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17 de Março de 2021

SIDERURGIA

Usiminas é a melhor ação para aproveitar a dispara dos preços do aço

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Money Times - SP   17/03/2021

A mistura de estoques baixos e alta demanda levaram um importante produtor brasileiro a anunciar uma nova rodada de aumento de preços de 10% a 15% para aços planos e longos a partir de 1º de abril.

De acordo com a Ágora, a elevação dos valores deverá atingir o setor como um todo. Até porque o real segue desvalorizado e os preços internacionais estão subindo.

Somado a isso, há a recuperação da demanda global e as potenciais restrições à produção na China, o que poderia abrir espaço para mais aumentos no mercado doméstico.

Os analistas Thiago Lofiego e Luiza Mussi calculam que, considerando a exportação de BQ (boninas laminadas a quente) chinesa a US$ 723/tonelada, a paridade 1US$/R$ 5,62, os preços domésticos de BQ estão sendo vendidos atualmente com um prêmio de 3% sobre o material importado. No lado do vergalhão, o prêmio é de 2%.

“Assim, as iniciativas de preços anunciadas para abril têm espaço para serem implementadas, pelo menos parcialmente”, afirmam.

A Usiminas (USIM5) é a principal escolha em siderurgia da Ágora, com preço-alvo de R$ 22, potencial de valorização de 18%. A corretora também recomenda a compra da Gerdau (GGBR4), que tem preço-alvo de R$ 33.

Recentemente, a Ágora elevou os preços-alvo das ações da mineradora Vale (VALE3), bem como das siderúrgicas Usiminas e Gerdau , após enxergar uma grande desconexão nas expectativas.

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SSAB promove webinar para apresentar nova geração de chapas antidesgaste Hardox® 500 Tuf

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Brasil Mining - SP   17/03/2021

A SSAB, multinacional sueca líder mundial na fabricação de aços de alta resistência, promove o webinar gratuito “Hardox® 500 Tuf: a revolução em aços antidesgaste” no dia 25 de março às 10h. Conduzido por Leopoldo Torres, Gerente de Desenvolvimento Técnico da SSAB, exemplos e casos reais de aplicações do aço Hardox® 500 Tuf em diversas indústrias e seus benefícios ligados à redução de peso, maior vida útil e produtividade serão apresentados. Para participar, é necessário registrar-se nesse link: https://bit.ly/3bD5tZB..

Hardox® 500 Tuf é indicado para aplicação em qualquer peça sujeita ao desgaste extremo. O produto combina as melhores propriedades dos aços Hardox® 450 e 500 e o resultado é uma chapa antidesgaste de alta performance, sem concorrentes no mercado.

“Recém-chegado à família do aço de alta resistência Hardox® , o Hardox® 500 Tuf mostra todo o seu valor em aplicações de contêineres, caminhões basculantes e bandejas de mineração, caçambas de todos os tipos, equipamentos agrícolas e revestimentos”, avalia Leopoldo Torres da SSAB.

O encontro permanecerá gravado para aqueles que não puderem participar do webinar.

A SSAB é uma empresa nórdica de produção de aços com unidade produtiva também nos EUA. A SSAB oferece produtos de valor agregado e serviços desenvolvidos em estreita colaboração com os seus clientes para criar um mundo mais forte, mais leve e mais sustentável. Tem funcionários em mais de 50 países e conta com instalações de produção na Suécia, Finlândia e nos Estados Unidos. A SSAB está cotada na Bolsa de Valores Nórdica de Estocolmo, Nasdaq, e na Nasdaq em Helsinque. www.ssab.com.br.

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Gerdau quer vender menos aço e mais serviços – e investidores gostam disso

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 CNN Brasil   17/03/2021

A centenária indústria de aço brasileira faz intenso programa de desinvestimentos, sai dos mercados europeu e asiático e quer ser vista como uma empresa "tech"

André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo

16 de março de 2021 às 05:00 | Atualizado 16 de março de 2021 às 10:36

Poucas empresas podem comemorar bons resultados em meio ao ano de pandemia. Obviamente, saíram na frente aquelas ligadas ao setor de tecnologia, que se saiu bem nesse período de quarentena e pessoas em casa. Mas houve também algumas empresas da economia tradicional. Uma que tem o que comemorar, e até virou queridinha dos investidores, foi a siderúrgica Gerdau – que também quer ser vista como uma empresa de tecnologia, não só como uma indústria.

Os resultados que a empresa apresentou em 2020 foram bem acima do que era esperado por analistas. Pegando apenas os números referentes ao quarto trimestre, a Gerdau reportou um lucro de pouco mais de R$ 1 bilhão, 939% a mais do que o apresentado um ano antes, quando nem se falava em pandemia. Em todo o ano, o lucro foi de quase R$ 2,4 bilhões, fazendo com que a empresa praticamente dobrasse o ganho de um ano para o outro.

Alguns fatores ajudaram essa alta considerável no lucro da Gerdau. O primeiro deles foi a alta do preço do minério de ferro, que valorizou mais de 80% em 2020 e segue em viés de alta para este ano. Porém, para conseguir captar as partes boas desse novo momento de alta das commodities, a empresa vem colocando em prática um forte plano de reestruturação de suas operações.

Gustavo Werneck, CEO da Gerdau: "Nosso futuro está nas Américas"

Essa mudança foi acelerada há cerca de dois anos, quando o executivo Gustavo Werneck assumiu a cadeira de CEO da companhia brasileira. Foi a primeira vez que alguém de fora da família Gerdau passou a ser o timoneiro da empresa. Além disso, os aportes nas áreas de tecnologia e na criação de novos serviços passaram a ser praticamente uma regra dentro da siderúrgica.

“Nos últimos anos, resolvemos passar por uma transformação corajosa de desinvestir em diversos setores e mudar a cultura da companhia. Foi uma transformação cultural para deixar a Gerdau mais leve e ágil”, diz Werneck.

Foco nas Américas

Nos últimos anos, a empresa se desfez de diversos ativos, o que fez a companhia arrecadar R$ 7 bilhões. A ideia de ser uma empresa global ficou mais de lado. A Gerdau decidiu sair de mercados importantes, como Índia e Europa, além de se desfazer de segmentos que não faziam mais sentido, como a operação de vergalhões para construções nos Estados Unidos.

“Não queremos ter mais investimentos na Europa e na Ásia. O nosso futuro está nas Américas”, diz Werneck.

Uma nova Gerdau

O executivo sabe que o futuro da empresa não pode ser apenas o aço. Existe uma meta dentro da empresa de transformar boa parte dos negócios, a fim de se conectar com o novo momento do mundo.

O primeiro deles, claro, é ser uma empresa cada vez mais tecnológica. Não por acaso, a companhia começou a criar métricas em cima de dados. Em 2021, a meta é ser “data driven” – em outras palavras, todas as estratégias serão tomadas em cima dos números, desde a gestão da cadeia de suprimentos até a utilização da internet das coisas para monitorar todas as suas plantas.

