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13 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

NLMK é eleita uma das cinco siderúrgicas mais competitivas do mundo em 2020

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   13/01/2021

O grupo NLMK foi classificado entre as 5 empresas siderúrgicas globais mais competitivas no Global Steel Competitiveness Ranking, estabelecido pela World Steel Dynamics (WSD), uma instituição global de pesquisa para a indústria do aço.

As empresas são classificadas com base em um conjunto de mais de 20 critérios, que vão desde o grau de integração vertical, custo financeiro e eficiência energética até inovação e práticas de desenvolvimento sustentável.

O grupo NLMK, um dos conglomerados siderúrgicos em destaque no mundo, iniciou suas atividades no Brasil em 2014, operando principalmente com as usinas NLMK Clabecq, na Bélgica; NLMK Verona, na Itália; e NLMK Dansteel, na Dinamarca.

Os produtos derivados do aço do grupo são usados em vários setores, desde a fabricação e construção de máquinas até a fabricação de equipamentos de geração de energia e turbinas eólicas offshore.

A NLMK opera instalações de produção na Europa, Estados Unidos e Rússia. A capacidade de produção de aço da Empresa ultrapassa 17 milhões de toneladas por ano.

O grupo tem um custo em dinheiro altamente competitivo entre os fabricantes globais e um dos mais altos níveis de lucratividade do setor. A empresa tem classificações de crédito de grau de investimento da S&P, Moody's, Fitch e RAEX (Expert RA).

As ações ordinárias da NLMK com 20,7% de free-float são negociadas na Bolsa de Valores de Moscou (ticker "NLMK") e suas ações depositárias globais são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (ticker "NLMK: LI"). O capital social da Empresa está dividido em 5.993.227.240 ações com o valor nominal de RUB1.

Investimentos e ampliação de estoques
Considerada a maior exportadora de lingotes de aço bruto, a NLMK Group foi na contramão das reações do setor do aço diante da crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus.

De olho no mercado futuro, a empresa investiu na ampliação de seus estoques no Brasil e na América Latina, mesmo tendo registrado uma queda de 12 a 13% no volume de vendas no primeiro semestre, em comparação ao primeiro semestre de 2019. E ainda está investindo aproximadamente 150 milhões de euros (cerca de R$ 944 milhões) em sua fábrica de La Louviére, na Bélgica, com o objetivo de ampliar a resistência mecânica das bobinas de aço.

Em breve, por conta desses investimentos, a empresa terá condições de fabricar chapas com espessura a partir de 1,2 mm (milímetros), com limite de escoamento acima de 1.000 MPa (Mega Pascal).

Isso permitirá à NLMK South America, no Brasil – atualmente focada na comercialização de chapas grossas de aço de alta resistência com valor agregado –, a ampliação do atendimento a diversos segmentos como o setor automotivo, construção civil, mineração e agroindústria.

Em 2021, de acordo com as expectativas da empresa, as chapas finas de bobina de alta resistência que serão produzidas na fábrica de La Louviére ganharão o mercado.

Menos

ECONOMIA

Juros de 2% não são para situações normais no Brasil, diz Serra, do BC

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Investing - SP   13/01/2021

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse nesta terça-feira ser natural imaginar que o "estímulo extraordinário" que o Banco Central está concedendo à economia via política monetária será retirado de cena em algum momento.

"A gente sabe que a taxa estrutural da economia brasileira não é 2%, não é a taxa de juros com que a gente vai conviver em situações normais", afirmou Serra em live promovida pela XP, acrescentando que esse patamar foi necessário para fazer frente ao cenário atípico gerado pela pandemia.

"É natural imaginar que esse estímulo extraordinário vai sair de cena em algum momento", disse o diretor. "Esse é um debate que vai acontecer no devido tempo ao longo dos próximos bimestres. Esse debate já está ocorrendo no mercado e é natural que ele ocorra do nosso lado também."

Serra também ressaltou que, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) retirar da sua comunicação o forward guidance (orientação futura) --por meio do qual tem se comprometido a não subir os juros se mantidas algumas condições--, a política monetária voltará a funcionar como antes, seguindo o balanço de riscos e as projeções macroeconômicas.

O diretor frisou que não há relação mecânica entre a retirada do forward guidance e a elevação dos juros, mas que tampouco há impedimento para que seja dado início a um novo ciclo de alta de juros assim que a orientação futura saia de cena.

"Não é mecânico para nenhum dos lados", disse Serra.

O diretor disse ainda não ser simples avaliar que o choque da pandemia visto entre abril e maio será reprisado agora e avaliou que o recrudescimento da Covid-19 ocorre mais em função de aumento da mobilidade social, mas com diferente impacto sobre a atividade econômica.

INFLAÇÃO

Serra afirmou que, em meio às incertezas relacionadas à saúde e também na ausência de um Orçamento aprovado pelo Congresso para 2021, o cenário é de "nevoeiro", mas que ainda assim a direção macroeconômica está bem melhor do que o Banco Central imaginava há seis meses. Ele citou a atividade produtiva e a própria inflação, destacando como positiva a alta recente.

"Em setembro, se não me engano, o próprio Banco Central projetava 2,1% de inflação, se não me engano o mercado esperava uma inflação abaixo disso para 2020, que era abaixo do piso da meta", disse Serra. Ele afirmou que, passados três meses, o BC está entregando uma inflação que é acima do centro da meta, "o que nunca é desejável", mas ainda assim é "espetacularmente melhor" do que 2,1%.

Sob forte pressão dos preços dos alimentos, a inflação oficial do Brasil encerrou 2020 em 4,52%, a maior taxa em quatro anos e acima da meta central do governo para o ano, de 4,0%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou, contudo, dentro do limite máximo da meta, que tem um intervalo de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Serra destacou a alta recente das commodities no mundo, como resultado do pagamento de auxílios para se contrapor ao impacto econômico da pandemia e também por questões climáticas.

