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17 de Maio de 2022

SIDERURGIA

O Estado de S.Paulo - SP   17/05/2022

Com um plano de ampliar a presença de minorias dentro e fora da companhia, a siderúrgica Gerdau chegou a 203 fornecedores que aderiram ao seu programa de incentivo à diversidade. Chamado de Inspire Gerdau e criado há um ano e meio, o projeto quer alcançar todo o ecossistema do conservador setor do aço para demonstrar – e cobrar – a importância da inclusão de negros, mulheres e LGBTQIA+.

Apesar de ser um universo pequeno perto dos 12 mil fornecedores que a Gerdau possui, a companhia enxerga o número como um promissor. Esse otimismo também é explicado nos dados vistos em sua pesquisa anual feita com os seus fornecedores. De acordo com o levantamento, houve um avanço de 38% para 45% no quadro de profissionais negros dessas companhias. Para completar, o número de negros na liderança saiu de 23% para 26% no mesmo período.

Segundo Gustavo Werneck, presidente da Gerdau, é que a adoção de políticas de inclusão funcione, no futuro, como uma nota de corte na hora da contratação de um fornecedor. "O modo como o fornecedor lida com o tema pode vir a ser um fator decisório no momento de definição e continuidade de parcerias", diz Werneck. No entanto, de acordo com o executivo, ainda não existe um prazo para que isso aconteça.

Para Carla Fabiana Daniel, líder global de diversidade e inclusão da Gerdau, mais do que ameaçar com perdas de contratos, o papel da Gerdau deve ser o de ampliar a discussão e o acesso à educação das empresas parceiras. Segundo a executiva, diversas empresas já estão procurando a Gerdau de maneira direta para entender melhor o programa – que, além da consultoria da siderúrgica, também oferece uma série de conteúdos para explicar o tema para funcionários, além de ajudar na criação de metas internas.

Uma das empresas que foram atrás para entender melhor e decidiram aderir foi a CTG Brasil, forncedora de energia da Gerdau. De origem chinesa, a empresa começou o programa sem nenhuma política de inclusão desenhada e sem dados para entender sua atual demografia. "Antes não perguntávamos orientação sexual e nem religião, mas agora estão criando um censo para também termos uma diversidade maior em todos os sentidos", diz Salete da Hora, diretora de marca, comunicação e sustentabilidade na CTG Brasil.

Quando tiver os dados nas mãos, a companhia estabelecerá as metas, diz a responsável. Por ora, contudo, algumas melhorias estão aparecendo: a empresa contratou 40% mais negros em comparação a outros períodos.
Melhorias internas

Mesmo incentivando o aumento da diversidade em outras companhias, os principais executivos da Gerdau têm como missão aumentar o número de negros e mulheres na liderança. Se não fizerem isso, a cobrança virá no próprio bolso: 20% da remuneração de longo prazo da companhia para a alta liderança está atrelada a metas de sustentabilidade e diversidade.

Uma delas é alcançar a meta de 30% dos cargos de liderança serem de mulheres nos próximos três anos, que foi assumida em 2020. Outra, mais recente, é de ter o mesmo porcentual de negros como chefes - essa, no entanto, ainda não faz parte do plano de remuneração da companhia. "Como é uma meta recente, ainda não foi colocada no plano, mas em breve estará", afirma Carla Daniel, da Gerdau.

Monitor Digital - RJ   17/05/2022

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, voltaram a crescer em abril deste ano, atingindo 71.877 toneladas, alta de 43% comparadas a março último, quando chegaram a 50.217 toneladas.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações chegaram a 192.488 toneladas, ante 101.993 toneladas nos quatro primeiros meses de 2021, um aumento de 89%, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia.

A guerra na Ucrânia e o aumento do ferro gusa e de outros insumos também usados na composição do aço vêm impactando o mercado mundial. Mas, segundo o presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), Clineu Alvarenga, já existe uma tendência de acomodação dos preços.

“Os valores da sucata tendem a se estabilizar após um período de altas artificiais”, afirma.

Alvarenga lembra que os recicladores de sucatas ferrosas estão abastecendo normalmente o mercado interno, como sempre fizeram, e só exportam os volumes excedentes não adquiridos no país.

“As vendas ao exterior, sempre no limite máximo de 5% da produção local, é a alternativa encontrada pelo setor há mais de uma década para garantir a manutenção da atividade, que traz inúmeros benefícios ao meio ambiente e ao país” diz.

Segundo a S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para as commodities, “fontes do mercado mencionaram os recentes aumentos nos preços e nas compras impulsionados pelas taxas de produção mais altas nas principais siderúrgicas locais, após paralisações para manutenção planejadas e não planejadas, ou atraso na formação no de estoques”. Outras fontes das usinas ouvidas pela agência já esperam uma estabilização dos preços ainda neste mês de maio e até uma queda a partir de junho.

O consumo de sucata ferrosa no Brasil em 2022 pode superar o de 2020, quando alcançou quase 8 milhões de toneladas. No ano passado, o consumo estimado pelo Inesfa foi de 9 milhões de toneladas.

Estima-se que aproximadamente 30% do aço produzido no Brasil seja proveniente da reciclagem. O aço é um dos poucos materiais que pode ser infinitamente reciclável sem qualquer perda de qualidade, de acordo com especialistas do setor.

Números da International Iron and Steel Institute indicam que 630 milhões de toneladas do produto são recicladas anualmente. E o Brasil tem se apresentado como um dos líderes globais em reciclagem. Só a associação sem fins lucrativos Prolata reciclou 55.090 toneladas de latas de aço em 2021, por exemplo , o que representa um aumento de 141% em comparação a 2020. A maioria dessas latas foram recicladas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste: 28, 16 e 8 mil toneladas de latas de aço pós-consumo, respectivamente. Paraná é o estado que mais reciclou.

Na reciclagem, o consumo de energia elétrica chega a ser 80% menor, também há economia da utilização de água, inclusive porque não há processo de extração de minério. Além disso, cada tonelada de aço representa uma economia de 1.140 quilos de minério de ferro.

Monitor Digital - RJ   17/05/2022

Principais papeis do Ibovespa marcaram alta nesta segunda-feira. “Chamou a atenção o setor de mineração e siderurgia subindo bem. Lembrando que são setores que apanharam bastante com o lockdown”, reportou Leandro Petrokas, diretor de Research e sócio da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores.

Segundo ele, essa alta é influenciada pelo anúncio da reabertura gradual da China. Com isso a Vale, Usiminas, CSN e Gerdau reagiram positivamente. Petrokas também destacou a Petrobras e 3R Petróleo. Mercados internacionais também tiveram alta.

Petrokas citou a Eneva, Meliuz, SLC e Ezetec entre as altas do Ibovespa. “Vemos um movimento comprador em alguns ativos sensíveis a alta de juros. VIA, Renner, Marisa e Guararapes estão subindo também por conta do arrefecimento na curva de juros. Todos os vértices fecharam em queda nesta segunda-feira com destaque para o DI janeiro de 2024”, disse.

