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18 de Fevereiro de 2021

INDA

ÍNDICE DA BOBINA QUENTE - PREÇOS DE IMPORTAÇÃO

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 49

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

SIDERURGIA

Associações veem piora em abastecimento de aço

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Valor - SP   18/02/2021

Menos

Usiminas supera estimativas do BTG em 20% no 4º tri; banco recomenda Compra

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Investing - SP   18/02/2021

A Usiminas (SA:USIM5) publicou números muito sólidos em seu balanço do quarto trimestre, superando em 20% as estimativas do BTG Pactual, de acordo com relatório publicado pelo banco nesta quarta-feira (17), que prevê que os números devem melhorar ainda mais.

Por acreditar que a companhia deve continuar a surpreender positivamente o mercado, o banco defende que “o momentum dos lucros é forte demais para ser ignorado” e recomenda Compra, com preço-alvo de R$ 17.

Perto do fechamento do mercado, por volta das 17h40, o papel disparava 5,78%, a R$ 15,01, depois de ter registrado mínima de R$ 14,34 e máxima de R$ 15,08 ao longo do dia, com R$ 330,8 milhões em volume negociado. O Ibovespa, também no verde, subia 0,91%, aos 120.518 pontos.

O Ebitda, de R$ 1,45 bilhão, ficou 21% acima da projeção do BTG, em alta de 76% na comparação com o terceiro trimestre. O principal motivo para essa alta, segundo o banco, foi a receita líquida por tonelada de aço no mercado interno.

Mais especificamente em relação ao aço, o banco menciona “resultados excelentes à medida que os aumentos de preços se tornam aparentes”. O Ebitda ajustado da unidade foi de R$ 454 milhões, contra R$ 157 milhões no 3T e 20% acima das estimativas do BTG. As vendas foram de 1,113 Mt, 1% acima da projeção.

O principal fator que superou as estimativas, no entanto, foi a receita líquida por tonelada, com alta de 14% trimestre a trimestre. Na visão do banco, isso se deve principalmente aos aumentos de preços anunciados durante o 3º trimestre, o que indica que a receita por tonelada deve subir ainda mais com novas rodadas de aumentos de preços.

A mineração também foi um destaque no trimestre, com Ebitda de R$ 958 milhões, 10% acima da projeção do BTG. O principal fator para a melhora dos resultados foi a alta nos preços do minério de ferro. As vendas, de 2,3Mt, ficaram em linha com a projeção do banco.

O BTG destacou ainda a geração sólida de fluxo de caixa livre, que totalizou mais de R$ 900 milhões no trimestre, e o fato de a empresa ter passado para níveis de endividamento muito baixos. A dívida líquida ficou em R$ 1,1 bilhão, bem abaixo da projeção do banco, que resume: “A Usiminas está agora em uma encruzilhada e preparada para assumir programas de investimentos maiores, dado o quão pouco alavancada a empresa está.”

Menos

ECONOMIA

Mercado aumenta projeção para taxa básica de juros em 2021

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Agência Brasil - DF   18/02/2021

A expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, suba em 2021 e encerre o ano em 3,75%. Na semana passada, essa estimativa era de 3,50%, de acordo com o boletim Focus de hoje (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica fique em 5%. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano. A Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Inflação

A previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) variou de 3,60% para 3,62%. Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como para 2024 as projeções são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.
PIB e dólar

Já a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia caiu de 3,47% para 3,43% em 2021. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 147 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar permanece em R$ 5,01, ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Menos

Balança comercial tem déficit de US$ 0,72 bilhão em fevereiro

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Ministério da Economia - DF   18/02/2021

A balança comercial brasileira registra déficit de US$ 0,72 bilhão em fevereiro, até a segunda semana do mês, enquanto a corrente de comércio diminuiu 0,3%, pela média diária, alcançando US$ 15,98 bilhões. Comparado a fevereiro de 2020, as exportações caíram 11,9% e somaram US$ 7,63 bilhões. Já as importações cresceram 13,4% e totalizaram US$ 8,35 bilhões, segundo resultado parcial do mês divulgado nesta quarta-feira (17/02) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME).

Somente na segunda semana de fevereiro, a corrente de comércio foi de US$ 7,478 bilhões. As exportações no período alcançaram US$ 3,946 bilhões e as importações, US$ 3,532 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 0,414 bilhão.

No ano a corrente de comércio é de US$ 46,722 bilhões, com as exportações somando US$ 22,437 bilhões e as importações, US$ 24,285 bilhões. O saldo está negativo em US$ 1,848 bilhão.

Veja os principais resultados da balança comercial

Nas exportações, comparada a média diária até a segunda semana de fevereiro de 2021 (US$ 762,91 milhões) com a de fevereiro de 2020 (US$ 865,69 milhões), houve queda de 11,9%, em razão da diminuição nas vendas em Agropecuária (-43,4%) e em produtos da Indústria de Transformação (-11,7%). Por outro lado, subiram as vendas na Indústria Extrativista (7,3%).

A diminuição das exportações na Agropecuária foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas de Soja ( -79,2%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-12,6%); Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( -56,7%); Lã e pelos em bruto ( -51,9%) e Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -99,8%).

Já na Indústria de Transformação, as principais reduções ocorreram nas vendas de Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-62,3%); Torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes ( -74,9%); Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada ( -24,7%); Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns ( -53,5%) e Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas ( -12,9%).

Nas importações, a média diária no acumulado de fevereiro de 2021 (US$ 835,16 milhões) ficou 13,4% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 736,52 milhões). Nesse comparativo, aumentaram as compras, principalmente, na Agropecuária (6,0%) e com produtos da Indústria de Transformação (+15,1%), enquanto houve redução na Indústria Extrativista (-12,8%).

O aumento das importações da Indústria de Transformação foi impulsionado pela entrada de Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+ 39.950,5%); Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+ 67,8%); Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+ 33,7%); Válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou fotocátodo, diodos, transistores (+ 29,5%) e Alumínio (+ 142,9%).

Na Agropecuária, os maiores aumentos de compras do exterior foram de Milho não moído, exceto milho doce (+ 270,2%); Cacau em bruto ou torrado (+ 64,0%); Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+ 18,1%); Arroz com casca, paddy ou em bruto (+ 679,6%) e Tabaco em bruto (+139,4%).

Menos

Pandemia moderou ritmo da recuperação econômica nos últimos meses, diz Fed em ata

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Exame - SP   18/02/2021

Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) afirmaram que o ritmo da recuperação da atividade econômica e do mercado de trabalho moderou em meses recentes, com fraquezas concentradas nos setores mais afetados pela ressurgência da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos, como o de viagens e hospitalidade, segundo informa a ata da mais recente reunião de política monetária do Fed.

Os participantes da reunião concordaram que o cenário para a economia americana depende significativamente da trajetória da pandemia, incluindo o progresso dos programas de vacinação.

"A crise de saúde pública em curso continua a pesar sobre a atividade econômica, o emprego e a inflação e representa riscos consideráveis para as perspectivas econômicas", diz a ata.

Os dirigentes do Fed notaram ainda que uma demanda mais fraca e declínios anteriores nos preços do petróleo "seguram" a inflação ao consumidor nos EUA.

Eles projetam, porém, que uma nova rodada de estímulos fiscais e a diminuição do distanciamento social com a vacinação em massa contra a covid-19 devem fazer com que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real do país em 2021 fique acima da taxa potencial, "conduzindo a uma redução considerável da taxa de desemprego", segundo informa a ata da mais recente reunião de política monetária do Fed.

Com a esperada redução no desemprego e a retomada das atividades os dirigentes afirmaram que a inflação nos EUA deve atingir a meta do Fed, de pouco mais de 2% no médio prazo, e ultrapassar moderadamente este nível nos anos seguintes a 2023.
Política acomodatícia e compra de ativos continuarão

Os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) avaliam que a pandemia continua a causar problemas "tremendos" para a economia dos Estados Unidos e ao redor do mundo, e que políticas acomodatícias são relevantes para seguir levando renda para famílias e negócios. As visões estão na ata sobre a última reunião de política monetária do Fed publicada nesta quarta-feira, 17.

Para os dirigentes, a manutenção da política acomodatícia é "essencial" para fomentar retomada e inflação na meta, e ela deve prosseguir enquanto os objetivos de preços ao consumidor e de trabalho não forem atingidos.

Os dirigentes decidiram manter a compra de ativos em US$ 120 bilhões ao mês até que seja verificado um "progresso" para alcançar as metas da autoridade monetária.

Segundo a ata, o comitê do Fed segue monitorando o panorama da crise, e pode alterar suas políticas em caso de riscos para as metas.

Os elementos observados envolvem: "saúde pública, condições do mercado de trabalho, pressão e expectativa inflacionária e condições financeiras nacionais e internacionais", diz o documento.
Metas para inflação e emprego demorarão para serem atingidas

Apesar de projetarem um impulso na atividade econômica dos Estados Unidos por meio da vacinação contra a covid-19 e de mais estímulos fiscais, os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pontuaram que os atuais níveis da atividade e do emprego estão bem abaixo do necessário para a entidade atingir seu objetivo de máximo emprego, segundo informa a ata da mais recente reunião de política monetária do órgão, divulgada nesta quarta-feira, 17.

Com isso, os dirigentes concordaram que o ritmo atual de compra de ativos deverá ser mantido ao menos no atual nível até que "progressos substanciais em direção às metas de emprego e inflação sejam alcançados", o que deve demorar "algum tempo" para ocorrer, consideraram.

Os dirigentes também notaram que a inflação em dezembro de 2020 estava bem abaixo do objetivo de longo prazo de 2% do Comitê de Política Monetária do Fed.

Alguns deles apontaram, porém, para a possibilidade de que os preços de produtos cuja produção sofreu com gargalos na cadeia de suprimentos aumentem, enquanto outros anteciparam que um possível retorno abrupto aos níveis normais de atividade poderia resultar em aumentos pontuais em certos preços.

Segundo a ata, muitos dirigentes ressaltaram a importância de diferenciar mudanças pontuais nos preços e mudanças na tendência da inflação, observando que as mudanças nos preços relativos poderiam aumentar temporariamente a inflação medida, "mas dificilmente teriam um efeito duradouro".

Em geral, os dirigentes concordaram que a inflação deve se mover à meta de 2% do Fed ao longo do tempo, com suporte de políticas fiscais e monetárias acomodatícias, consideradas "essenciais" para fomentar a retomada econômica nos EUA, de acordo com a ata.

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Analistas do mercado aumentam pela sexta semana seguida a projeção para a inflação de 2021

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O Estado de S.Paulo - SP   18/02/2021

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro aumentaram, pela sexta semana seguida, a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2021. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta quarta-feira, 17, pelo Banco Central, mostra que a projeção para o IPCA deste ano passou de alta de 3,60% para 3,62%. A estimativa para o índice em 2022 continuou em 3,49%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2021, de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50% e a de 2023, 3,25%, com a mesma margem de 1,5 ponto de tolerância.

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Atividade econômica

Os analistas reduziram a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, de alta de 3,47% para elevação de 3,43%. Para 2022, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão de 2,50% na atividade econômica.

Os economistas seguem prevendo alta na Selic em 2021. Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fez sua primeira reunião do ano e manteve a taxa básica de juros em 2% ao ano.

A expectativa do mercado para a taxa no fim deste ano ficou passou de 3,50% ao ano para 3,75%. Para o fechamento de 2022, a projeção foi mantida em 5% ao ano.

Na reunião de janeiro, o Copom preparou o terreno para uma possível elevação dos juros em 2021. Isso porque a instituição deu fim ao chamado forward guidance (ou prescrição futura, na tradução do inglês).

Adotado em agosto de 2020, o forward guidance era uma indicação técnica do BC de que não pretendia elevar os juros se a inflação seguisse sob controle e o risco fiscal não se alterasse. O problema é que, nos últimos meses, a inflação para o consumidor está mais salgada, puxada por aumentos de preços em itens como alimentos e energia.

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O que o futuro reserva para a economia e para a sociedade brasileira?

