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22 de Fevereiro de 2021

ECONOMIA

PIB cai, inflação incomoda

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O Estado de S.Paulo - SP   22/02/2021

Mesmo com perspectiva de queda do PIB brasileiro no primeiro trimestre, a inflação continua a incomodar. Hoje, como reportou Thaís Barcellos, do Broadcast, o Credit Suisse elevou sua projeção de IPCA em 2021 de 4,2% para 4,5%, o que já é uma distância não desprezível da meta de 3,75%.

É verdade que a projeção do CS é puxada. A última mediana do Focus para as atualizações dos cinco últimos dias úteis é de 3,7% de IPCA este ano. Por outro lado, a mediana do mercado vem subindo. No início do ano, para o indicador dos cinco últimos dias úteis, estava em 3,3%.

Parte importante da causa da perspectiva mais salgada de inflação em 2021 é externa, na forma de um colossal choque no preço internacional das commodities. A soja subiu mais de 100% em 12 meses, e o milho se elevou em 70%. O minério de ferro saltou mais de 140%. E o petróleo entrou com força na festa, subindo 70% desde o final de outubro, para as cercanias de US$ 65 o barril (do tipo Brent).

Mas essa história não é só externa. Como nota o economista e consultor Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC, até recentemente o real costumava se apreciar quando havia alta das commodities (amenizando a elevação em reais), mas isso não está ocorrendo desde pelo menos o ano passado.

“Esse mecanismo de atenuar a alta em reais não está funcionando e o suspeito principal é a questão fiscal”, diz Schwartsman.

Em outras palavras, a fragilidade fiscal aumenta o risco Brasil que se reflete em mais desvalorização do câmbio.

Por outro lado, a atividade econômica no Brasil permanece numa situação de debilidade, o que não ajuda em nada a fechar o “hiato do produto” – isto é, mobilizar os abundantes recursos ociosos em termos de emprego e capital. O enorme hiato é uma força desinflacionária.

É verdade que a economia, especialmente na indústria e no comércio, se aqueceu no final do ano. Porém, como nota Schwartsman, já houve surpresas negativas em dezembro, como o péssimo número do varejo.

Para este início de ano, as perspectivas são decididamente ruins (tanto que se prevê recuo do PIB no primeiro trimestre).

Há muito vento contrário à atividade no Brasil no momento. A alta da inflação no final de 2020 corroeu a renda real. Os programas do governo de apoio a famílias e empregos foram descontinuados em janeiro (a possível volta do auxílio emergencial será de dimensão muitíssimo menor). A segunda onda da Covid está comendo solta, e a vacinação progride lentamente.

No mercado de trabalho, prossegue o consultor, o desemprego observado está em torno de 15%, e aquele que haveria caso a taxa de participação voltasse ao normal (o que se espera, claro, com a superação da pandemia) é próximo a 20%.

A inflação dos serviços, embora tenha subido, ainda está em nível bem confortável.

Duração do choque

Schwartsman acrescenta ainda que as expectativas inflacionárias, mesmo tendo se elevado, ainda estão longe de caracterizar uma deterioração extraordinária.

Um fator final, para o economista, é que o BC já está olhando para 2022. Dessa forma, a duração do choque de commodities é um fator vital. Se ficar mais restrito a este ano, é possível que mesmo um desvio para cima mais expressivo do IPCA, em relação à meta, não seja visto como tão maligno pela autoridade monetária. Se for mais duradouro, a situação se complica.

Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco, aponta em primeiro lugar que, de fato, a alta das commodities vêm se sustentando há alguns meses, desde aproximadamente setembro do ano passado. Não cedeu até agora e não há sinais disso ainda. O gigantesco estímulo fiscal nos Estados Unidos e o ritmo forte da recuperação chinesa não indicam arrefecimento, pelo contrário.

Por outro lado, Barbosa nota que parte do choque de preços de alimentos no Brasil tem componente mais doméstico, ligado à demanda turbinada pelo auxílio emergencial, o que se vê em itens como feijão e arroz, por exemplo. Nesse pedaço, pode haver alguma trégua.

Outra questão são os fios de transmissão entre alta no atacado e no varejo. Em alimentos, nota o economista-chefe do Bradesco, o IPA e o IPC “conversaram bem”. Ainda há uma defasagem – alta do primeiro que não chegou ao segundo –, mas é modesta.

O grande “gap” está nos produtos industrializados, o que leva à maior diferença histórica na inflação em 12 meses (até janeiro) do IGPM, de 26%, e do IPCA, de 4,6%.

Para Barbosa, essa defasagem “é reflexo da mitigação do hiato, nem toda a pressão [no atacado] está se transmitindo [ao varejo]”.

Ele ressalva, porém, que há limites. Se as commodities continuarem subindo e o câmbio depreciando, pode haver uma surpresa inflacionária e aumenta o risco de uma inflação significativamente acima da meta este ano.

A questão é que Barbosa não vê razão para as matérias-primas continuarem a se valorizar indefinidamente. Ele interpreta o movimento atual como uma antecipação da reabertura completa da economia global pela vacinação, e, portanto, uma tendência delimitada no tempo.

Se essa visão estiver correta, continua o economista, o grande hiato vai ser um antídoto forte à propagação do choque quando este, em seu caráter primário, tiver passado.

O Bradesco projeta IPCA de 3,5% em 2021. Segundo o economista-chefe, se fosse para “marcar a mercado” a projeção, levando em conta nível de commodities e câmbio de hoje, o número subiria para 3,9%. Mas pode haver algum alívio nessas frentes, e ele vê, por exemplo, alguma trajetória de valorização do câmbio até o fim do ano.

Barbosa enxerga em algumas projeções de IPCA muito acima da meta no final do ano uma reação “talvez exagerada” ao choque gigantesco de alimentos, petróleo etc. Ele ilustra com o fato de que mais de 80% da soma das surpresas inflacionárias (para mais) em 2020 e no primeiro trimestre de 2021 são explicados explicada pelo ocorrido apenas com os preços administrados e de alimentos.

Julia Passabom, economista do Itaú-Unibanco, diz que a revisão recente da projeção do banco de IPCA em 2021 de 3,6% para 3,8% foi bastante motivada por itens industriais como móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, veículos etc.

Ela nota que a indústria ainda está aquecida, com níveis de ocupação de capacidade bem acima do nível pré-crise. Adicionalmente, há o preço elevado de insumos, como metal e borracha, o que por sua vez está ligado a um câmbio no início do ano mais desvalorizado do que o Itaú projetava.

Também se registra preços de alimentos um pouco mais elevados e a alta forte do petróleo.

