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13 de Abril de 2022

INDA

Diário do Comércio - MG   13/04/2022

Mais de 45 dias do início do conflito no Leste europeu e os impactos mundo afora vão tomando proporções escaláveis em diversos segmentos. Para além da questão humanitária que paira sobre os olhos e ouvidos de quem acompanha os noticiários da guerra diariamente, a inflação global é o que preocupa no campo econômico. Os preços das commodities vêm batendo recordes atrás de recordes, onerando o custo de setores da indústria nacional que dependem de insumos importados, como a siderurgia.

O carvão mineral – especialmente a hulha betuminosa – usado pelas siderúrgicas brasileiras e 100% importado, por exemplo, tem a Rússia como segundo maior produtor mundial. A Austrália aparece em primeiro e os Estados Unidos em terceiro em termos de produção. Como consequência da guerra e as restrições mercadológicas, o preço do insumo saiu de cerca de US$ 100 a tonelada para mais de US$ 700 a tonelada. E, embora o preço já tenha baixado um pouco, a situação ainda preocupa.

A percepção é do presidente-executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. “Na rota integrada, a participação do carvão vai de 40% a 50% do custo, enquanto do minério de 20% a 60%. Ou seja, temos em dois produtos que estão sob fortes impactos, a participação de 60% a 80% do custo da produção do aço. Na rota elétrica, considerando a sucata, o gusa e a liga, passa de 65%. Por isso, todo esse turbilhão está mexendo com a estrutura de custo no mundo todo e no Brasil não seria diferente”, explica.

Mas os impactos não param por aí. O executivo também lembra da elevação dos fretes marítimos e seguros que envolvem esse tipo de operação. Assim, o repasse de preços para a cadeia torna-se inevitável. Lopes pondera que se trata de uma questão de mercado e que não é possível prever. Mas admite que “as empresas estão sendo impactadas e serão ainda mais”.

Reajustes na cadeia
O movimento já começou. Conforme publicado, de acordo com Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, o reajuste nos preços previsto para abril movimentou as distribuidoras nacionais, que chegaram a antecipar as compras no mês passado.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) anunciaram aumentos de 20% na matéria-prima – reajuste que deverá ser aplicado de forma gradativa. A ArcelorMittal e a Gerdau também já falaram em novos preços.

Exportações em alta

Outro fator que tem provocado a elevação nos preços diz respeito à demanda. O presidente-executivo do Aço Brasil cita que, em função da guerra da Rússia com a Ucrânia, as usinas brasileiras também estão tendo a oportunidade de exportar mais. É que enquanto o Brasil, com a produção de 36 milhões de toneladas de aço, é o nono maior produtor do mundo, o país comandado por Vladimir Putin aparece em quinto, com 76 milhões de toneladas. Já a Ucrânia, vem na 14ª posição, com 21 milhões de toneladas.

“Ambos são grandes produtores e exportadores de produtos siderúrgicos. Imagine o estrago! Além disso, a Rússia também é o segundo maior fornecedor de placas para os Estados Unidos. O Brasil é o primeiro. Ou seja, com as sanções impostas àquele país, abriu-se mais uma janela de oportunidade para as siderúrgicas brasileiras”, destaca.

Sobre o futuro, Lopes é bem cético. “Não há perspectiva. O mundo todo aguarda uma definição. Pois além de todas as perdas e impactos humanitários, ainda temos essas consequências econômicas”.

O presidente do Inda, Carlos Loureiro, foi além e disse ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, no mês passado, que, mesmo que a solução da guerra aconteça, o setor do aço já terá sido muito afetado. “A Ucrânia teve usinas bombardeadas, então a ausência da Ucrânia vai ser grande no mercado. A Rússia também enfrenta problemas com as sanções. Juntas, são grandes fornecedores de aço no mundo inteiro, principalmente, para a Europa”, disse.

SIDERURGIA

Revista Mineração - SP   13/04/2022

Os preços spot do minério de ferro com teor de 62% avançaram US$ 3,50 nesta terça-feira, para US$ 154,00 a tonelada.

Os contratos futuros do aço na China mostraram recuperação nesta terça-feira (12/04), após fortes perdas na sessão anterior, já que governos locais foram instados a garantir um transporte tranquilo dos principais materiais de produção.

O Conselho de Estado da China disse na segunda-feira (11/04) que as autoridades locais não devem “poupar esforços” para desbloquear os canais de transporte e assegurar a logística para necessidades diárias e produtos agrícolas, energéticos e matérias-primas.

O transporte foi dificultado recentemente em meio às medidas do governo chinês para impedir a propagação da Covid-19, resultando em maiores estoques de produtos siderúrgicos nas usinas e nos traders.

O vergalhão de aço mais ativo na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em outubro, saltou 2,2%, para 5.035 yuans (US$ 790,57) por tonelada no fechamento.

As bobinas laminadas a quente usadas no setor manufatureiro terminaram com alta de 1,8%, a 5.180 yuans por tonelada. Os futuros de aço inoxidável avançaram 0,4%, a 19.555 yuans por tonelada.

No entanto, analistas ainda estão cautelosos com o consumo de aço, já que o surto atual de Covid-19 continua prejudicando a demanda.

As matérias-primas subiram na Bolsa de Dalian depois que a cidade de Tangshan, um centro siderúrgico, suspendeu um lockdown geral.

Os futuros de minério de ferro de referência, para entrega em setembro, subiram 4,4%, para 925 yuans por tonelada. Os preços spot do minério de ferro com teor de 62% avançaram US$ 3,50, para US$ 154,00 a tonelada, segundo a consultoria SteelHome.

Diário do Vale - RJ   13/04/2022

– Em nota oficial, a CSN confirmou que recebeu, nesta segunda-feira (11) as reivindicações dos metalúrgicos para o acordo coletivo 2022/2023, e informou que está avaliando os itens da pauta. A empresa também destacou que “as negociações devem seguir a legislação e movimentos paralelos não têm amparo legal”.

Na lista de reivindicações, estão incluído: reajuste salarial, a partir de 1º de maio de 2022, com reposição do INPC integral, acumulado no período de 1º de maio de 2020 a 30 de abril de 2022 e um abono correspondente a 1,62 salários, relativos aos 2 (dois) anos que os empregados ficaram sem reajustes.

A empresa se refere a um grupo de trabalhadores que se apresenta como “comissão independente de negociação” e que, supostamente, mobilizou paralisações pontuais em alguns setores da Companhia durante a semana passada. Vários desses trabalhadores foram demitidos na segunda (11), o que motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a recomendar que a empresa reintegre os demitidos.

Decisão judicial

A CSN conseguiu, nesta terça (12) uma decisão judicial que impede Tarcísio Xavier Pereira e Edimar Miguel Pereira Leite de praticar “atos que inviabilizem a entrada e saída de funcionários ou terceirizados da sede da requerente nesta comarca, bem como se abstenha da prática de atos que resultem em ameaça ou dano à propriedade ou à pessoa”. A juíza que emitiu a decisão determinou multa de R$ 5 mil para cada ocorrência de desrespeito à ordem judicial.

Nota de apoio

A Diocese Volta Redonda/Barra do Piraí emitiu, nesta terça (12) uma nota de apoio aos trabalhadores. Veja a íntegra:

“O clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso” (Tg 5,4b)”

“Com preocupação humana e pastoral, tomei conhecimento da mobilização que se encontra em andamento entre numerosos trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Trata-se,dadas as informações recebidas, de uma legítima e necessária organização em vista da reivindicação de melhores salários, de participação nos lucros e rendimentos da empresa e ampla cobertura do plano de saúde”.

“Diante disso, faz-se necessário ressaltar, em conformidade com a Doutrina Social da Igreja,

que não é lícito obter o lucro à custa da dignidade do trabalhador, da sua humilhação e da violação dos seus direitos.”

“As pautas acima mencionadas revelam-se, portanto, justas e dignas de apoio e solidariedade

por parte daqueles que creem no Deus-amor e desejam que a sua vontade seja feita na terra, tal como é feita no céu.”

“De fato, “o trabalhador deve ser remunerado de tal modo que tenha a possibilidade de manter dignamente a sua vida e a dos seus, sob o aspecto material, social, cultural e espiritual, considerando-se a tarefa e a produção de cada um, assim como as condições da empresa e do bem comum” (Gaudium et spes, 67). O que significa dizer, que aos trabalhadores deve ser assegurada justa remuneração, que seja capaz de suprir as suas necessidades e as de sua família.”

“Além disso, os trabalhadores devem participar, de modo justo, daquilo que eles mesmos produziram. A Igreja, em sua Doutrina Social, não condena o lucro, desde que seja partilhado por todos aqueles que ajudaram a gerá-lo, o que comumente se chama ‘participação nos lucros e resultados’”.

“Lamento que um grupo de trabalhadores, ligados à organização da mobilização em questão, tenha sido sumariamente demitido. Pergunto-me se a demissão desses trabalhadores não esteja fundada no fato de que, justamente esses, estejam à frente da mobilização, o que tornaria essas demissões imorais e pecaminosas. Por isso, expresso vivamente o seguinte apelo: que aos trabalhadores demitidos seja devolvido o seu posto de trabalho, assegurando-lhes, assim, a dignidade e a paz de espírito.”

“Por fim, apelo à consciência dos que estão investidos de autoridade e aos dirigentes da CSN para que contribuam, conforme suas possibilidades e competências, no avanço das negociações, procurando, de modo preferencial, corresponder às necessidades dos trabalhadores.”

“Próximos das festas pascais, desejo ardentemente que a glória do Cristo ressuscitado brilhe sobre a vida de todos os que esperam ver realizadas as suas esperanças.”

ECONOMIA

Valor - SP   13/04/2022

Parte dessa melhora pode ser explicada pela visão dos empresários em relação ao momento atual da economia, diz gerente de análise econômica da confederação

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu de 55,4 pontos em março para 56,8 pontos em abril. O avanço de 1,4 ponto reverte a queda de 1,3 ponto no primeiro trimestre deste ano.

O Icei varia de 0 a 100 e tem uma linha de corte em 50 pontos, todo valor acima indica confiança e abaixo falta de confiança. Foram entrevistadas 1459 empresas, sendo 564 pequenas, 577 médias e 318 grandes, entre 1º e 7 de abril de 2022.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que é a primeira vez, neste ano, que o índice avança, após uma sequência de três recuos. Parte dessa melhora pode ser explicada pela visão dos empresários em relação ao momento atual da economia.

Neste mês, o Índice de Condições Atuais, que compõe o Icei, subiu um ponto e ficou em 49,9 pontos.

“Por estar muito próximo da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra uma percepção neutra das condições atuais em relação aos seis meses passados, ao contrário, do que vinha ocorrendo desde o início no ano, quando a visão era mais negativa”, explica Marcelo.

O Índice de Expectativas avançou 1,6 ponto, para 60,2 pontos. Ao se mover para mais acima da linha divisória dos 50 pontos, o indicador sinaliza expectativas ainda mais otimistas da indústria para o futuro próximo.

Globo Online - RJ   13/04/2022

RIO — A perspectiva de um ciclo de alta dos juros no Brasil para além de maio, quando era esperado o fim das elevações na taxa básica feitas pelo Banco Central nos últimos meses, ficou ainda mais provável para o mercado com uma declaração do chefe da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, sobre a inflação.

A taxa básica de juros (Selic) atualmente está em 11,75% ao ano e as projeções já apontam para 13,5%.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, na segunda-feira, que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, de 1.62%, a maior inflação para o mês desde 1994, surpreendeu, e afirmou que o núcleo da inflação (que retira as maiores variações de alta e de baixa do índice) está muito alto.

O IPCA de março também foi a maior taxa desde janeiro de 2003 (2,25%). Com o resultado, o IPCA acumula alta de 11,30% em 12 meses, maior índice desde outubro de 2003. O número veio acima do esperado pelo mercado e analistas já revisam as projeções de inflação e dão como certo que o Banco Central vai subir os juros numa intensidade ainda maior que a esperada no início do ano.

A convicção entre os investidores e analistas de que os juros vão subir por mais tempo só ganhou força na segunda-feira com a declaração de Campos Neto admitindo ter sido surpreendido pelo índice.

Porta aberta para alta até junho

O economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, diz que Campos Neto deixou a porta aberta para subir os juros também em junho. Para a reunião de maio, segue a previsão de que a taxa suba para 12,75%.

Após a ata da última reunião do Comitê de Politica Monetária (Copom) de março sinalizar que o ciclo de alta de juros terminaria em maio, o mercado começou a ver aperto monetário mais curto. Mas isso mudou:

— Realmente foi um número de inflação alto e surpreendente. O mercado está pondo nos preços que o ciclo não vai se encerrar no 12,75% e, provavelmente, vai para 13,25%.

Espírito Santo lembra ainda o índice de difusão (a parcela de produtos e serviços que subiram em março) também veio alto, o que aumenta a preocupação do mercado, pela disseminação da inflação.

O economista do banco BV, Carlos Lopes, concorda:

— O IPCA como um todo, mostrou que a inflação é disseminada, que ataca vários grupos da economia. E começa a jogar uma inflação esperada para o ano que vem muito grande.

Lopes diz que o mercado já espera um alta adicional em junho e algumas chances de elevação também em agosto. Tanto que o banco subiu de 13,25% para 13,5% a previsão para a taxa de juros.

— As expectativas do mercado (para o fim de 2023) vêm subindo. Já estamos no segundo ano de inflação acima do teto da meta. É importante ele reagir agora diante da piora das expectativas de inflação — afirmou.

O banco Credit Suisse, em relatório divulgado logo após o IPCA na semana passada, revisou os juros para 14% no fim do ciclo.

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, porém, afirma que, a partir de agosto, qualquer subida nos juros só terá impacto em 2024, quando as previsões de inflação estão dentro da meta, por isso não seria necessário novas altas de juros:

— Acreditamos que o BC irá optar por uma última alta adicional de 100 pontos-base na reunião de maio, elevando a taxa Selic ao nível de 12,75% ao final do ciclo de aperto monetário.
‘Mais alta aqui’

Segundo Campos Neto, o BC está analisando os novos números a fim de verificar se mudará algo na análise para a tendência da inflação.

Ele disse que essa aceleração na inflação ocorreu também em outros países, em diferentes magnitudes, mas reconheceu que é um problema para o Brasil, com o agravante de que a desvalorização do real frente ao dólar vem alimentando a inflação junto com a alta dos preços internacionais das commodities agrícolas e do petróleo.

— A realidade é que nossa inflação está muito alta, o núcleo está muito alto. A gente tem comunicado com maior transparência possível nosso processo de enfrentamento a essa inflação mais alta e mais persistente — declarou Campos Neto na segunda-feira.

Dólar pode dar alívio no longo prazo

Espírito Santo acredita que a recente queda do dólar pode ajudar a retirar a pressão inflacionária, mas ressalta que isso leva tempo:

—Inflação a gente sobe de elevador e desce de escada. A queda é mais lenta, então, quando temos uma depreciação da nossa moeda, isso faz com que a inflação suba muito rápido. O inverso é um pouco mais lento. Vamos aproveitar em algum momento no tempo dessa queda do dólar, mas não será no curtíssimo prazo.

Valor Investe - SP   13/04/2022

País já tinha subido uma posição entre os maiores exportadores em 2020, quando subiu para a 26ª posição. Para 2022, as exportações em valor têm o benefício da alta de preços de commodities
O Brasil voltou a subir uma classificação no ranking dos exportadores mundiais e recuperou uma posição como importador em 2021, num cenário complicado de pandemia de covid-19 e rupturas nas cadeias de abastecimento, apontam dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em 2021, o país tornou-se o 25º maior exportador mundial de mercadorias, com vendas de US$ 281 bilhões e que representaram alta de 34% comparado ao ano anterior. O Brasil aumentou sua fatia nas vendas globais, agora representando 1,3% do total comparado a 1,2% no ano anterior.

O Brasil já tinha subido uma posição entre os maiores exportadores em 2020, quando subiu para a 26ª posição.

Ao mesmo tempo, em 2021 o Brasil tornou-se o 27º maior importador, depois de ter perdido uma posição e ficado em 29º em 2020. Suas compras atingiram US$ 235 bilhões, com alta de 38%. Representaram 1% do total mundial em 2021, comparado a 0,9% no ano anterior.

Com relação ao comércio de serviços, o Brasil não está entre os 30 maiores exportadores, com suas vendas de US$ 32 bilhões, numa alta de 16% em comparação a 2020. Ao mesmo tempo, é o 26ª maior importador, com compras de US$ 49 bilhões ou 0,9% do total mundial. As importações brasileiras de serviços cresceram 2% no ano passado.

Para 2022, as exportações em valor têm o benefício da alta de preços de commodities. No geral, na América do Sul e Caribe, porém, a OMC revisou para uma variação negativa a projeção para exportações da região, -0,3% contra +2% estimados antes.

No caso das importações, América do Sul e Caribe podem ter alta de 4,8%, comparada aos 2,1% estimados no ano passado.

OMC revisa para baixo comércio até 2023 e alerta sobre China

A OMC também revisou para baixo suas projeções para exportações e importações para os dois próximos anos. E alertou que a guerra da Rússia contra a Ucrânia não é o único fator que coloca em perigo a retomada já frágil do comércio mundial. A OMC avalia, contudo, que a guerra de fato não é o único fator que pesa sobre o comércio mundial. E constata que os lockdowns na China, para combater a pandemia de covid-19, perturbam de novo o comércio marítimo num momento em que as pressões nas cadeias de fornecimento pareciam se atenuar.

Os confinamentos na China, para combater a propagação de covid-19, podem conduzir a novas penúrias de insumos para a produção industrial e à inflação mais elevada.

As novas cifras oficiais da OMC são de que, com a guerra na Ucrânia, o crescimento em volume do comércio de mercadorias pode ficar em 3% neste ano, comparado a 4,7% estimado antes. Para o ano que vem, as trocas podem aumentar 3,4%, mas trata-se de projeção plena de incertezas por causa da guerra.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, alertou para o impacto da disrupção das cadeias de abastecimento, alta de inflação e impacto significativo sobre as populações pobres do mundo "onde os produtos alimentares representam uma grande proporção das despesas das famílias.”

As perspectivas para a economia global se ensombreceram desde o início da guerra na Ucrânia em 24 de fevereiro, constata a OMC. O impacto econômico mais imediato da crise tem sido um forte aumento nos preços das commodities. Apesar de suas pequenas participações no comércio e produção mundial, a Rússia e a Ucrânia são grandes fornecedores de commodities essenciais, incluindo alimentos, energia e fertilizantes, cujo fornecimento está agora ameaçado pela guerra.

Pelas projeções da OMC, o PIB mundial à taxa de câmbio do mercado deverá crescer 2,8% neste ano, após ter expandido 5,7% no ano passado. O crescimento da produção poderá aumentar para 3,2% no ano que vem, no caso de persistência de incertezas geopolíticas e econômicas.

A região de influência da Rússia deverá registrar uma baixa de 12% de suas importações e contração de 7,9% de seu PIB em 2022, mas suas exportações poderão aumentar 4,9% diante da dependência de outros países em relação à energia russa.

Em 2021, o comércio mundial de mercadorias em volume aumentou 9,8%. O valor em dólares do comércio internacional aumentou 26%, atingindo US$ 22,4 trilhões. Significa que os preços de exportação e importação deram um salto de 15% no ano passado, em média. O valor em dólar do comércio aumentou 59% no caso de combustíveis e produtos de mineração, 19% para os produtos agrícolas e 21% para os produtos manufaturados.

Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

Globo Online - RJ   13/04/2022

A economia global poderá entrar em recessão até o fim deste ano como consequência do aumento da inflação pós-guerra na Ucrânia e dos surtos de Covid na China, que têm levado a lockdowns frequentes na segunda maior economia do planeta.

A previsão é do Peterson Institute for International Economics (PIIE), um dos principais centros de pesquisa dos EUA.

Outros economistas têm alertado para os riscos crescentes de uma recessão global por uma combinação de fatores: a disparada nos preços do petróleo e dos alimentos, por causa da guerra na Ucrânia, levaram a uma retração no consumo dos países ricos ao mesmo tempo em que a China enfrenta uma desaceleração por causa do aumento nos casos de Covid no país.

"Após um ano de recuperação dos efeitos (econômicos) da pandemia, quase todos os países estão vendo uma desaceleração significativa em seu crescimento", disse Karen Dynan, membro sênior do PIIE e ex-economista-chefe do Departamento do Tesouro dos EUA, em relatório do instituto.

Executivos veem risco de recessão

O PIEE prevê que, apos expansão de 5,8% em 2021, a economia global cresça apenas 3,3% na média deste ano, mas o risco de uma recessão no fim de 2022 é crescente.

Pesquisa também divulgada hoje pelo Bank of America mostra que a maior preocupação dos grandes gestores de investimento é com uma recessão mundial. Este foi o risco mais citado no levantamento, por 26% dos executivos entrevistados.

A guerra na Ucrânia foi o terceiro item mais citado, com 16% das respostas. A parcela dos investidores que responderam esperar uma piora na economia global nesta pesquisa mensal do BofA é a pior da série histórica. E a previsão de uma estagflação é a mais alta desde agosto de 2008.

A pesquisa do Bank of America ouviu 292 executivos que têm, juntos, US$ 833 bilhões sob gestão.

A Organização Mundial do Comércio (OMC), por sua vez, reduziu sua projeção para o crescimento global este ano para 2,8%. A previsão anterior era de 4,1%. A entidade alertou para uma expansão menor no comércio global, como resultado da guerra na Ucrânia, e para os riscos de um mundo mais dividido.

- A História nos ensinou que dividir o mundo em dois blocos rivais e virar as costas para os países mais pobres não leva nem à prosperidade nem à paz - afirmou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.

A entidade reduziu sua previsão para o resultado do comércio global este ano para 3%, contra 4,7% na estimativa anterior.

O Estado de S.Paulo - SP   13/04/2022

Depois da grande surpresa em março, quando o IPCA atingiu a maior taxa para o mês desde 1994, ano do lançamento do Plano Real, a inflação ao consumidor terá no curto prazo mais uma pressão adversa: os preços no atacado voltaram a ter um forte repique e o alívio esperado com a queda na cotação do dólar ante o real brasileiro ainda não se faz sentir.

Os últimos índices de preços no atacado acenderam o sinal amarelo. Em março, o IGP-DI subiu 2,37%, após alta de 1,50% em fevereiro. Já a primeira prévia de abril do IGP-M acelerou 1,88%, após ter ficado estável (0%) no mesmo período de março. No caso dos preços ao produtor do IGP-M, o IPA-M passou de deflação de 0,10% na primeira prévia de março para alta de 2,04% em abril.

A pressão ainda está vindo dos preços de produtos industriais, como eletrodomésticos e automóveis, em razão do aumento nos custos de combustíveis e de outras matérias-primas.

Nesse contexto, o comportamento do dólar será crucial para amenizar a pressão nas cotações das commodities e reduzir os preços de bens. Nos últimos 30 dias, o dólar já caiu cerca de 8% em relação ao real, levando a perda acumulada em 2022 para mais de 16%.

Nos cálculos da economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Solange Srour, o repasse cambial é de 8%, ou seja, uma valorização de 10% do câmbio resultaria numa redução de 0,80 ponto porcentual em 12 meses no IPCA. Segundo Srour, a taxa de equilíbrio do câmbio está ao redor de R$ 4,60, levando-se em conta os preços das commodities e o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Esse cenário poderia reduzir a inflação de 2023, que é hoje o foco do Banco Central. Srour projeta inflação de 7,8% em 2022 e de 4,3% em 2023.

“Não basta o câmbio apreciar: é preciso que este movimento seja também visto como algo mais persistente para afetar os preços e as expectativas”, diz Srour. “Neste momento, com o Federal Reserve dando sinais de que pode levar os juros americanos para um nível mais restritivo, não vemos esse risco (de apreciação cambial) como algo que compense nossa visão assimétrica para a inflação: alta inercial, inflação global, expectativas desancoradas e choques de commodities que levam tempo para ser transmitidos em todas as cadeias.”

A taxa anual do IPCA foi de 11,30% em março. Com o repique nos preços do atacado, não somente o pico da inflação anual ao consumidor poderá ser maior, como também o processo de desaceleração do índice para abaixo de dois dígitos será bem mais lento, o que, num círculo vicioso, poderá contaminar as expectativas.

Globo Online - RJ   13/04/2022

A inflação ao consumidor nos EUA subiu para 8,5% nos 12 meses encerrados em março, o maior patamar desde 1981. A alta foi puxada principalmente pela disparada no preço dos combustíveis, com a gasolina respondendo por quase metade da inflação.

No mês de março, os preços subiram em média 1,2%, a maior alta desde 2005. A gasolina disparou 18,3% e o custo da energia teve alta de 11%. A subida dos alimentos foi de 1%.

A cotação do petróleo mudou de patamar após a invasão da Ucrânia pela Rússia, pressionando os custos de combustíveis no mundo todo.

O resultado da inflação americana veio ligeiramente acima do previsto por analistas, que projetavam uma variação de 8,4%, e bem superior aos 7,9% de variação anual registrada em fevereiro.

A leitura do IPC de março representa o que muitos economistas esperam ser o teto do atual período inflacionário, pois captura o impacto do aumento dos preços de alimentos e energia após a invasão russa da Ucrânia.

Embora o Fed esteja adotando uma política mais dura, a inflação não deve recuar tão cedo para a meta de 2% do banco central, especialmente considerando a guerra, o aumento de casos de Covid-19 na China e o aumento da demanda por serviços, como viagens.

Ao mesmo tempo, cresce o risco de que a inflação leve a economia a uma recessão. Um coro crescente de economistas espera que a atividade econômica se contraia à medida que os gastos do consumidor diminuem em resposta ao aumento dos preços ou porque o Federal Reserve vai corrigir demais sua política monetária em seu esforço de recuperação. No entanto, a maioria ainda espera que a economia cresça.

Principais preços

A guerra na Ucrânia, que começou no fim de fevereiro, levou a um aumento nos preços da energia por temores de que o corte do petróleo e do gás russos aumentaria a oferta já restrita.

O relatório mostrou que os preços da energia subiram 11% em março em relação ao mês anterior, o maior desde 2005, enquanto os preços da gasolina saltaram 18,3%, o maior ganho desde 2009.

Os preços do gás, por sua vez, começaram a cair nas últimas semanas, em parte devido à queda da demanda na China, onde várias grandes cidades estão sob estritos bloqueios devido ao aumento de casos de Covid. Se mantida, a queda sugere que os preços de energia terão menos impacto sobre a inflação em abril.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, os chamados núcleos de preços aumentaram 0,3% em relação ao mês anterior e 6,5% em relação ao ano anterior, ambos abaixo do projetado e devido em grande parte à maior queda nos preços de veículos usados desde 1969.

Os números são “uma pausa bem-vinda dos aumentos centrais aquecidos nos últimos tempos, e os custos dos combustíveis parecem diminuir em resposta à recente retração nos preços do petróleo”, disse Sal Guatieri, economista sênior da BMO Capital Markets, em nota, acrescentando:

“No entanto, alimentos, aluguel e alguns outros itens parecem continuar problemáticos e é preciso agir para desacelerar o recuo esperado da inflação no próximo ano.”

O relatório mostrou que a inflação de bens permaneceu elevada, enquanto os serviços continuaram avançando. Na comparação anual, a inflação de bens, excluindo alimentos, energia e veículos usados, aumentou 8,1% em março, o maior desde 1981.

Os preços dos carros usados, que há meses impulsionavam a alta da inflação de bens, caíram 3,8% em março, a segunda queda mensal consecutiva. Os preços dos carros novos, entretanto, subiram ligeiramente.

Já os custos dos serviços aumentaram 5,1% em relação ao ano anterior, o maior avanço desde 1991. As tarifas aéreas subiram um recorde de 10,7% em março em relação a fevereiro. Já os custos com abrigos, que incluem aluguéis e estadias em hotéis, subiram 0,5% pelo segundo mês.

AUTOMOTIVO

Infomoney - SP   13/04/2022

As vendas de motos superaram as de carros de passeio em março (110 mil unidades no varejo contra 108,3 mil), segundo a Abraciclo (a associação dos fabricantes de motos), e a produção dos veículos de duas rodas tiveram a maior produção para março em dez anos.

A expansão dos serviços de entrega (delivery) e a busca por meios de transporte individual financeiramente mais acessíveis — tanto em preço quanto em gastos com combustível — são as principais causas do crescimento das vendas.

Montadoras têm o pior mês de março em produção de carros dos últimos 19 anos, aponta AnfaveaFiat Strada é o carro mais vendido no 1° trimestre de 2022 no país; veja ranking

Além disso, sem sofrer com a falta de peças na mesma intensidade das montadoras de carros, a indústria de motos fabricou 136,4 mil unidades em março, um crescimento de 8,4% frente a 2021 e só atrás do mesmo mês de 2012, quando foram montadas 179,5 mil no terceiro mês daquele ano.

Os números divulgados nesta terça-feira (12) pela Abraciclo confirmam que a oferta dos veículos de duas rodas segue em recuperação após as restrições de produção no início do ano passado, devido à segunda onda da pandemia. Contra fevereiro, a produção subiu 27,4%.

Capacidade de aumentar a produção

Durante a apresentação do balanço à imprensa, o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, comentou que as montadoras de motos têm capacidade de acelerar a produção se a demanda surpreender nos próximos meses.

“De forma geral, pequenas questões ligadas ao abastecimento sempre estão presentes em nossa indústria. Mas não temos questão muito especifica como tem a indústria de automóveis, que vem se queixando da falta de componentes eletrônicos. Em nosso caso, esta não é uma questão preponderante”, disse o executivo.

Fermanian acrescentou que o alto índice de nacionalização (90%) dos modelos de menor cilindrada, responsáveis por dar escala à indústria, traz menor dependência de peças importadas, onde está o maior gargalo de produção da indústria de veículos. “Nossa indústria tem conseguido suplantar essas dificuldades de abastecimento, e temos conseguido avançar bem neste ano”.

Saída da 2ª onda de Covid

Foram produzidas 327,1 mil motos no primeiro trimestre, 37,8% acima do que no mesmo período de 2021. A base de comparação é fraca porque no início do ano passado as montadoras tiveram que reduzir o horário de produção em função da onda de contaminações pela Covid-19.

Com o colapso nos hospitais de Manaus (AM), onde as fábricas de motos estão instaladas no país, também houve restrições no fornecimento de gases industriais, usados em trabalhos de solda, dada a urgência de levar oxigênio aos pacientes que estavam internados nas UTIs.

Apesar da recuperação, Fermanian disse que o setor ainda não chegou a um equilíbrio entre oferta e demanda devido ao funcionamento das fábricas ainda estar limitado por protocolos de prevenção que impedem um maior número de operários de trabalharem ao mesmo tempo. Com isso, os estoques continuam em níveis considerados baixos.

Previsão conservadora e longe do recorde

Apesar dos números até agora positivos, a Abraciclo citou preocupações com o impacto da alta dos juros e das incertezas típicas de anos eleitorais para manter a sua previsão de uma produção de 1,29 milhão de motos em 2022.

O volume projetado representa uma alta de 7,9% em relação a 2021 e de 16,4% ante 2019, quando os resultados não eram afetados pela pandemia. Mas ainda segue bastante distante das mais de 2,1 milhões de motocicletas produzidas em 2011.

“Ainda estamos muito distantes do auge. Nossa perspectiva é gradativamente avançar ao patamar de 2 milhões novamente”, afirmou o presidente da Abraciclo.

Valor - SP   13/04/2022

Montadora japonesa disse que vai esperar que a infraestrutura de abastecimento esteja pronta

A Honda anunciou que investirá US$ 40 bilhões em veículos elétricos nos próximos dez anos, mas não chegou a colocar os modelos movidos apenas a baterias como prioridade, uma vez que aposta em seus carros híbridos para dominar o mercado no curto prazo.

Embora a empresa tenha se tornado a primeira montadora do Japão, em abril de 2021, a declarar que abandonaria gradualmente os carros a gasolina e diesel, a Honda tem apenas um modelo de veículo elétrico no mercado, estando atrás da Volkswagen e de outras montadoras mundiais.

Ontem, a Honda informou que confiaria em seus modelos híbridos, que combinam sistemas a gasolina e elétricos, até que a infraestrutura necessária para permitir mais veículos elétricos nas ruas e estradas esteja pronta, uma decisão que acompanha a lógica de outras montadoras, como a Toyota e a BMW, para minimizar riscos.

“Precisamos levar em conta múltiplos fatores, como o ambiente em que se vive e a taxa de penetração da energia renovável, em vez de apenas simplesmente mudar para os veículos elétricos”, disse Toshihiro Mibe, executivo-chefe da Honda, que assumiu o cargo em abril de 2021.

Mibe enfatizou que a tecnologia híbrida da Honda, que combina um motor menor a gasolina ou a diesel com uma bateria, guiará o caminho da empresa nos próximos dez anos. “Estamos pondo fim aos motores convencionais, mas ainda vamos ter foco nos híbridos, e eles serão nossa força em 2030 ou mesmo em 2035”, afirmou.

A montadora delineou planos para aproveitar ao máximo suas parcerias com a General Motors (GM) e a Sony para entrar no mercado de veículos elétricos de preços acessíveis. A Honda planeja 30 modelos de veículos elétricos até 2030 e uma produção de mais de 2 milhões por ano. As ações da Honda quase não se mexeram nesta terça-feira.

Na semana passada, a Honda anunciou que desenvolveria em conjunto com a GM milhões de veículos elétricos acessíveis para os mercados da América do Norte e da China, com produção programada para 2027.

O fornecimento de baterias é um problema cada vez maior para a Honda, uma vez que as montadoras pelo mundo correm para assegurar estoques suficientes para aumentar a produção. “Como eles obtêm as baterias de veículos elétricos é muito mais importante do que o quanto eles investem em veículos elétricos”, disse Sanshiro Fukao, membro sênior do Itochu Research Institute.

À medida que a empresa tenta alcançar as rivais internacionais, “a Honda sob o comando de Mibe está se afastando cada vez mais da produção interna; e atrair fornecedores de baterias deveria ser a maior prioridade para qualquer montadora hoje”, acrescentou Fukao.

Na América do Norte, a montadora japonesa disse que usaria a bateria Ultium, da GM, e que estudava a criação de um empreendimento conjunto com uma empresa não informada para produzir baterias destinadas ao uso em veículos elétricos.

Na China, a Honda comprará baterias da CATL, maior fabricante mundial de baterias do mundo, enquanto no Japão comprará baterias da Envision AESC, principal fornecedora de baterias da aliança Renault - Nissan, para furgões elétricos compactos de uso comercial.

Seiji Sugiura, analista sênior da firma de consultoria Tokai Tokyo Research Institute, disse que, embora o anúncio mostre o comprometimento da Honda com os veículos elétricos, “o mercado de ações ainda tem ceticismo”.

Valor - SP   13/04/2022

As vendas globais de novos veículos elétricos dobraram em 2021, para 4,6 milhões de unidades, ultrapassando os carros híbridos pela primeira vez, mostram novos dados, impulsionados pela forte demanda na China e na Europa.

O “Nikkei Asia”calculou os volumes de vendas com base em dados da empresa de pesquisa japonesa MarkLines. As vendas de novos veículos elétricos em todo o mundo em 2021 aumentaram para 2,2 vezes o nível de 2020, enquanto as vendas de carros híbridos novos aumentaram 35%, para cerca de 3,1 milhões. As vendas de veículos elétricos quase triplicaram em relação a 2019, com as vendas de híbridos subindo cerca de 30%.

O salto nas vendas de veículos elétricos se deve em grande parte à forte demanda na China, o maior mercado mundial para esses veículos. De acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, as vendas de novos veículos elétricos em 2021 aumentaram 2,6 vezes em relação ao ano anterior, para 2,91 milhões de unidades. Subsídios governamentais e o lançamento de modelos baratos levaram mais consumidores a comprar veículos elétricos.

A montadora chinesa Wuling lançou seu Hong Guang Mini EV de baixo custo em 2020, que estava disponível por cerca de US$ 4.000. Ele vendeu cerca de 420 mil unidades do carro em 2021. As vendas totais de carros no país atingiram 26,27 milhões de unidades, com os elétricos representando 10% ou mais disso pela primeira vez.

As vendas de veículos elétricos também estão ganhando força nos países ocidentais. Na Alemanha, cerca de 340 mil elétricos foram vendidos em 2021, 1,8 vezes mais do que 2020. Isso também é quatro vezes o número de carros híbridos vendidos em 2021. Nos Estados Unidos, cerca de 490 mil elétricos foram vendidos em 2021, ou 1,8 vezes mais do que os volumes de 2020.

As vendas de veículos elétricos no Japão ficaram em torno de 20 mil unidades em 2021, destacando a expansão relativamente lenta do mercado no país.

Muitos países estão trabalhando para aumentar a participação dos elétricos em esforço global para a descarbonização. Na Noruega, eles estão isentos do imposto sobre valor agregado, ajudando os elétricos a responder por metade de todas as vendas de carros novos no país.

Na China, o governo exige que as grandes montadoras vendam veículos elétricos e outros tipos de veículos ecológicos. A União Europeia pretende proibir novas vendas de carros movidos a gasolina e híbridos até 2035.

Já o estado norte-americano da Califórnia excluiu carros híbridos da categoria "veículos de emissão zero". O estado exige que as montadoras produzam uma certa porcentagem de veículos com emissão zero.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas disse em um relatório publicado na semana passada que os veículos elétricos que funcionam com eletricidade produzida por métodos que emitem menos dióxido de carbono podem contribuir mais para a redução de emissões no transporte.

O Japão está enfrentando uma pressão crescente para acelerar o lançamento de elétricos. A Honda anunciou na terça-feira que investirá 5 trilhões de ienes (US$ 40 bilhões) na próxima década no desenvolvimento de veículos elétricos e software automotivo. O objetivo é vender 30 modelos elétricos globalmente até 2030 e produzir 2 milhões de unidades anualmente.

A Toyota também planeja investir 4 trilhões de ienes no desenvolvimento de veículos elétricos até 2030, enquanto sua rival Nissan Motor planeja gastar 2 trilhões de ienes entre elétricos e híbridos nos cinco anos até 2026.

Enquanto isso, a alemã Volkswagen planeja investir 52 bilhões de euros em veículos elétricos nos cinco anos até 2026. Seu objetivo é fazer com que representem 25% de todas as suas vendas de carros novos em 2026, ante os atuais 5%.

A americanaTesla lançou novas fábricas na Alemanha e nos Estados Unidos, dobrando sua capacidade de produção para 2 milhões de unidades este ano em relação a 2021.

Subsídios governamentais e infraestrutura de carregamento desempenham um papel vital para o avanço dos elétricos. Embora as vendas de carros híbridos ainda estejam aumentando e provavelmente não diminuam imediatamente, está ficando mais claro que as montadoras pretendem brigar pela liderança na corrida global de veículos elétricos.

De acordo com a consultoria norte-americana Alix Partners, as gigantes automobilísticas globais devem investir US$ 330 bilhões no desenvolvimento de veículos elétricos nos cinco anos até 2025.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor – SP   13/04/2022

Cury, Lavvi, Melnick, Plano&Plano e Even divulgaram ontem as prévias operacionais

Com cinco lançamentos no primeiro trimestre de 2022, a incorporadora Cury registrou um acréscimo de 32,3% na comparação anual, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 781,2 milhões, divulgou a companhia em sua prévia operacional nesta terça-feira, após fechamento do mercado. O preço médio das unidades lançadas atingiu R$ 241,1 mil, alta de 20,7% frente ao mesmo período do ano anterior e de 0,2% ante o quarto trimestre.

Com foco na faixa mais alta do programa Casa Verde e Amarela e nos consumidores que estão logo acima dela, o VGV da incorporadora cresceu 27,6% no comparativo entre mesmos trimestres, para R$ 753,4 milhões - um recorde histórico.

Cury conseguiu elevar preços em 12,5% nas unidades vendidas e em 20,7% nos imóveis lançados no período

Em relação ao quarto trimestre, as vendas também cresceram 23,2%. O preço médio da unidade vendida no período foi de R$ 230 mil, alta de 12,5% na base anual e de 0,8% ante o quarto trimestre. Já o valor das unidades lançadas subiu 20,7% na comparação com os primeiros três meses de 2021, para R$ 241,1 mil.

O aumento no valor cobrado pelas unidades foi a saída adotada pela incorporadora para se defender do aumento da inflação, principal ponto de atenção desde o ano passado, diz o presidente da companhia, Fábio Cury.

Segundo ele, o repasse do aumento dos custos ao consumidor só foi possível porque a incorporadora está conseguindo atingir um público com renda maior. “Temos que pegar uma pessoa com renda cada vez maior para comprar o mesmo produto, e ainda o encontramos por conta dos nossos terrenos e produtos, e por estar em São Paulo e no Rio”, diz o presidente.

Entre janeiro e março, o índice de vendas sobre oferta (VSO) da Cury passou de 38% para 41,4%. Em março do ano passado, o VSO da companhia era de 43,5%.

A preocupação do executivo é até quando será possível repassar os custos ao consumidor sem corroer as margens de lucro. “Repassamos boa parte, mas tudo tem limite, vai ter uma hora que não vamos mais conseguir”.

A Cury gerou caixa de R$ 17,6 milhões no trimestre. Ao fim de março, seu banco de terrenos correspondia ao VGV potencial de R$ 9,95 bilhões, o que representa 44,6 mil unidades.

Os níveis de repasse da companhia também cresceram, com o VGV repassado nos primeiros três meses do ano superando em 13,3% o quarto trimestre e 79,3% o reportado um ano antes.

Para o segundo trimestre, a Cury planeja chegar a R$ 1,1 bilhão em lançamentos. A estratégia da empresa é ter um primeiro semestre forte para compensar um eventual cenário conturbado pela eleição na segunda metade do ano. “Queremos fazer um ano melhor do que o passado”, afirma o presidente. A meta é chegar a R$ 3 bilhões em lançamentos, contra R$ 2,8 bilhões em 2021.

Outra incorporadora que divulgou prévia ontem, a Lavvi registrou R$ 162 milhões em vendas líquidas contratadas no primeiro trimestre, alta de 89% sobre o mesmo período de 2021. Já sua velocidade de venda caiu 1,4 ponto percentual, para 20%.

A companhia lançou R$ 230 milhões, concentrados no empreendimento High Wonder, no centro de São Paulo - ao final do trimestre, 52% das 258 unidades estavam vendidas. Há um ano, não houve lançamentos.

A incorporadora Melnick registrou lançamentos de R$ 578 milhões em VGV no trimestre, alta de 23% ante o mesmo período de 2021. Excluindo parceiros e permutas físicas, o montante foi de R$ 335 milhões - R$ 267 milhões, recuo de 20,3%.

As vendas líquidas da companhia caíram 20,2%, para R$ 87 milhões, enquanto as brutas somaram R$ 120 milhões, recuo de 11% ante o primeiro trimestre de 2021.

O índice de VSO no trimestre foi de 27%, queda de 4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Com foco no segmento popular, a Plano&Plano reportou um aumento de 161% nos seus lançamentos no primeiro trimestre, no comparativo anual, totalizando R$ 267,6 milhões.

Entre janeiro e março, suas vendas líquidas cresceram 10,8% sobre o mesmo período de 2021, para R$ 371,5 milhões, novo recorde. Ante o quarto trimestre foi apurado acréscimo de 22%. O VSO nos últimos 12 meses atingiu 41,2%, aumento de dois pontos percentuais na base anual.

Em ritmo inverso de lançamentos, a Even registrou queda de 43,5% nos primeiros três meses do ano, no comparativo anual, de R$ 716 milhões, para R$ 405 milhões (considerando apenas a parte da Even). Somando as parcerias, o VGV caiu de R$ 932 milhões para R$ 778 milhões.

As vendas líquidas da incorporadora (considerando parceiros) somaram R$ 388 milhões no primeiro trimestre de 2022. Desse total, a participação da Even responde por R$ 252 milhões, queda de 57% ante o valor informado um ano antes, de R$ 586 milhões. No período, o índice de vendas sobre oferta consolidado foi de 8%, sendo 28% o VSO de lançamentos.

FERROVIÁRIO

IstoÉ Online - SP   13/04/2022

A companhia de logística VLI registrou aumento de 10% no transporte de cargas pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS) em 2021, ano em que o Brasil registrou uma safra recorde de soja, mas uma queda expressiva na colheita de milho pela seca, segundo relatório antecipado à Reuters.

A companhia, que opera ferrovias, portos e terminais, disse que o tramo norte da FNS movimentou 11,1 milhões de toneladas no ano passado.

Os principais produtos transportados pela companhia foram soja, milho e celulose, disse a empresa, ressaltando que a movimentação dessas três cargas cresceu 10%, em linha com o resultado geral no tramo norte da FNS.

“Mesmo em um cenário altamente desafiador, a operação da VLI na FNS alcançou um crescimento expressivo, de dois dígitos, no volume de cargas e em receita”, disse o CEO Ernesto Pousada, em nota.

Ele ressaltou que a companhia tem colaborado para agregar mais competitividade para o negócio de seus clientes, “com consequente ganho de eficiência nas exportações do país”.

A operação do tramo norte registrou crescimento acima do total geral da empresa, que transportou 59 milhões de toneladas em malha ferroviária no ano passado, alta de 3,7%.

Produtos como combustíveis, farelo de soja, biodiesel e álcool também compõem o mix de fluxos no importante corredor de escoamento do agronegócio brasileiro em direção aos portos do sistema norte, disse a empresa, sem detalhar volumes.

A receita líquida da operação da VLI no tramo norte teve crescimento acima da movimentação, de 19,6% em relação a 2020, alcançando 1,097 bilhão de reais.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu 563,7 milhões de reais, alta de cerca de 9% na comparação anual.

A VLI, que tem a mineradora Vale como principal acionista, investiu o valor total de 917,5 milhões de reais na FNS em 2021, aplicados na manutenção e modernização dos ativos operacionais e em aumento de capacidade, além de projetos de meio ambiente e segurança.

No ano passado, a companhia anunciou seus compromissos ESG, elaborados com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Entre as metas estabelecidas estão a redução de 15% de emissão de gases do efeito estufa por tonelada transportada, a diminuição de 20% de consumo de água nova nas operações e o alcance de 30% de mulheres em cargos de liderança.

As metas que envolvem as questões sociais serão cumpridas até 2025, enquanto as relacionadas ao meio ambiente serão conquistadas até 2030, disse a empresa.

Rodoviário

Valor - SP   13/04/2022

Leilão do Bloco 3, que atraiu consórcio de empresas médias, prevê investimento de R$ 3,4 bilhões

O governo do Rio Grande do Sul deverá realizar, na tarde de hoje, leilão de um bloco de rodovias no Estado - o chamado Bloco 3. Apenas um grupo apresentou proposta, o Consórcio Integrasul, formado por duas empresas de médio porte: Silva & Bertoli Empreendimentos e Gregor Participações. A sessão pública ocorrerá na sede da B3, em São Paulo.

O projeto prevê investimentos de R$ 3,4 bilhões ao longo da concessão, que terá 30 anos de duração. O bloco de estradas soma 271,5 km, que interligam a cidade de Caxias do Sul (RS) à capital e a municípios do interior. Está prevista a duplicação de 116,4 km, além da construção de 59,9 km de terceiras faixas.

O critério de seleção do edital é o maior desconto sobre a tarifa de pedágio - como há apenas um concorrente, a expectativa é que não haja deságio significativo.

A equipe responsável pela estruturação do projeto já previa um menor nível de interesse pelo contrato. Desde a realização dos estudos que embasaram o edital e a entrega de propostas, na quinta-feira da semana passada, o cenário de custos mudou significativamente, devido à disparada no preço de insumos, como asfalto e aço, e à alta da taxa de juros. O governo gaúcho, porém, decidiu manter a concorrência em caráter de teste - caso não houvesse interesse, o edital seria remodelado.

O leilão será o primeiro do setor rodoviário em 2022 e vinha sendo apontado como termômetro do mercado. Na fila, há uma série de concessões, estaduais e federais, prestes a serem lançadas.

Neste mês, no dia 27, ainda está prevista a licitação da Parceria Público Privada (PPP) do Rodoanel Norte, do governo de São Paulo. Há pedidos no setor privado pelo adiamento da concorrência, para ampliar o período de análise, mas a data está mantida.

O leilão do Rodoanel de Belo Horizonte, que estava marcado para o dia 28 de abril, já foi postergado pelo governo mineiro, a pedido das empresas. A licitação foi reagendada para 28 de julho, uma semana após o leilão de outros dois blocos de rodovias do Estado (Lote Triângulo Mineiro e Lote Sul de Minas), que por sua vez também já foram adiados.

O próprio governo gaúcho tem outros dois lotes de rodovias para serem licitados - a equipe decidiu começar pelo Bloco 3 por considerar que era o menor e o com maior possibilidade de atrair interesse. O Bloco 1 inclui 444,7 km de estradas e investimento de ao menos R$ 4 bilhões. O Bloco 2 prevê 1.131 km e R$ 3,8 bilhões em obras.

NAVAL

Consultor Jurídico - SP   13/04/2022

Foi publicado em 25 de março o trecho da Lei nº 14.301/2022, instituidora da "BR do mar", programa do qual tratamos nesta coluna (clique aqui), que recria o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária, o Reporto. A regra havia sido vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional, que o ressuscitou antes da Páscoa.

O programa permite que os portos, concessionárias de transporte ferroviário, empresas de dragagem, recintos alfandegados de zona secundária e, na qualidade de centro de treinamento, o Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO) efetuem aquisições e importações de bens destinados ao seu ativo imobilizado para a execução de seus serviços com suspensão do imposto de importação (desde que inexista similar nacional), IPI, PIS e Cofins. Após cinco anos e comprovada a destinação dos bens, a suspensão é convertida em isenção, no caso dos impostos, e alíquota zero para as contribuições.

A possibilidade de aplicação dessa regra de suspensão seguida de desoneração tinha se encerrado em 31 de dezembro de 2020. Contudo, a proposta inicial aprovada pelo Congresso, e agora restaurada com a derrubada do veto e consequente promulgação do dispositivo em 24 de março de 2022, "prorrogava" o prazo para permitir a sua aplicação nas aquisições entre janeiro de 2022 a dezembro de 2023 (ou seja, pelo prazo de dois anos).

Em função dessa tramitação legislativa atípica, a norma entrará em vigor mencionando um período já iniciado para a desoneração, durante o qual diversos potenciais beneficiários da benesse já promoveram aquisições tributadas de maneira integral, sob o regime geral.

Esse cenário gera uma relevantíssima e inovadora questão de direito intertemporal a ser dirimida: poderiam as beneficiárias do Reporto alterar o tratamento jurídico anteriormente outorgado para suas aquisições e importações realizadas ao longo deste ano sem o amparo do regime e, consequentemente, solicitar a devolução dos valores já recolhidos, dado que a norma posteriormente promulgada estabelece como marco inicial da sua aplicação uma data pretérita?

A questão exige uma série de considerações jurídicas de considerável complexidade, a começar pela indagação a respeito da própria possibilidade de aplicação retroativa da norma e sobre qual seria a base legal para fazê-lo.

Em primeiro lugar, abstraindo-se o rico debate em torno da natureza jurídica dos regimes especiais [1], é possível se vislumbrar um argumento favorável ao aproveitamento retroativo decorrente justamente da barreira metodológica do artigo 111 do Código Tributário Nacional (CTN), que determina que as regras isentivas se aplicam literalmente, ou seja, sem qualquer restrição que venha a reduzir ou ampliar o espectro da outorga de isenção.

Como a disposição textual do legislador foi atingir as aquisições entre janeiro de 2022 a dezembro de 2023, não há espaço para se desconsiderar o comando da norma mediante a adoção de uma interpretação limitante por parte da Administração. Eventual incompatibilidade do desígnio normativo com o ordenamento no qual se insere deve ser enfrentada pelas vias procedimentais adequadas, sem resistência à sua aplicação plena enquanto estiver vigente e se presumir sua legitimidade.

A este respeito, diga-se, em absoluto pertinente o relato de Carlos da Rocha Guimarães sobre os debates que culminaram no texto final do anteprojeto do Código Tributário Nacional, ao propor à comissão o uso do advérbio "restritivamente" no lugar de "literalmente" para a redação daquele que se tornaria o controverso artigo 111, ao que foi imediatamente admoestado por Rubens Gomes de Sousa, que explicou ser o objetivo do dispositivo delimitar a interpretação ao exato espaço de conformação da lei, sem, no entanto, admitir-se qualquer restrição em prejuízo do contribuinte das concessões nele previstas, o que implicava a impertinência do termo aventado, que foi, como se sabe, rechaçado [2]. A ratio legislatoris indica com bastante clareza a proposta de se passar ao largo da apreciação teleológica na construção da sombra normativa projetada pela isenção, seja para fins de restrição ou de ampliação.

Mas, ainda que assim não fosse, uma análise mais detalhada da legislação é igualmente apta a revelar a inexistência de qualquer óbice à edição de norma de desoneração retroativa. Embora a maioria das normas jurídicas brasileiras apenas produza efeitos prospectivos, o direito brasileiro permite que elas promovam efeitos em relação a fatos jurídicos passados desde que assim estabeleçam de maneira explícita e não incorram em violação a outros direitos maiores protegidos pela Constituição.

Essa possibilidade é extraída da interpretação a contrario sensu do inciso XXXVI do artigo 5º da Magna Carta (que ressoa na lei de introdução às normas do direito brasileiro) ao proibir a norma jurídica de afetar retroativamente apenas a coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido como pressupostos objetivos da segurança jurídica, o que se volta ao não comprometimento da credibilidade institucional do direito.

Ocorre que o lançamento não se enquadra em qualquer um desses conceitos jurídicos por ser, como se sabe, passível de revisão e alteração posterior, como se depreende do artigo 149, inciso I, que textualmente prevê a revisão do ato por alteração superveniente da lei, que é justamente o caso do trecho restaurado da Lei nº 14.301/2022, tendo o legislador remendado a fresta exposta pelo veto presidencial no tapete asfáltico da BR do Mar com o piche da restauração do Reporto.

Observe-se que a restrição à modificação do lançamento favorável ao contribuinte é apenas de ordem temporal, uma vez que a alteração de critério jurídico do artigo 146 do Código Tributário Nacional é, por evidente, comando dirigido à autoridade fiscal. Em outras palavras, deve o fundamento do lançamento ser mantido até a constituição definitiva do crédito tributário, sendo vedada a sua alteração ou substituição. A derrubada do veto, com a fixação do prazo para o programa, derrui justamente a base positiva que sustentava o lançamento dos tributos.

Está-se diante de vera exclusão de crédito tributário, na forma proposta pelo Capítulo V da codificação tributária brasileira, cujo artigo 176 determina ser "(...) sempre decorrente de lei (...) o prazo de sua duração", bastando que o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos para a sua concessão, o que unge com o óleo do indébito o tributo recolhido durante o curso do período de sua prorrogação.

Sobre este particular, pertinente o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no AgRg no AREsp 187.172-DF [3], cuja ratio decidendi se originou do reconhecimento do direito de o contribuinte não ser cobrado independentemente de ato declaratório expedido pelo Poder Executivo, desde que demonstre estarem cumpridos os requisitos determinados pela legislação.

Na verdade, mais do que uma hipótese de não incidência legalmente qualificada, na clássica definição de José Souto Maior Borges [4], a isenção "(...) opera no próprio campo normativo, definindo os contornos da hipótese tributária" [5], e somente após a supressão dos fatos insuscetíveis à tributação, como aqueles abarcados pela norma isentiva, é que existe a possibilidade de o legislador fixar aqueles que serão oferecidos à imolação fiscal, o que impede o próprio surgimento da obrigação tributária.

Em idêntico sentido, a Constituição empregou regra específica de irretroatividade tributária para proteger o contribuinte e limitar o poder dos entes federativos por meio da alínea "a" do inciso III do artigo 150, de modo a vedar a promoção de exigências tributárias quanto a fatos econômicos já concretizados, restrição que encontra maior concreção nos artigos 9º e 144 do Código Tributário Nacional.

Todavia, conquanto as normas sejam claras no sentido de vedar a criação ou o aumento retroativo do ônus tributário, elas nada mencionam quanto à eventual impossibilidade de afastamento ou redução retroativo de tal ônus por meio de norma que estabeleça isenção total ou parcial em relação a fatos geradores já efetivados.

Como se percebe, a intenção do legislador foi limitar a irretroatividade apenas às alterações legislativas prejudiciais aos contribuintes, já que não há razão para vedar que as normas jurídicas tributárias prevejam efeitos sobre fatos pretéritos dado que a decisão de renunciar retroativamente à arrecadação ou à aplicação de penalidades é prerrogativa do Poder Legislativo.

Tampouco o artigo 144 do Código Tributário Nacional impede a retroação benigna do ônus tributário, pois menciona que se deve aplicar a lei vigente para a data de ocorrência do fato gerador sem vedar alteração retroativa para fins de modificação da lei em referência. A margem é proposital, pois o intento é no sentido de justamente possibilitar a desoneração retroativa, já a alínea "a" do inciso III do artigo 150 da Constituição da qual retira seu fundamento de validade (e que, portanto, deve ser levada em consideração para interpretá-lo) já veda, por conta própria e sem necessidade de qualquer complemento, o aumento da pressão fiscal que surpreenda inadvertidamente o contribuinte.

De toda sorte, a aplicação da desoneração para o período integral é a única medida que assegura a plena eficácia da vontade popular consignada no processo legislativo, que não deve ser prejudicada pela sua promulgação tardia em função do veto e de sua posterior rejeição. Caso se impeça a produção de efeitos quanto ao período pretérito, na prática o Poder Executivo terá reduzido, por via transversa, o prazo de dois anos que o legislativo entendeu como aceitável para a desoneração tributária do Reporto e que deverá ser refletido nas leis orçamentárias.

Não há de se perder de vista, na apreciação de programas de incentivos, que a norma visa incentivar um setor estratégico e de infraestrutura brasileiro, de maneira que a possibilidade de desoneração para a integralidade do período previsto atende a interesses e predicados maiores que a simples arrecadação tributária, tratando-se, antes, da expressão de um mecanismo voltado ao atingimento de fins almejados pelo formulador das políticas nacionais.

Uma vez que se optou, para a consecução de tal propósito, pelo instituto jurídico da isenção com prazo certo com a fixação do termo de início em lei, é possível, como se pode perceber, o entendimento segundo o qual o preceptivo normativo publicado deva ser aplicado para suspender os tributos (e posteriormente desonerá-los) para aquisições e importações já realizadas dentro de seu prazo de aquisição, sobretudo para aquelas empresas já previamente habilitadas ao Reporto nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.370/13, situação que tornará os valores recolhidos anteriormente indébitos aptos a serem ressarcidos.

É bastante questionável, como se pode perceber, tanto do ponto de vista da segurança jurídica da Administração como dos particulares, a técnica legislativa escolhida no sentido de se estabelecer uma data fixa para a aplicação do regime especial, a se ter em vista a dificuldade de se prever com a necessária exatidão o momento em que a lei será promulgada, e a experiência ensina, nas palavras sobre o tempo e o Direito de François Ost, como "(...) o perdão não é isento de perigo" [6].

A Tribuna - SP   13/04/2022

Previsto para o último trimestre deste ano, o leilão do terminal STS08, no Porto de Santos, passa por um processo de remodelação. Entre as revisões, os modos de acesso ao lote estão em pauta, por isso, há expectativa de que um possível acesso ferroviário seja incluído na concessão. O objetivo é deixar a modelagem mais atraente ao mercado após o terminal ser levado a leilão no ano passado e não ter interessados.

Com 168,3 mil m², o terminal destinado à movimentação, armazenagem e distribuições de granéis líquidos deveria receber R$260,6 milhões em investimentos de infraestrutura. Atualmente, o lote que fica na Alemoa é operado pela Transpetro através de contratos de transição.

Em nota, o Ministério da Infraestrutura afirmou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) é a responsável pela revisão da modelagem, que além de mais atrativa para o mercado, deve ser “conveniente para a Santos Port Authority (SPA)”.

Além disso, o ministério afirmou que, junto com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia, participa de reuniões com investidores interessados no terminal.

Opiniões

Alvo de um dos leilões mais aguardados do ano, o STS08 tem seu futuro acompanhado de perto pelo setor portuário. Para alguns integrantes do time de colunistas da editoria Porto & Mar, a prioridade neste momento é garantir o pleno funcionamento do espaço na Alemoa.

O engenheiro civil e mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia, Luis Claudio Montenegro, diz que o terminal é importante e é “uma questão de foco” para que seja leiloado.

“As condições precisam ser um pouco mais atraentes para que faça sentido para players com menor capacidade”, explica, dizendo que, segundo sua análise, os grandes players já estão posicionados no mercado, por isso, o arrendamento em questão seria para os menores.

Para o especialista em Gestão de Pessoas e Estratégia Organizacional, Hudson Carvalho, também é “importantíssimo” que o terminal continue operando e, com isso, receba os investimentos previstos. Ele considera que a possível inclusão do acesso ferroviário um acerto do Governo Federal.

“Deve tornar a área mais atrativa, visto que o acesso rodoviário ao Porto continua único. Quem possui mais de uma alternativa de acesso, como o ferroviário, terá vantagem competitiva”. Carvalho ressalta que um modal ferroviário também é fundamental para geração de empregos “ligados a construção, manutenção e operação desse modal”.

O engenheiro e especialista em tecnologia e logística portuária, Ricardo Pupo, acredita que a área tem potencial e também ressalta a importância do leilão. “Acredito que privatização sempre dá mais flexibilidade e agilidade para o operador porque o operador privado não tem os entraves burocráticos que o órgão público possui. Então ele consegue operar com mais facilidade o terminal, as parcerias, entre outros”.

STS08A

Em 19 de novembro do ano passado, o terminal STS08A, vizinho ao STS08, foi arrematado pela Petrobras por R$ 558,2 milhões. O valor será destinado aos cofres da Santos Port Authority (SPA), a estatal que administra o cais santista, que ainda deve receber R$ 2,5 bilhões durante os 25 anos do contrato de arrendamento. Há, também, a expectativa de geração de cerca de 12 mil empregos.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   13/04/2022

A Opep cortou nesta terça-feira sua previsão de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2022, citando o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia, o aumento da inflação à medida que os preços da commodity disparam e o ressurgimento da variante Ômicron do coronavírus na China.

Em um relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse que a demanda mundial aumentaria 3,67 milhões de barris por dia (bpd) em 2022, uma queda de 480.000 bpd em relação à previsão anterior.

Mesmo assim, espera-se que o consumo mundial de petróleo ultrapasse a marca de 100 milhões de bpd no terceiro trimestre, conforme previsto pela Opep. De acordo com o grupo, o último ano em que o consumo mundial anual superou 100 milhões de bpd de petróleo foi em 2019.

A Opep disse que a inflação é o principal fator que impacta a economia mundial e reduziu a previsão de crescimento econômico deste ano para 3,9%, de 4,2%, acrescentando que há chance de um novo corte.

Após a publicação do relatório, o petróleo Brent reduziu brevemente o ganho que registrava. A cotação subia mais de 6%, para 104,60 dólares o barril, às 11h45 (horário de Brasília).

Investing - SP   13/04/2022

Os preços do petróleo se recuperaram com força na terça-feira, após o relaxamento das restrições na China de contenção da Covid ter aliviado as preocupações com a demanda, enquanto a OPEP alertou sobre a dificuldade em substituir o petróleo russo.

Às 13h02, os contratos futuros do petróleo WTI, negociado em Nova York e referência de preços para os EUA, eram negociados com alta de 7,18% a US$ 101,03 por barril, enquanto o contrato do Brent, cotado em Londres e referência mundial de preço, subia 6,84%, para US$ 105,25 por barril. As duas referências de preço caíram cerca de 4% na segunda-feira, após terem registrado, na semana passada, a segunda semana consecutiva de perdas.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA apresentavam avanço de 5,22%, a US$ 3,16 por galão.

A abordagem da China de tolerância zero contra a Covid-19 despertou receios quanto ao impacto sobre a demanda vindo do maior importador mundial de petróleo bruto, já que Xangai, seu centro financeiro, enfrentava o pior surto do país desde o surgimento do coronavírus no final de 2019, impondo um lockdown a toda a sua população de 25 milhões de habitantes.

No início da terça-feira, a OPEP reduziu as suas previsões para o crescimento da demanda mundial por petróleo em 2022 em seu relatório mensal, afirmando que a procura mundial aumentaria em 3,67 milhões de barris por dia no ano, menos que os 4,15 milhões de barris da sua previsão anterior.

No entanto, as notícias de que a importante região chinesa começou a relaxar as restrições sobre o deslocamento para alguns residentes estimularam o mercado.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo alertou que as perdas de fontes russas devido a sanções poderiam ser de sete milhões de barris por dia, acrescentando que o volume será "impossível" de substituir.

Esta situação surge na sequência de uma reunião entre oficiais da OPEP e da União Europeia (UE), sendo que o bloco europeu está discutindo atualmente a possibilidade de um embargo ao petróleo da Rússia após sua invasão da Ucrânia e as subsequentes alegações de atrocidades cometidas pelas tropas russas contra civis ucranianos.

"Uma escalada poderia levar a UE a banir o petróleo russo, o que tem o potencial de restringir consideravelmente o mercado", afirmaram os analistas do ING, em relatório. "Existem relatos não confirmados sobre o uso de armas químicas em Mariupol. Se isso for confirmado, só pressionaria ainda mais a UE para que mirasse nas importações de petróleo da Rússia".

Mesmo após o anúncio dos mais recentes dados de preços ao consumidor dos EUA, que subiram 1,2% em março, o maior avanço mensal desde setembro de 2005, não impediram a escalada de preços da commodity.

Os novos dados de inflação nos EUA praticamente cimentou um aumento de 50 pontos base nas taxas juros por parte do Federal Reserve no mês que vem, dando sustentação ao dólar.

As duas referências de preços do petróleo registraram sua segunda semana de queda na semana passada, pressionadas pela notícia de que os países membros da Agência Internacional de Energia concordaram em liberar 60 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, expandindo a liberação de 180 milhões de barris anunciada pelos EUA em março.

A OPEP atualizará suas previsões para a oferta e a demanda globais em seu relatório mensal e os EUA irão divulgar sua Perspectiva de Energia para o Curto Prazo, enquanto o American Petroleum Institute irá anunciar sua estimativa semanal para os inventários de petróleo bruto dos EUA.

Petro Notícias - SP   13/04/2022

O Petronotícias abre o noticiário desta quarta-feira (13) trazendo uma visão geral do terceiro ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que começa às 10h, no Rio de Janeiro. Como de costume, faremos a cobertura em tempo real do leilão, trazendo todos os resultados e bastidores da licitação. O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e outras autoridades, além de membros da indústria, participarão presencialmente da sessão de apresentação de lances. Ao todo, estarão em oferta 14 setores de blocos exploratórios de sete bacias: Santos, Pelotas, Espírito Santo, Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas e Tucano. As expectativas do mercado giram em torno de novas aquisições de alguns dos blocos terrestres ofertados na licitação, especialmente em áreas que ficam nos arredores de alguns ativos já operados por pequenas e médias empresas.

Existe ainda uma perspectiva que a sempre atraente Bacia de Santos também possa chamar a atenção de algumas das grandes petroleiras inscritas na licitação. A Petrobrás, por sua vez, que tem se mostrado mais seletiva na aquisição de ativos, deverá concentrar esforços na Oferta Permanente no regime de Partilha, que licitará blocos offshore do pré-sal.

Aliás, o leilão de hoje certamente será uma oportunidade para o governo detalhar como está o processo de preparação desse novo tipo de leilão dentro da modalidade de Oferta Permanente. Como noticiamos mais recentemente, o último passo dado nesse sentido foi dado no final de março, com a realização da audiência pública para debater a minuta do edital da licitação. De acordo com a última informação repassada pela ANP, a Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) ainda não possui data para ser realizada.

O último ciclo da Oferta Permanente aconteceu em dezembro de 2020, ainda em um período onde os efeitos da pandemia eram severamente sentidos na economia. Naquela ocasião, o governo conseguiu vender 17 blocos exploratórios em seis bacias (Campos, Paraná, Amazonas, Espírito Santo, Potiguar e Tucano). Também foi arrematada uma área com acumulações marginais (Juruá, da Bacia do Solimões).

Durante o leilão, um dos grandes destaques foi a Eneva, que além de ter arrematado blocos nas bacias do Paraná e Amazonas, também adquiriu a área de Juruá com o maior ágio do certame (1650%). Já a Shell marcou presença ao adquirir o bloco C-M-757, na Bacia de Campos.

A Oferta Permanente é, atualmente, a principal modalidade de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Nela, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal. Desde o momento que uma companhia tem sua inscrição aprovada na Oferta Permanente, ela já pode declarar interesse em um ou mais dos blocos e áreas ofertados no Edital.

Após aprovação pela Comissão Especial de Licitação (CEL), de uma ou mais declarações de interesse, é dado o pontapé inicial em um ciclo da Oferta Permanente, com a divulgação de seu cronograma pela Comissão. Os ciclos correspondem à realização das sessões públicas de apresentação de ofertas para um ou mais setores que tiveram declaração de interesse. No dia da sessão pública, as empresas inscritas podem fazer ofertas para blocos e áreas com acumulações marginais nos setores em licitação naquele ciclo.

AGRÍCOLA

Valor - SP   13/04/2022

Índice calculado pelo FGV Agro subiu 1% em fevereiro em relação a janeiro, mas caiu 3,2% ante fevereiro do ano passado

A produção agroindustrial continua patinando no país, ainda sob influência dos mesmos fatores que mantiveram o setor estagnado em 2021, entre os quais custos elevados, altos índices inflacionários, aumento das taxas de juros e queda do poder de compra da população, como destaca o Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro).

Em fevereiro, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo centro subiu 1% em relação a janeiro, mas caiu 3,2% ante fevereiro do ano passado. Foi a oitava queda seguida na comparação interanual e o pior desempenho para meses de fevereiro desde 2015, o que manteve o nível de produção abaixo do período pré-pandemia.

O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

Em seu novo levantamento, o centro mostrou que o avanço na comparação com janeiro foi puxado pela expansão do setor de alimentos e bebidas (3,7%), uma vez que na área de produtos não-alimentícios houve retração de 2%. Em relação a fevereiro de 2021, o primeiro registrou variação positiva de 1,7%, enquanto na segunda a queda alcançou 7,9%.

O FGV Agro espera novos resultados preocupantes na compilação de março, por causa das turbulências emanadas da invasão da Ucrânia pela Rússia. Mas também acredita que a redução das alíquotas do IPI sobre produtos industrializados pode motivar reflexos positivos sobre os resultados do PIMAgro.

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