Além disso, a empresa também lançou o programa Gerdau Next pensando na Gerdau do Futuro. Segundo Werneck, a meta da empresa é que 20% das receitas da Gerdau nos próximos dez anos virão de produtos ou serviços que sequer existem hoje. 

Um exemplo é a entrada da Gerdau na área de fundações sob medida para construção de prédios – chamada de G2Base. “Isso faz parte de uma meta da Gerdau de vender menos aço e mais serviço”, diz Werneck.

A companhia também faz parte do grupo Juntos Somos+, que é um programa de fidelidade feito em parceria com grandes indústrias do setor, como a Votorantim Cimentos e a Tigre. 

A ideia surgiu como uma forma de trazer soluções e benefícios para os comerciantes, que respondem por quase 70% das vendas de toda a construção civil. A entrada nesse grupo já potencializou as vendas da Gerdau: cerca de 10% de tudo o que é vendido pela empresa já é feito pela internet. 

ESG e diversidade

Werneck afirma que a empresa também está conectada com os novos momentos, em especial à importância de fomentar uma agenda de diversidade dentro de casa, além de garantir o cumprimento de compromissos ambientais, a tal da agenda ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança Corporativa). 

Uma das frentes que já estão sendo atacadas é a falta de mulheres na liderança da empresa, algo que é bem comum na indústria como um todo. Em um horizonte curto, Werneck diz esperar que a Gerdau tenha 25% de mulheres em posições de liderança, desde a diretoria até o chão de fábrica. 

Usina de Charqueadas da Gerdau

Usina de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, da Gerdau: empresa teve lucro acima do esperado pelo mercado em 2020

Um primeiro passo foi dado em novembro do ano passado. A engenheira Michele Robert foi anunciada como CEO da Gerdau Summit, subsidiária da companhia que surgiu com foco no fornecimento de peças para a geração de energia eólica.

Ela foi o principal exemplo da guinada da Gerdau nessa área – de 2019 para 2020, o percentual de mulheres em cargos de liderança subiu de 18% para 20,4%. Trata-se de um número considerável pensando na baixa penetração de mulheres no setor siderúrgico: 9%, segundo o Instituto Aço Brasil. 

Queridinha dos investidores

Nos últimos meses, a ação da Gerdau se tornou uma queridinha dos investidores. Não à toa, diversos bancos de investimento estão recomendando a compra dos papéis da companhia. Nos últimos 12 meses, os papéis preferenciais da empresa praticamente triplicaram de valor. 

Ajudou também o fato de os resultados da empresa terem vindo acima do esperado. A Gerdau ainda afirmou que vai investir bem mais do que o esperado em 2021: R$ 3,5 bilhões serão desembolsados neste ano. Ou seja, parte do que não foi investido em 2020 será aplicado neste ano.

E a empresa está capitalizada para isso. Seu endividamento também está bem controlado. No final de 2019, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estava em 1,67 vez, um patamar considerado ótimo por analistas. Em 2021, caiu ainda mais: 1,25. 

“Esperamos que a Gerdau se beneficie do forte ambiente de precificação do aço em todas as regiões, da sólida demanda demanda de aços longos no Brasil e das margens saudáveis continuadas nos EUA”, escreveram os analistas Thiago Lofiego e Luiza Mussi, da corretora Ágora.

Ajuda o fato de o pacote trilionário do presidente Joe Biden ter sido aprovado. Logo, um dos maiores mercados para a companhia deve ter uma forte recuperação econômica – especialistas enxergam que é possível que o PIB dos EUA tenha um salto de 7% em 2021.

De olho nisso, a corretora Mirae está comprada na Gerdau. “O novo presidente Biden deve priorizar investimentos em infraestrutura para gerar empregos”, escreveu o analista Pedro Galdi. Ou seja, mesmo querendo depender cada vez menos do aço, a Gerdau não pode desperdiçar a oportunidade de aumentar ainda mais o seu lucro –e agradar ainda mais os seus investidores. 

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ECONOMIA

BC decidirá sobre juros diante do 'pior dos mundos', diz Carlos Kawall

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Exame - SP   17/03/2021

O Banco Central ampliou as intervenções no câmbio para interromper o movimento unidirecional de alta do dólar, diz Carlos Kawall, diretor da Asa Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional.

Segundo ele, a autoridade monetária interpretou que o câmbio estava disfuncional, movimento que pode ter sido causado pela busca de proteção para as apostas na alta da bolsa.

“Claro que tem questões de fundamento, incerteza fiscal, mas o fato é que estava indo quase que numa trajetória solo frente aos outros emergentes e ele [BC] decidiu quebrar a dinâmica atuando de forma mais incisiva.”

O Banco Central mudou sua estratégia de atuação no câmbio na semana passada, após a moeda superar 5,80 reais, com a piora da percepção de risco sobre o país.

Desde então, o BC passou a fazer leilões de swap cambial e à vista mesmo quando o dólar registrava queda. A autoridade monetária vendeu o equivalente a 3,155 bilhões de dólares em três dias de atuação na semana passada.

O dólar acumulava alta de cerca de 12% no ano até o dia 9 de março, véspera da nova atuação do BC, no pior desempenho em uma cesta de 24 moedas emergentes. Em contrapartida, desde então o dólar caiu cerca de 3%.

Analistas enxergaram uma preocupação do BC com o nível elevado do câmbio, e não apenas com a volatilidade, como a autoridade monetária apontava até então. Além disso, o dólar alto também pressiona a inflação, com reflexos sobre a taxa de juros.

Kawall não acredita que o objetivo das intervenções esteja ligado à política monetária. Segundo ele, o Banco Central poderá dar explicações sobre a nova estratégia após passar o período de silêncio que antecede a decisão do Copom na quarta-feira, 17.
'Pior dos mundos'

Ele estima que o BC iniciará um ciclo de alta da Selic já nesta quarta-feira, 17, com elevação de 0,50 ponto percentual, para 2,5% ao ano, em decisão “bastante complexa”. Se por um lado a inflação subiu, bem como as expectativas para 2021, por outro o agravamento da pandemia de coronavírus prejudica a atividade.

“O BC está colhendo o pior dos mundos. Alta da inflação com sinais de arrefecimento da atividade que deve continuar no segundo trimestre.”

Kawall prevê que as próximas semanas serão turbulentas, com a piora da pandemia e a manutenção do prêmio de risco do país elevado.

Recentemente, o avanço do dólar foi puxado pela troca de comando da Petrobras feita pelo presidente Jair Bolsonaro e pelas incertezas fiscais.

Também pesou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-o elegível em 2022.

“Isso mostrou a ideia do medo de que o governo atual exacerbe a tentação populista frente à necessidade de se contrapor eleitoralmente ao Lula”, afirmou.

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Inflação atinge todas as faixas de renda em fevereiro, diz Ipea

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Agência Brasil - DF   17/03/2021

Todas as faixas de renda registraram alta da taxa de inflação em fevereiro. De acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado hoje (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as famílias de renda mais alta foram as mais atingidas no mês. A faixa de renda média saiu de 0,26% em janeiro para 0,98% em fevereiro. A inflação das famílias de renda média-alta subiu de 0,27% para 0,97% e nas de renda alta, cresceu de 0,29% para 0,98%.

Conforme o estudo, o grupo de transportes, impactado pela alta de 7,1% dos preços dos combustíveis, foi o segmento que mais contribuiu para a pressão inflacionária em todas as faixas de renda no mês de fevereiro.

Nas famílias mais pobres, os reajustes de 0,33% do ônibus urbano e de 0,56% do trem pesaram para a alta da inflação, além do preço dos combustíveis. Ainda entre os mais pobres, o grupo habitação contribuiu para a alta da inflação, ancorado pelos aumentos de 0,66% dos aluguéis, de 1,0% da taxa de água e esgoto e de 3,0% do botijão de gás.

A autora do estudo e pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea, Maria Andréia Lameiras, disse que o mês de fevereiro ficou dentro do que já era esperado de aceleração na margem causada pelos combustíveis. “A gente viu que ao longo dos primeiros meses do ano vem tendo aumentos recorrentes nos combustíveis, muito por conta da desvalorização do real. Essa aceleração de janeiro para fevereiro veio realmente em linha do que a gente estava imaginando”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Já as famílias de renda mais alta tiveram uma pressão maior do grupo educação, especialmente por causa do reajuste de 3,1% das mensalidades escolares. O estudo apontou ainda que o aumento das taxas para estas famílias foi atenuado pela desaceleração dos alimentos ocorrida em fevereiro. A queda de 3% do preço das passagens aéreas também representou um alívio inflacionário para as famílias mais ricas.

Conforme a pesquisadora, a aceleração maior para os mais ricos, também seguiu as expectativas não só porque fevereiro é o mês de reajuste das mensalidades escolares, mas porque o combustível pesa mais para essas famílias que têm carro próprio. “A mensalidade escolar também é algo que vai afetar a inflação dos mais ricos, porque são os que têm filhos em colégios particulares. Então, ela veio dentro das expectativas”, completou.

Segundo Maria Andréia, a desaceleração dos preços dos alimentos também era prevista, o que acabou por ajudar a reduzir a alta inflacionária em fevereiro. A pesquisadora afirmou que no ano passado a concessão do auxílio emergencial, apesar de necessário, acabou por ser um dos fatores da alta dos alimentos com o aumento do consumo. Nos dois primeiros meses de 2021, a falta do auxílio combinada à alta menor dos preços de commodities, como carnes, no mercado internacional, mesmo que ainda estejam elevados, representam pressão menor na inflação.

“A alta dos preços de alimentos no mercado internacional está mais contida e mesmo no doméstico não tendo o auxílio emergencial tem um fator a menos de pressão sobre esse preço. Vale ressaltar ainda que essa desaceleração dos alimentos poderia ser um pouco menor se não tivesse a pressão do câmbio, que mais alto em janeiro e especialmente fevereiro freou a desaceleração do preço dos alimentos”, observou.

A pesquisadora disse que o cenário para 2021 é que mesmo com a volta do auxílio emergencial a tendência é de desaceleração dos preços dos alimentos, com preços internacionais mais bem comportados e no mercado doméstico previsão de aumento de safra. “Não tem cenário de queda de alimentos em 2021, mas a gente vai ter uma alta muito menor do que a gente viu em 2020. O que pode frear ou não essa desaceleração é o câmbio. Se tiver um câmbio melhor, essa desaceleração tende a ser maior”, explicou.

Para os mais ricos, segundo a pesquisadora, o que pode pressionar é a inflação por conta dos serviços que devem acelerar com a vacinação e em consequência com o aumento da oferta. “A ideia é que a partir do meio do ano, quando a gente já tiver uma situação mais bem controlada, a reabertura dos serviços acabe a impactar um pouco mais o orçamento das famílias mais ricas, porque são as pessoas que usam os serviços”, afirmou, acrescentando que o reajuste dos planos de saúde que foram suspensos no ano passado também será um fator de impacto para essas famílias.
Comparação

Também em relação ao mesmo período do ano passado, todas as faixas de renda sofreram crescimento da inflação. Nessa comparação, as três faixas de renda mais baixas foram as que registraram as maiores altas inflacionárias, com taxas de variação avançando de 0,15%, 0,12% e 0,16%, em fevereiro de 2020, para 0,67%, 0,80% e 0,89%, em 2021, respectivamente. De acordo com o estudo, a alta menos expressiva dos alimentos e as quedas dos preços da energia e dos combustíveis explicam o aumento mais ameno em 2020 do que esse ano.

Já para os três segmentos de renda mais altas as taxas variaram de 0,25%, 0,35% e 0,42%, em fevereiro de 2020, para 0,98%, 0,97% e 0,98%, em 2021, respectivamente. A pressão inflacionária foi atenuada pelo comportamento menos intenso dos combustíveis em fevereiro de 2020.

A aceleração da inflação também atingiu todas as faixas de renda no acumulado de 12 meses, embora para as famílias mais pobres tenham se mantido taxas mais altas do que para as mais ricas. A inflação para as famílias que recebem menos de R$ 1.650,50 ficou em 6,75%, enquanto para as famílias com renda maior que R$16.509,66 alcançou 3,43%.

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IGP-10 acumula taxa de 31,16% em 12 meses, diz FGV

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Agência Brasil - DF   17/03/2021

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou inflação de 2,99% em março deste ano, taxa superior aos 2,97% de fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-10 acumula taxas de inflação de 7,47% no ano e de 31,16% em 12 meses.

Em março, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor, subiram 3,69%, taxa inferior aos 3,90% de fevereiro.

O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve inflação de 0,71% em março, ante o 0,35% de fevereiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,98% em fevereiro para 1,96% em março.

O IGP-10 é um índice de abrangência nacional calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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Economia do Brasil se descola do resto do mundo e coloca mais pressão no Banco Central

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O Estado de S.Paulo - SP   17/03/2021

Enquanto os economistas e o mercado se animam com as perspectivas de crescimento em 2021 da economia global - que deve ser impulsionada pela atividade nos Estados Unidos -, no Brasil, o movimento é inverso. Por aqui, os problemas de gestão na economia e na saúde, além dos constantes ruídos políticos, detonaram uma crise de confiança que ameaça o PIB e pressiona o Banco Central a elevar a taxa básica de juros, a Selic, na quarta-feira, 17. Nem a alta das commodities no mercado internacional, que tradicionalmente impulsiona o País, terá capacidade de salvar 2021, segundo economistas.

“A situação é muito complicada. A economia está voltando à recessão e, não obstante o desemprego e a baixa ocupação da capacidade instalada, a inflação está acima do centro da meta. E o ponto mais importante: estamos vendo uma combinação de inépcia, ignorância e irresponsabilidade na frente sanitária, o que deixa o Brasil muito fora do mundo”, diz o economista Eduardo Giannetti.

O cenário, que já não era animador no começo do ano, hoje é de deterioração completa: o real é uma das moedas que mais perderam valor no ano (atrás apenas das de Cuba e da Líbia, onde a desvalorização foi deliberada), a inflação no acumulado de 12 meses se aproxima do teto da meta e o PIB deve retroceder no segundo trimestre - há um risco também no primeiro trimestre.

Para o ano, o mercado estima um crescimento na economia entre 3% e 4%. Na prática, isso significa uma estagnação, dado que o carrego estatístico (quando a base de comparação - o resultado médio do PIB em 2020 - é baixa, mas o ponto de partida é elevado por conta da recuperação no último semestre do ano) é de 3,6%. O Itaú, por exemplo, projeta 3,8% - até semana passada, porém, estimava 4%. Para a economia global, o banco alterou, no mês passado, a projeção de 6,6% para 6,9%.

Na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, o episódio da Petrobrás foi o catalisador dessa crise de confiança que desestabilizou a economia. Ao anunciar que tiraria Roberto Castello Branco do comando da estatal, o presidente Jair Bolsonaro consolidou no mercado a impressão de que o governo não tem agenda. “Nos últimos dois anos, houve desconfiança, que crescia em alguns momentos. Ali (quando Bolsonaro anunciou a saída de Castello Branco), isso se consolidou”, diz Padovani.

Ao lado de uma pandemia descontrolada e do colapso do sistema de saúde, o episódio colaborou para que o câmbio descolasse ainda mais. Pelos fundamentos macroeconômicos do País e pela situação da economia internacional, o dólar deveria estar entre R$ 4,50 e R$ 5,00, segundo Padovani. Mas na segunda-feira, 15, fechou a R$ 5,64.

“Houve uma crise de confiança que bateu no câmbio, desancorou as expectativas e mudou a precificação do juro. O resultado é que o Banco Central deve ter de antecipar todo o plano (de elevar a Selic, para segurar a pressão inflacionária). Quando você olha para o mercado financeiro, tem um pessimismo gigante. Esse impacto de confiança bate no PIB”, diz Padovani.

O pessimismo com o Brasil é mais claro, de acordo com os analistas, quando se observa a relação entre o preço das commodities e o câmbio. Em situações normais, uma alta das commodities como a que vem ocorrendo faria a moeda do Brasil - importante produtor global de commodities agrícolas e minerais - se valorizar. “Essa questão cambial revela a falta de rumo, de perspectiva, de seriedade de orientação política”, acrescenta Giannetti.

Para Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), a situação econômica, política e sanitária do País é a de um “barril de pólvora”, e a fraqueza econômica, ao lado da inflação acelerada, coloca o Banco Central diante de uma decisão difícil. “Apesar de ser óbvia a elevação do juro, não é uma decisão fácil, porque o BC vê que a atividade está fraca e que a política monetária (com a alta da Selic) deixará de estimular a economia”, diz. Silvia acrescenta que o resultado será um equilíbrio econômico em um patamar “pior”, com menos crescimento.

A consultora econômica Zeina Latif, porém, destaca que a elevação da Selic - o mercado financeiro projeta uma alta de 0,5 ponto porcentual, de 2% para 2,5% ao ano - pode não ser suficiente para acalmar o mercado e segurar as pressões inflacionárias decorrentes, sobretudo, da desvalorização do real. “O câmbio está assim porque a economia não cresce, porque não tem vacina e porque não tem perspectiva de ajuste fiscal. Como se não bastasse, toda hora tem um evento novo, uma hora é a Petrobrás, outra é o presidente enfraquecendo a PEC Emergencial. O governo está sem rumo.”

Zeina acrescenta ainda que o fato de o ex-presidente Lula ter se tornado elegível - independente de a decisão estar correta ou não juridicamente - exacerba fraquezas do Judiciário. “Isso não sai barato para investidores. A visão do Brasil no exterior está muito abalada, e reputação é difícil de se reconquistar.”

A economista vê um risco de o Brasil entrar em um ciclo longo de estagflação. Giannetti destaca que o panorama pode ser ainda pior: de recessão com inflação.

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Novo ciclo de alta da Selic é resposta do BC à crise e impacta investimentos

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O Estado de S.Paulo - SP   17/03/2021

O mercado financeiro está atento à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece nesta terça e quarta (16 e 17). O órgão do BC vai deliberar sobre a Selic, taxa básica de juros, que baliza toda a economia. A tendência é que ocorra uma elevação na Selic, atualmente no menor patamar da história (2%). Ela deve subir algo entre 0,25% e 0,50% – a maior parte das apostas indica 0,50%. Se confirmado, esse movimento indica uma medida do BC frente a crise, com impacto direto nos investimentos e no câmbio.

É possível que essa alta, após sete meses sem alteração, indique o início de um movimento que pode durar até o fim do ano. Mas existem alguns pontos determinantes nesse campo, como a inflação, a atividades econômica e o câmbio. Caso a inflação volte a ficar abaixo do ponto médio ou baixo da meta, é possível que as altas da Selic estimadas para 2021 sejam amenizadas.

A economia e câmbio também deverão estar no Radar do BC. Caso a atual intensificação das medidas restritivas seja prolongada e traga efeitos mais severos na economia, é possível que a Selic não sofra mais reajustes consideráveis.

Já o câmbio, com a atual pressão do dólar no preço da gasolina e outros produtos básicos e essenciais, é um fator que também tende a pressionar o BC a elevar juros.

Se confirmado, será o primeiro movimento de alta na taxa básica de juros desde 2015. De lá para cá, a Selic saiu de um patamar de 14,25% para os atuais 2%. Essa expectativa de mudança tem sido observada por economistas desde o começo do ano passado, com alguns apostando em reajuste ainda no fim de 2020.

No entanto, com todo cenário da pandemia instalado, recessão e uma corrida por liquidez, além de uma alta ociosidade na economia, o BC preferiu manter as taxas nos menores níveis como uma forma de tentar amenizar os efeitos da recessão causada pela covid e por ver um IPCA em níveis ainda bastante controlados.

O BC passa uma mensagem de que está disposto a usar esta ferramenta (alta de juros) para controlar a inflação e o avanço do dólar. Cabe lembrar que o IPCA de fevereiro fechou em 0,86%, e os economistas já estão atualizando suas projeções apontando para um IPCA próximo de 5% este ano.

Esse tipo de política monetária é usada pelos bancos centrais de todo o mundo para proporcionar estabilidade econômica, controlar inflação e estimular a economia.

Em períodos de recessão ou baixo crescimento é comum que as autoridades monetárias busquem reduzir os juros na tentativa de aumentar o consumo e os investimentos através de uma maior concessão de crédito para pessoas físicas e empresas.

No curto prazo, para o investidor, o impacto mais imediato é no rendimento da poupança. Desde 2012, essa aplicação passou a apresentar uma rentabilidade igual a 70% da taxa Selic + TR. Logo, seu retorno está diretamente relacionado à oscilação desse indicador. Com os cortes constantes na taxa Selic, a poupança está rendendo atualmente cerca de 1,6% ao ano. É importante lembrar, no entanto, que esta é uma rentabilidade bem inferior à expectativa de inflação para este ano (que está na casa de 4,8%). Assim, mesmo com a melhora no rendimento, a poupança continua sendo uma opção menos rentável que outras opções acessíveis a pequenos investidores, como aplicações em renda fixa, fundos de investimentos, e renda variável (ações e FIIs). Para se ter uma melhor ideia, existem várias ações de empresas sólidas e defensivas que estão pagando, apenas em dividendos, mais de 7%. Fundos imobiliários, em alguns casos, podem chegar a mais de 10%.

Em relação ao câmbio, aumentos na Selic se traduzem na atratividade dos investimentos e maior entrada de dólares no país. Quando a taxa básica de juros e os investimentos de renda fixa brasileiros têm a rentabilidade reduzida, como tem sido o caso nos últimos anos, é comum haver um movimento de saída de recursos dessas modalidades e, inclusive, a saída de investidores estrangeiros.

Pelo fato do Brasil ser um país emergente, os investidores estrangeiros exigem taxas mais atrativas para aplicarem seus recursos aqui, justamente para remunerar melhor o risco e as incertezas fiscais do país.

Logo, em momentos que a Selic aumenta, existe uma tendência de termos uma maior entrada de dólares, apreciando então o real e reduzindo a cotação do dólar.

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MINERAÇÃO

Mineradora Anglo American vai investir até US$ 330 milhões no Brasil este ano

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O Estado de S.Paulo - SP   17/03/2021

A mineradora Anglo American vai investir entre US$ 300 milhões e US$ 330 milhões no Brasil em 2021, orçamento 60% superior ao do ano passado. Três quartos da cifra serão destinados à segurança, manutenção e aumento de produtividade do sistema de minério de ferro Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro (MG), principal projeto da empresa no País.

Após enfrentar uma série de reveses, o Minas-Rio teve em 2020 seu melhor desempenho financeiro e prevê alta de 4% na produção este ano, para 25 milhões de toneladas.

Impulsionado por uma combinação de aumento do preço médio do minério de ferro, maiores volumes de produção, desvalorização do real e custos menores, o Minas-Rio teve um incremento de 60% na geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que chegou a US$ 1,86 bilhão em 2020. O montante representa cerca de 20% do Ebitda global da Anglo, que destaca no balanço a importância da operação brasileira na redução dos impactos da pandemia de covid-19 em seus negócios.

"Foi o melhor resultado da história do projeto, que começou a produzir em 2014", disse ao Estadão/Broadcast o presidente da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn.

Adquirido da MMX em 2008, o Minas-Rio custou US$ 14 bilhões à Anglo American - equivalente ao maior investimento da história da Vale, o S11D -, entre o total pago a Eike Batista e a implantação do projeto.

O executivo admite que ainda há um caminho a trilhar até atingir o chamado "break even" (equilíbrio entre despesas e receitas) do projeto, o que dependerá da curva de preços. Ao analisar o cenário para o minério em 2021, Bruijn vê uma demanda ainda forte e poucos novos projetos entrando no mercado. Isso deve sustentar preços robustos, ao menos no primeiro semestre. Ele calcula uma faixa média de US$ 140 a US$ 170 por tonelada no ano. O minério da Anglo recebe ainda um prêmio pelo alto teor de ferro (67%).

O especialista José Carlos Martins, da Neelix Consulting, destaca a alta da margem do projeto de 50% para 62% em 2020 e avalia que, mantido o nível de preço do primeiro trimestre, 2021 pode ser ainda melhor. "Considerando que o Minas-Rio tem um produto de alta qualidade e alinhado com as tendências de menor emissão de carbono na siderurgia mundial, as perspectivas de mercado e de preço são excelentes", diz o ex-diretor executivo de Ferrosos da Vale.

O desempenho positivo em 2020 é um sinal importante para o Minas-Rio, que enfrenta obstáculos desde o início. A multinacional teve dificuldades no licenciamento ambiental e na negociação com donos de terras no acesso ao mineroduto de 529 quilômetros, o que levou a atrasos no cronograma e baixas contábeis. Em 2018, vazamentos no duto paralisaram as operações. A empresa enfrenta ainda questões com comunidades próximas à barragem do projeto e afirma estar investindo R$ 650 milhões para realocar 350 famílias.

Em meio aos percalços, a Anglo busca atingir a capacidade plena de produção de 26,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro no Minas-Rio. A marca era inicialmente prevista para 2016, mas o atual CEO diz que a Anglo dará prioridade à segurança operacional. Em outubro, foi concluído o alteamento da barragem do sistema, cuja licença de operação é esperada para abril.

A projeção de produção do projeto no ano é de 24 milhões a 26 milhões de toneladas, mais para o centro da faixa, calcula Bruijn. No futuro, a Anglo planeja elevar sua capacidade nominal a 30 milhões de toneladas.

A mineradora trabalha para elevar a produtividade da planta de beneficiamento do Minas-Rio, com uso da separação magnética. A tecnologia reaproveita finos de minério que antes seriam descartados com o rejeito da operação. A expectativa é que o processo esteja a pleno vapor a partir de 2022, o que pode elevar a produção em 1 milhão de toneladas por ano.

Na operação de níquel, a Anglo injetará US$ 80 milhões na planta de Barro Alto, em Goiás. O foco é a tecnologia "bulk ore sorting", que detecta o teor do minério ainda na mina, permitindo a separação e melhor blendagem (mistura de substâncias para a criação de produtos uniformes). Os primeiros resultados são esperados para a segunda metade de 2022. Hoje, a Anglo produz 43,5 mil toneladas anuais de ferro níquel em Barro Alto. A inovação promete um aumento de 5% a 6% na produtividade.

Embora as operações da Anglo American no País não tenham sido paralisadas pela covid-19, a situação atual "preocupa imensamente" pelos recordes em números de casos e mortes. Nas projeções de produção para 2021, a Anglo alerta para possíveis interrupções pela pandemia. No Brasil, 30% do efetivo trabalha de casa, mas os operários seguem in loco com protocolos de segurança e testagem.

Na entrevista ao Estadão/Broadcast, realizada antes de o presidente Jair Bolsonaro sancionar a lei que permite a compra de vacinas contra covid-19 por empresas, o CEO da Anglo disse que, caso a legislação permitisse, o grupo analisaria a aquisição de imunizantes. "A Anglo não quer furar fila e repudia quem faz isso. Se legalmente conseguirmos ajudar, gostaríamos de participar", disse.

Menos

Minério de ferro chega a subir mais de 5% na China após sequência de baixas

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BOL - SP   17/03/2021

Os futuros do minério de ferro de referência na China chegaram a subir mais de 5% nesta terça-feira, devolvendo perdas à medida que o mercado tentava reduzir o intervalo entre os preços spot e futuros, enquanto a retirada de um alerta de poluição no pólo siderúrgico de Tangshan também ajudou o sentimento dos investidores.

Os futuros mais negociados do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em maio, encerraram a sessão com alta de 3,9%, a 1.070 iuanes (164,69 dólares) por tonelada, depois de terem tocado 1.084 iuanes mais cedo no pregão.

Até segunda-feira, o contrato acumulava perdas de 12% desde 4 de março.

"A flutuação é normal após quedas, mas os fundamentos para o minério de ferro não mudaram", disse Tang Binghua, analista da CIFCO Futures em Pequim. Ele acrescentou que planos de cortes na produção de aço da China geram incertezas para o segundo semestre do ano.

Enquanto isso, a cidade de Tangshan retirou um alerta de segundo nível de poluição na tarde de segunda-feira. As restrições sobre a produção de siderúrgicas ainda não foram totalmente retiradas, disse Tang, mas ele espera que usinas já comecem a ter demanda por recomposição de estoques.

No aço, o contrato mais negociado na bolsa de Xangai recuou 0,5%, para 4.701 iuanes por tonelada.

Menos

Vale investirá US$2,3 bi em 4 plantas de filtragem entre 2020 e 2024

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BOL - SP   17/03/2021

A Vale iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de 2,3 bilhões de dólares entre 2020 e 2024.

Em comunicado, a mineradora afirmou nesta terça-feira que o início da operação reduz a necessidade de utilização de barragens de rejeitos e ainda permitirá uma melhora da qualidade média do portfólio de produtos da Vale com o uso do processamento a úmido no site.

"O início das operações de filtragem de rejeitos em Vargem Grande é mais um passo na estabilização de produção de minério de ferro e no caminho para o retorno da capacidade produtiva de 400 milhões de toneladas por ano no final de 2022", disse a Vale no comunicado.

A Vale reiterou que a adição de 4 milhões de toneladas por ano de capacidade em Vargem Grande ocorrerá a partir do terceiro trimestre de 2021 junto ao "start-up" da barragem Maravilhas III, que se encontra em fase final de construção e receberá apenas o rejeito ultrafino das usinas, equivalente a aproximadamente 30% do rejeito total gerado desta operação.

A companhia detalhou que, no processo de filtragem, a água presente nos rejeitos de minério de ferro é reduzida, permitindo que a maior parte do material seja empilhado em estado sólido, reduzindo-se, portanto, a dependência por barragens.

Ainda neste ano, a empresa planeja iniciar a operação de uma primeira planta de filtragem no Complexo de Itabira. Em 2022, estão previstas as operações da segunda planta de filtragem no Complexo Itabira e a primeira do site Brucutu.

As quatro plantas de filtragem de rejeito atenderão usinas de beneficiamento que totalizam uma capacidade de processar 64 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.

A companhia acelerou projetos que visam a redução do uso de barragens depois do rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), há pouco mais de dois anos.

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Máquinas e Equipamentos

Indústria europeia de equipamentos de construção mostra-se estável e resiliente em 2020

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   17/03/2021

As vendas no mercado europeu de equipamentos de construção caíram 6,4% em 2020. Esta queda aparentemente modesta se deve ao desempenho de equipamentos leves e compactos de alto volume, cujas vendas quase não foram afetadas, ficando em torno de -3%. Em contrapartida, máquinas de construção pesada sofreram queda de 19% nas vendas, resultando em um ano desafiador.

Na verdade, máquinas menos caras foram vendidas em níveis quase normais durante a pandemia, enquanto o investimento em equipamentos mais intensivos em capital sofreu com a incerteza econômica.

Esses números econômicos são o resultado de uma combinação de desaceleração cíclica prevista após anos de crescimento e uma desaceleração na atividade de negócios devido à pandemia de Covid.

Ao contrário dos anos anteriores, os negócios de equipamentos de terraplenagem, equipamentos rodoviários, equipamentos de concreto e guindastes de torre registraram padrões de mercado semelhantes, apesar do impacto de vendas mais fortes de equipamentos leves.

Apresentando o relatório à imprensa, o presidente do Committee for European Construction Equipment (CECE), Niklas Nillroth, destacou os aspectos positivos dos resultados do ano passado e os resultados esperados para este ano.

“Como todos sabemos, 2020 foi o mais inesperado e imprevisível dos últimos anos. Do ponto de vista econômico, representou um ano de rupturas com certezas e previsões se esfarelando. No entanto, como verão no nosso relatório, os setores da construção e industrial na Europa têm demonstrado grande resiliência e capacidade de recuperação rápida, limitando os prejuízos do primeiro semestre. O aumento previsível nas atividades de construção e infraestrutura do Plano de Recuperação Europeu representa outra razão para permanecer otimista no futuro próximo. ”

O ano de 2020 começou em linha com as expectativas, com uma queda de 5% do mercado no primeiro trimestre – uma desaceleração cíclica que havia sido antecipada. No entanto, no segundo trimestre, os bloqueios em toda a Europa começaram a cobrar seu preço e empurraram o mercado para 28% abaixo dos níveis do ano anterior.

A queda nas vendas no 2 trimestre também refletiu o impacto na comparação com o trimestre de 2019, quando foi realizada a feira da bauma, e o habitual aumento de curto prazo nas vendas.

Com o relaxamento das medidas de bloqueio no terceiro trimestre, as vendas atingiram níveis semelhantes aos de 2019 e permaneceram estáveis em relação ao ano anterior.

O último trimestre do ano viu a tão esperada melhora na demanda, e as vendas na Europa aumentaram 9%. Isso também refletiu o benefício dos negócios postergados na primeira metade do ano que se materializou no quarto trimestre.

De uma perspectiva geográfica, as vendas de mercado na maioria dos países refletiram o impacto da pandemia e dos bloqueios, mas houve algumas exceções. Mais notavelmente, o mercado italiano atingiu o mesmo nível de vendas de 2019, e o mercado turco se recuperou de sua quebra registrada 2019.

2021

Embora as perspectivas macroeconômicas de curto prazo permaneçam incertas, com riscos adicionais da disseminação de variantes da Covid, o clima de negócios na indústria de equipamentos europeia permanece positivo.

Após meses de melhoria, o índice do clima de negócios na pesquisa CECE’s Business Barometer é significativamente maior em março de 2021 do que no início da pandemia na primavera europeia de 2020.

Uma maioria significativa dos fabricantes espera que os negócios cresçam na primeira metade do ano, e o nível de satisfação com os negócios atuais também melhorou significativamente.

Além disso, a entrada de pedidos para fabricantes europeus tem crescido ano a ano desde dezembro de 2020 e as vendas no mercado europeu também estão em um claro caminho de crescimento. Isso é consistente com a melhoria nas vendas de equipamentos vista no quarto trimestre de 2020.

Uma previsão de 5% de crescimento no mercado europeu de equipamentos é uma avaliação realista das perspectivas para 2021. No entanto, em um contexto de incerteza contínua e altos níveis absolutos de vendas, mesmo um mercado estável em 2021 não seria uma decepção.

O mercado mundial também deve mostrar um crescimento moderado em 2021, mas a volatilidade do mercado chinês e sua influência significativa no resultado geral tornam difícil citar números confiáveis para os níveis gerais de crescimento global. No médio prazo, a indústria de equipamentos de construção enfrenta muitos riscos substanciais, aponta o relatório.

Um deles são as dívidas mais altas em muitos países que se tornarão um problema, pois os investimentos em infraestrutura pública serão prejudicados quando medidas de austeridade precisarem ser implementadas.

O relatório completo com figuras e gráficos detalhados pode ser visualizado e baixado no link: https://issuu.com/cece_europe/docs/cece_annual_economic_report_2021

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Índice de confiança das construtoras recua a 82 em março nos EUA

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Infomoney - SP   17/03/2021

O índice de confiança das construtoras nos Estados Unidos caiu de 84 em fevereiro para 82 em março, segundo dados publicados nesta terça-feira pela Associação Nacional de Construtoras de Moradias (NAHB, na sigla em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor do indicador, a 83.

Apesar do recuo, leituras acima de 50 indicam que mais construtoras veem as condições como boas, em vez de ruins.

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FERROVIÁRIO

Alexandre de Moraes suspende projeto da Ferrogrão e redução de floresta protegida no Pará

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O Estado de S.Paulo - SP   17/03/2021

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido de liminar do PSOL e decidiu na última segunda-feira, 15, suspender o projeto que prevê a construção da Ferrogrão, ferrovia prevista para ligar o Mato Grosso e o Pará e facilitar o escoamento do agronegócio.

A decisão do relator deverá ser levada ao plenário virtual do STF a partir de sexta-feira, 19, quando os demais ministros decidirão se a confirmam ou não. Em sua decisão, Moraes também suspendeu os efeitos da Lei 13.452/2017. Essa lei, que resultou de uma medida provisória de 2016 (MP 758) alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. A interpretação do ministro do STF é que o traçado da ferrovia cortaria a unidade de conservação federal, provocando danos ao meio ambiente - o que não deveria ser tratado por meio de uma medida provisória.

"No caso sob análise, considerada a aparente redução do patamar de proteção ambiental decorrente da exclusão de cerca de 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxin, bem como o fato de que a edição de medidas provisórias não satisfaz a exigência de lei em sentido formal para a alteração ou modificação de matéria que a Constituição Federal submeteu a regime mais rígido e estável, afigura-se necessário reconhecer a plausibilidade do risco de que a Medida Provisória (...) venha a produzir efeitos irreversíveis que, posteriormente, não poderiam ser alcançados por eventual declaração de inconstitucionalidade”, declarou Alexandre Moraes.

Ao Estadão, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, justificou que a área do projeto ferroviário segue ao lado do eixo da rodovia BR-163, a qual já foi excluída da área protegida e que, por isso, vai pedir que a decisão seja reavaliada. “Nós vamos apresentar argumentos com a Advocacia-Geral da União. Vamos apresentar nosso ponto de vista”, afirmou. “Estou tranquilo. Sabemos do compromisso que os ministros do STF têm com o meio ambiente. No entanto, vejo que temos bons argumentos para garantir a continuidade do projeto, que passará ainda pelo licenciamento ambiental. Portanto, não há razão de urgência em paralisar o processo.”

Na ação, o PSOL ressaltou a impossibilidade de se excluir terras de área de preservação ambiental por meio de medida provisória, que foi o instrumento usado para viabilizar a lei. Qualquer mudança do tipo tem que passar, antes, pelo Congresso, mas por meio de um projeto de lei, ou seja, sem o efeito imediato de MP e após discussão e votação pelo parlamento. Esse tema foi pacificado pelo STF em decisão de 2019.

O projeto da Ferrogrão prevê 933 quilômetros de trilhos, com investimento estimado em R$ 12 bilhões, ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA), nas margens do Rio Tapajós, no Pará. O governo já declarou que pretende fazer o leilão no fim deste ano. O edital está em análise no Tribunal de Contas da União.
Transparência

Indígenas dos povos Munduruku e Kayapó reivindicam transparência e direito de consulta prévia sobre o processo de concessão da Ferrogrão. O governo tem declarado que fará todas as consultas prévias a esses povos, incluindo no processo de licenciamento as condicionantes socioambientais que forem necessárias.

O Ministério da Infraestrutura sustenta que o traçado da ferrovia está previsto para passar em área próxima ao traçado da BR-163, a rodovia Cuiabá-Santarém, que já liga Mato Grosso e Pará e que corta a unidade de conservação do Jamanxim. Dessa forma, afirma o governo, a ferrovia seria construída numa área já desmatada, ao longo da estrada.

Segundo Tarcísio Gomes de Freitas, o eixo da Ferrogrão e o da BR-163/PA são coincidentes no parque. A faixa de domínio da BR-163/PA foi excluída do parque em 2006, quando houve a sua criação, e não por meio da MP que Alexandre Moraes suspendeu.

“A desafetação se deu para que o estudo fosse feito. No entanto, foi possível praticamente acomodar toda Ferrogrão na faixa de domínio, portanto fora do parque. Uma pequena interceptação ainda remanesce, mas pode ser adaptada perfeitamente no projeto de engenharia”, afirmou o ministro.

A MP de 2016, que reduziria a área da reserva do parque em 862 hectares, passou por alterações no Congresso. Parte das supressões foi vetada pelo então presidente Michel Temer. No fim, houve uma redução de 466 hectares, de uma área total de 862 mil hectares.

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NAVAL

Porto do Pecém movimentou mais de 3 milhões/t no bimestre de 2021

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Portal Fator Brasil - RJ   17/03/2021

No mês de fevereiro de 2021, o terminal portuário do Pecém registrou a movimentação de 1.664.168 toneladas (t), crescimento de 21,7% em comparação com as 1.367.393 toneladas movimentadas em janeiro desse ano. Na soma dos dois meses, o terminal cearense superou a marca de três milhões de toneladas.

Assim, a movimentação acumulada de 2021 (3.093.868 t) do terminal portuário cearense ficou 7% acima, em relação ao primeiro bimestre de 2020 (2.879.626 t). A média mensal de 2021 chegou a 1.546.934 toneladas, levemente superior a média de 1.508.397 toneladas por mês registrada em 2019 – ano de maior movimentação na história do Porto do Pecém.

Movimentação acumulada (Jan-Fev/2021) / Natureza da Carga: 1.634.751 t (53%) – Granel sólido | 759.100 t (25%) – Contêineres | 525.586 t (17%) – Carga solta | 174.431 t (6%) – Granel líquido. Total: 3.093.868 toneladas.

Desembarques — Destaque para os desembarques de cargas, que subiram 21%, de 1.928.073 toneladas em 2020 para 2.328.535 toneladas em 2021. Ou seja, mais cargas chegaram ao Brasil através do terminal localizado no litoral oeste do Ceará e que no dia 28 desse mês de março estará atingindo os 19 anos de operação.