Insegurança fiscal

Os três economistas ouvidos na coluna tem projeção de IPCA em 2021 na meta ou próximo dela (3,7% no caso de Schwartsman). As projeções de Selic no final de 2021 vão de 3,5% no caso do Itaú e Schwartsman (3,5%-3,75% para este último) a 4%, para o Bradesco.

São, portanto, prognósticos relativamente positivos, o que não significa que nenhum deles esteja tranquilo. Schwartsman vê risco de inflação mais alta se o choque de commodities for mais duradouro do que pensa, da mesma forma que Barbosa, que menciona ainda o câmbio. Julia cita, por sua vez, a inflação em 12 meses bem acima da meta por boa parte do ano, com pico previsto pelo Itaú de 6,8% em junho – o que significa algum risco de desancoragem de expectativas.

No frigir dos ovos, a transmissão da insegurança fiscal para o câmbio e para a inflação pode ser o elemento decisivo a separar um ano de travessia difícil, mas manejável, para o Banco Central, de um ano de assustadoras surpresas negativas em termos de inflação e juros.

Menos

A política de Biden para a China depende de quanto Xi está disposto a ceder

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Exame - SP   22/02/2021

À medida que Joe Biden se acomoda na Casa Branca, está acontecendo um debate sem fim sobre como deve, como pode, e como vai ser a política dele para a China. No entanto, para esta dança são necessárias duas superpotências, de modo que a abordagem de Xi Jinping com Biden terá tanto peso quanto a de Biden com Xi – talvez até mais. Qualquer melhora significativa nas relações EUA-China é impossível a menos que Xi esteja disposto a entrar na dança.

E o presidente chinês está aberto a essa aproximação? Não sabemos ao certo. Xi não compartilha muito do que pensa sobre a política econômica americana. Ele raramente, quando muito, menciona os EUA pelo nome. Como muitas outras coisas da China, estamos limitados a interpretar os comentários de Xi, dissecar suas ações e fazer algumas projeções abalizadas.

Um quadro de fato surge das sombras. E, para o horror da estabilidade e prosperidade global, não parece bonito.

O motivo pode ser visto no modo como Xi vem mudando a China e o papel da China no mundo. As rejeições dos princípios tradicionais da política externa americana por Donald Trump ganharam as manchetes, mas o rompimento de Xi com as antigas práticas de Pequim foi igualmente drástico. E, se Trump foi posto porta afora pelos eleitores americanos, Xi não vai a lugar algum, muito menos a agenda dele.

Neste sentido, o impacto de Xi no mundo pode se provar muito maior e mais fundamental do que o de Trump. E isso pode tornar a reconciliação da China com os EUA difícil, se não totalmente impossível.

Sem dúvida, Pequim tem emitido alguns sinais positivos. Na cúpula virtual de Davos, em 25 de janeiro, em seu primeiro discurso desde a inauguração de Biden, Xi pediu ao mundo que abandonasse uma “mentalidade ultrapassada do tempo da Guerra Fria”, acrescentando que “o confronto nos levará a um beco sem saída”. Além disso, há maneiras pelas quais Biden e Xi podem no mínimo diminuir as tensões. Xi provavelmente estará aberto a fazer acordos pequenos para obter fins específicos.

Por exemplo, ele pode oferecer a Biden algumas concessões no comércio ou acesso das empresas americanas ao mercado para conseguir a revogação das tarifas restantes impostas por Trump aos produtos da China. Ele também pode identificar mais oportunidades de entendimento com Biden do que com Trump – por exemplo, uma preocupação mútua sobre as mudanças climáticas.

Biden pode ser a pessoa certa para aparar as arestas. Para um político americano de primeira linha, ele passou uma quantidade pouco comum de tempo ao lado de Xi. Os dois tiveram extensas conversas durante um intercâmbio de visitas em 2011 e 2012, quando ambos eram vice-presidentes. (Dá até pra adivinhar qual dos dois falou mais.)

Porém, Biden vai descobrir que o Xi Jinping de 2021 não é o Xi Jinping de uma década atrás. Naquela época, observadores da China previam que Xi continuaria a “reforma e abertura” lançada por Deng Xiaoping na década de 80. Agora sabemos que foi o contrário. Xi está reformulando o governo chinês centralizando mais controle em suas próprias mãos do que qualquer outro líder desde Mao Zedong, e aparentemente quer entrar para os enormes livros de história da China como o restaurador da grandeza do país asiático.

Isto tem levado a uma mudança drástica na visão de mundo de Pequim. Os antecessores da era de reformas de Xi se contentavam em focar principalmente no desenvolvimento econômico. Já Xi, para reforçar sua imagem cuidadosamente construída em seu país, vem buscando uma política econômica muito mais agressiva no exterior.

Em praticamente todas as frentes, ele tem usado a força redescoberta da China em busca de mais influência, e mais respeito, no resto do mundo. Com seu projeto diplomático de estimação – a Iniciativa do Cinturão e da Rota, voltada à construção de infraestrutura –, Xi vem ampliando o alcance chinês à Eurásia e além. Ele vem buscando uma influência maior no interior de instituições internacionais como a Organização Mundial da Saúde. O que Pequim considera interesses-chave vem sendo buscado com um gosto excepcional, seja sua controversa reivindicação de quase todo o Mar da China Meridional ou o tema sensível chamado Taiwan.

Incluam-se aí as discutíveis políticas de Xi em seu país – detenção de números desconhecidos de integrantes da minoria uigur e repressão do movimento pró-democracia de Hong Kong – e o resultado é que ele tem tanta responsabilidade pela perigosa degradação das relações com os EUA quanto Trump. Melhorar estes laços exigirá mudanças nas políticas de Xi, assim como nas de Washington.

Existe uma possibilidade de que uma abordagem menos combativa de Biden, mesmo que seja em tom, possa em troca amenizar as políticas de Xi. O governo Trump, afinal, não deu outra opção que não botar a China totalmente na defensiva ao espancar o país com sanções e ameaças e cutucá-lo nos pontos mais fracos, como Taiwan. Uma vez que o governo de Pequim gosta de descrever as políticas americanas como recíprocas, cada passo atrás de Biden praticamente forçaria Xi a fazer o mesmo.

No entanto, em muitas frentes, Xi parece estar cavando mais fundo. Apenas duas semanas após a posse de Biden, a polícia de Hong Kong deteve dezenas de ativistas pró-democracia com base na nova lei municipal de segurança nacional. De modo semelhante, Xi deu de ombros à indignação americana com seu péssimo tratamento dos uigures da China, chamando sua política de “totalmente correta” em setembro. Poucos dias após a posse de Biden, o exército chinês enviou jatos para perto da Taiwan para intimidar o governo democrático da ilha, ignorando um protesto do novo governo americano.