Sobre câmbio, Serra avaliou que a incerteza fiscal é um fator muito importante para explicar o nível atual do dólar, além da mudança nas regras de tributação de hedge, a redução da dívida em dólar por parte de algumas empresas e a própria redução do diferencial de juros.

Falando em variáveis macro, o diretor afirmou, contudo, que sua expectativa no longo prazo é que haja um retorno a um equilíbrio estrutural.

Serra disse também não ver muita mudança no cenário fiscal desde a última reunião do Copom, ocorrida nos dias 8 e 9 de dezembro e afirmou que o BC segue trabalhando com seu cenário-base, que contempla manutenção do teto de gastos.

O diretor disse ainda não ser simples avaliar que o choque da pandemia visto entre abril e maio será reprisado agora e avaliou que o recrudescimento da Covid-19 ocorre mais em função de aumento da mobilidade social, mas com diferente impacto sobre a atividade econômica.

Menos

Inflação oficial tem alta de 4,52% em 2020, diz IBGE

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Agência Brasil - DF   13/01/2021

A inflação registrou alta de 4,52% em 2020. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a maior desde 2016, quando ficou em 6,29%. O percentual reflete o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), anunciado hoje (12) pelo IBGE, no Rio de Janeiro.

Em dezembro, o indicador - divulgado junto com o acumulado do ano - acelerou para 1,35%, que é a variação mais intensa desde fevereiro de 2003, quando tinha sido de 1,57%. É também a maior variação para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%).

A alta no fechamento de 2020 aponta ainda que o índice do ano ficou acima do centro meta, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 4,0%, mas, ainda assim, permanece dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (2,5%) ou para cima (5,5%). Em 2019, a inflação tinha ficado em 4,31%.

Um dos maiores impactos para os consumidores em 2020 foi a elevação de 14,09% nos preços de alimentos e bebidas. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o crescimento, que é o maior desde 2002 (19,47%), foi provocado por fatores como a demanda por esses produtos e a alta do dólar e dos preços das commodities no mercado internacional. A alta nos preços dos alimentos foi um movimento global durante um ano marcado pela pandemia de covid-19.
Alta expressiva

O resultado do ano mostrou ainda que os preços do óleo de soja com 103,79% e do arroz com 76,01% dispararam no acumulado de 2020, mas outros itens importantes na cesta das famílias também subiram expressivamente, entre eles, o leite longa vida (26,93%), frutas (25,40%), carnes (17,97%),  batata-inglesa (67,27%) e tomate (52,76%).

A habitação, com 5,25%, também contribuiu para o comportamento da inflação, influenciada pelo aumento da energia elétrica (9,14%). O efeito do dólar sobre os preços dos eletrodomésticos, equipamentos e artigos de TV, som e informática provocou impacto nos artigos de residência, que também pesaram mais.

De acordo com o IBGE, em conjunto, alimentação e bebidas, habitação e artigos de residência responderam por quase 84% da inflação de 2020.
Transportes

Segundo maior peso na composição do indicador, os transportes encerraram 2020 com alta de 1,03%. O gerente da pesquisa contou que houve quedas fortes, em abril e maio, por conta do preço da gasolina, que fechou o ano em queda (-0,19%), apesar das seis altas consecutivas em junho e dezembro, mas houve compensações. “As passagens aéreas tiveram uma queda de 17,15% no acumulado do ano, ajudando a puxar o resultado para baixo”, concluiu.

O vestuário foi o único grupo a apresentar variação negativa (-1,13%) explicada pelo isolamento social. “As pessoas ficaram mais em casa, o que pode ter diminuído a demanda por roupas. Tivemos quedas em roupas femininas (-4,09%) e masculinas (-0,25%) e infantis (-0,13%), calçados e acessórios (-2,14%). A única exceção foram joias e bijuterias (15,48%), por causa da alta do ouro”, revelou.

A inflação de 2020 mostrou também que a alta dos preços foi generalizada em todas as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE. A maior variação do ano foi em Campo Grande (6,85%), por conta das carnes e da gasolina.

Na sequência, tem-se Rio Branco (6,12%), Fortaleza (5,74%), São Luís (5,71%), Recife (5,66%), Vitória (5,15%), Belo Horizonte (4,99%) e Belém (4,63%). Todas essas localidades ficaram acima da média nacional (4,52%).

O menor índice ficou com Brasília (3,40%), influenciado pelas quedas nos preços das passagens aéreas (-20,01%), dos transportes por aplicativo (-18,71%), dos itens de mobiliário (-7,82%) e de hospedagem (-6,26%).
Dezembro

A inflação de dezembro subiu para 1,35%, enquanto em novembro tinha sido de 0,89%. O resultado é a maior alta mensal desde fevereiro de 2003. Naquele momento, o indicador avançou 1,57%. É ainda o maior índice para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2019, a variação havia ficado em 1,15%.

Kislanov afirmou, também, que todos os grupos pesquisados tiveram alta no mês, sendo o destaque a habitação, que, por causa do aumento de 9,34% na energia elétrica, subiu 2,88%. “Em dezembro, passou a vigorar no país a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Além disso, houve reajustes tarifários em Rio Branco e Porto Alegre”, observou.

A segunda maior contribuição em dezembro partiu de alimentação e bebidas (1,74%), embora tenha registrado desaceleração frente ao mês anterior (2,54%). Os preços do tomate tiveram queda de 13,46%. Além disso, houve altas menos intensas nas carnes (3,58%), no arroz (3,84%) e no óleo de soja (4,99%). Em movimento contrário, os preços das frutas subiram de 2,20% para 6,73%.

Ainda em dezembro outro grupo em destaque foi o de transportes com variação de 1,36%, perto do resultado  de novembro, quando tinha sido de 1,33%. Os demais ficaram entre 0,39% de comunicação e o 1,76% de artigos de residência.
Capitais

A cidade de São Luís registrou a maior inflação de dezembro entre os locais pesquisados (2,18%). O percentual foi influenciado pela alta de 11,30% no preço das carnes.

