ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

12 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   12/05/2022

Os analistas escrevem que, no momento, os preços do vergalhão negociado no Brasil estão descontados ante importações, então, não significa que os preços cairiam imediatamente

A proposta de redução das tarifas de importação do aço que o governo federal vem discutindo poderia ter um impacto de R$ 2,5 bilhões no Ebitda da Gerdau, diz o Citi, considerando uma queda de 10% nos preços.

Os analistas Alexander Hacking e Stefan Weskott escrevem que, no momento, os preços do vergalhão negociado no Brasil estão descontados ante importações, então, não significa que os preços cairiam imediatamente.

Mesmo com essa situação, o banco elevou suas estimativas de Ebitda para a siderúrgica para R$ 21 bilhões, 8% acima da projeção anterior, após os resultados de primeiro trimestre e sustentada pelas operações na América do Norte.

O banco mantém visão positiva sobre a empresa, vendo preços dos papéis descontados, além de apresentar diversificação de negócios e uma pegada relativamente baixa de carbono.

O Citi tem recomendação de compra para Gerdau, com preço-alvo em R$ 33, potencial de alta de 19,8% sobre o fechamento de ontem.

Portal Fator Brasil - RJ   12/05/2022

Que contribuí com o movimento GreenBuilding. Declaração de Segurança Química de Produto (HPD - Health Product Declaration) contempla nove soluções dos segmentos Longos e Planos da produtora de aço no Brasil e também da Belgo Bekaert Arames para a construção civil.

A ArcelorMittal, líder em aço no Brasil e no mundo, é a primeira produtora de aço no país a obter a Declaração de Segurança Química de Produtos (HPD - Health Product Declaration). As HPDs são declarações que relatam o conteúdo químico de um produto e os relacionam aos potenciais riscos à saúde ocasionados pelos seus ingredientes. As noves HPDs, que foram publicadas em abril de 2022, se referem a produtos voltados para a construção civil dos segmentos Longos e Planos da ArcelorMittal e também da Belgo Bekaert Arames (BBA). Os produtos que possuem declarações são: vergalhões (CA25, CA50 e CA50-S/AR e CA60), telas soldadas, treliças, Dramix® , bobinas (laminadas a quente, laminadas a quente resistente à corrosão, laminadas a frio e revestidas por imersão a quente), arames recozidos, pregos e fios e cordoalhas para concreto protendido.

As soluções são produzidas nas plantas industriais da ArcelorMittal João Monlevade, Contagem, Juiz de Fora e Sabará (MG), Osasco, Piracicaba e São Paulo (SP), Tubarão (ES), Vega (SC), Barra Mansa e Resende (RJ), Três Lagoas (MS) e Feira de Santana (BA). —A nossa busca é constante por uma aplicação sustentável do aço no mundo. Além de maior transparência, as declarações são mais um importante passo para apoiar as construtoras na obtenção de certificações ambientais”, destaca Luis Augusto Pupin, Especialista de Pesquisa e Desenvolvimento da ArcelorMittal. A entidade responsável por definir as regras de elaboração e publicação das declarações é a HPD Collaborative, organização não governamental comprometida com a melhoria contínua na fabricação de produtos.

Certificação ambiental na construção civil —A partir das certificações ambientais para a construção é possível garantir aos usuários que os empreendimentos atendam aos requisitos de desenvolvimento sustentável, bem como a padrões eficientes de sustentabilidade. Essas certificações são verificadas e emitidas por empresas de terceira parte, como é o caso das certificações LEED, AQUA e GBC.

— Através das HPDs, os clientes da ArcelorMittal poderão atender a um maior número de créditos em uma das principais certificações ambientais para a construção civil, a certificação LEED — comenta Adriana Hansen, gerente da Unidade de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), consultoria que deu suporte à produtora de aço na elaboração das declarações. —A ArcelorMittal já contribuía com mais créditos nas certificações ambientais, a partir da publicação de diversos documentos, entre eles as DAPs Tipo III, liderando o movimento nacional de transparência de dados ambientais dos seus produtos —complementa Adriana.

A ArcelorMittal conta com diversas certificações ambientais. Sendo, inclusive, pioneira no setor ao obter as Declarações Ambientais de Produto (DAPs) Tipo III, que reúnem informações sobre o ciclo de vida e os impactos ambientais dos produtos em aço. A empresa também foi a primeira produtora de aço a obter a certificação ResponsibleSteelTM na América Latina, que atesta que o aço foi produzido de maneira responsável.

Valor - SP   12/05/2022

Associação do setor avalia que corte no imposto de importação pode amenizar o aumento de preços do insumo, que representa certa de um terço do custo de materiais em construção de habitações populares

Favorável ao corte proposto pelo governo federal no imposto de importação sobre vergalhão de aço, a indústria de construção diz que a medida pode amenizar o aumento de preços em um insumo que representa, em construção de habitações mais populares, cerca um terço do custo de materiais.

Segundo José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a alta dos preços de aço no país foi certamente influenciada pela elevação de cotações de commodities. Ele diz, porém, que os preços domésticos subiram mais, que há “gordura” neles e por isso é preciso fazer um “choque de oferta”.

Os custos da construção, defende, subiram mais que o poder aquisitivo das famílias. De julho de 2020 até o fim do ano passado, diz, os custos de insumos do setor, incluindo mão de obra e materiais, subiram 30%, em taxa superior à da inflação do período.

Os materiais, que costumam representar metade do custo em habitações populares, como do programa da Casa Verde Amarela, avançaram mais, diz ele. Enquanto a mão de obra foi corrigida pelo IPCA, a despesa com os materiais aumentou cerca de 50%. Um dos “vilões”, diz ele, foi o aço, responsável por um terço do aumento nos materiais.

Para ele, o quadro tende a afetar investimentos no setor, dada a incerteza sobre a capacidade de compra ao fim do empreendimento, principalmente na habitação da população de baixa renda.

Valor - SP   12/05/2022

Os resultados são um alívio para a empresa, que vem lutando para superar problemas estruturais profundos e finanças instáveis

A Thyssenkrupp AG elevou sua perspectiva de lucros para este ano após divulgar resultado acima do esperado no primeiro trimestre, marcando um ponto positivo nos esforços da siderúrgica para melhorar anos de desempenho lento.

A empresa disse, na quarta-feira, que espera que o lucro anual atinja 2 bilhões de euros (US$ 2,10 bilhões) antes de juros e impostos, acima da projeção anterior de 1,8 bilhão de euros. O lucro trimestral subiu para 802 milhões de euros nos três meses encerrados em 31 de março, superando as previsões dos analistas de 576 milhões de euros.

Os resultados são um alívio para a empresa, que vem lutando para superar problemas estruturais profundos e finanças instáveis. Mas a Thyssenkrupp alertou que a nova perspectiva de resultados reflete as expectativas de preços estáveis ​​e acesso irrestrito a gás natural e outras matérias-primas.

Mesmo assim, a empresa alemã disse que continuará queimando caixa neste ano, em meio a dificuldades provocadas pela invasão russa na Ucrânia. A empresa agora espera um fluxo de caixa negativo na ordem de cerca de três dígitos de milhões de euros, abaixo do nível de equilíbrio previsto antes da retirada da orientação em março.

“Apesar das condições mais difíceis em nossos negócios automotivos e relacionados a componentes, tivemos um bom trimestre”, disse a CEO, Martina Merz, em comunicado, referindo-se aos problemas da cadeia de suprimentos, como a escassez global de semicondutores e interrupções nas entregas de peças.

Antes sinônimo de proeza industrial alemã, a Thyssenkrupp luta pela sobrevivência. Os tempos de boom para a indústria do aço estão ajudando a estabilizar as finanças da Thyssenkrupp, com sua divisão de serviços de materiais, que comercializa e fornece metais para empresas industriais, e sua unidade de aço liderando a melhoria dos lucros do grupo.

