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15 de Outubro de 2021

SIDERURGIA

Valor - SP   15/10/2021

Para 2022, a estimativa é de alta de 2,2%, atingindo 1,896 bilhão de toneladas de aço bruto fabricado no mundo

Por Ivo Ribeiro, Valor — São Paulo

A demanda global por aço vai crescer 4,5% neste ano, chegando a 1,855 bilhão de toneladas, após expansão de 0,1% em 2020, projeta a Associação Mundial do Aço (Worldsteel) em seu relatório “Short Range Outlook-SRO”, que atualiza as projeções de abril. O SRO, publicado duas vezes por ano, foi divulgado nesta quinta-feira em Bruxelas, sede da entidade. A Worldsteel reúne países responsáveis por 85% do volume total de aço.

O SRO também traça estimativas para o próximo ano, quando se prevê que a demanda terá aumento de 2,2%, atingindo 1,896 bilhão de toneladas de aço acabado fabricado no mundo.

A previsão, nos dois cenários, destaca que, com o progresso das vacinações em todo o mundo, a disseminação de variantes do vírus da covid-19 será menos prejudicial e perturbadora do que a observada nas ondas anteriores.

Al Remeithi, presidente do comitê de economia do Worldsteel, afirmou que 2021 viu uma recuperação mais forte do que o esperado na demanda por aço, levando a revisões para cima, de forma geral, exceto para a China.

“Devido a esta recuperação vigorosa, a demanda global de aço fora da China deve retornar mais cedo do que o esperado ao seu nível pré-pandemia este ano”, disse.

Segundo o SRO, a forte atividade manufatureira, impulsionada pela demanda reprimida, é o principal contribuinte para a recuperação. “As economias desenvolvidas superaram nossas expectativas anteriores por uma margem maior do que as economias em desenvolvimento, refletindo o benefício positivo de taxas de vacinação mais altas e medidas de apoio do governo. Nas economias emergentes, especialmente na Ásia, o ímpeto de recuperação foi interrompido pelo ressurgimento de infecções”, comentou Al Remeithi.

Ele destaca que restrições do lado da oferta levaram a um nivelamento da recuperação na segunda metade do ano e estão impedindo uma recuperação mais forte em 2021. Mas, observou, espera-se que a demanda por aço continue a se recuperar em 2022, com uma maior carteira de pedidos combinada com a recomposição dos estoques e maior progresso nas vacinações nos países em desenvolvimento.

Porém, o SRO faz um alerta: “a inflação em alta persistente, o progresso lento e contínuo da vacinação nos países em desenvolvimento e a desaceleração do crescimento na China representam riscos para esta previsão”.

Desempenho da China

O relatório da Worldsteel aponta que a economia chinesa manteve seu forte impulso de recuperação de 2020 até o início de 2021, mas desacelerou a partir de junho. “Desde julho, há sinais marcantes de desaceleração da atividade siderúrgica do setor, levando a uma contração da demanda de aço de 13,3% em julho e de 18,3% em agosto”.

Segundo explica, a forte desaceleração chinesa é parcialmente atribuída a fatores ocasionais, como o recente clima adverso e pequenas ondas de infecções durante o verão. “As causas mais substantivas incluem a desaceleração do setor imobiliário e o limite governamental para a produção de aço”.

Elenca entre os fatores o enfraquecimento da atividade imobiliária, devido às duras medidas do governo sobre o financiamento de desenvolvedores introduzidas em 2020, o não aumento do investimento em infraestrutura em 2021 e a forte recuperação da indústria no mundo, o que reduziu o mercado de exportação do país.

Por isso, a partir de uma base elevada em 2020 e da tendência negativa no setor imobiliário, projeta-se recuo na demanda por aço chinesa no restante de 2021. O consumo aparente de aço, de janeiro a agosto, ainda é 2,7% positivo, mas estima-se que a demanda geral de aço recue 1% em 2021.

Conforme o SRO, não se espera nenhum crescimento na demanda de aço em 2022 na China, com o setor imobiliário permanecendo deprimido, em linha com a política governamental de reequilíbrio e proteção ambiental.

Economias desenvolvidas

Segundo o SRO, os lockdowns (bloqueios) mais direcionados e localizados ajudaram a minimizar o impacto das últimas ondas de infecção da covid-19 sobre as atividades econômicas em 2021. “No entanto, gargalos na cadeia de suprimentos e o setor de serviços ainda atrasado estão impedindo uma recuperação mais robusta”, destaca o relatório.

O ímpeto da recuperação em 2022 vai depender da redução nos gargalos da cadeia de abastecimento, da contínua demanda reprimida e o aumento da confiança dos consumidores e das empresas. “Depois de cair 12,7% em 2020, a demanda por aço aumentará 12,2% em 2021 e 4,3% em 2022, atingindo seu nível pré-pandêmico”, aponta o SRO, destacando países desenvolvidos da Europa, América do Norte, o Japão e a Coreia do Sul.

Nos EUA, informa, a economia continua em recuperação robusta, impulsionada pela demanda reprimida e por uma resposta política vigorosa. O nível do PIB real superou seu máximo anterior no segundo trimestre.

Portal Fator Brasil - RJ   15/10/2021

Em aço inox até 22 de outubro. Pessoas e empresas de todo o país podem inscrever novas ideias de produtos e aplicações em aço inox, na 2ª edição do Aperam Awards.

Conceito, aplicação, criatividade, viabilidade, inovação e complexidade. Consegue unir todos ou parte desses atributos em um produto, projeto ou solução que utilize como matéria-prima o aço inoxidável? Com a finalidade de incentivar ideias inovadoras de aplicações em aço inox e aumentar o seu uso no Brasil, a Aperam South America criou o Aperam Awards, já em sua segunda edição. Estudantes, professores, empresas e associações de qualquer lugar do país podem participar do concurso e com isso ter a possibilidade de desenvolver a sua ideia e gerar parcerias com a Aperam. As inscrições podem ser feitas nas categorias acadêmica ou empresarial, até o dia 22 de outubro, pelo site awards.brasil.operam.com.

— Nosso objetivo é incentivar o desenvolvimento de projetos e produtos que utilizem o aço inox como solução — seja por sua durabilidade, qualidade, excelente resistência à abrasão e à corrosão e também, claro, por sua beleza — afirma Roberto Guida, gerente executivo de Novos Negócios da Aperam. Segundo o gestor, a iniciativa ajuda a criar e promover a cultura de utilização do aço inox em diferentes setores da economia, desde projetos de construção civil, mineração e arquitetura, até o agronegócio.

Os projetos inscritos serão avaliados por uma banca de jurados composta por executivos da área de inovação da Aperam, consultores externos e convidados da Associação Brasileira de Inox (Abinox) e do Instituto Aço Brasil (IABr). O destaque da premiação fica por conta do vale-prêmio de R$ 15 mil, para pessoa física, e R$ 22 mil em amostras de aço inox, para pessoa jurídica.

