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20 de Abril de 2022

INDA

IstoÉ Online - SP   20/04/2022

As compras dos distribuidores de aço subiram 1,7% em março, na comparação com o mesmo mês de 2021, para 345,9 mil toneladas. Em relação a fevereiro, as compras registraram alta de 17,7%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 19, pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

As vendas de aços planos em março contabilizaram alta de 17,7% ante março do ano passado, para 382,9 mil toneladas. Ante fevereiro deste ano foi registrada alta de 27,3%.

Em número absoluto, o estoque de março obteve queda de 4,6% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 774,3 mil toneladas contra 811,3 mil. O giro de estoque fechou em dois meses.

As importações encerraram o mês de março com queda de 17,3% em relação ao mês anterior, com volume total de 125,3 mil toneladas contra 151,5 mil. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior (140,4 mil toneladas), as importações registraram queda de 10,8%.

Para abril de 2022, a expectativa da rede associada é de que as compras tenham uma queda de 5% e as vendas uma queda de 15% em relação ao mês de março.

Diário do Comércio - MG   20/04/2022

Após forte alta de 27,3% nas vendas das distribuidoras de aço planos em março, frente a fevereiro, o setor espera uma queda de 15% em abril.

De acordo com o  Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), a alta expressiva foi resultado da antecipação de compras, já que em abril entraram em vigor novos preços nas usinas siderúrgicas, que implantaram reajustes de até 20%.

Em relação às compras, a alta foi de 17,7% na comparação com fevereiro, chegando a um volume total de 345,9 mil toneladas. Com compras menores que as vendas, os estoques estão baixos e suficientes para apenas dois meses. Isso fará com que o índice de queda nas compras em abril, frente a março, fique em apenas 5%.

Em relação aos preços, os mesmos seguem firmes e sem tendências de descontos por parte das usinas siderúrgicas. Resultado da guerra entre Ucrânia e Rússia que compromete o fornecimento de produtos siderúrgicos destes países, elevando a demanda pelos produtos brasileiros.

TC - SP   20/04/2022

As exportações de aço de 2022 devem superar os níveis do ano passado, em meio ao desabastecimento pela guerra entre Rússia e Ucrânia, afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, Carlos Loureiro, em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

O comércio de aços planos para outros países teve alta mensal de 13,67% em março, para 961 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, embarcando em uma tendência que deve se repetir ao longo de 2022, de acordo com o Inda.

Outro efeito da guerra na Ucrânia é a alta do aço, especialmente na Europa. O preço de laminados a quente na Europa subiu cerca 50% no ano, a US$1.567 por tonelada, ultrapassando preços praticados nos Estados Unidos pela primeira vez em quase 30 anos, tempo em que o Inda acompanha as cotações. Nos EUA, os laminados a quente sobem 10,28% na mesma base, tendo registrado US$1.469 por tonelada em março.

Neste cenário, as vendas de aço no Brasil subiram 27,3% ante fevereiro, para 382,9 mil toneladas, “refletindo a antecipação de compras pelo mercado, que antevê novos aumentos de preço”, avaliou Loureiro. Para abril, o Inda projeta queda mensal de 15% nas vendas de aço, posta a forte base comparativa com o último mês, apesar de “não haver perspectiva de queda nos preços siderúrgicos do Brasil”.

Em março, o estoque dos distribuidores de aço recuou 4,6% mensalmente, atingindo 774,3 mil toneladas e com giro em dois meses. Já as importações recuaram 17,3% na mesma base, totalizando 123,5 mil toneladas.

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   20/04/2022

Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Singapura caíram nesta terça-feira (19), revertendo os ganhos obtidos no início da sessão, depois que um porta-voz do governo chinês disse que o país continuará reduzindo a produção de aço neste ano.

Além das preocupações com o cenário para a demanda pela principal matéria-prima siderúrgica, o centro de produção de aço da China, Tangshan, implementou outra rodada de lockdowns contra Covid-19 em quatro distritos por pelo menos três dias a partir de terça-feira, disse o governo local em comunicado.

O contrato de minério de ferro mais negociado para setembro na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações diurnas em queda de 3,3%, a 887 iuanes (US$ 139,18) a tonelada, depois de atingir uma alta de duas semanas de 942 iuanes no início da sessão.

Na Bolsa de Singapura, o contrato mais ativo de maio caiu 2,3%, a US$ 151,35 a tonelada.

A China reduzirá a produção de aço bruto neste ano, após já ter realizado um corte em 2021, em linha com sua meta de controlar as emissões de carbono, disse um porta-voz do planejador estatal da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

As expectativas de novas medidas de apoio à segunda maior economia do mundo, que enfrenta riscos de uma forte desaceleração devido aos lockdowns e ventos contrários causados pela guerra na Ucrânia, elevaram os preços do minério de ferro de Dalian em mais de 30% este ano.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai caiu 0,4%, enquanto a bobina laminada a quente terminou a sessão estável. O aço inoxidável subiu 3%.

O carvão de coque de Dalian caiu 4,4% e o coque recuou 3,2%.

Brasil Mineral - SP   20/04/2022

Em 2023, a demanda por aço terá crescimento adicional de 2,2% para atingir 1.881,4 milhões de toneladas.

A worldsteel divulgou recentemente o Short Range Outlook (SRO) para 2022 e 2023, no qual prevê que a demanda por aço crescerá 0,4% neste ano, atingindo 1.840,2 milhões de toneladas após um aumento de 2,7% em 2021. Em 2023, a demanda por aço terá crescimento adicional de 2,2% para atingir 1.881,4 milhões de toneladas. A previsão atual é feita no contexto da guerra na Ucrânia e está sujeita a alta incerteza.

Comentando sobre as perspectivas, Máximo Vedoya, presidente do Comitê de Economia da worldsteel, disse: “Esta Perspectiva de Curto Prazo é emitida à sombra da tragédia humana e econômica após a invasão russa da Ucrânia. Desejamos um fim tão rápido e pacífico para esta guerra quanto possível. Em 2021, a recuperação do choque da pandemia acabou sendo mais forte do que o esperado em muitas regiões, apesar dos problemas contínuos da cadeia de suprimentos e das ondas de COVID. No entanto, uma desaceleração mais acentuada do que o previsto na China levou a um menor crescimento da demanda global de aço em 2021. Para este ano e 2023, as perspectivas são altamente incertas. A expectativa de uma recuperação contínua e estável da pandemia foi abalada pela guerra na Ucrânia e pelo aumento da inflação”.

O impacto do conflito Rússia x Ucrânia varia entre as regiões, dependendo de seu comércio direto e exposição financeira aos dois países. Entretanto, há um efeito imediato na Ucrânia, consequências para a Rússia e grande impacto na União Europeia devido à sua dependência da energia russa e sua proximidade geográfica com a área de conflito. O impacto também será sentido globalmente por meio de preços mais altos de energia e commodities – especialmente matérias-primas para a produção de aço – e interrupções contínuas na cadeia de suprimentos, que incomodavam a indústria siderúrgica global mesmo antes da guerra. Além disso, a volatilidade do mercado financeiro e o aumento da incerteza prejudicarão o investimento.

Os efeitos do conflito e o baixo crescimento da China apontam para expectativas de crescimento reduzidas para a demanda global de aço em 2022. Há mais riscos negativos decorrentes do aumento contínuo de infecções por vírus em algumas partes do mundo, especialmente na China, e aumento das taxas de juros.

As perspectivas para 2023 são altamente incertas e a previsão da worldsteel pressupõe um término do conflito entre os dois países ao fim no decorrer de 2022, mas que as sanções à Rússia permanecerão em grande parte. Além disso, a situação geopolítica em torno da Ucrânia apresenta implicações significativas de longo prazo para a indústria siderúrgica global, como um possível reajuste nos fluxos comerciais globais, uma mudança no comércio de energia e seu impacto nas transições energéticas e a reconfiguração contínua das cadeias de suprimentos globais.

Na China, a demanda por aço teve uma grande queda em 2021 devido às duras medidas do governo sobre incorporadoras imobiliárias. A expectativa é que em 2022 esta demanda permaneça estável à medida que o governo tenta aumentar o investimento em infraestrutura e estabilizar o mercado imobiliário. Os estímulos injetados em 2022 provavelmente sustentarão um pequeno crescimento positivo na demanda por aço em 2023. Há potencial de alta de medidas de estímulo mais substanciais, o que é provável se a economia enfrentar mais desafios do ambiente externo em deterioração.

