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21 de Janeiro de 2021

Índice da Bobina Quente - Preços de Importação

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 47

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

INDA

Expectativa para o segmento do aço é uma alta de 10% para janeiro 2021, diz INDA

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Portal Fator Brasil - RJ   21/01/2021

De acordo com a divulgação dos dados do segmento pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço(INDA), no dia 19 de Janeiro (terça-feira), houve altas em dezembro ante novembro e dezembro de 2019, inclusive, com a participação por videoconferência pelo presidente executivo do Instituto, Carlos Jorge Loureiro.

Compras — As compras do mês de dezembro registraram alta de 14,3% perante a novembro, com volume total de 333,2 mil toneladas contra 291,5 mil. Frente a dezembro do ano passado (291,3 mil toneladas), apresentou alta de 14,4%.

Vendas — As vendas de aços planos em dezembro contabilizaram queda de 15,2% quando comparada a novembro, atingindo o montante de 288 mil toneladas contra 339,4 mil. Sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 253,2 mil toneladas, registrou alta de 13,8%.

Estoques — Em número absoluto, o estoque de dezembro obteve alta de 7,2% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 675,7 mil toneladas contra 630,4 mil. O giro de estoque fechou em alta com 2,3 meses.

Importações — As importações encerraram o mês de dezembro com queda de 7,1% em relação ao mês anterior, com volume total de 92,2 mil toneladas contra 99,3 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (53,8 mil toneladas), as importações registraram alta de 71,6%.

Projeções — Para janeiro de 2021, a expectativa da rede associada é de que compra e venda tenham uma alta de 10%.

— Chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletrogalvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume estão incluídas — concluem..

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SIDERURGIA

Gerdau lança campanha de comunicação

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Portal Fator Brasil - RJ   21/01/2021

Para celebrar seus 120 anos em parceria com a 1.2.3.5.8. A campanha, que inclui TV, mídia impressa, digital e OOH, compara a trajetória da produtora de aço com a de uma árvore frondosa.

A Gerdau coloca no ar a sua nova campanha de comunicação para celebrar seus 120 anos de história, inaugurando seu ano comemorativo a partir da data oficial de aniversário – 16 de janeiro. A 1.2.3.5.8 foi a responsável pela criação e elaboração da estratégia da campanha, que tem como objetivo conectar o legado centenário da produtora de aço ao futuro e a seu propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro.

A divulgação da campanha, lançada no dia 16/01 no intervalo do Jornal Nacional (TV Globo), conta com uma estratégia 360º, com veiculações em TVs aberta e fechada, mídia impressa, digital e OOH. A estratégia da campanha celebrativa apresenta como conceito uma comparação entre a trajetória da Gerdau e de uma árvore frondosa de raízes profundas e frutos prósperos. Esse conceito permeia a narrativa e o design das peças, mostrando como uma empresa centenária, com raízes fortes e sólidas, continua gerando frutos e flores, se mantendo como uma das principais produtoras de aço do mundo.

Uma logomarca comemorativa foi criada e a fusão das cores amarelo e azul, que são padrão da marca Gerdau, dão vida a uma nova cor na comunicação da maior produtora de aço do Brasil: o verde Gerdau. Essa estratégia visa conectar ainda mais a narrativa da Gerdau a atributos como sustentabilidade e brasilidade. Batizado de “Árvore”, o filme apresenta a metáfora de uma espécie, com linhas se movimentando para mostrar suas raízes, que representam o sonho da família empreendedora, o tronco e os frutos, marcando a trajetória e atuação da produtora de aço.

“Os 120 anos da Gerdau é um marco importante para a companhia e gostaríamos de transmitir este orgulho para as pessoas que direta ou indiretamente fizeram parte dessa trajetória. A Gerdau é uma empresa centenária, genuinamente brasileira e que faz parte do desenvolvimento do País por sua capacidade de inovar, de estar em movimento e de se adequar. A ideia está em ir além de uma comemoração. Para isso, além de uma campanha de comunicação, estão programadas uma série de ações e projetos de geração de valor compartilhado com a sociedade. Pois queremos aproveitar essa data não apenas para celebrar o legado da Gerdau, e sim para reafirmar o nosso compromisso com o futuro.”, afirma Pedro Torres, líder global de comunicação corporativa e marca da Gerdau.

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Como manter o espírito empreendedor durante 120 anos?

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Exame - SP   21/01/2021

Empreender no Brasil nunca foi tarefa fácil. Digo isso com a experiência de quem faz parte de uma empresa brasileira que completa 120 anos de existência neste mês. A verdade é que temos poucas empresas centenárias que sobreviveram em nosso país e no mundo. Somos testemunhas de mudanças impressionantes no meio empresarial, na sociedade e na vida de muitos que de alguma forma participaram de nossa história. Arrisco a dizer que aprendemos, desaprendemos e reaprendemos a empreender, persistir e, acima de tudo, focar nossas ações no desenvolvimento das pessoas que nos ajudaram a moldar cada pedaço de nossa trajetória.

Em meados de 1901, nossa empresa nascia a partir de uma fábrica de pregos, em Porto Alegre. Naquele momento, começava uma trajetória que foi lapidada por cinco gerações de uma família genuinamente empreendedora e por outras milhares de famílias de brasileiros, americanos, argentinos e outras nacionalidades. Nossa visão de futuro nos fez ir além, sobrepor barreiras culturais e fronteiras.

Recordo do período de regionalização com aquisições e implantações que fizemos no Nordeste e Sudeste do país. Com a expansão, a companhia passou a contar com uma rica diversidade de pessoas e culturas. A integração cultural foi a base para expandir ainda mais os negócios. Crescemos e partimos para o plano internacional: foram adquiridas operações no Canadá, Argentina, Estados Unidos, México, entre outras, e sem esquecer das ações que passaram a ser listadas em Nova Iorque (NYSE) e Madri (Latibex).

Inovamos mesmo em momentos críticos e decisivos – como este que estamos vivendo agora, durante a maior pandemia de nossas gerações – e direcionamos o foco em encontrar soluções em meio a tanta incerteza. Esta história, escrita por milhares de mãos, começou no Rio Grande do Sul e rompeu paradigmas, ganhando novos horizontes, até sermos a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das maiores do mundo.

O segredo para manter uma empresa perene e relevante certamente envolve: praticar, entre todos os colaboradores, princípios, valores e propósitos claros. Atrair talentos que dividam essa visão de futuro e se sintam desafiados e motivados a nos questionar e sair da zona de conforto. E ter os clientes sempre no centro das nossas decisões. Aqui na Gerdau chamamos essa relação de “paixão pelo cliente”.

Após mais de um século de existência foi preciso despir visões e crenças tradicionais que não desafiam verdadeiramente o futuro para nos manter competitivos e sustentáveis. E entender que só vamos prosperar ao combinar a geração de riquezas com o desenvolvimento responsável do meio social e ambiental.

A longa jornada que implica empreender demanda estar convicto de que um negócio deve envolver princípios e valores que nos elevem, transformem e projetem melhorias reais a toda a cadeia envolvida. Deve-se estar certo de que pessoas são o maior patrimônio de uma companhia e que mantê-las estimuladas pode ser um dos maiores desafios. Propiciar espaços para que todos, sem exceção, sejam ouvidos, respeitados e tenham acesso às oportunidades é
o primeiro passo.

A transformação de outras organizações centenárias se torna um exemplo na forma com que lidam com mudanças sociais e econômicas, desafios atípicos e crises. Ao longo dos últimos cem anos, diversas empresas– que iniciaram suas histórias na região Sul como nós -, conseguiram manter sua veia empreendedora e resistir bravamente a tantas incertezas. Seus valores e princípios sólidos, sempre indicam novos caminhos a seguir. Somos certamente uma empresa diferente do início, mas com a mesma essência. E para prosperar nos próximos 120 anos, continuo acreditando que o empreendedorismo pode e deve liderar a transformação social que tanto necessitamos, em todos os setores de nossas vidas.

Acredito, cada vez mais, que para inovar nos negócios é preciso ter as pessoas certas nas posições certas e um forte alinhamento de incentivos entre acionistas, colaboradores, clientes e a comunidade. É essa sintonia que nos move e nos emociona. Que cada um de nós tenha forca e tenacidade para enfrentar os desafios deste ano que começa tão desafiador, mas tão promissor.

* Guilherme Chagas Gerdau Johannpeter é presidente do Conselho de Administração da Gerdau

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CSN acerta preço para viabilizar IPO de unidade de mineração na Bolsa brasileira

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O Estado de S.Paulo - SP   21/01/2021

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) bateu o martelo em relação ao preço e seguirá com a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade de mineração. A fabricante de minério de ferro da companhia de Benjamin Steinbruch buscará estrear na Bolsa de Valores com um valor de mercado entre R$ 47,5 bilhões e R$ 63 bilhões. Inicialmente, a gigante esperava avaliação mínima de R$ 60 bilhões, mas o empresário aceitou reduzir o preço depois de interação com potenciais investidores, apurou o Estadão. A estreia na Bolsa brasileira está prevista para a segunda semana de fevereiro.

A oferta deverá girar R$ 5,3 bilhões (cerca de US$ 1 bilhão) e será apenas secundária, ou seja, com a CSN vendendo ações da sua subsidiária, disseram fontes. Com isso, os recursos provenientes do IPO irão para o caixa da CSN, que os utilizará exclusivamente para reduzir seu endividamento – uma demanda antiga do mercado. Ao fim de setembro, a dívida líquida superava os R$ 30 bilhões.

A subsidiária da CSN congrega duas minas: a Namisa e a famosa Casa de Pedra, produtora de um dos minérios de maior qualidade da região produtora. A companhia de Steinbruch possui quase 90% da CSN Mineração. Um consórcio asiático detém o restante.

O IPO será lançado oficialmente até o fim desta semana, momento em que será dado o pontapé para as reuniões formais de apresentação da companhia a investidores nacionais e estrangeiros. Para analistas, a oferta tende a ter boa demanda por conta do elevado preço do minério de ferro, atualmente ao redor de US$ 170 a tonelada.

A CSN já anunciou que estima que sua produção de minério cresça de 33 milhões de toneladas anuais, hoje, para nada menos do que 108 milhões, em 2033.

A agência de classificação de risco Fitch elevou recentemente o rating da empresa, além de revisar a perspectiva para positiva. Disse, contudo, que a expectativa é reflexo da expectativa de que a companhia continuará a enxugar sua estrutura de capital ao longo dos próximos 12 a 18 meses.

Já analistas do Credit Suisse, após participarem de viagem organizada pela companhia para conhecer Casa de Pedra, disseram que a CSN sinalizou entender que a redução das dívidas vem antes dos projetos de crescimento programados. O banco disse ainda, relatório, que a venda de ativos deverá ser o foco da companhia em 2021.

