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14 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Aumento da produção de aço é fundamental para a recuperação da AL , diz Alacero

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Portal Fator Brasil - RJ   14/01/2021

A rápida resposta do setor conseguiu acompanhar o aumento de 39% no consumo de aço registrado desde abril.

A indústria do aço é e tem sido fundamental para a recuperação da América Latina (AL) no contexto da pandemia, mostrando flexibilidade em sua atuação e focada no atendimento da demanda local. A produção de aço bruto totalizou 5,294 milhões de toneladas (Mt) em novembro, o melhor mês de 2020. Isso aconteceu em quase todos os países da região, com destaque para o Brasil, que liderou a retomada. No período, a produção de Altos Fornos cresceu 8,4% em relação a outubro, atingindo 2.766 Mt com reinicialização de equipamentos no Brasil, enquanto a de Fornos Elétricos se manteve estável, atingindo 2.528 Mt. produtos laminados, a produção de tubos sem costura em novembro atingiu 82,1 mil toneladas, um aumento de 9,7% em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), no dia 12 de janeiro (terça-feira).

Exportações — A indústria está focada no atendimento da demanda local, evidenciada pela queda de 30,3% nas exportações em outubro, que somaram 0,586 Mt. No mês, as importações registraram aumento de 10,8% em relação a setembro ; sua participação no consumo foi de 28% em outubro, abaixo do nível de 34% entre janeiro e setembro de 2020. O déficit acumulado entre janeiro e outubro foi 17,2% menor que o registrado no mesmo período de 2019, a queda significativa para que o consumo regional volte a crescer com o déficit comercial controlado. O consumo aparente de laminados foi de 5.404 Mt, o melhor do ano.

A China continua sendo uma referência importante na atual situação siderúrgica devido ao seu peso relativo na produção, demanda e comercialização de matérias-primas. De acordo com a worldsteel, a produção de aço da China cresceu 8% ano-a-ano em novembro e 5,5% entre janeiro e outubro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Para isso, exigiu importações recordes de minério de ferro da o mundo, especialmente o Brasil, que elevou o preço do insumo a patamares de 140 usd / t, acima dos valores registrados nos últimos cinco anos. Situação semelhante é observada em outros insumos de aço, como alumínio e zinco.

Mas também é motivo de preocupação para o crescente investimento chinês nos países latino-americanos, que, de acordo com a Bloomberg, foi de US$ 7,7 bilhões em 2020 a mais do que na Europa e na América do Norte juntas. — Esse processo causa uma dependência maior que pode se tornar um fator de risco devido às suas práticas de negócios, empresas estatais, desindustrialização e perda de empregos — disse Francisco Leal, CEO da Alacero. —A fase de regionalização e desintegração das cadeias de valor no mundo, acentuada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, abre uma oportunidade para os países da região atrairem empresas que buscam se deslocar afetadas por esse fenômeno. Para isso, a América Latina precisa criar condições, como acesso à tecnologia, infraestrutura, simplificação administrativa.

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ECONOMIA

Inflação foi alta em 2020 – é muito grave?

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O Estado de S.Paulo - SP   14/01/2021

O IPCA, índice de inflação oficial do regime de metas, coroou o ano com mais uma forte surpresa altista em dezembro, quando registrou 1,35%, para fechar 2020 em 4,52%.

A pandemia naturalmente complicou muito a vida de quem projeta a inflação profissionalmente. Assim, as projeções do IPCA de 2020 tiveram um movimento de gangorra ao longo do ano passado. Tomando-se a mediana do Focus, começaram o ano em 3,6%, caíram até um mínimo de 1,52% em junho, e, agora em 8 de janeiro, logo antes de sair o IPCA de dezembro, estavam em 4,37% – abaixo, portanto, do resultado oficial.

Em meados de 2020, quando a mediana do IPCA (de 2020) caiu para cerca de 1,5% no Focus, alguns analistas mais ousados chegaram a prever inflação abaixo de 1% no ano passado.

Em termos formais, qualquer resultado abaixo de 2,5% seria pior para o BC, pois ficaria abaixo do intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual (pp) em torno da meta do ano de 4%. Já o resultado final, de 4,52%, está confortavelmente no intervalo de tolerância.

No entanto, há que considerar que as metas são cadentes para os próximos anos – 3,75% em 2021, 3,5% em 2022 e 3,25% em 2022 – e que, em apenas seis meses, de julho a dezembro, o mercado foi surpreendido em relação a seus prognósticos em nada menos que 3 pontos porcentuais (pp), a diferença entre a projeção de 1,5% de junho e o resultado de 4,5% do ano.

Tudo indica, portanto, que há um problema inflacionário para o Banco Central, ainda mais levando em conta que a Selic está em 2%, e portanto o juro básico não só real, mas também nominal, está em franco território negativo. Para completar, está sacramentado entre analistas e BC que o IPCA em 12 meses deve subir para as cercanias de 6% em meados de 2021, antes de supostamente recuar para mais abaixo ou próximo da meta de 3,75% em dezembro.

Se, à primeira vista, a impressão é de que o alarme inflacionário está soando em alto volume, uma análise mais detalhada indica que a situação, ainda que preocupante, não é desesperadora.

A surpresa inflacionária do ano passado não é difícil de entender – depois de ocorrida, claro. No final do segundo trimestre, a impressão é de que a economia ruiria muito mais com a pandemia do que o de fato viria a ocorrer. Houve deflações substanciais do IPCA mensal, e o cenário era de terra arrasada na atividade, tragando para baixo todos os preços.

Vários fatores interligados impediram que isso acontecesse. O auxílio emergencial e outros programas fizeram com que a renda subisse, em vez de cair. Fenômenos semelhantes ocorreram em outros países. A China e outros países orientais superaram de forma surpreendentemente veloz o pior da pandemia. A vacina veio mais rapidamente do que se imaginava no início.

Esses fatores combinados puseram as commodities em alta. As principais matérias-primas agrícolas ainda estão se elevando, o petróleo recuperou-se do mergulho inicial e o minério de ferro e outros metais também subiram com vontade.

Por diversos motivos, entretanto, o dólar teve alta em relação ao resto das moedas. E, no caso de países emergentes com significativas fragilidades macroeconômicas, como o Brasil na parte fiscal, a aversão ao risco provocada pela pandemia intensificou a desvalorização.

A combinação, incomum para o Brasil, de commodities em alta e real sofrendo uma fortíssima desvalorização levou os índices de preços ao atacado e produtor a níveis elevadíssimos, que não se viam há muito tempo.

A consequência principal dessa combinação de fatores para o IPCA foi um fortíssimo choque de alimentos em 2020. A alimentação domiciliar subiu estratosféricos 18,15% no ano passado e, segundo o economista André Braz, especialista em inflação do Ibre/FGV, o item “alimentação e bebidas” explica 60% de toda a inflação de 2020.

Já em relação a dezembro, a bandeira vermelha patamar 2 decretada pela Aneel responde, segundo Braz, por 0,4 pp da inflação de 1,35% no mês passado. Como se voltou à bandeira amarela em janeiro, esse efeito com certeza é transitório.

Para 2021, o Focus aponta IPCA de 3,34%, confortavelmente abaixo da meta de 3,75%.

Mas vários analistas veem uma situação bem mais apertada. Na verdade, há muita incerteza e vários fatores poderão influenciar significativamente o resultado do ano.

A persistência do choque de alimentação é um deles. Não se espera de forma alguma a repetição do ocorrido em 2020, mas Braz, por exemplo, acho que o mercado está com uma visão de dissipação do choque rápida demais, levando em conta a volatilidade do câmbio, que voltou para R$ 5,4, e a força das commodities neste início de ano.

Já Fernando Rocha, sócio e economista-chefe da gestora JGP, vê alta de cerca de 4% na alimentação fora do domicílio em 2021, com risco de ser menor – se ocorrer, um ponto favorável para o BC.

O efeito na atividade e na inflação do fim do auxílio emergencial é outro fator crucial.

Braz e Rocha frisam que os serviços se mantiveram excepcionalmente desinflacionados em 2020, por razões óbvias. Mesmo voltando a um comportamento mais normal em 2021, devem permanecer como um fator benigno em termos inflacionários.

Mais preocupante, nota Rocha, são os preços administrados, que foram represados em 2020, como no caso de medicamentos, planos de saúde e transporte urbano. Isso pode levar a altas compensatórias este ano.

Nos bens duráveis, há ainda há muita inflação dos índices de preço ao produtor e atacado que não chegou ao consumidor, um problema que se torna mais agudo se o real permanecer tão desvalorizado e volátil.

Tanto Braz quanto Rocha veem inflação cravada na meta em 2021, 3,75% no caso do primeiro, 3,8% no do segundo, mas com risco de chegar a 4%.

Na verdade, mais que um problema inflacionário, o BC tem um problema de elevadíssima incerteza. É dado como certo que a Selic vai se elevar durante este ano, tendo em vista as metas de inflação de 2022 e 2023. O cenário ideal é que isso ocorra de forma gradual e tranquila. Mas não se descarta que uma piora mais aguda do cenário inflacionário possa levar a um movimento mais drástico.

No pano de fundo, a volta ao ajuste fiscal estrutural gradativo – que estava em curso e foi interrompido pela pandemia – poderia fortalecer o real e ajudar o BC. Mas, como todo mundo sabe, essa é outra enorme incerteza.

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Os impactos da inflação na expectativa de alteração da Selic

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Veja - SP   14/01/2021

A aceleração da inflação traz preocupações extras além do peso dos preços no orçamento das famílias. Acima das expectativas dos economistas, o IPCA fechou dezembro em alta de 1,35% e nos 12 meses acumulou alta de 4,52%. Além de mitigar o poder de compra da população, esse número gera dúvidas sobre como impactará na Selic em um momento em que a economia urge por estímulos monetários para poder crescer.

Grande parte dos analistas acredita que o Comitê manterá a Selic inalterada na primeira reunião de 2021 que acontecerá na semana que vem, porém começará a preparar terreno para sinalizar mudanças nos próximos meses. Na última reunião do Comitê, realizada em dezembro, o Copom já iniciou esses sinais ao comunicar que a “forward guidance” poderia ser suprimida dependendo do comportamento da inflação. Com o significado de “prescrição futura” em português, essa ferramenta sinaliza por quanto tempo a taxa de juros se manterá no nível atual e é utilizada desde agosto de 2020 pela instituição para afirmar que ela não subirá.

Apesar de a inflação de 2020 divulgada ontem ter sido alta, ela fechou dentro da margem de erro do Conselho Monetário Nacional, que previu um nível de 4% com margem de 1,5% para cima e para baixo. E uma margem de folga por enquanto também existe para 2021. A meta é de 3,75% com margem de 1,5 ponto porcentual e no último boletim Focus divulgado na segunda-feira 11 o IPCA para 2021 estava em 3,34%. Não significa, entretanto, que a inflação é carta fora do baralho. Na terça-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, admitiu que há risco de inflação mais elevada no primeiro trimestre deste ano. “Foi muito dinheiro colocado na mão das pessoas durante a pandemia, que causou um impacto menor na economia. Mas o efeito de dezembro tem consequências sobre essa atividade, a questão climática, com quebra de colheitas e o caso de energia com restrição de produção da Arábia Saudita, elevando. Teremos uma inflação um pouco mais alta do que imaginávamos, algo que teremos que avaliar nos próximos ciclos”, afirmou em live da corretora XP, demostrando que há preocupação latente com o assunto.

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Banco Central tem de manter o sangue-frio diante da inflação

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Globo Online - RJ   14/01/2021

A alta de 4,52% no IPCA de 2020, a maior desde 2016, exige do Banco Central sangue-frio e sintonia fina na gestão da política monetária. Fixada em 2% pelo Conselho de Política Monetária (Copom), a Selic é a mais baixa desde que foi instituída. Mantê-la abaixo da inflação significa entrar no território dos juros reais negativos, fato que tem se tornado comum nas economias desenvolvidas.

Rara no Brasil, a experiência tem o aspecto positivo de facilitar empréstimos para consumidores e empreendedores e de injetar dinheiro na economia. Pode ser um movimento antirrecessivo importante, num momento em que existe a expectativa de queda na demanda em virtude do fim do auxílio emergencial, que sustentou o consumo, mas também inflou a poupança ao longo do ano passado.

Não há no horizonte ameaças de choques que possam pressionar os preços. No comunicado da última reunião, em dezembro, que manteve a taxa básica, o Copom reafirmou seu diagnóstico de que os choques nos preços são “temporários”. Justifica a cautela do BC, o entendimento de que a inflação é puxada pela pressão exercida sobre o preço de commodities exportadas (soja, carne etc.), impulsionadas pela desvalorização cambial e por fortes importações da China. O componente cíclico dessa tendência, agravado pelo recrudescimento da pandemia, não enseja um reaquecimento robusto.

Fica evidente tal aspecto da inflação num dado: a alta de 14,09% do grupo Alimentação do IPCA está muito acima da variação dos demais segmentos. A segunda maior alta ocorreu em Artigos de Residência, com 6%, vindo depois Habitação, com elevação de 5,25%, e Comunicação, com 3,42%. A inflação dos demais grupos está apenas acima de 1%, tendo ocorrido deflação de 1,13% em Vestuário.

Outro aspecto a levar em conta é que as expectativas do mercado, acompanhadas pelo Banco Central e divulgadas pelo Relatório Focus, apontam hoje para um IPCA de 3,34% este ano (abaixo da meta de 3,75%). Para 2022, a alta esperada é de 3,50%, justo na meta.

Por tudo isso, combater a alta dos preços com uma elevação da Selic muito forte teria resultados duvidosos, além de aumentar o custo da dívida interna, quando o país já está em séria crise fiscal. A rolagem de boa parte da dívida pública de quase R$ 5 trilhões sobe com a Selic. O déficit primário deverá ter ficado próximo dos R$ 800 bilhões em 2020 e tem como estimativa oficial para este ano quase R$ 250 bilhões. Também por esse motivo, não fazem sentido ajustes radicais na Selic.

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MINERAÇÃO

Acordo com a Vale em Brumadinho terá de superar R$ 26,7 bi de danos materiais, diz governo de MG

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O Estado de S.Paulo - SP   14/01/2021

RIO - Em curso há cerca de dois meses, a tentativa de um acordo judicial entre a Vale, o Estado de Minas Gerais e órgãos como Ministério Público e Defensoria no caso Brumadinho terá uma semana decisiva, com reuniões diárias. A meta é fechar até quinta-feira, 14, o texto definitivo sobre as regras gerais de governança do acordo, que já tem mais de 60 páginas, para começar a discussão dos valores. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o secretário-geral do Estado de Minas, Mateus Simões, afirma que se a proposta da mineradora não ficar acima dos R$ 26,7 bilhões em danos materiais calculados pelo governo, as negociações serão abortadas.

"É impossível falar em qualquer tipo de negociação sem superar pelo menos o valor dos danos materiais (...) As discussões do acordo vão ser interrompidas efetivamente. Não teremos mais conversas e vamos aguardar a decisão judicial", afirma Simões, destacando acreditar que haverá consenso.

Somados os danos morais aos materiais, o pedido de reparação no processo chega a um total de R$ 54,7 bilhões. Segundo Simões, a primeira proposta da Vale ficou na casa dos R$ 21 bilhões. A decisão do governo de Minas é cessar as tratativas se não houver acordo até o marco de dois anos da tragédia que matou 270 pessoas em 25 de janeiro de 2019. "Não é o melhor caminho, porque a reparação para a sociedade atrasa. A Vale também fica com uma faca pendurada sobre sua cabeça. Me parece que não é do interesse de ninguém alongar esse processo por mais tempo", diz.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
Em que estágio estão as tratativas para um acordo judicial com a Vale no caso Brumadinho?

Estamos trabalhando para finalizar a redação do texto (do acordo) esta semana para, então, entrar na discussão de valores, onde ainda não há consenso. O valor original oferecido pela Vale é de pouco mais de R$ 21 bilhões, enquanto o pedido do Estado e das instituições jurídicas é de R$ 26,7 bilhões só a título de danos materiais, além de R$ 28 bilhões em danos morais. É impossível falar em qualquer tipo de negociação sem superar pelo menos o valor dos danos materiais. Não tem nem conversa possível fora desse patamar.

Se a Vale não concordar em partir dos R$ 26,7 bilhões, não há acordo?

As discussões do acordo vão ser interrompidas efetivamente. Não teremos mais conversas e vamos aguardar a decisão judicial.
O governo está disposto a abrir mão de parte do valor calculado como dano moral se o dano material tiver a resposta devida?

Especialmente porque não temos parâmetro jurisprudencial adequado para saber quanto o juiz daria de dano moral. É uma incerteza absoluta. Falta para nós (Estado) um track record (histórico) da indenização e falta à Vale a segurança do que vai acontecer dado o tamanho do desastre.
A tentativa de conciliação já dura mais de 60 dias. Até quando pode se arrastar?

Há uma decisão do governo de Minas de não manter a negociação em aberto depois do marco dos dois anos da tragédia (25 de janeiro). Se até lá não conseguirmos chegar a um acordo, é melhor aguardar a decisão judicial, que certamente será a maior condenação da história da Justiça brasileira contra uma empresa.
Há estimativa de quanto tempo o processo poderia levar?

Temos confiança em que a decisão de 1ª instância sairia ainda este ano. O risco que corremos é na demora dos recursos, que no Brasil são sempre um problema. Não é o melhor caminho, porque a reparação para a sociedade atrasa. A Vale também fica com uma faca pendurada sobre sua cabeça. Parece-me que não é do interesse de ninguém alongar esse processo por mais tempo.
O que ficou definido em termos de governança do acordo?

Se chegarmos a um acordo com a Vale, não teremos os problemas que temos com a Samarco e com a Fundação Renova (criada por Vale e BHP para executar as reparações do desastre de Mariana). A forma de execução foi muito simplificada. Dividimos o acordo em três grandes tipos de obrigações: as que serão cumpridas diretamente pelo Estado (obras de infraestrutura e mobilidade) com o dinheiro entregue pela Vale; obrigações que serão cumpridas pela Vale, com fiscalização externa (fundamentalmente a reparação ambiental); e projetos que vão ser definidos pelas comunidades atingidas (a partir de um fundo que receberá recursos da mineradora). Isso acaba com as várias esferas de governança que temos na Renova e fazem com que o projeto não caminhe.
Como vai ficar o pagamento do auxílio emergencial aos atingidos?

Deverá haver um valor para a manutenção do auxílio emergencial, ainda que se adote, a partir do acordo, um mecanismo de redução gradual dos que serão atendidos por ele, à medida em que os investimentos (para recuperar as localidades atingidas) forem se concretizando. Não é factível acreditar que o auxílio acabe para todo mundo em menos de quatro anos, até porque o horizonte de execução do acordo é de quase dez anos, com mais da metade (das obras executadas) nos primeiros 36 meses.
Em caso de acordo, o que acontece com as outras ações civis públicas movidas contra a Vale?

Estamos falando de uma extinção bem ampliada dos pedidos em todas as ações, mas não completa. Há uma parte dos pedidos que não são financeiramente apuráveis e vão permanecer (em curso), mas diria que é menos de 10% do total de pedidos das quatro ações (movidas pelo governo de Minas, Ministério Público e Defensoria). Algumas medidas ambientais não se conseguem quantificar. Também está fora do acordo qualquer efeito futuro sobre a saúde das pessoas. Só estamos transacionando sobre aquilo que conseguimos medir.
Já há definição sobre a manutenção dos R$ 11 bilhões dados pela Vale em garantia judicial até aqui?

Essa foi uma das pautas da nossa última reunião, na semana passada. As garantias terão de ser discutidas junto com o valor. Alguma garantia precisa ser mantida porque nem tudo vai ser pago em dinheiro (no eventual acordo), mas o tamanho dela depende do valor na mesa. Concordamos com a ideia de ir regredindo a garantia à medida que o acordo vá sendo cumprido.

Os projetos de infraestrutura e mobilidade propostos pelo Estado ficam todos nas regiões atingidas pelo rompimento da barragem?

Temos uma lista de mais de 100 projetos que o governo gostaria de ver contemplados. Mais de 40% dos valores aplicam-se exclusivamente à região atingida. Alguns investimentos precisam extrapolar a área atingida porque, com a perda de arrecadação que (a tragédia) representou ao longo dos últimos anos, o Estado inteiro foi sacrificado. Dinheiro de outras regiões teve de virar aporte da região atingida, mesmo com o Estado tendo perdido quase 3% da arrecadação (anual prevista). Quantitativamente, Brumadinho receberá a maior parte. Os projetos de reparação de dano ambiental são calculados em separado e estão fora do teto do acordo. A obrigação é de reparação completa.

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Vale e Mining Hub lançam programa

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Brasil Mineral - SP   14/01/2021

A Vale e o Mining Hub lançaram o programa de inovação aberta customizado M-Spot Ciclo 2 para solucionar 16 desafios da mineradora em seis diferentes áreas: cadeia de valor, energia, geotecnia, saúde e segurança, gestão de ativos (mina) e gestão de ativos (usina).

Em sua primeira versão, as startups e empresas de base tecnológica selecionadas tiveram disponíveis mais de R$ 2 milhões para a implementação das provas de conceito, que estão em andamento nas áreas internas da Vale. Para a segunda edição do programa, o valor pode ser ainda maior. "Tivemos no Ciclo 1 cerca de 200 inscrições de diversos países e estados brasileiros. O alcance que o programa tem tido e a notoriedade nos fazem acreditar que esta é uma caminhada de sucesso, em que os dois lados ganham e aprendem juntos: as empresas e o ecossistema de inovação", disse Júlio Barbosa, do time de Inovação Aberta da Vale.

A expectativa do Mining Hub também é alta. "Estamos animados para essa nova rodada de desafios em busca de soluções inovadoras para o setor de mineração", destacou Claudia Diniz, diretora-executiva do Mining Hub.

O programa M-Spot é organizado pela Aceleradora Corporativa Neo Ventures, que possui mais de 12 anos de experiência em projetos na área de inovação. Devido à pandemia, o segundo ciclo será realizado por meio de encontros e meets virtuais. O programa possibilita que startups se aproximem de uma grande empresa e tenham acesso a networking, recursos e infraestrutura para desenvolvimento de soluções. As inscrições vão até o dia 7 de março. Os interessados podem se inscrever e conhecer mais sobre o programa e os desafios no site https://www.mininghub.com.br/programas/mspot/

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ANM amplia prazo para aproveitamento

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Brasil Mineral - SP   14/01/2021

A Agência Nacional de Mineração (ANM) prorrogou o prazo para contribuições para a proposta de regulamentação do projeto de “Aproveitamento de Estéril e Rejeitos” até às 18h do próximo dia 26 de janeiro. A ANM receberá sugestões e críticas à proposta de norma, que pretende estabelecer as diretrizes para possibilitar aos titulares de diretos minerários o aproveitamento econômico de estéril e rejeitos gerados nos empreendimentos de mineração.

A consulta pública e a proposta fazem parte do projeto “Aproveitamento de Estéril e Rejeitos”, inserido no Eixo Sustentabilidade da Agenda Regulatória 2020/2021. O objetivo é garantir segurança jurídica e incentivar o aproveitamento de estéril e rejeitos, contribuindo, também, para uma maior sustentabilidade da mineração brasileira.

A consulta pública e a Análise de Impactos Regulatórios (AIR) que serviram de base para a proposta e demais ações regulatórias estão disponíveis na página da consulta pública e podem ser conferidas no link https://www.gov.br/anm/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/consultas-publicas/consulta-publica-04-2020-aproveitamento-de-esteril-e-rejeitos-1.

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Appian capta US$ 775 milhões para mineração

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Brasil Mineral - SP   14/01/2021

A Appian Capital Advisory LLP concluiu o fechamento final de seu segundo fundo (Fundo II), que teve excesso de pedidos de subscrição e atingiu o limite máximo de US$ 775 milhões, após forte apoio de investidores Tier 1 atuais e novos em todo o mundo. Com este excesso de demanda, o total sob gestão do fundo foi elevado para mais de US$ 1,2 bilhão.

O Fundo II seguirá a mesma estratégia do anterior (Fundo I) e terá negócios focados em ativos do setor de mineração e metais. A Appian visa ativos de médio porte, priorizando a lucratividade em vez da escala para gerar o máximo de retorno. O Fundo II deve se beneficiar das tendências demográficas, do crescimento econômico e da ação contra as mudanças climáticas Segundo a Appian, estes ativos incluem commodities usadas em baterias, veículos elétricos e sistemas de energia renovável, incluindo cobre e níquel. A empresa também fará investimentos em metais preciosos como um hedge de portfólio potencial.

O Fundo II investirá internacionalmente em ativos localizados em regiões com geologia comprovada, apoio governamental e estrutura legal, nos países onde a Appian já tenha operações (Brasil, Austrália, México, Peru, Chile e Canadá). O Fundo II já está 40% implementado ou reservado para cinco investimentos, que englobam investimento de capital na mina de cobre-ouro Serrote de cobre e ouro em desenvolvimento da Mineração Vale Verde (MVV) no Brasil e no projeto australiano de areias minerais Fingerboards, da Kalbar Operations; há um investimento de royalties no ativo de níquel-cobre-cobalto de Santa Rita da Atlantic Nickel na Bahia, e investimentos em royalties e crédito na mina de produção da Harte Gold na mina Sugar Zone em Ontário, Canadá. Além disso, o Fundo II tem capital disponível significativo para buscar outras oportunidades de coinvestimento.

Após o sucesso do Fundo I e os investimentos já realizados do Fundo II, o portfólio da Appian se tornou bem diversificado. A empresa investe em equity, crédito e royalties em toda a estrutura de capital e, principalmente, onde suas equipes técnicas e financeiras líderes do setor podem ajudar as equipes de gestão a criar valor. "Estamos extremamente satisfeitos por termos fechado o Fundo II, atingindo o hard cap com o fundo subscrito, graças ao nosso modelo operacional e abordagem de investimento exclusivos. Nossos investidores Tier 1 valorizam nossa experiência técnica e financeira, que nos permite identificar, adquirir e desenvolver ativos subvalorizados”, disse Michael W. Scherb, fundador e CEO da Appian. “Além disso, é uma prioridade fazer mais investimentos no Brasil para o Fundo II, que está bem posicionado para aproveitar sua exposição a segmentos de alto crescimento da economia global, por meio de commodities que permitem a transição para a economia de baixo carbono e o desenvolvimento de infraestrutura para gerar retornos sólidos ajustados ao risco."

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AUTOMOTIVO

‘Não queremos subsídios, queremos competitividade’, diz presidente da Anfavea

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IstoÉ Dinheiro - SP   14/01/2021

Dois dias após a Ford decretar o fim da produção no Brasil, a Anfavea, entidade que representa as montadoras no País, cobrou medidas que melhorem a competitividade do setor e rebateu, embora sem citar nome, o presidente Jair Bolsonaro, que atribuiu o anúncio da multinacional americana à retirada de subsídios.

“Em nenhum momento falamos de subsídio. Todas as nossas propostas visam à redução do custo-país. Não queremos subsídios, queremos competitividade”, afirmou, durante entrevista a um grupo pequeno de jornalistas, o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes.

Após considerar que o debate sobre o fechamento da manufatura da Ford tem sido politizado, o executivo defendeu os incentivos fiscais que permitiram atualizar tecnologias dos carros produzidos no Brasil e, referindo-se a medidas estruturais necessárias no País – em especial a reforma tributária – pediu que timing político seja determinado pelas prioridades econômicas, e não pelo calendário eleitoral.

Segundo Moraes, os desligamentos da Ford, incluindo a operação de caminhões encerrada em 2019, e da fábrica de carros de luxo da Mercedes-Benz, reduzem de 5 milhões para algo por volta de 4,5 milhões a 4,7 milhões de veículos a capacidade técnica anual da indústria automotiva.

A forma de evitar que mais montadoras deixem o País, continuou, é estimulando a economia e a competitividade, de modo a permitir a retomada do mercado e a inserção brasileira no mercado internacional, hoje restrita, sobretudo, a negócios com vizinhos da América do Sul.

“Uma chance de resolver é estimulando a economia, reduzindo o custo. Outra alternativa é fechar fabricas”, disse o principal porta-voz da indústria de veículos.

Considerada urgente, a reforma tributária, com simplificação do sistema e resolução de créditos tributários represados, está entre as prioridades elencadas na agenda de competitividade reivindicada pelas montadoras. Moraes citou ainda a restituição de impostos residuais nas exportações, corte de taxas da marinha mercante, e uma série de outras medidas que vão desde pequenas ações, que dependem apenas de portarias, a grandes propostas que passam pela aprovação de maioria qualificada no Congresso.

Segundo o presidente da Anfavea, as sugestões vêm sendo encaminhadas ao governo nas reuniões quinzenais entre representantes do setor privado com a Secretaria Especial de Produtividade, do ministério da Economia.

Ao tratar de incentivos concedidos às montadoras, o presidente da Anfavea, ao chamar a atenção à elevada carga tributária do País, comparou os benefícios fiscais a um comerciante que aumenta preços antes de dar descontos na Black Friday. “Já que provocaram, vou provocar também”, disse Moraes, numa declaração que segue as explicações dadas por Bolsonaro ao fechamento da Ford. Ontem, o presidente disse que a montadora queria subsídios para seguir produzindo carros no Brasil.

Hoje, o presidente da Anfavea – sem mencionar o nome do presidente, mas numa resposta clara a ele – afirmou que os subsídios não seriam necessários se a carga tributária no Brasil estivesse em linha com a de outros países competidores.

Citando um estudo encomendado em maio de 2019 pela Anfavea, Moraes frisou que produzir carros no Brasil é 18% mais caro do que no México. Disse ainda que a indústria brasileira tem custo R$ 1,5 trilhão superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Caso Ford: montadoras reforçam que incentivo não é sinônimo de lucro

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Exame - SP   14/01/2021

Após a decisão da Ford de fechar todas as suas fábricas no Brasil, as discussões acerca dos incentivos concedidos à indústria automotiva vieram à tona novamente. Para a Anfavea, associação que representa as montadoras, o incentivo à pesquisa e desenvolvimento não é sinônimo de lucro.

Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, lembra que o Inovar-Auto, programa automotivo vigente de 2012 a 2017, previa que os incentivos fiscais para as empresas estavam condicionados a investimentos em P&D.

“O Inovar-Auto trouxe novos produtos, eficiência energética, redução do consumo de combustíveis, receita para engenheiros e laboratórios de pesquisa. Os incentivos não foram para o bolso das montadoras”, disse o dirigente a jornalistas.

Ele ressalta que, de 2010 a 2019, o aporte líquido das montadoras no Brasil alcançou 24 bilhões de dólares. “Agora, com a crise gerada pela pandemia, a matriz só investirá em unidades que tiverem competitividade.”

As montadoras voltaram a ser duramente criticadas por terem recebido incentivos fiscais nos últimos anos, tanto no âmbito federal quanto estadual. O presidente da República Jair Bolsonaro chegou a declarar publicamente que “a Ford queria subsídios para continuar no país”.

Embora a Anfavea não possa comentar sobre empresas, Moraes afirma que se o Brasil tivesse reduzido a burocracia e a carga tributária, a Ford e a Mercedes-Benz — que anunciou o fim da produção local no mês passado — poderiam ter tomado uma decisão diferente. “A indústria automotiva é um ativo do Brasil. Se não cuidarmos, vamos perdê-la”, destaca o dirigente.

O setor automotivo é responsável por quase um quarto do produto interno bruto industrial no país. Com o fechamento das fábricas da Ford e da Mercedes, a capacidade instalada de produção das montadoras cai de 5 milhões de unidades, por ano, para um intervalo entre 4,5 e 4,7 milhões. Ainda assim, a ociosidade da indústria automotiva brasileira se aproxima de 50%.

Moraes reforça, entretanto, que a ociosidade é um “problema antigo” das empresas, que passaram por uma forte crise entre 2014 e 2016. Após registrar recorde de vendas em 2012, de 3,8 milhões de unidades, a indústria automotiva viu a demanda começar a cair paulatinamente, com o pico da crise em meio à turbulência do cenário econômico brasileiro e ao impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff.
Mudança de regras

Como parte dos incentivos federais do Inovar-Auto no período, as montadoras com produção nacional tinham vantagem adicional frente aos importadores. Além do imposto de importação de 35%, alíquota máxima permitida pela Organização Mundial do Comércio, as importadoras pagavam 30 pontos extras do imposto sobre produtos industrializados (IPI), o que acertou em cheio marcas que estavam crescendo de forma vertiginosa, em especial asiáticas.

O programa teria estimulado a instalação local de marcas que estavam ganhando volumes expressivos como as chinesas Chery (hoje associada à Caoa) e a JAC, cujo destino da produção nacional ainda é uma incógnita. As marcas premium — Audi, Mercedes, BMW e Jaguar Land Rover — também passaram a produzir localmente. Porém, com o fim dos incentivos e sem uma política clara para montadoras de pequenos volumes, o futuro das fábricas das marcas de luxo tem sido amplamente colocado em xeque.

Em 2018, o governo federal lançou o programa Rota 2030, nova política industrial para o setor automotivo que prevê, entre outras medidas, isenção fiscal mediante investimentos em P&D e atingimento de metas de eficiência energética e segurança.

Para a Anfavea, esse é um modelo de incentivos adotado no mundo todo, incluindo países onde a indústria automotiva é forte, como na Alemanha. Moraes reforça que a recuperação de parte dos investimentos em P&D, prevista no Rota 2030, só acontece se as empresas tiverem lucro.

“As empresas não estão tendo lucro. Não vamos poder recuperar parte dos investimentos, mesmo investindo”, garante.
Transição energética

Em um cenário de transformação absoluta da indústria automotiva, as fábricas de veículos vão ter de estar preparadas para produzir modelos eletrificados, autônomos e altamente conectados.

Num cenário de queda brutal das vendas globais em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o presidente da Anfavea afirma que cada país terá que “se virar” para gerar recursos para acompanhar a inovação tecnológica do setor.

“Temos duas opções para resolver o problema da competitividade no Brasil. Uma delas é estimular a economia, reduzindo o chamado ‘custo Brasil’ e dando condições de aumentar a exportação. A outra alternativa é fechando fábricas como ocorreu recentemente.”

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'Socorro' de matrizes a montadoras no País soma US$ 69 bi nos últimos 6 anos

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O Estado de S.Paulo - SP   14/01/2021

Nos últimos seis anos, quando uma recessão doméstica prolongada e uma crise sanitária internacional cortaram um terço da produção de veículos no Brasil, as multinacionais do setor injetaram US$ 69 bilhões – o equivalente hoje a mais de R$ 367 bilhões – nas subsidiárias brasileiras. Daquele total, pouco mais da metade (US$ 36,9 bilhões) já foi devolvida em remessas de lucro e pagamento da dívida com os controladores.

Os aportes, registrados nas estatísticas de contas externas do Banco Central, asseguraram nesses anos a expansão das linhas de montagem e também ajudaram a cobrir os alegados prejuízos com a operação no País. Na avaliação de economistas e consultores, a decisão primeiro da Mercedes-Benz e, agora, da Ford de encerrar sua produção no País pode ser um sinal de que esse socorro das matrizes deve perder força daqui para frente e levar a um ciclo de enxugamento de capacidade – numa indústria que fechou o ano passado produzindo aproximadamente três milhões de veículos a menos do que o seu potencial.

“O setor está passando por uma transformação grande, mas as dificuldades no Brasil levaram a necessidades de recursos (dos controladores no exterior). Chega uma hora que as empresas desistem do Brasil”, comenta o economista Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper. “A tendência é de fechamento e ajustes de linhas porque capacidade aberta custa dinheiro”, complementa Flavio Padovan, sócio da consultoria MRD Consulting.

Entre as décadas de 1990 e 2000, Padovan ocupou cargos de diretoria na própria Ford e, a partir de 2013, com a indústria regulada por um regime automotivo que fechou portas a carros importados (o Inovar-Auto), comandou a instalação da fábrica da britânica Jaguar Land Rover no sul do Rio de Janeiro.

“Naquela época, todos se preparavam para uma demanda que chegaria a 5 milhões de veículos e o Inovar mesmo causou uma situação em que ou você tinha fábrica ou estava fora. Era o país do futuro brilhante do pré-sal, que viraria uma grande potência mundial. Ninguém previa a catástrofe que aconteceu depois disso”, lembra ele.
Subsídios

Na avaliação de Lisboa, as dificuldades da indústria automotiva derivam de políticas industriais de estímulo à produção nacional que resultaram em negócios de baixa escala e viáveis apenas à base de subsídios.

Dados do Ministério da Economia apontam que os incentivos tributários para os fabricantes de automóveis atingiram R$ 43,7 bilhões entre 2010 e 2020. Até 2017, os incentivos contabilizados –R$ 25,24 bilhões – correspondem à base efetiva apurada. Nos três anos seguintes (2018, 2019 e 2020), os dados são projeções.

Além dos incentivos dos tributos federais, as empresas contam com benefícios dados pelos Estados, que não entraram na conta do Ministério da Economia.

A equipe econômica diz que está em busca de uma solução para os funcionários que devem perder seus empregos com a decisão da Ford (mais informações nesta página) – a montadora fala em impacto para até 5 mil empregos aqui e na Argentina, para onde será transferida a produção antes concentrada no Brasil.

O anúncio da montadora colocou o tema dos subsídios na berlinda. Anteontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores que a Ford não disse o que, na sua opinião, seria o real motivo para a montadora fechar suas fábricas no Brasil. “Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?”, questionou. Na sequência, ele próprio respondeu: “Não. Perdeu para a concorrência, lamento”.

Para a consultora Letícia Costa, sócia da Prada Assessoria, a Ford certamente considerou todos aspectos tanto econômicos quanto reputacionais antes de fazer o anúncio, e não tomaria uma resolução extrema apenas por falta de subsídios, como sugeriu Bolsonaro.

“Você pega uma empresa que quer ser rentável, num cenário em que a indústria tem de aumentar investimentos em carro autônomo e elétrico e um país que nos últimos anos andou de lado. Aí, você tem a pandemia como a pá de cal, mostrando que a recuperação completa do mercado vai demorar muito mais e, quando ela acontecer, a tecnologia vai ser outra, uma tecnologia em que o Brasil não está posicionado”, afirma ela.

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FERROVIÁRIO

Justiça do Rio libera ferrovia que faz transporte de minério para a Vale

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Veja - SP   14/01/2021

A Justiça do Rio de Janeiro liberou o transporte do minério de ferro da empresa MRS Logística em Mangaratiba, suspenso desde a última sexta-feira por determinação da prefeitura da cidade, que fica no litoral do estado.

A restrição da circulação na via férrea atinge as exportações da Vale que saem do terminal de Ilha Guaíba. A decisão é do desembargador Celso Peres, do TJRJ, que impôs multa de 100 mil reais por dia ao município em caso de descumprimento da decisão judicial.

A interdição, segundo a prefeitura, ocorreu após emitir diversas autuações e notificações MRS por descumprimento à legislação ambiental de Mangaratiba — que prevê a obrigatoriedade no transporte ferroviário, em vagões abertos de minério ou de cargas a granel, do respeito do limite de recipiente de cada vagão e a utilização de lona.

Para o desembargador, contudo, a empresa apresenta “todo o licenciamento ambiental necessário ao desempenho de suas atividades e não se justifica que somente o município de Mangaratiba tenha adotado a medida extrema de interdição, ao contrário dos inúmeros municípios pertencentes à outras unidades federativas, os quais suportam igualmente, a malha ferroviária explorada pela empresa agravante”.

A decisão do TJRJ, em caráter liminar, afirma que o direito da MRS “é cristalino, estando devidamente comprovada a lesão praticada pelas mencionadas autoridades locais”.

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Ferrogrão de Tarcísio abre o ano sob fogo pesado no Mato Grosso

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Veja - SP   14/01/2021

Em setembro de 2020, o Radar mostrou que a lua de mel entre o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e a Rumo, concessionária de ferrovias, caminhava para uma transformação radical.

Com a decisão de Freitas de colocar para andar o projeto da Ferrogrão, linha que abriria os portos do Norte para a safra do Mato Grosso, a concessionária que opera na rota dos portos do Sudoeste precisaria buscar aliados contra os planos do ministro.

Oficialmente, tanto Freitas quanto a Rumo não travam uma guerra pública sobre o tema. A guerra entre o grupo do ministro, que defende a Ferrogrão, e os emissários da concessionária, que são contra, se dá de forma velada, pela imprensa local e a partir de manifestações de políticos do Mato Grosso.

O governo acompanha a evolução do noticiário, no MT, hostil ao projeto da Ferrogrão e atribui os ataques a Freitas ao lobby da concessionária. No fim do ano passado, o senador Jayme Campos (DEM) foi para a tribuna da Casa e bateu forte no ministro da Infraestrutura falando contra a Ferrogrão e a favor da Ferronorte, linha operada pela Rumo.

Campos cobrou “humildade” do ministro e exigiu que ele tivesse “respeito com o Mato Grosso” ao lidar com a discussão das ferrovias. O senador deixou claro seu descontentamento pelo fato de Freitas priorizar a construção da Ferrogrão enquanto a Ferronorte, da Rumo, já construída, necessitaria apenas de uma ampliação para atender aos interesses do estado.

“Como o governo estabelece como prioridade essa questão da ferrovia? Eu acho que o ministro Tarcísio, com todo respeito, tem que ter mais humildade e mais respeito com aqueles que de fato produzem, como é o caso de Mato Grosso. Até agora o ministério não teve nenhuma boa vontade”, disse Campos.

O discurso de Campos deflagrou uma série de manifestações críticas, no Mato Grosso, ao projeto da Ferrogrão de Freitas, que avançaram nos primeiros dias de 2021. Para aliados do ministro, a guerra foi aberta e Freitas está pronto para a luta.

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NAVAL

Petrobras é a segunda maior do mundo em operações no oceano

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IstoÉ Dinheiro - SP   14/01/2021

Em estudo que mapeou as 100 maiores corporações que atuam na economia dos oceanos, petrolífera brasileira aparece na segunda posição. Concentração de poder traz riscos para a preservação ambiental, apontam pesquisadores.Entre as 100 maiores corporações transnacionais que operam nos oceanos mundo afora, a Petrobras aparece em segundo lugar. A lista, divulgada nesta quarta-feira (13/01), é parte de uma pesquisa publicada na renomada revista Science Advances, feita por cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e das Universidades de Estocolmo e Uppsala, na Suécia.

Foram avaliados oito principais setores que operam nos oceanos: petróleo e gás offshore, equipamentos e construção navais, produção e processamento de pescados e frutos do mar, transporte de contêineres, construção e reparo de navios, turismo de cruzeiros, atividades portuárias e energia eólica.

Combinadas, essas indústrias geraram ganhos de 1,9 trilhão de dólares em 2018 (10,4 trilhões de reais). A brasileira Petrobras faturou 46 bilhões de dólares naquele ano, o equivalente a cerca de 250 bilhões de reais.

O estudo, que tem como objetivo avaliar a concentração da indústria no ambiente marítimo e os perigos que isso representa, mostrou ainda que Arábia Saudita, Brasil, Irã, México e Estados Unidos são, respectivamente, sede das maiores transnacionais de petróleo e gás offshore.

Para os cientistas, esse nível de concentração na economia oceânica, fortemente dependente de recursos naturais, particularmente pesca, apresenta riscos para a sustentabilidade e uso global dos mares.

“Essa tendência inclui o potencial que essa economia concentrada tem de retardar o progresso rumo às metas globais de acesso e uso equitativos dos recursos e espaços oceânicos e, de forma mais ampla, para seu uso sustentável”, detalha à DW Brasil John Virdin, principal autor do estudo.

Soma-se a esse cenário o fato de a indústria do petróleo ser fonte considerável de gases do efeito estufa, que aceleram as mudanças climáticas. Além disso, a queima dos combustíveis fósseis produzidos pelas petroleiras, junto com carvão, é responsável por 60% das emissões globais.

Queda e ascensão da Petrobras

Depois de anos de crise financeira e de credibilidade a partir de 2014, quando o grande esquema de desvio de dinheiro dentro da empresa veio à tona, a recuperação recente da Petrobras impressionou.

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os lucros caíram rapidamente a partir de 2012, o que levou a brasileira a ter a maior dívida do mundo entre as petroleiras.

Em 2020, porém, ano de pandemia de covid-19, a Petrobras atingiu seu maior nível de produção anual de petróleo e gás natural – foram 2,28 milhões e 2,84 milhões de barris por dia, respectivamente.

O recorde, segundo a própria empresa, se deve ao “foco em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas”, áreas onde a Petrobras considera ter diferencial competitivo.

“O advento do pré-sal colocou a empresa no mapa mundial. Não é de se surpreender que a Petrobras seja a segunda maior do mundo quando se consideram atividades no oceano”, comenta Arthur Wieczorek, pesquisador associado ao Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Com 87% do total de suas operações concentradas na produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, a petroleira planeja investir 46,5 milhões de dólares entre 2021 e 2025 em exploração e produção. O foco, informou à DW Brasil, é o pré-sal.

Sobre os rumores recentes de privatização, fontes internas ouvidas pela DW Brasil dizem que, embora haja o desejo do ministro da Economia Paulo Guedes, os militares seriam contra. Atualmente, o Conselho da Administração da Petrobras é presidido por Eduardo Leal Ferreira, que foi Almirante de Esquadra da Reserva e Comandante da Marinha até janeiro de 2019.

Efeitos da concentração de poder

Para Henrik Wachtmeister, um dos autores do estudo publicado na Science Advances, o caso do Brasil mostra como o esgotamento dos recursos força a produção a se deslocar para operações cada vez mais complicadas, mais distantes e em maiores profundidades.

“O momento de aumento da produção do Brasil e da Petrobras também ilustra o difícil dilema de muitos países produtores de petróleo no que diz respeito à mitigação das mudanças do clima e ao Acordo de Paris. Como um dos poucos países com potencial de produção de petróleo convencional, os níveis de produção do Brasil devem aumentar até 2030, possivelmente tornando a Petrobras a maior empresa petrolífera de capital aberto do mundo”, afirma Wachmeister à DW.

A preocupação é que, devido ao seu tamanho e poder desproporcionais, companhias transnacionais, como a Petrobras, possam gerar grandes impactos ambientais e sociais.

“O domínio de um pequeno número empresas ( ) pode permitir o lobby direcionado dos reguladores para enfraquecer os padrões sociais ou ambientais”, citam os autores, dando como exemplo a imposição de barreiras a práticas sustentáveis em nível nacional ou internacional.

No caso brasileiro, opina Wieczorek, que não fez parte do estudo, a concentração da exploração de petróleo na mão da Petrobrás não seria tão negativa.

“O controle de segurança e de meio ambiente sobre várias empresas operando seria muito difícil no Brasil, onde nem sempre suas entidades reguladores funcionam bem. Aqui, esse comportamento tem que ser uma questão da empresa”, argumenta, adicionando que a petroleira teria um histórico pequeno de vazamentos em comparação às grandes empresas do ramo.

“Toda produção de petróleo e gás, porém, tem perigo de grandes vazamentos. E, quanto maior a produção, maior o risco”, adverte Wieczorek.

Para o pesquisador John Virdin, o estudo ressalta que a economia nos oceanos é semelhante a muitos setores da economia global: um número relativamente pequeno de grandes corporações detêm o controle.

“Embora isso represente riscos para as metas globais de uso sustentável dos oceanos e equidade, também fornece outra razão para essas grandes empresas assumirem um papel de liderança ajudando a conservar e restaurar os ecossistemas oceânicos e apoiar as comunidades que dependem deles”, pontua.

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AGRÍCOLA

Balança comercial do agronegócio soma US$ 100,81 bilhões em 2020

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Agência Brasil - DF   14/01/2021

A balança comercial das exportações brasileiras do agronegócio somou US$ 100,81 bilhões em 2020, um crescimento de 4,1% na comparação com 2019. Já as importações de produtos do agronegócio apresentaram queda de 5,2%, chegando a US$ 13,05 bilhões. O aumento das exportações e queda das importações resultou em um saldo superavitário de US$ 87,76 bilhões para o setor. Os dados são do boletim da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com a secretaria, a expansão foi resultado do aumento de 9,9% no quantum (quantidade), uma vez que o índice de preço caiu 5,3%. Ainda de acordo com o boletim, o agronegócio foi responsável por 48% das exportações brasileiras em 2020.

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio brasileiro no ano passado foram o complexo soja (US$ 35,24 bilhões e 35%), carnes (US$ 17,16 bilhões e 17%), produtos florestais (US$ 11,41 bilhões e 11,3%), complexo sucroalcooleiro (US$ 9,99 bilhões e 9,9%) e cereais, farinhas e preparações (US$ 6,89 bilhões e 6,8%).

Juntos, esses setores foram responsáveis por 80% das exportações do agronegócio em 2020, contra os 78,9% de participação registrados em 2019.

O complexo soja foi o principal setor da pauta exportadora do agronegócio, com US$ 35,24 bilhões e 101,04 milhões de toneladas. As exportações de soja em grãos representaram 81,1% do valor exportado pelo setor e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas, superando o registrado em 2018, quando foram vendidos para o exterior US$ 33,05 bilhões e 83,25 milhões de toneladas.

No ano passado, a China foi o principal destino do produto, tendo adquirido 73,2% da soja em grãos exportada pelo Brasil, o que correspondeu a uma cifra de US$ 20,91 bilhões (2,2% superior a 2019). As exportações de farelo de soja somaram US$ 5,92 bilhões e 16,96 milhões de toneladas, recorde em quantidade na série histórica. A União Europeia foi o principal destino do produto, tendo adquirido 49,5% do valor total. Em relação ao ano anterior, contudo, houve queda de 10,5% nas vendas brasileiras ao bloco.

A China também foi o principal destino dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro em 2020. Com vendas externas de US$ 34 bilhões e incremento de 9,8% sobre os valores de 2019 (US$ 30,96 bilhões), a participação chinesa cresceu de 32,0% para 33,7%. Ou seja, sozinha, a China comprou mais de um terço de tudo que foi exportado pelo setor em 2020.

O segundo principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro nos últimos doze meses foram os Estados Unidos, com a soma de US$ 6,96 bilhões e retração de 2,9%, o que acarretou perda de participação de 7,4% para 6,9%.

Os produtos que apresentaram maior impacto para essa retração foram: celulose (menos US$ 247,91 milhões) e álcool etílico (menos US$ 198,13 milhões). Em relação ao incremento das vendas no período, os destaques foram o açúcar de cana em bruto (US$ 99,35 milhões), a carne bovina in natura(US$ 95,58 milhões) e madeira compensada (US$ 86,45 milhões).

Os Países Baixos ficaram na terceira posição em valor exportado, com US$ 4,07 bilhões e aumento de 3,7%, o que não foi suficiente para manter o resultado de 2019, caindo para 4,0%.
Balança comercial de dezembro

Apesar do resultado positivo em 2020, a balança comercial do agronegócio em dezembro apresentou um recuo de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano de 2019. Em dezembro de 2020, as exportações do agronegócio foram de US$ 7,30 bilhões, contra US$ 7,59 bilhões de dezembro de 2019.

“A queda ocorreu em função da redução do índice de preço e de quantum dos produtos exportados, que caíram 1,1% e 2,7%, respectivamente. A queda das exportações do agronegócio reduziu a participação do setor nas exportações totais do Brasil em dezembro, que passaram de 41,0% em dezembro de 2019 para 39,8% em dezembro de 2020”, diz o boletim.

Ao mesmo tempo, houve um aumento nas importações de produtos do agronegócio que subiram de US$ 1,21 bilhão em dezembro de 2019 para US$ 1,35 bilhão em dezembro de 2020 ou uma expansão de 11,5%.

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram: carnes (20,6% de participação); cereais, farinhas e preparações (14,3% de participação); complexo sucroalcooleiro (13,7% de participação); produtos florestais (12,6% de participação); e fibras e produtos têxteis (8,2% de participação). Estes cinco setores exportaram 69,5% do valor das vendas externas do agronegócio de dezembro.

Os 20 demais setores exportaram US$ 2,23 bilhões em dezembro de 2020 ou o equivalente a 30,5% das vendas externas do agronegócio. Em dezembro de 2019, esses mesmos setores exportaram US$ 3,24 bilhões.

Entre os países, a China continuou sendo o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com a soma de US$ 1,50 bilhão, uma retração de 36,2% em relação ao montante registrado em dezembro de 2019.

“Tal queda foi ocasionada pela diminuição das vendas de soja em grãos em US$ 1,02 bilhão e teve como consequência a perda de participação relativa de 31,0% para 20,5%”, diz o boletim.

Em seguida, os Estados Unidos destacaram-se com vendas de US$ 668,51 milhões e incremento de 16,3% em comparação a dezembro de 2019 (US$ 574,98 milhões).

“Os principais produtos comercializados com o mercado norte-americano foram: café verde (US$ 110,01 milhões, 15,3%); celulose (US$ 61,82 milhões, menos 6,7%); e suco de laranja (US$ 53,89 milhões, 69%). A maior queda foi verificada nas vendas de álcool etílico, com diminuição absoluta de US$ 32,88 milhões”, registra o boletim.

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IBGE confirma safra agrícola recorde em 2020, projetada em 254,1 milhões de t

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IstoÉ Dinheiro - SP   14/01/2021

A safra de grãos recorde em 2020, estimada no 12º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro em 254,1 milhões de toneladas, divulgado nesta quarta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera aumento nas produções da soja, arroz e milho.

O arroz, o milho e a soja somaram 92,7% da produção total e 87,1% da área colhida em 2020, segundo o IBGE. Frente a 2019, houve altas de 7,1% para a soja, de 7,7% para o arroz e 2,7% para o milho.

Para a soja, a estimativa de produção é de 121,5 milhões de toneladas; para o milho, de 103,2 milhões de toneladas (26,6 milhões na 1ª safra e 76,6 milhões na 2ª safra); para o arroz, de 11,0 milhões de toneladas e, para o algodão, de 7,1 milhões de toneladas, informou o órgão.

A estimativa da produção brasileira de café foi de 3,7 milhões de toneladas (61,67 milhões de sacas de 60 kg), alta de 2,3% frente a novembro. A área plantada no País alcançou 1,9 milhão de hectares, aumento de 0,2%, enquanto que o rendimento médio aumentou em 2,0%. Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção foi 24,3% maior, sendo recorde da série histórica do IBGE. A área plantada aumentou 4,4%, enquanto que o rendimento médio cresceu 19,3%.

A estimativa da produção de cana-de-açúcar subiu 1,6% em comparação com 2019, para 677,9 milhões de toneladas, 1,8% menor em relação à estimativa de novembro. O rendimento médio dos canaviais caiu 1,2%.

Mato Grosso do Sul, quarto maior produtor nacional da cana (7,1% do total), apresentou a principal variação na produção em dezembro, com uma redução de 22,4%, efeito da queda de produtividade dos canaviais atingidos pela falta de chuvas. Mas São Paulo, o maior produtor (52% do total) teve um crescimento de 2,7% na produção em relação a 2019.

Segundo o IBGE, houve aumentos nas estimativas da produção da batata-inglesa da 3ª safra (43,5% ou 299 mil toneladas), do café arábica (3,2% ou 87,4 mil toneladas), do milho 2ª safra (3,0% ou 2,3 milhões de toneladas), uva (1,5% ou 20,7 mil toneladas), cevada (0,6% ou 2,1 mil toneladas) e milho 1ª safra (0,0% ou 594 toneladas).

Por outro lado, houve quedas na produção de castanha-de-caju (-7,9% ou 11,9 mil toneladas), laranja (-7,4% ou 1,3 milhão de toneladas), trigo (-2,7% ou 172,7 mil toneladas), batata-inglesa 1ª safra (-2,0% ou 33,3 mil toneladas), cana-de-açúcar (-1,8% ou 12,6 milhões de toneladas), aveia (-1,2% ou 11,5 mil toneladas), café canephora (-0,6% ou 5,2 mil toneladas) e batata-inglesa 2ª safra (-0,2% ou 2,4 mil toneladas).

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