Apesar das ondas esporádicas de infecção por COVID e das restrições da cadeia de suprimentos do setor manufatureiro, a demanda por aço se recuperou fortemente em 2021, especialmente na União Europeia e Estados Unidos. No entanto, as perspectivas para 2022 enfraqueceram devido à pressão inflacionária, que é ainda mais reforçada pelos eventos em torno da Ucrânia. O impacto da guerra será particularmente pronunciado no bloco europeu devido à sua alta dependência da energia russa e dos fluxos de refugiados. A demanda por aço no mundo desenvolvido deverá aumentar 1,1% e 2,4% em 2022 e 2023, respectivamente, após uma recuperação de 16,5% em 2021.

Nas economias em desenvolvimento, a recuperação da pandemia enfrentou mais desafios com o impacto contínuo da pandemia e o aumento da inflação, o que levou a um ciclo de aperto monetário em muitas economias emergentes. Depois de cair 7,7% em 2020, a demanda por aço no mundo em desenvolvimento, excluindo a China, cresceu 10,7% em 2021, um pouco menos do que nossa previsão anterior. Em 2022 e 2023, as economias emergentes, excluindo a China, continuarão a enfrentar desafios do agravamento do ambiente externo, da guerra Rússia-Ucrânia e do aperto monetário dos EUA, levando a um baixo crescimento de 0,5% em 2022 e 4,5% em 2023.

A atividade de construção global continuou a se recuperar dos bloqueios para registrar um crescimento de 3,4%, apesar de uma contração na China em 2021. A recuperação foi impulsionada por um impulso de infraestrutura como parte de programas de recuperação em muitos países, e esses investimentos relacionados à transição energética serão provavelmente o que impulsionará o crescimento do setor de construção nos próximos anos. No entanto, o setor da construção enfrenta alguns ventos contrários devido ao aumento dos custos e das taxas de juros. Dentre os setores, a recuperação da indústria automobilística global em 2021 foi fraca, pois os gargalos da cadeia de suprimentos interromperam o ritmo de recuperação no segundo semestre daquele ano. A guerra na Ucrânia provavelmente atrasará qualquer retorno ao normal dos problemas da cadeia de suprimentos, especialmente na Europa. 

Apesar da queda na produção global de automóveis, o segmento de veículos elétricos cresceu exponencialmente durante a pandemia. As vendas globais de EVs em 2021 atingiram 6,6 milhões de unidades, quase dobrando em relação a 2020. A participação de EVs nas vendas totais de carros aumentou de 2,49% em 2019 para 8,57% em 2021.

Brasil Mineral - SP   20/04/2022

Mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados.

Segundo pesquisa mensal realizada pela S&P Global Commodity Insights junto a produtores, distribuidores, traders e consumidores finais brasileiros entre o final de março e início de abril, o índice de evolução dos preços do aço acabado no Brasil ficou em 80 pontos – estável em relação a março – influenciado por 76% dos respondentes que esperam por ajustes adicionais. O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos. Os dados acima desse valor indicam expectativa de aumento, e abaixo indicam expectativa de queda na comparação com o mês anterior. Uma leitura de 50 significa expectativa de estabilidade.

A maioria dos participantes do mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados, além de uma maior alocação de material para o mercado internacional. Embora os produtores mencionem a alta dos custos como o motivo dos aumentos de 15% nos preços anunciados para as tabelas de abril, os consumidores afirmaram que, além desse fator, as usinas também aumentaram a atenção e volumes para o mercado de exportação – reduzindo a oferta nacional.

A avaliação Platts para o preço da bobina laminada a quente em 14 de abril ficou em R$ 6.275/mt, ou US$ 1.335,11/mt, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa negociável de R$ 6.150-6.400/mt, enquanto o preço do vergalhão doméstico de 10 mm foi avaliado em R$ 4.900/t, ou US$ 1.042,55/t, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa de negociações de R$ 4.800-5.000/t. "As usinas estão de olho na China para evitar uma enxurrada de produtos importados", disse um participante do mercado.

Em relação aos preços das matérias-primas, cerca de 70% dos respondentes também veem os preços da sucata metálica e do carvão numa crescente ainda maior em abril, com um índice geral de 80 pontos - queda de 2,72 pontos em relação a março. Os produtores sinalizaram que tais custos permanecerão bastante elevados, com uma leitura de índice de 90. Todas as especificações de sucata ferrosa brasileira aumentaram entre 10% e 20% desde o início de abril, enquanto o carvão metalúrgico/coque importado tem sido limitado e sujeito às flutuações do mercado australiano e chinês, segundo dados verificados pela S&P Global Commodity Insights. "O frete continua pesando nas operações dos recicladores nacionais e a queda na oferta de sucata industrial - automotiva - contribui para o cenário de elevação dos preços em meio a compras firmes", disse um participante.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   20/04/2022

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma forte redução em sua estimativa para o crescimento econômico global e citou a guerra na Ucrânia, que causou "choques em série" como o principal motivo para isso.

O FMI prevê que o PIB global vá crescer 3,6% este ano, ou 0,8 ponto percentual abaixo da estimativa divulgada em janeiro, antes da guerra, de 4,4%. Para 2023, a previsão foi reduzida em 0,2 ponto percentual, também para 3,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

"A guerra é mais um fator (que contribui para o freio internacional) além dos choques em série de suprimentos que atingiu a economia global nos anos recentes. Como ondas sísmicas, seus efeitos vão se propagar por toda parte", disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, no blog da instituição.

Para o Brasil, o FMI melhorou a projeção, de 0,3% para 0,8% neste ano. O Fundo lembra que países exportadores de commodities foram beneficiados pela alta nos preços desses produtos. Mas reduziu sua estimativa de crescimento brasileiro para 2023, para 1,4%, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão anterior.

Brasil abaixo dos principais emergentes

O desempenho fica abaixo dos principais emergentes, com exceção da Rússia, cuja previsão de variação do PIB é de tombo de 8,5% em 2022, devido às sanções impostas pelo Ocidente. No caso da Ucrânia, a projeção é que a economia desabe 35%.

China e Índia devem crescer 4,4% e 8,2%, respectivamente, neste ano, menos que a projeção feita em janeiro mas ainda assim bem acima da estimativa para o PIB brasileiro. Colômbia, Argentina e Chile também vão crescer mais que o Brasil, prevê o FMI.

O impacto da agressão orquestrada pelo presidente Vladimir Putin à Ucrânia também causou aumentos acentuados nos preços das commodities, incluindo alimentos e combustível, e está fomentando tumultos e protestos em todo o mundo, do Sri Lanka ao Peru.

A Rússia é importante produtora de petróleo e de grãos e teve a produção de ambas as matérias-primas afetada com o conflito, reduzindo a oferta mundial das commodities. A Ucrânia igualmente tem relevância no cultivo de grãos.

Diante desse cenário, o FMI alertou que a alta da inflação se tornou “um perigo real” para muitas nações. Para este ano, o Fundo prevê inflação de 5,7% nas economias avançadas e 8,7% nos países emergentes e em desenvolvimento, números significativamente superiores aos projetados há alguns meses.

Mundo dividido

Espera-se que o ritmo dos aumentos de preços ao consumidor diminua para 2,5% e 6,5%, respectivamente, em cada grupo de nações em 2023.

Para o Brasil, a projeção de inflação para 2022 é de 6,7%, após o país fechar o ano passado com índice de dois dígitos. Para 2023, o aumento de preços deve ser um pouco menor, 3,5%, prevê o Fundo.

Na América Latina, Venezuela e Argentina exibem as estimativas mais altas de inflação. A primeira com impressionantes 500% e os argentinos com 48% em 2022.

O FMI também alertou que a guerra elevou significativamente o risco de fragmentaçao permanente da economia global em blocos geopolíticos, com padrões distintos de tecnologia, sistemas de pagamento interfronteiras e reservas de moedas.

"Essa 'mudança tectônica' pode causar perdas de eficiência de longo prazo, aumentar a volatilidade e representar um grande desafio para o arcabouço regulatório que governou as relações econômicas internacionais pelos últimos 75 anos", afirmou Gourinchas.

Infomoney - SP   20/04/2022

A ANBCB (Associação Nacional dos Analistas do Banco Central do Brasil) afirma que as atividades preparatórias do Copom (Comitê de Política Monetária) de maio, cuja reunião será nos dias 3 e 4, já estão afetadas, sem a atualização de boletins e dados divulgados pela autoridade monetária, como o Relatório de Mercado Focus, o fluxo cambial e as estatísticas de crédito, fiscal e do setor externo de fevereiro.

