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19 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Monitor Digital - RJ   19/05/2022

A produção brasileira de aço bruto foi de 11,6 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a abril de 2022, o que representa queda de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 8,1 milhões de toneladas, redução de 5,9% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2021. A produção de semiacabados para vendas totalizou 2,9 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, um acréscimo de 15,6% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 6,6 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, o que representa uma retração de 15% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 7,7 milhões de toneladas no acumulado até abril de 2022. Este resultado representa uma queda de 14,2% frente ao registrado no mesmo período de 2021.

As importações alcançaram 1,1 milhão toneladas no acumulado até abril de 2022, uma redução de 25,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,5 bilhão e avançaram 17,7% no mesmo período de comparação.

As exportações de janeiro a abril de 2022 atingiram 4,7 milhões de toneladas, ou US$ 3,8 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 32,7% e 58,3% na comparação com o mesmo período de 2021.

Dados de abril

Em abril de 2022 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de toneladas, queda de 3,8% frente ao apurado no mesmo mês de 2021. Já a produção de laminados foi de 2 milhões de toneladas, 9,6% inferior à registrada em abril de 2021. A produção de semiacabados para vendas foi de 822 mil toneladas, um aumento de 28,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2021.

As vendas internas recuaram 8,6% frente ao apurado em abril de 2021 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2 milhões de toneladas, 10,4% inferior ao apurado no mesmo período de 2021.

As exportações de abril foram de 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 948 milhões, o que resultou em aumento de 43% e 44,5%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2021.

As importações de abril de 2022 foram de 223 mil toneladas e US$ 351 milhões, queda de 37,4% em quantum e aumento de 2,3% em valor na comparação com o registrado em abril de 2021.

1Bilhão – SP 19/05/2022 

Levantamento da Aço Brasil apontou que a produção de aço bruto foi de 11,6 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a abril de 2022, o que representa uma queda de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

A produção de laminados no mesmo período foi de 8,1 milhões de toneladas, redução de 5,9% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2021. A produção de semiacabados para vendas totalizou 2,9 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, um acréscimo de 15,6% na mesma base de comparação¹.

As vendas internas foram de 6,6 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, o que representa uma retração de 15,0% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

“O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 7,7 milhões de toneladas no acumulado até abril de 2022. Este resultado representa uma queda de 14,2% frente ao registrado no mesmo período de 2021”, destacou a Aço Brasil.

As importações alcançaram 1,1 milhão toneladas no acumulado até abril de 2022, uma redução de 25,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,5 bilhão e avançaram 17,7% no mesmo período de comparação.

As exportações de janeiro a abril de 2022 atingiram 4,7 milhões de toneladas, ou US$ 3,8 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 32,7% e 58,3% na comparação com o mesmo período de 2021.

Dados de abril de 2022

Em abril de 2022 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de toneladas, uma queda de 3,8% frente ao apurado no mesmo mês de 2021. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 9,6% inferior à registrada em abril de 2021. A produção de semiacabados para vendas foi de 822 mil toneladas, um aumento de 28,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2021.

As vendas internas recuaram 8,6% frente ao apurado em abril de 2021 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,0 milhões de toneladas, 10,4% inferior ao apurado no mesmo período de 2021.

As exportações de abril foram de 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 948 milhões, o que resultou em aumento de 43,0% e 44,5%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2021.

As importações de abril de 2022 foram de 223 mil toneladas e US$ 351 milhões, uma queda de 37,4% em quantum e aumento de 2,3% em valor na comparação com o registrado em abril de 2021.

Investing - SP   19/05/2022

A CSN (SA:CSNA3) foi pressionada pelos custos no primeiro trimestre do ano, segundo a Genial Investimentos, sobretudo com o aumento dos preços dos insumos como minério de ferro. Assim, a empresa reportou custos além das estimativas em 3,4%, atingindo R$ 5,53 bilhões (+15,0% trimestre a trimestre e +21,2% ano a ano).

Fora isso, outros pontos negativos ressaltados pela Genial são:

- Menor volume de vendas do que o esperado para o período sazonal na mineração, em virtude da paralisação temporária das atividades no 1T22 por causa das fortes chuvas

- Custos mais altos sobretudo na parte de siderurgia, impactado pela alta dos preços dos insumos com destaque para o carvão e redutores;

- Preços realizados menores na siderurgia;

Por outro lado, entre os pontos positivos que envolvem a companhia, é possível destacar:

- Vendas maiores na siderurgia, atingindo 1,15 Mton vendidas no 1T22 (+13% t.t) resultado de um aumento das vendas nos mercados de distribuição e de aços para construção;

- Receita maior na siderurgia, reflexo deste maior volume, mesmo com uma redução dos preços realizados.

Por tudo isso, a Genial acredita que o momento é de manter as ações da CSN e o preço-alvo é de R$ 26, com potencial de valorização de 42,4%.

Nesta quarta-feira, por volta das 13h30, as ações da CSN caíam 3,90%. No ano, os papéis acumulam queda de pouco mais de 25%.

Investing - SP   19/05/2022

Nesta quarta-feira (18), a CSN (SA:CSNA3) Mineração SA (SA:CMIN3) anunciou a distribuição de R$ 2.520.403.240,72 em dividendos. O montante equivale a R$ 0,459438075953189 por ação.

Acionistas serão remunerados nesta sexta-feira, 19 de maio.

Terão direito aos proventos os detentores de ações em 29 de abril de 2022.

Money Times - SP   19/05/2022

A Vallourec, fabricante francesa de tubos de aço usados por perfuradoras de petróleo e gás, cortará cerca de 2.950 empregos, fechará algumas fábricas na Alemanha, França e Reino Unido e transferirá parte da produção para o Brasil para acelerar o crescimento dos lucros à medida que a demanda se recupera.

O plano, que deve ser concluído no primeiro trimestre de 2024, aumentará o lucro recorrente antes de juros, impostos, depreciação e amortização em 230 milhões de euros (US$ 241 milhões), disse a empresa, que reestruturou sua dívida no ano passado, em comunicado na quarta-feira.

A melhora de geração de caixa será de 250 milhões de euros graças a uma redução nas despesas de capital.

“Essas decisões devem permitir que a Vallourec permaneça lucrativa, quaisquer que sejam as condições do mercado”, disse Philippe Guillemot, que foi nomeado CEO em março com a tarefa de melhorar os resultados.

Na Alemanha, onde cerca de 2.400 empregos serão cortados, as operações da Vallourec perderam em média 100 milhões de euros por ano nos últimos anos, afirmou.

O setor de serviços petrolíferos está se beneficiando de uma recuperação pós-pandemia na demanda de energia.

No entanto, os produtores de hidrocarbonetos continuam cautelosos em aumentar os gastos com exploração e novos poços para evitar investimentos excessivos que ocorreram durante os booms anteriores da demanda.

O Ebitda da Vallourec caiu para 45 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, de 80 milhões de euros um ano antes, pois a empresa teve de suspender temporariamente as operações em uma mina de minério de ferro no Brasil.

Graças à recuperação da demanda e ao reinício progressivo de sua atividade de mineração, a Vallourec agora espera que seu Ebitda aumente “significativamente” este ano.

ECONOMIA

CNN Brasil - SP   19/05/2022

O confinamento imposto pelo governo chinês à população local, para tentar frear os surtos de Covid-19, não deve gerar grandes impactos no comércio exterior do Brasil. No entanto, as restrições podem reduzir o ritmo de crescimento das exportações.

É o que apontam os novos dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) nesta quarta-feira (18).

