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14 de Abril de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   14/04/2022

A Mysteel aponta que as siderúrgicas chinesas permanecem acumulando estoques para se proteger de uma possível interrupção do fluxo de matérias-primas
O crescimento de casos de covid-19 na China e as medidas adotadas pelo governo local para conter o avanço do vírus devem continuar afetando os preços do aço, que permanecerão “flutuantes”, segundo a consultoria Mysteel.

Em comentário, a Mysteel aponta que as siderúrgicas chinesas permanecem acumulando estoques para se proteger de uma possível interrupção do fluxo de matérias-primas decorrente do aumento do número de caso de covid-19 no país.

A consultoria ainda lembra que os estoques nas principais traders têm recuado de maneira “saudável”.

Com relação aos preços das matérias-primas do aço, a Mysteel destaca que o minério de ferro deve sofrer um pouco, devido à baixa demanda por produtos siderúrgicos e à interrupção do transporte, mas lembra que os estoques da commodity nos portos chineses têm diminuído.

“Os preços do carvão metalúrgico podem ter tendência de alta, sustentados pelo equilíbrio entre oferta e demanda”, diz o relatório. A consultoria lembra que, apesar da preferência pelo carvão local, as dificuldades de transporte afetam a oferta doméstica, o que beneficia as importações.

Outros suprimentos que podem registrar valorização nas próximas semanas são o coque e a sucata de aço, que, segundo levantamento da Mysteel com 61 siderúrgicas, está no menor nível de estoque desde de outubro de 2020.

Monitor do Mercado – SP 14/04/2022

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) lançou, nesta quarta-feira (13/04), a décima quinta edição da série Cadernos do Cade com estudo sobre o mercado de indústria siderúrgica. O objetivo da publicação é analisar os processos de ato de concentração e condutas anticompetitivas julgados pela autarquia que envolvem o setor de siderurgia, cuja importância para a economia mundial é extremamente relevante.

O estudo é dividido em quatro capítulos e apresenta, entre outras questões, informações sobre processo produtivo, dados de produção, consumo e comércio exterior em relação à siderurgia. A publicação também traz as principais análises de casos de atos de concentração e condutas anticompetitivas, com exames sobre probabilidade de exercício de poder de mercado em cada caso, abrangendo tópicos como barreiras à entrada, rivalidade, eficiência, além dos remédios impostos pelo Cade, quando existentes, nas decisões estudadas.

Atualmente, o setor responde por US$ 2,5 trilhões em produtos vendidos e por US$ 500 bilhões em valor adicionado, de acordo com um estudo desenvolvido pela Oxford Economics e divulgado pela Worldsteel Association. Ainda segundo esse estudo, a indústria siderúrgica emprega mais de 40 milhões de pessoas no mundo, entre trabalhos diretos e indiretos.

Em 2020, a indústria siderúrgica mundial produziu cerca de 1,88 bilhão de toneladas de aço bruto. Esse número é 31% superior ao que foi produzido em 2010, o que revela o quanto o setor cresceu ao longo da última década. No Brasil, foram 31,4 milhões de toneladas de aço bruto produzidos, levando o país a ocupar a 9ª posição no ranking da produção mundial.

Série Cadernos do Cade

Lançada em 2014, a série de estudos “Cadernos do Cade” é produzida pelo Departamento de Estudos Econômicos da autarquia e tem como objetivo consolidar, sistematizar e divulgar a jurisprudência do Cade relativa a um mercado específico, considerando seus aspectos econômicos e concorrenciais.

Na prática, o estudo alinha o Cade à sua missão institucional de contribuir com a geração de conhecimento técnico e prático, bem com a produção acadêmica em assuntos relacionados à defesa da concorrência.

Acesse a íntegra do estudo “Cadernos do Cade - Indústria Siderúrgica”. https://cdn.cade.gov.br/Portal/centrais-de-conteudo/publicacoes/estudos-economicos/cadernos-do-cade/Caderno_Industria-Siderurgica.pdf

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   14/04/2022

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje (12) o Informe Conjuntural no qual revisa a sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) deste ano de 1,2% para 0,9%.

A entidade também reduziu suas projeções econômicas para a indústria, que pelas novas estimativas deve ter produção 0,2% menor neste ano do que em 2021. Em dezembro, a CNI havia calculado crescimento de 0,5% este ano.

“Se esse cenário se confirmar, será a sétima vez, em 10 anos, que a indústria nacional encolhe”, destacou a CNI em nota.

Entre os motivos para as revisões estão as dificuldades enfrentadas pelas linhas de produção globalizadas em decorrência do prolongamento da guerra na Ucrânia, que tem pressionado para cima o preço dos fretes internacionais, devido à alta do petróleo.

Outro fator é a variante Ômicron da covid-19, que continua a afetar a produção na China, país que segue com política de tolerância zero contra o vírus, promovendo quarentenas de cidades inteiras.

“Tanto as sanções comerciais e financeiras impostas por vários países ocidentais sobre a Rússia, quanto a nova variante da covid-19, contribuíram para a persistência dos desarranjos nas cadeias produtivas”, disse a CNI.

Outros fatores destacados pela entidade para a redução da estimativa do PIB são também a redução da renda real, encolhida pela inflação interna alta, e os consequentes juros altos, que desestimulam a aquisição de bens duráveis como automóveis e eletrodomésticos.

“Temos um desafio, cada vez mais difícil, de enfrentar inflação alta com baixo crescimento”, ressaltou o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles.

Entre os tipos industriais mais afetados está o da indústria de transformação, que produz bens finais ao consumidor, cujo PIB deve fechar este ano com uma redução de 2%, ante um crescimento de 3,4% no ano passado. Tanto a dificuldade na obtenção de insumos e matérias-primas como a redução no consumo são os principais problemas, aponta a CNI.

Uma das poucas beneficiadas pelo contexto internacional deve ser a indústria extrativa, que devido ao aumento nos preços de produtos como petróleo e minério de ferro deve fechar o ano com crescimento de 2%, ainda que menor do que os 3% registrados no ano passado.

O Estado de S.Paulo - SP   14/04/2022

Encarregado de vigiar e conter a inflação, o Banco Central (BC) foi surpreendido pela alta de preços em março, segundo admitiu, com notável franqueza, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Com alta de 1,62%, o indicador oficial superou todas as marcas para o mês de março desde 1994, ano de implantação do Plano Real, e acumulou variação de 11,30% em 12 meses, uma das maiores taxas do mundo. Surpresas também têm ocorrido em outros países, segundo Campos Neto. Com ou sem surpresa, resultados notáveis têm sido contabilizados nos Estados Unidos, onde os preços ao consumidor subiram 8,50% nos 12 meses terminados em março, completando a maior elevação anual desde 1981. Na maior economia do mundo e na maior da América Latina, a terapia anti-inflacionária, tudo indica, será um aperto monetário bem mais severo e doloroso do que se previa no começo do ano.

Com a guerra na Ucrânia e as sanções aplicadas à Rússia, aumentaram as incertezas sobre o comércio internacional, as cotações de alimentos e minérios, a evolução dos custos de produção e a variação dos preços ao consumidor. Os efeitos econômicos da guerra somam-se às consequências, ainda sensíveis, dos desarranjos na produção de insumos e nas cadeias de distribuição ocasionados pela pandemia de covid-19. Mas seria impróprio descrever todos os desajustes de hoje, especialmente na área dos preços, como efeitos combinados da ação do coronavírus e da truculência internacional do presidente russo, Vladimir Putin.

O surto de inflação no mundo capitalista é em parte atribuível à enorme expansão monetária facilitada, nos últimos anos, por bancos centrais do mundo rico. Merece destaque, nesse balanço, o Federal Reserve (Fed). A política do Fed, guardião do dólar, moeda oficial da maior potência econômica do mundo, afeta as condições de financiamento e o movimento de recursos nos principais mercados. O Brasil também é afetado e as decisões tomadas pela autoridade monetária americana são relevantes, também, para deliberações sobre o custo do crédito no Brasil.

Depois de anos de política frouxa, o aperto monetário apenas começa, nos Estados Unidos. O novo informe da inflação, divulgado na terça-feira, favorece a expectativa de um forte ajuste dos juros nos próximos meses. No Brasil, a hipótese de apenas mais um aumento da taxa interna, de 11,75% para 12,75%, foi abandonada por muitos analistas do mercado, talvez por todos.

Essa hipótese foi estabelecida pelo próprio BC. Um novo ajuste de um ponto porcentual ocorreria em maio, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e isso encerraria a série de ajustes. Completado o aperto, as autoridades ficariam à espera dos efeitos. O resultado principal, do ponto de vista dos membros do Copom, seria uma taxa de inflação, no próximo ano, próxima do centro da meta oficial, fixada em 3,25%, com tolerância de 1,50 ponto para mais ou para menos.

Nem essa previsão é considerada segura por analistas do mercado. Projeções de inflação de algumas instituições financeiras apontam taxas superiores a 7%, bem acima do limite superior de tolerância, de 5%. Em 2021 esse limite, de 5,25%, foi superado com folga pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 10,06%, a principal medida oficial.

Com a piora das expectativas de inflação, multiplicam-se as previsões de juros básicos bem acima de 12,75%. Ao reconhecer um choque imprevisto, o presidente do BC abriu espaço, provavelmente de forma involuntária, para novas especulações sobre a evolução dos juros. Hipóteses de taxa básica de 13,75% ou mesmo de 14% já circulam. Juros altos podem cumprir mais de uma função. Além de frear os preços, podem atrair capital estrangeiro, como têm atraído nos últimos meses, aumentando os dólares disponíveis e favorecendo a revalorização do real. Com isso se neutralizou, pelo menos temporariamente, um fator inflacionário, o dólar sobrevalorizado. Juros maiores, no entanto, deverão atrapalhar ainda mais o consumo, a produção e a urgente criação de empregos.

O Estado de S.Paulo - SP   14/04/2022

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a votação da Reforma Tributária discutida na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 110. A principal razão para a dificuldade na aprovação dessa importante reforma foi a insistência numa alíquota única para todos os bens e serviços do Brasil, ignorando a prática internacional e causando ao final uma regressividade perversa que a reforma deveria corrigir.

A PEC 110 do Senado tem vários méritos e é melhor do que a sua meia-irmã, a finada PEC 45 da Câmara, notadamente ao separar a competência da União na Contribuição de Bens e Serviços (CBS) e preservar a competência dos Estados e Municípios no Imposto sobre Bens e Serviços, protegeu o modelo federativo e reduziu fortemente a resistência dos Entes federados.

A reforma, caso aprovada, causaria inegável aumento de carga tributária para diversos setores, especialmente o setor de serviços, que hoje recolhe, em média, 5% de ISS e 3,65% de Pis e Cofins, passando após a reforma para uma alíquota de estimados 28%, entre CBS e IBS.

A CBS e o IBS buscam capturar o valor adicionado nas operações comerciais e o seu sistema de créditos se amolda muito bem para o comércio e a indústria, em que a cadeia de custos se baseia muito mais na compra de insumos e na sua transformação, no caso da indústria, ou na revenda de mercadorias no caso do comércio.

Para a indústria e o comércio, CBS e IBS atingirão de forma mais precisa a diferença da compra e venda, sendo essa diferença efetivamente o valor agregado ou adicionado na etapa final por esses setores.

Já no caso dos prestadores de serviços, especialmente naqueles casos em que há uso intensivo de mão de obra, não há quase nenhum crédito relevante de operações anteriores que possa ser aproveitado, de forma que a não cumulatividade dos novos tributos resultará, na realidade, numa base de cálculo que não demonstra a verdadeira capacidade contributiva desses contribuintes.

Nos moldes da PEC 110, a folha de salários e seus encargos não gerará nenhum crédito para abatimento da CBS e do IBS, e considerando que a folha de salários no Brasil é tributada em aproximadamente 34% pelas contribuições sociais, acrescidos de diversas verbas trabalhistas, acabaremos por ver incidir a CBS e o IBS novamente sobre as folhas de salários, causando um inegável incremento no custo dos setores que mais empregam no país, algo que deveria ser evitado por qualquer reforma tributária.

Os problemas da adoção de uma alíquota única na dupla IBS e CBS é a falsa sensação de igualdade que a proposta parece trazer. Esquece-se claramente nesse debate a diferença entre alíquota nominal e a efetiva. Esta última equivale ao resultado matemático da base de cálculo, multiplicado pela alíquota (nominal), resultando na cobrança de um percentual do faturamento das empresas. Como a formação da base de cálculo das empresas é bastante variada, em razão das diferentes atividades econômicas e seus custos inerentes, o resultado de se aplicar uma só alíquota não trará de forma alguma uma maior justiça fiscal como se presume talvez inocentemente.

Ignorar a essencialidade dos produtos e serviços, e tratá-los com a mesma alíquota, fará com que seja criada uma regressividade que, ao final, resultará exatamente no contrário do que se propõe, pois beneficiará o consumo de produtos supérfluos, que hoje tem uma carga maior, em detrimento dos produtos e serviços essenciais, que são isentos ou pouco tributados, como se percebe do quadro abaixo, que simula a futura tributação dos itens da cesta básica:

Dessa forma, ou se adotam diferentes alíquotas, ou então conseguiremos um feito de reduzir a carga tributária atual de produtos de luxo como joias, bebidas alcoólicas, refrigerantes e cosméticos, onerando com a mesma carga desses exemplos os itens da cesta básica, ou ainda o transporte público, que hoje são isentos ou têm alíquotas reduzidas quanto a ICMS e PIS e Cofins. O mesmo aconteceria com a energia elétrica, uma vez que até um certo patamar de consumo (baixa renda) é hoje isenta de ICMS na quase totalidade dos Estados brasileiros, e passaria a ser tributada com os mesmos 28%. Ou seja, teríamos uma maior regressividade no sistema tributário, e não um aperfeiçoamento do mesmo.

Vale destacar, também, que a grande maioria dos países da OCDE não adota uma alíquota única para os seus respectivos impostos sobre valor agregado/adicionado, mas ao menos duas alíquotas.

A adoção de uma alíquota única encarecerá atividades em diversos setores como escolas, transporte público, locações imobiliárias, saneamento básico, terceirização de mão de obra, medicamentos, alimentos e os serviços em geral, e mesmo com a longa transição de 7 anos prevista na PEC 110, teremos uma acentuada inflação desses itens que compõem majoritariamente os índices oficiais.

Independentemente da distribuição do impacto por setor econômico, a alíquota única criará muitos “vencedores” e “perdedores”, sendo que o desejável numa reforma é a sua neutralidade, algo impraticável com a adoção de uma alíquota única.

O relator da PEC 110, Senador Roberto Rocha (MA), é um dos melhores senadores do País, e com enorme habilidade conseguiu afastar diversas resistências ao texto, vencendo talvez o maior obstáculo de todas as reformas debatidas desde 1993, que é a mudança da arrecadação da origem (Estado produtor) para o destino (Estado consumidor), ponto esse que trará maior ganho de competitividade para o país e maior eficiência na alocação de investimentos.

São diversos os ganhos que a aprovação de uma reforma tributária traria ao país, insistir no erro de uma alíquota única apenas agregará resistência e impedirá esse avanço no Congresso Nacional, num verdadeiro desperdício do excelente trabalho do Senador Roberto Rocha pela reforma tributária.

Globo Online - RJ   14/04/2022

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que a população terá que conviver "por longo tempo ainda" com a inflação nos alimentos. De acordo com Bolsonaro, isso é uma consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia.

— A gente acompanha os problemas a 10 mil quilômetros de distância. A Ucrânia é um grande país exportador de trigo. E isso tem um repique, um repique na inflação, do mundo todo. Pelo que se tem demonstrado, a inflação na questão alimentar terá que ser convivida por um longo tempo ainda — discursou Bolsonaro, durante evento no Palácio do Planalto.

Na semana passada o IBGE divulgou que a inflação em março foi de 1,62%. No grupo dos alimentos e bebidas, os preços de itens muito consumidos pelas famílias brasileiras tiveram forte alta, como leite longa vida (9,34%), óleo de soja (8,99%) e pão francês (2,97%).

A cenoura, que já vinha em forte alta, voltou a subir, mais 31,47%. E os preços do tomate subiram 27,22%.

Bolsonaro ainda afirmou que a inflação nos Estados Unidos — que ficou em 8,5% nos últimos 12 meses — seria maior que a do Brasil. Entretanto, no mesmo período o índice no Brasil foi de 11,3%.

— O Brasil é um país que, na economia, tem se despontado como um daqueles que menos sofreu perante o mundo. Aqui não se tem notícia de escassez de alimentos. Países outros, além de uma inflação muito maior do que a ocorrida no Brasil, como por exemplo, Estados Unidos, 8,5%, já existe desabastecimento de alguns produtos.

Exame - SP   14/04/2022

As importações da China caíram 0,1% em ritmo anual em março, resultado do efeito do confinamento de Xangai na atividade econômica, de acordo com os dados publicados nesta quarta-feira pela Administração Aduaneira do país.

Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam um aumento de 8,4% em ritmo anual.

A queda é a primeira registrada no país desde agosto de 2020, quando o gigante asiático se recuperava gradualmente da primeira onda da pandemia.

"O impacto de certos fatores a nível internacional e nacional foi maior que o esperado", declarou o porta-voz da Administração Aduaneira, Li Kuiwen.

No mês passado, dezenas de milhões de chineses foram obrigados a entrar em confinamento, em particular no nordeste do país, onde se concentra a indústria automobilística, mas também nas metrópoles de Shenzhen (sul) e Xangai, de 25 milhões de habitantes.

Muitas multinacionais têm sede nas regiões afetadas e a capital econômica da China tem o maior porto do país.

O isolamento de Xangai tem um grande impacto na atividade do país e nas cadeias de abastecimento globais.

As exportações chinesas desaceleraram e as vendas ao exterior aumentaram 14,7% em março, também em ritmo anual, segundo os dados oficiais.

O ritmo é inferior ao de janeiro e fevereiro juntos, únicos dados publicados até agora (16,3%), mas supera as previsões dos analistas (12,8%).

O superávit comercial do país chegou a 47,38 bilhões de dólares em março.

O superávit chinês de janeiro e fevereiro juntos alcançou a marca recorde de US$ 115,95 bilhões.

O Estado de S.Paulo - SP   14/04/2022

A despeito de medidas de estímulo anunciadas pelo governo, a queda dos salários em termos reais e a alta dos juros devem desaquecer a demanda interna e manter o crescimento da economia brasileira em níveis baixos, de acordo com o novo Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado nesta quarta-feira, 13, pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

O órgão segue com a perspectiva de alta de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, em linha com o consenso do mercado.

Para a instituição, o PIB deve apresentar crescimento moderado no primeiro trimestre do ano. O documento destaca que, embora os principais indicadores de janeiro tenham mostrado desaceleração, há sinais de melhora em fevereiro e março. Entretanto, a intensificação do conflito no Leste Europeu aumenta a incerteza sobre a recuperação da economia brasileira, uma vez que seus efeitos potenciais para a atividade doméstica são ambíguos.

“A perspectiva de menor crescimento econômico global e de importantes parceiros comerciais, sobretudo a União Europeia, o atraso na normalização das cadeias globais de produção e logística, o efeito da aceleração do nível de preços sobre a renda disponível e a manutenção da taxa de juros em patamares elevados para conter a deterioração das expectativas de inflação representam vetores negativos para a atividade doméstica", diz o documento.

"Por outro lado, os efeitos negativos sobre a atividade poderiam ser em parte atenuados pelo aumento dos termos de troca proporcionado pelo novo cenário de preços de commodities e pela reduzida corrente de comércio do Brasil com os países envolvidos no conflito”, detalha o relatório.

A IFI reconhece a redução contínua da taxa de desemprego desde julho do ano passado, mas ressalta que predominam as contratações nos segmentos informais da economia. Além disso, o documento destaca que a PNAD Contínua do IBGE mostra que o rendimento médio real do trabalho recuou 8,8% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado.

“A variação dos rendimentos do trabalho, em termos reais, persiste no terreno negativo em virtude da inflação e do enfraquecimento do reajuste nominal. Além da piora do poder de compra devido à inflação alta e persistente, o aumento mais concentrado das contratações em atividades de menor remuneração (efeito composição) também afeta negativamente a trajetória do rendimento médio”, enfatiza o relatório.

O Estado de S.Paulo - SP   14/04/2022

As contas do governo devem ter registrado um rombo de R$ 9,8 bilhões em março, de acordo com os cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado com base nas informações levantadas no Portal Siga Brasil. Mesmo com o resultado negativo no mês, o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado nesta quarta-feira, 13, pelo órgão indica um superávit primário (receitas menos depesas sem contar os gastos com juros) de R$ 46,2 bilhões no acumulado de janeiro a março deste ano.

O resultado oficial das contas públicas de março será divulgado pelo Tesouro Nacional no fim deste mês. Pelos cálculos da IFI, o déficit primário do governo central acumulado em 12 meses deve ficar em R$ 13,8 bilhões – em termos nominais. Considerando a inflação até março, o rombo em 12 meses alcançaria R$ 19,6 bilhões até o mês passado.

O documento afirma que os preços de commodities e inflação mais elevada podem continuar a beneficiar a arrecadação de tributos no curto prazo, mas ressalta que o déficit de março deve ser a tendência para a dinâmica mensal do Governo Central na maior parte dos meses até dezembro.

“Tudo indica que esse efeito da inflação e das commodities sobre a arrecadação de tributos no curto prazo poderá mais do que compensar os resultados das medidas adotadas pelo Poder Executivo com impactos sobre a arrecadação, como a redução do IPI de maneira linear para os setores da indústria, a criação da conta de estabilização dos preços dos combustíveis, a instituição dos auxílios para a aquisição de gás de cozinha e gasolina por determinados grupos da sociedade, e a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre alguns itens”, detalha o relatório.

Mesmo com a arrecadação em alta e as mudanças no teto de gastos aprovadas no ano passado, a IFI enfatiza que o espaço para novas despesas é praticamente nulo, lembrando inclusive que o governo precisou contingenciar R$ 1,7 bilhão do orçamento deste ano no fim de março. “Mesmo com as recentes mudanças, a saber, emendas dos precato´rios, o teto de gastos tem se mostrado restritivo no curto prazo”, conclui o RAF.

MINERAÇÃO

CNN Brasil - SP   14/04/2022

Os preços do minério de ferro caíram nesta quarta-feira (13), já que a China, maior produtora de aço, vem lutando para controlar os recentes surtos de Covid-19, diminuindo as esperanças de uma recuperação na demanda por produtos e ingredientes de aço.

O contrato mais ativo de setembro da matéria-prima siderúrgica na Bolsa de Dalian da China encerrou as negociações diurnas com queda de 1,5%, a 884 iuanes (US$ 138,90) a tonelada.

“Controles epidêmicos mais rígidos anunciados na última terça-feira à noite no distrito de Huadu, em Guangzhou, e novos picos nas transmissões de Covid-19 de Xangai relatados na manhã desta quarta-feira mais uma vez desestabilizaram os futuros de minério de ferro”, disse Vincent Chan, analista da Navigate Commodities.

As autoridades de Xangai alertaram nesta quarta que qualquer pessoa que viole as regras estritas de bloqueio será tratada com rigor, ao mesmo tempo em que convocam as pessoas a defender sua cidade, já que a contagem de novos casos subiu para mais de 25.000.

O minério de ferro de Dalian caiu quase 5% desde que atingiu o pico do ano em 944,50 iuanes por tonelada em 6 de abril, quando as esperanças dos traders de estímulos adicionais para sustentar a economia da China eram altas.

Traders em grande parte ignoraram os dados oficiais mostrando que as importações de minério de ferro da China caíram 14,5% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior, pois as chuvas no Brasil, principal fornecedor, prejudicaram os embarques.

Os futuros do aço chinês reverteram os ganhos anteriores, apesar de Pequim tentar diminuir as restrições ao transporte dos principais materiais de produção.

O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai caiu 0,8%, enquanto a bobina laminada a quente perdeu 0,4%.

AUTOMOTIVO

O Carreteiro - SP   14/04/2022

O programa de renovação de frota, Renovar, criado criado pela Medida Provisória 1.112/2022 para aumentar a produtividade da frota rodoviária no País, tem entre seus objetivos reduzir os custos de logística em promover a melhoria de vida dos profissionais de transporte, em especial os caminhoneiros autônomos por meio da atualização progressiva dos veículos.

O governo estima ter inicialmente R$ 500 milhões/ano de recursos para financiar o Programa. As operações serão realizadas pela Plataforma Renovar e os primeiros profissionais a serem atendidos por meio de um aplicativo são os caminhoneiros autônomos.

Programa Renovar prevê o caminhoneiro entregar seu caminhão pelo valor de mercado O Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País (Renovar) criado pela Medida Provisória 1.112/2022, para retirar de circulação caminhões antigos, com baixa eficiência, menos seguros e poluidores, tem entre seus objetivos promover a atualização progressiva dos veículos, reduzir os custos de logística em promover a melhoria de vida dos profissionais de transporte, em especial os caminhoneiros autônomos.
O governo estima ter inicialmente R$ 500 milhões/ano de recursos para financiar o Programa. As operações serão realizadas pela Plataforma Renovar e os primeiros profissionais a serem atendidos por meio de um aplicativo são os caminhoneiros autônomos.

Estima-se existir hoje no Brasil uma frota superior a 450 mil caminhões com idade acima de 25 anos Após o veículo antigo ser entregue para reciclagem, o proprietário receberá um certificado de destruição, o valor de mercado do caminhão e o preço da sucata, que poderão entrar como parte do pagamento de um modelo seminovo, ou implemento rodoviário. O caminhoneiro autônomo deverá ter outros benefícios vindos de governos estaduais e municipais.

Mudanças de leis para obter recursos

Para obter recursos para o Programa, a Medida Provisória 1.112/2022 muda quatro leis. Uma delas é 9.478, de 1997, que criou a ANP (Agência Nacional do Petróleo). Com alteração, as empresas poderão destinar recursos para o desmonte e a destruição (como sucata) dos veículos pesados. O valor poderá ser descontado do total do investimento que essas empresas são obrigadas a fazer em áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, entre 2022 e 2027.
Foi alterada também a 9.503, de 1997 que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, cuja receita da arrecadação de multas era destinada exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação no trânsito, poderá ser aplicada na melhoria das condições de trabalho dos caminhoneiros, segurança e desempenho ambiental da frota.

A Medida provisória alterou também a Lei 10.336, de 2001, que criou a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre os combustíveis. Hoje, a CIDE pode financiar programas de infraestrutura de transportes e com a mudança passa a incluir em suas ações a renovação da frota circulante.

Por último, a Medida Provisória altera também o texto da Lei 11.080, de 2004, a qual criou a Agência Nacional de Desenvolvimento Industrial (ABDI), cuja atuação passa a prever ações de inovação, transformação digital e difusão de tecnologia e poderá também considerar como receitas adicionais a prestação de serviços pela operação da Plataforma Renovar.

Programa pode dar certo

A adesão ao Renovar é voluntária e também não desembolso de valores por parte do governo. Para o vice-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Marco Saltini, a expectativa é que o Programa seja efetivo e funcione, mas certamente haverá pontos para serem melhorados.

“O próximo passo é entender com clareza o valor a ser pago pela sucata”, disse, acrescentando a importância de o governo regulamentar o mais breve possível, para maio. Ainda de acordo com o vice-presidente da Anfavea, a entidade imagina que poderá haver uma linha do BNDES para veículos usados com taxas mais atrativas para o programa.

Pela estimativa da Anfavea, atualmente rodam no Brasil mais de 450 mil caminhões com idade acima de 25 anos de fabricação. Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, o decreto representa mais do que uma vitória para o setor automotivo. “É uma conquista para os caminhoneiros e toda a sociedade, pois temos uma frota de caminhões com idade média superior a 20 anos”, complementou.

Rodoviário

Valor - SP   14/04/2022

Grupo formado por empresas de engenharia deverá investir R$ 3,4 bi e prevê estudar novos leilõe

Em um leilão sem concorrência, o Consórcio Integrasul conquistou o Bloco 3 de rodovias do Rio Grande do Sul. O grupo é formado por duas empresas: a Silva & Bertoli (da Neovia Engenharia) e a Gregor Participações (da Greca Asfaltos). Único interessado, o consórcio ofereceu desconto de 1,3% sobre o valor de pedágio.

Com a vitória, o grupo terá de investir ao menos R$ 3,4 bilhões ao longo da concessão, com 30 anos de duração. O bloco de estradas soma 271,5 km, que interligam a região serrana do Estado à região metropolitana da capital gaúcha. Está prevista a duplicação de 116,4 km de estradas.

Esta é a terceira tentativa do consórcio Integrasul de conquistar uma concessão rodoviária no Estado. A primeira foi em 2018, no leilão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), no qual a CCR saiu vencedora. A segunda se deu em 2020, com a licitação da RSC-287, conquistada pelo grupo espanhol Sacyr. “Nesta terceira tentativa, enfim conseguimos ter sucesso”, disse o diretor técnico da Silva & Bertoli, Ricardo Peres.

Em seu discurso após a vitória, o executivo destacou que as companhias têm capacidade para executar o contrato. A Gregor, do grupo Greca Asfaltos, já fez parte da concessionária MGO, composta por diversas construtoras de médio porte, que mais tarde venderam o ativo à Ecorodovias.

Questionado sobre como será feito o financiamento do projeto, Peres afirmou que, nos dois primeiros anos, não será necessário captar recursos externos, já que o capital integralizado pelos sócios será suficiente para o período inicial. Depois, o plano é buscar BNDES e mercado de capitais.

O grupo também sinalizou interesse em disputar outros leilões rodoviários futuramente. Ele afirmou que deverão estudar os demais blocos de estradas em estruturação pelo Rio Grande do Sul, além de concessões estaduais e federais no Centro-Oeste, em Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Além do Bloco 3, licitado ontem, o governo gaúcho pretende tirar do papel outros dois leilões rodoviários neste ano. O Bloco 2, que prevê ao menos R$ 3,8 bilhões em obras, deverá ter o edital publicado ainda em abril. O Bloco 1, que prevê R$ 4 bilhões em investimentos, deverá sair até o fim de maio, segundo Leonardo Busatto, secretário extraordinário de Parcerias do Estado.

Questionado sobre a necessidade de rever os próximos projetos, diante da baixa concorrência da licitação, ele afirmou que o resultado de ontem deu um sinal positivo à equipe. “Entendemos que o sucesso reforça a importância dos leilões. É uma concessão com volume de investimentos muito alto. Acho que reforça o acerto em levar adiante”, disse.

O governo já previa que a licitação teria uma atratividade mais baixa. A forte inflação de insumos e a alta de juros nos últimos meses reduziram o retorno previsto inicialmente pelos estudos econômicos. A gestão, porém, avaliou que, mesmo com o novo cenário, a concessão seguia rentável e optou por levá-la adiante.

Para o BNDES, que estruturou o projeto, mesmo com apenas um interessado, o resultado foi um “grande sucesso”, segundo Guilherme Martins, superintendente da Área de Estruturação de Parcerias de Investimentos do banco. “Foi um grande sucesso sob diferentes óticas: por viabilizar a atração de investimentos de R$ 3,4 bilhões, por trazer aprimoramentos e segurança à estrutura viária no Rio Grande do Sul, que tem investimentos represados há décadas.”

Ele também destacou o cenário desafiador no mercado e a grande oferta de leilões rodoviários previstos para este ano. “Há uma competição de ativos, pela atenção e pelo capital do mercado investidor. Então, entendemos que o resultado de uma proposta, partindo de um grupo sério, que já fez ofertas em outros leilões, é um sucesso”, disse ele.

O diretor de Infraestrutura do banco de fomento, Fábio Abrahão, destacou a entrada de mais um operador rodoviário no mercado. “O Brasil tem uma carência de mercado operador. Hoje, tivemos a atração de um novo ‘player’ nacional, que vem adquirindo experiência em outras tentativas e agora teve sucesso. O Brasil precisa disso”, afirmou.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   14/04/2022

A movimentação cresceu 1,8% nos primeiros dois meses do ano. Portos públicos registraram aumento de 8% no período.

O setor portuário nacional (portos públicos e terminais autorizados) movimentou 179,8 milhões no primeiro bimestre deste ano. O número representa crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgados no dia 07 de abril (quinta-feira).

De acordo com as estatísticas, os terminais privados movimentaram 120,1 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro, queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os portos públicos movimentaram 59,6 milhões de toneladas, aumento de 8%.

Um dos destaques foi o Porta de Vila do Conde (PA), que movimentou 27% a mais neste primeiro bimestre do que no anterior. Em 2022, a instalação paraense movimentou três milhões de toneladas. O Terminal Aquaviário de Madre de Deus (BA) movimentou 3,2 milhões de toneladas, aumento de 16%.

Em relação aos perfis de carga, as instalações portuárias movimentaram 99 milhões de toneladas de granel sólido nos primeiros dois meses, crescimento de 3,9% em relação ao primeiro bimestre de 2021. A movimentação de granel líquido caiu 3,2%. Neste ano, foram movimentados 49,8 milhões de toneladas. A carga geral solta cresceu 19,8%, chegando a 11,3 milhões de toneladas. A carga conteinerizada registrou queda de 3,9% em relação ao primeiro bimestre de 2021. Em janeiro e fevereiro acumulados, foram movimentados 19,7 milhões de toneladas (1,8 milhão de TEUs).

Cargas — O minério de ferro foi a carga mais movimentada nesse início de ano. Em janeiro e fevereiro, movimentaram-se 49,4 milhões de toneladas: recuo de 8%. Soja, trigo e adubos (fertilizantes) cresceram 55,8%, 29,1% e 27,8%, respectivamente.

Ranking das Instalações Portuárias — O Terminal de Ponta da Madeira (MA) foi a instalação que mais movimentou nos primeiros dois meses do ano: 26 milhões de toneladas, recuo de 8,75% em relação ao mesmo período de 2021. Em segundo lugar, apareceu o Porto de Santos (SP), que movimentou 17,9 milhões de toneladas, crescimento de 14,2%. Na terceira posição, ficou o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com 11 milhões de toneladas movimentadas (- 0,1%).

Navegações — A navegação de longo curso movimentou 122 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2022, crescimento de 3,2% em comparação com igual período de 2021. A cabotagem movimentou 46,3 milhões de toneladas, recuo de 3,4%. Já a navegação interior cresceu 10,2%, com 11 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro acumulados.

Novo Indicador — A partir deste mês, o Painel Estatístico da Antaq traz um novo indicador: a Taxa Média de Ocupação (TMO), que informa o quanto uma instalação portuária está disponível para receber navios. O novo parâmetro serve para indicar gargalos, eventuais necessidades de ampliações e investimentos, além de auxiliar na mensuração de produtividades.

A TMO alcança o porto organizado como um todo (berços públicos e berços arrendados), terminais arrendados e terminais autorizados. Também pode apresentar o valor individualmente para um berço específico de qualquer instalação portuária brasileira.

Por exemplo, o Porto de Itaguaí (RJ) registrou uma TMO de 78% em 2021, tendo em seu terminal arrendado Tecar a maior taxa anual desse porto organizado (85,3% de ocupação de berço). Outro exemplo: um dos terminais privados com maior taxa de ocupação no mesmo ano foi o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com uma TMO de 83%.

Portos e Navios - SP   14/04/2022

STS 10, localizado no Saboó, será o maior leilão do Porto de Santos e é essencial para atender crescimento constante de contêiner

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) marcou para o próximo dia 19 de abril, às 10 horas, a audiência pública 6/2022 para obtenção de contribuições para a licitação da área STS 10, localizada no Porto de Santos. O evento ocorrerá no modelo virtual e será transmitido pela internet, gravado e disponibilizado no canal da Antaq no Youtube. A Santos Port Authority (SPA) vai retransmitir a audiência em tempo real, também no Youtube.

O terminal fica na região do Saboó e terá mais de 600 mil metros quadrados de área. Hoje, essa gleba encontra-se dividida em seis terminais (cinco com contratos transitórios). O novo arrendamento permitirá reuni-las em uma única instalação, com layout em linha com os grandes terminais de contêineres do mundo, ampliando a capacidade do porto em mais 1,9 milhão de TEUs. Atualmente, o complexo portuário tem infraestrutura para movimentar em torno de 5,5 milhões de TEUs e já está próximo desse limite, visto que em 2021 os terminais instalados movimentaram 4,8 milhões de TEUs.

O STS 10 será o maior leilão já realizado no Porto de Santos e envolverá investimentos estimados em R$ 3,29 bilhões. Entre as obras previstas estão a construção de um cais de 1,2 mil metros, dragagem de aprofundamento na área dos berços de atracação, construção de pátio de aproximadamente de 350 mil metros quadrados e ramal ferroviário de ao menos 1,5 mil metros.

O valor global estimado do contrato é de R$ 27,9 bilhões. A duração será de 25 anos, com celebração de contrato e início das operações previstas para 2023. Os valores de arrendamento devidos pela licitante vencedora à Santos Port Authority (SPA) serão de R$ 6,2 milhões em parcelas fixas mensais e R$ 54,55 por TEUs.

A consulta pública ficará aberta até o dia 21 de abril. Para consultar os documentos referentes à área, acesse a página da Antaq:

https://web3.antaq.gov.br/Sistemas/LeilaoInternetV2/default.aspx?audiencia=105

Vista aérea de cidade na beira da estrada Descrição gerada automaticamente

Sobre a Santos Port Authority

A Santos Port Authority é uma empresa pública vinculada à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) do Ministério da Infraestrutura (Minfra). É responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina, por onde passam 28% das trocas comerciais brasileiras. Com 15,5 quilômetros quadrados, o complexo portuário está localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo e possui 55 terminais, sendo 41 arrendamentos, 8 retroportuários e 6 terminais de uso privado (TUPs), situados em duas margens, uma em Santos (direita) e outra em Guarujá (esquerda).

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   14/04/2022

Começou animado o leilão da Oferta Permanente, que acontece na manhã de hoje (13), no Rio de Janeiro. O certame foi iniciado com a oferta de blocos da Bacia de Santos e houve uma disputa acirrada entre a TotalEnergies e o consórcio formado por Shell (70% e operação) e Ecopetrol (30%). As empresas disputaram os blocos S-M-1599, S-M-1601, S-M-1711, S-M-1713, S-M-1815 e S-M-1817.

A Shell e a Ecopetrol levaram a melhor na concorrência pelos blocos S-M-1599, S-M-1601, S-M-1713 e S-M-1817. O consórcio fez, respectivamente, ofertas de R$ 44,2 milhões, R$ 37,4 milhões, R$ 24,8 milhões e R$ 24,5 milhões pelos blocos. Já a TotalEnergies faturou dois blocos, desbancando suas concorrentes: o S-M-1711, por R$ 150 milhões e S-M-1815, por R$ 125 milhões.

Representante da TotalEnergies

O consórcio Shell e Ecopetrol também arremataram mais dois blocos, só que desta vez sem concorrentes. As áreas adquiridas pelo grupo foram S-M-1908 por R$ 4,6 milhões, e S-M-1910 por R$ 4,6 milhões.

A Oferta Permanente é, atualmente, a principal modalidade de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Nela, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal. Desde o momento que uma companhia tem sua inscrição aprovada na Oferta Permanente, ela já pode declarar interesse em um ou mais dos blocos e áreas ofertados no Edital.

TN Petróleo - RJ   14/04/2022

O IBP avalia como positivo o resultado da 3ª Rodada da Oferta Permanente, conduzida pela ANP, para licitação de blocos para exploração e produção de petróleo e gás ocorrida nesta quarta-feira (13).

O leilão atingiu arrecadação de R$ 422,4 milhões em bônus de assinatura. Foram arrematados 59 blocos, demonstrando a atratividade do modelo. Destaque para a diversidade de atores que arremataram os blocos em terra, consolidando a pujança da atividade.

Com esse resultado, o IBP antevê a execução e contratação de volumosos investimentos e, consequentemente, geração de emprego, renda, divisas e receitas em tributos para os entes governamentais.

Nesse contexto, o IBP reconhece um ambiente de negócios atrativo para os investimentos, onde o país possa aproveitar a atual janela de oportunidade, que contribuirão para a segurança energética em período de transição para uma economia de baixo carbono.

O IBP ressalta, ainda, o trabalho feito pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na formulação de políticas públicas para melhoria da atratividade das áreas e o importante papel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no planejamento e promoção de Licitações de Oferta Permanente.

Valor - SP   14/04/2022

Produção russa de petróleo e derivados está caindo devido a restrições das sanções ocidentais e queda na demanda interna

O petróleo está se acumulando pela cadeia de suprimentos da Rússia e levando à queda na produção da commodity, afetando o principal motor econômico de Moscou enquanto o país prossegue com a sua guerra na Ucrânia.

As refinarias estão cortando a produção e até mesmo parando em razão da queda na demanda interna e externa. O espaço de armazenagem é cada vez menor em oleodutos e tanques. Poços, de algumas das maiores reservas do mundo, estão reduzindo a vazão.

As perdas até agora são modestas e no geral o setor continua gerando receitas enormes para Moscou. Mas os problemas de levar petróleo do solo até os usuários finais deverão aumentar nos próximos meses, dizem traders e analistas.

No sinal mais recente dos problemas à frente, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu ontem que a partir de maio quase 3 milhões de barris/dia da produção russa deixarão de ser bombeados. Isso reduzirá a produção pra menos de 9 milhões de barris/dia, um recuo maior do que o previsto.

O impacto das sanções ocidentais sobre a produção russa dependerá da capacidade de Moscou de encontrar novos compradores na Ásia. A AIE disse não haver sinais até agora de que a China esteja correndo para importar barris que estão sendo rejeitados por antigos compradores de petróleo russo.

Uma queda sustentada prejudicaria o principal motor do crescimento russo, no momento em que as sanções devem empurrar a economia numa recessão profunda. “Há o risco de uma perda permanente de algum potencial de produção”, diz Helge André Martinsen, analista da DNB Markets.

Moscou depende muito da receita das vendas de petróleo e gás da Rússia que responderam por 45% do orçamento em 2021, segundo a AIE. A Rússia receberá US$ 12,1 bilhões com o petróleo exportado em março, estima o Institute of International Finance (IIF).

Os problemas começaram a afetar o setor de refino da Rússia poucos dias após a invasão da Ucrânia, afirmam traders. As vendas internacionais caíram quando os importadores europeus passaram a buscar fornecedores alternativos. No início de março os EUA proibiram a compra de petróleo russo.

Incapaz de encontrar compradores suficientes para diesel, gasolina e outros derivados, a Rússia começou a ficar sem ter onde colocá-los, levando as refinarias a reduzir sua atividade. Cerca de 1,7 milhão de barris/dia em produção de refino foi desativada na semana até 8 de abril, diz Richard Joswick, diretor de análises de petróleo da S&P Global Commodity Insights. Isso é 70% mais de capacidade desativada em relação aos períodos de manutenção no segundo trimestre de cada ano.

Entre as que fecharam por terem esgotado a capacidade de armazenagem está a TAIF-NK PSC, no Tartaristão, no oeste da Rússia, segundo informaram traders. A companhia não respondeu a pedidos de comentários.

Vagit Alekperov, presidente-executivo da Lukoil, segunda maior companhia de petróleo da Rússia, escreveu ao vice-premiê, Alexander Novak, no fim de março, para dizer que o sistema de armazenagem está repleto de petróleo, segundo uma reportagem do jornal russo “Kommersant”. Alekperov pediu para redirecionar o óleo combustível para usinas geradoras de energia para evitar a paralisação de refinarias, segundo afirma a reportagem. Um porta-voz da Lukoil não respondeu a pedidos para comentários.

Uma deterioração no setor de refino russo teria grandes implicações para o mercado de petróleo. Antes da guerra, a Rússia era o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, só perdendo para os EUA e a Arábia Saudita. Era a maior exportadora mundial, embarcando por dia 5 milhões de barris de petróleo e um combustível relacionado conhecido como condensado, juntamente com 2,9 milhões de barris/dia de produtos refinados, especialmente diesel.

A Europa é particularmente dependente do petróleo russo e os preços lá subiram após a invasão. O aumento contribuiu para as pressões existentes sobre os consumidores e as empresas, e levou o Reino Unido, França e outros países a reduzir os impostos sobre as vendas de combustíveis.

Os EUA e aliados concordaram em liberar mais de 100 milhões de barris de suas reservas estratégicas para conter o aumento dos preços da energia. O plano, combinado com os “lockdowns” impostos pela covid-19 na China, reduziu a forte volatilidade nos preços desencadeada pela guerra. O petróleo do tipo Brent, a referência internacional, foi negociado ontem a US$ 105,09 o barril, uma queda de 6,7% em relação a um mês.

As dificuldades do setor de refino estão afetando o setor de energia e a capacidade da Rússia de produzir petróleo. Sem ter como escoar seu produto, as empresas russas estão cortando a produção. A produção de petróleo e condensado caiu para 10,5 milhões de barris/dia, segundo Amrita Sem, cofundador da Energy Aspects. Isso é menos que os 11,1 milhões de barris produzidos por dia antes da invasão de 24 de fevereiro e fica em linha com uma demanda global por petróleo de 100 milhões de barris/dia. Se a situação atual for mantida até abril, essas perdas levarão a produção russa de petróleo aos níveis de julho de 2021, segundo a Lambert Energy Advisory.

Globo Online - RJ   14/04/2022

A maior produtora de petróleo e gás em alto-mar da China, a estatal CNOOC, planeja encerrar suas operações nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá por temor de que seus ativos possam ser alvo de sanções ocidentais num contexto em que o governo chinês tem sido pressionado a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Na semana passada, o governo americano alertou que a China poderia sofrer consequências caso o país ajudasse a Rússia a driblar as sanções ocidentais, que incluem o bloqueio das reservas internacionais russas e restrições de acesso a sistemas internacionais de pagamento.

Multinacionais como a CNOOC costumam rever periodicamente suas posições em outros países. Mas a saída que está sendo planejada agora ocorre menos de uma década depois de a estatal chinesa ter adquirido a canadense Nexen, num negócio que transformou a CNOOC em uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.
Produção de 220 mil barris

Os ativos da CNOOC nesses países incluem grandes campos de petróleo no Mar do Norte e no Golfo do México, além de projetos de extração em areia no Canadá. Ao todo, a estatal chinesa produz cerca de 220 mil barris de petróleo em EUA, Canadá e Reino Unido, segundo estimativas da agência de notícias Reuters.

Em março, a CNOOC contratou o Bank of America para assessorá-la numa possível venda de seus campos no Mar do Norte. E a empresa acaba de lançar uma revisão de portfólio às vésperas de lançar ações na Bolsa de Xangai, segundo fontes relataram à Reuters.

A empresa tentará vender ativos que chama de “marginais e difíceis de gerenciar” nos mercados americano, canadense e britânico, informou um executivo da indústria sob sigilo.

Ao mesmo tempo, a empresa tentará comprar novos ativos na África e na América Latina. E vai priorizar o desenvolvimento de grandes campos recém-adquiridos no Brasil, na Guiana e em Uganda.

Requisitos de segurança para entrar nos EUA

A CNOOC está enfrentando dificuldades sobretudo nos Estados Unidos, onde requisitos de segurança criados por Washington para os executivos chineses entrarem no país se tornaram um problema.

“Ativos como os do Golfo do México são em águas profundas e desafiadores do ponto de vista tecnológico. Precisamos de cooperação com nossos parceiros para aprender, mas os executivos (da empresa) não são nem autorizados a visitar os escritórios americanos”, relatou a fonte à Reuters.

Em um prospecto de apresentação para o seu lançamento de ações em Xangai, a CNOOC admite que poderá enfrentar novas sanções:

“Não podemos prever se a empresa ou suas afiliadas e parceiros serão afetados por sanções americanas no futuro, caso essas políticas mudem”, afirma o texto.

A empresa vai abrir capital em Xangai após ter forçada a sair das bolsas americanas em outubro do ano passado, após uma decisão do governo anterior do presidente Donald Trump que restringiu o acesso de várias empresas chinesas ao mercado de capitais do país sob o argumento de que elas seriam controladas pelas forças militares chinesas, o que foi duramente criticado por Pequim na ocasião.

AGRÍCOLA

Correio do Povo - RS   14/04/2022

Os condutores deverão cadastrar todos os veículos com data de fabricação a partir de 2016

Aprovado pelo governo federal no final de março, o Regulamento do Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro) é contestado por produtores rurais gaúchos. De acordo com o decreto Nº 11.014, a partir de outubro deste ano, os condutores deverão cadastrar todos os veículos com data de fabricação a partir de 2016 para que possam circular em via pública.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que o sistema é gratuito, que garantirá a propriedade do bem e dará mais segurança na comercialização do veículo. Se um trator for roubado, por exemplo, as polícias Federal, Rodoviária Federal e estaduais poderão entrar no cadastro e ajudar na busca. Segundo a diretora de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, Sibelle Silva, “com o Renagro e a redução do risco, será possível, que os serviços de seguro (para estes veículos) sejam mais acessíveis e, os juros, reduzidos”.

Na avaliação do presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar (FPAF), deputado Heitor Schuch (PSB), a implementação deste procedimento traz apenas prejuízos aos produtores: "É mais um documento burocrático, que não melhora em nada a vida de quem, com muito esforço, cultiva o alimento do país. Esta exigência é uma atitude de total desconhecimento da realidade agrária brasileira", critica.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, questiona também o fato de este compromisso ser imposto apenas aos proprietários de tratores agrícolas. “Por que não os veículos que estão nas prefeituras ou nas empresas que trabalham com retroescavadeiras, por exemplo? O trator do agricultor só sai da propriedade para a lavoura ou do galpão para a lavoura ou da estrada para a propriedade, não vemos esta necessidade”, salienta.

Para os produtores, a medida ainda pode abrir precedentes para o governo impor a obrigatoriedade de emplacamento de tratores e máquinas agrícolas, com pagamento de IPVA e demais taxas e impostos, tentativa que, de acordo com Heitor Schuch, já houve em um passado recente.

Agrolink - RS   14/04/2022

De acordo com dados recentes da Associação de Fabricantes de Equipamentos (AEM), as vendas de tratores agrícolas e colheitadeiras caíram pela primeira vez desde julho de 2021. As vendas totais de tratores agrícolas nos EUA caíram 21,1% em março em comparação com um ano atrás. As vendas de colheitadeiras autopropelidas também caíram 10,2%, com 343 máquinas vendidas. Uma área que viu crescimento foi a de mais de 100 hp, segmento 2WD, que subiu 7%.

O sub-40 cv. segmento teve as maiores perdas, com queda de 25,5%. Tratores de gama média entre 40 e 100 CV. caiu 14,1%. Os tratores 4WD permaneceram quase estáveis pelo segundo mês consecutivo, caindo 2%, com quatro unidades a menos vendidas em março. No acumulado do ano, as vendas totais de tratores agrícolas caíram 7,9%, enquanto as colheitadeiras caíram 19,2%.

O Canadá registrou queda em todos os segmentos, com queda de 5,1% nas vendas totais de tratores agrícolas. Com queda de 43,3%, as máquinas 4WD tiveram a maior perda. As vendas de máquinas 2WD caíram em todos os segmentos em 3,7% no geral. O número de colheitadeiras vendidas também caiu, caindo 36,8% (60 unidades vendidas).

As vendas de tratores agrícolas no acumulado do ano caíram 0,7%, enquanto as vendas de colheitadeiras caíram 36,2%. Curt Blades, vice-presidente sênior de setores industriais e liderança de produtos da AEM, diz que o relatório de vendas não foi uma surpresa. “Os níveis de estoque caíram mais de 10% nos EUA e no Canadá, e isso é resultado das dificuldades da cadeia de suprimentos em alcançar esse segmento da indústria manufatureira.”

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