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O Estado de S.Paulo - SP   18/02/2021

Desde o início da pandemia, muito se fala sobre os impactos que ela trará a longo prazo nos mais diversos setores do país, além da saúde. Agora, no início de 2021, temos a sensação de que não evoluímos e estamos empurrando para frente o calendário de 2020, com os mesmos problemas e sem nenhuma perspectiva de melhoria – devemos ter um primeiro semestre bastante parecido ao que vivemos no ano passado.

A chegada da segunda onda, e o colapso em hospitais em algumas regiões do país, trará ainda mais consequências para a já combalida atividade econômica. Para os comerciantes, por exemplo, o retorno para fases mais restritivas da quarentena não poderia ter vindo em pior hora. Estima-se que as vendas do comércio nacional tenham desabado em 10,3% na semana das festas natalinas – quando os casos de Covid-19 voltaram a aumentar – o pior desempenho já registrado da série histórica iniciada em 2003, de acordo com a Serasa Experian.

Outro ponto sensível, e que precisa ser visto com muita atenção, é o fim do auxílio emergencial concedido pelo governo federal. Apesar do gasto extraordinário, foi essa ajuda, para mais de 66 milhões de brasileiros, que não travou totalmente a economia. Sem isso, poderemos vivenciar uma nova queda e ter mais de 20 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema.

Não está claro se o governo estenderá o auxílio e quais serão os próximos passos. Muitas perguntas seguem em aberto sobre como ficará a dívida pública caso ingressemos em uma duradoura “segunda onda”. Ainda não há um plano para reequilibrar as contas públicas e ajudar a sociedade e empresas, mas espera-se ansiosamente que o Ministério da Economia apresente soluções sustentáveis visando dar credibilidade e capacidade do governo de pagar sua dívida.

É uma situação bastante delicada, pois a ajuda social traz impactos nas questões fiscais, mas não se pode deixar de ajudar visando apenas um lado desse impasse. Por outro lado, para poder aliviar o fiscal e contribuir com o social, o governo teria que trazer algumas medidas, mexer não só na reforma, mas também em subsídios, entre outras necessidades. Mas enquanto isso, essa agenda de reformas segue parada.

Infelizmente, ainda convivemos com um número inacreditável de perdas humanas e só haverá visibilidade razoável sobre o futuro quando o programa de vacinação em massa da população se inicie. Mas a sinalização é de que isso ainda demore a acontecer devido à falta de planejamento na compra de imunizantes, insumos e na logística de entrega. O que vemos, ainda, é uma imunização simbólica, embora o país já tenha ultrapassado a marca de mais de 1 milhão de vacinados.

Temos visto que Europa e Estados Unidos já vivenciam momentos amargos com o repique da pandemia e definindo novos lockdowns. Mas, diferente desses países, nós que não estamos nem entre as dez maiores economias do mundo, sofreremos ainda mais com a crise sanitária e com as restrições de pequenos negócios. Afinal, 99% dos estabelecimentos do país são formados por micro e pequenas empresas, de acordo com o Sebrae, que respondem por mais da metade (52%) dos empregos com carteira assinada no setor privado.

E, por falar em PMEs, há uma movimentação do Sebrae para que o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) retome como iniciativa permanente em 2021. Embora se discuta que a disponibilidade de crédito, aliada à política de aumento da produtividade, possam ser a saída para a recuperação das micro e pequenas empresas, ainda não há espaço para se falar em aumento de produtividade quando empresas pleiteiam programas do tipo “refis” e prorrogação da suspensão de contratos de trabalho.

Apesar do cenário apocalíptico que tem se pintado à nossa frente, vale ressaltar que a economia brasileira já vinha fragilizada na última década. Com tudo isso – e com as novas informações que não param de chegar – o que podemos esperar para um futuro próximo?

Analistas não se cansam de afirmar que o país necessita fazer reformas profundas, como por exemplo a tributária e a administrativa. Da mesma forma, paira sobre o país o espectro do descontrole fiscal, que poderá trazer consequências graves para a economia ressuscitando inclusive o dragão da inflação. Há um consenso de que estes assuntos devem ser enfrentados o quanto antes. No final das contas percebe-se que estes problemas (teto de gastos, custo do funcionalismo, estrutura tributária injusta) são na verdade subprodutos de um problema maior, este sim central: o Brasil (aqui representado pelos indivíduos eleitos pela sociedade) não enfrenta seus problemas, os posterga até o limite. Os que não se fazem representar através de grupos de interesse ficam no fim da fila. Mas, no limite, as consequências pela protelação recairão sobre todos.

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MINERAÇÃO

Bolsonaro indica gerente da ANM para cargo na diretoria da agência

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BOL - SP   18/02/2021

O presidente Jair Bolsonaro decidiu indicar para uma vaga na diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM) o atual gerente regional substituto da autarquia Guilherme Santana Lopes Gomes.

A nomeação, que será submetida a apreciação do Senado foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.

Lopes Gomes assumirá a cadeira na diretoria da agência reguladora no lugar de Tomás Antônio Albuquerque de Paula Pessoa Filho, cujo mandato terminou.

A ANM, responsável pela fiscalização do setor de mineração, tem cinco diretores, incluindo o diretor-geral, Victor Hugo Bicca.

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Rio Tinto tem melhor resultado desde 2011 com salto nos preços do minério de ferro

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BOL - SP   18/02/2021

A Rio Tinto registrou nesta quarta-feira seu melhor resultado anual desde 2011, declarando um pagamento recorde de dividendos, tornando-se a segunda grande produtora de minério de ferro a mostrar para investidores que aproveitou a disparada dos preços da commodity.

A forte demanda por investimentos chineses em infraestrutura levou os preços do minério de ferro, usado na fabricação do aço, para máximas em anos, o que impulsionou os ganhos tanto da Rio quanto da BHP para níveis acima do esperado.

"Nós fizemos muito dinheiro no ano passado", disse o CEO, Jakob Stausholm, que assumiu o cargo no mês passado.

"Mas também nos desalavancamos muito no ano e baixamos agora para uma dívida líquida abaixo de 1 bilhão de dólares. Então é difícil argumentar que deveríamos segurar dividendos", disse Stausholm em uma coletiva de imprensa.

