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22 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Ações de mineração e siderurgia endossam melhora, mas quadro fiscal ainda preocupa

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Reuters Brasil - SP   22/01/2021

O Ibovespa buscava se sustentar no azul nesta quinta-feira, após duas quedas seguidas, apoiado particularmente nos papéis do setor de mineração e siderurgia, com CSN em destaque em meio a expectativas relacionadas ao IPO de sua unidade de mineração.

Às 10:43, o Ibovespa subia 0,31%, a 120.014,94 pontos. O volume financeiro era de 3,2 bilhões de reais.

A trajetória positiva dos futuros acionários norte-americanos e das bolsas na Europa corroboravam a tentativa de melhora no pregão brasileiro, embora persista o desconforto com ruídos fiscais e políticos.

Na véspera, o Banco Central manteve a Selic em 2% ao ano como esperado, mas retirou de seu comunicado o “forward guidance” (orientação futura) adotado em agosto.

Com o forward guidance, o BC se comprometia a não elevar o juro até que expectativas de inflação se aproximassem das metas no horizonte considerado relevante para a política monetária (até 2022) e o governo mantivesse seu regime fiscal.

“A percepção de risco fiscal continua presente, em meio à indefinição do calendário de vacinação contra a Covid-19, o que pode pressionar o governo a estender o auxílio emergencial”, observou a equipe da XP Investimentos em nota a clientes.
DESTAQUES

- CSN ON avançava 3,44%, capitaneando os ganhos no setor de mineração e siderurgia. A companhia busca avaliar sua unidade de mineração entre 47,5 bilhões e 63 bilhões de reais em oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que será lançado até o fim de semana, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

- VALE ON subia 1,84%, em sessão de recuperação dos futuros do minério de ferro na China, além do anúncio de que assinou acordo com a Mitsui para aquisição da totalidade da participação da empresa japonesa (15%) na mina de carvão de Moatize, em Moçambique, bem como compra dos 50% de participação e todos os créditos minoritários que a empresa detém no Corredor Logístico de Nacala (CLN).

- PETROBRAS PN valorizava-se 0,46%, também buscando se recuperar das perdas da véspera, apesar da fraqueza dos preços do petróleo no mercado externo.

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,02%, assim como BRADESCO PN, em baixa de 0,43%, evitando uma reação mais forte do Ibovespa. Entre os bancos no Ibovespa, apenas BTG PACTUAL UNIT era negociada em alta, com elevação de 0,27%.

- EMBRAER ON perdia 1,86%, mais uma vez na ponta negativa do Ibovespa, em meio a receios sobre os reais efeitos das vacinas contra a Covid-19 nos pedidos para a fabricante de aviões, além do ambiente de competição no setor e estrutura de custos pesadas. O Bradesco BBI cortou a recomendação dos ADR da companhia nesta semana para “underperfom”, com preço-alvo de 4 dólares por papel.

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Planta de Peneiramento de Alto Frequência

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Brasil Mineral - SP   22/01/2021

A Mineração Usiminas (Musa) concluiu a instalação de sua nova planta de Peneiramento de Alta Frequência em sua unidade localizada em Itatiaiuçu (MG). A companhia investiu cerca de R$ 24 milhões no projeto que irá elevar a qualidade do pellet feed produzido pela mineradora.

“Com muito trabalho das equipes envolvidas, iniciamos 2021 com mais essa implementação, que consolidará a Musa como produtora de Pellet Feed de altíssima qualidade, preparada para as demandas do mercado internacional. Isso trará muita flexibilidade e competitividade para nossas operações”, afirmou o gerente-geral de Operações, Guilherme Melo. Desde 2017 com a retomada da ITM Flotação, a Musa estuda maneiras de ampliar a competitividade do seu produto, especialmente no mercado internacional. Na ITM Flotação é produzido o Pellet Feed, o mais fino dos três tipos de minério. O produto pode ser misturado ao Sínter Feed, diretamente no processo de sinterização, ou ainda usado para alimentar o processo de pelotização, que transforma o fino de minério em pelotas utilizadas na siderurgia.

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Gerdau prevê demanda forte em 2021; Goldman Sachs tem recomendação Neutra

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Investing - SP   22/01/2021

A Gerdau (SA:GGBR4) tem previsões muito positivas para 2021, principalmente devido à força do setor de construção civil e ao reabastecimento da cadeia de produção, disseram Marcos Faraco, diretor de operações no Brasil, e Harley Scardoelli, CFO, em reunião com o Goldman Sachs na quarta-feira (21).

O banco tem recomendação Neutra para a ação da companhia, com preço-alvo de R$ 27,50. Por volta das 17h15, o papel era negociado em baixa de 0,72%, a R$ 24,96, em linha com a baixa de 1,14% do Ibovespa, que operava aos 118.280 pontos.

Na visão da Gerdau, os volumes devem crescer entre 6% e 8%, devido principalmente a um primeiro semestre muito melhor do que o do ano passado. Além de prever uma demanda fortalecida, a Gerdau disse esperar ainda que as margens permaneçam elevadas, com aumentos nos preços compensando a pressão inflacionária sobre os custos de matérias-primas.

O ano de 2020 já havia sido positivo para a Gerdau. O consumo de aços longos no Brasil cresceu 4% na comparação anual, impulsionado pela força do setor de construção civil, que se favoreceu das baixas taxas de juros; do auxílio emergencial; e do aumento no número de reformas.

Em aços planos, a Gerdau aponta que ganhou market share ao longo do ano, sobretudo por ter retomado suas operações antes de seus concorrentes.

Outro fator mencionado pela companhia são o potencial plano de infraestrutura dos EUA, que pode se traduzir em um aumento entre 3% e 5% na demanda de aço por cerca de cinco anos ou mais.

Na avaliação do Goldman Sachs, os principais riscos de upside para a ação são um volume de exportação de aço maior do que o esperado; preços mais altos do que o previsto para o aço; real mais fraco do que o esperado e custos mais baixos do que a projeção.

