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15 de Abril de 2021

INDA

ÍNDICE DA BOBINA QUENTE - PREÇOS DE IMPORTAÇÃO

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 53     

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

SIDERURGIA

Futuros do aço voltam a subir na China com boa demanda; minério de ferro recua

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BOL - SP   15/04/2021

Os futuros do aço mais ativos voltaram a subir na China nesta quarta-feira, na segunda sessão consecutiva de ganhos, em meio a uma robusta demanda, enquanto o minério de ferro fechou em leve retração.

No aço, os futuros do vergalhão para entrega em outubro na bolsa de Xangai fecharam com alta de 1,1%, a 5.116 iuanes por tonelada.

"Nós esperamos que a demanda por aço vá ter um pico entre abril e maio ", disse Tang Chuanlin, analista sênior da CITIC Futures, em nota.

"A recuperação do consumo no primeiro semestre será melhor que no segundo semestre, enquanto a da demanda em geral deve ficar ao redor de 6% neste ano ", acrescentou Tang.

Os futuros de referência do minério de ferro na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, caíram 0,4%, para 1.012 iuanes por tonelada.

Menos

Saiba como a economia circular melhora a produção da indústria e protege o ambiente

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IstoÉ Online - SP   15/04/2021

O aço é dos materiais mais usados no mundo e está nos mais diversos lugares – edifícios, infraestrutura, carros e caminhões, equipamentos domésticos, embalagens, entre outros. O Brasil é o 9º maior produtor mundial de aço e, em 2019, foram produzidos 29 milhões de toneladas de aço no país, segundo dados do Instituto Aço Brasil. Isso gerou 18 milhões de toneladas de coprodutos e resíduos dos quais 94% foram reaproveitados no processo produtivo siderúrgico e de outros setores, como o cerâmico.

O aço é um material nobre e tem índice de reciclagem elevado, em cerca de 85%. Mesmo com tantos atributos que favorecem esse material, o setor é incansável em buscar inovações e novos modelos de negócio que ajudem o aço a ser cada vez mais reutilizável, sem precisar passar diversas vezes pela reciclagem, como consumo de energia e outros insumos.

O foco do setor está na economia circular, que associa desenvolvimento econômico ao melhor uso de recursos naturais por meio de novas oportunidades de negócios e da otimização na fabricação de produtos. A ideia é depender menos de matéria-prima virgem, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis. O conceito de economia circular surge como um contraponto ao modelo econômico linear – de extração de matéria-prima, transformação, uso e descarte de resíduos –, que está atingindo seu limite.

Nos últimos 30 anos, apesar dos avanços tecnológicos e do aumento da produtividade dos processos industriais, que hoje extraem 40% mais valor econômico das matérias-primas, a demanda aumentou 150%. “Isso mostra que não é possível manter o modelo linear no longo prazo, mesmo com maior eficiência no uso de insumos”, avalia Davi Bomtempo, gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A nova tendência faz com que as empresas não apenas reduzam custos e perdas produtivas, mas criem novas fontes de receita. Por exemplo, ao comercializar resíduos úteis a outros processos produtivos. A economia circular também contribui para promover o desenvolvimento de novos elos na cadeia produtiva, por meio de práticas como otimização de processos, produto como serviço, compartilhamento, extensão da vida do produto, insumos circulares, recuperação de recursos e virtualização.

Modelo de negócios baseado em aluguel de estacas de aço em vez da tradicional venda

Exemplo de que usou a economia circular para transformar o modelo de negócios é a da multinacional ArcelorMittal, presente em 60 países e com 17 mil trabalhadores no Brasil. Ela inova no modelo de negócios ao alugar estacas pranchas metálicas para atender obras de contenção temporária em substituição a estruturas de concreto, mais difíceis de ser removidas. “Estamos buscando desenvolver cada vez mais produtos de aço, em especial para o setor da construção, que possam ser reutilizadas em diversas obras sem passar novamente pelo processo produtivo”, explica o gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil, Guilherme Abreu.

A empresa vende e reusa internamente em torno de 90% dos resíduos gerados na produção. Outra iniciativa são parcerias com indústrias automotiva e de equipamentos domésticos para intensificar a recuperação de produtos em fim de uso e aumentar o uso de sucata como matéria-prima.

Outra estratégia de economia circular da ArcelorMittal é o plantio de florestas de eucalipto renováveis. A empresa conta com 135 mil hectares de terra restaurada e usa a madeira do eucalipto plantado para produção de carvão vegetal que é usado como redutor nos altos-fornos da unidade de Juiz de Fora. O Carbono presente no carvão vegetal transforma-se em CO2 nos Altos-Fornos e em seguida é absorvido pelas florestas renováveis, retornando à sua forma original de Carbono, e assim garantindo a circularidade.

Indústria brasileira defende transição gradual à economia circular

Uma transição gradual para a economia circular é o ponto central das propostas da CNI ao comitê da norma de economia circular da Organização Internacional de Normalização (ISO, na sigla em inglês), formado por 70 países. A indústria brasileira quer que práticas como recuperação energética de resíduos e eliminação de desperdícios nos processos produtivos sejam considerados na norma internacional para o processo de transição para a economia circular. A previsão é que a norma técnica entre em vigor a partir de 2023.

Pesquisa feita pela CNI em 2019 mostra que 76,5% das indústrias desenvolvem alguma iniciativa de economia circular, embora a maior parte não saiba que as ações se enquadram nesse conceito. Entre as principais práticas estão a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%). A pesquisa também mostrou que 88,2% dos entrevistados avaliaram a economia circular como importante ou muito importante para a indústria brasileira. E a questão transborda a busca por eficiência.

Levantamento sobre o perfil dos consumidores brasileiros, também da CNI, mostra que 38% dos entrevistados sempre verificam ou verificam às vezes se os produtos foram produzidos de forma ambientalmente correta. A pesquisa revela que os brasileiros também têm mais consciência sobre o destino do lixo. O número de pessoas que separa o lixo para a reciclagem cresceu de 47%, em 2013, para 55% no ano passado.

