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22 de Março de 2021

SIDERURGIA

Startup brasileira avança com modelo de Siderurgia 4.0

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InfraRoi - SP   22/03/2021

Empresa realiza a gestão de equipamentos móveis combinando Internet das Coisas,  geoprocessamento e software próprio.

A startup GaussFleet gerencia frotas de equipamentos pesados há pouco mais de dois anos e faturou R$ 1,7 milhão em 2020. Agora, ela prevê faturar R$ 3 milhões até o final de 2021 e, para isso, aposta nos contratos em andamento na ArcellorMital, Gerdau, Manserv, Ternium e Usiminas. Em comum, todos eles são da área de siderurgia e há uma explicação para o foco nesse nicho da mineração.

Segundo Vinicius Callegari, CCO e co-fundador da empresa, a GaussFleet dedicou-se a entender a dinâmica dos pátios siderúrgicos e a sacada foi construir uma tecnologia personalizada para esse mercado. “Temos planos de expandir para outros setores, inclusive com um teste com a Andrade Gutierrez. Mas, assim como foi na siderurgia, precisamos entender a operação para poder personalizar a tecnologia”, explica.

Casamento de IoT e Geoprocessamento é o segredo

Na prática, a GaussFleet mapeia a operação de equipamentos móveis por meio de Internet das Coisas (IoT) e geoprocessamento, organizando os dados em um software próprio. O resultado é a geração de informações para gestão de produtividade e desempenho dos ativos.

O sistema é baseado em rastreadores inteligentes, distribuídos em pás-carregadeiras, escavadeiras, tratores, retroescavadeiras e caminhões basculantes. Os dispositivos levam a marca da própria GaussFleet e são importados da Lituânia. “O OEM próprio é um grande diferencial. Ele tem os buffers necessários para captar, armazenar e transferir as informações realmente importantes para a operação. Esses dados são transmitidos por redes de telefonia celular (de GPRS a 4G), mas também podem ser por Wi-Fi”, revela Callegari.
Vinicius Callegari, da GaussFleet

Paralelamente, as máquinas são georreferenciadas e os dados de localização são cruzados com os de telemetria (colhidos pelos chips). O conjunto desses dados é encaminhado para um software, também desenvolvido pela GaussFleet, produzindo as informações para a gestão e automação da frota.

“Ninguém consegue obter mais dados operacionais sobre os equipamentos do que os próprios fabricantes, que detêm o domínio dos protocolos de comunicação das máquinas. Porém, quando juntamos os dados de telemetria com os de geoprocessamento da planta de produção das siderúrgicas, obtemos um nível de informação diferenciado e capaz de gerar economia e aumento de produtividade para os clientes”, diz o executivo.

Em exemplo é a Ternium, em Itaguaí (RJ), onde a GaussFleet opera módulos de manutenção de frota, consumo de combustível, segurança e produtividade. Essa planta maneja placas metálicas para exportação e a tecnologia da startup brasileira monitora o carregamento das placas até os navios, ancorados no Porto de Itajaí. “No ano passado, a Ternium ampliou a produtividade no carregamento de navios em 12% usando a tecnologia”, conta Callegari.

Gestão de frotas próprias e terceiras

Na operação da Ternium, a frota gerenciada é totalmente própria, mas em outros clientes da GaussFleet não é assim. Hoje, 60% da demanda da empresa está no gerenciamento de frotas locadas.

Segundo Callegari, as frotas estão sendo cada vez mais terceirizadas e a GaussFleet deve seguir a tendência. Ele avalia que a sua tecnologia entrega ainda mais valor na gestão das frotas locadas à medida que pontua, com maior exatidão, a produtividade das máquinas.

“Os contratos de locação são feitos de várias formas e sob várias regras, incluindo tempo de operação do motor, produtividade e carga horária. Quando mapeamos todas essas medições, permitimos que a siderúrgica pague exatamente pelo que utiliza e que o locador receba exatamente pelo que entrega”, conclui.

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Usiminas lança projeto de proteção às nascentes

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Revista Mineração - SP   22/03/2021

Iniciativa consiste no mapeamento e na sistematização de um plano de recuperação da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP).

A Mineração Usiminas (Musa) anunciou, nesta sexta-feira (19/03), que nas próximas semanas dará início à execução do Projeto Mina D’água. O objetivo é ampliar a proteção das nascentes, córregos e matas ciliares de Itatiaiuçu (MG) e região.

Essa iniciativa consiste em um mapeamento e na sistematização de um plano de recuperação da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP), por meio de alternativas como o isolamento da área com cercamento e do plantio de mudas nativas no local isolado, por exemplo.

A empresa informou que já possui 15 mananciais mapeados (em suas áreas protegidas) e que integrarão o Projeto Mina D’água. O objetivo agora é ampliar esse número, a partir do mapeamento das nascentes e cursos d’água em terrenos da companhia nos municípios de Itatiaiuçu, Mateus Leme, Itaúna, Rio Manso e Brumadinho. Segundo a Usiminas, esse trabalho será realizado ao longo deste ano.

“A partir da reconstituição das matas ciliares, é favorecida a recarga do lençol freático (caixa d’água subterrânea), que alimenta as nascentes e cursos d’água, evitando o seu secamento. Além disso, a recuperação da biodiversidade do local preservado favorecerá a criação de corredores ecológicos e do reabastecimento dos lençóis freáticos, a partir do plantio de árvores e da proteção dessas áreas”, explica o gerente de Meio Ambiente da Musa, Guilherme Silvino.

A atuação do Programa “Mina D’água” relaciona-se com três dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030: água potável e saneamento; ação contra a mudança global do clima e vida terrestre.

De acordo com a instituição a restauração dessas áreas, tem como objetivo proporcionar o equilíbrio do ecossistema e a conservação dos recursos hídricos, quantitativamente e qualitativamente, beneficiando diretamente os moradores das áreas adjacentes.
Benefício para toda a sociedade

Ainda segundo a empresa, o Projeto “Mina D’água” buscará o envolvimento dos colaboradores da Musa e da sociedade nas ações, promovendo a conscientização sobre a importância de preservar, economizar e recuperar os recursos hídricos. É uma ação para estimular a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável da região.

