ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

16 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

Consumo de energia cresce nos setores de mineração e siderurgia

Ler Notícia

Brasil Mining - SP   16/02/2021

De acordo com levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, em janeiro deste ano, os maiores aumentos no consumo de energia elétrica foram identificados em setores considerados eletrointensivos. A indústria de extração de minerais metálicos aumentou seu consumo 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado, seguida pelo segmento têxtil (12,1%), de minerais não-metálicos (10,6%) e metalurgia e produtos de metal (6,9%). O crescimento ganha maior destaque ainda quando se considera que, em janeiro de 2020, não havia no país grande preocupação com a COVID-19 e seus impactos.

Na outra margem do ranking, o setor de serviços teve queda de 9,6%. No transporte, o volume consumido de energia recuou 6,8%. A CCEE avalia que, considerando o período de férias escolares, estes setores permanecem especialmente afetados pela lenta recuperação da pandemia. Apresentaram queda também os ramos de comércio (-4,4%), telecomunicações (-2,9%) e alimentícios (-2,8%).

Menos

Produção de aço na América Latina tem queda de 8,4% em 2020

Ler Notícia

Brasil Mining - SP   16/02/2021

A produção de aço bruto na América Latina em 2020 foi de 55,6 milhões de toneladas (Mt), o que representa uma queda de 8,4%, em relação ao total de 2019. Semelhante ao resultado mundial, que registrou, sem contar a China, redução de 7,7% com 822 Mt.

Já a indústria siderúrgica chinesa registrou uma produção de 1.053 Mt, equivalente a um crescimento de 5,2%.
Na América Latina, o Chile foi o país com melhor desempenho com 1,2 Mt e um aumento de 2,1%; no outro extremo está o Peru, com queda de 40,6% e 732 mil toneladas.

A produção total de laminados caiu 9,7%, atingindo 46,3 Mt, semelhante à produção de 2003 e longe da melhor cifra de 2013, de 57,5 Mt. As principais economias da região tiveram queda na produção de laminados. Na Argentina, a queda foi de  -18,8% (total de 3,5 Mt para 2020), no México, houve uma queda de -1,7 Mt (-9,9% e volume de 15,8 Mt) e o Brasil fechou com -3,7% (21,7 Mt).

O consumo de aço, por sua vez, reflete a melhora da economia regional, registrando um aumento de 6% em novembro de 2020, em relação ao mesmo mês do ano passado em 5,5 Mt e sem ter registrado um mês desta magnitude desde outubro de 2019. Estima-se que esse desempenho pode ser mantido durante o primeiro trimestre de 2021. Em novembro de 2020, a participação das importações no consumo caiu e a expectativa é de que o consumo regional volte a crescer com o déficit comercial controlado. Em novembro, o saldo comercial acumulado registrou déficit 13,5% inferior aos 11 primeiros meses de 2019 (-12,4 mil t).

A Associação Latino-Americana de Siderurgia (Alacero) deseja adiantar alguns resultados de uma nova investigação realizada pelo Prof. Dr. Germano Mendes de Paula, que será divulgada em curto prazo, na qual os riscos de diferenças competitivas na Argentina, Brasil, Colômbia e México com países asiáticos como Coréia do Sul, Índia, Vietnã e principalmente China, e o risco que isso representa para a cadeia de valor da metalurgia da indústria do aço na América Latina. O estudo intitulado “Assimetrias Competitivas, Desindustrialização, Cadeia e Siderurgia” mostra como essas diferenças nas variáveis de competitividade como tributação, educação, logística e financiamento estão minando o futuro da siderurgia na região.

Nesse contexto de grandes assimetrias competitivas, a defesa da cadeia da metalurgia e da siderurgia na América Latina é fundamental para a manutenção de atividades com alto grau de vinculação e geração de empregos de qualidade.

“Em 2019, de acordo com a informação disponibilizada no referido estudo sobre o impacto das importações diretas e indiretas de aço da China, a continuação da perda de empregos na cadeia metalúrgica latino-americana decorrente da desindustrialização é uma questão que devemos considerar crítica. Alacero defende o fortalecimento da recuperação econômica promovendo o investimento privado e estrangeiro, reduzindo o custo do país em aspectos como impostos e logística, estimulando a infraestrutura e fortalecendo a cadeia de valor metal-mecânica, o que deve reduzir as assimetrias competitivas existentes “, disse. Francisco Leal , Diretor Geral da Alacero.

Menos

ECONOMIA

Recuperação da indústria é disseminada

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   16/02/2021

A recuperação da produção industrial disseminou-se para a grande maioria das regiões. Em dezembro, na comparação com novembro, a produção cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No País, o aumento foi de 0,9% entre um mês e outro. Na comparação com dezembro de 2019, a indústria cresceu 8,2%, com aumento em 13 dos 15 locais pesquisados.

O resultado, segundo o IBGE, mostra a ampliação do movimento de retorno gradual das unidades produtivas ao ritmo normal de atividade, depois das restrições que enfrentaram por causa das medidas de combate à pandemia de covid-19.

De novembro para dezembro de 2020, o crescimento da produção foi mais intenso no Espírito Santo (aumento de 5,4%) e no Ceará (4,7%). A produção industrial em São Paulo aumentou 3,4% nessa comparação.

No fim do ano passado, a produção industrial brasileira já havia superado em 3,4% o resultado apresentado em fevereiro de 2020, antes, portanto, de a pandemia começar a afetar duramente a vida da população e a atividade econômica. Há alguma aceleração na recuperação, pois em novembro o aumento sobre fevereiro fora de 2,6%.

São Paulo registrou em dezembro aumento de 10,2% sobre fevereiro. Outros Estados tiveram desempenho mais expressivo, como o Ceará (aumento de 13,2%), Santa Catarina (12,2%) e Amazonas (11%). Mas São Paulo teve grande influência na recuperação, pois abriga o principal parque industrial do País.

Ainda não se pode falar em recuperação plena. Como observou o gerente da pesquisa do IBGE, Bernardo Almeida, o resultado de dezembro teve a contribuição do calendário. O mês teve um dia útil mais que novembro.

Além disso, nas comparações por períodos mais longos os resultados continuam negativos. No total acumulado de 2020, a produção industrial do País foi 4,5% menor do que a de 2019.

Nessa comparação, a produção do Estado de São Paulo encolheu 5,7%. Espírito Santo, com redução de 13,9%, e Ceará, com queda de 6,1%, apresentaram resultado pior do que São Paulo. Alguns Estados conseguiram ver sua produção industrial crescer no ano da pandemia, como Pernambuco (3,7%), Rio de Janeiro (0,2%) e Goiás (0,1%).

Menos

Enfim, emancipação do BC

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   16/02/2021

O Brasil fica mais moderno, mais organizado e um pouco menos sujeito ao populismo com a aprovação da autonomia do Banco Central (BC), assunto discutido há décadas. Conter a inflação continuará sendo sua missão principal, a mais importante para o bem-estar das famílias e para o bom funcionamento da economia. Será menor o risco de palpites e interferências políticas nas decisões sobre juros e condições de crédito. Com mandatos de quatro anos, os diretores só serão demissíveis em condições definidas na lei. Além disso, seus mandatos nunca serão coincidentes com o do presidente da República. Dito isso, é preciso reconhecer um detalhe prosaico e certamente positivo: na prática, a política monetária já vem sendo conduzida de forma autônoma, há anos, e seus critérios e prioridades devem ser mantidos, talvez para surpresa de muitos parlamentares e escândalo de outros.

Defender o poder de compra da moeda e garantir um sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo sempre foi missão do BC, definida na Lei 4.595, de dezembro de 1964. Mas outros objetivos foram normalmente considerados na elaboração da política monetária. Ao mexer nos juros, nas condições do crédito e, de modo geral, na criação de moeda, os formuladores sempre levaram em conta os efeitos de suas decisões na atividade econômica e no emprego. Sempre avaliaram, portanto, o custo econômico e social de cada ação destinada a estabilizar os preços.

Não há nada surpreendente nesse procedimento. Comparar benefícios e custos de cada medida é mero exercício de racionalidade. Más decisões, muito frouxas ou muito severas, podem ter sido tomadas, no Brasil e em quaisquer outros países, mas isso é parte da vida normal. De qualquer forma, nenhum diretor de banco central é um robô programado para decidir com base em apenas um objetivo.

A política do BC tem sido conduzida, no Brasil, de forma bastante aberta. As decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) são informadas e explicadas, em seus aspectos essenciais, logo depois de toda reunião deliberativa. Uma ata com mais detalhes é divulgada na semana seguinte. Se lessem esses documentos, ou pelo menos o noticiário neles baseado, parlamentares teriam produzido um debate mais informado e mais inteligente durante a tramitação do projeto recém-aprovado. Se entendessem um pouco mais do assunto, ou se procurassem ajuda de pessoas competentes, teriam dito menos tolices e proposto, talvez, emendas mais úteis.

Sem surpresa, portanto, prevaleceu a ideia, defendida há muitos anos por alguns parlamentares, de incluir a atenção ao pleno-emprego entre as funções do BC, ampliando seu mandato legal. Com a explicitação desse ponto, copiou-se a legislação dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) foi criado em 1913 com o mandato de “promover com eficiência os objetivos de máximo emprego, preços estáveis e juros de longo prazo moderados”.

Na prática, passou-se a procurar o máximo emprego compatível com preços estáveis, sendo estes, portanto, a referência principal. Essa é a política básica seguida até hoje, apesar das diferenças entre dirigentes mais propensos ao aperto ou ao afrouxamento monetário. Vários políticos brasileiros entusiasmados com o modelo do Fed parecem jamais haver entendido esses detalhes.

De toda forma, a lei recém-aprovada inclui a atenção à atividade econômica e ao pleno-emprego no mandato do BC, mas em posição secundária. Há nesse detalhe uma aparência de bom senso, mas a política de crescimento envolve muito mais que juros baixos e crédito amplo. Além disso, a inovação legal, embora nada acrescente aos critérios normalmente seguidos pelo BC, pode estimular pressões injustificadas e geradoras de insegurança econômica e financeira. Parte dos congressistas defende a subordinação da política monetária ao Executivo. A última experiência desse tipo, entre 2011 e 2013, resultou em forte aumento da inflação e em desmoralização do BC. O conserto foi demorado e custoso. Melhor é evitar experiências desse tipo.

Menos

Rabobank projeta IPCA de 2021 a 3,7% e vê mais chance de BC subir juros em março

Ler Notícia

IstoÉ Online - SP   16/02/2021

O Rabobank elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 de 3,5% para 3,7%. O grupo financeiro holandês vê aumento de chance de o Banco Central (BC) elevar os juros em março, principalmente se um novo programa de auxílio emergencial, na casa dos R$ 30 bilhões, for aprovado no Congresso.

“Se a projeção de IPCA mais elevada já adiciona viés para o Copom antecipar o processo de elevação da taxa Selic de maio para março, a eventual confirmação de um novo pacote de auxílio acrescenta viés à alta da reunião de março”, escrevem os estrategistas do Rabobank Maurício Une e Gabriel Santos.

Em relatório nesta segunda-feira, 15, os economistas afirmam que vão esperar a decisão sobre o auxílio para avaliar a mudança da projeção para os juros no Brasil. Há chance de aumento de até 0,50 ponto porcentual no mês que vem, a depender do benefício, das vacinas e da inflação.

O Rabobank espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 3% em 2021. O primeiro trimestre deve vir com atividade enfraquecida, como já apontam indicadores antecedentes e os dados fracos de dezembro, como o das vendas no varejo. Os economistas observam que esta projeção está condicionada ao avanço da vacinação, à manutenção do teto de gastos e ao progresso das reformas no Congresso.

Apesar da incerteza sobre a situação fiscal e sobre a pandemia, o Rabobank manteve as projeções para o dólar, a R$ 5,05 ao final de 2021 e a R$ 4,95 ao final de 2022. A continuidade dos fluxos de capital para mercados emergentes, que vem ocorrendo desde novembro, no pós-eleição dos Estados Unidos, deve dar certo alívio ao câmbio no Brasil pela frente.

Menos

A grande estratégia chinesa

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   16/02/2021

Alavancada pelo desempenho econômico mais extraordinário da história recente e provocada pelas tensões comerciais com os EUA, as demandas pelo desenvolvimento social da população e a pandemia, a China está acelerando sua grande estratégia de evolução interna e externa, política e econômica. Esta estratégia foi tema de um seminário promovido pelo Centro Empresarial Brasil-China com o historiador Jonathan Fenby.

“Duas facetas da estratégia chinesa são projetadas para se encaixar: o desenvolvimento econômico e o controle político em casa e fora”, resumiu Fenby. A China deve consolidar seu papel como economia que mais cresce – 5% em média pelos próximos 15 anos –, mas com a crescente ambição de influenciar a política externa e fortalecer o domínio do Partido Comunista na política interna.

Os pilares econômicos vêm sendo consolidados nos oito anos em que Xi Jinping está no poder: “Fortalecer a economia doméstica; impulsionar o consumo; encorajar tecnologias avançadas; remodelar as cadeias de valor; e reduzir os riscos gerados pelo padrão do crescimento do passado”. Já no exterior, “a China promoverá seus interesses tanto regionalmente quanto globalmente, buscando mais voz em organizações internacionais”.

Esta estratégia será implementada em um novo contexto: a cooperação com o Ocidente e o Japão, que marcou a trajetória da China desde os anos 70, foi em parte substituída pela rivalidade, por sua vez amplificada durante a administração de Donald Trump, em atritos que tocam a economia, a política, a sociedade e a tecnologia. Com Joe Biden, pode-se esperar mudanças de estilo – “com uma agenda mais coesa e, sobretudo, com mais consultas a seus aliados” –, mas não de orientação.

A comparação com a guerra fria é tentadora, mas tende mais a eludir do que a esclarecer. “A área de cooperação entre EUA e China é bem maior do que os pontos de desacordo.” De resto, a China é um adversário muito mais poderoso do que a URSS, com um mercado e uma tecnologia mais dinâmicos, um governo mais competente e uma economia mais integrada internacionalmente. A maioria dos países deseja manter boas relações tanto com os EUA como com a China.

Como parte de sua estratégia, a China deve facilitar o acesso ao mercado para empresas estrangeiras. Além de projetar uma “Nova Rota da Seda”, o país fechou no fim de 2020 um acordo de investimentos com a União Europeia e um acordo comercial com 14 países da Ásia-Pacífico. O mercado chinês desperta cada dia mais o apetite de empresas americanas e precisará reassegurar uma cadeia estável de fornecimento de commodities – algumas particularmente importantes para o Brasil, como o ferro, a soja e outros produtos agrícolas. Assim, China e EUA, bem como as demais democracias liberais, “têm muito a perder engajando-se em uma guerra fria”, afirmou Fenby.

As possibilidades de transações econômicas e de cooperação geopolítica – notadamente no combate às mudanças climáticas ou à pandemia – são promissoras. Contudo, se o seminário com Fenby, tendo sido pautado por um centro empresarial, pode ser escusado por não abordar questões políticas prementes – como as violências praticadas pelo Partido Comunista contra Hong Kong ou os muçulmanos de Xinjiang; seu desprezo pelos direitos humanos e acordos internacionais; ou as ameaças a Taiwan e aos países do Mar do Sul –, as lideranças políticas democráticas não podem se dar o direito de ignorá-las.

Ante o despotismo chinês, as democracias liberais têm muito o que discutir em termos de coalizões internacionais. Mas, até para que sejam efetivas, há muito trabalho interno a fazer. Isso implica revigorar suas economias, proteger sua autonomia tecnológica e impulsionar sua produção científica. Mas, mais importante, antes de considerar qualquer estratégia de contenção direta, o mundo democrático precisará revitalizar convincentemente suas instituições liberais e focar em valores humanos fundamentais para confrontar o despotismo “pelo poder do seu exemplo”, como disse Joe Biden, “e não pelo exemplo do seu poder”.

Menos

China destrona EUA como primeiro parceiro comercial da UE

Ler Notícia

IstoÉ Online - SP   16/02/2021

A China se tornou o primeiro parceiro comercial da União Europeia (UE) pela primeira vez em 2020, ultrapassando os Estados Unidos, graças à rápida recuperação de sua economia menos afetada pela pandemia de covid-19 do que a de seus parceiros ocidentais.

No ano passado, o comércio da UE com a China totalizou US$ 586 bilhões (somando exportações e importações), ante US$ 555 bilhões dos Estados Unidos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo instituto europeu de estatísticas.

“Durante o ano de 2020, a China foi o principal parceiro comercial da UE”, disse o Eurostat em um comunicado.

Se a UE já era o primeiro parceiro comercial da China desde 2004 – na época ultrapassou o Japão -, é a primeira vez que o inverso é verdadeiro, ou seja, a China destrona os Estados Unidos vis-à-vis a Europa.

Segundo o Eurostat, este resultado deve-se ao aumento das importações europeias da China (+ 5,6% em 2020 com relação a 2019) e das exportações europeias para a China (+ 2,2%).

Ao mesmo tempo, o comércio com os Estados Unidos registrou queda significativa tanto nas importações (-13,2%) quanto nas exportações (-8,2%).

Depois de sofrer com a epidemia da covid-19 durante o primeiro trimestre, a economia chinesa se recuperou vigorosamente e o consumo superou no final do ano seu nível de um ano atrás, impulsionando as vendas europeias, em particular de automóveis e produtos de luxo.

As exportações da China para a Europa se beneficiaram de uma forte demanda por equipamentos médicos e produtos eletrônicos.

Neste contexto, a UE viu seu déficit comercial aumentar com a China. Ele passou de -164,7 bilhões de euros em 2019 para -181 bilhões no ano passado. Ao mesmo tempo, o superávit com os Estados Unidos manteve-se estável em torno de 151 bilhões de euros.

O Reino Unido, que deixou de fazer parte da União Europeia, é agora o seu terceiro maior parceiro comercial, atrás da China e dos Estados Unidos.

No entanto, as exportações europeias para aquele país caíram 13,2% no ano passado e as importações, 13,9%.

No total, a União Europeia registou em 2020 um superávit comercial em forte crescimento em relação ao resto do mundo, para 217,3 bilhões de euros, contra 191,5 bilhões em 2019.

O número é ainda mais elevado para os 19 países da zona do euro: superávit de 234,5 bilhões de euros no ano passado, contra 221 bilhões no ano anterior.

Menos

MINERAÇÃO

As lacunas do acordo da Vale em Brumadinho

Ler Notícia

BOL - SP   16/02/2021

As lacunas do acordo da Vale em Brumadinho - Pacto sigiloso entre mineradora, governo de Minas e Justiça é criticado por ter sido selado antes mesmo de os impactos do rompimento da barragem serem completamente mapeados. Muitos atingidos se sentem deixados de lado.Celebrado como um pacto histórico que colocaria fim a uma longa batalha na Justiça, o acordo assinado no início de fevereiro entre Vale, governo estadual e instituições de Justiça, após dois anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, gerou dúvidas e indignação entre os atingidos.

O acordo foi negociado em sigilo entre a mineradora e o governo estadual de Romeu Zema, com mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O documento, de 130 páginas, estipula uma indenização de 37,7 bilhões de reais para atenuar os impactos da tragédia, quase R$ 20 bilhões abaixo do que havia sido pedido inicialmente pelo estado.

Com acordo assinado, porém, algumas ações judiciais voltada para a reparação de todos os danos causados pela Vale ao meio ambiente e às comunidades foram extintas.

O problema, apontam fontes ouvidas pela DW Brasil, é que o pacto não abrange todos os pontos que esses processos, agora sem validade, pediam. O documento entre Vale e órgãos públicos foi finalizado antes mesmo de os impactos do rompimento serem completamente mapeados.

Sem estimativa total dos danos

"Avaliamos que o acordo não contemplou as ações de reparação dos danos socioambientais, principalmente, ao considerar que não foram ainda concluídos os estudos”, avalia a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social, Aedas, consultada pela DW Brasil.

"Do ponto de vista processual, o referido acordo possibilita a responsabilização jurídica e a satisfação de parte das pretensões discutidas nas ações judiciais, naquilo que concerne aos danos coletivos e difusos. Nesse sentido, o acordo não contempla os danos individuais, os danos desconhecidos ou supervenientes e as condutas passíveis de responsabilização jurídico-penal”, diz a Coordenação e Acompanhamento Metodológico e Finalístico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, por meio de sua assessoria jurídica.

Parte do levantamento dos danos estava sendo feito pelo Instituto Guaicuy, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A entidade, escolhida pelo Ministério Público estadual para fazer esse diagnóstico junto aos atingidos por sua capacidade técnica e científica, integra o time das chamadas assessorias técnicas independentes, contratadas para diagnosticar todos os impactos socioambientais em tipos, extensão e formas adequadas de reparação.

O objetivo do relatório é descrever toda a relação de perdas e danos que podem receber indenização, com sua respectiva valoração, ou seja, o seu valor. Esse levantamento é feito de acordo com a percepção das pessoas atingidas - e não da empresa que causou toda a tragédia, no caso, a Vale.

"Esse documento é muito importante, pois ele vai guiar a reparação integral em todo seu processo”, explica o instituto sobre a complexidade do trabalho. Agora, após o acordo entre Vale, estado e instituições de Justiça ter sido fechado, ainda não está claro se esse relatório, chamado de matriz de danos, terá algum efeito prático.

Segundo o cronograma do instituto, o levantamento dos impactos, iniciado oficialmente em 2020, seria concluído em fevereiro de 2022.

Agonia da espera

Mesmo após dois anos da tragédia, há ainda comunidades que brigam para serem reconhecidas como atingidas pelo desastre em Brumadinho.

"O pessoal que vivia da pesca ficou sem seu principal meio de sobrevivência, os que viviam do lazer e do turismo também. A população começou a sofrer vários outros problemas em relação à saúde. Não temos segurança em relação à água”, afirma Maria Helena em depoimento ao Instituto Guaicuy. Ela vive em Cachoeira do Choro, no município mineiro de Curvelo, que não recebeu nenhum tipo de auxílio da mineradora até agora.

A estimativa inicial das assessorias técnicas é que mais 240 mil pessoas em 26 cidades ao longo da bacia do rio Paraopeba tenham sido afetadas pelo colapso da barragem da Vale. Naquele 25 de janeiro de 2019, o desmoronamento da estrutura flagrado por câmeras provocou a morte de 270 pessoas, destruiu casas, áreas de floresta, poluiu a água e alterou o modo de vida de comunidades. Famílias ainda aguardam a localização de onze vítimas que sumiram com a lama.

"Jogada política e de negócios”

Maria Teresa Corujo, do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, diz estar chocada com os termos do acordo. Ela foi a única conselheira a se opor à ampliação da barragem da mina Córrego do Feijão numa votação polêmica, em 2018, com membros da Câmara de Atividades Minerárias e Conselho Estadual de Política Ambiental. Meses depois, a estrutura em questão romperia.

"Pra ela, a Vale, o acordo é ótimo porque a assembleia dos acionistas é em abril. O que ela vai dizer para o mercado e para o mundo é que está tudo resolvido”, avalia Corujo, lembrando a participação dos Ministérios Públicos (MP) federal e estadual e Defensoria Pública de Minas Gerais nas tratativas secretas.

Em novembro último, funções-chave no MP de Minas, que encabeçava muitas ações judiciais, foram trocadas. A nova coordenação seguiu as negociações sob sigilo até o acordo ser anunciado, em 4 de fevereiro último.

Procurado para comentar o caso, o MP estadual não respondeu as perguntas enviadas por e-mail até o fechamento dessa reportagem.

"É um acordo imoral na opinião de 99% dos atingidos”, opina Camila Leal, advogada e membro da Comissão de Atingidos de Casa Branca. "Foi viciado desde o início. Não consultaram as partes atingidas. Quem se beneficiou foi o estado e a Vale, que tem a governança de várias partes do processo de reparação”.

Para Andrea Zhouri, professora da UFMG e coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta), trata-se de uma "jogada política e de negócios”, com objetivo maior do que de fato "resolver problema de reparação das vítimas do desastre”.

"O orçamento do estado de Minas é precário. Romeu Zema viu no desastre a possibilidade de fazer uma política de apelo eleitoral por meio das obras”, opina Zhouri em entrevista à DW.

Rodoanel por cima de áreas de conservação

Segundo o acordo, parte do dinheiro da indenização será usada na construção de metrô e de um rodoanel na regia?o metropolitana de Belo Horizonte.

"Certamente, as ações civis públicas que foram extintas não previam a construção de um rodoanel como forma de compensar e reparar o desastre. O que ele tem a ver com o território impactado de Brumadinho?”, questiona Corujo.

O projeto é antigo e vinha sendo bloqueado porque, dentro outros motivos, corta duas unidades de conservação ambiental: Parque Estadual da Serra do Rola Moça e Serra da Calçada - além de comunidades históricas. Por outro lado, a zona que receberá o rodoanel tem uma grande concentração de mineradoras, inclusive a Vale.

"Essa obra é, de quebra, algo pleiteado pelas mineradoras, que precisam escoar seus produtos. A Vale também lucra com esse acordo porque não vai precisar gastar para construir infraestrutura para escoar o minério dela”, critica Zhouri.

Conselheiros do parque estadual tentam agora estudar traçados alternativos. "O rodoanel vai destruir praticamente toda a encosta da serra de Brumadinho. Estamos preparando uma nota de repúdio dizendo que o conselho consultivo é totalmente contra a obra que tem esse impacto”, comenta Camila Leal, uma das conselheiras.

Já a Vale diz que o acordo "foi fruto de um processo de mediação de alto nível” e que visa a uma solução célere”. Sobre o processo de negociação, criticada pelos atingidos, a mineradora rebate dizendo que "se mantém aberta ao diálogo construtivo com órgãos competentes, poder público, instituições de justiça e comunidades”.

Questionado pela DW sobre as negociações sigilosas com a Vale e a polêmica do rodoanel, o governo estadual se limitou a responder, por meio de nota, que as partes envolvidas assinaram um "termo de Medidas de Reparação em benefício das regiões atingidas e de sua população”, e que a assinatura "não prejudica as ações individuais por indenizações e criminais, que seguem tramitando normalmente”.

Como será feita a reparação aos atingidos

A indenização será distribuída em quatro frentes: programa de reparação socioeconômica, de reparação socioambiental, de mobilidade, de fortalecimento de serviço público. Os projetos de demandas das comunidades atingidas não foram estabelecidos - eles serão executados pela própria Vale e muitos estão "sujeitos a avaliac?a?o de viabilidade te?cnica e financeira”, como observa o documento.

"O acordo prevê projetos de reparação que não estão relacionados a uma investigação de danos adequada. Além disso, não há disponível ao público um plano de reparação que pudesse indicar, por outras vias, quais seriam as ações necessárias de reparação ambiental. Tampouco houve um processo de escuta, participação e opinião dos atingidos, com robustez suficiente para que essas pessoas indicassem as ações de reparação”, critica a Aedas, parte da assessoria técnica independente contratada pelo MP.

Na visão de Andrea Zhouri, que acompanha o desenrolar da tragédia em Mariana, há cinco anos, e em Brumadinho, o acordo deixa os atingidos numa condição de vulnerabilidade.

"Quando o estado passa por cima do processo das vítimas e recolhe primeiro o dinheiro pra si, ele enfraquece o processo. Individualiza o pleito dos atingidos e deixa os indivíduos à própria sorte”, comenta.

Segundo a pesquisadora, os processos em Brumadinho e Mariana seguem a mesma lógica: a rentabilidade dos negócios. "Não estamos de fato reparando. A reparação permite que as pessoas retomem suas vidas em moldes equivalentes ou melhores de antes do desastre, e isso não está acontecendo”, conclui.

Menos

Glencore domina compra de ações em IPO da CSN Mineração

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   16/02/2021

A anglo-suíça Glencore foi investidor de peso na oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês) da CSN Mineração e, na prática, a responsável por viabilizar a operação, com um cheque de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, ou seja, 25% do total do IPO, de R$ 5,2 bilhões, apurou o Estadão.

Com a CSN Mineração chegando à B3 valendo R$ 47,5 bilhões, a Glencore já se posiciona como um acionista com quase 3% da brasileira. A expectativa de analistas e investidores, após esse grande investimento na companhia, é que as duas empresas caminhem para uma parceria para atender a China, maior mercado consumidor de minério de ferro do mundo.

"Existe uma expectativa de as empresas fazerem uma parceria para misturar minério", disse uma fonte. O racional, assim, seria usar o suporte da Glencore, que é uma gigante global de trading de commodities para a mistura do minério da CSN Mineração, especificamente o da mina Casa da Pedra (que tem um teor de concentração de minério entre 63% e 65%, considerado alto), com minério de qualidade inferior para entrega na China. A fonte frisou, contudo, que não há nenhum acordo firmado até aqui.

Glencore e CSN já têm uma parceria de comercialização do insumo. Em 2019, em busca de caixa para reduzir seu endividamento, a CSN fechou um acordo para o fornecimento de longo prazo de minério de ferro à trading, com o pagamento prévio de US$ 500 milhões para a entrega de 22 milhões de toneladas em cinco anos. Depois fechou um segundo contrato por 10 milhões de toneladas de minério de ferro, por US$ 250 milhões, Por último, a trading pré-pagou mais US$ 115 milhões por quatro milhões de toneladas.
Demanda

A demanda na oferta da CSN Mineração não foi muito alta entre os investidores institucionais locais. Com isso, os investidores pessoas físicas ficaram com 20% do total da oferta, disse uma fonte. Com o reforço da Glencore, os estrangeiros abocanharam 70% da oferta da CSN.

A CSN, que foi vendedora na oferta, colocou no caixa R$ 3,6 bilhões, dinheiro que já foi prometido para reduzir sua dívida. A mineradora estreia na B3 na próxima quinta-feira, dia 18.

Procuradas, Glencore e CSN não comentaram.

Menos

Nasa revela impacto da mineração ilegal na Amazônia peruana

Ler Notícia

IstoÉ Dinheiro - SP   16/02/2021

Imagens capturadas pela Nasa revelam “rios de ouro” pela floresta Amazônica, na região de Madre de Dios, no sudeste do Peru. A agência espacial dos Estados Unidos explicou que as fotos mostram a extensão da extração ilegal de ouro em poços que aparecem como bacias cheias de água, rodeadas de lama.

De acordo com matéria da BBC, as condições climáticas favoreceram a captação das fotos, já que os poços são iluminados pela luz solar. Elas foram tiradas por um astronauta da Estação Espacial Internacional (ISS) em dezembro e, desde sua publicação, viralizaram nas redes sociais.

A área é um foco de biodiversidade e a indústria extrativa levou ao desmatamento extensivo e à destruição de importantes habitats. Essa mineração também está envenenando as comunidades locais, já que o mercúrio é usado em grande quantidade para extrair o ouro.

Em janeiro de 2019, um estudo constatou que o desmatamento causado pela mineração de ouro destruiu cerca de 9 mil hectares da Amazônia peruana em 2018, segundo o grupo de Monitoramento do Projeto Amazônia Andina. Em 2012, já havia cerca de 30 mil mineiros ilegais trabalhando na região.

Menos

Empresas de mineração impulsionam ações europeias a máximas de quase um ano

Ler Notícia

Exame - SP   16/02/2021

As ações europeias registraram máximas em quase um ano nesta segunda-feira, com os papéis da empresas de mineração subindo na esteira dos preços do cobre, já que as apostas de mais estímulos dos EUA alimentaram o otimismo em torno de uma recuperação econômica global mais rápida este ano.

O STOXX 600 pan-europeu subiu 1,3%, ao mais alto patamar desde o final de fevereiro de 2020, com a Rio Tinto , BHP Group e Anglo American reforçando o índice, conforme os preços do cobre saltaram para seus mais altos níveis em mais de oito anos.

Bancos e ações de energia também subiram à medida que uma chamada “negociação de recuperação” gerou demanda por setores que tinham desempenho inferior ao índice mais amplo após o impacto causado pelo coronavírus no início de 2020.

As ações de energia também foram impulsionadas por um salto nos preços do petróleo para máximas em 13 meses.

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu na sexta-feira ajuda a um grupo bipartidário de autoridades em seu plano de alívio do coronavírus de 1,9 trilhão de dólares.

“Os mercados continuam a ter como alvo o estímulo de Biden e os programas de vacinas como a panaceia mágica para as doenças pandêmicas do mundo”, disse Jeffrey Halley, analista de mercado sênior da OANDA.

Menos

Norma ABNT NBR para amostragem de polpas do minério de ferro é publicada

Ler Notícia

Brasil Mining - SP   16/02/2021

Após três anos de trabalho a Norma ABNT NBR ISO 16742:2021 – Minério de ferro – Amostragem de polpas foi publicada. A normalização inédita em polpas de minério de ferro estabelece os métodos básicos para amostragem de minério de ferro fino de tamanho máximo nominal <1 mm que é misturado com água para formar uma polpa. Em proporções muito elevadas de sólidos finos na água, o material pode assumir uma forma plástica maleável (cerca de 80% de sólidos dependendo da distribuição de tamanho de partícula dos sólidos) e esta mistura passa a ser corretamente designada como pasta.

O Comitê para a Normalização Internacional em Mineração (CONIM), que é um Programa Especial do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), teve um papel fundamental na elaboração da norma. “Essas normas são para interface comercial, ditadas em contratos, e trazem um conhecimento muito grande, principalmente para quem elabora a normalização, em virtude da grande discussão técnica”, afirma a coordenadora técnica do CONIM, Rejane Carvalho.

A Norma ABNT NBR ISO 16742:2021 é originária da norma internacional ISO 16742:2014 – Iron ores — Sampling of slurries, que também teve uma participação ativa do Brasil na sua elaboração.  Para Rejane Carvalho, após esse trabalho na ISO, trazer as demandas para o Brasil não é apenas uma tradução idêntica e fácil, é um trabalho que exige tempo e muitas discussões técnicas. Ela também ressalta que “a norma em português facilita os profissionais, como os operadores das áreas, que atuam no mercado mineral brasileiro”.

Para detalhes sobre a norma publicada ou sua aquisição clique Aqui.

CONIM em 2021

As reuniões de Normalização Internacional em Mineração do CONIM já começaram em 2021. A primeira foi de amostragem de concentrados e produtos primários de cobre e níquel.  A reunião sobre a amostragem de minérios de ferro será no final de fevereiro. Em 2020, passaram pelo CONIM 304 especialistas nas Comissões de Estudo (aumento de 10% em relação ao ano anterior). No segundo semestre deste ano estão previstas três reuniões internacionais, com forte participação do Brasil.

Para saber como participar do CONIM, basta entrar em contato com a coordenadora Rejane Carvalho pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 31 3223-6751.

Menos

AUTOMOTIVO

Venda de veículos: desempenho muito bom em Brasília

Ler Notícia

Jornal de Brasília - DF   16/02/2021

Apesar da defasagem na produção de veículos 0km, o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores Veículos (Sincodiv), Arcélio Alceu dos Santos Júnior, destaca que a venda de veículos novos tem crescido surpreendentemente ao longo dos últimos oito meses.

No mês de dezembro do ano passado, por exemplo, em comparação a novembro de 2020, houve crescimento de 21,44% no número de emplacamentos no DF. No Brasil, o aumento foi de 8,62%. Em 2019, os resultados foram apenas 0,22% e 2,05% melhores, respectivamente.

No ano passado, o DF caiu na venda de novos em cerca de 15,54%. No acumulado de 2020 na capital federal, foram 81.370 veículos emplacados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários), contra 96.339  em 2019. No quadro nacional, a redução nas vendas foi de 21,63%.

“Normalmente, os carros usados vendem, em média, cerca de quatro vezes mais que os novos. A produção é de um ano, mas, enquanto isso, já há um pátio de carros de muitos anos dos seminovos. Mas a relação caiu um pouco no ano passado. Acho que os dois mercados estão se recuperando bem”, afirmou Arcélio Júnior.

Ele acredita que no DF as vendas teriam superado as de 2019 se no início da pandemia as fábricas não tivessem fechado completamente, principalmente em São Paulo, onde estão a maioria das montadoras. Segundo Arcélio, a segunda quinzena de março, e os meses de abril e maio derrubaram a possibilidade de números maiores. A alta do dólar também provocou o aumento no preço na média de 10%. Em junho o mercado começou a apresentar recuperação “fantástica”.

“O ano de 2020 teve uma recuperação fantástica. Ela se deve à economia nacional geral, que se recuperou bem mais rápido do que todos previam. O auxílio emergencial do governo federal teve um peso importantíssimo no quadro econômico do Brasil. O agronegócio que também puxou a economia nacional ajudou bastante”, disse.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) está esperando um crescimento médio de 16% para 2021 em relação a 2020. “Seria uma recuperação para igualar ao número conquistado no ano de 2019. No nacional caiu 21%, então se aproxima e quase recupera o mercado de 2019. Estamos esperando um 2021 muito bom”, diz o presidente da entidade, Alarico Assumpção Junior.”

Menos

Ministério propõe debater compra de caminhão antigo pelo governo para reduzir oferta

Ler Notícia

Exame - SP   16/02/2021

Em meio a discussões no governo sobre alternativas para tentar atender as reivindicações dos caminhoneiros, em especial os autônomos, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia, propõe uma discussão para reequilibrar o setor de forma estrutural e permanente, sugerindo uma política pública de renovação da frota, com sucateamento acelerado de caminhões antigos, uma teoria também defendida por outros especialistas.

“Essa conjuntura difícil, que vem causando dificuldades há diversos anos, levou às paralisações em estradas brasileiras em 2015 e 2018. Ameaças de novas paralisações seguem no começo de 2021”, explica a Nota para Discussão: Transporte Rodoviário de Cargas – Proposta para o Reequilíbrio.

A autarquia ressalta que a proposta não é um entendimento final sobre o tema, mas busca levantar pontos para uma reflexão mais ampla.

A sucessiva alta do diesel, que desde 2016 passou a acompanhar o preço do mercado internacional, tem sido uma preocupação constante do governo e ganhou força nas últimas semanas, quando o petróleo entrou em trajetória de alta com a perspectiva mais otimista com a vacinação no mundo e o corte de produção da commodity por alguns países. Depois de ter chegado a ser cotado a US$ 20 o barril no auge da primeira onda da pandemia, entre abril e maio de 2020, o petróleo ultrapassou os US$ 60 na semana passada.

Desde o início do ano até o último dia 12, o diesel subiu 4,8% segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e mesmo assim ainda apresenta defasagem em relação à paridade internacional, segundo analistas, o que deve ser corrigido gradativamente pela Petrobras nas próximas semanas.

O presidente Jair Bolsonaro tem defendido a mudança nos impostos para reduzir o preço do diesel, mas analistas afirmam que a medida, além de levar tempo, não teria impacto no preço. A teoria é reforçada pelo estudo da EPE, que mostra as distorções que qualquer subsídio causa na economia. Outra política equivocada, segundo a EPE, foi o tabelamento do frete em 2019, ainda vigente, que ajudou a aumentar a frota de caminhões.

“Uma consequência do aumento dos fretes foi a aquisição de frota própria de caminhões por alguns grupos econômicos. Tal ação teve reflexos na retomada das vendas de caminhões no País, mas acabou aprofundando ainda mais a condição de sobreoferta de fretes”, explicou.

Em recente artigo, os consultores Adriano Pires e Pedro Rodrigues, sócios do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), também identificaram a oferta excessiva como causa da queda de renda do caminhoneiro, e propõem a mesma receita de redução e modernização da frota. Eles porém adicionam ingredientes como a requalificação dos caminhoneiros, a criação de um fundo de estabilização para o preço do diesel, e a melhoria das estradas.

A proposta da EPE se concentra na aquisição de caminhões antigos pelo governo, reduzindo a oferta, ao mesmo tempo em que injeta recursos na economia com o programa, o que teria potencial de estimular a demanda, e com isso reequilibrar o mercado de frete, avalia a EPE.

“Além de minimizar o risco de novas paralisações, essa política também promove outros benefícios, como a diminuição de emissões e de acidentes rodoviários, com menores perdas materiais e humanas, e redução dos gastos com saúde pública, além de fomentar a eficiência energética”, explica a EPE.

O estudo informa que os caminhões vendidos atualmente emitem 94% a menos de material particulado (MP), 75% a menos de NOx e 63% a menos de monóxido de carbono (CO) que os caminhões comercializados antes de 2000. O Brasil tem cerca de 110 mil caminhões com mais de 30 anos (6% da frota nacional).

O documento alertou ainda, que com a entrada de projetos ferroviários e o estímulo do aumento à cabotagem, a demanda por cargas rodoviárias para longas distâncias deve ser reduzida, o que torna mais necessária a discussão do tema para reduzir a oferta.

Menos

Ford: MPT diz que montadora não pode demitir funcionários antes de negociação coletiva

Ler Notícia

Globo Online - RJ   16/02/2021

O Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que a Ford não pode demitir coletivamente os seus empregados até o encerramento da negociação coletiva. A decisão diz ainda que a empresa não pode suspender o pagamento dos salários e licenças remuneradas dos trabalhadores durante essas negociações. Em janeiro, a montadora anunciou o fim das atividades no Brasil. A estimativa é que sejam impactados até 120 mil empregos diretos e indiretos.

A decisão liminar foi do desembargador do Trabalho Edilton Meireles de Oliveira Santos no último domingo e ocorreu através do intermédio do Grupo Especial de Atuação Finalística. A decisão ocorre após a Justiça proibir a demissão de funcionários das fábricas em Camaçari e Taubaté.

Na decisão, o MPT disse que a Ford tem que se abster "de praticar assédio moral negocial e de apresentar ou oferecer propostas ou valores de forma individual aos trabalhadores, durante a negociação coletiva". A montador deve ainda fornecer "ao sindicato profissional as informações que lhe sejam solicitadas às negociações e à tomada de decisões pela categoria profissional".

Fim da produção

A montadora anunciou, em janeiro, o fim da fabricação de automóveis no Brasil e o início de uma reestruturação de sua operação na América do Sul, o que resultaria na demissão de 5 mil empregados diretos no Brasil e na Argentina.

A produção foi imediatamente interrompida em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), com a fabricação de algumas peças continuando por alguns meses para sustentar os estoques para vendas de reposição.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquéritos nos três estados sede das fábricas da Ford, em São Paulo, Bahia e Ceará, para verificar se os acordos entre a montadora e os funcionários demitidos estão sendo cumpridos.

Menos

NAVAL

Movimentação nos portos da Bahia cresce 36,16% e Codeba bate recorde

Ler Notícia

Portos e Mercados - SP   16/02/2021

Os Portos Organizados de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus registraram aumento de 31,5% no volume de cargas movimentadas, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os portos da administrados pela Companhia Docas da Bahia (Codeba) alcançaram em janeiro a marca de 1.095.335 toneladas movimentadas, o que representou um forte aumento de 36,16%, em relação ao mesmo período de 2020, quando a companhia movimentou 804.466 toneladas. Foi o melhor mês de janeiro da história da companhia e, pela primeira vez, foram movimentadas mais de 1 milhão de toneladas.
Esses números foram puxados, principalmente, pelo desempenho do Porto de Aratu-Candeias, com alta de 54,88%, em relação ao mês de janeiro de 2020, movimentando 643.113 toneladas, contra 415.224 toneladas, no mesmo período do ano anterior. Contribui para essa alta, a movimentação de granéis líquidos, com crescimento de 69,45%, e granéis sólidos, com crescimento de 33,82%. Os principais produtos movimentados foram a NAFTA, com 294.953 toneladas, e fertilizantes, com 99.579 toneladas.
Há duas semanas, o sistema de movimentação de carga do Terminal I de Graneis Sólidos de Aratu-Candeias (TGS I) retornou à atividade, após passar por manutenção. O TGS I é o principal terminal do Porto para importação de graneis sólidos. A primeira operação, após o reparo, foi a descarga de 10.500 toneladas de concentrado de cobre proveniente do Chile. Na terça-feira (08), mais um navio procedente do Chile atracou no Pier Sul, com 22.030 toneladas do minério.
Nesse mesmo sentido de crescimento, o Porto de Salvador movimentou 442.230 toneladas, representando uma alta de 20,81%, em relação ao mês de janeiro de 2020, quando foram movimentadas 366.065 toneladas. Contribui para essa marca, a movimentação de granéis sólidos, com crescimento de 59,07%, e contêineres, com crescimento de 5,32%, em toneladas. O principal destaque foi a importação de trigo, com 53.259 toneladas.

O Porto Ilhéus embarcou em janeiro a primeira carga de concentrado de níquel do ano de 2021. Foram movimentadas cerca de 10.000 toneladas.
A Companhia das Docas da Bahia vem de um período de estabilidade no desempenho. Pelo quinto mês consecutivo, a movimentação de cargas registra alta, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em dezembro de 2020, mais um recorde histórico. Os Portos Organizados de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus registraram aumento de 31,5% no volume de cargas movimentadas, em relação ao mesmo período do ano anterior. O melhor resultado no mês de dezembro já registrado na história da Companhia.

Menos

Capitania dos Portos homologa novo berço do Porto de Salvador

Ler Notícia

Portos e Mercados - SP   16/02/2021

A Capitania dos Portos da Bahia, através da Portaria nº 13/CPBA, de 1º de fevereiro de 2021, homologou, em caráter provisório, por 180 dias, os parâmetros para operações no Cais Santa Dulce, novo trecho do Terminal de Contêineres do Porto Organizado de Salvador. A medida permite que navios com até 136.000 ton de porte bruto e até 366 metros de comprimento e 52 de largura, operem no terminal, o que contribui para a expansão da capacidade de movimentação de cargas no Estado da Bahia.

Menos

AGRÍCOLA

New Holland estreia nova colheitadeira TX 5.90 na Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Ler Notícia

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   16/02/2021

Principal vitrine para o mercado arrozeiro do país, a 31ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que ocorreu de 9 a 11 de fevereiro em Capão do Leão (RS) – e também em ambiente virtual –, marcou a estreia no evento da nova colheitadeira TX 5.90, da New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial.

Em sua configuração arrozeira, a máquina derivada da linha TC, participou do Ato Simbólico de abertura da colheita, realizado no dia 11.

Em relação à TX, o principal diferencial da máquina para o trabalho nas culturas de arroz e demais grãos, afirma a empresa, é o seu sistema de duplo rotor de separação, que permite uma maior capacidade de processamento e, consequentemente, de colheita.

Outra novidade está nos sistemas de limpeza, de tripla cascata. A máquina conta ainda com o sistema de Optifan, ventilador automático para todos os modelos, assim como os novos côncavos seccionados e o ultramoderno sistema de nivelamento Smartsieve, além da plataforma elétrica e maior capacidade de graneleiro.

“As TXs partem da base do projeto campeão da TC e entregam ainda mais performance com a capacidade do sistema de duplo rotor de separação, muito eficiente em todos os tipos de colheita, não importando se é soja, arroz, milho ou feijão”, afirma Cláudio Calaça Júnior, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A TX está disponível no mercado em dois modelos – TX 4.90, com plataforma de 25 pés, e TX 5.90, com plataforma de 30 pés–, ambos com debulha por cilindro e separação por duplo rotor.

“Da mesma forma que a TC reúne todos os elementos que fazem dela uma máquina acessível, como o baixo custo de manutenção, a fácil operação, o baixo custo de aquisição e alto valor de revenda, o que a tornaram um sucesso de vendas, a TX também carrega essa herança”, diz Calaça.

De acordo com Carlos Schimidt, especialista em colheitadeiras da New Holland, a TX é uma colheitadeira acessível e com um excelente custo-benefício.

“A New Holland optou por manter um compromisso de confiança com os clientes, trazendo máquinas que continuam acessíveis e com uma capacidade de colheita e tecnologia embarcada baseadas na experiência e voz dos clientes. Com toda certeza é uma colheitadeira que tem muito valor agregado, mas com o preço acessível aos clientes”, afirma.

Debulha por cilindro, separação por rotor

As máquinas da linha TX apresentam um conceito de colheita que mantém o tradicional sistema de debulha por cilindro, porém apresentam um sistema de duplo rotor de separação em substituição ao batedor, rotary e saca palhas.

Na TX, após passar pelo cilindro de debulha, o material é levado diretamente ao duplo rotor de separação. Ali é separando o grão da palha por força centrífuga. A capacidade de processamento do sistema de duplo rotor de separação é maior que a de saca palhas, e isso é o que faz a capacidade de colheita da TX ser maior.

O baixo índice de perdas é uma proposta de valor de todas as colheitadeiras New Holland. Assim como em outros modelos da marca, foram desenvolvidas novas e modernas ferramentas para diminuir ainda mais os índices de perda. Esses baixos índices dependem principalmente do sistema de limpeza, por isso as tecnologias embarcadas nele são muito importantes.

“O sistema de limpeza da TX conta com um degrau no meio do bandejão com vento, e uma pré-peneira em degrau, totalizando três quedas no processo de separação e limpeza. Com isso, cria-se um sistema de separação e limpeza com tripla cascata, algo completamente novo e único no mercado, o que resulta em um menor índice de perdas e em um grão mais limpo no graneleiro, trazendo mais rentabilidade ao produtor”, explica Schimidt.

A plataforma elétrica da TX também fornece uma melhor flutuação, dando à máquina maior capacidade e velocidade de copiar o solo. Outra novidade está no alimentador, que foi reposicionado em relação à antiga TC, por exemplo.

“O material agora é alimentado mais acima do cilindro. Isso aumentou a capacidade de trilha da máquina e, consequentemente, diminuiu os índices de perda. Já os côncavos de debulha da TX são seccionados e as seções podem ser trocadas individualmente através de uma abertura entre a cabine e o alimentador, facilitando a configuração da máquina para troca de culturas’, comenta.

Menos

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP