ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

15 de Janeiro de 2021

INDA

Preço do aço segue elevado e preocupa indústria

Ler Notícia

Jornal do Comércio 15/01/2021

Um problema que incomodou a indústria de máquinas no ano passado permanece em 2021: o alto custo do aço. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o incremento no preço do insumo, de janeiro a dezembro 2020, foi de 108% nos distribuidores e de 85% para quem compra direto da usina produtora.

O vice-presidente da Abimaq-RS, Hernane Cauduro, argumenta que o ciclo de produção do setor de máquinas e equipamentos é, em média, de seis meses para entregar as encomendas aos clientes. Então, a oscilação dos valores do aço, reforça o dirigente, prejudica as empresas do segmento na hora de estabelecer o preço dos seus produtos. "É uma dificuldade seríssima", enfatiza. O integrante da Abimaq-RS alerta que a questão está afetando a competitividade das companhias.

Para Cauduro, não há justificativa plausível para a proporção dos aumentos no preço do aço. Ele considera que as empresas fornecedoras desse insumo estão aproveitando um período de escassez do material e de recuperação da economia para elevar suas margens de lucro. O dirigente reforça que um dos fatores que leva a essa distorção no mercado do aço é por se tratar de um oligopólio.

O presidente-executivo do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, confirma que os aumentos do insumo foram da magnitude apontada pela Abimaq e comenta que esse cenário foi ocasionado por um desequilíbrio na oferta e demanda. "Está faltando produto", enfatiza Loureiro. No entanto, ele salienta que se trata de um fenômeno mundial em decorrência da elevação dos custos de insumos utilizados na cadeia produtiva dessa liga metálica, como o minério de ferro e o carvão.

Segundo o dirigente, nos Estados Unidos o preço da bobina a quente, referência do mercado internacional do aço, saltou de US$ 525 para US$ 1.097 a tonelada, entre 20 de agosto de 2020 e 11 de janeiro de 2021, uma elevação de 109%. O dirigente informa que, atualmente, no Brasil o custo da bobina a quente está entre R$ 4,2 mil a R$ 4,3 mil a tonelada (valor na usina, sem a incidência de impostos). No caso do mercado nacional, outro ponto que impactou o preço do aço e citado pelo presidente-executivo do Inda foi que, quando a economia começou a se recuperar, após os primeiros meses da pandemia do coronavírus, os distribuidores foram pegos com estoques muito baixos e agora estão buscando recompor esses volumes.

De acordo com o dirigente, o estoque de aço no País encontra-se em um dos níveis mais baixos da história, não chegando a dois meses de abastecimento, sendo que o normal seria perto de três meses. Ele prevê que até março a situação possa ser normalizada. Loureiro argumenta ainda que, como essa questão do custo elevado é algo global, a importação acaba não sendo uma alternativa, até porque os valores dos fretes também aumentaram.

Para 2021, o presidente-executivo do Inda projeta reduções no preço do aço e estima que em dezembro deste ano os valores estarão abaixo do que são verificados hoje. Já o vice-presidente da Abimaq-RS, Hernane Cauduro, imagina que possa ocorrer uma estabilização depois de haver uma recuperação dos estoques, mas demonstra descrença quanto a uma possível diminuição de custos. "Fazer preço voltar é muito raro", frisa.

Menos

SIDERURGIA

Exportação de sucata ferrosa registrou ligeira alta de 2,96% no ano passado

Ler Notícia

Grandes Construções - SP   15/01/2021

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, registraram ligeira alta de 2,96% no ano passado, com o total de 731 mil toneladas, em relação a 2019, quando somaram 710 mil toneladas.

As exportações em 2020 foram influenciadas pela retração do mercado interno no primeiro semestre, em função da pandemia da Covid-19.
Em compensação, em dezembro último, com a exportação de apenas 16 mil toneladas, ante 63 mil no mesmo mês de 2019, a queda foi de 75%, tendência que já vinha sendo verificada desde outubro.

Os números de 2020 refletiram a quase paralisação da economia principalmente de março a junho, auge da pandemia, quando houve poucos negócios entre os catadores de sucata de obsolescência, obtida de eletrodomésticos, carros e outros materiais postos em desuso, e as empresas de processamento de sucata, de acordo com o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa).

O consumo de sucata das siderúrgicas também caiu acentuadamente no período, o que levou as processadoras a buscarem o mercado externo como opção, segundo Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa.

O quadro se alterou a partir do segundo semestre, principalmente nos &uac...

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, registraram ligeira alta de 2,96% no ano passado, com o total de 731 mil toneladas, em relação a 2019, quando somaram 710 mil toneladas.

As exportações em 2020 foram influenciadas pela retração do mercado interno no primeiro semestre, em função da pandemia da Covid-19.
Em compensação, em dezembro último, com a exportação de apenas 16 mil toneladas, ante 63 mil no mesmo mês de 2019, a queda foi de 75%, tendência que já vinha sendo verificada desde outubro.

Os números de 2020 refletiram a quase paralisação da economia principalmente de março a junho, auge da pandemia, quando houve poucos negócios entre os catadores de sucata de obsolescência, obtida de eletrodomésticos, carros e outros materiais postos em desuso, e as empresas de processamento de sucata, de acordo com o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa).

O consumo de sucata das siderúrgicas também caiu acentuadamente no período, o que levou as processadoras a buscarem o mercado externo como opção, segundo Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa.

O quadro se alterou a partir do segundo semestre, principalmente nos últimos três meses do ano, quando a economia apresentou sinais de recuperação, com destaque para construção civil que levou a uma maior procura por aço e, consequentemente, pela sucata metálica.

“Desde o final do ano passado, a demanda por materiais metálicos está acima do que esperávamos, mas os processadores, atentos e cientes da importância de manter o equilíbrio da oferta e demanda, reduziram excessivamente as exportações, e permanecem monitorando o reaquecimento da produção e consumo local, abastecendo plenamente as usinas siderúrgicas”, afirma Alvarenga.

Tradicionalmente, as exportações representam cerca de 5% de toda a produção de sucata metálica no país, enquanto as usinas siderúrgicas adquirem, em anos normais, mais de 90% da oferta.

O Inesfa estima em 8 milhões de toneladas o consumo de sucata ferrosa por parte das usinas siderúrgicas em 2020, próximo ao verificado em 2019 e distante do pico de 2013, com 11,171 milhões de toneladas, mas que já reflete melhoria se comparado a delicada situação do primeiro semestre de 2020.

A repentina retomada da demanda por aço no final do ano passado deve permanecer no primeiro trimestre deste ano, na avaliação do Inesfa. “Estamos otimistas com 2021, já que se percebe uma retomada na produção industrial de bens de capital e de consumo, que fazem uso de muito aço, o que leva as usinas siderúrgicas e fundições a necessitar mais sucata”, diz Alvarenga.

Menos

Saída da Ford é ruim, lamentável e emblemática, diz indústria do Aço

Ler Notícia

Veja 15/01/2021

Menos

ECONOMIA

BCE/ata: nova redução do juros teria efeito marginal sobre crescimento e inflação

Ler Notícia

IstoÉ Online - SP   15/01/2021

Na mais recente reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), realizada nos dias 9 e 10 de dezembro, dirigentes consideraram que uma nova redução da taxa de juros teria efeito apenas marginal no crescimento e inflação da zona do euro, segundo ata do encontro divulgada nesta quinta-feira. Os dirigentes afirmaram que o programa de compra de ativos da pandemia (PEPP, na sigla em inglês), foi mais eficiente que os cortes de juros para dar suporte à economia durante a crise.

O documento afirma que os dirigentes do banco concordaram que a nova extensão do programa de compra de ativos está “em linha” com a duração esperada da crise, a incerteza quanto à distribuição de vacinas e o retorno esperado da atividade ao nível pré-pandêmico. Segundo os membros do BCE, “os benefícios das compras de ativos superaram os seus custos potenciais”.

“Todos os membros concordaram que, tendo em vista as consequências econômicas do ressurgimento da pandemia, a revisão em baixa da trajetória de inflação projetada e os riscos resultantes de um desancoramento das expectativas de inflação, medidas adicionais de política monetária foram necessárias para preservar o fluxo de crédito para todos os setores da economia e sustentar a recuperação econômica”, afirma a ata.

Alguns dirigentes do BCE defenderam uma ampliação menor das compras de ativos, argumentando que seria prudente deixar um pouco de espaço para a política monetária para decisões futuras. Outros membros, porém, argumentaram que o aumento proposto à PEPP ainda era insuficiente para facilitar as condições de financiamento e trazer a inflação da zona do euro mais próxima da meta do BCE.

Euro

Na reunião do BCE, dirigentes da entidade afirmaram ter observado com atenção o papel da taxa de câmbio para o cenário de inflação na zona do euro, e comentaram que a recente apreciação da moeda comum ante o dólar americano pode contribuir para um cenário de inflação deprimida. Segundo a ata do encontro, a taxa de câmbio nominal do euro atingiu recordes históricos em 2020.

De acordo com o documento, dirigentes notaram que as perspectivas de inflação para a zona do euro ainda estão “muito abaixo” da meta do BCE, de taxa próxima, mas menor, de 2%. O conselho da entidade concordou que deve monitorar “cuidadosamente” o cenário de estabilidade de preços e que não deve ser visto como “complacente” em relação à inflação. O grupo considerou que o nível de preços ainda está muito baixo, por conta da demanda e mercado de trabalho fracos, seguindo os impactos da ressurgência da covid-19 nos últimos meses do ano passado.