Também nas questões econômicas, Xi parece implacável. A pesada subvenção estatal às empresas chinesas de alta tecnologia há tempos é alvo de reclamação de empresas americanas e um (suposto) alvo da guerra comercial de Trump, mas Xi continua a gastar. Em agosto, ele anunciou generosas isenções fiscais para empresas de semicondutores.

Em um raro artigo publicado em agosto passado, Yang Jiechi, integrante do Politburo do Partido Comunista, pôs toda a culpa pelas crescentes tensões em “uma dúzia de políticos americanos egoístas” que dão “falsas declarações e afirmações infundadas” sobre a China. “Apelamos a estes que corrijam seus erros e seus rumos”, concluiu ele. Em troca, Yang não oferecia nada concreto. Na verdade, ele tirou alguns dos principais temas da mesa de negociação – entre eles Hong Kong, Taiwan e os uigures –, afirmando serem questões que “dizem respeito à soberania e integridade territorial da China”.

Tradução: Xi quer um “restart” das relações com os EUA desde que Biden cuide de reiniciar tudo. Não é realista. Democratas e republicanos veem hoje a China como um adversário estratégico, de modo que quase não há chance de Biden voltar o relógio e restaurar a antiga política de relacionamento, especialmente se Xi se recusar a fazer concessões.

Ao que parece, Xi talvez já tenha chegado a essa conclusão. A nova urgência com que ele vem pressionando por “autossuficiência”, sobretudo em tecnologias-chave como chips, indica que ele busca limitar a dependência chinesa dos EUA e influência de Biden na economia chinesa. O novo bordão econômico de Xi, “circulação dupla”, coloca mais ênfase no desenvolvimento interno e, portanto, deve mudar o foco da política para dentro do país. Isso também pode aumentar as tensões com os EUA caso Xi substitua as importações por produtos nacionais ou discrimine ainda mais as empresas americanas.

No limite, Xi tem prioridades de política econômica, tanto internas quanto no exterior, que não irá mudar por Biden. Em uma entrevista em dezembro, Biden disse que pretende “deixar muito claro à China que existem regras internacionais que, se vocês quiserem jogar por elas, nós jogamos com vocês. Se não, não vamos jogar.” As ações de Xi deixam bastante claro que ele não tem intenção alguma de seguir o que Biden chama de “regras”, e pretende em vez disso definir suas próprias regras de como outros países devem negociar com sua China.

Cada vez mais, o conflito EUA-China vem se tornando uma competição dos principais interesses nacionais das duas principais superpotências com ideologias de governo e visões de mundo fundamentalmente distintas. Idealmente, pelo bem de todos nós, Xi e Biden podem chegar a algum consenso. Porém, sem determinadas mudanças drásticas nas políticas de Xi, é difícil imaginar algo assim. Embora Xi possa fingir que vai dançar, é provável que deixe Biden sozinho no baile.

Menos

China tem superávit em conta corrente em 2020

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Monitor Digital - RJ   22/02/2021

A China registrou um superavit de US$ 298,9 bilhões em conta corrente em 2020, segundo os dados oficiais divulgados nesta sexta-feira pela Administração Estatal de Divisas. O comércio de bens registrou superavit de US$ 533,8 bilhões no ano passado, enquanto o comércio de serviços teve déficit de US$ 145,3 bilhões, revelou a administração.

No quarto trimestre de 2020, a China registrou um saldo positivo de US$ 130,2 bilhões em conta corrente, com superavit de US$ 193,6 bilhões no comércio de bens e déficit de US$ 28,4 bilhões no comércio de serviços.

Paralelo

Já no Brasil, em 2020, a balança comercial teve superávit de US$ 50,9 bilhões. O saldo é positivo quando o país exporta mais que importa. O número é maior que o de 2019 quando o superávit foi de US$ 48 bilhões. Os dados foram divulgados em janeiro pelo Ministério da Economia.

O saldo positivo da balança comercial brasileira em 2020 é resultado de US$ 209,921 bilhões em exportações e US$ 158,926 bilhões em importações. A corrente de comércio foi de US$ 368,847 bilhões.

Nas exportações, no acumulado de 2020, comparando com o ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária mostra crescimento de 6% na agropecuária, queda de 2,7% na indústria extrativa e queda de 11,3% em produtos da indústria de transformação. Nas importações, o desempenho dos setores pela média diária foi: queda de 3,9% em agropecuária, de 41,2% na indústria extrativa e de 7,7% em produtos da indústria de transformação.

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Monitor da FGV indica recuo de 4% no PIB de 2020

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O Estado de S.Paulo - SP   22/02/2021

RIO - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 4,0% no ano de 2020, segundo o Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Indústria e serviços recuaram, enquanto a agropecuária cresceu 2,0% no ano passado, de acordo com o indicador. Sob a ótica da demanda, houve retração em todos os componentes, com destaque para a queda de 5,2% no consumo das famílias.

"A expressiva queda de 4,0% da economia em 2020 consolida retrações disseminadas em diversas atividades econômicas, em decorrência da pandemia de covid-19", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial. "Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia não havia sido capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados", completou.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais, que serão divulgadas em março.

O PIB teve crescimento de 3,4% no quarto trimestre de 2020 em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, o PIB teve retração de 0,8%.

No mês de dezembro, o PIB cresceu 1,0% ante novembro e avançou 1,4% em relação ao mesmo mês de 2019, o primeiro resultado positivo após nove meses consecutivos de quedas.

Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), recuaram 2,9% em 2020, puxados pelo componente de máquinas e equipamentos. As exportações caíram 1,9% e as importações apresentaram retração de 10,3%.

Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 7,434 trilhões de janeiro a dezembro, em valores correntes. "O resultado do PIB de 2020 interrompeu a trajetória de crescimento que se estendia por três anos e retornou ao patamar de 2016. A preços constantes de 2020, o PIB de 2020, embora seja um pouco maior que o de 2016, ainda é inferior aos do período 2017 a 2019", ressaltou a nota da FGV. A valores de 2020, o PIB per capita ficou em R$ 35.108 em 2020, menor valor desde 2008.