Apesar do cenário, a FGV chama a atenção para os efeitos gerados pelo isolamento do maior parceiro comercial brasileiro.

“O lockdown adotado pela China para conter a pandemia ajuda a intensificar as pressões inflacionárias no mundo. Ao mesmo tempo, a redução do crescimento da China pode reduzir o crescimento das exportações brasileiras, mas não a ponto de ser observada uma queda nas vendas externas para esse país, em valor”, destaca a instituição em nota do Icomex.

Frente a esse cenário, a equipe técnica que elabora o indicador avalia que a balança comercial brasileira não vai sofrer perdas com o lockdown e deve se manter em superávit.

Isto é, o país seguirá registrando mais exportações do que importações para o gigante asiático, portanto, vendendo mais do que comprando.

“O superávit comercial com a China reduziu de US$ 13,4 bilhões para US$ 10,4 bilhões, enquanto o do Brasil aumentou de US$ 18 bilhões para US$ 20,2 bilhões, na comparação do 1º quadrimestre de 2021 e o de 2022”, destaca a FGV.

“O saldo com a China explicou 52% do superávit comercial. Mesmo com a retração do crescimento chinês, o país deverá manter a sua posição de liderança no comércio exterior brasileiro”, explica a nota.

No período de um ano, entre abril de 2021 a 2022, em valores, as exportações cresceram 10,7% e as importações subiram 29%. Essa variação nos itens importados é justificada pela alta dos preços, que subiram 35,4%.

Nos produtos exportados, a alta foi de 21,1%. Em relação aos volumes negociados, tanto exportações quanto importações registraram queda no período.

O volume das exportações para a China recuou em 9,6%.

No entanto, em todos os outros mercados analisados, o Brasil registrou um aumento.

Para os Estados Unidos, houve 7,7% de crescimento e para a União Europeia, 10,2%. Na América do Sul, o acréscimo foi de 6,7% só na Argentina e de 15,9% para os demais vizinhos.

Além da situação chinesa, o conflito entre Ucrânia e Rússia, no Leste Europeu, também tem impactado os custos.

Os preços de bens intermediários da agropecuária, ou seja, bens manufaturados ou matérias-primas, são um exemplo disso.

Esses valores já vinham em disparada desde o ano passado. Na época, a oferta de fertilizantes russos ainda não estava comprometida. No entanto, o FGV Ibre alerta que, com a guerra, a alta dos preços tende a perdurar pelos próximos meses.

Jornal de Brasília - DF   19/05/2022

Pressionada nos últimos dois anos por gastos relacionados à pandemia, a dívida global de governos, empresas, bancos e famílias atingiu no primeiro trimestre de 2022 o maior patamar de todos os tempos em dólares: US$ 305,3 trilhões.

O recorde se dá ao fim de uma década em que o endividamento mundial subiu sistematicamente acima da taxa de crescimento dos países: para cada US$ 1 a mais em dívida, o PIB global aumentou US$ 0,27 no período, segundo relatório divulgado nesta quarta (18) pelo IIF (Instituto Internacional de Finanças), que reúne 450 bancos em 70 países.

A marca inédita é atingida no momento em que os EUA iniciam um ciclo de aumento das taxas de juros para combater a inflação. O movimento deve encarecer e dificultar, para muitos países, o refinanciamento de seus débitos, sobretudo os denominados em dólar, já que a moeda tende a se valorizar com os juros americanos em alta.

Segundo o IIF, a fatia no endividamento global dos países emergentes se aproxima pela primeira vez de US$ 100 trilhões. Neste ano, eles têm pagamentos combinados equivalentes a US$ 5,5 trilhões –muitos com parcelas significativas em moeda estrangeira.

Argentina e Chile, por exemplo, têm débitos em dólares e euros (de empresas, bancos e governos) equivalentes, respectivamente, a 56% e 62% de seu PIB. A Turquia, com 97%, é o emergente mais exposto a turbulências no mercado internacional.

O Brasil aparece em situação confortável, com dívidas em moeda estrangeira equivalentes a 27,5% do PIB. A maior parcela (15,4%) refere-se ao endividamento de empresas não financeiras. Bancos respondem por 8,2%, e o governo, por 4% –o que limita bastante o impacto da alta de juros global sobre a dívida pública.

No geral, desde o início da pandemia, em 2020, a dívida global dos governos que adotaram políticas para mitigar seus efeitos aumentou em 14 pontos percentuais (US$ 17,4 trilhões) –e pode continuar subindo.

Segundo Clay Lowery, vice-presidente do IIF, a atual disparada nos preços de commodities pode forçar muitos países a elevar gastos para evitar protestos e distúrbios internos, especialmente se o crescimento econômico diminuir daqui para frente –algo esperado pelo efeito do aumento global dos juros.

O atual processo de alta dos juros nos EUA deve ser acompanhado por outros países com problemas inflacionários (como o Brasil já vem fazendo há alguns meses) e para conter saídas bruscas de capital em direção a títulos do Tesouro americano –seguros em momentos de incerteza, e que estão ficando mais atrativos a investidores.

Nos primeiros quatro meses do ano, por exemplo, investidores internacionais se desfizeram de um recorde de US$ 35 bilhões em títulos denominados em yuans chineses atrás de papéis com rendimentos crescentes nos EUA.

Segundo o IIF, a tendência de fuga de investidores para mercados mais seguros vem se acentuando e, para evitar movimentos assim, muitos bancos centrais de países também podem subir juros daqui para frente (para além do combate inflacionário). “A medida em que os bancos centrais seguirem a tendência de elevar os juros, os custos de refinanciamento das dívidas devem aumentar a vulnerabilidade de alguns países”, afirma o IIF.

O instituto pondera que, embora o endividamento global tenha ultrapassado os US$ 300 trilhões, houve uma redução (de 15 pontos percentuais, em relação ao início de 2021) quando se leva em conta o seu volume em relação ao PIB global.

Mas isso só ocorreu porque a inflação mundial inflou o tamanho das economias, movimento que pode estar com os dias contados por causa dos juros mais altos, da queda no ritmo de aumento de preços e das rupturas provocadas pela guerra na Ucrânia.

“Os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia devem continuar perturbando a atividade econômica global, e espera-se que o crescimento diminua significativamente neste ano, com implicações negativas para a dinâmica do endividamento global”, diz o IIF.

O Estado de S.Paulo - SP   19/05/2022

De pé em sua cozinha em Washington, pela manhã, e bebendo um copo de água levemente saborizada, Ben Bernanke veste um terno cinza, uma camisa de botão, sem gravata e um par de tênis de corrida. Ele parece bem diferente de quando trabalhava no Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que ele presidiu por oito anos e durante o que foi – até recentemente – considerado o momento financeiro mais turbulento dos últimos 50 anos.

Mas a pandemia de covid-19 e seu impacto econômico fizeram Bernanke refletir. E escrever. Ele ficou em uma espécie de quarentena voluntária para escrever um livro, o “21st Century Monetary Policy: The Federal Reserve From the Great Inflation to covid-19” (Política monetária do século 21: o Federal Reserve da grande inflação à covid-19, em tradução livre), lançado em 17 de maio.

Bernanke descreve o livro como “acadêmico”, mas, neste momento fora do comum, talvez seja um livro excepcionalmente prático, já que as pessoas estão tentando entender melhor os poderes do Fed e do Congresso para estimular ou desacelerar nossa economia em meio a uma crise na cadeia de suprimentos e uma elevadíssima demanda. O próprio livro é um exemplo das tendências opostas surgindo em nossa economia: “Dados os transtornos na cadeia de suprimentos, este livro levou seis meses para ir do manuscrito final até aparecer na livraria”, disse ele.

Bernanke, que escreveu o livro “quando ficou evidente que não viajaria muito e ficaríamos em casa por um tempo” durante os primeiros dias da pandemia, oferece uma história do Fed – sua tese de doutorado foi sobre o crash da Bolsa de 1929 e suas consequências, o que, segundo ele, proporcionou lições valiosas em relação a como ele respondeu à recessão em 2008.

Seu foco desta vez, no entanto, não está em 2008, mas em como o Fed reagiu a vários cenários econômicos ao longo de mais de um século, ele conduz o leitor pela atuação de diferentes presidentes do Fed, como Alan Greenspan. Os leitores muito provavelmente vão se concentrar na análise de Bernanke da década de 1970, que talvez seja a analogia mais próxima do que está acontecendo na economia de hoje.

Ele espera que Jerome Powell, o atual presidente do Fed, possa ajudar a domar a inflação sem ter que pôr em prática as medidas extremas que o ex-presidente da instituição Paul Volcker implementou na década de 1970 ou levar a economia à recessão.

Mas ele também sugere a possibilidade de os Estados Unidos estarem passando por um período de “estagflação”, uma palavra que, segundo Bernanke, foi inventada na década de 1970.

“Mesmo em um cenário benigno, devemos ter uma economia em desaceleração”, disse ele. “E a inflação ainda está muito alta, mas caindo. Portanto, deve haver um período no próximo ano ou em dois anos em que o crescimento será baixo, o desemprego estará pelo menos um pouco alto e a inflação ainda estará alta. Então você pode chamar isso de estagflação.”

Ele está ciente sobretudo de que a inflação descontrolada pode em breve se tornar uma questão política – possivelmente colocando o Fed na mira do público – de uma forma que nem o desemprego provoca. “A diferença entre a inflação e o desemprego é que a inflação afeta exatamente todo mundo”, disse ele. “O desemprego afeta muito a alguns, mas a maioria das pessoas não reage muito ao desemprego porque não está desempregada. A inflação tem um tipo de amplo impacto social.”

Bernanke parece estar de alguma forma preocupado com a credibilidade do Fed com a opinião pública, principalmente devido à estratégia agressiva que ele adotou em 2008 e que Powell continuou durante a pandemia. “Vi essa conversa imaginária, na minha cabeça, entre Jay Powell e William McChesney Martin, na qual acho que Martin provavelmente teria um AVC ou algo do tipo por causa das diferentes coisas que os presidentes entre eles fizeram”, disse, referindo-se a Martin, presidente do Fed de 1951 a 1970.

No livro, Bernanke discute como ele tentou melhorar a reputação da independência do Fed tornando-o mais transparente, inclusive organizando entrevistas coletivas. “No dia a dia, julgamos a credibilidade das promessas mais pela reputação daqueles que as fazem do que pelas palavras exatas usadas por eles”, afirmou.

“O mesmo princípio se aplica às promessas do banco central. A credibilidade do banco central depende em parte da reputação pessoal e das habilidades de comunicação dos principais formuladores de políticas, mas como os formuladores de políticas não podem limitar de forma irrevogável a si mesmos ou a seus sucessores, a reputação institucional também é importante. Devido a preocupações com a reputação institucional, os formuladores de políticas têm um incentivo para cumprir as promessas, mesmo aquelas feitas por seus antecessores.”

Bernanke deixou o Fed como presidente da instituição em 2014, mas continuou em Washington, onde é pesquisador da Instituição Brookings e consultor sênior da empresa de investimentos Pimco. Ele disse que preferia não ter de tomar as decisões com as quais Powell se depara agora, ou aguentar as horas de audiências no Congresso em que as decisões dele foram questionadas.

Em vez disso, ele prefere pensar na função com um certo afastamento e na possibilidade de pontificar a respeito de questões políticas que costumava evitar.

Questionado se acredita que a dívida do financiamento estudantil deveria ser perdoada, sua pausa característica sumiu: “Seria muito injusto acabar com ela. Muitas das pessoas que têm grandes dívidas estudantis são profissionais que vão ganhar muito dinheiro ao longo da vida. Então, por que os favoreceríamos em detrimento de alguém que não fez faculdade, por exemplo?”.

E quanto ao Fed mudar sua meta de inflação? Mais uma vez sem pausa. “As metas de inflação não devem ser usadas como ferramenta de curto prazo, sabe? Se você aumentar a meta de inflação para 3% para algum propósito de curto prazo, por que não 4%, ou por que não 3,5%; ou por que não criar uma faixa ou algo assim?”

A boa notícia é que Bernanke não está apreensivo com uma crise ao estilo da de 2008. Ele está preocupado com os preços dos imóveis residenciais, dizendo que eles “aumentaram muito, mais ou menos uns 30% nos últimos dois anos”.

“Isso é algo em se precisa ficar de olho”, disse ele, mas, ao contrário de 2008, “as hipotecas que estão sendo concedidas para comprar essas casas costumam ser de qualidade muito superior às hipotecas subprime de 15 anos atrás”. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

O Estado de S.Paulo - SP   19/05/2022

O lockdown adotado pela China para tentar conter a disseminação da covid-19 pode reduzir o ritmo de crescimento das exportações brasileiras neste ano, mas não impedirá que o país asiático impulsione o superávit comercial brasileiro, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quarta-feira, 18, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De janeiro a abril de 2022, as exportações brasileiras cresceram, em valores, 24,1% ante o mesmo período de 2021. As importações avançaram 27,6%.

Em volume, as exportações brasileiras tiveram expansão de 3,5% de janeiro a abril de 2022 ante janeiro a abril de 2021, enquanto as importações encolheram 3,5%.

A diferença é explicada pelos aumentos de preços ocorridos no período: os preços das exportações subiram 19,6% de janeiro a abril, enquanto os das importações saltaram 32,2%.

"O lockdown adotado pela China para conter a pandemia ajuda a intensificar as pressões inflacionárias no mundo. Ao mesmo tempo, a redução do crescimento da China pode reduzir o crescimento das exportações brasileiras, mas não a ponto de ser observada uma queda nas vendas externas para esse país, em valor. A China continuará a liderar a contribuição para o superávit comercial do Brasil", previu a FGV, na nota do Icomex. "Além da guerra na Ucrânia, o novo lockdown na China, como medida para conter a propagação da covid-19, veio a intensificar os gargalos que ainda não tinham sido superados nas cadeias de suprimento globais, levando a novas pressões inflacionárias", completou.

Exportações

Entre os meses de abril de 2021 e 2022, as exportações brasileiras, em valor, cresceram 10,7%, e as importações, 29%. Nas importações, o avanço é explicado por um salto de 35,4% nos preços, enquanto o volume caiu 5%. Nas exportações, os preços subiram 21,1%, e o volume recuou 9%.

"Logo, tanto nas exportações como nas importações, houve redução do comércio em volume e aumento de preços", apontou a FGV.

O relatório do Icomex menciona que, passado o choque inicial provocado pela pandemia do novo coronavírus, os preços internacionais engataram uma escalada de aumentos, no início de 2021, impulsionados pela recuperação da demanda mundial.

"Para o Brasil, o aumento do PIB da China em 8,1%, puxando a demanda por commodities, levou a uma trajetória de variações crescentes internanuais mensais, com os preços de exportações crescendo acima dos preços dos importados", lembrou a FGV. "Esse comportamento muda a partir do final de 2021 e as variações nos preços importados superam as das exportações."

