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15 de Junho de 2022

ECONOMIA

Monitor Digital - RJ   15/06/2022

O ciclo de alta de juros deve ser interrompido após agosto, com a taxa Selic encerrando o ano em 13,5%. Esta é a aposta do Grupo Consultivo Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), formado por 24 economistas-chefes de instituições associadas. A projeção foi feita na última reunião do Grupo, realizada na sexta-feira passada.

Segundo o coordenador do Grupo Macro, Fernando Honorato, a expectativa de boa parte dos economistas é que o Banco Central mantenha a taxa de juros mais alta por mais tempo. O debate do Grupo sobre a política monetária estima mais um aumento de 0,50 ponto da taxa Selic, em junho, e outro de 0,25 em agosto, encerrando dezembro em 13,5%. Entretanto, não houve, consenso em relação ao patamar da taxa para o final de 2022. A mínima e a máxima apuradas ficaram em 13,25% e 14,25%, respectivamente.

Para os economistas, o mais provável é que o Banco Central interrompa o ciclo de alta dos juros e permaneça em um patamar elevado por mais tempo, o que elevaria os juros médios da economia. Para o final de 2023, a projeção para a taxa Selic foi revisada de 9,0% para 9,75%.

Inflação

Quanto ao IPCA, o Grupo Macro revisou a projeção de 2022 de 7,9% para 9,1% em relação à reunião de abril. Para 2023, a previsão dos economistas passou de 4,0% para 4,5%. Essas projeções, entretanto, não levam em conta os efeitos das medidas de desoneração fiscal divulgadas pelo governo, que podem impactar para baixo o IPCA deste ano e, para cima, o do próximo.

Entre as casas que revisaram as previsões para inflação em função desses impactos, as medianas ficaram em 7,5% para 2022 e 5,4% para 2023. Os economistas ressaltaram que o cenário da inflação para o próximo ano continua desafiador, não apenas em função do caráter inercial da inflação, mas pelas incertezas fiscais quanto à manutenção do aparato institucional de controle de gastos, o que dificulta o trabalho de ancoragem das expectativas inflacionárias de médios e longos prazos realizados pelo Banco Central.

Houve uma forte correção nas previsões do Grupo em relação à atividade econômica em 2022, com a projeção de crescimento do PIB passando de 0,60% para 1,5%. Esse movimento foi confirmado pela recuperação do nível de atividade ocorrido no primeiro trimestre, liderado pelo consumo das famílias e pela reabertura de várias atividades, sobretudo no segmento de serviços.

Depois do crescimento de 1,0% no primeiro trimestre, o grupo espera 0,50% no segundo trimestre, seguido de recuos de 0,40% e 0,30%, respectivamente, no terceiro e quarto trimestres deste ano. Para 2023, a projeção passou de 0,74% para 0,50%, um menor ritmo comparado a este ano, diante dos efeitos defasados do ciclo de alta dos juros na atividade em um contexto de menor crescimento da economia mundial.

IstoÉ Dinheiro - SP   15/06/2022

Terminou às 11h25 desta terça-feira a primeira etapa da Reunião de Análise de Conjuntura do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que havia sido iniciada às 9h42. A discussão sobre a conjuntura econômica continua na tarde desta terça-feira e na manhã da quarta-feira, 15. Na quarta à tarde, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os oito diretores da instituição têm mais uma rodada de discussões antes de indicarem o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 12,75% ao ano.

A expectativa majoritária do mercado financeiro é de alta de 0,50 ponto porcentual dos juros básicos, para 13,25% ao ano, conforme 46 das 50 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast. Três casas esperam aumento de 0,75 ponto, a 13,50%, enquanto uma projeta a manutenção do ritmo de aperto monetário de maio, de 1,00 pp, para 13,75%.

A aposta quase unânime na elevação da Selic a 13,25% segue sinalização dada pelo Copom no último encontro, em maio. “Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude”, disse.

Caso esse aumento seja confirmado, os juros básicos atingirão o maior patamar em cinco anos e meio, desde janeiro de 2017 (13,75%). Será a décima primeira alta consecutiva neste ciclo de aperto monetário, que já é o mais longo da história do Copom.

Desde o primeiro movimento neste processo de aumento da Selic, em março de 2021, a taxa já subiu de 11,25 pontos porcentuais, o maior choque de juros desde 1999, quando, durante a crise cambial, o BC elevou a Selic em 20 pontos porcentuais de uma vez só.

Agência Brasil - DF   15/06/2022

A arrecadação recorde registrada em abril ajudou as contas públicas, apesar das desonerações para combustíveis, produtos industrializados e dos gastos com o Auxílio Brasil. Em abril, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou superávit primário de R$ 28,553 bilhões, valor recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado veio melhor do que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de R$ 17,3 bilhões em abril.

Em relação a abril do ano passado, o superávit primário cresceu 52,9%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos quatro primeiros meses de 2022, o Governo Central acumula resultado positivo de R$ 79,263 bilhões, valor também recorde para o primeiro quadrimestre, desde o início da série histórica.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do superávit recorde no início do ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano.

No fim de maio, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 65,5 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.
Atraso

Previsto para a última semana de maio, o resultado do Governo Central de abril foi publicado com duas semanas de atraso, por causa da greve dos analistas do Tesouro Nacional. Assim como diversas categorias do funcionalismo público federal, eles reivindicam a reposição da inflação nos últimos quatro anos.

O Ministério da Economia informou que não será concedida entrevista coletiva sobre os resultados de abril. O secretário do Tesouro, Paulo Valle, falará com a imprensa somente na apresentação dos dados fiscais de maio, prevista para ocorrer no fim de junho.
Arrecadação atípica

O superávit de abril ocorreu porque as receitas cresceram em ritmo maior que as despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 18,7% em relação a março do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 5,9% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 11,6% em valores nominais, mas caíram 0,5% na mesma comparação, após descontar a inflação.

No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas. O primeiro foi a alta arrecadação registrada em abril. Apesar das desonerações para combustíveis e para produtos industrializados, as receitas do governo sentiram pouco o impacto das medidas. A elevação do lucro de empresas de energia e de combustíveis contribuiu para a arrecadação recorde em abril.

O outro fator não está relacionado com a arrecadação de tributos, mas com a alta do petróleo no mercado internacional. As receitas com royalties cresceram R$ 7,02 bilhões (+43,6%) acima do IPCA em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 120 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Despesas

Do lado das despesas, aumentaram os gastos obrigatórios com controle de fluxo, que subiram R$ 5,43 bilhões (+43,1%) acima da inflação em abril na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 19,93 bilhões (+38,5%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil.

Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 8,2% no acumulado do ano descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social subiram 2,7% acima da inflação.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal aplicou R$ 10,506 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, alta de 58% em relação ao mesmo período de 2021, descontada a inflação pelo IPCA.

A alta ocorre perante uma base fraca de comparação. No ano passado, o Orçamento foi sancionado apenas no fim de abril, e os investimentos no primeiro quadrimestre foram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

O Estado de S.Paulo - SP   15/06/2022

Uma alta de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic, para 13,25%, já é amplamente esperada para a decisão do Copom hoje, mas a grande expectativa é saber como o Banco Central vai tratar o projeto que reduz impostos sobre combustíveis e outros serviços essenciais.

Para analistas, essa avaliação no comunicado do Copom seria a principal sinalização sobre os próximos passos da política monetária, em particular se o ciclo de alta de juros poderá prosseguir em agosto. Isso porque há o temor em relação tanto à piora fiscal quanto ao efeito adverso sobre a inflação no médio prazo do que está em discussão.

Foi mal recebida pelo mercado a proposta do governo, via PEC, para ressarcir os Estados que decidirem zerar o ICMS sobre diesel e gás de cozinha, que resultaria numa despesa ao redor de R$ 25 bilhões fora do teto de gastos.

Como a zeragem nos impostos está prevista para acabar no fim deste ano, voltando a carga tributária mais alta no ano que vem, o alívio na inflação é de curto prazo e resultará numa pressão maior sobre os preços em 2023, justamente o horizonte relevante para a política monetária.

Antes disso, há o projeto para limitar a cobrança do ICMS em 17% para combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte, o que resultaria em renúncia de arrecadação de bilhões de reais, comprometendo o resultado primário do setor público.

Por enquanto, a grande maioria dos economistas não embutiu nas projeções os cálculos já feitos sobre o impacto na inflação de 2022 e 2023 dos projetos de redução de impostos.

Após o IPCA de maio, a mediana das estimativas para a inflação de 2022 caiu para 8,70%, no levantamento do Projeções Broadcast, ante 8,89% da última pesquisa Focus, do BC. E o consenso das projeções para o IPCA em 2023 ficou em 4,50% ante 4,39% no boletim Focus.

Como a aprovação de uma PEC nem sempre ocorre no prazo desejado pelo governo ou mantém o texto original, a reunião do Copom hoje está envolta num elevado grau de incerteza. E mesmo o alívio com o teto para o ICMS chegará integralmente aos preços das bombas de combustíveis?

Além do mais, não se sabe se a piora da percepção do risco fiscal seguirá pressionando o dólar, outra variável importante para as expectativas de inflação.

Nesse cenário tão nebuloso, o Copom deveria deixar em aberto a decisão sobre os juros na reunião de agosto. Até lá, terá mais informações sobre a dinâmica da inflação, os efeitos defasados da política monetária e a aprovação das propostas para reduzir os impostos sobre combustíveis.

O Estado de S.Paulo - SP   15/06/2022

Já afetado por graves desajustes internos, o Brasil enfrenta um cenário internacional de insegurança, com as grandes economias perdendo impulso num ambiente de inflação elevada, juros em alta e comércio ainda contaminado pelos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia. Na maior economia do mundo, a americana, onde os preços ao consumidor subiram 1% em maio e 8,6% em 12 meses, o risco de uma recessão já está nas contas do mercado. O ritmo da atividade vai depender do aperto monetário imposto pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, para deter a onda inflacionária.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já se referiu às condições externas para fanfarronear sobre a recuperação econômica do Brasil. Os brasileiros poderão ter algum ganho se ele deixar suas fantasias e pensar em como garantir algum crescimento neste ano difícil.

Na maior parte do mundo a atividade já se enfraqueceu no primeiro trimestre. Nesse período, o Produto Interno Bruto (PIB) do Grupo dos 20 (G-20) foi 0,7% maior que o dos três meses anteriores, quando havia crescido 1,3%. O Brasil avançou 1% no período de janeiro a março, com desempenho melhor que o da maior parte dos países desse conjunto. Mas o padrão brasileiro tem sido bem mais modesto há vários anos, notadamente nos três e meio do atual mandato presidencial.

A comparação do primeiro trimestre de 2022 com o último de 2019, anterior à pandemia, mostra um crescimento acumulado de 1,6% para o Brasil. Para o conjunto do G-20, a expansão nesse período foi de 4,8%. Essa média inclui 15,9% para a Turquia, 8,3% para a China, 5,9% para a Índia, 5,4% para a Arábia Saudita, 4,5% para a Austrália e 3,9% para a Coreia do Sul.

Esse quadro é compatível com o padrão observado a partir do mandato da presidente Dilma Rousseff, marcado pela recessão em 2015-2016, pela explosão inflacionária e pelo enorme desarranjo das contas públicas. A partir desse mandato o crescimento anual médio da economia brasileira foi pouco superior a 1%.

Para os próximos seis a nove meses as perspectivas são desfavoráveis. Os chamados indicadores antecedentes – como encomendas, expectativas empresariais e investimentos – sugerem perda de impulso no conjunto dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para os Estados Unidos estima-se crescimento estável, mas a partir de um resultado fraco nos primeiros meses do ano. Essa avaliação é mais favorável que a de boa parte do mercado financeiro. As expectativas também são de menor expansão em grandes economias externas ao grupo, como a China. Para o Brasil, a avaliação é de crescimento mais lento.

No mercado brasileiro, as projeções têm convergido para 1,5%, uma taxa muito modesta para uma grande economia emergente. Com inflação ainda elevada, a terapia dos juros altos deve ser mantida por muitos meses, dificultando a expansão dos negócios. Enquanto isso, o ministro da Economia se concentra em limitar os possíveis danos fiscais produzidos por medidas eleitoreiras.

MINERAÇÃO

CNN Brasil - SP   15/06/2022

Os preços do minério de ferro caíram nesta terça-feira (14), com novos surtos de Covid-19 na China obscurecendo as perspectivas de demanda na maior produtora de aço do mundo, embora as esperanças de medidas políticas para apoiar uma economia doméstica em dificuldades tenham ajudado a reduzir as perdas.

O foco do mercado se voltou para o Banco Popular da China, que pode cortar a taxa de juros de sua linha de crédito de médio prazo na próximo quarta-feira.

O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em setembro na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas em queda de 0,1%, a 901,50 iuanes (US$ 134,11) a tonelada, depois de cair mais cedo na sessão para 882 iuanes, o menor nível desde 31 de maio.