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The Economist: O que esperar de uma economia aquecida nos EUA

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O Estado de S.Paulo - SP   22/02/2021

Quando os Estados Unidos espirram, o resto do mundo fica resfriado. Mas o que acontece quando fica febril? Depois de um difícil 2020 em que o PIB apresentou uma queda de 3,5%, os EUA deverão desfrutar de uma forte recuperação em 2021 simplesmente voltando para algo semelhante ao normal com o avanço da vacinação. Entretanto, é possível que consiga mais do que isso. Se o projeto de lei sobre a ajuda no combate à covid elaborado pelo presidente Joe Biden for aprovado, o estímulo em sua totalidade, este ano, poderá superar os US$ 2,5 trilhões.

Isso impulsionaria a produção acima do que o Departamento do Orçamento do Congresso calcula que seja o seu patamar “potencial”: ou seja, o total que a economia pode produzir sem aumentar a pressão inflacionária. Essa possibilidade faz com que alguns economistas americanos fiquem atentos aos sinais de uma aceleração do crescimento dos preços e dos salários.

Caso ocorra um superaquecimento, seus efeitos não se deteriam nas fronteiras americanas. Dependendo de como se dará a recuperação, o aquecimento da economia americana poderá ser uma bênção para o resto do mundo – ou então outra fonte de preocupação.

Em uma economia fechada que não tem laços comerciais com o resto do mundo, gastos limitados podem levar à perda de empregos e pressionar para baixo os preços. Já em excesso, impulsionariam o emprego e, por fim, os preços. Em uma economia aberta, entretanto, alguns dos efeitos das alterações da demanda se propagam para o resto do mundo. Uma queda abrupta dos gastos, por exemplo, pode estar associada à queda da demanda por importações, e parte do sofrimento de uma crise é exportada para o exterior. Durante a crise financeira global de 2007-09, os problemas nos mercados financeiros provocaram o caos no mundo inteiro, mas mesmo países relativamente isolados desses males foram afetados em razão dos laços comerciais com os EUA e a Europa. Segundo uma estimativa, cerca de 25% da queda da demanda americana e 20% da demanda europeia foram sentidas por outras economias e transmitidas por meio do comércio.

A aceleração da demanda deveria funcionar de maneira semelhante, mas na outra direção. Como os americanos gastam mais, parte disso vaza para o exterior por meio das compras de bens estrangeiros, por exemplo, ou pelos gastos em serviços – incluindo o turismo, que deverá começar a se recuperar à medida que as restrições em razão da pandemia forem levantadas.

Uma análise das repercussões da política fiscal publicada pelo Fundo Monetário Internacional em 2017 observou que um estímulo americano, que consiste principalmente de gastos (ao contrário do corte de impostos), correspondente a 1% do PIB, eleva a produção de um país médio em 0,33% no primeiro ano. Os países com vínculos comerciais mais estreitos experimentam efeitos maiores. O estímulo para a economia do Canadá é calculado em quase três vezes a média, por exemplo. Se a combinação da reabertura com o estímulo revigorar o consumidor americanos, os efeitos poderão ser sentidos rapidamente no mundo inteiro.

Entretanto, o grau em que serão sentidos depende da resposta da política, tanto interna quanto externamente. Os efeitos externos na área fiscal são mais poderosos quando os países que os recebem também estão operando abaixo do potencial. Os gastos americanos, portanto, terão impacto mais provavelmente no resto do mundo se a sua recuperação for mais forte do que a dos seus parceiros comerciais.

Em geral, os efeitos fornecem um forte incentivo para que os governos coordenem os seus esforços na questão dos estímulos – para que algumas economias comedidas (por exemplo, as da Europa) peguem carona na magnanimidade das mais generosas. De fato, no dia 12 de fevereiro, Janet Yellen, a secretária do Tesouro dos EUA, instou os seus colegas do G-7 a também serem “generosos” no estímulo. Os países que pegam carona poderão encontrar-se em uma situação complicada com Yellen: o governo Biden prometeu ser intransigente com os que registram consideráveis e persistentes superávits comerciais.
Feito para transbordar

A maior incerteza a respeito dos efeitos globais de uma economia americana aquecida é a reação do Fed. Um recente trabalho de Kristin Forbes, do Massachusetts Institute of Technology, sugere que a inflação interna se tornou mais sensível ao longo do tempo a fatores globais. Entretanto, a inflação dos salários parece ainda em grande parte sensível às condições internas.

O Fed poderá, portanto, minimizar a questão dos aumentos dos preços, mais tarde este ano, considerando que a pressão sobre os preços no curto prazo não se traduzirá em uma inflação sustentada até que o mercado de trabalho nos EUA e a economia mundial estejam plenamente recuperados. Um Fed mais tolerante em relação aos juros favorecerá um dólar mais fraco e condições financeiras mais fáceis no mundo todo, influindo no impulso proporcionado pelo fato de que os americanos compram mais bens do exterior.

Mas o fantasma americano das altas dos juros poderia assustar os mercados globais e forçar as economias emergentes a adotarem políticas fiscais e monetárias menos estimulantes. A possibilidade de o Fed repentinamente tornar-se intransigente parece improvável. Mas se a temperatura dos Estados Unidos subir o suficiente, o resto do mundo poderá se apavorar.

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Superciclo de commodities: maldição

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O Estado de S.Paulo - SP   22/02/2021

Analistas experientes já estão anunciando a volta do fenômeno econômico global que, em sua última passagem, na primeira década dos anos 2000, injetou US$ 100 bilhões na economia brasileira. Os sinais ficaram claros ao longo da pandemia, com as mineradoras e o agronegócio brasileiro batendo recordes de lucros e volumes despachados para o exterior.

Para se ter uma ideia dos impactos já percebidos, a Vale registrou um ganho líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre de 2020, mais que o dobro dos R$ 6,5 bilhões registrados em igual período do ano passado. Outro exemplo é o desempenho impressionante da safra brasileira de 2020/2021, que deve fazer o valor bruto da produção agropecuária (VBP) ultrapassar o marco histórico de R$ 1 trilhão, batendo os R$ 885,8 bilhões de 2019/2020.

Esse mesmo boom exportador de matérias-primas, com minério de ferro e soja à frente e destinadas na maior parte para a China, foi o que deu raro conforto fiscal ao governo federal entre 2005-2010, estimulando os gastos com programas sociais e subsídios, afrouxamento do crédito ao consumidor e conferindo popularidade histórica ao então presidente Lula, na casa de 80%. A visão imediatista dos gestores públicos e o oportunismo político se apropriaram dessa janela de oportunidade.

Essa foi a grande bonança desperdiçada pelo país (mais uma) para se fazer reformas estruturantes, suportar melhor os tempos de vacas magras e, o mais importante, preparar um futuro de prosperidade sustentável, com diversificação do parque produtivo, investimento em infraestrutura, simplificação do sistema tributário, agregação de valor na lista de itens exportados, aumento da produtividade da mão de obra etc.