Segundo o sindicato, o Sistema Expectativas de Mercado — que alimenta o Focus — e os Indicadores Econômicos Selecionados — como o movimento de câmbio contratado — “não serão atualizados para a próxima reunião do Copom”. O Focus está sem divulgação há três semanas, enquanto o fluxo cambial pode completar quatro nesta quarta-feira (20).

Governo diz que reajuste a servidores em 2022 não está definido e que prevê R$11,7 bi para aumentos em 2023Delegados da PF convocam assembleia em protesto contra possível reajuste de 5%

Na primeira semana da greve, o Banco Central havia dito que continuava coletando as informações e que a divulgação ocorreria após o fim da greve, mas que as apresentações de conjuntura para o Copom seriam mantidas durante o movimento. Após a declaração da ANBCB, a autarquia disse que a reunião do Copom não será prejudicada pela paralisação dos servidores.

O BC diz que os dados do Relatório Focus continuarão sendo acessados, em regime de contingência, e usados pelos integrantes do comitê. “A produção das apresentações de conjuntura para o Copom é atividade essencial e, portanto, será realizada durante a paralisação”, informou em nota.

Mas no comunicado da ANBCB, o sindicato disse que “o Copom não terá acesso a informações atuais da economia brasileira sobre as estatísticas do setor externo, monetárias e de crédito e fiscais” e que “os últimos dados sobre estas estatísticas e disponíveis para o Copom são de janeiro de 2022”. “Normalmente, o Copom de maio de 2022 teria a sua disposição informações oficiais sobre estas estatísticas até março de 2022 e informações preliminares de abril de 2022”.
Departamentos afetados

A associação tem publicado boletins diários sobre o efeito da paralisação nos departamentos do BC. Na segunda-feira (18), a ANBCB disse que 60% dos servidores do Departamento de Estatísticas (Dstat), ligado à Diretoria de Política Econômica, estão em greve — incluindo chefes de subunidade, coordenadores e assessores.

“Apesar de continuar coletando informações brutas para compilar as estatísticas econômico-financeiras, os processos de compilação de estatísticas dentro do Dstat foram significativamente afetados com a operação-padrão realizada pelos servidores do departamento e estão parados com a deflagração da greve”, afirmou a ANBCB.

Além do Focus, dos indicadores selecionados e das estatísticas de crédito, fiscal e de setor externo, o sindicato afirma que os dados de reservas internacionais, divulgados diariamente às 17h, não são atualizadas desde 29 de março no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS). Da mesma forma, as intervenções líquidas do BC em moeda estrangeira não são publicadas desde 18 de março, segundo a associação.

Os servidores em greve querem recomposição salarial de 26,3% (referente à inflação de 2019 a 2022) e reestruturação de carreira (o que os servidores dizem não ter impacto no orçamento).

O Estado de S.Paulo - SP   20/04/2022

O crescimento da China de 4,8% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2022, indica que é prematuro apostar numa desaceleração mais drástica do gigante asiático à frente. O dado foi divulgado na noite de domingo.

A projeção mediana do mercado para o indicador estava em 4,1%. Livio Ribeiro, sócio da consultoria BRCG e pesquisador associado do Ibre-FGV, especializado em China, tinha previsão de 3,9%.

Ribeiro observa, de início, que, assim como no quarto trimestre de 2021, houve um descasamento entre dados econômicos de março de alta frequência e o resultado do PIB do primeiro trimestre.

Na China, ele explica, o PIB de um trimestre e esses dados de alta frequência do último mês do mesmo trimestre (com produção industrial e vendas do comércio) são divulgados simultaneamente. Dessa forma, a projeção do PIB carece de alguns dados importantes.

No caso do primeiro trimestre deste ano, porém, os indicadores antecedentes parecem não contar a mesma história do PIB. E, para entender melhor essa aparente discrepância, é preciso aguardar as aberturas das divulgações de ontem, que vão sendo liberadas no decorrer de uma semana.

Para complicar o quadro, acrescenta Ribeiro, o choque mais forte da variante ômicron, que levou a quarentenas radicais em Xangai e outras localidades da China, se deu justamente em março.

Diante de toda essa névoa, o analista destaca alguns aspectos do PIB do primeiro trimestre. Pelo lado da demanda, a contribuição principal, responsável por cerca de 70%, veio do consumo.

Segundo o analista, “esse resultado veio bastante em linha com a ideia de transição de modelo econômico, indicando talvez um retorno à realidade do que se estava discutindo antes da pandemia”.

Essa tão propalada “transição de modelo” é o esforço da China de superar a etapa de crescimento na base de exportações e investimentos maciços, para a fase por vezes mais difícil de expansão com base em consumo e serviços.

O economista nota, entretanto, que há evidência nos últimos números de descasamento entre os investimentos totais e os imobiliários, sendo que estes últimos foram fortemente tolhidos recentemente pela crise de grandes empresas do setor, como a Evergrande. Assim, pondera Ribeiro, há sinais de que a China possa ter acelerado os investimentos em infraestrutura para compensar o abalo no setor imobiliário.

Essa “saída” pelo setor de infraestrutura, turbinado pelos governos regionais tangidos pelo governo central, por outro lado, relembra o padrão chinês em momentos como a crise global de 2008-09, quando a transição de modelo foi posta de lado e jogaram-se todas as fichas na forma “tradicional” de estimular a economia chinesa.

Mas Ribeiro alerta que é equivocado imaginar que a China esteja voltando no tempo nesse sentido.

“Não é nada tão intenso quanto em eventos anteriores, estamos muito mais no terreno da sintonia fina do que naquela coisa de ‘vou pisar no acelerador a qualquer custo’”, ele diz.

Na análise do PIB chinês do primeiro trimestre pelo lado da oferta, chamou a atenção do analista o fato de que houve contribuições praticamente idênticas dos setores secundário (indústria) e terciário (serviços).

Ribeiro esperava um comportamento pior do setor terciário, em função das quarentenas e também dos serviços ligados ao setor imobiliário.

Ele nota que há dois choques principais em curso na economia chinesa – a onda da ômicron e os problemas imobiliários – cujos efeitos podem se retroalimentar. A construção civil impacta diretamente a indústria, enquanto tanto as quarentenas como a retração dos serviços imobiliários afetam o setor terciário.

Outro ponto destacado pelo analista é que, mesmo com a surpresa positiva do PIB chinês no primeiro trimestre, o país ainda está abaixo do nível de PIB em que estaria num cenário contrafactual sem pandemia, supondo a manutenção do ritmo de crescimento médio de 5,8-6% do período pós-crise financeira global até 2019.

Para Ribeiro, “algo aconteceu em 2021 que diminuiu um pouco o ímpeto do crescimento do PIB chinês”.

Com a surpresa positiva do primeiro trimestre, o economista revisou sua projeção de crescimento da China este ano de 5-5,1% para 5,3%. Este último número ainda está aquém da meta oficial de crescimento de 5,5% do governo chinês, mas já chegaria “ao redor”.

“A gente começa a voltar a uma situação em que o governo chinês ‘consegue entregar’”, ele acrescenta.

Em resumo, Ribeiro considera precipitado apostar numa desaceleração forte e problemática da economia chinesa este ano. Ele nota que o resultado do PIB no primeiro trimestre (ano contra ano) foi melhor do que o do último trimestre de 2022. É fato que a economia da China já não cresce tanto quanto no auge da arrancada das décadas mais recentes, mas não há sinais ainda de que o país esteja perdendo sua receita de sucesso.

IstoÉ Online - SP   20/04/2022

Várias instituições privadas revisaram em baixa nos últimos dias suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2022. Bancos e consultorias em geral destacam os surtos da covid-19 e a abordagem do governo local de decretar lockdowns duros para conter o vírus, o que pesa na atividade. Na segunda-feira, dados oficiais mostraram avanço de 4,8% no PIB no primeiro trimestre, na comparação anual, acima da previsão de alta de 4,6% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O Bank of America, por exemplo, reduziu sua previsão de 4,8% para 4,2%, citando os problemas provocados pelo controle da covid-19. O UBS realizou corte de 5% a 4,2%, bem abaixo da meta oficial de 5,5% para 2022. O UBS diz que a China não dá sinais de relaxar nas medidas para conter a pandemia em abril, enquanto mais localidades impõem restrições à circulação, e aponta para o recuo no tráfego de fretes de caminhões na primeira metade do mês atual, o que sinaliza desaceleração na atividade. O UBS prevê crescimento de apenas 3,3% da economia chinesa no segundo trimestre, mas potencial recuperação no segundo semestre.