Aperam Awards - 2ª edição. Inscrições até 22 de outubro, pelo site https://awards.brasil.aperam.com

Perfil — A Aperam South America é produtora integrada de aços planos inoxidáveis, elétricos e carbono. A partir de uma gestão baseada nos valores: liderança, inovação e agilidade, consolida-se como líder no mercado brasileiro em seu segmento. Sua planta industrial, localizada em Timóteo-MG, possui capacidade produtiva total de 900 mil toneladas de aço líquido por ano. Utiliza 100% de carvão vegetal produzido por sua subsidiária no Vale do Jequitinhonha: a Aperam BioEnergia. A BioEnergia produz e comercializa carvão vegetal, tecnologia, mudas e sementes, a partir de florestas renováveis de eucalipto em Minas Gerais. Desde 2011, integra o Grupo Aperam, segundo maior da Europa, composto de outras cinco plantas industriais na França e na Bélgica, cuja capacidade alcança 2,5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.

Valor - SP   15/10/2021

Por Nikkei Asia, Valor — Tóquio

Com ações judiciais anunciadas na quinta-feira, a Nippon Steel montou a defesa de um material patenteado na produção de veículos elétricos, chegando ao ponto de levar ao tribunal um cliente grande, a Toyota Motor.

Principal produtora de aço do Japão, a Nippon Steel acusa a chinesa Baoshan Iron & Steel de fornecer à Toyota um aço que infringe uma patente sua. A Nippon diz ainda que a montadora é a culpada por vender carros que ofendem sua patente.

A Nippon Steel busca proteger uma parte da propriedade intelectual que se tornará mais valiosa à medida que a indústria automobilística se tornar elétrica. A chapa de aço elétrica não orientada é usada em motores de veículos elétricos e híbridos para reduzir a perda de energia e permitir uma rotação mais rápida. Ele aumenta a eficiência do motor e os lucros da Nippon Steel, alcançando um preço mais alto do que outros aços automotivos.

O mercado global de veículos elétricos deve crescer 13 vezes entre 2020 e 2030, para 28,91 milhões de veículos, estima a firma de pesquisa de mercado britânica LMC Automotive.

Para atender a essa demanda, a Nippon Steel planeja investir mais de 100 bilhões de ienes (US$ 880 milhões) para aumentar a produção de chapas de aço elétricas não orientadas.

Mas a Nippon Steel não é a única fornecedora do metal. A Baoshan - parte do China Baowu Steel Group, a maior siderúrgica do mundo - fez incursões na base de clientes da empresa japonesa.

A Toyota também começou a obter o material da Baoshan nos últimos anos, no que um executivo chama de um esforço para "diversificar nossos fornecedores à medida que os veículos eletrificados se tornam mais difundidos".

A Toyota disse em um comunicado na quinta-feira que "confirmou que não houve violação de patente de outra empresa" quando adquiriu o aço de Baoshan.

Kazuo Makino, advogado com experiência em direito de patentes, diz que "usar ou vender produtos feitos com tecnologia que infringe patentes também constitui infração".

A indústria automotiva é uma base crítica de clientes para os produtores de aço japoneses, respondendo por cerca de 30% da demanda doméstica pelo metal. A Nippon Steel disse que manteve discussões com a Toyota, assim como com a Baoshan, antes de abrir os processos, mas que "não foi possível chegar a uma resolução".

Se a Nippon Steel "processasse apenas a Baoshan, então, mesmo que ganhasse, interromper a produção em lugares como a China não seria fácil", disse Katsuya Tamai, professor da Universidade de Tóquio especializado em direito de propriedade intelectual. "Ao processar um grande comprador como a Toyota, pode estar buscando uma solução mais eficaz."

Espera-se que os casos dependam de duas questões: se a patente é válida e se Baoshan e a Toyota a infringiram. Se o tribunal decidir que ocorreu uma violação, ele então passará para o cálculo dos danos.

"Se for para uma batalha judicial completa em vez de um acordo, provavelmente levará anos", disse Makino.

A Nippon Steel solicitou uma liminar para impedir a montagem e venda de carros elétricos Toyota contendo o aço em questão. A decisão de conceder ou não esse pedido provavelmente virá depois que o tribunal determinar se sua patente foi infringida. "Pode levar de meio ano a cerca de um ano", disse Tamai.

Se a Baoshan perder, a decisão seria, em princípio, executável apenas no Japão. A empresa poderia ter ativos japoneses apreendidos, mas não seria forçada a interromper a produção na China. Mas esse cenário provavelmente incluiria a Toyota no âmbito da liminar, reduzindo o risco para a Nippon Steel de novas infrações.

Grandes Construções - SP   15/10/2021

A ArcelorMittal acaba de lançar uma campanha para celebrar os 100 anos de atuação no Brasil.

A ideia é mostrar que a empresa tem em seu DNA vários aspectos da cultura e das tradições nacionais, além de demonstrar “que é uma empresa ágil, moderna e que soube criar vínculos nas comunidades onde atua”.

A campanha ocorre entre 20 de setembro e 11 de dezembro, data que marca o centenário das operações da primeira unidade de Aços Longos da ArcelorMittal no Brasil.

Estão previstas veiculações em TVs aberta e fechada, mídia impressa, digital e em OOH (mídia out of home). "Esperamos nos aproximar ainda mais das pessoas e, também, reposicionar a marca ArcelorMittal”, explica Cristiano Cunha, gerente geral de comunicação, marca e relacionamento da ArcelorMittal Aços Longos LATAM.

“A empresa tem uma trajetória de protagonismo extremamente importante na economia e na indústria nacional", completa.

De fato, a produtora de aço esteve presente em momentos históricos do país. Obras como a construção de Brasília, Ponte Rio-Niterói, Mineirão e Metrô de São Paulo são exemplos disso, assim como o fato de ser a primeira usina integrada da América Latina.

A empresa também foi a pioneira no e-commerce do setor de aço e líder em inovação com o lançamento do Açolab, primeiro laboratório de inovação aberta da indústria do aço no mundo.

" Nossa intenção é que os principais pilares da marca fiquem marcados na memória dos brasileiros", aponta Luís Gustavo Pracchia, gerente de branding e relacionamento da ArcelorMittal Aços Longos LATAM.

O vídeo comemorativo dos 100 anos está disponível neste link: https://100anos.arcelormittal.com.br/

Brasil Mineral - SP   15/10/2021

A worldsteel divulgou atualização de seu Short Range Outlook (SRO) para 2021 e 2022. A entidade prevê que a demanda de aço crescerá 4,5% em 2021 e atingirá 1.855,4 milhões de toneladas, após um crescimento de 0,1% em 2020. Em 2022, a demanda por aço terá um novo aumento de 2,2%, para 1.896,4 milhões de toneladas. A previsão atual assume que, com o progresso das vacinações em todo o mundo, a disseminação de variantes do vírus da COVID será menos prejudicial e perturbadora do que a observada nas ondas anteriores.

Al Remeithi, Presidente do Comitê Econômico da worldsteel, disse que este ano foi de recuperação mais forte do que o esperado na demanda de aço, levando a revisões para cima sobre as previsões em geral, exceto para a China. “Devido a esta recuperação vigorosa, a demanda global de aço fora da China deve retornar mais cedo do que o esperado ao seu nível pré-pandemia este ano”. O executivo explica que a atividade manufatureira, impulsionada pela demanda reprimida, é o principal contribuinte. “As economias desenvolvidas superaram nossas expectativas anteriores por uma margem maior do que as economias em desenvolvimento, refletindo o benefício positivo de taxas de vacinação mais altas e medidas de apoio do governo.  Nas economias emergentes, especialmente na Ásia, o ímpeto de recuperação foi interrompido pelo ressurgimento de infecções”. Há grandes pedidos em carteira combinado com a recomposição dos estoques e maior progresso nas vacinações nos países em desenvolvimento, o que faz com que a demanda por aço continue em recuperação no próximo ano.