Com a melhora do cenário da crise sanitária, o BCE espera que a inflação ganhe impulso. “Uma vez que o impacto da pandemia diminuir, uma recuperação da demanda, apoiada por políticas fiscais e monetárias acomodatícias, pressionaria a inflação no médio prazo”, diz a ata.

Os dirigentes argumentaram que o cenário econômico se enfraqueceu ao fim de 2020 por conta da covid-19, além da perspectiva de não sair o acordo pós-Brexit com o Reino Unido e uma “política de estímulos fiscal vacilante em diversos países” da zona do euro. O risco que a pandemia traz à atividade na União Europeia se concentra, em especial, no curto prazo, afirmaram os membros do conselho diretivo do BCE citando indicadores recentes.

Menos

A economia da China está em recuperação, assim como a sua moeda

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2021

HONG KONG – A economia da China saiu com toda a força do abismo da pandemia do coronavírus, e sua moeda acompanhou a subida.

Nos últimos meses, a moeda, conhecida como yuan ou renminbi, cresceu em vigor contra o dólar americano e as outras principais moedas. Até segunda-feira, 11, o dólar valia 6,47 renminbi, em comparação com 7,16 no final de maio, e perto de seu patamar mais elevado em dois anos e meio.

Muitas moedas tendem a se valorizar ainda mais, mas Pequim manteve por muito tempo um rigoroso controle na moeda chinesa, de maneira que o salto do renminbi parece acentuar o seu poder.

A valorização da moeda chinesa tem implicações para as companhias que fabricam na China, aliás um grupo considerável. Isto poderá tornar os bens produzidos no país mais caros para os consumidores do mundo todo, embora o efeito pareça tranquilo até agora.

O impacto mais imediato talvez seja sentido em Washington, onde o presidente eleito Joe Biden está prestes a se mudar para a Casa Branca na próxima semana. Durante as administrações passadas, a moeda chinesa enfraquecida provocou a ira de Washington. A sua valorização talvez não chegue a aliviar o tenso relacionamento entre os dois países, mas poderá eliminar um problema em potencial para a administração de Biden.
Por que o renminbi está se valorizando?

A razão é simples: a China é um raro país com perspectivas otimistas na economia global, em grande parte devastada.

O coronavírus foi controlado em suas fronteiras, pelo menos por enquanto. Suas fábricas estão funcionando a todo vapor. E os consumidores globais – muitos deles fechados em suas casas ou impossibilitados de comprar passagens para viagens de aviões ou cruzeiro - estão comprando todos os computadores fabricados pela China, os televisores, anéis de luz para selfies, cadeiras giratórias, implementos para jardinagem e todos os outros acessórios possíveis para os que estão trancados em casa. A parcela da China nas exportações mundiais cresceu para um recorde de 14,3% em setembro, segundo dados compilados pela Jefferies & Co.

Os investidores também estão ansiosos por acumular o seu dinheiro na China, ou pelo menos em investimentos vinculados ao renminbi. Com a economia mais forte, o banco central chinês dispõe de espaço para deixar os juros mais elevados do que na Europa e nos Estados Unidos, onde os bancos centrais estão mantendo os juros a taxas historicamente baixas a fim de respaldar o crescimento.

Neste momento, o renminbi parece particularmente forte em relação ao dólar, porque a moeda americana se enfraqueceu. Os investidores apostam que este ano a economia mundial se recuperará, por isso muitos começam a transferir o seu dinheiro de portos seguros denominados em dólares, como os títulos do Tesouro americano e em apostas mais arriscadas

Tudo isto fez com que o dinheiro inundasse a China, o que tende a fortalecer a moeda de um país.
O que faz Pequim diante disso?

Não muito, pelo menos por enquanto. O governo chinês há muito freia com mão firme o valor da sua moeda, em parte limitando a quantia que pode ser transferida através das fronteiras do país. Com estes instrumentos, os líderes chineses há anos mantêm o renminbi fraco em relação ao dólar, mesmo quando a moeda chinesa deveria ter se fortalecido. O renminbi fraco ajuda as fábricas da China a manterem seus preços baixos para vender os seus produtos no exterior.

Neste momento, parece que as fábricas chinesas não precisam deste tipo de ajuda. As exportações do país continuaram crescendo enquanto o renminbi se valorizava.

Muitas já estabelecem os preços de suas transações em dólares e não mais em renminbi, porque os Estados Unidos constituem uma parcela muito grande de sua base de consumidores, disse Shaun Roache, economista chefe para a Ásia-Pacífico da S&P Global, a empresa de ratings. O que significa que enquanto as margens de lucro das fábricas chinesas poderão sofrer um golpe, os clientes americanos não notarão grande diferença nos preços e continuarão comprando.

Uma moeda forte traz benefícios para a China, também. Os consumidores chineses podem comprar com maior facilidade produtos importados, ajudando Pequim a alimentar uma nova geração de clientes. Isto parece bom para os economistas e para os estrategistas que há muito pressionam a China para que abrande o controle férreo sobre o seu sistema financeiro.

O renminbi mais forte também poderia ajudar a China a tornar a sua moeda mais atraente para companhias e investidores que gostam de fazer negócios em dólares. A China há muito busca tornar a sua moeda mais global a fim de aumentar a sua influência global, embora o seu desejo de controlar rigorosamente o seu uso muitas vezes tenha ofuscado estas ambições.

“Esta é definitivamente uma janela de oportunidade para a China prosseguir a internacionalização do seu renminbi”, afirmou Becky Liu, diretora de macroestratégia da China no Standard Chartered Bank.

No entanto, se a moeda se fortalecer de maneira demasiado acelerada, a liderança chinesa poderá facilmente intervir e acabar com a tendência.
Por que isto é favorável a Biden?

Os críticos de Pequim no Congresso e no governo há muito acusam o governo chinês de manipular injustamente como forma de prejudicar os fabricantes americanos.

Agora, enquanto um novo governo se prepara para entrar na Casa Branca, os especialistas buscam sinais de que Pequim possa abrandar a sua política. Pelo menos, um renminbi forte poderia facilitar as coisas para Biden, por enquanto.

Nem todo mundo é otimista, acreditando que um renminbi fortalecido baste para consertar as relações entre as duas maiores economias mundiais

“Será preciso muito mais do que a valorização da moeda para que as relações entre China e EUA voltem a se dar em um plano mais equilibrado, embora com certeza isto pudesse eliminar um dos potenciais pontos de atrito”, afirmou Eswar Prasad, um ex-diretor da Divisão da China no Fundo Monetário Internacional.

Menos

Inflação mais alta eleva risco de ‘shutdown’, pressiona teto de gastos e reforça desafios fiscais em 2021

Ler Notícia

Infomoney - SP   15/01/2021

SÃO PAULO – O ano de 2021 já prometia ser marcado por grandes desafios do ponto de vista das contas públicas brasileiras, com o retorno da vigência de regras fiscais – como o teto de gastos e o resultado primário –, passado o estado de calamidade pública, e com a esperada diminuição da já reduzida margem de manobra do governo federal sobre o Orçamento.

Mas as incertezas sobre a pandemia do novo coronavírus, a disparada do déficit público e do nível de endividamento do país, além do salto da inflação na segunda metade do ano passado tornaram o cenário mais complexo e elevaram o nível de atenção dos agentes econômicos, já preocupados com as dificuldades no andamento da agenda de reformas econômicas no Congresso Nacional.

As projeções do próprio Ministério da Economia apontam para um déficit primário (quando despesas superam receitas antes do pagamento de juros da dívida) do setor público de R$ 844,2 bilhões em 2020. Apenas medidas emergenciais de enfrentamento à crise da Covid-19 somaram em torno de R$ 600 bilhões.

Com isso, a dívida bruta deve saltar de 74,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 91% em um ano – e com o governo tendo que encurtar o perfil dos compromissos. Para 2021, foi estabelecida como meta de resultado primário um novo déficit de R$ 247,1 bilhões.

“O desafio fiscal tem duas dimensões: resolver o teto e o orçamento de 2021, incorporando o financiamento de medidas como a compra de vacinas e algum auxílio aos vulneráveis; e ter um plano de recuperação do superávit primário para o médio prazo”, pontua o economista Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

Uma nova pressão sobre os gastos públicos vem com o crescimento acima do esperado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador inflacionário usado pelo governo federal para os ajustes de despesas com salário mínimo e benefícios previdenciários e assistenciais.

O INPC, que mede a inflação percebida por famílias com renda entre um e cinco salários mínimos mensais, fechou o ano de 2020 com uma alta de 5,45%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número supera todas as estimativas feitas pela equipe econômica ao longo do período.

Inicialmente, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) previa o avanço do indicador em 4,1%, e uma respectiva correção no valor do salário mínimo de R$ 1.045,00 para R$ 1.088,00, mantendo o poder de compra de trabalhadores, aposentados e beneficiários de alguns programas sociais, sem aumentos reais.

Hoje, o salário mínimo está fixado em R$ 1.100,00, conforme a Medida Provisória 1.021/2020, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 30 de dezembro. Isso corresponde a um reajuste de 5,26% em relação a 2020 o que agora exigiria um novo ajuste para acompanhar o INPC.

Segundo o Ministério da Economia, para cada R$ 1,00 de aumento no salário mínimo, há elevação de despesas de R$ 343,5 milhões – e um efeito positivo na arrecadação de R$ 38,6 milhões, desconsiderados para os cálculos envolvendo o cumprimento do teto de gastos.