O DBS, por sua vez, reduziu sua previsão para o crescimento da economia chinesa neste ano de 5,3% a 4,8%. Para o banco, a reação vista nos primeiros dois meses no país não se mostra sustentável, enquanto o lockdown em Xangai prejudicará a já modesta recuperação do consumo e as vendas no varejo mostraram fraqueza em março. Além disso, o DBS vê menos espaço para o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortar mais o compulsório.

Já a Pantheon expressa em relatório certa desconfiança com os números oficiais da China. A consultoria diz que o dado oficial do PIB desta semana “parece inusualmente robusto, quando comparado com outros dados oficiais de atividade”. Ela projeta que o crescimento do país fique apenas em 2,4% ao longo de 2022.

O Barclays informa em relatório que cortou sua projeção para o PIB chinês neste ano de 4,5% a 4,3%. O banco acredita que as medidas prolongadas para conter a covid-19 provocam um impacto na atividade em Xangai e em outras áreas e calcula que isso reduzirá em 100 pontos-base a alta do PIB do país no segundo trimestre.

Na contramão da maioria, o ANZ diz que mantém “por enquanto” sua previsão de crescimento de 5,0% para o país neste ano. Segundo esse banco, a China retomará impulso por volta do fim do segundo trimestre, “caso os lockdowns nas maiores cidades sejam retirados”.

O Estado de S.Paulo - SP   20/04/2022

Duas questões vêm desafiando nos últimos dias até os economistas mais experientes: o quanto da inflação no Brasil, que subiu 11,30% em 12 meses até março, virou “permanente” e o quanto dessa alta de preços vai ser difícil desacelerar em direção ao nível pré-pandemia de covid ou mesmo à meta de inflação em 2023, horizonte relevante para a política monetária do Banco Central.

Por enquanto, o que vários economistas dizem é: ninguém sabe a resposta a essas perguntas com precisão, tamanha é a incerteza nos cenários doméstico e internacional na política e na economia.

Em fevereiro de 2020, pouco antes de a pandemia ser decretada oficialmente, o IPCA subiu 0,25%, levando a taxa em 12 meses para 4,01%. E a meta de inflação para 2023 é de 3,25%. Portanto, há um longo caminho a percorrer para a inflação convergir ao seu nível pré-pandemia ou à meta do ano que vem.

A disparada da inflação no mundo e no Brasil tem um pano de fundo em comum: os gargalos nas cadeias mundiais de produção, em razão da pandemia, levaram a uma escassez de matérias-primas e, por tabela, a um forte aumento nos custos dos produtos.

Paralelamente, em boa parte após o início da guerra na Ucrânia, a disparada nas cotações das principais commodities, como petróleo, trigo e minérios, contribuiu para a alta nos preços de combustíveis e de alimentos.

Além disso, as idiossincrasias de cada país agravaram a inflação local. Nos Estados Unidos, os pacotes fiscais para lidar com o impacto da pandemia injetaram trilhões de dólares na economia, turbinando a demanda dos consumidores.

No Brasil, a piora na percepção fiscal levou a uma forte alta no dólar até o fim do ano passado, antes de uma entrada de capital estrangeiro - atraído pelo aumento no diferencial dos juros no Brasil e externo - ter provocado uma valorização do real brasileiro em 2022. Mas esse alívio no câmbio ainda não se fez sentir na inflação ao consumidor. O IPCA subiu 1,62% em março, maior taxa para o mês desde 1994.

Até itens que registraram desaceleração significativa em março ainda mostram uma forte alta em 12 meses. É o caso de artigos de residência, cuja alta passou de 1,76%, em fevereiro, para 0,57% em março, mas o acumulado em 12 meses é de 14,25%.

Não há tão explícitos hoje, como no passado, vetores que alimentem o processo inflacionário permanentemente, como a gastança fiscal, isto é, despesa pública real crescente, ou mesmo a inércia da década de 1980. Daí, os analistas não saberem direito o que está ocorrendo com esse processo no curto prazo. E, tampouco, o BC.

MINERAÇÃO

Money Times - SP   20/04/2022

Depois de resultados considerados mais fracos, a CSN Mineração (CMIN3) deverá ser o destaque entre as empresas de siderurgia e mineração no primeiro trimestre de 2022, afirma o Santander, em relatório enviado a clientes.

De acordo com a corretora, as mineradoras da América Latina têm a melhor configuração, seguindo preços de metais realizados mais fortes, com CSN (CSNA3) e CSM Mineração como os principais destaques positivos.

Ainda segundo os analistas Rafael Barcellos e Arthur Biscuola, as companhias reportarão resultados sólidos (em níveis robustos), mas, em média, caindo em uma base trimestral, “principalmente devido aos ventos contrários nos custos”.

Quanto às siderúrgicas, apesar da pressão esperada sobre as margens no primeiro trimestre, os analistas Rafael Barcellos e Arthur Biscuola dizem que as atenções podem estar focadas no tom da administração durante as teleconferências sobre os fundamentos do segundo trimestre de 2022.

“Destacamos que os resultados da Gerdau (GGBR4) devem permanecer em um nível robusto, impulsionados principalmente por sua divisão na América do Norte, seguindo o spread de metais mais forte nos EUA“, colocam.

Papel e Celulose

No caso do semento de papel e celulose, o Santander prevê uma pressão de custos persistente (como custos químicos) e volumes de vendas de celulose mais fracos, já que o primeiro trimestre foi marcado por paradas de manutenção de celulose para Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN4), prejudicando o desempenho das gigantes.

“No entanto, esperamos um tom mais positivo por parte da administração referente aos números do segundo trimestre, que devem ser beneficiados pela combinação de preços de celulose mais fortes e melhores custos caixa”, diz.

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Infomoney - SP   20/04/2022

A Vale (VALE3) divulgou nesta terça-feira (19) que encerrou o 1º trimestre com uma produção de finos de minério de ferro de 63,9 Mt, montante 4,1 Mt inferior ao mesmo período do ano passado. Isso representou uma retração de 6% na comparação anual e de 22,5% em relação ao 4º trimestre de 2021.

Segundo a empresa isso é resultado dos seguintes fatores: menor disponibilidade de ROM e a maior necessidade de processar estéril em Serra Norte, dado os atrasos de licenciamento; maior relação de estéril/minério e efeitos tie-in devido à presença de estéril jaspilito no corpo mineral em S11D e à instalação de dois novos britadores primários para processar o jaspilito.

Além disso, afetou a produção a interrupção durante quatro dias da Estrada de Ferro Carajás devido às fortes chuvas em março; e o impacto das chuvas em Minas Gerais em janeiro interrompendo temporariamente as operações dos Sistemas Sul e Sudeste, e também impactando a disponibilidade de compra de minério de terceiros.

“Essas questões foram parcialmente compensadas pela melhoria da capacidade de produção dos Sistemas Sul e Sudeste, após o comissionamento e retomada de vários ativos ao longo de 2021.”

Adicionalmente, a Vale destacou que, em minério de ferro, atingiu um sólido prêmio de US$ 9/t no 1T22, o nível mais alto desde o 2T19, “refletindo o seu portfólio de alta qualidade e uma relação estreita entre oferta e demanda de minérios de alta qualidade e com baixo teor de contaminantes no mercado global.”

Guidance produção

Segundo o relatório, a Vale manteve suas projeções (guidance) de produção de minério de ferro, pelotas, níquel e cobre. A mineradora estima produção de 320-335 mil toneladas (Mt) neste ano para minério, enquanto para pelotas a projeção é de 34-38 Mt.

Para níquel, a empresa informou que a projeção (guidance) é atingir entre 175-190 kt no consolidado de 2022. Já para o cobre, a projeção é de 330-335 no acumulado de 2022.

Vendas da Vale (VALE3) no 1º trimestre

As vendas de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre somaram 53,6 milhões de toneladas, um recuo de 9,6% em relação ao 1T21 e de 35,5% frente ao 4T21.

Já as vendas de pelotas foram de 7 milhões de toneladas de janeiro a março de 2022, 11,8% acima do primeiro trimestre de 2021, mas 36,4% abaixo do quarto trimestre de 2021.

O volume de vendas de níquel foi de 39 kt no 1T22, 18,8% menor do que 1T21 e 12,8% abaixo do 4T21, principalmente devido à menor produção e a uma estratégia de estoque para cobrir os compromissos de vendas durante o período de manutenção planejada em Sudbury, no 2T22.

Já as vendas de cobre somaram 50,3 mil toneladas no primeiro trimestre de 2022, um recuo de 29,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2021 e de 31,8% frente ao quarto trimestre de 2021, principalmente devido à menor produção.

Enquanto isso, as vendas de carvão atingiram 1.805 Mt nos três primeiros meses de 2022, alta de 77,8% em relação ao mesmo período de 2021, mas queda de 31,9% na comparação com o 4T21.
Vale: produção de pelotas e carvão sobem, mas níquel e cobre recuam

A produção de pelotas da Vale totalizou 6.924 Mt no 1T22, 10,1% superior ao 1T21, devido ao maior desempenho na planta de Omã devido a menor ocorrência de atividades de manutenção realizadas no período, o que foi parcialmente compensado pelo desempenho de São Luis devido à menor disponibilidade de pellet feed e uma manutenção programada mais longa do que o esperado na planta de Tubarão 3.
Níquel

Já a produção de níquel acabado foi de 45,8 kt no 1T22, uma redução de 4,6% em relação ao 1T21 e 5,4% inferior ao 4T21. Segundo a Vale, o resultado foi impactado principalmente devido ao ramp-up das minas de Sudbury durante o 1T22 após a paralisação do trabalho, impacto remanescente do incidente na mina Totten, ramp-up do projeto VBME, e manutenção não programada do forno elétrico de Onça Puma.
Cobre

A produção de cobre atingiu 56,6 kt no 1T22, 26% e 27% abaixo do 1T21 e 4T21, respectivamente. O resultado foi decorrente da queda trimestre contra trimestre de 84% na produção do Sossego, devido à manutenção programada no moinho SAG durante o 1T22.
Carvão

Por fim, a produção de carvão totalizou 2.044 Mt no 1T22, apresentando um crescimento sólido de 87,5% em relação ao 1T21, devido ao aumento da produtividade da planta remodelada e ausência de impactos da pandemia do Covid-19 vistos na demanda de carvão no 1T21.

Investing - SP   20/04/2022

A Rio Tinto (LON:RIO), divulgou nesta terça-feira embarques de minério de ferro abaixo do esperado para o primeiro trimestre, uma vez que a escassez de mão de obra e problemas na cadeia de suprimentos limitaram os esforços da mineradora global para aumentar suas operações de Pilbara na Austrália Ocidental.

O Estado rico em minerais suspendeu apenas no início de março as restrições de fronteiras instituídas para conter a propagação da Covid-19, deixando as empresas lutando por meses contra a escassez de trabalhadores de minas e de trens, mesmo com a demanda reprimida alimentando um rali para as commodities.

A Rio também teve que lidar com um atraso na produção de uma nova mina greenfield, o que levou a uma previsão de embarques anuais mais fraca do que a esperada em janeiro.

A maior produtora de minério de ferro do mundo embarcou 71,5 milhões de toneladas da commodity siderúrgica nos três meses encerrados em 31 de março, em comparação com 77,8 milhões de toneladas um ano antes e uma estimativa de consenso do Visible Alpha de 76 milhões de toneladas.

A produção do trimestre ficou em 71,7 milhões de toneladas, queda de 6,2% em relação ao ano anterior.

Money Times - SP   20/04/2022

O preço do minério de ferro continuará em alta até, pelo menos, o final do ano, afirma o JPMorgan em relatório enviado a clientes.

O banco elevou a projeção da commodity até o final do ano para US$ 139 e US$ 105 em 2023.

Para os analistas Rodolfo Angele e Lucas F. Yang, apesar do fraco desempenho do setor imobiliário, a produção de aço segue em níveis acima de 2019 e 2020.

Além disso, a oferta de minério de ferro está atrasada. “Essa é uma boa notícia para os players de minério de ferro na América Latina“, completam.

Vale ou CSN?

Entre essas duas empresas, o JPMorgan não tem dúvida sobre a sua favorita: a Vale (VALE3). Segundo a dupla, a gigante de mineração possui forte geração de caixa, que será traduzido em fortes dividendos, e exposição em níquel e cobre, que estão em níveis históricos elevados.

Apesar disso, o banco mantém a recomendação overweight, ou acima da média do mercado, para a CSN (CSNA3), com preço-alvo de R$ 49 até dezembro.

Os analistas argumentam que os preços domésticos de aço continuam resilientes, com potencial vento favorável
de exportações mais baixas da China apoiando ainda mais os valores do aço.

Porém, um real mais forte do que o esperado pode aumentar as importações para o Brasil e afetar a capacidade da empresa de repassar os aumentos de preços, impactando os resultados, alerta.

Além disso, o JPMorgan tem recomendação neutra para os papéis da CSN Mineração (CMIN3). “Temos a preferência do setor por aço em vez de minério de ferro“, dizem.

Para os analistas, o preço do minério de ferro juntamente com os investimentos mais altos devem pressionar a geração de caixa e os dividendos da companhia.

Máquinas e Equipamentos

Construção Latino-americana - SP   20/04/2022

A Komatsu anunciou a chegada ao Brasil da terceira geração da carregadeira WE1350. O equipamento tem seu projeto voltado para aplicações em mineração de grande e médio porte e suas principais característica são alta capacidade de carga – até 40 toneladas por passe, que garante mais agilidade na locomoção e escavação – e consumo de combustível reduzido.

Esta é a terceira geração de um modelo que foi criado há cerca de 20 anos e que vem evoluindo eletrônica e mecanicamente desde seu lançamento quando geração 1. “As carregadeiras de terceira geração oferecem maior produtividade (até 20% a mais que equipamentos do mesmo porte), capacidade de escavação (18% a mais de força de escavação) e direcionamento para reduzir as emissões de CO2 em até 25% quando se compara com equipamentos mecânicos”, explica Paulo Torres, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Divisão de Mineração da Komatsu.

Diferencial inovador e vantagem ambiental

A carregadeira diesel-elétrica sobre rodas, tem motor de 1600hp, caçamba com 23m3 e capacidade de carga de 40 toneladas. O novo modelo possui o sistema chamado de SR Hybrid Drive, totalmente regenerativo, que, durante a frenagem ou retardo, os motores elétricos tornam-se geradores e fornecem energia de volta ao sistema elétrico. O sistema de armazenamento de energia cinética (KESS) funciona em conjunto com o SR Hybrid Drive para armazenar potência capturada na frenagem e direcioná-la para complementar a demanda de potência de pico.

“Toda essa tecnologia com esses sistemas permite até 45% menos consumo de combustível quando comparado a carregadeiras de rodas com tração mecânica de mesmo porte”, reforça Torres. O resultado são tempos de ciclo rápidos com uma melhoria proporcional no combustível por tonelada de material produzido.

Além disso, o equipamento possui o sistema de controle de rede LINCS II, que fornece feedback instantâneo em tempo real e estatísticas vitais, como altura e ângulo da caçamba, carga útil individual da caçamba e total de toneladas movidas, ajudando os operadores de forma estratégica no gerenciamento da máquina e da operação.

A cabine espaçosa e com controle ambiental oferece grande visibilidade, uma viagem confortável e espaço para um assento de treinador. Os joysticks digitais fornecem aos seus operadores um controle fácil e ágil, enquanto o assento altamente ajustável, aquecido / resfriado ajuda a minimizar o desconforto do motorista.

Chegada ao Brasil e demais países da América Latina

Fabricada nos Estados Unidos, essa é a primeira carregadeira do tipo a ser utilizada fora dos EUA e chega ao Brasil para início de operações de mineração na Região Sudeste do País. A Komatsu planeja trazer uma série de máquinas dessa linha a outras regiões do País e da América Latina, onde possui operações, como Chile, Peru e Mexico.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   20/04/2022

Marca que monta ônibus em SP, faz estreia em automóveis

Stella Li, vice-presidente global da chinesa BYD e presidente nas Américas: “A eletromobilidade é também uma forma de reduzir a dependência do petróleo” — Foto: Carol Carquejeiro/Valor

Poucas horas depois de desembarcar, na segunda-feira, de um voo vindo de Los Angeles, onde mora, Stella Li, vice-presidente global da BYD seguiu para a avenida Cidade Jardim, área nobre dos Jardins, em São Paulo, e onde se enfileiram as mais luxuosas lojas de automóveis do país. Ali, onde está agora a primeira concessionária da BYD no Brasil, a executiva entregou as chaves aos três primeiros compradores do Tan EV, modelo com o qual a maior fabricante de carros elétricos da China faz sua estreia no mercado brasileiro de automóveis de luxo elétricos.

