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15 de Março de 2021

SIDERURGIA

Consumo de aço em dezembro cresce pelo 4º mês consecutivo, diz Alacero

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Portal Fator Brasil - RJ   15/03/2021

Desempenho no quarto trimestre do ano passado superou as perspectivas com um recorde desde a crise de 2008/2009.

O consumo de aço em dezembro registrou um aumento de 10% em relação ao mês anterior e de 16% na comparação com o mesmo mês de 2019, chegando a um acumulado de 58,9 milhões de toneladas (Mt) e ao indicador mensal mais alto desde março de 2017. Em um período de contração global muito superior à registrada desde a crise financeira de 2008/2009, a América Latina busca consolidar a sua recuperação em um cenário econômico desafiador. O consumo de 2020, no entanto, registrou uma queda de 9,6% em relação a 2019, devido à redução da atividade industrial nos meses de confinamento rigoroso, de acordo com dados divulgados pela Associação Latino-americana do Aço(Alacero), no dia 11 de março (quinta-feira).

Importações — A participação das importações no consumo de dezembro do ano passado (35%) ficou acima do valor registrado nos últimos cinco meses (27-30%), influenciado por uma grande demanda. Já a participação das importações no consumo do ano fechou em 33%, abaixo da faixa de 35-37% de anos anteriores.

Exportações — As exportações de dezembro de 2020 cresceram 23,6% na comparação com o mês anterior, acumulando uma redução anual de 19,8%. Consequentemente, a balança comercial de dezembro registrou o maior déficit do ano, principalmente devido ao aumento das importações no México. No entanto, o ano todo registrou uma redução de 10,7%.

Crescimento de 8,7% ante janeiro de 2020 — Em janeiro 2021, a produção de aço bruto manteve a tendência de crescimento e atingiu níveis 8,7% superiores aos de janeiro de 2020, chegando a 5,3 Mt. Mas o excesso de capacidade mundial continua sendo um risco para o consumo interno, que vem crescendo. — Os países da América Latina devem ter a visão de salvaguardar uma indústria básica, protagonista da recuperação econômica e que emprega mais de 1,2 milhão de pessoas — disse Francisco Leal, diretor-geral da Alacero.

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Mineração e siderurgia: Vale e Usiminas são as favoritas dos analistas com preços de metais em alta

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Money Times - SP   15/03/2021

A Ágora Investimentos elevou os preços-alvo das ações da mineradora Vale (VALE3), bem como das siderúrgicas Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), após enxergar uma grande desconexão nas expectativas.

Na opinião dos analistas Thiago Lofiego e Luiza Mussi, os valuations das empresas estão ainda mais atraentes, com os preços dos metais superando as projeções da corretora.

A demanda por aço também continua forte no Brasil, Estados Unidos e México, e não deve, segundo a Ágora, diminuir antes do terceiro trimestre.

“Agora consideramos os preços médios do minério de ferro em US$ 140/tonelada em 2021 (acima dos US$ 130 anterior) e US$ 100/tonelada em 2022 (versus US$ 90 anterior), ao mesmo tempo que consideramos os preços de venda do aço mais altos”, destacaram Lofiego e Mussi.

Dessa forma, a Ágora elevou as estimativas de Ebitda para 2021/22 em 10-20%, aumentando a diferença com os números projetados pelo consenso.

Os novos preços-alvo estipulados pela Ágora são de R$ 133 para a Vale, R$ 22 para Usiminas e R$ 33 para Gerdau. As três empresas estão com recomendação de compra, mas a corretora reiterou preferência pelos dois primeiros nomes.

Em relação à CSN (CSNA3), a Ágora segue com uma abordagem mais restrita.

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Usiminas divulga metas sustentáveis para 2021

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Revista Mineração - SP   15/03/2021

A Usiminas anunciou nesta quinta (11/03), as metas internas em prol do desenvolvimento sustentável. De acordo a instituição esses objetivos foram criados através de indicadores obtidos pela Gerência-Geral Corporativa de Sustentabilidade, que atua diretamente ligada ao CEO da empresa.

Entre as metas estabelecidas está a redução das emissões de gases de efeito estufa. A principal iniciativa para atingir esse objetivo é a realização de inventários de emissão de GEE com certificação independente e participação no CDP (Carbon Disclosure Project), que seriam divulgados por meio do GHG Protocol.

Barragens

Em relação à segurança das barragens, a meta ESG consiste na migração da disposição de rejeito do método tradicional de disposição para filtragem, sendo o início dessa operação previsto para o primeiro semestre de 2021.

Já no caso da Barragem Central da Mineração Usiminas, está prevista a descaracterização para o primeiro bimestre de 2022. Todo o processo é certificado pelos órgãos oficiais de fiscalização.

A Usiminas afirmou que reconhece os potenciais impactos socioambientais internos e externos que os processos operacionais de mineração podem acarretar e ressaltou que a criação da Gerência-Geral Corporativa de Sustentabilidade foi um passo importante para o acompanhamento e desenvolvimento de metas e ações que atendam aos compromissos da companhia com a sustentabilidade.

Diversidade e Inclusão

De acordo a empresa já existe um Programa de Diversidade e Inclusão, no qual um dos principais pilares é a equidade de gênero. O objetivo agora é ter 10% de mulheres na área industrial até 2022, tendo como indicador o índice de mulheres na área industrial da empresa.
Segurança do trabalho

A meta ESG para a segurança do trabalho é obter uma taxa de frequência de acidentes registrados menor que 0,3. Para a Usiminas a segurança é um tema prioritário, o zero acidente é uma meta almejada diariamente. Segundo a siderúrgica a cultura de segurança e de preservação da saúde é reforçada constantemente junto aos colaboradores.