Curva de juros

Na opinião do analista, a curva de juros respondeu bem às declarações do Bruno Senna em evento nesta segunda-feira no Goldman Sach. Ele afirmou que, para evitar mais volatilidade, a preferência do BC é manter as taxas de juros mais altas por mais tempo do que promover altas adicionais. Do ponto de vista negativo, ele destacou que Minerva e Marfrig vêm sofrendo bastante após divulgação dos resultados. Marfrig caiu 33% e Minerva caiu forte também. Mercado está se desfazendo de posições das empresas. Meliuz é papel sensível aos juros e está subindo.

Ações da Infracommerce e Embraer registraram queda. Ações de companhias aéreas também em destaque com Azul e Gol subindo desde sexta-feira. As ações haviam caído muito (do dia 04/04 até quinta 12/05 caiu 30%), então vemos um movimento de recuperação. Importante lembrar que teremos vários balanços sendo divulgados hoje após fechamento do mercado.

Construção Latino-americana - SP   17/05/2022

Estudo elaborado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), comprovou: o aço foi o material que mais impactou no aumento total do custo das obras.

No período de julho de 2020 a julho de 2021, esse material alcançou cerca de 73% da elevação no custo da construção de uma ponte, por exemplo.

Entre julho de 2020 e janeiro de 2022, o aço chegou a representar cerca de 59% do aumento total deste projeto, somando o impacto de todas as bitolas do CA 50 com a tela e aço CA 60.

O levantamento da CBIC analisou a curva ABC de insumos em diferentes tipos de obras no estado de São Paulo, utilizando o Sistemas Nacionais de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Os projetos analisados foram: uma Unidade Básica de Saúde, com cerca de 285 metros quadrados; um prédio de quatro andares de apartamentos, sem elevador e com 808 metros quadrados; e uma obra de arte especial, que envolve construções de infraestrutura, como ponte.

Material teve maior aumento entre insumos.

A conclusão apontou que, em todos os projetos, o aço foi o material que mais teve aumento. O estudo utilizou como referência os preços retratados pelo Sinapi e pelo Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro).

No comparativo dos estudos, considerando os períodos de 12 e 18 meses, é possível perceber o peso ainda maior do aço nos aumentos das construções de julho de 2020 a julho de 2021. No segundo semestre de 2021, ocorre uma redução dos preços praticados pelas siderúrgicas, o que coincide com a importação de aço da Turquia. Contudo, a partir de janeiro deste ano o preço do aço voltou a registrar aumento.

“O aumento do custo de construção impede hoje o acesso de milhares de famílias à casa própria, a locais de atendimento de saúde, à infraestrutura urbana. Nosso estudo mostrou que em uma habitação, por exemplo, um terço do acréscimo teve um único componente, o aço. Ou damos um choque de oferta ou os brasileiros continuarão com acesso precário a moradias e a tantas outras coisas”, disse o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Considerando julho de 2020 e julho de 2021, em um bloco de quatro pavimentos sem elevador, o aço representou cerca de 34% do aumento total. Já entre julho de 2020 a janeiro de 2022, o aço atingiu quase 22% do aumento total.

No custo da obra de uma UBS, no período de julho de 2020 a janeiro de 2022, o aço representou 19% da elevação no custo. No período de julho de 2020 a julho de 2021, esse insumo alcançou cerca de 29% do aumento total deste projeto.

ECONOMIA

Infomoney - SP   17/05/2022

As políticas bastante restritivas por conta da pandemia de Covid-19 mostram cada vez mais os seus impactos para a economia chinesa. Os dados de atividade divulgados na noite do último domingo (15) ficaram muito abaixo das expectativas, o que mostra que a economia está pagando o preço pela política Zero-Covid. A produção industrial caiu 2,9% em abril na base ano a ano, enquanto economistas consultados pela Bloomberg esperavam um leve aumento de 0,5%.

As vendas no varejo caíram 11,1%, ante queda esperada de 6,6%. A desaceleração foi aguda no setor imobiliário: as vendas caíram 39% em volume e 47% em valor.

“A desaceleração substancial demonstra os danos das políticas de controle de pandemia da China. No fim de semana, as autoridades chinesas anunciaram um corte de 20 pontos-base no limite inferior das taxas de hipoteca para compradores de primeira casa para ajudar a sustentar o mercado imobiliário. Além disso, o Banco Central manteve a linha de crédito de médio prazo de 1 ano constante em 2,85%, mas provavelmente reduzirá a taxa básica de empréstimo de referência na quinta-feira”, destaca a XP.

Mesmo com os números negativos, algumas notícias positivas trouxeram algum alívio para os investidores.

Xangai está prestes a cumprir a meta de três dias de zero transmissão comunitária do COVID-19, que as autoridades disseram ser necessária para começar a afrouxar as medidas mais duras de bloqueio, informou a Bloomberg.

A cidade relatou um segundo dia sem infecções por COVID-19 fora da quarentena exigida pelo governo no domingo, e o total de casos caiu de 1.369 para 938 no sábado – a primeira vez que a contagem diária ficou abaixo de 1.000 desde 23 de março. buscando impedir a propagação comunitária do vírus até 20 de maio.

Além disso, shopping centers, lojas de departamento e conveniência e supermercados retomarão gradualmente as operações. Em outro sinal de que a crise está diminuindo, Xangai começou a fechar alguns dos hospitais improvisados construídos no início do surto. Cinco dos 10 principais hospitais improvisados de Covid da cidade foram desativados, enquanto muitos dos 37 mil funcionários da área de saúde enviados a Xangai desde março para reforçar a capacidade de testes de Covid da cidade voltaram para casa.

Crise chinesa atinge indústrias no Brasil e deve afetar inflação

Enquanto isso, Pequim registrou 39 novos casos na segunda-feira, ante 54 no domingo. A cidade iniciará mais três rodadas de testes em massa em uma dúzia de distritos, enquanto as autoridades negaram que Pequim será bloqueada. “Os sinais positivos de que o surto de Covid-19 nas principais cidades da China está sendo contido são um importante passo para que a atividade econômica comece a se recuperar”, aponta o Bradesco BBI em breve nota.

A produção de aço aumentou 1,4% no comparativo anual nos primeiros 10 dias de maio, com as viagens de metrô em 11 grandes cidades subindo 14% na primeira semana de maio em relação à semana anterior (embora 41% abaixo dos níveis pré-pandemia).

O Credit Suisse também ressaltou um otimismo maior, no que classificou como “uma luz no fim do túnel”.

À medida que os casos de Covid-19 caíram em Xangai, as principais indústrias aceleraram para retomar a produção, com setores automotivos, biotecnologia e farmacêutica mostrando um progresso decente – mais de 70% das 3 mil grandes empresas em Xangai retomaram a produção. Mais de 95% das mais de 660 empresas industriais importantes reiniciaram as operações.

A cidade de Suzhou também suspendeu a maioria de suas medidas de controle. O número total de cidades sob bloqueio total ou parcial caiu para 29, de 31 há uma semana.

A contribuição agregada do PIB das cidades em confinamento caiu para 12%, do pico de 16%, como resultado de menos cidades das recentes reaberturas.

“Também vemos sinais encorajadores de que o impacto das cidades bloqueadas no PIB nacional, nas exportações e nas vendas no varejo, diminuiu”, ressalta o Credit Suisse. “No entanto, as exportações gerais da China ainda enfrentam grande pressão, como evidenciado pelos fracos dados comerciais em abril”.

