ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

20 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   20/05/2022

O conselho de administração da Usiminas aprovou, em reunião nessa quinta-feira (19), a composição da diretoria estatutária para um mandato de dois anos. O atual diretor de finanças e relações com investidores, Alberto Akikazu Ono, assumirá a presidência da companhia.

Já o diretor-presidente, Sergio Leite de Andrade, foi eleito presidente do conselho de administração da companhia. Foram reeleitos aos cargos o diretor industrial, Americo Ferreira Neto, e o diretor comercial Miguel Homes Camejo.

O diretor de tecnologia e qualidade, Kohei Kimura, será substituído por Toshihiro Miyakoshi. Já Yoshiaki Shimada deixa a vice-presidência de planejamento corporativa, que será assumida por Gino Eugenio Ritagliati.

IstoÉ Online - SP   20/05/2022

O dia foi majoritariamente negativo nos mercados acionários do exterior, da Ásia à Europa e aos Estados Unidos, mas o Ibovespa conseguiu retomar o sinal positivo desde a manhã, favorecido por forte ajuste no câmbio. A sessão foi marcada por avanço do euro frente ao dólar, após novos sinais de que o Banco Central Europeu (BCE) corrigirá a política monetária para conter o avanço da inflação no velho continente. Assim, o dólar, que na quarta-feira havia sido negociado à vista a R$ 5 na máxima do dia, fechou nesta quinta-feira em queda de 1,32%, a R$ 4,9168, com mínima a R$ 4,8809. E o Ibovespa subiu 0,71%, a 107.005,22 pontos, com giro a R$ 24,8 bilhões.

Entre a mínima e a máxima, a referência da B3 oscilou dos 105.760,05 aos 107.420,34 pontos (+1,10%), saindo de abertura aos 106.248,98 pontos. Na semana, sobe 0,08%, com perda no mês a 0,81% – no ano, o avanço é de 2,08%.

“O mercado ainda tem que entender qual realmente será a atitude do BC americano frente a uma inflação que é muito mais parecida com a da década de 1980 do que a vista recentemente nos Estados Unidos, e também na Europa”, diz Daniel Miraglia, economista-chefe do Integral Group. “Há choques de oferta desde a covid e, agora, com a guerra na Ucrânia. Uma inflação hoje, com economia aquecida e componente de demanda também, que passa a ser indexada em preços e salários, permanecendo em alta por mais tempo”, acrescenta.

Nesse contexto, “o mercado precisa entender qual será a taxa de juros nominal que fará a inflação voltar a ser palatável, e este juro nominal provavelmente será mais alto do que o visto recentemente nos Estados Unidos, embora não tão alto quanto o da década de 80”, diz Miraglia. “Quanto mais rápido o Fed subir a taxa, quanto mais agressivo for, mais rápido as curvas longas se estabilizarão. Sendo uma ou outra a abordagem, os cenários são desafiadores.”

Na B3, o dia foi de recuperação para as ações de commodities (Vale ON +2,66%, Petrobras PN +1,70%) e especialmente para as de mineração (CSN ON +7,20%, Usiminas PNA +5,11%, Gerdau PN +2,62%), mas o desempenho negativo do setor financeiro (Bradesco PN -0,77%, BB ON -0,58%), o de maior peso no índice, impediu que o Ibovespa fosse mais além.

Na ponta positiva, destaque, além de CSN ON, para CSN Mineração (+9,07%), ambas à frente de Méliuz (+5,64%) e de Locaweb (+5,52%). No lado oposto, Petz (-5,20%), Hapvida (-4,11%) e WEG (-3,41%). No dia seguinte à aprovação da privatização da empresa pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Eletrobras ON e PNB fecharam em alta de 3,03% e 2,54%, respectivamente.

“Em um dia de agenda fraca, a recuperação ficou por conta da valorização das commodities, como Brent e minério de ferro, associado ao recuo dos juros futuros, que parecem ter marcado topo no início da semana e apresentam sinais de desaceleração da alta, observada nos últimos meses”, observa Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora.

“O mercado conseguiu se descolar hoje de Nova York, que ainda tentou reação no fim da tarde mas teve um dia bastante volátil. Aqui, o descolamento veio principalmente das empresas de commodities, com o minério melhorando entre a noite de ontem e o dia de hoje, o que contribuiu para a recuperação dos ativos, especialmente os associados a matérias-primas, que tinham sofrido bastante na quarta-feira”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, destacando também a alta do petróleo na sessão, que ajudou as ações da Petrobras (ON +0,84%).

“Além disso, o anúncio de ‘buy back’ recompra de ações, tanto da CSN como da CSN Mineração, em volume de 5% ou 6% da empresa, foi bastante positivo, em dia mais fraco para as ações de bancos”, acrescenta Moliterno.

ECONOMIA

Investing - SP   20/05/2022

A forte desaceleração da economia chinesa causada por suas rígidas regras de Covid zero e o afastamento de Pequim de uma dependência tradicional da demanda externa lançaram dúvidas sobre quanto o país contribuirá para o comércio e os investimentos globais futuros.

Embora a China tenha encenado uma recuperação notavelmente rápida de sua queda inicial por conta da pandemia, graças às exportações e à produção industrial, analistas esperam que a atual retração seja mais difícil de ser superada do que a verificada no início de 2020.

Inflação: Estamos em uma crise de preços ou crise de oferta?

O panorama mais sombrio apresenta desafios não só para os líderes de Pequim preocupados com o aumento do desemprego, mas também para as empresas estrangeiras que contam com a China para retomar seu nível de envolvimento com o resto do mundo de antes da pandemia.

Cálculos baseados em projeções do Fundo Monetário Internacional mostram a contribuição média anual esperada da China para o crescimento econômico global até 2027 em cerca de 29%. Embora isso seja um acréscimo considerável, contrasta com os anos que se seguiram à crise financeira global de 2008, quando esta se aproximou de 40%.

O economista chefe do ANZ para a Grande China, Raymond Yeung, disse que as políticas econômicas de Pequim se voltaram mais recentemente para soluções e reformas domésticas, em vez da retomada de seu modelo passado que se concentrava em um maior envolvimento com o mundo.

"A implementação bem sucedida delas pode abrir o caminho para o crescimento sustentável a longo prazo", escreveu Yeung em uma nota. "Entretanto, o risco de não alcançar uma taxa de crescimento semelhante é maior". Se (as multinacionais) começarem a retirar sua presença, o processo de convergência econômica pode chegar ao fim mais cedo do que o previsto."

O crescimento das exportações da China desacelerou para um dígito em abril, o mais fraco desde o início da pandemia, enquanto as importações mal mudaram, já que a Covid-19 freou a produção das fábricas e reduziu a demanda.

A expectativa é de que as autoridades sigam uma trajetória em relação à Covid antes de uma reunião importante do Partido Comunista no final do ano.

Em sinal dessa cautela, a China desistiu na semana passada de sediar a Copa Asiática de Futebol no próximo ano devido a preocupações com a Covid.

CONFIRA: Autoridades de Finanças do G7 planejam como acabar com a estagflação

Peiqian Liu, economista da China na NatWest Markets em Cingapura, disse que, diante de uma escolha, Pequim provavelmente dará prioridade à manutenção das vitórias em batalhas duras contra a Covid e na dívida desenfreada, em vez de sua meta de crescimento de 5,5% em 2022, que muitos analistas consideram ambiciosa.

"Em termos gerais, houve uma mudança a longo prazo, começando já em 2018, para uma economia mais orientada para o mercado interno, impulsionando o setor de serviços e atualizando a cadeia de fornecimento de manufatura, (e) afastando-se do estímulo e crescimento viciados em dívidas", disse Liu.

Uma desaceleração ampla e sustentada dos investimentos pesaria sobre a demanda, contribuindo para uma desaceleração mais profunda do crescimento global", disse ela.

Infomoney - SP   20/05/2022

Alguns riscos que vinham sendo monitorados pela equipe de analistas da XP foram incorporados ao cenário base da casa sobre a inflação em 2022 e 2023. Com isso, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) foram revisadas para cima, nos dois períodos. Agora, a XP acredita que o IPCA deve encerrar este ano em 9,2% – a previsão anterior apontava para 7,4%.

“Nos nossos últimos relatórios, vínhamos discutindo e quantificando vieses de alta para nossas projeções de inflação. Desde então, muitos desses riscos se materializaram ou a probabilidade de que eles ocorram aumentou consideravelmente”, escreveu a economista Tatiana Nogueira.

A casa acredita que a política de Covid zero na China tende a prolongar gargalos na cadeia de suprimentos, provocando um novo choque de preços dos produtos industrias.

“A continuidade das restrições severas de mobilidade nas cidades chinesas elevou as pressões inflacionárias, especialmente sobre bens industriais. Atrasos de importação nos portos de Xangai subiram expressivamente, o transporte de carga dentro do país também vem sofrendo muitas interrupções e as fábricas diminuíram produção”, ressalta Tatiana.

A projeção para o grupo de bens industrializados subiu de 7,5% para 10%.

Além disso, a paridade com o preço internacional da gasolina continua alto e “um reajuste no preço do combustível parece ser uma questão de tempo”. A XP incorporou, em seu cenário, uma alta de 10% no preço da gasolina este ano.