O lucro ajustado cresceu para 12,45 bilhões de dólares, de 10,37 bilhões no ano anterior, superando estimativas de analistas, de 12,02 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

O foco da China em infraestrutura empurrou as importações de minério de ferro em 2020 para um recorde, ajudando os preços a saltarem mais de 50%, o que deve agora beneficiar as mineradoras, que também devem ser ajudadas por uma esperada retomada da economia global após as vacinas para Covid-19.

O dividendo semestral da Rio, somado a um dividendo especial, somou 6,5 bilhões de dólares, enquanto o dividendo da BHP foi de 5,1 bilhões de dólares. A Fortescue Metals Group divulgará seus proventos na quinta-feira.

A Rio declarou um dividendo final recorde de 3,09 dólares por ação, acima dos 2,31 de 2019, e anunciou um dividendo especial de 93 centavos de dólar por ação.

Menos

Mineradoras já apreciam o que pode ser um novo ‘boom’ das commodities

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Veja - SP   18/02/2021

Muitos analistas indicam que um novo superciclo de alta dos preços das commodities é iminente. E é possível que as mineradoras já estejam apreciando este momento. Três balanços publicados entre terça-feira, 16, e quarta, 17, deixam bem claro que os preços do minério de ferro já estão em níveis pra lá de aprazíveis para o setor. Puxadas pela rápida recuperação da China — um dos únicos países a registrar crescimento em 2020 —, a BHP, a Glencore e a Rio Tinto anunciaram o pagamento de vigorosos dividendos a seus acionistas. Esta última teve a maior distribuição de lucro de seus 148 anos de história. Por aqui, a Vale já anunciou que obteve, no quarto trimestre, o maior volume de vendas de minério de ferro de sua história para a China, além de ótimos resultados em outras áreas, como níquel. A expectativa é grande para o balanço, previsto para a outra quinta-feira, 25.

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Máquinas e Equipamentos

Unylaser amplia exportação de peças e componentes em aço para o Canadá

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Automotive Business - SP   18/02/2021

A Unylaser concretizou no início de 2021 parceria com a Munden Ventures, especialista em transporte florestal e manutenção de frotas no Canadá, para exportar cerca de 200 toneladas de peças e componentes em aço especial que equipam carretas para o transporte de toras de madeira. A meta inicial da empresa do Grupo PCP Steel, de Caxias do Sul (RS), é superar os R$ 2,6 milhões em volume de negócios. No ano passado, a Unylaser registrou alta de 24% no faturamento total em relação a 2019, o melhor resultado desde sua criação, em 2003.

A parceria entre a empresa brasileira e a canadense Munden foi firmada após cinco anos de relação e intercâmbio de informações. Resulta desta cooperação a abertura de uma nova empresa, a Edge Steel Solutions, que funcionará como um escritório para prospecção de novos negócios no Canadá. Sua função será a de atuar no fortalecimento de parcerias em segmentos onde a Munden já atua na região e também agregar o portfólio da Unylaser para o mercado canadense.

De acordo com Fernando dos Reis, gerente de exportação da empresa, a ampliação da base de negócios da marca no Canadá é expressiva porque ocorre em um período de pandemia, com a economia mundial retraída e buscando recuperação. “Ter um parceiro forte, com alta capacidade de resposta às demandas e mudanças de mercado, é pré-requisito para a abertura de novas frentes internacionais”, afirma. Segundo Reis, o Canadá é estratégico porque possui mercado florestal amplo, permitindo uma participação maior dos fueiros (hastes de aço que sustentam as toras nas carretas) produzidos pela Unylaser, além de poucos players focados em aços de alta resistência, uma característica do fueiro Raptor, carro-chefe da linha florestal.

EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO ACIMA DE 30% EM 2021

Para 2021, a expectativa é de crescimento acima de 30%, aumento da presença em toda a América e ampliação dos negócios na Europa. “A Unylaser tem planos arrojados para os próximos anos. Novas unidades industriais e parcerias internacionais estão no plano estratégico da empresa”, informa Humberto Cervelin, diretor geral do Grupo PCP Steel. BR
Além do Canadá, a Unylaser exporta produtos para o Uruguai, Chile, Colômbia e Estados Unidos. A empresa também fechou novos contratos de venda do Raptor em Portugal no começo de 2021.

O aumento de 24% no faturamento em 2020 refletiu no acréscimo entre 20% e 25% no número de novos funcionários, permitindo criação de postos de trabalho para atuação em dois turnos com foco no atendimento de todas as demandas do mercado interno e externo. De acordo com Cervelin, mesmo com queda brusca no faturamento registrada nos primeiros três meses do ano passado, a retomada observada no segundo semestre recuperou as perdas e também permitiu crescimento. Esse cenário foi possível, segundo o executivo, porque a Unylaser aposta em mercados menos sensíveis a crises, como setor agrícola e exportações.

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AUTOMOTIVO

Aluguel de carro na porta de casa: condomínios testam car sharing

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Globo Online - RJ   18/02/2021

RIO —Que tal poder alugar um carro que fica estacionado dentro de seu condomínio, pelo valor de R$ 10 a hora, mais R$ 0,60 por quilômetro rodado, sem precisar pagar o combustível? Essas são as caracterítiscas do programa de car sharing, ou compartilhamento de carros, implementado nos condomínios Union Suítes e Union Home, na Barra, em janeiro. O serviço, oferecido pela startup mineira Use Car Go, de Belo Horizonte, chegou ao Rio em dezembro, a partir do interesse da administradora Apsa. O Residencial Etage, em Botafogo, foi o primeiro a aderir ao novo sistema..

— Já havia um movimento de as pessoas venderem os seus veículos, e com a pandemia ele aumentou. Era o momento de oferecer essa comodidade — diz Vanusa Vieira, gerentede negócios de condomínios da Apsa.

O projeto ainda é piloto, e a resposta do público está sendo avaliada. O condomínio precisa apenas ceder uma vaga de estacionamento. Por enquanto, há um carro popular disponível em cada residencial, e foram feitas cerca de 50 locações. A Barra da Tijuca, observa a Apsa, é um mercado promissor, já que, na maior parte do bairro é necessário, ou pelo menos mais cômodo, locomover-se de carro.