“A nossa proposta é promover ações sustentáveis, com o envolvimento das comunidades, visando contribuir para a qualidade de vida da população, sempre com o olhar voltado para o futuro. Reforçamos o nosso compromisso com o lançamento dessa importante iniciativa”, afirma a gerente-geral de Sustentabilidade da Musa.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Usiminas.

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Usiminas promove live para celebrar o Dia da Água

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Diário do Aço - MG   22/03/2021

No Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Usiminas, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA) e o Instituto Interagir, realiza a live de abertura do programa “Usiminas Mobiliza Todos Pela Água” de 2021. O evento será realizado de forma virtual, das 14h às 15h30, para representantes de 84 municípios do Leste de Minas que participam da iniciativa.

O programa ambiental atua na preservação e recuperação de nascentes e de matas ciliares nos municípios que recebem o agregado siderúrgico para pavimentação de estradas rurais por meio do “Usiminas Mobiliza pelos Caminhos do Vale”.
A Usiminas avalia que, além de permitir que prefeitos, técnicos e representantes das cidades conheçam melhor o programa e o planejamento 2021, será também uma oportunidade para uma atualização sobre “Gestão e Segurança de Recursos Hídricos”, com a convidada Viviane Macêdo Reis Araújo, que atua com pesquisas na área de Avaliação e Mitigação de Impactos Ambientais.

Todos pela Água

A metodologia de trabalho é mapear, recuperar e proteger as nascentes, garantindo maior produção de água e enriquecendo o nível da bacia do rio Doce e suas sub-bacias que o circundam. Um banco de dados das nascentes foi criado para realizar a gestão de cada uma delas, verificando as mudanças que podem ocorrer com o tempo pela falta de proteção e revitalização. Ao todo, já são 4.715 nascentes identificadas e mapeadas e 1.329 nascentes protegidas e em processo de recuperação.

O programa propõe também planejar e fomentar a implantação de viveiros municipais, que servirão para o fornecimento de mudas para a recuperação de matas ciliares, e estimular a educação ambiental em toda a sociedade.

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ECONOMIA

Peso da inflação de fevereiro é menos desigual

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O Estado de S.Paulo - SP   22/03/2021

A aceleração da inflação em fevereiro parece ter sido menos desigual socialmente do que foi a evolução dos preços nos meses anteriores. Ela atingiu todas as cinco faixas de renda em que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divide a população para aferir como a alta dos preços afeta os orçamentos das famílias de acordo com seus rendimentos.

No mês passado, a alta de 7,1% dos combustíveis foi um dos fatores mais fortes para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE alcançasse 0,86%, ante 0,25% em janeiro. Todas as faixas de renda sentiram o aumento. Mas as de renda mais alta sofreram mais a elevação dos custos de transportes do que as de renda menor.

Assim, para os brasileiros de renda muito baixa, a inflação aumentou de 0,21% em janeiro para 0,67% em fevereiro. Para os de renda alta, a variação foi mais ampla, de 0,29% para 0,98% entre um mês e outro.

“No caso das famílias de renda mais baixa, além dos combustíveis, os reajustes de 0,33% dos ônibus urbanos e de 0,56% do trem explicam a pressão exercida por esse grupo (transportes)”, destacou a técnica de planejamento do Ipea Maria Andrei Parente Lameiras, responsável pelo acompanhamento da inflação por faixa de renda.

As famílias de renda mais alta igualmente sentiram o impacto da alta dos combustíveis, mas, para parte delas, a queda de 3,09% nos preços das passagens aéreas pode ter atenuado o peso dos transportes em seus orçamentos.

Os aumentos dos aluguéis (de 0,66%), da taxa de água e esgoto (1,0%) e do botijão de gás (3,0%) afetaram mais os orçamentos das famílias de renda mais baixa. Já o reajuste de 3,1% das mensalidades escolares pressionou mais os orçamentos das de renda mais alta.

A desaceleração dos preços de alimentos evitou o aumento da inflação para todas as faixas de renda. Mas os aumentos observados nos meses anteriores, alguns muito expressivos – como os do arroz, do óleo de soja, da carne, entre outros produtos comuns na mesa dos brasileiros –, continuam a pressionar a inflação dos mais pobres no período de 12 meses.

A inflação de 12 meses se acelerou em fevereiro para todas as classes de renda, mas a diferença entre as faixas se mantém. Para as famílias de renda muito baixa, é de 6,75%; para as de renda alta, de 3,43%.

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Selic: será que ajuste vai ser mesmo gradual?

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O Estado de S.Paulo - SP   22/03/2021

Na surpresa da decisão de elevar ontem (quarta-feira, 17/3) a Selic em 0,75 ponto porcentual (pp), para 2,75%, o Copom sinalizou que está pronto a agir com firmeza para cumprir o que determina o sistema de metas de inflação. O BC indicou outro aumento de 0,75pp para a reunião do Copom de maio.

O BC quer tanto evitar que o IPCA este ano rompa o teto de tolerância de 5,25% quanto fazer com que em 2022 não vá acima da meta de 3,5%.

O Copom, no entanto, menciona duas vezes no comunicado que está iniciando um “processo de normalização parcial”. Na segunda menção, deixa explícito do que se trata: “do estímulo monetário”.

Segundo Luciano Sobral, economista-chefe da NEO Investimentos em São Paulo, o “processo de normalização parcial” indica que o BC não pretende levar os juros à taxa neutra.

“Eles ainda acham que a política monetária deve ser estimulativa”, diz o economista.

Considerando-se que o juro real de equilíbrio no Brasil seja de 2,5%, e com a meta de inflação de 3,5% em 2022, uma conta muito simplificada indicaria uma Selic nominal neutra de 6,0%. Assim, saindo-se dos 2% para qualquer nível abaixo de 6% poderia ser considerado uma normalização “parcial”, ou ainda estimulativa.

Sobral observa que muitos analistas consideram que o Copom não vai conseguir parar na etapa “parcial”, porque as expectativas, a inflação e o câmbio vão continuar subindo.

O analista da NEO Investimentos está até entre os que pensam que pode haver uma parada de alguns meses num nível ainda estimulativo, em 4,5% a 5% de Selic.

“A dinâmica de curto prazo de fato está muito ruim, mas o cenário para a inflação de 2022, que é o que ele está mirando, ainda parece tranquilo”, aponta Sobral.