Para cobrir a inflação do INPC em 2020, o governo teria que elevar o salário mínimo de R$ 1.045,00 para R$ 1.101,95, o que implicaria em um impacto fiscal de R$ 19,562 bilhões R$ 4,792 bilhões adicionais em relação às previsões da versão inicial do PLDO.

O InfoMoney questionou o Ministério da Economia se haverá novo ajuste no valor do salário mínimo, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

No último relatório de riscos fiscais, a Secretaria do Tesouro Nacional estimou que um aumento de 0,1 ponto percentual do INPC acarreta em despesa adicional de R$ 768,3 milhões à União. Ou seja, só a diferença de 0,19 ponto percentual entre a última estimativa do governo e o resultado cheio do indicador implica em um gasto inesperado de R$ 1,5 bilhão.

Já em relação às estimativas de 4,11% apresentadas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), seriam R$ 10,3 bilhões a mais em despesas, mantendo o raciocínio. Pressão adicional que precisará ser incorporada na menor fatia do bolo orçamentário: as chamadas despesas discricionárias, empurrando o espaço para investimentos públicos à menor marca já registrada.

Como o estado de calamidade pública e o chamado “Orçamento de Guerra” não foram prorrogados, a âncora do teto de gastos volta a vigorar em sua plenitude em 2021, assim como a meta de resultado primário – fixada em um déficit de R$ 247,118 bilhões pelo governo. As duas regras tornam mais complexa a execução orçamentária no ano.

A situação é especialmente delicada no caso do teto de gastos, regra que impede que as despesas do governo em um ano cresçam acima da inflação de 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada até junho do ano anterior.

O limite para despesas em 2021 foi reajustado em apenas 2,13%, embora o indicador tenha fechado em alta acima do dobro disso no ano cheio de 2020’ 4,52%, segundo o IBGE. A inflação oficial acelerou no segundo semestre, puxada sobretudo pela alta dos preços dos alimentos e custos relacionados a habitação e artigos de residência.

Na prática, enquanto as despesas do governo são corrigidas em 2,13%, os gastos com salário mínimo e benefícios previdenciários e assistenciais deverão crescer 5,45%. O descompasso exigirá um controle ainda maior das despesas não obrigatórias, em um orçamento já considerado extremamente engessado.

O governo só poderá gastar R$ 1,485 trilhão em 2021. Deste total, menos de R$ 100 bilhões estão entre os gastos discricionários ou seja, despesas em que poderá ter liberdade de manejo, apesar de tal categoria incluir gastos com manutenção da máquina pública (excluindo pessoal).

A estimativa mais recente encaminhada pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso Nacional é de que as despesas discricionárias somem R$ 83,9 bilhões neste ano – o menor patamar já registrado. E que pode diminuir caso tenham que ser descontados R$ 10,3 bilhões de efeitos da pressão inflacionária não prevista.

O patamar de R$ 90 bilhões é visto pelos especialistas da IFI como fronteira para o risco de “shutdown” – ou seja, abaixo desta marca, o pleno funcionamento da máquina pública poderia estar ameaçado, pondo em risco a prestação de determinados serviços públicos.

“A aceleração da inflação espreme o teto. Ela torna o quadro – que já era de fortes restrições ao cumprimento do teto – ainda mais inviável. Para cumprir o teto em 2021, será preciso cortar a [despesa] discricionária em montante que levará à paralisação de políticas públicas importantes”, alerta Salto.

“É impressionante que o governo ignore o problema e finja que tudo está bem; repetindo que o teto será cumprido. Como se isso fosse fruto da vontade e não uma questão orçamentária, matemática. É uma verdadeira sinuca de bico fiscal”, critica o economista.

O espaço diminui ainda mais se entram na conta os impactos da decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto presidencial que impedia a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores da economia até dezembro de 2021. As estimativas são de que a medida custe até R$ 10 bilhões.

O governo tenta reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), com um pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em dezembro do ano passado para que a medida seja declarada inconstitucional. O relator do caso é o ministro Ricardo Lewandowski.

“Estamos muito no limite do teto de gastos”, avalia o economista Guilherme Tinoco, especialista em finanças públicas.

“Perder R$ 10 bilhões de INPC frente ao projeto orçamentário de agosto e cerca de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões [com desonerações], são quase R$ 20 bilhões de algo muito apertado. Há quem diga que a Previdência possa estar superestimada [na peça orçamentária], mas o ponto é que, de agosto pra cá, as notícias vieram muito mais no sentido de apertar o teto do que facilitar”, diz.

“O cumprimento do teto de gastos está muito ameaçado neste ano”, reforça.

A superestimação de algumas despesas é uma das esperanças do governo para ter maior margem de manobra no Orçamento. Conforme noticiou o jornal O Estado de S.Paulo na quarta-feira (13), técnicos da Secretaria de Orçamento do Ministério da Economia já identificaram que as despesas de Previdência e de pessoal terminaram o ano passado em patamares menores do que o projetado pelo governo.

O Orçamento de 2020 havia sido sancionado com uma estimativa de despesa para o INSS de R$ 677,7 bilhões. No último ajuste feito pelos técnicos, a previsão passou a R$ 669,6 bilhões – alívio de R$ 8,1 bilhões.

Como as projeções serviram de base para a elaboração do projeto de Orçamento de 2021, as previsões para este ano estão maiores e devem cair. Outra ajuda deve vir da lei de auxílio a Estados e municípios, que congelou salários de servidores, inclusive federais, até o fim do ano. A expectativa da equipe econômica é que esses dois fatores contribuam no cumprimento do teto de gastos.

Nem todos no mundo político acreditam que conta fecha. No fim do ano passado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), batia na tecla de que a PEC Emergencial, que visa reduzir o nível de gastos obrigatórios, precisaria ser aprovada antes do Orçamento de 2021. Do contrário, não haveria espaço para a aprovação das contas deste ano.

Até o momento, nenhum dos textos foi apreciado pelo Congresso Nacional, e o governo opera com restrição para gastar. Com apenas a LDO vigente, só há permissão para executar 1/12 da previsão orçamentária a cada mês. A PLOA deve ser votada em fevereiro, após as eleições para as mesas diretoras das duas casas legislativas.

“A PEC Emergencial precisaria ser muito simples e direta: resolver o acionamento dos gatilhos, que fazem parte da regra do teto e só não podem ser acionados porque a Emenda 95 foi muito mal escrita. Mas a PEC está parada por pura falta de capacidade do governo para desenhar o texto. Enquanto isso, o Orçamento fica parado também. E isso em meio a uma crise sem precedentes”, diz Salto.
Na ponta do lápis

A economista Alessandra Ribeiro, sócia sócia e diretora de Macroeconomia e Análise Setorial da Tendências Consultoria Integrada, conta que uma simulação feita por ela há um mês (antes, portanto, do fechamento dos números de inflação) já indicava a necessidade de contingenciamentos para o cumprimento do teto de gastos, considerando IPCA a 4,1% ao ano e INPC a 4,8%.

Nas estimativas, as despesas superavam a regra fiscal em cerca de R$ 3 bilhões, o que, segundo ela, ainda não colocaria o país em situação de “shutdown”, mas ampliaria a pressão sobre o Orçamento. Considerando a diferença de 0,65 ponto percentual entre o INPC estimado e o dado fechado no ano, o rombo poderia crescer mais R$ 4,99 bilhões.

“O cenário é bastante desafiador mesmo considerando uma manutenção do status quo – ou seja, sem gastos adicionais, sem expansão do Bolsa Família e sem lidar com os efeitos da pandemia e necessidade de ajustes, auxílios e estímulos adicionais em função deste quadro”, analisa.

Em outra simulação, a especialista considerou uma ampliação do programa Bolsa Família para 17,5 milhões de famílias (hoje são cerca de 14 milhões) e um aumento do valor mensal pago para R$ 300,00 (atualmente em torno de R$ 190,00), mesmo montante das últimas parcelas do auxílio emergencial. Neste caso, o gasto adicional seria de R$ 32 bilhões. “Neste exercício, o rompimento do teto é certo”, diz.

“É um cenário superdelicado. O teto é aquela restrição que força ajustes estruturais, que não vemos neste governo muita disposição em fazer. É uma medida que expõe os conflitos. Tentar colocar coisas lá sem rever outros gastos vai ser muito difícil, especialmente neste ano, cuja dinâmica inflacionária foi muito diferente em relação ao que foi visto para se ajustar o teto”, observa.

Para ela, o cumprimento da regra neste ano passa necessariamente pela aprovação de uma versão robusta da PEC Emergencial, que permita o acionamento de gatilhos fiscais, como aquele que permite a redução proporcional e temporária de jornada e salário de servidores públicos. A discussão, porém, foi marcada por reviravoltas no mundo político e tentativas de desidratação no apagar das luzes em 2020.

“O risco é elevado. O que pode diminuir é a dimensão da situação fiscal, inclusive à luz dos números mais recentes de inflação. A restrição fiscal vai estar muito clara e evidente, o que pode ajudar a mobilizar uma versão um pouco mais dura da PEC”, acredita.

Também figuram na lista de prioridades as reformas administrativa – como sinalização de comprometimento com a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo – e tributária, com potencial de elevar a produtividade e o potencial crescimento econômico do país.
Sinalizações e prioridades

“A crise da Covid-19 exacerbou o problema estrutural de desajuste das contas públicas. Ele não o criou. A dívida mais alta e o déficit elevado terão de ser revertidos em um prazo razoável. Isso não vai acontecer em um estalar de dedos. Não funciona assim. A ausência de sinalização nessas duas frentes – curtíssimo e médio prazos – precisa ser interrompida o quanto antes. O mercado pode punir o governo no juro exigido na dívida pública se nada for feito”, diz Salto.

