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18 de Outubro de 2021

SIDERURGIA

Revista Mineração - SP   18/10/2021

As vendas internas foram de 17,9 milhões de toneladas até setembro, o que representa um crescimento de 29,7%.

A produção brasileira de aço bruto foi de 27,2 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2021, o que representa um aumento de 20,2% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 20,1 milhões de toneladas, aumento de 28,7% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2020. A produção de semiacabados para vendas totalizou 6,2 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2021, um acréscimo de 6,3% na mesma base de comparação*.

As vendas internas foram de 17,9 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2021, o que representa uma alta de 29,7% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 21 milhões de toneladas no acumulado até setembro de 2021. Este resultado representa uma alta de 37,3% frente ao registrado no mesmo período de 2020.

As importações alcançaram 3,9 milhões toneladas no acumulado até setembro, um aumento de 162,7% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 3,6 bilhões e avançaram 126,7% no mesmo período de comparação.

As exportações** de janeiro a setembro atingiram 7,8 milhões de toneladas, ou US$ 6,5 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, retração de 7,6% e aumento de 55,6% na comparação com o mesmo período de 2020.
Dados de setembro

Em setembro de 2021 a produção brasileira de aço bruto foi de 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 15,3% frente ao apurado no mesmo mês de 2020. Já a produção de laminados foi de 2,1 milhões de toneladas, 8,5% superior à registrada em setembro de 2020. A produção de semiacabados para vendas foi de 695 mil toneladas, um aumento de 52,3% em relação ao ocorrido no mesmo mês do ano passado*.

As vendas internas avançaram 1,2% frente ao apurado em setembro de 2020 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,2 milhões de toneladas, 8,5% superior ao apurado no mesmo período de 2020.

As exportações de setembro foram de 949 mil toneladas, ou US﹩ 942 milhões, o que resultou em aumento de 26,6% e 150,1%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020.

As importações de setembro de 2021 foram de 358 mil toneladas e US$ 414 milhões, uma alta de 151,1% em quantum e 139,4% em valor na comparação com o registrado em setembro de 2020.

*Devido a uma perda que ocorre durante o processo produtivo do aço, a soma da produção de laminados e semiacabados para vendas não equivale ao total da produção de aço bruto.

**Em setembro, o Ministério da Economia revisou as informações de exportações de julho/21 divulgadas através do Portal Comex. Portanto, o Aço Brasil atualizou os dados de exportações siderúrgicas relativos ao mês de julho/21 que traz impactos nos volumes exportados do acumulado do ano.

Agrolink - RS   18/10/2021

Uma das maiores mineradoras da Austrália e do mundo, a Rio Tinto está desenvolvendo uma nova tecnologia inovadora para produzir aço de baixo carbono, utilizando biomassa sustentável em vez de carvão coqueificável durante o processo de siderurgia, em uma opção potencialmente lucrativa para reduzir as emissões de carbono da indústria. A Rio Tinto disse que na última década desenvolveu um processo comprovado em laboratório que combina o uso de biomassa bruta sustentável com tecnologia de microondas para converter minério de ferro em ferro metálico durante o processo de fabricação de aço.

Este desenvolvimento com patente pendente é um dos caminhos mais promissores que a empresa está explorando para tentar reduzir as emissões na cadeia de valor do aço e agora está sendo testado em uma planta piloto de pequena escala. A empresa disse que, se esses testes e outros em maior escala forem bem-sucedidos, existe a possibilidade de que, com o tempo, essa tecnologia seja comercialmente ampliada para processar os finos de minério de ferro da Rio Tinto.

O CEO da Rio Tinto Iron Ore, Simon Trott, disse: “Estamos animados com os primeiros resultados dos testes desse novo processo, que poderia fornecer uma maneira econômica de produzir aço de baixo carbono a partir de nosso minério de ferro de Pilbara, no oeste da Austrália. “Mais de 70 por cento das emissões de Escopo 3 da Rio Tinto são geradas quando os clientes processam nosso minério de ferro em aço, o que é crítico para a urbanização e o desenvolvimento da infraestrutura à medida que as economias mundiais se descarbonizam. Portanto, embora ainda seja cedo e haja muito mais pesquisa e trabalho a ser feito, estamos ansiosos para explorar o desenvolvimento dessa tecnologia”, comenta.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   18/10/2021

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda acelerou para todas as faixas no mês de setembro, mas revelou uma inflação mais acentuada para as famílias de renda muito baixa, com índice de 1,3%, enquanto o grupo de renda alta ficou em 1,09%. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A inflação para o segmento de renda baixa foi de 1,2% no mês, para a renda média baixa, 1,21%, e para o segmento de renda média alta foi de 1,04%.

Segundo o instituto, o grupo habitação exerceu a maior pressão inflacionária para as famílias dos três segmentos de renda mais baixa. Para as famílias de renda muito baixa, pesaram os reajustes de 6,5% das tarifas de energia elétrica, de 3,9% do gás de botijão e de 1,1% dos artigos de limpeza. Já os alimentos em domicílio foram puxados especialmente pelas frutas (5,4%), aves e ovos (4%) e leites e derivados (1,6%).

As três faixas de renda mais alta repetiram o impacto sofrido em agosto, com peso maior no grupo de transportes, influenciada pelos reajustes de 2,3% da gasolina, de 28,2% das passagens aéreas e de 9,2% dos transportes por aplicativo.

No acumulado de 12 meses, a inflação para o grupo de renda muito está em 10,98%; a renda baixa acumula 10,72%; a renda média baixa está em 10,64%; a média tem alta de 10,09%; o grupo de renda média alta tem inflação em 12 meses de 9,32% e o grupo de renda alta teve inflação de 8,91%.

O Ipea aponta que para as famílias de renda muito baixa pesaram no acumulado do ano o aumento nos preços dos alimentos no domicílio, como carnes (24,9%), aves e ovos (26,3%) e leite e derivados (9%), além dos reajustes de 28,8% da energia e de 34,7% do gás de botijão.

Para as famílias com maiores rendimentos, a inflação acumulada sofreu impacto das variações de 42% dos combustíveis, de 56,8% das passagens aéreas, de 14,1% dos transportes por aplicativo e de 11,5% dos aparelhos eletroeletrônicos.

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

A atividade econômica brasileira interrompeu a sequência de dois meses de crescimento e apresentou queda em agosto. O Banco Central informou nesta sexta-feira, 15, que seu Índice de Atividade (IBC-Br) caiu 0,15% em agosto ante julho, na série já livre de influências sazonais. Em julho, o avanço havia sido de 0,23% (em dado revisado). O IBC-Br acumula alta de 6,41% no ano até agosto e de 3,99% em 12 meses.

O desempenho do varejo ampliado (-2,5%) decepcionou as expectativas, conforme o indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em meio à inflação alta, assim como o comportamento da indústria (-0,7%) ficou aquém do esperado diante dos problemas na cadeia de suprimentos global.

Por outro lado, o volume de serviços prestados ficou um pouco acima do previsto (0,5%), com o avanço da vacinação contra a covid-19 e o processo de reabertura da economia.