Menos

ECONOMIA

Inflação já atinge economias em algumas partes do mundo

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Exame - SP   15/03/2021

A grande questão nos mercados financeiros é se a recuperação pós-pandemia vai trazer uma onda de inflação. Em alguns segmentos da economia mundial, a alta dos preços já chegou. Em commodities como soja ou cobre, setores como transporte marítimo e países como o Brasil, os preços têm subido rapidamente - por motivos diretamente ligados aos problemas causados pela Covid-19, à resposta de políticas ou ao aumento da demanda trazida pela esperança de recuperação. Nada disso é suficiente para resolver o grande debate sobre a inflação de uma forma ou de outra.
A pandemia está mexendo com a economia e os negócios em todo o mundo. Venha aprender o que realmente importa no Exame Invest PRO

Defensores da austeridade fiscal dizem que os bolsões de inflação hoje se transformarão em aumentos generalizados de preços amanhã, com os estímulos fornecendo combustível. Os céticos veem os aumentos de preços impulsionados em grande parte por fatores temporários ou gargalos - e apontam que alarmes semelhantes soaram após o crash de 2008, mas a inflação nunca apareceu.

Metais

Os esforços dos governos para tirar as economias da crise causada pela pandemia envolveram gastos em projetos de infraestrutura e apoio financeiro para famílias que gastaram parte do dinheiro em equipamentos eletrônicos. Ambos têm contribuindo para a crescente demanda por metais, que empurra os preços cada vez mais para cima.

O cobre sobe há quase um ano, um rali que se acelerou em fevereiro, antes de perder força neste mês. Minério de ferro e níquel também atingiram recordes, e o preço do aço mais do que dobrou nos últimos seis meses.

O aumento dos metais é a “vingança da velha economia” - com o impulso do estímulo da pandemia para a compra de bens de consumo duráveis - e também mostra a demanda por iniciativas verdes da nova economia, com cerca de US$ 16 trilhões em investimentos planejados para a próxima década, disse Jeff Currie, chefe global de pesquisa de commodities do Goldman Sachs, em entrevista à Bloomberg Television.

Semicondutores

Semicondutores são um componente-chave de muitos itens em demanda durante o ano de lockdowns e trabalho em casa, de laptops e televisores a webcams. Os preços de algumas variedades, como chips de memória, subiram este ano.

O aumento da demanda resultou em uma crise de oferta que foi exacerbada pela geopolítica. Os players dominantes na indústria de US$ 400 bilhões são Taiwan e Coreia do Sul. Suas exportações são cada vez mais capturadas pelo fogo cruzado EUA-China, e as sanções aos produtores chineses aumentam os preços globais.

Alimentos

A recuperação pós-pandemia é um dos fatores que puxam o aumento dos preços dos alimentos no mundo todo. Nos EUA, os preços das coxas de frango sobem à medida que grandes pedidos de restaurantes são retomados. A recuperação doméstica da China impulsiona maior demanda por soja, cujos preços aumentaram mais de 60% no último ano.

Os custos dos alimentos são especialmente importantes para autoridades monetárias nos mercados emergentes, onde representam uma parcela desproporcionalmente maior dos gastos e mais famílias correm o risco de passar fome. Nas Filipinas, onde os custos dos alimentos empurraram a inflação para perto de 5%, o governo impôs limites de preços.
Energia

Além da demanda mais forte em uma recuperação que provavelmente levará a mais viagens, o petróleo também foi atingido por um aperto na oferta após a decisão da Opep+ de limitar a produção. Com isso, o petróleo encostou em US$ 70 o barril pela primeira vez em quase dois anos.

Os custos mais altos dos combustíveis afetam motoristas em todos os lugares e atingem quase todos os setores da economia. No Brasil e no México, por exemplo, o custo do gás de cozinha usado por famílias mais pobres - as mais ricas têm maior probabilidade de usar a rede de gás natural - aumentou este ano.

Brasil

A inflação atingiu 5,2% em fevereiro, quase o dobro do nível seis meses antes e já leva autoridades monetárias a mudar de rumo.

O país gastou mais no alívio da pandemia do que quase todas as outras economias emergentes - rivalizando com os EUA ao atingir um déficit fiscal de quase 14% do PIB no ano passado. Todos esses gastos enfraqueceram o real e alimentaram temores de inflação. Há apenas algumas semanas, o Banco Central falava em manter a Selic em 2% por mais tempo. Agora, a expectativa é de aumento da taxa básica na próxima semana.

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Gargalos de produção se espalham pela indústria

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Globo Online - RJ   15/03/2021

Vários gargalos hoje impedem a produção da indústria. Os motivos são aumento do preço dos insumos e ausência de matérias-primas no Brasil e no exterior. A falta de aço, plástico e vidro afeta a produção, e a alta do dólar pressiona os custos e vão bater nos preços. As fábricas de automóveis paralisaram linhas de montagem e só têm estoque para 18 dias, segundo a associação do setor. Fábricas de alimentos se queixam de falta de embalagens. O setor de vidros sente o impacto da alta do gás natural. A indústria de embalagens diz que a entrega de papelão ondulado só vai se regularizar a médio prazo.

Essa preocupação reduz a confiança da indústria nos próximos meses. O Índice de Confiança do Empresário Industrial cai fortemente em março com queda de 5,1 pontos na comparação com fevereiro. É a terceira maior queda mensal da série histórica, segundo a CNI.

Uma outra sondagem, feita pelo Ibre/FGV em janeiro, mostrou que 48,1% das indústrias identificaram restrições à expansão do volume de produção, 20% apontando a escassez de matéria-prima como fator limitante. Uma das coordenadoras do estudo, a pesquisadora Cláudia Perdigão, afirma que para os próximos meses, os indicadores mostram aumento da preocupação da incerteza por conta da piora da pandemia, a demora da aprovação e da redução do valor do auxílio emergencial. O segmento bens de consumo não duráveis, que teve ligeira melhora, começa a olhar para o ano com desconfiança.

Além disso, algumas cidades estão voltando com as restrições, o que pode levar novamente a um processo de desestruturação produtiva, lembra Cláudia.

“Sempre que necessário desativar alguma máquina, a indústria pode sentir alguma dificuldade para atender o comprador”.

O blog conversou com presidentes de associações para saber a situação de cada setor:

Automotivo

Na pesquisa trimestral feita pelo IBRE/FGV com a indústria, em janeiro, 73% dos pesquisados da indústria automotiva apontavam a escassez de matéria-prima como um fator limitante à expansão da produção. Segundo o presidente Luiz Carlos Moraes, da Anfavea, o setor está com problemas com aço, plásticos e pneus. No entanto, o que mais preocupa no momento são os semicondutores, um problema global.

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The Economist: Estímulo de Biden é uma aposta para os EUA e o mundo

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O Estado de S.Paulo - SP   15/03/2021

Quando a pandemia surgiu foi natural temer a possibilidade de a economia mundial ficar estagnada por anos. Os Estados Unidos estão desafiando esse pessimismo. Tendo superado as sombrias expectativas de crescimento previstas em meados do ano passado, o país está jogando combustível de foguete fiscal em uma já inflamada mistura de políticas econômicas. O pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden, que ele deveria sancionar após o fechamento desta matéria, eleva a aproximadamente US$ 3 trilhões (14% do PIB anterior à crise) o montante de gastos relacionados à pandemia desde dezembro, e para cerca de US$ 6 trilhões o total gasto com a crise desde seu início.

Segundo o planejamento atual, o Federal Reserve e o Departamento do Tesouro também injetarão aproximadamente US$ 2,5 trilhões no sistema bancário este ano, e as taxas de juros permanecerão próximas a zero. Por uma década, após a crise financeira global de 2007 a 2009, os formuladores de políticas econômicas americanos foram tímidos demais. Agora, estão trabalhando à toda.

O resultado provável é uma recuperação que seria impensável no segundo trimestre de 2020. Em janeiro, as vendas de varejo nos EUA já estavam 7,4% mais altas do que no ano anterior, enquanto a maioria dos americanos recebia os cheques de US$ 600 do governo, como parte da rodada anterior de estímulos. Presos em casa e incapazes de gastar o que gastariam normalmente em restaurantes, bares e cinemas, os consumidores acumularam US$ 1,6 trilhão em poupança excedente durante o ano passado.

O estímulo de Biden dará para a maioria dos americanos outros US$ 1,4 mil. De uma maneira incomum para um país rico, uma grande porção dessa pilha de dinheiro será poupada pelas famílias pobres, que deverão gastar apenas quando a economia reabrir totalmente. Se as vacinas continuarem a chegar aos braços dos americanos e o país evitar um terrível encontro com novas variantes do vírus, a taxa de desemprego deverá cair confortavelmente abaixo dos 5% até o fim deste ano.

A boa nova não se restringe aos EUA. Pesquisas em produção mostram um quadro otimista mesmo em relação à zona do euro, que está atrás em termos de vacinação e na luta contra novas variantes – e está concedendo menos estímulos. Os gastos de Biden vão elevar ainda mais a demanda por mercadorias. O déficit comercial dos EUA já está mais de 50% maior do que antes da pandemia, enquanto a economia do país consome itens importados.

Mas o restante do mundo não acompanhará o ritmo alucinante do Tio Sam. Em 9 de março, a OCDE, um clube de países ricos, previu que, no fim de 2022, a economia americana será maior do que a entidade previu antes da pandemia – a única entre as grandes economias a apresentar tal resultado. De abril a setembro, os EUA provavelmente crescerão mais do que a própria China, que está endurecendo sua política monetária e cuja Bolsa de Valores sofreu uma queda de 9% desde meados de fevereiro.
Triunfo

Ascender após uma crise que em seu momento mais grave cortou o número de pessoas empregadas em 15% será um triunfo para os EUA, e contrastará com a fraca recuperação após a crise financeira. O pacote de estímulos de Biden aliviará aqueles cujas vidas foram viradas de ponta-cabeça – atualmente, 9,5 milhões de postos de trabalho cortados pela pandemia ainda não foram recuperados. Graças ao dinheiro extra concedido à maioria dos pais, a persistente e disseminada pobreza infantil cairá drasticamente.

Ainda assim, apesar de os atuais formuladores de políticas terem garantido seu lugar na história da economia, talvez não sejam vistos como heróis. Isso porque os EUA estão aplicando um imprevisível experimento econômico em três vertentes que apresenta níveis históricos de estímulos fiscais, uma atitude mais tolerante do Fed em relação a picos de inflação maiores que os previstos e enormes poupanças, que ninguém sabe se os consumidores acumularão ou gastarão. Não há paralelo para um experimento desse tipo desde a 2.ª Guerra. O perigo para os EUA e para o mundo é que a economia superaqueça.

Esse é um risco que os investidores estão avaliando. Os pagamentos de obrigações com vencimento em dez anos da dívida dos EUA, que se movimentam na razão inversa à dos preços, aumentaram cerca de 1 ponto porcentual desde meados do ano passado, diante da expectativa de inflação em alta e taxas de juro mais elevadas.

Em razão do papel crucial dos EUA no sistema financeiro global, sua expectativa de política monetária repercute além das fronteiras. Nas semanas recentes, o banco central da Austrália teve de aumentar suas compras de obrigações para evitar uma elevação excessiva nos rendimentos. O Banco Central Europeu estava decidindo se realizaria uma intervenção similar. Mercados emergentes com grandes déficits, como o Brasil, ou com grandes dívidas em dólar, como a Argentina, têm motivo para temer um endurecimento nas condições financeiras globais após a virada na política monetária americana.

O Fed está inflexível em sua decisão de manter baixa a taxa de juros e continuar a comprar ativos até que a recuperação da economia esteja bem mais garantida. A inflação aumentará, enquanto a queda nos preços das commodities ocorrida no início da pandemia seria um ponto fora da curva em comparação com o ano anterior, mas o Fed vai ignorar esse movimento. Sob seu novo regime de “meta de inflação média”, adotado no ano passado, está buscando trazer a inflação para uma meta de 2%, para conseguir compensar déficits passados. Isso é particularmente desejável porque, na maior parte da década passada, o problema da economia mundial era inflação baixa demais, não o contrário. Mesmo se a economia acabar superaquecendo, Jerome Powell, presidente do Fed, argumenta que isso também será temporário. A dinâmica de inflação a longo prazo, argumenta ele, “não muda em nada”.

Mas será que eles poderiam recusar trilhões de dólares? Não temos razão para duvidar dos planos a curto prazo do Fed, mas nem o banco central americano nem os mercados são capazes de prever o resultado final do experimento dos EUA. O Fed pode ter de jogar um balde de água fria na economia, elevando a taxa de juros para reduzir a inflação. Isso seria constrangedor, dada a tamanha ênfase que o banco deu à sua obrigação de buscar fortalecer de maneira “ampla e inclusiva” o mercado de trabalho. Uma taxa de juros mais elevada prejudicaria os mercados de ativos e também precipitaria um conflito com o cada vez mais endividado governo.
Todas as fichas no vermelho

O pacote de estímulos de Biden é uma grande aposta. Se for vencedora, os EUA evitarão a triste armadilha da baixa inflação com juros baixos em que o Japão e a Europa parecem empacados. Outros bancos centrais podem copiar a nova meta do Fed. Estímulos fiscais maciços podem se tornar a resposta normal para recessões. O risco, porém, é que os EUA acabem com dívidas crescentes, problemas com a inflação e um banco central submetido a um teste de credibilidade.

Os autores desta matéria preferem um pacote menor de estímulos. Lamentavelmente, a conturbada política americana não permite uma sintonia fina em se tratando da elaboração de políticas, e os democratas quiseram tudo que podiam conseguir. A aposta de Biden é melhor do que a inação. Mas ninguém deve subestimar o tamanho dessa aposta.

 

Menos

BC se vê forçado a subir juros em plena crise por causa da aceleração da inflação

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O Estado de S.Paulo - SP   15/03/2021

A aceleração do aumento de preços colocou o Banco Central numa sinuca de bico: subir a taxa de juros em plena crise econômica e piora da pandemia da covid-19. Em um gráfico, as tendências de inflação, em alta, e da variação do PIB, em queda, mostram uma boca de jacaré se abrindo. Essa é uma situação de extrema anormalidade em que atividade e inflação estão em sentido oposto.

A decisão desta semana será o primeiro teste e tudo indica mais difícil até agora para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e sua equipe após o Congresso aprovar no mês passado a autonomia da instituição, com a justificativa de garantir a condução da política de juros sem pressões políticas.

A expectativa é que o BC comece agora a desarmar essa bomba relógio para barrar o risco de descontrole de preços, sobretudo em 2022, após um período longo de queda de juros, que levou a taxa Selic (os juros básicos) ao patamar histórico de 2%. A aposta do mercado é de uma elevação de 0,50 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 16 e 17.

A perspectiva de a economia brasileira entrar em recessão técnica, no segundo trimestre deste ano, num quadro de recrudescimento da pandemia, combinado com medidas de isolamento e lockdown, só amplia o desconforto com a medida.

O momento é ainda mais delicado porque o próprio presidente Jair Bolsonaro contribuiu para elevar, nas últimas semanas, a cotação do dólar disparando uma série de movimentos erráticos e contraditórios na economia, que começou com a intervenção da Petrobrás, passou pela tentativa de flexibilizar o teto de gastos (a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação) e terminou com a articulação de uma manobra para desidratar as medidas de corte de gastos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do auxílio emergencial.

O resultado: mais pressão sobre a inflação, a ponto de Campos Neto ter entrado nas negociações políticas para impedir uma derrota geral na votação, o que complicaria ainda mais o trabalho do BC na condução da política monetária (calibrar a taxa básica de juros, a Selic, para o controle da inflação).

“É um sinal de desequilíbrio ter essa bomba relógio de inflação alta com uma queda do PIB já contratada”, diz Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas.

Com a inflação em 12 meses se aproximando de 7% em abril, desemprego e PIB negativo, a economia vive uma situação de estagflação. “Esse é o drama para o BC. E não sabemos quanto pior pode ficar a atividade econômica por causa da pandemia. É uma das piores combinações”, diz ela, que não descarta a consolidação de um quadro recessivo em 2021, mais grave do que a estagflação. Se soma ao cenário negativo a queda do poder de compra das famílias brasileiras no período de fraqueza do mercado de trabalho.

Ex-presidente do BC no governo Lula, Henrique Meirelles alerta para um fator que, segundo ele, precisa ser levado em conta: o nível de confiança baixa diante de um governo que não tem dado “uma direção clara e que vive envolvido em toda sorte de discussões e polêmicas”. “Numa situação de insegurança, a depreciação cambial (o real se desvalorizar frente ao dólar) leva ao repasse para os preços”, diz Meirelles, que assumiu o comando BC num momento crítico de alta dos preços em 2003.

Numa situação de pandemia há razões objetivas para a queda da demanda (pessoas e empresas produzem e consomem menos). Por outro lado, há também uma situação de desorganização da economia que tem levado a dificuldades de suprimento das cadeias produtivas. E isso acaba gerando mais inflação.

Nas contas do ex-secretário de Política Econômica, José Roberto Mendonça de Barros, desde setembro vem se formando um acúmulo de pressões inflacionárias, que começou a partir da elevação dos preços de alimentos, mas que não foram levadas devidamente a sério nem pelo Ministério da Economia nem pelo BC.

A mudança foi muito rápida. Em julho do ano passado, ressalta Mendonça de Barros, a inflação estava abaixo de 2% em setembro, começou a aumentar e terminou 2020 acima de 4%. “É uma aceleração extraordinária”, diz. Em 12 meses até fevereiro, o IPCA, índice oficial de inflação, já acumula uma alta de 5,20% depois de ter subido 0,86% no mês passado – a maior taxa desde 2016.

Para José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre, o momento para a inflação é muito preocupante e o BC não pode facilitar. “Se dermos mole nesse campo, vamos continuar simplesmente com os problemas que já temos e acrescentar mais um”, diz Senna. Ele ressalta que no campo das commodities (produtos básicos, como grãos, petróleo e minério de ferro) já houve uma alta de 10% em janeiro e mais 7% em fevereiro. As matérias-primas, diz, já acumulam uma elevação de 75% em 12 meses. “Estamos vivendo repasses reprimidos”, enfatiza.

Senna avalia que a PEC do auxílio não ataca o problema fiscal de aumento das despesas obrigatórias (como gastos com servidores e Previdência, por exemplo), problema que pode ser acentuado pelo caráter populista da política do governo. “Num ambiente como esse as expectativas de inflação podem sair de controle. Isso é muito perigoso”, avisa.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro tem 2ª maior queda semanal no ano por repressão à poluição na China

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Infomoney - SP   15/03/2021

Os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático e estavam no caminho de sua segunda maior perda semanal até agora este ano, já que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian caiu 0,3% para 1.059 iuanes (163,11 dólares), fechando a semana em queda de 6%.

O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China pediu que Tangshan, a principal cidade siderúrgica do país, reprima aqueles que violam as regras de qualidade do ar, depois que quatro usinas não conseguiram implementar restrições à produção durante dias de forte poluição.

O governo de Tangshan emitiu um alerta de poluição de segundo nível em 8 de março, instando as empresas industriais pesadas, como siderúrgicas e usinas de coque, a cortar a produção.

A medida diminuiu o otimismo do mercado sobre um aumento na demanda após Ano Novo Lunar, fazendo com que os preços caíssem 5,7%, para 166 dólares a tonelada no mesmo dia, com base nos dados da consultoria SteelHome.

“O mercado voltou 10 dólares/tonelada em um dia, pois os investidores financeiros diagnosticaram erroneamente o impacto das recentes restrições ambientais sobre a capacidade de produção de aço de Tangshan”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura.

Ele disse que agora há “um risco maior de longo prazo para a demanda de minério de ferro da China, já que o governo quer cortar a capacidade de aço e avançar na produção a partir do uso de sucata.

O vergalhão de aço na Bolsa de Futuros de Xangai subiu 2,9%, enquanto a bobina laminada a quente subiu 3,1%. O aço inoxidável caiu 0,1%.

“Impulsionados por um controle rigoroso e alguns cortes de produção pelas usinas, os mercados de aço permaneceram aquecidos devido à oferta restrita”, disse o estrategista sênior de commodities do ING, Wenyu Yao.

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Empresas de mineração internacionais querem fazer investimentos no Brasil e tornar o país referência na exploração mineral

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Brasil Mining - SP   15/03/2021

Os setores de mineração e de metais enfrentam atualmente um período de grandes desafios, principalmente no que se refere ao desenvolvimento e à adoção de novas tecnologias e investimentos para redução dos impactos ambientais e sociais causados pela mineração, metalurgia e exploração mineral.

Exploração mineral aponta desempenho positivo

A indústria de exploração mineral brasileira teve o melhor desempenho entre setores econômicos, no contexto da pandemia, com crescimento em todos os Estados, para além dos produtores de minério de ferro. No período, as exportações aumentaram 11% e atingiram a marca de R$ 37 bilhões, com 371 milhões de toneladas em remessas. O saldo da balança comercial cresceu em 28% com superávit de US$ 32 milhões.

Para além do peso econômico da atividade, o governo federal também instituiu o Plano Mineração e Desenvolvimento (PMD) em 2020, que pretende incrementar a atividade no país por meio de 10 planos e 110 metas que cobrem os mais diversos aspectos da agenda mineral, com vigência entre 2020 e 2023.
Empresas internacionais querem aplicar investimentos no mercado de mineração brasileiro

“Assim como a minha empresa muitas outras sofrem de um dos maiores empecilhos que impedem investimentos em massa na mineração: o processo de licenciamento”, apontou o CEO da Oz Minerals Brazil, Carlos Gonzales.

Na maioria das vezes é muito mais fácil e sem burocracia atuar no ramo de mineração da Austrália e Canadá do que no Brasil, a onerosidade do processo de licenciamento é muito demorado e desanimador, destacou o CEO da Appian Capital Brazil, empresa de investimentos privados inglesa com foco em projetos de mineração, Paulo Castellari.

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Acionistas da Vale aprovam mínimo de 7 conselheiros independentes

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Money Times - SP   15/03/2021

Os acionistas da mineradora Vale (VALE3) aprovaram nesta sexta-feira em assembleia 13 alterações no estatuto da companhia, incluindo a previsão de um mínimo obrigatório de sete membros independentes no conselho, dentre outras medidas que visam melhoria nas práticas de governança.

A partir das mudanças, realizadas em Assembleia Geral Extraordinária, também foi definida a votação individual na escolha dos conselheiros, a determinação de que o presidente e o vice-presidente do colegiado sejam eleitos pelo conjunto dos acionistas e não mais pelo próprio conselho, entre outras.

“Este é um passo fundamental para adequar a governança da Vale à sua nova realidade de empresa sem controle definido, com um Conselho de Administração formado com maioria de conselheiros independentes, e prepará-la para os desafios dos próximos anos”, disse em comunicado José Maurício Coelho, presidente do conselho da Vale.

Também no comunicado, a Vale destacou que o processo de reestruturação societária da companhia teve início em fevereiro de 2017, quando o bloco de controle da empresa à época anunciou a intenção de torná-la uma companhia sem controle definido.

Em outubro daquele ano foram eleitas duas conselheiras independentes e em 2019 foi eleita a terceira independente. Em novembro de 2020 expirou o acordo de acionistas celebrado pelos integrantes do antigo bloco de controle, o que tornou a Vale oficialmente uma empresa de capital disperso.

As regras aprovadas nesta sexta-feira já serão aplicadas na próxima Assembleia Geral Ordinária, prevista para 30 de abril, quando serão eleitos pelos acionistas 12 membros do conselho para o mandato de 2021 a 2023.

Um Comitê de Nomeação, formado por três membros (dos quais dois sem vínculo com a Vale), divulgou na última quarta-feira os 12 indicados ao conselho, incluindo oito membros independentes, cinco a mais do que na atual configuração.

O 13º membro será indicado pelos empregados da Vale.

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AUTOMOTIVO

Toyota é a primeira do ranking de reputação, seguida por VW e Honda

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Automotive Business - SP   15/03/2021

A Toyota conquistou o primeiro lugar entre as montadoras no ranking que mede a reputação das maiores empresas do Brasil. A 7ª edição da pesquisa Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco) avaliou 12 companhias do setor, que teve a Volkswagen na segunda posição, seguida pela Honda.

No ranking total com 100 empresas, a Toyota ficou em 10º lugar, à frente de empresas como Porto Seguro, Unilever, Netflix, Gerdau e Microsoft. A Volkswagen ficou na 21ª colocação da lista geral e a Honda na 31ª. A melhor empresa do Brasil na classificação geral foi a Natura, seguida por Ambev e Magazine Luiza.

O levantamento analisa etapas de avaliação e entrevistas com analistas financeiros, ONGs, sindicatos, associações de consumidores, jornalistas econômicos e integrantes de universidades. O estudo começa com uma entrevista com altos executivos de empresas com faturamento superior a U$ 40 milhões, que apontam dez companhias com melhor reputação.

O ranking das montadoras segue com a Fiat em 4º lugar (50º na geral), Mercedes-Benz em 5º (52º na geral) e Ford em 6º (69º na geral). Como a pesquisa é referente a 2020, não chegou a contemplar a situação da montadora americana, que anunciou o fechamento das suas fábricas no Brasil neste ano (leia aqui).

Veja a seguir o ranking completo com todas as 18 montadoras classificadas entre as 100 empresas com melhor reputação corporativa do Brasil.

1º Toyota, 2º Volkswagen, 3º Honda, 4º Fiat, 5º Mercedes-Benz, 6º Ford, 7º Volvo, 8º Yamaha, 9º Renault, 10º GM, 11º Hyundai, 12º Mitsubishi

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A saída da Ford

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O Estado de S.Paulo - SP   15/03/2021

Em 1919, a Ford foi a primeira indústria automotiva a instalar-se no Brasil. Um século depois, anunciou, em 11 de janeiro deste ano, a sua saída. De imediato, fechou a sua unidade em Camaçari/BA e, ao longo de 2021, encerrará as atividades das fábricas localizadas em Taubaté/SP e Horizonte/CE, impactando cerca de 118.000 postos de trabalho diretos e indiretos, fornecedores, e uma grande cadeia de terceiros. As causas para a saída são as mais variadas. Quanto às consequências, existe uma certeza: disputas judiciais de todas as formas.

A participação da Ford no mercado brasileiro nos últimos anos mostra que a montadora vinha enfrentando dificuldades. Em 2015, a Ford possuía 10,2% de participação no mercado nacional. Em 2019, caiu para 8,2% e, em 2020, para 7,14%. A pandemia e a desvalorização cambial provavelmente criaram questões adicionais aos problemas já existentes. O setor automobilístico, que já chegou a movimentar R$ 150 bilhões por ano no Brasil na metade da década passada, sofreu uma queda de 50% na produção no primeiro semestre de 2020 em comparação com os números do mesmo período em 2019.

Os impactos do fechamento da fábrica de Camaçari/BA na cadeia produtiva já são visíveis: o Sindicato das Pequenas e Microempresas de Transportes Rodoviários Autônomos de Veículos do Estado da Bahia apontou que 98% dos 2.500 cegonheiros que faziam o transporte de veículos da Ford pararam de trabalhar. Já a Junta Comercial do Estado da Bahia indicou um crescimento de 56% no número de fechamento de empresas em Camaçari/BA em janeiro deste ano em comparação com dezembro de 2020.

Todos esses fatores, em maior ou menor grau, possivelmente contribuíram para a decisão da Ford. Ainda assim, há notícias de que a montadora tenha reservado cerca de R$ 22,5 bilhões para indenizações.

Quanto aos litígios cíveis/contratuais, os desdobramentos mais diretos envolvem as concessionárias. Das 283 concessionárias Ford no Brasil, há indicativos de que cerca de 160 terão as suas atividades encerradas. Conforme noticiado na imprensa, a Associação Brasileira dos Distribuidores Ford já apontou que as distribuidoras não aceitaram a primeira oferta de acordo formulada pela Ford logo após o anúncio do fechamento das fábricas, pois, na proposta, não estavam incluídas a recompra de todo ferramental e estoque de veículos zero quilômetro e algumas das indenizações previstas Lei n.º 6.729/79.

A Lei n.º 6.729/79, também conhecida como Lei Ferrari, tem como escopo regulamentar a relação estabelecida entre produtores e distribuidores de veículos automotores de via terrestre. Enquanto o produtor (concedente) é a empresa industrial que realiza a fabricação e/ou montagem de veículos automotores; o distribuidor (concessionário) é a empresa que realiza a comercialização dos veículos automotores, implementos e componentes novos; presta assistência técnica referente a esses produtos; usa gratuitamente da marca da concedente como identificação; e exerce outras funções pertinentes à atividade. Estão incluídos também no âmbito de regência dessa Lei as contratações entre os produtores e as prestadoras de serviço de assistência técnica, relação contratual à qual se denomina “serviço autorizado”.

Como consequência do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, as concessionárias buscarão indenizações com fundamento jurídico nos artigos 24 e 25 da Lei Ferrari, que listam as formas de reparação da produtora às distribuidoras pela rescisão dos contratos, dentre elas a reaquisição do estoque de veículos, dos implementos e dos componentes novos pelo preço de venda ao consumidor.

No entanto, a cadeia produtiva da indústria automobilística não se limita às relações diretas estabelecidas entre a montadora e as distribuidoras, que são regidas pela Lei Ferrari. A Ford não mantinha relações contratuais apenas com suas concessionárias, existindo uma extensa cadeia de fornecedores que será impactada. São contratos para fornecimento de borracha, aço, químicos básicos, tinturaria, bateria, e outros tantos componentes dos veículos, cuja extinção antecipada poderá ensejar demandas contra a Ford.

Nesses casos, além da análise acerca das consequências da extinção dos contratos previstas no Código Civil, há também a possibilidade de discussão quanto à extensão das disposições da Lei Ferrari para que os fornecedores sejam indenizados pelos danos causados.

Devem ser avaliados ainda os contratos em que a Ford não figura como parte, mas que foram celebrados para viabilizar o fornecimento de algum componente dos veículos da montadora ou algum outro tipo de serviço relacionado à atividade da Ford. Ou seja, contratos que motivaram investimentos em moldes de fabricação de peças ou aquisição de insumos por terceiros que não terão mais utilidade. E, claro, há os contratos que foram celebrados e que não possuem relação direta com a cadeia de produção dos veículos, mas que serão igualmente impactados, como é o caso de eventuais contratos de locação, comodato e prestação de serviços, apenas para se mencionar os contratos típicos, em que também poderá ser discutida eventual hipótese de responsabilidade solidária da montadora a depender do tipo de obrigação assumida.

A discussão acerca desses contratos, bem como as suas consequências diretas e indiretas, incluindo terceiros, deverá ser objeto da prestação jurisdicional à luz do regramento contido no Código Civil, trazendo possibilidades de extensão de responsabilidades potencialmente complexas no processo de cálculo de indenizações.

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Falta de peças no Brasil para montadoras por até 2 meses

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IstoÉ Dinheiro - SP   15/03/2021

Desde meados de dezembro montadoras dos EUA, Canadá, Europa, Japão, Coreia do Sul e México começaram a reduzir ou paralisar a produção, colocando milhares de trabalhadores em férias coletivas por falta de chips e outras peças. Estão nesse grupo Audi, Ford, General Motors, Honda, Mazda, Nissan, Renault, Stellantis (reúne Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën), Subaru, Volkswagen e Toyota.

No Brasil, a primeira a parar por falta de circuitos eletrônicos foi a fábrica da Honda em Sumaré (SP), por uma semana em fevereiro e dez dias neste mês. A General Motors suspendeu toda a produção do complexo de Gravataí (RS), onde é produzido o Onix, carro mais vendido do País. Todos os funcionários estão em férias coletivas até dia 20. Pouco depois do retorno parte deles ficará em lay-off por pelo menos dois meses, período em que a fábrica vai operar apenas com um turno de trabalho. Hoje são dois.

Na filial de São José dos Campos (SP), 600 funcionários ficarão em lay-off também por dois meses. A GM diz que a falta de peças tem potencial de afetar de forma temporária e parcial o cronograma de produção e que trabalha com fornecedores, sindicatos e parceiros para mitigar impactos gerados pela situação.

Na semana passada a Fiat suspendeu por dez dias o segundo turno de produção de uma das três linhas da fábrica de Betim (MG) e deu férias aos operários.

Segundo a Anfavea, associação que reúne as montadoras, especialistas internacionais estimam que a crise de abastecimento deve resultar em queda de 3% a 5% das vendas globais neste ano, previstas entre 76 milhões e 78 milhões de veículos. Só a Renault calcula que 100 mil carros da marca podem deixar de ser produzidos em todas as suas fábricas no mundo.

Muitas empresas afirmam ter problema de abastecimento mas não há planos de suspender a produção. Algumas fizeram paradas pontuais e redução ou atraso de produção, como Toyota, Volkswagen, Renault, Volvo e Mercedes-Benz. A Volkswagen Caminhões e Ônibus tem mantido veículos incompletos no pátio. Quando as peças chegam, funcionários fazem hora extra para terminar o serviço.

Recentemente uma encomenda da Nissan chegou ao aeroporto de Campinas (SP) de madrugada. “Contratamos um helicóptero para buscar a carga e levar para a fábrica em Resende (RJ) para que o primeiro turno operasse normalmente”, conta Tiago Castro, diretor da empresa.

Montadoras reclamam da falta de itens como pneus, fundidos, forjados, alumínio, ligas metálicas e resina plástica. Além de escasso o aço ficou 110% mais caro em um ano. Outro gargalo é a logística. Faltam contêineres, há atrasos de navios e o frete aéreo ficou caro.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Vendas de material de construção têm nova alta em fevereiro

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O Estado de S.Paulo - SP   15/03/2021

O mercado de materiais de construção continua aquecido. As vendas da indústria em fevereiro cresceram 8,6%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Tiveram porém baixa de 1,4% na comparação com janeiro. Nos primeiros dois meses deste ano, a venda de insumos para construção já cresceu 10,1%. Os dados são deflacionados e foram antecipados à Coluna pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Pela frente. A entidade estima crescimento de 4% nas vendas de 2021. Se confirmado, representará uma melhora expressiva em comparação com 2020, quando elas subiram perto de 0,5%. A pesquisa mais recente mostrou que, no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as vendas da indústria cresceram 1,4%.

Causa. Apesar da crise econômica, o consumo de materiais é crescente por parte das incorporadoras, que estão dando início às obras da muitos empreendimentos lançados nos meses anteriores. A demanda por materiais no varejo, para obras domésticas, também está aquecida desde o começo da pandemia. As pessoas têm feito reformas e melhorias no lar, já que têm passado mais tempo reclusas.

Consequências. Esse aquecimento, em parte inesperado devido à crise econômica, tem contribuído para acelerar a inflação no setor. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) acumula alta de 13,22% nos últimos 12 meses.

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AGRÍCOLA

São Paulo tem mais investimento na agropecuária

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O Estado de S.Paulo - SP   15/03/2021

A agropecuária paulista vem recebendo fortes investimentos nos últimos anos. Em 2019, os investimentos anunciados apenas para o setor canavieiro alcançaram R$ 5,6 bilhões e, no ano passado, R$ 1,78 bilhão. Esse volume fez crescer expressivamente os investimentos no campo. Além disso, fortalece o argumento frequentemente utilizado pelas autoridades paulistas de que a diversificação e a complexidade da economia do Estado, bem como suas dimensões, são fatores que justificam investir em São Paulo.

De acordo com a Fundação Seade, que compilou os dados sobre investimentos no setor canavieiro, a política nacional de incentivo à produção de etanol e outros biocombustíveis, em vigor desde o fim de 2019, é um dos principais fatores para o grande volume de aplicações observado nos últimos dois anos.

Nitidamente positivo para o desempenho da economia paulista e nacional, por seu impacto na geração de riqueza e empregos e, em boa medida, para assegurar os saldos da balança comercial do País nos últimos anos, essa evolução da agropecuária e do setor sucroalcooleiro não tem sido acompanhada por outro importante segmento da economia paulista e nacional. Trata-se da indústria, em particular da indústria de transformação.

Em São Paulo, a indústria em geral registrou, no segundo semestre do ano passado, o menor volume de investimentos (de R$1,2 bilhão) em toda a série de pesquisas da Fundação Seade. A contração do consumo e a queda das exportações são citadas como causas desse mau resultado.

O crescimento do setor de serviços vem reduzindo gradualmente o peso da indústria nas economias da maioria das nações, a começar pelas mais desenvolvidas econômica e socialmente. Mas em São Paulo e no Brasil esse processo tem aspectos que vêm alimentando preocupações crescentes entre governantes, empresários e trabalhadores. Uma delas é com o risco de precoce obsolescência do setor.

Aqui o processo é mais rápido e está se transformando em sério obstáculo à necessária e vital modernização. Em meados da década de 1980, a participação da indústria no PIB brasileiro superou os 45%. Em 2019, tinha baixado para 21,4%. No ano passado caiu ainda mais, para 20,4%. São Paulo vem mantendo em cerca de 30% sua participação na produção da indústria nacional. Mas a fatia desta no PIB nacional é cada vez menor.

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