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18 de Maio de 2022

SIDERURGIA

IstoÉ Dinheiro - SP   18/05/2022

A Gerdau anunciou a criação de uma nova Vice-Presidência Corporativa de Estratégia. Para a posição, a empresa convidou o executivo Marcos Faraco, atual vice-presidente das Operações de Aços Longos e Planos no Brasil, Argentina e Uruguai.

“A criação desta posição representa o nosso compromisso com o crescimento da Gerdau e com a nossa aspiração de sermos uma das empresas da cadeia do aço mais rentáveis e admiradas do mundo e uma das mais relevantes nas Américas. Assim, Faraco terá como principais desafios avaliar oportunidades estratégicas que concretizem a nossa ambição e evoluir no desenvolvimento de um processo de planejamento estratégico cada vez mais dinâmico e moderno”, afirma em nota Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau.

Faraco, por sua vez, avalia que a nova vice-presidência de Estratégia reafirma o comprometimento da Gerdau, aos 121 anos de história, em seguir inovando e desenvolvendo seus negócios, gerando cada vez mais valor para nossos stakeholders.

Para ocupar a Vice-Presidência das Operações de Aços Longos e Planos no Brasil, Argentina e Uruguai, Fernando Pessanha, atual líder da Gerdau no México, retorna ao Brasil para liderar a vice-presidência, que também compreende as operações de mineração e florestal no País.

Para a liderança da operação da Gerdau no México, Luis Alberto Guereca, diretor de Operações da Colômbia, assumirá como diretor Executivo da Operação.

As movimentações são efetivadas a partir do dia 1º de agosto de 2022.

Grandes Construções - SP   18/05/2022

A Gerdau amplia seu portfólio com o lançamento do U8”, perfil de aço de 8 polegadas, 1ª e 2ª alma, com 12 m de comprimento.

Com isso, a produtora de aço torna-se a única a produzir o produto no país. A novidade está disponível para distribuidores, empresas de estruturas metálicas e fabricantes de máquinas e equipamentos.

Pronto para o uso, o U8” é um perfil em aço robusto com dimensões e abas inclinadas, que prometem robustez e propriedades mecânicas aprimoradas para a realização de projetos.

Na construção, p aço pode ser utilizado em estruturas metálicas como escadas, terças de coberturas e pisos de mezanino, enquanto na indústria compõe bases de máquinas e motores, caçambas de grandes dimensões e como componente estrutural.

“Um dos segredos da Gerdau para se manter relevante ao longo do tempo é ter o cliente no centro das decisões, e a nacionalização da produção do perfil U8” é mais um passo nesse sentido”, afirma Mauro Franco, líder de marketing da Gerdau.

“Para moldar o futuro, criamos e desenvolvemos produtos e soluções inovadores para os desafios que se apresentam à construção civil, buscando levar mais produtividade e sustentabilidade à cadeia de valor em que estamos inseridos”, ele assegura.

Brasil Mining - SP   18/05/2022

O aço fabricado pela siderúrgica sueca SSAB já vem tratado termicamente da usina e elimina a etapa de tratamento térmico, permitindo ganho de velocidade na fabricação das ferramentas

A Estampo Tec é uma empresa brasileira com atuação no mercado desde 1990 especializada no desenvolvimento e construção de soluções completas para processos de estamparia e fornecimento de componentes estampados para o mercado nacional e internacional de autopeças, eletrodomésticos e outros setores.

Valendo-se desta experiência, a Estampo Tec, com uma administração moderna e atuante, ocupa lugar de destaque nos segmentos de estamparia, ferramentaria, usinagem de precisão e automação industrial.

Em sua constante busca por inovações tecnológicas, a empresa passou a adotar o aço Toolox® em seus desenvolvimentos, visando oferecer uma melhor solução aos seus clientes.

O Toolox® , produzido pela siderúrgica sueca SSAB é um aço ferramenta e de engenharia premium, cuja dureza e tenacidade são imbatíveis. Uma vez que o material já vem tratado termicamente da usina, ele elimina a etapa de tratamento térmico, permitindo um grande ganho de velocidade na fabricação das ferramentas.

Segundo Fernando Rodrigues, gerente de projetos da Estampo Tec, “quando aplicável, ao adotar o Toolox® , foi possível reduzir em média 60% a quantidade de etapas de processo para confecção de alguns componentes que exigem alta dureza e resistência. Para isso, foi necessário repensar alguns processos e mudar a estratégia de usinagem, pensando em aproveitar ao máximo as características do Toolox® ”.

Fernando cita o exemplo de um componente de ferramenta de estampo automotivo, antes fabricada no convencional aço ferramenta para trabalho a frio AISI O1: “Ao todo, necessitávamos de cinco etapas de produção, incluindo o tratamento térmico feito em empresa terceirizada. Ao realizar o upgrade para o Toolox® , foi possível produzir o mesmo componente em apenas duas etapas”. Todo esse ganho de produtividade permitiu que a Estampo Tec reduzisse o prazo de entrega de determinados projetos em até 15%, garantindo a qualidade e confirmando o seu compromisso de atender os clientes com as melhores soluções nos melhores prazos.

ECONOMIA

Exame - SP   18/05/2022

A desaceleração da China, resultado da política de tolerância zero contra a Covid-19, deve afetar também a economia brasileira este ano e no próximo, segundo especialistas. Os dados divulgados na segunda-feira por Pequim indicam retração na segunda maior economia do mundo em abril, e seus principais parceiros comerciais, como o Brasil, não ficarão incólumes.

A produção industrial recuou 2,9% em abril, em comparação ao mesmo mês de 2021. Já as vendas no varejo desabaram 11,1% no período, quase o dobro da queda prevista pelo mercado, que era de 6,6%. Ambos estão no pior patamar desde o início da pandemia. Enquanto isso, a taxa de desemprego atingiu 6,1%.

José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), lembra que a China é o maior comprador mundial de commodities, e, à medida que a demanda chinesa diminui, a tendência é que os preços desses insumos — em patamares elevados devido à guerra na Ucrânia — possam apresentar certo arrefecimento.

Parte desse efeito pode começar a aparecer nas estatísticas de julho, segundo Castro. O preço menos pressionado tende a afetar as exportações brasileiras, o que deve gerar uma balança comercial com superávit menor que o previsto para este ano.
Importações mais caras

Outro impacto sobre a economia brasileira se dará pelas importações. Castro destaca que os preços das importações, em dólares, tiveram aumento de 34,4% em abril e de 29,5% em março. Com os lockdowns na China, importar daquele país fica mais difícil.

A consequência é uma piora dos gargalos logísticos surgidos com a pandemia, num momento em que o custo do frete já está nas alturas e deve subir ainda mais:

— Um produto comprado da China que demoraria 45 dias para chegar poderá demorar 90 dias. Se não tiver contêiner, a mercadoria não sai. E não tem alternativa. Nós podemos comprar insumos da Argentina que podem vir por transporte rodoviário, mas o país é um pequeno fornecedor para o Brasil — explica Castro.

Roberto Padovani, economista-chefe do BV, lembra que, além da política de tolerância zero contra a Covid-19 na China, que impacta a economia global, há a guerra na Ucrânia e a alta dos juros pelo Banco Central americano. O resultado disso, diz Padovani, é desaceleração econômica na Ásia, Europa e Estados Unidos, o que diminui a demanda por matérias-primas, afetando o Brasil pelo canal de exportação:

— Quando o mundo desacelera, o risco em relação aos mercados emergentes piora, o que acaba inibindo os fluxos financeiros. Isso torna o câmbio aqui mais pressionado e evita uma redução da inflação no Brasil.