O crescimento de abril de 3,9% na exportação na base anual foi o ritmo mais lento desde junho de 2020 e tem sido mais lento do que outros exportadores asiáticos, incluindo Japão, Coreia do Sul e Vietnã, desde o surto de ômicron este ano.

Conforme destacou também o Credit em análise da última semana sobre a balança comercial, outros mercados exportadores estão começando a vender mais com a gradual normalização da situação pandêmica, assim como muitos compradores podem ter se afastado da China em antecipação a interrupções de bloqueio. “É provável que muitos importadores não queriam lidar com a probabilidade de seus pedidos não serem atendidos”, disseram os analistas do Credit. De qualquer forma, já há alguns sinais de retomada das atividades.

Gabriela Santos, estrategista de mercados globais para o J.P. Morgan Asset Management, destacou em entrevista ao InfoMoney que depois de ver um fluxo de capital estrangeiro expressivo para o Brasil no começo do ano, o próximo destino deve ser, mais uma vez, a China.

“Isso exatamente porque os mercados já foram muito mal e agora os valuations [preços] da China estão muito descontados e muito do risco já está no preço. O investidor está agora pensando exatamente em quando voltar para a China e aumentar a alocação”, disse Gabriela.

Ela observa, no entanto, que será que preciso que haja três elementos para que essa retomada ocorra com maior força: pico sustentável de casos da Covid-19; maior estímulo em termos de crédito e infraestrutura; e silêncio sobre novas regulações.

IstoÉ Online - SP   17/05/2022

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra, afirmou nesta segunda-feira, 16, que os efeitos do aumento de juros, que chegou 12,75% ao ano, devem ser sentidos na economia a partir do segundo semestre. Segundo ele, mesmo com a elevação da Selic, o País deve crescer pelo menos 1% em 2022. As declarações foram feitas em transmissão online durante o evento “Annual Brazil Macro Conference”, organizado pelo banco Goldman Sachs.

“Com a melhora das contas externas, o desemprego caindo e o mercado de capitais consistente, podemos imaginar perspectivas melhores”, disse Serra.

O diretor do BC ainda afirmou que parte do crescimento econômico deve ocorrer com base na recuperação do setor de serviços. “Ainda tem coisa para acontecer na retomada dos serviços. Se tivesse que apostar, o crescimento do PIB em 2022 seria mais de 1%. O investimento surpreende e cresce bem desde a retomada pós-pandemia”, disse.

Comparação com outros países

Bruno Serra citou o maciço estímulo fiscal feito pelo governo brasileiro na pandemia, superior ao de seus pares, entre os motivos que obrigaram a autarquia a subir os juros mais cedo do que a maioria dos países emergentes. Apontou ainda a depreciação do real frente o dólar, a crise hídrica, que teve impacto pesado nas tarifas de energia, e a indexação “mais enraizada” do que a de pares, ampliando assim os efeitos inerciais da inflação, ao explicar por que o Brasil começou o combate à alta de preços em situação pior do que a de outros emergentes.

“O desafio foi mais duro”, declarou Serra ao lembrar, como num desabafo, que o choque inflacionário global atingiu o Brasil após o País despejar mais de R$ 600 bilhões no enfrentamento da pandemia. “O Brasil estava em situação mais difícil do que a de pares até recentemente.”

Ao falar sobre o futuro, ele traçou, no entanto, um cenário desinflacionário, apontando a tendência de normalização das variáveis que influenciam os preços. Entre elas, observou que o câmbio, um importante amortecedor do impacto da escalada inflacionária mundial, voltou a “performar” melhor, levando em conta o desempenho do real frente ao dólar se comparado ao desempenho de outras moedas de economias emergentes.

Apesar das avaliações no mercado de que o governo, com medidas de incentivo ao consumo, isolou o BC no enfrentamento da inflação, Serra julgou que a política fiscal não tem mais atrapalhado a condução da política monetária. “Daqui para frente, a gente começa a normalizar”, assinalou o diretor do BC.

Diferenças entre previsões

O diretor de Política Monetária do Banco Central afirmou que as diferenças entre as previsões do mercado e da autoridade monetária para a inflação estão concentradas nos preços industriais e de alimentos. Segundo ele, o mercado prevê que a normalização das cadeias de produção deve demorar mais do que o BC estima.

“A preferência da maioria é por menos flutuação da taxa básica. Se a taxa Selic puder flutuar menos, é melhor. A taxa de juros parada por mais tempo é melhor, mas nem sempre é possível”, disse ele.

Serra ainda declarou que o objetivo do BC é perseguir a meta de inflação. Para 2022, a meta de inflação é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5%. “A gente não se amarra em um cenário específico. O objetivo é perseguir meta. Conceitualmente, em regime de metas de inflação, não há limite para a taxa de juros. Estamos sendo cobrados para entregar nosso mandato, não temos que ter receio de persegui-lo”, disse.

O diretor do BC também afirmou que as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentadas no Focus são melhores para prever a inflação futura do que as taxas implícitas. “O Focus é melhor do que inflação implícita para prever inflação futura. O descolamento da inflação implícita da meta é generalizado no mundo. Isso não influencia decisões”, declarou.

Política fiscal

O diretor de Política Monetária do Banco Central destacou também que a política fiscal do governo não tem atrapalhado a condução da política monetária.Segundo ele, daqui para frente, a inflação começa a normalizar.

“Além de choque de preços global, o Brasil gastou mais dinheiro na pandemia do que outros emergentes. Daqui para frente, inflação começa a normalizar. Do lado da demanda agregada, o fiscal não tem mais atrapalhado condução da política monetária”, disse Serra.

Dólar

O diretor de Política Monetária do Banco Central afirmou ainda que o cenário para o câmbio no Brasil, atualmente, é mais “saudável”. Entretanto, ele alertou que os lockdowns na China e a alta de juros nos Estados Unidos afetam o preço da moeda estrangeira no País.

“O cenário para câmbio hoje é mais saudável, mas lockdowns na China e política monetária dos Estados Unidos pegaram aqui. O dólar novamente acima de R$ 5 parece estar mais ligado à China do que aos juros dos Estados Unidos”, comentou Serra.

IstoÉ Online - SP   17/05/2022

Investidores institucionais passaram a ver de um mês para cá inflação, preço do dólar e crescimento econômico maiores, enquanto o prognóstico para a Selic em 2022 seguiu em 13,25%, mostrou pesquisa da XP divulgada nesta segunda-feira.

A mediana do IPCA esperado para 2022 ficou em 8,80%, ante 7,89% da última pesquisa Focus (referente à semana finda em 29 de abril) e 7,60% da pesquisa anterior da XP, de meados do mês passado. Para 2023 e 2024, as medianas ficaram em 4,50% e 3,25%, respectivamente.

Considerando a mediana para os próximos meses, os investidores esperam IPCA de 0,50% em maio, 0,59% em junho e 0,64% em julho. No último Focus, as variações esperadas eram de 0,28%, 0,41% e 0,56%, respectivamente.

A taxa de câmbio deve ficar em 5,10 reais por dólar ao fim de 2022 e 2023, frente à projeção de 5,00 reais da sondagem da XP de um mês atrás. A mais recente pesquisa Focus apontou dólar em 5,00 reais ao término de 2022 e em 5,04 reais no encerramento de 2023, pelas medianas das estimativas.

Para o PIB, os respondentes esperam crescimento de 1,10% em 2022 e de 0,52% em 2023. O cálculo para 2022 é quase o dobro da previsão de um mês atrás na pesquisa da XP (+0,60%) e está bem acima do número do última Focus (+0,70%).

Nos juros, os investidores consultados acreditam em Selic a 13,25% no fim de 2022 e em 9,50% em 2023 (13,25% e 9,25%, respectivamente, no Focus anterior). Uma maioria de 93% espera aumento de 50 pontos-base na reunião de junho. Para agosto, 61% precificam manutenção da taxa, 5% alta de 25 pontos-base e 34% projetam outros 50 pontos-base.

Agência Brasil - DF   17/05/2022

As contas públicas do setor público consolidado, formado por governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram superávit primário de R$ 4,3 bilhões, ante superávit de R$ 5 bilhões em março de 2021, informou hoje (16) o Banco Central (BC). Apesar do resultado, as contas do Governo Central, que reúne Previdência, Banco Central e o Tesouro Nacional, ficaram deficitárias em R$ 7,8 bilhões no mês. Já os governos regionais e as empresas estatais registraram, na ordem, superávits de R$ 11,9 bilhões e R$ 242 milhões no mês.

As informações contam do relatório de estatísticas fiscais divulgado nesta segunda-feira pelo BC. De acordo com o documento, nos 12 meses encerrados em março, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 122,8 bilhões, equivalente a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário.
Juros

Os gastos com juros nominais do setor público consolidado atingiram R$ 30,8 bilhões em março de 2022, frente a R$ 49,5 bilhões em março de 2021. De acordo com o BC, o resultado das operações de swap cambial contribuiu para essa redução, “mais do que compensando os aumentos da taxa Selic e do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] no período”.

O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

Essas operações registraram perda de R$ 16,6 bilhões em março de 2021 e ganho de R$ 40,3 bilhões em março de 2022. No acumulado em 12 meses até março deste ano, os juros nominais somam R$ 403,8 bilhões (4,52% do PIB), comparativamente a R$ 309,9 bilhões (4,03% do PIB) nos 12 meses até março de 2021.

O BC informou que o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 26,5 bilhões em março. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 281,1 bilhões, o equivalente a 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo-se 0,24 ponto percentual em relação ao déficit acumulado até fevereiro de 2022.
Dívida Pública

A Dívida Líquida do Setor Público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) fechou o mês de março em R$ 5,2 trilhões, o que corresponde a 58,2% do PIB, elevando-se 1,1 ponto percentual do PIB no mês.

“Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos da valorização cambial de 7,8% (aumento de 1,1 ponto percentual), dos juros nominais apropriados (aumento de 0,3 ponto percentual), do efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (aumento de 0,2 ponto percentual), e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 ponto percentual)”. disse o BC.

Já a Divida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7 trilhões ou 78,5% do PIB em março de 2022, redução de 0,8 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

Monitor Digital - RJ   17/05/2022

A economia da China deve se recuperar gradualmente à medida que o país alcança resultados pós pandemia e as políticas de pró-crescimento produzem efeitos, disse nesta segunda-feira Fu Linghui, porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas. A economia do país foi afetada pelo ressurgimento doméstico de casos de Covid-19 em abril, mas os impactos são “de curta duração e externos”, afirmou.

“Os fundamentos da economia chinesa permanecem inalterados. As tendências gerais de transformação e atualização econômica e desenvolvimento de alta qualidade continuam sem alterações”, destacou, acrescentando que “existem muitas condições favoráveis para estabilizar a economia e alcançar as metas de desenvolvimento previstas”.

Com um mercado super grande, cadeias industriais e de suprimentos completas e enorme demanda doméstica, a segunda maior economia do mundo tem a resiliência para enfrentar todos os tipos de desafios. Fu informou que, apesar dos impactos da epidemia, a produção de grãos e energia manteve crescimento durante os primeiros quatro meses de 2022, estabelecendo uma base sólida para combater a epidemia e promover a recuperação econômica.

Segundo a agência Xinhua, em abril, a produção de carvão bruto, petróleo bruto e gás natural aumentou 10,7%, 4% e 4,7%, respectivamente, ano a ano. A oferta de alimentos e necessidades diárias no mercado foi suficiente, com os preços permanecendo estáveis. O índice de preços ao consumidor, principal indicador de inflação, subiu apenas 2,1% ano a ano no mês passado.

As indústrias de alta tecnologia apresentaram desempenho estelar, com a produção de veículos de nova energia e células solares subindo 42,2% e 20,8% ano a ano em abril.

A economia da China deve melhorar em maio com a retomada acelerada do trabalho e da produção em Xangai e Jilin, bem como a implementação de medidas pró-crescimento, acrescentou.

Olhando para o futuro, a China fortalecerá o ajuste de macropolíticas e mitigará os impactos da epidemia para garantir que a economia funcione dentro de uma faixa apropriada, disse Fu.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   17/05/2022

Os contratos futuros de minério de ferro na China subiram nesta segunda-feira, apoiados por preocupações com a oferta e redução dos estoques do ingrediente siderúrgico, enquanto a flexibilização de algumas restrições relacionadas à Covid-19 na maior produtora de aço do mundo também elevou o ânimo dos traders.

O contrato de minério de ferro mais negociado em setembro na bolsa de commodities de Dalian na China encerrou as negociações diurnas em alta de 3,9%, a 834,50 iuanes (122,80 dólares) a tonelada, após registrar sua maior perda semanal em quase três meses na sexta-feira.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo para junho subiu 1,3%, para 128,60 dólares a tonelada.

“A queda nos embarques e nas chegadas de minério de ferro australianos e brasileiros à China semana a semana deve fornecer um suporte modesto para o sentimento frágil”, disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities em Cingapura.

O minério de ferro e outros insumos siderúrgicos também foram sustentados após relatos de que Xangai reabrirá gradualmente os negócios após semanas de lockdown, disse Widnell.

O carvão metalúrgico de Dalian subiu 6,1% e o coque saltou 5,4%.

“Taxas robustas de utilização da capacidade do alto-forno e saídas diárias (minério de ferro) e estoques em esgotamento no porto devem fornecer suporte”, disse Widnell.

Os estoques portuários de minério de ferro na China ficaram em 141,75 milhões de toneladas em 13 de maio, o menor desde outubro, segundo dados da consultoria SteelHome.

Máquinas e Equipamentos

Construção Latino-americana - SP   17/05/2022

A Caterpillar divulgou um relatório de sustentabilidade de 71 páginas delineando a abordagem da empresa para alcançar a sustentabilidade e detalhando o progresso em relação às metas estabelecidas no ano passado.

As principais conclusões do relatório revelaram que, através do feedback dos acionistas, a Caterpillar fornecerá sua primeira divulgação pública dos dados estimados de emissões de Escopo 3 (incluindo a Categoria 11: Uso de Produtos Vendidos).

As emissões de âmbito 3 são uma conseqüência das atividades da empresa, mas ocorrem de fontes não pertencentes ou controladas pela empresa.

A empresa disse que, como parte de sua contribuição para um futuro com menos carbono, está “comprometida em reduzir as emissões de GEE [gases de efeito estufa] da Caterpillar enquanto ajuda nossos clientes a atingir suas metas relacionadas ao clima à medida que constroem um mundo melhor e mais sustentável”.

A Caterpillar incorporará o desempenho da ESG no plano de incentivos para diretores executivos de 2022, criará uma nova posição de liderança executiva do Chief Sustainability and Strategy Officer e lançará um Relatório Anual de Diversidade e Inclusão, que também inclui um link para a divulgação do EEO-1 ( TCFD) para melhorar os relatórios de sustentabilidade dentro da empresa.

Para os planos de longo prazo implementados em 2021 que visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030, o relatório constatou que das sete metas estabelecidas, seis estão no caminho certo e uma está progredindo.

O presidente e CEO da Caterpillar Jim Umpleby disse: “Nosso compromisso de longa data com a sustentabilidade nos inspira a continuar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa de nossas operações enquanto desenvolvemos produtos, tecnologias e serviços inovadores para ajudar nossos clientes a atingir suas metas relacionadas ao clima.

“Temos o prazer de destacar nosso progresso, pois contribuímos para um futuro com baixo teor de carbono.”

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   17/05/2022

Entre os dias 17 e 18 de maio, a Komatsu participa do Congresso de Mineração de Parauapebas, que neste ano trata do tema “Pós-mineração: meios para o desenvolvimento social e sustentável”.

Na ocasião, a empresa irá apresentar novas máquinas e os investimentos realizados no atendimento da região, assim como as ações para preparar a comunidade para o futuro da mineração.

A região de Parauapebas, a Komatsu fomenta diversos programas de formação profissional, que contemplam o desenvolvimento da comunidade e prospecção de profissionais, com foco em capacitação técnica e reforço das diretrizes de segurança.

“Promovemos cursos que possam proporcionar às pessoas uma ampla formação profissional, resultando em acesso a uma maior quantidade de oportunidades de emprego, inclusive na pós-mineração”, explica Luciano Arantes, gerente geral de Tecnologia de Melhoria Contínua da Komatsu, que faz palestra no evento.

Os programas realizados pela empresa incluem “Emprega Mais” e “KIP – Programa de Imersão da Komatsu”.

Desde 2020, a Komatsu realiza investimentos significativos na região Norte para a construção de uma nova planta em Parauapebas (PA), que ficará pronta em 2023.

Ao todo, estão sendo investidos R$ 35 milhões na nova unidade, dedicada a reparo e fabricação de implementos para equipamentos de mineração.

Em linha com as tendências globais de automatização e sustentabilidade, a Komatsu trouxe no último ano ao Brasil a sua primeira linha de caminhões autônomos, em outra ação que ganha destaque no Congresso.

Atualmente, dez máquinas já estão em operação no maior complexo de extração de minério de ferro do mundo, em Carajás.

“Para aprimorar a segurança e a produtividade nas minas, a empresa já se prepara para em breve colocar tratores controlados remotamente em operação”, revela.

AUTOMOTIVO

O Estado de S.Paulo - SP   17/05/2022

Adquirida pelo fundo de investimento americano Aetreum em 2021, a Revolution, empresa vista como uma “extensão” das montadoras por fazer adaptação e transformação em veículos, inaugurou há três meses uma segunda fábrica em Tatuí (SP) e vai começar a construção da terceira no fim do ano. Outro projeto para 2023 é atuar na adaptação de modelos a combustão em elétricos.

Atualmente, a empresa transforma veículos tradicionais em ambulâncias, viaturas policiais e carros de bombeiro. O serviço é direcionado a veículos especiais de órgãos públicos, nicho que deve faturar R$ 800 milhões este ano. Só a Revolution deve abocanhar 65% desse valor, prevê Flávio Almada, presidente da empresa.

“Somos a maior da América Latina”, diz. “Além de empresa de engenharia e projetos, nós desconstruímos carros para reconstruí-los de acordo com a necessidade do cliente”, explica Almada. “São retirados itens como parte elétrica, chicotes e mexemos na estrutura.” Ambulâncias e carros de bombeiro, por exemplo, precisam de estruturas reforçadas.

A Revolution também faz a transformação de motos que operam em serviços como o de policiamento, e está desenvolvendo uma tecnologia de proteção balística para motos.

A Anfavea, associação das montadoras, não dispõe de dados sobre o que esse mercado representa para a o setor. A Toyota tem duas empresas homologadas para atender a demandas de customização para licitações vencidas pela marca. “Esse público busca soluções que entregam maior confiabilidade e robustez”, informa a montadora. A representatividade do segmento é importante nos negócios, mas ela não revela números.

Engenharia

Almada projeta um mercado de 80 mil veículos especiais este ano, 18% a mais do que em 2021. A maior parte deve ser de vans e SUVs para uso da Polícia, segmento que ficou represado nos últimos dois anos, quando a demanda foi maior por ambulâncias em razão da pandemia.

O grupo chegou ao País há seis anos e tem sede em Sorocaba (SP). A terceira fábrica produzirá peças e sistemas de sinalizadores – hoje adquiridos de terceiros –, ao lado da de Tatuí. O grupo emprega 700 pessoas, a maioria engenheiros.

Desde a venda, a empresa – que pertencia à multinacional americana Rev – teve a produção ampliada de 400 para 2 mil unidades ao mês. O faturamento mensal passou de R$ 7 milhões para até R$ 52 milhões.

A empresa é homologada pela maioria das montadoras. São elas que participam das licitações e repassam a tarefa para a transformadora. Segundo Almada, há no máximo quatro empresas no Brasil especializadas no atendimento exclusivo a órgãos públicos. A demanda é constante em razão da necessidade de renovar as frotas, mas em ano de eleição aumenta.

“Somos uma extensão da montadora e precisamos ter expertise para fazer as adaptações, inclusive com altos investimentos em engenharia”, completa Edson Oliveira, diretor comercial. A empresa trabalha junto com a montadora, que testa e aprova os projetos – depois certificados pelo Denatran.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   17/05/2022

Segundo dados da Agência AutoData, os caminhões apresentaram uma alta de 10% nos preços desde o início de 2020. A situação representa um desafio para as empresas que buscam a renovação de frotas de suas empresas.

Uma das saídas encontradas pelos transportadores é a manutenção dos caminhões a fim de aumentar sua vida útil.

Entretanto, segundo dados da Rodofort, fabricante de implementos rodoviários, o preço do aço subiu 80% somente em março deste ano, impactando as vendas com uma baixa de 8,38%. Dessa forma, torna-se necessário extrair o máximo possível dos caminhões e, somente se necessário, comprar novos modelos.

Marcel Zorzin, diretor operacional da Zorzin Logística, explica que é essencial encontrar um ponto de equilíbrio entre manter um veículo antigo e comprar um novo. “Fazemos uma conta em que, no caso de caminhões mais velhos, dobramos a quilometragem e aumentamos o investimento nele em vez de comprar um carro novo”.

Ele também explica que os gastos são impulsionados por despesas indiretas, como o socorro mecânico, o guincho, o retorno do motorista, sem contar nos desperdícios de recursos por causa de paradas e de mão de obra. Na opinião de Zorzin, essa é uma das etapas do processo que mais trazem prejuízos para as empresas. O caro da manutenção chama-se trem de força, que é o motor, o câmbio e o diferencial.

Além disso, para a diminuição do problema, certos pontos que vêm junto dos veículos novos são observados na compra, como a parte elétrica, o chicote do caminhão e o custo de remuneração de capital investido em um carro zero.

Além disso, é importante ver que alguns embarcadores aceitam caminhões com até 10 anos de idade. Se o veículo estiver perto dessa data limite, a troca é praticamente obrigatória.

Dentro da sua empresa, o executivo implementou um sistema que mudou toda a composição dos caminhões da empresa. “Há três anos implementamos um projeto em que os nossos caminhões possuem uma média de cinco anos para veículos ‘trator’, que têm a mesma faixa etária”.

Entretanto, segundo o diretor operacional da Zorzin Logística, a manutenção ainda é a melhor escolha: são necessários R$ 30 mil para arrumar um motor, mas um caminhão novo custa cerca R$ 500 mil. E com um mercado tão volátil, com um medo implícito da volta da pandemia e com a instabilidade do ano de eleições, ele vê que agora não é uma boa ideia com a qual se comprometer.

“Falo que é melhor fazer a manutenção e utilizar o caminhão por mais dois ou três anos, até ver quando o mercado vai se acertar, ou se o frete conseguirá absorver o custo do aumento dos veículos, porque até agora não conseguiu”, conclui Zorzin.

Rodoviário

Valor - SP   17/05/2022

Governo tenta atrair mais concorrência, mas apenas duas empresas dominaram as últimas licitações

O leilão do sistema Rio-Valadares, que engloba 727 quilômetros de rodovias entre o Rio de Janeiro e Governador Valadares (MG), teve apenas um interessado. Segundo fontes envolvidas com o processo, a proposta foi apresentada pela Ecorodovias.

A entrega de ofertas estava prevista para a manhã de ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), e o certame ocorrerá na sexta-feira. Se a Ecorodovias tiver cumprido os requisitos do edital, ela levará automaticamente a concessão.

Trata-se de um dos grandes ativos licitados pelo governo Jair Bolsonaro no setor. Com duração de 30 anos, o contrato prevê investimentos de R$ 8,8 bilhões em melhorias e ampliação de capacidade, incluindo a duplicação de 303 quilômetros e faixas adicionais em outros 255 quilômetros.

Além disso, a futura concessionária terá que desembolsar R$ 8,5 bilhões na manutenção das operações e introduzir melhorias como o “free flow”, sistema de pagamento eletrônico da tarifa de pedágio, conforme a distância percorrida.

A confirmação de interesse da Ecorodovias traz uma boa e uma má notícia. Boa: o último grande leilão de estradas federais, a BR-381/282 entre Minas e o Espírito Santo (a “Rodovia da Morte”), não tinha nenhum investidor pronto para oferecer proposta.

Diante do risco de “vazio” na disputa, o Ministério da Infraestrutura decidiu suspender indefinidamente o leilão e remodelar o projeto. Por isso, a volta de uma concessão bem-sucedida de rodovias provoca alívio nas autoridades e evita que dois certames seguidos tenham problemas, o que poderia gerar desconfiança do mercado e espalhar dúvidas sobre outros empreendimentos.

A notícia ruim é que, mais uma vez, o governo não conseguiu atrair novos “players” para os leilões de estradas e manteve a dependência de Ecorodovias ou CCR para emplacar a transferência de ativos à iniciativa privada.

As duas empresas têm praticamente se alternado como vitoriosas nas últimas concorrências relevantes. A Ecorodovias, por exemplo, levou a concessão da BR-153 entre Goiás e Tocantins. Já a CCR ganhou a relicitação da Presidente Dutra (Rio-São Paulo).

Outras companhias - como consórcios formados por construtoras de atuação regional - têm entrado basicamente em lotes menores, que exigem menos investimentos do que as concessões da BR-381 ou da Rio-Valadares.

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, admitiu em entrevista recente ao Valor que esse domínio de Ecorodovias e CCR “acendeu o sinal amarelo” na pasta. Ele esteve em Nova York, na semana passada, em “road show” para divulgar o programa de concessões a investidores internacionais.

Sampaio reuniu-se com grupos como o Global Infrastructure Partners (GIP), o GIC (fundo soberano de Cingapura) e o australiano Macquarie, além de bancos como UBS e Bank of America. Empresas como as espanholas Acciona e Sacyr têm sondado o mercado brasileiro, mas não entraram nas últimas licitações federais.

Na Rio-Valadares, o governo usou uma nova combinação de IPCA (70%) e IGP-DI (30%) para o reajuste de tarifas da futura concessionária, a fim de reduzir a imprevisibilidade de custos em torno dos insumos, como o asfalto.

NAVAL

Portos e Navios - SP   17/05/2022

Capitania dos Portos libera aumento provisório de calado enquanto aguarda a homologação da dragagem pela Marinha

A Capitania dos Portos de Pernambuco enviou ao Porto do Recife duas resoluções liberando a atracação de navios de maiores calados nos berços 00, 03, 04 e 05 por 45 dias. As portarias entraram em vigor neste mês de maio e foram uma demanda dos importadores e exportadores do ancoradouro recifense.

“O Sindaçúcar foi uma das empresas que solicitou a liberação o quanto antes. O sindicato é responsável pelo Terminal Açucareiro (TA) do Porto do Recife, que corresponde ao berço 00. Antes da dragagem, o calado operacional do berço do terminal era sete metros e os navios não conseguiam abastecer toda a carga de açúcar, tendo que completar em outros portos do Nordeste”, explica José Divard de Oliveira, diretor Comercial e de Operações do ancoradouro.

Pensando em realizar toda a operação de embarque de açúcar no ancoradouro recifense, o Sindaçúcar fez a solicitação para operar com um calado maior, de 9,20 metros de profundidade para o berço do TA. Os navios de açúcar são os responsáveis por grandes movimentações no Porto do Recife. No dia 24 de abril, o navio panamenho "Toros M" embarcou mais de 30.900 toneladas do produto.

As empresas que atuam no porto movimentando fertilizantes e trigo foram as solicitantes da liberação para os berços 03, 04 e 05, que serão destinados à operações de granéis. “Com o cenário mundial que encontramos hoje e os valores de fretamento, importadores de fertilizantes e trigo estão preferindo trazer maiores quantidades de produto em uma única viagem, por isso a demanda para operar com um calado mais profundo. Os berços 03, 04 e 05 variavam de 8,8 metros à 9,70. Com a autorização da Capitania, estamos operando com um calado de 10,5 metros. Já temos previsão de chegada de navio para o dia 20 de maio, que irá descarregar 20 mil toneladas de trigo. Os fertilizantes têm previsão para o próximo mês, com uma operação que irá movimentar cinco mil toneladas. Inclusive, a orientação do Governo Federal é dar prioridade às embarcações carregadas de adubos, devido ao cenário mundial”, completa José Lindoso, presidente do Porto do Recife.

No dia 22 de janeiro teve início a obra de desassoreamento que dragou 1.050.221,5 metros cúbicos de sedimentos do cais acostável, canal interno e bacia de evolução. A draga Lelystad deixou o ancoradouro recifense no dia 1 de março, quando finalizou a operação de dragagem. Em seguida dois rebocadores equipados com arado iniciaram o nivelamento do fundo da bacia do Porto, para planar e corrigir possíveis falhas no caminho. “No dia 4 de abril, o arado foi concluído, finalizando todas as etapas do trabalho de campo da dragagem. O Porto do Recife inicia uma nova era, com mais competitividade, abrindo portas para novos negócios. A expectativa é de um incremento de 30% na receita com as movimentações de carga”, celebra Lindoso.