Na Bolsa de Singapura, o contrato mais ativo de julho para o ingrediente siderúrgico recuou 0,4%, para US$ 134,10 a tonelada.

O preço spot de referência do minério de ferro com teor de 62% na China recuou US$ 1, a US$ 137 a tonelada nesta terça-feira, segundo dados da consultoria SteelHome.

A política rígida de zero-Covid da China e novas infecções em Pequim e Xangai levaram a testes em massa e restrições renovadas.

“O risco de novos lockdowns permanece alto enquanto a abordagem dinâmica de zero Covid-19 permanece em vigor”, disse a Fitch Ratings em comunicado.

A Fitch Ratings cortou sua previsão de crescimento econômico para a China este ano para 3,7%, de 4,8%, para refletir o impacto na atividade das recentes medidas de lockdown.

CNN Brasil - SP   15/06/2022

O juiz responsável pela recuperação judicial da Samarco Mineração marcou para terça-feira, 21 de junho, uma audiência de conciliação entre a empresa, seus acionistas Vale e BHP Group e os credores financeiros para tentar chegar a um acordo relativo a duas propostas concorrentes de reestruturação da dívida.

Os credores rejeitaram a última proposta de reestruturação oferecida pela Samarco numa assembleia no dia 18 de abril e apresentaram um mês depois um plano alternativo, pelo qual assumiriam o controle da empresa trocando a dívida por participação acionária.

Sindicatos representando funcionários da Samarco apresentaram um segundo plano de reestruturação no dia seguinte ao dos credores, em 19 de maio, com o apoio da empresa e de seus acionistas.

Em sua decisão, o juiz Adilon Claver de Resende diz que a audiência de conciliação busca reduzir o litígio e chegar a um acordo entre as duas propostas.

Ainda não está definido como prosseguirá a reestruturação se não houver acordo e houver duas propostas concorrentes para votação.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   15/06/2022

Modal rodoviário, responsável por mais de 60% das entregas realizadas no Brasil, investe na eletrificação da frota para reduzir emissão de CO²

Diante da crescente preocupação com o aquecimento global e da pressão da sociedade pela busca de energia limpa, várias empresas que atuam no segmento de transporte ou que têm a logística no coração dos negócios estão investindo na eletrificação da frota. A DHL Supply Chain no Brasil é uma delas. Para zerar as emissões de gás carbônico (CO2) em suas operações até 2050, a empresa vai dobrar a frota atual de 70 veículos elétricos em 12 meses, sendo 80% composta por VUC (Veículo Urbano de Carga) e caminhões. Para dimensionar a mudança, a empresa estima que 70 veículos elétricos conseguem evitar a emissão de 22 mil toneladas de CO2 nos próximos 30 anos, análise feita com base na metodologia global Well-to-Wheel aplicada para comparar transmissões de veículos.

Fábio Miquelin, vice-presidente de Transportes da DHL Supply Chain, diz que a frota elétrica atende hoje oito clientes no Sul e Sudeste nos setores de comércio eletrônico, farmacêutico, moda e consumo. “Até o fim de 2022, nossos veículos elétricos vão circular também na Bahia, Ceará e Pernambuco. Estamos concentrados na distribuição urbana, em rotas curtas por conta da limitação da infraestrutura de abastecimento de carga”, diz Miquelin. Segundo ele, outra meta da empresa é a utilização de energia limpa nos pontos de reabastecimento dos veículos elétricos. “Vamos iniciar a instalação de painéis solares nesses pontos em 2023. Hoje, nosso Centro de Distribuição, em Louveira (SP), já produz sua própria energia a partir de fonte solar.”

A empresa não detalha o investimento no país para a eletrificação da frota, mas Miquelin diz que os valores estão incluídos no montante destinado à América Latina para a Estratégia 2025, de 30 milhões de euros.

DHL e Boticário querem todas as entregas, até 2025, com veículos elétricos, hoje restritos à curta distância — Foto: Divulgação

Um dos clientes da DHL Supply Chain que já utiliza vans e VUC elétricos para entregas em lojas de rua e shopping centers é o grupo Boticário, cuja meta é realizar todas as entregas com veículos elétricos até 2025 nas capitais brasileiras. Com autonomia em torno de 200 quilômetros, o VUC elétrico vem sendo utilizado para entregas urbanas do trecho conhecido na logística como ‘última milha’. Parte da frota da DHL conta com o modelo JAC iEV1200T, com capacidade de 7,5 toneladas.

A eletrificação de caminhões considerados leves também é uma grande aposta da Volkswagen Caminhões e Ônibus no Brasil (VWCO). Desde o início da produção, em junho de 2021, a fábrica em Resende (RJ) já vendeu 300 unidades dos modelos de caminhões elétricos e-Delivery, nas versões 11 e 14 toneladas. Entre os compradores do modelo estão Ambev, JBS e Coca-Cola FEMSA Brasil. Para desenvolver e produzir o e-Delivery, a VWCO investiu cerca de R$ 150 milhões. Até o fim de 2022, sua produção de caminhões elétricos vai escoar também para a América Latina. Segundo a montadora, o processo está em testes de altitude e homologações. “Estamos aumentando a produção aos poucos no Brasil, mas já analisamos as exportações. A entrega das primeiras unidades está prevista até o fim do ano, com foco no México e na Argentina”, diz Roberto Cortes, CEO da VWCO.

Segundo Cortes, os caminhões elétricos custam cerca de R$ 850 mil, enquanto o modelo tradicional de mesmo porte fica em torno de R$ 300 mil. “Mas o custo de manutenção cai para metade, considerando um veículo que roda 24 horas. O investimento do caminhão se paga em cinco anos”, diz.

”Para haver produção em escala de caminhões elétricos será preciso investir em infraestrutura

— Roberto Cortes, CEO da VW Caminhões e Ônibus

Na análise de Cortes, o mais viável, no caso do Brasil, para reduzir as emissões no modal rodoviário é a eletrificação da frota de caminhões voltados para a distribuição urbana, por não exigir muito infraestrutura de carregamento. Segundo ele, entre 10% e 15% da frota produzida no Brasil será concentrada neste tipo de modelo.

“Estamos trabalhando em projetos de ônibus elétrico, mas vai demorar mais. Em média e longa distância, para haver uma produção em escala de caminhões elétricos, será preciso investir em infraestrutura de carregamento. É uma questão de prioridade, e a do Brasil é diferente de Suécia, Alemanha e EUA”, diz Cortes.

A Americanas S.A. é outra com plano de descarbonização. “A eletrificação da frota é uma das principais iniciativas para redução das emissões, estratégia para a companhia se tornar carbono neutro até 2025”, diz Patricia Bello, gerente de operações de logística da varejista.