Efeito prolongado

Padovani afirma que essa situação vai deixar a inflação elevada por mais tempo, o que reduz o poder de compra da população e deve levar a um novo aumento dos juros pelo Banco Central. O BV revisou o IPCA de 2022 para 9% e, agora, vê a Selic subindo 0,75 ponto na reunião de junho, terminando em 13,5%, com a taxa em patamar alto por mais tempo:

— Como resultado, o crescimento menor deverá ser em 2023. Vemos uma desaceleração no segundo semestre e reduzimos as projeções de 1,5% para 0,5% para o PIB brasileiro do ano que vem —diz o economista-chefe do BV.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, diz que um crescimento próximo de 4,5% para o PIB chinês em 2022 — como o que se espera agora, ante expectativas de até 6% — coloca a economia global em desaceleração:

— É um país onde não existe muita burocracia para pisar no acelerador em termos fiscais. Mas trata-se de um país que é a fábrica do mundo e que deverá custar a chegar a 4,5% de crescimento este ano. A política de tolerância zero contra a Covid-19 restringe a oferta de produtos. Isso se reflete em um mundo com menos dinheiro e um processo inflacionário que se pereniza.

Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV/Ibre, também vislumbra um processo inflacionário global mais duradouro:

— A inflação fica mais elevada por muito mais tempo, e em tipos de produtos que são mais demandados pelas famílias de baixa renda, como combustíveis, botijão de gás, alimentação e, em algum nível, transporte público. Toda essa conjuntura faz com que os preços subam.

Ribeiro ressalta que essa inflação tira capacidade de consumo, empobrece os mais pobres e tende a deprimir o crescimento da economia. Sua perspectiva para o segundo semestre é de desaceleração mais pronunciada, tornando o debate para 2023 mais difícil.

O Estado de S.Paulo - SP   18/05/2022

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,5% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2021. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve expansão de 2,4% no primeiro trimestre de 2022, segundo o Monitor do PIB divulgado nesta terça-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O avanço, porém, deve ser considerado mais como uma normalização da atividade econômica em relação ao patamar pré-pandemia do que como um momento de pujança de fato, apontou Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV). Segundo ele, um crescimento sustentado do PIB brasileiro ainda é um desafio.

"É muito mais uma volta ao período pré-pandemia. Ninguém fica muito feliz de saber que, depois de dois anos ganhando menos por causa de uma pandemia, voltou a ganhar o que ganhava antes. Todo mundo quer ganhar mais", avaliou Considera. "Não é de hoje que o Brasil está andando de lado. Faz tempo que estamos com 1% de crescimento. Não dá para comemorar crescimento de 1% como se fosse um grande milagre. Crescer 1% é muito ruim, isso precisa ficar claro", completou.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais. O IBGE divulgará os resultados oficiais sobre o desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2022 no próximo dia 2 de junho.

O indicador da FGV estima que o PIB brasileiro teve uma alta de 1,8% em março ante fevereiro. Na comparação com março de 2021, a atividade econômica teve expansão de 4,2% em março de 2022.

Recuperação do setor de serviços

O setor de serviços foi destaque no desempenho positivo deste início de ano, por ter sido mais impactado pela crise sanitária, o que abriu espaço para "crescer e recuperar o nível de atividade que possuía antes da chegada da pandemia", afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB - FGV, em nota oficial.

"Nota-se que o desempenho do PIB ainda tem sido impulsionado pela normalização do nível de atividade pré-pandemia e este efeito está se esgotando, o que liga um alerta para a sustentabilidade do crescimento” , alertou Trece, na nota.

Claudio Considera acredita que as liberações de recursos pelo governo, como o pagamento do Auxílio Brasil, o saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a antecipação do 13º salário a pensionistas e aposentados do INSS, possam ajudar a melhorar o desempenho do PIB do segundo trimestre de 2022, mas não se sabe se o movimento terá fôlego para permanecer nos meses subsequentes.

"Quando você antecipa o 13º salário, falta lá na frente", exemplificou Considera. "Temos uma coisa chamada inflação, então ainda não se sabe o que vai acontecer com o consumo das famílias", lembrou.

Considera ressaltou que economistas do mercado financeiro têm revisado para cima suas projeções para o PIB deste ano, mas reduzido as estimativas de crescimento para 2023.

"Se cresce mais agora, cria um efeito base de comparação mais elevada. O PIB teria que crescer mais no ano que vem", acrescentou o coordenador do Ibre/FGV.

Pela ótica da oferta, o PIB da agropecuária subiu 1,7% na passagem do quarto trimestre de 2021 para o primeiro trimestre de 2022, enquanto o da indústria avançou 0,5%. O PIB dos serviços cresceu 0,8%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 1,5% no primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021, mas o consumo do governo encolheu 0,8%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) subiu 2,8%. As exportações aumentaram 6,0%, e as importações tiveram elevação de 1,0%.

No primeiro trimestre de 2022 ante o mesmo período de 2021, pelo lado da oferta, a agropecuária caiu 2,1%, e a indústria encolheu 1,0%. Os serviços cresceram 3,3%.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias teve elevação de 3,4% no primeiro trimestre deste ano ante o primeiro trimestre do ano passado, sustentado pelo componente de serviços, apontam as estimativas da FGV. O consumo do governo avançou 2,0%. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,5% no período. As exportações aumentaram 9,6%, e as importações tiveram retração de 1,8%.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 2,458 trilhões no primeiro trimestre de 2022, em valores correntes.

A taxa de investimento da economia foi de 18,4% no primeiro trimestre de 2022.

CNN Brasil - SP   18/05/2022

A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 495,7 milhões na segunda semana de maio, de acordo com dados divulgados no final da última segunda-feira (16) pelo Ministério da Economia.

Com isso, o país tem saldo positivo de US$ 2,709 bilhões até a segunda semana do mês.

As exportações somaram US$ 6,463 bilhões na segunda semana de maio, enquanto as importações chegaram a US$ 5,968 bilhões.

A divulgação dos dados comerciais tem sofrido atrasos por conta de operação padrão de servidores que pressionam o governo por reajustes salariais.

IstoÉ Online - SP   18/05/2022

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,5% no primeiro trimestre deste ano ante o quarto trimestre de 2021. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve expansão de 2,4% no primeiro trimestre de 2022, segundo o Monitor do PIB divulgado nesta terça-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O avanço, porém, deve ser considerado mais como uma normalização da atividade econômica em relação ao nível pré-pandemia do que como um momento de pujança de fato, apontou Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV). Segundo ele, um crescimento sustentado do PIB brasileiro ainda é um desafio.

“É muito mais uma volta ao período pré-pandemia. Ninguém fica muito feliz de saber que, depois de dois anos ganhando menos por causa de uma pandemia, voltou a ganhar o que ganhava antes. Todo mundo quer ganhar mais”, avaliou Considera. “Não é de hoje que o Brasil está andando de lado. Faz tempo que estamos com 1% de crescimento. Não dá para comemorar crescimento de 1% como se fosse um grande milagre. Crescer 1% é muito ruim, isso precisa ficar claro”, completou.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais. O IBGE divulgará os resultados oficiais sobre o desempenho do PIB no primeiro trimestre de 2022 no próximo dia 2 de junho.