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CSP conquista certificação para atender a indústria de Petróleo e Gás Natural no Brasil

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Portos e Navios - SP   21/01/2021

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) recebeu nesta quarta-feira 20) a Certificação de Conteúdo Local ANP, que qualifica a usina cearense a fornecer placas de aço para a indústria de Petróleo e Gás Natural no Brasil. O documento atesta a conformidade do produto da CSP à resolução nº 19/2013 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), comprovando que a placa de aço da CSP é um produto 100% conteúdo local. Esta condição é necessária para que empresas concessionárias do setor, a exemplo da Petrobras, tenham a segurança de que os equipamentos, materiais e serviços contratados por elas estão de acordo com os percentuais de bens e serviços nacionais exigidos pela União.

A CSP foi auditada no dia 13 de janeiro por uma empresa credenciada pela ANP como organismo de certificação. Agora, a CSP está habilitada a fornecer aço para esse mercado que tem grande potencial de consumo de aços de alta tecnologia (HTS). Em 2020, a CSP desenvolveu mais 29 aços HTS, chegando a 116 no total.

Sequência de certificações

Outras importantes certificações recentes foram obtidas pela siderúrgica, ampliando as suas possibilidades de mercado. A usina conquistou a recertificação ISO 14.001:2015. Também foi aprovada nas auditorias para as certificações IATF e ISO 9001. Com a IATF, a CSP está apta a fornecer aço para o setor automotivo. Já a ISO 9001 atesta o sistema de gestão de qualidade da empresa, que estabelece diretrizes para a produção do aço, com o objetivo de tornar a siderúrgica do Pecém uma referência mundial em segurança, qualidade, custo, desenvolvimento tecnológico e sustentável.

A CSP exporta para 25 países, tendo sido os principais mercado em 2020: Estados Unidos, com 812.592 toneladas (t) de placas de aço exportadas; China (447.087 t), Brasil (409.554 t), México (234.651 t), Turquia (208.495 t) e Canadá (202.091 t).

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ECONOMIA

Copom mantém juros básicos da economia em 2% ao ano

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Agência Brasil - DF   21/01/2021

Em meio ao aumento da inflação de alimentos que começa a estender-se por outros setores, o Banco Central (BC) decidiu não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 2% ao ano pela quarta vez seguida. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom informou que existem riscos tanto de alta como de queda da inflação. Segundo a autoridade monetária, a alta do preço das commodities (bens primários com cotação internacional) e a alta do dólar pressionam a inflação no início do ano. Por outro lado, o nível de ociosidade da economia e o aumento no número de casos de covid-19 diminuem a demanda e puxam para baixo os índices de preços.

Com a decisão de hoje (20), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Em julho de 2015, a taxa chegou a 14,25% ao ano. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020.
Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2020, o indicador fechou em 4,52%, acima do centro da meta, de 4%.

Para 2020, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para este ano foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 3,4% no cenário base. Esse cenário considera uma eventual alta da inflação no primeiro semestre, seguida de queda no segundo semestre.

A projeção, por enquanto, está em linha com as previsões do mercado. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,43%.

Assista na TV Brasil:

Crédito mais barato

A manutenção da taxa Selic em níveis baixos estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 3,8% para a economia em 2021. A projeção pode ser revisada nos próximos relatórios, que saem no fim de cada trimestre.

O mercado projeta contração um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem contração de 3,45% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Presidente do Conselho Europeu defende acordo com Mercosul

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IstoÉ Dinheiro - SP   21/01/2021

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, que presidirá o Conselho Europeu nos próximos seis meses, defendeu que a União Europeia (UE) busque um acordo econômico com o Mercosul. Para ele, o debate sobre o tratado com o bloco latino-americano não deve abordar apenas a questão econômica, mas também a geopolítica. “A Europa não pode perder a importância que tem para a região do indo-pacífico, temos que celebrar a nossa ligação com a América Latina”, defendeu o português.

Costa, porém, não desconsiderou as preocupações das lideranças europeias sobre o possível impacto ambiental do acordo com o Mercosul. “Aguardamos a conclusão dos estudos da Comissão Europeia sobre o impacto ambiental deste acordo e sobre os passos a dar. Ninguém quer esconder na floresta amazônica uma política agrícola que tem que ser reformada”, disse o premiê.

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A China retoma o ritmo de antes da pandemia

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O Estado de S.Paulo - SP   21/01/2021

Com crescimento de apenas 2,3%, o Produto Interno Bruto (PIB) da China apresentou, em 2020, seu pior desempenho em 44 anos. A comparação traz lembranças terríveis. Em 1976, a China estava começando a se livrar da Revolução Cultural que marcou o regime controlado por Mao Tsé-tung e devastou a economia nacional. Visto desse modo, o desempenho da segunda maior economia do mundo – e em rápida marcha para se tornar a primeira – foi desastroso na pandemia, que começou lá.

O resultado do ano passado é baixo para os padrões chineses, sobretudo os das últimas décadas, quando o crescimento da economia com frequência foi de dois dígitos. Em 2019, o PIB chinês cresceu 6%.

Os resultados mais recentes da China e sua comparação com os de outras grandes economias mundiais, no entanto, mostram um quadro bem menos tenebroso. É um cenário que, nas circunstâncias atuais, parece trazer luz para a economia mundial.