Desaceleração

O atual lockdown na China pode levar a uma desaceleração do crescimento econômico do país asiático, contribuindo para a queda nos preços internacionais. Por outro lado, os novos problemas de oferta nas cadeias de suprimento e em canais de logística “sugerem que esse resultado não deverá ser imediato e deverá ser pouco relevante para esse ano”.

“Fica, porém, o efeito de redução da demanda para as commodities, que acompanham o nível de atividade econômica do país, como o minério de ferro. Para as exportações brasileiras não seria uma boa notícia", ponderou a FGV.

De janeiro a abril, o volume exportado pelo Brasil à China caiu 9,6% ante o mesmo período do ano anterior. No entanto, cresceram as vendas externas com destino aos Estados Unidos (7,7%), União Europeia (10,2%) e Argentina (6,7%).

Já o volume importado da China subiu 4,0% de janeiro a abril, enquanto que o Brasil comprou menos dos Estados Unidos (-5,4%), União Europeia (-3,5%) e Argentina (-9,5%).

A FGV lembra que o Brasil exportou menos minério de ferro para a China, mas que os chineses aumentaram as compras de carne bovina.

"Mesmo com a retração do crescimento chinês, o país deverá manter a sua posição de liderança no comércio exterior brasileiro", previu o relatório do Icomex.

Infomoney - SP   19/05/2022

A S&P Global Ratings revisou para baixo suas projeções para o crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) das principais economias do mundo, incluindo EUA, China e zona do euro, em meio à deterioração do cenário econômico global.

A projeção para o PIB dos EUA em 2022 caiu de 3,2% para 2,4%, da China foi reduzida de 4,9% a 4,2%, e da zona do euro sofreu revisão de 3,3% a 2,7%

Segundo a pesquisa da agência de classificação de risco, o prolongamento da invasão russa à Ucrânia e a escalada inflacionária em todo o mundo pesam sobre a perspectiva de crescimento da economia global.

Além da guerra na Ucrânia e a escalada dos preços, uma normalização monetária mais rápida nas grandes potências globais reduzirá a demanda em ritmo mais acelerado que o previsto anteriormente, cita a S&P Global.

Por fim, a desaceleração da economia chinesa deve ter efeito “nulo” sobre o crescimento global, segundo a agência. Isso porque o desempenho mais fraco no gigante asiático deve refletir um consumo interno menor por causa da política de covid-zero no país, fator que tem pouca influência sobre a economia global, diz.

Infomoney - SP   19/05/2022

A taxa de inflação medida pelo IPCA deve atingir 7,9% em 2022 e 4,0% em 2023. A projeção é da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado Federal, e foi anunciada nesta quarta-feira (18) em seu relatório mensal de acompanhamento fiscal.

Os números configuram uma revisão de 2,5 e 0,8 pontos percentuais em relação ao cenário divulgado pela IFI em dezembro. A instituição também espera que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2022 em 13,25% ao ano, diminuindo para 9,5% em 2023.

Em relatório, a IFI afirma que, “desde a última revisão do cenário econômico, promovida em dezembro de 2021, o ambiente externo piorou bastante com invasão da Ucrânia”. O órgão disse ainda que “as pressões inflacionárias no Brasil, que já vinham se acumulando antes da guerra com os desequilíbrios gerados pela pandemia, agora aumentaram”.

Em relação ao PIB, a projeção para este ano é de crescimento de 1,0%, motivado pela melhora da atividade econômica e pelo efeito positivo das liberações de recursos do FGTS sobre o consumo das famílias no segundo trimestre. Em dezembro, a IFI previa crescimento de 0,5% para o país em 2022.

Para 2023, houve uma redução da projeção do PIB de 2,0% para 1,0%, influenciada por uma política monetária mais restritiva sobre o desempenho da demanda interna.

“A IFI estima que, em um cenário pessimista, em que haja agravamento dos conflitos na Ucrânia e uma desaceleração mais aguda da economia chinesa sobre as exportações, o que aumentaria os riscos fiscais no âmbito doméstico, o valor do dólar poderia chegar a R$ 5,57 no fim de 2022, e o crescimento médio do PIB de 2024 a 2031 seria de 1,3% ao ano. Já a taxa real de juros ficaria em um patamar mais elevado, de cerca de 5,3% ao ano”, escreveu a instituição.

“No cenário otimista, uma travessia pacífica pelo ano eleitoral e a dissipação dos choques causados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia sobre os preços de matérias-primas abririam espaço para maior crescimento econômico e redução mais rápida da taxa de desemprego, além de reduzir as pressões inflacionárias”, completou.

Nesse ambiente, a taxa de câmbio alcançaria R$ 4,70 até o fim de 2022, segundo as novas projeções da IFI. Entre 2024 e 2031, a taxa média de crescimento do PIB seria de 3,2% e a taxa real de juros caminharia para um patamar de 2,9% ao ano.
Quadro fiscal

No quadro fiscal, a IFI afirmou em relatório que as mudanças no recolhimento de tributos anunciadas recentemente pelo governo trarão impacto negativo para a arrecadação no curto prazo.

O corte do PIS/COFINS sobre os combustíveis, por exemplo, segundo a IFI, impactará a arrecadação de R$ 17,6 bilhões entre março e dezembro deste ano. Já a redução de 35% nas alíquotas do IPI implicará uma perda de recolhimento de R$ 7,6 bilhões para a União e de R$ 11,1 bilhões para estados e municípios em 2022.

“A IFI também considerou, no cenário pessimista, a atualização das faixas de recolhimento do Imposto de Renda para pessoa física. Os cálculos se basearam na Nota Técnica no 49 da Instituição. A perda de arrecadação para a União poderia chegar a R$ 8,6 bilhões ainda neste ano. Em 2031, a perda de receita poderia chegar a R$ 30,4 bilhões. Já estados e municípios perderiam R$ 4,6 bilhões em 2022 e R$ 16 bilhões daqui a dez anos”, avalia a instituição.

Sobre a despesa primária do governo, a IFI acredita que ela deverá chegar a R$ 1.764,5 bilhão ou 18,2% do PIB em 2022. O recuo frente aos 18,6% do PIB alcançados em 2021, diz o órgão, decorre do aumento esperado para o PIB nominal acima do aumento projetado para as despesas.

Na comparação com o cenário de dezembro, a nova projeção de despesas para 2022 indica crescimento nominal de 1,8% e uma queda de 0,2 p.p. em razão do PIB. “Ou seja, o gasto previsto aumentou, mas a evolução do PIB nominal foi ainda maior, provocando o recuo da despesa em percentual do Produto”, explica.

Os cenários da IFI também consideram o reajuste salarial de 5% aos servidores federais a partir de julho de 2022 e a manutenção do gasto com o programa Auxílio Brasil de 2023 em diante.

Com a melhora das estimativas de arrecadação, nova projeção para o deficit primário do governo central em 2022 é de R$ 19,2 bilhões ou 0,2% do PIB. O deficit é levemente menor do que os R$ 33,7 bilhões de 2021. A expectativa atual do governo é um deficit primário de R$ 65,2 bilhões.

As novas projeções da IFI sobre a dívida bruta indicam que ela deve fechar 2022 em 78,9% do PIB, motivada pela expectativa de maior superávit primário no setor público puxado pela arrecadação dos governos regionais.

