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21 de Junho de 2022

SIDERURGIA

Investing - SP   21/06/2022

O volume de aço produzido no Brasil em maio voltou a registrar queda na comparação anual, puxado por recuo de mais de 22% em aços planos, segmento tem entre os principais consumidores as indústrias automotiva e de bens de consumo.

A produção de aço de maio, de 2,972 milhões de toneladas, ficou praticamente estável frente a abril, mas caiu 4,9% na comparação anual, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Aço Brasil, entidade que reúne siderúrgicas do país.

A produção de laminados planos desabou 22,6% em maio sobre um ano antes, acumulando queda de 9,7% nos cinco primeiros meses do ano frente o mesmo período de 2021.

A Usiminas (SA:USIM5), um dos principais produtores de aços planos do país, adiou em abril em dois meses conclusão de reparo de alto-forno de sua usina em Ipatinga (MG). O equipamento foi paralisado em setembro passado após um acidente.

Já o volume produzido no Brasil de aços longos, usados na construção civil, caiu 10% em maio sobre o mesmo mês do ano passado, mostrando queda de 6,7% no acumulado. Coincidentemente, as vendas de cimento, outro insumo do setor de construção, também mostraram queda em maio, segundo dados do sindicato de fabricantes do insumo, Snic, divulgados no início deste mês.

Segundo o Aço Brasil, as vendas de aço no mercado interno em maio caíram 13,4% ante o mesmo mês de 2021, para 1,824 milhão de toneladas, avançando 3,5% ante abril deste ano. No acumulado de janeiro a maio, as vendas mostram retração de 14,7% sobre um ano antes.

O consumo aparente de aço, que considera vendas internas de itens produzidos no país e importações, recuou 15,7% no mês passado ante maio de 2021, para 2,1 milhões de toneladas. No ano, o indicador está negativo em 14,6%, a 9,8 milhões de toneladas.

As importações, que têm sido afetadas por volatilidade nos preços internacionais e no câmbio, além de problemas na oferta logística, despencaram cerca de 50% em maio, para 276 mil toneladas, segundo os dados do Ministério da Economia compilados pelo Aço Brasil.

Mas as exportações de aço do Brasil dispararam 43%, para 1,06 milhão de toneladas em maio contra o mesmo período de 2021, acumulando no ano até o mês passado alta de 32,4%, para 5,6 milhões de toneladas.

Em um sinal de impactos da guerra na Ucrânia, as exportações de aço do Brasil para a União Europeia dispararam para 146 mil toneladas em maio ante pouco menos de 5 mil toneladas em igual mês de 2021.

Além da região, as vendas externas de produtos siderúrgicos brasileiros cresceram quase que três vezes para a América Latina em maio na comparação anual, para 377 mil toneladas.

Mas para os Estados Unidos, principal mercado para o aço brasileiro, as vendas externas do Brasil recuaram 14,7% em maio sobre um ano antes, a 467 mil toneladas, exibindo retração no acumulado do ano até o mês passado.

O recuo nas vendas para os EUA ocorreu em um momento em que a indústria siderúrgica brasileira tenta convencer autoridades norte-americanas a flexibilizarem cotas de importação de aço do Brasil impostas durante o governo de Donald Trump, em 2018.

Petro Notícias - SP   21/06/2022

A ArcelorMittal, uma das marcas líderes em aços no Brasil, iniciou a construção da sua presença no Metaverso com o objetivo de reforçar a posição de referência em inovação e desenvolvimento de soluções pioneiras no setor siderúrgico. O primeiro projeto será em parceria com a Link School of Business, primeira faculdade de empreendedorismo do Brasil. A ação prevê a criação de um novo modelo de negócio no Metaverso, associado à atuação da produtora de aço, e contará com investimento inicial de R$ 1,2 milhão da companhia. Para o lançamento do projeto, ArcelorMittal e a Link promoveram uma live no canal da ArcelorMittal Aços Longos no Youtube. O CEO da ArcelorMittal Inovação, Juan Pablo, fez uma palestra sobre os impactos do Metaverso sobre as pessoas e as empresas.

Monica Evangelista, da aceleradora da Link School of Business, Paula Harraca, Diretora de Estratégia, Inovação e Transformação do Negócio ArcelorMittal LATAM e Mineração Brasil, e Sofia Trombetta, Diretora de Pessoas, Saúde e Bem-Estar da ArcelorMittal, discutiram detalhes sobre o novo projeto, como criar novos negócios de impacto, dentro da empresa e para o mundo. O time de desenvolvimento do novo negócio será formado por seis pessoas, sendo dois profissionais da companhia e quatro alunos da Link. Esse time irá receber capacitação no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo mentoria e apoio da Link, da ArcelorMittal e do Açolab, laboratório de inovação aberta da produtora de aço. A ArcelorMittal está conectada à escola de empreendedorismo desde o ano passado, numa parceria que inclui desde a capacitação de executivos até a realização em conjunto de desafios e projetos de inovação.

IstoÉ Online - SP   21/06/2022

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, reduziram o ritmo de crescimento em maio deste ano, atingindo 26,178 mil toneladas, queda de 63,5% comparadas a abril último, quando chegaram a 71,877 mil toneladas. Em relação a maio do ano passado (33,060 mil toneladas), a retração foi de 21%, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No acumulado janeiro a maio de 2022, as exportações chegaram a 218,668 mil toneladas, ante 135,053 mil toneladas nos cinco primeiros meses de 2021, um aumento de 62%.

Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), órgão de classe que representa os mais de 5,6 mil processadores de sucata ferrosa do Brasil, além dos demais setores de reciclagem, os preços da sucata estavam artificialmente altos no mercado interno em abril e maio e agora começam a se adequar à realidade internacional. Em relação à queda nas exportações, Alvarenga lembra que, com uma demanda maior no País, as exportações tendem a cair, já que o setor só vende no exterior o volume excedente não consumido internamente.

Conforme a S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para os mercados de commodities, fornecedores de sucata ferrosa para as siderúrgicas brasileiras registraram corte de preços pela segunda semana consecutiva em 13 de junho e aguardam novos cortes programados para a segunda quinzena do mês, disseram fontes à S&P. Esse corte ocorre mesmo com os estoques baixos nas usinas siderúrgicas.

O Inesfa, conforme Alvarenga, continua empenhado em obter a isenção do PIS e Cofins na venda de materiais recicláveis à indústria de transformação. Para isso, a Frente Parlamentar dos Recicladores do Brasil quer a aprovação no Congresso do Projeto de Lei 4035, de 2021, de autoria do deputado federal Vinícius Carvalho (Republicanos-SP), que isenta o PIS e Cofins nas operações de venda de insumos recicláveis. A Frente já tem o apoio de 210 deputados federais.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão plenária, retomou a incidência do PIS e Cofins na venda de materiais recicláveis, derrubando a suspensão que existia há 15 anos, conhecida como a Lei do Bem (11.196/2005). Essa decisão, que ainda está sendo questionada na Justiça, representa hoje a maior preocupação dos recicladores. Alvarenga diz que a medida “é um grande desestimulo à atividade, que poderá sofrer enorme baque caso o imposto volte a ser cobrado”.

Além do ferro e aço, o Inesfa representa os segmentos que reciclam vidro, papel, eletrônicos, entre outros. As atividades são compostas por mais de 5 milhões de pessoas, que vivem da coleta e destinação adequada de insumos recicláveis.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   21/06/2022

A indicação, na semana passada, do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de que deve aumentar a taxa Selic em até 0,5 ponto porcentual na próxima reunião em agosto fez os economistas do mercado financeiro revisarem as projeções para a taxa de juros básica neste ano.

A maioria dos bancos e instituições consultadas em pesquisa do Projeções Broadcast agora prevê que o Banco Central deve subir os juros para 13,75% ao ano no final do ciclo de aperto monetário. Há uma semana, antes da reunião do Copom, a estimativa era de 13,25%.

De 38 instituições consultadas, 28 (74%) esperam um aumento de 0,5 ponto porcentual dos juros na próxima reunião do Copom, em agosto, a 13,75%. Outras nove (24%) estimam alta de 0,25 ponto. Uma casa prevê a manutenção da taxa Selic em 13,25%.

Para 30 de 37 instituições (81%), o BC deve interromper a alta de juros em agosto. Outras sete (19%) esperam que o BC continue elevando a taxa Selic em setembro. Para o fim do ano, a maioria dos bancos projeta a Selic em 10%, ante 9,63% na pesquisa anterior.
Meta ainda distante

Apesar do maior aperto nos juros, economistas ouvidos pela reportagem acreditam que o BC não deseja estender o ciclo de aumento para além da próxima reunião e está disposto a tolerar uma inflação acima do centro da meta (3,25%) no ano que vem. Isso porque o comitê alterou a comunicação e disse considerar a estratégia compatível com uma convergência da inflação “para o redor da meta”, em vez de “para a meta”, como no comunicado anterior.

“O BC está basicamente dizendo que está olhando a convergência nos próximos dois anos”, diz o diretor de pesquisa do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos.

Para o economista-chefe do Banco Original, Marco Caruso, o comunicado marca que a intenção do BC é a de não subir a taxa Selic para além de 13,75%. “O Copom deu a dica de que está olhando um horizonte mais longo e, de alguma forma, deixou o espaço aberto para dizer que não vai levar a ferro e fogo o centro da meta do ano que vem”, diz Caruso.

Leonardo Costa, economista da ASA Investments, acredita que o BC está se deparando com a realidade de que a inflação de 2023 vai ficar distante do centro da meta. “A menos que haja uma piora adicional, o desejo do BC continua sendo de encerrar o ciclo em agosto.”

O Estado de S.Paulo - SP   21/06/2022

A perda de importância da indústria de transformação na economia brasileira é generalizada. Praticamente todos os ramos industriais, 12 dos 14 investigados, reduziram sua participação na economia desde a década de 1990, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

O fenômeno de perda de relevância é anterior ao choque provocado pela pandemia de covid-19. Considerando a média de participação nas três últimas décadas, a indústria de alimentos e bebidas reduziu sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB) de uma média de 2,9% de 1990 a 1999 para 2,7% de 2000 a 2009, tombando a 2,2% de 2010 a 2019.

No mesmo período, a indústria têxtil viu sua contribuição encolher de 1% para 0,5% e, depois, a apenas 0,3%; a de artigos de vestuário e acessórios passou de 1% a 0,6% e 0,5%; e a indústria de siderurgia e metalurgia desceu de 1,7% para 1,5% e depois a 1,3%.

As únicas exceções entre as 14 atividades pesquisadas foram os segmentos de veículos e calçados, que tampouco registraram expansão significativa. O ramo de veículos, peças e outros equipamentos de transportes passou de uma fatia média de 1,1% entre os anos 1990 a 1999 para 1,4% de 2000 a 2009, caindo a 1,2% de 2010 a 2019. No mesmo período, o segmento de artefatos de couro e calçados saiu de 0,3% para 0,4%, e retornando a 0,3% no último período.

“Não há um gênero industrial enfrentando isso, mas todos os gêneros industriais”, diz Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.

Para Considera, a perda de relevância da indústria de transformação na economia brasileira é reflexo de uma menor competitividade internacional, fenômeno que permitiu que produtos industriais importados abastecessem a demanda doméstica e que os manufaturados brasileiros perdessem mercados estrangeiros para concorrentes de outros países.

“A indústria de transformação como um todo tem tido queda de produtividade há muito tempo. Isso tem a ver com máquinas menos eficientes, treinamento ineficaz de trabalhadores, alcance da educação, problemas estruturais”, afirmou Considera.

A indústria de transformação produzia R$ 80.366,99 por trabalhador do setor no ano 2000, mas essa produtividade desabou a R$ R$ 69.438,77 no ano de 2019, calculou a FGV.

Entre os assalariados, grupo que engloba os funcionários formais e informais, a produtividade saiu de R$ 94.438,17 em 2000 para R$ 89.350,79 por trabalhador ocupado em 2019. Já entre os autônomos, o valor tombou de R$ 24.082,28 em 2000 para R$ 10.221,93 em 2019.

A diferença de produtividade entre as categorias de trabalhadores é justificada pelo fato de os assalariados atuarem em empresas organizadas, com maior estoque de capital, ou seja, máquinas e equipamentos, enquanto que os trabalhadores autônomos atuam de maneira artesanal e manual, por exemplo.

As Contas Nacionais Trimestrais mostram que a indústria de transformação respondia por 18,1% do PIB brasileiro no ano 1990, participação que encolheu a 12% em 2019, descendo a 11,3% em 2021, último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As perspectivas para este ano não são muito animadoras, considerando os dados de desempenho já divulgados.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) calcula, com base nas informações da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, que a indústria de transformação brasileira acumulou uma queda de 3,7% na produção de janeiro a abril de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos 12 meses terminados em abril, o recuo acumulado é de 0,5%.

“A indústria de transformação move um País. Ou você tem isso ou não tem como puxar uma economia atrás de você”, disse Claudio Considera.

O pesquisador, que assina o artigo do Ibre/FGV ao lado de Isabela Kelly e Juliana Trece, lembra que é natural que a melhora na renda da população faça a participação dos serviços no PIB avançar sobre a da indústria em países desenvolvidos.

No entanto, ele ressalta que essa trajetória começou no Brasil sem que a renda per capita atingisse um nível satisfatório, que tornasse a tendência em um movimento benigno.

“São repletas de evidências que a economia brasileira só crescerá com melhorias na indústria de transformação. Para isso será necessária uma política de fortalecimento tecnológico que possibilite inovações com o consequente aumento de sua produtividade já há muito estagnada”, escreveram os pesquisadores no estudo do Ibre/FGV.

Infomoney - SP   21/06/2022

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a 0,55% na segunda prévia de junho, de 0,39% na mesma leitura de maio, informou nesta segunda-feira (20), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Dois dos três componentes do IGP-M registraram avanço no período.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) acelerou a 0,66% neste decêndio, de 0,28% na prévia de maio, de acordo com a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) também avançou no período, de 0,70% para 3,33%. Em contrapartida, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) desacelerou de 0,38% na segunda prévia de maio para 0,21% agora.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/06/2022

A economia dos EUA provavelmente enfrentará uma “suave recessão” no fim de 2022, à medida que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continuar elevando juros de forma agressiva, segundo a Nomura.

“As condições financeiras devem se estreitar mais, os consumidores estão vivendo um significativo choque de sentimento negativo, os problemas na oferta de energia e alimentos pioraram e a perspectiva para o crescimento externo se deteriorou”, comentaram os economistas da Nomura Aichi Amemiya e Robert Dent, em nota publicada nesta segunda-feira, 20.

“Com o ímpeto de crescimento desacelerando rapidamente e o Fed comprometido a restaurar a estabilidade de preços, acreditamos que uma suave recessão a partir do quarto trimestre é agora mais provável do que o contrário”, acrescentaram.

Na semana passada, o Fed anunciou o maior aumento de juros desde 1994, de 75 pontos-base, e projeções mostram que as taxas vão continuar subindo até o ano que vem. No sábado, 18, o diretor do Fed Christopher Waller disse apoiar uma nova alta de 75 pontos-base em julho.

Já no domingo, 19, a Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, admitiu que uma recessão da economia americana não é inevitável.

Infomoney - SP   21/06/2022

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou a 0,91% na segunda quadrissemana de junho, após 0,79% na primeira leitura. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula alta de 10,58% em 12 meses, maior do que o avanço de 10,44% no período até a primeira medição.

Das oito categorias de despesas que compõem o indicador, quatro avançaram da primeira para a segunda quadrissemana do mês, com destaque para Habitação, que passou de queda de 0,15% para alta de 0,79%. O item com maior influência no grupo foi tarifa de eletricidade residencial (-4,99% para -0,15%).

Vestuário (1,62% para 1,94%), Comunicação (-0,31% para -0,23%) e Educação, Leitura e Recreação (3,43% para 3,44%) foram os outros grupos a apresentar acréscimo na taxa de variação. Nessas classes, os itens com maior peso foram roupas masculinas (2,12% para 2,93%), serviços de streaming (0,46% para 1,09%) e passagem aérea (15,40% para 15,90%).

Por outro lado, Transportes (0,62% para 0,30%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,89% para 0,72%), Despesas Diversas (0,77% para 0,61%) e Alimentação (0,73% para 0,70%) arrefeceram ante a primeira quadrissemana. Esses grupos foram puxados por etanol (0,07% para -4,87%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,85% para 0,95%), serviços bancários (1,04% para 0,75%) e hortaliças e legumes (-7,09% para -8,04%).
Influências individuais

Passagem aérea (15,40% para 15,90%) e taxa de água e esgoto residencial (3,85% para 3,21%) foram os itens que mais pressionaram para cima o IPC-S da segunda quadrissemana de junho. Leite tipo longa vida (5,09% para 5,31%), condomínio residencial (0,45% para 1,38%) e automóvel novo (0,93% para 0,92%) completam a lista.

Na outra direção, tomate (-23,56% para -16,45%), cenoura (-34,48% para -34,15%) e etanol (0,07% para -4,87%) foram os itens que mais puxaram o indicador para baixo, seguidos por batata-inglesa (-2,71% para -7,14%) e banana-prata (-5,09% para -7,42%).

Globo Online - RJ   21/06/2022

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira que a dívida pública retomou o patamar de abril de 2020 e atingiu 78,5% do PIB em março, completando cinco meses em queda.

A relação dívida/PIB vinha em trajetória de queda, com pontuais variações para cima, desde fevereiro do ano passado, quando estava em 89%. Esse patamar, o maior da série histórica, foi atingido por conta dos gastos com o combate aos efeitos da pandemia, que elevaram rapidamente a dívida nos primeiros meses de 2020.

Com a diminuição dos gastos e a vacinação, que permitiu o início da retomada da economia, a relação dívida/PIB começou a cair. Neste mês, os principais fatores para a queda foram o aumento do PIB nominal, a valorização cambial e os resgates da dívida.

Como o PIB é denominador da relação com a dívida, quando ele aumenta, o resultado é a queda do indicador.

Já a alta nos juros, acompanhando a trajetória de elevação da Selic no último ano, fez a relação dívida/PIB subir.

Apesar da trajetória de queda, a tendência é de alta este ano por conta do crescimento mais fraco e alta nos juros. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projeta um ano de alta no indicador, chegando a 84,8% em dezembro.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, ressalta que as contas públicas tiveram uma tendência de melhora nos últimos meses, mas destaca que é preciso ter cautela nas projeções para o restante do ano.

De acordo com a economista, o PIB terá um papel relevante nas contas públicas porque há uma tendência de desaceleração da atividade econômica no restante de 2022, o que afeta a arrecadação de impostos e diretamente o cálculo da relação dívida/PIB.