A recuperação tem sido rápida – e vem se acelerando. No primeiro trimestre de 2020, quando o novo coronavírus impôs as perdas mais pesadas à economia do país, o PIB da China encolheu 6,8% na comparação com o resultado de igual período de 2019. Nos três meses seguintes, porém, a economia cresceu 3,2% em relação ao ano anterior; no terceiro trimestre, o aumento foi de 4,9% e, no quarto, de 6,5%, sempre na comparação com o resultado de um ano antes. Ou seja, a economia chinesa já opera a um ritmo mais de 6% mais intenso do que o de antes do início da pandemia.

Ainda não se conhecem os dados sobre o desempenho das principais economias do mundo no ano passado, mas resultados parciais indicam que nenhuma delas terá crescido.

A recuperação rápida permitiu a retomada igualmente expressiva da produção industrial e das exportações chinesas. Da mesma forma, a demanda da China por bens importados é crescente, o que estimulará as economias dos países fornecedores. A China é, há muitos anos, o principal destino dos produtos exportados pelo Brasil, razão pela qual sua recuperação tende a ter impacto positivo sobre a economia no País.

Mas a China, como outros países, ainda enfrenta as consequências da pandemia e parte de seu setor produtivo, formada por pequenas empresas, talvez não consiga acompanhar o ritmo das demais.

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Presidente do Ipea recebe críticas da indústria ao propor desindustrialização

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IstoÉ Dinheiro - SP   21/01/2021

Causou indignação na indústria de transformação a entrevista dada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos von Doellinger, ao Valor Econômico em que o economista defende a desindustrialização do Brasil ao sustentar que atividades de manufatura, com exceção do beneficiamento de recursos naturais, não são o melhor caminho para o País.

As declarações foram mal recebidas em grupos organizados que reúnem representantes de setores industriais, com alguns deles já defendendo, embora sem ainda mobilizar a maioria, que uma resposta institucional seja endereçada a Brasília.

Em geral, o comentário de Doellinger foi lido como uma opinião particular – dissociada do discurso de reindustrialização manifestado a empresários pelo comando da equipe econômica -, mas que não pode ser menosprezado por vir de um órgão com grande influência na formulação de políticas públicas.

“Estamos assistindo a uma discussão estéril que despreza um ativo valioso do País. É como se os industriais fossem um bando de idiotas que dependem de subsídio para sobreviver”, comenta Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa a indústria têxtil nacional.

“Eu sou fã da agropecuária e tenho orgulho da posição do Brasil no mercado internacional de commodities agrícolas, mas o setor agrícola não será sozinho capaz de tracionar a economia brasileira”, acrescenta o executivo.

Na entrevista publicada na terça-feira pelo Valor, Doellinger defendeu que o Brasil priorize setores onde tem vantagens comparativas – casos de agronegócio, mineração e energia – e citou a Austrália como exemplo, por o país ter decidido há mais ou menos 15 anos acabar com a indústria de transformação para dar foco a sua vocação na produção de minérios e agropecuária, tornando-se também uma potência em serviços e tecnologia.

“Se isso fosse uma verdade, Japão e Coreia do Sul, que são países industrializados, não seriam economias desenvolvidas”, rebate José Velloso, presidente da Abimaq, associação da indústria de máquinas e equipamentos.

Segundo Velloso, reduzir a indústria a setores em que há vantagem comparativa por abundância de recursos naturais, como sugeriu o presidente do Ipea, significaria desmontar parques de capital intensivo num País que investe pouco. “Se a gente fizer um estudo de impacto disso, certamente o saldo será negativo”, afirma.

Para Pimentel, a sugestão de Doellinger remete à criticada política de “campeões nacionais” de governos petistas, na qual empresas eram selecionadas para competir no mercado internacional por meio de financiamento público. A diferença é que agora a abordagem seria setorial.

“É mais ou menos a mesma coisa quando o governo define os setores que devem ou não ser protagonistas da área industrial”, assinala o presidente da Abit.

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MINERAÇÃO

BTG diz que incêndio em terminal da Vale pode gerar dúvida sobre meta de produção

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Reuters Brasil - SP   21/01/2021

Um incêndio em um dos carregadores de navios da mineradora Vale no Terminal Ponta da Madeira (MA), na semana passada, “pode lançar algumas dúvidas” sobre a previsão de produção da companhia para este ano, de entre 315 e 335 milhões de toneladas afirmou o BTG Pactual em nota a clientes nesta quarta-feira.

A afirmação vem apesar de a Vale ter informado, em nota à imprensa, que “o terminal continua em operação, sem impacto nas programações mensais de embarques de minério”.

Ainda segundo a mineradora, o incidente —na madrugada da última quinta-feira— foi contido sem vítimas e nem danos ambientais.

“O local afetado passa por avaliação e as causas do incidente estão sendo apuradas”, completou.

O terminal Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, atende ao Sistema Norte, responsável por cerca de dois terços da produção da Vale, uma das maiores exportadoras de minério de ferro do mundo.

“Agora há mais perguntas do que respostas, mas claramente pode haver algumas consequências para os mercados de minério de ferro e preços no futuro. Isso também pode lançar algumas dúvidas sobre a previsão de volumes da Vale de 315-335 milhões de toneladas para 2021”, afirmou o BTG na nota, assinada pelos analistas Leonardo Correa e Caio Greiner.

“Estamos atualmente colocando em nossos modelos (produção) em 320 milhões de toneladas, mas acreditamos que os riscos de queda estão crescendo”, acrescentaram eles, ao destacar que qualquer redução teria impactos sobre os preços do minério de ferro.