No entanto, a empresa disse na quarta-feira que quase 5 mil empregos foram perdidos durante o trimestre, empurrando o número de funcionários para menos de 100 mil.

A equipe de gerenciamento da Merz transformou a orientação de fluxo de caixa livre da empresa em um parâmetro para medir o progresso da recuperação.

“Esperamos que haja melhorias sequenciais nos trimestres subsequentes”, disse o diretor financeiro Klaus Keysberg sobre a nova orientação. “Um retorno ao fluxo de caixa livre positivo antes de fusões e aquisições continua sendo nosso objetivo prioritário.”

Investing - SP   12/05/2022

O Instituto Aço Brasil chamou de "inadequada" a redução do Imposto de Importação de vergalhões decidida nesta quarta-feira, 11, pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Em nota, o Instituto disse não existir qualquer "excepcionalidade" que justifique a medida. Pela decisão, o tributo incidente sobre os produtos cairá de 10,8% para 4% até dezembro deste ano.

"A medida, no entendimento do Aço Brasil, é inadequada uma vez que o mercado se encontra plenamente abastecido, não existe especulação de preços e o impacto inflacionário do vergalhão é de apenas 0,03 ponto porcentual no IPCA. Não existe, portanto, qualquer excepcionalidade que justifique a medida", diz a nota.

"É inadequada ainda, porque está na contramão da política adotada pelos principais países produtores de aço, que face ao gigantesco excesso de capacidade instalada no mundo, da ordem de 518 milhões de toneladas, tem adotado medidas de restrição à importação predatória. O Brasil, ao contrário, ao reduzir o imposto de importação facilitará ainda mais o desvio de comércio para o País. O mercado, soberano, responderá pelo impacto da medida", acrescenta.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, a secretária executiva da Camex, Ana Paula Repezza, disse que o pleito dos vergalhões era analisado há oito meses. Segundo ela, a queda nas alíquotas dos tributos dos produtos derivados do aço terá impacto na inflação por meio da construção civil.

Valor - SP   12/05/2022

Produtos que tiveram redução de alíquota entraram na lista de exceções da Tarifa Externa Comum

Não há no momento pleitos para reduzir a tarifa de importação de outros produtos siderúrgicos, disse a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, Ana Paula Repezza, durante entrevista para anunciar decisões tomadas pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Nesta quarta-feira, o governo anunciou a redução ou a zeragem de alíquotas do Imposto de Importação de vários produtos, entre eles vergalhões.

Questionada sobre quando surgiu a demanda para reduzir as tarifas de importação de produtos alimentícios, a secretária informou que a atenção aos alimentos vem ganhando muita força nos últimos meses. Ela comentou que a aceleração dos preços já vinha no pós-pandemia. Além disso, houve impacto da guerra.

Também presente na entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, informou que os produtos que tiveram redução de alíquota entraram na lista de exceções da Tarifa Externa Comum (Letec). A Letec permite aos países sócios do Mercosul dar tratamento tarifário diferenciado a um grupo de produtos. As vagas nessa lista são rotativas.

O corte nas tarifas não prejudicará a indústria nacional, avaliou, por sua vez, o secretário-executivo adjunto da Camex, Leonardo Diniz Lahud. “O que queremos é tentar dar choque de oferta no mercado interno”, disse. “Fizemos ajuste na Letec”, disse. “Em breve, divulgamos produtos que estão sendo excluídos.”

Valor - SP   12/05/2022

Para incorporadores, redução na tarifa para importação de vergalhões de aço agrada, mas não resolve o problema do setor com o custo do material

A redução na tarifa para importação de vergalhões de aço, de 10,8% para 4%, anunciada ontem pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), agradou os incorporadores, mas não resolve o problema do setor com o custo do material.

Segundo Fernando Carvalhal, diretor de engenharia da incorporadora Gamaro, o aço chega a representar até 8% do preço das obras. Os vergalhões têm função estrutural e são usados no concreto armado. Ele observou um aumento de 68% no preço do aço do fim de 2020 para cá, o que tem grande impacto sobre o custo total das obras. “Estamos com um empreendimento no Brooklin [bairro de São Paulo] com a mesma quantidade de aço da Torre Eiffel”, afirma.

O diretor da incorporadora enxerga a redução da tarifa de importação como uma ajuda ao setor, por permitir ao menos o estudo da importação do material.

Opinião semelhante tem Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, sindicato das construtoras do Estado de São Paulo. Para ele, a medida é um auxílio, mas a raiz dos preços elevados do aço está na falta de competição entre os produtores do material no país e no fato de as construtoras não terem alternativa a não ser comprar deles, uma vez que a obra é iniciada. “Se sou obrigado a comprar e tenho dois fornecedores, o que eles pedirem eu tenho que pagar. A única coisa que resolve esse problema é concorrência”, afirma.

Zaidan chama de “guerra de narrativas” a troca de acusações entre representantes da indústria do aço e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que tiveram um embate nesta semana sobre o aumento real do metal e quanto isso tem afetado as obras no país.

A CBIC divulgou um estudo na terça-feira que aponta o aço como o material que mais impactou no aumento total do custo das obras nos últimos dois anos. Entre julho de 2020 e janeiro de 2022, teria representado quase 22% do aumento do preço de um prédio de quatro andares.

Para o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, a decisão do governo de cortar a tarifa de importação foi “inadequada”. Ele e outros representantes do setor reuniram-se anteontem com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar impedir o corte do imposto.

Mello Lopes afirmou que não há excepcionalidade que justifique a redução de impostos. O mercado brasileiro está abastecido e não existe especulação com preços, segundo ele.

Na avaliação dele, a decisão é “mais inadequada ainda” quando se considera que países produtores de aço tomam medidas para proteger suas indústrias do excesso de produção de produtos siderúrgicos que há no mundo. Há medidas restritivas à importação nos Estados Unidos e na União Europeia, exemplificou. No Brasil, a única proteção é a tarifa, que agora foi reduzida. “O mercado é soberano e vai responder pelo impacto da medida”, disse o executivo.

Favorável ao corte proposto pelo governo federal no imposto de importação sobre vergalhão de aço, a indústria de construção diz que a medida pode amenizar o aumento de preços em um insumo que representa, em construção de habitações mais populares, cerca um terço do custo de material.

Segundo José Carlos Martins, presidente da CBIC, a alta dos preços de aço no país foi certamente influenciada pela elevação de cotações de commodities. Ele diz, porém, que os preços domésticos subiram mais, que há “gordura” neles e por isso é preciso fazer um “choque de oferta”.

Os custos da construção, defende, subiram mais que o poder aquisitivo das famílias. De julho de 2020 até o fim do ano passado, diz, os custos de insumos do setor, incluindo mão de obra e material, subiram 30%, em taxa superior à da inflação do período.

Já Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), não vê motivos para existir qualquer barreira à entrada de aço estrangeiro e ressalta que a redução aprovada vale apenas até o fim do ano. “Se temos no Brasil uma indústria de aço competitiva e com bom preço, não tem por que haver Imposto de Importação.”

A entidade trabalha com um aumento de 101% nos últimos dois anos, de acordo com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), da FGV. De acordo com França, isso tem forçado as incorporadoras a elevar o preço dos imóveis, o que aumenta o déficit habitacional do país.

Leonardo Correa e Caio Greiner, analistas do BTG, escreveram em relatório que a redução do imposto terá efeito pequeno sobre a redução do preço do aço, mas deve limitar novos aumentos no material no curto prazo. De acordo com eles, antes da redução o aço nacional tinha um desconto de 11% sobre o importado, que passou para 5% agora.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   12/05/2022

Puxado pelos preços dos alimentos e combustíveis, a inflação avançou 1,06% na passagem de março para abril, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira. Foi o maior resultado para o mês de abril desde 1996 (1,26%).