Na avaliação da casa, a inflação também tende a acelerar pelo lado da demanda, com uma atividade econômica mais forte na margem, sobretudo no setor de serviços. A inflação de alimentos também aumentou nas projeções da XP, refletindo os efeitos dos choques e preços mais pressionados na margem.

Para 2023, a casa também aumentou sua previsão para o IPCA, de 4% para 4,5%.

O Estado de S.Paulo - SP   20/05/2022

O Ministério da Economia revisou para cima sua projeção para a inflação oficial neste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta de preços neste ano passou de 6,55% para 7,90%.

Mais cedo nesta quinta-feira, o ministro Paulo Guedes afirmou que o Brasil já saiu do "inferno" da inflação, ao contrário de países desenvolvidos - que mostram aceleração dos preços.

"Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço", declarou Guedes em evento da Arko Advice e Traders Club.

Os analistas do mercado financeiro preveem a inflação em 7,89% ao final deste ano. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%.

Se confirmadas as previsões do governo e do mercado financeiro para a inflação em 2022, será o segundo ano seguido de estouro da meta de inflação. Em 2021, o IPCA somou 10,06%, o maior desde 2015.

Para 2023, a estimativa subiu de 3,25% para 3,60%. No caso de 2023, a meta é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (1,75% a 4,75%).

O Ministério da Economia também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - utilizado para a correção do salário mínimo. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 6,70% para 8,10%. Para 2023, a projeção é de 3,70%.

PIB

O Ministério da Economia manteve a projeção de crescimento econômico para 2022 em 1,5%, como antecipou o Estadão/Broadcast. A projeção anterior havia sido divulgada em março de 2022.

De acordo com o Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quinta, a Economia também manteve as projeções de crescimento da economia de 2023, 2024, 2025 e 2026, todas em 2,50%.

"Desde março, em linha com as projeções da SPE, pode-se notar uma revisão altista das expectativas de mercado para a atividade econômica", afirmou o documento.

Os dados servem de base para a elaboração do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que será divulgado nesta sexta, 20. O documento destaca que a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido pela retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos, o que se reflete na recuperação do mercado de trabalho. "Os riscos externos devem ser monitorados, sobretudo a guerra na Ucrânia e seus impactos nas cadeias globais de valor", completou a SPE.
Bloqueio de R$ 10 bilhões

A equipe econômica tem previsão de bloquear quase R$ 10 bilhões em despesas para abrir espaço no teto de gastos para outros dispêndios, como subsídios agrícolas, sentenças judiciais e outras despesas obrigatórias. De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o valor não inclui remanejamentos para conceder reajuste ao funcionalismo público – há apenas os R$ 1,7 bilhão já previstos no orçamento para esse fim.

Segundo essas fontes, serão bloqueados R$ 4 bilhões para serem usados com subsídios agrícolas. As despesas congeladas são discricionárias, ou seja, não têm obrigação legal de serem executadas, e onde serão feitos os cortes específicos será definido posteriormente.

O relatório será divulgado amanhã às 15h e ainda depende da aprovação da Junta de Execução Orçamentária (JEO), composta por ministros de pastas como Economia e Casa Civil, que se reúnem ainda nesta quinta-feira para analisar o documento.

Como antecipou o Estadão/Broadcast, o governo terá que fazer um novo bloqueio para adequar o Orçamento ao teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação. Em março, no último relatório bimestral, o Ministério da Economia anunciou um bloqueio de R$ 1,72 bilhão no Orçamento de 2022.

Técnicos do Ministério da Economia defendem que um eventual reajuste para o funcionalismo fosse oficializado até a divulgação do relatório para que houvesse “segurança jurídica” em alterar o Orçamento a tempo de conceder o benefício em ano eleitoral.

A avaliação de técnicos ouvidos pela reportagem é que, qualquer que seja o formato do reajuste, será necessário enviar ao Congresso uma série de mudanças legislativas para abrir espaço no Orçamento para o aumento do funcionalismo. Atualmente, o governo tem apenas R$ 1,7 bilhão no Orçamento para reajuste.

A hipótese mais provável – já confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro – é conceder um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, o que custaria um total de R$ 6,3 bilhão e demandaria um rearranjo ainda maior nas despesas, já que não há espaço disponível no teto de gastos.

Por causa do ano eleitoral, o governo teria que aprovar os projetos de lei necessários até junho, quando fecha a folha de pagamentos do mês seguinte. O reajuste só pode ser concedido até julho porque, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um presidente não pode aumentar o gasto com pessoal nos últimos 180 dias do mandato.

Agência Brasil - DF   20/05/2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje (19) a privatização como forma de aumentar os investimentos em infraestrutura. Segundo o ministro, “modelo antigo”, baseado em grandes empresas estatais “se esgotou”.

“Só uma empresa, a Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro], quando fizemos o marco do saneamento, mobilizou em um fim de semana, aqui em São Paulo, R$ 50 bilhões. Seis vezes e meia o orçamento do ministro [da Infraestrutura]”, disse, ao comparar o resultado do leilão realizado em abril e o orçamento do Ministério da Infraestrutura. Na ocasião, foram pagos R$ 22,69 bilhões em outorgas e estão previstos R$ 30 bilhões em investimentos em 12 anos. O ministro participou de um seminário promovido pela plataforma Arko Advice e Traders Club.

Ontem (18), o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina.

IPI

Guedes afirmou ainda que a alta carga tributária tem provocado a redução da produção industrial do país nos últimos anos. “O IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] desindustrializou o Brasil”, enfatizou durante a palestra. Segundo o ministro, são os impostos que fazem com que o país tenha que importar produtos que poderiam ser produzidos nacionalmente. “O Brasil tem matéria-prima de toda espécie. Ou seja, tem a soja, mas, às vezes tem que trazer de fora o óleo de soja, Tem o minério de ferro, mas, às vezes, tem que trazer de fora o aço.”

Guedes disse que o governo aproveitou o aumento de arrecadação para diminuir os valores cobrados com o imposto. “Pela primeira vez, em 40 anos, nós baixamos o IPI. Ninguém fez isso antes”, destacou. Em fevereiro, uma série de produtos teve as alíquotas do IPI reduzidas em 25%, percentual que foi ampliado para 35% a partir de maio. De acordo com o Ministério da Economia, com a desoneração, a União deixará de arrecadar R$ 15,2 bilhões em 2022, R$ 27,3 bilhões em 2023 e R$ 29,3 bilhões em 2024.

Inflação

O ministro também comentou sobre a alta inflação que, segundo ele, é um fenômeno mundial. “A inflação que tem hoje é uma inflação mundial, porque os bancos centrais dormiram no volante. O nosso [Banco Central] já acordou, saiu correndo e tomou um café: está vivo”, disse, sobre o aumento da taxa básica de juros que o Banco Central tem feito desde o ano passado para conter o aumento generalizado de preços.

De acordo com Guedes, a inflação mundial é causada por uma desorganização da produção provocada pelas medidas restritivas para conter a pandemia de covid-19. “Como houve essa ruptura de cadeias produtivas, o mundo deu uma desorganizada geral. Houve um choque adverso de oferta. E ao mesmo tempo todos os governos lançaram esses programas sociais. Ou seja, a demanda aumentou forte, a oferta foi contida e a inflação global subiu.”

Agência Brasil - DF   20/05/2022

O governo federal alterou para cima a previsão da inflação deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em março era estimado em 6,55% para o ano, agora teve a previsão elevada para 7,9%. A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 6,7% para 8,10%, e a do Índice Geral de Preços (IGP-DI), de 10,01% para 11,4%. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,5%. Os dados, divulgados hoje (19), são do Boletim Macro Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Para 2023, o governo federal manteve também a previsão do PIB e aumentou a da inflação. O PIB, segundo a estimativa, deverá fechar 2023 com alta de 2,5% (a mesma previsão do último boletim, divulgado em março). Já o IPCA deverá encerrar 2023 em 3,6% (a previsão de março era alta de 3,25%); o INPC, em 3,7% (3,5% era a estimativa em março); e o IGP-DI, em 4,57% (4,42%).

“A expectativa para a taxa de inflação [IPCA] aumentou de 6,55% para 7,90% em 2022 e de 3,25% para 3,60% em 2023. A partir de 2024, espera-se convergência da inflação [IPCA] para a meta de 3%. Em relação ao INPC, a projeção para 2022 elevou-se de 6,70% para 8,10%”, diz o texto do documento.

Segundo o boletim, a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido em razão da retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos, o que, de acordo com o documento, tem refletido na recuperação do mercado de trabalho. O texto destaca que o setor de serviços cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2022, atingindo o maior patamar desde maio de 2015.

“A estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2022 foi mantida em 1,5%. De 2023 em diante, as estimativas permaneceram em 2,5%. Desde março, em linha com as projeções da SPE, pode-se notar uma revisão altista das expectativas de mercado para a atividade econômica”, diz o texto.

MINERAÇÃO

O Estado de S.Paulo - SP   20/05/2022

Os sindicatos Metabase, que representa trabalhadores de Mariana, e Sindimetal, de trabalhadores do Espírito Santo, protocolaram um plano de recuperação para a Samarco, alternativo ao dos acionistas controladores Vale e da BHP, com o apoio de ambos na condição de credores. A proposta apresentada pelos sindicatos tem poucas modificações em relação à dos acionistas: mantém Vale e BHP no controle da Samarco, assim como as premissas de produção, receitas e o cronograma de pagamento.