A Americanas começou a montar sua frota de utilitários elétricos para rotas de até 200 km, em 2021. Hoje, a empresa tem 180 veículos rodando em nove estados, no Sudeste, Sul, Nordeste e, Distrito Federal. A frota para a “última milha” também inclui 61 tuk-tuks elétricos e 86 bicicletas (convencionais e elétricas). Com a eletrificação, a empresa reduziu em 90% os gastos mensais para manutenção da frota para distâncias mais curtas. Mas a empresa paga pelo consumo de energia elétrica, que varia de acordo com as regiões do país.

“A maioria dos veículos que operam a nossa logística ainda é tradicionalmente movida a combustão, mas estamos melhorando esse patamar em diversas modalidades”, afirma Bello, acrescentando que, em 2021, 14% das entregas na “última milha” foram feitas com frota ecoeficiente.

A eletrificação da frota também já chegou na indústria. A Vale está substituindo combustíveis fósseis por fontes limpas em minas e ferrovias. O projeto Powershift vai eletrificar essas duas áreas, que juntas respondem por 25% das emissões diretas de carbono da companhia.

Na operação de metais no Canadá, a Vale já tem 40 veículos elétricos de mina subterrânea. Agora, vai começar a testar caminhões elétricos de 72 toneladas fabricados pelo grupo chinês Xuzhou nas minas de minério de ferro de Água Limpa (MG) e na Indonésia. Como comparação, um caminhão convencional, deste porte, usado pela empresa emite 886 toneladas/ano de CO2.

A Vale ainda espera receber, em 2024, protótipos de caminhões 100% elétricos da Cartepillar, com capacidade entre 240 e 320 toneladas, para operar fora de estradas. Se o projeto avançar, pretende adquirir 30 desses caminhões a partir de 2027.

Na ferrovia, uma locomotiva elétrica já passou por testes na Estrada de Ferro Vitória a Minas e no pátio de manobra. O equipamento está passando por retrofit e começará a operar na linha no segundo semestre, compondo, com outras locomotivas a diesel, o primeiro trem híbrido do país. Uma segunda locomotiva 100% elétrica entrou nos trilhos em abril no pátio de manobra do Porto Ponta de Madeira, em São Luís (MA), em caráter piloto. Quando estiver em plena operação, vai rodar nas minas da Vale no Pará pela Estrada de Ferro Carajás. Por ano, uma locomotiva tradicional consome até 100 mil litros de diesel (254 ton de CO2).

Valor - SP   15/06/2022

Ao contrário das concorrentes, planos da montadora não incluem híbridos

Das três montadoras com as maiores estruturas industriais do Brasil - General Motors, Stellantis e Volkswagen -, a GM é a única que não está interessada em desenvolver e vender veículos híbridos na América do Sul. Seguindo orientação global da companhia, a subsidiária regional irá direto para a fase dos carros 100% elétricos. Esta semana, a empresa antecipou o nome de mais três modelos totalmente elétricos que venderá na região a partir do segundo semestre.

Além do Bolt EV, vendido no Brasil desde 2019, serão comercializados no país o Bolt EUV (SUV do Bolt), Blazer EV e Equinox EV, ainda em fase de desenvolvimento nos Estados Unidos. O primeiro deles, o Bolt EUV fará a estreia na região na Colômbia no segundo semestre. Brasil e demais países receberão o carro a partir de 2023. As datas de chegada dos outros dois modelos não foram reveladas.

Ao apresentar as novidades por meio de um vídeo veiculado pelo canal YouTube, o presidente da GM na América do Sul, Santiago Chamorro, disse que a GM tem o compromisso de “liderar o processo de eletrificação na América do Sul”.

Como parte do plano de eletrificar toda a linha, CAOA Chery também anuncia cinco novos modelos

Já a vice-presidente de comunicação, relações governamentais e ESG da GM na região, Marina Willisch, destacou que “parte importante do processo é tornar cada vez mais sustentáveis os veículos a combustão até a migração total do mercado para os carros 100% elétricos, os únicos que não emitem qualquer gás poluente”. “O consumidor aqui é super antenado e adora seguir as tendências globais”, disse Chamorro.

Globalmente, a direção da GM anunciou o compromisso de se tornar neutra em carbono até 2040. A companhia não revelou como esse processo de dará em cada país. Para alcançar a meta que carrega o slogan “zero acidente, zero emissão e zero congestionamento”, a montadora anunciou o plano de investir globalmente US$ 35 bilhões para o desenvolvimento de 30 veículos 100% elétricos e autônomos até 2025.

A GM torna-se, assim, a primeira grande montadora com fábricas no Brasil que não apoiará o plano que parte da indústria automobilística e governo elaboram para desenvolver veículos híbridos movidos a etanol no país, como já faz hoje a Toyota, e como Volkswagen e Stellantis mais de uma vez acenaram.

Essas empresas defendem que o Brasil deve passar primeiro pela fase dos híbridos como forma de preservar o parque industrial existente e contornar a falta de infraestrutura de carregamento de baterias. A Volks anunciou até a ideia de transformar o Brasil num centro de desenvolvimento de híbridos usando etanol e de transferir essa tecnologia a outros países, como Índia. O debate tem sido tema de conversas entre representantes do governo e da indústria.

Os modelos híbridos possuem dois motores - um a combustão, que ajuda a carregar o outro, elétrico. Esse tipo de veículo dispensa a necessidade de carregamento das baterias em tomadas domésticas ou eletropontos. Já o 100% elétrico depende dessa infraestrutura, que tem avançado cada vez mais na Europa e Estados Unidos.

A participação dos chamados carros eletrificados - híbridos e 100% elétricos - no mercado brasileiro ainda é pequena. De janeiro a maio, os híbridos representaram 2% das vendas e os totalmente elétricos, 0,3%. Embora pequeno, esse mercado tem crescido. Representava 1,6% e 0,1%, respectivamente, há um ano, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Duas marcas chinesas também se preparam para a eletrificação dos automóveis vendidos no Brasil - CAOA Chery e Great Wall. A CAOA Chery já produz no Brasil e ontem anunciou que até o fim de 2023, todos os modelos de sua linha serão eletrificados. Uma parte será híbrida, com produção local inclusive. Outra parte será elétrica. Cinco novos modelos foram apresentados em um evento. O primeiro - o subcompacto iCar - chegará às concessionárias no fim do mês, importado da China. Além disso, a empresa prepara a estrutura industrial local. Suspendeu a produção em uma de suas duas fábricas, em Jacareí (SP), para prepará-la para a transição para a eletrificação.