“Qualquer rebaixamento adicional dos volumes da Vale pressionaria ainda mais os mercados de minério de ferro e poderia levar a um aumento adicional nos preços.”

O BTG prevê atualmente um déficit de cerca de 90 milhões de toneladas no mercado transocêanico de minério de ferro em 2021, assumindo um crescimento da produção de aço bruto chinesa de 2% ante 2020.

Esse modelo, segundo o banco, presume que a Vale entregaria 320 milhões de toneladas e que haveria muito pouco crescimento de oferta da Austrália e da capacidade de minério de ferro da China (com um teto em pouco mais de 200 milhões de toneladas).

O BTG ressaltou que a Vale minimizou o incidente, ao dizer que mantém suas metas e poderá atendê-las e que está em baixa temporada de embarques pelo terminal de Ponta da Madeira, o que permitirá realocar navios.

Mas os analistas disseram que potenciais implicações, como maior custo operacional, ainda não estão claras.

O píer 4 do terminal, atingido pelo incêndio, tem capacidade para receber navios com porte de até 420 mil toneladas, com duas estações para carregamento de embarcações que trabalham de forma alternada, ao ritmo de 160 mil t por hora, segundo o BTG.

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Mineração brasileira encerra 2020 com bons resultados

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SEGS.com.br - SP   21/01/2021

A mineração brasileira fechou o ano de 2020 com resultados bastante positivos. Apesar dos impactos causados pela pandemia de covid-19, o setor conseguiu se recuperar ao longo do ano se beneficiando da valorização do minério de ferro – que chegou a quase US$ 164 a tonelada em dezembro – e de metais não-ferrosos.

Segundo o superintendente do Grupo MBL, Jerri Alves, a maior responsável pela boa performance do segmento no ano passado foi a China, que é um dos países que mais importam matérias-primas industriais. "Os incentivos e investimentos do governo chinês em projetos de infraestrutura e empreendimentos imobiliários, por exemplo, permitiram que a economia de seu país permanecesse estável mesmo com a chegada da pandemia. Com este contexto, o Brasil, que é um forte fornecedor de commodities para a China, também foi favorecido. Operando em 90% da capacidade de suas usinas de aço, a nação asiática conseguiu manter o seu alto consumo de minérios e metais brasileiros, o que acabou impulsionando o aumento da cotação do minério de ferro", explica.

De acordo com Jerri, ainda existem outras relevantes situações que contribuíram para que a alta nos preços dos produtos da mineração nacional se mantivesse firme até o encerramento de 2020. "Uma delas foi a diminuição da oferta prevista por parte da Vale para este ano, em consequência de problemas operacionais da empresa em Minas Gerais. O segundo fator que estimulou a elevação da cotação minerária foi a intensidade das chuvas nos primeiros três meses do ano. Elas costumam afetar a dinâmica dos embarques no Brasil. Os ciclones recorrentes nas regiões dos portos da Austrália também alteram o andamento das viagens. As duas nações são as maiores produtoras da commodity no mundo", comenta.

Jerri aponta que até o mês de setembro, o rendimento anual da mineração nacional havia alcançado os R$ 125 bilhões, dos quais 40% foram adquiridos só no terceiro trimestre. "Os preços de metais não ferrosos, como o alumínio, níquel, cobre e zinco, apresentaram grande elevação na Bolsa de Metais de Londres, o que contribuiu para a recuperação do setor, que também foi aquecida pela valorização cambial das exportações e cotação das commodities", aponta.

A procura por minerais industriais como a brita, areia e calcário no mercado interno, expôs um acentuado crescimento no ano passado em decorrência do marcante aumento dos lançamentos imobiliários e da autoconstrução. "Já as exportações, fecharam 2020 com um avanço de 10%, atingindo os US$ 35 bilhões. Entre janeiro e novembro, a balança dos embarques acumulou US$ 32 bilhões. Não há dúvidas de que o minério de ferro será o carro-chefe do setor em 2021, as expectativas são animadoras, principalmente, nas exportações dele e de minerais como o nióbio e manganês que irão para a China, Japão e outros países", ressalta.

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Brasil e Austrália lideram vendas de minério de ferro à China em 2020, mas Índia cresce 88%

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Investing - SP   21/01/2021

Austrália e Brasil, os dois maiores produtores mundiais de minério de ferro, continuaram sendo os principais fornecedores da China em 2020, mas as importações da Índia aumentaram 88% à medida que as siderúrgicas chinesas diversificaram as fontes em meio aos preços altíssimos das matérias-primas.

Os embarques australianos aumentaram 7%, para 713 milhões de toneladas, enquanto os fornecimentos brasileiros aumentaram 3,5%, para 235,7 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China divulgados nesta quarta-feira.

"A ascensão dos dois países não conseguiu atender totalmente à demanda da China", disse Tang Chuanlin, analista da CITIC Securities, ressaltando que "siderúrgicas tiveram que comprar de outros países".

A China, maior produtora de aço do mundo, importou 44,8 milhões de toneladas de minério de ferro da Índia no ano passado, ante 23,8 milhões de toneladas adquiridas em 2019, e o maior em nove anos.

A China produziu um recorde de 1,05 bilhão de toneladas de aço bruto em 2020, com a demanda impulsionada por estímulos de Pequim para infraestrutura.

A Índia sofreu uma queda de 12,6% nos nove meses até dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo, deixando mais minério de ferro para vender aos compradores chineses.