— A gente tem ainda assim um quadro que exige cautela quando falamos em tendência, em perspectiva para os próximos anos, esse quadro que a gente tem acompanhado nos últimos meses talvez não seja sustentável — disse.

O indicador é acompanhado de perto pelo mercado porque mede a capacidade do país de pagar suas dívidas. O número engloba o resultado do governo federal, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais.

Superávit nas contas

O setor público consolidado, que reúne as contas de estatais, governos regionais e o governo central, registrou superávit de R$ 4,3 bilhões em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o superávit foi de R$ 122,8 bilhões.

O resultado positivo para o mês foi fruto do aumento de caixa em governos regionais e nas estatais, com superávit de R$ 11,9 bilhões e R$ 242 milhões, respectivamente. O balnaço compensou o déficit de R$ 7,8 bilhões no governo central.

Matheus Pizzanni, economista da CM Capital, ressalta que o superávit dos estados foi puxado pela arrecadação com o ICMS, além da alta na inflação.

— Os estados estão tendo resultados bem expressivos com arrecadação desse imposto e a gente já vê reflexo disso a nivel de contas públicas, mas tem outros fatores que estão trabalhando para que os resultados fiscais venham um pouco melhores do que o previsto, como o efeito da própria inflação — afirmou.

O Estado de S.Paulo - SP   21/06/2022

Diante do risco crescente de rompimento da meta de inflação por três anos seguidos (2021, 2022 e 2023), o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne nesta quinta-feira (23) para confirmar ou reavaliar o objetivo a ser perseguido pelo Banco Central em 2023 (3,25%) e 2024 (3%), além de anunciar o patamar de 2025. Especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast dizem acreditar que a tendência é de manutenção das metas já estabelecidas e repetir o alvo de 3% para 2025, até para evitar maior perda de credibilidade da política monetária, apesar da inflação alta e persistente e da política fiscal estar "jogando contra".

Em 2017, durante o governo Michel Temer e após a criação do teto de gastos, o CMN passou a definir a meta de inflação para três anos à frente e iniciou um processo de redução gradual, com destino ao objetivo de 3%, referência de pares internacionais. O CMN hoje é formado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pelo secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago.

Atualmente, as discussões sobre a capacidade de o País atingir a meta de 3% vêm crescendo, assim como a possibilidade de se estabelecer uma "meta ajustada". Afinal, mesmo com a taxa Selic já bastante restritiva, com prováveis danos relevantes à atividade econômica, a estimativa do mercado para inflação oficial em 2023, foco da política monetária, está praticamente no limite máximo de tolerância (4,75%) e de 2024 já se encontra acima do centro da meta (3%).

No Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, o BC citou projeções em torno de 4,7% e 3,25% no Boletim Focus para esses anos, respectivamente - maiores que as do colegiado, de 4% e 2,7%, nessa ordem. Para 2022, por sua vez, a mediana da Focus (8,5%) e a estimativa do BC (8,8%) estão distantes do teto (5%).

Não seria a primeira vez que uma "meta ajustada" seria usada. Em 2003 e 2004, na gestão de Henrique Meirelles no BC, essa foi a opção escolhida para diluir a convergência à meta em um prazo mais longo e preservar a atividade diante de um grande choque de oferta. O presidente atual do BC, porém, não indica apoiar mudanças nesse sentido, embora admita que a meta de inflação tem sido muito discutida. "Mudar a meta para os próximos anos só vai levar à perda de credibilidade", disse Campos Neto no fim de março.

Para a economista-chefe do JPMorgan no Brasil, Cassiana Fernandez, agora seria "o pior momento possível" para anunciar uma mudança da meta, já que há indicações de que o ciclo de aperto monetário está perto do fim e dúvidas sobre a capacidade de entregar a meta de 2023. Ela lembra que, quando foi adotada a meta ajustada em 2003, o BC continuou subindo agressivamente os juros básicos. "O risco de credibilidade ao BC supera os ganhos que poderia ter. A perda de credibilidade já aconteceu, é só olhar as expectativas dos economistas nos horizontes mais longos, mas o BC perderia mais", diz, acrescentando que manter o objetivo em 3% é um mecanismo que ajuda a combater a indexação.

Mesmo sem mudar a meta, contudo, a economista acredita que o BC já está dando sinais de que pode aceitar uma convergência mais lenta da inflação às metas, ou seja, para além do horizonte relevante (2023), ao incluir antecipadamente a projeção para 2024 no Copom deste mês.

Da mesma forma, Reinaldo Le Grazie, ex-diretor do BC e sócio da Panamby Capital, diz que o CMN tem de ratificar a meta dos próximos anos e repetir o nível de 3% para 2025, uma vez que a taxa serve como uma referência e não deve ser ajustada conforme a conjuntura. "Não vejo problema nenhum em o BC fazer cartas por dois, três, quatro anos [para explicar o descumprimento da meta]. Se muda para 5%, não tem mais meta, ajusta à realidade e nunca tem referência", diz. "Agora, não faz sentido maltratar a economia mais do que devia para acelerar a volta da inflação, que está muito longe, à meta", completa, avaliando que o BC faz certo se adotar uma estratégia de convergência mais lenta.

O superintendente de Política Macroeconômica do Santander Brasil, Mauricio Oreng, também admite dificuldades para o País alcançar a meta em meio ao choque inflacionário global e às dúvidas sobre a efetividade das regras fiscais no Brasil. Mas avalia que as ações de política econômica têm que ser condizentes com a meta inflacionária, não o contrário. "Não estou querendo dizer que fixar a meta é suficiente, tem de fazer ações de política monetária, que já está sendo apertada, e a parte fiscal. Acho que é um pouco cedo para jogar a toalha [sobre manter o objetivo em 3%]."

Já para o economista-chefe da Terra Investimentos, João Mauricio Rosal, o Brasil não tem condições estruturais para ter uma meta inflacionária de 3% porque as contas públicas ainda são "extremamente indexadas". Apesar disso, também analisa que a mudança neste momento seria prejudicial ao discurso de política monetária. Para ele, se o BC tiver de explicar ao ministro da Economia, como já ocorreu em 2021, o descumprimento da meta em 2022 e 2023, tem hoje argumento: o choque inflacionário global.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   21/06/2022

A Companhia Siderúrgica Nacional está elaborando uma oferta de aquisição da Samarco Mineração, que será apresentada ao juiz do tribunal de falências que supervisiona a reestruturação da dívida da mineradora, disse uma pessoa com conhecimento do assunto.

A CSN contratou a empresa de reestruturação RK Partners para elaborar proposta para comprar o controle da Samarco, disse a fonte, pedindo anonimato para divulgar discussões privadas. O jornal O Globo informou no domingo o interesse da CSN na Samarco.

A RK Partners está entrando em contato com os donos da Samarco, a Vale e a BHP, assim como com sindicatos e credores financeiros, disse a fonte. Um acordo pode não ser fácil, segundo a fonte, devido aos passivos da Samarco relacionados ao desastre de 2015 na cidade de Mariana (MG).

Acionistas que se comprometeram a pagar pelos danos podem resistir a qualquer proposta de abrir mão do controle de operações enquanto mantém essa responsabilidade.

Revista Mineração - SP   21/06/2022

O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian encerrou as negociações diurnas em queda de 11%, a  US$ 111,60 a tonelada.

Os contratos futuros de minério de ferro em Dalian caíram 11% nesta segunda-feira (20/06), no limite permitido pela bolsa para variação diária dos preços, enquanto os contratos de Cingapura recuaram até 8%, devido ao aumento dos temores sobre um colapso do consumo de aço na China.

Traders se preocupam com os fundamentos do mercado em meio à luta da China para conter os recentes surtos de Covid-19, à desaceleração na atividade de construção durante a estação chuvosa, ao aumento do estoque de aço devido à demanda fraca e aos lucros fracos das siderúrgicas.

O contrato de minério de ferro mais negociado, para entrega em setembro, na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações diurnas em queda de 11%, a 746 yuans (US$ 111,60) a tonelada, seu menor nível desde 16 de março.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de julho para o ingrediente siderúrgico caiu 8%, para US$ 110,40 a tonelada.

“Os preços do aço caíram para mínimos de 16 meses à medida que os estoques aumentam”, disseram analistas da Westpac em nota.

Isso aumenta a pressão baixista nos mercados de minério de ferro decorrente de lockdowns na China e produtores de aço ociosos devido à queda nas margens, disseram eles.

Traders que esperavam por medidas imediatas de política econômica para sustentar a economia em dificuldades se decepcionaram, já que a China manteve suas taxas de financeiras de referência para empréstimos corporativos e familiares, como esperado, na segunda-feira.

IstoÉ Dinheiro - SP   21/06/2022

A mineradora Samarco “não está à venda”, disseram nesta segunda-feira as proprietárias da joint venture, Vale e BHP, após notícia de que a CSN estaria interessada no ativo.

As empresas reafirmaram ainda o apoio ao plano de reestruturação protocolado pelos sindicatos de empregados da Samarco e outros credores em 18 de maio.

“Ambos acionistas estão focados nos preparativos para a audiência de conciliação amanhã e em garantir a sustentabilidade da Samarco e sua responsabilidade com os esforços de reparação, que não são endereçados pelo plano dos credores”, disseram as empresas em nota.

A CSN está elaborando uma oferta de aquisição da Samarco, que será apresentada ao juiz do tribunal de falências que supervisiona a reestruturação da dívida da mineradora, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.

A CSN contratou a empresa de reestruturação RK Partners para elaborar proposta para comprar o controle da Samarco, disseram as fontes, pedindo anonimato para divulgar discussões privadas.

Uma das pessoas disse que a Vale já afirmou à CSN que não está interessada em vender a Samarco.

A RK Partners está entrando em contato com os donos da Samarco, a Vale e a BHP, assim como com sindicatos e credores financeiros, disse a fonte.

Um acordo pode não ser fácil, segundo a fonte, devido aos passivos da Samarco relacionados ao desastre de 2015 na cidade de Mariana (MG).

Acionistas que se comprometeram a pagar pelos danos podem resistir a qualquer proposta de abrir mão do controle de operações enquanto mantém essa responsabilidade.

O juiz que supervisiona a falência da Samarco marcou para terça-feira uma audiência de mediação entre dois grupos que apresentaram propostas concorrentes de reestruturação, uma liderada por credores e outra pelos sindicatos com o apoio da Vale e da BHP.

De acordo com um documento arquivado pela Samarco no tribunal de falências e visto pela Reuters, a mineradora está pedindo ao juiz de falências que rejeite o plano proposto pelos credores por “inconsistências”.

Os advogados da Samarco dizem que a redução de 96% na dívida de 23 bilhões de reais junto a credores está sujeita a impostos e criaria um passivo fiscal de 1,5 bilhão de dólares que não foi avaliado no plano. Representantes dos credores não comentaram imediatamente o assunto.

Em nota, o grupo de credores disse que a análise da Samarco sobre o plano é incorreta e afirmou que a redução da dívida não criará passivo tributário.

Money Times - SP   21/06/2022

A pressão baixista nos preços do minério de ferro nos últimas dias está afetando o desempenho das ações das mineradoras brasileiras, inclusive Vale (VALE3).

O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, despencou 11% nesta segunda-feira (20), a 746 yuanes (ou US$ 111,60) a tonelada, estendendo a perda de 6% na sexta (17).

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de julho para o ingrediente siderúrgico recuou 8% hoje, para US$ 110,40 a toneladas.

Refletindo o recuo da commodity, os papéis da Vale operaram no vermelho. A mineradora caiu 2,47% na Bolsa, cotada a R$ 75,50. A nova queda chega após a desvalorização de mais de 5% na última sexta.

Outras empresas do setor seguiram a mesma trajetória negativa. CSN (CSNA3) e a controlada CSN Mineração (CMIN3) perderam 1% e 3,98%, respectivamente, enquanto Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) marcaram ganhos de 2,74% e 0,17%.

Entendendo a queda do minério

O principal motivo da queda do minério de ferro é a China, que ainda tenta conter os surtos de Covid-19 no país. A imposição da política de “Covid Zero” tem colocado diversos distritos sob lockdown, elevando as incertezas sobre a normalização da atividade chinesa em um futuro próximo.

Segundo Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, a evolução do coronavírus no país asiático não é novidade por si só.

“Esse ponto é focal nas discussões quanto às expectativas da commodity desde meados de 2020”, destaca.

O que tem deixado investidores ainda mais temerosos é a postura que o governo chinês pode adotar para seguir com sua política de Covid Zero – ou seja, as novas medidas que podem ser feitas para que se tenha um controle maior sobre a disseminação do vírus.

Os lockdowns colocam em xeque as expectativas de crescimento da segunda maior potência econômica mundial. As restrições nas principais cidades da China afetaram diversas cadeias do país, em especial a indústria, que não está rodando em plena capacidade.

Com isso, cresce a preocupação quanto a um potencial colapso do consumo de aço no mercado chinês, visto que a recuperação da demanda (o setor de construção civil continua capengando) não está acompanhando a oferta.

Além da China, outro fator que tem empurrado as commodities para baixo é a crescente inflação nos Estados Unidos.

Charo Alves, especialista de renda variável da Valor Investimentos, aponta a pressão inflacionária norte-americana como principal fator para a queda do minério de ferro nos últimos dias.

Após a divulgação de dados de inflação dos EUA acima do esperado, o Federal Reserve (Fed) anunciou um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros do país, a 1,5-1,75%. Alves diz que isso foi o bastante para os mercados começarem a ‘entrar em pânico’, visto que juros elevados implicam em “trava de crescimento global” e um potencial cenário de recessão, causando impactos nas commodities.

“O cenário de aperto de juros global indica um receio grande de que o mundo entre em recessão e o consumo caia por conta disso”, afirma o especialista da Valor.

Curto prazo pressionado

Arbetman, da Ativa, destaca que o curto prazo de mineradoras e siderúrgicas é de pressão nas margens.

“De forma global, existe uma pressão muito forte no custo caixa e nas margens, tanto de mineradoras quanto de siderúrgicas”, afirma o analista.

De acordo com Arbetman, a alta da inflação e dos juros nos EUA está alimentando o medo dos mercados quanto aos desdobramentos de atividades mais cíclicas, como indústrias básicas (metalurgia, siderurgia e extração de minerais).

“O que o mundo vai fazer para combater a inflação é o que está sobre a mesa neste momento. Quanto os BCs vão tirar de circulação é uma variável que vai se mostrar chave para termos uma noção da força deste movimento”, completa.
Hora de esquecer as commodities?

Algumas commodities atingiram níveis recordes no início do ano, com grande parte do movimento vindo em decorrência da guerra na Ucrânia.

O boom fez com que especialistas do mercado começassem a projetar um ciclo altista mais prolongado para os preços – visão que não muda com a recente queda do petróleo e do minério de ferro.

Para Arbetman e Alves, é cedo para falar que o boom chegou ao fim. Alves concorda, no entanto, que os patamares com que as commodities estavam sendo negociadas eram “insustentáveis”.

De acordo com o especialista da Valor, o mercado deve começar a ver um declínio maior dos preços das commodities se os juros continuarem aumentando – o que, no cenário projetado para os EUA, parece o mais provável de acontecer.

Isso não quer dizer que o investidor deve esquecer as commodities. Gestores estão reduzindo suas exposições, mas Arbetman e Alves ainda veem teses de investimento interessantes no setor.

A Ativa tem recomendação de compra para a Vale, por exemplo. Arbetman defende que, mesmo com uma produção mais baixa, a companhia está preparada para enfrentar os momentos mais conturbados, tanto operacional quanto financeiramente.

“Mesmo diante de uma conjuntura mais nebulosa, vemos atratividade para Vale neste momento”, afirma o analista.

Arbetman e Alves citam como ponto positivo a aprovação do novo programa de recompra de até 500 milhões de ações da mineradora. Nos patamares atuais, a ação também está barata, avaliam.

Em relação à Gerdau, os dois especialistas reforçam a elevada exposição da companhia ao mercado norte-americano, o que, em um cenário de juros altos, pode afetar as operações da siderúrgica.

Na avaliação de Alves, as empresas lá fora tendem a sofrer mais, uma vez que não há perspectiva de fechamento de juros nos EUA.

Arbetman lembra que a Gerdau conseguiu apresentar resultados positivos no primeiro trimestre do ano. Ainda, a baixa alavancagem da companhia abre possibilidade para um aumento de distribuição de proventos, diz o analista.

“Atualmente, [a Gerdau] paga 30% do lucro líquido, mas com folga no caixa. Com o nível de atividade do primeiro trimestre, isso poderia ganhar tração ao longo dos próximos meses”, avalia. Por ora, a Ativa tem recomendação de compra para o nome.

Sobre CSN e Usiminas, a dinâmica é diferente, até porque as duas empresas estão mais expostas ao mercado doméstico.

O cenário de inflação e juros elevados acaba impactando de maneira mais forte a Usiminas e a CSN, diz Arbetman. Além disso, as empresas têm enfrentado maior concorrência com os produtos importados.

Para os dois papéis, a Ativa tem recomendação ‘neutro’. Por outro lado, o analista da casa destaca que as ações sofreram bastante e estão muito descontadas.

Na opinião de Alves, com a perspectiva do fim do ciclo de aperto monetário no Brasil, a Usiminas e a CSN podem “pegar o retorno de aquecimento” e aumentar suas vendas a partir do ano que vem.

NAVAL

Portos e Navios - SP   21/06/2022

Maior terminal de contêineres da América do Sul mira no aumento da competitividade por meio de novos equipamentos e sistemas

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou plano de investimento portuário de mais R$ 370 milhões. Até 2023, o valor será aplicado em melhorias de infraestrutura do terminal. Dentre elas: a compra de 11 novos guindastes, aumento de 43% da capacidade para contêineres refrigerados, novos acessos para caminhões e modernização de sistemas.

O anúncio dos investimentos vem pouco tempo após a derrubada do veto ao Reporto realizada pelo Congresso, em março de 2022, renovando o programa de incentivo aos terminais portuários. O diretor comercial e institucional da TCP, Thomas Lima, comenta que “a renovação do Reporto foi decisiva para seguirmos em frente com a compra de novos equipamentos, garantindo a elevação do nosso padrão de qualidade junto aos clientes e parceiros”.

Atualmente a TCP é o terminal de contêineres com a maior oferta de serviços marítimos do Brasil, contando com 16 linhas de longo curso regulares. O terminal movimentou 1,1 milhão de TEUs em 2021, o equivalente a 9% de toda movimentação nacional. A empresa também é líder no segmento de carnes e congelados, sendo responsável por movimentar 35,4% do total de exportações de frango do Brasil em 2021.