Os riscos de downside, por outro lado, são uma deterioração no preço do aço na China, um atraso na recuperação da demanda no Brasil, uma possível desaceleração na demanda dos EUA, preços mais baixos do aço e uma inflação de custos maior do que a esperada.

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Prolata recicla mais de 22 mil toneladas de latas de aço em 2020

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Jornal Dia a Dia - MS   22/01/2021

O programa Prolata reciclou 22.032,79 toneladas de aço em 2020, registrando um aumento de 179% em comparação com 2019, segundo levantamento da Prolata, associação sem fins lucrativos criada em 2012 pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo foram os Estados que mais reciclaram no período.

Diante de todos os desafios gerados pela pandemia, o programa conseguiu consolidar um desempenho bastante expressivo graças às ações adotadas. O Prolata doou mais de 10 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a 26 cooperativas parceiras em todo o país. No total, 768 cooperados foram diretamente beneficiados pela iniciativa em cidades dos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Minas Gerais.

O Prolata também apoiou 17 cooperativas com a aquisição de laudos do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), que contemplam um total de 476 cooperados.

Além disso, foram realizados webinars sobre educação ambiental para mais de 5 mil participantes e foram criados 12 grupos de discussão com 286 educadores, que puderam abordar questões importantes para o desenvolvimento sustentável. Estes profissionais podem transmitir o conhecimento para as 695 escolas em que atuam, alcançando mais de 217 mil alunos.

Uma das peças-chave para fortalecer as ações do Programa de forma integrada é a assinatura de acordos em conjunto com entidades públicas. Até 2020, já foram firmados cinco termos de cooperação: com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o GAEMA da Baixada Santista, com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul, com a CETESB no Estado de São Paulo e com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Paraná.

Atualmente, o Prolata tem parceria com 53 cooperativas, totalizando 1.339 cooperados, 20 entrepostos e duas siderúrgicas, além de 28 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). “Com base no fluxo de operação que vem sendo estabelecido e permanentemente aprimorado, vamos trabalhar com a expectativa de reciclar 50 mil toneladas de aço até o fim de 2021”, destaca Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata.

Sobre a Prolata

A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, a Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos.

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ECONOMIA

Monitor do PIB aponta alta de 1,1% na atividade econômica em novembro

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Agência Brasil - DF   22/01/2021

A atividade econômica teve alta de 1,1% em novembro, em relação a outubro. É o que mostra o Monitor do PIB-FGV, divulgado hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). No trimestre móvel que terminou em novembro, se comparado ao trimestre móvel concluído em agosto, o avanço ficou em 4,4%.

Já na comparação interanual, o movimento foi diferente e a economia apresentou queda de 0,6% em novembro. Apesar de ainda estar em retração, esse percentual significou a menor queda desde o início da pandemia, na comparação com o mesmo mês de 2019. No trimestre móvel encerrado em novembro a queda foi de 1,7%. No acumulado do ano até novembro, o PIB (Produto Interno Bruto - a soma de todas as riquezas produzidas no país)  em valores correntes ficou em aproximadamente R$ 6 trilhões 766 bilhões 288 milhões.

Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, o crescimento de 1,1% da economia em novembro em relação a outubro reflete a expansão registrada nas três grandes atividades econômicas: agropecuária, indústria e serviços.

Já pela demanda, o consumo das famílias recuou no mês, em grande parte, por causa da influência do fraco desempenho do consumo de serviços ainda impactado pelo isolamento social. Mas, segundo o economista, houve compensações e a economia apresenta sinais de retomada, embora ainda em ritmo lento.

“Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo ajudou a compensar essa queda, crescendo 1,2%, mostrando recuperação dos investimentos. Embora ainda esteja em patamar muito abaixo do nível pré-pandemia, a economia dá sinais de retomada, ainda que lenta, no que parece ser a volta a seu antigo normal de crescimento fraco e instável”, observou.
Consumo das famílias

O Monitor do PIB-FGV indicou que o consumo das famílias caiu 3,0% no trimestre móvel de setembro a novembro, em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com o Ibre, embora ainda com variações menos negativas, o consumo segue com tendência ascendente, desde a histórica queda de 12,2% no segundo trimestre.

Na avaliação do Monitor, essa trajetória menos negativa, na maior parte, é resultado do desempenho do consumo de bens, uma vez que o consumo de serviços tem registrado recuperação mais lenta. Esse tipo de consumo também tem apresentado taxas menos negativas desde o resultado do segundo trimestre.

Já na análise mensal de novembro de 2020 com o mesmo mês em 2019, o consumo de serviços também registrou recuo entre os componentes do consumo. Segundo o Ibre, isso ocorreu, principalmente, por causa das retrações do consumo de alojamento, alimentação e demais serviços prestados às famílias, que dependem de interação social, dificultada pela pandemia.

Conforme o Monitor, o destaque entre os bens, têm relação direta com o desempenho positivo dos produtos duráveis, que cresceram 8,9% em novembro. Esses produtos são menos dificultados pelo isolamento social, e podem ser comprados por meio do comércio eletrônico.
Formação bruta de capital fixo

Após sete quedas consecutivas, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) voltou a crescer e apresentou avanço de 1,0% no trimestre móvel concluído em novembro, se comparado ao mesmo trimestre de 2019. O crescimento, de acordo com o Ibre, é decorrente do desempenho positivo de máquinas e equipamentos (3,4%) e da construção (0,6%).
Exportação

Ainda segundo o Monitor do PIB-FGV, a exportação de bens e serviços recuou 6,5% no trimestre móvel entre setembro e novembro, em relação ao mesmo trimestre de 2019. A avaliação indicou que houve retração em praticamente todos os componentes nesta comparação.

As exceções foi a exportação de bens de consumo, que aumentou 17,6%, impulsionada pela elevação de 21% na exportação de bens de consumo não duráveis e de consumos duráveis que cresceram 9,4%, no trimestre. A exportação de produtos da extrativa mineral também apresentou desempenho positivo no trimestre (3,3%).