O Estado de S.Paulo - SP   19/05/2022

O governo deve manter a previsão oficial para o crescimento do PIB em 2022 em 1,5%, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A avaliação é que o mercado está “convergindo” para este número, depois de ter feito projeções bem abaixo das oficiais. No último relatório Focus, divulgado no início de maio, o mercado previa uma alta de 1% no PIB deste ano.

O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, disse nesta quarta-feira, 18, que projeta uma expansão neste patamar. “Frente a uma projeção de crescimento zero para o PIB no começo do ano, acreditamos agora que as expectativas de mercado devam caminhar para 1,5%. Estamos ainda vivendo o efeito da reabertura da economia, com algum impacto da demanda reprimida, mas já tem segmentos em processo de declínio, como automóveis e produtos das linhas brancas e marrom", ponderou.

A nova projeção do governo deve ser anunciada na quinta-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, responsável pela grade de parâmetros macroeconômicos, que serve como base para os cálculos do relatório de receitas e despesas.

Como mostrou o Estadão, a necessidade de bloqueio de recursos do atual Orçamento para bancar novas despesas, como aumento salarial a servidores federais e subsídio a financiamentos do próximo Plano Safra, já está próxima de R$ 10 bilhões. Mas esse valor deve ficar ainda maior caso o presidente Jair Bolsonaro opte por conceder um reajuste diferenciado a carreiras da segurança pública federal. Essa possibilidade continua no radar do governo porque o presidente – que vai disputar a reeleição – quer cumprir o prometido com as três carreiras policiais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e agentes penitenciários).

Em março, no último relatório bimestral, o Ministério da Economia anunciou um bloqueio de R$ 1,72 bilhão no Orçamento de 2022. O congelamento das despesas foi necessário para não ultrapassar o limite do teto, já que gastos obrigatórios, como despesas com pessoal, estavam subestimados e também houve aumento de subsídios com o plano Safra por conta da alta de juros.

De acordo com as fontes, ainda não há uma definição sobre se o relatório contemplará as modificações orçamentárias necessárias para conceder reajuste ao funcionalismo público. Isso porque o tema ainda depende de decisão do presidente Jair Bolsonaro, que já disse publicamente que quer conceder aumento de 5% linear para todos os servidores, como antecipou o Estadão/Broadcast.

Na semana passada, a reportagem mostrou que técnicos da equipe econômica defendem que eventuais aumentos sejam oficializados até a divulgação do relatório - para que haja “segurança jurídica” em alterar o Orçamento a tempo de conceder o benefício em ano eleitoral.

A avaliação de técnicos ouvidos pela reportagem é que, qualquer que seja o formato do reajuste, será necessário enviar ao Congresso uma série de mudanças legislativas para abrir espaço no Orçamento para o aumento do funcionalismo. Eles defendem que o ideal é que isso seja feito antes ou até o envio do próximo relatório bimestral, que tem prazo do dia 22 de maio.

Por causa do ano eleitoral, o governo teria que aprovar os projetos de lei necessários até junho, quando fecha a folha de pagamentos do mês seguinte. O reajuste só pode ser concedido até julho porque, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um presidente não pode aumentar o gasto com pessoal nos últimos 180 dias do mandato. /Colaboraram Francisco Carlos de Assis e Cícero Cotrim

MINERAÇÃO

Valor - SP   19/05/2022

Queda está ligada às preocupações com o vigor da economia chinesa após indicadores de vendas e produção industrial confirmarem que as medidas de isolamento social frearam a atividade

Os preços do minério de ferro voltaram a recuar nesta quarta-feira, em meio às crescentes preocupações com o vigor da economia chinesa após indicadores de vendas e produção industrial confirmarem que as medidas de isolamento social para conter o avanço da covid-19 no país também frearam a atividade.

No norte da China, o minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia com baixa de 2,7%, a US$ 126,60 por tonelada, no nível mais baixo em quatro meses.

Agora, a principal matéria-prima do aço exibe desvalorização superior a 11% no mercado à vista em maio. No ano, os ganhos acumulados, que já chegaram a 35%, foram reduzidos a 6,4%.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para entrega em setembro, tiveram queda mais acentuada, de 5,3%, para 791 yuan por tonelada.

Na avaliação do banco suíço Julius Baer, o cenário econômico na China, maior produtora mundial de aço e principal consumidora de minério de ferro, é sombrio, e a reação dos mercados às medidas de estímulo anunciadas pelo governo à infraestrutura e construção imobiliária foi morna.

“Os preços tiveram leve recuperação nos últimos dias, o que pode ser atribuído sobretudo a alguma cobertura para contratos de curto prazo. Se os mercados de metais tivessem esperança firme em relação às medidas de estímulo, a reação teria sido mais pronunciada. Nós estamos com os mercados”, escreveu o chefe de pesquisas do Julius Baer, Carsten Menke, em nota de hoje.

Para o especialista, com a correção, os metais industriais voltaram a níveis de preço condizentes aos fundamentos de mercado.

A principal matéria-prima do aço exibe desvalorização superior a 11% no mercado à vista em maio — Foto: Rich Press/Bloomberg

O Estado de S.Paulo - SP   19/05/2022

A dívida total da Samarco no processo de recuperação judicial soma R$ 50,5 bilhões. Os credores financeiros, em sua maioria fundos estrangeiros que têm títulos de dívida da companhia emitidos no exterior, são donos de R$ 26,4 bilhões desse total. Vale e BHP são detentoras de R$ 24,1 bilhões, recursos “emprestados” para que a Samarco pudesse preservar os ativos após o rompimento da barragem do Fundão, em 2015.

Os credores rejeitaram o plano apresentado pela Samarco em abril, por entenderem que a companhia pode acelerar a retomada a patamares anteriores ao acidente. Em seu plano, a Samarco estima que a produção, de cerca de 7 milhões de toneladas de minério de ferro em 2021, chegará ao volume pré-tragédia apenas em 2029, quando atingiria 28 milhões de toneladas.
Inclusão de dívida de R$ 24 bi de Vale e BHP é questionada

A inclusão da dívida de R$ 24 bilhões de Vale e BHP na Samarco está em discussão na Justiça. Os credores defendem que o montante não deveria entrar no processo de recuperação judicial. Se os acionistas donos dessa dívida ainda puderem votar, serão maioria na assembleia e, provavelmente, terão poder de decisão.

Um juiz que preferiu não se identificar disse que a lei não especifica se os acionistas/credores têm direito à voto. Como será o primeiro grande caso sob a nova lei, o desdobramento deve servir de referência para outros. Para esse juiz, em qualquer caso os acionistas não deveriam, em princípio votar porque já contam com a proteção da lei e têm a garantia de não ficar em posição pior do que na falência.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   19/05/2022

O mais recente veículo elétrico (EV) da Hyundai que chegou ao mercado japonês neste mês pode percorrer 220 quilômetros com uma carga de cinco minutos

O Ioniq 5, que está disponível por cerca de 5 milhões de ienes (US$ 38.700) — Foto: Reprodução

O mais recente veículo elétrico (EV) da Hyundai que chegou ao mercado japonês este mês pode percorrer 220 quilômetros com uma carga de cinco minutos, muito mais rápido que o carregamento que os EVs japoneses exigem usando carregadores de baixa potência.
O Ioniq 5 da Hyundai entrou no mercado no ano passado na Coreia do Sul, Europa e América do Norte antes de fazer sua estreia no Japão. O crossover EV, carro-chefe da montadora, pode suportar um carregador rápido com uma potência de 350 kW.