Os credores financeiros apresentaram ontem sua proposta de recuperação judicial da empresa.

Apesar de similar à dos controladores, a proposta dos sindicatos contém uma espécie de gatilho para amenizar a pressão dos credores financeiros, composto por fundos estrangeiros, em torno das projeções de produção do plano apresentado pela empresa, as quais consideraram conservadoras. Cerca de 30% do que a Samarco gerar em receitas acima do estimado no plano desenhado pelos acionistas será acrescido para pagamento dos compromissos financeiros previstos no plano para esses credores.

A Samarco propôs em seu plano a retomada de sua produção de minério de ferro, que estava em 7 milhões de toneladas em 2021, do volume pré-tragédia em 2029, quando atingiria 28 milhões de toneladas. Os credores rejeitaram o plano apresentado pela Samarco em abril por entenderem que a companhia pode acelerar a retomada a patamares anteriores a 2015 já em 2026 e dobrar a produção em 2024.
Credores financeiros são donos de quase metade dos R$ 50 bi de dívidas

Os financeiros, que estão na classe III de credores, são donos de R$ 24,7 bilhões de um total de mais de R$ 50 bilhões em dívidas que fazem parte do processo de recuperação judicial da Samarco. Vale e BHP são detentores de R$ 23,7 bilhões em créditos contra a empresa, que foram destinados para preservar os ativos após o rompimento da barragem do Fundão, em 2015, um dos maiores acidentes ambientais da história do País. A inclusão desses créditos no passivo a ser reestruturado no processo de recuperação judicial está sendo contestado judicialmente, em paralelo, pelos credores financeiros.

O plano dos sindicatos foi elaborado pela PAAR Consultoria, de Minas Gerais, e conta com a adesão de praticamente 100% da classe trabalhista, de credores da classe IV, onde estão micro e pequenos empresários e pelo consórcio MRF, que está na classe III, e seria um dos proponentes do plano.

Sem Vale e BHP, o grupo não poderia apresentar plano alternativo. Para isso, é preciso que os credores sejam detentores de 25% do total dos créditos do processo, segundo a nova lei de recuperação judicial. A lei não explicita, entretanto, se nesse porcentual estão previstos créditos de acionistas controladores, podendo gerar um novo ponto de atrito com os credores financeiros, que não têm hesitado em travar batalhas na justiça desde antes da Samarco entrar em recuperação judicial.
Sindicatos buscarão aumentar quórum na assembleia de credores

Para também garantir maior quórum ao plano na assembleia de credores, que não tem data marcada, os sindicatos irão em busca de adesão mais ampla na classe IV, onde precisam da maioria, por cabeça. Essa classe tem 163 credores e uma dívida de R$ 16 milhões. Entre os credores financeiros, o trabalho deve ser mais difícil, já que a definição de maioria está no valor financeiro, detida pelo grupo dos fundos estrangeiros. O consórcio MRF tem uma fração muito pequena dos créditos.

Entre os trabalhistas, os sindicatos têm garantido 100% de adesão e a intenção é que os benefícios previstos no plano reformulado atinja também prestadores de serviços, que estão na classe IV, e que serão indiretamente beneficiados. A tese é a de que o plano apresentado pela Samarco é mais sustentável e deve preservar mais empregos. A classe dos trabalhadores no processo de recuperação judicial envolve 2 mil pessoas, sendo 1,55 mil ativos. Entre trabalhadores indiretos, de prestadores de serviços à Samarco, são mais 8 mil pessoas em toda a região.

Por isso, os sindicatos querem estabilidade por 24 meses dos trabalhadores no novo plano e que o juro sobre o valor devido seja alterado de 1% ao ano para 1% ao mês. A mudança no juro está prevista também para os credores da classe IV, dos prestadores de serviços e fornecedores.
BHP e Vale apoiam proposta dos sindicatos

Em nota ao Broadcast, a BHP Brasil e a Vale disseram apoiar o plano de reestruturação apresentado pelos sindicatos Metabase Mariana (MG) e Sindimetal (ES) e pelos fornecedores Consórcio MRF, Agência FR de Comunicação, Construtora Lage e Gomes e M Lobato Consultoria em Engenharia e Meio Ambiente. Estas entidades, explica o texto, estão entre os mais de 90% dos votantes favoráveis à proposta apresentada pela Samarco em 18 de abril.

“A BHP Brasil e a Vale informam que estão analisando o plano alternativo dos credores financeiros, o qual demonstra foco apenas na obtenção de lucros em detrimento de esforços voltados às atividades de reparação em função do rompimento da Barragem de Fundão. Como acionistas e credores da empresa, BHP Brasil e Vale adotarão as medidas necessárias para manter o futuro sustentável da Samarco e o compromisso da empresa com a Fundação Renova”, conclui a nota.

IstoÉ Dinheiro - SP   20/05/2022

Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta quinta-feira nas bolsas de Dalian e Cingapura, se recuperando das perdas registradas mais cedo, com Pequim sugerindo mais apoio político para lidar com os desafios da Covid-19 na China, maior produtora de aço do mundo.

A taxa básica de juros dos empréstimos de referência da China pode ser reduzida na sexta-feira, conforme previsto por alguns bancos de investimento.

O contrato de minério de ferro mais negociado em setembro na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações diurnas em alta de 0,2%, a 818 iuanes (120,92 dólares) a tonelada, depois de cair 4,8% no início da sessão.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de junho mais ativo do ingrediente siderúrgico ganhou 0,9%, para 126,35 dólares a tonelada, depois de cair 4,3% durante as negociações da manhã.

+ Especialista revela o segredo dos bilionários da bolsa. Inscreva-se agora e aprenda!

O primeiro-ministro Li Keqiang foi citado pela mídia estatal na quarta-feira dizendo que a China tem espaço político para lidar com os desafios, à medida que aumenta a pressão de baixa sobre a economia chinesa.

No entanto, outros insumos siderúrgicos negociados em Dalian e os preços do aço na Bolsa de Futuros de Xangai fecharam em queda, pois os traders permaneceram cautelosos.

A dura política de “zero-Covid” da China pode significar que os lockdowns continuarão conforme mais focos de Covid forem encontrados, o que também resultaria em mais interrupções nas operações e cadeias de suprimentos das siderúrgicas.

Alguns distritos de Pequim e Tianjin permaneceram fechados e outros podem ser isolados, escreveram analistas do ING em nota.

Tanto o vergalhão de Xangai quanto a bobina laminada a quente caíram 0,4%, mas o aço inoxidável subiu 0,2%.

O carvão de coque de Dalian caiu 1,3% e o coque recuou 1,4%.

Valor - SP   20/05/2022

Segundo a acionista da mineradora Samarco, a proposta do grupo de credores financeiros para o plano de recuperação judicial não tem consistência jurídica


Simon Duncombe, VP de joint ventures no Brasil: esse plano visa apenas maximizar o interesse de um grupo de credores. “Propomos uma solução justa e construtiva” — Foto: Divulgação

Na avaliação da BHP Brasil, acionista controladora da Samarco Mineração, ao lado da Vale, o plano alternativo de recuperação judicial dos grupo de credores financeiros para a empresa apresentado à Justiça, é ilegal e inconsistente. “Trata-se de um plano, além de ilegal, abusivo, porque visa apenas maximizar o interesse de um grupo de credores”, disse ao Valor o vice-presidente no Brasil de joint ventures não operacionais da BHP, Simon Duncombe.

O executivo acrescentou que a proposta, que fala em acelerar a retomada de produção para o seu nível de capacidade em menos anos, não mostra viabilidade econômica e segurança operacional. Ele diz ainda que o plano não reconhece a questão que envolve a Fundação Renova, que está à frente da recuperação ambiental e indenizações dos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015.

“Por isso, vemos como mais interessante o outro plano alternativo do sindicato de trabalhadores mais fornecedores. Mais de 2 mil trabalhadores que querem que sua voz seja ouvida”, diz.

O Metabase, da região de Mariana, e o Sindimetal, do Espírito Santo, apresentaram também dia 17 à Justiça de Belo Horizonte um plano alternativo ao da Samarco, que foi rejeitado na assembleia de 18 de abril, com forte peso na votação dos representantes dos 17 fundos estrangeiros. O juiz tem agora, em suas mãos, duas propostas de credores para empresa.

O plano do Metabase e Sindimetal mais fornecedores mantém as linhas gerais - “com determinadas melhorias e garantias, que beneficiam todas as classes de credores” - do plano da Samarco. A ideia, dizem, é “ser uma solução para o impasse, com proposta mais equilibrado e mais justa, atendendo a todos os credores e preservando a sustentabilidade operacional e financeira da mineradora.

Paulo Chung, diretor financeiro da BHP Brasil, disse que há uma série de inconsistências no plano dos credores financeiros, tanto pelo lado econômico como pelo lado jurídico. “Não respeita a lista de credores e não reconhece mesmo tratamento na mesma classe”, referindo-se à BHP e Vale, que foram arroladas no pedido de recuperação judicial. “A condição de credores das acionistas foi reconhecida por juristas de renome”, afirmou.