A escolha do local não foi mero acaso. O showroom da esquina onde essa executiva de 50 anos fez as entregas das chaves sorrindo o tempo todo foi adquirido por Henry Visconde, proprietário do grupo Eurobike, para instalar ali a primeira concessionária BYD no Brasil.

O encontro da executiva nascida na província de Yunnan, região montanhosa do sudoeste da China, com o empresário de Ribeirão Preto é estratégica. Para se dar bem num mercado competitivo a marca ainda pouco conhecida pelo consumidor brasileiro decidiu aliar-se a um grupo forte, que já vende veículos de luxo de marcas como BMW, Porsche e Audi, e que atua basicamente nos mercados de São Paulo, interior paulista, Brasília e Goiás, regiões que concentram uma parte significativa dos que podem comprar automóveis na faixa dos R$ 500 mil, o preço do novo Tan EV.

Montadora se alia a concessionário que faz planos para carregar a bateria do carro de quem viaja

O passo da BYD é ousado. O Tan EV não é um simples carro elétrico. Trata-se do primeiro utilitário esportivo de sete lugares totalmente elétrico a ser lançado num país, todos sabem, ainda carente de infraestrutura de carregamento de baterias nas estradas. Veículos desse porte costumam ser muito usados para viajar.

Mas Visconde prepara-se para não deixar seus fiéis clientes na mão. Em parceria com a Enel X, a Eurobike prepara-se para oferecer estações de recarga nas rotas mais usadas por seus clientes. Em maio, será instalado o primeiro ponto no sentido São Paulo-Ribeirão Preto, no Rancho Empyreo, um tradicional ponto de parada para refeições. Em seguida, será colocado outro ponto no sentido contrário. Depois desses, virão os carregadores entre Brasília e Goiânia. Visconde prevê investimento de R$ 1,5 milhão nessa primeira fase. A autonomia do carro da BYD - 437 quilômetros - permite a viagem de chegada nesses trechos. Mas, diz Visconde, é melhor garantir tranquilidade ao motorista.

Além da Eurobike, que pretende abrir mais duas lojas da marca chinesa, a BYD está na fase de nomeação de mais concessionários que conhecem bem as rotas de seus clientes e podem convencê-los a comprar veículos 100% elétricos. O plano é atingir 45 localidades do Brasil este ano e chegar a 100 concessionárias até o fim de 2023.

“Não há motivo para preocupações; esse automóvel tem uma boa autonomia”, destaca Li, que parece menos preocupada com a infraestrutura local de recarga e mais entusiasmada com o potencial de crescimento da eletromobilidade no mundo. De 2020 para 2021 a participação dos elétricos na China saltou de 5,5% para 13,3%. Isso inclui os modelos elétricos e os chamados “plug-in”, que são modelos híbridos que podem ser também carregados em tomadas. No Brasil, modelos híbridos e elétricos respondem por 1,7% das vendas.

A executiva lembra o anúncio feito pela BYD no início do mês sobre a decisão de interromper totalmente a produção de veículos movidos só a combustível. “Quem poderia imaginar, há dez anos, que isso iria acontecer”, destaca a executiva que começou a trabalhar na BYD (Build Your Dreams - construa seus sonhos na sigla em inglês) quando a companhia, hoje listada em bolsa, foi fundada, há 27 anos.

Com formação em estatística, Li já recebeu vários prêmios, incluindo “Mulher mais poderosa”, concedido pela Fortune da China, no ano passado. O que faz uma mulher poderosa? O trabalho, responde ela. E como uma mulher é bem-sucedida num ambiente majoritariamente masculino, como é o automotivo? “Quem toma a decisão de compra de um carro numa família é quase sempre a mulher”, diz, brincando. Também em 2021, Li foi apontada pela Forbes China entre os 60 chineses mais destacados na América do Norte, para onde se mudou há 11 anos para assumir o comando da BYD nas Américas.

Com 33 fábricas, a maioria na China, as operações do grupo fora do país de origem ainda representam pouco - cerca de 10% do total das vendas da companhia que não para de crescer. Em apenas um mês, em março, a BYD vendeu 104,3 mil veículos - incluindo carros e comerciais. Esse volume que equivale ao total de automóveis de todas as marcas vendidos no Brasil em março, representou crescimento de 160,9% em relação ao mesmo mês de 2021. Em um ano a receita da companhia cresceu mais de 50%, totalizando US$ 33 bilhões.

Para a executiva, o brasileiro tende a se interessar por carros chineses “porque gosta de tecnologia”. “E a eletromobilidade é também uma forma de reduzir a dependência do petróleo”, diz.

Até aqui, a BYD era mais conhecida pelos brasileiros por vender chassi de ônibus e furgões. Os chassis de ônibus são montados numa fábrica em Campinas (SP), construída em 2015. A operação ainda é pequena. Ali 150 funcionários trabalham em um turno.

Também em Campinas, o grupo chinês tem uma fábrica de módulos fotovoltaicos, inaugurada em 2017. Para abastecer a frota de ônibus elétricos, a empresa iniciou, em 2020, a operação da terceira fábrica no país, em Manaus, onde são produzidas baterias de fosfato de ferro-lítio. A BYD também é responsável por dois projetos de monotrilhos no país - em Salvador (VLT do Subúrbio) e em São Paulo (Linha 17 do metrô). Segundo Li, a montadora estuda a possibilidade de também produzir automóveis elétricos no Brasil.

FERROVIÁRIO

Monitor Digital - RJ   20/04/2022

“O Rio de Janeiro vive um pré-colapso em seu sistema ferroviário”. A opinião é do relator da CPI dos Trens da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Waldeck Carneiro (PSB). Ontem, os temas debatidos pela comissão na Alerj, com participação do presidente da Supervia, Antônio Carlos Sanchez; do Secretário de Estado de Transportes, André Luiz Nahass; e do diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), Murilo Leal, foram acessibilidade e infraestrutura. Sanchez afirmou à CPI que investiu mais de R$ 1,4 bilhão no modal, mas não há nenhum controle destes gastos por parte do Poder Público, pois a fiscalização é falha por parte da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) e da Agetransp. Os parlamentares também colheram a informação de que, das 104 estações existentes, apenas 23 têm acessibilidade e 21 possuem banheiros.

“O Estado decidiu não operar mais o serviço, mas não possui estrutura fiscalizatória. É a ‘raposa tomando conta do galinheiro’, como diz o ditado popular. Toaletes, por exemplo, são locais elementares de cidadania, higiene e saúde. Desde que foi criada, a CPI também recebe constantes reclamações de usuários cadeirantes do modal de que os elevadores não funcionam. A Agetransp relata que não há peças de reposição e que a empresa de manutenção demora a trazer este material. Há a falta de implementação dos painéis eletrônicos para informar os usuários sobre as movimentações dos trens, ramais e linhas, uma lei estadual que vigora desde 2008”, elencou Waldeck.

De acordo com o parlamentar, há uma total omissão do poder público, números que não batem e a concessionária, ao mesmo tempo em possui o poder concedente, é detentora destes dados.

“Se a Agetransp não os tiver e a Setrans também não dispuser destes números, quem vai fiscalizar a Supervia em nome do interesse público? Com isso, nos propusemos a fazer mais diligências e vistorias nos ramais, estações e vagões dos trens”, afirmou Waldeck, que também se dispôs a ouvir mais atentamente as demandas da sociedade civil, como as do Fórum de Mobilidade, do Observatório dos Trens, da Casa Fluminense e do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência.

O objetivo da CPI é investigar denúncias; apurar interrupções nos serviços dos trens suburbanos, os atrasos entre os horários de chegadas e partidas, a superlotação das composições, a duração das viagens, a acessibilidade das estações, a construção de banheiros; analisar as condições de trabalho dos funcionários, dos trens e das estações; cobrar o retorno do ramal Santa Cruz-Central do Brasil; e trazer à tona os danos sofridos pelos usuários relacionados à má prestação do serviço da concessionária de transporte ferroviário no Estado do Rio de Janeiro (Supervia). A CPI é formada pelos deputados estaduais Lucinha (presidente – PSD), Eliomar Coelho (vice-presidente – PSB), Waldeck Carneiro (Relator – PSB), Luiz Paulo (PSD), Martha Rocha (PDT) e Dionísio Lins (PP).

NAVAL

Valor - SP   20/04/2022

Exportadores enfrentam congestionamento nos portos chineses e alta nos fretes; efeitos na importação ainda estão por vir

O “lockdown” na China já começa a afetar o transporte marítimo no Brasil. Exportadores têm sofrido com aumento nos fretes e dificuldades para escoar os produtos na rota Brasil-Ásia - principalmente aqueles que dependem de contêineres refrigerados, como a indústria de carne. Na importação, atrasos e cancelamentos de viagens já indicam que haverá novos gargalos logísticos nos próximos meses.