O indicador da FGV estima que o PIB brasileiro teve uma alta de 1,8% em março ante fevereiro. Na comparação com março de 2021, a atividade econômica teve expansão de 4,2% em março de 2022.

O setor de serviços foi destaque no desempenho positivo deste início de ano, por ter sido mais impactado pela crise sanitária, o que abriu espaço para “crescer e recuperar o nível de atividade que possuía antes da chegada da pandemia”, afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB – FGV, em nota oficial.

“Nota-se que o desempenho do PIB ainda tem sido impulsionado pela normalização do nível de atividade pré-pandemia e este efeito está se esgotando, o que liga um alerta para a sustentabilidade do crescimento.” alertou Trece, na nota.

Claudio Considera acredita que as liberações de recursos pelo governo, como o pagamento do Auxílio Brasil, o saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a antecipação do 13º salário a pensionistas e aposentados do INSS, possam ajudar a melhorar o desempenho do PIB do segundo trimestre de 2022, mas não se sabe se o movimento terá fôlego para permanecer nos meses subsequentes.

“Quando você antecipa o 13º salário, falta lá na frente”, exemplificou Considera. “Temos uma coisa chamada inflação, então ainda não se sabe o que vai acontecer com o consumo das famílias”, lembrou.

Considera ressaltou que economistas do mercado financeiro têm revisado para cima suas projeções para o PIB deste ano, mas reduzido as estimativas de crescimento para 2023.

“Se cresce mais agora, cria um efeito base de comparação mais elevada. O PIB teria que crescer mais no ano que vem”, acrescentou o coordenador do Ibre/FGV.

Pela ótica da oferta, o PIB da agropecuária subiu 1,7% na passagem do quarto trimestre de 2021 para o primeiro trimestre de 2022, enquanto o da indústria avançou 0,5%. O PIB dos serviços cresceu 0,8%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 1,5% no primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021, mas o consumo do governo encolheu 0,8%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) subiu 2,8%. As exportações aumentaram 6,0%, e as importações tiveram elevação de 1,0%.

No primeiro trimestre de 2022 ante o mesmo período de 2021, pelo lado da oferta, a agropecuária caiu 2,1%, e a indústria encolheu 1,0%. Os serviços cresceram 3,3%.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias teve elevação de 3,4% no primeiro trimestre deste ano ante o primeiro trimestre do ano passado, sustentado pelo componente de serviços, apontam as estimativas da FGV. O consumo do governo avançou 2,0%. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,5% no período. As exportações aumentaram 9,6%, e as importações tiveram retração de 1,8%.

Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 2,458 trilhões no primeiro trimestre de 2022, em valores correntes.

A taxa de investimento da economia foi de 18,4% no primeiro trimestre de 2022.

Investing - SP   18/05/2022

O chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, prometeu nesta terça-feira que o Federal Reserve elevará a taxa de juros o mais alto que for necessário para matar um aumento na inflação que, segundo ele, ameaça as fundações da economia.

"O que precisamos ver é a inflação recuando de maneira clara e convincente e vamos continuar insistindo até vermos isso", afirmou Powell em evento do Wall Street Journal. "Se não virmos isso, teremos de considerar agir de forma mais agressiva" para apertar as condições financeiras.

"Alcançar a estabilidade de preços, restaurar a estabilidade de preços é uma necessidade incondicional. Algo que temos que fazer, porque realmente a economia não funciona para os trabalhadores ou para as empresas ou para qualquer pessoa sem estabilidade de preços. É realmente o alicerce da economia."

Reconhecendo a possível "dor" que o controle da inflação pode causar --gerando um crescimento econômico mais lento ou desemprego mais alto--, Powell disse que existem "caminhos" para que a alta dos preços diminua em um ritmo que não resulte em recessão total.

Mas se a inflação não arrefecer, o Fed não hesitará em ajustar os juros até que isso aconteça, disse Powell.

"Se isso envolve ultrapassar níveis amplamente entendidos como 'neutro', não hesitaremos em fazer isso", disse Powell, referindo-se ao patamar de taxa de juro que não estimula nem restringe a atividade econômica. "Vamos até sentir que estamos em um lugar onde podemos dizer 'sim, as condições financeiras estão em um lugar apropriado, vemos a inflação em queda'."

O que vem a seguir --o quanto o banco central subirá os juros e com que rapidez-- depende de como a economia e a inflação evoluem, algo que Powell disse que o Fed avaliará "reunião por reunião, dado por dado".

Powell afirmou que, se o ritmo dos aumentos de preços não diminuir, o banco central --que já elevou sua taxa básica em um total de 0,75 ponto percentual neste ano-- não hesitará em corrigir os juros para níveis mais restritivos.

As vendas no varejo, contratações de trabalhadores e produção manufatureira mostram uma economia que, até agora, não vacila diante de custos de empréstimos mais altos.

"A economia está forte. As finanças dos consumidores estão saudáveis. As empresas estão saudáveis", disse Powell, afirmando que a atual força econômica é uma das razões pelas quais o Fed pode aumentar os custos dos empréstimos e desacelerar o crescimento o suficiente para esfriar a inflação sem causar o tipo de retração dolorosa que o banco central usou no passado para reprimir a escalada dos preços.

Ao mesmo tempo, a guerra na Ucrânia torna alimentos e combustíveis mais caros em todo o mundo, enquanto uma nova rodada de lockdowns contra o coronavírus na China ameaça manter os preços dos produtos manufaturados e insumos industriais em alta.

O Fed tem como meta uma taxa de inflação de 2% ao ano, mas os preços, segundo o indicador preferencial do banco central, sobem em velocidade mais de três vezes esse patamar. Uma inflação muito acelerada pode distorcer o planejamento de famílias e empresas e, mais especificamente em relação ao senso de urgência sentido por Powell e seus colegas do Fed, corroer a capacidade do banco central de mantê-la sob controle.

Globo Online - RJ   18/05/2022

O dólar fechou com queda de 2,14% ante o real, a R$ 4,9419, e a Bolsa teve mais um dia de alta nesta terça-feira. O Ibovespa encerrou o pregão com valorização de 0,51%, aos 108.789 pontos.

No início da sessão, os ativos domésticos acompanhavam o sentimento de apetite ao risco nos mercados internacionais, e o índice bateu 109.774 pontos.

Os ganhos, entanto, foram reduzidos após o presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, afirmar que a política de alta no juros para controlar a inflação no país, que já é a mais alta em duas décadas, pode reduzir o ritmo de crescimento da economia americana.

— O mercado local vinha avançando bem, principalmente por conta da reabertura na China, mas à tarde reduziu os ganhos depois do discurso do Jerome Powell, sinalizando expectativa de novo aumento de 50 pontos-base (na taxa de juro) nas próximas duas reuniões. Além disso, hoje tivemos a divulgação do IGP-10 abaixo das expectativas pontos-base — comentou Gustavo Harada, chefe da mesa de renda variável da Blackbird.

Na China, o alívio das medidas de restrição contra a Covid-19 em Xangai deu impulso para as bolsas no continente asiático e ajudou, ainda que parcialmente, a aliviar o impacto dos dados negativos da economia do país em abril.

A cidade atingiu o marco de três dias consecutivos sem novos casos de Covid-19 fora das zonas de quarentena nesta terça-feira e planeja retomar as atividades ao ar livre em etapas.

Já no continente europeu, o destaque foi para a divulgação da segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre. O indicador teve alta de 0,3% no período ante os 0,2% da primeira leitura e de 5,1% na base de comparação anual.