Na outra ponta, Aracaju foi o que anotou o menor resultado (0,91%). Lá a queda nas mensalidades dos cursos regulares (-0,78%) e nos preços de alguns produtos alimentícios, como o queijo (-6,33%) e o tomate (-6,04%), contribuiu para o indicador.
IPCA

O IPCA mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, independente da fonte, e que residem nas áreas urbanas das regiões de abrangência do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC): regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal, e de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

A coleta para o cálculo do indicador é feita em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e internet, entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

Menos

Sem caixa, governo terá menor valor para novos investimentos em 15 anos

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O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2021

O aumento das despesas com benefícios previdenciários e assistenciais, na esteira do reajuste do salário mínimo, deve comprimir os investimentos públicos em 2021 a um nível considerado extremamente baixo por especialistas. O valor projetado em agosto do ano passado, de R$ 28,6 bilhões para obras e outras ações – o menor em, pelo menos, 15 anos – pode cair ainda mais para abrir espaço no Orçamento para os chamados gastos obrigatórios.

As despesas vão crescer principalmente porque o salário mínimo foi reajustado a R$ 1.100 no início de 2021, acima dos R$ 1.067 previstos em agosto do ano passado e que serviram de referência para a elaboração do Orçamento – e que ainda será votado pelo Congresso Nacional. A definição só deve ocorrer após a votação para o comando da Câmara e do Senado.

Os R$ 33 a mais no salário mínimo significam, na prática, uma despesa de R$ 11,6 bilhões maior que a prevista na proposta orçamentária enviada em agosto (cada R$ 1 eleva o gasto em R$ 351,1 milhões). Além disso, o governo ainda sofreu reveses que o obrigarão a ampliar outras despesas, como a continuidade da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. Técnicos do Congresso estimam que há um “buraco” de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões a ser coberto.

O próprio governo já deu um indicativo de que os investimentos podem cair, ao revisar, em ofício ao Congresso Nacional no último 14 de dezembro, o volume das despesas discricionárias para 2021 – de R$ 92 bilhões para R$ 83,9 bilhões. Essa categoria inclui os gastos com a máquina pública e com os investimentos. A mudança foi feita durante a votação da lei que lança as diretrizes do Orçamento.

Especialistas têm alertado que o custeio da máquina já está no patamar mínimo necessário para garantir seu funcionamento, sem grande espaço para cortes.

O Ministério da Economia, porém, afirmou que os investimentos “não serão afetados”, uma vez que não houve alteração da proposta orçamentária. “Os ministérios setoriais podem, em um exemplo hipotético, privilegiar os investimentos em detrimento das despesas correntes, em virtude de possíveis economias geradas pelo teletrabalho. De toda sorte, não se tem como afirmar que os investimentos serão afetados”, afirmou a pasta.
Série histórica

O valor de R$ 28,6 bilhões indicado na proposta orçamentária para os investimentos é o menor desde pelo menos 2007, segundo dados do Tesouro Nacional atualizados pela inflação. O dado de 2020, porém, foi turbinado pelos gastos da pandemia. A Economia destacou que o valor dos investimentos deve receber um reforço de R$ 10 bilhões devido à indicação de emendas de bancada, decididas pelos parlamentares.

O economista Claudio Frischtak, presidente da consultoria Inter.B e especialista no setor de infraestrutura, afirma que o grau de incerteza em relação ao volume de investimentos públicos, tanto da União quanto dos Estados, é muito grande devido às severas restrições fiscais. “O que vai sobrar para investimento é um resíduo. E o governo já se comprometeu com certos investimentos, principalmente na área militar. Outros investimentos são residuais”, afirma.

Segundo o especialista, o quadro é ruim para a infraestrutura brasileira, que nos últimos anos tem recebido investimentos abaixo do necessário para sua manutenção – na prática, o que já existe vai sendo corroído pelo tempo. No ano passado, ele estima que a infraestrutura recebeu apenas 0,5% do PIB em investimentos, um recorde de baixa. Por outro lado, ele reconhece não só as limitações de recursos do País, mas também de qualidade.

“Falta planejamento, a execução é falha. Tem muita coisa que não consegue ser executada, mesmo no âmbito de ministros operantes, que querem fazer acontecer”, diz Frischtak. Num momento em que o governo tenta estimular a participação do setor privado nos investimentos, a saída da Ford do Brasil é bastante negativa. “O que isso significa é que as reformas essenciais para ter uma economia produtiva estão ficando para trás, não foram feitas, ou foram feitas de forma bisonha nos últimos anos e décadas.”

De acordo com o coordenador do Observatório Fiscal do Ibre/FGV, Manoel Pires, sempre se fez ajuste fiscal contraindo investimento. Para ele, ao longo dos últimos anos está se construindo uma ideia equivocada desse tipo de gasto. “Passa por uma avaliação de que o investimento público gera desperdício e corrupção, da possibilidade de conseguir fazer muita coisa via iniciativa privada e da própria dificuldade financeira do governo”, disse. “Entendo que o correto é aprender a investir bem. Os estudos mostram que o investimento público é importante.”

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto, diz que a tendência é que a capacidade de investimentos do governo federal continue em queda. Segundo ele, o problema central é que as discricionárias (os gastos que não são obrigatórios), sem contar emendas parlamentares, estão em R$ 83,9 bilhões.

“Esse nível é historicamente baixo e, por isso, para cumprir o teto, seria preciso realizar um corte adicional que poderá ser impeditivo, isto é, poderia levar ao shutdown ou à paralisação de serviços essenciais, como temos alertado há bastante tempo”, alertou ele.

Menos

AUTOMOTIVO

Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios, diz Bolsonaro sobre saída da montadora

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O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2021

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 12, a apoiadores que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil. "Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?", perguntou o presidente e ele mesmo respondeu na sequência: "Não. Perdeu para a concorrência, lamento".

