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14 de Junho de 2022

SIDERURGIA

O Estado de S.Paulo - SP   14/06/2022

Os contratos futuros de minério de ferro e aço caíram nesta segunda-feira, com novos surtos de Covid-19 na China revivendo os temores de que os lockdowns reduzam a demanda no maior produtor de aço do mundo.

O contrato de minério de ferro mais negociado em setembro na Bolsa de Mercadorias de Dalian da China encerrou as negociações diurnas em queda de 1,9%, a 903,50 iuanes (134,17 dólares) a tonelada, depois de atingir a mínima de duas semanas de 886 iuanes.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de julho mais ativo do ingrediente siderúrgico caiu 2,9%, para 135,70 dólares por tonelada.

Valor - SP   14/06/2022

Governo de Joe Biden sinaliza ao Brasil que não atenderá tão cedo a demanda para alterar as cotas que limitam a entrada do produto nacional

Don Gaves, subsecretário de Comércio dos EUA: sem clima para mudar cota para aço brasileiro — Foto: Angus Mordant/Bloomberg

O governo de Joe Biden sinalizou ao Brasil que não atenderá tão cedo a demanda para revisar as cotas que limitam a entrada do aço nacional no mercado americano, apesar de já ter feito acordos com União Europeia e Japão.

O Valor apurou que o subsecretário americano de Comércio, Don Gaves, quando esteve em Brasília há cerca de um mês, avisou a representantes brasileiro que não havia clima político ainda nos EUA para tratar da revisão da situação dos siderúrgicos brasileiros.

Contudo, o número 2 do Departamento do Comércio “prometeu envidar os melhores esforços”, segundo uma fonte. Procurado pela reportagem, o Itamaraty não fez nenhum comentário até o fechamento desta edição.

Por sua vez, a representante comercial dos EUA Katherine Tai, ao ser indagada recentemente numa entrevista sobre uma retirada de tarifas sobre o aço da China, respondeu que, “com respeito às tarifas, nossa abordagem como com todo mundo nessa relação é para ser estratégica”.

As restrições ao aço brasileiro foram impostas em 2018 na administração de Donald Trump. Foi quando Trump, no meio das tensões com comerciais com a China, decidiu que a que o aço estrangeiro ameaçava “debilitar a segurança nacional” e impôs taxa adicional de 25% na importação de produtos siderúrgicos e de 10% na importação de alumínio, provocando irritação de aliados de Washington que viram a medida como retaliação.

De US$ 2,3 bilhões de aço que o Brasil exporta em média para os EUA por ano em média, 85% é de semiacabado, ou seja, matéria-prima para as siderúrgicas americanas fazerem o produto final.

No governo Biden, em outubro, os EUA e a União Europeia fecharam acordo pelo qual Washington manteve as tarifas adicionais, mas isentou uma certa quantidade, permitindo às companhias europeias voltar a vender um certo volume dito histórico por uma cota. Mais tarde, Washington fechou acordo com o Japão, outro grande aliado, eliminando desde abril as tarifas dentro de uma cota de importação de 1,25 milhão de toneladas de aço japonês - volume ainda inferior a 1,8 milhão de toneladas exportados pelo Japão em 2018.

Mas com o Brasil a constatação em Brasília é de que o governo Biden não tem apetite para tratar de comércio. Na semana passada, na Cúpula das Américas, os EUA insistiram em discurso sobre redesenhar as cadeias de abastecimento, em meio à nova situação geopolítica, mas não mostraram nada concreto, segundo fonte. (Colaborou Fabio Murakawa, de Brasília).

Grandes Construções - SP   14/06/2022

Segundo a Barbieri do Brasil, o modelo Cutter 200 é a única máquina portátil de corte de perfis de aço galvanizado no país.

“A Cutter 200 foi desenvolvida com exclusividade para a Barbieri, com o objetivo de ser compacta e de fácil transporte”, explica Silvano Canton, Diretor Executivo da AD Barbieri.

“Possui um sistema automático de corte por cisalhamento hidráulico, o que garante cortes mais precisos, sem rebarbas e mais rápido em relação a um corte com disco abrasivo. Isso agiliza o processo, pois dispensa a fixação do perfil”, assegura.

Compatível com perfis U, UE 90, 140 e 200, a solução permite o corte de perfis de aço com diferentes características, de 0,1 m a 6 m de comprimento, com espessuras de chapa entre 0,6 mm e 1,6 mm.

A Cutter 200 possui tela touchscreen para configuração de corte dos perfis, podendo inclusive importar configurações de cortes através de porta USB.

A máquina reduz cerca de 44% do ruído em relação a outros equipamentos utilizados no mercado, garante a Barbieri.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   14/06/2022

Os Estados Unidos precisam estar preparados para o risco de recessão com a inflação no país no maior nível desde dezembro de 1981, disse o ex-secretário do Tesouro e consultor econômico de governos democratas Larry Summers, em entrevista ao programa State of the Union, da rede CNN.

“Acho que, quando a inflação está tão alta e o desemprego tão baixo quanto agora, quase sempre isso é seguido dentro de dois anos por recessão”, disse Summers, frisando que, ao acompanhar o que ocorre no mercado de ações e de títulos, ele não vê uma desaceleração acontecendo nos próximos dois anos.

Summers afirmou ainda que os EUA precisam “estar preparados para responder rapidamente se e quando isso (a recessão) acontecer”. “Acho que os otimistas estavam errados há um ano ao dizer que não tínhamos inflação e acho que eles estão errados agora se alguém está altamente confiante de que vamos evitar a recessão”, frisou o ex-secretário.

A questão do otimismo foi feita após Janet Yellen, atual secretária do Tesouro americano, ter afirmado que “não há nada que sugira uma recessão econômica no curto prazo”.
PREÇOS.

Questionado se a inflação atingiu o pico ou os preços podem subir ainda mais, Summers disse que “dependerá do presidente (russo) Putin” e o que ocorrerá com as cotações do petróleo. “Há um risco de que (a inflação) vá aumentar ainda mais e não acho que seja provável que vá retroceder muito rapidamente. Acho que as previsões do Fed tenderam a ser excessivamente otimistas sobre isso”, disse.

O Estado de S.Paulo - SP   14/06/2022

A divulgação hoje [10/6, sexta-feira] da inflação de 1% em maio nos Estados Unidos, e de 8,6% em um ano, balançou os mercados globais. Como reportado por Gabriel Caldeira, da Agência Estado, as chances de que o FED eleve a taxa básica em 0,75 ponto base em julho passaram a ser majoritárias. O Barclays prevê aumento de 0,75pb já na reunião da semana que vem.

Para padrões da política monetária americana das últimos décadas, 0,75pb de alta dos Fed Funds (taxa básica) é uma paulada, e a última vez em que se deu um passo desse tamanho foi em novembro de 1994.

A rentabilidade do título de dez anos do Tesouro americano dobrou de 1,5% para 3%, em valores aproximados, desde o início deste ano, e a de do papel de dois anos quadruplicou de 0,7% para 2,8% no mesmo período.

São tempos nervosos, portanto, em que se teme que seja necessário provocar uma recessão para trazer a inflação dos Estados Unidos de volta para meta de cerca de 2%.

Nesse contexto, recente relatório dos economistas Joseph Briggs e David Mericle, do Goldman Sachs, mostra uma perspectiva até relativamente otimista, mas delineando os principais riscos que poderiam efetivamente levar a uma recessão nos Estados Unidos.