Tang também observou que as empresas siderúrgicas chinesas estão usando mais minério de baixo teor, como o da Índia, como parte de um esforço para reduzir custos.

Quase dois terços das exportações de minério de ferro da Índia para a China tinham menos de 58% de teor de ferro, de acordo com estimativas da indústria de mineração indiana.

"As compras vão continuar até março (com a forte demanda chinesa)", disse B.K. Bhatia, secretário-geral adjunto da Federação das Indústrias Minerais da Índia, o maior grupo que representa o setor no país.

Bhatia espera que as compras chinesas continuem até março, mas disse que é muito difícil prever a demanda além dessa data.

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Terminal de exportação de minério na Austrália desocupa áreas antes de ciclone

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BOL - SP   21/01/2021

Um sistema tropical de baixa pressão no Oceano Índico, na costa oeste da Austrália, deverá se transformar em um ciclone tropical, disse o departamento australiano de meteorologia, forçando o principal terminal de exportação de minério de ferro do país a retirar navios do porto.

A Autoridade Portuária de Pilbara disse em comunicado nesta quarta-feira que começou a liberar navios de grande porte ancorados em Port Hedland, o maior terminal de carga de minério de ferro do mundo, e que as embarcações foram orientadas deixar suas instalações por ora.

Port Hedland é utilizado por três das quatro maiores produtoras de minério de ferro da Austrália --BHP, Fortescue e Roy Hill. A Rio Tinto, maior produtora de minério de ferro do mundo, utiliza o porto de Dampier, também na região.

O Departamento de Meteorologia da Austrália (BoM, na sigla em inglês) disse que um ciclone de categoria 1 ou 2 pode atingir a costa de Pilbara possivelmente já na tarde de sexta-feira (horário local), causando fortes chuvas, vendavais e aumento no nível do mar.

Embora os ciclones de categoria 1 ou 2 estejam no patamar inferior da escala, eles ainda têm poder destrutivo suficiente para atrasar as operações portuárias e de mineração.

Além disso, a costa sudeste do país está se preparando para uma grande onda de calor no final de semana, com temperaturas que devem ultrapassar os 40 graus Celsius em muitos locais, fazendo com que as autoridades emitissem alertas de possíveis incêndios florestais.

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AUTOMOTIVO

Stellantis: o que a fusão de Fiat e Peugeot diz sobre estratégia, fábricas e presença das montadoras no Brasil

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Infomoney - SP   21/01/2021

No último sábado (16), a Stellantis nasceu oficialmente. A fusão entre os grupos automotivos Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) e Peugeot-Citroën (PSA) originou um grupo automotivo que começa já como a quarta maior empresa em volume de produção de veículos.

A Stellantis reunirá 14 marcas — como Alfa Romeo, Citroën, Dodge, Chrysler, Fiat, Jeep, Maserati, Peugeot e Ram. As vendas somadas do grupo acontecem em mais de 130 países, com um lucro operacional ajustado de 12 bilhões de euros em 2019.

O plano global da companhia é atuar tanto na defesa quanto no ataque. “Existe uma dimensão defensiva, baseada em desafios que temos de enfrentar. Mas também há um movimento ofensivo, assegurando que essa companhia tenha uma nova mentalidade”, afirmou Carlos Tavares em conferência virtual realizada na terça-feira (19). Tavares é CEO da Stellantis, depois de ter assumido o mesmo cargo na PSA. “Teremos um novo senso de competição, mais eficiência e mais conquistas de oportunidades. Seremos uma líder de mobilidade. (…) Usaremos nossa escala para a inovação, fazendo o que outras companhias não puderam.”

O InfoMoney acompanhou o primeiro pronunciamento da Stellantis e conversou com especialistas no mercado automotivo para entender a estratégia do novo grupo para o mundo, e especificamente para o Brasil. A situação das fábricas e empregos no país ainda está em discussão. Mas é esperado que consumidores de Citroën e Peugeot sejam beneficiados com a associação às marcas Fiat e Jeep.
Estratégia global: sinergia e aposta nos elétricos

Na conferência virtual, Tavares afirmou que a união de grupos automotivos poderá gerar uma redução total de custos de mais de 5 bilhões de euros, prevista para acontecer até 2024. 40% da redução de custos está concentrada em produtos — frente que envolve processos de manufatura, sistemas veiculares e investimentos em eletrificação de veículos, por exemplo.

Sinergias costumam levantar o alerta para demissões. A Stellantis tem cerca de 400 mil funcionários e a fusão pode atuar como um “escudo” para empregos, na visão de Tavares.

“Sem uma escala significativa, você não pode oferecer mobilidade limpa e segura. Os custos estão crescendo. Nessa situação, você pode aumentar preços e perder parte dos clientes, ou você pode reduzir margens e reestruturar a companhia. Há problemas sociais nos dois casos”, afirmou o CEO. “A fusão é um escudo contra essas questões nas duas companhias [FCA e PSA]. Podemos diluir custos em um volume maior de produção, garantindo acessibilidade de custo e permanência de consumidores.”

Em relatório divulgado ao mercado, o Bradesco BBI avaliou que a fusão entre FCA e PSA deve realmente elevar a escala de produção e gerar investimentos em tecnologia e engenharia. Uma dessas inovações já foi anunciada pela própria Stellantis: a dos carros elétricos.

Segundo a agência italiana de notícias Ansa, a Stellantis vai lançar 39 veículos do tipo até o fim de 2021. O InfoMoney já mostrou anteriormente como esse é um mercado visado tanto por empresas de tecnologia quanto pelas montadoras tradicionais. Não é para menos: segundo a revista britânica The Economist, três a cada 100 carros vendidos neste ano serão completamente elétricos ou híbridos. Essa participação de mercado deve chegar até 20% a 25% em 2030.

Regulações e inovações podem aumentar o custo de produção entre 20% e 40%, segundo cálculos da Stellantis. Novamente, a fusão seria uma oportunidade para eficiência. “Entendemos que os custos dessas novas tecnologias, como eletrificação, serão significativos e crescentes. Vemos o mérito da escala para diluir esses custos e tornar viáveis despesas com Capex [aquisição de bens de capital] e R&D [pesquisa e desenvolvimento]”, disse Tavares na conferência virtual. Outras frentes citadas pela Stellantis são compartilhamento de veículos, carros autônomos e conectividade por 5G.

A proposta de ser maior do que a soma de suas partes parece ter agradado o mercado financeiro. As ações da Stellantis começaram a ser negociadas na última segunda-feira (18) nas bolsas de valores de Paris e Milão. Na terça-feira (19), as ações da Stellantis começaram a ser negociadas na bolsa de valores de Nova York (NYSE) e fecharam o dia de estreia com alta de 11%.
Stellantis no Brasil: dúvida sobre demissões

Na conferência virtual, Tavares também mencionou a recente decisão da montadora americana Ford de fechar suas fábricas no Brasil. O CEO fez uma alusão ao Custo Brasil – uma expressão usada para reunir o conjunto de dificuldades que impedem o crescimento de negócios no país, como complexidades jurídicas, logísticas e tributárias.

“Essa é uma questão mais para governantes do que para montadoras. Existe uma hora em que você empilha todos os impostos e regulações e vê que a situação não é mais administrável. (…) Todos nós precisamos perceber que existe um limite para os ventos contrários que podemos enfrentar, vindos de stakeholders externos. Isso pode levar a decisões fortes, como a que vimos na última semana. (…) Foi um sinal de alerta para os governantes decidirem se querem ou não uma indústria automotiva”, afirmou Tavares.

Mesmo assim, o CEO afirmou que a Stellantis não se encontra nessa situação e que continuará assegurando autonomia de engenharia e produção na América Latina. “Nossas equipes têm feito um trabalho fantástico na região. Temos 17% de participação de mercado, e ela é lucrativa. Somos mais competitivos do que nossos concorrentes e criamos valor aos nossos stakeholders. Assim, criamos empregos e oferecemos boa mobilidade aos cidadãos.”

No Brasil, apenas as marcas Fiat e Jeep do grupo aparecem nas dez mais relevantes em volume de vendas para 2020. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Fiat teve market share de 16,5%, enquanto a Jeep ficou com 6,65% do mercado.

Segundo o Bradesco BBI, a diluição de custos com a fusão pode mitigar o risco de fechamento de fábricas no Brasil. Mas outra fonte do mercado ouvida pelo InfoMoney pondera que alguma planta deve ser encerrada no médio prazo, quando fábricas da FCA incorporarem parte da produção da PSA.

A Stellantis tem cinco fábricas na América Latina. Três estão no Brasil, sendo duas da FCA, em Betim (MG), Goiana (PE) e uma da PSA, em Porto Real (RJ). As outras duas estão na Argentina, uma do grupo italiano e outra do grupo francês. “A capacidade de produção total delas chega a 1,7 milhão de carros. Isso foi o que o Brasil vendeu em 11 meses em 2020, considerando automóveis e comerciais leves. Vai haver um enxugamento da operação para tornar tudo mais eficiente”, afirmou a mesma fonte. Segundo a Fenabrave, as marcas Fiat e Jeep (FCA) venderam 276.017 veículos no último ano. Já Citroën e Peugeot (PSA), 21.882.

Segundo o especialista no mercado automotivo, a Stellantis vai ter uma ociosidade muito grande com essas cinco fábricas. E a unidade do Rio de Janeiro é a que tem a menor relevância para a operação. Isso porque a fábrica possui capacidade produtiva para 250 mil carros por ano, mas a Citroën e Peugeot juntas venderam apenas essas 21,8 mil unidades em 2020.

“E esse número não deve crescer muito em 2021. Por que manter uma fábrica desse porte, se não vou usar? É mais fácil realocar essas cerca de 20 mil unidades na fábrica da PSA na Argentina, que tem capacidade produtiva de cerca de 70 mil carros por ano e o Brasil já importa de lá o Peugeot 208, o carro mais vendido da marca. Dá conta”, diz.

Milad Kalume Neto, diretor de novos negócios da consultoria automotiva Jato Dynamics, acredita em um meio-termo. Concorda que a quantidade de fábricas é alta, mas entende que o fechamento de uma delas ainda é incerto. “Mesmo com resultados não tão positivos, os franceses não abrirão mão da fábrica de Porto Real”, defende.
Presença melhora para consumidores de Citroën e Peugeot

Kalume Neto acredita que a fusão favorece a PSA. “A PSA vai contar com capilaridade e estrutura da FCA no Brasil, que é maior e mais representativa no mercado nacional. Vai ter troca de tecnologia e abrangência nas vendas”, diz.

Os compartilhamentos vão dos motores até estrutura de atendimento, venda e assistência técnica – uma boa notícia aos consumidores de carros da Peugeot. Segundo o Bradesco BBI, a PSA pode passar a ter de dividir concessionárias com a FCA. A estratégia elevaria de 196 para 640 o número de concessionárias com carros da Peugeot.