Neste momento, a situação é mais grave para a exportação, devido ao congestionamento nos portos chineses, principalmente no de Xangai, que concentra os principais terminais de contêineres do mundo. Sem espaço para armazenamento e sem tomadas disponíveis para contêineres, algumas empresas de navegação interromperam os pedidos de cargas refrigeradas ou têm desviado os navios para outros portos chineses - que, por sua vez, também começam a ficar lotados, gerando um efeito-cascata.

Com isso, os fretes na rota de exportação do Brasil para a Ásia, que já estavam em um patamar elevado, subiram mais. Neste mês, o valor chegou a US$ 6.800 por contêiner refrigerado de 40 pés, no mercado de curto prazo - antes da pandemia esse valor girava entre US$ 3.000 e US$ 4.000. Na comparação anual, a alta foi de 58%, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados da consultoria Solve Shipping.

Na importação, os fretes não foram afetados até o momento, mas a expectativa é que os preços, que vinham em queda, voltem a subir nos próximos meses. Em abril, o valor estava em US$ 5.300 por contêiner de 20 pés, segundo a CNI. Trata-se de um patamar ainda alto para a série histórica, mas bem abaixo dos picos históricos registrados recentemente.

Este é mais um capítulo da crise global da cadeia logística, iniciada em 2020, com a pandemia. No Brasil, a rota de importação vinda da Ásia - a principal para o país - foi a mais afetada. Os preços, que antes giravam em torno de US$ 1.500 por contêiner, chegaram a recordes acima de US$ 10.000.

Essa disparada foi provocada pelo descompasso entre oferta e demanda global. De um lado, o consumo de bens disparou a partir do fim de 2020. De outro, a crise sanitária reduziu a capacidade de produção das indústrias e gerou entraves nos fluxos logísticos - atrasos na liberação de cargas, redução das equipes por contaminação, falta de contêineres e congestionamentos de portos.

Nos últimos meses, a relação entre oferta e demanda vinha se normalizando no país, o que explica a recente redução nos fretes na rota Ásia-Brasil, segundo Matheus de Castro, analista da CNI. Agora, porém, a situação deverá voltar a piorar. “O ‘lockdown’ na China vai começar a trazer novos problemas. Vemos isso pela alta nos fretes de exportação, que já reflete as dificuldades e os cancelamentos de escalas”, diz.

Para Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping, a recente queda no frete de importação é pontual, pela época de baixa temporada. A expectativa é que os preços voltem a subir a partir de maio.

Para ele, os impactos da crise serão percebidos especialmente quando as restrições na China forem encerradas. “Os gargalos tendem a aparecer e o frete tende a subir assim que o ‘lockdown’ acabar, porque haverá uma demanda reprimida a ser escoada. Além disso, a temporada alta já começa em junho, julho, quando a demanda sazonalmente aumenta”, diz o especialista.

Para Rafael Dantas, diretor da importadora Asia Shipping, o maior impacto da atual crise não será tanto nos fretes, mas sim na falta de itens importados, devido aos gargalos logísticos. “Não acredito que voltaremos ao patamar [de fretes] de 2021. Hoje o cenário é outro, o consumo caiu, o país não está mais em ‘lockdown’, a demanda voltou a uma normalidade. Mas certamente teremos escassez de produtos”, afirma.

Os analistas destacam que, para além das restrições na China, há uma série de fatores que têm influenciado os preços. Um deles é a guerra na Ucrânia, segundo Castro. “É um fator que não gerou gargalos logísticos, mas tem pressionado o preço do combustível”, diz. Adicionalmente, ele destaca que os problemas nos portos chineses se somam aos congestionamentos nos portos dos Estados Unidos - uma situação que se arrasta desde o ano passado, como reflexo do caos logístico gerado pela pandemia.

“Em todo o mundo, o mercado está no limite operacional e qualquer evento atrasa a normalização. A previsão era que a situação melhorasse ao longo de 2023, mas pode demorar mais”, diz.

Segundo os grandes grupos de navegação, ainda é prematuro prever quando ocorrerá a normalização da cadeia logística na China. “Há diversos fatores a serem considerados, principalmente a duração desse surto da variante ômicron e das medidas governamentais que serão tomadas”, disse, em nota, a entidade do setor, o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave).

PETROLÍFERO

CNN Brasil - SP   20/04/2022

Em meio ao cenário de valorização do gás natural, ocorrido desde o início da pandemia de Covid-19 e agravado pela Guerra da Ucrânia, o Brasil tem deixado de aproveitar sua disponibilidade do recurso natural por falta de infraestrutura de exploração.

Com poucos gasodutos para escoar a produção, o país reinjetou em janeiro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 49,8% do produto extraído das jazidas.

O índice recorde supera os 45% da média de 2021, proporção que já alarmava estudiosos da economia da energia.

O dado não é uma exceção. Em fevereiro, a proporção ficou em 49,5%, segundo a última versão do Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural da agência.

A reinjeção de gás é uma estratégia industrial. Como a produção brasileira da commodity frequentemente é associada à extração de petróleo, o produto é reinserido pelas petroleiras nos campos para aumentar a pressão e, assim, conseguir extrair mais óleo dos poços.

Na falta de infraestrutura de transporte, essa medida evita que a substância seja queimada, lançando mais poluentes na atmosfera. No entanto, impede a exploração de todo o potencial do produto em terra firme.

Diretor de Estratégia e Mercado da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural (Abegás), Marcelo Mendonça aponta que em países produção de gás as mesmas características do Brasil, casos de Argélia e Nigéria, com produção associada ao petróleo.

Nos dois casos, as taxas de reinjeção oscilam entre 20% e 25%. A gás da diferença entre os índices poderia ser utilizada no transporte, na geração de energia, na indústria petroquímica, nas residências ou na produção de fertilizantes.

“Uma reinjeção de 45% não é técnica, é comercial, porque você não consegue colocar esse gás no mercado. Em 2019, essa taxa era de 35% e segue crescendo, então, está claro que há alguma coisa errada. O caminho é viabilizar uma estrutura para colocar esse gás no mercado”, avalia.

“Hoje o Brasil reinjeta 60 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Isso representa o dobro da demanda industrial brasileira. Um recurso da União que poderia retornar para o país, mas não retorna por falta de planejamento.”

No início de março, um relatório do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estimou que o país perca, por ano, entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões de arrecadação com royalties, participações especiais e ICMS que poderia ser arrecadado desta fonte pagadora.

A parcela estimada corresponde apenas à frustração de receita, sem os impactos de produção, exploração e uso da commodity nas cadeias produtivas.

Segundo a ANP, cerca de 65% das reservas brasileiras provadas de gás natural ficam no Rio de Janeiro.

Nota Técnica da Assessoria Fiscal da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) indica que o estado detém mais gás natural que países vizinhos inteiros, como Argentina e Bolívia, principal exportador da commodity para o Brasil, por meio do gasoduto Brasil-Bolívia.

Para especialistas, o avanço dessa cadeia proporcionaria diferentes oportunidades de desenvolvimento para o país. Professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Israel Sanches Marcelino destaca que o gás natural tem aplicação direta em segmentos econômicos já estruturados na sociedade brasileira.

Eles precisariam apenas de mudanças em suas trajetórias tecnológicas convencionais, para ampliar a demanda pelo produto e assim viabilizar comercialmente a construção de novos gasodutos.

“Hoje, é forte o debate sobre a retomada de uma produção nacional de fertilizantes, por conta da Guerra da Ucrânia, para atender o agronegócio. Pois bem: 70% do fertilizante é gás natural. As siderúrgicas mais modernas e competitivas do mundo utilizam gás natural como redutor químico, para purificação do ferro na produção de aço”, afirma Sanches Marcelino.

“Fazer isso com gás é mais barato e mais eficiente, é o estado da arte dessa tecnologia, mas não fazemos assim porque as siderúrgicas brasileiras não têm acesso ao gás.”

O investimento na construção de gasodutos é elevado porque o gás brasileiro está concentrado no pré-sal. Em média, é encontrado a cerca de 300 quilômetros da costa, de onde é extraído a pelo menos quatro mil metros de profundidade.