Carregar o Ioniq 5 "é quase como reabastecer um carro a gasolina", disse Ken Sato, da subsidiária Hyundai Mobility Japan.

A Tesla foi pioneira na arte de recarregar EVs rapidamente. Em 2019, a fabricante norte-americana desenvolveu um carregador de 250 kW para o Model 3, dando ao carro uma autonomia de 275 quilômetros com uma carga de 15 minutos, segundo a Tesla.

A Porsche superou a Tesla em 2020 ao apresentar o Taycan EV com uma potência máxima de carregamento de 270 kW. O carro pode percorrer 100 quilômetros com uma carga de quatro minutos e meio, diz a Porsche. A Audi, empresa irmã da Porsche sob a marca Volkswagen, também apresentou um EV em 2021 que pode carregar com uma potência de 270 kW.

O carregamento ultrarrápido já foi a marca registrada dos veículos de luxo. Agora, a tecnologia está sendo adotada por modelos de mercado de massa, como o Ioniq 5, que está disponível por cerca de 5 milhões de ienes (US$ 38.700).

O tempo de carregamento de um veículo elétrico é um fator chave para um potencial cliente. Ao contrário dos poucos minutos que leva para encher um tanque de gasolina, um EV pode levar mais de 30 minutos para ficar totalmente carregado, mesmo com carregadores rápidos.

De acordo com uma pesquisa de 2021 do Grupo Deloitte Tohmatsu, mais de 20% das pessoas com planos de comprar um EV estão altamente preocupadas com o tempo de carregamento.

As montadoras japonesas oferecem EVs com capacidades de carregamento drasticamente menores do que os importados. Na última quinta-feira, a Nissan lançou a nova versão padrão do Ariya, seu crossover EV. Mas o modelo só funciona com uma potência de carregamento de pico de 130 kW. Uma autonomia de 375 quilômetros requer cerca de 30 minutos de carregamento.

Nesse mesmo dia, a Toyota lançou um serviço doméstico de assinatura para seu veículo utilitário esportivo bZ4X, a primeira oferta totalmente elétrica da empresa para o mercado de massa. Os modelos para os mercados japonês e britânico são compatíveis com carregadores de 150 kW.

Um grande fator que contribui para as capacidades limitadas de carregamento é que a maioria dos carregadores no Japão são baseados no padrão e-Mobility Power, que é promovido pela empresa do grupo Tokyo Electric Power Co. Holdings com o mesmo nome.

A maioria dos carregadores e-Mobility Power tem potências de 50 kW ou menos. Foi apenas no ano passado que os primeiros carregadores de 90 kW foram instalados.

Tanto o Ariya quanto o bZ4X estão posicionados como modelos globais de EV, mas sua primeira medida de sucesso será seu nível de penetração no mercado japonês. As capacidades de carregamento do Ariya “estão em um nível suficiente, considerando a infraestrutura de carregamento do Japão”, disse um executivo da Nissan.

Não só as montadoras não japonesas estão lançando EVs compatíveis com carregadores mais rápidos, mas estão instalando-os em um ritmo acelerado. A Tesla começou a abrir suas estações de Supercharger em 2012, e desde então a rede global se expandiu para mais de 30 mil unidades, incluindo Superchargers de 250 kW.

A Ionity, operadora de rede de carregamento alemã apoiada pelo grupo Volkswagen e Hyundai, planeja colocar cerca de 7 mil carregadores de 350 kW na Europa até 2025. A subsidiária de estações de carregamento da Volkswagen, Electrify America, começou a instalar carregadores de 350 kW nos Estados Unidos em 2018.

Essa fome por carregadores de maior potência decorre do fato de que os fabricantes de EV estão expandindo constantemente a capacidade da bateria para estender as distâncias de condução. Levará mais tempo para carregar EVs de longo alcance se a saída de carregamento permanecer a mesma.

Entre os modelos de luxo, as capacidades da bateria giram em torno de 100 quilowatts-hora, ou cerca de duas vezes a escala dos EVs padrão. O Taycan tem uma capacidade de 93,4 kWh.

Até 2025, um quinto de todos os EVs terão capacidades de bateria entre 75 e 100 kWh, de acordo com o fornecedor automotivo alemão Bosch, e espera-se que chegue a 32% em 2028.

Mas para que um EV seja compatível com um carregador ultrarrápido, o design terá que ser drasticamente modificado para que os componentes possam aguentar a tensão elevada. Baterias e motores em EVs feitos no Japão podem lidar com 400 volts de eletricidade, bem abaixo da tolerância de 800 volts dos modelos de carregamento super-rápido Porsche e Hyundai.

Para desenvolver um EV que possa gerenciar 800 volts, "precisamos trocar muitos componentes", disse um executivo da Nissan, e aparentemente levará algum tempo até que as montadoras japonesas alcancem esse marco. Os componentes necessários para essa alta tensão também aumentarão o custo dos EVs.

As baterias representam um terço do custo de produção de um veículo elétrico, tornando-os mais caros do que veículos motorizados movidos a gasolina.

Por enquanto, as montadoras japonesas estão mantendo os preços dos EVs, renunciando às capacidades de carregamento rápido. Mas elas correm o risco de perder sua grande participação no mercado automobilístico global se permitirem que concorrentes estrangeiros os ultrapassem com carregadores mais potentes.

Hyundai: Carregamento de carro elétrico — Foto: Reprodução

Veja - SP   19/05/2022

O novo surto de Covid na China, que resultou em lockdown no maior porto do mundo, em Xangai, tem afetado até a indústria automotiva brasileira, diz a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Segundo a entidade, que monitora quinze ramos de atividade econômica, o consumo de energia no setor de veículos no Brasil tinha voltado a crescer neste ano, após queda iniciada em outubro de 2021 — mas voltou a cair novamente após o fechamento do porto chinês.

Em fevereiro, o consumo de energia na indústria automotiva teve alta de 3% e 1,6% em março, mas caiu 1,9% em abril, logo após o fechamento do porto de Xangai.

Como as restrições na região trouxeram uma série de desafios para a importação, o atraso de mercadorias e o agravamento da restrição de oferta de semicondutores forçaram as montadoras a desacelerarem o ritmo de retomada da produção, aponta a CCEE.

No início da semana, autoridades de Xangai anunciaram que a megalópole deve permitir que a vida normal seja retomada a partir de 1º de junho, após controle dos novos casos de Covid na maioria dos distritos da cidade.

O Estado de S.Paulo - SP   19/05/2022

Tendência no mundo, o movimento de venda de veículos elétricos no Brasil também segue em ascensão.Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) registraram um aumento de 127% nas vendas, em fevereiro de 2022. Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostra crescimento na participação de veículos elétricos e híbridos nas vendas. De 2020 para cá, houve um salto de 1% para 2,2% em janeiro deste ano.

Esses números, ainda que positivos, passam longe dos do mercado de carros tradicionais. Pensando nisso, a 99 uniu-se com mais oito empresas do segmento (CAOA Chery, Ipiranga, Movida, Unidas, Tupinambá Energia, Raízen e Zletric) com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da mobilidade mais limpa no País, criando a Aliança pela Mobilidade Sustentável. A principal ideia é melhorar a acessibilidade a esses veículos, em termos financeiros e de infraestrutura, tanto para motoristas parceiros quanto para a população em geral.

Entre as diretrizes da Aliança pela Mobilidade Sustentável, está aumentar a participação dos veículos elétricos entre carros novos para 10% das vendas até 2025 no mercado nacional (hoje o índice é de 2%); criar 10 mil estações públicas de carregamento em todo o Brasil até 2025 (atualmente existem cerca de 1.500) e lançar, no mínimo, 300 automóveis elétricos da 99 ainda este ano, com objetivo de chegar a 10 mil até 2025 e 100% da frota até 2030.

“Construímos a Aliança para deixar esses modelos mais acessíveis para os motoristas e para as pessoas que mais precisam deles. Seguimos acreditando no Brasil e cuidando dos nossos parceiros para que tenham mais benefícios, ganhos, tecnologia e inovação. Este é o compromisso da 99”, afirma Thiago Hipolito, diretor sênior de Inovação e líder do DriverLAB 99.

Entre os alvos da 99 para a Aliança, estão dois dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: garantir o acesso a fontes de energia limpas e acessíveis (item 7) e tornar as cidades e comunidades mais inclusivas e sustentáveis (item 11). A Aliança é uma das iniciativas do DriverLAB, centro de inovações 100% focado nos motoristas parceiros da 99, que tem como meta para os próximos três anos R$ 250 milhões de investimento em experiência do motorista na plataforma – sendo R$ 100 milhões somente em 2022.

Metas:

Aumentar a participação dos veículos elétricos entre carros novos para 10% das vendas até 2025 (hoje o índice é de 2%);

Criar 10 mil estações públicas de carregamento em todo o Brasil até 2025 (atualmente existem cerca de 1.500)

Lançar, no mínimo, 300 automóveis elétricos da 99 ainda este ano, com objetivo de chegar a 10 mil até 2025 e 100% da frota até 2030;

Chegar à emissão zero de carbono pela 99 até 2030 (hoje, 48% das emissões de CO2 são do setor de transporte no Brasil);

Adotar a cidade de São Paulo como polo pioneiro para implementação de programas a fim de inspirar outras regiões do País.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Infomoney - SP   19/05/2022

O preço médio de novas moradias nas 70 maiores cidades da China diminuiu 0,11% em abril ante igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês), em mais uma evidência das dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário chinês em meio à campanha regulatória de Pequim.

Embora pequena, trata-se da primeira queda anual nos preços desde novembro de 2015, quando a economia chinesa enfrentou uma grave desaceleração. Em março, houve avanço anual de 0,66% nos preços.

Na comparação mensal, o preço médio de novas moradias chinesas caiu pelo oitavo mês seguido em abril, com uma redução de 0,3%, maior do que o declínio de 0,07% de março. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Monitor Digital - RJ   19/05/2022

A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a indústria da Construção Civil teve o melhor nível de atividade e o número de empregados entre janeiro e abril nos últimos dez anos. Foram entrevistadas 419 empresas, sendo 156 pequeno porte, 175 médio porte e 88 de grande porte, entre e 2 e 10 de maio de 2022. O índice do nível de atividade ficou em 50,1 pontos em abril de 2022. O valor próximo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade, sinaliza estabilidade. O índice é 1,2 pontos menor do que março, no entanto, não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012, quando registrou 50,6 pontos.

O índice do número de empregados ficou em 50,7 pontos, representando aumento de 0,7 ponto ante março. Assim como o ocorrido para o nível de atividade, o valor do índice é o maior para abril desde 2012, quando registrou 51 pontos.

Em abril de 2022, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) caiu 1 ponto percentual na comparação com março, de 68% para 67%. Ainda assim, é o maior percentual para o mês desde 2014 (69%).

Os empresários da construção seguem com expectativas positivas para todas as variáveis analisadas. O empresário espera alta do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados nos próximos seis meses. O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade apresentou estabilidade, permanecendo em 58,1 pontos, enquanto o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou 0,3 ponto, para 57,4 pontos. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços mostra pequena queda do otimismo, ao cair 0,5 ponto, para 56,0 pontos. Da mesma forma, o índice de expectativa do número de empregados também registrou recuo de 0,5 ponto, para 56,2 pontos. Apesar disso, o indicador está acima de 50 pontos, o que aponta para expectativas positivas e de crescimento.

Já segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o custo da construção civil no país aumentou 1,21% em abril em comparação ao mês anterior. É a maior taxa de inflação mensal registrada desde agosto do ano passado. Com esse resultado, o índice nacional do setor acumula altas de preços de 3,52% no ano e de 15% em 12 meses.

Segundo a pesquisa, o custo nacional da construção passou a ser R$ 1.567,76 por metro quadrado, em abril. Já os materiais de construção tiveram inflação de 1,86% no mês e passaram a custar R$ 944,49 por metro quadrado. A mão de obra subiu 0,24% e ficou em R$ 623,27.

Valor - SP   19/05/2022

Aumentar lucratividade apesar da demanda incerta é o mote do segundo trimestre

O primeiro trimestre foi um período conturbado para as incorporadoras de capital aberto, com queda de margem bruta e de lucro líquido. Mas poderia ter sido pior.

O custo dos materiais de construção, que parecia caminhar para a estabilização até fevereiro, ainda que em patamar elevado, voltou a subir de forma acelerada com a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China. Enquanto isso, subidas sucessivas da Selic aumentaram os juros, mas não conseguiram reduzir a inflação, que morde o poder de compra principalmente dos mais pobres, onde está a maior demanda por habitação no país.

Nesse cenário, já era esperado que as empresa não tivessem um desempenho excepcional. “Estamos em momento de desaceleração, mas vimos um volume de lançamentos e de velocidade de venda um pouco acima do esperado”, diz Gustavo Caetano, especialista em fundos imobiliários do banco Inter, ressaltando o desempenho negativo na comparação anual.

No consolidado das incorporadoras listadas na bolsa, a margem bruta caiu 3,2% e o lucro líquido recuou 14,3%, resultado da pressão inflacionária e da dificuldade para repassar preço ao consumidor.

Quem opera dentro do Casa Verde e Amarela (CVA) tem um teto para comercializar a unidade, já quem opera no SBPE não tem amarra de valor, mas sofre com a elevação dos juros para o financiamento imobiliário.

A busca por aumentar a lucratividade esteve presente no discurso de todas as empresas. Algumas já destacaram que vão abrir mão de velocidade de venda para atingir esse objetivo, como a Tenda, outra vez destaque negativo da temporada. Rodrigo Osmo, presidente da incorporadora, ressaltou que vão privilegiar projetos lucrativos, mesmo que isso signifique reajustar o tamanho da operação e fechar fábricas. A companhia registrou aumento de distratos, que agora são 20% das vendas brutas.

Caetano lembra que Tenda não foi a única. Cyrela e Eztec também tiveram o mesmo problema, mas o especialista afirma que isso já era esperado, dado a situação do país, e não é um risco no momento.

As companhias que atuam no CVA, como a própria Tenda, sofreram mais no trimestre porque são mais sensíveis aos aumentos de materiais e mão de obra.

A operação nacional da MRV também foi tida como destaque negativo pelos analistas. Outra vez, o resultado da holding MRV&Co foi beneficiado pela operação americana, a AHS, que vive bom momento de lançamentos, vendas e margens.

Porém, André Mazini, analista do Citi, afirma que isso pode enfraquecer com o aumento previsto nos juros dos Estados Unidos, e que a holding deve correr para atrair um investidor para o negócio. “A MRV não tem mais dinheiro para colocar na AHS, ela está mais alavancada no Brasil e qualquer coisa em dólar é um montante importante”, diz.

Exceção no segmento do programa foi a Direcional, que apresentou margem estável no trimestre, em 36%. “É o único player que está conseguindo ganhar dinheiro na faixa 2, por uma questão de eficiência operacional”, afirma Ygor Altero, analista-chefe do setor de construção da XP.

No entanto, a companhia pode perder margem nos próximos trimestres, quando sentirá mais a pressão sobre o preço dos materiais. A Direcional reduziu a participação de lançamentos da Riva, focada na faixa logo acima do CVA, em seu portfólio. Uma resposta ao aumento dos juros no SBPE.

Na faixa 3, a mais alta do programa, a Cury segue com desempenho positivo, segundo Altero. Para ele, a empresa apresentou o melhor resultado do setor. “Conseguiu continuar driblando a pressão dos custos com aumento de preço, mantendo margem bruta e conseguindo gerar caixa”, diz.

No médio e alto padrão, a Cyrela reportou margem menor do que o esperado, mas culpou o lançamento carioca Wave by Yoo, que, apesar de terminar o trimestre com mais de 80% das unidades vendidas, teve muitas permutas pelo terreno, o que diminuiu a lucratividade.

A EZTEC também teve queda de margem, de 3,2 pontos percentuais, o que, para os analistas do Bradesco BBI Bruno Mendonça e Pedro Lobato, mostra que nem uma empresa com boa reputação na execução de projetos consegue suportar a inflação setorial. Eles ressaltam que a companhia ainda tem uma das maiores margens do setor, de 39,3%.

Para o segundo semestre, o cenário macroeconômico deve se manter, então não é esperado um grande crescimento em lançamentos, vendas e lucratividade entre as incorporadoras. No médio e alto padrão, pontua Altero, poderá haver mais lançamentos para evitar posicioná-los no terceiro trimestre, que estará sob efeito da eleição e suas turbulências.

A metáfora da aviação foi muito usada para descrever como os executivos veem a chegada desse período: uma nuvem escura, que não permite avaliar com clareza onde se irá pousar. Por isso, há cautela para a liberação de novos projetos.

Entre as empresas do CVA, cresce a opinião de que uma nova revisão de subsídios irá acontecer em breve, ainda que tenha havido alteração em abril. “Dada a rentabilidade que as empresas estão tendo, se não tiver mudanças, dificulta para operar na faixa 2, o que é muito ruim para o programa”, afirma Altero.

A mudança mais provável, segundo analistas, é um novo aumento do grupo salarial que pode receber cada faixa de subsídio, mas também foram aventadas as alternativas, como ampliar o prazo de financiamento de 30 para 35 anos. Se algo assim acontecer, é esperada uma recuperação de lançamentos no programa.

Para o ano todo, a previsão do Inter é um desempenho um pouco pior em vendas e lançamentos do que em 2021, ou, no máximo, estável. “Mas é importante ponderar a forte base de comparação de 2021 e 2020”, ressalta Caetano.

NAVAL

Tecnologistica - SP   19/05/2022

O Porto Itapoá (SC) adquiriu duas novas empilhadeiras reach stacker que serão empregadas nas operações no pátio do terminal. O objetivo é potencializar o atendimento entre navio e pátio, complementando as operações com o RTG, guindaste móvel usado em operações dentro de portos para movimentar e empilhar contêineres.

A intenção é reduzir o tempo das operações em geral e dar suporte para movimentos específicos, como de cargas especiais padrão break bulk. O gerente de operações do Porto Itapoá, Thiago Santos, explica que o truck turn time (TTT, o tempo de espera dos caminhões dentro do porto) deve diminuir com a novidade. “Hoje temos cerca de 1.600 por dia circulando pelo terminal”, diz.

Os equipamentos da marca Kalmar têm capacidade de levantar 45 toneladas nos spreaders (dispositivo que é acoplado na máquina para levantar os contêineres) e possuem uma série de tecnologias para a segurança do operador. O porto já contava com três equipamentos similares.

Com a previsão de ampliar sua capacidade de atendimento, o Porto Itapoá vem fazendo investimentos em infraestrutura. Além das empilhadeiras reach stacker, foram adquiridos mais cinco RTGs. O terminal já conta com 17 desses equipamentos, da marca ZPMC, mas os novos serão operados por controle remoto. Itapoá será o primeiro porto do Brasil a contar com essa tecnologia. A entrega das máquinas será em janeiro de 2023.

Outra importante aquisição são os nove caminhões terminal tractors (TTs), que chegam em julho, além de nove buggies, as carretas dos TTs, que já foram entregues. Os veículos juntam-se à frota de 40 unidades, da marca Rucker, que podem carregar, cada um, 65 toneladas, o equivalente a dois contêineres de 20 pés.

Com essa nova infraestrutura, o Porto Itapoá estará preparado para a fase final de sua ampliação. Até o fim de 2023, o terminal terá mais 200 mil m² de pátio, totalizando 455 mil m²; um píer de 1.210 m de comprimento, que hoje possui 800 m; e quase o dobro da capacidade de movimentação, chegando a 2 milhões de TEUs por ano.

PETROLÍFERO

Valor - SP   19/05/2022

O contrato do petróleo Brent, a referência global da commodity, para julho fechou em queda de 2,51%, a US$ 109,11 por barril, enquanto o do petróleo americano WTI para o mesmo mês recuou 2,36%, a US$ 107,04 por barril

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda, nesta quarta-feira (18), com a piora do humor generalizada em Nova York compensando os dados positivos de estoques nos Estados Unidos e o otimismo com a reabertura econômica da China.

O contrato do petróleo Brent, a referência global da commodity, para julho fechou em queda de 2,51%, a US$ 109,11 por barril, enquanto o do petróleo americano WTI para o mesmo mês recuou 2,36%, a US$ 107,04 por barril.

O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com o petróleo, operava em alta de 0,50%, a 103,872 pontos.

Estoques nos EUA

Os dados de estoques nos Estados Unidos surpreenderam ao indicar uma queda acentuada de 3,394 milhões de barris nas reservas de petróleo bruto, contra expectativa de alta de 1,4 milhão. Os estoques de gasolina também anotaram uma forte queda na semana, recuando 4,779 milhões, contra expectativa de queda de apenas 1 milhão de unidades.

Apesar dos dados de estoques, que em princípio seriam positivos para os preços do petróleo, os contratos futuros da commodity acompanharam uma forte piora do humor em Wall Street, em meio aos temores sobre a inflação e a resposta de política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Wall Street

O índice S&P 500 operava em queda de 3,92%, a 3.928,62 pontos, por volta das 16h40, menos de 100 pontos acima do nível que o colocaria em "bear market" — um nível técnico que indica tendência de queda e é definido por uma queda de mais de 20% em relação ao pico recente. O Nasdaq, que já segue firmemente em "bear market", recuava 4,47%, a 11.449,25 pontos, enquanto o Dow Jones cedia 3,47%, a 31.522,26 pontos.

As bolsas de Nova York anotam fortes perdas depois que os balanços trimestrais do setor de varejo reacenderam os temores sobre os impactos da inflação elevada na recuperação econômica dos EUA. A ação da varejista Target recuava 27,62%, depois que a empresa divulgou ganhos trimestrais abaixo das expectativas dos analistas, com os custos relacionados à cadeia de abastecimento e as pressões inflacionárias reduzindo os lucros.

A ação do Walmart caiu 11,38% ontem, depois que a companhia divulgou resultados parecidos com os da Target, também reportando que a alta dos preços de alimentos e de outros custos relacionados ao abastecimento reduziram os lucros no primeiro trimestre.

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