Brasil pode se tornar referência na economia circular

Centros científicos de excelência, um mercado consumidor gigante e uma base industrial grande e diversificada tornam o Brasil atrativo para a economia circular, modelo que alia desenvolvimento econômico ao melhor uso de recursos naturais por meio de novas oportunidades de negócios e da otimização na fabricação de produtos.

A multinacional Flex, do setor eletroeletrônico, vislumbrou esse potencial do país e, desde 2013, criou uma nova frente de negócios que existe só no Brasil, voltada à recuperação de resíduos eletrônicos de empresas para as quais fornece.

Em 2018, a fábrica de Sorocaba (SP) da Flex ganhou o certificado Zero Waste, por um processo de eliminação de 100% dos resíduos eletrônicos da HP, sua principal cliente. “Foi a primeira fábrica da empresa no mundo que ganhou esse certificado”, comemora Leandro Santos, vice-presidente de Operação da Flex no Brasil. A empresa se especializou na destinação dos mais diversos tipos de resíduos, de metais a papelões e até borracha.

Santos conta que o tamanho continental do país, aliada à um grande mercado consumidor que atraiu uma diversidade industrial para cá, traz vantagens que permitem uma aprendizagem mais rápida do processo de logística reversa do que em outros países. “O Brasil pode ser líder na economia circular”, aposta Santos.

Menos

China deve escolher entre inflação ou poluição gerada pelo aço

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Infomoney - SP   15/04/2021

O vasto setor siderúrgico da China é palco de um conflito entre o crescimento econômico e uma agenda verde que aponta para desafios mais amplos, enquanto o presidente Xi Jinping tenta “limpar” o maior emissor de carbono do mundo.

O governo está pressionando para que a produção de aço caia de um recorde de mais de 1 bilhão de toneladas, em uma campanha desencadeada pela promessa de Xi de entregar uma economia neutra em carbono até 2060. Mas as primeiras medidas para espremer as siderúrgicas levaram a uma disparada dos preços e criaram uma dor de cabeça para legisladores preocupados com o aumento da inflação.

O choque de prioridades ficou evidente no apelo recente do premiê Li Keqiang por controles mais fortes sobre os mercados de commodities. Seus comentários seguiram dados que mostraram os preços ao produtor subindo em março no ritmo mais rápido desde julho de 2018, uma tendência que pode trazer problemas à recuperação da economia.

Altos executivos de empresas de materiais industriais, incluindo siderúrgicas, foram convocados para reuniões governamentais para discutir por que os preços estão subindo e como reagir, de acordo com pessoas a par do assunto. As siderúrgicas tiveram um aumento na lucratividade e a maior delas, Baoshan Iron & Steel, viu suas ações listadas no índice Shanghai avançarem quase 40% este ano, enquanto o índice de referência caiu.

“Em relação ao aço, eles realmente não têm ninguém a quem culpar, a não ser a si próprios”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, em entrevista por telefone de Singapura. Tentar manter a produção sob controle junto com a demanda alimentada por estímulos inevitavelmente significou preços muito mais altos, disse ele.

A bobina de aço na China, usado em tudo, de carros a edifícios, é a mais cara desde 2008. Alumínio, que também é tema de políticas de carbono, atingiu o pico de uma década. A forte demanda está desempenhando um papel importante junto com os cortes de oferta, já que a recuperação econômica da China da pandemia depende fortemente de setores intensivos em commodities, como a construção.

Deixar a inflação subir muito é um risco para a economia porque acaba minando a demanda por produtos, ou levando as autoridades a restringir medidas monetárias e fiscais que promovam o crescimento.

É uma preocupação global que obviamente se estende muito além do aço, à medida que os países traçam seus cursos para sair da pandemia, e a China não divide seu índice de preços ao produtor por setores específicos. Mas a produção de aço é vital para sua economia, empregando grandes números, e o efeito da contenção da oferta sobre os preços mostra como os governos terão de trilhar um caminho cuidadoso ao reestruturar indústrias ditas “sujas”, mas importantes.
Carbono

A China produz bem mais da metade do aço mundial e o setor há muito é alvo das autoridades por causa da poluição persistente. Mas não é mais apenas a poluição das chaminés que está chamando a atenção do governo. A indústria também é responsável por cerca de 15% do carbono que a China lança na atmosfera todos os anos.

“A iniciativa neutra em carbono colocará pressão persistente sobre os preços ao produtor nos próximos anos”, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management em Hong Kong, por e-mail. “O impacto do preço pode aparecer primeiro nos suspeitos de sempre, como o aço, que é intensivo em carbono, mas é provável que se espalhe para mais produtos manufaturados por causa da mudança geral do carvão para a nova energia.”

A China determinou cortes no principal centro siderúrgico de Tangshan, no norte, e promteu checagens em todo o país para garantir que as regiões não estão desrespeitando os limites. A repressão em Tangshan provavelmente se repetirá em todo o país em meio à “aplicação vigorosa das políticas de restrição de oferta da China”, disse Tracy Liao, do Citigroup, em uma nota enviada por e-mail.

Os comentários do premiê Li sobre a inflação não ofereceram medidas específicas para combater a alta dos preços das commodities. O governo está considerando um ajuste nos impostos para trazer mais aço estrangeiro e compensar qualquer déficit doméstico. Mas isso é complicado por causa de uma recuperação muito forte no mercado global de aço.

Isso deixa os formuladores de políticas com um quebra-cabeça que pode não ter solução. “Como eles podem cortar a produção de aço?”, disse Widnell, da Navigate. “A resposta é que eu não acho que eles possam.”

Menos

ArcelorMittal tem lucro de R$ 1,235 bi em 2020, alta de 16%

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Revista Mineração - SP   15/04/2021

A ArcelorMittal Brasil registrou em 2020 lucro líquido de R$ 1,235 bilhão em 2020, aumento de 16% em relação a 2019, quando fechou em R$ 1,068 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 5,083 bilhões em 2020, avanço de 27% sobre o ano anterior. Com isso, a margem Ebitda sobre a receita líquida aumentou três pontos porcentuais em relação a 2019 e atingiu 15%.