“Os investimentos derivam da nossa visão empresarial, que se antecipa às demandas do setor,” comenta Lima. “Frente a diversas crises de comércio exterior, como lockdowns e a guerra na Ucrânia, vimos importadores e exportadores de commodities sofrerem para manter suas atividades. Nossa preocupação é em continuar sendo uma válvula de escape nessas turbulências e posicionar a TCP na vanguarda das soluções logísticas, trazendo opções customizadas cliente a cliente”.

Com os novos investimentos, a capacidade para recepção de contêineres refrigerados — atualmente a maior da América Latina — será ampliada em 43%. Ou seja, passará a contar com 5.178 tomadas para energização e armazenamento de contêineres. Os 11 novos guindastes do tipo RTG (Rubber Tyred Gantry) trarão tecnologia e maior produtividade na movimentação portuária.

PETROLÍFERO

Investing - SP   21/06/2022

O presidente-executivo da Petrobras (SA:PETR4), José Mauro Coelho, pediu demissão nesta segunda-feira, abrindo caminho para que o governo, insatisfeito com a política de combustíveis da empresa, possa começar a ver algumas mudanças na companhia.

Com a saída de Coelho, o indicado pelo governo para a posição pode antecipar sua chegada à empresa, segundo três fontes próximas à petroleira.

Isso seria possível se Caio Paes de Andrade, atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, for aprovado pelos órgãos técnicos e de conformidade da empresa, assim como eleito pelo Conselho de Administração, disseram as fontes.

"Está tudo bem encaminhado. Esta semana deve estar aprovado o nome dele para o conselho da empresa. Não acredito que possa haver qualquer novo empecilho. A empresa precisa de paz e estabilidade. Não dá para ficar brigando com governo toda hora", disse uma das fontes.

"A renúncia do Zé Mauro criou uma atalho e um caminho mais curto para o Caio chegar à presidência da empresa", acrescentou.

Descontente com a atuação de Coelho sobre a política de preços, o governo Jair Bolsonaro indicou Andrade, alto funcionário do Ministério da Economia, para o cargo de CEO da companhia em 23 de maio, depois de um reajuste do diesel implementado pela companhia no mês passado.

Mas as regras de transição da estatal, que preveem análises de órgãos técnicos antes da convocação de uma assembleia de acionistas para eleição dos novos conselheiros, incluindo o indicado para CEO, têm atrasado os planos de mudança do governo.

Entre a convocação e a realização da assembleia, que ainda não foi marcada pela Petrobras, são necessários 30 dias. Antes disso é necessária a aprovação dos nomes dos indicados pelo chamado Comitê de Pessoas, entre outros órgãos.

Contudo, com a saída de Coelho, que também renunciou a posto no Conselho de Administração, a vaga de presidente-executivo poderia ser ocupada pelo indicado pelo governo, segundo as fontes, que falaram na condição de anonimato.

"Quando um conselheiro renuncia, se for eleito por voto múltiplo, o conselho pode indicar um outro nome até que venha a assembleia para referendar o nome. Não se imagina hoje que o nome será vetado", disse.

"Sendo conselheiro, ele já pode ser escolhido presidente. O rito está bem avançado e bem encaminhado, e provavelmente assume esta semana", acrescentou a fonte, lembrando que situação semelhante ocorreu com o executivo Ivan Monteiro, que renunciou como CEO para a chegada de Roberto Castello Branco.

Questionada sobre o assunto, a empresa afirmou que, em caso de renúncia de conselheiro eleito por voto múltiplo (caso de Coelho), o cargo poderá ser preenchido por substituto eleito pelo Conselho de Administração, até que seja realizada Assembleia Geral de Acionistas.

"O Zé Mauro estava na berlinda, já estava demitido, mas ainda no cargo. A renúncia põe mais pressão no jogo", disse o analista Pedro Rodrigues, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

"O governo corre por um lado para acelerar mudanças e por outro a Petrobras, para não deixar vacância", comentou Rodrigues.

A companhia disse ainda que o diretor-executivo de Exploração e Produção, Fernando Borges, foi nomeado como presidente interinamente.

A saída do presidente ocorre em meio à crescente pressão sobre a Petrobras, especialmente após o reajuste dos preços do diesel e da gasolina anunciado na sexta-feira, que provocou forte reação de políticos.

Coelho é o terceiro presidente da Petrobras a deixar o comando em um contexto de insatisfação do governo com a política de preços da estatal. Ele sucedeu o general da reserva Joaquim Silva e Luna e Roberto Castello Branco, que caíram após críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre alta nos preços de combustíveis.

NECESSIDADE DE ASSEMBLEIA

Mas especialistas em direito empresarial ouvidos pela Reuters avaliam que Andrade teria de ser eleito conselheiro em assembleia, antes de poder ocupar o cargo de CEO.

Segundo eles, ainda que Coelho tenha renunciado, é necessária a realização de assembleia com os acionistas para substitui-lo.

"Se algum conselheiro renunciar e houver necessidade de nova eleição, vai ter que ser convocada nova assembleia e novo procedimento de voto múltiplo para poder recompor o conselho", disse Carlos Martins, sócio do Moreira Menezes, Martins Advogados.

Essa previsão consta do artigo 141 da lei 6.404/76, conhecida como Lei das S.A. Como a posição de Coelho no conselho ficou vaga e não há suplente, a primeira assembleia geral de acionistas que for realizada deverá eleger todo o conselho.

Paulo Valois e Pedro Seraphim, sócios da Schmidt Valois Advogados, afirmam que o Estatuto Social da Petrobras também prevê o rito tradicional nesse caso.

Ary Oswaldo, professor da FGV São Paulo, também não acredita que seja possível uma manobra do governo para emplacar Andrade sem o crivo dos acionistas.

Valor - SP   21/06/2022

Com a redução do fluxo de gás russo pelo gasoduto Nord Stream, a Europa buscará mais gás num mercado já apertado, colocando mais pressão sobre os preços internacionais

A redução do fornecimento de gás natural da Rússia para a Europa coloca em risco o esforço da região para estocar combustível suficiente para o próximo inverno.

A Europa aproveita a baixa demanda por gás nos meses de verão para reabastecer sua vasta rede de armazenamento subterrâneo para os meses mais frios, quando o consumo dispara. Os depósitos de armazenamento incluem cavernas de rochas salinas ou porosas, aquíferos e campos de gás esgotados. Neste ano, esse esforço tornou-se um indicador da segurança energética da Europa acompanhado com muita atenção.