Estamos agora diante de novo ciclo de forte valorização de commodities, que chegam ao país no período de sua pior situação fiscal, social, econômica e até sanitária. Se não fossem a boa performance exportadora do campo e das minas, o Brasil estaria atravessando uma crise combinada ainda mais aguda. Do café ao níquel, são muitos os produtos, incluindo aqueles que o país é campeão mundial em produção e exportação, que trazem alento.

Mas o que parece ser uma dádiva em meio a tanta tragédia provocada pela pandemia da Covid-19, também nos provoca necessárias reflexões. De cara, ficou evidente que ainda somos muito sensíveis a cenários externos e carentes de apetite mundial pelos bens mais básicos e crus. Depois, vimos que corremos sempre o risco de interpretar ganhos setoriais momentâneos como obra de supostos acertos de governos de plantão. É a tal lógica de mirar eleições em vez de cuidar das gerações.

Por fim, sacamos sempre tardiamente que ambições políticas acabam por gerar distorções ainda maiores diante da temporária fartura financeira ou meramente contábil, sendo o melhor e mais dramático exemplo disso o descalabro após a descoberta do pré-sal, naquela mesma época, quando o barril do petróleo foi para as alturas. O que era para ser progresso real e duradouro redundou em populismo, estatismo e corrupção. Como dinheiro na mão é vendaval, torramos bilhete premiado e endividamos os netos.

Breves confortos econômicos alimentam a velha procrastinação brasileira. Nosso sistema político parece condenado a tomar decisões inadiáveis somente no último estágio da emergência. Qualquer melhora no horizonte parece chance de relaxar, tal qual se teme o abandono de controles pós0chegada da vacina contra o coronavírus.

Passivo histórico

É desconcertante ver uma economia do tamanho e complexidade da nossa com 60% de sua produção escoada por rodovias esburacadas e estreitas, convivendo com doenças endêmicas, com metade da população sem saneamento básico e sob risco de desabastecimento de energia à cada período prolongado de estiagem. Não dá mais para empurrar com a barriga a redução de tamanho e de despesas do Estado. A pressa necessária é dada pelo momento e também pelas dívidas sociais históricas.

O novo superciclo de commodities, o quinto desde o século 20 é, pois, bem-vindo. Ele será essencial para a retomada econômica, que já vem sendo puxada globalmente por estímulos monetários e alta de gasto público. Mas a boa nova não deveria resultar só em alívio parcial, mas em cura para males profundos ou futuros. Temos de ser formiga e não cigarra, cioso e não inconsequente, para que dádiva não vire dívida nem repetida maldição.

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MINERAÇÃO

ICSK planeja investir em mineração no Estado

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Brasil Mining - SP   22/02/2021

O grande volume de aportes previsto para a mineração brasileira nos próximos anos fez com que a ICSK, uma das principais empresas de Engenharia e Construção da América do Sul, ingressasse no setor.

A meta da empresa chilena, que atua no Brasil desde 2016 no setor elétrico, é que os projetos junto à indústria extrativa representem 50% da carteira de clientes até 2023.

E Minas Gerais está no radar da empresa, uma vez que, dos US$ 38 bilhões previstos em investimentos no setor mineral nacional de 2020 a 2024, US$ 13,2 bilhões serão alocados no Estado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

“Minas vai ser o local para se estar nos próximos anos. Há grandes oportunidades tanto na mineração quanto em outros segmentos”, avalia o diretor-geral da ICSK no Brasil, Robson Campos.

Segundo ele, a empresa realizou um mapeamento e identificou cerca de 70 projetos em estudo por parte de empresas mineradoras, que podem absorver investimentos de R$ 40 bilhões em ativos a serem construídos ou revitalizados nos próximos três anos. Foram avaliados localização, empresas, tamanho e escopo, como modernização, construção, operação e manutenção. “Minas desponta como principal local de investimento, seguido da Bahia e do Pará”, comentou.

De fato. Os dados do Ibram indicam que os US$ 13,2 bilhões previstos para Minas Gerais representam 35% do total a ser aportado no setor brasileiro nos próximos anos. Já a Bahia deverá receber algo em torno de US$ 10,5 bilhões ou 28% e o Pará US$ 8,8 bilhões (23%). Os outros estados somam US$ 5,5 bilhões (14%).

Campos destacou que a mineração faz parte do core business da empresa e que, atualmente, mais de 80% da produção de cobre chileno conta com a expertise de engenharia e construção da ICSK, que está apta a desenvolver projetos similares no Brasil como epecista e fornecedora de serviços de engenharia, construção e montagem de projetos, além de equipamentos.

No Chile, a ICSK já executou projetos para as indústrias de cobre, ouro, prata, aço, zinco e lítio e foi responsável pela construção de projetos de infraestrutura utilizados por 17 das 28 maiores mineradoras presentes naquele país, incluindo Anglo American, AMSA, Codelco e MMG.

“Chegamos ao Brasil, no final de 2016, para executar um projeto de construção de linha de transmissão de energia e estamos no quarto contrato na área. Já construímos mais de 2 mil quilômetros. No entanto, o setor de mineração é o de maior interesse da ICSK no Brasil e será o maior foco de crescimento em 2021 e nos próximos dois anos”, revelou.

A empresa é uma das principais fornecedoras de serviços para o setor de energia, com projetos desenvolvidos na Bahia, Pará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, para clientes vencedores de alguns dos maiores leilões de energia do País.

Na mineração, ainda este mês, a ICSK inicia as obras de revitalização da uma moagem de minério de ferro, um trabalho previsto para ser realizado durante os próximos dois anos.

O diretor disse, por fim, que apenas na área de cobre, há potencial para R$ 5 bilhões em projetos no País. “Estamos focando em projetos de cobre e de outros minérios, onde temos grande expertise na área, especialmente nas minas de cobre no Chile”, argumentou. A ICSK tem mais de 140 projetos em mineração já realizados na América Latina, dos quais 38 projetos de moagens já executados.

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Covid-19 muda radicalmente medidas de segurança do setor de mineração

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Exame - SP   22/02/2021

Para alguns setores da economia, o trabalho remoto é quase impensável. E a pandemia a covid-19 foi o motivo de uma verdadeira revolução nas medidas de segurança para as mineradoras da América Latina. Além do uso de máscara e de álcool em gel, as empresas precisaram implementar a testagem em massa, pesquisa de comorbidades dos colaboradores, e até entender o histórico familiar de casos de covid-19.
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É o que mostra uma pesquisa realizada pela Mercer Marsh Benefícios, consultoria de gestão de saúde e benefícios, com 33 mineradoras da América Latina, sendo 58% multinacionais e 42% nacionais. A pesquisa contou com a participação de empresas instaladas no Brasil, Peru, Chile, Argentina e México. Deste total, dez operam no Brasil.