A Great Wall também prepara a fábrica que comprou da Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP) para produzir veículos 100% elétricos. As estruturas menores de CAOA e Great Wall facilitam os planos de produzir modelos eletrificados localmente.

Por enquanto, carros 100% elétricos ainda são um nicho no Brasil. Entre os mais baratos do mercado, o modelo Kwid, da Renault, foi lançado recentemente ao preço promocional de pré-venda de R$ 143 mil. Mas linhas de luxo de marcas como Audi, BMW e Volvo custam mais do que o dobro.

A expectativa é que o avanço da tecnologia ajude a reduzir os preços dos modelos 100% elétricos. No ano passado, a GM lançou uma plataforma chamada Ultium, que, segundo a empresa, tem a capacidade de transformar em elétricos todos os tipos de veículos, incluindo os mais simples.

As células das baterias dessa plataforma poderão produzir 60% mais capacidade de energia. Seu desenho retangular plano facilita a colocação de módulos num espaço menor.

Recentemente, GM e Honda anunciaram uma parceria para desenvolver uma família de carros elétricos mais acessíveis. Esses veículos serão concebidos a partir de nova plataforma global e utilizarão o sistema Ultium.

NAVAL

IstoÉ Dinheiro - SP   15/06/2022

Após passar por audiências públicas, o edital do Porto de Santos está em fase final de elaboração e deve ser enviado nas próximas semanas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que pode solicitar ajustes e alterações. A expectativa é de que, até outubro, a Corte já tenha concluído seu parecer e que o edital definitivo seja publicado. Como o prazo para a realização da oferta costuma ser de 90 dias, pode ser que o leilão ocorra só no início de 2023, mas o governo corre para fazer a licitação ainda neste ano.

Dos R$ 18,5 bilhões em investimentos obrigatórios, R$ 14,1 bilhões serão aplicados em manutenções ao longo dos 35 anos da concessão. Cerca de R$ 3 bilhões estão reservados para a construção de um canal ligando Santos e Guarujá (leia mais na pág. B3). O R$ 1,4 bilhão restante deve ser injetado em obras como acessos rodoviários e aprofundamento do canal.

Os terminais do porto estão espalhados por um canal com 25 quilômetros de extensão. Hoje, esse canal tem profundidade de 15 metros. Toda estrutura terá de ser rebaixada para 16 metros numa primeira etapa, chegando a 17 metros posteriormente. Santos tem autorização para receber embarcações com até 366 metros de comprimento, enquanto grandes portos no mundo já estão aptos a ancorar navios de 400 metros. Ao aprofundar seu canal, vai permitir o eventual acesso dessas embarcações.

Os investimentos exigidos no leilão não são os únicos previstos para Santos. Fernando Biral, presidente da Santos Port Authority (SPA, atual gestora do porto), diz que outros R$ 11,2 bilhões já estão em curso, boa parte como resultado de 11 áreas dos terminais em fase de arrendamento para empresas. “Ao todo, são cerca de R$ 30 bilhões de recursos que entrarão no Porto de Santos.”

LIMITE. Nos últimos dez anos, enquanto a média de crescimento do PIB foi de 1,1% ao ano, o porto registrou aumento médio anual de 4,9%, movimentando cerca de 150 milhões de toneladas por ano – próximo de sua capacidade plena. A projeção conservadora é de que esse volume atinja 200 milhões de toneladas até 2030.

A privatização não reflete apenas uma defesa da redução do papel do Estado no setor. Na prática, esta é hoje a única forma encontrada para que o principal hub marítimo do Hemisfério Sul faça frente à expansão pela qual passará nos próximos 40 anos.

O plano de expansão logística nacional aponta que o Brasil precisaria investir cerca de R$ 75 bilhões por ano, até 2035, para fazer frente às necessidades do Brasil em todo o setor de transporte. Neste ano, porém, a União tem cerca de R$ 6,5 bilhões para todo o setor logístico federal.

“É menos de 10% do que seria necessário. É evidente que não há a menor possibilidade de o governo realizar o investimento necessário”, afirma Rafael Furtado, secretário substituto de fomento, planejamento e parcerias do Ministério de Infraestrutura.

Valor - SP   15/06/2022

Ligada ao Ministério da Infraestrutura, a Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública de capital fechado responsável pela gestão e fiscalização das instalações portuárias e das infraestruturas públicas no Porto de Santos

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal recomendou a inclusão da Autoridade Portuária de Santos, antiga Companhia Docas do Estado de São Paulo, no programa de privatização. A decisão foi publicada nesta terça-feira (14) no "Diário Oficial da União" (DOU).

Ligada ao Ministério da Infraestrutura, a Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública de capital fechado responsável pela gestão e fiscalização das instalações portuárias e das infraestruturas públicas no Porto de Santos, maior porto da América Latina.

Segundo a empresa, o porto é responsável por, no mínimo, 25% do comércio exterior brasileiro. A resolução do PPI diz que a concessão dos serviços portuários deve ocorrer “de forma associada à transferência do controle acionário” da companhia.

O conselho do PPI também recomendou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja designado como o responsável pela execução e pelo acompanhamento das medidas de privatização.

Antes do início dos estudos, a decisão do PPI será submetida ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que poderá determinar ou não a inclusão da empresa no Programa Nacional de Desestatização (PND).

O processo de estudos técnicos será acompanhado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que vai examinar, ainda no âmbito de sua competência, a minuta do contrato de concessão do serviço portuário.

Porto de Santos — Foto: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   15/06/2022

Por Gabriel Bueno da Costa – A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirma, em seu relatório mensal publicado mais cedo, que o Brasil deve apoiar o crescimento da oferta da commodity em 2022. Segundo o levantamento, o país teve crescimento de 18 mil barris por dia (bpd) em sua produção de petróleo em abril, a uma média de 3,0 milhões de bpd.

Segundo a Opep, o Brasil deve ter oferta de combustíveis líquidos em média de 3,6 milhões de bpd neste ano, um corte de 78 mil bpd ante a projeção do mês passado. Para 2022, a oferta de combustíveis líquidos do país, incluindo biocombustíveis, deve aumentar 200 mil bpd, na comparação anual, a uma média de 3,8 milhões de bpd, número inalterado ante o mês anterior.

Nas projeções mais atualizadas, a Opep prevê que a economia brasileira cresça 1,2% neste ano. Antes, esperava avanço de 0,7%.

O Petróleo - SP   15/06/2022

Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira, com a oferta global apertada superando as preocupações de que a demanda por combustível seria atingida por uma possível recessão e novas restrições da pandemia na China.

Os contratos futuros de petróleo Brent subiram 94 centavos, ou 0,9%, para US$ 123,21 o barril às 1029 GMT, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) subiu 79 centavos, ou 0,7%, para US$ 121,72 o barril.

A oferta apertada foi agravada pela queda nas exportações da Líbia em meio a uma crise política que atingiu a produção e os portos.

Outros produtores da OPEP+ estão lutando para cumprir suas cotas de produção e a Rússia enfrenta proibições de seu petróleo por causa da guerra na Ucrânia.

“O contínuo aperto em produtos refinados globalmente, bem como a falta de investimento para trazer mais suprimentos de membros da Opep, ou outras fontes, significa que a produção russa perdida está longe de ser coberta pelos mercados globais”, disse Jeffrey Halley, analista sênior de mercado. na OANDA, em nota.

O UBS elevou sua previsão de preço do Brent para US$ 130 o barril no final de setembro e para US$ 125 nos três trimestres subsequentes, acima dos US$ 115 anteriores.

“Baixos estoques de petróleo, capacidade ociosa cada vez menor e o risco de o crescimento da oferta atrasar o crescimento da demanda nos próximos meses nos levaram a aumentar nossa previsão de preço do petróleo”, disse o banco.

A agência de classificação Fitch elevou suas premissas de preço do Brent e do WTI para 2022 em US$ 5 para US$ 105 e US$ 100 por barril, respectivamente.

O mercado estará aguardando dados semanais de estoque dos EUA do American Petroleum Institute na terça-feira e da Administração de Informações sobre Energia dos EUA na quarta-feira para uma visão de como o fornecimento de petróleo e combustível permanece apertado.

Seis analistas consultados pela Reuters esperam que os estoques de petróleo dos EUA tenham caído 1,2 milhão de barris na semana até 3 de junho, com os estoques de gasolina subindo cerca de 800.000 barris e os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, inalterados.

Do lado da demanda, o mais recente surto de COVID da China, atribuído a um bar em Pequim, aumentou os temores de uma nova fase de bloqueios, no momento em que as restrições no país estavam sendo amenizadas e a demanda por combustível deveria se firmar.

O distrito mais populoso da capital chinesa, Chaoyang, iniciou uma campanha de testes em massa de três dias entre seus cerca de 3,5 milhões de habitantes na segunda-feira.

Cerca de 10.000 contatos próximos dos clientes do bar foram identificados e seus prédios residenciais foram bloqueados. leia mais ]

O crescimento da demanda mundial por petróleo deve desacelerar no próximo ano, disseram delegados da Opep e fontes da indústria à Reuters, já que o aumento dos preços do petróleo ajuda a aumentar a inflação e atua como um empecilho para a economia global.

Olhando para o futuro, os preços do petróleo podem enfrentar pressão se o Federal Reserve dos EUA surpreender os mercados com um aumento da taxa de juros acima do esperado para domar a inflação quando se reunir em 14 e 15 de junho.

Petro Notícias - SP   15/06/2022

A TAG – Transportadora Associada de Gás – usou a cerimônia de aniversário de seus primeiros três anos sob gestão privada, realizada em Aracaju, Sergipe, para celebrar a assinatura do contrato de conexão de acesso para interligação do terminal de GNL da CELSE – Centrais Elétricas de Sergipe S.A. – com a rede de gasodutos da transportadora. Pelo acordo, a TAG fica responsável pela implementação de um gasoduto de aproximadamente 25 km e das infraestruturas de acesso necessárias para conectar o terminal de GNL da CELSE à sua malha de transporte de gás natural com um investimento estimado de R$ 300 milhões, ao passo que a Celse ficará responsável pelo pagamento mensal de uma Tarifa de Conexão a partir da entrada em operação do gasoduto, ao longo de 30 anos, para remunerar os investimentos que serão realizados pela TAG.

Gustavo Labanca (foto à direita), diretor-presidente da TAG, ressaltou a importância dos novos investimentos para expandir sua malha: “Estamos muito honrados por fazer parte deste momento de transformação e poder contribuir com as mudanças em curso na indústria de gás natural do Brasil. Acreditamos no potencial do estado de Sergipe e no apetite dos agentes para desenvolver e atrair novos investimentos para o estado como um novo “hub” de gás natural no país. Com esta conexão de acesso à malha, fortalecendo a competição, liquidez, gestão de flexibilidade dos agentes através da confiabilidade da indústria de rede, o Estado de Sergipe reforça seu papel no cenário nacional promovendo a sustentabilidade econômica da cadeia de gás natural a longo prazo.”

Sergipe dispõe do primeiro terminal privado de GNL do país, com capacidade de regaseificação de 21 milhões de m³ por dia. Instalado para atender à Usina Termelétrica Porto de Sergipe I, que consome 6 milhões de m³ por dia de gás natural quando despachada, o terminal conta com capacidade remanescente de cerca de 14 milhões de m³ por dia. Esse volume representa uma enorme oportunidade para desenvolvimento de novos negócios e, para tanto, se faz necessária a conexão do terminal à malha nacional de transporte.

O diretor presidente da CELSE, Glauco Campos, reforçou a importância desse gasoduto: “Trata-se de uma grande oportunidade para as empresas, para o estado de Sergipe e para todo o mercado de energia do Brasil. A conexão do terminal de GNL da CELSE à rede da TAG vai possibilitar a criação de uma série de novos negócios em gás e energia a partir do estado de Sergipe, que poderá se tornar um dos maiores polos de gás e energia do Brasil.”

Valor - SP   15/06/2022

A Gazprom alertou nesta terça-feira que o gasoduto Nord Stream, que transporta gás da Rússia para a Alemanha pelo Mar Báltico, está operando com capacidade reduzida, entregando apenas 60% do possível.

A estatal russa diz que só está conseguindo transportar 100 milhões de metros cúbicos de gás por dia no gasoduto, contra capacidade de até 167 milhões de metro cúbicos.

De acordo com a empresa, somente três das unidades instaladas no compressor de Portovaya estão ativas, por conta da demora da Siemens em entregar unidades que estavam em manutenção e tempo perdido por defeitos nos motores.

— Foto: Axel Schmidt/Nord Stream 2

O Estado de S.Paulo - SP   15/06/2022

Enquanto o governo tenta encontrar saídas para a redução do preço dos combustíveis - como o projeto que limita a cobrança de ICMS em 17%, aprovado na segunda-feira, 13, no Senado -, o preço do petróleo segue elevado no mercado internacional, aumentando as pressões por um novo reajuste. Nesta terça-feira, 14, o preço do óleo tipo Brent fechou cotado a US$ 121,17, em queda de 0,90%, enquanto o petróleo WTI encerrou o dia cotado a US$ 118,93, em queda de 1,65%.

Bancos e corretoras acreditam que o preço do petróleo pode passar de US$ 130 o barril no médio prazo e chegar até o fim do ano em US$ 150, como previu o Morgan Stanley em relatório divulgado recentemente. O movimento leva em consideração a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, além da capacidade da China de vencer a covid-19.

Esse movimento de alta pressiona ainda mais os preços no mercado brasileiro. Atualmente, os preços do diesel e da gasolina acumulam uma defasagem de 16% em relação ao mercado externo. Além do preço do barril em alta, a cotação do dólar, que voltou a atingir a casa dos R$ 5,10, também acaba influenciando os preços no mercado interno.

Com esse cenário, a expectativa é que a Petrobras anuncie um reajuste, pelo menos para o diesel, ainda esta semana, segundo fontes ligadas às estatal ouvidas pelo Estadão/Broadcast. O governo federal, no entanto, vem fazendo todos os esforços para evitar isso. A gasolina está há 95 dias sem aumento, enquanto o diesel está congelado há 32 dias

O congelamento do preço dos combustíveis tem sido buscado pelo governo para tentar segurar a inflação. A economia é um dos fatores que têm prejudicado a campanha do presidente da República, Jair Bolsonaro, a reeleição. Bolsonaro tem sido um crítico feroz da política de preços da Petrobras, que acusa de ter lucros excessivos. Três presidentes da estatal já foram demitidos nos três anos e meio de sua gestão.

Mas, na Petrobras, segundo fontes, o clima é de que o aumento não pode passar desta semana, visto que a crise global ameaça o País de desabastecimento, principalmente de diesel a partir de agosto. Na semana passada, a companhia enviou uma nota à imprensa alertando para dificuldades no mercado global de diesel e reafirmou sua política de preços alinhados aos do mercado internacional, única forma de manter as importações ativas por outros agentes e assim evitar a falta do combustível no País.

Na manhã da última sexta-feira, 10, o diretor de relações Institucionais e Sustentabilidade da estatal, Rafael Chaves, criticou indiretamente, as tentativas de controle do governo. "Se a gente achar que tem alguém iluminado, no Legislativo, Executivo ou Judiciário, que é iluminado e usa a caneta para definir preços, estamos errados", afirmou.

"A defasagem dos preços dos combustíveis é grande e será difícil a Petrobras não fazer mais um repasse de preços. Se não fizer isso, o mercado enxerga como intervenção na estatal", diz Carlos Castrucci, sócio fundador da HOA Asset.
Preços futuros

Para Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, apesar da guerra no leste europeu, o que vai comandar o preço do petróleo será, principalmente, a capacidade da China de conseguir vencer a onda de covid em Shangai e Pequim e voltar ao seu normal. "Trabalhar com o barril a US$ 150 é considerar que a oferta continue escassa de petróleo e a economia global se recupere. Mantidas as condições atuais, ficar entre US$ 120 e US$ 140 parece razoável", diz.

O banco Goldman Sachs diz que o Brent deve bater US$ 135 o barril para mitigar o problema de escassez da commodity. Para o Bank of America, O WTI deve em breve chegar a US$ 140.

João Frota, analista da Senso Investimentos, diz que a visibilidade é turva para se falar em preços futuros do Brent e WTI, já que a variável mais importante em jogo é a guerra da Rússia com a Ucrânia. Para Frota, na hipótese do conflito ser resolvido no curto prazo, a cotação da commodity deve ficar mais próxima de US$ 90 o barril. Na hipótese de um prolongamento da guerra, que é o cenário mais viável, o preço futuro do barril deve ficar entre US$ 125 e US$ 130.

"Temos de olhar não apenas a questão da oferta e demanda atual, que está ajustada e equilibrada. Os Estados Unidos estão voltados para a produção de energia limpa no governo de Joe Biden e puxa a demanda da commodity (além do preço). Mas a hipótese de um freio forte na economia dos EUA é bem plausível, visto a alta dos juros", afirma Frota.

Por aqui, diz o analista, o estatuto da Petrobras acaba blindando a empresa de intervenções mais exageradas nos preços. Para ele, o que o presidente da República pode fazer, e tem feito, é demitir o presidente da companhia.

Castrucci, da HOA Asset, diz que há muita coisa na mesa que dificulta estimar o preço do barril do petróleo. Ao mencionar a oferta, ele diz que há problema com a guerra no leste europeu, o que significa que, enquanto houver sanções à Rússia, haverá pressão nos preços.

"Mas não se sabe o dia de amanhã. Se o conflito for encerrado, é possível que a pressão sobre a oferta seja reduzida. Do lado da demanda, ainda estamos vendo aquecimento por petróleo e energia, mas estamos à beira de uma potencial desaceleração ou até recessão global", comenta.
Produção maior

Sobre a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção da commodity em 648 mil barris por dia (bpd) em julho, Castrucci diz que a medida é insuficiente para equilibrar as relações de oferta e demanda. A medida foi tomada há uma semana, após o cartel observar a reabertura recente de grandes economias que estavam em quarentena, além da previsão de que o refinamento global do óleo "aumente após manutenção sazonal".

AGRÍCOLA

Valor - SP   15/06/2022

Na sensível questão sobre estoques de alimentos, em meio à explosão da inflação e iminente crise alimentar global, a Índia quer medida para poder exportar alimentos de seus estoques públicos, o que na prática significaria o retorno de subsídios à exportação agrícola

Em meio a uma forte confrontação na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil juntou forças com os EUA e outros exportadores agrícolas ontem e reagiu à demanda da Índia, apoiada pela União Europeia (UE), que ampliaria distorções no comércio agrícola internacional, segundo fontes.

As divergências entre dois grandes emergentes sócios do Brics (grupo que inclui Rússia, China e África do Sul) ilustra a dificuldade de acordos, mesmo modesto, não só em agricultura, como em todos os temas da agenda - quebra de patente para remédios contra a covid-19, corte de subsídios no setor de pesca, moratória para transmissões eletrônicas e reforma da OMC.

“A tensão existe em todos os temas e temos que continuar dançando, porque ninguém sabe até onde é blefe ou posição final de certos países’’, disse um embaixador. Mesmo a conclusão da conferência com mais de 100 ministros estava incerta. O prazo termina hoje às 13h do Brasil (18h em Genebra). Mas a diretora-geral, Ngozi Okonjo-Oweala, disse ter recebido pedido de algumas delegações para a conferência ser estendida por mais um dia e colocou o tema em consideração até a manhã de hoje.

“Ainda estamos otimistas”, resumiu o porta-voz da OMC, Daniel Pruzin. “A boa notícia é a disposição de [todos de] trabalhar. A má notícia é que o tempo está correndo.” Intensas negociações prosseguiam em grupos pequenos. A representante comercial dos EUA (USTR), Katherine Tai, voltou à OMC quase às 23h de ontem para novas barganhas.

Na sensível questão sobre estoques de alimentos, em meio à explosão da inflação e iminente crise alimentar global, a Índia continuou elevando as demandas. Por exemplo, permitir que um país possa exportar de governo a governo (G2G) alimentos de seus estoques públicos, vendendo abaixo do preço mundial. Na prática, isso permitiria o retorno de subsídios à exportação agrícola cuja interdição foi um dos avanços ocorridos nos últimos anos na OMC.

A União Europeia passou a apoiar a Índia para obter um “waiver” (suspensão de certas regras) nessa direção. Com isso, a Índia não poderia ser questionada pelos outros países diante dos juízes da OMC nesse período. Além disso, a UE apoiaria um mandato para revisão das atuais regras de subsídios à exportação agrícola na OMC, para prever condições particulares para um país poder vender produtos eventualmente a preços subsidiados em momentos de crise, como a atual.

Segundo fontes, em troca os europeus esperavam que Nova Déli não bloqueie possibilidades de acordos em outras áreas. Na OMC, as decisões são tomadas por consenso. Se a Índia bloquear sozinha um acordo, os outros 163 países não conseguem fazer valer o entendimento.

Mas não passou despercebido para ninguém que a UE anunciará nesta sexta-feira a retomada de negociação de acordo de livre comércio com a Índia, país que cresceu 8,7% no ano passado e com projeção de expandir 6,9% neste ano, e é atraente para empresas europeias em busca de novos negócios.

O Brasil reagiu logo cedo com uma contraproposta à da Índia, copatrocinada pelos EUA, Canadá, Argentina, Uruguai, Paraguai, Austrália, Nova Zelândia e México. A avaliação é de que a proposta indiana estimularia a acumulação de estoques públicos de alimentos para fins de exportação e não para fins de segurança alimentar, como é o objetivo oficial. Desajustaria mercados em situação normal e, em momentos de crise, inundaria o mercado. E também deslocaria mercados. Ou seja, a Índia acumula estoques públicos de alimentos que depois poderia exportar, sobretudo em tempos de crise. Com isso, consolida uma posição em outros mercados em detrimento de países que não subsidiam a agricultura como é o caso do Brasil.

O secretário de Comércio Exterior e de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Sarquis J.B. Sarquis, disse ter constado nas discussões sobre agricultura “apoio amplo para a aprovação de mandato abrangente de negociações a partir dessa conferência sobre diferentes modalidades em agricultura: apoio doméstico, acesso a mercados, estoques públicos, transparência e restrições a exportações”.

Conforme o secretário, países da América Latina e do grupo de Cairns (cujos membros fazem 25% das exportações agrícolas globais) conseguiram avançar teses sobre a necessidade de garantir comércio agrícola mais livre. Segundo ele, se for aprovado o mandato (na mesa), conforme texto proposto pela diretora da OMC, esses países poderão submeter novas propostas em cada modalidade e seguir discutindo sobre estoques públicos com base nas propostas do Brasil e da Índia-G33 já apresentadas. Mas a Índia tem outra visão do tema.

Agrolink - RS   15/06/2022

A pujança do agronegócio tem gerado oportunidades para a Eisenmann do Brasil, uma das principais indústrias de equipamentos de automação e sistemas de pintura do país. Antes focada no setor automotivo, a tradicional fornecedora de tecnologia está girando a chave de seus negócios para atender a indústria de máquinas e implementos agrícolas. “Diversificamos e aumentamos a nossa cadeia de negócios. Os fornecedores do setor agroindustrial têm demandado profissionalização e investimentos tecnológicos para o desenvolvimento de produtos diferenciados, com qualidade e segurança,, e possibilitar entregas mais ágeis ao mercado”, afirma Alexandre Coelho, diretor geral da Eisenmann. No mercado brasileiro, o prazo médio para a entrega de máquinas agrícolas ainda gira em torno de dois meses ou mais, de acordo com a Abimaq.

Com soluções de engenharia, fabricação de componentes e montagem de equipamentos, a Eisenmann pretende levar para o setor de implementos agrícolas a qualidade dos seus processos e a experiência acumulada em 25 anos no segmento automotivo no mercado mundial e nacional. “Vamos agregar para o mercado de maquinários agrícolas a qualidade dos processos de tratamento de superfície que resultam em aumento de vida útil dos equipamentos, menor tempo de horas paradas das máquinas, redução da necessidade de insumos e, consequentemente, diminuição de custos no longo prazo”, destaca o executivo.

O plano de diversificação e expansão da Eisenmann do Brasil ganhou musculatura a partir do ano passado, quando a empresa foi adquirida pelo grupo Pentanova. Especializado em automação industrial e com forte atuação na Europa e na China, a global também adquiriu a Eisenmann do México, formando um grupo com potencial de exportação para outros mercados. “Essa participação acionária da Pentanova nos permitirá escalar nosso posicionamento no mercado nacional e avançar em projetos de exportação. O Brasil terá um peso muito grande neste novo ciclo e uma liderança marcante por ter a fábrica, a parte de serviços e toda a engenharia de projetos”, diz o diretor financeiro da Eisenmann do Brasil, Rodrigo Takahashi

Com fábrica em Cruzeiro (SP), a Eisenmann do Brasil iniciou 2022 fazendo investimentos em projetos internos de desenvolvimento de engenharia e modernização das instalações industriais. O plano de expansão da fábrica da Eisenmann no Brasil projetado pela Pentanova prevê investimentos de até R$15 milhões. Em 2021, a empresa adquiriu novos clientes e fechou um grande projeto local junto ao grupo Jacto, especializado em máquinas agrícolas autônomas.
A empresa fechou o ano de 2021 com R$150 milhões em vendas. O segmento agroindustrial representou 25% do share de faturamento. As projeções da empresa são de crescimento de 20% ao ano e de R$ 200 milhões de faturamento em 2022. “Com a aquisição pela Pentanova, a Eisenmann do Brasil passa a ser uma empresa mais completa e ganha uma forte perspectiva competitiva”, destaca o CEO da empresa, Alexandre Coelho.

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