A receita líquida atingiu R$ 33,070 bilhões, alta de 1,9% na comparação com período anterior. A produção total de aços longos e planos ficou em 9,5 milhões de toneladas, 8% a menos que em 2019, e o volume de vendas, equivalente a 9,3 milhões de toneladas, declinou 6,8%. Do total vendido, 67% foram destinados ao mercado doméstico e 33% ao mercado externo.

Segundo a companhia, a queda na produção se deu pelo forte recuo da demanda experimentado no primeiro semestre do ano (2020) tanto em aços planos quanto em longos. A este movimento sobreveio uma rápida recuperação da demanda no segundo semestre, com a retomada das atividades e recomposição de estoques por parte dos principais clientes, com destaque para as montadoras de veículos e as empresas de construção civil.
Investimentos

A ArcelorMittal Brasil investiu, em 2020, um total de R$ 1,1 bilhão, destinado a projetos ambientais, de eficiência operacional e de desenvolvimento de produtos, soluções de alto valor agregado e transformação digital através de seus laboratórios de inovação Açolab e iNo.VC e sua empresa de tecnologia ArcelorMittal Sistemas.

No segmento de aços planos, foi registrado no ano o retorno do funcionamento do alto-forno 2, na unidade de Tubarão, após uma bem-sucedida reforma. Além disso, a planta deu continuidade às obras de construção da quarta bateria de coque, com investimento da ordem de R$ 523 milhões e previsão de start up em 2022.

De acordo com a empresa, também avançaram as obras do projeto de dessalinização da água do mar, que tem o objetivo de reduzir o consumo de água doce para fins industriais, com recursos de R$ 50 milhões.

“Houve, ainda, significativa evolução nas obras relacionadas ao Termo de Compromisso Ambiental (TCA) firmado pela ArcelorMittal Tubarão com o governo do Estado do Espírito Santo e os Ministérios Públicos Federal e Estadual, com valores totalizando aproximadamente R$ 123 milhões até 31 de dezembro de 2020”, informa.

Em Santa Catarina, a unidade de aço galvanizado Vega do Sul vai ampliar sua capacidade de produção para 2,2 milhões de toneladas por ano. A nova linha de chapas de aço será para uso principalmente na fabricação de automóveis. O início das operações está previsto para 2023.

Dando continuidade à sua expansão no mercado varejista, o segmento de aços longos inaugurou, em 2020, mais quatro lojas nas localidades de Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Itaim Paulista e Osasco, completando 13 lojas da marca em funcionamento no País. O segmento também deu início ao seu modelo de franquia, iniciativa inédita no segmento de aço, com a inauguração das duas primeiras lojas franqueadas.

Na unidade de Juiz de Fora, foi concluída a reforma de um de seus altos-fornos, com recursos na ordem de R$ 118 milhões. A empresa também aplicou R$ 88 milhões na reconfiguração de suas unidades produtivas, em parceria com a Bekaert (BBA), para fabricação de produtos de alto valor agregado (steel cord) para a indústria automotiva.

A Mina do Andrade, em João Monlevade (MG), deu início à produção da nova planta de concentração de itabirito, que contou com investimento de R$ 133 milhões.

Menos

ArcelorMittal fecha parceria tecnológica com Modularis Offsite Building

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Brasil Mining - SP   15/04/2021

A ArcelorMittal e a Modularis Offsite Building empresa especializada em construção modular, fecharam parceria de cooperação técnica visando uma maior industrialização no canteiro de obra, com aplicação de soluções em aço otimizadas para alto desempenho, com menor impacto ambiental e maior ganho econômico.

A construção modular offsite consiste na fabricação de módulos em escala industrial e no seu transporte até o local da obra, onde as peças são encaixadas e o prédio é montado. A técnica construtiva vem ganhando espaço na construção civil em todo o mundo, racionaliza a obra e gera significativo ganho de tempo, produtividade e economia de materiais.

O VP Comercial da ArcelorMittal Aços Longos, Marcelo Marino, reforça que a parceria é estratégica ao “colocar a ArcelorMittal em sintonia com as tendências globais e desenvolver ações de vanguarda, pensando no futuro da construção civil”. O acordo prevê o desenvolvimento cooperativo das soluções de engenharia, a execução de um protótipo e a efetividade das tecnologias desenvolvidas especificamente para a construção modular.

De acordo com Antônio Paulo Pereira, Gerente de Inovação e Desenvolvimento Construção Civil Aços Longos, a construção modular tem evoluído rapidamente e o objetivo é criar um ecossistema para que as soluções em aço sejam efetivamente um diferencial competitivo para nossos clientes e parceiros. “A cooperação técnica envolve toda a estrutura de engenharia, pesquisa e inovação do Grupo ArcelorMittal para o desenvolvimento de produtos, serviços e soluções para a construção modular visando a industrialização”, comentou.

Pereira complementa que o maior desafio colocado para a equipe da ArcelorMittal foi o desenvolvimento de produtos em aplicações diferenciadas que reduzissem o volume de aço e, consequentemente, o peso dos módulos, já que a logística, movimentação e a precisão são grandes desafios para o sistema construtivo modular. No projeto-piloto para construção de um edifício – que está sendo estudado em parceria-, os ganhos com a aplicação das soluções em aço são da ordem de 25%.

Para esse desenvolvimento foi utilizada como principal ferramenta a metodologia Steligence® para otimizar o projeto inicial e as etapas construtivas, comparando um projeto básico, ou Base-Line, com as soluções Best-in-Class do Grupo ArcelorMittal.

O VP Comercial da ArcelorMittal Aços Planos, Eduardo Zanotti, ratifica as vantagens do processo. Segundo ele, este conceito construtivo inovador é característico do processo de industrialização da cadeia da construção civil aqui no Brasil. “Este sistema utiliza-se de equipamentos e dispositivos para pré-fabricação, trazendo benefícios como menor prazo de execução, maior controle de qualidade na execução, com menor consumo de materiais e percentual de perdas e, consequentemente, maior controle do custo”, afirmou.

Ele acrescenta que, apesar de ainda deter uma participação pequena dentro do potencial construtivo nacional, a construção industrializada tende a crescer no Brasil, como vem ocorrendo em países desenvolvidos. “E esta parceria com a Modularis representa parte dos esforços da ArcelorMittal em estar junto a empresas que incorporam a inovação tecnológica e gestão, com as ações organizacionais que buscam o aumento de produção e o aprimoramento do desempenho da atividade construtiva”, disse.

O CEO da Modularis, Paulo Salvador, lembrou que a empresa, com planta em Itupeva, interior de São Paulo, atua há mais de 10 anos no segmento de construção offsite. para grandes indústrias, mas a tecnologia e o desenvolvimento de novos modelos construtivos geraram oportunidades nos segmentos residencial e de lojas de varejo, que começaram a ser trabalhados no ano passado.

“Estamos abrindo um enorme espaço na construção civil e esta parceria tecnológica com a ArcelorMittal redundará também numa parceria comercial”, afirmou Salvador. “Para desenvolver o segmento residencial tínhamos que buscar parceiros com mesmo nível de entrega e de governança. Por isso buscamos a ArcelorMittal para nos apoiar em pesquisa, desenvolvimento e fornecimento de produto”, explicou.

A construção modular, por ter escala industrial, visa projetos que ofereçam reprodutibilidade. Para a construção de prédios e condomínios residenciais, estão sendo desenvolvidos os núcleos que são comuns a qualquer projeto arquitetônico, como quartos, suítes, banheiros ou cozinhas, que podem ser construídos offsite e montados no canteiro de obras.

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ECONOMIA

América Latina: saiba quais são as previsões para o comércio exterior em 2021

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O Estado de S.Paulo - SP   15/04/2021

É praticamente unanimidade o impacto econômico sofrido pela América Latina devido à ocorrência do coronavírus no ano de 2020, fato que trouxe uma instabilidade generalizada para setores importantes da economia brasileira, por exemplo. Com o passar do tempo e o surgimento de resoluções positivas sobre o tema, novas informações são levantadas a respeito de projeções econômicas e o que esperar para o ano que chegou. Pensando nisso, para compreender os efeitos e as próprias expectativas que especialistas possuem em relação ao comércio exterior, é de suma importância abordar tópicos preponderantes nesse sentido.

Ao partirmos do princípio de que apesar da passagem anual, o crescimento econômico ainda depende de um dinamismo que foge do controle das organizações, tendo em vista a criação e distribuição das vacinas em território latino-americano, bem como a resposta do setor produtivo a medidas restritivas que visam controlar o cenário enquanto a vacinação em massa não se concretizar, todos os dados trabalhados se encaixam dentro deste contexto. E não poderia ser diferente, afinal, ainda é uma situação complexa compartilhada por todos.

O que diz a CEPAL

Segundo o Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2020, divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a região da América Latina, assim como o Caribe, apresentou uma contração de -7,7% no ano de 2020. No entanto, para 2021, é esperado que ocorra uma taxa de crescimento positiva, de 3,7%.

O estudo ainda aponta que os territórios citados foram os mais atingidos no âmbito mundial, sob uma ótica de contração econômica global. Entre possíveis válvulas de escape para que o cenário acompanhe uma evolução gradativa, o relatório utiliza exemplos voltados para a transformação produtiva no que diz respeito à sustentabilidade e o investimento em inovação tecnológica – ponto primordial para recuperação da maioria dos setores.

Qual é o impacto para o comércio exterior?

Estendendo a reflexão para o comex, que também sofreu impactos ocasionados pela pandemia de coronavírus, a perspectiva é de que a contração econômica dificulte a integração nacional, o que se configura em um entrave para a diversificação das fontes produtivas. Ações direcionadas para a infraestrutura de logística e transporte assumem um papel determinante para que o fenômeno seja confrontado, com destaque para o suporte de ferramentas tecnológicas que simbolizam o protagonismo da inovação nesse contexto. É a hora de abraçar de vez a transformação digital para caminhar de forma sustentável no pós-pandemia!

O ano de 2020 indicou uma entrada forçada para o comércio mundial a tendências operacionais e comerciais que pautavam o segmento há um tempo considerável. Mudanças que caminhem rumo à desburocratização e facilitem a vida do empresariado, com políticas bem institucionalizadas, devem se consolidar como alternativas plausíveis para um futuro cada vez mais alinhado com o que entendemos de transformação digital.

Logo, a cada instante, novas informações são trazidas à mesa e modificam a ótica do comércio exterior. De concreto, podemos afirmar que a retração enfrentada pela região latina tem afetado, principalmente, organizações de porte menor, cuja realidade operacional não suporta a falta de insumos básicos e uma demanda mercadológica entregue à incerteza da pandemia. Com mais clareza e segurança estratégica, essas empresas terão os dispositivos necessários para compreender o mercado e tomar iniciativas proveitosas.

Por fim, as previsões sobre o comércio exterior em 2021 acompanham uma evolução gradativa do quadro de enfrentamento ao Covid-19 e imunização da população em sua totalidade. Para os que trabalham e dependem do comex, a tecnologia surge como uma aliada que transcende a eficiência operacional, servindo como parâmetro estratégico por meio do uso inteligente dos dados, com o protagonismo direcionado ao potencial humano. Dessa forma, com o acompanhamento pontual de estudos realizados por órgãos confiáveis e a automatização de processos cruciais para a saúde de qualquer negócio, a superação da contração econômica torna-se um objetivo mais próximo das empresas.

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Indicador Antecedente tem queda de 2,2% em março, revela FGV

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Agência Brasil - DF   15/04/2021

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE), divulgado hoje (14) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e The Conference Board (TCB), caiu 2,2% em março, atingindo 119,9 pontos. A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou negativa em 2%.

O IACE agrega oito componentes que medem a atividade econômica no Brasil. Das oito séries componentes, quatro contribuíram de forma negativa para o resultado agregado. A maior contribuição negativa foi do Indicador de Expectativa dos Consumidores.
ICCE

Da mesma forma, o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, recuou 0,1% para 96,7 pontos, no mesmo período. A variação acumulada nos últimos seis meses é também negativa, em 2,2%.

Segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Paulo Picchetti, o resultado do ICCE no mês de março mostra o efeito do recrudescimento da crise sanitária e da desaceleração no consumo das famílias. "A falta de perspectiva de melhora nesses fatores nos próximos meses tem efeito significativo sobre as expectativas em geral, resultando na contração do IACE”, completou.

Segundo a FGV e The Conference Board, a junção dos indicadores individuais em um índice composto funciona como filtro para os chamados “ruídos”, contribuindo para revelar a tendência econômica efetiva.

O IACE permite que seja feita uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões avaliados pelo The Conference Board. São eles: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

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MINERAÇÃO

A constitucionalidade da taxa de fiscalização mineral

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Consultor Jurídico - SP   15/04/2021

O Supremo Tribunal Federal deverá julgar nas próximas semanas ações que discutem a constitucionalidade das Taxas de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), ou simplesmente taxas minerais, instituídas pelos estados de Minas Gerais, Pará e Amapá. Tais tributos estão impugnados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) através das Ações Diretas de Inconstitucionalidade 4785 (Minas Gerais), 4786 (Pará) e 4787 (Amapá). Em julgamento pelo Pleno do STF está a ADI 4785, cujo resultado servirá como precedente para as demais.

As taxas estaduais têm a mesma estrutura jurídica: são criadas por leis estaduais com fundamento no artigo 23, XI, da CF, assumem a natureza jurídica de taxas em razão do exercício do poder de polícia e atendem ao limite objetivo do artigo 145, parágrafo 2º, da CF, já que tem por base de cálculo não o preço das operações com minérios (base tributada pelo ICMS), mas o volume de minério extraído.

O argumento principal dos que sustentam a inconstitucionalidade das taxas minerais apoia-se na suposta desproporcionalidade entre o valor arrecadado pelos estados e o custo da atuação estatal de fiscalização que seria a causa da instituição do tributo. Essa exegese funda-se em uma exegese equivocada da essência da taxa enquanto espécie tributária e da própria taxa sob análise.

Aliomar Baleeiro, o maior de todos os tributaristas brasileiros, legou-nos a lição segundo a qual "taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem a sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesa especial dos cofres públicos".

E adiante afirma: "Quem paga a taxa recebeu serviço, ou vantagem: goza da segurança decorrente de ter o serviço à sua disposição, ou, enfim, provocou uma despesa do poder público" [1].

Dessa memorável lição do grande mestre, extrai-se, desde logo, que taxa não é só o tributo cobrado de quem se utiliza, ou tem a sua disposição, serviço público especial e divisível, mas também de quem provoca uma despesa especial dos cofres públicos.

Nessa perspectiva, a taxa é um corolário do princípio da igualdade no rateio do financiamento dos encargos públicos, a impor a quem gera uma despesa especial ao Estado, o dever de custeá-la.

Assim, a taxa não é tributo que objetiva apenas arrecadar recursos que permitam ao Estado custear o serviço público especial e divisível que é gozado ou colocado à disposição do contribuinte, mas também um tributo que, concretizando o princípio da igualdade na repartição dos encargos públicos, impõe a quem gera uma despesa especial ao Estado o dever de responsabilizar-se pelo seu custeio.

Esse caráter especial da taxa como instrumento de repartição dos encargos públicos revela-se sobremaneira nas chamadas taxas de poder de polícia onde a atuação estatal não traz qualquer benefício direto ao contribuinte, pelo contrário, impõe-lhe ônus e deveres, para a proteção de interesses públicos titularizados pela coletividade, conforme a disciplina do artigo 78 do Código Tributário Nacional [2].

O primeiro critério na instituição da taxa deve ser a competência constitucional do sujeito ativo. É sabido que as taxas podem ser instituídas pela União, estados, Distrito Federal e municípios (artigo 145, II, CF). As causas da instituição podem ser o exercício do poder de polícia (as taxas de poder de polícia) ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição (taxas de serviço) (artigo 145, II, CF).

É na Constituição Federal que se encontram as regras fundamentais de distribuição de competências administrativas dos entes federados, que podem ser privativas, comuns ou concorrentes (artigos 21 a 24 e 30).

Especificamente quanto ao tema da taxa ora tratada, estabelece a Constituição Federal (artigo 23, XI) ser da competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios a atividade administrativa de registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios.

Presente a competência administrativa na Constituição Federal, dúvida não resta quanto à possibilidade de todos os entes federados instituírem taxa com este fundamento constitucional.

Observe-se que a competência administrativa é dada em função de uma ação desempenhada por alguém, no caso, de quem recebe a concessão de direitos de pesquisa e explora recursos hídricos e minerais, e que, na visão da Constituição Federal, justifica, em contrapartida, uma atividade estatal. É esta atividade o critério justificador, no plano constitucional, do reconhecimento da competência dos entes federados para atuar sobre ela.

O segundo critério de aferição da validade de uma taxa é a necessária referibilidade entre a atuação estatal (e a despesa que ela representa) com o contribuinte escolhido pelo legislador. A escolha da sujeição passiva tributária deve atender a este critério de referibilidade.

A sujeição passiva para a instituição da taxa poderá recair sobre quem, atuando naquela parcela da realidade circunscrita ao exercício da competência constitucional, utiliza efetiva ou potencial, serviços públicos, específicos e divisíveis, prestados ou postos à sua disposição, ou se submete ao poder de polícia do ente federado, vale dizer, sobre quem gera uma despesa especial para o Estado com a sua atividade.

Em outras palavras, a ação que o ente federado vai desempenhar recairá direta ou indiretamente sobre o contribuinte. Esta ação poderá ser um serviço público específico ou divisível a ele referido (possível de ser financiada por uma taxa de serviço) ou, por outro lado, constituir em uma ação estatal de caráter mais amplo objetivando beneficiar terceiros indeterminados (a sociedade) já que apoiada no poder de polícia do Estado (taxas de poder de polícia).

Registre-se, desde logo, que a despesa especial do Estado gerada pelo contribuinte não exige em contrapartida a promoção de qualquer benefício em seu favor. Embora o benefício do contribuinte possa existir, como decorrência da despesa especial do Estado, é circunstância meramente acidental e não essencial para a instituição e a validade do tributo.

No caso das taxas de poder de polícia, normalmente o benefício por ela gerado é gozado pela coletividade e não pelo contribuinte já que, como deixa claro o artigo 78 do CTN, o objetivo último desta espécie de taxas é financiar a ação estatal na busca de assegurar a satisfação do interesse púbico e a concretização de direitos individuais e coletivos.

No caso das taxas de poder de polícia ora comentadas, a atuação estatal objetiva claramente atuar sobre a atividade de mineração, seja regulando, controlando, monitorando, seja praticando políticas públicas objetivas (que geram despesas ao poder público) que tenham por finalidade a satisfação dos direitos individuais e coletivos que são objeto do poder de polícia definidos no artigo 78 do CTN.

A referibilidade entre a taxa mineral e as empresas mineradoras está na necessidade da atuação estatal para o exercício do poder de polícia que não se limita à fiscalização, como alguns repetidamente afirmam equivocadamente, mas na persecução de todo o rol de interesses protegidos pelo conceito jurídico de poder de polícia presente no artigo 78 do CTN.

Para a proteção dos interesses referidos no artigo 78 do CTN, o poder público tem despesas públicas que devem ser custeadas por quem os deu causa, a saber, a atividade submetida ao poder de polícia estatal. Esse é o princípio geral que deve iluminar a instituição das taxas, como bem nos ensinou Aliomar Baleeiro.

O terceiro requisito de controle das taxas é a sua base de cálculo. A Constituição Federal (artigo 145, parágrafo 2º) expressamente proíbe a instituição de taxas que tenham base de cálculo própria de impostos.

As taxas minerais ora analisadas têm por base de cálculo o volume de minério extraído, critério quantitativo que não é adotado como base dimensível tributável por qualquer imposto do sistema tributário brasileiro. Assim, evidente a compatibilidade da base de cálculo escolhida pelos legisladores estaduais com a exigência constitucional.

O quarto requisito de controle das taxas é a proporcionalidade ou equivalência razoável entre o valor cobrado do contribuinte e a despesa pública gerada pela atuação estatal que a justificou. Esse é o argumento central daqueles que sustentam a inconstitucionalidade das taxas minerais.

Para se aferir a proporcionalidade do valor cobrado é fundamental a análise de dois pontos: primeiro, o ônus representado pela taxa para o patrimônio do contribuinte e segundo, a despesa estatal especial gerada pelo contribuinte que a taxa objetiva custear.

Quanto ao primeiro ponto — tamanho do encargo patrimonial representado para o contribuinte —, as informações constantes nas citadas ações diretas de inconstitucionalidade demonstram a irrelevância do montante da taxa em relação à receita e ao lucro decorrente da atividade submetida ao poder de polícia estatal.

Analisando os números da extração mineral no Pará e considerando apenas os minérios exportados (desprezando-se os que foram extraídos e vendidos no mercado interno), observa-se que o valor obtido pelos contribuintes atingiu a astronômica cifra de R$ 87,711 bilhões. Isso mesmo, mais de R$ 87 bilhões, ou seja, US$ 16,90 bilhões vezes R$ 5,19 (cotação do dólar em 31/12/2020) [3].

Segundo dados divulgados pelo estado do Pará [4], esse volume astronômico de extração mineral rendeu aos cofres públicos estaduais a título de taxa mineral o valor de R$ 541 milhões. Traduzindo, o que o estado do Pará recebeu a título de taxa mineral representa apenas 0,6% do valor dos minérios extraídos e exportados a partir do solo paraense.

Logo, nem o mais apaixonado defensor da inconstitucionalidade das aludidas taxas pode razoavelmente sustentar a desproporcionalidade de um tributo que representa 0,6% da receita do contribuinte, sobretudo quando destinado a custear políticas públicas de inegável interesse público [5].

Resta a análise do segundo ponto — a proporcionalidade do valor arrecadado em face da despesa especial gerada pelo contribuinte.

Conforme já assaz demonstrado, as taxas minerais objetivam custear a atuação estatal de poder de polícia sobre a atividade minerária desenvolvida pelo contribuinte, que não se esgota na mera fiscalização. Embora o nome da espécie tributária nada diga sobre a sua efetiva natureza jurídica (artigo 4º, I, CTN), as taxas de que estamos tratando denominam-se Taxas de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários.

As taxas minerais não são taxas de fiscalização semelhantes aos alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais ou meras taxas de fiscalização de logradouros públicos, comumente cobradas pelas municipalidades e sobre as quais há farta jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Considerando a natureza da atividade de extração de recursos minerais, suas características locacionais, a relevância dos seus impactos ambientais, sociais e econômicos, as taxas minerais e o interesse público que objetivam proteger não têm paralelo no sistema jurídico pátrio.

A despesa pública especial gerada pela instalação de uma grande mineradora é incomensurável, tendo em vista a circunstância de que normalmente ocorre em lugares onde sequer existe povoamento, como são os casos dos grandes empreendimentos minerários no Pará. Essa despesa pública especial, por exigência do princípio da igualdade na repartição dos encargos públicos, deve ser custeada por quem deu causa e não por toda a sociedade, obrigada ao pagamento dos impostos.

O controle, monitoramento e fiscalização da atividade minerária, sobretudo dos grandes projetos de mineração, é apenas parte da ação estatal que o Estado deve custear com a receita da taxa mineral, até porque o objetivo do poder de polícia é a proteção de interesses públicos que vão muito além daquelas ações administrativas, como deixa claro o artigo 78 do CTN.

Reduzir as taxas minerais a meras taxas de fiscalização é: 1) desconhecer o princípio geral das taxas segundo o qual quem gera uma despesa especial deve custeá-la, corolário inelutável do ideal de justiça representado pela igualdade na repartição dos encargos públicos; e 2) ignorar a norma do artigo 78 do CTN que deixa claro que a atividade de poder de polícia do Estado não se esgota na mera fiscalização de atividades econômicas, mas alcança todo o conjunto da ação estatal destinada, em último caso, à satisfação dos direitos individuais e coletivos.

Os grandes empreendimentos minerários, sobretudo no Pará, representam fonte de atração de pessoas e matriz para a criação desordenada de povoamentos que exigem a rápida intervenção estatal com políticas públicas de amplo espectro, que vão desde a segurança pública para o próprio empreendimento econômico até políticas de segurança social nas áreas da saúde, educação e assistência social.

Não desprezíveis são também os investimentos públicos em infraestrutura necessários para fazer face às demandas geradas pela mineração. Como poderá o Estado fazer controle, monitoramento e fiscalização de um empreendimento minerário se nem sequer estrada para chegar até ele existir, fato comum haja vista a especial característica locacional desta atividade exploratória?

Por todas as razões acima, não vemos qualquer inconstitucionalidade nas taxas minerais criadas pelos estados de Minas Gerais, Pará e Amapá, tributos que, além de atender a todas as exigências constitucionais, revelam-se de inegável necessidade e interesse público.

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No mercado secundário, debênture da Vale tem preço 8% acima de lote do BNDES

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O Estado de S.Paulo - SP   15/04/2021

Sem prazo de vencimento e com retorno ao investidor ligado ao preço do minério de ferro, as debêntures participativas da Vale estão sendo negociadas no mercado secundário a R$ 58,00, com um ágio de mais de 8% em relação ao preço pelo qual foram vendidos, na segunda-feira (12), os papéis dessa mesma emissão que estavam com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a União.

Na oferta, mais de 200 milhões dessas debêntures trocaram de mãos ao preço de R$ 53,50 cada, e com a venda, o BNDES arrecadou R$ 11,5 bilhões. O lote correspondia a 55% dos papéis dessa classe emitidos pela Vale em 1997, em um dos trâmites da privatização da mineradora. Pela atratividade da remuneração e pelo fato de os papéis serem perpétuos – sem vencimento -, poucos desejam se desfazer deles.
Poucos investidores levaram a maior parte da oferta

Como a liquidação da venda do BNDES acontece nesta quinta, os compradores podem começar a vender os papéis na segunda-feira (19). Apesar do apetite já demonstrado no mercado secundário, resta saber se os compradores do lote do BNDES vão querer vender suas posições. Embora o banco tenha oferecido os papéis a 75 investidores qualificados, já que a estrutura da oferta era restrita, apenas 10 casas levaram 75% do montante.

Eventualmente, quem comprou os papéis do BNDES pode buscar uma oferta de preço melhor por parte da própria Vale, que mudou recentemente as cláusulas das debêntures para que possa recomprar parte delas.

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Máquinas e Equipamentos

Komatsu conta com mais um distribuidor Montabert no Brasil

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Construção Latino-americana - SP   15/04/2021

A Komatsu agora conta com mais um distribuidor de sua rede comercializando os produtos da francesa Montabert, grande fabricante de equipamentos hidráulicos de demolição e perfuração para uso em mineração, construção e outras aplicações.

Localizada em Recife (PE) e Salvador (BA), e com atuação também nos estados do Sergipe (SE), Paraíba (PB) e Alagoas (AL), a FW Máquinas - que atualmente já representa as linhas Komatsu - passará a atender na comercialização e suporte ao cliente para a linha de rompedores hidráulicos Montabert na região.

A Montabert, que nasceu em 1921, na França, focada em desenvolvimento e produção de rompedores e perfuradoras hidráulicas, tem em seu portfólio produtos com alto nível de tecnologia, eficiência e confiabilidade. Reconhecida globalmente pelo seu design e produção de rompedores hidráulicos, a Montabert é atestada com selo ISO9001, possui instalações de manufatura em Saint-Priest (Lyon), na França, e foi adquirida pela Komatsu em 2017. A Montabert é líder em tecnologia e inovação para rompedores hidráulicos e está presente em 150 países.

Com a inclusão da FW Máquinas, agora são três distribuidores Komatsu autorizados a comercializar Montabert no Brasil. No fim do ano passado, a Mason Equipamentos Ltda., responsável pela cobertura do estado de Minas Gerais, e a Vamos Comércio de Máquinas Linha Amarela Ltda., que cobre os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foram os primeiros a representarem os produtos da marca francesa no País.

Confira os estados de atuação de cada distribuidor.

FW Máquinas: localizada em Recife (PE), Salvador (BA), Sergipe (SE), Paraíba (PB) e Alagoas (AL). Vamos Comércio de Máquinas Linha Amarela Ltda.: localizados em Cuiabá e Sinop (MT) e Campo Grande (MS). Mason Equipamentos Ltda: presente nos municípios de Contagem, Montes Claros e Uberlândia, todos em Minas Gerais.

Para as demais regiões, o contato pode ser realizado diretamente com a Komatsu.

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AUTOMOTIVO

Fiat vai dar 10 dias de férias coletivas para cerca de 1.900 funcionários

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Globo Online - RJ   15/04/2021

Rio - A Fiat anunciou que vai conceder 10 dias de férias coletivas para cerca de 1.900 funcionários que trabalham no segundo turno do Polo Automotivo Fiat, de Betim, em Minas Gerais.

O prazo começa na próxima segunda-feira, 19 de abril, com retorno programado para o dia 29.

Segundo a empresa, a medida foi tomada para "adaptar o ritmo de produção às condições atuais de volume e regularidade de fornecimento de componentes". A Fiat disse ainda que continua em contato e em negociação com seus fornecedores para normalizar os fluxos de suprimentos.

O problema da falta de insumos tem afetado as linhas de produção de automóveis e caminhões desde o ano passado e pode ampliar a falta de veículos. As filas para a compra de alguns modelos já chegam a quatro meses, um problema que teve origem na suspensão das linhas de produção entre abril e junho do ano passado e que ganhou fôlego com a escassez de chips e peças este ano.

Desde o início da pandemia, outras montadoras já interromperam suas atividades, totalizando 10. Algumas foram para conter o avanço da Covid-19 nos pátios das fábricas, como a montadora Nissan, que anunciou férias coletivas em seu complexo industrial de Resende, no Rio de Janeiro, paralisando a produção entre os dias 26 de março e 9 de abril.

A Volkswagen, Scania e Volvo também já tinham anunciado a paralisação da produção nas fábricas do ABC paulista, e a alemã Mercedes-Benz também informou que vai parar a fabricação de veículos nas fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e em Juiz de Fora, Minas Gerais, por conta da pandemia de Covid-19.

Além destas, a Renault, Toyota, GM, Honda e a Volkswagen Caminhões divulgaram no fim de março a decisão de parar suas atividades temporariamente.

 

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NAVAL

Decreto regulamenta Lei dos Portos e reduz burocracia para arrendamento, diz MInfra

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Portal Fator Brasil - RJ   15/04/2021

Gestão de contratos fica mais flexível; contratação pode ocorrer por dispensa de licitação.

O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que desburocratiza as condições de arrendamento portuário. Publicado no Diário Oficial da União do dia 13 de abril (terça-feira), o decreto cria rito que prevê dispensa de licitação para arrendamento e estabelece procedimentos e condições para o uso temporário de áreas e instalações localizadas na poligonal do porto organizado. A norma regulamenta a Lei dos Portos (Lei 14.047/2020), que moderniza a gestão de contratos no setor.

— A regulamentação desses pontos é mais um passo na desburocratização do sistema de arrendamentos portuários, o que irá facilitar a entrada de investidores no setor, aumentando a competitividade dos portos e trazendo mais eficiência e dinamismo ao segmento — afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Além de regulamentar esses novos tipos de contratação, a regulamentação afasta o limite de valor de contrato de arrendamento suscetível a estudo prévio simplificado de viabilidade técnica, econômica e ambiental e exclui o prazo mínimo de 100 dias para a apresentação de propostas no certame licitatório. As medidas trazem mais celeridade nas contratações com o poder público.

Também prevê que é da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a competência para fixar o valor de contrato acima do qual faz-se necessária a realização de audiência pública do certame licitatório de contrato de arrendamento portuário, e traz flexibilizações ao regime de aprovação de investimentos de contratos de arrendamento.

No caso das concessões portuárias que pretendem alavancar ainda mais recursos ao setor, a nova regulamentação retira a limitação de prazo para o primeiro período contratual e promove adequações nas regras de contratação entre a concessionária e os terceiros.

. A íntegra do Decreto 10.672, de 12 de abril de 2021: https://bit.ly/3mKqR33

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Movimentação nos portos nacionais cresce 9,7% no 1B21, diz Antaq

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Portal Fator Brasil - RJ   15/04/2021

Segmento movimentou 174,3 milhões de toneladas no período.

O setor portuário nacional movimentou 174,3 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2021, crescimento de 9,7% em comparação com igual período do ano passado. Os números referem-se a portos organizados e terminais autorizados e arrendados.

Nos dois primeiros meses do ano, os terminais privados movimentaram 119,5 milhões de toneladas, um crescimento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2020. Já os portos organizados movimentaram 54,8 milhões de toneladas, aumento de 5,2%.

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) foi a instalação que mais movimentou carga no primeiro bimestre deste ano: 28,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,4% em comparação com os dois primeiros meses do ano passado. Depois apareceram o Porto de Santos (SP), com 15,6 milhões de toneladas e crescimento de 6,6%, e o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com 11 milhões de toneladas e aumento de 7,0%.

De acordo com dados divulgados pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

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PETROLÍFERO

Aumento da produção no Oriente Médio pode desencadear uma nova guerra de preços do petróleo

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O Petróleo - SP   15/04/2021

O aumento da produção de petróleo do Oriente Médio está tornando a commodity que sai desta região mais barata em comparação com as notas ligadas ao Brent, o que pode levar a uma guerra de preços, informou a Bloomberg, citando um analista da FGE.

“Há muito mais barato bruto, e muito disso vindo do Oriente Médio”, disse Grayson Lim, analista sênior de petróleo da consultoria de energia, à Bloomberg.

“Essas cargas ligadas ao Brent precisarão ser oferecidas com um enorme desconto para os compradores da região [da Ásia] para pegar os barris”, explicou. “Mas se eles estão fortemente descontados, há uma chance de que os compradores chineses possam sair para comprar.”

O aviso vem à medida que a OPEP+ se prepara para começar a impulsionar a produção em resposta aos preços mais altos do petróleo e à perspectiva de melhorar a demanda por petróleo. No entanto, a incerteza permanece aumentada, pois a pandemia não mostra sinais de subvenção em muitas partes do mundo, inclusive em mercados-chave como a Índia e os Estados Unidos.

Do lado da oferta, no entanto, parece haver uma clara tendência de alta, com o Irã aumentando a produção à medida que negocia com os EUA o retorno deste último ao acordo nuclear, e com a Arábia Saudita facilitando seu corte voluntário de 1 milhão de bpd no próximo mês.

Outros membros da OPEP, notadamente o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, também provavelmente aumentarão a produção rapidamente depois de sinalizarem que estavam ansiosos para começar a reverter os cortes profundos.

Enquanto isso, os campos do Mar do Norte estão entrando na temporada de manutenção, o que reduziu a disponibilidade de graus de petróleo bruto ligados ao Brent, empurrando seus preços mais altos. Como resultado, de acordo com Lim, a disseminação entre o petróleo bruto ligado ao Oriente Médio e ao Brent aumentou para o maior número em mais de 16 meses, informa a Bloomberg. Com esse tipo de spread, os produtores de petróleo com base no Brent precisarão começar a descontar seu produto para torná-lo competitivo com as notas do Oriente Médio.

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