O volume total exportado de bens e serviços teve queda de 2,9%. Poderia ter sido maior se não tivessem ocorrido crescimentos em três segmentos: bens de consumo (17,3%), produtos da extrativa mineral (13,0%) e bens intermediários (2,5%). O Monitor indicou que a maior queda ocorreu na exportação de produtos agropecuários (27,8%), seguida dos recuos de 24,2% em bens de capital e de 21,5% na exportação de serviços.
Importação

Houve retração também na importação (14,4%) no trimestre móvel de setembro a novembro, na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Embora muito negativa, o percentual representa uma melhora em relação ao desempenho anterior. A importação de produtos agropecuários (6,7%) foi o único componente com crescimento. A maior parte dessa retração pode ser explicada pelas quedas acentuadas de bens de capital (-26,4%), bens intermediários (-6,2%) e dos serviços (-30,2%).

O Monitor mostrou, ainda, que, em novembro, a maior parte dos segmentos da importação apresentou expansão. Os únicos em queda foram os segmentos de extrativa mineral e de serviços, que seguem com recuos expressivos desde abril, com taxa de -20,0% em novembro.

Ainda conforme a pesquisa, todas as atividades econômicas foram impactadas de alguma forma pela chegada da pandemia no Brasil, o que provocou a necessidade de adoção de medidas de isolamento social. A análise apontou que, entre as principais atividades econômicas diretamente atingidas pela covid-19, figura a saúde pública e privada.

As duas atividades representavam, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,3% do PIB em 2018, sendo a saúde pública responsável por 1,9 ponto percentual (p.p.) e a saúde privada pelos outros 2,4 p.p.
O que é Monitor do PIB-FGV

A pesquisa estima mensalmente o PIB brasileiro em volume, em valor corrente e em valor constante a preços de 1995. Ele foi criado para dar à sociedade um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE.

A série começou em 2000 e inclui todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE até o último ano de divulgação e as informações das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE (CNT), até o último trimestre divulgado.

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BC pode subir juro em março se inflação surpreender de novo, diz Volpon

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Exame - SP   22/01/2021

O cenário mudou e os diretores do Banco Central se ajustaram às novas perspectivas para a inflação. Diante das novas condições, não se deve descartar a possibilidade de aumento da taxa básica de juros — atualmente em 2% ao ano — já na próxima reunião do Copom nos dias 16 e 17 de março. É o que afirma Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central e estrategista-chefe da WHG, em entrevista à EXAME Invest.

“O mercado já estava trabalhando com uma perspectiva de aumento do juro em maio, como é o meu caso. Com as mudanças no comunicado e a morte do forward guidance, uma alta em março está no jogo”, disse Volpon. “Se o IPCA surpreender como aconteceu em dezembro, eu acredito que o Banco Central antecipa a alta para março.” Nessa situação, poderia ser um aumento de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual, a depender da evolução do quadro.

Segundo ele, as expectativas no mercado devem sofrer um ajuste com o comunicado, com o aumento das apostas para uma alta dos juros em março e na combinação de março e maio, enquanto as que projetam um aperto monetário a partir de junho devem diminuir.

Como consequência, haverá um achatamento da curva de juro (formada pelas projeções para a taxa em cada prazo): ou seja, a curva sobe em prazos mais imediatos e cai no médio e longo prazo, algo que ele considera positivo. “Eu advogo há algum tempo que o Banco Central tem que mexer nos juros e que quando antes fizer isso será melhor. A postura monetária não é mais compatível com o cenário que temos na economia”, afirma.

Ainda assim, Volpon trabalha ainda com o cenário de aumento de juro em maio e diz avaliar que o BC fará o mesmo se puder esperar, para que tenha “um conjunto de informações suficiente” para tomar a decisão. Seriam informações sobre o estágio de avanço da pandemia em meio ao avanço da campanha de vacinação e sobre o quadro fiscal.

Volpon se antecipa a eventuais contestações de que subir a taxa Selic em um momento em que há muitas incertezas sobre o ritmo de retomada da atividade poderia colocar em xeque esse movimento. “O que define a atividade é a curva de juros, e não a taxa de curto prazo.”

A avaliação do economista é a de que é desejável um aumento da Selic já na próxima reunião, para iniciar um processo gradual, do que correr o risco de errar a mão e ter que adotar uma elevação de maior intensidade lá na frente.

Volpon deixou o cargo de economista-chefe do banco suíço UBS no Brasil no fim do ano passado para se tornar sócio da WHG, uma nova empresa de investimentos voltada para o segmento de wealth management (gestão de patrimônio) fundada por profissionais que deixaram o Credit Suisse.
Os sinais do Copom

Volpon afirma que o BC decidiu sinalizar uma postura mais hawkish — ou seja, uma política de aperto monetário — de diferentes formas no comunicado que acompanhou a decisão sobre a taxa básica de juros. Uma das principais mudanças, embora já fosse aguardada por analistas de mercado e economistas, era o fim do forward guidance.

O forward guidance é o instrumento de política monetária que funciona como uma espécie de prescrição ou orientação futura quanto à taxa básica de juros no médio prazo. O Copom o utilizava desde a reunião de agosto do ano passado para sinalizar um compromisso de manutenção da taxa em 2% ao ano desde que certas condições fossem cumpridas.

No comunicado, o Copom “avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária”. E em seguida diz que deixará de utilizar o instrumento.

Volpon aponta outras três mudanças no comunicado da reunião desta quarta em relação ao anterior, que é a forma como o Banco Central sinaliza para o mercado a sua conduta futura.

“O Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, ainda que tenham se revelado mais persistentes do que o esperado”, diz o colegiado no comunicado. É um reconhecimento, segundo Volpon, de que o cenário previsto pelo BC de arrefecimento da inflação não ocorreu como o esperado. A remissão é ao IPCA em dezembro, com variação de 1,35%, acima das expectativas do mercado de algo em torno de 1,20%.

Outra mudança é a avaliação do Copom de que “as diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”, algo que não estava presente na reunião anterior.

A inflação subjacente corresponde ao núcleo da inflação, que descarta os preços sujeitos a choques temporários, como os de alimentos. “O BC reconhece que a inflação está em um nível preocupante, não mais compatível com a meta”, afirma Volpon.

Por fim, o Copom faz uso da expressão “neste momento” ao dizer que o abandono do forward guidance não deve ser entendido “mecanicamente como aumento da taxa de juros”. “A conjuntura econômica continua a prescrever, neste momento, estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade”, diz o comunicado. O estrategista da WHG explica que o uso da expressão reforça que dada situação presente na reunião desta semana pode não ser verdadeira na próxima, em março.

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O alarme estridente do BC

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O Estado de S.Paulo - SP   22/01/2021

Atenção, governo, mercado e cidadãos em geral: há fortes sinais de perigo no front da inflação e pode ser necessário, em breve, apertar a política de juros. Esta é a principal mensagem transmitida pelo Banco Central (BC) em comunicado sobre a última reunião de seu Comitê de Política Monetária, o Copom. Nessa reunião se decidiu mais uma vez manter a taxa básica em 2% ao ano, mas essa estratégia está chegando ao limite. Há também um recado implícito – e muito grave. Se for preciso mexer no custo do dinheiro e encarecer o crédito, será enfraquecido o único instrumento de estímulo econômico em operação neste momento.

Qualquer outro dispositivo dependeria da equipe econômica, ainda em busca de meios para sustentar a recuperação. O auxílio emergencial acabou em 31 de dezembro. As ações excepcionais permitidas na fase de calamidade pública estão encerradas. Janeiro está no fim e ninguém pode dizer com alguma segurança, até agora, como se combinarão em 2021 o reparo das finanças oficiais, a criação de empregos e a expansão dos negócios.

Com juros mais altos a dívida pública ficará mais cara, cada rolagem terá custo maior e será mais difícil moderar seu crescimento. Isso reduzirá o espaço, já muito estreito, de administração das finanças públicas. O governo poderá precisar de maior austeridade, mas isso dependerá dos interesses eleitorais do presidente da República. Decisões pouco austeras poderão ser facilitadas, segundo avaliação corrente no mercado, se o candidato do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Lira, chegar à presidência da Câmara dos Deputados.

O mercado pode elevar seus juros antes de um aumento da taxa básica pelo Copom. Também para isso os diretores do BC, membros do comitê, vêm chamando a atenção há meses. O custo do financiamento, especialmente do Tesouro, é em grande parte determinado pelas expectativas de evolução das contas públicas e da inflação. Essas expectativas podem piorar sensivelmente, se houver fortes sinais de abandono da responsabilidade fiscal.

Por enquanto, segundo o Copom, é possível manter os juros básicos em 2% ao ano, o nível mais baixo da série histórica. As estimativas ainda apontam inflação compatível com as metas oficiais até 2022. Mas nenhuma decisão está garantida. A reunião de quarta-feira oficializou o abandono do forward guidance, ou orientação prospectiva, recurso de comunicação mantido por vários meses.

Pelo forward guidance, o Copom indicava a intenção de manter o estímulo monetário enquanto certas condições perdurassem. Essas condições sumiram. As expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação do cenário básico, “estão suficientemente próximas da meta de inflação”, considerado o horizonte relevante, correspondente aos anos de 2021 e 2022. Mais que isso: aumentou o risco de estouro das metas.

No jargão do BC, “as diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta de inflação”. Em outras palavras: os núcleos de inflação, calculados com exclusão de certos preços mais sujeitos a instabilidades, indicam tendência preocupante, com risco maior de superação dos limites oficiais.

De imediato, a alta das cotações internacionais pressiona os preços internos dos alimentos e pode afetar também os preços dos combustíveis. Isso pode elevar a inflação nos próximos meses. O Copom continua avaliando esses choques como temporários, embora sejam mais persistentes do que se esperava. Mas o plano é seguir monitorando esses choques e seus efeitos.

Se a inflação se agravar, as famílias terão dificuldades adicionais para manter o nível de consumo, e isso afetará a demanda de vários tipos de produtos industriais e de serviços. Pior, ainda, se o surto inflacionário for puxado pelos preços da comida. Se o mercado se assustar com tolices cometidas em Brasília, o dólar poderá subir e aumentar o desajuste dos preços. O Copom se absteve de explicitar estas advertências finais. Mas no governo, espera-se, deve haver gente preparada para percebê-las.

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Economia da China deve crescer mais de 7% em 2021

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Monitor Digital - RJ   22/01/2021

O crescimento econômico da China aumentará para mais de 7% em 2021, previu o banco suíço Crédit Suisse em uma entrevista coletiva online, realizada esta semana, sobre as perspectivas do mercado chinês para 2021.

De acordo com o banco, a economia da China permanecerá forte no primeiro trimestre de 2021, e o consumo deverá se tornar a principal força motriz do crescimento econômico da China nos próximos anos.

Como a única grande economia do mundo a apresentar crescimento positivo no ano de 2020, sombreado pela pandemia, a China viu seu produto interno bruto ultrapassar a marca de 100 trilhões de yuans pela primeira vez em 2020.

Uma reportagem do The Wall Street Journal, publicada na última segunda-feira, ressaltou que o “excepcional desempenho da China em 2020 ajudou a economia global a enfrentar a devastadora pandemia da Covid-19”.

Embora o Banco Mundial tenha projetado que a economia global recuou 4,3% em 2020, o desempenho da China neste mesmo período provavelmente impulsionou a economia global como um todo com “praticamente o dobro de sua habitual contribuição”, afirmou Homi Kharas, pesquisador sênior de economia e desenvolvimento global da Brookings Institution, citado pela reportagem. Também disse que sem a contribuição da China, a economia mundial teria encolhido 5,7% no ano passado em relação à previsão atual do Banco Mundial.

O produto interno bruto (PIB) da China ultrapassou 100 trilhões de iuanes (US$ 15,42 trilhões) em 2020, segundo os dados oficiais divulgados nesta segunda-feira. Segundo a agência Xinhua, o país, cujo PIB aumentou 2,3% em termos anuais para 101,5986 trilhões de yuans no ano passado, deve ser a única grande economia a registrar crescimento no ano devastado pela pandemia, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).

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Apesar das incertezas, executivos acreditam na recuperação econômica em 2021, aponta pesquisa

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O Estado de S.Paulo - SP   22/01/2021

A maioria dos executivos brasileiros apostam em uma retomada da atividade econômica em 2021, aponta a pesquisa Agenda 2021, feita pela consultoria Deloitte: 42% dos entrevistados acreditam que, neste ano, a atividade econômica no Brasil voltará a ser igual ao nível pré-crise da covid-19, enquanto 18% acreditam que haverá crescimento e que a atividade econômica será superior ao nível pré-pandemia.

Um número considerável de empresários, porém, se mostra mais pessimista: 37% acham que a economia não terá grande recuperação em 2021, ficando abaixo do nível de antes da crise causada pelo novo coronavírus. Apenas 3% dos entrevistados disseram esperar que a economia terá queda em relação ao fechamento de 2020.

A Agenda 2021 ouviu, entre os dias 10 e 24 de novembro de 2020, representantes de 663 empresas, de 36 segmentos econômicos, cujas receitas somaram R$ 1,5 trilhão no ano passado. Dos executivos que participaram da pesquisa, 65% ocupam cargos de conselho, presidência e diretoria.

“A nossa conclusão é que não existe um consenso entre os empresários. Alguns estão mais otimistas e outros, pessimistas. Nas conversas, nas reuniões que nós temos feito e também segundo a pesquisa mostra, olhando como um todo, a gente entende que a maioria dos executivos acredita que este ano será de recuperação”, explica João Maurício Gumiero, sócio-líder de Market Development da Deloitte.

Na pesquisa, os desafios para retomar investimentos em novos projetos em 2021 mais citados pelas empresas foram a volatilidade macroeconômica, a imprevisibilidade na geração de receita e os riscos operacionais. “O grande esforço deverá ser a retomada da receita no primeiro trimestre. É muito importante a retomada dos empregos e da receita. Se as empresas tiverem a receita, é possível ter alguma certeza em meio ao ambiente volátil, de pelo menos voltar a operar como no momento pré-pandemia”, comenta Gumiero.

Para os executivos ouvidos, as prioridades para a retomada da atividade econômica em 2021 são o estímulo à geração de empregos (81%), a manutenção da inflação abaixo dos 4% (64%), investimentos governamentais em infraestrutura, como ferrovias, rodovias, hidrovias e portos (63%) e o estímulo à oferta de crédito à população (46%).

“Nossa economia depende muito do comércio interno, então, sem a geração de empregos e o aumento da renda, realmente o crescimento não vem. Mas um ponto muito destacado pelos empresários é a necessidade de créditos, principalmente para a pequena e média empresa. Os entrevistados acreditam que infraestrutura e retomada de emprego são padrão, já que, sem isso, não conseguimos andar. Mas o diferencial para o estímulo da economia neste ano seria o crédito”, diz Gumiero.

Em relação a vagas de emprego, o levantamento aponta que 44% das empresas aumentarão o quadro de funcionários em 2021; 24% manterão o mesmo quadro, sem substituições; 23% manterão o quadro, com substituições; e apenas 9% diminuirão o quadro de funcionários, indicando o foco das empresas na recuperação durante o ano.

Gumiero destaca que haverá uma migração de cargos, especialmente para serviços mais digitais, cenário impulsionado pelo e-commerce. “As vendas pela internet estão subindo mais que o normal. Uma empresa X, que tinha 30 funcionários na frente de loja, vai passar a ter 20 na loja e 10 vão trabalhar vendendo pela internet. É uma tendência que identificamos”, afirma.

A pesquisa mostra que 40% das empresas realizaram vendas online após o início da crise da covid-19. Também foi identificado aumento das vendas nos canais online durante a crise por 67% das empresas que já vendiam online antes da crise, enquanto apenas 21% relataram que as vendas se mantiveram no mesmo patamar e 12% relataram uma diminuição das vendas online.

Os investimentos em tecnologia continuarão fortes em 2021 para as empresas, principalmente em cloud, equipamentos, telecomunicações e serviços de TI (96%); sistemas, ferramentas e softwares de gestão (95%); e gestão de dados, como big data, analytics e inteligência artificial (95%).

“Todos os assuntos relacionados ao mundo digital estavam em projetos das empresas, mas o mercado tratava como algo para daqui cinco ou dez anos. Certamente a pandemia acelerou os investimentos na área e agora todos vão investir para quando o mundo voltar ao normal, sem essa doença”, opina o sócio da Deloitte. Para ele, as vendas digitais serão mais relevantes do que antes da pandemia e outras práticas, como home office (em modelo híbrido, que mistura trabalho remoto e presencial) e assinatura de documentos digitais, também estarão um nível acima que o cenário anterior ao coronavírus.

A pesquisa também aborda os investimentos em segurança digital: 56% das empresas aumentarão esses investimentos, enquanto 38% delas manterão os investimentos do ano passado. “O investimento em segurança digital para novas ferramentas, para novos sistemas e para armazenamento de dados será uma realidade que não volta mais, a pesquisa também mostra isso muito claramente”, diz Gumiero.

“Com a pandemia, todo mundo foi obrigado a investir em tecnologia em geral, TI, cyber security (segurança digital) e também na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, acrescenta. A LGPD terá prioridade muito alta em 2021 para 30% das empresas; para 28%, nível alto de prioridade; para outros 28%, nível moderado de prioridade; apenas 14% das empresas classificaram a LGPD com nível de prioridade baixo ou muito baixo em 2021.

Em relação à pauta ESG, que se refere a aspectos ambientais, sociais e de governança das empresas, 16% delas pretendem adotar indicadores de sustentabilidade para as decisões estratégicas da liderança em 2021, 14% pretendem adotar indicadores de gerenciamento de impacto ambiental, 14% pretendem adotar relatórios de sustentabilidade e 12% pretendem adotar políticas de inclusão social.

“A pauta ESG também veio para ficar, o mercado está forçando as empresas a ter políticas de ESG. Por exemplo, alguns fundos internacionais já colocaram publicamente que só investem em empresas que têm práticas ESG. A maioria das empresas não têm nada estruturado em ESG, mas todas elas têm alguma coisa relacionada à pauta. Diante das prioridades deste ano, desse cenário de incerteza, assuntos como tecnologia e recuperação econômica aparecem na frente. Mas o ESG aparece citado de uma forma importante para as empresas, ele está na pauta da maioria das empresas”, explica Gumiero.

Apesar das intenções e expectativas dos empresários para 2021, o sócio da Deloitte destaca que o momento é de muita incerteza. “Não temos domínio do que acontecerá na área da saúde, então é um momento único. Nunca vi, em minha trajetória, uma situação de saúde como essa, que interferisse tanto nos negócios. O cenário que vivemos tem muitas variáveis”, conclui.

Outros dados trazidos pela pesquisa são que 29 das empresas entrevistadas pretendem fazer IPO em 2021, enquanto 29% irão participar de licitações ou privatizações, 24% irão adquirir outras empresas e 18% irão adquirir produtos ou marcas de outras empresas.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro sobe na China com potencial ciclone na Austrália

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BOL - SP   22/01/2021

Os futuros do minério de ferro na China avançaram nesta quinta-feira, enquanto a Austrália, um fornecedor-chave, começava a se preparar para um potencial ciclone tropical, enquanto preocupações com crescentes casos de coronavírus na China pesaram sobre os preços em Cingapura.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian encerrou uma volátil sessão diurna com alta de 0,7%, a 1.059 iuanes (163,93 dólares) por tonelada.

A Autoridade Portuária de Pilbara, na Austrália, começou a pedir para que grandes navios deixem suas áreas de ancoragem no porto de Hedland, o maior centro de embarques de minério de ferro do mundo, após previsões meteorológicas apontarem que um ciclone de categoria 1 ou 2 poderia chegar à costa de Pilbara na sexta-feira.

Na bolsa de Cingapura, o primeiro contrato do minério de ferro, para fevereiro, recuava 0,4%, para 165,28 dólares por tonelada, na terceira sessão de perdas.

"O mercado está preocupado com o pequeno surto de casos de coronavírus na China, o que poderia impactar unidades de produção de aço" em caso de novos lockdowns, disse o estrategista de commodities da ANZ, Daniel Hynes.

"Embora reconheçamos os riscos de oferta na Austrália, uma desaceleração da demanda antes do Ano Novo Lunar (na China) pode fazer os preços se normalizarem em 156 dólares por tonelada no final deste trimestre", disse Hynes.

O vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,1%.

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Vale sela acordo por fatia da Mitsui em Moatize, mas mira saída de carvão

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Investing - SP   22/01/2021

A Vale (SA:VALE3) assinou acordo com a Mistui para comprar a totalidade da fatia da empresa japonesa (15%) na deficitária mina de carvão de Moatize, em Moçambique, mas disse que pretende desinvestir dos negócios com o combustível fóssil na sequência.

O acerto não vinculante ("heads of agreement") ainda envolve a aquisição dos 50% de participação e créditos minoritários que a Mitsui detém no Corredor Logístico de Nacala (CLN), segundo comunicado da Vale na noite de quarta-feira.

"Com o acordo para a aquisição das participações da Mitsui e, consequentemente, a simplificação da governança e da gestão dos ativos, a Vale iniciará o processo de desinvestimento da sua participação no negócio de carvão", afirmou a mineradora.

A Vale acrescentou que esse movimento "será pautado na preservação da continuidade operacional de Moatize e do CLN, com a busca de um terceiro interessado nestes ativos".

Pelo acordo, a Vale comprará por 1 dólar a fatia da Mitsui nos ativos de mina e logística. Após o fechamento da transação, a mineradora brasileira consolidará todos os ativos e passivos da CLN, incluindo o project finance do Corredor de Nacala, que tem cerca de 2,5 bilhões de dólares de saldo remanescente, explicou a companhia.

A intenção de sair do negócio de carvão "está em linha com o foco da companhia em priorizar seus negócios core e sua agenda ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês)", disse a Vale.

Analistas do BTG Pactual (SA:BPAC11) disseram em relatório que a decisão da Vale é positiva e mostra um movimento na direção correta da atual administração da companhia, ao buscar se livrar de ativos que drenam caixa, como Moatize e Nova Caledônia, "algo em que antigos gestores tiveram menos sucesso".

Eles avaliaram ainda que "há uma boa chance" de que a Vale decida pagar antecipadamente o project finance de Nacala no curto prazo, mas minimizaram impactos negativos por isso.

"Entendemos que a incursão em carvão/Moatize foi um grande erro, com a companhia despejando bilhões de dólares e diluindo retornos. No entanto, estamos satisfeitos em ver a Vale dar um primeiro passo para desinvestir de seu negócio de carvão", escreveram.

As ações da Vale operavam em alta de 2,6% por volta das 10:40, depois do anúncio da operação, contra ganho de 0,4% no índice Ibovespa, apoiadas também por alta de 0,7% nos futuros do minério de ferro na China.

A Vale disse no comunicado que, com um futuro refinanciamento do project finance do Corredor de Nacala, simplificando sua estrutura, deverá obter economia anual estimada de aproximadamente 25 milhões de dólares.

Em paralelo, a Vale anunciou iniciativas que visam reduzir custos e aumentar a produção em Moatize, que poderia alcançar um ritmo de 15 milhões de toneladas por ano no segundo semestre de 2021 e 18 milhões de toneladas por ano em 2022.´

ATIVOS DEFICITÁRIOS

A divisão de carvão da Vale registrou lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) negativo de 213 milhões de dólares no mais recente resultado trimestral.

Já a Mitsui registrou uma série de perdas por redução ao valor recuperável nos ativos de carvão em Moçambique, no total de 451 milhões de dólares, levando o valor contábil de sua fatia na mina de Moatize a zero. O corredor de transporte de Nacala ainda tem um valor contábil de cerca de 500 milhões de dólares, incluindo seus empréstimos.

A Vale já havia feito uma baixa contábil, em 2019, do valor total dos ativos de carvão.

A Mitsui disse que está revisando uma perda antecipada com a venda. Qualquer impacto financeiro relacionado aos projetos já foi considerado em sua previsão de ganhos de outubro para o ano financeiro atual até 31 de março, disse a empresa.

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Última audiência de mediação entre governo de Minas e Vale no caso Brumadinho termina sem acordo

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O Estado de S.Paulo - SP   22/01/2021

RIO - Fracassou a tentativa de acordo entre a Vale, o Estado de Minas Gerais e instituições como o Ministério Público e a Defensoria Pública na bilionária ação civil pública do caso Brumadinho. Após negociações patrocinadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na última audiência de mediação antes da sentença as partes não chegaram a consenso. A discussão envolve o valor total das indenizações aos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão.

O episódio, em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas. Também deixou um rastro de destruição. Parte dos detritos de mineração chegou ao Rio Paraopebas, com extenso dano ambiental. Segundo o presidente do TJMG, Gilson Soares Lemes, a Vale propôs pagar R$ 29 bilhões por danos materiais e morais. A cifra ficou abaixo dos cerca de R$ 40 bilhões pedidos pelo governo e na ação.

"Ainda há uma distância entre o que foi oferecido e o que as instituições pleiteiam. Demos um prazo de uma semana para que as instituições e a Vale possam tentar uma negociação melhor", disse.

O pedido original soma R$ 54,7 bilhões. Desse valor, R$ 26,7 bilhões são relativos a perdas materiais. Essa conta inclui a redução de arrecadação do Estado em função do rompimento da barragem.

O desfecho desejado pelas autoridades e pelo governo mineiro era chegar a um acordo com a Vale antes de 25 de janeiro, quando a tragédia fará dois anos. Ainda assim, a Vale terá até 29 de janeiro para reformular a proposta. Se de fato não houver acordo, o caso volta à Justiça de primeira instância em 1º de fevereiro para ser sentenciado.

O secretário-geral de Estado de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou após a última audiência com a companhia, realizada na tarde desta quinta-feira, 21, que o governo e as instituições de direito não aceitarão discutir valores como "lances de um leilão".

"É o momento da Vale assumir sua responsabilidade, agir com dignidade e reparar os danos que foram causados ou demonstrar seu antagonismo com Minas Gerais e a sua posição de inimiga dos mineiros", afirmou Simões. Ele havia dito ao Estadão/Broadcast na semana passada que o valor dos danos materiais calculados pela Fundação João Pinheiro seria o piso para seguir as conversas com a mineradora.

O procurador da República Edilson Vitorelli disse que as instituições envolvidas na negociação são unânimes em rechaçar a proposta da Vale. "O valor oferecido está muito aquém das necessidades do Estado e das pessoas atingidas", disse.

Vitorelli comparou a tragédia de Brumadinho à causada em 2010 pelo vazamento de óleo da britânica BP no Golfo do México. No episódio, em que morreram 11 pessoas, número bem inferior ao de Brumadinho, o valor da reparação coletiva a que a empresa foi condenada chega a US$ 89 bilhões (R$ 400 bilhões). Isso, destacou, demonstraria a razoabilidade dos valores pleiteados à Justiça mineira.
Vale

Em nota, a Vale confirmou que a divergência com o governo de Minas Gerais e autoridades autoras da ação de reparação de danos concentra-se em aspectos relacionados a valores a serem pagos e à sua destinação. A mineradora afirma que continuará a cumprir integralmente sua obrigação de reparar e indenizar as pessoas, bem como de promover a reparação do meio ambiente, “independentemente de haver condenação ou acordo”. Também diz que "reitera sua confiança no Poder Judiciário".

A empresa calcula que até o momento destinou cerca de R$10 bilhões para ações de reparação e indenizações relativas à tragédia. Também destaca que até o momento foram pagas cerca de 8.700 indenizações individuais.

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Produções em 2020 dentro do previsto

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Brasil Mineral - SP   22/01/2021

A Ero Copper Corp. informa que a o Complexo de Mineração MCSA (Mineração Caraíba) produziu 42.814 toneladas de concentrado de cobre em 2020, atingindo o limite superior da meta de produção da Companhia para 2020, de 41.000 a 43.000 toneladas de cobre. Já a Mina de ouro NX teve produção anual de 36.830 onças de ouro e 22.694 onças de prata, em linha com a orientação revisada da empresa de 36.000 a 37.000 onças de ouro.

A orientação de produção anual de 2021 para o Complexo de Mineração MCSA é de 42.000 a 45.000 toneladas de concentrado de cobre, enquanto o guidance 2021 para a Mina NX fica entre 34.500 e 37.500 onças de ouro. “Apesar de um ambiente operacional desafiador em 2020, devido à pandemia contínua de COVID-19, foi um ótimo ano para a empresa. Alcançamos um recorde de produção anual de cobre, comissionamos com sucesso nosso novo moinho de moagem de alta intensidade (“HIG”) e os esforços de exploração em curso resultaram em extensões significativas da vida útil dos perfis de produção da mina para o Complexo de Mineração MCSA e a Mina de Ouro NX. Essas conquistas foram alcançadas com segurança e sem interrupções devido aos excelentes esforços de nossas equipes operacionais e de exploração para superar esses desafios”, disse David Strang, CEO da Ero Copper.

Segundo o executivo, a MCSA produziu 10.018 toneladas de concentrado de cobre no último trimestre de 2020, com recuperações metalúrgicas aprimoradas de 91,7%, beneficiadas pela instalação do laminador HIG. Na Mina de Ouro NX, várias melhorias operacionais iniciadas em meados de 2020 contribuíram para a produção recorde trimestral desde o comissionamento do veio Santo Antonio, e recorde de recuperações metalúrgicas trimestrais de 95,4%. “Nossos esforços de exploração em andamento serão sustentados por um programa de perfuração planejado totalizando aproximadamente 288.000 metros (228.000 metros no Complexo de Mineração MCSA e 60.000 metros no NX Gold). No Complexo de Mineração MCSA, esperamos iniciar a construção do novo Projeto de Extensão de Aprofundamento na mina subterrânea de Pilar e reiniciar nossa mina a céu aberto de Surubim. Na Mina de Ouro NX, a instalação de nossa nova planta de enchimento de pasta está em andamento e estará operacional durante o segundo semestre do ano. Além disso, continuamos avançando em nossos esforços de otimização do Projeto Boa Esperança, que será incorporado a um Estudo de Viabilidade atualizado que esperamos ser entregue no meio do ano”, disse Strang.

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AUTOMOTIVO

Não queremos benefícios, diz presidente da Volkswagen no Brasil e na AL

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Valor - SP   22/01/2021

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Ambev faz acordo com startup para a produção de caminhões elétricos

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Valor - SP   22/01/2021

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Rodoviário

BNDES aprova R$ 3 bi para lote PiPa, maior concessão rodoviária do País

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IstoÉ Dinheiro - SP   22/01/2021

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 3 bilhões para a Eixo SP Concessionária de Rodovias, operadora do Lote Piracicaba-Panorama (PiPa), trechos de rodovias estaduais de São Paulo que formam a maior concessão rodoviária do País. Ao anunciar a aprovação, em nota divulgada nesta quinta-feira, 21, o banco de fomento informou que o empréstimo cobrirá 58% do total de investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão.

Concedido no início do ano passado, o lote de trechos rodoviários soma um total de 1.224 quilômetros de estradas, que cruzam 62 municípios do Estado de São Paulo, entre a região de Piracicaba e o extremo oeste do Estado, na divisa com Mato Grosso do Sul. A Eixo SP é controlada pela gestora de recursos Pátria Investimentos, que pagou R$ 1,1 bilhão em outorgas para levar a concessão.

Segundo o BNDES, os investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão no lote PiPa somam R$ 5 bilhões. Ao longo dos 30 anos de contrato, a concessionária deverá investir R$ 14 bilhões, como divulgado à época do leilão. Na nota divulgada nesta quinta-feira, 21, o BNDES estimou o total de investimentos em obras em R$ 12 bilhões.

A aprovação do empréstimo demonstra que, apesar do crescimento de fontes privadas de financiamento, como emissões de títulos de dívida no mercado, grandes projetos de infraestrutura dificilmente poderão abrir mão dos recursos do BNDES. Na nota divulgada pelo banco de fomento, Sérgio Santillan, CEO da Eixo SP, diz que “o apoio do BNDES permite que um projeto desse porte seja viabilizado, trazendo enormes benefícios para as cidades vizinhas, para o Estado e para o País”.

Em agosto do ano passado, a Pátria Investimentos concluiu a captação de seu quarto fundo de infraestrutura, levantando R$ 10 bilhões, maior valor já captado por um produto dessa natureza em toda a América Latina, segundo o ranking de fundos latino-americanos da PEI – Infrastructure Investor. Esse quarto fundo é justamente o controlador da Eixo SP.

Na época da conclusão da captação, Felipe Pinto, sócio da gestora, informou que 40% do fundo já estavam comprometidos com investimentos anunciados, como a plataforma de energia renovável Essentia, que recebeu US$ 320 milhões; uma plataforma focada em soluções de infraestrutura de dados wireless, com US$ 200 milhões; e a concessão do corredor rodoviário PiPa.

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AGRÍCOLA

PIB do agronegócio cresce 16,8% de janeiro a outubro de 2020, diz Cepea

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IstoÉ Online - SP   22/01/2021

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 16,81% de janeiro a outubro de 2020. No período, o PIB teve alta para todos os segmentos do agronegócio: 4,12% para os insumos, 40,08% para o primário, 4,47% para a agroindústria e 14,74% para os agrosserviços. Os cálculos são Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A CNA informa em boletim que o PIB do agronegócio cresceu lentamente em abril e em maio, por causa dos impactos negativos da pandemia sobre diferentes atividades do setor; mas, de junho em diante, o cenário foi marcado por recuperação e aceleração do crescimento do PIB.

No mês de outubro, o PIB se manteve praticamente estável para o segmento de insumos (-0,04%) e cresceu para os demais segmentos: 5,98% para o primário, 1,07% para o agroindustrial e 2,33% para o de agrosserviços.

O principal destaque foi o segmento primário (dentro da porteira), com alta mensal de 5,98% em relação a outubro de 2019, e avanço de 40,08% de janeiro a outubro do ano passado frente ao mesmo período de 2019. A CNA e o Cepea explicam que o crescimento reflete a alta de preços, puxada pelo aumento de demanda doméstica e externa e alta do câmbio, safra recorde de grãos e a expansão da produção de suínos, aves, ovos e leite.

Já o PIB pecuário cresceu 1,98% em outubro, acumulando alta de 21,95% de janeiro a outubro, com maiores preços das proteínas animais. “Entretanto, o forte aumento nos custos de produção tem afetado negativamente as margens dentro da porteira e dificultado os investimentos na produção”, ponderam.

Os insumos de alimentação também ficaram mais caros, uma vez que os grãos alcançaram patamares recordes de preços e, no caso da bovinocultura de corte, houve fortes elevações dos preços do bezerro e do boi magro.

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