Somente moradores dos condomínios com idade acima de 21 anos podem fazer a locação, pelo aplicativo da Use Car Go. Na hora marcada, o usuário abre o programa, tira uma foto de sua carteira de motorista e ativa o bluetooth para abrir a porta do veículo. A chave fica no porta-luvas, juntamente com um cartão-combustível. A higienização é feita de acordo com o monitoramento do uso. Álcool em gel e máscara são disponibilizados para os usuários.

— O objetivo é atender os moradores por curtos períodos, para que o preço seja viável. Depois do primeiro trimestre, vamos avaliar a ampliação do serviço e estabelecer seu público — explica Vanusa.

Júlio Scartati, subsíndico do Union Suítes, afirma que o condomínio já pensa em solicitar mais um carro, de uma categoria superior, para dar opção aos moradores.

— O uso é fácil, e muitos moradores, como eu, venderam seus veículos na pandemia. Evito sair de casa, mas uma vez aluguei o veículo para ir ao supermercado e foi mais barato do que chamar um Uber ou táxi. O carro quase nunca está na vaga, por isso temos certeza da aceitação — diz Scartati.

Gustavo Corrêa de Mello, executivo de expansão e novos negócios da Use Car Go, afirma que análises iniciais indicam a receptividade ao modelo no Rio, principalmente na Barra:

— Condomínios com mais unidades têm uma busca maior pelo serviço. Já estudamos disponibilizar mais de um veículo naqueles em que estamos operando e expandir a logística, para que os moradores possam entregar os veículos em aeroportos e shoppings.

Menos

Trabalhadores da Ford vão retomar produção parcial em Taubaté

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O Estado de S.Paulo - SP   18/02/2021

Depois de mais de um mês fora da fábrica, após a Ford anunciar que deixará de produzir carros no Brasil e fechará suas três plantas locais, um grupo de funcionários da unidade de Taubaté (SP) vai retornar à linha de montagem na segunda-feira para produzir peças de motores para o mercado de reposição.

A decisão foi acertada após reunião de conciliação nesta tarde de quarta-feira, 17, entre representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da região.

O número de funcionários a ser convocado e o período de produção serão definidos amanhã, quando também ocorrerá assembleia com trabalhadores para explicar a decisão. Na Bahia será avaliada amanhã medida semelhante em reunião entre dirigentes da Ford e do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari no Tribunal da Justiça do Trabalho, prevista para às 10h.

Hoje, grande cerca de 500 parte dos 830 funcionários da unidade de Taubaté entraram na fábrica às 13h e se colocaram à disposição da empresa, mas não houve produção.

A medida foi aprovada em assembleia ocorrida pela manhã como resposta à convocação feita pela montadora na semana passada para cerca de 40 trabalhadores e também como forma de caracterizar que os funcionários não estão em greve.
Reunião com executivos globais da Ford

No acordo fechado hoje, o presidente do sindicato, Claudio Batista, afirma que ficou acertada uma reunião online entre a entidade e dirigentes globais da montadora até o dia 25. “É um fator inédito pois nunca conseguimos negociar com executivos da Ford objetivando a reversão do fechamento das fábricas”, diz o sindicalista.

Segundo ele, também ficou acertado que a empresa vai manter os salários de todos os trabalhadores e não fará demissões durante todo o processo de negociação entre as duas partes.

Na Bahia, a Ford também tentou convencer cerca de 400 operários – de um total de 4 mil – a retomarem a produção de peças para reposição, mas sem sucesso. As convocações foram feitas por telegramas ou telefonemas de chefias e ressaltavam que, se não ocorresse o retorno seriam "tomadas medidas”, atitude que o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, caracteriza como “assédio moral”.
Sem produção local

Em nota, a Ford confirma que boa parte dos empregados da unidade de Taubaté se apresentou para trabalhar nesta quarta-feira e que está se organizando para o retorno das atividades no dia 22, conforme compromisso firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, "que estabelece também a continuidade das negociações diretamente entre a empresa e o sindicato".

A Ford anunciou em 11 de janeiro o encerramento da produção de veículos no País e no mesmo dia as atividades das duas fábricas foram paralisadas. Na Bahia eram produzidos os modelos Ka e EcoSport e em Taubaté motores e transmissões. Desde então, a empresa tenta negociar, sem sucesso até o momento, a indenização que pagará aos funcionários.

Outra fábrica do grupo em Horizonte (CE), onde são feitos os jipes Troller T4, terá a produção mantida até o fim do ano e depois também será fechada. Segundo o governo do Ceará, que tenta atrair interessados em manter a produção do veículo desenvolvido no Estado, há três interessados negociando com a Ford. A unidade emprega cerca de 500 pessoas.

Assim como em relação aos trabalhadores, a Ford enfrenta dificuldades em negociar o fechamento de parte de suas 283 concessionárias no Brasil. A montadora afirma ter reservado US$ 4,1 bilhões para indenizações de trabalhadores, revendedores, fornecedores e encerramento de atividades no País, onde se manterá como importadora de automóveis da marca. A Ford não comenta o tema.

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FERROVIÁRIO

Como escoar a produção de soja sem destruir a Amazônia

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Exame - SP   18/02/2021

O governo federal anunciou que irá fazer a licitação de uma grande ferrovia cortando a floresta Amazônica. A concorrência é prometida para o primeiro trimestre de 2021. Trata-se de uma ferrovia que está projetada para percorrer quase 1.000 quilômetros entre Sinop, no Mato Grosso, até o porto de Miritituba, no rio Tapajós. Estamos falando do coração do agronegócio brasileiro e o objetivo da construção dessa linha de trem no meio da Amazônia é justamente acelerar a exportação de sua enorme safra de grãos. Mas, realizada sem os cuidados necessários, a construção da ferrovia deve acelerar o desmatamento e atingir vários territórios indígenas. Diante disso, precisamos perguntar: será que realmente precisamos dessa obra?

A obra está estimada em R$ 12 bilhões. O governo federal anunciou que irá colocar no mínimo R$ 2,2 bilhões dos cofres públicos na empreitada. Uma obra desse tamanho envolve a contratação de muitas empresas, a movimentação de muito dinheiro. Sabe-se que grandes obras do tipo tradicionalmente envolvem corrupção e favorecimentos políticos. O governo federal decidiu que quer a obra. Mas ninguém viu as alternativas. Quais são as opções para escoar a produção de grãos com menor investimento inicial, menor risco, menor manutenção, menor custo social, menor prejuízo ambiental?

Quando um projeto ainda está no papel, podemos avaliar se o que está sendo proposto é a melhor alternativa para o país. É a hora de pensar se esse é o caminho de menor custo. E quando falamos de custo, precisamos saber que não é são apenas as despesas com logística que entram na conta, mas também os custos ambientais e sociais. Nessa discussão também temos que considerar qual será a necessidade do transporte de grãos no futuro e quais são as alternativas existentes para levar esses grãos até os portos.

Entre as rotas alternativas, uma delas permitiria levar a soja do Mato Grosso para o porto de Itaqui, no Maranhão. Além de evitar cortar o coração da floresta Amazônica, ainda teria a vantagem de conectar outros polos produtivos, inclusive o Matobipa. Há também rotas mais econômicas que aproveitam a infraestrutura já existente até o porto de Santos, permitindo melhorar o escoamento de outros produtos do país.

O GT Infraestrutura, uma rede que conta com mais de 40 organizações socioambientais — entre elas World Wildlife Fund (WWF), Saúde e Alegria, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e Greenpeace —, tem a proposta de construir, coletivamente, uma agenda de análise técnica dos aspectos socioambientais que envolvem os empreendimentos e projetos de infraestrutura em curso no Brasil. Eles têm feito várias discussões sobre o assunto e a tônica geral é que precisamos discutir rotas, não projetos específicos. “Nem sempre as grandes obras são o que a Amazônia realmente precisa”, afirma o secretário executivo da rede, Sérgio Guimarães.

O Brasil tem que discutir alternativas que possam reduzir os riscos sociais e ambientais na Amazônia. Afinal, a floresta tem muito mais valor, inclusive financeiro, em pé. Por isso, a primeira coisa que precisa ser avaliada é se essa obra é mesmo necessária, comparando-a com outros projetos que já existem e têm riscos sociais e ambientais menores, uma vez que não passam no meio da Amazônia. Também devemos pensar se esse é o caminho de menor custo. “É preciso dar um passo e discutir mais do que um projeto, mas o futuro logístico do país”, afirma André Ferreira, diretor presidente do IEMA, que tem se dedicado a estudar o assunto. “A pergunta é qual é a infraestrutura que a sociedade quer, qual é a infraestrutura que ela propõe”, completa.

É a hora de fazer um estudo de cenários. E o sexto episódio do podcast do GT Infraestrutura fala justamente sobre isso, com a participação do André Ferreira. Ele deixa claro que o processo de decisão precisa ser mais transparente, claro e comparar diferentes alternativas. E a sociedade precisa poder opinar sobre isso. Especialmente as comunidades que vivem nessa área e que seriam atingidas pelos transtornos e consequências de uma obra como essa. O desenvolvimento do futuro é inteligente e anda junto com a preservação ambiental.

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Iphan autoriza estudo de impacto arqueológico em novo corredor ferroviário em MS

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Campo Grande News - MS   18/02/2021

O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) expediu autorização de avaliação do potencial de impacto ao patrimônio arqueológico na readequação do trecho ferroviário entre Maracaju e Paranaguá (PR).

O projeto de extensão da Ferroeste até Maracaju, batizado como Corredor Oeste de Exportação – Nova Ferroeste, é de responsabilidade da estatal Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.

A obra faz parte da extensão a Nova Ferroeste até Maracaju, distante 160 quilômetros de Campo Grande. O novo trecho de estrada de ferro vai abrir alternativa logística para escoamento da produção de Mato Grosso do Sul até o Porto de Paranaguá, destino de 30% da produção sul-mato-grossense exportada por mar.

Pelo Diário Oficial da União, consta que a arqueóloga Lilia Benevides Guedes irá coordenar a avaliação em trabalho previsto para durar 4 meses. Em Mato Grosso do Sul, a avaliação arqueológica será feita nos municípios de Amambai, Caarapó, Dourados, Eldorado, Iguatemi, Itaporã, Maracaju e Mundo Novo.

As autorizações para a execução dos projetos e programas relacionados na portaria não correspondem à manifestação conclusiva do Iphan para fins de obtenção de licença ambiental.

Projeto - O investimento está estimado em R$ 8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões só com as obras em Mato Grosso do Sul. A construção do novo trecho deve gerar pelo menos mil empregos no Estado.

No dia 8 de fevereiro, as empresas responsáveis pelos estudos de viabilidade técnica e do impacto ambiental apresentaram resultados prévios das análises aos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

A previsão é levar o projeto a leilão ainda neste ano na Bolsa de Valores (B3), após a conclusão estudo de viabilidade técnica e econômica, previsto para ser finalizado em setembro, e do estudo de impacto ambiental, que deve ser entregue em novembro.

De acordo com o estudo prévio, serão implantados 1.285 quilômetros de trilhos, incluindo também um ramal ferroviário entre Foz do Iguaçu e Cascavel, e nove terminais de carga entre os dois estados.

A ferrovia aproveita o traçado atual da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, e moderniza a descida da Serra do Mar, cujo trecho usado atualmente foi construído ainda no século XIX. A previsão é movimentar, já no primeiro ano de funcionamento, até 40 milhões de toneladas por ano no chamado Corredor Oeste de Exportação, que vai até o porto, além de 10,6 milhões de toneladas anuais no terminal de Maracaju e 10 milhões de toneladas no de Cascavel.

Os terminais de carga estão previstos para serem instalados em Maracaju e Amambaí, no Mato Grosso do Sul e, no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Balsa Nova, Curitiba e no Porto de Paranaguá. São locais de grande zona de tráfego e de integração com outros modais logísticos, principalmente as rodovias.

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NAVAL

Além do contêiner e leilões de portos: os planos da Santos Brasil para alavancar o crescimento

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Money Times - SP   18/02/2021

Depois de passarmos por um dos momentos mais desafiadores da história recente, 2021 promete ser o ano da recuperação. É provável que até julho o ritmo de vacinação ganhe força e a retomada econômica, de fato, engate de uma vez.

Os dados do Boletim Focus, divulgados nesta quarta-feira, indicam que o PIB (Produto Interno Bruto) avance 3,4% neste ano. E parte desse crescimento passa obrigatoriamente pelos portos brasileiros, que, por sua vez, deve se refletir no maior player do segmento: a Santos Brasil (STBP3).

Até o momento, a empresa acumula perdas por conta da Covid. No terceiro trimestre, reverteu o lucro de R$ 7,7 milhões de 2019 e terminou o período com prejuízo de R$ 5,4 milhões. O terminal de Santos viu o seu volume encolher 18,3%, reflexo da queda das importações por conta da recessão.

Mesmo assim os analistas estão otimistas e acreditam que a empresa possa virar o jogo daqui para frente. A Santos Brasil foi uma das small caps mais indicadas em fevereiro, com quatro recomendações. Pesa a favor da empresa o crescimento econômico e a oferta subsequente de ações (follow on), que levantou R$ 790 milhões em outubro. Ou seja, a companhia está com bala na agulha para tirar o atraso e ir à luta.

“Se a gente olhar em retrospectiva, eu acho que a Santos Brasil sai fortalecida dessa crise. A gente conseguiu implementar de forma muito rápida um plano de continuidade do negócios nas nossas operações”, afirma Daniel Pedreira Dorea, diretor financeiro e de relações com investidores da Santos Brasil, que conversou com exclusividade com o Money Times.

Outros eventos importantes estão previstos no calendário da Santo Brasil em 2021, como a renovação do contrato com a sua maior cliente, a alemã Hamburg Süd, que segundo a Ágora Investimentos pode levar o Ebitda a R$ 313 milhões, e as concessões de portos comandada pelo Ministério da Infraestrutura, que a empresa acompanha de perto, além da aguardada privatização do Porto de Santos.

A seguir, veja a entrevista completa que Daniel Pedreira concedeu ao Money Times.

MT: Como a Santos Brasil sai da crise do coronavírus?

R: Se a gente olhar em retrospectiva, eu acho que a Santos Brasil sai fortalecida dessa crise econômica. A gente conseguiu implementar de forma muito rápida um plano de continuidade dos negócios nas nossas operações. Em nenhum momento da crise, nossas operações sofreram interrupções, paralisações ou suspensões. Sempre funcionamos em todas as nossas unidades. Evidentemente, garantindo a segurança e a integridade de nossos funcionários. Nós implementamos medidas muito céleres que tornaram a empresa mais simples, mais ágil e preservando o caixa. Fizemos, nessa loucura toda, um follow on, que levantou R$ 790 milhões em capital novo. E nos últimos meses, nós apresentamos um forte crescimento no ano contra ano. Tudo isso no meio de uma pandemia. Claro que estaríamos melhores se não fosse o coronavírus. Dentro dessa realidade posta, acho que o time vem muito bem e que a gente está pronto para colher esses frutos.

MT: Quando vocês acreditam que os volumes de contêineres irão voltar aos níveis pré-pandemia?

R: Vamos pegar 2020: um ano em que apesar da retração do PIB, o Porto de Santos cresceu 2,7% no volume de contêineres. A taxa de utilização do Porto de Santos está em 80%. Poderia ter tido um crescimento maior, mas o porto cresceu. E o que é que puxa isso? A importação caiu porque você está tendo uma crise econômica e naturalmente a importação é mais dependente da economia doméstica, mas você teve um fluxo de exportação gigantesco. O mundo consome muito que o Brasil exporta, e o que exporta em contêineres, inclusive. Se nós imaginarmos que o PIB do Brasil em 2021 vai crescer algo entre 3,5% a 4% e você comparar com a correlação histórica do crescimento do Porto versus o PIB, que é coisa de duas vezes a duas vezes e meia, é natural pensar em um crescimento de 8% a 10% do volume de contêineres. Eu acho que se o Porto apresentar essa tendência de crescimento, a Santos Brasil vai acompanhar ela. Eu diria que a Santos Brasil deve crescer nesse patamar de 8% a 10%, acompanhando essa correlação. Só que o mix de contêineres deve ser melhor do que em 2020 porque nós teremos um crescimento da economia doméstica e um maior volume de contêineres de importação, que apresentam uma margem mais elevada para a Santos Brasil.

MT: Como está a renovação do contrato com a alemã Hamburg Süd?

R: Esse é o grande evento corporativo da companhia no ano, que é o maior cliente da Santos Brasil e cujo o acordo comercial expira em 31 de março de 2021. Esse é o principal driver de crescimento do ano. A nossa expectativa é de ter uma relação mais equilibrada com eles num novo contrato e que melhor remunere a qualidade do serviço prestado pela Santos Brasil. Isso se traduz em uma recomposição de preço, hoje muito deprimida. À medida que esse preço se recompõe a patamares mais ponderados, mais equilibrados, você tem uma recuperação do resultado financeiro da companhia, com a recuperação de margens de forma mais acelerada. Claro que é muito cedo ainda para dar qualquer garantia nesse sentido. A gente está muito focado para que a negociação saia em termos favoráveis para ambos os lados. A gente tem relação comercial como a Hamburg Süd, que hoje é uma empresa do grupo Maersk, de quase 25 anos. Ao longo desse período, nós crescemos com eles e eles cresceram com a gente. Ambos se consolidaram como os principais players de contêineres do Porto de Santos. Essa é uma relação de muito tempo, que trouxe muita coisa benéfica para ambos os lados e que a gente acha que vai continuar.

MT: Como vocês avaliam a privatização do Porto de Santos?

R: A gente vê com bons olhos. A tendência é que o agente privado gerencie o ativo de forma mais eficiente do que o agente público. Quando se fala da Autoridade Portuária de Santos, antiga Codesp, ela presta serviços essenciais, como dragagem e toda a parte de organização e programação de atracamento e desatracamento de navios. São serviços essenciais para competitividade do porto, e por consequência, dos terminais. Se quem vier tornar a prestação desses serviços mais eficiente, é muito bom. O histórico de privatização no Brasil é bom. O modelo ainda está sendo estudado. Tudo indica que vai ser um modelo assim: eu passo à iniciativa privada a responsabilidade de investir e gerenciar toda aquela infraestrutura portuária em troca de tarifas. Só tem uma coisa que é importante: não pode criar insegurança jurídica para os contratos já estabelecidos. Tem que ter preservação e continuidade dos compromissos já firmados para que não haja nenhum desequilíbrio contratual com os atuais arrendatários.

MT: O projeto BR do Mar, do Governo Federal, pode ser uma boa oportunidade para a Santos Brasil?

R: O principal objetivo do BR do Mar é estimular uma maior participação da cabotagem na matriz de transportes brasileira, que hoje é pouco representativo, dominada pelo rodoviário. Isso faz total sentido. Se você pegar o Brasil, que é um país de dimensão territorial continental, tem uma costa imensa, diversos rios navegáveis, a cabotagem é óbvia. O Brasil tem essas condições naturais. O que o BR do Mar pretende é eliminar obstáculos ao pleno desenvolvimento da cabotagem no Brasil. Se bem colocado esse projeto, a gente deve ter um fluxo de contêineres muito interessante passando pelos terminais da Santos Brasil. É um modal que já está crescendo. A BR do Mar eliminando esses obstáculos, o transporte de cabotagem vai crescer bastante.

MT: Quais os principais planos para a empresa em 2021?

R: Primeiro: eu acho que o crescimento da companhia será alavancado pela recomposição dos preços praticados, ou seja, aumentos dos preços no Porto de Santos. É pouco razoável pensar que o Porto de Santos, que é o mais produtivo e mais demandado no Brasil, onde os terminais mais investem em infraestrutura, tem, justamente, os preços mais deprimidos do mercado. Haverá uma recomposição do preço natural puxada por uma demanda crescente e por uma oferta que está ficando mais equilibrada. Uma parte do crescimento da Santos Brasil vem daí.

Um outro lado dessa resposta é buscar vias inorgânicas de crescimento. E aí nesse aspecto, você tem três avenidas que nos parece mais palatáveis. A mais obvia é aumentar a participação da empresa no próprio segmento de contêineres. Nós já somos o maior player do mercado. 18% dos contêineres no Brasil passam por nossos terminais.

Nos também queremos acelerar a integração dos nossos ativos portuários com nossos ativos logísticos, que a gente chama do Porto a Porta, serviços dos nossos terminais para dentro do Brasil. Nós prestamos serviços de armazenagem alfandegada, serviços diversos nos nossos centros de distribuição, transporte rodoviário. A gente também faz entreposto aduaneiro. Isso é um movimento que muitos dos nossos concorrentes globais têm ensaiado. Eu vejo com muita naturalidade a Santos Brasil fortalecer o posicionamento dela nessa logística integrada. Nossos clientes querem simplificar a cadeia logística, trabalhar com menos intermediários. Então a gente começa a integrar todos esses ativos e prestar serviços de ponta a ponta. A gente quer ganhar escala de massa crítica nesse negócio. Nós vamos avaliar alvos potenciais de aquisição que possam acelerar esse crescimento.

E aí tem outra parte desse crescimento inorgânico para diversificar a atuação da companhia para outras cargas fora dos contêineres. Por que não se aproveitar desse pipeline gigante de leilões de ativos portuários? Vários de nossos clientes são também clientes potenciais nesses outros segmentos.

A gente não via, desde a década de 90, tantos ativos bons no setor portuário indo a leilão. A Santos Brasil é o maior player desse negócio, é o cavalo que o investidor que quer ter exposição no setor portuário pode montar. Por que não operar outras cargas? Tá no nosso DNA. Tem um cavalo passando encilhado. Se a gente enxergar que tem uma boa oportunidade de entrar em outros segmentos de atuação no setor portuário, a gente vai fazer. Nós temos estudado diversos leilões que estão acontecendo.

A Santos Brasil quer virar referencia não apenas no contêiner mas naquilo que aparecer.

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Produção de petróleo cresce 5,26% em janeiro com impulso do campo de Búzios, diz ANP

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Investing - SP   18/02/2021

- A produção de petróleo do Brasil cresceu 5,26% em janeiro ante o mês anterior, para média de 2,870 milhões de barris por dia, com impulso da produção do importante campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, informou em nota nesta quarta-feira a agência reguladora ANP.

A produção de gás natural, por sua vez, cresceu 7,36% na mesma comparação, atingindo uma média de aproximadamente 136,327 milhões de metros cúbicos por dia.

"A alta foi impulsionada pelo aumento de 30% na produção do campo de Búzios, que atingiu, em janeiro de 2021, a marca 643,5 mil barris de óleo equivalente por dia", disse a ANP, em nota.

A produção somada dos campos de Tupi e Búzios, ambos no pré-sal de Santos, de acordo com a agência reguladora, ultrapassou 50% da produção nacional e a produção do pré-sal voltou a superar 70% do total nacional em óleo equivalente.

A produção de petróleo da Petrobras (SA:PETR4) em janeiro somou média de 2,14 milhões de barris por dia (bpd), alta de aproximadamente 7,9% ante dezembro, segundo os dados da ANP. Já a produção de gás da empresa subiu 8,8%, para 97,869 milhões de metros cúbicos por dia.

No início do mês, o diretor executivo de Exploração e Produção da petroleira estatal, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, afirmou que a produção de janeiro havia superado os níveis observados no último trimestre de 2020, quando houve um recuo devido a paradas programadas de plataformas.

Já a angloholandesa Shell -- maior produtora privada do país e principal sócia da Petrobras nos campos do pré-sal-- registrou queda de 2,07% na produção de petróleo, para 343.513 bpd. Já a produção de gás subiu 2%, para 15,324 milhões de metros cúbicos por dia.

 

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