Nos desembarques de longo curso (movimentação entre o Pecém e outros portos do mundo) os principais produtos movimentados foram combustíveis minerais (1.082.724 t), ferro fundido (97.419 t), adubos (6.373 t) e plásticos (1.855 t). Em relação aos embarques de longo curso, os destaques foram verificados nas movimentações de ferro fundido (98.782 t), frutas (51.300 t), sal (7.902 t) e preparações de produtos hortícolas (6.401 t).

Já a navegação de cabotagem (movimentação entre o Pecém e outros portos do Brasil) totalizou 1.698.011 t, o que representou um aumento de 27% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Nos desembarques de cabotagem os principais produtos movimentados foram minérios (722.678 t), ferro fundido (76.269 t), cereais (59.643 t) e plásticos (25.371 t). Já os embarques de cabotagem ficaram por conta das movimentações de ferro fundido (269.846 t), sal (72.001 t), produtos da indústria de moagem (27.803 t), alumínio (21.217 t), plásticos (16.706 t) e cereais (11.830 t).

“Os números mostram que o Porto do Pecém vem sinalizando um crescimento mesmo em plena pandemia. Esses dois primeiros meses de 2021 foram também positivamente impactados pela excelente safra de frutas que tivemos ao longo de 2020 e que foi encerrada nesse mês de março. Frutas frescas, principalmente melão, que foram embarcadas em contêineres refrigerados para a Europa. Dessa maneira, as nossas expectativas para 2021 são as melhores possíveis”, destaca Raul Viana, gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém (CIPP S/A).

A movimentação acumulada (janeiro e fevereiro de 2021) de contêineres registrou a marca de 64.169 TEU´s (37.666 unidades), crescimento de 19% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2020. A cabotagem respondeu por 56.016 TEU´s, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2020. No longo curso, o crescimento foi de 16%, de 7.007 TEU´s em 2020 para 8.153 TEU´s em 2021. Em toneladas, a movimentação de cargas conteinerizadas apresentou um crescimento de 4% ante o ano de 2020, totalizando 759.100 toneladas.

Série histórica do primeiro bimestre dos últimos quatro anos: 2021 – 3.093.868 toneladas | 2020 – 2.879.626 toneladas | 2019 – 2.584.235 toneladas | 2018 – 2.564.097 toneladas.

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PETROLÍFERO

Câmara conclui votação do Novo Marco do Gás e texto segue para sanção

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O Estado de S.Paulo - SP   17/03/2021

A Câmara concluiu na madrugada desta quarta-feira, 17, a votação do Novo Marco do Gás, aposta do governo para reduzir o preço do insumo, atrair investimentos, aumentar a competição e evitar monopólios. O texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Os deputados retomaram o texto aprovado pela Casa em setembro do ano passado e rejeitaram todas as alterações feitas pelo Senado em dezembro. A Câmara também não aprovou nenhum destaque apresentado na votação realizada entre a tarde de terça e esta madrugada. O texto-base foi aprovado em votação simbólica.

O projeto estabelece o regime de autorização para gasodutos. Desde 2009, o regime adotado é de concessão, mas nenhum gasoduto foi construído no período. Com a autorização, o processo é mais simples e cada empresa poderá construir, ampliar, operar e manter livremente as estruturas de transporte, por sua conta e risco.

O objetivo é aumentar o número de companhias atuantes no mercado de gás, rompendo assim o monopólio da Petrobrás. A ideia é que, com mais empresas competindo no mercado, o preço seja reduzido. O governo também vai incentivar os Estados a privatizarem suas empresas e atualizarem os marcos regulatórios próprios, já que a competência para legislar sobre distribuição de gás é dos governadores.

A queda de custo deve atingir os principais consumidores do gás natural - a indústria e o setor de energia termoelétrica. Mas a expectativa do governo é que essa redução seja repassada ao consumidor final.

O novo marco regulatório pode atrair investimentos entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões, com a produção de gás natural triplicando até 2030, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nesse contexto, a nova lei poderá abrir 4 milhões de novos postos de trabalhos em cinco anos e acrescentar 0,5 ponto porcentual de crescimento ao Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 10 anos.

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A grande aposta OPEP + parece estar rendendo fruto

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O Petróleo - SP   17/03/2021

Espera-se que as empresas de petróleo dos EUA focadas exclusivamente na área de xisto aumentem apenas marginalmente sua produção combinada este ano em comparação a 2020, de acordo com dados da Bloomberg Intelligence de empresas listadas – um sinal de que a OPEP + pode estar certa, pelo menos por agora, que o petróleo de $ 70 não desencadear um aumento maciço de produção dos Estados Unidos.

De acordo com dados da Bloomberg Intelligence, as maiores empresas de xisto dos EUA listadas que não produzem fora da América devem aumentar sua produção de 6,5 milhões de barris por dia (bpd) em 2020 para 7,2 milhões de bpd em 2021 – um aumento modesto em comparação com os dois anteriores ciclos de expansão e queda.

A maioria das firmas de xisto dos Estados Unidos continuam a prometer disciplina de capital estrita, embora os preços do petróleo tenham subido este ano e o WTI Crude esteja sendo negociado atualmente a mais de $ 65 por barril. As principais empresas listadas prometem que qualquer fluxo de caixa excedente irá para pagamentos adicionais aos acionistas, que viram anos de retornos escassos enquanto a área de xisto perseguia os recordes de perfuração e produção.

No entanto, as empresas petrolíferas privadas menores estão se beneficiando dos preços mais altos do petróleo, pois sua principal forma de geração de caixa é o aumento da produção. Isso poderia estragar a política de gestão do petróleo do grupo OPEP + novamente.

Os planos de perfuradores de xisto menores permanecem “uma questão em aberto”, disse Michael Tran, diretor-gerente de Estratégia de Energia Global da RBC Capital Markets, à Bloomberg.

Os preços atuais do petróleo estão altos o suficiente para justificar o aumento da atividade de xisto nos EUA no segundo semestre do ano se os preços se mantiverem em torno desses níveis, disse o JP Morgan na semana passada.

“A preços atuais, a maioria dos operadores onshore dos EUA são econômicos, deixando um vasto grupo de operadores, de grandes empresas públicas a participantes privados, em boa posição para aumentar a atividade no 2S21 e construir um impulso sólido para volumes maiores em 2022,” analistas do JP Morgan disse em uma nota semanal publicada pela Reuters .

O EIA ainda vê a produção de petróleo bruto dos EUA este ano ligeiramente abaixo do ano passado, em 11,1 milhões de bpd em 2021 em comparação com 11,3 milhões de bpd em 2020. No entanto, em seu último Short-Term Energy Outlook publicado na semana passada, a EIA espera produção dos EUA em 2022 em 12,0 milhões de bpd, um aumento de 500.000 bpd em comparação com a previsão da STEO de fevereiro devido aos preços mais elevados do petróleo bruto.

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