O número, que veio levemente acima do esperado, foi divulgado pela agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat).

O dia também contou com discursos do presidente do Federal Reserve, Banco Central americano, Jerome Powell, e da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.

Powell declarou que os Estados Unidos devem aumentar as taxas de juros até que haja evidências de que a inflação está recuando. Para isso, se mostrou disposto a aceitar as consequências do seu plano de ação, como um ligeiro aumento na taxa de desemprego.

"O que precisamos ver é a inflação caindo de maneira clara e convincente, e vamos continuar pressionando até vermos isso. Se envolve ultrapassar os níveis amplamente entendidos como ‘neutro’, não hesitaremos em fazer isso", declarou em um evento ao vivo do Wall Street Journal.
Dólar volta a operar abaixo dos R$5

O dólar não operava abaixo dos R$ 5 desde o pregão do dia 05 deste mês, quando chegou a ser cotado em R$ 4,9330.

Na mínima do dia, chegou a encostar em R$ 4,9268, mas fechou cotado a R$ 4,9419.

Deimon Feit, assessor de investimentos da Ável, sugere, porém, que o dólar deve voltar a subir até o fim do ano:

— A melhora da situação da Covid na China influencia o curto prazo, fazendo a moeda baixar, entretanto, há dois fatores ainda vão fazer o dólar oscilar. O primeiro é a incerteza no conflito Rússia e Ucrânia, que pode prejudicar a retomada da economia mundial. E o segundo é a indefinição quanto às mudanças na política monetária americana, com aumento de juros para controlar a inflação que está batendo recordes históricos.

O economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, também acredita que o mercado de câmbio deve seguir volátil nos próximos dias. Embora o movimento de enfraquecimento do dólar hoje tenha sido generalizado, diz que o real se destacou por ter o melhor risco-retorno.

— O dólar perdeu força em relação aos seus pares desenvolvidos e contra pares emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano. O real teve o melhor desempenho porque a gente tem os melhores fundamentos, tanto do lado do risco, quanto em relação ao diferencial de juros dentre os emergentes — analisa.

Eletrobras avança, após lucro subir 69%

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiram 0,08%, e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) caíram 1,30%.

As ordinárias da Vale (VALE3) cederam 0,42%, e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3) subiram 1,74%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) depreciaram 1,10%.

No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tiveram altas de 0,88% e 2,05%, respectivamente.

Na cena interna, os investidores seguiram repercutindo a divulgação dos balanços corporativos do primeiro trimestre.

A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 2,716 bilhões no primeiro trimestre, alta de 69% ante igual período de 2021, beneficiada pela variação cambial e pelo aumento de 12% da receita bruta.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente atingiu R$ 5,428 bilhões, aumento de 9,6% no comparativo anual.

Os papéis ON da companhia (ELET3) subiram 3,84%, e os PN (ELET6), 3,01%.

Para Deimon Feit, da Ável, o resultado não foi uma surpresa:

— A Eletrobras é uma empresa com perfil conservador por estar inserido num segmento muito estável. Seus resultados financeiros são corrigidos pela variação cambial e acompanham a alta da inflação. Por esse motivo, o resultado do último trimestre não foi uma surpresa para mercado.

Em seu balanço, o Magazine Luiza reportou que as vendas totais atingiram R$14 bilhões, alta de 13% comparada ao mesmo período de 2021. Mesmo assim, o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 98,8 milhões, influenciado principalmente pelo aumento da inflação e de custos que incidem sobre os produtos.

Com isso, as ordinárias da varejista (MGLU3) cederam 11,46%.

Em relação à rentabilidade, a geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado foi de R$ 424 milhões no trimestre.

Outro destaque negativo foram os papéis ON da Hapvida (HAPV3), que caíram 16,84%. Em seu balanço, a empresa registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 181,9 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 151,8 milhões apurado no mesmo período de 2021.

Petróleo cai

Depois de subirem no início da sessão para máximas de sete semanas, os preços do petróleo caíram 2% nesta terça-feira, com notícias de que os Estados Unidos aliviariam algumas restrições ao governo da Venezuela.

A Reuters informou que fontes disseram que Joe Biden autorizará a empresa petrolífera americana Chevron Corp a negociar com o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A companhia é a última produtora de petróleo dos EUA a manter presença na Venezuela, lar das maiores reservas de petróleo do mundo.

O petróleo Brent caiu 2%, para US$ 111,93 por barril, enquanto o petróleo US West Texas Intermediate (WTI) caiu 1,6%, negociado a US$ 112,40, o barril.
Bolsas no exterior

As bolsas americanas operaram com altas. O índice Dow Jones subiu 1,34% e o S&P, 2,02%. A Bolsa Nasdaq avançou 2,76%.

"Há essa batalha no mercado de ações entre o que estoura primeiro: a inflação ou o consumidor. O mercado de ações está apostando que o consumidor vai quebrar e os mercados de crédito estão apostando que a inflação vai quebrar primeiro", disse Anthony Saglimbene, estrategista de mercado global da Ameriprise Financial.

Na Europa, as bolsas operaram no campo positivo. No mesmo horário, a Bolsa de Londres subiu 0,72% e a de Frankfurt, 1,59%. Em Paris, ocorreu avanço de 1,30%.

As bolsas asiáticas fecharam com altas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,42%. Em Hong Kong, houve alta de 3,27% e, na China, de 0,65%.

O Estado de S.Paulo - SP   18/05/2022

Desde a semana passada, uma nova fonte de nervosismo passou a pairar sobre os mercados globais: o crescente risco de uma recessão da economia mundial neste ano.

Analistas dizem que, nos últimos meses, uma tempestade perfeita vem se formando para levar o PIB mundial a uma contração em 2022. Isso seria resultado da combinação de inflação elevada na maioria dos países, de aperto monetário mais agressivo pelos grandes bancos centrais, do impacto negativo da guerra da Ucrânia na economia da Europa e dos efeitos adversos sobre o PIB da China da mais recente onda de covid por lá.

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF), entidade que representa as maiores instituições financeiras do mundo, reduziu a sua projeção para o PIB mundial em 2022 para uma alta de 2,2%. Acontece que o crescimento da economia global de 6,0% em 2021 gerou um carrego estatístico de 2,3%, nos cálculos do IIF. Ou seja, se o desempenho da atividade global ficasse estável neste ano, o PIB mundial ainda assim cresceria 2,3%.

“Isso deixa pouco espaço para se evitar uma contração do PIB mundial”, alertou o IIF, em comunicado na semana passada. “O risco de recessão é elevado.”

Desde o início do ano, o banco JPMorgan já reduziu a sua projeção para o PIB mundial neste primeiro semestre em 2,5 pontos porcentuais. Segundo o banco, o poder de compra das famílias tem diminuído significativamente com a disparada da inflação e a alta nos preços das principais commodities em razão da guerra na Ucrânia. Para piorar, a onda de covid na China tem causado mais problemas nas cadeias de produção do que se imaginava.

Aliás, em razão dos lockdowns em importantes regiões do país, muitos analistas vêm revisando para baixo a projeção do PIB chinês em 2022, inclusive bem abaixo da meta de crescimento fixada pelo governo da China, ao redor de 5,5%. O IIF, por exemplo, prevê um crescimento chinês de apenas 3,5% em 2022.

Mas o temor dos investidores é mesmo com os Estados Unidos. Em março, o banco Goldman Sachs atribuiu uma probabilidade de 35% de uma recessão na economia americana nos 12 meses seguintes. De lá para cá, o Federal Reserve (Fed) acelerou o ritmo de altas de juros, para elevações de 0,50 ponto, e sinalizou um ciclo de aperto mais agressivo.

O presidente do Fed, Jerome Powell, já avisou que não pode garantir um “pouso suave” para a economia americana com o atual ciclo de aperto e que o controle da inflação incluirá “alguma dor”. Ou seja, o cenário externo se deteriorou e pode deixar o Brasil mais vulnerável se o mundo entrar em recessão.

Agência Brasil - DF   18/05/2022

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,10% em maio deste ano, taxa inferior aos 2,48% observados em abril.

Com o resultado, o indicador acumula taxa de inflação de 12,13% em 12 meses, quase um terço do registrado em maio de 2021 (35,91%).

A queda da taxa de abril para maio foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-10. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, recuou de 2,81% em abril para 0,08% em maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, caiu de 1,67% em abril para 0,54% em maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 1,17% para 0,74%.

IstoÉ Dinheiro - SP   18/05/2022

O Bank of America elevou em 1 ponto percentual completo seu prognóstico para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, a 1,5%, com a avaliação de que a economia deve receber impulso de termos de troca mais favoráveis e de estímulos fiscais.

Já para 2023, a projeção do banco para a alta do PIB foi cortada à metade, para 0,9%.

“Os recentes desdobramentos na frente externa estão beneficiando mercados emergentes não europeus, como o Brasil”, disse o BofA em relatório com data de segunda-feira. “Especificamente, o aumento dos preços das commodities é um choque positivo nos termos de troca, impulsionando a balança comercial do país, elevando a produção e desbloqueando investimentos incrementais no setor primário.”

Os preços de produtos agrícolas, metálicos e energéticos dispararam no mercado internacional a partir do final de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. A guerra, que completará três meses na semana que vem, segue se arrastando, comprometendo a oferta de várias commodities, o que tende a manter seus custos elevados.

Além de citar fatores exógenos, o BofA afirmou que “maiores estímulos fiscais anunciados pelo governo incrementarão a demanda agregada, ajudando a mitigar a deterioração das finanças das famílias”, com esse impacto devendo ser sentido principalmente no segundo trimestre deste ano.

O governo federal anunciou em março um pacote de estímulo à economia que inclui a liberação de recursos de contas do FGTS, antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, criação de um programa de microcrédito digital e ampliação da margem de empréstimos consignados. O programa Auxílio Brasil também teve seu pagamento médio reajustado, aumentando as transferências de renda para os mais pobres.

Além disso, o governo ampliou o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no final do mês passado, depois de já ter reduzido alíquotas do PIS/Cofins sobre óleo diesel e gás de cozinha em meio à inflação elevada.

O BofA também atribuiu a revisão para cima de sua estimativa para a atividade em 2022 às surpresas positivas em vários indicadores econômicos recentes, como dados de vendas no varejo e volume de serviços.

Mesmo assim, houve piora em sua projeção para o crescimento do ano que vem, a 0,9%, contra taxa de 1,8% prevista anteriormente. Isso porque o efeito cumulativo de juros mais altos só deve ter impacto mais forte na atividade econômica a partir do terceiro trimestre deste ano, o que deve ter efeito negativo para 2023.

“O consumo privado continuará sofrendo os efeitos defasados do aperto monetário no primeiro semestre de 2023, mas deve começar a se recuperar na segunda metade do ano”, disse o BofA, que espera que a taxa Selic chegue a 13,25 no mês que vem e recue a 10,5% ao longo de 2023.

O Estado de S.Paulo - SP   18/05/2022

Com um bom começo de ano, a economia cresceu 1,5% no primeiro trimestre, superou por 2,4% a produção de um ano antes e acumulou avanço de 4,9% em 12 meses, segundo o Monitor do PIB-FGV, a mais completa prévia das contas oficiais. Se esses números forem confirmados, o País terá superado no período anual até março o desempenho de 2021, quando o Produto Interno Bruto (PIB) se expandiu 4,6%. Nos primeiros três meses deste ano a produção da agropecuária foi 1,7% maior que a do trimestre final do ano passado. Pela mesma comparação, a produção industrial cresceu 0,5% e a dos serviços aumentou 0,8%.

Com ganho de 5,7% em 12 meses, o setor de serviços tem exibido uma firme recuperação, depois de ter sido severamente afetado, até os primeiros meses de 2021, pelos efeitos da crise sanitária iniciada em 2020. Por ter sido fortemente impactado, esse setor tem tido amplo espaço para crescer e retomar o nível de atividade anterior à pandemia, observou a coordenadora da pesquisa, a economista Juliana Trece. Mas esse comentário positivo foi acompanhado de uma advertência: o impulso proporcionado pela normalização das atividades está se esgotando e isso “liga um alerta para a sustentabilidade do crescimento”.

Essa tendência de esgotamento está incorporada nos cálculos de especialistas. Mesmo com algum aumento nas últimas semanas, as projeções de expansão do PIB em 2022 ainda estão, na maior parte, agrupadas em torno de 1%. Pouquíssimas se aproximam de 2%. Esse número aparece, com maior frequência, nas expectativas para os anos seguintes e corresponde ao potencial de crescimento estimado para o Brasil.

O potencial de expansão econômica depende, no médio e no longo prazos, do investimento em capacidade produtiva. Isso inclui investimento em fatores físicos, como máquinas, equipamentos, prédios e infraestrutura. No Brasil, o valor investido nesses bens aumentou 2,8% no primeiro trimestre e 12,6% em 12 meses, segundo o Monitor, mas ainda atingiu soma equivalente a apenas 18,4% do PIB, pouco superior à média do período iniciado em 2000. Essa média é muito inferior aos níveis observados em países emergentes mais dinâmicos que o Brasil, frequentemente superiores a 25%.

Mas o potencial produtivo e, portanto, de crescimento, depende também da aplicação de recursos em fatores intangíveis, como educação, ciência e tecnologia. O balanço brasileiro, na formação desse tipo de capital, é bem pior que o do investimento em fatores físicos e regrediu a partir de 2019. Uma das marcas desse período foi o conflito do presidente Jair Bolsonaro com a ciência, a educação e as artes. O desmonte do Ministério da Educação, hoje dirigido pelo quinto titular em menos de quatro anos, foi uma das façanhas do agora candidato à reeleição.

Condições mais propícias ao crescimento e à modernização poderão resultar das próximas eleições. Mas o debate eleitoral, até agora, tem sido muito insatisfatório para quem espera propostas de ajuste econômico, de aumento da produção e de melhora de perspectivas sociais.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   18/05/2022

Os contratos futuros de minério de ferro e outros insumos siderúrgicos subiram nesta terça-feira nas bolsas da China, à medida que esperanças de uma melhora na demanda aumentaram o otimismo de que os lockdowns contra a Covid-19 vão abrandar ainda mais.

No entanto, traders ainda mantêm suas expectativas otimistas sob controle.

O contrato de minério de ferro mais negociado para setembro na bolsa de commodities de Dalian encerrou as negociações diurnas em alta de 0,9%, a 829 iuanes (122,62 dólares) a tonelada, depois de atingir mais cedo o maior nível desde 6 de maio, a 849 iuanes.

Xangai, que estabeleceu planos para encerrar um doloroso lockdown que prejudicou a economia da China, alcançou nesta terça-feira um marco de três dias consecutivos sem novos casos fora das zonas de quarentena.

“O rápido declínio de novas infecções é… digno de nota – mas, dadas as preocupações com os baixos níveis de imunidade natural e vacinas menos eficazes, o risco é que o relaxamento das restrições possa levar a outra onda na China”, disseram analistas do J.P. Morgan em um relatório.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de junho mais ativo do minério de ferro caiu 1%, para 128,65 dólares a tonelada.

Taxas robustas de utilização da capacidade de alto-forno e saídas diárias dos portos do país indicam que a demanda de minério de ferro da China não entrou em colapso apesar dos rigorosos lockdowns.

A redução dos estoques portuários de minério de ferro e os dados mais recentes mostrando queda nos embarques dos principais fornecedores Austrália e Brasil também deram suporte aos preços, disseram analistas.

Os estoques de minério de ferro nos portos chineses ficaram em 141,75 milhões de toneladas, em 13 de maio, o menor desde outubro, segundo dados da consultoria SteelHome.

O preço spot de referência do minério de ferro com teor de 62% atingiu 127,50 dólares a tonelada nesta terça-feira, abaixo dos 129,50 dólares de segunda-feira, segundo dados da SteelHome.

(Por Enrico Dela Cruz em Manila)

Valor - SP   18/05/2022

Fundos que integram o grupo propõem tirar Vale e BHP do controle da empresa, criando a “Nova Samarco”, que terá nova gestão

Martins, executivo que está à frente do plano: “Nosso propósito é fazer a Samarco voltar a ser o que era, uma empresa de referência, ou até melhor do que em 2015” — Foto: Carol Carquejeiro/Valor

A recuperação judicial da Samarco Mineração, produtora de pelotas de minério de ferro, ganha um novo episódio a partir de hoje. Os credores financeiros da companhia, que têm um crédito a receber da ordem de R$ 24 bilhões, levaram nesta madrugada, ao juiz de direito da 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, um Plano Alternativo ao da empresa, o qual foi rejeitado pela assembleia há um mês.

O plano dos credores - denominado “Nova Samarco” - propõe mudanças relevantes na mineradora, controlada pela brasileira Vale e a australiana BHP. Um ponto que deverá gerar forte reação das duas controladoras é a capitalização de 38% dos créditos dos credores financeiros, tornando-os novos donos da empresa. Vale e BHP teriam menos de 5% do capital da “Nova Samarco”.

A mineradora, que sofreu um baque em 2015 com o rompimento de sua barragem de Fundão, causando um enorme desastre ambiental e mortes de 19 pessoas, entrou com pedido de recuperação judical em abril de 2021, se protegendo principalmente dos 17 fundos estrangeiros que integram o grupo. A dívida total listada foi de R$ 50,5 bilhões, sendo R$ 24 bilhões das duas acionistas, por recursos adiantados à Samarco.

Pela nova lei de falências, aprovada no ano passado, os credores podem apresentar um plano alternativo quando o da empresa não foi alvo de aprovação nas assembleias de credores. O prazo estipulado é de 30 dias. A última assembleia foi em 18 de abril.

O projeto da “Nova Samarco” é liderado por Tito Martins, executivo com ampla experiência no setor, tendo passado por Vale, MBR e Votorantim. Ele contou com apoio de consultorias especializadas e de escritórios de advocacia locais e do exterior.

“Nosso propósito é fazer a Samarco voltar a ser o que era, uma empresa de referência, ou até melhor do que em 2015. Cremos que ela tem todas condições de voltar a produzir 30 milhões de toneladas antes do que suas controladoras alegam”, diz Martins.

Pelo plano elaborado, o executivo diz que a empresa pode dobrar sua produção em 2024 (não 2026, no plano dela) e chegar à plena capacidade em 2026. “A empresa tem suas instalações em Mariana (MG) e Ubú (ES) em totais condições de operar”, diz. Desde o final de 2020, ela trabalha ao nível de 8 milhões de toneladas por ano.

Os investimentos mais pesados para acelerar a produção, diz Martins, são desenvolvimento de mina e projetos de empilhamento a seco dos rejeitos gerados na produção. “A Samarco ainda fala em barragem para 2030”, critica. Ele afirma que a geração de caixa da Samarco, na casa de US$ 1 bilhão ao ano, podendo mais que dobrar, é mais que suficiente para acelerar o plano.

Sobre a adequação da dívida, a proposta é que as classes de credores I e IV não sejam afetadas. Receberão seus créditos integrais - em torno de US$ 19 milhões. A grande reestruturação é na classe III, onde se encaixam os fundos.

A proposta é que recebam 2% do valor imediato e convertam 38% do crédito em capital na forma de debêntures conversíveis em ações. Os 60% restantes seriam recebidos daqui a 10 anos, somando juros no período. Por essa estrutura, Vale e BHP seriam fortemente diluídas, ficando com 3% a 5% da Samarco. Atualmente, cada uma detém 50%.

Para Renato Franco, sócio-fundador da Íntegra, o crédito que sobra para as acionistas só não podem ser pior do que a empresa fosse à falência. “Sobram mesmo 3% a 4%”, afirmou. Uma opção B para os credores que não quiserem converter seus créditos em ações é receber tudo em 18 anos.

Pela nova lei (artigo 43), Vale e BHP não poderão dar seu voto ao plano dos credores e pode haver, ou não, uma assembleia para aprová-lo. “Basta que os credores seus votos por escrito, disse Martins.

Segundo ele, os compromissos com a Renova, fundação criada para reparar os danos do rompimento da barragem estão mantidos, ao limite de 1/3 do valor total, o que dá US$ 2,8 bilhões.

Pessoas que acompanharam as divergências com os credores avaliam que Vale, BHP e Samarco irão judicializar o caso, por discordarem dos termos do plano.

Revista Mineração - SP   18/05/2022

Objetivo é melhorar o ambiente de negócios na mineração e promover as boas práticas de sustentabilidade, governança e cuidado social.

A Rede de Financiamento para o Desenvolvimento e Atração de Investimento na Mineração, chamada Invest Mining, lança sua primeira chamada para empresas interessadas na atração de investidores e parceiros para projetos de mineração. O evento, que contará com a presença do diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, ocorrerá no Rio de Janeiro, no próximo dia 30 de maio. O encontro também será transmitido no ambiente virtual. A participação do público é mediante inscrição.

Segundo o Ibram, a rede é fruto de uma união inédita de organizações das esferas pública e privada, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios na mineração e promover as boas práticas de sustentabilidade, governança e cuidado social. Regido por um estatuto, a rede está aberta à adesão de mais entidades interessadas em participar desse marco, que traz uma mudança fundamental na cultura de investimento em mineração no Brasil.

Fazem parte da Rede de Financiamento organizações públicas e privadas. Pela iniciativa privada participam: bancos; fundos; gestores de ativos e bolsas; representantes da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM); Conselho Temático de Mineração (Comin) da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb); Câmara de Comércio Brasil-Canadá (BCCC, sigla em inglês); Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério de Minas e Energia via Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (MME/SGM) e Ibram.

Palestrantes
Raul Jungmann – Presidente do Ibram; Bruno Aranha – Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES; Pedro Paulo Dias Mesquita – secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME; Luis Maurício Azevedo – Presidente da ABPM; Marcos André Gonçalves – Presidente da Adimb; Miguel Antônio Cedraz Nery – Coordenador da Rede Invest Mining; Marcos Rossi Martins – Superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES; Flávio Moraes da Mota – Chefe do Departamento de Indústria de Base e Extrativa do BNDES. Serviço

Invest Mining – Chamada de projetos em fase de captação de recursos
Local: Auditório do Centro de Estudos do BNDES – Rio de Janeiro
Data: 30 de maio de 2022
Horário: 10h30 – 12h30
Inscrições: (clique aqui).