Para outro profissional do mercado, a chave do comunicado está na ideia de que o nível extraordinário de estímulos não é mais apropriado. E isso indica que o Copom gostaria de voltar para o nível de estímulo pré-pandemia, quando a Selic estava em 4,25%.

Como já observado, nem todos creem que o BC vai conseguir parar no nível parcial. O Credit Suisse, por exemplo, em relatório de Solange Srour e Lucas Vilela divulgado hoje, prevê que a Selic atinja 6,5% no final deste ano.

Para chegar lá, o Copom faria cinco altas adicionais e consecutivas de 0,75pp na Selic até a reunião de outubro deste ano. Como se vê, se essa projeção estiver correta, o BC vai “passar de passagem” pelo nível parcial e caminhará direto para algo mais próximo ao nível neutro.

O analista mencionado acima não considera que isso seja problemático.

“Acho que o primeiro objetivo deve ser esse [chegar ao nível parcial], quando chegar lá, o Copom verifica se o parcial ainda é apropriado ou não – se não for, ele vai até pelo menos 6%”, diz.

Ele considera que “dá para atualizar a comunicação à medida que caminhamos, do mesmo modo que, três reuniões atrás, o forward guidance era o assunto do momento”.

O analista vê um posicionamento “hawk” (jargão de mercado para dar grande peso à inflação) do Copom na decisão e no comunicado de ontem.

Ele nota que a política monetária de agora vai impactar a atividade e a inflação na virada de 2021 para 2022. E esse será um momento em que é razoável pensar que, com a vacinação, a atividade já tenha se recuperado bem dessa nova fase de lockdowns.

“É só olhar o exemplo do ano passado, passada a pior fase da pandemia, a economia voltou em ‘V’”, menciona.

Uma terceira fonte, profissional de uma gestora de recursos, considera que a decisão dura de ontem do Copom é a correção de um erro.

“O BC se colocou numa posição ruim ao baixar a Selic para 2%, e agora está corrigindo”, ele diz.

O problema, no entanto, na sua visão, é que as expectativas de inflação já andaram bastante, e normalmente reverter esse tipo de processo é mais custoso do que impedir que comece.

Ele não considera que o BC terá que colocar a Selic num nível “superalto”, mas vai ser um ciclo com algumas altas consideráveis à frente.

“Fazer isso no momento em que a economia está fechando por causa da segunda onda é algo desagradável, um sinal forte de que erraram anteriormente”, conclui.

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Brasil deve crescer abaixo da média da América Latina até 2023, diz BID

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O Estado de S.Paulo - SP   22/03/2021

O Brasil deve ajudar a puxar para baixo o crescimento da América Latina, segundo projeções para este e os próximos dois anos feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Enquanto o cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para a média da América Latina e Caribe é de 3,2% entre 2021 e 2023, o Brasil deve crescer 2,7% no período.

Quando se exclui os brasileiros da listas dos países do chamado Cone Sul (que inclui Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), a expectativa é de crescimento de 3,5% do PIB.

Andrew Powell, assessor principal em Economia do BID, pondera que o Brasil terá uma taxa de crescimento menor em 2021, em parte devido à ter passado melhor pela recessão em 2020. “Ainda assim, o Brasil tem desafios significativos: precisa aprovar um conjunto de reformas pró-crescimento, bem como adotar uma política fiscal que mantenha a confiança e garanta a sustentabilidade fiscal, estabilize o aumento da dívida do setor público e reduza gradualmente os níveis da dívida.”

O caminho para toda a região superar de forma mais eficiente os desafios colocados pela pandemia passa por medidas como aprofundar a integração regional, reduzir a informalidade, apoiar pequenas e médias empresas durante a recuperação econômica e liberar recursos fiscais para maior investimento público em infraestrutura, atraindo também o investimento privado.

O BID também ressalta que o mercado de trabalho nos países latinos foi fortemente impactado pelo choque na economia internacional e pelas medidas de confinamento estabelecidas para tentar conter o avanço da covid-19. Estima-se que 10% dos empregos foram perdidos entre fevereiro e outubro de 2020. No mês passado, essa porcentagem havia caído para 7%.

Para cada trabalho formal perdido, cerca de 3,5 empregos informais foram destruídos. A instituição ressalta que diversos países da região não têm um sistema consolidado de seguro-desemprego, e mesmo naqueles que têm, os benefícios são limitados. “No Brasil, país com um dos sistemas mais desenvolvidos da região, antes da crise apenas cerca de 13% dos trabalhadores desempregados recebeu este benefício.”

Para a instituição, é preciso ressaltar a falsa oposição entre cuidar da economia e controlar o avanço da pandemia do novo coronavírus. E o Brasil precisa acelerar o programa de vacinação também para conseguir atrair investimentos e sair mais rapidamente da crise.

“É preciso lembrar que não há escolha entre crescer a economia ou enfrentar o vírus, como mostram experiências ao redor do mundo: China, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália e alguns outros países se saíram bem na luta contra a pandemia e agora estão crescendo. Os países que tiveram mais casos e precisaram impor lockdowns para proteger os sistemas de saúde estão sofrendo mais na economia, e a crise sanitária deve ser a prioridade”, avalia Powell.

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Existe futuro para a indústria?

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O Estado de S.Paulo - SP   22/03/2021

O Brasil deixou de acompanhar o crescimento global desde 1980. Esse distanciamento se acentuou depois do novo milênio e, em particular, após 2010: nesse período, o PIB global cresceu 31%, enquanto o nosso mal se moveu, expandindo-se até o ano passado pífios 2% na última década.

A pandemia aumentará essa diferença, pois, na estimativa do FMI, o crescimento mundial deste ano será robusto, de 5,5%, e, para o Brasil, de 3,6%. A expectativa da MB é de um crescimento mais fraco, de apenas 2,6%. O cenário está desolador, com recrudescimento da covid, falta de vacinas, recorrentes restrições à mobilidade, piora generalizada nas expectativas, enfraquecimento do mercado de trabalho, fortes pressões inflacionárias e consequente elevação de juros e forte incerteza fiscal. Todos esses elementos dominam completamente a situação, ao contrário do mundo de fantasia que se vive em Brasília.

Mesmo o mais otimista observador do cenário brasileiro há de concordar que estamos muito longe de uma trajetória de crescimento sustentável.

Nos anos mais recentes, observamos uma desaceleração forte e sistemática do crescimento industrial. Isso explica boa parte da perda de dinamismo da economia como um todo. Sugere também que, sem algo novo na indústria, será difícil retomar uma trajetória construtiva.

Ao lado da queda da indústria, observamos uma expansão sistemática da agropecuária, baseada em investimentos e crescimento de produtividade. Esse processo se tornou endógeno e está levando a uma crescente utilização de produtos industriais e serviços no processo de produção (o modelo da agricultura de precisão). Expandem-se cada vez mais a produção de novos energéticos, alimentos e materiais, a partir das matérias-primas agrícolas, gerando uma produção industrial sustentável e biodegradável.

Será possível voltar a crescer sem a participação intensa da indústria? Não creio. Boa parte do progresso tecnológico ainda ocorre no setor. O Brasil ainda não tem maturidade nem massa crítica em ciência e inovação para ser um gerador de tecnologias, de forma a viabilizar a criação de valor sem indústria.

Como, então, explicar sua queda sistemática? Por que o setor agroindustrial tem sustentabilidade em seu crescimento? Existe alguma lição que se possa extrair para a indústria?

Boa parte das análises produzidas pelas lideranças industriais coloca exclusivamente no ambiente externo (o “custo Brasil”) a razão fundamental da perda de dinamismo. Estará aí toda a verdade?

Estamos no momento em que é imperioso debater valores e elementos das estratégias das indústrias para refletirmos a respeito de ações e políticas que possam alavancar seu desenvolvimento.

Junto com João Fernando Gomes de Oliveira, elaboramos um pequeno texto no qual, sob o título desta coluna, buscamos resumir nossa visão sobre como chegamos até aqui e o que deveria ser incorporado na formulação de bases para uma nova fase do setor.

Tendo isso como ponto de partida, combinamos com Marcos Lisboa e o Insper a realização de um webinar no dia 6 de abril, quando analisaremos também casos bem-sucedidos, que podem iluminar caminhos futuros. Participarão adicionalmente do evento João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente da WEG Energia, Eduardo Augusto Ayrosa Galvão Ribeiro, presidente da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), e Paulo Hartung, presidente executivo da Indústria Brasileira de Árvores. (www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/existe-futuro-para-industria)

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Consolidou-se a percepção de que a escassez de vacinas e a piora na situação da pandemia irão reduzir o crescimento esperado para o ano, levando muitos analistas a diminuir as projeções feitas em janeiro.

Embora não tenhamos alterado nossa previsão de crescimento (2,6%), elevamos a do IPCA para 5%.

Em consequência, agiu bem o Banco Central ao iniciar a normalização da política monetária nesta semana, embora tenha demorado para perceber que a pressão inflacionária é mesmo forte e tem de ser enfrentada.

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MINERAÇÃO

Lucros da mineração chegam a 230 bilhões por ano, superados apenas por petróleo e gás

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O Petróleo - SP   22/03/2021

As mineradoras adotaram uma abordagem mais conservadora após a desaceleração do mercado em 2015-16 para se ajustar aos preços das commodities mais voláteis, com foco no corte de custos, produtividade e expansão da liquidez, diz um novo relatório da Moody’s Investor Service , uma agência de classificação.

A Moody’s diz que os lucros dos 130 emissores classificados na indústria melhoraram desde a recessão de meados da década, com o EBITDA de 12 meses até setembro de 2020 totalizando US $ 230 bilhões, o terceiro maior entre os setores globais, depois de petróleo e gás e farmacêutico.

As dívidas da indústria totalizam US $ 670 bilhões, mas a relação dívida / lucro foi reduzida substancialmente desde 2015, passando de 3,8 no final do ciclo de queda para 2,7 nos doze meses até o final de setembro de 2020.

A melhor posição geral para as principais mineradoras é o resultado de uma estratégia de operações de redução de riscos após a desaceleração, formando joint ventures em grandes projetos, tendo uma abordagem disciplinada para dividendos, gestão de passivos e projetos que exigem desembolsos de capital significativos.

A descarbonização está beneficiando a indústria, diz Moody’s, acrescentando que a intensidade da mineração não deve diminuir, sem substitutos claros para a mineração, seja para insumos ou produtos finais. Novos mercados também irão prejudicar a oferta no curto prazo.

Algumas das questões que afetam a indústria na próxima década incluem países que demandam cada vez mais uma parcela maior da economia de seus recursos naturais por meio de impostos, royalties e propriedade de minas.

Os países – principalmente a Indonésia, que seguiu uma política de proibição das exportações de minério bruto – também estão cada vez mais elaborando regulamentações para obrigar as empresas de mineração a construir fundições e refinarias no mercado interno.

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Mineradora de Eike diz negociar investimentos com chineses

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Brasil Mining - SP   22/03/2021

A mineradora MMX, de Eike Batista, afirma estar negociando investimentos com o grupo China Development Integration Limited (CDIL), visando a exploração da mina Bom Sucesso, em Minas Gerais.

O direito de explorar a mina foi comprado pela empresa de Eike em 2008, por US$ 193 milhões (o equivalente a R$ 1,057 bilhão na cotação atual).

A Chine Development Integration Limited (CDIL) é uma empresa sediada em Hong Kong, na China, que desenvolve grandes empreendimentos de infraestrutura, engenharia e mineração em vários países e, que de acordo com o fato relevante divulgado pela mineradora, apresentou interesse de realizar investimento para o desenvolvimento de ativos da companhia.

O comunicado também informou que a negociação é parte do esforço da atual administração de promover a reestruturação econômica da Companhia e viabilizar o pagamento de todos os credores da MMX e de suas subsidiárias.

 

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AUTOMOTIVO

Agravamento da pandemia faz Volkswagen suspender produção no país por 12 dias

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Globo Online - RJ   22/03/2021

A Volkswagen do Brasil vai suspender a produção em todas as suas fábricas no país por 12 dias corridos. A decisão foi tomada, segundo a empresa, por causa do agravamento da pandemia, com alta do número de casos e mortes por Covid-19, e pelo aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros.

Esta é a segunda vez que a empresa para no Brasil por causa da pandemia. No ano passado, a companhia também paralisou as atividades em suas fábricas entre março e abril para evitar a contaminação do coronavírus entre seus funcionários.

A partir de quarta-feira (24), as atividades de produção das fábricas da Volkswagen de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR) estarão suspensas até o dia 4 de abril.

A medida atinge cerca de 15 mil empregados relacionados às áreas de produção. Os empregados da área administrativa trabalharão remotamente. Segundo a empresa, a medida foi tomada em conjunto com os sindicatos locais.

A Volkswagen não revelou quantos carros deixarão de ser produzidos ou o impacto financeiro da pausa, segundo eles, por questões estratégicas. Mas disse que não há impacto no pagamento dos empregados, e que os dias parados serão compensados futuramente.

"A empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais", disse a montadora em nota.

Falta de insumos no setor

O setor de automóveis foi um dos que teve melhor desempenho ao longo de 2020, impulsionado pelos juros mais baixos e facilidade de crédito, mesmo com a crise causada pela pandemia.

No entanto, com esta alta demanda e estoques menores, agora o setor sofrendo com falta de insumos.

Isso tem levado o mercado automotivo brasileiro a paralisar ou interromper a produção de veículos no país, o que pode ter como efeito a alta nos preços de veículos, segundo analistas do setor.

A situação, segundo estimativa da Renault, deve piorar no segundo trimestre, já que o restabelecimento do suprimento é previsto para depois de junho.

Honda e General Motors anunciaram no final de fevereiro a parada da linha de montagem e férias coletivas a funcionários da produção de veículos, respectivamente.

A Volvo não suspendeu a produção de suas fábricas, mas diz que também precisou fazer paradas eventuais.

O problema para o setor não é apenas a falta da matéria-prima. Com a escassez, os preços ficam mais alto. O preço do aço, por exemplo, material básico para a fabricação de veículos, subiu mais de 15% nos dois primeiros meses do ano e mais de 45% nos últimos 12 meses.

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Anfavea: decisão de parar está a cargo de cada montadora.

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Auto Industria - SP   22/03/2021

Em clara manifestação de apoio à preocupação dos trabalhadores com relação ao aumento das mortes e dos casos de Covid-19 no País, a Anfavea emitiu nota nesta sexta-feira, 19, destacando todos os cuidados sanitários que o setor vem adotando, a adesão da entidade ao movimento Unidos pela Vacina e o acompanhamento de cada montadora na progressão da pandemia nas localidades onde atuam.

Só nesta semana, a Anfavea manteve três reuniões com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Smabc, para debater ações a serem tomadas neste momento crítico da crise sanitária. Com relação à defesa de isolamento social manifestada pela entidade dos trabalhadores, a associação das montadoras ponderou que a questão vai ser avaliada em função do quadro da saúde nas diferentes localidades onde o setor atua.

“No que se refere à possibilidade de paralisações espontâneas nas fábricas, a decisão está a cargo de cada montadora, sempre em avaliação da situação sanitária de cada região do País e em diálogo com os respectivos sindicatos de trabalhadores”, revela a nota.

O Sindicato do ABC, por sua vez, emitiu comunicado no final da tarde sobre a reunião de hoje com a Anfavea, na qual reforçou a necessidade urgente de paralisação de todas as fábricas devido ao avanço da pandemia. Lembrou, na nota, que só na região do ABC já foram perdidas mais de 5 mil vidas por causa da Covid-19.

Wagner Santana, presidente do Smabc, admitiu que não houve consenso quanto à suspensão das atividades em todas as fábricas locais, mas informou que a Anfavea iria orientar seus associados a abrir negociação com os sindicatos responsáveis por cada planta produtiva, para discutir a situação e a possibilidade de parada, caso a caso, conforme confirmado posteriormente pela entidade patronal.

A Anfavea, inclusive, garante que vem acompanhando com muita atenção essa nova fase da pandemia, mantendo diálogos permanentes com sindicatos, autoridades municipais, estaduais e federais. Além disso, informa, as associadas também têm intensificando a comunicação interna para que os colaboradores mantenham a segurança dentro e fora do ambiente de trabalho, a fim de evitarem sobrecarregar o sistema de saúde.
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No comunidado emitido hoje, a Anfavea também lembra que, exatamente há um ano, as montadoras tomaram a iniciativa espontânea de paralisar suas linhas de montagem, em alguns casos por mais de dois meses, para proteger seus mais de 120 mil colaboradores.

“Nos orgulhamos de ter estabelecido e implementado protocolos de saúde que foram usados como modelo para vários outros setores, e ainda de termos colaborado com os primeiros esforços para salvar vidas ao reparar e produzir respiradores e outros itens médicos, bem como no apoio logístico às autoridades de saúde no entorno das nossas mais de 60 fábricas”, enfatiza a associação das montadoras.

Sobre a adesão ao projeto Unidos Pela Vacina, a Anfavea lembra que o movimento tem por objetivo vacinar todos os brasileiros até setembro, através de medidas de facilitação logística e de comunicação entre o setor privado, sociedade civil e setor público, com doações de produtos e serviços.

Por fim, a entidade enfatiza que indústria automotiva brasileira continuará ativamente contribuindo com as autoridades para proteger seus funcionários, suas famílias e suas comunidades.” Em paralelo, atuará intensamente para a preservação da saúde financeira das empresas, de forma que após o controle da pandemia seja possível voltar a crescer, gerar riquezas e mais empregos para nosso país”, conclui.

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NAVAL

Justiça absolve Michel Temer e coronel Lima no inquérito dos Portos

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O Estado de S.Paulo - SP   22/03/2021

A Justiça Federal de Brasília decidiu absolver o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os outros cinco réus no processo aberto a partir das investigações do caso do Decreto dos Portos. Com isso, a ação penal por suposta corrupção e lavagem de dinheiro foi encerrada.

Também foram absolvidos o ex-assessor da Presidência, Rodrigo Rocha Loures, os empresários Antonio Celso Grecco, Carlos Alberto Costa e Ricardo Conrado Mesquita, e o amigo do ex-presidente João Baptista Lima Filho, o coronel Lima.

A decisão é do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal do Distrito Federal, que recebeu o processo depois que o emedebista deixou a presidência e perdeu o foro especial.

“A par de serem inverossímeis, os fatos indicados na denúncia não se fizeram acompanhar de elementos mínimos que os confirmassem. Não se apontou quais seriam as vantagens indevidas recebidas ou prometidas; não se indicou como teria se dado esse ajuste entre os Denunciados; não se apontou uma única razão pela qual terceiros iriam despender valores em favor de agente público por um período indefinido de tempo, ausente qualquer indicação de que teria atribuição para a prática do ato de ofício almejado. Essas informações são essenciais a qualquer denúncia que verse sobre o suposto cometimento do crime de corrupção passiva qualificada”, diz um trecho da sentença expedida nesta quinta-feira, 18.

Na denúncia, oferecida em 2018, a Procuradoria Geral da República (PGR) acusava o ex-presidente de receber propinas em troca da publicação de um decreto no ano anterior, quando exercia a Presidência, que teria beneficiado empresas do setor portuário através da prorrogação de contratos de concessão.

Segundo a PGR, Michel Temer recebeu vantagens indevidas ‘há mais de 20 anos’ e a edição do Decreto dos Portos (Decreto n.º 9.048/2017) seria o ‘ato de ofício mais recente identificado, na sequência de tratativas ilícitas que perduram há décadas’.

No entanto, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, que recebeu a denúncia em 2019, concluiu que não há provas de pagamentos de propinas que corroborem a narrativa construída pela acusação.

“O extenso arrazoado apresentado à guisa de acusação, contudo, não indica qual a vantagem recebida pelo agente público nem, tampouco, qual a promessa de vantagem que lhe foi dirigida. Dedica-se, ao invés, a empreender narrativa aludindo a um suposto relacionamento entre Michel Miguel Elias Temer Lulia, Antonio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita que teria perdurado por duas décadas'”, escreveu o juiz.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA EDUARDO CARNELÓS, ADVOGADO DE MICHEL TEMER

“A decisão fala por si, e confirma o que dissemos ao encerrar a resposta à acusação apresentada no processo, de que, no futuro, um historiador haverá de se dedicar a pesquisar o período trevoso que se abateu sobre o Brasil nestes tempos, quando, em nome do combate à corrupção e do prestígio da moralidade e da ética, magistrados abandonaram a indispensável imparcialidade para se transformarem em partes numa luta. Esse mesmo historiador, porém, também encontrará em decisões judiciais o registro de que a luta pela prevalência do Direito não é em vão, porque, como em Berlim d’antanho, também ainda há juízes em Brasília e no Brasil.”

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA FÁBIO TOFIC, QUE DEFENDE RODRIMAR

“A decisão reconhece que a denúncia apresentava fatos aleatórios e nenhuma prova de crime cometida pelos empresários como vínhamos colocando desde o começo do processo. Felizmente depois de anos sendo alvo de ataques infundados a Rodrimar e seus executivos finalmente puderam ver a Justiça Federal recolocar os fatos e a justiça nos seus devidos lugares.”

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Ferradura não será gargalo no Porto de Santos, diz MRS

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A Tribuna - SP   22/03/2021

Os pedidos de inclusão da “Ferradura” (as linhas ferroviárias que vão do sopé da Serra do Mar até as duas margens do Porto de Santos) em uma nova concessão são reflexo da desinformação em torno dos investimentos já realizados na estrutura e dos que ainda serão realizados – que vão garantir o crescimento das cargas ferroviárias no cais santista. O posicionamento é da MRS, empresa responsável pela gestão desse acesso ferroviário. Ela aponta que cerca de R$ 1 bilhão já foram investidos nele, desde 1997, e outro montante ainda deve ser utilizado para melhorias no local, que pode ter sua capacidade ampliada.

A MRS tenta manter a gestão dos acessos ao Porto de Santos até 2058, se comprometendo a investir cerca de R$ 7,5 bilhões em toda a sua concessão, que inclui 1,6 mil quilômetros de linhas que atravessam três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se o pleito de retirada da Ferradura do contrato for atendido, o cronograma de investimentos da companhia, em análise pelo Governo, deverá ser revisto.

A Ferradura virou o centro das atenções na audiência pública realizada no mês passado, para discutir detalhes sobre a criação de uma sociedade de propósito específico (SPE) que vai gerir a malha ferroviária interna do complexo portuário santista, denominada Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips). Os participantes defenderam que a estrutura ferroviária deixe de ser administrada pela MRS para fazer parte de uma nova concessão.

O principal argumento é que a Ferradura carece de investimentos e sua capacidade está perto do limite. Os dois pontos são rechaçados pela MRS. A empresa aponta que cerca de R$ 1 bilhão foram investidos no acesso ao Porto desde o início da concessão e ainda destaca que as linhas podem receber mais cargas.

“A malha da MRS nunca foi gargalo e não vai ser, porque temos um plano já desenhado e consensado com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A gente sabe como gerar capacidade”, destacou o gerente geral de Renovação da Concessão da MRS, Rafael Hipólito.

Volume

O executivo destaca a ampliação do volume transportado em direção ao Porto de Santos. Em 1997, 5 milhões de toneladas passaram pelas linhas férreas. Já em 2019, foram 48 milhões de toneladas.

Segundo Hipólito, a malha da MRS tem uma sobra de capacidade de 22%, em média. Além disso, o executivo aponta que as previsões da empresa indicam a movimentação, até 2056, de 109 milhões de toneladas em direção ao cais santista.

Para atender a esta demanda, a MRS aposta em melhorias operacionais e obras, que incluem nova sinalização, ampliação e construção de pátios nas duas margens, além da eliminação de conflitos.

Apesar da existência do plano, a empresa não revela quanto deve ser investido exclusivamente no acesso ao cais santista. A justificativa é de que as propostas de investimentos ainda estão em análise pela ANTT. “No contrato firmado em 1997, não havia obrigação de investir e investimos. Agora, teremos um contrato pesado, com investimentos obrigatórios”, destacou o gerente geral de Relações Institucionais da MRS em São Paulo, José Roberto Lourenço.

Segundo o executivo, os cerca de R$ 1 bilhão já investidos pela empresa incluem obras na região da Cremalheira, que compreende a descida da Serra, e no planalto, na região de Suzano.

Questionados sobre o pedido de retirada da Ferradura do contrato, os executivos da empresa apontam que não contam com essa possibilidade. “Temos zero preocupação. A capacidade vai ser garantida”, afirmou Hipólito. “A MRS nunca foi procurada para oficializar essa hipótese”, completou.

Durante a audiência pública do Porto, representantes do Governo disseram que a questão está sendo avaliada pelo Ministério da Infraestrutura.

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PETROLÍFERO

OPEP + mantem cortes na produção para elevar os preços do petróleo até abril

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O Petróleo - SP   22/03/2021

Os preços do petróleo provavelmente permanecerão nos atuais níveis elevados em março e abril, com os preços do Brent Crude em média entre US$ 65 e US$ 70 por barril, depois que o grupo OPEP + inesperadamente decidiu manter seus cortes de produção em abril, disse a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). na quarta-feira.

Em seu Short-Term Energy Outlook (STEO) para março, o EIA espera que os preços do Brent fiquem em uma média de US$ 65 a US$ 70 por barril em março e abril, mais de US$ 10 o barril acima da previsão de fevereiro, principalmente devido à OPEP + mantendo um controle rígido produção em abril.

No início deste mês, a aliança OPEP + decidiu não aumentar a produção a partir de abril, exceto por pequenos aumentos para a Rússia e Cazaquistão, enquanto o maior produtor da OPEP e líder de fato, a Arábia Saudita, está mantendo seu corte extra de 1 milhão de bpd em abril. Isso foi contrário às expectativas do mercado, que giravam em torno de o grupo aliviar os cortes em 500.000 bpd e os sauditas reverter o corte adicional.

Para o segundo trimestre de 2021, o EIA vê os preços do Brent em média de $ 64 por barril e, em seguida, em média de $ 58 por barril no segundo semestre de 2021, pois espera que pressões de queda de preços surjam nos próximos meses, conforme o mercado de petróleo se torne mais equilibrado.

A Wood Mackenzie espera que os preços do petróleo subam para US$ 70- $ 75 por barril durante abril, com o estoque atraindo significativamente mais de 1 milhão de barris por dia no mês que vem, à medida que a temporada de demanda de verão se aproxima.

“O risco é que esses preços mais altos amortecem a tentativa de recuperação global. Mas o ministro da Energia saudita, Príncipe Abdulaziz, está inflexível que a OPEP + deve observar sinais concretos de um aumento da demanda antes de iniciar a produção ”, disse Ann-Louise Hittle, vice-presidente de Macro Oils, da Wood Mackenzie, após a reunião da OPEP + no início deste mês.

Após a decisão surpresa da OPEP + de manter a produção de petróleo estável em abril, o Goldman Sachs agora vê os preços do Brent atingindo US$ 80 o barril no terceiro trimestre deste ano e US$ 75 no segundo trimestre, um aumento de US$ 5 em comparação com a previsão anterior divulgada apenas duas semanas antes.

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Pesada intervenção governamental pode prejudicar o boom do petróleo no Brasil

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O Petróleo - SP   22/03/2021

Uma disputa sobre os preços dos combustíveis no mês passado viu o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, substituir o CEO da petroleira nacional Petrobras Roberto Castello Branco, que é popular entre os investidores com o ex-ministro da Defesa e general do exército Joaquim Silva e Luna. O governo federal do Brasil foi capaz de exercer um poder tão monumental porque é o proprietário majoritário da Petrobras. O estado brasileiro possui diretamente28,67% da Petrobras com outros 8,08% detidos pelo banco de desenvolvimento nacional do país latino-americano, dando um controle total de 36,75%.

A decisão da Bolsonaro agitou os investidores, desencadeando uma forte venda de ações da Petrobras, que despencou em mais de 20%, enquanto a bolsa brasileira mais ampla, medida pelo índice IBOVESPA, que mede o desempenho das 70 principais ações da maior economia da América Latina, perdeu mais de 5%. Este evento despertou temores dos investidores de um retorno ao nacionalismo de recursos, interferência do governo no setor de energia do Brasil e intervenção pesada nas operações da Petrobras, que no passado precipitou a má-fé institucionalizada, bem como a corrupção.

Tais assuntos durante as presidências de Lula e Rousseff destruíram bilhões de dólares de valor para os acionistas e viram a Petrobras ser enredada no que foi descrito como o maior escândalo de corrupção da história do Brasil e potencialmente até do mundo. Esses acontecimentos, juntamente com um balanço patrimonial sobrecarregado de dívidas, quase destruíram a companhia nacional de petróleo do Brasil. As consequências do escândalo, conhecido como Lava Jato (Lava Jato), jogou o Brasil em uma recessão profunda, onde o produto interno bruto anual foi de encolheu em mais de3% durante 2015 e 2016, tornando-se o pior já registrado.

Por essas razões, é fácil entender como as ações do Bolsonaro geraram tamanha onda de medo entre os investidores. Embora ainda exista um risco significativo associado à Petrobras e suas operações, as perspectivas não são tão terríveis quanto o mercado e alguns analistas percebem.

Uma disputa sobre os preços dos combustíveis no mês passado viu o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, substituir o CEO da petroleira nacional Petrobras Roberto Castello Branco, que é popular entre os investidores com o ex-ministro da Defesa e general do exército Joaquim Silva e Luna. O governo federal do Brasil foi capaz de exercer um poder tão monumental porque é o proprietário majoritário da Petrobras. O estado brasileiro possui diretamente28,67% da Petrobras com outros 8,08% detidos pelo banco de desenvolvimento nacional do país latino-americano, dando um controle total de 36,75%.

A decisão da Bolsonaro agitou os investidores, desencadeando uma forte venda de ações da Petrobras, que despencou em mais de 20%, enquanto a bolsa brasileira mais ampla, medida pelo índice IBOVESPA, que mede o desempenho das 70 principais ações da maior economia da América Latina, perdeu mais de 5%. Este evento despertou temores dos investidores de um retorno ao nacionalismo de recursos, interferência do governo no setor de energia do Brasil e intervenção pesada nas operações da Petrobras, que no passado precipitou a má-fé institucionalizada, bem como a corrupção.

Tais assuntos durante as presidências de Lula e Rousseff destruíram bilhões de dólares de valor para os acionistas e viram a Petrobras ser enredada no que foi descrito como o maior escândalo de corrupção da história do Brasil e potencialmente até do mundo. Esses acontecimentos, juntamente com um balanço patrimonial sobrecarregado de dívidas, quase destruíram a companhia nacional de petróleo do Brasil.

As consequências do escândalo, conhecido como Lava Jato (Lava Jato), jogou o Brasil em uma recessão profunda, onde o produto interno bruto anual foi de encolheu em mais de3% durante 2015 e 2016, tornando-se o pior já registrado. Por essas razões, é fácil entender como as ações do Bolsonaro geraram tamanha onda de medo entre os investidores. Embora ainda exista um risco significativo associado à Petrobras e suas operações, as perspectivas não são tão terríveis quanto o mercado e alguns analistas percebem.

A Petrobras relatou um sólido 2020, apesar do severo impacto da pandemia global COVID-19 sobre a demanda de energia e os preços do petróleo bruto. A empresa nacional de petróleo anunciou produção recorde de petróleo para o ano inteiro de 2,28 milhões de barris por dia e atingiu uma nova alta para a produção total de hidrocarbonetos de 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Este é um marco impressionante em um momento em que o setor de energia estava sob pressão considerável devido aos preços do petróleo bruto mais fracos, o que forçou as grandes empresas de energia a cortar gastos, levando a uma redução acentuada na produção. As exportações de petróleo bruto da Petrobras em 2020 foram 33% superiores às de 2019, apesar da pandemia e de uma redução significativa na demanda de petróleo em todo o mundo.

Isso foi impulsionado principalmente pela demanda inabalável de China por petróleo, especialmente variedades de petróleo doce leve e médio , criando uma maior demanda pelo petróleo bruto médio doce da Petrobras extraído de seu campo de petróleo offshore no pré-sal. Notavelmente, a companhia nacional de petróleo do Brasil abriu 2021 com exportações de petróleo recorde, à medida que a demanda insaciável da China continuou crescendo.

É importante ressaltar que, sob a administração de Branco, a companhia nacional de petróleo do Brasil foi capaz de reduzir substancialmente a enorme pilha de dívidas que havia acumulado sob a gestão anterior. No final de 2020, a Petrobras reduziu sua dívida bruta para US $ 75,5 bilhões, o que foi uma queda saudável de 13% em comparação com o ano anterior. A principal empresa de energia integrada pretende reduzir ainda mais a dívida bruta para menos de US $ 60 milhões entre 2023 e 2025.

A pandemia, o colapso do preço do petróleo em março de 2020 e o aumento da incerteza em torno dos preços do petróleo bruto levaram a Petrobras a cortar despesas de capital enquanto renovava seu foco no desenvolvimento de projetos de petróleo com um preço de equilíbrio de menos de $ 35 por barril.

Embora a intromissão de Bolsonaro nos assuntos da Petrobras tenha assustado investidores e mercados financeiros, é improvável que o novo CEO decida sobre quaisquer mudanças materiais na estratégia. Este é especialmente o caso quando se considera que uma Petrobras mais ágil estava desbloqueando um valor considerável não apenas para os investidores, mas para o Estado brasileiro. A principal fonte de energia integrada é o principal impulsionador do monumental boom do petróleo offshore no Brasil.

A produção de petróleo do Brasil crescia de forma constante, apesar da pandemia e de seu impacto no consumo global de energia. No entanto, a produção de petróleo em fevereiro de 2021 (português) caiu 6% ano após ano para 3,55 milhões de barris diários, principalmente porque a Petrobras havia fechado algumas operações para manutenção.

Apesar da decisão de Bolsonaro, CEO da Petrobras, que está deixando o cargo, Branco ainda aumentou os preços da gasolina e do diesel no portão da refinaria em resposta aos preços internacionais mais altos do petróleo. Embora o mais recente desenvolvimento tenha alarmado os investidores, há sinais de que o novo CEO, Silva e Luna, adotará uma abordagem equilibrada.

Especula-se que enquanto ele buscará amenizar o impacto da alta dos preços dos combustíveis na delicada economia brasileira, que segundo o FMI encolheu 5,8% no ano passado, ele manterá os preços domésticos dos combustíveis em paridade com os preços internacionais da energia. Este é um reconhecimento da necessidade da Petrobras de se manter lucrativa e não ser mais uma vez saqueada pelo governo federal para apoiar seus objetivos financeiros em detrimento dos acionistas.

A estimativa de analistas é que a Petrobras perdeu em qualquer lugaraté US $ 40 bilhões entre 2011 e 2014, quando a empresa foi obrigada a vender gasolina e diesel importados com prejuízo no Brasil pelo governo Dilma Rousseff. Na esteira do escândalo do Lava Jato, a Petrobras implementou uma política de preços de paridade de produtos de petróleo importados que, embora seja refinada e tornada mais flexível, desde então ainda se aplica. Embora tenha sido modificado para torná-lo mais flexível desde a sua implementação, a política ainda se aplica.

Brasília, mesmo depois dos últimos eventos, parece focada na conclusão de novas reformas no setor de hidrocarbonetos do Brasil e na privatização de outros ativos estatais. Essas políticas são essenciais para atrair o investimento adicional necessário para sustentar o boom econômico do petróleo cada vez mais importante e impulsionar o investimento estrangeiro direto para que a economia possa se recuperar das consequências causadas pela pandemia.

Como parte dessas reformas, a Petrobras está supostamente encerrando seus monopólios de refino e produção de gás natural. Isso viu o grande plano de energia integrada vender oito de suas refinarias ao longo de 2021, mas duas vendas foram atrasadas, apesar da necessidade de concluir as transações até o final de 2021.

É difícil ver quaisquer mudanças materiais sendo feitas nelas planos por causa da importância econômica da Petrobras, mesmo após a substituição de Branco por Bolsonaro, indicando que uma maior intervenção estatal poderia estar em jogo. Após o evento, o presidente do Brasil foi rápido em apontar quea privatização da estatal Eletrobras ainda estava em andamento, na esperança de reforçar suas credenciais pró-negócios não intervencionistas.

A estratégia de cinco anos da Petrobras com foco na venda de operações não essenciais de alto custo, incluindo águas rasas e ativos de petróleo onshore, abrir a indústria de gás natural do Brasil para participantes privados e encerrar seu monopólio de refino é importante para desbloquear valor não apenas para investidores privados, mas para o governo brasileiro.

Tudo indica que, apesar da decisão de Bolsonaro indicar que a intervenção do governo no setor de energia do Brasil é uma ameaça sempre presente, as consequências não serão tão graves quanto os mercados e os analistas inicialmente acreditaram.

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