O resultado indica uma ligeira desaceleração em relação ao índice de março, quando a inflação subiu 1,62% no mês. Ainda assim, os preços seguem pressionados ao consumidor.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,29%. Em 12 meses, o índice chegou a 12,13% - maior acumulado desde outubro de 2003, quando atingiu 13,98%.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 1% e 12,07% em 12 meses.

Os dados apontam para uma inflação não apenas persistente, já que a inflação vem acelerando em 12 meses, mas também indica uma alta de preços generalizada.

O índice de difusão, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, subiu para 78,25%. É o maior índice desde de janeiro de 2003, quando foi de 85,94%.
Alimentos e combustíveis, os vilões da inflação

Considerados os vilões da inflação desde o ano passado, os alimentos e combustíveis seguem pressionando o indicador. Os principais impactos no mês de abril vieram do grupo Aimentação e bebidas, que subiram 2,06%, e dos Transportes, cujos preços avançaram 1,91% no mês. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril.

— Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Houve alta de mais de 10% no leite longa vida), e em componentes importantes da cesta do consumidor como a batata-inglesa (18,28%), o tomate (10,18%), o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%) — elenca o analista da pesquisa, André Almeida.

No caso dos transportes, a alta foi puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis, que subiram 3,20%. O destaque foi a gasolina, que subiu 2,48% em abril e sozinha contribuiu com 0,17 ponto percentual no índice do mês.

Os reajustes concedidos pela Petrobras nas refinarias no dia 11 de março - com altas de 18,8% no preço da gasolina, de 24,9% sobre o preço do óleo diesel e de 16% no preço do GLP, o gás de cozinha, têm pressionado os preços na ponta, e parte desse aumento foi repassado também em abril.

— A gasolina é o subitem com maior peso no IPCA, mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e a ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular — acrescenta Almeida.

O anúncio na última segunda-feira de mais um reajuste do diesel deve pressionar ainda mais a inflação, segundo economistas. Isso porque o combustível é usado no frete, e pode afetar do preço dos alimentos ao transporte público. Em 12 meses, o diesel acumula alta de 53,58%.
Medicamentos mais caros

Houve ainda aceleração nos preços grupos "Saúde e cuidados pessoais" e "Artigos de residência", com altas de 1,77% e 1,53%, respectivamente.

Com contribuição de 0,19 p.p. no índice geral, os preços dos produtos farmacêuticos subiram 6,13%, em razão do reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos, autorizado no dia 1º de abril.

Também houve alta nos produtos de higiene pessoal, avançaram 0,85%. O plano de saúde (-0,69%) segue com variação negativa, refletindo o reajuste negativo de -8,19% aplicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado.

O único grupo a apesentar queda no IPCA de abril foi Habitação, que retraiu 1,14% devido à queda nos preços da energia elétrica (-6,27%), já que a partir de 16 de abril saiu a bandeira de escassez hídrica - que acrescentava R$14,20 a cada 100Kwh consumidos -, e entrou a bandeira verde, em que não há cobrança extra na conta de luz.

Por outro lado, foram registradas altas de 3,32% no gás de botijão e de 1,38% no gás encanado. No Rio, houve reajuste tarifário de 7,72% sobre o preço do gás encanado.

Já os grupos de Educação e Vestuário variaram 0,06% e 1,26%, respectivamente.
Perspectivas

Economistas esperam que a inflação acumulada em 12 meses atinja um pico no mês de abril, até que comece a arrefecer de forma lenta e saia do patamar dos dois dígitos em agosto.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a taxa básica de juros para 12,75% ao ano, com o discurso, divulgado na ata na última segunda-feira, de que a estratégia adotada é adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2023.

O BC também sinalizou que a nova onda de Covid-19 na China e os efeitos da guerra na Ucrânia para a oferta de produtos no mercado vão pressionar os preços globalmente.

A expectativa é que a inflação encerre 2022 acima do dobro da meta oficial da inflação para o ano, de 3,5%. Caso seja confirmado, 2022 será o segundo ano seguido em que o Banco Central não consegue cumprir a meta de inflação.

O Estado de S.Paulo - SP   12/05/2022

Nas vésperas da atualização das projeções da equipe econômica, o chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, repetiu nesta terça-feira, 10, que o mercado já começou a revisar suas estimativas para algo mais próximo das previsões do governo - que foram criticadas por ser consideradas otimistas demais.

No último Boletim Macrofiscal da pasta, publicado em março, a Secretaria de Política Econômica (SPE) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 de 2,1% para 1,5%, enquanto o mercado estimava uma alta de apenas 0,50%, inclusive com algumas casas já apostando em nova recessão neste ano.

De lá para cá, porém, o consenso do mercado passou a se aproximar mais de uma alta de 1% no PIB deste ano. Na próxima quinta-feira (12), o Ministério da Economia irá divulgar sua nova grade de parâmetros e a tendência é de que a projeção de crescimento de 1,5% em 2022 seja mantida.

Em apresentação em encontro da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), Sachsida citou a divulgação nesta terça-feira pelo IBGE do crescimento de 1% das vendas do comércio em março - a terceira alta consecutiva do indicador.

"Disseram que eu estava em uma queda de braço com o mercado quando já tínhamos projeções melhores para o PIB deste ano. Quem previa uma queda de 0,50% do PIB já mudou para crescimento de 1%. Passo a passo, todo mundo vai convergir para a estimativa da SPE", avaliou. "Tivemos a maior onda de contágio por covid em janeiro, a invasão da Ucrânia em fevereiro e o mundo caminha para o maior aperto monetário desde os anos 80. Mesmo assim, as projeções do mercado estão melhorando. Isso mostra o nosso acerto", completou.

O secretário apresentou aos parlamentares o projeto de Novo Marco de Garantias, que tramita em regime de urgência na Câmara. Ao responder às dúvidas dos deputados e senadores da FPE, Sachsida voltou a dizer que a proposta tem um potencial trilionário para os mercados de crédito, garantias, seguros e capitais.

"A literatura econômica mostra que, após momentos de crise, as empresas têm dificuldades em obter novos empréstimos porque já queimaram suas garantias. Com isso, o canal de crédito deixa de funcionar e a economia patina", repetiu. "Com a possibilidade de fracionamento de um bem em várias garantias, o crédito ficará mais fácil e os juros mais baratos", completou.

Investing - SP   12/05/2022

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu reduzir tarifas de importação e comentará a medida em entrevista à imprensa às 14h30 (horário de Brasília), informou o Ministério da Economia nesta quarta-feira, sem dar mais detalhes.

Fonte do governo informou nesta semana que estava em avaliação um corte a zero do imposto de importação sobre onze produtos alimentícios e do setor de construção, incluindo o aço.

Após a divulgação da informação, ações de empresas de siderurgia sofreram forte queda na bolsa brasileira na terça-feira.

Infomoney - SP   12/05/2022

Dados de inflação estão no foco dos negócios desta quarta-feira (11) e mostram que a escalada global de preços não está dando trégua. Aqui no Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 1,06% em abril na comparação com março, praticamente em linha com o consenso do mercado (1%). Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), variou 0,3% de março para abril – o mercado previa alta de 0,2%.

Ainda que não tenham vindo muito diferentes do consenso de economistas e analistas, em ambos os casos, os índices reforçam preocupações de um ciclo de aperto monetário mais agressivo. Aqui no Brasil, onde os juros estão na casa de dois dígitos (e a inflação também), é um sinal de que a Selic deve continuar subindo.

A inflação em abril também marcou a pior variação anual desde 2003, alta de 12,13%. Para o mês, a alta de 1,06% foi a maior desde 1996.

“Com IPCA de hoje, ficou claro que teremos alta de juros em junho”, diz Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. Ele explica que o IPCA desacelerou em relação à março (quando avançou 1,62%), o que já era esperado, pois entrou em vigor a bandeira verde da tarifa de energia. Mas os alimentos pesaram mais, sobretudo produtos de trigo e soja, impactados pela oferta escassa das commodities com a guerra da Ucrânia. “Por mais que o conflito seja distante do Brasil, os efeitos chegaram no dia a dia da população”, afirma.

Após ata do Copom, economistas se dividem sobre fim do ciclo de alta de juros

Alta dos combustíveis também impactaram o índice de forma importante. Os novos reajustes desta semana devem adicionar pressão do próprio governo contra a Petrobras (PETR3;PETR4), segundo o economista. “Imagino que a interferência vai ser mais elevada nos quatro meses antes da eleição”, afirma Cruz.

Com a troca do ministro de Minas e Energia, a sensação é de que o governo deve interferir mais nos preços, diz ele. “Isso pode até significar um IPCA menor adiante, dado o impacto desses itens, mas não sabemos se depois das eleições vai vir um ajuste mais forte.”

O Goldman Sachs observa que o núcleo da inflação registrou alta acima do esperado de 0,95% em abril, acelerando para 9,69% anualmente. A inflação entre bens duráveis está em alta de 14,96% ano a ano, bem como a de bens industriais, que permanece elevada, em 14,22% ano a ano (de 13,44% em março).

O banco volta a salientar que “a inflação está não apenas muito alta, mas também altamente disseminada; projetada para permanecer acima de 10% até agosto de 2022”.

“Espera-se que o choque amplo e provavelmente duradouro nos preços das commodities e outros custos de produção de logística/insumos mantenha as pressões inflacionárias dos preços ao consumidor no curto prazo altas, apenas parcialmente compensadas pelo declínio anunciado nos tarifas de eletricidade”, diz a análise.

Perspectivas de inflação no Brasil continuam piorando, destaca XP

O IPCA de abril também veio acima da expectativa da XP (que projetava variação de 0,95%). A casa explica que a diferença entre as estimativas e o resultado real deveu-se, principalmente, ao aumento mais acentuado dos preços de “saúde e cuidados pessoais”.

Além disso, a XP destacou que a projeção de alta de 7,4% para o IPCA de 2022 está claramente inclinada para cima e caso alguns riscos se materializem (como parece acontecer), a inflação ao consumidor ficaria entre 9,0% e 9,5% neste final de ano.

Novas interrupções na cadeia de suprimentos, causadas pela “política de zero Covid” na China, e uma guerra prolongada na Ucrânia, acarretam riscos adicionais. A inflação de bens industriais pode chegar a 10% este ano, somando 70 pontos-base à expectativa da XP para o IPCA de 2022.

“O que mais preocupa, entretanto é o qualitativo do índice, que continua bastante negativo, registrando uma medida de difusão perto dos 80% e núcleos ainda bastante pressionados”, afirma Luca Mercadante, economista da Rio Bravo.

As projeções da casa de análise também estão cada vez mais altistas e é provável que a inflação fique acima dos 7,2% projetados para 2022. “A partir de maio, a inflação deve começar a desacelerar, mas com a persistência da alta de preços, a queda tende a ser mais lenta do que o esperado anteriormente, piorando as expectativas para o ano”, conclui Mercadante.
FED também tem trabalho duro pela frente

O CPI americano dos últimos 12 meses acumula alta de 8,3%, indicando uma desaceleração em abril e que a inflação americana pode ter atingido um pico. Porém, ela continua próxima da maior variação anual em 40 anos e as pressões inflacionárias também estão bem disseminadas, com peso maior dos setores de habitação e alimentos.

“Tivemos China, EUA, Alemanha e Brasil divulgando inflação agora pela manhã. Todos os números bem ruins mostrando que esse problema veio para ficar e por enquanto vamos ter que lidar com ele com medidas bem duras”, afirma Marcelo Oliveira, fundador da Quantzed.

O Morgan Stanley, por sua vez, observa que o CPI nos EUA foi impulsionado quase que inteiramente pelo aumento nas tarifas aéreas.