Os economistas veem como necessária uma desaceleração do crescimento anual dos salários, atualmente em 5,4%, para a faixa de 3,5-4% para que o Fed consiga trazer a inflação de volta para o intervalo de 2/2,5% nos anos à frente.

Com a suposição de que 0,75 ponto porcentual (pp) dessa freada seja atingida com a reversão dos efeitos de transferências fiscais e adicionais de salário ligados à pandemia, o chamado “jobs-work gap” teria que cair pela metade para que aquela desaceleração do aumento salarial fosse obtida.

O “jobs-work gap” é uma medida muito importante de aquecimento do mercado de trabalho nas análises do Goldman Sachs. De forma muito simplificada, indica que há mais vagas abertas do que desempregados. Quanto maior, mais aquecimento, mais pressão inflacionária.

No cenário base da instituição, haverá a volta de 1 milhão de trabalhadores para a força de trabalho e a taxa de abertura de vagas vai cair em 0,5pp – ambos as projeções como simples normalização da economia à medida que os “efeitos especiais” provocados pela pandemia vão de dissipando.

Se tudo isso ocorrer, a política econômica terá que levar o ritmo de crescimento anual da economia para a casa de 1-1,5% por algum tempo, abaixo do potencial, mas sem caracterizar recessão. Essa desaceleração da atividade será necessária para reduzir o que falta da demanda por trabalhadores, reequilibrando o mercado de trabalho.

Dado o cenário base, os dois economistas listam os fatores incertos que podem tanto piorar a situação – tornando necessária uma recessão para que a inflação volte à meta – como melhorar.

A primeira questão importante mencionada é justamente quanto do atual ritmo forte de aumento salarial deve-se a fatores ligados à pandemia e que não se repetirão. A segunda é se e quanto a pressão inflacionária global derivada da alta dos preços das commodities e dos gargalos logísticos vai se reverter.

A terceira questão é quanto dos cerca de 2 milhões de americanos que deixaram a força de trabalho durante a pandemia irão retornar a ela. E a quarta é justamente se a abertura frenética de vagas de trabalho na economia americana também vai desacelerar espontaneamente – isto é, as empresas concluindo que exageraram a necessidade de contratação passada, o que é diferente de serem forçadas a reduzir o ritmo porque projetam piora econômica à frente.

O Goldman Sachs, portanto, mantém relativo otimismo, mas a mensagem principal é que a evolução dos fatores acima é que, em última instância, vai determinar se haverá ou não recessão na principal economia global.

Agência Brasil - DF   14/06/2022

O aumento do preço de várias mercadorias importadas e as medidas de lockdown na China afetaram a balança comercial brasileira em maio. No mês passado, o país exportou US$ 4,943 bilhões a mais do que importou. Esse é o superávit mais baixo para o mês desde 2019, quando o resultado tinha ficado positivo em US$ 4,369 bilhões.

Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 25,128 bilhões. Isso representa 6,4% a menos que o registrado de janeiro a maio do ano passado (US$ 8,087 bilhões), pelo critério da média diária. O resultado é o mais baixo para o período desde 2018, quando o superávit acumulado tinha ficado US$ 20,005 bilhões.

Tradicionalmente, as estatísticas da balança comercial são divulgadas no primeiro dia útil de cada mês. No entanto, por causa da greve dos analistas de comércio exterior, o resultado foi adiado para hoje, um dia antes de vencer o prazo legal do décimo dia útil para a divulgação.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29,648 bilhões para o exterior e comprou US$ 24,704 bilhões. Tanto as exportações como as importações bateram recorde para meses de maio desde o início da série histórica, em 1989. No entanto, as importações cresceram mais que as exportações.

Em maio, o valor das vendas para o exterior subiu 8% em relação a maio do ano passado, pelo critério da média diária. O valor das importações aumentou 33,5% na mesma comparação.

A valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) contribuiu para o recorde das exportações, mas começou a aumentar o valor das importações. Isso porque o preço de diversas mercadorias que o Brasil importa subiu, mesmo com a quantidade comprada do exterior caindo.

No mês passado, o volume de mercadorias importadas subiu apenas 0,1%, enquanto os preços aumentaram 35,7%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os produtos com maior impacto na balança comercial foram combustíveis refinados, adubos e fertilizantes, carvão, petróleo bruto, trigo e centeio. Mesmo com a quantidade comprada caindo para a maioria desses produtos, o valor importado subiu, por causa do encarecimento desses itens.

Nas exportações, a quantidade vendida caiu 7,9%, pressionada pela queda nos embarques de grãos e de minérios para a China, que tem algumas regiões em lockdown por causa da pandemia de covid-19. Os preços médios subiram 21,9%.
Estimativa

Em abril, o governo tinha aumentado para US$ 111,6 bilhões a projeção de superávit comercial para 2022, por causa da valorização das commodities. O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, disse que a próxima estimativa, a ser apresentada em julho, pode ser revisada para baixo por causa do crescimento das importações.

“Dado que a importação vem crescendo acima da taxa da última previsão, é esperado que ela seja revisada para cima. Então, muito provavelmente, a próxima expectativa de saldo vai trazer um valor menor, sim, para o ano”, declarou o subsecretário.

Agência Brasil - DF   14/06/2022

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos (EUA), Jake Sullivan, encontrou-se nesta segunda-feira (13), em Luxemburgo, com o chefe da diplomacia da China, Yang Jiechi, e fez um apelo para que Washington e Pequim mantenham linhas de comunicação abertas para administrar a competição, informou a Casa Branca.

A reunião ocorre quando as relações entre China e Estados Unidos passam por momentos de tensão, com as duas maiores economias do planeta discordando sobre tudo, de Taiwan e o histórico de direitos humanos da China às atividades militares no Mar do Sul da China.

"Essa reunião, que segue o telefonema entre eles no dia 18 de maio, incluiu discussões francas, substanciais e produtivas sobre uma série de questões de segurança global e regional, assim como questões importantes nas relações entre China e Estados Unidos", diz nota divulgada pela Casa Branca .

No mês passado, o presidente Joe Biden disse que os Estados Unidos poderiam se envolver militarmente caso a China ataque Taiwan, embora o governo tenha esclarecido que a política norte-americana sobre o assunto não mudou.

O governo chinês afirma que Taiwan, que tem governo próprio, pertence à China, e já prometeu retomar o território à força, caso seja necessário. Washington tem, há tempos, uma política de ambiguidade estratégica sobre se defenderia ou não Taiwan de forma militar.

No início do mês, a secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, disse que Biden pediu à sua equipe que examine a opção de suspender algumas das tarifas sobre produtos chineses estabelecidas pelo ex-presidente Donald Trump como forma de combater a atual inflação alta.

IstoÉ Online - SP   14/06/2022

Após encerrar a semana passada com valorização de 4,39%, o dólar subiu mais de 2,5% na sessão desta segunda-feira, 13, terminando o pregão na casa de R$ 5,11, no maior nível de fechamento em mais de um mês. O dia foi marcado por liquidação global de ativos de risco e busca de refúgio na moeda americana. Investidores ajustam posições à perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), que anuncia sua decisão de política monetária na quarta-feira (15), tenha que ser mais agressivo no processo de alta dos juros, dada a aceleração da inflação ao consumidor nos EUA em maio para o maior nível em mais de 40 anos.