O presidente, no entanto, não explicou se a montadora fez algum tipo de pedido em subsídios para manter a operação no País. Fontes do Ministério da Economia afirmaram ao Estadão, sob a condição de anonimato, que a saída da empresa do Brasil faz parte de um movimento global e não está relacionada à frustração de políticas de incetivo no País.

Depois de mais de 100 anos produzindo no Brasil, a Ford anunciou na segunda-feira, 11, o encerramento de sua produção de veículos no País. A decisão afeta as fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), mas a montadora segue com sua operação de vendas e assistência técnica no país, focando em produtos importados.

O anúncio da saída do País da Ford acabou colocando em debate a concessão de bilhões de incentivos tributários para a indústria automobilística. Dados do Ministério da Economia apontam que os incentivos tributários para os fabricantes de automóveis atingiram R$ 43,7 bilhões entre 2010 e 2020. Até 2017, os incentivos contabilizados –R$ 25,24 bilhões - correspondem à base efetiva apurada. Nos três anos seguintes – 2018, 2019 e 2020 – os dados são projeções.

O levantamento leva em consideração os incentivos para todas as empresas do setor, já que os dados individuais são sigilosos. Além dos incentivos dos tributos federais, as empresas contam com benefícios dados pelos Estados, que não entraram na conta do Ministério da Economia.

Bolsonaro rebateu as críticas de que seu governo não fez nada para manter a montadora no País e afirmou que a saída da empresa aconteceu porque a companhia "perdeu para a concorrência" e "em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha". "Assim é na vida e na nossa casa", completou o presidente que disse lamentar a escolha da montadora de encerrar a produção no País e do fechamento de 5 mil postos de trabalho.
Bolsonaro critica governador da Bahia e disse que ele não se antecipou ao problema

O presidente atribuiu a presença da Ford na Bahia até agora à luta do senador Antônio Carlos Magalhães (o ACM), morto em 2007. A afirmação foi usada para criticar o governado Rui Costa (PT), adversário político do presidente. Para Bolsonaro, Costa não conseguiu se antecipar ao problema e buscar soluções.

"ACM podia ter todos os defeitos do mundo, mas era uma pessoa amada na Bahia", disse Bolsonaro. "Ele [ACM] lutou e a Ford ficou lá. Agora o governador de lá (Rui Costa (PT)), que tem senadores com ele, não teve a capacidade de se antecipar ao problema e buscar possíveis soluções", disse o presidente, ponderando, no entanto, que as soluções poderiam vir na forma de subsídios, o que ele reprova. "Se bem que a solução que queriam buscar, repito, eram bilhões de reais a título de subsídios", emendou na sequência.

Ontem, pouco depois da Ford anunciar o fechamento da fábrica dos modelos Ka e EcoSport em Camaçari, o governo da Bahia emitiu comunicado em que diz já trabalhar em busca de "alternativas" para substituir a montadora, já sondando, inclusive, investimentos chineses. Segundo o texto, o governador entrou em contato com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) para discutir a criação de um grupo de trabalho onde serão avaliadas as possibilidades. O governo estadual, segue a nota, também entrou em contato com a embaixada chinesa para sondar possíveis investidores com interesse em assumir o negócio na Bahia.
Mourão critica decisão de Ford manter produção na Argentina

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que os argumentos da Ford para deixar de produzir carros no País foram "meio fracos". Em conversa com jornalistas nesta manhã, ele reconheceu as dificuldades enfrentadas pela Ford e pelo setor automobilístico, mas avaliou que o mercado brasileiro teria condições de se recuperar.

Nesta manhã, Mourão repetiu que a Ford ganhou "bastante dinheiro" no Brasil e destacou que ela recebeu incentivos ao longo dos 100 anos que atuou no País. "A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas. A indústria automobilística está passando por problemas. Está havendo uma mudança", disse na chegada à vice-presidência.

Mourão também comentou sobre a decisão da empresa de manter a fabricação da Ranger na Argentina. Em dezembro do ano passado, a empresa comunicou um programa de investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina. Na sua visão, o País vizinho tem problemas, apesar de ser uma economia dolarizada. "Acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, vamos dizer assim, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Vai fabricar na Argentina? Eu acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos", declarou.

O vice-presidente citou ainda que a reforma tributária teria impacto na retomada econômica do País. "A reforma tributária é um aspecto disso, tem essa questão do Custo Brasil. Mas,ela (Ford) está fabricando em um País que tem problemas, que é a Argentina. Apesar de ser uma economia dolarizada e de acordo com quem entende mais do assunto, isso favorece a atividade de uma empresa dessa natureza".

Menos

Funcionários da Ford fazem manifestação na frente das fábricas e cobram ação do poder público

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O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2021

Em assembleia na manhã desta terça-feira, 12, um dia após a Ford anunciar o encerramento de suas fábricas no País, os funcionários da planta de Taubaté, no Vale do Paraíba, definiram o início de uma vigília por tempo indeterminado, para impedir a entrada e a saída da fábrica, tanto de pessoas quanto de materiais. Grupos vão se revezar a cada 6 horas.

Segundo estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos, o fim das atividades da montadora de motores representa um impacto de cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. A unidade emprega 830 trabalhadores diretos e 600 terceirizados.

Os trabalhadores estavam de licença remunerada quando receberam a notícia do fechamento da fábrica. "Começamos a achar as coisas estranhas, pois na sexta-feira fomos avisados que na segunda não era pra ninguém vir trabalhar", conta Walter Donizeti Antunes, que há 10 anos trabalha na área de cabeçotes.

Prestes a se aposentar, Marques Lauber, que tem 26 anos de empresa, também foi surpreendido pela notícia. "É difícil acreditar, depois de tanto tempo aqui.”

A licença de todos os trabalhadores da Ford em Taubaté vai até sexta, 15. Até o momento, a montadora não se manifestou quanto ao acordo trabalhista com os dispensados. Ainda nesta terça está prevista uma reunião entre sindicalistas e o Governo do Estado, onde o grupo deve pedir apoio do governador João Doria para tentar minimizar o impacto das demissões.

Representantes da categoria também pedem manifestação do governo federal em prol dos trabalhadores e a criação de um projeto de lei que obrigue a montadora a dividir os lucros, com todos os demitidos, pela venda dos modelos que serão importados pela Ford, de acordo com comunicado da multinacional.

A Prefeitura de Taubaté lamentou o fechamento da unidade da Ford na cidade e a dispensa dos funcionários. Em comunicado oficial, prometeu apoio da administração municipal aos trabalhadores.

Nesta quarta-feira, 13, está prevista um ato dos trabalhadores na Câmara Municipal da cidade. Mobilizações virtuais e presenciais também estão planejadas para os próximos dias.
Manifestação na porta da Prefeitura

Na fábrica de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, os trabalhadores se reuniram em assembleia também nesta terça, por quatro horas, no estacionamento da planta, e depois partiram em manifestação até à Prefeitura da cidade. Na região, seis mil empregos diretos e indiretos devem ser fechados.

Procurado, o prefeito Antônio Elinaldo (DEM) afirmou, por meio da assessoria, que todas as secretarias vão trabalhar para reduzir o impacto econômico que deve se estabelecer no município. “Nesse momento quero deixar uma palavra de alento e solidariedade para os trabalhadores da Ford e podem ter a certeza que estaremos de braços abertos para ajudá-los no que for possível”.

Para esta quarta, os funcionários planejam uma carreata até a Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Segundo os trabalhadores, novos robôs e maquinários haviam chegado recentemente à fábrica, o que aumentou a surpresa diante da decisão da montadora de deixar o País. Com o investimento em equipamentos, a última coisa que passou pela cabeça do operador de linhas Tiago Santos, 31 anos, foi o fechamento da fábrica. “Ficamos e estamos todos muito surpresos. Eles deram folga para a gente por causa de um feriado local, aproveitaram, retiraram os equipamentos. Hoje, deram com a porta em nossa cara”, comentou.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim afirmou que a ideia é cobrar “comprometimento do Estado”. “Não podemos aceitar isso assim. Fomos surpreendidos da pior maneira, nós precisamos de respostas”. O grupo, com cerca de dois mil funcionários, chegou à unidade por volta das 5h30, horário em que o turno é iniciado, e encontrou as portas fechadas.

Os funcionários da fábrica de Camaçari afirmaram que até o momento não foram informados sobre qualquer reunião para acertos de contas e fim dos contratos.
Bahia busca outra montadora

Por meio de nota, o governador Rui Costa (PT) lamentou o encerramento das atividades da Ford no Estado e anunciou a criação de grupo de trabalho, junto à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), para atrair outra montadora. "A saída da Ford do Brasil significa milhares de desempregados, sendo cerca de 6 mil demissões somente na Bahia. Significa o aumento da pobreza em nossa nação. Infelizmente, são centenas de indústrias que vão fechando, semana após semana, já que temos um país que não cuida da sua economia, não garante segurança institucional a seus investidores e não faz as reformas necessárias - inclusive a tributária de que tanto precisamos. Ficamos indignados e tristes, pela falta de gestão, de competência e de trabalho, em nosso país. Infelizmente, enquanto uns, dia após dia, só fazem politicagem, nosso país vai perdendo centenas de investidores e postos de trabalho", afirmou o governador.

Rui reforçou ainda que o Estado trabalha para voltar a ter uma representante do segmento instalada no território. "Nós não vamos ficar parados e iremos fazer a nossa parte. Hoje mesmo, já entrei em contato com embaixadas de outros países, especialmente asiáticos, para efetivar o convite para que indústrias automotivas venham visitar nosso parque e conhecer nossa infraestrutura para que possamos atrair o interesse de outros grupos e voltemos a ter, o mais rápido possível, a fabricação de carros na Bahia, garantindo a renda e o emprego para milhares de famílias de baianos e baianos", concluiu.

Menos

Saída da Ford acende 'luz amarela' no setor automotivo brasileiro

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O Estado de S.Paulo - SP   13/01/2021

Em meio ao anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, após 102 anos de produção local, uma luz amarela se acendeu para o setor automotivo nacional: será que outras empresas podem seguir o mesmo caminho e desistir do País? Por ora, a torneira de investimentos de gigantes automotivas não se fechou no País: apenas Fiat Chrysler e General Motors, somadas, vão aplicar R$ 25 bilhões por aqui nos próximos anos. Mas, segundo especialistas e fontes ligadas às próprias montadoras, a situação pode ser diferente em médio e longo prazos.

Embora descarte fechamentos de fábricas em série, o consultor Flavio Padovan, ex-presidente da Jaguar Land Rover no País e com passagens por Volkswagen e Ford, diz que “a saída da Ford serve para todo mundo abrir o olho”. Isso porque, segundo ele, além de lidar com as questões estruturais que dificultam a atuação no Brasil, como a carga tributária, a baixa produtividade e o custo da mão de obra, o setor vive uma transformação global. “É um cenário muito ameaçador.”

Um exemplo do problema: enquanto o mundo se desdobra para produzir mais carros elétricos – a Alemanha, por exemplo, já baniu a venda de veículos a combustão a partir de 2030 –, o Brasil ainda engatinha nessa área. Ex-presidente da Fiat e da Anfavea (associação que reúne as fabricantes nacionais de veículos), o executivo Cledorvino Belini lembra que o setor automotivo vive um momento claro de quebra de paradigmas com a eletrificação dos motores. “Temos de fazer nossos engenheiros reaprenderem, irem para esse lado”, diz Belini.

Na visão do ex-presidente da Fiat, caso a tecnologia global caminhe para um lado e a produção brasileira vá para outro, o País pode ver seu parque industrial cair na irrelevância. Para ele, o modelo de produção brasileiro está “esgotado” e precisa evoluir rapidamente. “Não podemos chegar atrasados (nos carros elétricos), já que as emissões são um problema global.”

Esse descompasso entre os objetivos globais da montadora e o portfólio das três fábricas brasileiras foi um dos fatores que levaram a Ford a desistir da produção em solo brasileiro. Segundo Padovan, havia anos que a montadora americana reclamava da baixa lucratividade dos modelos compactos – justamente seus carros-chefe por aqui, como EcoSport e Ka. “A Ford sempre fez com as picapes o dinheiro que não fez com o carro. Então, essa decisão faz sentido na estratégia de privilegiar a lucratividade.”
Custo Brasil

Procurada pela reportagem, a Anfavea afirmou, em comunicado, não ver um risco sistêmico para o setor automotivo do País, com o fechamento de fábricas. No entanto, a associação apontou que o setor hoje trabalha com uma ociosidade superior a 50% nas unidades, que têm capacidade para produzir 5 milhões de veículos por ano. A associação das montadoras também critica a falta de medidas para a redução do custo de produção no País.

Diante das promessas não cumpridas de reformas que poderiam reduzir custos – como a tributária, por exemplo –, Padovan diz que está cada mais difícil para um executivo local “vender” projetos para aportes relevantes no Brasil. “O governo brasileiro está totalmente paralisado e não consegue levar adiante as medidas que precisam ser aprovadas. O cenário é de uma insegurança muito grande com o País.”

O Estadão consultou ontem seis das maiores montadoras brasileiras sobre planos de investimentos futuros. Até o momento, duas delas – FCA e General Motors – anunciaram um ciclo de investimentos para os próximos anos de R$ 15 bilhões e R$ 10 bilhões, respectivamente. As demais já encerraram ciclos anteriores (como Volkswagen, Renault e Honda) ou estão próximas de finalizar aportes já anunciados, como a Toyota, que está investindo R$ 1 bilhão em um novo modelo na fábrica de Sorocaba (SP).

Sem perspectivas de uma “virada” significativa no volume de vendas, resta às participantes do mercado brasileiro brigar pelo pouco que sobra, como os 7% de fatia de mercado que a Ford vai abrir mão. “São 140 mil carros que estão em jogo nesse negócio”, lembra o ex-presidente da Jaguar Land Rover.
Investimentos
Volkswagen:

A montadora alemã investiu, entre 2017 e 2020, um total de R$ 7 bilhões no País, dinheiro aplicado no lançamento de 20 novos produtos no mercado brasileiro. Desenvolvido no País, o Nivus será lançado também em outros mercados. Hoje, a empresa diz atuar em 95% dos segmentos do setor automotivo no País. Um novo plano de investimentos ainda está pendente.
Fiat Chrysler:

A Fiat Chrysler está no meio de um plano de investimentos de R$ 15 bilhões no País, que se estenderá até 2025. Isso inclui uma fábrica de motores, o desenvolvimento de um SUV da Fiat e um modelo Jeep para 7 passageiros. Todas as marcas do grupo hoje, somadas, detêm 22,2% de participação no mercado brasileiro. A empresa está no momento em processo de fusão global com a PSA (Peugeot/Citroën).
General Motors:

Após suspender investimentos por causa da pandemia, a GM – líder de mercado no País, quando consideradas as marcas separadamente – anunciou no início do mês a retomada dos planos de aportar R$ 10 bilhões em São Paulo. O dinheiro novo, que será aplicado tanto em novos veículos quanto em inovações tecnológicas, se soma aos R$ 13 bilhões dos cinco anos anteriores.
Renault:

No grupo intermediário das montadoras com fábricas no Brasil, em fatia de mercado, a Renault hoje ocupa a 7ª posição em vendas. Em março de 2020, concluiu um ciclo de investimento de R$ 3,2 bilhões no País para renovar o veículo Duster. A companhia deve divulgar seu novo plano estratégico global amanhã. O Brasil hoje responde por 4,45% das vendas totais da empresa francesa.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Inflação da construção civil atinge 10,16% em 2020

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Agência Brasil - DF   13/01/2021

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) encerrou 2020 com alta de 10,16%, o que significa 6,13 pontos percentuais a mais que em 2019, quando registrou 4,03%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o resultado hoje (12) é a maior taxa da série com desoneração, iniciada em 2013. Em dezembro de 2020, a elevação no índice ficou em 1,94%, superando em 0,12 ponto percentual a taxa do mês anterior, que tinha sido de 1,82%. Em dezembro de 2019, o resultado foi de 0,22%.

O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, medido pelo Sinapi, passou para R$ 1.276,40 em dezembro. Nesse valor, R$ 710,33 se referem aos materiais e R$ 566,07 à mão de obra. Em novembro, o custo havia sido de R$ 1.252,10.

Para o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a série foi muito impactada, a partir de julho, pelas altas sequenciais das parcelas dos materiais. “Em agosto, percebemos que a parcela dos materiais se descolou da outra parcela que compõe o índice, que é a da mão de obra, exercendo uma influência muito grande sobre o agregado”, comentou.

A maior variação mensal de 2020 em dezembro foi apresentada pela parcela dos materiais. Os 3,39% no mês mostram alta de 0,24 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando ficou em 3,15% e de 3,52 pontos percentuais frente a dezembro de 2019. Neste período houve recuo de 0,13%. A parcela da mão de obra ao registrar taxa de 0,18%, caiu 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando era de 0,25% e 0,41 ponto percentual em relação à taxa de dezembro de 2019 (0,59%).

Na visão do gerente da pesquisa, a pandemia de covid-19, ainda que por razões diversas, explica, em parte, as elevações no segmento de materiais. “Pequenas obras, feitas em casa, aqueceram o mercado durante a pandemia e esta demanda interferiu na oferta de materiais. Indústrias foram afetadas com limitação de pessoal ou de oferta de matéria-prima. Várias situações de mercado, em um período atípico, levaram a um quadro de aceleração dos preços no segmento de materiais e insumos da construção civil, em especial aço, cimento e condutores elétricos, dentre outros”, observou.

Nos materiais, a alta no acumulado no ano de 2020 ficou em 17,28%, enquanto em 2019 foi 4,54%. Já a parcela do custo com mão de obra, chegou a 2,33%, contra 3,47% no ano anterior.
Regiões

Conforme o IBGE, a Região Nordeste foi a que teve maior variação regional em dezembro (2,37%) e o maior resultado acumulado em 2020 (12,50%). Os resultados foram influenciados pela alta significativa na parcela dos materiais. No Norte houve alta de 1,75%, no Sudeste de 1,69%, no Sul de 2,27% e de 1,35% no Centro-Oeste.

Por metro quadrado, os custos regionais ficaram em R$ 1.289,71 no Norte, em R$ 1.201,17 no Nordeste, em R$ 1.319,86 no Sudeste, em R$ 1.335,31 no Sul e em R$ 1.260,87 no Centro-Oeste. A pesquisa mostrou que Roraima, com alta de 3,41%, ficou com a maior taxa em dezembro de 2020. Já no acumulado do ano, foi a Bahia que apresentou a maior taxa (17,08%), registrando o maior acumulado da parcela dos materiais (28,09%).
Sinapi

O objetivo do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

O Sinapi é elaborado pelo IBGE em conjunto com a Caixa Econômica Federal. A responsabilidade da coleta, da apuração e do cálculo é do Instituto. A Caixa, cabe a definição e manutenção dos aspectos de engenharia, como projetos e composições de serviços. “As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”, explicou IBGE.

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FERROVIÁRIO

Novo Marco Legal das Ferrovias está pronto para ser votado no Senado

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Revista Ferroviaria - RJ   13/01/2021

O Novo Marco Legal das Ferrovias (PLS 261/2018) está pronto para entrar em votação no Senado Federal e a votação deve ocorrer neste primeiro semestre. Tanto o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que preside a Comissão de Infraestrutura da Casa, quanto o relator da proposta, senador Jean Paul Prates (PT-RN), garantem que não há mais obstáculos os parlamentares apreciarem o documento em plenário.

Conversamos sobre desapropriações, decretos regulamentadores e concessões e/ou autorizações. O projeto está pronto para ser votado e esperamos avançar e atrair investimentos para o setor, afirmou Prates.

Os senadores contaram que houver diálogos com todos os setores: operadores, fornecedores, prestadores de serviços, usuários e trabalhadores. Para Marcos Rogério, a proposta está redonda, tendo havido, inclusive, um alinhamento das ideias com o Governo Federal. Não pode votar de forma aleatória, tem que apreciar num entendimento entre os atores do Parlamento e o governo.

Ele deu como exemplo o projeto que trata da regulamentação do Trip (Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros), quando houve uma boa mistura entre o que ele propunha e o que a União buscava.

No caso do Novo Marco Legal das Ferrovias, emendas poderão ser apresentadas para definir se haverá concessões ou autorizações. O tempo de outorga vai variar entre 25 e 99 anos.

Também ficou estabelecido que áreas próximas a terminais poderão ser desapropriadas, para que haja investimentos agregados que incentivem e atraiam investimentos e usuários.

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TCU deve dificultar a vida de Tarcísio na licitação do Ferrogrão

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Veja - SP   13/01/2021

A área técnica do Tribunal de Contas da União já está com seu relatório sobre o processo do Ferrogrão — a ferrovia que liga o sul do Mato Grosso ao Pará e que custará 16 bilhões de reais — pronto. E quem teve acesso ao texto indica que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, não terá vida fácil para conseguir licitar a ferrovia. O ministro pretender estabelecer o certame no primeiro semestre de 2021.

Os técnicos do TCU encontraram diversos problemas envolvendo a obra, que vão além dos imbróglios que envolvem áreas indígenas e realocação de comunidades. O relator do processo, o ministro Aroldo Cedraz, também não parece disposto a passar por cima desses problemas para permitir a execução do projeto.

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Licenciamento ambiental do projeto da Ferroeste que liga o PR ao MS avança

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A Crítica - MS   13/01/2021

Com a emissão da autorização, o projeto avança dentro do cronograma previsto e confirma nossa previsão de que a licitação saia até fim do ano
12 janeiro 2021 - 07h40Rosana Siqueira

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu, na última sexta-feira (8), a Autorização de Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico (Abio) para o projeto da Ferrovia EF-277, a Ferroeste que ligará Mato Grosso do Sul aos portos do Paraná. Esta é mais uma importante etapa no processo de licenciamento ambiental do projeto, que foi qualificado no PPI por meio do Decreto nº 10.487/2020.

“Temos trabalhado conjuntamente com o governo do Paraná e com a empresa contratada para realização dos estudos ambientais. Com a emissão dessa autorização, avança o projeto dentro do cronograma previsto e confirma nossa previsão de que a licitação saia até fim do ano”, disse o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

O Corredor Oeste de Exportação – Nova Ferroeste, com extensão estimada de 1.370 km, abrange a construção de novos trechos e a criação de um corredor ferroviário de exportação ligando o polo produtor de grãos do Mato Grosso do Sul (MS) e oeste do Paraná (PR) ao porto de Paranaguá (PR). A iniciativa atende ao objetivo de ampliar a malha ferroviária nacional, de modo a atender ao transporte de cargas voltado à exportação e promover maior participação desse modal na matriz de transportes, o que favorece a competitividade de nossa economia e a segurança do transporte de mercadorias.

A Abio permite o início dos trabalhos de campo para o diagnóstico ambiental da fauna na área do projeto da Nova Ferroeste. Essa etapa é balizada por um plano de trabalho, analisado e aprovado pelo Ibama, no qual são indicados os pontos de amostragem e a metodologia a ser aplicada. Os dados a serem coletados em campo são essenciais para a avaliação de impactos ambientais da ferrovia, que será debatida com a sociedade após a conclusão dos estudos.

“Com a emissão da Abio, a empresa de consultoria contratada para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) pode iniciar os levantamentos de campo relacionados à fauna, isto é, poderá realizar as atividades de monitoramento da fauna terrestre localizada na área do projeto”, explica a Secretária de Apoio ao Licenciamento Ambiental e à Desapropriação do PPI, Rose Hofmann.

As atividades de monitoramento ocorrerão nas áreas amostrais definidas no Plano de Trabalho aprovado pelo Ibama.

O projeto da Nova Ferroeste consiste em construir uma nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Cascavel (PR); revitalizar o atual trecho ferroviário que vai de Cascavel a Guarapuava; construir uma nova ferrovia entre Guarapuava e Paranaguá e, ainda, construir um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

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NAVAL

Produção de petróleo crescerá 23% até 2025, para 3,6 milhões de bpd, diz ANP

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IstoÉ Dinheiro - SP   13/01/2021

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê um crescimento gradual da produção nos próximos anos, alcançando a marca em 2025 de 571,5 mil m³/dia (3,6 milhões de barris por dia) de petróleo e de 173,2 milhões de m³/d de gás natural. Isso significará uma alta de 23% em relação a 2021, no caso do petróleo, e de 34% no do gás.

Para este ano a projeção de produção de petróleo é de 463,96 mil m³/d (2,9 milhões de bpd) e a de gás, de 129,17 milhões de m³/d.

Nos próximos anos, a Petrobras e outras grandes petroleiras vão avançar com a produção na região do pré-sal. Novas plataformas devem entrar em operação, sobretudo nos campos de Mero e Búzios. Deste ano até 2023, mais oito unidades vão ser instaladas no País, segundo a ANP.

A maior parte do investimento das empresas petrolíferas será destinada à área de perfuração, embora a projeção seja de queda ao longo dos anos. Em 2021, o investimento começa com R$ 12,5 bilhões; no ano seguinte passa para R$ 12,77 bilhões; e permanece em queda até 2025, alcançando a marca de R$ 4,68 bilhões.

Em contrapartida, a área que deve crescer mais é a de desativação de campo, possivelmente por conta da decisão da Petrobras de deixar áreas de menor porte, que considera inadequadas ao seu perfil de produção.

O total investido neste segmento vai passar de R$ 5 bilhões para R$ 5,7 bilhões até 2025. Quase a totalidade desse dinheiro vai ser colocada em campos marítimos, de acordo com a ANP.

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Estaleiro Oceana agora é Estaleiro Brasil Sul

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Portos e Mercados - SP   13/01/2021

Thyssenkrupp Marine Systems rebatiza o estaleiro responsável por construir as fragatas Classe Tamandaré

Com a conclusão da aquisição do estaleiro Oceana pela thyssenkrupp Marine Systems do Brasil, a empresa rebatizou a instalação, que passa a se chamar thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul.
O negócio é parte da estratégia internacional da thyssenkrupp para o fortalecimento da área de defesa naval no Brasil e América do Sul. O Estaleiro Brasil Sul, localizado em Itajaí (SC), será destinado à construção das quatro fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, que contarão com a tecnologia naval comprovada de construção de navios de defesa da Classe MEKO, que já opera em 15 países.
Rolf Wirtz, CEO da thyssenkrupp Marine Systems, diz: “Com o Estaleiro Brasil Sul, nós temos uma infraestrutura excelente para construir a mais moderna fragata para a Marinha do Brasil. O estaleiro também nos oferece a perspectiva de novos pedidos, não só localmente, mas também em outros países da América do Sul.”

Com mais de 20 anos de experiência, o estaleiro é um dos mais modernos do Brasil. Localizado em região com forte vocação naval, em uma área de 310.000 m², tem alta capacidade de construção e aplica os mais inovadores processos de produção com alto nível de automação e tecnologia de ponta. Nos últimos anos, já entregou grandes embarcações, como por exemplo, navios para operações offshore de, aproximadamente, 90 metros de comprimento e 19 metros de largura.

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AGRÍCOLA

Case IH reforça presença no Rio Grande do Sul com a chegada do grupo Jmalucelli

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   13/01/2021

A empresa assumiu a concessão de dez lojas da marca no estado, antes representados pela Meta Agrícola. Desta forma, o produtor gaúcho passa a contar com a vasta experiência de atendimento da JMalucelli e com as melhores soluções para o agronegócio oferecidas pela Case IH.

A parceria com a CNH Industrial se iniciou em 1994, quando a JMalucelli assumiu a concessão da Case Construction Equipment no Paraná.

A atuação no ramo da construção se expandiu para todo o Sul do país em 2013. Cinco anos depois o grupo iniciou sua atuação no segmento agrícola com a Case IH, também na região do Paraná, e passou a representar as marcas em ambos os segmentos de agro e construção.

Além das novas lojas agrícolas no Rio Grande do Sul, o grupo já estava presente no estado onde representa a Case Construction Equipment em Porto Alegre e em Santa Maria.

“Ampliar a parceria com um grupo consolidado como a JMalucelli é essencial para nós da Casse IH e, principalmente, para os nossos clientes que passarão a receber um atendimento ainda mais estruturado na região”, comenta Diogo Melnick, responsável pelo Desenvolvimento da Rede de Concessionários da Case IH na América do Sul.

O diretor comercial da JMalucelli Agromáquinas, Rafael Malucelli, aposta nesta parceira. "Temos consciência da representatividade do Rio Grande do Sul no cenário agrícola nacional e da necessidade do produtor gaúcho em adquirir soluções inovadoras no desenvolvimento do seu trabalho. Por isso a JMalucelli segue apostando em novos negócios”, afirma.

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