A tarefa ficou muito mais difícil desde a semana passada, quando a Rússia cortou quase pela metade o fornecimento por meio de seu principal gasoduto para a Europa. Como reação, no fim de semana a Alemanha adotou uma série de medidas de emergência, incluindo voltar a queimar carvão para produzir eletricidade e incentivos para que as empresas reduzam o consumo de gás natural.

Os fluxos do gasoduto Nord Stream, principal via de gás russo para a Europa, caíram drasticamente, segundo analistas. Kateryna Filippenko, da consultoria Wood Mackenzie, disse que se os fluxos permanecerem nos níveis atuais, a Europa terá dificuldades para atingir 70% de sua capacidade de armazenamento até novembro.

Isso ficaria abaixo da meta da União Europeia (UE) de chegar a 80% de armazenamento até 1º de novembro. Os países membros da UE já elaboram planos para o caso de não atingirem esse objetivo, como racionar o gás usado para aquecer residências ou restringir os fluxos para fábricas que fazem fertilizantes e outros produtos com uso intensivo de energia. Um inverno frio no ano que vem pode esgotar os suprimentos mais rapidamente do que o normal e criar o risco até de falta de gás.

Para piorar a situação dos estoques, um grande fornecedor americano de gás natural liquefeito (GNL) no Texas informou que um incêndio recente levaria à suspensão das atividades de uma unidade de exportação até perto do fim deste ano, o que reduzirá as remessas planejadas para a Europa.

Segundo dados da UE, juntos os países membros têm uma capacidade de armazenamento de 1.100 terawatts-hora - ou 100 bilhões de m3 -, distribuídos por 160 instalações subterrâneas em 18 países. Os dados mostram que normalmente o combustível estocado cobre de 25% a 30% da demanda de inverno. Mais de 70% dessa capacidade subterrânea está concentrada na Alemanha, Itália, Áustria, Holanda e França.

No fim de semana, o armazenamento em toda a UE estava em cerca de 54%, segundo a Gas Infrastructure Europe, associação representativa do setor. Embora isso esteja acima dos 44% registrados em igual período do ano passado, analistas dizem que as novas restrições de oferta põem em risco a meta para 1º de novembro. Os preços do gás natural no noroeste da Europa subiram mais de 50% na semana passada e estão mais de quatro vezes mais altos do que há um ano. Para Stuart Joyner, analista de energia da corretora Redburn, o mercado tem se movimentado mais por causa do temor de escassez do que pela necessidade imediata. “O que isso mostra é que realmente não temos nenhuma margem de erro quanto ao estoque europeu de gás.”

Durante a estação de outono/inverno de 2020-21, de outubro a março, foi retirado o maior volume de gás já registrado em um ano - 720 terawatts-hora - da rede europeia de armazenamento subterrâneo, segundo a Gas Infrastructure Europe. Isso significou que o bloco saiu do inverno com volumes de estoque muito baixos e precisou recuperar essa diferença, o que pôs mais pressão sobre um mercado mundial já apertado.

Na semana passada, a Gazprom, exportadora estatal de gás da Rússia, cortou o fornecimento diário por meio do Nord Stream para 40% de sua capacidade total, segundo analistas da RBC Capital Markets. A Gazprom alegou que a medida se devia a um atraso na manutenção por uma empresa alemã.

Autoridades europeias, executivos da área de energia e analistas rejeitaram essa explicação e afirmaram que a redução tinha como objetivo testar a determinação da UE em punir a Rússia com sanções por sua invasão da Ucrânia. Eles disseram que Moscou podia desligar o gasoduto completamente em qualquer momento.

A escassez de suprimentos na Europa terá implicações em todo o mundo ao sugar o gás para o continente e elevar os preços na Ásia e em outras regiões, segundo James Huckstepp, analista da S&P Global Commodity Insights.

A UE e o Reino Unido se tornaram o destino principal das exportações de GNL dos EUA neste ano. Quando os preços deram um salto no outono, os navios-tanque de GNL que iam para a Ásia foram redirecionados para abastecer o mercado europeu. Desde então, as coisas não se acalmaram. A Europa respondeu por 74% das exportações de GNL dos EUA nos primeiros quatro meses de 2022, segundo dados oficiais dos EUA.

Entre os países europeus, a Alemanha é especialmente vulnerável a qualquer insuficiência no fornecimento de gás. Para grande parte da Europa, a demanda diária de gás no inverno tende a ser cerca do triplo da demanda típica do verão, mas o enorme mercado interno da Alemanha e sua forte dependência do gás para aquecimento podem significar oscilações muito mais dramáticas, com um aumento na demanda de até seis vezes na estação fria, avalia Graham Freedman, analista da Wood Mackenzie.

Analistas afirmam que, se o racionamento se tornar necessário, os governos protegerão as famílias primeiro. “Você não quer que as pessoas congelem em suas casas”, disse Freedman. Para ele, o risco econômico é “ver grandes consumidores industriais de gás reduzirem muito seu consumo ou simplesmente fecharem”.

AGRÍCOLA

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   21/06/2022

As vendas de máquinas agrícolas cresceram 35,1% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Os números mostram ainda que, no total, 6,1 mil unidades foram entregues a produtores rurais no quarto mês do ano – um crescimento de 24,8% frente ao volume de março.

Para o Coordenador de Vendas/Marketing da Agritech César Roberto Guimarães de Oliveira, esse aumento nas vendas de máquinas pode estar relacionado com a demanda crescente da mecanização agrícola que tem revolucionado o agronegócio mundial, potencializando a economia das famílias do campo.

“No caso da agricultura familiar, que é o foco dos tratores fabricados pela Agritech, este anseio pela mecanização é reflexo da busca por maior rapidez do plantio e colheita, facilidade para o manejo e da manutenção das lavouras, além da padronização dos processos agrícolas”, opina Oliveira.

Dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também comprovam essa dinâmica. Entre tratores, semeadeiras, colheitadeiras e adubadeiras, o Brasil conta com mais de dois milhões de máquinas, número que cresceu nos últimos três anos.

Ainda sobre o balanço da Fenabrave, nos quatro primeiros meses deste ano, as vendas de máquinas agrícolas somaram 20,2 mil unidades, uma alta de 36,6% em relação ao mesmo período de 2021.

“Acredito que esse desempenho poderia ser ainda melhor, não fossem as dificuldades que tivemos em obter peças com alguns fornecedores, além da espera pelos produtores rurais da liberação do Plano Safra”, afirma o coordenador.

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