De julho para agosto, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,44 pontos para 139,23 pontos na série dessazonalizada, no maior patamar desde junho deste ano (139,12 pontos).

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre queda de 0,99% e avanço de 0,25%, mas um pouco abaixo da mediana negativa de 0,10%.

Na comparação entre os meses de agosto de 2021 e agosto de 2020, houve crescimento de 4,74% na série sem ajustes sazonais. Essa série registrou 141,93 pontos em agosto, o melhor desempenho para o mês desde 2018 (143,36 pontos).

Conhecido como uma “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2021 é de crescimento de 4,7%, estimativa que foi atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), no mês passado.

No último Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo BC na segunda-feira, 11, a projeção para o crescimento do PIB em 2021 ficou em 5,01%. O Focus reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro.

Correio Braziliense - DF   18/10/2021

O mais importante da economia chinesa é sua poupança extraordinária. Em 2010, a poupança nacional bruta alcançou 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Desde então, caiu um pouco, correspondeu a 44% do PIB em 2019. Embora a poupança das famílias seja extremamente elevada, ao atingir 38% das rendas disponíveis entre 2010 e 2019, ela responde por pouco menos de metade. (O restante consiste, principalmente, de lucros corporativos retidos). Os investimentos mais as exportações líquidas têm de corresponder à poupança quando a economia opera próxima da produção potencial, para que não sofra uma desaceleração severa. Então, os chineses deram de construir prédios.

O investimento fixo total alcançou, em média, cerca de 43% do PIB de 2010 a 2019. Surpreendentemente, esse percentual foi cinco pontos percentuais superior ao registrado entre 2000 e 2010. Essa combinação de aumento do investimento e retração do crescimento indica uma grande queda dos retornos sobre o investimento. O alto investimento está associado à enorme ampliação do endividamento, principalmente das famílias e do setor corporativo não financeiro: o primeiro saltou de 26% para 61% do PIB, entre os primeiros trimestres de 2010 e de 2021, e o segundo, de 118% para 159% (uma parte significativa desse investimento foi desperdiçada).

O próprio Xi Jinping falou da necessidade de mudar “para buscar um crescimento genuíno, e não um crescimento inflado, do PIB”. (Essa combinação de investimento elevado com a disparada do endividamento está relacionada à magnitude e à rapidez do crescimento do setor imobiliário). Estudo de 2020 de Kenneth Rogoff e Yuanchen Yang argumenta que o setor imobiliário chinês contribuiu com 29% do PIB em 2016. Entre as economias de alta renda, apenas a Espanha pré-2009 se equiparou a esse nível (33% do investimento excepcionalmente elevado da China se concentrou em imóveis).

Uma série de indicadores mostra que esse investimento é impulsionado por preços insustentáveis e por excesso de alavancagem que está criando, capacidade excedente: Em Pequim, Xangai e Shenzhen, o patrimônio residencial respondeu por 78% do total dos ativos chineses em 2017, contra 35% nos Estados Unidos.

São comparáveis às observadas em países de alta renda; os indicadores de capacidade excedente são altos; e as taxas de propriedade de imóveis residenciais alcançaram 93% em 2017. Além disso, a formação de famílias está se desacelerando, a população da China está envelhecendo e 60% dela já está urbanizada. Todos esses fatores indicam que o surto de crescimento imobiliário tem de acabar. Existem prédios vazios, e como o governo controla o sistema financeiro chinês, ele evitará uma crise financeira. Uma grande queda dos preços das residências e um grande impacto negativo sobre a riqueza e os gastos das famílias poderão ser evitados. Rogoff e Yang argumentam que “uma queda de 20% na atividade imobiliária poderá levar a uma queda de 5% a 10% do PIB, mesmo sem a amplificação representada por uma possível crise bancária”.

Diz Martin Wolf, editor e principal analista econômico do Financial Times: Entre 2012 e 2019, o investimento foi responsável por 40% do crescimento da demanda da China. Se o investimento em imóveis cair significativamente, deixará um deficit enorme, tolerar esse ajuste doloroso será, em última instância, uma providência desejável. Deverá melhorar o bem-estar da população: afinal, construir imóveis desnecessários é um desperdício de recursos. Desacelerar o ritmo recente dos investimentos em imóveis também será uma consequência natural das “três linhas vermelhas” impostas pelo governo às incorporadoras: limites rígidos à relação dívida sobre ativos da empresa, à sua relação dívida sobre capital e à sua relação caixa sobre dívida de curto prazo.

A principal política agora é deslocar os gastos para o consumo e afastá-los do investimento que causa desperdício. Isso exigirá redistribuição de renda para as famílias, principalmente para as famílias mais pobres, além de aumento no consumo público. Uma mudança desse gênero combinará com o recente ataque aos privilégios das grandes fortunas.

As crises representam oportunidades. O governo chinês sabe que o grande surto de crescimento dos investimentos em imóveis ultrapassou os limites do razoável. A economia precisa de outros impulsionadores de demanda. Uma desaceleração econômica prolongada, como a do Japão, é desnecessária, principalmente quando se considera o espaço existente para melhorar a qualidade de vida. O modelo fundamentado no desperdício de investimentos imobiliários chegou ao fim.

A China vai tornar-se uma economia de consumo, na certa! O PC tem visão! De resto, mostra uma combinação sem par no mundo: uma economia de mercado sob um governo único. Na China, deu certo. Aqui, um mandão desandou a economia. Só fala em moral. Qual moral? E o bem-estar do povo? Estamos indo para o ralo dos ratos bolsominions (tem muito queijo sendo comido debaixo dos panos).

Globo Online - RJ   18/10/2021

O governo brasileiro tem a obrigação de chegar a Glasgow para a COP 26 já avisando que vai ampliar as metas de corte de emissões até 2030. Os atuais 43% em relação a 2005 representam, na verdade, um aumento de emissões em 400 milhões de toneladas de carbono, porque a base de comparação aumentou. Em vez disso, o Ministério das Minas e Energia propôs investir R$ 20 bilhões em usinas a carvão nos próximos dez anos e o governo defende o projeto de subsidiar combustível fóssil à custa dos estados. Tudo isso faltando dias para o começo da reunião do clima.

O governo não tem projeto de futuro e não sabe lidar com o curto prazo. A conjuntura está piorando. O PIB do terceiro trimestre será mais baixo do que o previsto, os juros terão que subir para 9% ou até mais para que a inflação caia dos atuais 10% até a meta de 3,5%. Isso em ano eleitoral.

A indústria caiu em agosto, o varejo despencou, o setor de serviços desacelerou e o IBC-Br ficou negativo. O economista Sérgio Vale, da MB Associados, alerta que deveria estar acontecendo o contrário. Como o país está saindo da pandemia, o normal seria a elevação do ritmo. Ele acha que em setembro os números serão piores, por causa do “início do mês conturbado” e pela inflação alta.

– O PIB do terceiro trimestre deve ter ficado perto de zero. Está se caminhando para algo que não se imaginava no começo de julho, quando a pandemia começou a ceder. Todos os sinais são de que a economia está se fragilizando pelas condições políticas e econômicas adversas — disse Vale.

O mercado achava que o PIB do terceiro trimestre seria bom, podendo chegar até a 1%. O clima mudou. A confusão política do começo de setembro criada por Bolsonaro, a crise hídrica e a inflação bateram nos indicadores de atividade. O economista Roberto Padovani do Banco BV está revendo as projeções de 0,7% para 0,4% para o terceiro trimestre.

– A conversa com clientes mostra que setembro houve um queda do ritmo de crescimento da indústria e do varejo. Aos trancos e barrancos, a economia vai bem em 2021, mas há uma mudança da conjuntura global, e no caso brasileiro a mudança de ritmo é mais acentuada, porque a gente tem uma inflação de 10%, os juros estão subindo, o dólar em alta — diz Padovani.

O professor Luiz Roberto Cunha lembrou que, desde o ano passado, o país vivia anomalias como a de ter tido desvalorização cambial em meio a uma subida do saldo comercial. E a queda do real continua esse ano.

– Todos os países estão tendo pressão na inflação, mas só três países têm inflação muito acima. A Argentina que é uma doideira, a Turquia já demitiu duas ou três diretorias do Banco Central, e o Brasil. A inflação vai desacelerar, mas para atingir a meta, o Banco Central teria que elevar muito a taxa de juros.

Esse é o cenário. Os economistas acham que para levar a inflação para a meta de 3,5% em 2022, o BC pode ter juros de talvez dois dígitos. O governo prefere continuar criando ruído como o anúncio do presidente de que vai mandar suspender a bandeira vermelha.

O governo erra na conjuntura, e erra muito mais nas definições de políticas que afetam o futuro da economia, como a ambiental e climática. O projeto de aumentar o número de usinas a carvão formulado pelo MME só pode sair da cabeça de quem está fora do planeta. A mudança no ICMS do combustível é, como lembra David Zylbersztajn, um subsídio ao combustível fóssil.

– Esse projeto é uma aberração em todos os sentidos. Ele tira dinheiro dos estados, que poderia ir para educação, hospital, segurança para subsidiar o dono do automóvel. Faz sentido subsidiar o gás do pobre, mas não faz sentido reduzir o preço do diesel que vai abastecer o Land Rover. Além disso, subsidiar combustível fóssil nessa altura dos acontecimentos é um absurdo completo — diz David.

O Brasil precisa de uma mudança radical na área ambiental. O inventário de emissões foi refeito e o que foi emitido em 2005 subiu de 2,1 bilhões de toneladas de carbono para 2,8 bilhões. Logo, se a base é maior, o percentual do corte não pode ser mantido. Se for, significa emitir mais gases de efeito estufa. Ninguém vai se deixar enganar em Glasgow. As empresas brasileiras estão indo à COP dispostas a influenciar na definição das regras do mercado de carbono, mas o governo continua à deriva, prejudicando os interesses do Brasil.

Globo Online - RJ   18/10/2021

A economia da China cresceu no ritmo mais lento em um ano. É o que apontam os dados divulgados hoje sobre o Produto Interno Bruto do terceiro trimestre: aumento de 4,9% em julho-setembro, o ritmo mais fraco desde o terceiro trimestre de 2020 e uma desaceleração de 7,9% em relação ao segundo trimestre.

O quadro ocorre devido aos cortes de energia, gargalos de fornecimento e surtos esporádicos da Covid-19. Os resultados aumentam a pressão sobre os formuladores de políticas, em meio à crescente preocupação com o setor imobiliário.

Os números evidenciam um novo abrandamento da expansão de 18,3% no primeiro trimestre, quando a taxa de crescimento homóloga foi fortemente favorecida pela comparação muito baixa, observada durante a recessão e provocada pela pandemia da Covid, no início de 2020.

Uma pesquisa da Reuters com analistas destacou que a expectativa era que o PIB aumentasse 5,2% no terceiro trimestre. Numa base trimestral, o crescimento desacelerou para 0,2% em julho-setembro, de uma revisão para baixo de 1,2% no segundo trimestre, mostraram os dados.

A segunda maior economia do mundo se recuperou da pandemia, mas a recuperação está perdendo fôlego, prejudicada pela atividade fabril vacilante, consumo persistentemente fraco e desaceleração do setor imobiliário.

“Em resposta aos números desagradáveis de crescimento que esperamos nos próximos meses, acreditamos que os formuladores de políticas tomarão outras medidas para sustentar o crescimento, incluindo a garantia de ampla liquidez no mercado interbancário, acelerando o desenvolvimento da infraestrutura e o relaxamento de alguns aspectos do crédito geral e políticas imobiliárias ", disse Louis Kuijs, diretor de economia asiática da Oxford Economics.

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

Desde o início de 2002 até agosto último, a indústria manufatureira brasileira cresceu cerca de 5,7%, ou seja, à ínfima taxa média anual de 0,28%, o que caracteriza virtual estagnação. No mesmo período, a população brasileira aumentou pouco mais de 20%.

Observou-se, também, expressiva e precoce desindustrialização. Estima-se que a participação das manufaturas no PIB tenha caído de 22%, no final dos anos 70, para os atuais 10%, nível próximo ao de países desenvolvidos. O problema é que nestes o fenômeno ocorreu pela elevação da produtividade, que não só reduziu o preço relativo de bens industriais, como também permitiu o deslocamento de recursos produtivos para o setor de serviços. Aqui, o fenômeno foi acompanhado por aumento da informalidade, queda da produtividade e do crescimento econômico.

A desindustrialização tem causas múltiplas e complexas. Destaco dois pontos que me parecem os mais relevantes: nosso caótico sistema tributário e a baixa inserção internacional da indústria brasileira.

Dada a incidência na origem, e não no destino, a elevada carga de tributos indiretos onera muito a produção e a comercialização, não incidindo diretamente sobre o consumo. Os bens são sobretaxados, enquanto os serviços pagam muito menos impostos.

As alíquotas diferenciadas por atividade, as isenções, as reduções de base de cálculo, especialmente no ICMS, acabam gerando várias incidências em cascata, que dificultam a desoneração completa das exportações. A guerra fiscal causa distorções alocativas e penaliza a produtividade, dado que as decisões de o que e onde produzir são orientadas mais pelos estímulos tributários do que pela eficiência econômica. Tributam-se as aquisições para o ativo permanente, o que desestimula os investimentos. Apesar de tudo isso, Paulo Guedes e Arthur Lira bombardearam a boa PEC 45, que visava a corrigir esses problemas.

Já as políticas protecionistas são mal orientadas, sem avaliação de custos e benefícios. É útil lembrar a desastrosa reserva de mercado para informática, instituída no final do governo militar (1984). De lá para cá pouco se avançou na correção do excesso de proteção, que privilegia setores com maior poder de lobby. A tarifa de importação nominal média está em torno de 12%, mas a efetiva, ou seja, a que incide sobre o valor adicionado, descontada a proteção para os insumos, é aproximadamente o dobro disso (25%).

Não proponho a redução brusca e unilateral de tarifas, pois o custo sobre a produção e o emprego poderia ser insuportável. É preciso ter metas de abertura gradual, mas firme, priorizando acordos bilaterais com importantes parceiros comerciais e, evidentemente, se deve avançar em reformas que tornem a indústria brasileira mais competitiva, destacando-se uma reformulação decente do nosso sistema tributário.

* Economista, diretor da MCM Consultores, foi consultor do Banco Mundial, subsecretário do Tesouro Nacional e chefe da Assessoria Econômica do Ministério da Fazenda

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   18/10/2021

Na Bolsa de Commodities de Dalian, matéria-prima do aço teve um recuo semanal de 2,9%, em relação à semana anterior.

O minério de ferro em Dalian, na China, caiu pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira (15) e marcou sua primeira queda semanal em um mês, com as perspectivas sombrias para a demanda chinesa pesando mais do que a redução na previsão de embarque da Rio Tinto para este ano.

O contrato mais ativo para janeiro do ingrediente siderúrgico na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 1%, a 723,50 yuanes (US$ 112,56) a tonelada. Na semana, o recuo foi de 2,9% em relação à anterior.

O minério de ferro de novembro na Bolsa de Cingapura caía 0,1% para US$ 123,45 a tonelada às 4h08 (horário de Brasília). Já no Porto de Qingdao, a commodity fechou com recuo de 0,6%, a US$ 125,22, depois de alcançar US$ 135,03 na segunda-feira (11/10).

O grupo Rio Tinto, reduziu sua previsão de embarque para 2021, colocando-o no caminho de perder sua posição como maior produtor mundial de minério de ferro para a rival brasileira Vale.

Além disso, a perspectiva de baixa para a demanda de aço da China e uma intensificação dos esforços de descarbonização na maior produtora de aço do mundo, por meio de restrições de produção, pesaram fortemente.

A demanda por aço da China agora deve encolher 1% este ano, em vez de crescer 3%, de acordo com a World Steel Association.

O minério de ferro spot caiu quase 50% em relação a um pico recorde em meados de maio, segundo dados da consultoria SteelHome divulgados na quinta-feira, com o aumento dos estoques de material importado nos portos da China também confirmando a demanda morna.

A queda nos preços do minério de ferro está em forte contraste com o avanço de dois outros insumos siderúrgicos impulsionado por preocupações com a oferta.

O carvão metalúrgico em Dalian saltou 5,6%, com maior ganho semanal em cinco semanas. O coque subiu 8,1% e registrou seu maior aumento semanal desde dezembro de 2018.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai subiu 1%, e a bobina a quente subiu 1,7%. O aço inoxidável ganhou 3,5%.

Investing - SP   18/10/2021

O Itaú BBA espera que o terceiro trimestre seja positivo para a argentina Ternium (NYSE:TX), considerando o preço do aço, e também prevê resultados decentes para as mineradoras de cobre, mas fracos para a Aura (SA:AURA33), por causa do declínio nos volumes de vendas. O Ebitda da Southern Copper (NYSE:SCCO) deve subir 1% no 3T21, enquanto os resultados do Grupo Mexico (MX:GMEXICOB) podem cair 1%, segundo relatório divulgado.

Confira a análise para cada empresa.
Ternium

A expectativa é que a Ternium entregue um Ebitda de US$ 1,830 bilhão no 3T21, uma alta de 29% na comparação trimestral e de 418% na anual, e um Ebitda por tonelada de US$ 570, segundo o Itaú BBA. Isso por causa da estimativa de um aumento de 15% nos preços do aço que compensará a alta de 7% nos custos de caixa por tonelada no trimestre.

O Itaú BBA também antecipa um aumento de 3% no trimestre nas vendas, visto que o aumento de 6% nas vendas de aço no México é apenas parcialmente compensado por uma queda nas vendas de placas para terceiros. Os preços do aço podem sustentar uma lucratividade ainda maior para a Ternium Mexico no 4T21, uma vez que não estão totalmente refletidos nos preços industriais no México.

A indicação é outperform, com preço-alvo em US$ 70.

Southern Copper

O Ebitda da Southern Copper deve subir 1% no 3T21 em relação ao trimestre anterior e 67% na comparação anual, chegando a US$ 1,880 bilhão, mesmo que o preço do cobre tenha caído 4% em relação ao 2T21, para US$ 4,43/lb. O resultado, de acordo com o Itaú BBA, deve ser impulsionado pela alta trimestral de 4% nos embarques de cobre, para 242 mil toneladas.

A melhoria na diluição de custos fixos impulsionada por maiores volumes será compensada pelas atividades de decapagem, manutenção e inflação de custos no período, resultando em um aumento de 3% no custo operacional operacional.

Além disso, o preço médio do cobre no 4T21 estará aproximadamente 3% abaixo da média do 3T21, e os preços devem continuar diminuindo gradualmente à medida que a oferta se normalize, segundo o relatório.

O ativo é outperform, com preço-alvo de US$ 68.
Grupo México

Os resultados do Grupo México serão afetados pelo desempenho mais fraco da Asarco e da parte de infraestrutura, segundo o Itaú BBA. A expectativa é que o Ebitda chegue a US$ 2,4 bilhões, uma queda de 1% em relação ao 2T21, mas alta de 61% sobre 3T20.

O Itaú BBA classificou o ativo como Market Perform, com preço-alvo em MXN$ 107.
Aura Minerals

A queda trimestral de 9% nas vendas de ouro, equivalente a 61 koz, deve fazer com que o Ebitda da Aura caia para US$ 36 milhões. Essa redução foi causada principalmente pela interrupção de três semanas na mina de San Andres e por problemas operacionais na Gold Road.

A Aura tem uma indicação de market Perform, com preço-alvo em R$ 72.

AUTOMOTIVO

Automotive Business - SP   18/10/2021

A Scania testará um modelo de ônibus rodoviário movido a gás na operação da Grupo JCA, que opera, dentre outras empresas, a Viação Cometa. De acordo com Silvio Munhoz, diretor de vendas, o teste começará em 2022 e terá uma duração de longo prazo, segundo o executivo. O veículo colocado à prova terá o chassi Scania K 320 4x2, com powertrain movido a gás natural veicular.

A JCA é o terceiro maior cliente de ônibus da Scania no mundo. O fato, disse Munhoz, pesou na decisão de sua escolha para realização dos testes, além do tamanho da operação da companhia no País: a empresa tem em frota 2,4 mil veículos e atende a 60 milhões de clientes no Sul e no Sudeste, um perfil visto pela montadora como robusto para dar suporte no processo de aferição do comportamento do veículo a gás em operação.

Esta não é a primeira parceria do tipo que a Scania fecha para testes. Em fevereiro a companhia firmou com as empresas Gerdau, Turis Silva e Marcopolo uma demonstração de um modelo rodoviário a GNV em aplicação de fretamento na fábrica da Gerdau em Charqueadas (RS). Em novembro do ano passado, um modelo urbano movido a biometano iniciou testes no transporte coletivo de Foz do Iguaçu (PR).