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Renault é a sexta montadora a lançar serviço de locação de carros

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O Estado de S.Paulo - SP   21/01/2021

Ninguém sabe ainda qual o tamanho desse mercado no Brasil, mas como a expectativa é de crescimento rápido, a Renault lançou nesta quarta-feira, 20, seu programa de carros por assinatura. É a sexta montadora a aderir ao serviço que dá a opção ao consumidor de alugar um carro por até dois anos com prestações mensais que incluem seguro, impostos, manutenção, assistência 24 horas e gestão de documentos.

Chamado Renault On Demand, o novo serviço pode ser adquirido pelo celular e tem opções de mensalidades a partir de R$ 879 (caso do Kwid Outsider) a R$ 1.699 (Duster), todos zero quilômetro. “Não sabemos ainda o tamanho da demanda, mas com a pandemia deve ser mais rápido do que imaginávamos antes”, diz Bruno Hohmann, vice-presidente comercial da Renault do Brasil.

Segundo ele, muitas pessoas que tinham desistido do carro próprio e usavam serviços de aplicativos querem voltar agora a ter um veículo “próprio”, por questões de segurança, e a locação passa a ser uma opção atrativa. Locadoras já oferecem o serviço há algum tempo, mas a vantagem, segundo Hohmann, é contratá-lo “direto da montadora, sem passar por intermediários”.

O serviço, direcionado a pessoas físicas e jurídicas, está disponível na Europa há alguns anos e, segundo o executivo, em algumas capitais, como Madri (Espanha) e Paris (França), já são operações rentáveis e respondem por 25% a 30% das vendas da marca.

De olho nesse filão que faz parte do que a indústria automobilística global considera o novo consumidor, em especial os jovens que não querem mais a posse de um automóvel, mas o serviço, nos últimos meses lançaram programas de assinatura no País a Audi, Fiat, Jeep, Toyota e Volkswagen.

Antes de lançar o On Demand, a Renault realizou testes com 200 consumidores. Segundo Hohmann, há clientes com três perfis: aqueles que querem comodidade - não ter de se preocupar em administrar pagamentos de IPVA, de contratar seguro e de revender o carro no futuro.

Os mais jovens, que fazem a conta para saber o que é mais vantajoso - por exemplo, guardar dinheiro para dar entrada em um carro e financiar o restante ou não despender esse dinheiro de uma vez e pagar as mensalidades fixas. Por último o consumidor corporativo, que também faz contas e pode ver as vantagens entre o serviço de uma locadora clássica e o da montadora.

Além de Kwid e Duster, o serviço também está disponível para o Stepway. Segundo Enrico Rossini, diretor-geral da RCI Brasil, o braço financeiro da aliança Renault/Nissan, outros modelos serão incluídos futuramente, inclusive elétricos.

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FERROVIÁRIO

Governo avança em trabalho para licitar ferrovia Oeste-Leste

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Veja - SP   21/01/2021

A secretária do Programa de Parceria de Investimentos do Ministério da Economia, Martha Seillier, ficará, até quinta-feira, 21, visitando as obras do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), no sul da Bahia. Junto dela, viajaram secretários e diretores do Ministério da Infraestrutura, ANTT, EPL e Valec. Há até fotógrafos e cinegrafistas na comitiva. O propósito da viagem é analisar a viabilidade para licitar a FIOL, que foi liberada para concessão pelo TCU no fim do ano passado.

A outra ferrovia que o governo deseja licitar, o Ferrogrão, encontra-se em outra situação, muito mais complicada no TCU.

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NAVAL

BR passa a fornecer diesel marítimo a Porto de Vitória via balsas-tanque

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IstoÉ Online - SP   21/01/2021

A BR Distribuidora passou a fornecer diesel marítimo para o Porto de Vitória, no Espírito Santo, via balsas-tanque, que conseguem navegar para qualquer terminal do canal de Vitória no qual o navio esteja atracado. Segundo a companhia, com esse modal, foi ampliada em até dez vezes a capacidade de atendimento na comparação com transporte rodoviário (caminhão-tanque).

A empresa diz que a ampliação das operações da companhia no Espírito Santo é um reflexo do crescimento da movimentação dos portos naquele Estado, graças à localização geográfica estratégica e características do mercado local de óleo & gás.

“Esse cenário abriu espaço para que a BR investisse na distribuição por cabotagem, que traz ganhos não só por otimizar a logística, mas também por aumentar a oferta de diesel marítimo na região”, diz a empresa.

A BR já realizava fornecimento do produto para embarcações portuárias via caminhões-tanque. Com a ampliação da capacidade de suprimento, poderão ser atendidas embarcações de apoio marítimo do segmento offshore, de pesquisas sísmicas, de dragagens, de apoio portuário, de cabotagem, de longo curso e demais embarcações que demandem o diesel para suas operações.

A primeira carga foi enviada no final de 2020. Segundo a BR, a operação já conquistou um marco expressivo, com uma entrega que levou somente três horas entre o pedido do cliente e o início do fornecimento.

“O novo modal trazido pela BR permite abastecimentos emergenciais de grandes volumes em um curto espaço de tempo com excelente flexibilidade de ajustes de datas e horários. Atualmente, a capacidade de atendimento é de até 1.150 m³ de diesel marítimo por entrega, com uma vazão de até 150m³/h”, informa a BR Distribuidora.

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