O aperto das condições financeiras provavelmente vai se estender para outros mercados desenvolvidos, lançando dúvidas sobre o ritmo de crescimento global. Na quinta-feira (16), o Banco da Inglaterra (BoE) deve anunciar novo aumento de juros. O Banco Central Europeu (BCE) adotou um tom mais duro ao falar da inflação e acenou com alta da taxas em julho. Não bastasse os efeitos colaterais do combate tardio à inflação pelos BCs desenvolvidos, há notícias de retomada de lockdowns em Xangai, na China, o que joga uma sobra sobre a demanda por commodities.

É grande também a expectativa para saber como o Comitê de Política Monetária (Copom) vai se comportar tendo em vista a deterioração do ambiente externo. Por ora, as apostas são de que o BC vai elevar a taxa Selic, na quarta-feira, em 0,50 ponto porcentual, para 13,25% ao ano, e deixar a porta aberta para um aumento adicional. Como o BC brasileiro saiu na frente no ciclo de aperto monetário, o diferencial de juros interno e externo tende a continuar elevado. A aversão ao risco e a volatilidade da taxa de câmbio, contudo, reduzem a atratividade das operações de carry trade, uma das molas recentes de apreciação do real.

A corrida ao dólar no exterior levou o índice DXY – que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis pares fortes – ao ultrapassou 105 mil pontos, no maior patamar desde novembro de 2002, e derrubou as divisas emergentes, com exceção do rublo russo. O peso mexicano foi o destaque negativo, com perdas superiores a 3,5%, seguido pelo real. As taxas dos Treasuries subiram em bloco, com o yield T-note de 10 anos, principal ativo do mundo, superando 3,40% nos momentos mais agudos, para o maior patamar em 11 anos.

No mercado doméstico, o dólar já abriu em alta superior a 1%, acima da linha de R$ 5,00. A barreira de R$ 5,10 foi rompida ainda pela manhã, com a moeda correndo até a máxima de R$ 5,1314 (+2,98%). Após passar boa parte da tarde entre R$ 5,09 e R$ 5,10, o dólar voltou a acelerar o ritmo de alta na última hora do pregão, em sintonia com a piora no exterior, e chegou tocar pontualmente o nível de R$ 5,13. No fim do dia, subia 2,54%, cotado a R$ 5,1151 – maior valor de fechamento desde 12 de maio (R$ 5,1402). Com isso, já acumula valorização de 7,63% em junho.

“Está se desenhando um aperto das condições financeiras nos Estados Unidos e também na Europa, o que provoca um forte aumento de aversão ao risco. As bolsas caem, os spreads de crédito sobem e a moeda americana se fortalece”, afirma o economista Homero Guizzo, da Terra Investimentos.

A resistência do real aos choques externos vai depender de como o Banco Central brasileiro vai se portar, avalia Guizzo. Uma elevação superior a 0,50 ponto porcentual da taxa Selic ou até mesmo um discurso mais duro, garantindo o prolongamento do aperto monetário, podem amenizar as pressões sobre a moeda brasileira. “A variável do diferencial de juros já não traz uma apreciação da taxa de câmbio, mas pode ajudar a segurar o dólar. Esse patamar de R$ 5,10 embute alguns exageros. É preciso ver qual será o tom do Fed e do Copom na quarta-feira”, diz Guizzo.

Por ora, é majoritária a expectativa de que o Fed vai elevar a taxa básica americana – hoje entre 0,75% e 1% – em 50 pontos-base na quarta-feira. Crescem as apostas, contudo, de que o BC americano possa acelerar no mês que vem. A plataforma de monitoramento do CME Group mostra que as chances de uma alta de 75 pontos-base nos juros já em junho saltaram de 3,1% há uma semana para mais de 30%.

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, afirma que a alta do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA em maio, com núcleo também pressionado, reforça a leitura de que “a inflação americana ainda não fez pico” e impõe maior pressão sobre a estratégia de ajuste monetário conduzida pelo Fed.

“Esperamos que o Fed suba os juros em 50 pontos-base, porém adote um discurso mais duro em relação ao patamar de juros necessário para a convergência da inflação à meta”, afirma Damico, em relatório, que, além do movimento global de fortalecimento do dólar, vê o real abalado pelo aumento do risco fiscal doméstico com as propostas de redução dos preços dos combustíveis, vistas como “eleitoreiras” pelo o mercado.

Damico projeta duas altas seguidas da taxa Selic (em junho e agosto) em 50 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, dada a necessidade de ancorar as expectativas e garantir o processo de desinflação. Apesar do grande diferencial de juros e dos ganhos dos termos de troca na balança comercial, Damico acredita que ainda haverá muita volatilidade na taxa de câmbio, em meio à tramitação das medidas de redução dos preços dos combustíveis no Congresso.

O Estado de S.Paulo - SP   14/06/2022

O Banco Central deve elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,50 ponto porcentual, de 12,75% para 13,25% ao ano, no Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, mas pode, mais uma vez, não ser capaz de indicar o encerramento do ciclo de aperto. Desde o último Copom, a inflação global voltou a assustar e os riscos fiscais se intensificaram, com o novo pacote do governo para os combustíveis, sem sinais firmes de melhora do cenário de preços no Brasil.

A desoneração sobre combustíveis pode atrapalhar mais o BC, com um possível efeito "rebote" aumentando as chances do terceiro ano consecutivo de rompimento da meta em 2023, foco da política monetária. Nesse contexto, têm crescido as apostas de que o ciclo pode não terminar este mês e a maioria dos economistas consultados pelo Estadão/Broadcast avalia que o colegiado deve manter na mesa todas as opções para o encontro de agosto: nova alta de juros ou o início do período de estabilidade.

A este quadro se soma a falta de informações assertivas sobre as variáveis que o Copom vai usar para atualizar seus modelos de inflação, uma vez que não houve até o momento atualização do Boletim Focus com as estimativas do mercado financeiro da semana passada.

Na última Focus, na segunda-feira passada (6), a mediana para o IPCA - índice oficial de inflação - de 2022 estava em 8,89%, já bem acima do teto da meta (5%), e de 2023 em 4,39%, mais próximo do limite de 4,75% do que do alvo central de 3,25%. Na pesquisa paralela divulgada pelo Estadão/Broadcast na última sexta-feira (10), as estimativas estavam em 8,70% e 4,50%, respectivamente - ambas distantes das projeções do Copom em maio: 7,3% e 3,4%, respectivamente.

Já a sondagem do Estadão/Broadcast para a Selic mostra que 46 das 50 instituições financeiras consultadas estimam que a taxa alcance 13,25% nesta semana, em ajuste inferior ao de 1 ponto percentual feito em maio, conforme sinalizado pelo Copom. Para o fim do ciclo, as expectativas estão divididas: 25 de 49 casas apostam em 13,25%, enquanto 24 esperam 13,50% ou mais.

O aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas, embora haja uma defasagem entre a decisão do BC e o encarecimento do crédito (entre seis meses e nove meses). A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos.

No JPMorgan, o ativismo fiscal do governo com relação aos preços de energia foi decisivo para alterar a perspectiva para a Selic de 13,25% para 13,75%, com mais uma alta de 0,50 ponto percentual em agosto. "A estratégia ótima de comunicação parece ser de o Copom deixar todas as opções na mesa, sinalizando no comunicado que considera outro ajuste em agosto como possível, em uma magnitude não superior ao de junho", disse o banco, em relatório.

Andrea Damico, economista-chefe da Armor Capital, também avalia que o BC deve acabar indicando nova alta da Selic em agosto, com a inflação de serviços bastante salgada, desancoragem de expectativas e ausência de um processo claro de desinflação - pontos que o BC já afirmou que quer combater. Damico também pontua que o balanço de riscos tende a piorar, em face das maiores ameaças fiscais e da forte persistência inflacionária no exterior.

"Vai ter queda na marra do IPCA 2022 por causa da desoneração dos combustíveis proposta pelo governo. Mas a meta vai continuar perdida. Para 2023, o BC está brigando para defender o teto, mas essas medidas de combustíveis sacramentam o rompimento. Eu aumentei a projeção de 4,8% para 5,5%."

Já Luiz Fernando Figueiredo, sócio-fundador da Mauá Capital e ex-diretor do BC, avalia que o BC pode ter condições de encerrar o ciclo de alta da Selic em 13,25% esta semana, já que a inflação provavelmente já passou do pico no Brasil (o IPCA em 12 meses passou de 12,13% em abril para 11,73% em maio) e que o juro real está em nível bem contracionista.

Mas pondera que o cenário incerto ainda recomenda que a autoridade monetária não seja assertiva sobre o fim do ciclo. "A gente ainda está em um terreno bem movediço, a maré não acalmou. A inflação internacional não bateu o pico, pode ser que o Brasil importe mais inflação", explica.

Da mesma forma, o economista-chefe da Trafalgar Investimentos, Guilherme Loureiro, vê o fim do ciclo esta semana (13,25%), com o tempo jogando a favor do BC. Mas acredita que o Copom opte por manter a porta aberta para os próximos passos, para não comprometer as expectativas para o IPCA de 2023, especialmente diante da incerteza fiscal, agravada pela investida do Planalto para desonerar combustíveis.

Ele lembra que, mesmo com a taxa estável, o juro real deve crescer à medida que o ano avança e as expectativas para o IPCA nos próximos 12 meses tendem a cair. "O juro real vai chegar a níveis muito parecidos com o período pré-impeachment."

Apesar do cenário ainda desconfortável para o BC, o economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, acredita que o BC pode sinalizar já nesta semana o fim do ciclo, em 13,25%. "A taxa de juros real está acima de 7%, em um nível significativamente contracionista. É bastante razoável acreditar que a inflação vai mudar de dinâmica no 2º semestre e, especialmente, em 2023."

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   14/06/2022

No mundo moderno, os minerais extraídos estão muito entrelaçados com a vida cotidiana. Desde quando acordamos, acendemos as luzes e escovamos os dentes, já estamos usando diversos materiais como cobre, aço, alumínio e flúor.

Além do uso pessoal, cobre, alumínio e outros minerais são componentes fundamentais em tecnologias renováveis emergentes – de parques eólicos a painéis solares e baterias de veículos elétricos. De acordo com projeções recentes, de 2021 a 2025, o Mercado Global de Tecnologia Verde e Sustentabilidade deverá crescer de US$ 11,2 para US$ 36,6 bilhões.

Para permitir esse crescimento, o Banco Mundial estima que até 2050 a produção de minerais como grafite, lítio e cobalto pode aumentar em quase 500%.

Os clientes de mineração da Caterpillar trabalham para possibilitar a transição energética utilizando soluções de mineração seguras, produtivas e sustentáveis. E nossa empresa está bem-posicionada para apoiar os clientes nessa jornada, combinando o mais amplo portfólio de produtos de máquinas e automação do setor com quase um século de experiência em engenharia.

Veja como a Caterpillar está focada em expandir nossas ofertas de produtos e serviços para ajudar os clientes a atingir suas metas operacionais e de sustentabilidade:

• Colaboração: as minas são complexas e cada operação é única. Assim, em nosso relacionamento com os clientes, construímos uma abordagem específica e colaborativa para enfrentar os desafios de negócios específicos de cada cliente. Em alguns casos, a meta de um cliente requer um produto que ainda não existe, por isso nos concentramos em colocar aquele cliente na linha de frente no acesso às soluções de última geração à medida que a Caterpillar as projeta e desenvolve para atender às necessidades do cliente.

•Eletrificação e combustíveis alternativos: os engenheiros da Caterpillar estão reimaginando nossas máquinas nas minas, aprimorando-as com fontes alternativas de energia e garantindo a compatibilidade com combustíveis renováveis. Essas soluções ajudam os clientes a operar minas com maior eficiência de combustível, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, ao mesmo tempo que os auxiliam a manter suas metas em relação ao custo total de propriedade dos equipamentos.

• Conectividade e automação: o que os clientes realmente querem são minas seguras, previsíveis e produtivas. É aí que a Caterpillar se destaca dos concorrentes, entregando tecnologias essenciais de Automação, Conectividade e Eletrificação (ACE). Nosso conjunto de tecnologia MineStar para minas automatizadas e com técnicos especializados converge para criar e maximizar valor e segurança para nossos clientes nas minas. O pacote permite que as equipes de serviço da Caterpillar e do revendedor Cat conectem e monitorem digitalmente o ativo de máquinas, alertando aos gerentes daquelas minas sobre oportunidades de manutenção preditiva que aumentam a segurança, a produtividade e a lucratividade. Eles também permitem um gerenciamento otimizado da energia sendo utilizada, uma vez que o site funciona como um sistema conectado.

Colaborações inovadoras do cliente
Reunindo esses fatores, a Caterpillar assinou uma série de acordos transformadores com os principais clientes de mineração em 2021. Por meio desses acordos colaborativos, estamos desenvolvendo e implantando soluções personalizadas e específicas nas minas para atender aos objetivos ousados de sustentabilidade de nossos clientes para reduzir ou eliminar gases de efeito estufa (GEE) em seus sites.

Aqui estão alguns de nossos projetos inovadores que vem impulsionando a indústria de mineração:

AJUDANDO NOUVEAU MONDE A CONSTRUIR UMA MINA DE ZERO EMISSÕES
Em junho de 2021, a Nouveau Monde Graphite (NMG) – fornecedor para fabricantes de baterias e automóveis – anunciou um acordo que tornou a Caterpillar seu fornecedor exclusivo de uma frota de mineração totalmente elétrica. A NMG implantará a frota elétrica em sua mina de grafite em céu aberto no Quebec, Canadá, até 2028, apoiando a meta do cliente de prover toda a energia do site com uma pegada de energia renovável de zero carbono. História completa

UNINDO-SE PARA DESENVOLVER CAMINHÕES AUTÔNOMOS DE ZERO EMISSÕES COM A RIO TINTO
Em setembro de 2021, a Rio Tinto, uma empresa de mineração global que produz minério de ferro, alumínio, cobre, titânio e borato, anunciou um acordo de colaboração para avançar no desenvolvimento do caminhão de transporte autônomo de emissão zero Cat 793 para operação em uma das mineradoras da Rio Tinto na Austrália. O acordo ajudará a Rio Tinto atender sua meta de emissões líquidas de carbono zero até 2050. A Rio Tinto também implantou nesta mina uma frota de caminhões Cat 793F autônomos, além do primeiro caminhão-pipa totalmente autônomo do mundo, o Cat 789D. História Completa

ACELERANDO O DESENVOLVIMENTO DE CAMINHÕES DE MINERAÇÃO DE ZERO EMISSÕES COM BHP
Em agosto de 2021, a BHP – fornecedora líder de cobre, minério de ferro e níquel – anunciou um acordo para acelerar o desenvolvimento da Caterpillar de grandes caminhões de mineração movidos a bateria e com zero emissões a serem implantados nos locais da BHP. A frota apoiará a meta da BHP de atingir emissões líquidas de GEE operacionais até 2050. História Completa

AVANÇO DA MINERAÇÃO DE ZERO EMISSÕES COM NEWMONT
Em novembro de 2021, a Newmont, a maior mineradora de ouro do mundo, anunciou uma aliança estratégica revolucionária com a Caterpillar para fornecer um sistema de mineração de ponta a ponta totalmente conectado, automatizado e com emissão zero de carbono para que o cliente possa atender sua meta de 30% de redução de emissões de carbono até 2030 e alcançar emissão líquida zero de carbono até 2050. A aliança prevê o fornecimento de máquinas autônomas elétricas a bateria para operação subterrânea e a céu aberto até 2027. A Caterpillar desenvolverá seu primeiro caminhão subterrâneo elétrico a bateria e emissão zero para as operações da Newmont. Este caminhão operará em conjunto com a Cat R1700 XE, nossa carregadeira subterrânea elétrica com bateria zero-emissão, fornecendo uma solução de carga e transporte subterrâneo totalmente elétrica. História Completa

Engenharia de Produtos e Serviços Sustentáveis
Uma das novas metas de sustentabilidade da Caterpillar para 2030 é tornar cada produto mais sustentável do que a geração anterior. Para cumprir esse objetivo, a equipe global de engenheiros da Caterpillar está atualizando nossos melhores projetos com inovações de produtos de ponta. Exemplos incluem:

CARREGADEIRA SUBTERRNEA R1700 XE DE BATERIA ELÉTRICA ZERO-EMISSÃO
Atingindo o ponto ideal da tecnologia, nossa nova Carregadeira Subterrânea elétrica com bateria de emissão zero R1700 XE fornece a mesma potência e carga útil da R1700 LHD convencional, eliminando as emissões de escape. A carregadeira é alimentada por baterias integradas que são recarregadas de forma segura e simples por nosso equipamento carregador móvel MEC500 facilmente transportável e que ainda pode ser operado via controle remoto. Hoje, podemos manter os operadores fora de perigo e permitir que as máquinas sejam operadas a partir da superfície. Saiba mais

CAMINHÃO DE ÁGUA AUTÔNOMO 789D
Minas precisam de água para baixar a poeira em suas estradas de transporte, mas a quantidade adequada pode ser difícil de medir. Usar pouca água pode fazer a poeira se tornar um risco de segurança, mas água em excesso pode deixar as estradas escorregadias. Como solução, temos o Caminhão Pipa Autônomo 789D, o primeiro totalmente integrado e projetado com o cliente Rio Tinto. Usando um tanque de água automatizado, este caminhão determina o fluxo de água apropriado com base em sua velocidade e nossa tecnologia MineStar permite o monitoramento e gerenciamento remoto mais inteligente. Comparado aos sistemas convencionais, este reduz o consumo de água em até 50%. Saiba mais

D11 XE DOZER
Nosso primeiro trator de mineração de grande porte com acionamento elétrico, o D11XE, está na fase de protótipo e sendo testado em nossos campos de provas. Este trator possui um novo sistema de acionamento elétrico projetado para ter a melhor capacidade de manobra e potência da categoria. É um divisor de águas para a produtividade e eficiência de combustível – usando até 25% menos combustível na movimentação de material – ajudando os clientes a reduzir custos e emissões de gás de efeito estufa (GEE). Saiba mais

Um futuro alimentado por energia renovável é uma jornada e não um destino. Temos orgulho de apoiar os clientes de mineração à medida que eles embarcam no longo caminho à frente e de honrar o legado de inovação contínua de produtos da Caterpillar. É apenas uma das muitas maneiras pelas quais estamos trabalhando em conjunto com os clientes para ajudá-los a construir um mundo melhor e mais sustentável.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   14/06/2022

Ao contrário de outras concorrentes de peso, como Volkswagen e Stellantis, dispostas a desenvolver e vender no Brasil veículos híbridos movidos a etanol antes de investir mais nos modelos 100% elétricos, a General Motors decidiu pular essa etapa na América do Sul. A montadora americana anunciou esta noite o lançamento de mais três modelos 100% elétricos no mercado brasileiro.

Chevrolet Bolt roda em uma estrada nos Estados Unidos — Foto: Facebook/GM

Além do Bolt EV, vendido no Brasil desde 2019, a empresa planeja lançar o Bolt EUV (uma espécie de SUV do Bolt), o Blazer EV e o Equinox EV. Segundo o presidente da GM na América do Sul, Santiago Chamorro, que fez a apresentação por meio do canal YouTube, o primeiro deles, o Bolt EUV fará a estreia na região na Colômbia. Brasil e demais países receberão o veículo a partir de 2023.

As datas de chegada dos outros dois modelos não foram reveladas. Segundo Chamorro, esses veículos ainda estão em desenvolvimento nos Estados Unidos.

A falta de componentes, sobretudo semicondutores, tem prejudicado os planos de lançamentos na indústria automobilística. Por isso, a empresa se vê obrigada a fazer o planejamento de lançamento com prazos mais longos.

A direção mundial da GM anunciou o compromisso de se tornar neutra em carbono até 2040 em todo o mundo. As etapas desse plano, por país, não estão definidas. A montadora programa investir US$ 35 bilhões no desenvolvimento de 30 veículos 100% elétricos e autônomos até 2025.

Segundo a vice-presidente da GM na América do Sul, Marina Willisch, “parte importante do processo é tornar cada vez mais sustentáveis os veículos a combustão até a migração total do mercado para os carros 100% elétricos, os únicos que não emitem qualquer gás poluente”.

A GM torna-se, assim, a primeira grande montadora com fábricas no Brasil que não apoiará o plano que parte dessa indústria e governo elaboram para desenvolver veículos híbridos movidos a etanol, como já faz hoje a Toyota no país.

Os modelos híbridos possuem dois motores – um a combustão, que ajuda a carregar o outro, elétrico. Esse tipo de veículo dispensa a necessidade de carregamento das baterias em tomadas domésticas ou eletropontos. Já o 100% elétrico depende dessa infraestrutura, que tem avançado cada vez mais na Europa e Estados Unidos.

Parte da indústria defende que o Brasil deve passar primeiro pela fase dos híbridos como forma de preservar o parque industrial existente. Nenhuma montadora tem planos de produzir modelos 100% elétricos no país.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   14/06/2022

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, decidiu retirar de pauta o julgamento da ação que paralisou a implantação da ferrovia Sinop-Miritituba, a “Ferrogrão”. O julgamento estava previsto para iniciar no próximo dia 15 e seria feito pelo plenário da Corte. Não consta o motivo da retirada de pauta. Só Notícias fez contato e a assessoria do Supremo informou que “não há previsão de retorno (para pauta), por enquanto”.

A ação foi movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e uma liminar foi deferida pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, em março do ano passado. No entendimento do ministro, a exclusão de 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para passagem da ferrovia, não poderia ter sido concretizada por meio de Medida Provisória (MP) e demandaria a promulgação de “lei em sentido formal”. Com isso, desde então, os processos para implantação da ferrovia estão paralisados.

Recentemente, a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) ingressou com um pedido de tutela provisória incidental para que fosse autorizada a fazer sustentação oral a favor da ferrovia, durante o julgamento da ação. Ainda em abril de 2021, a CNA ingressou com pedido para participar, como amicus curiae -“amigo da corte”, terceiro que ingressa no processo para fornecer subsídios ao órgão jurisdicional para o julgamento da causa. No entanto, até o momento, o Supremo Tribunal Federal não julgou o pedido. Então, às vésperas do julgamento, a entidade ligada ao agronegócio reiterou a solicitação, pois pretendia oferecer “argumentos e contribuições de maneira a colaborar com o STF em sua decisão”.

A CNA justificou, ainda no ano passado, que o projeto da Ferrogrão é paralelo à BR-163, recentemente finalizada, na mesma faixa de domínio da rodovia, o que mostra que a área ambiental protegida não será afetada pelo traçado da ferrovia. A entidade alega que o projeto passará por todas as etapas rigorosas e previstas em lei para que seja aprovado, como consultas prévias às comunidades indígenas, por exemplo, e o licenciamento ambiental.

“O Parque Nacional do Jamanxim já foi criado no contexto do desenvolvimento do projeto e implementação da BR-163. Não são políticas diferentes, como quer fazer parecer o PSOL (primeiro a criação do parque nacional para proteger o meio ambiente e depois o projeto de infraestrutura que, alega, quer destruí-lo), mas sim, a mesma política de desenvolvimento nacional com a preocupação de preservação ambiental”, diz a CNA na petição.

Ainda no pedido, a CNA disse que tem acompanhado, juridicamente e institucionalmente, todo o processo de viabilização legislativa, regulatória e econômica dessa concessão junto ao Congresso Nacional, ao Ministério da Infraestrutura e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Desta forma, o empreendimento, avalia a Confederação, “é passo essencial para a consolidação da atividade agrícola nessa região do País, garantindo o crescimento da produção, a redução da pressão de transporte pelas rodovias federais e oportunizando, como meta do setor, que 87% do escoamento de grãos dos Estados do Centro-Oeste se faça pelas ferrovias”.

Na avaliação da CNA, a Ferrogrão será protagonista na solução de gargalos de infraestrutura e transporte no escoamento da produção agropecuária. Com a aceleração das exportações de grãos no Arco Norte, prevê-se a redução em 30% dos custos logísticos.

Segundo dados da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), o investimento previsto para a ferrovia Sinop-Miritituba é de R$ 8,42 bilhões, podendo chegar em até R$ 21,5 bilhões de aplicações ao longo da operação. Serão 933 km de trilhos, entre a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Pará, desembocando no Porto de Miritituba.

Em agosto de 2021, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse, durante encontro em Sinop, que acreditava em uma reconsideração do STF. “Entendo que temos primeiro o bom direito ao nosso lado. Levamos para o tribunal argumentos que são consistentes e acredito numa reconsideração. Confio que isso vai cair e vamos poder prosseguir. Ela (ação) caindo, a gente consegue terminar o desenvolvimento do projeto, arredondar a porta com os investidores, fazer o leilão e ter sucesso”.

Por outro lado, Martha Seillier, secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), também em agosto do ano passado, afirmou que o governo já tem alternativas para manter o projeto, caso a decisão de Alexandre seja mantida pelo plenário. Uma das opções é fazer a alteração do parque por meio de um projeto de lei aprovado no Congresso. A outra possibilidade seria mudar o traçado da ferrovia, o que, no entanto, resultaria em um custo adicional de R$ 2 bilhões.

Além da CNA, o Governo de Mato Grosso e diversas entidades ligadas ao agronegócio e representantes de associações indígenas já entraram com pedidos de amicus curiae na ação movida pelo PSOL. Até o momento, apenas o Instituto Sócio-Ambiental Floranativa (ISAF) foi autorizado a ingressar no processo.

NAVAL

CNN Brasil - SP   14/06/2022

A tonelada do bunker, combustível que abastece navios, está sendo comercializada a US$ 1.200. Em janeiro deste ano, o preço na bomba estava na casa dos US$ 600, um reajuste de 100% em cinco meses, segundo dados da Petrobras.

Em 2022, de acordo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Brasil transportou 187 milhões de toneladas em produtos da indústria e alimentação em embarcações para o exterior e 50 milhões de toneladas em navegações dentro do país.

Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que representa as empresas de transporte marítimo em território nacional, os gastos com combustíveis representam 60% das operações. A alta tem refletido um aumento de pelo menos 45% dos custos do setor.

Segundo a ABAC, para encher o tanque de um navio, são necessárias sete mil toneladas de combustível. Ou seja, mais de R$ 7 milhões.

A oscilação de preços tem efeito imediato sobre o negócio de fretes.

Diferente dos outros combustíveis, os valores acompanham as variações do mercado internacional em tempo real.

“O combustível é cotado em dólar, e não obedece à polícia de paridades, como acontece com o diesel, querosene… Então, muda quase que diariamente de acordo com o mercado internacional”. Comentou Luis Resano, diretor executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC).

Segundo a Petrobrás, “os preços do bunker no Brasil estão alinhados com os preços do mesmo produto nos principais portos do mundo e estes têm sido impactados pela alta na cotação do Brent”.

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Diego Malagueta, doutor em planejamento energético, a alta tem relação direta com o fechamento do porto de Xangai, na China, medida adotada para controle da Covid-19 no país.

“Houve um gargalo causado pelo lockdown. A logística marítima de todo o mundo foi impactada. Com os navios parados, a demanda por bunker diminuiu e sobrou combustível. Para equilibrar, a produção foi reduzida. Mas, agora, com a retomada da navegação, a demanda explodiu e a quantidade de combustível não correspondeu à demanda”, explicou o professor.

Atualmente, são os contratantes dos fretes que arcam com as altas dos preços. Quando o valor da bomba extrapola a previsão de contrato, o excedente volta ao contratante.

“Nosso abastecimento é feito na bacia de Santos. Quando o valor da bomba supera o previsto em contrato, temos que repassá-lo ao contratante. E este repasse acaba chegando também ao produto transportado. No fim das contas, quem paga é o consumidor final”, explica o diretor executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC).

Além da alta de combustível, o setor de transporte de embarcações no Brasil também teve que driblar a perda de um considerável mercado.

O transporte entre Brasil, Argentina e Uruguai despencou em 67% desde o fim do convênio entre os países, adotado pelo Governo Federal, em outubro (2021).

“A comercialização com estes países representava cerca de 25% do nosso transporte. Mas já vínhamos nos preparando para este momento. No entanto, conseguimos novos mercados e fechamos o 1º trimestre com aumento de 3,8% nas operações”, explica o diretor da ABAC.

Apesar da redução de cargas apontada pela ABAC, o Governo Federal informou à CNN, que o fim do acordo colaborou para aumento de transporte de cargas entre o Brasil e outros países, devido à entrada de empresas estrangeiras, que passaram a operar na rota.

O volume de encomendas cresceu 20,9% nos últimos sete meses, com 9,5 milhões de toneladas transportadas. Mas a alta dos combustíveis ainda é a principal preocupação da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem. Para Luis Resano, os sucessivos reajustes pressionam a inflação e todo o setor produtivo.

“O mundo precisa caminhar para novas soluções. Aqui no Brasil, temos investido em estudos que nos ajudem a otimizar nossa capacidade. Conseguimos desenvolver uma tinta para o casco do navio que gera uma economia de 5% do combustível”, destaca o diretor da ABAC.

Construção Latino-americana - SP   14/06/2022

O Banco Mundial e a unidade de inteligência de mercado da S&P Global apresentaram o relatório 2021 Container Port Performance Index (CPPI), onde o Porto de Cartagena, Colômbia, se destaca como o primeiro porto latino-americano em nível administrativo (posição 12) e abordagem estatística (posição 15).

O relatório avaliou 370 participantes em todo o mundo e coloca o Porto de Cartagena com um total de 152.950 pontos na abordagem administrativa e 61.901 na medição da abordagem estatística, uma pontuação com a qual supera outros portos reconhecidos mundialmente como os da Virgínia, Miami, Nova Iorque, Barcelona, Busan, entre outros.

Estas pontuações são as mais altas de todos os portos do continente medidos com este índice. Além disso, o relatório também os classifica por tamanho e, dentro dos portos classificados como de médio porte, Cartagena ocupa a quarta posição no mundo.

Segundo o Banco Mundial, a classificação se baseia no tempo em que os navios tiveram que permanecer no porto para completar cargas de trabalho durante 2021, um ano em que sofreram um tráfego sem precedentes e as cadeias de abastecimento em todo o mundo foram interrompidas.

Porto de Cartagena.

No ranking da América Latina e Caribe, após o Porto de Cartagena vem o Porto de Buenaventura (Colômbia, 20º lugar) e o porto chileno de Coronel, que aparece em 39º lugar no ranking.

Segue-se o porto de Imbituba (Brasil, 51º), depois o Porto de Balboa (Panamá, 60º), Porto de Posorja (Equador, 66º), Porto de Itapoa (Brasil, 72º), Porto de Colon (Panamá, 73º), Porto de Paita (Peru, 75º), fechando o top 10 do continente com o Porto de Altamira (México, 85º).

Os portos do Oriente Médio ocuparam quatro dos cinco primeiros lugares na segunda edição do CPPI.

No topo do ranking de 2021 está o Porto Rei Abdullah da Arábia Saudita, com concorrentes regionais, Porto Salalah de Omã, Porto Hamad do Qatar e Porto Khalifa de Abu Dhabi, completando os cinco primeiros. O porto islâmico de Jeddah, na Arábia Saudita, também ocupou um forte oitavo lugar no ranking geral.

O objetivo do índice e dos dados subjacentes é identificar lacunas e oportunidades de melhoria que poderiam beneficiar todos os principais interessados envolvidos no comércio global, incluindo governos, empresas de navegação, operadores portuários e de terminais, embarcadores, empresas de logística e consumidores.

Portos e Mercados - SP   14/06/2022

Em relação aos tipos de navegações, o destaque foi a navegação interior. Entre janeiro e abril foram movimentadas 26,6 milhões de toneladas

O setor portuário movimentou 375,7 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2022. Os portos privados foram responsáveis por movimentarem 244 milhões de toneladas e os públicos 131,7 milhões. Os dados são do Estatístico Aquaviário da ANTAQ.
Entre os destaques dos portos públicos estão: o Porto de Santos (SP), que movimentou 40,5 milhões de toneladas (+6,2%), e o Porto de Paranaguá (PR), com 16,6 milhões de toneladas (+0,8%). Já os terminais privados com maior crescimento no período foram: Terminal Aquaviário de Madre de Deus (BA), que movimentou 6,4 milhões de toneladas (+32,3%); seguido pelo Terminal de Tubarão que registrou 18,4 milhões de toneladas (+12,1%) e o Terminal Aquaviário de São Sebastião (SP), com 19,4 milhões de toneladas movimentadas (7,2%).

Em relação aos tipos de navegações, o destaque foi a navegação interior. Entre janeiro e abril foram movimentadas 26,6 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 7,15% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Os maiores aumentos no transporte de cargas pelas vias fluviais foram o granel líquido e gasoso (+29,2%), e carga geral (58%)
Em relação às mercadorias, a movimentação de petróleo e derivados, sem óleo bruto teve com alta de 1,1% (27,4 milhões de toneladas); fertilizantes registrou alta de 22,8% (12,1 milhões de toneladas); e ferro e aço com variação positiva de 3,7% (8,1 milhões de toneladas) no primeiro quadrimestre em comparação com igual período de 2021.

Levando-se em conta o perfil de carga, os números mostram que houve um crescimento robusto na movimentação de carga geral solta no ano. Foram movimentados 23,9 milhões de toneladas, aumento de 26,9%.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   14/06/2022

Ao contrário dos outros mercados de commodities, o petróleo não sentiu tanto o impacto negativo do mercado na sessão desta segunda-feira (13), com as preocupações sobre a oferta preponderando. Após um dia de forte volatilidade, a cotação do brent para agosto fechou em alta de 0,21%, a US$ 122,27 o barril, enquanto o WTI para julho subiu 0,22%, a US$ 120,93 o barril.

A alta acontece apesar dos novos surtos de Covid-19 na China reviverem os temores de que os lockdowns reduzam a demanda no maior produtor de aço do mundo. Pequim correu para conter um surto “feroz” de Covid-19, com milhões enfrentando testes obrigatórios e milhares sob lockdowns direcionados, depois que a capital relaxou recentemente as restrições.

Um teste em massa também foi anunciado no centro comercial de Xangai, após um recente lockdown de dois meses, enquanto um surto foi detectado na Mongólia Interior, importante região produtora de carvão metalúrgico, que é um insumo da produção de aço.

Contudo, os preços continuam sendo apoiados pelos problemas de oferta. A oferta continua apertada, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados incapazes de cumprir integralmente os aumentos de produção prometidos devido à falta de capacidade em muitos produtores, sanções à Rússia e produção na Líbia reduzida pela metade por causa dos distúrbios no país.
: Petróleo recupera o patamar dos US$ 120 o barril e analistas esperam por mais altas

“A dinâmica de oferta/demanda continua dando suporte aos preços”, disse Jeffery Halley, da corretora OANDA, que vê uma queda prolongada de petróleo como improvável”, a menos que os mercados dos EUA mudem para precificar uma “recessão total” e haja novos bloqueios na China.

Na Líbia, no final da semana passada, forças alinhadas ao general renegado Khalifa Haftar, que detêm controle sobre o leste do país, expandiram o embargo militar à produção de petróleo, ao suspender o trabalho de dois novos terminais de exportação e ameaçar fechar um terceiro, reportaram engenheiros locais à agência de notícias Reuters. Os portos de Ras Lanuf e Es Sider, no norte do país, tiveram suas operações suspensas.

A produção da Líbia já caiu pela metade, alcançando o índice de 600 mil barris por dia (bpd), após facções fecharem os campos de Sharara e El Feel no último mês. O campo de Sharara retomou brevemente suas atividades nesta semana, mas foi novamente paralisado. O país é o quarto maior produtor de petróleo da África.

Petro Notícias - SP   14/06/2022

O governo de Sergipe e a Petrobrás firmaram na manhã de hoje (13) um protocolo de intenções que visa atrair potenciais investidores ou grandes consumidores de gás natural para o estado. O documento foi assinado pelo governador Belivaldo Chagas e pelo diretor de Refino e Gás Natural da Petrobrás, Rodrigo Costa, durante cerimônia no Palácio dos Despachos, em Aracaju. O objetivo central do acordo é viabilizar a construção de um duto que irá transportar, no futuro, o gás natural extraído dos sete campos da petroleira localizados na costa do estado.

Como se sabe, a produção de gás natural de Sergipe terá um grande salto a partir de 2026, quando a Petrobrás deve iniciar a operação do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP). O primeiro módulo da unidade será a P-81, que terá capacidade de produzir 120 mil barris de óleo e 8 milhões de m³ de gás por dia. O empreendimento inclui também a construção de um gasoduto com capacidade de transporte de 18 milhões de m³/dia.

“Por isso se faz necessário buscar a destinação do recurso desde já. Neste sentido, temos trabalhado ativamente para que Sergipe possa atrair empreendimentos que sejam grandes consumidores de gás”, declarou o governador Belivaldo Chagas. Já o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobrás destacou que a assinatura do protocolo é uma etapa importante para o mercado de gás natural brasileiro. “Esse passo tem que ser dado agora, em paralelo às atividades de desenvolvimento da produção que estão em curso. É o novo gás que está chegando, trazendo geração de emprego e renda, seja para o estado ou para o Brasil”, afirmou Rodrigo Costa.

Petro Notícias - SP   14/06/2022

A produção de petróleo dos contratos em regime de partilha está próxima de alcançar a marca de 500 mil barris diários. De acordo com a Pré-Sal Petróleo (PPSA), o volume extraído nos quatro campos sob contratos de partilha somou 486 mil barris de petróleo por dia (bpd) em abril. O dado consta em nova edição de um boletim mensal produzido pela estatal, divulgado hoje (13). O volume registrado em abril representa um aumento de 3% em relação ao mês anterior.

Como era de se esperar, o campo de Búzios foi o maior produtor no período, com 429 mil bpd. Em seguida, aparecem os campos de Mero (44 mil bpd), Entorno de Sapinhoá (8 mil bpd) e Tartaruga Verde Sudoeste (4 mil bpd).

Em abril, a União teve direito a uma parcela de 18,8 mil bpd do total da produção diária. Desse volume, 6,9 mil bpd vieram de Mero, 6,1 mil bpd de Búzios, 5,4 mil bpd do Entorno de Sapinhoá e 400 bpd de Tartaruga Verde Sudoeste.

Em relação ao gás natural, a PPSA informou ainda que, em abril, a produção total do gás natural com aproveitamento comercial apresentou média de 1,39 milhão de metros cúbicos por dia (m³/dia) em três contratos – Búzios contribuiu com 1,16 milhão de m³/dia, enquanto Entorno de Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste produziram, respectivamente, 202 mil e 31 mil m³/dia. Já no que diz respeito ao Excedente em Gás Natural, a União teve direito, no mês, a 164 mil m³/dia.

Valor - SP   14/06/2022

Curva futura aponta barril a mais de US$ 110 no fim do ano, o que significa um valor 10% mais alto do que na premissa utilizada

O cenário “A” para a cotação do petróleo usado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para calibrar os juros está em xeque, com as novas rodadas de pressão sobre o preço do produto. O Banco Central adotou um cenário A para o petróleo em sua reunião de março, para evitar entrar na volatilidade da cotação do produto, que naquele período estava superando os US$ 120 o barril.

No lugar, o comitê usou a premissa de que “o preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura do mercado até o fim de 2022, terminando o ano em US$ 100 o barril e passando a aumentar 2% ao ano a partir de janeiro de 2023”.

Ultimamente, porém, a curva futura aponta um barril de petróleo a mais do que US$ 110 no fim do ano, o que significa um valor 10% mais alto. A cotação do petróleo Brent para agosto fechou ontem em US$ 122,27 o barril.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Etore Sanchez, diz que uma parcela do preço dos combustíveis usada nos modelos do Banco Central é formada a partir das opiniões de especialistas do setor. “Por ser discricionário, pode acabar mitigando a piora", afirma ele.

A estimativa de Sanchez é que o preço da gasolina no mercado interno esteja cerca de 35% abaixo dos preços internacionais. Muitos outros economistas do mercado que fazem seus cálculos estão encontrando defasagens similares, na casa dos 30%, e alguns acham que em breve a Petrobras terá que fazer um reajuste nos preços.

Essa defasagem tende a atenuar pelo menos uma parte da queda dos preços que é esperada se o governo atingir todos os seus objetivos no pacote que visa cortar impostos federais e estaduais, em parte de forma temporária.

Os reajustes dos combustíveis surpreenderam os dirigentes do BC, que em pronunciamentos recentes destacaram o fato de que a cotação do petróleo Brent já não é mais um indicador tão seguro sobre a evolução dos preços de derivados dentro do país.

Conforme muitos haviam previsto, a adoção do cenário A pelo BC dificultou a coordenação das expectativas de inflação. Muitos dos analistas seguiram com a prática anterior de projetar a inflação com base na cotação corrente do produto.

Esse é um dos fatores, entre muitos, que explicam o descolamento das projeções de inflação do BC para 2023, que na reunião do Copom de maio estava em 3,4%, em relação às do mercado.

Um levantamento publicado ontem pelo Valor mostra que as expectativas de mercado para a inflação de 2023 já se encontram em 4,6%, ante uma meta de 3,25% definida para o ano.

AGRÍCOLA

Valor - SP   14/06/2022

PIMAgro, índice do FGV Agro, recuou 0,2% em abril

Durou pouco a reação da produção agroindustrial brasileira, e o PIMAgro, índice do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) que mensura o ritmo da atividade em diferentes ramos que fazem parte do setor, voltou a registrar variação negativa em abril. Depois de subir 1,7% em março em relação ao mesmo mês de 2021, após oito quedas interanuais consecutivas, o indicador recuou 0,2%. Em relação a março deste ano, a retração foi de 1,3%.

“Com a queda, a agroindústria voltou a se distanciar ainda mais do período pré-pandemia (fevereiro/2020) - foi 2,6% menor. Em março, essa diferença era de 1,3%. Em comparação ao nível recorde, que foi observado em abril de 2010, a produção agroindustrial no quarto mês deste ano foi 16,3% inferior. Ou seja, fica claro que o setor tem bastante espaço para crescer”, informaram os analistas do FGV Agro.

O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

Na comparação com abril do ano passado, a queda apontada pelo FGV Agro foi determinada por um recuo de 1% registrado no grupo formado por produtos alimentícios e bebidas. Neste, na área de produtos alimentícios, houve redução de 4,7% e, na de bebidas, avanço de 13,2%. No segmento de produtos não-alimentícios, foi observada uma variação positiva interanual média de 0,7%, garantida por insumos (19,9%) e fumo (7,7%).

Conjuntura prejudicial

De uma maneira geral, apontou o centro da FGV, fatores conjunturais que prejudicam a agroindústria brasileira desde o ano passado continuam a dar o tom. “O setor ainda enfrenta dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda não entrou em uma dinâmica de recuperação consistente; e as elevadas taxas de juros encarecem o crédito”, informou.

Além disso, realçou o FGV Agro, a agroindústria tem sofrido com a instabilidade no mercado internacional, derivada da guerra na Ucrânia e da política de “covid zero” na China. “Tudo isso vem acentuando a piora dos desajustes na cadeia global de suprimentos e aumentando, ainda mais, a inflação brasileira - e mundial”.

Com a variação negativa de abril, o indicador fechou o primeiro quadrimestre com queda de 1,2% ante igual intervalo de 2021. Nessa comparação, o segmento de produtos não-alimentícios recuou 3,3%, enquanto o ramo formado por produtos alimentícios e bebidas cresceu 1%. Mesmo assim, conclui o FGV Agro, a agroindústria em geral teve um desempenho melhor que o do restante da indústria brasileira, cuja queda média foi de 3,4% no período.

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