Desde o início do ano, a preocupação dos agentes econômicos com o cenário fiscal tem sido um dos fatores que explicam a alta dos contratos de juros futuros, sobretudo dos papéis com vencimento mais longo. Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 (DI1F25), por exemplo, iniciaram o ano a 5,66% e em apenas uma semana atingiram a marca de 6,59%.

Mas o economista da IFI faz uma ponderação: “O equilíbrio macroeconômico ainda não está sob risco iminente. Temos reservas elevadas. A situação do balanço de pagamentos está controlada e a volatilidade que vemos hoje está associada às incertezas ainda associadas à doença e à falta de competência do governo federal para pôr em prática um plano efetivo de vacinação. Este é o nó principal”.

“Claro, se continuarmos na toada em que estamos, sem sinalizações claras no lado fiscal, sem horizonte para vacinação ampla e com início rápido, o quadro pode piorar, pelo canal da deterioração das expectativas, reforçando alta do dólar, com potenciais impactos na inflação. Seria um quadro pessimista. Não acho que hoje seja o mais provável”, complementa.

Para Tinoco, dada a dificuldade de implementar uma agenda de reformas com impactos significativos e imediatos sobre a atual situação fiscal, talvez o governo federal tenha que impor mudanças ao teto de gastos. Neste caso, contudo, a comunicação seria fundamental, assim como a aprovação de medidas que sinalizem compromisso com as contas públicas, ainda que em um olhar de mais longo prazo.

“O que o governo talvez tenha que pensar em fazer é mexer no teto, e, para não tirar muito a confiança do mercado com a sustentabilidade fiscal, cortar [despesas]. Ele tinha que tentar passar uma reforma administrativa ou algo que deixasse [o orçamento] caber no teto. Mas como isso está muito difícil, se ele mexer um pouco e cortar subsídios, talvez fosse possível manejar melhor as expectativas”, afirma Tinoco.
O peso da retomada

Tinoco salienta que a melhora no quadro fiscal também passa necessariamente pela retomada da economia brasileira, o que está relacionado a agendas como a reforma tributária, com potencial de aumentar o nível de produtividade no país, e o próprio enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, como a própria equipe econômica já pontuou.

“O problema fiscal hoje é muito grave, mas talvez parte dele dependa muito da volta do crescimento. Não basta apenas ajustar despesas. Não basta achar que este ano se resolve com uma PEC Emergencial, que tem componentes importantes, para se chegar em uma economia de R$ 10 bilhões no ano, sendo que a cada mês que atrasa um programa de vacinação, perde-se muito mais em arrecadação”, diz.

“O fiscal continua sendo um desafio muito grande, mas voltar a crescer passa a ser até mais importante – inclusive pelo impacto que isso tem no fiscal. Não é para não fazer reforma, mas não devemos nos concentrar só em eventualmente economizar R$ 5 bilhões e esquecer de fazer um programa de vacinação bem feito. O prejuízo vai ser muito pior”, afirma.

Do ponto de vista de agenda legislativa, o economista aponta a reforma tributária como primeira medida ideal, apesar de complexa e de sofrer resistências de diversos setores. Caso não seja possível avançar com ela, a sugestão é a reforma administrativa, como caminho para trazer eficiência para as carreiras do funcionalismo público e diminuir a aceleração dos gastos nesta área.

Os próximos meses, na visão do especialista, darão as cartas sobre a capacidade e disposição do governo Jair Bolsonaro em organizar tropas, definir prioridades e articular com o parlamento. “É a última chance para eles provarem que tiveram dificuldades, aprenderam e resolveram conduzir isso de uma forma melhor”.

Para ele, os principais riscos com impactos fiscais neste ano estão associados à evolução da pandemia de Covid-19 e ao desempenho da economia brasileira. A última edição do Relatório Focus mostrou que a mediana das projeções dos economistas consultados pelo Banco Central é de um crescimento de 3,41% do Produto Interno Bruto (PIB). Um mês atrás, o número estava em 3,50%.

“O grande evento ainda para pesar realmente no fiscal é a pandemia. Os últimos números são bastante preocupantes. [É importante sabermos] Se vamos ter que estender a calamidade, e, neste caso, o que ainda manter em termos de estímulos fiscais”, reforça Ribeiro. A Tendências tem uma estimativa de crescimento de 2,9% para 2021.

“Apesar de estarmos em uma ponta mais conservadora para a atividade econômica, o risco é ser pior que isso, seja pelos efeitos observados em outras partes do mundo ou nosso próprio quadro epidêmico interno. Até em um contexto de demora para termos um percentual relevante da população vacinado. O risco é ter um quadro ainda piorar e isso deteriorar ainda mais as finanças públicas”, diz.

Riscos imediatos na política

A retomada dos trabalhos legislativos, em fevereiro, deve trazer quatro principais riscos fiscais para o governo federal, observam os analistas da consultoria política Arko Advice. Seriam eles:

1) A pressão para que o parlamento vote a Medida Provisória 1.000/2020, que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro do ano passado e reduziu os valores de R$ 600 para R$ 300;

2) A possibilidade de a Proposta de Emenda à Constituição que aumenta o repasse da União para o Fundo de Participação dos Municípios (PEC 391/17) retornar à discussão no parlamento;

3) O risco de derrubada de vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Entre os itens estão o que impediu brechas para órgãos usarem o Orçamento para bancar despesas de exercícios seguintes e o que barrou a criação de emendas do relator-geral, que ampliaria poder dos parlamentares sobre a distribuição de recursos;

4) O risco de grupos da oposição nas duas casas legislativas tentarem aproveitar a discussão em torno da PEC Emergencial (PEC 186/2019) para aprovar emendas que flexibilizem a aplicação do teto de gastos.

“Apesar dos riscos mencionados, ainda são perceptíveis na maior parte do Congresso o compromisso com a manutenção do teto de gastos e um ambiente favorável ao andamento das reformas estruturais”, afirmam os analistas.

Para eles os riscos vão variar de acordo com a evolução do plano de vacinação contra a Covid-19, a percepção sobre a retomada da economia e a evolução dos indicadores laborais, o nível de popularidade de Bolsonaro e a capacidade de articulação política do governo junto ao Congresso Nacional.

Os analistas da consultoria de risco político Eurasia Group chamam atenção para as eleições para as presidências das casas legislativas como eventos relevantes para a definição do horizonte fiscal.

Na Câmara dos Deputados, eles acreditam que uma eventual vitória do candidato Baleia Rossi (MDB-SP), que conta com o apoio do atual presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de partidos da oposição, poderia elevar os riscos para as contas públicas, por haver menor empenho em barrar pautas com impactos fiscais, deixando a tarefa de derrotá-las em plenário ao governo.

Já uma eventual vitória do líder do “centrão” Arthur Lira (PP-AL), candidato visto como favorito pela consultoria, poderia mitigar os riscos fiscais, dando ao Palácio do Planalto melhores condições de obstruir medidas de alívio fiscal.

No Senado Federal, o cenário parece menos preocupante para as contas públicas, observam os especialistas. Na percepção da consultoria, tanto Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nome apoiado por Bolsonaro, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e a bancada do PT, quanto Simone Tebet (MDB-MS) parecem estar comprometidos com o avanço de medidas fiscais.

“O agravamento da situação sanitária é o principal risco para novas medidas, especialmente a reintrodução do auxílio emergencial a trabalhadores informais. Governadores e prefeitos hesitam em implementar novas restrições, mas irão fazê-lo se seus hospitais atingirem capacidade total, o que elevaria a pressão por expansão fiscal”, avaliam.

“Qualquer reintrodução do auxílio (chances entre 30% e 40%) seria limitada em escopo e duração, ou poderia até vir com uma reforma fiscal para controlar os gastos obrigatórios ao longo do tempo”, apostam.

Menos

Opep melhora previsão para PIB do Brasil em 2020, de -5,8% para -5,2%

Ler Notícia

Exame - SP   15/01/2021

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou as projeções para o desempenho da atividade econômica do Brasil. Em relatório mensal, a entidade melhorou a previsão para o produto interno bruto (PIB) em 2020, de contração de 5,8% para retração de 5,2%. Para 2021, a estimativa ficou estável em crescimento de 2,4%.

De acordo com a entidade, as expectativas para o início da vacinação contra o coronavírus sustentam a confiança das empresas e podem induzir a recuperação de setores como o de viagens. Por outro lado, o grupo explica que o fim das medidas de estímulo à economia pode levar à desaceleração da economia.

“O fracasso em apertar a política fiscal o suficiente após a covid-19 pode renovar os problemas de sustentabilidade da dívida aumentando os juros e a inflação”, destaca.

Em relação à economia global, a Opep melhorou levemente a previsão para 2020 e, agora, espera uma contração de 4,1% no PIB comparado com queda de 4,2% antes. “Enquanto a projeção para 2021 permanece em expansão de 4,4%, notícias recentes de estímulo fiscal nos Estados Unidos e a probabilidade de uma recuperação mais forte do que o previsto nas economias asiáticas oferecem vantagens potenciais para a perspectivas de crescimento”, pontua.