Máquinas e Equipamentos

Gazeta do Povo - PR   18/05/2022

A Caterpillar inaugura quinta-feira (19) uma nova linha de montagem na fábrica de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. O investimento de R$ 60 milhões será para produção de minicarregadeiras tanto para o mercado nacional como para exportação para países da América do Norte, América Latina, Europa, África, Oriente Médio e Ásia.

A expansão da montadora de veículos pesados vai gerar 400 novos empregos diretos, aumentando para 1.550 o número total de colaboradores na unidade paranaense, contando os trabalhadores das linhas de montagem e da administração.

Com o investimento, a fábrica paranaense será a única do Brasil a produzir minicarregadeiras. Hoje, a fábrica de Campo Largo já produz miniescavadeiras, retroescavadeiras e carregadeiras de rodas.

Para a instalação da nova linha de montagem, a Caterpillar Brasil remodelou a unidade de Campo Largo para a instalação de novas ferramentas inteligentes de produção. O que também fez com que a montadora investisse na capacitação dos funcionários para lidar com novos processos industriais.

A inauguração da nova linha de montagem terá a presença do governador Carlos Massa Ratinho Jr (PDS) na tarde de quinta-feira.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   18/05/2022

Pressão incomum de empresas de fora do setor chega em meio aos alertas das montadoras para que outras indústrias desempenhem um papel maior na transição para os veículos elétricos

Uma coalizão de empresas de vários setores, incluindo Unilever, Zurich, Sanofi e Uber, conclamou a União Europeia (UE) a proibir a venda de novos veículos a gasolina e a diesel a partir de 2035, aumentando a pressão sobre a indústria automotiva antes de uma votação crucial.

Em carta pública a ser enviada a ministros e parlamentares nesta terça-feira, o grupo destaca que a decisão iria “desencadear uma transformação sistêmica urgentemente necessária e tornar a Europa uma líder global num setor essencial”.

Os signatários acrescentaram que, embora muitas montadoras tenham se comprometido voluntariamente a abandonar gradualmente os modelos movidos a motores de combustão, é preciso que “os tomadores de decisão europeus [...] assegurem que os retardatários não atrasem a mudança do mercado”.

A incomum incursão de empresas fora do setor automotivo na discussão das políticas de transporte chega em meio aos alertas feitos por chefes de montadoras sobre a necessidade de que outras indústrias, como as de mineração e química, desempenhem um papel maior na transição para os veículos elétricos.

O executivo-chefe da Volkswagen, Herbert Diess, já havia criticado diretamente concessionárias alemãs de serviços públicos, como as geradoras de energia RWE e Uniper, que têm usinas a carvão, por não fazer o suficiente para reduzir as emissões de carbono na área de energia.

O pedido da coalizão chega uma semana depois de membros da Comissão Ambiental do Parlamento Europeu terem aprovado a data de 2035, mas recusado propostas para metas preliminares mais rigorosas para as montadoras de carros que operam no bloco econômico.

A votação definitiva no plenário do Parlamento sobre as metas de emissões de gás carbônico – anunciadas pela Comissão Europeia em 2021 – deverá ocorrer em junho, sendo que a regulamentação final será acertada pelos governos nacionais mais para o fim do ano.

As vendas de veículos elétricos têm aumentado a passos rápidos na Europa, com os modelos a bateria representando cerca de 10% dos carros novos entregues nos primeiros três meses do ano – um aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2021.

Vendas de carros elétricos vêm crescendo na Europa — Foto: Chuttersnap/Unsplash

Várias montadoras menores na Europa – incluindo Ford e Volvo, que assinaram a carta, idealizada pela organização de lobby ambiental Transport & Environment – se comprometeram a deixar de vender modelos a gasolina ou a diesel antes de 2035 na Europa.

Volkswagen e BMW, contudo, ainda não definiram uma data para a eliminação gradual dos modelos com motores de combustão, e o setor como um todo tem feito lobby para que a regulamentação proposta seja amenizada.

Na semana passada, o executivo-chefe da Renault, Luca de Meo, que defende a eliminação gradual dos modelos a combustão em toda a Europa até 2040, disse ao “Financial Times” que a transição para os veículos elétricos levará “muito tempo” e que a empresa precisa “continuar a trabalhar” tanto com motores a combustão quanto com as tecnologias elétricas.

“A escolha de aderir totalmente aos elétricos não é tão óbvia para todas [as montadoras] e em todos os lugares”, disse no evento Future of the Car Summit, organizado pelo “FT”.

Em resposta às propostas de 2021 da Comissão Europeia, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea, na sigla em inglês), instou a UE a “se concentrar na inovação, em vez de obrigar ou proibir efetivamente uma tecnologia específica” e considerou as metas provisórias “muito desafiadoras”.

A Clepa, que representa os fornecedores autopeças europeus, advertiu que a proibição em 2035 pode levar à perda de meio milhão de empregos em todo o bloco econômico.

Chefes de montadoras, como Oliver Zipse, da BMW, têm enfatizado que o aumento no investimento público é pré-requisito para que a meta seja atingida.

“Se o ritmo da infraestrutura de abastecimento não estiver sendo desenvolvido com rapidez suficiente, então isso não é viável”, disse Zipse, em abril.

Na semana passada, Ola Källenius, da Mercedes, cuja empresa prometeu, “onde as condições do mercado permitirem”, passar a produzir apenas veículos elétricos a partir de 2030, seguiu a linha dos comentários de Zipse na Future of the Car, do “FT”, e argumentou que os governos precisam “fornecer os incentivos certos” para que as redes de abastecimentos sejam construídas.

“Quanto à parte que se refere aos veículos, nós cuidaremos disso”, acrescentou.

A carta assinada por 26 empresas, incluindo as concessionárias Iberdrola e Vattenfall, também defende que a UE estabeleça metas obrigatórias para a infraestrutura de abastecimento.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   18/05/2022

Sustentabilidade na construção civil significa ter em vista melhora ambiental e fazer escolhas diferenciadas de materiais e também pagar salários decentes aos trabalhadores e atender as demandas dos clientes


Na MRV, canteiro de obra limpo evita desperdício de material e melhora a produtividade: trabalhadores voltarem mais rápido ao batente depois que chove — Foto: Divulgação

Encontrar um edifício residencial sustentável, do projeto ao seu uso, é uma situação rara no Brasil. O que mais existe são certificações garantindo diferentes níveis de sustentabilidade.

Os selos mais adotados para esse fim são o Aqua-HQE, da francesa Démarche HQE, o LEED, do United States Green Building Council (USGBC), e o Procel Edifica, de eficiência energética. O primeiro tem 749 edifícios certificados ou em processo, dos quais 457 residenciais em construção. No segundo, há 1.721 registros, sendo 758 certificados e, no terceiro, os dados disponíveis apontam para cinco o número de projetos residenciais que solicitaram reconhecimento em 2020, quando teve início a certificação para habitações.

Usualmente, o reconhecimento não é aplicado a toda a edificação. Pode ser apenas para as áreas comuns externas ou internas, somente a construção ou o projeto ou restrito à economia de energia. Ser sustentável, porém, envolve mais do que ter um sistema de reúso da água da chuva ou contar com iluminação natural e lâmpadas de LED.

O que os especialistas apontam é que, na prática, sustentabilidade na construção civil significa um conjunto de frentes de trabalho, que vão desde escolhas na compra de materiais usados na edificação, passando pela medição do carbono emitido por fornecedores e pela gestão eficiente de resíduos no canteiro, além de pagar salários decentes aos funcionários até responder com rapidez e assertividade a reclamações de clientes. Algo que está ainda longe de ser o padrão do setor de construção civil.

De 11 setores analisados pela consultoria Resultante, em 2021, o segmento de construção civil, shoppings e incorporação imobiliária está na lanterninha, com apenas 39 pontos de 100 possíveis, em uma nota que leva em conta 15 temas dentro dos guarda-chuvas ambiental, social e governança. Foi o único abaixo de 50 pontos enquanto a média foi de 56 pontos. Houve uma evolução, de 8 pontos entre 2020 e 2021, mas o ritmo de avanço além de insuficiente, considera só uma pequena amostra de 24 empresas de grande porte, de capital aberto, que já precisam seguir parâmetros de governança.

Para o vice-presidente de tecnologia e sustentabilidade do Sindicato do Mercado Imobiliário de São Paulo (Secovi-SP) e CEO da Tarjab Incorporadora e Construtora, Carlos Borges, as demandas cada vez maiores do mercado financeiro sobre as grandes empresas acabam impulsionando esse movimento para todo o setor, formado majoritariamente por pequenas e médias empresas familiares. “Entendemos ESG como uma política permanente em que a questão central é o papel da empresa. Não existe para servir apenas aos acionistas, mas para servir à sociedade. Quem não adotar esse caminho não vai sobreviver no futuro”, afirma.

A questão ambiental é, sem dúvida, a mais desafiadora: o setor pontuou apenas 25 ante 47 pontos da média de todas as áreas avaliadas pela Resultante, de acordo com o consultor Lincoln Camarini. É preciso lidar com um grande número de insumos intensivos em emissão de carbono, como o aço e o cimento. Além disso, a gestão de entulhos e sobras de obras é um grande problema. O uso intensivo de água e combate a desperdícios é outra frente de ação necessária.

Dados do 2021 Global Status Report for Buildings and Construction, da Organização das Nações Unidas (ONU), apontam que o setor, em 2020, foi responsável por 36% do consumo final global de energia e por 37% das emissões de CO². Nelmara Arbex, sócia da consultoria KPMG, diz que hoje os projetos têm de se adequar às mudanças climáticas e planejar o uso racional de recursos hídricos, energia e reduzir resíduos. “No mundo, esse setor está se movendo para a economia circular. O futuro deve ser de resíduo zero. O setor tem de ajudar a regenerar o ecossistema”, diz.

Com o mercado financeiro de olho em sustentabilidade, um empreendimento ESG é visto pelos investidores profissionais como de menor risco. E uma empresa bem estruturada e sustentável pode obter vantagens financeiras. Em março deste ano, a Tegra Incorporadora, subsidiária da canadense Brookfield, captou R$ 265 milhões com a emissão de títulos de dívidas sustentáveis, os chamados green bonds. O dinheiro será usado para financiar construções com alta eficiência energética.

Os maiores avanços rumo ao ESG vêm de companhias abertas com presença na bolsa de valores. Mas elas representam apenas 15% do mercado imobiliário, de acordo com o Secovi-SP. Um exemplo é a MRV. A mineira compensa 100% de suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) diretas e por consumo de energia, os chamados escopos 1 e 2, [emissões de poluentes da própria atividade], por meio da compra de créditos de carbono. É a única do setor hoje listada na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3.

Eduardo Fischer, copresidente da construtora, conta que a companhia está investindo em plantas fotovoltaicas próprias, em Minas e na Bahia, para transformar o consumo das operações em energia renovável. Com essas usinas, a expectativa é atingir a compensação de 10% da demanda energética das operações no âmbito dos escopos 1 e 2 e, a partir daí, começar a trabalhar o escopo 3, que observa a cadeia. A meta é ter seis usinas do tipo nos próximos cinco anos, que responderão por 80% da operação.

“Começamos em 2021 nosso esforço para primeiro mapear a cadeia e depois os maiores fornecedores, como os produtores de cimento e aço. Quero primeiro mostrar aos fornecedores e depois discutir com eles ações para redução”, conta Fischer ao Prática ESG. Ele diz que já passou o recado de que o critério de escolha na hora da compra deixará de ser apenas técnico e passará a contar com a avaliação da pegada de carbono.

O mapeamento da cadeia é um elo importante, porém, difícil de ser atingido. Alguns fornecedores - os maiores - estão mais avançados. É o caso da Gerdau, fabricante brasileira do chamado aço limpo. A indústria de produção de ferro e aço emite atualmente entre 7% a 9% das emissões globais de CO2. Isso representa 1,83 tonelada de CO2 por tonelada de aço produzido, segundo dados da Associação Mundial do Aço (Worldsteel Assciation). Na Gerdau, porém, as emissões estão em 0,93 tonelada de CO2 por tonelada de aço. Um dos motivos é que 73% do aço produzido por ela tem a sucata ferrosa como principal matéria-prima, resultando em efeitos positivos na mitigação das mudanças climáticas. Cada tonelada de sucata reciclada evita a emissão de 1,5 tonelada de CO2, segundo a companhia.

Outro problema que o setor precisa lidar é com a gestão de seus resíduos. A Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) calcula que são produzidos 520 quilos de resíduo por habitante/dia. Apesar de 98% dele ser reciclável, só 21% vão para reúso. Até por uma questão de ganho de eficiência - foco em construções populares, com margens de lucro baixas - a MRV vem trabalhando nos últimos anos para diminuir desperdícios. Em quatro anos, a empresa conseguiu, por exemplo, diminuir de três para uma caçamba de entulhos produzido por apartamento construído ao mudar o processo de construção.

Uma das ideias foi inverter a ordem da operação, construindo a área externa e estacionamento, com asfalto em todo o canteiro de obra, logo depois da fundação do prédio e antes de subir o edifício. “Porque o ambiente limpo é mais produtivo. Quando chove e forma lama no canteiro não asfaltado, perdemos materiais. Agora, quando termina de chover, está tudo organizado e o pessoal volta ao trabalho; a produtividade é maior e o gasto com material diminui, além de eu conseguir entregar obras mais rápidas e até mais baratas”, conta o presidente da MRV.

Há ainda outras iniciativas voltadas para gestão de resíduos para evitar perda de materiais: logística reversa, a reciclagem e a busca de material pré-moldado ou pré-fabricado que reduza a necessidade de retrabalho e a incidência de quebras. Nesse contexto, a parceria com cooperativas e empresas de reciclagem é muito importante. Em 2021, foram destinados 139.480 metros cúbicos para a reciclagem. Isso tudo contribuiu para a companhia reduzir os custos totais da obra em 8% em seis anos.

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IstoÉ Dinheiro - SP   18/05/2022

A Portos RS, que administra os portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, informa que, em razão dos avisos meteorológicos e da nota oficial da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, emitida na segunda-feira, 16, suspendeu as operações portuárias nos três portos a partir das 13 horas desta terça-feira, 17, até às 7 horas de quarta-feira, 18.

“Tal decisão leva em consideração a previsão de ventos fortes causados por um ciclone”, disse a Portos RS em nota.

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