O relatório da batimetria após a obra indicou que as cotas de dragagem atingidas foram: do berço 00 ao 01, chegou aos 10 metros; do berço 02 ao 06, atingiu os 11 metros; e do trecho do berço 07 ao 09 chegou aos oito metros. Os trechos mencionados poderão chegar às profundidades máximas, na maré alta, de 12,60m, 13,60m e 10,6m respectivamente.

O ancoradouro agora aguarda a homologação do calado pela Marinha. O relatório foi enviado ao CHM (Centro de Hidrografia da Marinha), órgão responsável pela homologação do novo calado do Porto do Recife, na última segunda-feira (9). O prazo é de 30 a 90 dias para a confirmação das novas profundidades.

O porto que projeta um incremento de 25% nas movimentações de carga com o novo calado. “O malte de cevada e a barrilha são cargas que podem ter um crescimento acima dos 25%. Isso porque novos players já demonstraram interesse em investir no Porto do Recife para incrementar a movimentação dessas cargas. A cevada, por exemplo, tem um player que irá montar uma bateria de silos para movimentar mais carga através do Recife. Já foi realizado um estudo de viabilidade e dentro de oito meses esse projeto estará concretizado”, afirma Divard.

Os fertilizantes também têm previsão de ampliação. “Devem ter um incremento nesse período de guerra, devido ao aumento no valor do fretamento e da necessidade compra pela oportunidade, adquirindo logo o que pode para depois não faltar. Podemos esperar um crescimento desta carga acima do normal, mas depende também de como o cenário mundial vai se comportar”, completa José Divard.

Valor - SP   17/05/2022

Os principais portos ao longo da costa oeste das Américas foram prejudicados durante grande parte dos últimos dois anos devido à covid-19 e aos desafios globais de transporte causados por fatores como a guerra na Ucrânia.

O conglomerado estatal chinês Cosco Shipping Holdings está avançando com sua própria solução para desembaraçar esse nó ao construir – praticamente do zero – um porto de águas profundas no Peru. Ao custo de US$ 3 bilhões, ligará uma indústria e um parque logístico, em colaboração com uma unidade da trading suíça Glencore.

Chancay, a 55 quilômetros da capital Lima, ao norte da costa do Pacífico, tem o zumbido de máquinas pesadas chinesas e o baque de explosões subterrâneas abafando o som das ondas no único novo desenvolvimento portuário em andamento nas Américas .

Sinais em espanhol e chinês anunciam marcos de construção e obras públicas futuras. Milhares de trabalhadores se movimentam pelo local de 1.100 hectares, despejando concreto, conduzindo equipamentos de construção e quebrando rochas.

"Este porto vai mudar Chancay e nosso modo de vida", disse Johnny Ching, 51, professor cujos ancestrais chegaram à cidade vindos do sul da China no fim do século 19. "Não é só o porto, mas toda a indústria que virá com ele. Já podemos ver a influência chinesa."

O China Railway Group está construindo um túnel de 1,8 km da área portuária para que os caminhões que vão para um parque industrial e logístico de 800 hectares possam contornar o centro da cidade de Chancay.

A Cosco opera em cerca de 35 portos em todo o mundo, mas Chancay será o primeiro posto avançado do conglomerado na América do Sul.

“A Cosco Shipping cooperará em conjunto com o Peru para desenvolver o Porto de Chancay em um importante porto central na América Latina”, disse o presidente Xu Lirong em 2019, quando a empresa fechou o acordo para comprar 60% do projeto da unidade Volcan da Glencore, por US$ 225 milhões.

"O Porto de Chancay é uma iniciativa importante para implementar a iniciativa de estrutura Rota da Seda para a China e o Peru", acrescentou.

A Cosco não está enfrentando esse desafio sozinha. As empresas estatais parceiras China Railway Group e China Communications Construction, especialmente sua unidade China Harbour Engineering, estão liderando a construção do novo porto.

De acordo com o plano da Cosco, o novo porto será capaz de lidar com os maiores navios porta-contêineres do mundo e processar até 1 milhão de contêineres padrão por ano, com os primeiros cais sendo abertos em um ano.

"O porto está planejado para crescer e temos espaço para continuar expandindo por 50 anos", disse Gonzalo Rios, vice-gerente geral do porto. "Não há outro projeto como este, em termos de tamanho e tecnologia de construção em andamento hoje", disse.

O principal valor do Peru para a China como parceiro comercial é o cobre, um insumo crucial para manufatura e construção. Mas embora as empresas estatais chinesas administrem duas das maiores minas de cobre do Peru, a produção delas não deverá sair via Chancay. Isso porque a Cosco está priorizando a infraestrutura para lidar com contêineres padrão e commodities agrícolas. A farinha de peixe é outra grande importação chinesa do país.

O comércio de contêineres do Peru com a China fica bem atrás do vizinho Chile. O Chile recebeu 643.958 unidades equivalentes a vinte pés (TEU) de contêineres no ano passado da China, enquanto enviou 331.047, de acordo com o serviço de dados Panjiva da S&P Global Market Intelligence. Para o Peru, entraram 397.046 TEU e saíram 133.239.

O porto de Callao, nos arredores de Lima, hoje o principal porto comercial do Peru e o centro de contêineres mais movimentado da América do Sul, movimentou cerca de 2,4 milhões de TEU. A unidade portuária da companhia de navegação dinamarquesa A.P. Moller-Maersk controla o lado norte de Callao, enquanto a operadora de terminal de Dubai DP World administra o sul, onde está investindo US$ 350 milhões para expandir a capacidade.

A Cosco agora está atrás da Maersk no serviço transpacífico para a costa oeste da América do Sul. De acordo com dados divulgados no ano passado pelo serviço de pesquisa BlueWater Reporting, o grupo dinamarquês controlava 21% da capacidade ao longo da rota comercial, enquanto a Cosco estava empatada em segundo lugar com duas outras companhias marítimas em 14%.

Mas pode-se esperar que a participação da Cosco cresça quando o novo porto da empresa estiver em funcionamento.

"Este é um desenvolvimento estratégico", disse Peter Sand, analista-chefe do serviço de dados de remessa Xeneta, em Oslo (Noruega). "Se correr de acordo com os planos traçados, se tornará um hub para as exportações chinesas de contêineres no continente sul-americano."

"Alguns investimentos estatais chineses têm um objetivo diferente do sucesso comercial e financeiro clássico", acrescentou. "O objetivo é mais amplo, estratégico e de longo prazo."

Já em relação ao Peru, Chancay seria um vetor de crescimento se o país for capaz de catalisar o desenvolvimento em parques industriais próximos planejados que poderiam aproveitar o novo porto e sua localização ao longo da Rodovia Pan-Americana, disse Omar Narrea, professor de gestão pública com foco em infraestrutura na Universidad del Pacifico em Lima.

Porto Gente - SP   17/05/2022

É preciso que a proposta de desestatização do Porto de Santos faça sentido e, projetada na realidade do seu propósito, promova esperança.