Montar uma infraestrutura para escoar a produção é algo que precisa ser pensado nas decisões de desenvolvimento dos campos e que depende de demanda sólida, como explica Diogo Lisbona, pesquisador do Centro de Estudos e Regulação em Infraestrutura, da Fundação Getúlio Vargas (Ceri/FGV).

“Essas decisões são tomadas com antecedência, porque influenciam até mesmo detalhes da construção das plataformas, além do plano de desenvolvimento e a produção. A verdade é que, no passado, ninguém conseguiu prever esse cenário que estamos enfrentando hoje”, explica Lisbona.

“O Brasil confiou na oferta abundante de gás natural liquefeito (GNL) do mercado internacional para suprir a demanda das usinas térmicas, que é irregular. Muitas das nossas usinas operam com esse combustível e, agora, essa demanda está aquecida para suprir a carência do gás russo na Europa.”

A Petrobras prevê para o segundo semestre a inauguração do gasoduto Rota 3, com 355 quilômetros de extensão. Ele ligará as unidades de produção do pré-sal da Bacia de Santos até a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Polo GasLub, antigo Comperj, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio.

A estrutura, que deveria ter entrado em operação em 2020, vai escoar e processar mais 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Projeções da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que ele atenderá a demanda nacional até 2027.

TN Petróleo - RJ   20/04/2022

A Copergás bateu um recorde histórico na comercialização do gás natural, atingindo a média de 1,759 milhão de m³/dia, em março. É o maior volume médio mensal já registrado pela Companhia desde o início de suas operações. Até então, a melhor marca havia ocorrido em novembro/2021, com 1,751 milhão de m³/dia.

Para o presidente da Copergás, André Campos, os números representam o acerto dos investimentos na ampliação da distribuição do gás e a qualidade do trabalho desempenhado pelos colaboradores nas mais diversas áreas da Companhia.

“Para a obtenção desse resultado já temos a participação do nosso pioneiro projeto de Rede Local em Petrolina, no Sertão, e em Garanhuns, no Agreste, atestando a importância da estratégia da Copergás em ampliar a interiorização de suas operações”, disse André. Os projetos de Rede Local nos dois municípios comercializam, hoje, cerca de 25 mil m³/dia. “E vamos seguir avançando, tanto no interior quanto na Região Metropolitana. Nossa meta, atendendo determinação do governador Paulo Câmara e do secretário Geraldo Julio (Desenvolvimento Econômico), é colocar o gás natural ao alcance do maior número possível de clientes, nos segmentos industrial, comercial, residencial e de GNV”, completou ele.

Industrial

Os números de março também foram recordes no segmento industrial, que teve um volume global comercializado de 39,2 milhões de m³ no mês. No primeiro trimestre de 2022 a Copergás interligou três indústrias – a terceira, em março, foi a Intertropical Exotics, produtora e exportadora de tubérculos frescos minimamente processados, localizada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado. Em 2021 foram interligadas 21 indústrias.

A expectativa é que o ritmo da comercialização do GN se mantenha em crescimento. A Copergás possui atualmente mais de 62 mil clientes, uma rede de gasodutos superior a 1 mil km e os projetos de Rede Local em Petrolina e Garanhuns. Em 2021 a Companhia investiu R$ 54,3 milhões, ampliando sua malha de gasodutos em 65,6 km. Para 2022 a previsão é de R$ 68,4 milhões de investimentos, objetivando os projetos de expansão da rede na Região Metropolitana e no interior.

O Petróleo - SP   20/04/2022

Os preços do petróleo caíram em negociações voláteis nesta terça-feira, com investidores pesando as preocupações com a demanda contra a oferta global apertada depois que a Líbia interrompeu algumas exportações e com as fábricas em Xangai se preparando para reabrir após uma paralisação da COVID-19.

O petróleo Brent caiu US$ 1,41, ou 1,2%, para US$ 111,75 o barril às 1028 GMT, depois de subir mais de US$ 1, para US$ 114,21 no início da sessão.

O petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA caiu US$ 1,64, ou 1,5%, para US$ 106,57 por barril, depois de subir para US$ 108,92 anteriormente.

Os preços ficaram sob pressão com o dólar sendo negociado em nova alta de dois anos. Um dólar mais firme torna as commodities cotadas em dólares mais caras para os detentores de outras moedas, o que pode diminuir a demanda.

Preocupações com o crescimento da demanda também estavam em foco antes da divulgação do World Economic Outlook do FMI na terça-feira.

“As expectativas são de previsões de crescimento mais baixas devido ao duplo golpe da crise ucraniana e da pandemia de coronavírus em andamento”, disse o analista da PVM Stephen Brennock em nota.

Os estoques de petróleo bruto dos EUA provavelmente subiram na semana passada, enquanto os estoques de destilados e gasolina caíram, mostrou uma pesquisa preliminar da Reuters nesta segunda-feira.

A economia da China desacelerou em março, piorando uma perspectiva já enfraquecida pelas restrições da COVID-19 e pela guerra na Ucrânia e aumentando as preocupações com a demanda.

No entanto, a demanda por combustível na China, o maior importador de petróleo do mundo, pode começar a aumentar à medida que as fábricas se preparam para reabrir em Xangai. consulte Mais informação

A queda dos preços na terça-feira seguiu um aumento de mais de 1% na segunda-feira, quando os preços do petróleo atingiram seu maior nível desde 28 de março devido a interrupções no fornecimento de petróleo da Líbia.

A National Oil Corp (NOC) do país alertou na segunda-feira sobre “uma onda dolorosa de fechamentos” e declarou força maior em algumas produções e exportações, já que as forças do leste expandiram seu bloqueio ao setor devido a um impasse político.

Destacando as preocupações com a oferta, a lacuna de oferta da OPEP + aumentou em março, quando as sanções atingiram a produção russa.

A possibilidade de uma proibição da União Europeia ao petróleo russo por sua invasão da Ucrânia continuou a manter o mercado sob tensão. O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse na terça-feira que um embargo ao petróleo russo em nível da União Europeia estava em andamento.

Infomoney - SP   20/04/2022

A Petrobras (PETR3;PETR4) informou nesta terça-feira, 19, que bateu um novo recorde de construção de um poço em águas profundas, alcançando a marca de 35 dias no campo de Marlim, onde há 20 anos eram necessários 93 dias, queda de 65% no prazo. O último recorde havia sido batido em 2021, no campo de Golfinho, com o poço sendo construído em 44 dias.

“Esse desempenho gerou economia de R$ 40 milhões para a companhia, considerando a redução de custos em despesas logísticas e no aluguel de sondas, cuja taxa diária gira em torno de R$ 1,5 milhão, além da redução de exposição dos trabalhadores em risco”, explicou a estatal.

O poço construído em tempo recorde integra o projeto de revitalização dos campos de Marlim e Voador e está localizado em lâmina d’água de 850 metros, equivalente à altura de 22 estátuas do Cristo Redentor empilhadas, informou a Petrobras.

A empresa ressaltou que toda a redução de prazo na construção de um poço é sinônimo de diminuição expressiva de custos e geração de valor, já que essa atividade representa 30% dos investimentos em exploração e produção de petróleo.

Valor - SP   20/04/2022

Pelos preços atuais, os embarques da semana até 15 de abril renderão ao governo russo cerca de US$ 181 milhões, cerca de US$ 60 milhões a menos do que na semana anterior

Os fluxos marítimos de petróleo russo diminuíram em 25% no período de sete dias até 15 de abril. Os volumes com destino à Ásia a partir de portos nas costas do Mar Negro, Báltico e Ártico caíram para o menor nível em dois meses.

Um total de 30 navios-tanque carregou cerca de 21,8 milhões de barris de terminais de exportação russos, de acordo com dados de rastreamento de navios monitorados pela Bloomberg e relatórios de agentes portuários. Isso colocou os fluxos médios de petróleo marítimo em 3,12 milhões de barris por dia, uma queda de 25% em relação à semana encerrada em 8 de abril.

O declínio nas exportações de petróleo significa redução na receita para Moscou, enquanto os custos da guerra de Vladimir Putin na Ucrânia aumentam, assim como as consequentes sanções à economia russa. Pelos preços atuais, os embarques da semana renderão ao Kremlin cerca de US$ 181 milhões, cerca de US$ 60 milhões a menos do que na semana anterior.

Embora a queda semanal possa parecer dramática, os fluxos de exportação de petróleo russo retornaram aos níveis da primeira semana de abril. Mas a crescente pressão dentro da União Europeia por um embargo ao petróleo russo deve reduzir os fluxos futuros. A produção russa na primeira semana de abril caiu cerca de 500 mil barris por dia em relação a março.

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