“É um setor que foi fortemente impactado pela notícia da pandemia, mas agiu rápido porque não poderia parar. O setor administrativo foi para o teletrabalho, mas as pessoas que trabalham no fluxo de extração de minério não. E a pesquisa mostra isso, que não pararam ou pararam parcialmente”, explica Helder Valério, gerente de gestão de saúde e qualidade de vida da consultoria Mercer Marsh Benefícios.

O diagnóstico aponta que 61% das empresas pararam as atividades totalmente ou parcialmente em 2020, enquanto estavam em vigor os decretos mais restritos de circulação em cada país que atuam.

Para a volta dos trabalhadores com segurança, o setor levou em conta alguns fatores. Do total de empresas entrevistadas, 83% consideraram o contato com parentes ou pessoas próximas que tiveram a covid-19 como determinante para identificar um possível risco de contágio.

O meio de transporte foi indicado como fato de risco por 72% das empresas. Cientista apontam que é justamente nos deslocamentos que ocorrem grande parte das contaminações de coronavírus. A pesquisa ainda mostra que a testagem em massa é uma nova prática da mineradoras, com 30% que realizam testes a cada sete dias, 15% fazem a 14 dias, e 12% uma vez ao mês.

“As empresas estão se cercando de uma série de medidas para conter a doença e estão investindo em protocolos de testagem. Também mudaram outros protocolos. Nos refeitórios a disposição das mesas ficou com espaço maior, o horário de almoço e de jantar foram ampliados para reduzir o volume de pessoas”, diz Helder Valério.

O levantamento também mostra que antes de começarem os trabalhos, 21% das empresas pedem que os colaboradores façam um isolamento por pelo menos 14 dias, tempo de incubação do coronavírus.

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Vale cria Diretoria Executiva exclusiva para Sustentabilidade

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Brasil Mining - SP   22/02/2021

Com o crescimento da agenda ESG e para continuar entregando os resultados dos compromissos assumidos em seu Novo Pacto com a Sociedade, informamos que o Conselho de Administração decidiu estabelecer uma diretoria executiva exclusiva para o tema Sustentabilidade.

Nos últimos quatro anos, sob a liderança de Luiz Eduardo Osorio, a área de Sustentabilidade passou por uma profunda reestruturação para promover o diálogo com as comunidades e aumentar a escuta ativa nos territórios onde a empresa atua. Nesse período, foi definida a estratégia da jornada da Vale rumo a uma empresa carbono neutra em 2050. Foram também definidas as metas de recuperação e conservação de 500 mil hectares adicionais de florestas até 2030; as metas de consumo de 100% de eletricidade renovável até 2025 no Brasil e até 2030 em todo o mundo e as metas de redução de emissões de escopos 1, 2 e 3. Ao mesmo tempo, a área social teve progressos igualmente importantes:  a Fundação Vale foi reformulada, o Fundo Vale passou a atuar focado em negócios de impacto e foi criado o Instituto Cultural Vale, hoje o maior apoiador da cultura no Brasil.

A Vale reconhece esses importantes avanços e informa que o diretor-executivo Luiz Eduardo Osorio se dedica agora às suas outras duas áreas como Diretor Executivo de Relações Institucionais e Comunicação.

Para assumir a Diretoria Executiva de Sustentabilidade, foi nomeada Maria Luiza de Oliveira Pinto e Paiva, que reportará ao Diretor Presidente e se juntará ao time da Vale em 15 de março de 2021.

A Sra. Maria Luiza foi diretora de Sustentabilidade da Suzano, desde janeiro de 2019 até fevereiro de 2021. Atuou como Diretora Executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Relações Corporativas da Fibria Celulose de março 2015 a dezembro de 2018. Atua há 34 anos em Sustentabilidade e Recursos Humanos. Foi executiva no Banco ABN AMRO Real/Santander e no Banco Nacional. Trajetória focada em transformação cultural e desenvolvimento de lideranças. Como Diretora Executiva de Desenvolvimento Sustentável do ABN AMRO Real Santander, liderou a criação e implementação da estratégia de sustentabilidade que se tornou uma referência nacional e internacional. Liderou equipes e projetos multiculturais nos períodos em que dirigiu a área de RH para a América Latina, Caribe e Europa. É psicóloga formada pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, com especialização em Recursos Humanos pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, também cursando Negócios e Sustentabilidade na Universidade de Cambridge, Inglaterra.

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AUTOMOTIVO

Autopeças: exportações crescem, importações caem.

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Auto Industria - SP   22/02/2021

Após um 2020 com queda na maioria dos seus indicadores, a indústria de autopeças iniciou 2021 com exportações em alta, conforme dados da balança comercial divulgados no site do Sindipeças esta semana. O setor mandou para o exterior total de US$ 446,6 milhões em janeiro, uma alta de 14,4% sobre os US$ 390,6 milhões do mesmo mês do ano passado.

Já as importações, no mesmo comparativo, caíram 7,6%, baixando de US$ 943,4 milhões para US$ 871,9 milhões. O déficit comercial caiu 23,1%, de US$ 552,8 milhões para US$ 425,2 milhões em termos interanuais. A dificuldade de comprar componentes eletrônicos principalmente nos países asiáticos certamente contribuiu para a queda nas compras no exterior.

Tanto a Anfavea como a Abraciclo reconhecem que a produção das montadoras brasileiras em geral está sendo prejudicada por falta desses componentes, a ponto de a Moto Honda e outras fabricantes de Manaus, AM, terem paralisado as operações por pelo menos duas semanas neste início de ano. As montadoras de automóveis e caminhões não chegaram a parar, mas enfrentam gargalos que estão sendo administrados no dia a dia.

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As aquisições de autopeças no Japão, Coreia do Sul e Tailândia caíram, respectivamente, 9%, 45,7% e 10,9%%, para US$ 88,8 milhões, US$ 89,5 milhões e US$ 43,1 milhões. Também recuaram as compras feitas na Alemanha – queda de 26,7%, para US$ 112,7 milhões.

Já as importações da China, o principal fornecedor de componentes para o Brasil, cresceu 11%, atingindo US$ 161 milhões, e a dos Estados Unidos foram ampliadas em 14,3%, para US$ 78,9 milhões no comparativo de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2020.

Em termos interanuais, as exportações para a Argentina cresceram 14% no primeiro mês de 2021, para US$ 112,4 milhões. Houve também crescimento das vendas para Estados Unidos (44%), México (29,2%) e Chile (0,8%). Por sua vez, para a Colômbia houve redução de 20,4%.

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O direito à negociação coletiva nas demissões em massa da Ford

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Consultor Jurídico - SP   22/02/2021

A Justiça do Trabalho suspendeu o processo de demissão em massa nas fábricas da Ford de Taubaté (SP) e Camaçari (BA), a fim de que a montadora não realize desligamentos até a conclusão de negociação com os sindicatos.

Todavia, posteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região concedeu outra decisão liminar autorizando a Ford a demitir seus funcionários independentemente dos resultados na negociação coletiva.

Diante desse impasse nos tribunais, há quem sustente não ser necessária a negociação coletiva, com base no artigo 477-A, CLT, incluído pela Lei nº 13.467/2017 (reforma trabalhista), que dispõe claramente:

"477-A — As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)".

Por outro lado, é importante recordarmos que a nossa Carta Magna, logo em seu "Preâmbulo",

já assume o compromisso de assegurar os direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.

Além do mais, a Constituição prevê como princípios fundamentais da República a dignidade da pessoa humana (artigo 1º, III) e os valores sociais do trabalho (artigo 1º, IV).

Também não podemos nos esquecer que o artigo 7º, I, da Constituição prevê o direito fundamental de todo trabalhador a uma relação de emprego protegida contra despedida arbitrária.

Outro ponto relevante é o fato de que as empresas representam uma das peças mais importantes do atual sistema capitalista, razão pela qual a Constituição da República e o Código Civil brasileiro enxergam-na como uma "instituição social".

Afinal, um dos princípios da ordem econômica é justamente a função social da propriedade (artigo 170, III, CR), que se projeta também nos contratos de trabalho (artigo 421, CC).

Portanto, se a própria ordem econômica está fundada na valorização do trabalho humano (artigo 170, CR), o trabalhador deve possuir instrumentos idôneos para se proteger de uma despedida inopinada, como, por exemplo, pelo menos uma tentativa de negociação coletiva.

Para corroborar esse entender, merece ser trazido à baila o fato de que a Organização Internacional do Trabalho possui diversas convenções que não permitem o manejo unilateral das dispensas em massa por se tratar de um ato coletivo, inerente, portanto, ao Direito Coletivo do Trabalho, e não ao direito individual laboral — tal como previsto estritamente no artigo 477-A da CLT.

É o que se depreende, aliás, da Convenção nº 158 (artigo 13), da Convenção nº 98 (artigo 4º), da Convenção nº 154 (artigo 5º) e também de outros importantes documentos como o Pidesc (artigo 8º) e a Convenção Americana de Direitos Humanos (artigos 26 e 29), que reafirmam a necessidade de negociação coletiva.

Diante de todo esse contexto normativo, caberia ao Poder Judiciário equilibrar as tensões e não permitir a opressão do capital sobre o trabalho, mediante a "simples chancela" da despedida em massa, efetivada de forma unilateral, inopinada, num total descompromisso com a democracia dentro da relação trabalho-capital.

Seria necessário, portanto, interpretar o artigo 477-A, CLT no sentido de lhe conferir compatibilidade com a ordem jurídica, isto é, garantindo aos trabalhadores o direito de negociar coletivamente (artigo 8º, IV, CR e artigo 616, CLT) e que, para tanto, sejam-lhes entregues todas as informações necessárias a essa negociação (artigo 5º, XIV, CR), a fim de que, na medida do possível, reduzam-se os impactos sociais dessa medida drástica que é a demissão de mais de cinco mil pessoas.

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FERROVIÁRIO

Aberta Manifestação de Interesse para estudos do projeto de relicitação da Malha Oeste

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Portos e Navios - SP   22/02/2021

O CAF - banco de desenvolvimento da América Latina abriu chamado de Manifestação de Interesse para consultorias interessadas em realizar estudos de viabilidade e apoio para a nova concessão da ferrovia Malha Oeste. Recentemente, o CAF aprovou cooperação técnica para a estruturação do projeto, que teve sua qualificação recomendada no PPI por meio da Resolução CPPI nº 146, de 2/12/2020.

A primeira etapa desta contratação é o recebimento de Manifestações de Interesse. Poderão participar consultorias individuais ou consorciadas, que tenham experiência comprovada em serviços relacionados à estruturação integral de projetos de infraestrutura ferroviária.

Como resultado, o CAF formará uma lista de empresas que serão convidadas a submeter suas ofertas técnicas e econômicas para participar do processo seletivo. Posteriormente, a empresa selecionada será convidada a negociar o contrato de serviços de consultoria correspondente para a estruturação da nova concessão da ferrovia.

Os formulários necessários deverão ser apresentados em língua portuguesa no endereço eletrônico [email protected], até às 12:00 horas (horário de Brasília) do dia 15 de março de 2021, em arquivo eletrônico do tipo PDF.

Mais informações estão disponíveis clicando aqui (português) e aqui (espanhol).

Malha Oeste

A ferrovia Malha Oeste perpassa os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com 1.973 km de extensão de linhas, em bitola de 1m. Em julho de 2020, a concessionária operadora da ferrovia protocolou, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pedido de adesão a processo de relicitação (devolução da concessão) referente ao Contrato de Concessão celebrado com a União, nos termos da Lei nº 13.448 de 5 de junho de 2017 e regulamentado pelo Decreto nº 9.957/2019.

O cronograma preliminar do projeto prevê a contratação dos consultores para a realização dos estudos no primeiro semestre de 2021 e a publicação do edital e leilão da nova concessão no primeiro semestre de 2023.

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Rodoviário

Projetos e obras de concessionárias de rodovias devem avançar mais rápido em SP

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InfraRoi - SP   22/02/2021

A estabilidade dos contratos de concessão de rodovias ganhou um novo capítulo em São Paulo. De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), as 19 concessionárias que atuam no estado já tem autorização para adotar a inspeção acreditada em projetos executivos e obras que devem realizar em suas áreas de concessão. Na prática, esse tipo de inspeção verifica se os projetos e as obras atendem aos requisitos normativos, legais e regulamentares aplicáveis, reduzindo o intervalo de incerteza técnica/legal, financeira e cronológica de entregas de obras de infraestrutura.

“A possibilidade de uma obra em processo de inspeção acreditada e com o seu projeto certificado ser paralisada é remota, não ocorreria por motivos técnicos ou por falta de planejamento e de controle”, explica o vice-presidente da Abrac, Andre Hernandes. De acordo com ele, a portaria da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) foi publicada em janeiro deste ano e libera a inspeção acredita mediante prévia e expressa manifestação de interesse da concessionária. O documento deverá ser emitido por organismo de inspeção acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A primeira obra a passar pela Inspeção Acreditada de Empreendimentos de Infraestrutura no Brasil foi a Rodovia Pipa (Piracicaba – Panorama). No total, são 1.273 quilômetros de rodovias que serão modernizadas e ampliadas entre a cidade de Piracicaba, na região de Campinas, e no município de Panorama, no extremo Oeste do Estado, divisa com o Mato Grosso do Sul.

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NAVAL

BR do Mar: abertura de transporte de carga a navios estrangeiros deve reduzir em 15% custo do frete

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Globo Online - RJ   22/02/2021

O governo estima redução de 15% no custo do frete da cabotagem com a aprovação de um projeto de lei que tenta aumentar a concorrência desse meio de transporte. O texto, que o governo chama de “BR do Mar”, já aprovado na Câmara, é uma das prioridades dos ministérios da Infraestrutura e da Economia este ano. Líderes governistas tentam votar o texto até março.

A cabotagem é a navegação marítima entre portos brasileiros. “Ao simular simplificações trabalhistas, alterações em impostos, redução da burocracia e do tempo da carga e navio parados no porto, a EPL concluiu que o projeto BR do Mar pode gerar reduções de mais de 15% em relação ao valor praticado atualmente nesse transporte”, diz estudo desenvolvido pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e obtido pelo GLOBO.

No Brasil, esse tipo de navegação responde por 11% do transporte nacional de cargas. A discussão sobre ampliação desse mercado ganhou força no país após a paralisação dos caminhoneiros, em 2018, quando a tabela do frete aumentou o preço do transporte rodoviário, principalmente nas rotas Nordeste-Sudeste.
Diálogo com caminhoneiro

O governo espera ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão, em 2019, para 2 milhões, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

O estudo da EPL diz que a redução no custo do frete pode ser repassada ao consumidor. “Mesmo com baixa participação, (a cabotagem) é considerada uma alternativa promissora para os próximos anos, tendo apresentado taxa média de crescimento de 10% ao ano entre 2010 e 2019”, diz o texto.

Estimativas da EPL apontam que atualmente a cabotagem custa em média 60% menos que o transporte rodoviário e 40% menos que o ferroviário. Essa diferença se dá pelo fato de a cabotagem ser um modo de alta capacidade e com baixo risco de roubos e avarias na carga, o que permite um ganho de escala, de forma a reduzir o custo unitário.

A BR do Mar flexibiliza as regras para a navegação entre portos nacionais para aumentar a frota de embarcações no país. Atualmente, a cabotagem é feita apenas pelas EBNs, as empresas brasileiras de navegação, que precisam de autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Essas empresas podem ter frota própria ou podem afretar navios. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, uma operação de navio com bandeira brasileira pode custar até 70% mais caro do que a realizada por uma embarcação estrangeira na modalidade de afretamento a tempo — ou seja, quando a empresa brasileira contrata uma terceira.

O projeto da BR do Mar amplia o leque de possibilidades em que as EBNs poderiam afretar navios e também retira a obrigatoriedade de que tenham embarcações próprias.

O projeto permite a operação de navios com bandeiras de outros países no Brasil. Isso poderá ser feito por empresas com frota nacional, para substituir embarcações que estiverem em reparo ou construção, para atender operações que ainda não existam, e para cumprir exclusivamente contratos de longo prazo.

Antes de enviar o projeto ao Congresso, o governo negociou com caminhoneiros, que temem perder fretes com a ampliação da cabotagem. O Ministério da Infraestrutura argumenta, por outro lado, que a cabotagem é um modo de alta capacidade, que conecta portos dentro de um mesmo país, logo ela não é um meio que conecta diretamente produtores e consumidores porta a porta.

“Por sua vantagem ser verificada nas rotas de grandes distâncias, não compete diretamente com o modo rodoviário. O transporte rodoviário continuará atendendo a demanda, agora de forma complementar à cabotagem, levando a mercadoria do porto ao consumidor final. Porém, realizando rotas mais curtas e atendendo um maior volume de carga em um menor tempo”, diz o estudo da EPL.

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Codeba abre licitação para obra de dragagem no Porto de Ilhéus

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Portos e Navios - SP   22/02/2021

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) realizará no dia 11 de março licitação, na modalidade pregão eletrônico, para execução da dragagem de manutenção do Porto Organizado de Ilhéus.

O edital foi publicado no Diário Oficial da União de 17 de fevereiro. A obra vai restabelecer o calado de 10 metros do porto, permitindo a atracação de navios maiores, com destaque para a operação de navios de cruzeiro na Costa do Cacau.

A última manutenção do calado do Porto de Ilhéus foi realizada em 2014.

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AGRÍCOLA

Deere eleva previsão de lucro em 2021 com maior demanda por máquinas agrícolas

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Money Times - SP   22/02/2021

A Deere & Co elevou nesta sexta-feira sua previsão para os ganhos no ano fiscal de 2021, após o lucro mais do que dobrar no primeiro trimestre da temporada devido à melhora na demanda por máquinas agrícolas e de construção, o que fez com que as ações da companhia subissem.

A empresa sediada em Moline, Illinois, afirmou que os preços mais altos das commodities agrícolas e o aumento das exportações, em conjunto com a redução nos estoques de equipamentos, deram impulso à demanda por máquinas agrícolas.

O programa da Deere para pedidos antecipados de pulverizadores, plantadeiras e colheitadeiras apresentou crescimento de dois dígitos. Os pedidos de tratores de grande porte agora se estendem até o quarto trimestre.

Para acompanhar o ritmo, a maior produtora de equipamentos agrícolas do mundo aumentou a produção e acrescentou turnos em algumas de suas fábricas nos Estados Unidos e na América do Sul.

“Os fundamentos do agronegócio melhoraram significativamente durante o primeiro trimestre”, disse o gerente de relações com investidores da companhia, Brent Norwood, em conferência com analistas.

Superando o desempenho do mercado em geral, as ações da Deere chegaram a subir 12% durante a manhã. Por volta das 15h10 (horário de Brasília), o papel era negociado em alta de 10,3%, a 331,05 dólares.

A empresa passou a projetar o lucro líquido de 2021 entre 4,6 bilhões e 5,0 bilhões de dólares, acima da estimativa anterior, que variava de 3,6 bilhões a 4 bilhões de dólares.

A Deere reportou um lucro líquido de 1,2 bilhão de dólares no trimestre, ou 3,87 dólares por ação –o maior lucro da história da companhia.

 

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