O Grupo JCA vem apostando na renovação de frota com vistas ao crescimento do mercado de transporte por ônibus nos próximos meses. A operadora comprou recentemente 271 novos veículos, sendo 159 deles produzidos com chassi Scania. A expectativa do grupo é de encerrar o último trimestre deste ano com um aumento de 40% em viagens rodoviárias.

“Para nós é sempre um orgulho participar do processo de compras da JCA, um dos maiores clientes de ônibus da Scania no mundo. Neste ano, fechamos 159 chassis, quase 60% do negócio total do cliente. Estamos participando ativamente das renovações e ampliações da frota das empresas comprovando a força da nossa parceria, pois nos últimos oito anos já vendemos 837 chassis para o grupo”, disse Silvio Munhoz durante transmissão online realizada na sexta-feira, 15.

Dos 159 chassis Scania envolvidos no negócio com o Grupo JCA, 115 unidades são do modelo K 360 4x2 e outras 44 unidades são do modelo K 440 8x2.

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

A Volkswagen vai passar a operar com apenas um turno de trabalho na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a partir de 1.º de novembro. A empresa vai suspender temporariamente os contratos de trabalho (lay-off) de 1,5 mil funcionários por período de até cinco meses.

O motivo é a falta de componentes para a produção, em especial semicondutores, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa não confirma a medida.

A montadora do ABC paulista é a terceira fabricante de carros adotar o lay-off nas últimas duas semanas em razão da escassez de chips, problema que afeta empresas do mundo todo.

A Fiat suspendeu os contratos de 1,8 mil trabalhadores de Betim (MG) por três meses a partir do dia 4 deste mês. A Renault vai adotar a medida para 300 funcionários de São José dos Pinhais (PR) por cinco meses a partir do dia 30.

A marca francesa também abriu um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 operários, assim como a Honda, que não divulgou meta, mas pretende reduzir o quadro de funcionários das fábricas de Sumaré e Itirapina (SP).
Futuro incerto

A Volkswagen já havia dado férias coletivas de dez dias para todos os funcionários da área produtiva do ABC, que retornaram no último dia 6. Também dispensou em igual período 800 trabalhadores da unidade de Taubaté (SP).

Na Anchieta são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro. Na linha de montagem trabalham cerca de 4,5 mil metalúrgicos e cerca de 2,5 mil vão operar no turno único que será mantido. Um grupo de 450 pessoas já está em lay-off há alguns meses, a maior parte deles de trabalhadores do grupo de risco de contágio pela covid-19.

O grupo que ficará em casa por dois a cinco meses fará cursos de atualização profissional, e parte dos seus salários será bancada pelo governo federal, como uma espécie de salário desemprego.

José Roberto Nóbrega da Silva, coordenador-geral de representação dos trabalhadores da Volkswagen do ABC, afirma, em vídeo enviado aos funcionários na tarde de ontem, que mais uma vez a empresa passa por momento delicado por falta de componentes.

“Precisamos ter habilidade para atravessar esse momento e vamos acompanhar passo a passo esse futuro que ainda é incerto”, diz o sindicalista.
Novas vagas

Ao mesmo tempo em que algumas montadoras reduzem o ritmo de produção, as japonesas Toyota e Nissan anunciaram novos turnos de trabalho e abertura de vagas.

A Toyota vai operar em três turnos a partir do próximo mês na fábrica de Sorocaba (SP) e já iniciou a contratação de 850 trabalhadores. A Nissan vai contratar 578 funcionários para operar em dois turnos a partir de fevereiro.

Mesmo com a melhora em algumas fabricantes, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reviu para baixo, pela segunda vez em três, as projeções para a produção deste ano, que deverá variar entre 2,13 milhões e 2,22 milhões de unidades.

Os números representam aumento de 6% a 10% na comparação com o ano anterior, que teve um dos piores resultados para o setor em razão da pandemia. No início do ano, a previsão da entidade era de crescimento na casa do 20%.

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

O pacto global para zerar a emissão de dióxido de carbono (CO2) até 2050 é ambiciosa, impõe desafios e uma transformação sem precedentes na indústria automotiva. A descarbonização implica mudanças na economia e requer atuação conjunta dos atores envolvidos: governo, indústria e sociedade. “A redução do carbono é um caminho sem volta”, disse o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang. “Olhando todo o ciclo de vida, da produção ao destino final, nossa indústria tem uma transformação sem precedentes.”

As declarações de Chang foram feitas durante evento produzido pelo Estadão Blue Studio e patrocinado pela Toyota com o tema “Neutralidade de carbono: metas e desafios da nova era da mobilidade”. Também estiveram presentes no primeiro painel o presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho, e o diretor-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi.

Os três falaram sobre os desafios da descarbonização no transporte e das necessidades de apostar em soluções “práticas e sustentáveis”. Também discutiram formas de investir no setor e de regulamentar para o desenvolvimento de novas tecnologias.
Matriz energética

No setor automotivo, a meta de descarbonização vai além da eletrificação dos veículos e do fim dos motores movidos a combustível fóssil. Envolve também mudanças na matriz energética, na infraestrutura e no comportamento das pessoas.

“Não adianta resolver o problema do setor da mobilidade do transporte sem resolver o problema de uma forma ampla, que é a geração de energia. Temos de olhar para o todo, não só para aquilo que sai do escapamento do veículo”, afirma Botelho.

O presidente da Bosch na América Latina acrescentou que o impacto do transporte nas emissões de CO2 por aqui é pequeno, de 13%, enquanto a energia corresponde a 17%. O Brasil, segundo os três empresários, reúne condições para ser referência nesse desafio sustentável.

“Temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Incluindo, sobretudo, o etanol. Mais do que potencial, somos uma realidade”, comentou Chang.

O diretor-presidente da Unica disse que o País já tem mobilidade de baixo carbono. “Nossos veículos a etanol emitem cerca de 35 miligramas de CO2 por quilômetro, enquanto o melhor elétrico europeu emite mais de 50. O Corolla híbrido flex, segundo os nossos cálculos, gira em torno de 29 miligramas de CO2 por quilômetro rodado. Não tem nenhum carro no mundo que faça isso hoje.”

Uso dos biocombustíveis

O caminho para mobilidade com zero emissão de carbono tem mais de uma rota tecnológica a ser adotada. Os elétricos 100% movidos a bateria são uma delas. No Brasil, os híbridos flex, que combinam o motor elétrico e o motor de combustão por etanol, são a principal saída de transição para o futuro da mobilidade.

“O processo de descarbonização demanda hoje um investimento altíssimo em novas rotas tecnológicas”, disse Thiago Sugahara, gerente de Assuntos Governamentais da Toyota Brasil e diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Para ele, o processo de eletrificação pode ser combinado com outras matrizes energéticas e, assim, atingir o objetivo final, que é a neutralidade de carbono.

Sugahara participou do segundo painel do debate, que teve como foco as tecnologias usadas para atingir a meta do carbono neutro. Junto com ele estavam Claudio Oliveira, vice-presidente de Assuntos Institucionais & Sustentabilidade da Raízen, e Patrícia Iglecias, diretora-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

“Acreditamos que os biocombustíveis façam parte dessa transição energética. O que estamos fazendo hoje no Brasil ninguém faz em termos de solução de uma energia mais limpa”, disse Oliveira. Além do etanol, ele cita o biodiesel e o parque instalado para produção de biogás como oportunidades a serem exploradas na descarbonização.

A diretora-presidente da Cetesb concorda. “Percebemos que o mundo vem caminhando para a eletromobilidade. Temos investimentos nos motores elétricos, mas os híbridos são uma solução interessante, porque eles vão integrar a tecnologia dos elétricos e, ao mesmo tempo, a questão do etanol”, acrescenta Patrícia, lembrando que eles têm muito menos emissões que a gasolina, de 70% a 90% menos.
Vendas em alta

As vendas de veículos eletrificados só crescem no Brasil e no mundo. “Estamos vendo que o mercado consumidor está avaliando positivamente essas novas tecnologias”, afirmou o presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, ao falar sobre os modelos Corolla Sedan e Corolla Cross híbridos flex, que passaram a ser produzidos no Brasil em 2019.

“Nosso planejamento considerava mais ou menos entre 15% ou 20% dentro da demanda do modelo. Mas a demanda e a resposta do mercado foram muito maiores do que o planejado. Agora está chegando em quase 30%.”

O gerente de Assuntos Governamentais da Toyota Brasil, Thiago Sugahara, disse que, nos últimos três anos, “a participação dos veículos eletrificados saltou de 4 mil unidades emplacadas por ano, em 2018, para 12 mil, em 2019, e 20 mil, em 2020, mesmo com a crise”. Para 2021, a Associação Brasileira de Veículos Eletrificados (ABVE) prevê que passe dos 30 mil.

Os veículos híbridos flex têm grande parte desse total. “Interessante que a Toyota começa a produzir para atender outros mercados. Conseguimos lançar em março o Corolla Cross, nosso primeiro SUV híbrido flex. Hoje, 30% da produção desse carro está destinada para exportação.”

O diretor-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi, afirmou que a tendência é que mais ou menos 2 bilhões de pessoas busquem soluções alternativas. “Isso coloca o Brasil não só para resolver o seu problema, mas para resolver complementarmente uma parte do problema no mundo.” Um dos exemplos é a parceria com a Índia e os recentes anúncios do governo local de adoção dos híbridos flex.

Money Times - SP   18/10/2021

O presidente-executivo da Volkswagen, Herbert Diess, afirmou ao conselho de administração em setembro que a companhia poderá reduzir 30 mil empregos de seu quadro de pessoal se a companhia for muito lenta na transição para os veículos elétricos, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta quarta-feira.

A competição de novos entrantes no mercado alemão, como a norte-americana Tesla, tem pressionado a Volkswagen a acelerar sua transformação, disse Diess na ocasião.

A Tesla (TSLA) pretende produzir 500 mil carros por ano na Alemanha com 12 mil funcionários, enquanto a Volkswagen tem 25 mil funcionários na fábrica em Wolfsburg para produzir 700 mil.

Um porta-voz da Volkswagen confirmou a posição de Diess de que a presença da Tesla e outras empresas na Alemanha aumentou a urgência da transição do grupo alemão para os veículos elétricos, mas negou que projeções específicas tenham sido feitas sobre quantos empregos poderiam ser perdidos no processo.

“Não há dúvida de que temos que resolver a competitividade de nossa fábrica em Wolfsburg à luz dos novos entrantes no mercado”, disse o porta-voz da Volkswagen Michael Manske. Ele se referiu à Tesla e novas montadoras chinesas se posicionando na Europa.

“A Tesla está definindo novos padrões de produtividade e escala em Grunheide”, disse ele, em referência à fábrica da montadora norte-americana que está sendo construída próximo de Berlim. A unidade, no seu pico, vai produzir 5 mil a 10 mil carros por semana, mais do que o dobro da produção de veículos elétricos da Alemanha em 2020.

“Um debate está acontecendo e já há muitas boas ideias. Não há cenários concluídos”, disse Manske.

Um porta-voz da entidade sindical da Volkswagen afirmou que apesar de a empresa não comentar se Diess fez a afirmação sobre as perdas de empregos, “uma redução de 30 mil postos de trabalho é absurda e não tem fundamento”.

Outro porta-voz sindical na região da Baixa-Saxônia, segunda maior acionista da Volkswagen, disse que tais cortes “estão fora de questão”.

Os carros elétricos têm menos componentes que os de motor a combustão e por isso precisam de menos trabalhadores para serem produzidos. Segundo uma estimativa, 100 mil empregos na indústria automotiva alemã podem ser perdidos até 2025 como resultado da eletrificação do setor.

A fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, a maior do mundo, com mais de 50 mil funcionários, atualmente não produz veículos elétricos, mas a companhia planeja produzir um sedã movido a bateria nela a partir de 2026.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

Cerca de 100 milhões de brasileiros, quase metade da nossa população, vivem em residências insalubres. São pessoas que têm um teto, mas, por falta de recursos, convivem com problemas como infiltrações, mofo, instalações sanitárias precárias e estrutura inadequada para o abastecimento de água, energia e gás. Esses problemas reduzem a qualidade de vida, pois geram desconforto e contribuem para a incidência de doenças e acidentes.

Para ajudar a combater esse quadro, a Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, desenvolveu um projeto de grande impacto social para marcar os seus 120 anos. É o Reforma Que Transforma, exemplo de como a iniciativa privada pode contribuir para mudar o cenário da habitação das classes em vulnerabilidade social e melhorar a qualidade de vida das pessoas, em sintonia com a visão de sustentabilidade que coloca as ações sociais no centro da sigla ESG (ambiental, social e governança).

Detalhes do projeto foram apresentados na quinta-feira passada, numa mesa-redonda promovida pelo Estadão Blue Studio em parceria com a Gerdau. Com base na combinação entre doações, financiamentos com juros abaixo do mercado e voluntariado, a projeção é viabilizar a reforma de pelo menos 13 mil residências entre 2022 e 2032. Com isso, cerca de 50 mil pessoas passarão a viver em residências mais dignas, seguras e saudáveis.

Na fase de preparação do projeto, em que os parâmetros foram definidos, a Gerdau visitou quase 400 residências nas 12 cidades selecionadas, localizadas em seis estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pernambuco. Além das condições diretamente relacionadas à estrutura da construção, foram avaliados aspectos como infraestrutura do bairro, situação fundiária, risco geológico e zoneamento urbano.

Pensamento de longo prazo

“Queríamos desenvolver um projeto que realmente deixasse um legado”, disse Paulo Boneff, líder de Responsabilidade Social corporativa da Gerdau. Ele explicou que, mais do que viabilizar a melhoria nas residências contempladas, o Reforma Que Transforma vai fomentar os ecossistemas locais, pois recorrerá aos profissionais e ao comércio da própria comunidade. “Acreditamos que a ideia poderá atrair novas empresas apoiadoras e que a nossa meta inicial será ampliada.”