O polêmico pregão da dragagem do Porto de Santos produz mais um capítulo. O Procurador da República, André Bueno da Silveira, deu prosseguimento à Ação Popular da sua nulidade. Vencido pela empresa Van Oord para realizar a dragagem do canal de acesso ao Porto de Santos, esse leilão, como Portogente já opinou, foi uma decisão inoportuna e sem razoabilidade da Autoridade Portuária (SPA), que fere o princípio constitucional da economicidade.

A análise dessa situação, comercial e logisticamente, tem como foco a eficiência, previsibilidade e preços justos do principal porto do Brasil, como expectativa do programa de desestatização dos portos, do ministério da Infraestrutura – Minfra, cujo leilão está previsto para o próximo novembro. Portanto, não havia razão para o contrato com a Van Oord, por longo prazo, para substituir o da DTA Engenharia, que poderia ter sido prorrogado, como foi acertadamente o dos serviços de batimetria que controla os volumes e cotas da dragagem, atendendo à conveniência do programa governamental e por custo vantajoso.

Dragagem é serviço essencial e o modelo do seu contrato afeta a produtividade do porto. Portanto, pode impactar a eficácia de um modelo de desestatização. E o contrato anterior satisfazia às condições de profundidade para a navegação. Tanto é verdade factual que, passados mais de dois meses, a Van Oord ainda não iniciou a dragagem do Porto de Santos, que opera satisfatoriamente o seu canal, com as cotas dragadas pela DTA. Isto exige uma apuração criteriosa. Pois, dragagem não pode e nem deve se transformar num mar de lama.

Há anos, Portogente propugna a concessão da manutenção dos acessos terrestre e marítimo ao porto, como parte de um arranjo logístico eficiente, para permitir mais agilidade aos fluxos portuários. Para tanto, realizar a manutenção das vias rodoviárias, ferroviárias; profundidade dos berços e canal, bem como a sinalização marítima, sob a operação de uma única empresa concessionária e remunerada através da tarifa de acesso ao porto. O controle da dragagem feito pela garantia da profundidade de projeto.

No mundo todo, ao longo da história, porto sempre foi avaliado por sua inovação e agilidade para se adaptar aos crescentes volumes do seu comércio. Dragagem é estratégica e a realização em concessão de longo prazo, e por resultado, é imperativo no contexto de serviços de conservação dos acessos ao Porto de Santos.

Portogente faz um debate robusto e valoroso dessa questão. Decerto, a conjuntura atual desses serviços é inadequada e obscura.

PETROLÍFERO

Valor - SP   17/05/2022

Para o Brasil, isso significa que, embora a produção de petróleo deva dobrar nesta década, a produção diminuirá na próxima década, a menos que novos reservatórios sejam identificados

Contratempos caros de exploração petrolífera para grandes produtoras internacionais como Shell e Exxon jogam um balde de água fria em seus planos de transformar o Brasil em um centro de geração de lucros.

Nos últimos três anos, a Shell perfurou três poços de exploração sem encontrar nenhum volume comercial, disse Marcelo de Assis, chefe de pesquisa de produção na América Latina da Wood Mackenzie. A Shell e seus parceiros pagaram pouco mais de US$ 1 bilhão pelos direitos de explorar os três blocos. 

No caso da Exxon, os três poços que perfurou em águas brasileiras desde o final de 2020 também não são comerciais, após pagar US$ 1,6 bilhão por eles.

O Brasil vendeu mais de US$ 10 bilhões em área de exploração para a Petrobras e multinacionais desde 2017. Até agora, os perfuradores mais experientes do mundo têm pouco a mostrar. A última descoberta de petróleo no Brasil foi feita pela Petrobras há mais de uma década, e os resultados abaixo do esperado desde então podem indicar que os maiores campos da região do pré-sal já foram encontrados.

“A Shell teve uma série de falhas semelhantes à Exxon”, disse Assis. “Todos os blocos adquiridos pela Shell não tiveram sucesso” até agora.

Para o Brasil, isso significa que embora a produção de petróleo deve dobrar nesta década a partir dos campos em desenvolvimento atualmente, a produção diminuirá na próxima década, a menos que novos reservatórios sejam identificados para exploração futura.

A TotalEnergies está perfurando um poço onde na semana passada relatou sinais de petróleo e gás à ANP. Não está claro para a indústria nacional, que acompanha de perto os programas de exploração, se a descoberta é grande o suficiente para garantir o desenvolvimento. Até a Petrobras tem tido resultados incertos. 

A Shell não quis comentar os resultados de seus três poços. A Exxon disse que concluiu recentemente seu programa inicial de perfuração de exploração e está avaliando as descobertas e implicações para atividades futuras. A TotalEnergies disse que ainda está perfurando o bloco CM-541 na Bacia de Campos e não tem nada para comunicar no momento. A Petrobras disse acreditar no potencial do pré-sal e que seu plano de negócios prevê mais exploração na região.

Uma série de perfurações de poços pela Petrobras nos últimos anos produziu apenas dois prospectos em que está confiante o suficiente para pagar pela perfuração de acompanhamento, e não saberá se são comercialmente viáveis até o final deste ano, disse de Assis. Por enquanto, a Petrobras se beneficia dos campos do pré-sal como Búzios e Mero, na Bacia de Santos, descobertos há mais de uma década.

Valor - SP   17/05/2022

O contrato do petróleo Brent para julho fechou em alta de 2,41%, a US$ 114,24 por barril, enquanto o do petróleo WTI americano para o mesmo mês subiu 2,93%, a US$ 111,82 por barril

Os contratos futuros do petróleo aceleraram os ganhos no fim da sessão desta segunda-feira (16) e fecharam em alta significativa, depois de abrirem o dia em terreno negativo, com os temores sobre uma piora em potencial das relações entre o Ocidente e a Rússia compensando os receios sobre a desaceleração econômica da China.

O contrato do petróleo Brent, a referência global da commodity, para julho fechou em alta de 2,41%, a US$ 114,24 por barril na ICE, em Londres, enquanto o do petróleo WTI americano para o mesmo mês subiu 2,93%, a US$ 111,82 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York.

Os preços do petróleo passaram a subir no fim da manhã desta segunda, depois de abrirem o dia em terreno negativo, refletindo os receios em torno da perspectiva de piora das relações entre o Ocidente e a Rússia, conforme mais países começam a se movimentar para aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Tanto a Finlândia quanto a Suécia anunciaram formalmente a sua intenção de aderir à Otan, com a entrada da Finlândia, em especial, mais do que dobrando as fronteiras territoriais da aliança militar com a Rússia. Isso, por sua vez, deve afetar negativamente as relações com Moscou, o que pode piorar as perspectivas para a oferta de petróleo para o Ocidente.

Ambas as referência do petróleo abriram a sessão em queda, porém, com os investidores reagindo aos dados decepcionantes sobre a atividade econômica chinesa em abril, quando os bloqueios por causa da covid-19 cobraram seu preço. As vendas no varejo caíram 11,1%, em base anual, e a produção industrial recuou 2,9%, também em relação ao ano anterior, ficando ambas piores que o esperado.

Os dados sugerem uma contração da atividade econômica da segunda maior economia do mundo, que é também o maior importador líquido de petróleo no mundo, alimentando temores de uma queda da demanda pela commodity.

Phil Flynn, da Price Futures, diz, em nota de pesquisa, que os mercados de petróleo estão de olho em uma possível reabertura mais ampla da economia da China, o que também ajuda a dar algum suporte aos preços.

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