A China manteve seu forte impulso de recuperação de 2020 até o início de 2021. No entanto, a economia tem desacelerado desde julho, levando a uma contração da demanda de aço de -13,3% em julho e de 18,3% em agosto. A queda é parcialmente atribuída a fatores ocasionais, como o clima adverso recente e pequenas ondas de infecções durante o verão, no entanto, as causas mais substanciais incluem a desaceleração do setor imobiliário e o limite do governo para a produção de aço. A atividade imobiliária enfraqueceu devido às duras medidas do governo sobre o financiamento de desenvolvedores introduzidas em 2020. Ao mesmo tempo, o investimento em infraestrutura não aumentou em 2021, devido ao esgotamento das oportunidades de investimento e à capacidade limitada de financiamento do governo local. Além disso, a forte recuperação da manufatura em todo o mundo reduziu o mercado de exportação.

De uma base elevada no ano passado e com a continuação da tendência negativa no setor imobiliário, a demanda chinesa por aço terá crescimento negativo para o resto de 2021. Não se espera nenhum crescimento na demanda por aço em 2022, com o setor imobiliário permanecendo deprimido, em linha com a política governamental de reequilíbrio e proteção ambiental.

Já os bloqueios direcionados e localizados ajudaram a minimizar o impacto das últimas ondas de infecção sobre as atividades econômicas em 2021 nas economias desenvolvidas. No entanto, gargalos na cadeia de suprimentos e o setor de serviços ainda atrasado estão impedindo uma recuperação mais robusta. A redução nos gargalos da cadeia de abastecimento, a contínua demanda reprimida e o aumento da confiança dos consumidores e das empresas fortalecerão o ímpeto de recuperação em 2022.

Depois de cair 12,7% em 2020, a demanda por aço aumentará 12,2% em 2021 e 4,3% em 2022, atingindo seu nível pré-pandêmico. Nos Estados Unidos, a economia continua em recuperação robusta, impulsionada pela demanda reprimida e por uma resposta política vigorosa. O nível do PIB real superou seu máximo anterior no segundo trimestre deste ano e a demanda por aço foi auxiliada pelo forte desempenho dos setores automotivo e de bens duráveis, mas a escassez de alguns componentes está prejudicando essa recuperação. O ímpeto no setor de construção está enfraquecendo com o fim de um boom de construção residencial e atividades lentas do setor não residencial. A recuperação dos preços do petróleo está apoiando a recuperação dos investimentos no setor de energia. Poderia haver mais potencial de crescimento se o programa de estímulo à infraestrutura do presidente Biden fosse implementado, mas isso só aconteceria no final de 2022.

Na União Europeia, a recuperação da demanda por aço, iniciada no segundo semestre de 2020 está ganhando força, com todos os setores que utilizam o aço apresentando uma recuperação positiva, apesar da continuidade das ondas de infecção. Na Alemanha, os números são positivos em razão das exportações, que fundamentam seu forte desempenho de manufatura. No entanto, gargalos de fornecimento, principalmente no setor automotivo, estão causando uma perda de ímpeto. A demanda de aço em 2022 se beneficiará de uma alta carteira de pedidos no setor de manufatura, enquanto o setor de construção deverá continuar a crescer depois de mostrar um desempenho de crescimento relativamente alto durante a pandemia. Já a Itália está se recuperando mais rápido do que outros países da UE, com forte recuperação na construção. Vários setores que utilizam aço, incluindo construção e eletrodomésticos, devem se recuperar para um nível pré-COVID em 2021.

Na Ásia desenvolvida, a situação da COVID piorou em 2021, exacerbada pelo progresso mais lento da vacinação, mas a recuperação da demanda de aço não foi interrompida e a previsão foi revisada para cima, ajudada pela forte recuperação no comércio global e nos programas de infraestrutura do governo. O exemplo do Japão mostra uma recuperação gradual com o aumento das exportações, investimentos e consumo. A manufatura, especialmente automotiva e de máquinas, está liderando a recuperação. A construção civil continua sustentando a demanda por aço, enquanto a construção privada permanece moderada, com exceção de armazéns e centros de distribuição. Em 2022, as recuperações no consumo e no investimento devem apoiar o crescimento positivo em todos os setores que utilizam aço. Espera-se que a Coreia do Sul veja sua demanda por aço se recuperando ao nível de 2019 em 2021, apoiada pela melhoria das exportações e investimentos em instalações de manufatura. O setor da construção será apoiado por programas de engenharia civil pública e recuperação da construção residencial, com crescimento positivo em 2021/22. A Coreia do Sul teve um salto no número de novos pedidos de transporte em 2021, o que impulsionará a demanda de aço da Coreia nos próximos anos.

As economias em desenvolvimento (com exceção da China) viram a demanda de aço manter a recuperação em 2021, auxiliada pela recuperação dos preços das commodities e do comércio internacional. No entanto, novas ondas COVID, combinadas com baixos níveis de vacinação e uma lenta recuperação no turismo internacional, restringiram as economias em desenvolvimento. Em 2022, à medida que as vacinações progridem, as condições nas economias em desenvolvimento devem melhorar, mas a pandemia deixará um impacto duradouro nessas economias por meio do enfraquecimento das posições financeiras e dos desafios estruturais acumulados.

Enquanto caminhava para uma recuperação saudável do bloqueio estrito em 2020, a economia da Índia recebeu outro choque de uma segunda onda mais severa em abril-junho de 2021, que causou uma queda na produção em todos os setores. No entanto, o impacto econômico da segunda onda foi muito menos severo em comparação com a primeira onda, devido a bloqueios mais localizados. Desde julho, uma recuperação saudável foi retomada para todos os setores. Como resultado, a demanda de aço da Índia sofreu apenas uma pequena revisão para baixo e mostrará uma forte recuperação em 2021. A demanda de aço da Índia recuperará a marca de 100 milhões de toneladas este ano.

Na região da ASEAN, o Vietnã , que escapou com sucesso do sério impacto econômico da pandemia em 2020, está olhando para uma perspectiva reduzida para 2021 devido ao aumento de infecções. Por outro lado, as Filipinas conseguiram implementar projetos de construção, apesar das restrições da COVID. Com projetos de infraestrutura atrasados e mobilidade restrita de mão de obra, a recuperação da região da ASEAN deve ser apenas moderada.

A demanda por aço na América Latina, exceto no Brasil, foi severamente atingida pela pandemia em 2020. Mas em 2021 uma recuperação surpreendentemente forte está ocorrendo, devido aos setores de construção e automotivo e recomposição de estoques. No entanto, em 2022, a região poderá ter um ímpeto marcadamente enfraquecido, uma vez que lutará com questões estruturais compostas, incluindo inflação alta, déficits fiscais elevados e incerteza política. Depois de registrar um crescimento positivo em 2020, a demanda de aço do Brasil continua a crescer fortemente em 2021, impulsionada por estímulos governamentais e forte atividade de construção, que ficou acima do nível pré-pandemia no primeiro semestre do ano. No entanto, as perspectivas para 2022 deverão enfraquecer com debilidade fiscal, taxas de juros mais altas e tensões políticas. O México também viu uma recuperação substancialmente mais forte do que o esperado, impulsionada pelas atividades industriais, especialmente o setor automotivo.

A recuperação da demanda de aço no GCC ficou aquém das expectativas devido à redução da atividade de construção devido aos esforços de consolidação fiscal. No entanto, em 2022, com o aumento dos preços do petróleo e a pandemia sob controle, espera-se que a demanda por aço se recupere mais fortemente. A demanda de aço do Egito foi afetada negativamente pela suspensão das licenças de construção em áreas urbanas superlotadas. No entanto, outros megaprojetos do governo amorteceram o impacto da pandemia e apoiaram a recuperação em 2021.

Após uma queda moderada em 2020, a recuperação da demanda por aço da Rússia é apoiada por uma forte recuperação no setor automotivo. O setor de construção é apoiado pelo programa de subsídio de hipotecas do governo.

A forte tendência positiva da economia turca, iniciada no terceiro trimestre de 2020, continuou em 2021, impulsionada pela demanda doméstica com a expansão dos empréstimos ao consumidor. A demanda turca de aço continuará apresentando alto crescimento de dois dígitos em 2021, impulsionada por projetos de infraestrutura e atividade industrial. A demanda de aço da Turquia excederá o nível pré-crise cambial de 36 Mt em 2022.

 

SEGS.com.br - SP   15/10/2021

A indústria do aço no Brasil, a nona maior do mundo, caminha para encerrar 2021 com um recorde de produção. Com fábricas paradas por anos e novos desafios impostos pela pandemia de Covid-19, o setor siderúrgico está retomando com força as atividades.

No acumulado de janeiro a julho, a produção de aço bruto no país alcançou 21 milhões de toneladas, um aumento de 22% em relação a igual período de 2020. Nessa mesma base de comparação, as vendas internas avançaram 38,4%, enquanto o consumo aparente de produtos siderúrgicos acumulou alta de 44,9%.

O bom desempenho fez com que as previsões de crescimento do setor fossem revistas para cima ao longo do ano. O Instituto Aço Brasil projeta agora uma expansão de 14% na produção em 2021, chegando a 35,8 milhões de toneladas. Para o consumo aparente, o aumento previsto é de 24%, com um avanço de 18,5% nas vendas no mercado interno. Apesar de rumores de falta de produtos, não foram encontradas evidências de desabastecimento do mercado. Com isso, a indústria siderúrgica brasileira segue atendendo à demanda com excelência.

Esse forte ritmo de recuperação, no entanto, exige a atenção por parte das siderúrgicas em relação à infraestrutura necessária para que as linhas de produção continuem a todo vapor, em especial os parques elétricos instalados em suas usinas.

Em abril de 2020, fornos e linhas de produção chegaram a ser paralisados, levando o setor a operar com 45% da capacidade instalada. Com a aceleração da demanda das indústrias de máquinas e equipamentos, automotivos e, sobretudo, construção civil, o índice já está em 73,5%.

Além de garantir a segurança dos colaboradores, o investimento em soluções para manutenção, monitoramento e melhoria da base elétrica das fábricas evita perdas causadas por paralisações e eleva a produtividade das plantas siderúrgicas. Somente um laminador de chapas galvanizadas parado por uma hora, por exemplo, equivale a uma perda de R$ 700 mil para uma siderúrgica.

Outra questão que reforça a necessidade de um olhar mais cuidadoso sobre a infraestrutura elétrica são os impactos da atual crise hídrica nos preços da energia. O setor siderúrgico é um dos maiores consumidores de eletricidade do Brasil e sentirá o peso de reajustes tarifários no custo de produção.

Nesse contexto, tecnologias para trazer mais eficiência energética também contribuem para minimizar os efeitos da eletricidade mais cara.

Atualmente, as siderúrgicas têm ao alcance soluções inteligentes de eletrificação específicas para o setor, em linha com a indústria 4.0, para uma maior produtividade, qualidade e disponibilidade de suas usinas.

Plataformas de monitoramento de dados permitem a manutenção preditiva de máquinas e equipamentos de eletrificação, indo além dos dispendiosos suportes corretivos e preventivos. Por meio de sensores interligados a uma nuvem com Inteligência Artificial (IA), é possível ter uma visibilidade contínua e completa do status de máquinas e equipamentos, usando dados da planta para prever as necessidades de manutenção.

O sistema coleta rapidamente informações de diversos equipamentos da produção como motores, disjuntores, redutores, válvulas, chaves e sensores. Após a análise feita com IA, um diagnóstico online é apresentado em dashboards de fácil utilização para as equipes de operações, automação e de manutenção – que podem realizar o seu trabalho de forma integrada e sem precisar estar expostos a risco de acidentes e ruídos excessivos.

As manutenções corretivas e preventivas são caras por paralisarem a produção de forma inesperada, no primeiro caso, ou pelo menos uma vez ao ano, no último. Já o monitoramento preditivo antecipa a necessidade de manutenção do equipamento, evitando desmontagens desnecessárias e determinando previamente interrupções de produção. Isso assegura a diminuição do risco de falhas e/ou quedas de energia, a extensão da vida útil dos equipamentos e a redução das paradas de emergência. Ou seja, cortes significativos nos custos operacionais.

Com o uso de soluções digitais, siderúrgicas no mundo estão também superando um dos maiores desafios enfrentados hoje pelo setor, que é manter as temperaturas ideais necessárias para a fundição do aço e, ao mesmo tempo, equilibrar os altos custos de energia elétrica. A temperatura certa no momento certo, junto com outros parâmetros no aço fundido, determina diretamente a qualidade e a produtividade.

A JSW Steel Ltd, siderúrgica líder da Índia, por exemplo, melhorou a produtividade e a eficiência energética para a aciaria, ao adotar uma solução de otimização de operações, incluindo panela e sistema de rastreamento e de programação de guindaste e modelos de perda térmica, para prever a temperatura-alvo para fornos panela e garantir o superaquecimento correto no fundidor. Os resultados obtidos foram: velocidades de fundição 4% mais altas, economia de tempo de um dia útil por mês e produção adicional equivalente a 24.000 toneladas por ano.

Tecnologias inéditas e customizadas estão atacando ainda questões específicas de segmentos da siderurgia. É o caso das usinas semi-integradas, que têm hoje à disposição uma solução inovadora compatível com as necessidades de manutenção e operação dos centenários fornos a arcos, por reduzir drasticamente a necessidade de trocas de disjuntores. O novo painel, composto por dispositivos extraíveis, permite a realização de 150 mil operações sem a necessidade de substituição de disjuntores, diminuindo assim o custo total de atividade do forno de empresas de refino e laminação.

Portanto, investir em uma infraestrutura elétrica 4.0 será fundamental para a indústria do aço no Brasil seguir essa nova trajetória de expansão de forma competitiva e deixar para trás as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, vislumbrando novos recordes de produção.

 

Valor - SP   15/10/2021

Maior grupo siderúrgico da Europa para algumas fábricas em horários de pico; outras fabricantes também sofrem impactos da crise

Por Sylvia Pfeifer — Financial Times, de Londres

A ArcelorMittal “pausou” temporariamente a produção em algumas de suas fábricas nos horários de pico, pois a disparada dos custos de energia atingiu o maior grupo siderúrgico da Europa.

A empresa informou que se viu obrigada a implementar “pausas curtas e seletivas na produção” em alguns de seus fornos elétricos a arco na Europa, que fabricam os chamados “aços longos”, produtos mais baseados em commodities, normalmente usados no setor de construção.

Segundo a ArcelorMittal, as “pausas” estão “alinhadas com as mudanças horárias/diárias dos preços da energia elétrica”. A companhia acrescentou que sua decisão é uma “resposta aos altos preços da energia, que tornam a produção de aço a custos econômicos muito desafiadora”.

A empresa enfatizou que não espera que as pausas tenham um “impacto significativo” sobre seus volumes de produção ou sobre sua capacidade de atender à demanda dos clientes. Matt Watkins, principal analista da consultoria de commodities CRU, disse que os operadores europeus de fornos elétricos a arco, em particular, são mais vulneráveis ao alto custo da energia elétrica e por isso enfrentam mais dificuldades.

A ArcelorMittal produz normalmente cerca de 40 milhões de toneladas de aço na Europa por ano, das quais cerca de 10 milhões são para os produtos afetados do setor de construção.

A notícia ressalta as pressões que as siderúrgicas europeias enfrentam, já que a combinação de custos altos de energia elétrica e transtornos nas cadeias de fornecimento comprometeu o que até há pouco tempo era um dos anos mais fortes para o setor, por causa do grande aumento dos preços das commodities.

Embora muitas empresas estejam protegidas por contratos de longo prazo e de cobertura, os aumentos nos mercados à vista começam a se fazer sentir.

Na Espanha, a produtora de aço Sidenor informou que se viu obrigada a cortar a produção em 30% de agora até o fim do ano por causa do que classificou de “preços exorbitantes da energia elétrica”.

No Reino Unido, o governo estuda a possibilidade de adotar um plano de resgate para ajudar a indústria siderúrgica e outros setores que fazem uso intensivo de energia elétrica durante o inverno, em meio a alertas de que as fábricas podem fechar se não tiverem apoio do Estado.

Várias siderúrgicas, como a British Steel no Reino Unido, introduziram recentemente sobretaxas para certos produtos, com o objetivo de atenuar o impacto dos custos de produção mais altos.

A British Steel, que pertence ao grupo chinês Jingye, informou que foi obrigada a adotar “sobretaxas temporárias de energia e transporte para todas as novas encomendas a partir de 1º de outubro”.

Outras, como a Tata Steel, que opera a siderúrgica gigante de Port Talbot, no País de Gales, avaliam a possibilidade de repassar os aumentos de preços, segundo fontes a par do assunto. A empresa não quis fazer comentários nesta quinta-feira.

Watkins, da CRU, disse que o setor também foi atingido pelo efeito dominó da escassez mundial de chips que tem impactado a indústria automotiva.

Uma queda na demanda por parte dos fabricantes de automóveis europeus tinha começado a prejudicar as encomendas [de aço]. O setor automotivo é responsável por cerca de 20% da demanda europeia de aço.

“As siderúrgicas costumavam ter as carteiras de encomendas muito grandes, e, de repente, elas não estão mais tão repletas quanto antes”, disse Watkins. “Esse é um dos motivos pelos quais prevemos uma queda nos preços do aço, já que observamos uma desaceleração na demanda”, acrescentou ele.

 

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   15/10/2021

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China subiu 10,7% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2020, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O índice, que mede a inflação no setor produtivo, veio acima do previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam aceleração de 10,4%.

Nos nove primeiros meses do ano, os preços ao produtor na China acumulam alta de 6,7%, de acordo com o NBS. Em base anual, os preços de produtos de mineração subiram 49,4%, enquanto os da indústria de materiais brutos tiveram alta de 20,4%.

Em relação a agosto, os preços ao produtor tiveram alta de 1,2%. Em agosto, a inflação mensal havia sido de 0,7%.

As pressões de custo nas fábricas chinesas continuaram a se acumular no último mês diante da alta dos preços de energia, reduzindo a esperança de um arrefecimento da inflação global no curto prazo. A alta de 10,7% do PPI em setembro na comparação anual é a maior alta desde 1996, quando os oficiais chineses começaram a divulgar o dado.

A alta recorde foi puxada principalmente pela alta nos preços do carvão e de alguns produtos intensivos em energia, como metais não ferrosos, aço e químicos, disse Dong Lijuan, porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), nesta quinta-feira.

Os preços persistentemente altos no setor produtivo chinês excederam as expectativas de muitos economistas, elevando o temor de uma estagflação, que é quando os preços continuam em alta mesmo em períodos de menor crescimento econômico. O impulso da economia chinesa diminuiu nos últimos meses, diante de um crescimento mais lento do crédito e de regulações mais estritas a alguns setores.

Preços mais altos nos itens produzidos na China, em conjunto com fortes atrasos nos fretes globais, podem adicionar pressão à inflação nos Estados Unidos e em outros países do Ocidente, que também lidam com a alta nos preços do petróleo e do gás natural.

“Acreditamos que o risco de estagflação na China está aumentando, assim como no resto do mundo”, disse Zhiwei Zhang, economista da Pinpoint Asset Management em Xangai. Ele adicionou que a meta de Pequim de atingir a neutralidade em emissões de carbono colocou “uma pressão persistente nos preços de commodities”.

A agressiva campanha de Pequim pela eficiência energética levou ao fechamento de muitas minas de carvão altamente poluentes, enquanto uma queda nas importações de carvão de países como Austrália, Mongólia e Indonésia exacerbou a escassez do insumo. Nesta semana, enchentes atingiram a província de Shanxi, onde cerca de um terço do carvão chinês é produzido, piorando a situação.

Embora as autoridades chinesas tenham reaberto algumas minas nas últimas semanas, e tenham elevado as tarifas de energia para encorajar o funcionamento de termoelétricas a carvão, economistas acreditam que vai levar algum tempo até que as medidas surtam efeito, e que os preços de carvão devem ficar elevados por até mais dois meses.

O contrato futuro mais líquido de carvão térmico na Bolsa de commodities de Zhengzhou saltou 60% em setembro, e continua em alta em outubro. A cotação atingiu um recorde, com valor equivalente a US$ 255 a tonelada, na quarta-feira.

Globo Online - RJ   15/10/2021

Com a inflação disparando e o IPCA acumulando 10,25% nos últimos 12 meses, aumenta também a dispersão de preços entre mesmos produtos. Um levantamento nacional feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com 13 produtos encontrou diferenças de até 196% entre os valores do mesmo produto, de marcas diferentes. Mesmo entre itens da mesma marca a diferença de preço encontrada pela Abras chegou a 43% em diferentes pontos de venda. Na prática, o consumidor precisa retomar velhos hábitos dos tempos de inflação elevada no país, como a pesquisa de preços.

— Inflação mais alta leva a maior dispersão de preços e vários estudos mostram isso. Com inflação a 10%, é natural vermos essa dispersão aumentar —observa o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

O economista Sergio Vale lembra atualmente cerca de 25% dos itens pesquisados no IPCA, excluindo alimentação, já estão subindo acima de 10% em 12 meses. E muito provavelmente esse processo de dispersão vai continuar.

A pesquisa da Abras sobre diferenças de preços começou a ser feita ha três meses. O levantamento realizado em agosto mostrou que um pacote de macarrão do tipo espaguete de meio quilo, apresentou diferenças de preços de 196%. Foram pesquisadas 18 marcas diferentes, com preços variando de R$ 1,89 a R$ 5,59. Mesmo na comparação de preços entre a marca líder, houve variação de 43% em levantamento feito em 13 lojas no pacote de meio quilo - com preço inicial de de R$ 2,59 até R$ 3,69.

Em itens básicos da cesta de compras dos brasileiros, a diferença de preços chegou a 3%. No caso do arroz, por exemplo, entre 32 marcas pesquisadas de um pacote com 5 quilos do produto, a Abras encontrou o produto por R$ 15,49, o menor preço, e por R$ 29,90, o valor mais elevado. A diferença é de 93%. Na marca líder de vendas, a diferença encontrada de preços chegou a 35% ( de R$ 17,59 até 23,79%)

No pacote de feijão de 1 quilo, entre 22 marcas pesquisadas, a diferença de valores ao consumidor chegou a 60%. O menor preço encontrado foi de R$ 5,49 e o maior de R$ 8,79%. Na marca líder de feijão, a diferença de preço chegou a 25% (de R$ 6,39 a R$ 7,99).

No caso do café, que foi afetado pelas condições climáticas e já subiu 25,6% este ano, a diferença de preços chegou a 119%. Foram pesquisadas 15 marcas e o menor preço encontrado no pacote de meio quilo ficou em R$ 7,49. O maior valor encontrado foi de R$ 16,38.

— Neste momento de alta de preços o importante é pesquisar. O consumidor vai encontrar o produto certo no momento certo - disse Marcio Milan, vice-presidente da Abras.
Pesquisa Digital

Vale observa que a pesquisa digital, feita pela internet, ajudam a reduzir essa dispersão na comparação com o passado, quando a difusão das informações era menor.

A alta dos preços também impacta o crescimento das vendas nos supermercados, atacarejos, hipermercados, mini mercado, loja de vizinhança. Em agosto deste ano, as vendas 2,33% em relação a julho. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a queda foi de 1,7%. Já no acumulado do ano, entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2020, as vendas mostram crescimento de 3,15%, mesmo assim, o menor índice em 12 meses.

— O aumento de preço traz impacto no consumo. Vemos as pessoas substituindo produtos, por exemplo, com os ovos ganhando espaço no segmento das proteínas. Em 2020, o consumo per capta de ovos foi de 240 por brasileiro. Hoje, até agora, já está em 250. E houve recuo no consumo de carne bovina, de cerca de 20%, entre janeiro e agosto deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado - disse Milan.

Milan afirmou que não há expectativa de falta de produtos neste final de ano por conta de problemas de logística ou de falta de insumos. A expectativa da Abras é que o consumo nos supermercados cresça 4,5% este ano.

IstoÉ Online - SP   15/10/2021

Após o anúncio de leilões de swap cambial extra nos últimos dois dias, a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Guardado, afirmou nesta quinta-feira, 14, que o BC não alterou sua forma de atuação no câmbio e que não pretende alterar o nível do dólar ante o real.

“Não há nenhuma mudança em como o BC atua, o BC nunca almeja mexer no nível que o mercado determina. Mas vamos agir quando vermos fluxos grandes ou o mercado muito irracional, ou pressões que acreditamos que requerem ação do BC.”

Segundo Guardado, o BC foi muito claro na comunicação sobre os leilões relativos ao overhedge. “Fizemos no ano passado e só estamos fazendo antes. Estamos tentando diminuir a incerteza.”

A diretora do BC reconheceu, contudo, que os ativos brasileiros têm sofrido com más notícias recentemente. “Estamos no meio de uma recuperação não usual no mundo, ainda há muitas incertezas. Mas o BC está fazendo o nosso trabalho. Estamos em um ciclo de aperto monetário e pretendemos levar inflação de volta à meta. As reformas estruturais certamente vão ajudar no longo prazo, com a âncora fiscal no lugar”, disse, sobre a “receita” para convergência do real.

Guardado ainda disse que o cenário básico do BC para o fiscal considera o que está escrito no Orçamento e que não é o trabalho do BC fazer projeções fiscais. Mas admitiu que o balanço de riscos considera riscos fiscais e também incertezas na economia global, como sobre o processo de aperto monetário nos países desenvolvidos.

Guardado participou de evento online da XP Investimentos, no âmbito do ciclo de reuniões às margens da Reunião Anual do FMI e do Banco Mundial.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/10/2021

Os custos da produção industrial na China cresceram em setembro no maior ritmo registrado em 25 anos, impactados pelo encarecimento da energia, de acordo com dados oficiais publicados nesta quinta-feira.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede o custo dos bens ao sair da fábrica, subiu 10,7% em ritmo anual em setembro, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.

Esta é a alta mais expressiva desde outubro de 1996, quando o organismo começou a compilar os dados.

Em agosto, o índice já havia registrado um recorde em 13 anos (9%).

A recuperação econômica mundial provocou um forte aumento das matérias-primas, em particular do carvão, do qual a China depende para alimentar suas centrais de energia elétrica.

A situação provocou apagões e racionamento de energia em várias regiões do país, o que levou muitas fábricas a interromper ou reduzir a produção.

Em setembro, “os preços na indústria continuaram a crescer sob o efeito do aumento dos custos do carvão e em alguns setores com um consumo intensivo de energia”, disse Dong Lijuan, do Escritório Nacional de Estatísticas.

As autoridades chinesas ordenaram recentemente o aumento da produção nas minas de carvão e pediram às empresas de energia que garantam um abastecimento adequado para o inverno (hemisfério norte).

A situação ainda não repercute nos preços ao consumidor, que subiram apenas 0,7% em ritmo anual em setembro, segundo o mesmo organismo.

MINERAÇÃO

Valor - SP   15/10/2021

Commodity atinge alta de 5,60% no mês e registra perdas acumuladas de 21,54% no ano

Por Ana Paula Machado, Valor — São Paulo

Os preços do minério no mercado à vista subiram nesta quinta-feira (14) em meio à maior demanda na China.

Segundo a publicação especializada “Fastmarkets MB”, a principal matéria-prima do aço foi cotado a US$ 125,91 a tonelada no porto chinês de Qingdao, alta de 1,40% no comparativo com o dia anterior.

No mês a alta é de 5,60%. Apesar da recuperação dos últimos dias, a commodity acumula perdas de 21,54% no ano.

O contrato futuro de minério de ferro mais negociado, para entrega em janeiro, na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) ficou em grande parte estável nesta quinta-feira, avançando 0,7% em relação ao preço de fechamento anterior, para 731 yuans (US$ 113) por tonelada.

Exame - SP   15/10/2021

A BHP, maior mineradora do mundo, enfrenta uma votação decisiva nesta quinta-feira, 14. Os acionistas se reúnem em assembleia para debater se apoiam ou não o plano climático da companhia. A dúvida é se as metas de redução de emissões estabelecidas são ambiciosas o suficiente.

Segundo o jornal Financial Times, ao menos três dos 30 maiores acionistas afirmam que têm dúvidas sobre a proposta. A previsão é que a votação seja apertada. Apesar do resultado não obrigar a administração a abandonar o plano, sua rejeição enviará uma mensagem clara aos executivos: é preciso fazer mais.

Alguns consultores importantes já recomendaram aos clientes que votem contra o plano. É o caso da Glass Lewis, que considerou limitada a estratégia para reduzir as emissões de escopo 3, que engloba as atividades de fornecedores.

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Mudanças em curso

A mineradora passa por um momento intenso de reestruturação. Em agosto, a empresa reportou seu maior lucro anual em quase uma década e um dividendo recorde na esteira do aumento dos preços do minério de ferro, além de ter anunciado a saída da seus negócios de petróleo, avaliados em 13 bilhões de dólares, como parte de uma reformulação de portfólio.

O grupo planeja vender seus ativos petrolíferos para a Woodside Petroleum, criando uma nova e maior empresa de petróleo para navegar melhor pela transição energética e dar aos acionistas mais chances de escolher a forma como a companhia administra sua exposição aos combustíveis fósseis, disse o presidente-executivo da empresa, Mike Henry.

O acordo dará aos acionistas da BHP uma participação de 48% na nova companhia.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/10/2021

A mineradora Rio Tinto informou nesta quinta-feira, 14, que embarcou 83,4 milhões de toneladas de minério de ferro da região australiana de Pilbara no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 2% na comparação anual.

A companhia, contudo, cortou a previsão para os embarques da commodity em 2021 como um todo. “Esperamos agora que os embarques de Pilbara sejam de 320 a 325 milhões de toneladas, após modestos atrasos na conclusão da nova mina greenfield em Gudai-Darri e no projeto de substituição da mina Robe Valley brownfield devido ao mercado de trabalho apertado na Austrália Ocidental”, disse a empresa.

“Foi outro trimestre difícil operacionalmente”, disse o presidente-executivo da Rio Tinto, Jakob Stausholm.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   15/10/2021

A fabricante ítalo-americana CNH Industrial anunciou na quarta-feira (dia 13) que fechará temporariamente várias de suas instalações europeias de fabricação de veículos agrícolas, comerciais e de trens de força, devido às interrupções na aquisição de componentes, incluindo semicondutores.

A CNHi – que dentre outras detém as marcas de máquinas agrícolas New Holland Agriculture e Case IH, caminhões e ônibus Iveco, equipamentos de construção New Holland Construction e Case CE e motores FPT – disse em comunicado que planeja paralisar as fábricas por oito dias úteis neste mês, acrescentando que está constantemente revendo seus cronogramas de produção.

Montadoras em todo o mundo estão enfrentando escassez de chips semicondutores em meio a um aumento pós-pandêmico da demanda, o que tem forçado várias empresas a reduzir o ritmo de produção nos últimos meses.

Além disso, alguns fabricantes já alertaram que a crise de componentes deve se arrastar até 2022.

AUTOMOTIVO

Exame - SP   15/10/2021

Em meio à crise da falta de componentes eletrônicos para a produção de veículos, a Honda decidiu abrir um programa de demissão voluntária (PDV) nas fábricas de Sumaré e Itirapina, ambas no interior de São Paulo. Juntas elas empregam cerca de 3 mil funcionários.

A Honda alega que, além do cenário de incertezas, vai concluir, em dezembro, a transferência de toda a produção de automóveis da unidade de Sumaré para a de Itirapina, processo iniciado em 2019.

A Honda informou que, no momento, não trabalha com uma meta de adesão ao PDV. "O foco é atender os colaboradores que têm enfrentado dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina (um grupo já havia sido transferido para a outra fábrica nos últimos meses)", disse.

A empresa oferece 12 salários extras para quem aderir, valor referente a 12 meses de plano de saúde, cartão vale alimentação de R$ 250 ao mês por seis meses e três meses de orientação profissional assistida.

"A empresa não tem necessidade de fazer o PDV", afirma Sidelino Orsi Junior, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. "A empresa está aproveitando para fazer uma reestruturação para reduzir salários, pois a média salarial em Sumaré é de R$ 5 mil, enquanto em Itirapina é muito menos", diz.

A entidade é contrária ao PDV e realiza nesta quinta, 14, às 5h10, assembleia com os trabalhadores da unidade de Sumaré. Nesta sexta, 15, será a assembleia em Itirapina, comandada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região.

Em nota, a Honda diz que vem reestruturando suas atividades produtivas desde 2019, com o objetivo de aumentar a competitividade e a sustentabilidade da operação no longo prazo. Inaugurada em março de 2019, depois de ficar fechada por três anos, a fábrica já produz os modelos WRV, HRT e parte do Fit. Ainda faltam transferir a produção de Civic, City e parte do Fit.

"A última etapa do plano de transferência ocorre em um novo cenário, em que a indústria automotiva vem sendo impactada pela pandemia de covid-19. A desvalorização do real, a inflação de matérias-primas e a crise no abastecimento de componentes reduziram os volumes de produção em 2020 e em 2021, criando ociosidade em toda a indústria, e o cenário futuro ainda apresenta incertezas".

Greve na GM

Os mais de 4 mil trabalhadores da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC paulista, em greve há sete dias, devem retomar atividades hoje. Nesta quarta, 13, a greve foi julgada não abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determinou, contudo, a volta ao trabalho para hoje. Se a decisão não for cumprida, o TRT pode reverter a decisão para greve abusiva e o Sindicato dos Metalúrgicos terá de pagar multa de R$ 50 mil por dia parado.

Segundo o presidente da entidade, Aparecido Inácio da Silva, os trabalhadores conquistaram, entre outros itens, correção integral da inflação, de 10,4%, retroativos aos salários de setembro e a manutenção da cláusula que assegura estabilidade aos empregados portadores de doenças ocupacionais. Hoje, às 6h, haverá assembleia para que os funcionários decidam se voltam ou não.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   15/10/2021

Vendas líquidas da Cyrela e da Even vieram abaixo das expectativas, o que fez com que analistas acendessem sinal de alerta para os próximos trimestres

Por Felipe Laurence, Valor — São Paulo

As empresas do setor imobiliário começaram a apresentar suas prévias operacionais na noite de quarta-feira e, apesar de os números permanecerem em patamares elevados, uma tendência de leve desaceleração nas vendas já é apontada pelos grandes bancos.

Na visão das instituições, o movimento acontece por uma confluência de fatores macroeconômicos que afetam diretamente o desempenho das companhias do setor. De um lado a inflação, pressionando os insumos de construção, forçando as empresas a repassar tais custos para o cliente; e a alta na taxa de juros, deixando o financiamento mais caro.

O analista André Mazini, do Citi, nota que Cyrela e Even tiveram bons números de lançamentos entre julho e setembro, mas as vendas líquidas vieram 21,3% e 35,7% a menos do que ele estimava.

Para o Credit Suisse, o fato de as vendas das duas empresas, que atuam nos segmentos de média e alta renda, considerados mais resilientes, apresentarem essa variação negativa, liga o sinal de alerta para os resultados dos próximos trimestres.

“No todo os números continuam saudáveis, mas ficaremos atentos com o desempenho de vendas com maior competição e concentração de lançamentos”, escrevem os analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga.

O Bank of America (BofA) fala que os números das duas empresas continuam saudáveis e que a maior flexibilidade no repasse de custos vai fazer com que as margens de Cyrela e Even se mantenham mesmo em um cenário de redução nas vendas.

“Os preços continuaram na tendência de alta, o que deve apoiar as margens”, ponderam os analistas Carlos Peyrelongue, Aline Caldeira e Gabriel Carvalhal. Eles reiteram que a tendência de vendas é algo para se acompanhar nos próximos trimestres.

BTG Pactual teve um visão mais otimista sobre Cyrela, falando que os números apresentados pela empresa superaram suas estimativas, com bom ritmo de lançamentos e vendas se destacando tanto em lançamentos quanto em estoques, na visão dos analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio.

“Os números operacionais [da Cyrela] foram robustos, lançamentos continuam a subir em um ritmo forte e as vendas líquidas são sólidas, com vendas tanto de lançamentos quanto de estoque”, ponderam. Eles falam que os números contrariam o temor dos investidores de que acontecesse uma desaceleração.

No caso da Cury Construtora, que tem forte atuação no programa Casa Verde e Amarela (ex-Minha Casa Minha Vida), o BofA fala que o aumento de exposição no segmento de média renda permitiu com que a empresa conseguisse repassar a alta nos custos aos clientes, mantendo lançamentos e vendas em patamares elevados.

A opinião é compartilhada pelo BTG, que viu a Cury apresentando fortes números de vendas e lançamentos no trimestre, além de 45% em velocidade de vendas. “A Cury está com um desempenho melhor que o esperado desde a oferta de ações, com crescimento de lançamentos e uma velocidade de vendas ótima.”

Moura Dubeux, construtora com forte atuação no Nordeste, teve resultados elogiados pelo Credit Suisse. Sua posição de dominância na região e crescimento operacional fizeram com que lançamentos e vendas superassem a expectativa do banco suíço. Na visão dos analistas, a empresa deve alcançar suas metas do ano para os indicadores.

Já a Melnick teve resultados fracos, disse o BTG, com lançamentos e vendas 32% e 35% abaixo do estimado, com uma recuperação mais lenta do mercado imobiliário em Porto Alegre (RS), onde atua. No entanto, o banco acredita que a posição de liderança da empresa na capital gaúcha a deixa bem posicionada para se beneficiar da retomada local, quando acontecer.

FERROVIÁRIO

Agrolink - RS   15/10/2021

O Ministério da Infraestrutura confirmou que a Ferroeste solicitou autorização para construir uma nova linha férrea ligando Cascavel (PR) a Chapecó (SC). O trecho seria de de 286 quilômetros e um investimento de R$ 6 bilhões, totalmente da iniciativa privada.

As regiões Oeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina são grandes produtoras de aves e suínos, respectivamente, e a ferrovia é uma reivindicação antiga dos setores. A estrutura facilitaria, entre outras coisas, a importação de milho do Centro-Oeste para a ração animal, barateando os custos em até 30% em relação às rodovias.

A construção do trecho integra o recém lançado Programa de Autorizações Ferroviárias, o Pro Trilhos, instituído pela Medida Provisória nº 1.065/21 para tornar mais atrativo o investimento em ferrovias. O programa tem regras mais flexíveis em comparação à concessão, seguindo modelo já adotado nos setores das telecomunicações, energia elétrica, portuário e aeroportuário.

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e o segundo maior de carne de frango, mas pela limitação territorial consegue produzir apenas 40% do milho demandado para a alimentação animal. Os 60% restantes, cerca de 5 milhões de toneladas por ano, têm que vir do Centro-Oeste brasileiro.

Apesar de Santa Catarina ser o principal atendido, o ramal ferroviário vai beneficiar também Paraná porque vai passar pelo Sudoeste, região cujo volume de produção por si só não justificaria uma ferrovia.
“A estrada vai atender Chapecó, mas vai ao mesmo tempo beneficiar o Paraná que também tem uma avicultura e uma suinocultura fortes”, destaca Irineo da Costa Rodriges, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar).

Foram solicitadas autorizações para outros dois trechos no Paraná: Guarapuava a Paranaguá, com 405,2 quilômetros e investimento de R$ 12 bilhões; e Cascavel a Foz do Iguaçu, com 166 quilômetros e investimento de R$ 3,5 bilhões no empreendimento. A Ferroeste informou que ainda não definiu a modelagem jurídica desses trechos e disse que aguarda o parecer definitivo do Ministério da Infraestrutura sobre as autorizações.

Em relação à Nova Ferroeste, o traçado vai ter no total 1.285 quilômetros ligando Maracaju (MS) ao porto de Paranaguá (PR), com ramais ferroviários até Foz do Iguaçu (PR) e Chapecó (SC). A previsão é ser construída entre 2022 e 2029.

Rodoviário

Valor - SP   15/10/2021

Certame, que inclui três trechos somando 234,6 quilômetros no Estado, prevê investimentos de R$ 2,2 bilhões em 30 anos

Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (14) a abertura de consulta pública sobre licitação de rodovias de Pernambuco. O certame, que inclui três trechos somando 234,6 quilômetros no Estado, prevê investimentos de R$ 2,2 bilhões em 30 anos.

A licitação, que ocorrerá com apoio da instituição de fomento, fica a cargo do governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seinfra) e da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). A publicação do edital está prevista para março e o leilão, para maio de 2022. A consulta pública terá duração de 30 dias.

Investimentos preveem alocação de recursos de R$ 1,13 bilhão em 30 anos, além de R$ 1,12 bilhão em serviços prestados ao usuário — Foto: Free-Photos por Pixabay

Os investimentos preveem alocação de recursos de R$ 1,13 bilhão nos 30 anos de concessão, além de R$ 1,12 bilhão em serviços prestados ao usuário do sistema rodoviário, incluindo, atendimento médico e guincho mecânico. Os trechos atravessam 21 municípios de Pernambuco, com população total de aproximadamente 1 milhão de habitantes.

O maior trecho é o da PE-090, com 107,6 quilômetros (km), ligando o município de Carpina à cidade de Toritama. Já o trecho da PE-060 tem 86,5 km liga Cabo de Santo Agostinho São José da Coroa Grande, na divisa com o Estado de Alagoas. Por fim, o trecho da PE-050 tem 40,5 km e liga Vitória do Santo Antão a Limoeiro.

Segundo Marcelo Bruto, secretário executivo de Parcerias e Estratégias do Governo de Pernambuco, os estudos apontaram atrativos significativos para investimentos em três das principais rodovias do Estado, que, somados aos projetos públicos em andamento, "permitirão mudar o patamar de infraestrutura rodoviária o estado”.

Superintendente da Área de Estruturação de Parcerias de Investimentos do BNDES, Cleverson Aroeira, observa que a licitação de Pernambuco faz parte de um programa de estruturação de concessões de rodovias do banco que soma 18 mil quilômetros de extensão no país.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   15/10/2021

A Petrobrás confirmou na manhã de hoje (14) que sua diretoria executiva aprovou o início da fase de negociação com o grupo Aguila para a venda do chamado Polo Bahia Terra. Desde o início da semana, bastidores de mercado apontavam que o consórcio formado por Aguila Energia e Infra Construtora havia saído na frente na disputa pelo ativo, com um proposta avaliada em US$ 1,9 bilhão.

No comunicado publicado hoje, a Petrobrás afirmou que o consórcio apresentou a melhor proposta na concorrência, em valor superior a US$ 1,5 bilhão. “A companhia esclarece que a celebração da transação dependerá do resultado das negociações, bem como das aprovações corporativas necessárias”, completou a estatal.

O Polo Bahia Terra abrange 28 concessões de produção terrestres, localizadas em diferentes municípios do estado. O processo de desinvestimento inclui ainda estações coletoras e de tratamento, parques de estocagem e movimentação de petróleo, gasodutos e oleodutos, além da UPGN Catu e outras infraestruturas associadas ao processo produtivo.

O petróleo produzido no é de grande interesse comercial para a RLAM (Refinaria Landulpho Alves), vendida recentemente para o Fundo Mubadala, pois compõe a parcela de “Baiano Mistura” na carga da refinaria.

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