Segundo fontes que viram o plano do grupo, em sua proposta de investimentos para antecipação das fases de aumento de produção em vários anos, abre-se um buraco no fluxo de financiamento da ordem de US$ 850 milhões a US$ 1 bilhão até 2026. Os fundos alegam, todavia, que há geração de caixa suficiente para isso.

“O plano dos sindicatos e fornecedores é o único viável do ponto de vista econômico e jurídico e o único que respeita as premissas operacionais para a Samarco”, realça Duncombe. Segundo ele, há várias limitações técnicas, e de segurança, para acelerar a produção, como a questão da deposição a seco de rejeitos gerados ao se beneficiar o minério.

O plano dos sindicatos e fornecedores prevê recursos da Samarco para Fundação Renova de US$ 1 bilhão de 2023 a 2027, em parcelas anuais. A proposta dos fundos reporta compromisso de US$ 2,8 bilhões, mas impõe limite de pagamento a US$ 100 milhões ao ano.

Perguntado se a BHP pretende ir à Justiça por não ser reconhecida como credora e pelo fato de ter sua participação acionária reduzida a cinzas numa capitalização proposta pelos fundos, Duncombe afirmou que a prioridade, neste momento, é resolver o problema da Samarco: o balanço financeiro e foco na retomada da empresa de forma consistente.

“Espero que haja uma audiência de conciliação em junho. O litígio será o último recurso, não é um boa opção. Buscamos uma solução construtiva, mas justa, que não favoreça um único grupo”.

Um receio, aponta a petição dos Metabase e Sindimetal, é que os fundos - que não são operadores estratégicos, mas negociadores de títulos - venham, o mais breve possível, se desfazer da empresa se tomarem o controle e a gestão. Dizem não ver compromisso com o futuro da empresa. Atualmente, entre empregos diretos e indiretos, tem 8,5 mil funcionários em Mariana e Anchieta (ES). “A venda da empresa assusta a todos”, afirmou pessoa envolvida no caso.

Dois pontos são destacados ainda: não preocupação com a sustentabilidade financeira do negócio e com os danos e pessoas atingidos pelo desastre do rompimento da barragem seis anos e meio atrás. Além disso, diz pessoa próxima das negociações, os fundos compraram os créditos com elevado deságio (não são os credores originais) por sua conta e risco.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial (proteção contra credores) na Justiça de Belo Horizonte em abril de 2021, listando dívida total de R$ 50,5 bilhões.

“Se viesse a ocorrer a situação de os fundos tomarem a Samarco, as duas acionistas buscariam elementos legais para protegê-la, o que geraria um contencioso judicial por longo tempo”, disse o principal executivo da BHP no Brasil.

Procurada para falar sobre os planos, a Vale não se manifestou.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   20/05/2022

A Volvo CE anunciou investimento na fabricante holandesa Limach, que produz escavadeiras elétricas para o mercado doméstico.

Com o negócio, a gigante sueca amplia sua carteira de eletromobilidade, acrescentando novos produtos às cinco máquinas compactas elétricas já trazidas ao mercado.

A linha atual da Limach inclui desde a miniescavadeira elétrica E18.3, com 1.810 kg, até a E140.1, com peso operacional de mais de 14.000 kg.

O investimento também prevê a comercialização de escavadeiras de rodas e de esteiras da Volvo CE, com a sua própria tecnologia de bateria de íon de lítio.

A Volvo diz ainda que o investimento inclui a substituição dos motores a diesel de suas máquinas pelos kits de eletrificação da Limach.

“Colaborar de novas formas de operação é fundamental para satisfazer a crescente procura de soluções sustentáveis”, afirma Thomas Bitter, líder de tecnologia da Volvo CE.

"Vemos a Limach como um grande complemento à nossa carteira atual de máquinas elétricas, o que significa que os nossos clientes se beneficiarão de uma linha mais ampla para satisfazer suas necessidades”, destaca.

Segundo o CEO da Limach, Rens de Bruijn, as máquinas da empresa são fabricadas nas instalações em Ede, nos Países Baixos, sendo entregues de acordo com as especificações do cliente.

"Graças ao investimento da Volvo CE, podemos aumentar a produção e ampliar a linha das nossas escavadeiras elétricas, buscando satisfazer o apetite crescente do mercado por acionamento elétrico", comenta.

Confira a escavadeira elétrica da Limach em operação no vídeo abaixo.

AUTOMOTIVO

Agência Senado - DF   20/05/2022

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou o projeto da senadora Leila Barros (PDT-DF) que cria uma política de incentivo tributário à pesquisa de desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil (PL 6.020/2019). O projeto determina que as empresas beneficiadas por renúncias fiscais no programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, deverão aplicar 1,5% do benefício tributário em pesquisas sobre o desenvolvimento da tecnologia para veículos elétricos.

O projeto também condiciona investimentos na geração de energia elétrica no interior de veículos a partir do etanol. De acordo com o texto, nos primeiros dez anos de vigência da política, a cota de 1,5% dos benefícios tributários deve ser investida em instituições públicas de pesquisa, ou em pesquisas por elas supervisionadas.

O relator foi o presidente da CCT, Rodrigo Cunha (União-AL). Para ele, o Brasil precisa priorizar mais seus investimentos em mobilidade elétrica.

— Na China e na Alemanha por exemplo, tem havido um rápido avanço na venda de carros elétricos. Na Alemanha esses veículos representaram 26% das vendas de carros em 2021. O avanço dos veículos elétricos é um processo em rápida aceleração, e é global. Então o Brasil precisa planejar o futuro de nossa indústria automotiva, que é 20% do PIB industrial. Precisamos investir muito mais em pesquisa e desenvolvimento — ressaltou o senador.

Cunha ainda lembrou que o Brasil é dotado de inúmeras riquezas minerais e portanto deveria buscar novas formulações químicas de baterias que usem os recursos de que o país dispõe em abundância.

— Assim, poderemos fabricar as baterias aqui mesmo e então exportá-las para mercados de fora, em vez de simplesmente enviar esses recursos para que outros países façam a manufatura das baterias. E ainda há um importante mercado que poderia se abrir para nossos biocombustíveis, que podem servir até para motores de aeronaves — afirmou o presidente da CCT.

Na justificativa, Leila destaca que o Rota 2030 possibilita renúncias fiscais que chegam hoje a R$ 9 bilhões para as empresas. Portanto os incentivos à pesquisa de mobilidade elétrica poderiam atingir hoje R$ 135 milhões ao ano. Nos primeiros 10 anos, caso a proposta seja aprovada e sancionada, os aportes para pesquisa chegariam pelo menos a R$ 1,3 bilhão.

A análise do projeto segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Infomoney - SP   20/05/2022

A divisão na indústria de transportes sobre como acontecerá no Brasil a transição energética rumo à emissão zero marcou um painel que reuniu fabricantes de veículos e motores para discutir o futuro verde da mobilidade em congresso realizado no Rio de Janeiro.

Enquanto dirigentes da Scania e da Marcopolo traçaram um cenário no qual os sistemas convencionais movidos a combustíveis fósseis convivem com veículos elétricos, o presidente da WEG, Harry Schmelzer, projetou uma transformação rápida da mobilidade nos centros urbanos.

Ao apontar a um futuro em que “tudo será elétrico”, Schmelzer observou que a velocidade da transição deve ser impulsionada pela ascensão dos critérios socioambientais – ESG, na sigla em inglês – nas decisões de investimento e consumo, além da tendência de redução de custos das novas tecnologias.

“O Brasil tem que apostar em todas as frentes, mas não pode deixar os elétricos de lado”, disse o executivo durante o evento, promovido por Petrobras e Banco do Brasil (BB).

Antes de Schmelzer, o CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, voltou a apresentar a visão da montadora de que os veículos de propulsão elétrica devem ganhar espaço, mas seguirão compartilhando as estradas com caminhões movidos a diesel ou outros combustíveis mais limpos, como o biometano.

O CEO da Marcopolo, James Bellini, foi na mesma trilha ao citar questões relacionadas a custo e atrasos na infraestrutura necessária para a introdução dos veículos elétricos.

Como exemplo, disse que há dúvidas sobre o que aconteceria se toda a frota de ônibus da cidade de São Paulo, algo ao redor de 14 mil veículos, passasse a madrugada, quando deixa de circular, sendo recarregada.

Da mesma forma, ele comentou que não está claro para os operadores de transporte em quanto tempo a tecnologia elétrica é paga pela economia dos custos operacionais, em especial nos gastos com combustível, já que o ônibus elétrico é pelo menos três vezes mais caro do que um coletivo movido a diesel.

“Entendemos que o elétrico puro não é o único caminho. Temos que pensar em várias rotas”, defendeu Bellini. “Precisamos pensar em várias rotas até chegar, no longo prazo, à emissão zero. Em hipótese nenhuma enxergamos emissão zero no curto prazo”, acrescentou o presidente da fabricante de carrocerias de ônibus.

FERROVIÁRIO

Valor - SP   20/05/2022

A ANTF quer o reajuste do teto tarifário cada vez que o combustível subir 5% ou 10%

As operadoras de ferrovias também sentem os efeitos da alta nos insumos e pretendem pedir ao governo repactuações em seus contratos. Entre as medidas pleiteadas pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) está um reajuste automático do teto tarifário aplicado aos donos de cargas, quando houver aumento do óleo diesel, em uma sistemática semelhante à adotada para o frete dos caminhoneiros.

A entidade encomendou estudos ao economista Armando Castelar, pesquisador do Ibre-FGV, para demonstrar como a disparada dos materiais usados na construção e operação de ferrovias tem afetado o setor. A partir de suas conclusões, um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos deverá ser levado ao Ministério da Infraestrutura e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nas próximas semanas.

No caso de ferrovias em construção, o pedido será efetivamente de reequilíbrio. Aço e cimento são os principais insumos utilizados em novas estradas de ferro. Suas altas recentes afetam significativamente o orçamento de obras em andamento. É o caso de contratos que foram renovados recentemente, em troca de investimentos pesados na malha ou em outros projetos, como a Malha Paulista e as concessões da Vale. Transnordestina, Norte-Sul e Ferrovia de Integração Oeste-Leste estão na mesma situação.

Nessas concessões, a ANTF lista uma série de medidas possíveis: repactuação da quantidade de obras ou sua diluição ao longo do tempo, extensão dos contratos, redução do valor de outorga pago à União. “Nada impede, inclusive, que seja um mix de tudo isso. Eventualmente, todos esses remédios podem ser usados em alguma medida”, diz o diretor-executivo da associação, Fernando Paes.

Para as ferrovias já em operação, o problema mais sério é o óleo diesel, que representa de 30% a 35% dos custos, dependendo do trajeto e do tipo de carga.

As concessionárias de ferrovias têm um teto para as tarifas aplicadas ao frete pago pelos donos das cargas. Paes explica que a ideia seria replicar a sistemática existente para o piso do frete rodoviário dos caminhoneiros - criado em meio à greve de 2018.

Cada vez que o diesel acumula alta superior a 10%, a tabela do frete é reajustada. Nesta semana, por medida provisória, o “gatilho” mudou para 5%. A ANTF quer o mesmo reajuste do teto tarifário nas ferrovias cada vez que o combustível subir esses 5% ou 10%.

Rodoviário

Construção Latino-americana - SP   20/05/2022

O setor de construção de estradas está em constante mudança e evolução. Até 2030, as tendências que vemos agora provavelmente terão acelerado rapidamente, tanto nas áreas de sustentabilidade quanto nas novas tecnologias.

Como em muitas outras indústrias, a digitalização terá um grande impacto na construção de estradas no futuro. Muitos países estão trabalhando ou estão a caminho de estabelecer metodologias BIM (Building Information Modelling) para projetos de infraestrutura.

Um exemplo disso é o plano diretor do Ministério Federal Alemão de Transportes e Infra-estrutura Digital, que prevê o uso de métodos digitais para a construção e manutenção de todas as estradas principais a partir de 2025. Este será um dos desafios para garantir o fluxo de dados desde a fase de planejamento até os sistemas de controle da máquina. Além disso, a automação e os sistemas de acionamento alternativos aumentarão drasticamente o nível tecnológico nos próximos cinco a dez anos.

Tal aumento no nível de tecnologia em equipamentos rodoviários não é algo que se pode esperar da noite para o dia e por isso os principais fabricantes têm suas equipes de pesquisa e desenvolvimento já trabalhando nas tecnologias dos próximos anos. E, claro, a adoção de inovações acontecerá em todo o mundo, mas em velocidades diferentes.

Enquanto a América Latina tende a estar alguns passos atrás quando se trata do uso de novas tecnologias, dada a grande necessidade de infra-estrutura rodoviária, não é surpreendente ver como alguns empreiteiros já estão começando a olhar com mais interesse para os avanços que estão sendo desenvolvidos em países mais avançados. A chave do sucesso para qualquer país é um processo de pavimentação suave, rápido e confiável, e é por isso que a digitalização e automação são tão vitais.

Digitalização de processos inteiros

O nível tecnológico das pavimentadoras já é bastante alto, mas ainda há espaço para melhorias. Um maior grau de automação em todos os aspectos do processo de construção de estradas também aumentará a eficiência. A Volvo já oferece o Pave Assist no núcleo de pavimentação para ajudar as equipes de pavimentação a rastrear seu trabalho e fornecer dados de processo que normalmente precisariam adquirir manualmente. A Pave Assist fornece informações em tempo real sobre a operação, para que um empreiteiro possa monitorar constantemente o progresso e o resultado de seu trabalho de forma independente. Além disso, os dados podem ser armazenados na nuvem e acessados remotamente, permitindo o gerenciamento completo da pavimentação.

O sistema de gerenciamento de frota WITOS FleetView da Wirtgen é uma forma de tornar os processos mais eficientes para aqueles que trabalham na construção de estradas, utilizando processamento, troca, visualização e análise de dados de máquina e posição suportados pelo sistema.

A solução oferece uma variedade de características, desde o monitoramento diário do estado operacional das máquinas até o apoio aos processos de manutenção e diagnóstico, o que minimiza os tempos de resposta e o tempo de parada e otimiza o trabalho de manutenção. Os dados do WITOS também podem ser importados para sistemas existentes através de interfaces adequadas.

Diz-se que os contratos de inspeção e manutenção SmartServices complementam as funções de gerenciamento de frotas. Com o WITOS FleetView, os clientes podem acompanhar onde estão suas máquinas e em que modo de operação elas estão, a qualquer momento e de qualquer lugar, permitindo-lhes responder aos próximos trabalhos de manutenção para garantir que as máquinas mantenham seu valor a longo prazo.

O Grupo Wirtgen desenvolveu soluções inteligentes de software e as integrou na infra-estrutura WITOS na forma de módulos para otimizar o processo de conexão de cadeias de valor no planejamento, execução e operação. Os módulos práticos WITOS estão disponíveis para a documentação de projetos que utilizam máquinas de construção da Wirtgen, Vögele e Hamm.

“Os benefícios das soluções de otimização de processos como o WITOS Paving Plus são realmente ótimos: a entrega just-in-time no canteiro de obras permite a pavimentação contínua sem ter que parar o equipamento. Isso melhora a qualidade da pavimentação e, é claro, os processos são muito mais rápidos e mais econômicos. Além disso, as empresas de construção civil podem usar os dados e análises para auto-monitoramento e, ao mesmo tempo, como prova de qualidade”, explica Stephan Weller, gerente de produtos de software da Joseph Vögele AG. Mas ele adverte: “As soluções de otimização de processos por si só não são a resposta completa. Elas também exigem uma certa vontade de mudar: as empresas devem repensar ativamente seus processos existentes, identificar o potencial de melhoria e concentrar-se exatamente nessas áreas.

Talvez um dos maiores “obstáculos” na adoção de novas tecnologias sejam os altos custos que elas geralmente envolvem. E embora o ditado “barato seja caro”, mudar a mentalidade dos gerentes de aquisição de equipamentos nem sempre é uma tarefa fácil, apesar dos números que atestam as vantagens. De acordo com Weller, a experiência da empresa “demonstrou que o custo e o esforço envolvidos na aquisição compensam após alguns dias no local”. As empresas de construção, mas também outras partes interessadas, como as fábricas de mistura, se beneficiam rapidamente de melhorias de qualidade, ganhos de eficiência e maior transparência. E, além disso, a otimização de processos é muitas vezes obrigatória de qualquer forma: muitos concursos públicos estipulam a documentação do processo, ou mesmo a logística dinâmica e o controle de máquinas. A digitalização realmente decolou na construção de estradas como em outros campos. As empresas que aderirem agora ainda têm a oportunidade de introduzir e adaptar novos processos em seu próprio ritmo”.

E cuidado. A adoção de novas tecnologias nem sempre requer pacotes completos e enormes despesas. Assim, os fornecedores oferecem serviços segmentados e personalizados. A Wirtgen, por exemplo, oferece o sistema RoadScan, que monitora e documenta a temperatura de pavimentação em uma ampla área. Se você também estiver procurando registrar e analisar dados adicionais, você pode adquirir o WITOS Paving Docu, que transfere os dados online diretamente para o servidor. Se você já está procurando um controle abrangente, o WITOS Paving Plus permite que todos os processos, desde a planta de mistura até a pavimentação, sejam ativamente planejados, coordenados e otimizados em tempo real.

Sustentabilidade e construção de estradas

A construção de estradas que agora está em andamento já está focada na sustentabilidade. O primeiro bônus social na América Latina ligado a um projeto de infra-estrutura se destaca neste aspecto. Foi a empresa espanhola Sacyr que realizou este primeiro número para seu projeto rodoviário Puerta de Hierro-Cruz del Viso na Colômbia.

Esta emissão de títulos, num total de US$ 209 milhões, está alinhada com o Plano Estratégico 2021-2025 da Sacyr, que coloca a sustentabilidade como pedra angular das ações da empresa.

O projeto, já concluído, corresponde a um corredor rodoviário de 198 km que se conecta com os portos e principais cidades do Caribe colombiano.

A redução das emissões é um fator cada vez mais importante nas obras de construção de estradas. As autoridades locais em muitos países impõem limites às emissões de CO2 e/ou os tornam parte das exigências do concurso.

Um exemplo longe da região, mas que oferece uma visão interessante sobre para onde os projetos locais podem (ou devem) ir, é o da Vinci Autoroutes. A empresa concluiu recentemente um projeto rodoviário de 24 quilômetros na França, com investimentos de mais de US$600 milhões. Desse total, US$ 140 milhões foram gastos na integração ambiental.

Para compensar o impacto ambiental negativo de sua construção, 1.315 hectares (13.150.000 m2) de terra foram “renaturalizados” para permitir que a biodiversidade florescesse. De fato, a área ‘renaturizada’ é aproximadamente quatro vezes maior do que a área coberta pela estrada, e o próprio desvio inclui 130 passagens que permitem a travessia segura para a vida selvagem.

Requisitos

As emissões têm impulsionado o desenvolvimento de máquinas nos últimos anos. Este é um foco chave para Benninghoven, e esse compromisso levou a enormes melhorias em nosso portfólio de produtos.

Entre os avanços da empresa está a aplicação de asfalto a baixa temperatura, que embora não seja nova - os ensaios do processo começaram na década de 1990 - como o equilíbrio dos níveis COâ‚‚, a conservação de recursos e a redução do uso de energia tornaram-se o foco das autoridades de construção de estradas hoje, o asfalto a baixa temperatura está na boca de todos.

O asfalto de baixa temperatura é uma mistura que requer uma temperatura de produção entre 110° e 130°. Asfaltos quentes, por outro lado, são produzidos a uma faixa de temperatura entre 140° e 180°, embora 160° com betume quente como aglutinante seja o mais comum. A vantagem? A produção e o processamento de misturas a baixa temperatura podem ser realizados quase como seria feito da maneira convencional.

Segundo a Associação Alemã de Asfalto, uma redução de temperatura de apenas 30 °C economiza 0,9 l de óleo combustível (ou combustível equivalente) por tonelada de asfalto acabado; uma produção diária de 2.000 t de mistura economiza assim 1.800 l de óleo ou até três quartos do consumo anual de energia para aquecimento de uma casa. A redução das emissões em COâ‚‚ é de 6.000 kg por dia.

Ganhando terreno na região

Um equipamento que está ganhando terreno na América Latina é a usina de asfalto contínuo Lintec CDP5001M, que graças a seu fácil transporte, alta produção e design compacto, está se tornando uma escolha popular para empreiteiros.

“Clientes em toda a América Latina estão mostrando interesse na usina de asfalto CDP5001M, e atualmente temos usinas em operação no Brasil, Guatemala e México, entre outras. O feedback que recebemos dos clientes é que eles gostam de sua facilidade de instalação, especialmente para projetos rodoviários de curto prazo ou trabalhos em que seja necessário mudá-lo regularmente. Além disso, porque construímos o CDP5001M localmente no Brasil, ele reduz significativamente os custos logísticos para os clientes”, explica Isidro Garcia Corcoles, gerente de vendas para América Latina, Espanha e Portugal da Lintec & Linnhoff.

Um projeto que recentemente aproveitou a produtividade e a eficiência da usina de asfalto CDP5001M é uma iniciativa para reparar estradas de asfalto na cidade de Guadalajara, México, onde o distribuidor local Tracsa forneceu duas usinas para um programa de trabalho de 12 meses.

O programa rodoviário de Guadalajara era relativamente pequeno, portanto a usina de asfalto CDP5001M proporcionou o tipo de agilidade e flexibilidade que outras usinas não conseguem. “O cliente neste trabalho adorou a rapidez com que se instalaram no início e embalaram no final, bem como a alta qualidade e a produtividade econômica no meio”, diz o executivo.

Outro projeto com uma usina de mistura asfáltica contínua Lintec CDP5001M é o projeto Carretera Tramo III na Guatemala. Aqui, a unidade está trabalhando na etapa Carretera Tramo III, que liga La Libertad - Río Copón - Asención Copón e San Juan Chactela. Instalada em 2020, a usina está fornecendo asfalto de alta qualidade para o projeto durante um período de três anos.

A usina de mistura de asfalto CDP5001M tem uma capacidade de produção de 30-50 toneladas de mistura de asfalto quente por hora e é totalmente automatizada, com um sistema de controle que permite ao operador gerenciar todas as funções a partir do interior da cabine de controle. Ele também oferece acesso remoto, para que os gerentes possam monitorar o progresso do projeto, solucionar problemas e acionar atualizações do programa a partir de um local separado.

Outras características do CDP5001M incluem um secador de tambor contra-fluxo, queimador automático e um misturador externo para ajudar a produzir uma mistura asfáltica mais homogênea.

Caminho para o futuro

Não há dúvida de que as fontes alternativas de energia (seja elétrica, hidrogênio, célula de combustível ou outra) e a autonomia são amplamente consideradas no setor como duas das maiores mudanças que o setor verá até 2030.

Com relação às máquinas autônomas para a construção de estradas, a realidade é que poderia haver uma ou duas dessas máquinas operando em um ambiente muito específico realizando uma tarefa muito específica nos próximos anos, no entanto, a adoção em massa será sobre o aumento dos níveis de assistência nessas máquinas para ajudar os operadores menos qualificados a serem tão eficazes quanto os operadores qualificados.

Este é um ponto-chave: o maior benefício que a autonomia proporciona (por enquanto, pelo menos) é fornecer assistência ao operador, para fazer com que os operadores façam melhor seu trabalho. A tão divulgada escassez de habilidades só torna esta importância ainda maior.

Independentemente do acima exposto, novos equipamentos autônomos interessantes já estão em exposição. Apresentado pela primeira vez na exposição Bauma na Alemanha em 2019 como um estudo tecnológico, o protótipo Robomag BW154 do rolo tandem autônomo BW154 da Bomag, é um bom exemplo. O ‘operador’ da máquina usa um computador laptop (ou desktop) para definir uma área que requer rolamento. Uma vez concluído, o rolo utiliza sensores GPS para garantir que permaneça dentro do perímetro de operação e opere de forma autônoma até que toda a área seja compactada.

Além de carregar os parâmetros de geofence, o operador simplesmente seleciona a espessura da camada necessária. A tecnologia integrada da Bomag (Gerente de Asfalto) mede a rigidez do material e ajusta a amplitude de acordo com a rigidez do material para alcançar a compactação ideal com menos passagens por ponto para alcançar os resultados desejados.

Uma das coisas chave com inteligência artificial, que potencializa a automação, é que quanto mais máquinas e softwares autônomos tomam decisões, mais dados eles coletam e mais inteligentes eles se tornam. Isto significa que, no futuro, todo o processo de construção de estradas, desde a apresentação da proposta inicial, poderia ser automatizado.

SKY MIRROR
XCMG lançou uma nova série de produtos sob a marca ‘Sky Mirror’, que se concentram no campo da construção de pavimentos asfálticos de alta qualidade. As cinco categorias de produtos em que a marca lançará equipamentos são: usina de asfalto, fresadora, motoniveladora, pavimentadora e rolo.

Sky Mirror visa facilitar a construção e manutenção de estradas de alta qualidade com soluções e produtos embalados, cobrindo a tecnologia de frota de construção não tripulada para tornar os ambientes de trabalho mais seguros e reduzir os custos de mão-de-obra e o tempo de construção.

De acordo com XCMG, a marca está focada em “cobrir todo o conjunto de estradas de construção de alta qualidade e não tripuladas”.

Pavimentadora ‘to go’

Nem todos os projetos rodoviários são grandes, novas estruturas. Uma parte fundamental é a manutenção adequada que é feita sobre ela. A este respeito, a Mazio destaca sua pavimentadora de derrapagem montada sobre esteiras, que de acordo com a marca é ideal para remendos de asfalto e pavimentação de estradas, caminhos, ciclovias, estacionamentos, caminhos de acesso e valas de utilidades.

Sua tremonha tem uma capacidade de 1,4 m3, que recebe material asfáltico diretamente do caminhão de transporte, permitindo o carregamento frontal ou lateral, e o alimenta automaticamente em um trado de 200 mm, permitindo uma largura de pavimentação de até 1,9 metros a uma velocidade de 25 metros por minuto. O SKID pode ser instalado em qualquer tipo de carregadeira de direção deslizante ISO 24410.

A unidade trabalha com asfalto misturado quente ou frio, pavimentando espessuras de asfalto de 5 cm a 25 cm. Aquecedores a gás propano líquido mantêm o material a 140°.

A pavimentadora SKID de 711 kg possui uma placa adaptadora, uma caixa de painel de controle e controle remoto, uma broca, um sistema de nivelamento automático, um sistema de aquecimento da mesa e um vibrador opcional. A tremonha se abre em duas larguras para maior versatilidade e se dobra plana para facilitar o transporte. A máquina também espalha areia, cascalho e pedras, e concreto em camadas planas, aumentando sua versatilidade no canteiro de obras.

NAVAL

Monitor Digital - RJ   20/05/2022

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) anunciou um projeto que visa a implantação de mais um terminal para exportação de granel sólido mineral no Porto de Itaguaí. O novo empreendimento, que será implantado em uma área de 312.514m², vai receber R$ 3 bilhões em investimentos e aumentar a capacidade de escoamento de minério de ferro pelo porto em cerca de 30 milhões de toneladas por ano.

Um especialista no assunto, que preferiu não divulgar o nome, disse ao Monitor Mercantil que a notícia é péssima para Estado do Rio de Janeiro: “Essas atividades são extremamente poluidoras, e já temos alguns terminais de minério na Baía de Sepetiba com licenças ambientais vencidas. Há operações de minério também para Ternium – que ao menos transforma em aço – CSN e Porto do Sudeste.

“Ser corredor de exportação de commodities produzidas em outros estados”, prossegue, “é um retrocesso, pois não gera empregos e não agrega nada à economia fluminense, não paga impostos como ICMS, e as empresas ainda colocam o endereço fiscal fora do estado onde está a mina, não impactando a transferência de impostos federais e em nosso PIB. Ficamos basicamente com a poeira e a poluição e míseras contribuições de royalties da mineração.”

O especialista acrescenta que “nossos portos de vocação para indústrias e serviços, como Itaguaí e Açu, se tornam meros corredores para outros estados, e isso sim impacta o meio ambiente marinho daquela bela Baía de Sepetiba”.

A Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA/MInfra) tem conduzido o projeto como prioritário, segundo o coordenador-geral de Modelagem de Arrendamentos Portuários da SNPTA, Alessandro Marques: “Existe uma expectativa de que, ainda no 1° semestre de 2022, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos qualificará o projeto ITG-02 [como é denominado o terminal] como prioridade nacional”. A meta da SNPTA é publicar o edital de licitação no último bimestre deste ano, com realização do leilão no primeiro trimestre de 2023. O início das operações está previsto para 2028.

Portos e Navios - SP   20/05/2022

Os portos do Paraná preveem receber, nos próximos dois anos, cerca de R$ 2,3 bilhões em obras. Além dos investimentos que chegam com a atração de novos negócios, o governo do estado, através da empresa pública que administra os terminais de Paranaguá e Antonina, vai aplicar R$ 678 milhões até 2024.

De 2019 até 2021, foram aplicados mais de R$ 437 milhões nos portos paranaenses. Neste ano, as obras em andamento já somam R$ 77,67 milhões, em recursos próprios. O investimento previsto para os projetos futuros inclui, além dos recursos públicos, cerca de R$ 1,61 bilhão da iniciativa privada, decorrentes de novos contratos de arrendamentos de áreas.

Entre esses, está o estudo de modelagem e a execução das obras de otimização do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá, incluindo a construção (em duas etapas) do Píer em “T”, com quatro novos berços para o escoamento dos granéis vegetais.

O projeto básico já foi finalizado e prevê capacidade de embarque de 32 mil toneladas, por hora, em oito linhas integradas.

Também do lado leste do cais, o “Moegão” vai centralizar as descargas ferroviárias e receber até 180 vagões simultâneos, em três linhas independentes e 11 terminais interligados.

O investimento externo, estimado para essa etapa, é de cerca de R$ 514 milhões, para a implantação das obras civis, eletromecânicas, ferroviárias e rodoviárias de todo o complexo. Em recursos próprios, serão quase R$ 500 milhões.

Valor - SP   20/05/2022

Passagem registrou aumento de 18% no deslocamento de navios em abril e está sentindo os efeitos da política de "covid zero" da China

Os gargalos de transporte global que abalaram indústrias e consumidores na era da pandemia ficaram evidentes para os políticos, economistas e investidores reunidos para um fórum econômico latino-americano no Panamá na quarta-feira.

Havia 101 navios esperando para fazer a viagem de 64 km através do Canal do Panamá na quarta-feira, seis a mais que a média até agora este ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O canal teve quantidades recordes de carga passando por suas eclusas em seu ano fiscal mais recente, à medida que a flexibilização das restrições comerciais entre China e EUA abriram o mercado para grãos, carne suína e gás natural liquefeito.

Uma expansão de US$ 5,25 bilhões inaugurada em 2016 permite que navios maiores da Ásia cheguem mais facilmente à costa leste americana e evitem os congestionamentos persistentes nos portos da Califórnia.

Navios porta-contêineres estão enfrentando congestionamentos em portos e passagens marítimas em todo o mundo — Foto: Gerard Bottino/Newscom

As importações de produtos asiáticas para a costa oeste dos EUA caíram 3,4% no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, enquanto o número de mercadorias que entram na costa leste subiu 12,9%, de acordo com a plataforma de análise do mercado de frete Xeneta. Os embarques pela costa do Golfo do México subiram 31,1%.

Os efeitos em cascata dos lockdowns chineses estão começando a ser sentidos. Após os navios que se deslocam pelo canal aumentarem 18% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado, este mês o canal observa um efeito retardado da política "covid zero" de Pequim, disse o chefe da Autoridade do Canal do Panamá, Ricaurte Vasquez, em entrevista durante o evento.

“Talvez o ritmo seja diferente e talvez a origem e o destino mudem um pouco, mas uma vez normalizado o lockdown, pode-se antecipar que os pedidos fluirão e os produtos sairão”, disse ele.

Mas assim que as fábricas na China aprenderem a conviver com a covid, a situação deve se estabilizar, disse Vasquez. Desde que a retomada seja gradual, o transporte poderá se adaptar, com o mercado ainda “muito forte em termos de disponibilidade de navios”.

(Colaboraram Carolina Millan e Juan Pablo Spinetto)

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   20/05/2022

Há muito afirma-se que a definição de insanidade é fazer a mesma coisa, repetidamente, esperando um resultado diferente. Segundo esta definição, seremos pessoas alienadas da realidade se seguirmos aceitando o que a indústria petrolífera e o movimento ambientalista continuam nos dizendo repetidamente e esperando algum resultado diferente.

Os ambientalistas insistem em dizer que, em razão de os preços da energia eólica e solar serem agora tão baratos quanto, ou mais baratos que os preços dos combustíveis fósseis, eles venceram a guerra da energia. E fim de jogo: bem-vindos ao planeta verde.

Já as empresas petrolíferas dizem – como têm dito em crises de energia anteriores, desde 1973 – que a única resposta para a atual crise é a mesma que elas têm dado nos últimos 49 anos: perfure mais, extraia mais, baby. Bem-vindos à realidade.

Porque nossa continuada dependência em relação aos combustíveis fósseis alimenta a petroditadura de Vladimir Putin e cria uma situação em que o Ocidente está patrocinando ambos os lados da guerra. Os EUA financiam a ajuda militar à Ucrânia com os dólares dos impostos e aliados financiam as Forças Armadas de Putin comprando petróleo e gás natural exportados pela Rússia.

Se esta não for a definição de insanidade, não sei qual poderia ser. Mas não se iluda: esses pecados do movimento ambiental e da indústria petrolífera não são iguais. Os verdes estão tentando consertar um problema real, que ameaça o planeta verdadeiramente, mesmo que sua ambição exceda seu entendimento.

As empresas de petróleo e carvão sabem que sua atividade é incompatível com um meio ambiente estável e sadio. Sim, elas estão corretas ao afirmar que sem elas a atual economia global não existiria. Mas a não ser que elas usem seus imensos talentos em engenharia para se transformar em empresas de energia – e não permanecer apenas empresas de combustíveis fósseis – nenhum tipo de economia sobreviverá no futuro.

Consideremos ambas as posições. Por tempo demais, ambientalistas demais trataram a necessária e urgente transição que precisamos operar entre os combustíveis fósseis e as fontes renováveis de energia como se isso fosse tão simples quanto apertar um botão: simplesmente livrem-se do petróleo, da gasolina, do carvão e da energia nuclear – e façam isso agora. Como se não fosse necessário acionar mecanismos de transição, fontes limpas de energia e incentivos de mercado necessários para operar tamanha transformação no nosso sistema de energia.

Como a Alemanha, em 2011, que subitamente decidiu desativar, após o acidente em Fukushima, seus 17 reatores nucleares relativamente limpos e confiáveis, que forneciam 25% da eletricidade consumida no país. Isso apesar de a Alemanha não estar nem perto de contar com energia solar, eólica, geotérmica ou hidrelétrica suficiente para substituir aquela energia nuclear. O país passou a queimar mais carvão e gás.

Um estudo de 2019, elaborado para o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA, constatou que, na Alemanha, “a perda na produção de eletricidade causada pelos desligamentos foi substituída principalmente por queima de carvão e importações de eletricidade bruta. O custo social dessa transição da energia nuclear para a produzida pela queima do carvão é de aproximadamente US$ 12 bilhões por ano. Mais de 70% desse custo decorre do risco de mortalidade associado à exposição local à poluição atmosférica emitida pela queima de combustíveis fósseis”.

A União Europeia está elaborando um plano para pôr fim à sua dependência do petróleo e do gás produzidos na Rússia até 2027, mas enquanto isso um Putin sorridente vai ao banco. Conforme noticiou a CNN em abril, citando um relatório do Centro para Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo: “O lucro dos russos com exportações de petróleo para a UE foi às alturas durante os primeiros dois meses da invasão à Ucrânia” – atingiu US$ 46,3 bilhões. Esse montante equivale a mais do que o dobro do valor pago pela UE na energia que o bloco importou da Rússia no mesmo período de dois meses do ano anterior.

Isso não ocorreu porque o volume de importações da UE dobrou. Preços mais altos de petróleo e gás foram responsáveis pela maior parte desse aumento. Em outras palavras, Putin começa uma guerra que gera instabilidade, que aumenta os preços do petróleo, e então consegue o dobro de dinheiro exportando aproximadamente a mesma quantidade de petróleo.

Ainda que a Alemanha tenha prescindido da energia nuclear antes de ter uma rede segura e suficiente de alternativas limpas, pelo menos o país está empreendendo uma jornada séria e definidora nesse sentido. Na realidade, o mundo inteiro está em dívida com a Alemanha, em razão de o país ter feito baixar os preços de painéis solares e turbinas eólicas por meio de subsídios e incentivos fiscais que criou. Na Alemanha, turbinas eólicas, painéis solares e outras fontes renováveis de energia atenderam 54% do consumo de eletricidade em janeiro e fevereiro deste ano – o que é fantástico. Em 2021, fontes renováveis atenderam apenas 12% do consumo total de energia nos EUA.

Mas, atualmente, o delírio mais importante do movimento ambientalista – do qual sou membro orgulhoso, apesar de rabugento – é dizer a si mesmo que, em razão dos preços das tecnologias de geração e energia eólica e solar terem caído tanto, ao ponto de serem capazes de substituir a queima de carvão e gás na maioria das economias, com frequência sem nenhum tipo de subsídio, o jogo acabou para os combustíveis fósseis. Quisera eu. O preço é só um lado da moeda.

Se você não for capaz de instalar linhas de transmissão – para levar a energia solar ou eólica dos vastos espaços abertos onde essa eletricidade é gerada até os grandes centros urbanos onde ela se faz necessária – e não for capaz de destinar mais terras para instalar campos de geração de energia solar e eólica na escala que precisa para substituir carvão, gás ou reatores nucleares, pouco importa que suas fontes renováveis sejam mais baratas com base numa relação quilowatt por hora.

E atualmente transmissão é um problema enorme nos EUA e na Europa, onde muitas pessoas não querem fazendas eólicas, campos de painéis solares, linhas de transmissão – nem gasodutos – em seus quintais.

Contrapartidas

Philip Anschutz, um bilionário conservador de 82 anos que fez fortuna extraindo petróleo, “tem tentado ao longo de uma década construir uma linha de transmissão potencialmente lucrativa, orçada em US$ 3 bilhões, chamada TransWest Express, que conectaria sua gigantesca nova fazenda eólica no Wyoming ao sudoeste dos EUA. Esse sistema seria capaz de abastecer de energia renovável 2 milhões de clientes”, noticiou a Bloomberg no mês passado. “Os EUA precisam de milhares de quilômetros de novas linhas de transmissão para levar energia eólica e solar das pradarias e desertos até as cidades na transição para evitar os combustíveis fósseis.”

Anschutz, acrescentou a reportagem, “passou anos colecionando centenas de licenças de governos locais e proprietários de terras ao longo da rota”. Ele garantiu todo o trajeto, exceto um trecho – através do Cross Mountain Ranch, no Colorado, que não quer ver sua paisagem virgem recortada pelas linhas de transmissão. Portanto, atualmente, “após 17 anos do início do projeto, nenhum único cabo foi pendurado”.

Perdoem-me, eu não queria que fosse assim, mas não existe nenhum caminho imaculado entre a energia suja e a energia limpa. Este caminho é pavimentado com contrapartidas cruéis. Escolha o seu veneno, mas cresça.

Enquanto isso, desde o embargo árabe sobre o petróleo, em 1973, as grandes empresas petrolíferas dizem basicamente a mesma coisa a cada crise: Claro, precisamos de mais energia limpa, mas vocês têm de entender – ela não atende à escala da demanda; neste momento, estamos numa situação de emergência, então precisamos simplesmente extrair mais. Estamos ouvindo esta mesma ladainha hoje e, por este motivo, corremos o risco de desperdiçar mais uma crise do petróleo sem romper nossa dependência em relação aos combustíveis fósseis.

Mas é melhor as empresas petrolíferas tomarem cuidado, pois desta vez a coisa pode ser diferente, graças a mais consumidores preferindo carros elétricos e mais indústrias sendo forçadas por consumidores e funcionários a se descarbonizar rapidamente.

Recentemente, a McKinsey publicou seu relatório 2022 Global Energy Perspective, concluindo que: “Enquanto o mundo se volta para recursos de baixa emissão de carbono, a demanda global por eletricidade poderia triplicar até 2050, e a demanda por combustíveis fósseis poderia atingir um pico já em 2023 – em razão principalmente do aumento na utilização de veículos elétricos”.

Jogo empatado: tanto os ambientalistas quando os produtores de energia suja precisam cair na real. Os verdes precisam melhorar seu planejamento de logística. “Isso significa triplicar índices de instalação solar, duplicar as linhas de transmissão de longa distância, fazer de tudo para acelerar a transição para os carros elétricos e começar a disponibilizar hidrogênio renovável para a indústria”, afirmou Hal Harvey, diretor executivo da Energy Innovation, que ajuda empresas e países a realizar a transição para a energia limpa. As empresas de combustíveis fósseis, disse-me Harvey, “precisam mudar seus modelos de negócios para se tornarem compatíveis com a vida na Terra – enquanto ainda têm chance”.

Para as empresas petrolíferas com acesso a grandes jazidas de gás natural – necessárias nessa transição, pois o gás é mais limpo que o carvão – isso significa apelar para esses reservatórios, mas fazer isso de uma maneira que zere a emissão de metano; do contrário o gás se torna tão nocivo quanto o carvão. Mas isso também significa pensar muito mais seriamente a respeito da maneira como empresas de combustíveis fósseis podem fazer verdadeiramente a transição para se tornarem “empresas de energia”, não apenas empresas petrolíferas, para que, então, elas possam se valer de seus impressionantes quadros de talentos em engenharia para formular mais soluções de energia capazes de salvar o planeta, não superaquecê-lo.

A Idade da Pedra, como se diz, não acabou porque ficamos sem pedras. E a era do petróleo não acabará porque ficaremos sem petróleo, acabará com milhões de barris ainda no subsolo, pois transformamos o uso do petróleo nos transportes em algo obsoleto. As empresas petrolíferas sérias se anteciparão a isso. Petroditadores sérios serão derrubados por isso. E temos de fazer isso acontecer o quanto antes.

Jornal de Brasília - DF   20/05/2022

A China está em negociações com a Rússia para a compra de petróleo, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pela agência de notícias Bloomberg. O objetivo de Pequim seria aumentar os seus estoques de reservas com petróleo russo barato.

De acordo com a publicação, as discussões entre os dois países ocorrem a nível governamental, com envolvimento limitado de empresas petrolíferas. O volume de petróleo negociado não foi informado e também não há garantia de que um acordo seja assinado.

Tanto a China quanto a Índia continuaram comprando os suprimentos da Rússia, mesmo depois de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e países do Ocidente, em retaliação à invasão promovida pelo Kremlin à Ucrânia em fevereiro.

Os membros da União Europeia estão negociando a imposição de um embargo ao petróleo russo por causa da invasão da Ucrânia, mas as conversações fracassaram esta semana por causa de um veto da Hungria, que depende fortemente das importações de petróleo russo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou como “suicídio econômico” a política energética dos países da União Europeia em um momento em que o bloco debate embargos ao petróleo e gás. “Este auto de fé econômico, este suicídio, é um assunto interno dos países europeus. Devemos agir de forma pragmática e com base em nossos próprios interesses econômicos”, disse Putin durante uma reunião por teleconferência sobre a indústria petrolífera russa.

A Rússia está enfrentando um declínio na produção de petróleo não visto desde o colapso da União Soviética por causa das sanções ocidentais, que complicam muito a venda do petróleo russo em todo o mundo.

Valor - SP   20/05/2022

O contrato do petróleo Brent para julho fechou em alta de 2,68%, a US$ 112,04 por barril, enquanto o do petróleo americano WTI para o mesmo mês avançou 2,66%, a US$ 109,89 por barril

Os preços do petróleo terminaram em alta superior a 2,5%, após apagarem a queda observada pela manhã, interrompendo uma sequência de duas sessões seguidas no vermelho. A volatilidade na sessão foi marcada pela incerteza em relação às condições do mercado, em meio às preocupações com a oferta global apertada e os riscos da desaceleração econômica global sobre a demanda. O avanço acabou sendo alimentado por um dólar muito fraco no exterior.

No fim da sessão, os preços dos contratos para julho do Brent, a referência global, fecharam em alta de 2,68%, a US$ 112,04 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para o mesmo mês do WTI, a referência americana, subiram 2,66%, a US$ 109,89 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Os investidores seguem preocupados com as implicações da inflação elevada e da política monetária mais apertada no crescimento da economia mundial, ao mesmo tempo em que avaliam as condições de oferta, diante da possibilidade de novas sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia.

No caso dos Estados Unidos, ontem dados do estoque de petróleo mostraram um recuo na semana passada. Seria mais um sinal de que, mesmo com a liberação de reservas, o mercado continua apertado.

O banco ING, em nota sobre a expansão da produção nos EUA, diz que, embora as refinarias tenham algum espaço para aumentar o trabalho, a demanda por gasolina deve aumentar. “O que sugere que veremos mais aperto no mercado de gasolina dos EUA. Nesse caso, provavelmente veremos mais pressão sobre o governo dos EUA para tentar controlar os preços da gasolina.”

Diante desse cenário, o dólar segue enfraquecido na sessão desta quinta-feira. Hoje, perto das 16h15, o índice DXY, que mede o peso do dólar ante seis moedas de mercados desenvolvidos, operava em queda de 1,02%, a 102,748 pontos.

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

contato@inda.org.br

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP