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13 de Maio de 2022

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   13/05/2022

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, reafirmou nesta quinta-feira que a inflação é “uma preocupação séria” para o governo do presidente Joe Biden. No Comitê de Estabilidade Financeira, da Câmara dos Representantes, ela mostrou confiança no trabalho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para conter a trajetória dos preços sem provocar uma recessão.

Yellen também ressaltou o fato de que “não somos o único país a enfrentar recessão”. Ela citou fatores externos, como problemas nas cadeias de produção. Sobre a economia americana, também ressaltou a força do mercado de trabalho neste momento.

Questionada sobre o aborto, em momento de discussão sobre o tema no país, após ter sido vazado rascunho de decisão da Suprema Corte que pode significar recuo no acesso à prática nos EUA, Yellen afirmou que “há um vínculo causal entre o acesso ao aborto e a qualidade de vida das mulheres”.

Segundo ela, reverter a legislação atual atrapalharia a produtividade de “grandes grupos de mulheres” em seus principais anos de vida profissional, “especialmente as mais vulneráveis”. Além disso, mencionou estudos segundo os quais a falta de acesso ao aborto tende a resultar em mais necessidade de ajuda oficial.

Outro ponto trazido por vários deputados na audiência foi a falta de fórmulas de leite infantil à venda em partes do país, com problemas nas cadeias de produção.

Segundo ela, o governo americano trabalha para enfrentar o problema. Em comunicado, a Casa Branca informa que Biden falará nesta quinta com varejistas e fabricantes desses produtos para receber uma atualização sobre os esforços para melhorar a oferta dele a famílias americanas. O governo diz ainda que anunciará nesta tarde ações adicionais para resolver o quadro.

Exame - SP   13/05/2022

O Índice Dólar (DXY), referência para a variação de preços da moeda americana no mundo, atingiu a máxima desde 2002 nesta quinta-feira, 12, ao bater 104,54 pontos.

O índice é formado por uma cesta de divisas fortes, que representam a maior parte das negociações de dólar no mundo. Somente neste ano o DXY subiu mais do que em 2021 inteiro. A valorização acumulada nesses primeiros meses de 2022 foi de 8,8% contra 6,7% do ano passado.

A aceleração do movimento de alta coincide com o início do aperto monetário do Federal Reserve, o banco central americano.

Dólar mais caro que euro?

Juros mais altos se traduz em títulos mais rentáveis, que obrigam investidores a trocarem suas moedas por dólar para comprá-los. O euro, que representa 57,6% do DXY, está entre as moedas que mais têm sofrido com a alta de juros dos Estados Unidos.

Isso porque o diferencial de juros entre as economias europeia e americana tem crescido, já que o Banco Central Europeu tem sido mais cauteloso sobre o aperto monetário, dado os potenciais efeitos na atividade econômica -- já combalida pela guerra na Ucrânia.

Desde o início do ano, o euro se desvalorizou 8,19%, passando a ser negociado próximo de US$ 1,04. Ou seja, se cair mais 5%, será possível comprar mais euro do que dólar com a mesma quantidade de dinheiro.
Real mais fraco

Mas a situação tampouco tem sido favorável para o real. A moeda brasileira, que teve forte valorização no começo do ano, perdeu força, conforme os preços de commodities resfriaram e cresceram as expectativas de um aperto monetário mais duro nos Estados Unidos. Nem mesmo a Selic em 12,75% -- e com novas altas já precificadas -- tem segurado os dólares no país.

No ano, o dólar ainda acumula queda de 7% contra o real. Porém, o cenário já é bem diferente de meados de abril, quando a queda acumulada no ano chegou a 17%. A valorização do dólar no mundo é apontada por economistas como um dos fatores de apreciação da moeda no Brasil.

Ainda que o saldo da divisa brasileira siga positivo, o consenso do mercado é de que o melhor momento do real já ficou para trás. A saída de estrangeiros da bolsa a partir de abril e a busca por ativos defensivos em meio a temores de uma recessão causada pela alta de juros são sinais que reforçam o dólar mais forte no país.

O Estado de S.Paulo - SP   13/05/2022

Com a inflação americana – e, em menor escala, de outras partes do mundo avançado, para nem falar do emergente – ainda longe de estar domada, surgem de novo inquietações sobre o risco de recessão.

No Reino Unido, o próprio Bank of England (banco central) já mencionou o risco de recessão, enquanto nos Estados Unidos a possibilidade – como consequência do ciclo de aperto monetário para conter a altíssima inflação – assusta os mercados.

Ontem [terça-feira, 10/5], foi divulgado pelo Ibre-FGV que os Barômetros Globais (produzidos mensalmente pelo think-tank em parceria com o KOF Swiss Economic Institute) recuaram pelo segundo mês consecutivo. Os Barômetros são um conjunto de indicadores antecedentes e coincidentes de atividade econômica global, a partir de pesquisas de tendência econômica em mais de 50 países.

O Barômetro Econômico Global Coincidente e o Barômetro Econômico Global Antecedente recuaram em maio para os menores níveis desde, respectivamente, outubro de 2021 e julho de 2020. Segundo Paulo Picchetti, pesquisador do Ibre, o recuo da ilusão de que a atual alta inflacionária era temporária levou à reação mais enérgica das autoridades monetárias nas principais economias do mundo, com impacto negativo nos Barômetros Globais.

Paralelamente, as condições financeiras globais medidas pelo importante índice do Goldman Sachs chegaram ao nível mais apertado desde maio de 2009, ainda em pleno impacto da grande crise financeira global.

Já Robin Brooks, economista chefe do Institute of International Finance (IIF), think-tank econômico em Washington DC, aponta que a projeção de crescimento global do IIF para 2022 é de 2,2%, bem abaixo do consenso de mercado e da previsão do FMI, ambos de 3,6%.

A projeção do IIF está ligeiramente abaixo do carregamento estatístico do crescimento da economia global de 2021 para 2022, de 2,3% – o que significa que na prática o PIB do mundo vai ficar em média parado este ano, em relação ao final de 2021.

As projeções do IIF também são bem pessimistas para o crescimento dos Estados Unidos (1,8%, ante 3,1% do consenso) e China (3,5%, o consenso é 4,9%) em 2022. Já no caso do Brasil, em consonância com o movimento de revisões para cima que vem ocorrendo, o IIF tem 1,3% de crescimento este ano, ante 0,6% do consenso (Bloomberg) e 0,8% do FMI.

Na zona do euro, a projeção do IIF de crescimento em 2022 é de 1% (3,1%, consenso; e 2,8%, FMI), ficando abaixo do carregamento estatístico de 1,9%, o que Brooks já vê como recessão.

Em postagem hoje no Twitter, o economista escreveu que “estamos à beira de uma recessão global”.

Finalmente, narrativas que vêm se disseminando sobre a gravidade dos problemas político-econômicos da China – sejam verdadeiras ou não – também contribuem para alimentar o pessimismo global.

Um artigo de Kevin Rudd, ex-primeiro ministro da Austrália, publicado ontem pelo Wall Street, é um bom exemplo desses temores.

Segundo o autor, Xi Jinping, presidente chinês, está enrascado em 2022 – ano em que está prevista a sua nomeação para um novo mandato – por quatro fatores: a crise imobiliária que vem se revelando pior do que se pensava desde o colapso da Evergrande, megaempresa do setor, no ano passado; o ataque de Xi ao setor de tecnologia, que fez as dez maiores empresas do segmento perderem mais de US$ 2 trilhões em preço de mercado; a invasão da Ucrânia que elevou o preço de energia e commodities e piorou os gargalos de oferta, péssima notícia para o país que é o maior produtor industrial do mundo; e a estratégia de Covid zero, que já levou a algum tipo de quarentena 373 milhões de chineses em 45 cidades desde abril.

Para Rudd, a meta oficial de crescimento de 5,5% este ano parece cada vez mais irrealista, e não alcançá-la será desastroso para Xi. O problema mais profundo, porém, é a preferência ideológica do presidente chinês pelo setor estatal, em detrimento do privado. Os estímulos fiscais e monetários que vêm sendo anunciados, na visão do ex-primeiro-ministro australiano, não vão resolver o problema de confiança do setor privado, o que tolhe – entre outros fatores – a capacidade de crescimento chinês à frente.

Globo Online - RJ   13/05/2022

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o banco central americano, foi confirmado para um segundo mandato de quatro anos à frente da instituição nesta quinta-feira, um dos cargos mais importantes nos EUA e na economia mundial.

Powell, que foi escolhido primeiro como governador do Fed pelo presidente Barack Obama e depois elevado à presidência por Donald Trump, foi renomeado pelo presidente Joe Biden no final do ano passado.

O Senado aprovou Powell por 80 votos a 19. O senador Richard Shelby, republicano do Alabama, citou a alta inflação para justificar o voto contra Powell, chegando a postar no Twitter que “não devemos recompensar o fracasso”. O senador Bob Menendez, democrata de Nova Jersey, por sua vez, criticou o fracasso do banco central em promover líderes latinos.

Com a confirmação de Powell, Biden contabiliza a nomeação de quatro dos sete governadores do Fed em Washington, colocando sua assinatura no banco central em um momento crítico, pois enfrenta o que é sem dúvida um dos seus desafios mais difíceis em décadas: combater a inflação que insiste em subir.

Os preços ao consumidor subiram 8,3% em abril em relação ao ano anterior, mantendo-se perto do ritmo mais rápido de inflação em quatro décadas. O Fed é responsável por promover o pleno emprego e manter os preços estáveis, de modo que a tarefa de controlar esses rápidos aumentos de preços caberá em grande parte a Powell e seus colegas.

“A inflação está muito alta e entendemos as dificuldades que está causando e estamos nos movendo rapidamente para reduzi-la”, disse Powell durante uma entrevista coletiva na semana passada. “É essencial que reduzamos a inflação se quisermos ter um período sustentado de fortes condições do mercado de trabalho que beneficiem a todos.”

Globo Online - RJ   13/05/2022

Este tipo de medida de reduzir o imposto de importação é normal quando a inflação está muito alta. Foi usado no Plano Real, no segundo semestre de 1994. Houve uma redução forte das tarifas de importação, exatamente porque alguns preços começaram a subir muito. Então, isso é uma medida clássica.

É uma forma de lutar contra a inflação sem congelamento de preço nem controle, aumentando a oferta de produtos.  No entanto, em alguns casos, não adianta nada. No caso do trigo, o Brasil produz menos do que consome, então a importação sempre aconteceu.

Empresas dizem que cortes de imposto de importação não terão efeito contra inflação

No caso do aço, há uma briga entre as siderúrgicas e  indústria da construção, que alerta que o item pesou muito no custo da construção. Já a indústria do aço diz que é uma competição desleal. Na cadeia produtiva sempre terão os que reclamam e os que comemoram. Mas este tipo de medida é importante. Não resolve o problema, mas é o instrumento que está nas mãos do governo.

Parte dessa inflação é importada. A pandemia desorganizou as cadeias produtivas da indústria, e este ano, a guerra que afetou produtos como petróleo e alimentos.

Descontando o contexto internacional, não posso deixar de salientar os erros que o governo tem cometido. E ontem em uma entrevista na Globonews, a economista Ana Paula Vescovi me relatou que os gastos primários do governo estão aumentando 5% acima da inflação. Isso sem falar dos tumultos institucionais que o presidente cria que acaba produzindo mais inflação através do canal do câmbio, de suspensão de investimento e não ampliação da produção.

MINERAÇÃO

Revista Mineração – SP   13/05/2022

Desafio Charge On selecionou oito propostas que visam acelerar soluções de carregamento de caminhões elétricos de grande porte usados em minas.

O Charge On Innovation Challenge, desafio global de inovação aberta, criado por Vale, BHP e Rio Tinto, as três maiores mineradoras do mundo, selecionou oito soluções tecnológicas para acelerar o carregamento seguro de baterias para futuros caminhões fora-de-estrada elétricos. A expectativa é de que esses novos veículos substituam os atuais, movidos a diesel, que rodam dentro das minas e tem capacidade para transportar até 400 toneladas.

A frota de caminhões é responsável por até 80% das emissões de uma mina, mas nfrentaa-la requer sistemas de carregamento capazes de fornecer energia em níveis de potência sem precedentes, durante a operação. Se implementadas, as soluções irão contribuir significativamente com a descarbonização da mineração. Outro objetivo do desafio foi demostrar que existe um mercado emergente para essas soluções no setor.

Lançado em maio do ano passado, o Charge On recebeu inscrições de mais de 350 empresas de 19 setores, e outras 16 mineradoras se juntaram ao desafio. Deste total de empresas, 21 foram convidadas a apresentar um pitch detalhado de suas propostas, das quais oito foram selecionadas: ABB; Ampcontrol e Tritium; BluVein XL; DB Engineering & Consulting em parceria com Echion Technologies; Hitachi Energy; Shell Consortium; Siemens Off-board Power Supply; e 3ME BladeVolt.

Os vencedores já estão colaborando com as mineradoras, fabricantes de equipamentos (OEMs) e investidores para acelerar o desenvolvimento das tecnologias.

“É com muito orgulho que anunciamos os vencedores deste desafio global de inovação, com soluções que prometem revolucionar o setor. O desafio da descarbonização é tão grande que a indústria de mineração não pode nfrenta-lo sozinho. É justamente com parcerias como essas que esperamos alcançar esse objetivo, para nós mesmos, para nossas comunidades e para nosso planeta”, destacou o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo.

O Group Procurement Officer da BHP, James Agar, ressaltou que, “a natureza verdadeiramente global dos últimos oito inovadores de tecnologia selecionados, de todos os setores, demonstra o nível de interesse que existe em trabalhar em estreita colaboração com o setor de mineração na busca de soluções para descarbonizar as frotas de mineração. O Charge On Innovation Challenge é um ótimo exemplo do trabalho colaborativo atual que está sendo feito para reimaginar modelos e relacionamentos tradicionais, que permitirá que soluções inovadoras sejam projetadas, testadas e implementadas, acelerando a adoção de novas tecnologias”.

“Com este grupo de empresas inovadoras, estamos dando mais um passo na direção certa para mudar a maneira como os sistemas de caminhões de transporte operam no setor de mineração. Por meio de colaborações como essa, onde todos nós reunimos para criar mudanças, podemos gerar benefícios de longo prazo para nossa indústria e o meio ambiente”, afirmou o diretor-técnico da Rio Tinto, Mark Davies.

“Sabemos que temos um papel a desempenhar para ajudar a resolver o desafio climático global. Estamos analisando como podemos fazer mudanças em nossos negócios para reduzir nossas emissões de carbono em 50% até 2030. Iniciativas como o Charge On Innovation Challenge podem nos ajudar a alcançar nossas metas”, completou Mark Davies.

A CEO da GHD, Ashley Wright, também destacou que, “estamos orgulhosos de ajudar a indústria de mineração global a inovar para reduzir as emissões. Nosso papel no Charge On Innovation Challenge está alinhado com nossas ambições de ajudar clientes e comunidades a se moverem para um futuro de energia de baixo carbono confiável, acessível e segura. A descarbonização de setores altamente emissores, incluindo mineração e transporte, será crucial para realizar esse objetivo”.

A GHD, uma das principais empresas de consultoria do mundo, foi responsável pela organização do Charge On Innovation Challenge e agora está liderando o processo de estabelecimento de consórcios para conduzir o teste de tecnologias vencedoras. A GHD deu continuidade ao trabalho da Austmine, associação de equipamentos, tecnologia e serviços de mineração da Austrália (METS, na sigla em inglês), para lançar o Charge On.

O desafio se mostrou verdadeiramente global, com as soluções vencedoras de empresas baseadas na Austrália, Suíça, Japão, Dinamarca, Cingapura, Reino Unido e EUA. Abaixo, mais detalhe de cada solução:

• ABB – Utiliza métodos e soluções eMine para projetar uma solução de sistema de carregamento duplo, visando aplicações de carregamento estacionárias e em movimento, considerando alta potência, menor tempo de início de carregamento, impacto limitado no design do caminhão e aproveitando infraestrutura padronizada e sistemas e componentes integrados.

• Ampcontrol e Tritium – A solução de trocas de baterias da Ampcontrol e da Tritium é uma estação de recarga modular ultrarrápida que é totalmente automatizada, realocável, escalável e independente da química das baterias. A partir de um sistemas drive-in/drive-out, um robô autônomo troca baterias em 90 segundos, reduzindo significativamente os riscos de segurança e aumentando a produtividade.

• BluVein XL – A BluVeinXL é uma solução de tecnologia de carregamento dinâmico, permitindo com segurança a eletrificação completa de frotas ao permitir que a energia da rede seja utilizada para alimentar os motores elétricos e carregar a bateria do veículo simultaneamente.

• DB Engineering & Consulting e Echion Technologies – As empresas se uniram para desenvolver uma solução inédita para a eletrificação de caminhões, ao combinar catenárias e a química de bateria avançada, ou seja, tecnologia comprovada da indústria ferroviária com baterias de nova geração, resultando em uma solução elétrica incomparável.

• Hitachi Energy- A Hitachi Energy está propondo uma solução inovadora que atende às necessidades de sustentabilidade do setor sem comprometer a produtividade da mina. Usando Grid-eMotion Flash, uma tecnologia pioneira para mobilidade elétrica sustentável, a solução proposta recarregará as baterias dos caminhões de transporte de forma rápida e segura em apenas alguns minutos. Uma solução holística e minuciosa de monitoramento e controle e o sistema de conexão à rede é fornecida pelas inovadoras soluções digitais e-mesh para mobilidade elétrica.

• Shell Consortium (Alliance Automation, Heliox, Greenlots, Kreisel, Skeleton Technologies, Staubli, Oren, Worley) – Para equipamentos móveis em uma mina, foi proposto um sistema de eletrificação interoperável de ponta a ponta, livre de emissões e com custo neutro, minimizando o impacto operacional, ao combinar uma solução de bateria inovadora e de alta potência, com carregamento ultrarrápido e um sistema de energia de micro-redes padronizado.

• Siemens – A solução de emissões zero patenteada pela Siemens combina uma fonte de energia ( subestação e catenária aérea) e armazenamento de energia a bordo (baterias LTO) capaz de carregamento dinâmico ultrarrápido (6C, ou em 10 minutos), atendendo a demanda energética de cada ciclo, e simultaneamente maior potência para as rodas elétricas, encurtando o tempo de ciclo e, consequentemente, aumentando a produtividade.

• 3ME BladeVolt – A 3ME Technology é uma empresa de tecnologia de baterias e veículos elétricos que desenvolve e fabrica sistemas de baterias seguros, escaláveis, monitorados remotamente e confiáveis para alimentar equipamentos de mineração pesados. A 3ME Technology está fornecendo ao Charge On Innovation Challenge uma versão aprimorada de seu novo Bladevolt® Battery System para atender às demandas do setor de mineração.

O sistema Bladevolt® XL, escalável para se adequar a tamanhos variados de caminhões, associa a química de baterias ideal com a infraestrutura de carregamento de cada site, permitindo também capturar e analisar dados críticos que ajudarão a melhorar as operações.

AUTOMOTIVO

Valor – SP   13/05/2022

No acumulado do quadrimestre, foram produzidas 439.817 unidades, 22,3% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado

A produção de motos no Brasil em abril caiu tanto na comparação anual como em relação ao mês anterior. Segundo informações da Abraciclo, entidade que representa os fabricantes instalados no Polo de Manaus, em abril, foram montadas 112.678 motocicletas, o que corresponde a uma retração de 17,4% na comparação com março (136.350 unidades) e de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (122.220 motocicletas).

No acumulado do quadrimestre, foram produzidas 439.817 unidades. O volume é 22,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (359.621 motocicletas). Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o setor deve atingir as expectativas anunciadas no começo do ano.

“As unidades fabris cumprem seus programas de produção. Com isso, mantemos nossa expectativa de produzir 1,29 milhão de unidades em 2022”, afirma. Com esse resultado, o setor estima crescer 7,9% em 2022, na comparação com 2021 (1.195.149 unidades).

Emplacamento

O volume de vendas de motos se manteve acima das 100 mil unidades em abril puxada principalmente pelos modelos de baixa cilindrada (até 160 cc). Foram emplacadas 107.707 unidades no mês passado, informou a Abraciclo. Desse total, 89.715 foram de motos até 160 cc, muito utilizadas para serviços de entregas ou deslocamentos urbanos. O volume licenciado em abril foi 2,1% menor em relação ao registrado em março (110.040 motos) e 13,8% superior ao alcançado no mesmo mês de 2021 (94.654 unidades).

No primeiro quadrimestre foram emplacadas 382.380 motos, aumento de 27,4% na comparação com o mesmo período de 2021 (300.098 unidades). Vale lembrar que o setor foi duramente atingido no início do ano passado pela pandemia de covid-19 em Manaus, onde está instalado o polo produtor de motos.

Para Fermanian, o mercado de duas rodas segue aquecido. “É um movimento que começou com a pandemia. Muitas pessoas optaram pela motocicleta para fugir da aglomeração do transporte público e para utilizá-la como instrumento de trabalho, atuando nos serviços de entrega”, afirmou em nota divulgada na manhã desta quinta-feira. “Mais recentemente, há aquelas que escolheram o modal para driblar a alta constante nos preços dos combustíveis.”

Já as exportações de motos caíram 16,7% no acumulado do ano até abril. Foram embarcadas 14.533 unidades, contra 17.441 motos no mesmo período de 2021. Em abril, o volume exportado foi praticamente o mesmo de março. Foram enviadas 3.946 motos para o exterior, duas unidades a mais do que o mês anterior. Em relação a abril de 2021, com 4.276 exportadas, o segmento registrou queda de 7,7%.

Infomoney - SP   13/05/2022

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região informou que a Caoa Chery concordou em suspender as demissões de cerca de 480 funcionários da fábrica de Jacareí (SP) e substituir a medida por um programa de lay-off. A empresa, porém, não confirmou a medida e disse que continua em negociação com a entidade.

Segundo o sindicato, a suspensão temporária de contratos entrará em vigor em 1º de junho e terá duração de cinco meses, e depois mais três meses de estabilidade no emprego, ou seja, continuarão ligados ao grupo até janeiro.

A entidade ressaltou ainda que os trabalhadores continuarão um movimento para que a fábrica não seja fechada. O grupo anunciou na semana passada que vai manter a planta fechada até 2025, período em que pretende preparar as instalações para produzir apenas carros híbridos e elétricos.

A unidade produzia o SUS Tiggo 3 — que saiu de linha — e o sedã Arrizo 6, que passará a ser importado da China. A produção, no entanto, estava parada desde meados de março, quando os funcionários desse setor entraram em licença remunerada.

O grupo emprega 627 trabalhadores na unidade do interior de São Paulo e tem também uma fábrica em Anápolis (GO), que continuará operando normalmente.

Com o acordo que teria sido feito nesta quarta-feira, de acordo com o sindicato, os trabalhadores receberão salários na íntegra e continuarão com planos de saúde.

No lay-off, parte da remuneração é paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Inicialmente, a Caoa Chery queria demitir esse pessoal e pagar três salários extras, além das indenizações previstas em lei.
Manutenção da fábrica

O presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, afirmou que levará à empresa a proposta de manter no local a produção do Arrizo 6, em vez de importá-lo. Ele disse temer que a empresa não cumpra a promessa de voltar a operar em 2025.

Os dirigentes sindicais pretendem pressionar os governos federal, estadual e municipal para que proíbam o fim das atividades da fábrica na cidade e já protocolou proposta de projeto de lei na Câmara Municipal de Jacareí para proibir o fechamento.

“Se os planos da Caoa Chery se concretizarem, 480 trabalhadores diretos serão demitidos e isso representa a perda de R$ 53 milhões em massa salarial circulando na cidade”, afirmou Gonçalves. No setor de autopeças, o impacto deve ser de R$ 37 milhões, segundo dados do Instituto Latino-americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese).

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   13/05/2022

O cenário prospectivo tornou-se mais desafiador, diante das persistentes pressões inflacionárias domésticas e internacionais, que devem impactar as condições financeiras, dizem os economistas do banco

Ainda que a demanda por financiamento imobiliário em 2022 deva ficar abaixo do ano passado, vai manter um nível mais elevado que o período imediatamente anterior, entre 2017 e 2020, mostra relatório do Bradesco, assinado pelos economistas Renan Bassoli Diniz, Thiago C. Angelis e Myriã Bast. O documento ressalta que, em 2021, o mercado registrou o melhor ano desde a recessão de 2015 e 2016. Portanto, a base de comparação é elevada.

No ano passado, foram desembolsados R$ 186,8 bilhões em crédito para aquisição de imóvel residencial. Trata-se de uma cifra recorde, segundo os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). "Descontada a inflação, [a cifra] equivale a um crescimento de 34,1% em relação a 2020 e 68,6% ante 2019", avaliaram os analistas.

"Em 2022, a demanda por financiamento imobiliário deve seguir em menor ritmo do que no ano passado", pontuaram os economistas. "O cenário prospectivo tornou-se mais desafiador, diante das persistentes pressões inflacionárias domésticas e internacionais, que devem impactar as condições financeiras, sobretudo a partir do próximo semestre."

O banco ressalva, porém, que "ainda assim, algumas características estruturais da economia brasileira sugerem resiliência do mercado de crédito imobiliário nos próximos anos". Conforme o relatório, "embora dê sinais de moderação, o crescimento da carteira tem se acomodado em patamar elevado no curto prazo, refletindo o movimento das linhas com taxas de mercado, que tem compensado a desaceleração das linhas com taxas reguladas".

De acordo com a equipe do Bradesco, "vale destacar também que a expansão da carteira não tem sido sustentada apenas pelo carregamento das operações passadas, mas também pela originação de novos créditos, que iniciou o ano em bom ritmo". Conforme o documento, as concessões de crédito imobiliário residencial somaram mais de R$ 25 bilhões no primeiro bimestre do ano, volume inferior a 2021, mas superior ao desembolsado no mesmo período entre 2017 e 2020, já descontada a inflação.

O volume recorde de novos financiamentos do ano passado teve vários fatores como impulso. "Além da queda das taxas de juros às mínimas históricas, o aumento do funding durante a pandemia teve papel determinante na dinâmica positiva do crédito imobiliário", disseram os economistas do Bradesco. "De março de 2020 ao final do primeiro semestre de 2021, os depósitos de poupança [principal fonte de recursos do setor] tiveram incremento de cerca de R$ 180 bilhões a preços constantes."

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) liberou R$ 205,4 bilhões em créditos na soma dos recursos para construção e para aquisição de imóveis, de acordo com a Abecip. "Parte desse aumento de captações se deu pelo motivo precaucional, diante da elevada incerteza dos indivíduos com o futuro da economia. Outra parte, e provavelmente a principal, foi pelas circunstâncias relacionadas à natureza da crise, em que o distanciamento social causou limitações nas cestas de consumo das famílias, especialmente no setor de serviços."

Na avaliação do banco, "neste ano, com a pandemia sob controle, o estoque de poupança retornou à tendência de crescimento observada antes da pandemia e outros instrumentos de captação começaram a ganhar maior relevância na composição de recursos disponíveis para financiamento habitacional". O Bradesco também chama a atenção para questões particulares do mercado. "Primeiro, a oferta está bem ajustada e abaixo dos patamares observados no ciclo 2014-16. Segundo, do ponto de vista regulatório, a melhora é evidente. Os distratos seguem em tendência de queda, tanto em volume de unidades, como em proporção das vendas. Em 2021, cerca de 12% das vendas foram distratadas, bem abaixo dos mais de 20% de 2018."

Os economistas concluem esperar "alguma resiliência da demanda por financiamentos de imóveis residenciais no curto prazo, com a inadimplência contida e o setor privado como um todo menos alavancado, quando comparado ao ciclo de 2014-16". O relatório pondera que "muitos dos imóveis vendidos entre 2020 e 2021 serão entregues neste ano, demandado algum financiamento nessa etapa".

A desaceleração mais pronunciada das novas concessões, na visão do banco, deve ficar mais concentrada no segundo semestre. O Bradesco pondera, no entanto, que alguns fatores ajudam a mitigar os desafios. O déficit habitacional elevado e o fato de a subida da taxa Selic não ser estrutural são os principais. "Embora os questionamentos tenham aumentado no ano passado, a âncora fiscal [teto de gastos] ainda está em vigência e não alteramos nossa avaliação de que a taxa real neutra esteja próxima de 4%."

Os pesquisadores, por fim, ressaltam ver nas pressões inflacionárias o maior risco para o setor. "Quanto mais tempo a inflação permanecer elevada, mais duradouras serão as pressões de custos, que devem impactar o preço final dos imóveis. Além disso, a duração do aperto monetário pode acabar se prolongando, reduzindo a quantidade de compradores elegíveis."

Em simulações baseadas nas estatísticas de renda familiar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (PNAD), para um financiamento de R$ 200 mil, haveria uma redução de 7,4 milhões de domicílios elegíveis ao empréstimo na comparação entre cenário com taxa de juros de 12% ao ano e de 6% ao ano. No caso de um imóvel de maior valor, de R$ 500 mil, a redução seria de 1,5 milhão de famílias elegíveis ao crédito, na comparação entre um ambiente com juros a 12% ao ano e em 6% ao ano.

Valor - SP   13/05/2022

Leandro Melnick, presidente da Even: incorporadora registrou lucro 82% menor — Foto: Claudio Belli/Valor 

A maior parte das incorporadoras que reportaram seus balanços ontem apresentou queda no lucro líquido no primeiro trimestre. O aumento do custo da construção e a onda da variante ômicron foram justificativas para o desempenho mais fraco em relação ao mesmo período de 2021.

A MRV&Co, que abrange MRV, a Luggo, a Urba e a americana AHS, reportou lucro atribuído aos controladores de R$ 71,3 milhões, queda de 47,89% ante igual período de 2021. A receita líquida atingiu R$ 1,67 bilhão, aumento de 4,8% na comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 5,8%, e foi de R$ 199 milhões.

A margem bruta da MRV&Co foi de 19,8%, queda de 8 pontos percentuais na comparação anual. A inflação do setor é apontada por Ricardo Rodrigues, diretor-executivo de finanças, como o principal motivo para a diminuição, e também afetou o caixa. Foi preciso aumentar o estoque de materiais para evitar novos aumentos de preço. A queda no imposto para importação de vergalhão de aço, anunciada pelo governo, vai ajudar a evitar novos aumentos do material, afirma o diretor, que analisa que a pressão nos custos continuará.

Com atuação no segmento de baixa e média renda, a Plano&Plano reportou queda de 56% no lucro líquido na comparação anual, para R$ 22 milhões, e de 43,2% no Ebitda, que fechou o trimestre em R$ 34,6 milhões. A Trisul viu seu lucro líquido recuar 71% no primeiro trimestre, para R$ 10 milhões, com margem líquida de 6,1%. A companhia não lançou no período. Na comparação anual, o Ebitda despencou 54%, para R$ 21,1 milhões.

Outra empresa que não lançou no trimestre foi a Tecnisa, que comemorou R$ 7 milhões de prejuízo líquido por ser o melhor resultado trimestral em três anos. A perda foi 73% menor do que a relatada no início de 2021. O Ebitda ficou em R$ 6 milhões, ante prejuízo de R$ 11 milhões no início de 2021.

A Even reportou lucro atribuído de R$ 15 milhões, valor 82% menor do que no mesmo período de 2021, com Ebitda de R$ 43,7 milhões, queda de 61% na comparação anual. Leandro Melnick, presidente da Even, afirma que a empresa tem tido dificuldade para repassar o aumento do custo da construção na venda das unidades, que ficaram com preço médio de R$ 612 mil, queda de 13,1% na base anual. “Não temos registrado ocorrências de estouro de custo nas obras, mas, na ponta das vendas, esse aumento pressiona as margens, porque não conseguimos repassá-lo aos clientes.”

A JHSF reportou lucro líquido de R$ 166,5 milhões no trimestre, queda de 13% ante o mesmo período do ano passado. Já o Ebtida cresceu 2,1% (R$ 236,9 milhões).

Contra a corrente, Melnick e EZTEC tiveram aumento dos lucros no primeiro trimestre. A gaúcha Melnick elevou o lucro atribuído em 51,8%, para R$ 22,2 milhões, e a receita líquida em 25,4%, a R$ 207 milhões, na comparação anual. O presidente Juliano Melnick diz que a empresa se beneficia de ter poucos concorrentes no Estado, e que ainda não conseguiu aplicar todo o dinheiro levantando da abertura de capital, em 2020. “Estar capitalizado nesse momento é bom.”

A EZTEC apresentou incremento de 43,5% no lucro atribuído, de R$ 105 milhões, e elevação de 105% no Ebitda, de R$ 80 milhões, ante o primeiro trimestre de 2021. A receita líquida cresceu 47,3% no trimestre, ante o início do ano passado (R$ 287 milhões). Mesmo com esses resultados, a margem bruta caiu 3%, para 39,3%. “À medida que projetos lançados durante e após pandemia ganham relevância nos resultados da companhia, maiores se tornam os custos reconhecidos”, afirma a empresa nos comentários que acompanham seu balanço.

NAVAL

Porto Gente - SP   13/05/2022

Arranjos logísticos eficientes e avanços tecnológicos nas instalações portuárias permitem o desenvolvimento dos mecanismos de mercado.

O Complexo Portuário é uma realização suprema da carreira política exitosa do secretário do Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Estado do Maranhão, engenheiro e ex-governador José Reinaldo Tavares. Uma logística grandiosa do seu Estado e que engloba 5 portos na Baia de São Marcos, 4 em São Luís, Terminal Portuário da Ponta da Madeira, Porto de Itaqui, os da Alumar e de Alcântara. Integra portos com profundidade de até 23 metros ao maior eixo ferroviário nacional, a Norte-Sul; conecta ampla e relevante rede de modais, para impulsionar um progresso econômico e social sustentável do norte e nordeste do Brasil, jamais visto.

Localizado junto ao hemisfério norte e próximo ao canal do Panamá, com marés de variações acentuadas, sua posição é estratégica para competir no novo arranjo do comércio mundial, com destaque com a China. Como parte do ecossistema amazônico, as práticas ESG (ambiente, social e governança) constituem um forte atrativo de financiamentos globais, para estruturar a movimentação de grãos e minérios para exportação, bem como gerar energia verde: eólica, solar, maré e gás natural.

Essa logística também conecta a cadeia de valor da plataforma de lançamento de Alcântara, com características gravitacionais adequadas para lançar foguetes espaciais com economia de combustível e ser um centro de desenvolvimento de tecnologias e ciência. A competência da Embrapa sobre a região e a participação da Universidade, como já ocorre, decerto irão promover uma inovação do papel histórico da agricultura e do extrativismo da Amazônia na consolidação de um processo de geração de capital e trabalho.

Investing - SP   13/05/2022

O impacto dos lockdowns na China para combater a Covid-19, especialmente no mega porto de Xangai, continuará por meses para o setor de transporte marítimo de cargas em contêineres, disse nesta quinta-feira o diretor presidente da MSC no Brasil, Elber Justo.

"A Covid, apesar de acharmos que ficou para trás... continuará impactando nosso negócio nos próximos meses", afirmou o executivo, durante seminário internacional do café, produto geralmente embarcado para o exterior em contêineres.

Exportadores, incluindo o setor de café, vêm lidando com o problema durante a pandemia, enfrentando maiores custos e também gargalos para escoar os produtos.

Segundo Lúcio Dias, superintendente comercial da cooperativa Cooxupé, maior exportadora de café do Brasil, "a logística estava muito ruim, deu uma melhorada, mas depois que a China voltou a fazer lockdowns atrapalhou bastante".

Justo, da MSC, ainda citou os efeitos da guerra no Leste Europeu para as movimentações de contêineres e a alta dos combustíveis gerada pelo conflito.

"As empresas de logística suspenderam rotas na região do Leste Europeu... o fechamento tem impactos no nosso negócio, as cargas que ficaram represadas causaram e ainda causam sobrecarga nos portos", declarou.

Em Xangai, ele citou que a situação continua a mesma, com 500 navios esperando para atracar, por falta de mão de obra e de berços para atracação.

"Apesar de todos os esforços, a situação continua bastante complicada na questão de disponibilidade de navios", afirmou ele.

Normalmente, as empresas fazem quatro viagens por ano até a Ásia, mas estão conseguindo fazer uma média de até 2,5 ciclos anuais.

"Tudo isso impactou no custo do frete, o efeito Covid de 2020 e 2021 elevou os custos para níveis que não vemos há muito tempo", disse o executivo, citando que o custo dos navios triplicou para 150 mil dólares por dia.

A indústria de transporte marítimo tem buscado diminuir os efeitos dos lockdowns com o uso de mais navios velhos, em vez de mandá-los para sucateamento.

"Menos de 1% dos navios estão parados mundo hoje...", afirmou ele, lembrando que apenas 19 embarcações foram para sucateamento em 2021, versus histórico de cem embarcações por ano.

"Tudo o que tiver boiando e tiver algum tipo de propulsão está sendo usado", afirmou.

Ele disse ainda que o setor está expandindo a vida útil dos contêineres, fazendo mais reparos, o que eleva custos, e aumentou a contratação da construção de navios.

O setor de transporte no mundo já tem contratada a construção de navios para um aumento equivalente a 20% da capacidade atual.

Com isso, existe a perspectiva de normalização da situação em breve, com a entrada de novos navios em 2023 e 2024.

Justo citou que os números do Brasil mostram que as movimentações de contêineres não diminuíram, mas a capacidade de atendimento foi reduzida em 10%, o que eleva os preços dos fretes.

Valor - SP   13/05/2022

Estudo do Ministério das Relações Exteriores aponta que a implantação do corredor diminuiria ainda em 23% o tempo de viagem entre o Brasil e o país asiático

Durante a abertura do Fórum Internacional de Logística Multimodal Sustentável (FILMS), em Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (11), João Carlos Parkinson de Castro, ministro da carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, defendeu a implantação do corredor ligando os oceanos Atlântico e Pacífico para reduzir distâncias e o custo do transporte para o acesso a mercados.

Estudos da pasta apontam que a rota poderia reduzir 30% os custos de transporte de cargas entre Brasil e China, além de reduzir em 23% o tempo de viagem. Para o diplomata, um corredor Bioceânico Multimodal de Capricórnio, ligando portos do Chile ao de Paranaguá, conectando Argentina e Paraguai, garantiria melhor acesso aos mercados asiáticos, favorecendo o desenvolvimento da indústria de transformação no Paraguai e a exportação de produtos com mais valor agregado.

“Produtos brasileiros, paraguaios, argentinos e chilenos serão exportados para Ásia, Costa Oeste das Américas, Peru, Colômbia e Equador com maior eficiência e menor custo e tempo”, disse ele, destacando que a iniciativa poderia fomentar um polo industrial e agrícola no entorno de Foz do Iguaçu.

Castro lembrou a escalada do custo do frete marítimo na atual conjuntura internacional, além da dificuldade de encontrar contêineres. Para ele, corredores logísticos como o proposto responderiam a essas questões.

Coordenador do evento logístico, Danilo Vendruscolo afirmou que os países têm boas condições para levar seus produtos aos grandes mercados mundiais e a criação do Corredor Bioceânico Multimodal de Capricórnio, poderia reduzir em “30% os custos para o transporte de cargas e atrair investimentos”. Entretanto, Vendruscolo salientou que é preciso evoluir em novas soluções logísticas.

Ao que indica, os países têm interesse no projeto. Segundo o embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, o governo de seu país está à disposição para contribuir com soluções logísticas na região, já que o país vizinho não tem saída para o mar e a rota ajudaria a escoar seus produtos.

“Nós, dos governos, temos o papel de ser a voz para levar as demandas à prática, trabalhando sempre juntos, setor público e privado”, declarou.

O cônsul da Argentina em Foz do Iguaçu, Alejandro Massucco, mencionou que o corredor bioceânico será um indutor para o comércio e os transportes. “O futuro está na integração de nossos povos. Nessa época difícil, com o mundo precisando de alimentos, Brasil, Paraguai e Argentina são produtores por excelência. Com uma integração inteligente, não vamos parar”.

Corredor Bioceânico — Foto: Divulgação

Revista Ferroviaria - RJ   13/05/2022

Em reuniões em Nova York, Marcelo Sampaio, ministro da Infraestrutura, ouviu pedidos de investidores para ampliar o prazo de concessão do Porto de Santos de 35 para 50 anos.

“Dois fundos nos falaram que o ideal seria ter um prazo maior. Vamos voltar para a prancheta e ver se faz sentido para o país”, disse Sampaio, à Folha.

“A gente tem uma referência de 30, 35 anos, que seria um bom período, porque você pode pedir renovação por igual período, e chegar a 70 [anos]. Com 50, eu vou até cem”, prosseguiu.

O ministro explicou que os investidores temem que o prazo de 30 anos não seja suficiente para absorver o atendimento às contrapartidas da concessão.

Em março, no primeiro leilão de privatização de gestão de portos no Brasil, a Codesa, que opera os portos de Vitória e Barra do Riacho, foi concedida por um prazo de 35 anos. O sucesso do edital, que teve 41 concorrentes, animou o governo a seguir com a privatização de Santos.

Sampaio também disse ter ouvido muitas questões sobre as ações para melhorar o acesso ao porto. Em resposta, ele disse que o governo deu informações sobre o processo de renovação das ferrovias sob controle da MRS e que planeja estimular o agrupamento de cargas de mesmo tipo de material, para facilitar a logística.

O valor da concessão do Porto de Santos é estimado em R$ 18 bilhões. Além de melhorias nas docas, o edital, que ainda está sendo elaborado, deve prever melhorias no entorno, como nas ferrovias e outras vias de acesso.

Sampaio disse que a inflação também impactou bastante os custos da construção civil, e que o governo está revendo os editais em preparação para atualizar os valores. Além disso, disse que um mecanismo criado para compensar variações cambiais bruscas nos contratos seguirá sendo usado nos próximos projetos.

O ministro reafirmou que o governo planeja realizar a concessão do porto até o fim de novembro ou começo de dezembro.

“De alguma forma, a gente tem um semestre desafiante por questões políticas, vai ter as eleições, mas eu acredito que a gente consegue manter [os prazos] por serem ativos com um olhar de longo prazo”, projeta. “Estou no ministério há 15 anos, e as concessões têm sido feitas há anos, por vários governos diferentes.”

O governo espera realizar ao menos R$ 200 bilhões em concessões em 2022. Para este ano, também estão previstos o leilão de 15 aeroportos. A chamada sétima rodada prevê três blocos. Um deles inclui o aeroporto de Belém, o segundo traz o de Congonhas (SP) e o último junta terminais voltados à aviação executiva, como o Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ).

Haverá também seis lotes de rodovias para leilão no Paraná. E os portos de Itajaí (SC) e São Sebastião também devem ser concedidos neste ano, espera o ministro.

Santos é o maior porto de cargas da América Latina. A estrutura, criada há 130 anos, movimentou 147 milhões de toneladas de mercadorias em 2021. Sua privatização poderá ser usada na campanha de Tarcísio Gomes, ex-ministro da Infraestrutura que disputa o governo do estado de São Paulo, e deixou o cargo em março.

PETROLÍFERO

Valor - SP   13/05/2022

Agência destacou que o reforço das sanções às exportações de petróleo da Rússia pode afetar fortemente a indústria petrolífera daquele país e colocar a produção de petróleo nos níveis mais baixos de há quase duas décadas

A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou suas projeções para o fornecimento global de petróleo neste ano em 100 mil barris por dia, para 99,2 milhões de barris por dia. A demanda, no entanto, deverá se manter neste ano nos 99,4 milhões de barris por dia.

Nesta quinta-feira, a AIE afirmou ainda que o reforço das sanções às exportações de petróleo da Rússia, incluindo o embargo planejado pela União Europeia (UE), pode afetar fortemente a indústria petrolífera russa e colocar a produção de petróleo nos níveis mais baixos de há quase duas décadas.

Os produtores de petróleo da Rússia estão tentando encontrar clientes para o seu petróleo após a invasão ordenada pelo Kremlin na Ucrânia, que foi recebida com múltiplas sanções e cortes de relações comerciais entre os compradores de petróleo e a Rússia, pressionando um mercado de energia já sobrecarregado.

A quebra de oferta totalizou 900 mil barris por dia em abril e deve crescer para até três milhões de barris por dia a partir de julho, apontou a agência. No total de 2022, a produção de petróleo da Rússia pode cair para 9,6 milhões de barris por dia, o que marcaria o nível mais baixo desde 2004.

A UE propôs proibir todas as importações de petróleo russo, medidas já adotadas pelos EUA e algumas outras nações ocidentais aliadas. No entanto, a proposta enfrentou oposição dentro do bloco e algumas das diretrizes mais duras foram descartadas.

Infomoney - SP   13/05/2022

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 12, após uma sessão volátil. O WTI teve leve alta, enquanto o Brent recuou, pressionados pelo avanço do dólar ante suas principais rivais. A redução nas projeções para oferta e demanda do óleo pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) também esteve no radar, enquanto investidores seguem avaliando impactos da covid-19 na China e reflexos da guerra da Rússia na Ucrânia.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para junho subiu 0,91% (US$ 0,41), a US$ 106,13, enquanto o do Brent caiu 0,06% (US$ 0,06), a US$ 107,45, na Intercontinental Exchange (ICE).

A sessão foi marcada por preços voláteis da commodity, o que o analista da Oanda, Edward Moya, atribui às perspectivas cada vez mais incertas sobre demanda por petróleo à medida que a inflação continua “desconfortavelmente alta” e acelerou as preocupações com o crescimento global.

“O tom de fuga de risco em Wall Street está levando a um dólar muito mais forte que está pesando sobre os preços do petróleo. Muitos operadores de energia seguem fixados sobre o potencial embargo da União Europeia sobre o petróleo russo, o que agora parece estar perdendo forças”, diz Moya, que destaca as dificuldades do bloco em conseguir apoio da Hungria.

Logo após as projeções da Opep, o petróleo chegou a acelerar queda, antes de ganhar fôlego. A Organização reduziu sua previsão de aumento tanto para demanda quanto para oferta global da commodity em 300 mil barris por dia (bpd) para 2022.

Fora do grupo, a expectativa é que oferta seja de 2,4 milhões bpd, 300 mil a menos do que o previsto anteriormente. Para Moya, neste cenário, o mercado de petróleo pode ter dificuldades caso a China decida seguir com os abrangentes lockdowns em sua cidade.

Já o Commerzbank ressalta que há preocupações claras de que o fornecimento de gás pela Rússia seja ainda mais restrito, o que poderia aumentar demanda por petróleo.

Valor - SP   13/05/2022

Situação se agravou na medida em que o uso da energia como arma pela Rússia se concretizou, diz ministro da Economia alemão

Os preços do gás natural na Europa dispararam ontem, um dia depois de a Rússia divulgar um conjunto de sanções contra empresas de energia atuantes no continente que pode pôr o fornecimento ainda mais em risco.

Entre as empresas que sofreram sanções de Moscou estão ex-subsidiárias da gigante estatal russa de gás Gazprom na União Europeia e o proprietário polonês de um importante trecho de gasoduto. As restrições podem reduzir a flexibilidade da Europa para importar gás russo por meio de rotas que não passem pela Ucrânia, embora analistas afirmem que ainda não se sabe qual será o impacto total sobre o fornecimento de gás.

Um dos alvos das sanções russas foi a Gazprom Germania, uma unidade importante da Gazprom cujo controle foi assumido pelo governo alemão no mês passado. O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, disse ontem que algumas subsidiárias da Gazprom Germania pararam de receber gás russo como resultado das sanções, mas garantiu que as empresas encontraram alternativas não russas.

“A situação tem se agravado, na medida em que o uso da energia como arma se concretizou”, disse Habeck. Ele avaliou que a intenção por trás das sanções russas parece ser a de elevar os preços do gás.

Habeck afirmou que a iniciativa russa cortou o fornecimento de gás para a Alemanha em 10 milhões de metros cúbicos por dia, ou cerca de 3% do fornecimento anual de gás russo para o país. Segundo ele, esses volumes podem ser conseguidos com fornecedores alternativos no mercado de gás.

Ainda assim, Habeck pediu à população que reduza o consumo de gás, para se preparar caso a Rússia corte todas as exportações. “Economizar, economizar, economizar seria algo extremamente benéfico para nós este ano”, disse ele.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou ontem que não pode haver negociações com as empresas sob sanção, que estão proibidas de fornecer gás russo, mas ressalvou que outras empresas podem continuar envolvidas no fornecimento.

Os contratos futuros do gás holandês, que são a referência no noroeste da Europa, saltaram 18% ontem, enquanto os preços do gás no Reino Unido subiram 34% e os da energia na Alemanha, 15%. Embora os preços do gás estejam abaixo dos níveis máximos de março, eles ainda estão mais de quatro vezes mais altos do que no ano passado, o que aumenta as pressões inflacionárias que têm empurrado os bancos centrais a apertar sua política monetária.

Outro fator que eleva ainda mais os preços é que a quantidade de gás russo que vai para a Europa através da Ucrânia deve cair em quase um terço. Pouco mais de 53 milhões de metros cúbicos de gás estavam agendados para fazer essa rota ontem, uma queda com relação aos 73,4 milhões da quarta-feira. Não foi possível determinar o que causou a queda nas exportações via Ucrânia. Para analistas, é provável que isso não esteja relacionado com as sanções de Moscou, e sim com uma demanda menor de gás russo pelos grandes clientes da Gazprom na Europa Ocidental e Meridional.

Pelas transações fechadas anos atrás com a produtora estatal russa, as concessionárias de serviços e outros clientes pagam de acordo com o nível pelo qual o gás foi negociado no mês anterior. Os preços no mercado à vista europeu eram mais altos na época do que são hoje, o que levou as empresas a explorarem o mercado europeu em vez de obter mais gás diretamente da Gazprom.

Os preços da energia na Europa começaram a disparar no segundo semestre de 2021, quando a oferta mundial de gás natural diminuiu. Eles voltaram a subir depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro, criando uma incerteza enorme sobre o fornecimento de energia para a Europa.

Na noite de anteontem, Moscou anunciou as sanções contra 31 empresas de energia, entre elas a Gazprom Germania e a EuRoPol GAZ, proprietária do trecho polonês do gasoduto Yamal-Europa, que transporta gás russo para a Alemanha. Outros alvos foram a operadora de armazenamento de gás Astora, e a empresa de exportação e importação Wingas, ambas subsidiárias da Gazprom Germania.

Tom Marzec-Manser, analista de gás da ICIS, disse que as sanções contra a Germania e suas subsidiárias parecem ser basicamente simbólicas, pois têm pouco efeito prático sobre o fornecimento de gás. Já as sanções contra a EuRoPol, segundo ele, podem impedir Berlim de importar gás russo pelo gasoduto Yamal-Europa. “Você limita suas rotas para o mercado”, disse Marzec-Manser. “Isso representa um risco para o fornecimento.”

AGRÍCOLA

CIMM - SP   13/05/2022

Segundo a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, os fabricantes de máquinas agrícolas comemoraram em 2021 o melhor ano da história do segmento, com aumento de 43% nas vendas, totalizando um faturamento total de R$ 20,5 bilhões. Máquinas agrícolas modernas significam aumento de produtividade e, consequentemente, maior produção de alimentos. Os principais fabricantes de tratores estão presentes no mercado brasileiro, como AGCO (que reúne as marcas Massey Ferguson, Valtra, Challenger, Fendt e GSI), John Deere, CNH Industrial, New Holland e Agrale. Juntas venderam 58,4 mil unidades aos produtores rurais brasileiros no ano passado.

A Gühring Brasil já atende esse próspero mercado fornecendo ferramentas de alta tecnologia para os fabricantes de implementos agrícolas. “Nosso portfólio de soluções contemplabrocas, fresas, alargadores, machos de corte e um portfólio de serviços que se adequa muito bem a este setor”, ressalta Neider Oliveira Soares, coordenador de engenharia e Inteligência de Mercado, da Gühring Brasil, empresa global com mais de 120 anos de experiência na produção de ferramentas rotativas.

O engenheiro cita algumas das ferramentas para este setor, como brocas especiais de metal duro, brocas para usinar ferro fundido vermicular (CG), como é o caso da RT 100 R. Já a RT 100 U é uma broca de metal duro desenvolvida para trabalhar, principalmente, com aço, ferro fundido, inox e superligas; além de diversas versões da broca HT 800, inclusive para ferro fundido; como também a linha de brocas canhão EB 80. “São ferramentas robustas, de alta tecnologia, utilizadas na usinagem de cabeçote, de bloco de motor, virabrequim, carcaças, entre outras”, explica Soares.

Ele cita também soluções de fresamento de alta performance, como é o caso da fresa RF 100 U, ferramentas de rosqueamento premium, além das linhas de escareadores Spyrotec, alargadores HR 500, máquinas térmicas e cones térmicos.

A Gühring está disponibilizando um leque e serviços para atender o setor máquinas agrícolas, que é o Retooling, uma modalidade de serviços oferecida dentro da divisão de negócios de OEM (Original Equipment Manufacturer), onde a Gühring desenvolve o projeto de usinagem junto ao cliente, para que no final ele possa ter um processo de fabricação robusto, de qualidade e com alta produtividade.

O Estado de S.Paulo - SP   13/05/2022

Após quatro meses de revisões para baixo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou em abril a projeção para a produção agrícola em 2022, reforçando as expectativas de uma safra recorde, apesar da seca que atingiu os Estados do Sul do País na virada do ano, durante o verão. No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de abril, divulgado nesta quinta-feira, 12, o IBGE estima uma safra total de 261,5 milhões de toneladas, alta de 3,3% em relação ao resultado de 2021.

No ano como um todo, o bom desempenho da agricultura deverá ser garantido, se o clima permitir, por uma safra recorde de milho, com 111,9 milhões de toneladas, salto de 27,5% ante 2021, quando houve uma grande queda na produção. Ano passado, a produção de milho foi derrubada pelo atraso no plantio da segunda safra – por causa da demora no início do período chuvoso da primavera de 2020 – e pela estiagem e pelo frio no inverno de 2021.

“Após uma forte queda na produção, em 2021, efeitos do atraso do plantio e da falta de chuvas nas principais Unidades da Federação produtoras, aguarda-se um ano dentro da normalidade, notadamente durante a época de 2ª safra, que é a principal e deve responder por 77,4% da produção brasileira. A produção nacional de milho deve alcançar novo recorde nacional”, diz a nota divulgada pelo IBGE.

Para este ano, ainda poderá haver incerteza em relação ao clima, mas o plantio da segunda safra de milho se deu na época de sempre. Por isso, o IBGE projeta uma produção de 86,6 milhões de toneladas na segunda safra de milho, salto de 39,4% ante 2021. Com a colheita finalizada, a primeira safra de milho produziu 25,3 milhões de toneladas, segundo o LSPA de abril, queda de 1,4% ante 2021. A primeira safra foi atingida pela seca no Sul durante o verão.

A principal vítima dessa seca no Sul, porém, foi a safra de soja, principal cultura nacional. Com a colheita praticamente encerrada, o LSPA de abril projeta uma safra de 118,5 milhões. A estimativa até ficou 2,0% acima da registrada no LSPA de março, mas, ainda assim, representa um tombo de 12,2% ante 2021. Segundo o IBGE, a safra de 2021/2022 de soja foi “marcada por efeitos climáticos adversos, com registro de forte estiagem durante o desenvolvimento da cultura nos estados do centro-sul do País”.

Outra vítima da seca e do frio no inverno de 2021, a produção total de café deverá atingir 3,3 milhões de toneladas em 2022, ou 54,9 milhões de sacas de 60 kg, alta de 12,0% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento, os cafeicultores não têm muito o que comemorar, já que a alta na produção deverá ficar abaixo do potencial. Isso porque, naturalmente, os pés de café dão mais frutos num ano e menos no seguinte. As safras em que os pés de café dão mais frutos são chamadas pelos especialistas como de “bienalidade positiva”. Naturalmente, o salto de produção nesses anos é elevado.

O problema é que as geadas e o frio extremo do inverno do ano passado atingiram em cheio os cafezais, afetando não só a produção na safra de “bienalidade negativa”, em 2021, como a deste ano. “Em 2022, a safra do café arábica será de bienalidade positiva, com aumento expressivo da produção, embora o clima seco e excessivamente frio do inverno de 2021 possa ter reduzido o potencial esperado”, diz a nota do IBGE.

Junto do LSPA de abril, o IBGE divulgou nesta quinta-feira, 12, as Pesquisas Trimestrais da Pecuária, apontando para aumento da produção de carne bovina e suína no primeiro trimestre, enquanto a produção de carne de frango caiu. O abate de bovinos cresceu 4,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os três primeiros meses de 2021, somando 6,91 milhões de cabeças. Na comparação com o quarto trimestre de 2021, houve aumento de 0,1%.

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