Para Fernando Assad, cofundador da plataforma Vivenda – negócio social que é parceiro da Gerdau no Reforma Que Transforma –, o projeto atua num segmento pouco atendido pelo poder público, pelo terceiro setor e pela iniciativa privada. “Ao mesmo tempo, é um assunto de grande importância, tanto pelo grande número de pessoas envolvidas quanto pela relevância que tem na qualidade de vida dessas pessoas.”

Também convidado foi, Edu Lyra, cofundador e CEO da Gerando Falcões, instituição que fomenta o surgimento de lideranças e o desenvolvimento social em comunidades de baixa renda. “Inovar é o único caminho para sair desse grande labirinto social em que estamos no Brasil. É isso que a Gerdau está fazendo com esse projeto”, ele observou. Um dos grandes méritos do Reforma que Transforma, para Lyra, é o pensamento de longo prazo. “É esse tipo de mentalidade que vai fazer a diferença para o nosso país.”

Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no portal Reformaquetransforma.com.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   18/10/2021

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou, no dia 14 de outubro (quinta-feira) os potenciais e ativos do Paraná para os três maiores fundos soberanos de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Somados, o Abu Dhabi Investment Autority, o Mubadala Investment Company e o Abu Dhabi Fund for Development administram um capital global estimado em mais de US$ 3,5 trilhões (cerca de R$ 19,2 trilhões).

A visita integra a missão técnica-comercial do Governo do Estado ao País do Oriente Médio, uma agenda paralela à Expo Dubai 2020 e ao Paraná Business Experience.

Ratinho Junior destacou a preparação do Estado para se tornar o hub logístico da América do Sul, com diferentes oportunidades de investimentos em infraestrutura. Mencionou, entre outras ações em andamento, o novo processo de concessão de rodovias, em parceria com o governo federal, o planejamento para a construção da linha férrea ligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá e a própria ampliação da capacidade logística do terminal marítimo paranaense.

— Estamos falando em mais de R$ 70 bilhões em investimentos privados. Propostas que vão mudar a realidade do Paraná, facilitando a conexão com o restante do mundo. Com isso, tudo o que for produzido no nosso Estado vai ganhar mais competitividade, gerando emprego e renda para os paranaenses”, afirmou o governador. “O mundo está de olho no Paraná, não podemos perder essa oportunidade—.

Portos — O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, também participou dos encontros. Ele apresentou as oportunidades existentes no ambiente portuário paranaense, com destaque para as cinco novas áreas que irão para leilão, denominadas PAR09 (21.577 m²), PAR15 (37.431 m²) e PAR14 (20.026 m²), destinadas para o segmento de Granéis Sólidos de Exportação, PAR32 (6.651 m²), para Carga Geral, e PAR 50 (85.392 m²), de Granéis Líquidos.

Juntas, os espaços preveem um investimento de cerca de R$ 1,05 bilhão. “Foi mais um dia de trabalho produtivo, no qual a gente pôde mostrar para o mundo árabe, para o Oriente Médio, as oportunidades de investimento nos portos do Paraná”, comentou Garcia.

— Finalizamos mais uma rodada de sobre a infraestrutura do Paraná, apresentando os nossos projetos. Já tratamos aqui dos modais rodoviários, aéreos e ferroviários. Agora, trouxemos, também, um pouco sobre as operações portuárias— complementou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Os mercados árabes, em especial dos Emirados Árabes Unidos, são importantes para a economia do Brasil. Os Portos do Paraná são portas de entrada e saída para produtos da indústria e do agronegócio nacionais.

Segundo dados do Ministério da Economia (ComexStat), em geral, neste ano (de janeiro a agosto), pelos portos do Paraná foram exportados pouco mais de 130 mil toneladas e mais de US$ 167,3 milhões (dólares) em produtos para os Emirados Árabes Unidos. Foram 42 tipos de produtos diferentes, sendo os principais frango (US$ 119.483.225, quase 73 mil toneladas) e celulose (US$ 32.624.554, e cerca de 46,7 mil toneladas), além de outros alimentos congelados, outras carnes (bovina e suína) e madeira.

Na importação, de janeiro a agosto, já foram quase 242 mil toneladas e US$ 130,5 milhões em produtos dos Emirados Árabes Unidos. Foram 17 tipos de produtos diferentes, sendo os principais os derivados de petróleo (US$ 110.054.113 e quase 196 mil toneladas) e os fertilizantes (US$ 16.390.354 e cerca de 44 mil toneladas). Além desses, também se destacaram as importações de alumínio e polímeros de etileno.

Nova Ferroeste –— Desenvolvido pelo Governo do Paraná, o projeto da Nova Ferroeste, que está em fase de conclusão de estudos, vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Litoral do Paraná. Ao todo serão 1.304 quilômetros de extensão. A ferrovia criará um dos mais importantes corredores de exportação do Brasil. A expectativa é viabilizar o transporte de 38 milhões de toneladas de carga no primeiro ano de funcionamento. Destes, 26 milhões de toneladas seriam exportadas pelo Porto de Paranaguá.

— A intenção foi avaliar a possibilidade dos Fundos de participar do financiamento do projeto. O Brasil está no radar deles, como estratégia de negócio na América Latina — ressaltou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

A transformação logística desencadeada pela execução do projeto vai impactar diretamente a economia nacional. Estima-se que a redução do custo logístico seja de 30%, o que deve tornar os produtos mais competitivos no mercado internacional e permitiria ainda a redução de preços nas gôndolas dos supermercados. —Vai mudar completamente a infraestrutura logística do Estado —disse Ratinho Junior.

O projeto será finalizado até dezembro. A partir de fevereiro terão início as audiências públicas, com expectativa de ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em abril de 2022. O consórcio que vencer a concorrência será responsável também pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 70 anos. O investimento é estimado em R$ 33,4 bilhões.

Balanço — Segundo o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, as reuniões abriram as portas do Estado. —São fundos fortes, com regras rígidas para investimento. É uma conversa inicial, que pode prosperar. Mostramos a marca Paraná e eles gostaram bastante do que viram —disse.

Portal Fator Brasil - RJ   18/10/2021

Para Trecho da Fiol de Caetité e Barreiras.

Um navio vindo da China atracou na manhã do dia 08 de outubro (sexta-feira), no Porto de Salvador, com 20.035 peças destinadas ao trecho II da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL, ligação Caetité-Barreiras (BA). A carga soma 20 mil toneladas.

Os trilhos são de mais uma remessa vinda da China encomendada pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias. De acordo com a Tecon Salvador, empresa operadora portuária responsável por embarques e desembarques de contêineres no porto, mais dois navios são esperados ainda este ano, contendo trilhos para o mesmo trecho da Fiol, que terá aproximadamente 640 quilômetros quando concluída.

A carga chegou transportada pelo navio Pretty Universe. O desembarque total dos trilhos está programado para ocorrer no decorrer dos próximos dias.

Ainda segundo a Tecon, o terminal tem expertise na operacionalização das chamadas cargas de projeto, com medidas de proporções gigantes e que exigem equipe especializada e infraestrutura de ponta. Operações similares foram feitas pela empresa do desembarque dos trilhos do metrô de Salvador e peças para grandes parques de energia solar e eólica localizados em diferentes pontos do país.

— Atuar em mais um projeto com esta relevância e complexidade é muito significativo para o Porto de Salvador e a Wilson Sons. A economia da Bahia ganha quando temos modais eficientes e que se somam para promover o maior e mais seguro escoamento de cargas, cujo resultado é o desenvolvimento sustentável que reverbera para toda a sociedade — ressalta Demir Lourenço, diretor executivo do Tecon Salvador, unidade de negócios da Wilson Sons.

O terminal da capital baiana está em fase de nova expansão, com duplicação de cais e retroárea adicional de 30.000m² já concluídos. Parte dos trilhos da FIOL será armazenada nesse espaço até que seja transportada ao seu destino final. O Tecon Salvador conta com infraestrutura similar às dos maiores portos do mundo, com logística 4.0 e equipamentos com alta tecnologia, que inclui 3 STS New Panamax, 3 Super Post-Panamax, 3 STS Panamax e 16 RTGs elétricos, todos com sistema regenerativo de energia. | RF

Portal Fator Brasil - RJ   18/10/2021

Mais um mês de grandes resultados para o Porto de Vitória. Somente em setembro, foram movimentadas 839.976 t em cargas, número que supera o último recorde, atingido em julho deste ano, de 830,209 t. Agora, a marca de setembro se tornou a maior movimentação do porto capixaba dos últimos 56 anos. Houve destaque nas operações de granel sólido e líquido, além de carga geral e conteinerizada.

De acordo com o coordenador de Planejamento e Desenvolvimento da Codesa, Leonardo Bianchi, existe uma explicação para a sequência de recordes registrados pelo Porto de Vitória. “A nossa política comercial está funcionamento plenamente, existe aproximação com nossos players. Além disso, a nossa baixa fila de espera para atracação tem gerado interesse dos clientes, já que eles acabam preferindo o Porto de Vitória por ser um local ágil para suas operações”, explicou.

De janeiro a setembro deste ano, o granel sólido obteve movimentação de 2.564.841 t, valor que corresponde a aumento de 30,49% em comparação ao mesmo período de 2020. Em setembro, dentre as cargas que registraram maior volume de movimentação estão adubo e fertilizante, que somaram 183.733 t.

O granel líquido também registrou aumento no acumulado do ano. De janeiro a setembro, a natureza de carga registrou movimentação de 707.293 t, enquanto no mesmo período de 2020 foram movimentadas 619.042 t. A variação corresponde a 14,26%. Dentre os principais produtos movimentados estão soda cáustica e derivados de petróleo.

A movimentação de veículos também cresceu. Nos nove primeiros meses do ano, já são 32.065 unidades movimentadas pelo Porto de Vitória. No mesmo período de 2020, foram 17.866 automóveis. A diferença representa crescimento de 79,5%.

Tipos de navegação — Como observado nos meses anteriores, a diferença das movimentações por tipo de navegação é próxima. No mês, 47,5% dos navios que atracaram no Porto de Vitória faziam rota de cabotagem, enquanto 52,5% longo curso. Já o sentido da operação teve leve vantagem para desembarque, registrando 54,61%, enquanto embarque obteve 45,39%. Ainda, o porto recebeu navios vindos da França, Itália, Uruguai e Rússia, ao mesmo tempo que embarcou carga com destino aos Estados Unidos, Espanha e China.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   18/10/2021

O Brasil assumiu posição de liderança na estratégia de investimento da empresa petrolífera australiana Karoon, desde que a empresa comprou da Petrobras o campo de Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos, em outubro do ano passado. O plano, num primeiro momento, é dobrar a produção diária de 14,6 mil barris de óleo equivalente (boe) até o início de 2023, o que vai exigir investimento de US$ 300 milhões. Mas esse é só o início da trajetória da australiana no País. Novas aquisições estão no radar.

“Meu mandato é para identificar oportunidades e expandir a empresa. Estou com carta branca para isso”, disse Antônio Guimarães ao Estadão/Broadcast.

O executivo assumiu o cargo há um mês, após a empresa promover uma concorrência internacional em busca de um executivo para liderar os negócios no País. Por mais de sete anos, Guimarães esteve à frente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), como secretário-executivo, defendendo as causas das grandes petrolíferas. E, por quase 34 anos, trabalhou na Shell. Deixou a petrolífera anglo-holandesa para assumir o desafio de liderar uma empresa que vê no Brasil, atualmente, sua principal oportunidade de expansão.

“Nossa estratégia é firmar a Karoon como uma produtora reconhecida e confiável de petróleo”, disse o executivo, ressaltando que, diferentemente da maioria dos seus pares, vai gerar receita de royalty para o Estado de São Paulo e não para o Rio de Janeiro.

O Brasil é o único país no mundo onde a petrolífera tem ativos de produção. Na Austrália, suas áreas estão ainda em fase exploratória. Por aqui, a intenção é se fixar em blocos marítimos das bacias de Campos e Santos, próximos aos ativos que já possui. Seu porte é de uma petrolífera independente. A Karoon é a nona maior operadora de petróleo no País, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Acima dela estão as brasileiras Enauta e PetroRio, num mesmo patamar de grandeza.

A empresa até se inscreveu para participar da 17ª Rodada de Licitações promovida pelo governo no início deste mês, mas acabou desistindo porque considerou que os blocos oferecidos não estavam alinhados à sua estratégia.

Ainda assim, a empresa se mantém atenta aos próximos leilões, inclusive ao de oferta permanente, no qual as companhias sinalizam ao órgão regulador suas áreas de interesse. O mesmo vale para os ativos postos à venda pela Petrobras, da qual pode adquirir novo campo, desde que tenham o perfil do seu interesse.

“A expertise da equipe é desenvolver projetos offshore. A Karoon é classificada como operadora A, na ANP (tem o direito a concorrer a áreas de alta complexidade nos leilões). Poucas empresas têm essa qualidade”, afirmou Guimarães.

O campo de Baúna entrará em breve em processo de recuperação da produção para que, o volume extraído passe dos atuais 14 mil boe/d para um intervalo de 19 mil boe/d a 24 mil boe/d. Dois poços serão perfurados, numa campanha prevista para acontecer ao longo de 2022. No mesmo ano, a Karoon vai partir para o desenvolvimento de outro campo, o de Patola, inserido na área adquirida da Petrobras. O início da produção está previsto para o começo de 2023.

Os detalhes da estratégia da empresa para os próximos anos vão ser divulgados ao mercado no dia 28 deste mês. Nesse dia, a Karoon vai contar o que deve fazer para se inserir numa economia de baixo carbono. “A gente não briga com a transição energética. Reconhecemos e trabalhamos com ações de redução das emissões e também vamos olhar oportunidades de compensação. Vamos montar um plano de mitigação futura. Para uma empresa do nosso tamanho, é um movimento muito pioneiro”, disse o presidente da Karoon Brasil.

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