Menos

MINERAÇÃO

PGR questiona flexibilização de regras de licença ambiental para mineração em SC

Ler Notícia

Consultor Jurídico - SP   15/01/2021

O procurador-Geral da República, Augusto Aras, ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade contra norma de Santa Catarina que dispensa ou simplifica o licenciamento ambiental de parte das atividades de mineração no estado. Segundo Aras, estados e municípios podem regular somente atividades de pequeno potencial de impacto ambiental, o que não é o caso da mineração. A ação foi distribuída à ministra Cármen Lúcia.

De acordo com a Lei estadual 14.675/2009, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente, com redação dada pela Lei estadual 17.893/2020, estão dispensadas de licença ambiental as atividades de lavra a céu aberto por escavação de cascalheiras com produção anual inferior a 12.000 metros cúbicos. A norma também simplifica o processo de licenciamento para produção de até 24.000 metros cúbicos, desde que não tenha finalidade comercial, e fixa prazo de 90 dias a partir do encerramento da atividade de mineração para apresentação de projeto de recuperação ambiental.

Augusto Aras sustenta que a medida viola o artigo 225, inciso IV, da Constituição Federal, que, em defesa do meio ambiente equilibrado, exige a elaboração de estudo de impacto ambiental previamente à instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. Ele ressalta a competência concorrente atribuída à União, aos estados e aos municípios na regulação de questões relacionadas ao tema, cabendo à primeira a elaboração de normas gerais e aos demais a possibilidade de regulação suplementar, de acordo com as peculiaridades regionais.

Em respeito aos princípios da precaução e da prevenção, o procurador-Geral observa que o processo de licenciamento ambiental é necessário e inafastável. Segundo argumenta, a regulação por estados e municípios cabe somente em relação a atividades de pequeno potencial de impacto ambiental, e a mineração é reconhecida na legislação federal como de alto potencial de degradação (Resolução 237/1997 do Conama).

Ao pedir a concessão de medida liminar para suspender a eficácia dos dispositivos atacados, Aras aponta o risco de danos irreparáveis ao meio ambiente. Com informações da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal.

Menos

Aprovado projeto que legaliza mineração em Roraima

Ler Notícia

Brasil Mining - SP   15/01/2021

A ALE-RR (Assembleia Legislativa de Roraima), aprovou em sessão plenária nesta quarta-feira, 13, o PL (Projeto de Lei) nº 201 de 21 de dezembro de 2020, aprovando a atividade garimpeira no Estado de Roraima.

A proposta governamental trará diversos benefícios para o Estado, uma vez que a atividade estará devidamente regulamentada na forma da lei, com rigorosa fiscalização dos órgãos ambientais, trazendo condicionantes que pretendem assegurar uma atividade segura e responsável.

Para o governador Antonio Denarium, a mineração será retirada da ilegalidade, contribuindo, também, para a regulamentação da atividade que hoje funciona de forma ilegal e que vai beneficiar cerca de 50 mil pessoas e gerar emprego, renda e arrecadação ao Estado.

A Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) será a responsável pelo acompanhamento, monitoramento e fiscalização das ações de recuperação ambiental da área ou frente de lavra garimpeira no Estado.

Para obter a licença para realizar a garimpagem, o empreendedor terá o dever de fazer a recuperação ambiental da área a ser utilizada.

Sob o controle do Estado, por meio das instituições fiscalizadoras, o trabalhador sairá da ilegalidade, respeitando o meio ambiente e ajudará o aquecimento da economia.

Menos

Máquinas e Equipamentos

IBGE: veículos e máquinas e equipamentos puxam alta na indústria de SP

Ler Notícia

IstoÉ Dinheiro - SP   15/01/2021

A produção industrial paulista já superou o patamar de fevereiro, no pré-pandemia, mas ainda opera 17,2% abaixo do pico alcançado em março de 2011, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O parque fabril de São Paulo responde por cerca de um terço de toda a produção industrial nacional. A indústria local cresceu 1,5% em novembro ante outubro. “Esse crescimento pode ser atribuído ao setor de veículos, principalmente, e, secundariamente, também ao setor de máquinas e equipamentos”, apontou Bernardo Almeida, gerente da pesquisa do IBGE.

Em novembro, a produção paulista já estava 6,0% acima do nível de fevereiro, no pré-pandemia. Em relação a novembro de 2019, a indústria de São Paulo cresceu 4,7%, a terceira alta consecutiva nesse tipo de comparação. Nesse tipo de comparação, houve crescimento em 14 das 18 atividades industriais locais. Não houve influência do efeito calendário, uma vez que o mês de novembro de 2020 teve o mesmo número de dias úteis que novembro do ano anterior, ressaltou Almeida.

“A base de comparação do ano anterior não era uma base de comparação alta. Lembrando que o ritmo de produção antes da pandemia era de incertezas, como ainda é, com desemprego alto, número de contratações baixo, tomadas de decisões cautelosas. Tudo isso gerou uma certa cautela na cadeia de produção nesses setores e trouxe para esse ano de 2020 a mesma influência. A pandemia acentuou esse sentimento”, avaliou Bernardo Almeida.

O pesquisador ressalta que tanto a indústria paulista quanto a nacional permanecem consideravelmente aquém dos patamares mais elevados já registrados na série histórica da pesquisa do IBGE. “Não é retomada. A indústria ainda caminha num passo gradual, num passo cautelar, justamente pelas incertezas de toda essa conjuntura ainda a se desdobrar. Agora que a gente está saindo de um ano que realmente afetou essa produção da indústria, temos que esperar um pouco para saber se é um crescimento continuado ou se continua o ritmo cautelar que a gente observa desde o ano anterior”, concluiu Almeida.

Menos

AUTOMOTIVO

Saída da Ford mostra risco de país perder o bonde na corrida pelos carros elétricos

Ler Notícia

Globo Online - RJ   15/01/2021

A nova cara da Ford no Brasil será a de uma empresa que deixa de fabricar carros de R$ 50 mil, considerados de entrada, como Ka ou Fiesta, para se tornar uma importadora de veículos premium, de R$ 200 mil.

Globalmente, a montadora, que segunda-feira anunciou sua saída do Brasil, deve concentrar boa parte de seus investimentos no desenvolvimento de carros elétricos e autônomos, tendência já adotada por outras companhias.

Para especialistas, essa será a grande mudança não apenas da Ford, mas de toda a indústria automobilística nesta década. E o Brasil não está preparado para ela.

Seja por pressão da sociedade ou busca pela liderança na transição para os veículos elétricos, vários países vêm anunciando metas para proibir a venda de automóveis a gasolina e diesel.

Para se adaptar ao novo cenário global, montadoras buscam estratégias como fusões bilionárias, a exemplo da recém-anunciada Fiat-Peugeot, ou o encolhimento em mercados menos rentáveis, como fez a Ford ao decidir deixar o Brasil.

Elon Musk, dono da Tesla, fabricante de carros elétricos dos EUA, já é considerado o homem mais rico do mundo. Sua montadora entregou meio milhão de unidades em 2020 e tem valor de marcado superior ao das companhias tradicionais do setor automotivo.

Na contramão, o Brasil ainda subsidia fontes de energia fósseis e tem um mercado muito pequeno de veículos elétricos, o que, na avaliação de especialistas, torna o país menos atraente na disputa por investimentos globais nessa nova tecnologia.

Além da americana Ford, a alemã Mercedes-Benz também decidiu encerrar a produção de carros por aqui.

— Países como a Noruega já querem proibir a venda de motores a combustão a partir de 2025. A indústria automobilística toda está em processo de mudança, em busca de sustentabilidade — diz Paulo Vicente, professor da área de Estratégia e Gestão Pública da Fundação Dom Cabral.

A ofensiva mais recente contra os carros a gasolina, diesel ou gás veio do governo britânico. Em dezembro, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou que a proibição desses veículos será antecipada para 2030. A ideia inicial era que as restrições tivessem início entre 2035 e 2040.

No ano passado, o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, também anunciou planos de suspender a venda de veículos a gasolina em 2035 para cumprir a meta de reduzir a zero as emissões de CO2 até 2050 no país. Holanda, Suécia, França e outros países da União Europeia estão no mesmo caminho.

— Há um movimento amplo e difundido em diversos países para diminuir o impacto ambiental. Vários políticos foram eleitos com essa promessa, e agora eles estão agindo nessa direção — diz Regis Nieto, diretor executivo e sócio do Boston Consulting Group (BCG) Brasil.

Restrições como essas pavimentam o caminho para a indústria de carros elétricos. Segundo recente estudo da consultoria e auditoria PwC, China e União Europeia devem liderar a transição para essa tecnologia.

Entre 2020 e 2035, a parcela dos carros movidos a motor de combustão na UE deve cair de 93% para 17%, considerando a venda de automóveis novos.

Estão nesse grupo os carros híbridos cuja bateria é abastecida por combustíveis tradicionais, como gasolina, diesel e etanol. Já a fatia de veículos elétricos deve saltar de 4% para 67%.

Na China, a participação dos carros movidos a combustíveis fósseis deve cair de 95% para 32% até 2035. Já a de veículos elétricos, que são subsidiados no país, terão sua fatia ampliada de 4% para 55% das vendas de novas unidades, nas projeções da consultoria.

O estudo não tem estimativas para o Brasil.

Nesse cenário, todas as montadoras estão recompondo seus portfólios, e a Ford vai nessa direção, diz Marcus Ayres, sócio-diretor da consultoria Roland Berger, onde é responsável pelo setor automotivo.

A estratégia é deixar de fabricar veículos pequenos para produzir SUVs, inclusive elétricos, um segmento que dá boa margem de lucro, diz o especialista:

— Um consumidor que compra um carro de entrada no mercado não quer gastar mais de R$ 50 mil. Mas um consumidor que pode pagar R$ 200 mil por um SUV não se importa de gastar R$ 20 mil a mais para ter um carro mais tecnológico. A Ford está focando em segmentos mais rentáveis e terá de investir em plataformas para produzir carros elétricos.
Carros elétricos são 1% das vendas no Brasil

Hoje, o único representante da família de carros elétricos produzido aqui no Brasil é o Toyota Corolla, que é híbrido e foi lançado em setembro de 2019. Com ele, a categoria de carros elétricos e híbridos alcançou apenas 1% das vendas de veículos leves no país no ano passado, segundo a Anfavea, que reúne as montadoras no Brasil.

Carros elétricos 'aceleram', e Brasil dá largada na corrida pelo níquel

Para Ricardo Pierozzi, sócio da PwC, o fim dos carros a gasolina e diesel e sua substituição pelo elétrico é uma questão de tempo. Ele ressalta, porém que, no Brasil, há limitações para essa migração, o que torna o país menos atraente na disputa por investimentos da indústria:

— A renda do brasileiro é baixa, somos um país continental e, por isso, há mais dificuldade de adaptar a infraestrutura para os veículos elétricos. Há ainda gargalos na distribuição de energia e já temos o etanol, que é uma fonte renovável. Com um mercado menos desenvolvido, o Brasil não tem conseguido capturar esses investimentos.

O país tem incentivos tributários para a comercialização de carros elétricos e híbridos. Aprovado pelo Congresso em 2018, o Rota 2030, reduziu o IPI sobre esses modelos para uma banda de 7% a 20%, variando de acordo com o nível de eficiência energética e com o peso do veículo. Até então, a alíquota era de 25%.
Projeto de lei não avançou

Mas não há uma política de Estado que fixe metas para o fim dos carros com motor a combustão. A iniciativa mais próxima nesse sentido foi um projeto de lei do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O PL 304/2017 prevê a proibição de veículos novos movidos a gasolina, diesel e gás a partir de 1º de janeiro de 2030.

A partir de 2040, seria proibida também a circulação desses veículos. As exceções seriam automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos, além de carros de visitantes estrangeiros. O projeto chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em fevereiro de 2020, mas não avançou.

Enquanto isso, o Brasil continua subsidiando combustíveis fósseis. Segundo estudo da ONG Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o país elevou os subsídios a essa categoria de combustíves para R$ 99 bilhões em 2019.

O estudo considera redução da Cide e Pis/Cofins para diesel e gasolina, bem como a Conta de Consumo Combustível (CCC), que subsidia as térmicas a diesel no Nordeste que não são integradas ao sistema interligado. Entram no cálculo ainda subsídios à produção, como o sistema tributário diferenciado para importação e exportação de bens para produção de petróleo e gás, o Repetro.

Fila:Com mais gente viajando sobre rodas e produção menor de automóveis, já falta carro para alugar

Para Cleo Manhas, assessora política do Inesc, mais do que contribuir para a poluição com o subsídio às fontes de energia fósseis, políticas como essa agravam o problema da mobilidade urbana:

— O modelo de mobilidade está errado, porque incentiva o transporte individual em vez do público. Se o carro é elétrico, por exemplo, a questão do meio ambiente está resolvida, mas não a da mobilidade
MME: sem estudo para cortar subsídios

O Ministério de Minas e Energia diz que “não há estudos em curso para aumentar ou reduzir impostos e subsídios da gasolina e diesel” nem política para banir os carros que usam combustíveis fósseis.

A pasta cita a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que possui metas para reduzir a intensidade média de carbono da matriz de transporte por meio do maior uso dos biocombustíveis sustentáveis.

Analítico: Crise no BB evidencia infidelidade de Bolsonaro à agenda liberal

No primeiro ano de operacionalização do programa, diz o MME, foram retirados aproximadamente 14 milhões e 609 mil toneladas de CO2 equivalentes da atmosfera.“Dessa forma, é possível atingir os compromissos assumidos pelo país em acordo internacionais e reduzir o aquecimento global”, afirma o ministério.

Menos

Anfavea espera que governo adie Proconve 8

Ler Notícia

Grandes Construções - SP   15/01/2021

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu ao Ministério do Meio Ambiente o adiamento da fase 8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que passa a valer para novos modelos de veículos a partir de janeiro de 2022 e para todos os novos veículos em janeiro de 2023.

A entidade alega que a pandemia do novo Coronavírus obrigou a indústria a paralisar as atividades no ano passado, causando atraso no desenvolvimento das novas tecnologias para reduzir emissões de poluentes e ruído. O governo ainda não se pronunciou sobre o pedido da Anfavea.

“Atividades de engenharia, que requerem ações junto com os produtos, desenvolvimento de protótipos, teste em laboratório e de rodagem foram absolutamente afetadas”, afirmou o diretor técnico da entidade, Henry Joseph Júnior, em entrevista coletiva on-line realizada no final do ano.

O vice-presidente da entidade, Marco Saltini, disse que o adiamento do programa não deve comprometer a previsão de redução de poluentes uma vez que a comercialização de novos veículos caiu 31,6% em 2020. E portanto o crescimento da frota em circulação também foi menor que o projetado anteriormente.

A entidade enviou dois ofícios ...

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu ao Ministério do Meio Ambiente o adiamento da fase 8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que passa a valer para novos modelos de veículos a partir de janeiro de 2022 e para todos os novos veículos em janeiro de 2023.

A entidade alega que a pandemia do novo Coronavírus obrigou a indústria a paralisar as atividades no ano passado, causando atraso no desenvolvimento das novas tecnologias para reduzir emissões de poluentes e ruído. O governo ainda não se pronunciou sobre o pedido da Anfavea.

“Atividades de engenharia, que requerem ações junto com os produtos, desenvolvimento de protótipos, teste em laboratório e de rodagem foram absolutamente afetadas”, afirmou o diretor técnico da entidade, Henry Joseph Júnior, em entrevista coletiva on-line realizada no final do ano.

O vice-presidente da entidade, Marco Saltini, disse que o adiamento do programa não deve comprometer a previsão de redução de poluentes uma vez que a comercialização de novos veículos caiu 31,6% em 2020. E portanto o crescimento da frota em circulação também foi menor que o projetado anteriormente.

A entidade enviou dois ofícios ao governo no ano passado pedindo a discussão de novos prazos para a fase 8. M ainda não apresentou sugestão de tempo para o adiamento.

Redução de poluentes
Durante a entrevista, o diretor técnico da associação, Henry Joseph Júnior, citou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp), mostrando a importância do Proconve.

Desde 2006, a Cetesp vem apresentando relatórios anuais a respeito das emissões veiculares no Estado. Daquele ano até 2020, a queda na emissão de Monóxido de Carbono (CO) foi de 55% e, a de materiais particulados, 56%.

Já as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) baixaram 31% e as de hidrocarbonetos (NMHC), 51%. Também diminuíram consideravelmente as emissões veiculares de aldeídos (RCHO), - 27%, e a de dióxido de enxofre (SO2), - 81%.

O governo federal não faz o mesmo acompanhamento da Cetesp, mas a Anfavea acredita que a poluição causada pelos veículos caiu em todo o país: “De modo análogo, em maior ou menor escala, o mesmo deve acontecer em outros estados.”

A redução de poluentes torna-se ainda mais significativa quando se compara a frota paulista, que cresceu 67% no período.

Menos

CAOA Chery segue investindo no País e cresce no mercado

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2021

Já faz três anos que o anúncio do acordo de parceria entre o Grupo CAOA e a Chery deu origem a uma das marcas que mais vem crescendo no mercado brasileiro desde então. Nesse período – no qual soma mais de 45 mil veículos vendidos –, a CAOA Chery vem ganhando espaço e a preferência do consumidor, o que permitiu a ela saltar da modesta 24ª posição no ranking das marcas de automóveis mais vendidas do País em 2017 para a 11ª colocação em 2020. Esse desempenho invejável permite à empresa ter objetivos bem mais ambiciosos, e, assim, pode ser considerado natural que a empresa ambicione ser uma das dez marcas mais vendidas do Brasil em 2023.

Para concretizar esse objetivo, a estratégia não deverá mudar. Investimentos nas duas fábricas que a empresa possui (Anápolis, GO, e Jacareí, SP), assim como na transformação digital dos serviços – que já estava previsto antes da pandemia, e que mostrou ainda mais sua importância por conta dela –, ampliação e estruturação da rede de concessionárias, treinamento de pessoal, lançamento de novos produtos com ainda mais tecnologia incorporada e ações ousadas de marketing continuarão a ser as principais ferramentas da CAOA Chery para seguir na trilha do crescimento sustentável.

“Em três anos já fizemos história no setor automotivo nacional; a CAOA Chery chegou com a promessa de ser um gigante brasileiro e realmente está sendo. Mais do que isso, estamos construindo uma marca sólida, com qualidade e valor que vem, ano a ano, conquistando a confiança do consumidor” afirmou Marcio Alfonso, CEO da CAOA Chery. “Todo esse sucesso nos dá ainda mais combustível para seguirmos fazendo a diferença na indústria automotiva brasileira”, completou.

Investimentos na digitalização

Uma das principais novidades implantadas em 2020 foi a plataforma de e-commerce lançada pelo Grupo CAOA para a comercialização de autopeças, voltado para oficinas, centros automotivos, oficinas de funilaria e pintura, seguradoras e locadoras, por exemplo. A plataforma possui diversos filtros que permitem encontrar o produto desejado com muita facilidade e oferece entrega grátis em todo o estado de São Paulo e em até 72 horas. Além disso, o cliente conta com o atendimento feito por profissionais treinados e qualificados para esclarecer qualquer dúvida e orientar no que for preciso.

Como se não bastasse, o serviço ainda traz vantagens financeiras, pois permite ao cliente parcelar o valor de suas comprar em até três vezes, utilizando cartão de crédito. Não foi à toa que após a estreia do serviço, o volume de vendas de peças apresentou um crescimento expressivo, e boa parte dos consumidores que antes adquiriam produtos no balcão passaram a realizar negócios por meio da nova plataforma.

Outra importante inovação disponibilizada em 2020 foi o aplicativo para celulares (tanto para sistema Android quanto para iOS/Apple), cujo objetivo é permitir que o proprietário de um veículo CAOA Chery acesse todas as informações sobre o seu carro por meio do telefone. Intuitivo e amigável, o app também traz dicas sobre como conduzir de maneira mais eficiente e segura, cuidados com o veículo e o manual do proprietário.

“Desde o início das operações da CAOA Chery nossa preocupação sempre foi oferecer a melhor experiência ao nosso cliente; a ideia do aplicativo mostra o pioneirismo da marca ao trazer para o ambiente digital uma possibilidade a mais de interação com nossos produtos e serviços” declarou Rogério Gonzaga, diretor executivo de pós-venda da CAOA.

Mais do que facilitar o acesso do consumidor às principais informações do seu carro, o aplicativo da CAOA Chery é importante também em função da pandemia de Covid-19, já que permite ao cliente esclarecer dúvidas e obter mais informações mantendo o distanciamento social, tão importante para evitar contágios. “O momento pede soluções rápidas e inovadoras ao setor automotivo; esse aplicativo, além de agregar mais valor ao nosso pós-venda, revoluciona a forma como o nosso cliente tem contato com os carros”, comentou Gonzaga.

Areta: assistente virtual auxilia em vendas e no atendimento pós-venda

A novidade mais recente em termos de digitalização é a implantação da CAOA Live, a nova plataforma de atendimento digital da empresa, e de seu avatar, a Areta (Assistente Remota de Atendimento), projeto que já vinha sendo desenvolvido desde 2019 e que, por enquanto, está disponível apenas na área de agendamento de serviços pós-venda. Em breve, porém, a Areta vai auxiliar todos os clientes durante todo o atendimento digital.

O objetivo é que a assistente seja a responsável pelo primeiro atendimento aos clientes interessados em adquirir um veículo, orientando e respondendo qualquer questão. Estão previstas três frentes a serem implantadas na área de pós-venda. A primeira será a de agendamento, com a integração da plataforma digital com o programa de agendamento da CAOA. Já a segunda terá a presença do consultor técnico, que vai fazer todo o atendimento utilizando tablets, dispensando o uso de papel. A terceira e última frente terá a participação do cliente e do consultor, que vão poder conversar por vídeo-chamada.

“A ideia do CAOA Live nasceu muito antes do período de isolamento social que se instalou no País neste ano, o que fez com que estivéssemos um passo à frente quando foi necessária a adaptação para esse novo momento que todos estamos vivendo”, explicou Rogério Gonzaga. “Essa nova plataforma, junto com a Areta, surgiu como um meio de humanizar a experiência digital dos nossos clientes; com isso, a CAOA inova mais uma vez no mercado automotivo, além de oferecer ainda mais transparência e conveniência aos seus clientes”, completou.

As redes sociais são outra ferramenta importante na estratégia do Grupo CAOA e isso ficou claro com o sucesso dos eventos online “Papo de Oficina para Elas” e do curso “Mecânica para Elas – Você no Comando do seu Carro”, que serviram para debater e apresentar soluções, além de dar dicas sobre cuidados com o automóvel. Além disso, as páginas da CAOA serviram para divulgar ações sociais e importantes campanhas educativas, como a do Outubro Rosa e a do Novembro Azul (prevenção do câncer de mama e de próstata, respectivamente).

Menos

'Acredito que ainda vale a pena investir no Brasil', diz presidente da GM

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2021

Na semana em que um dos assuntos mais comentados foi o fim da produção de carros da Ford no Brasil e o risco de outras empresas tomarem o mesmo rumo, o presidente da General Motors América do Sul, Carlos Zarlenga, que há dois anos também ameaçou fechar operações, afirma que o tamanho do mercado brasileiro ainda é atrativo para investimentos no setor. “Acredito que ainda vale a pena investir no Brasil”, diz. A GM retomou, no início do mês, o plano de aplicar R$ 10 bilhões ao longo de cinco anos anunciado em 2019 e que estava suspenso desde março, no início da pandemia da covid-19.

Crítico do sistema tributário, que encarece o produto nacional e as exportações, o executivo ressalta que reformas precisam continuar, especialmente a tributária. Com cinco fábricas e líder de vendas no País, o grupo mudou sua estratégia de precificação em plena crise e vendas em queda acentuada, ação também adotada por outras montadoras. “Aumentamos os preços acompanhando a desvalorização do real, algo que não fazíamos há muito tempo”, diz. “Acho que é uma forma de voltar à rentabilidade.” Abaixo, trechos da entrevista.

Como o sr. viu o anúncio da Ford de fechar suas fábricas?

Não vou comentar sobre um concorrente num momento de decisões tão difíceis.
Diante das discussões que ocorreram, algumas colocando em dúvida a capacidade de o Brasil atrair investimentos, o sr. acredita que o País tem futuro como fabricante de automóveis?

O País terá este ano uma indústria de 2,5 milhões a 2,8 milhões de carros, alta de 25% ou mais em relação ao ano passado, embora não seja uma boa referência por ter sido um ano de muita queda. É uma recuperação que ainda não nos leva aos números de 2019, mas é forte e tem grande oportunidade de continuar nos próximos anos. Então, acredito que ainda vale a pena investir no Brasil. Custo Brasil, burocracias e carga tributária são empecilhos? São problemas de longa data e temos de trabalhar para mudar esse quadro.
Também voltou-se a falar que o setor depende de subsídios.

Quando falam que a indústria se acostumou com subsídios, eu digo: 45% a 50% de imposto sobre o preço do carro, enquanto nos EUA é 12%, de que subsídio estão falando? O que tem é uma tentativa de chegar a algo um pouco mais perto de ser razoável, mas nem assim, pois o Brasil tem tarifas duas a três vezes maiores que a média de outros países. Dizer que a indústria depende de incentivos e que não melhorou sua produtividade é uma falta de informação. A pressão tributária é asfixiante. Então, a adequação da política fiscal, do tamanho do Estado e a reforma tributária são fundamentais. O próprio governo fala da importância de se trabalhar uma agenda de competitividade para toda a indústria e entendo que isso vai ocorrer, inclusive para as exportações. Em nenhum outro país a exportação é taxada. O Brasil carrega de 15% a 18% de imposto em cada carro exportado, o que impede nossa competição lá fora.
Em 2019, o sr. chegou a falar em suspender investimentos, o que resultaria em fechamento de plantas. Ainda é preciso alguma medida desse tipo?

Lá atrás, se não fizéssemos investimentos, não haveria renovação de produtos e haveria esse risco. Mas conseguimos fazer acordos e anunciamos investimentos que já começamos a aplicar, como na produção da nova Tracker. O cenário de investimentos que precisávamos está aprovado. Não temos planos agora de fechar plantas nem no Brasil nem na América do Sul. A fábrica de Gravataí é a mais eficiente do mundo para o segmento de carros pequenos e médios. Fizemos a lição de casa em produtividade, redução de custos e eficiência.
A empresa retomou neste mês o plano de aporte de R$ 10 bilhões até 2024, que estava suspenso desde março. Há mudanças em relação ao projeto inicial?

Paramos no início da pandemia porque não sabíamos qual seria o impacto da queda nas vendas no nosso caixa. Agora, o mercado voltou a operar em níveis razoáveis e decidimos retomar o investimento, principalmente em novos produtos. A única mudança é que vai atrasar um ano e vai até 2025.
Como foi 2020 para a GM?

Adotamos uma estratégia que pode nos ajudar a voltar à rentabilidade. Retomamos a política de preços baseada na planilha de custos. Aumentamos preços num patamar que não ocorria há muito tempo, acompanhando a desvalorização do real. A indústria parou de pensar em ganhar participação de mercado sacrificando margens e assim há mais chances de ser rentável.
Por que no passado os custos cambiais não eram repassados?

Historicamente, não havia repasses por desvalorização do real. Em 2018 e 2019, chegamos a ter produto que era melhor não vender, pois o custo de material era mais alto que o de venda. Agora, vamos operar num ambiente em que o preço será definido de forma racional, pois uma política predatória não funciona para ninguém. Antes, ficávamos perguntando se a desvalorização seria por longo ou curto prazo e ninguém repassava toda a perda, mas as desvalorizações anteriores não foram tão fortes. Em 2020, foi realmente complicado. Teve momento em que o dólar chegou perto de R$ 6 – em 2019, estava em R$ 3,90. No ano, a desvalorização foi de 30% e o aumento médio para nossos carros foi de 13%.
Esse repasse é suficiente para recuperar ganhos?

Há um universo de problemas que se mantêm, como o custo Brasil e a pressão tributária que já comentei. Se não fosse isso, os volumes de produção e vendas seriam bem melhores.
A empresa abrirá mão de produtos mais baratos para ter rentabilidade com carros mais caros?

Não serão só produtos de maior valor. Se o real desvalorizar ainda mais e (o dólar) for a R$ 8, vou repassar para o preço do Onix (o mais barato da marca). É uma variável que não controlo. Se desvaloriza, tenho de repassar. Do contrário, minha operação não é sustentável.
É possível saber se os reajustes afastaram compradores?

Não dá para saber qual foi o impacto dos aumentos e o da covid na queda das vendas, mas nossa participação de mercado se manteve bem. No quarto trimestre, as vendas já ficaram perto do que foi em 2019, mesmo com preços bem mais altos. Bons produtos no Brasil funcionam. A Tracker, por exemplo, era 11.º no ranking de vendas no segmento de SUVs e passou a ser a número um. O cliente recompensa quando se lança carros que ele quer.
A GM pretende focar a produção em modelos de maior rentabilidade, os mais caros, como outras montadoras estão fazendo?

A GM sempre está focada nos segmentos de maior rentabilidade. A Tracker tem fila de espera porque tem mais demanda do que capacidade de produção. O Onix, carro mais vendido do Brasil, tem benefício de escala. Estamos concentrando investimento nos segmentos que achamos que vão crescer mais e ter maior retorno.
O sr. vê a recente parceria entre a Foxconn e Geely como modelo para o futuro do setor?

O futuro está na mudança tecnológica, na eletrificação, no carro autônomo e até na mobilidade aérea. Nesta semana, a GM mostrou na CES (Consumer Eletronics Show), nos EUA, um protótipo de carro voador. A GM vai investir US$ 27 bilhões e lançará 30 modelos globalmente até o fim de 2025. As parcerias são interessantes.
O Brasil está sendo preparado para a mudança tecnológica?

Aqui vai demorar mais para chegar essas tecnologias, mas, como sempre, acabam chegando, às vezes, mais rápido do que se espera. O ciclo de tecnologia ocorre de forma e prazo diferentes em cada país.

Menos

NAVAL

União diz que estradas e portos federais seguem abertos após Pará vetar embarcações do Amazonas

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   15/01/2021

BRASÍLIA - O Ministério da Infraestrutura afirmou, em resposta ao Broadcast, que nenhuma rodovia federal, instalação portuária sob gestão federal, aeroporto ou porto será fechado por conta das medidas restritivas impostas pelo governo estadual do Pará ao Amazonas. Na noite dessa quarta-feira, 13, o governador Helder Barbalho (MDB) assinou um decreto que proíbe a entrada no território paraense de embarcações com passageiros do estado vizinho a partir desta quinta-feira, 14.

O governador justificou a medida como uma forma de proteção contra a covid-19. A taxa de transmissão do novo coronavírus tem crescido no Amazonas nas últimas semanas, estado também foi descoberta uma nova variante do vírus da covid. Ele informou que a Polícia Militar do Estado irá monitorar embarcações e aeronaves para que se possa cumprir a medida preventiva de restrição.

A explosão de casos fez com que o número de sepultamentos em Manaus crescesse 193% em um mês. Diante do agravamento da situação, o prefeito de Manaus, David Almeida, decretou estado de emergência pelo período de 180 dias na tentativa de conter o avanço da pandemia.

Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que governadores e prefeitos têm competência para impor normas restritivas à locomoção de pessoas e aos transportes interestadual e intermunicipal, sem necessidade de observar uma determinação do governo federal. Os ministros, porém, ressaltaram que é necessário preservar a locomoção de serviços essenciais.

Uma lei que trata da circulação de pessoas também foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado. A norma permite que autoridades adotem, no âmbito de suas competências, restrição excepcional e temporária de entrada e saída do País e locomoção interestadual e intermunicipal por rodovias, aeroportos e portos. A medida, porém, depende de recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou do órgão estadual de vigilância sanitária.

Menos

Terminal de Alcântara avista exportação de ferro para a China

Ler Notícia

Porto Gente - SP   15/01/2021

Comércio de produtos e serviços ao redor do mundo, transcendendo as fronteiras nacional e política, é um fenômeno fascinante

A decisão da Ford de encerrar a produção de veículos no Brasil, entre tantas versões, tem uma verdade. O Brasil precisa gerar riqueza e trabalho. Há muito, Portogente vem destacando a reforma dos caóticos portos brasileiros como um sinal de boas novas. Da mesma forma, tem destacado e abordado o Arco Norte, como um novo e pujante ciclo econômico em curso na histórica e mundialmente debatida região amazônica.

Oportuno refletir a entrevista do diretor executivo do projeto exitoso da operadora portuária brasileira Grão Pará Multimodal, Paulo Salvador, ao jornal chinês, South China Morning Post. Ele sabe que” a China, faminta por aço, tem interesses em minas no exterior com bilhões de toneladas de reservas de minério de ferro” e que “há muito minério de ferro inexplorado no Brasil, mas uma mistura de burocracia e capital limitado tem atrapalhado os esforços para iniciar a produção há anos”. Entretanto, há horizonte pra conquistar.

O despreparo que se assiste no enfrentamento de uma pandemia, que se transforma na pior batalha da história do País, é a mesma burocracia que atrapalha o seu desenvolvimento. Entretanto, em vez de tentativas de insurreições oportunistas, o remédio é a participação coletiva e patriótica na reforma que há muito se faz necessária no processo de tomada de decisão. Na qual, todos os poderes constituídos, funcionando harmonicamente, façam prevalecer com rigor a Constituição de uma República Federativa.

O Brasil é o segundo produtor mundial, depois da China, de minério de ferro. No final de 2020, chegou como uma oportunidade de investimento excelente o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) chinês anunciar um plano de reforma de cinco anos que inclui investimentos em minas de minério de ferro no exterior e aumento da siderurgia baseada em sucata. O Arco Norte tem logística para atender com produtividade esse desafio.

Disputar espaços no mercado global de minério de ferro é lição de casa para a logística do Arco Norte, de portos com profundidades competitivas. Otimista, Paulo Salvador, da Grão Pará, que administra o Terminal Portuário de Alcântara - TPA, sugere que a Vale tem potencial para produzir mais 100 milhões de toneladas de minério de ferro, com desempenho e plano de expansão. Assim, gerar desenvolvimento e trabalho.

Menos

AGRÍCOLA

Gigantes do setor de máquinas agrícolas não vão participar de feiras em 2021

Ler Notícia

Canal Rural - SP   15/01/2021

A pandemia do novo coronavírus voltou a registrar números recordes no Brasil. Diante disso, para preservar colabores e clientes, as principais fabricantes de máquinas agrícolas no Brasil estão optando por não participar das feiras agropecuárias em 2021.

John Deere, AGCO (que representa Fendt, Massey Ferguson e Valtra) e CNH Industrial (dona das marcas Case IH e New Holland), confirmaram a decisão.

Em comunicado, a John Deere Brasil disse que a medida foi tomada “considerando o avanço da pandemia do coronavírus e visando à preservação da saúde de todos”. A companhia acrescenta que os 38 grupos de concessionários possuem autonomia para decidir pela participação em eventos regionais.

A AGCO foi além e decidiu não apoiar os concessionários que decidirem participar desses eventos, “para promover a reflexão sobre a importância do distanciamento social nesse momento delicado”.

Já a CNH Industrial informou que não participará de feiras agrícolas presenciais em 2021, ou enquanto não se alterarem as condições sanitárias para a realização de eventos de grande porte. “A empresa sabe da importância das feiras para o setor, mas entende que o momento deve ser de cautela para garantir a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores, concessionários, clientes e parceiros”, comunicou a empresa, em nota.
Impacto na Agrishow

Procurada pela reportagem do Canal Rural, a assessoria de imprensa da Agrishow relatou que os organizadores não vão se posicionar ainda, pois não teriam recebido nenhum comunicado oficial da indústria.

Realizada anualmente no interior de São Paulo, a feira internacional de tecnologia agrícola pode ser uma das mais afetadas, já que as novidades do setor de máquinas são o seu forte.
Agrishow tem novo adiamento e é remarcada para junho de 2021 Expodireto Cotrijal terá edição presencial e virtual As vendas de máquinas agrícolas vão cair?

As feiras agropecuárias são vitrines importantes para as fabricantes. Porém, como a pandemia começou em março do ano passado, 2020 registrou grandes eventos presenciais apenas no primeiro trimestre.

Mas isso não foi o suficiente para derrubar as vendas de máquinas e implementos agrícolas no ano passado. A última projeção divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apontava crescimento real, em que é descontada a inflação, de 12% em relação a 2019. O setor faturou cerca de R$ 20,5 bilhões.

“Na nossa avaliação não teremos impacto no total das vendas. O impacto se dá no tamanho das carteiras, que tendem a ser menores sem as feiras. Uma carteira menor dificulta o planejamento fabril – mão de obra e materiais”, afirma o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão.

“Tivemos uma ótima safra agrícola, as exportações do agronegócio bateram recordes e a valorização do dólar em 30% propiciaram uma grande rentabilidade para os agricultores das culturas de exportação como soja, milho, café, algodão, laranja, celulose e carnes”, ressalta.

Segundo ele, o cenário para a indústria de máquinas agrícolas para 2021 continua positivo, porque o Brasil se tornou um grande fornecedor de alimentos para o mundo, principalmente para a Ásia. “Baseada nessa conjuntura, a previsão para o próximo ano é de um crescimento real de 3% (descontada a inflação), chegando a R$ 21,9 bilhões de faturamento”.

Menos

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP