 0,9 ponto e atingiu 115,4 pontos na prévia de fevereiro.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado no futuro, diminuiu 5,3 pontos no período e chegou a 101 pontos.

A prévia do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor caiu 0,8 ponto percentual, para 79,1%, menor nível desde setembro de 2020 (78,2%).

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Recessão técnica

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Correio Braziliense - DF   23/02/2021

A perspectiva de crescimento da economia está sendo revista para baixo, mesmo diante das negociações sobre a volta do auxílio emergencial, porque o início de ano tem sido marcado por uma redução brusca da atividade econômica. Especialistas trabalham, inclusive, com um PIB negativo no primeiro trimestre e algumas casas também projetam um PIB negativo no segundo semestre, o que levaria o país a uma recessão técnica.

As projeções para o PIB deste primeiro trimestre vão desde uma queda de -0,1% até uma contração de 0,8%. Afinal, milhões de brasileiros ainda estão sem auxílio e o recrudescimento da pandemia de covid-19 tem colocado novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas. O setor de comércio e serviços, que responde por cerca de 70% da economia brasileira, por exemplo, já sofre com uma retração das vendas desde o fim do ano passado. Em dezembro, o varejo despencou 6,1% e os serviços, -0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Analistas acreditam que os resultados negativos vão continuar nos primeiros meses do ano. “Há uma piora nos serviços e no comércio, sobretudo nas categorias que são mais sensíveis ao distanciamento social, por conta do recrudescimento da pandemia e da perda de renda. O auxílio ajuda, mas não é suficiente para compensar essas perdas, já que virá em um montante inferior ao do ano passado”, analisou a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Luana Miranda.

O Ibre/FGV calcula, portanto, que o PIB do Brasil vai cair 0,4% no primeiro trimestre e 0,8% no segundo trimestre deste ano. A projeção aponta para uma recessão técnica, que é caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do PIB. É uma perspectiva que também já está no cenário de instituições como a MB Associados e o BNP Paribas: a consultoria projeta um PIB de -0,8% no primeiro trimestre e de -0,3% no segundo.

Recuperação
Embora negativa no curto prazo, “deve haver uma recuperação no segundo semestre, com o avanço da vacinação”, explicou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Ainda assim, ele projeta um PIB de apenas 2,3% no ano. É uma projeção mais pessimista que a do restante do mercado, que hoje projeta um crescimento de 3,4% em 2021.

“No segundo semestre, devemos ter um crescimento médio de 2,4% por trimestre. É um crescimento importante, porque leva em conta a vacinação, que vai permitir a retomada dos serviços, com o fim das restrições à mobilidade”, explicou Luana Miranda. O Ibre/FGV, por sua vez, está um pouco mais otimista e projeta um PIB de 3,6% em 2021. “Cerca de 3%, no entanto, é carrego estatístico”, explicou a pesquisadora. (MB)

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Yellen vê mais espaço fiscal que antes nos EUA, com ambiente de juros baixos

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IstoÉ Online - SP   23/02/2021

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, voltou a defender a importância de o país adotar mais estímulos fiscais, diante dos impactos econômicos da pandemia da covid-19. “Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual”, afirmou ela, durante entrevista virtual em evento do jornal The New York Times.

Yellen argumentou que o momento é “crucial para o país”, com a crise econômica e a emergência com a covid-19. “Temos antes de tudo que controlar a pandemia, atingir imunidade de rebanho para normalizar a economia e as pessoas se sentirem seguras”, apontou, ressaltando que o sucesso na frente da saúde é “a métrica crucial que observamos agora”.

No contexto atual, a taxa de desemprego é mais elevada do que o número oficial, estando perto de 10%, diante da redução da taxa de participação da força de trabalho, por exemplo por mães que não têm com quem deixar seus filhos, entre outras questões.

Questionada sobre a dívida norte-americana, Yellen lembrou que de fato a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, mas enfatizou o fato de que o ambiente é de juros baixos na maioria das nações desenvolvidas, inclusive nos EUA. “Acho que temos mais espaço fiscal do que antes, com o ambiente de juros baixos.”

Yellen disse considerar que os bancos “têm se saído muito bem” no quadro atual, apoiando a situação. Segundo ela, não cabe ao Tesouro fazer testes de estresse nos bancos, mas ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a outros reguladores.

Ao ser perguntada sobre um eventual imposto sobre operações em mercados financeiros, ela comentou que isso poderia ser avaliado, mas citou questões como um eventual desestímulo a comprar ações. Sobre um eventual lançamento de um bônus de 100 anos da dívida americana, ela disse avaliar que o mercado para isso existiria, mas seria “muito pequeno”.

A secretária do Tesouro afirmou ainda que seu órgão monitora as criptomoedas, destacando que elas são “muito voláteis” e temendo “perdas potenciais para investidores”.

Ela disse que os EUA poderiam estabelecer contas digitais, a fim de garantir maior inclusão financeira, mas também notou que teria de ser preciso avaliar o impacto nos bancos, na estabilidade financeira e diante de riscos como de lavagem de dinheiro.

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Brasil deve fechar as contas no vermelho até 2030, prevê IFI

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O Estado de S.Paulo - SP   23/02/2021

O Brasil deve continuar com as contas desequilibradas até o fim da década, prevê a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. O órgão prevê uma sucessão de rombos até 2030, o que, se confirmado, significaria uma sequência de 17 anos de gastos acima da arrecadação – as finanças brasileiras estão no vermelho desde 2014.

Com isso, a dívida bruta do governo continuaria subindo até alcançar o patamar de 103,4% do PIB em 2030.

O cenário é pior que o estimado pela equipe econômica, que prevê sucessão de rombos até 2026, com retomada de superávits apenas em 2027. A aposta do governo é na aprovação de reformas para acelerar a velocidade do ajuste.

Neste ano, a dívida bruta do governo deve fechar o ano em 92,7% do PIB, diante de mais um ano de rombo nas contas e despesas extras para o combate à covid-19, segundo a IFI. A meta permite um déficit de até R$ 247,1 bilhões em 2021.

As projeções são o chamado “cenário base” do órgão, com maior probabilidade de se efetivar. Esse cenário prevê uma alta do PIB de 3,0% em 2021 (contra 2,8% no relatório anterior), 2,6% em 2022 e um crescimento médio da economia de 2,3% no período de 2023 a 2030.

Segundo a IFI, ainda há muitas incertezas em relação à recuperação da atividade econômica no Brasil.

“Desde o relatório de novembro, vacinas foram aprovadas para uso e programas de imunização foram iniciados em vários países – fator preponderante para impulsionar a recuperação da economia. No Brasil, há um lento processo de vacinação em curso, e os riscos de disponibilidade de novas doses e da eficácia em relação às novas cepas do vírus, mais contagiosas, - em um ambiente marcado pela aceleração do número de casos e óbitos -, podem limitar a perspectiva de retomada da economia nos trimestres à frente”, diz o documento.

O cenário base ainda considera alta de 3,6% no IPCA em 2021, Selic a 3,5% e taxa de câmbio ao fim do ano em R$ 5,27.

A IFI também fez projeções segundo cenários otimista, com menos incertezas e maior impulso à economia (com taxa média de crescimento de 3,5% entre 2023 e 2030), e pessimista, com deterioração da situação fiscal e necessidade de ajuste mais expressivo na política monetária (a taxa média de crescimento seria de 1,3% entre 2023 e 2030).

No cenário otimista, o superávit volta em 2025. No pessimista, os rombos também prevalecem até o fim da década, com um patamar de dívida ainda maior: 135,2% do PIB em 2030.
Auxílio emergencial

O governo deve gastar R$ 34,2 bilhões extras com a nova rodada de auxílio emergencial a vulneráveis, prevê a IFI. A projeção considera um programa com quatro parcelas de R$ 250, pagas a 45 milhões de beneficiários.

O custo total do auxílio ficaria em R$ 45 bilhões, mas uma parte menor (R$ 10,8 bilhões) será bancada com recursos do próprio Bolsa Família já previstos no Orçamento. Isso porque a regra prevê que beneficiários do programa recebem do auxílio apenas o complemento necessário para o valor chegar até R$ 250. Hoje, o benefício médio do Bolsa está em cerca de R$ 190.

Já os R$ 34,2 bilhões ficariam fora do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação. Minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está sendo negociada para autorizar a nova rodada do auxílio prevê a edição de crédito extraordinário para bancar a ação.

Ao todo, a IFI prevê que os gastos extras de combate à covid-19 ficarão em R$ 64,2 bilhões em 2021. Além da despesa com o auxílio, o governo abriu no ano passado um crédito de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra o vírus este ano. A entidade também prevê R$ 10 bilhões em outras despesas de enfrentamento à doença.

Os dados constam no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado hoje pelo órgão do Senado.

A IFI traçou ainda um cenário otimista e outro pessimista para o auxílio, em que os gastos são menores ou maiores, respectivamente. Caso o público seja mais restrito, com 35 milhões de beneficiários, mas o valor e o número de parcelas mantido em quatro de R$ 250, a despesa extra (fora do teto) seria de R$ 24,2 bilhões.

Por outro lado, caso o alcance seja maior (50 milhões de pessoas) e o pagamento seja mais benevolente (seis parcelas de R$ 250), o custo adicional chegaria a R$ 58,7 bilhões.
Teto de gastos

O risco de rompimento do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação, diminuiu para 2021, mas ainda é uma preocupação, alerta a IFI.

Segundo o órgão, a desaceleração no crescimento de despesas como benefícios previdenciários e assistenciais contribuiu para aliviar a pressão sobre o teto. Com isso, o risco de estouro este ano passou de “alto” para “moderado”, aponta a IFI em seu Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF).

Como mostrou o Broadcast, o governo vem contando com os efeitos mais intensos que o esperado da reforma da Previdência para liberar espaço no Orçamento e acomodar imprevistos como o INPC mais elevado em 2020 – o que levou a um reajuste maior no salário mínimo, que passou a R$ 1.100. Cada real a mais no piso nacional significa mais de R$ 300 milhões de aumento nas despesas do governo.

Nas contas da IFI, o gasto com o INSS deve ficar em R$ 704,5 bilhões este ano, R$ 5,9 bilhões a menos que o projetado pelo governo em dezembro, quando a equipe econômica alterou a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021.

Outros gastos, porém, estão maiores, principalmente por causa do pagamento da nova rodada do auxílio emergencial. Ao todo, a despesa primária deve ficar em R$ 1,580 trilhão, R$ 31 bilhões a mais que o previsto pelo governo (montante semelhante ao previsto pela IFI para o auxílio, que é R$ 34,2 bilhões).

As despesas discricionárias, que incluem custeio e investimentos, devem ficar em R$ 104,3 bi em 2021, prevê o órgão.

A inflação maior ainda ajudará no cumprimento do teto de gastos em 2022, apontou o órgão. Isso porque o limite é corrigido pela variação ocorrida de julho de um ano a junho do ano anterior ao de sua vigência. O IPCA acumulado até junho deste ano vai incorporar todo o repique nos preços observado no fim do ano passado, abrindo espaço no teto, sem que isso interfira nas correções de benefícios para 2022, que observam apenas a inflação de janeiro a dezembro de 2021.

A meta fiscal, que permite rombo de até R$ 247,1 bilhões, também deve ser cumprida este ano, segundo a IFI. O órgão não vê até o momento necessidade de um contingenciamento de despesas para assegurar seu cumprimento, pois elevou sua projeção de receitas. A receita líquida deve ficar em R$ 1,333 trilhão, R$ 22,1 bilhões a mais que o estimado no último relatório, em novembro.

A IFI espera que ingressem R$ 18,8 bilhões em tributos que tiveram a cobrança adiada em 2020 por causa da pandemia e acabaram não sendo pagos.

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Balança comercial tem superávit de US$ 917 milhões na 3ª semana de fevereiro

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IstoÉ Online - SP   23/02/2021

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 917 milhões na terceira semana de fevereiro. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 22, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 3,778 bilhões e importações de US$ 2,861 bilhões.

Em fevereiro, a balança comercial acumula saldo superavitário em US$ 210 milhões, com exportações em US$ 11,423 bilhões e importações de US$ 11,213 bilhões.

No acumulado do ano, o saldo comercial é deficitário em US$ 915 milhões.

As importações registraram aumento de 17,1% em fevereiro, com crescimento de US$ 2,03 milhões (11,0%) em Agropecuária; queda de US$ 100 mil (-0,2%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 107,52 milhões (16,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já as exportações subiram 1,5% no período, com queda de US$ 36,05 milhões (-25,3%) em Agropecuária; crescimento de US$ 33,47 milhões (14,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 15,6 milhões (3,2%) em produtos da Indústria de Transformação.

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França diz que não há chance no momento de assinar acordo comercial com Mercosul

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Exame - SP   23/02/2021

Não há chances no momento de a França ratificar um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, disse uma autoridade do palácio presidencial do país nesta segunda-feira. "As condições para repensarmos são numerosas e drásticas e de momento não vemos chance de essas exigências serem cumpridas pelos países em questão", disse a autoridade.
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A França, maior produtor agrícola da UE, tem sido um dos oponentes mais fortes da versão atual do acordo com o Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o quarto maior bloco comercial do mundo. O acordo foi alcançado em 2019, mas ainda não foi ratificado.

A França citou preocupações com o risco de um aumento nas exportações agrícolas da América do Sul para a Europa e o impacto do futuro acordo sobre as florestas e o clima.
Antes de acordo com Mercosul, Europa quer Brasil engajado em pauta ambiental

A União Europeia deseja que o Brasil se comprometa com metas de sustentabilidade, entre elas a redução de desmatamento na Amazônia, como uma condição complementar antes de assinar o acordo de livre-comércio com o Mercosul. O bloco europeu propôs uma declaração política à parte, focada no meio ambiente e com metas e objetivos concretos, como condição para seguir com o processo de assinatura e ratificação parlamentar do tratado. Diplomatas negociam os termos do texto com autoridades do governo Bolsonaro.

A Europa aposta na chegada de Portugal à presidência do conselho rotativo da União Europeia para acelerar a negociação e sensibilizar o governo brasileiro. O país ocupa o cargo até junho. Depois, assume a Eslovênia. Por isso, a diplomacia europeia trabalha com “sentido de urgência” para obter a concordância do Itamaraty na declaração complementar.

Na minuta em discussão, o lado europeu reconhece “dificuldades” no tema sustentabilidade, mas reafirma o interesse no acordo Mercosul-UE. A assinatura do acordo só vai ocorrer depois de o conselho da UE aprovar a declaração. Após a assinatura, os parlamentos dos países-membros e o Parlamento Europeu recebem a íntegra do tratado para votação.

“Essa declaração vai servir para restabelecer a confiança dos Estados-membros no acordo”, afirma Ignacio Ybáñez, embaixador da União Europeia em Brasília, para quem o fracasso da negociação “seria uma oportunidade perdida muito grande”. “O governo brasileiro tem de responder, tem de trazer soluções e boas notícias no âmbito do desmatamento e da Amazônia. E eles sabem. Nas nossas conversas com o vice-presidente (Hamilton Mourão), com o ministro (Ernesto) Araújo (das Relações Exteriores) e o resto do governo todos aceitam que há essa necessidade.”

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Mercado diminui projeção para crescimento da economia em 2021

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Agência Brasil - DF   23/02/2021

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 3,43% para 3,29%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 148 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para este ano de 3,75% para 4% ao ano. Atualmente, a Selic está estabelecida em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa básica fique em 5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Inflação

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Para 2021, a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) subiu de 3,62% para 3,82%.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

No caso do dólar, a expectativa é que cotação ao fim deste ano seja de R$ 5,05. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

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AUTOMOTIVO

CEO da BMW diz que será difícil para a Tesla manter seu ritmo atual de expansão

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Infomoney - SP   23/02/2021

(Bloomberg) — O domínio de anos nas vendas de carros elétricos pela Tesla pode acabar em breve, pois fabricantes de automóveis tradicionais preparam uma série de novos modelos movidos a bateria, disse um dos rivais da empresa na Alemanha.

“Não será fácil para a Tesla continuar nessa velocidade, porque o resto da indústria está avançando muito”, disse na segunda-feira o CEO da BMW, Oliver Zipse, durante a conferência de tecnologia DLD All Stars.

O crescimento da Tesla nas entregas de veículos na Europa já desacelerou no ano passado e ficou quase em linha com a expansão geral do mercado de veículos elétricos, disse Zipse.

Executivos do setor automotivo raramente fazem críticas aos concorrentes, de modo que os comentários do CEO refletem a recém-descoberta autoconfiança entre fabricantes tradicionais que investem bilhões de dólares eletrificando suas ofertas.

A BMW está adicionando versões com bateria de seu SUV X1, bem como o 5 Series e o 7 Series.

A Volkswagen pode não estar longe de eclipsar a Tesla de Elon Musk neste ano. A empresa alemã planeja pelo menos dobrar a participação de suas vendas totalmente elétricas em 2021, com o topo de sua previsão indicando que poderia chegar perto das entregas esperadas da Tesla, de pelo menos 750.000 carros.

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Rodoviário

Túnel imerso: mais vantajoso para ligação seca entre Santos e Guarujá, diz presidente da Fiesp

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Porto Gente - SP   23/02/2021

Durante visita técnica ao Porto de Santos, Paulo Skaf, defendeu que projeto de túnel é a alternativa técnica para resolver antigo gargalo da região da Baixada Santista

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf defendeu, no dia 19 de fevereiro último, o projeto de túnel imerso como a melhor alternativa para a ligação seca entre Santos e Guarujá. A afirmação aconteceu após visita técnica de comitiva da federação ao estuário do Porto de Santos e almoço com prefeitos e outras autoridades, entre elas, o diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral.

Segundo Skaf, a ligação seca é discutida há décadas e trata-se de uma obra necessária, tanto para a região da Baixada Santista, quanto para o Porto de Santos. O presidente da Fiesp defendeu tecnicamente o projeto do túnel.

"Estudos mostram que a opção do túnel seria mais vantajosa por uma série de razões, inclusive razões técnicas, além de investimentos e resultados. Por essa razão, ao nosso ver, seria mais interessante a solução através de um túnel e não de uma ponte para a ligação seca", definiu.

O engenheiro naval e ex-presidente da SPA, Casemiro Tércio Carvalho participou do encontro e destacou a mobilização de mais de 30 empresas e associações de diferentes segmentos com a Campanha Vou de Túnel. A iniciativa defende o projeto do túnel imerso como alternativa mais viável para solucionar um gargalo de mobilidade urbana na região da Baixada santista e se mostra como a opção mais econômica, além de não gerar impacto negativo para o crescimento da operação portuária no Porto de Santos, o maior da América Latina.

De acordo com ele, um dos objetivos da mobilização é justamente promover uma discussão técnica e não política sobre o tema. "Não se trata de uma decisão política, mas sim claramente técnica sobre o que é a favor ou contra o desenvolvimento do Porto de Santos. Queremos despolitizar essa discussão", afirma.

Casemiro Tércio destaca que a Associação Internacional de Engenharia Costeira e Portuária já recomenda que ligações secas em canais estreitos de área portuária e baías de evolução sejam feitas de forma imersa. O porta-voz da campanha defende que o Porto de Santos siga a tendência das melhores práticas mundiais quando o assunto é ligação seca próximas a canais de navegação.

"Na Europa e na Ásia, os portos com grande operação e capacidade de ampliação optaram por soluções imersas. Os portos que investiram em pontes estão sofrendo com ações para liberar espaço aéreo para os navios passarem. É um tiro no pé permitir que uma ponte seja instalada em um porto. Especialmente, no principal porto do país que agora, com a BR do Mar, pode se tornar o Hub Port para operação da cabotagem brasileira", explicou.

A SPA (Autoridade Portuária de Santos) pretende publicar até março um chamamento público para receber estudos de viabilidade que embasem a construção do túnel imerso ligando os dois municípios.

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NAVAL

Estaleiro da Samsung assina acordo na Lava-Jato para pagar R$ 811 milhões por subornos no Brasil

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Globo Online - RJ   23/02/2021

O estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries (SHI) assinou acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) no âmbito da Lava-Jato. A empresa vai pagar R$ 811,79 milhões por ter praticado atos de corrupção e lavagem de dinheiro para obter contratos com a Petrobras.

O ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha foi condenado em primeira instância no ano passado em processo no qual era acusado pelo MPF de ter recebido US$ 5 milhões em propinas do estaleiro entre 2012 e 2014.

Do montante a ser pago pelo Samsung Heavy Industries no âmbito da leniência, R$ 705,9 milhões serão destinados à estatal Petrobras. O restante, R$ 105,89 milhões, serão pagos à União como multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92).

O acordo é o primeiro assinado no âmbito da Lava-Jato após a operação ter sido incorporada ao Gaeco, o que significou o fim da força tarefa, que havia celebrado 17 acordos do tipo.

O estaleiro, que é um dos maiores do mundo, já havia concordado, em novembro de 2019, em pagar US$ 75 milhões (R$ 314 milhões à época) em acordo feito com o Departamento de Justiça (DoJ) americano. O valor seria uma indenização pelo suborno de intermediários no Brasil por parte da companhia coreana. O acordo destinava metade do dinheiro ao governo dos Estados Unidos, e o restante, ao governo brasileiro.

A SHI admitiu à justiça americana ter pago, entre 2007 e 2013, cerca de US$ 20 milhões (R$ 83 milhões à época) em comissões a um intermediário brasileiro, sabendo que parte desse dinheiro era suborno a funcionários da Petrobrás para garantir vantagens em negócios com a empresa.

No acordo com o MPF, além do desembolso da multa e da reparação, o estaleiro Samsung Heavy Industries se comprometeu a "aperfeiçoar suas políticas de governança e de compliance, incluindo os mecanismos de controle e fiscalização" caso volte a fazer negócios no Brasil.

A leniência engloba também atividades de prepostos, empregados, administradores, desligados ou não, sócios e acionistas de qualquer das empresas do grupo Samsung que já estejam sendo investigados no âmbito da Lava-Jato.

Segundo o MPF, também estão incluídas "outras investigações que venham a ser instauradas em decorrência dos fatos apontados, que podem caracterizar atos de improbidade administrativa ou infrações contra o sistema financeiro nacional, a ordem econômica, tributária, concorrenciais, de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro que tenha origem em crimes contra a Administração Pública e formação de organização criminosa".

Procurada, a Samsung não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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AGRÍCOLA

Caixa amplia para R$ 12 bilhões a oferta de crédito agrícola

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Agência Brasil - DF   23/02/2021

A Caixa Econômica Federal ampliou para R$ 12 bilhões o volume de crédito do Custeio Agro Antecipado disponível para o primeiro semestre. Desse montante, que começou a ser emprestado em dezembro do ano passado, cerca de R$ 8 bilhões já foram contratados, informou nesta segunda-feira (22) o presidente do banco, Pedro Guimarães, durante uma transmissão na internet.

"Nós temos R$ 12 bilhões para o semestre atual e já emprestamos mais de R$ 8 bilhões. Isso para a safra que começa no meio de 2021, ou seja, já antecipamos, isso é um recorde na Caixa Econômica Federal. Eram, antes, R$ 3 bilhões, então nós já temos quatro vezes mais que a carteira anterior", afirmou. A expectativa do banco é de que todas as operações sejam contratadas até o mês de abril. Do total de crédito oferecido, R$ 4 bilhões são para investimento e R$ 8 bilhões são para financiar atividades de custeio, comercialização e industrialização.

Segundo a Caixa, os recursos atendem a diversas finalidades, especialmente para financiar as despesas do ciclo de produção das principais culturas do país, como soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, bem como atividades pecuárias.

Entre as modalidades contempladas nas linhas de crédito rural do banco, empréstimos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e para outros empreendimentos do campo. No caso do Pronaf, voltado a pequenos agricultores e assentados da reforma agrária, o financiamento se destina à aquisição de insumos e pagamento de serviços, com taxa de juros a partir de 2,75% ao ano, que varia de acordo com o empreendimento financiado.

No Pronamp, as linhas de custeio e de investimento permitem financiar tanto despesas inerentes ao ciclo produtivo, quanto ações de implantação, ampliação ou modernização da infraestrutura de produção e a realização de serviços relacionados à melhoria da atividade agropecuária na propriedade. Além disso, podem viabilizar a aquisição de bens ou serviços cuja utilização se estenda por vários períodos de produção. A taxa parte de 4% ao ano e varia de acordo com o empreendimento financiado.

Para a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que participou da live ao lado do presidente da Caixa, a ampliação da participação do banco nesses investimentos é fundamental para o agronegócio. "O agro brasileiro cresceu muito e nós precisamos de mais bancos chegando", disse.

De acordo com a Caixa, entre janeiro e dezembro do ano passado, o volume de recursos emprestados em operações de crédito rural cresceu 73%, em comparação ao ano de 2019. Nos últimos 8 anos, a Caixa Econômica emprestou cerca de R$ 44 bilhões ao setor do agronegócio. O volume é modesto se comparado às operações de crédito agrícola de outros bancos com forte penetração no setor, como o Banco do Brasil, mas, segundo Pedro Guimarães, a meta da Caixa é ampliar para R$ 40 bilhões a carteira anual de crédito agrícola até o fim de 2022.
Agências especializadas

Durante a live, o presidente da Caixa Econômica também deu detalhes sobre a abertura 21 novas agências especializadas no atendimento ao agronegócio. Cada uma delas contará com estrutura e equipe dedicadas ao atendimento exclusivo dos produtores rurais.

Segundo o banco, os municípios que receberão as unidades especializadas no agronegócio foram definidos considerando a estratégia de atuação do banco para o setor e o potencial para o mercado nas regiões (confira a lista completa abaixo).

Municípios que terão agências especializadas em agronegócio da Caixa Econômica Federal:

Centro-Oeste
Canarana/MT
Chapadão do Sul/MS
São Gabriel do Oeste/MS
Campo Novo dos Parecis/MT
Porangatu/GO
Cristalina/GO
Primavera do Leste/MT
Sorriso/MT
Dourados/MS
Rio Verde/GO

Nordeste
Bom Jesus/PI
Barreiras/BA
Petrolina/PE

Sudeste
Patrocínio/MG
Araxá/MG
Uberaba/MG
Bauru/SP
Uberlândia/MG

Sul
Campo Mourão/PR
Uruguaiana/RS
Guarapuava/PR

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