O núcleo da inflação ao consumidor aumentou 0,57% no mês, contra estimativa de 0,50% do Morgan e 0,40% do consenso. “Por trás desse resultado acima do esperado, houve um aumento substancial de 18,6% mês a mês nas passagens aéreas”, sublinha o o banco. “Isso foi bem acima do aumento de 5,5% que esperávamos e adicionou um incremento de 8 pontos base ao núcleo da inflação do CPI mês a mês, em relação ao esperado”.

Os demais serviços principais ficaram mais alinhados com as expectativas. No geral, deixando de lado o aumento das passagens aéreas do mês, a tendência subjacente da inflação mensal parece amplamente estável em torno de 0,5% por mês, algo que vem ocorrendo desde novembro, diz a análise.

“O núcleo anualizou 6,3% desde novembro, consistente com essa tendência subjacente, e assim, embora provavelmente tenhamos ultrapassado o pico de 12 meses do núcleo em 6,5% em março, um platô de curto prazo se formou não muito abaixo desse pico”.

Já a CM Capital destaca que, analisando a composição qualitativa dos dados, a começar pelos dois grupos que têm sido protagonistas da escalada inflacionária do país, alimentação e energia, foi possível observar um comportamento difuso se comparado ao que vinha sendo visto até então, com o grupo de alimentação mantendo sua trajetória ascendente, enquanto o de energia teve uma desaceleração, a primeira em um período histórico considerável.

No caso de energia, a explicação para os números vem especialmente da liberação dos estoques de petróleo por parte do governo, o que ajudou a contornar o crescimento exponencial do preço dos combustíveis, que vinham sendo motivo de grande insatisfação por parte dos consumidores do país. No acumulado anual, contudo, o mesmo padrão não pode ser observado, com o índice de energia acumulando crescimento de 30,3%, com destaque para a gasolina, que teve aumento de 43,6% entre abril deste ano e o mesmo mês do ano passado.

Para o economista Gustavo Cruz, o CPI de abril vai reforçar “a parte do mercado que pede uma aceleração de juros em 0,75” ponto percentual.

Exame - SP   12/05/2022

A inflação cresceu em abril na China no ritmo mais acelerado em quase seis meses, de acordo com dados oficiais publicados nesta quarta-feira (11) que refletem o aumento dos preços provocado pelas restrições vinculadas à estratégia "covid zero" do país.

Os efeitos da gestão restritiva da pandemia repercutem cada vez mais na economia, afetada por confinamentos de cidades como Xangai, que perturbam as redes de abastecimento e aumentam os preços do transporte.

O índice de preços ao consumidor em abril registrou alta de 2,1% em ritmo anual, informou o Escritório Nacional de Estatísticas.

A alta foi provocada por "fatores como a epidemia doméstica e o aumento contínuo dos preços internacionais das matérias-primas", declarou Dong Lijuan, diretor do Escritório Nacional.

Desde abril, a maior cidade da China e seu principal centro econômico, Xangai, está em confinamento quase completo para tentar conter um surto de covid.

Dong afirmou que "devido ao aumento do custo logístico durante a pandemia e ao aumento da demanda por armazenamento" de produtos de primeira necessidade, os preços das batatas, ovos e frutas frescas dispararam no país.

Globo Online - RJ   12/05/2022

Puxado pelos preços de alimentos e combustíveis, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,06% em abril, informou o IBGE. Em quatro meses, o índice já atingiu 4,29%, superando o centro da meta da inflação (3,50%) estabelecida para o ano.

É a maior alta para abril desde 1996 (1,26%). O resultado indica desaceleração frente a março, quando o IPCA ficou em 1,62%, mas, em 12 meses, chegou a 12,13%.

É o maior índice acumulado desde outubro de 2003, quando atingiu 13,98%. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 1% em abril e 12,07% em 12 meses.

Os dados mostram uma alta de preços generalizada. O índice de difusão, que mostra o percentual de itens que subiram, foi para 78,25%. É o maior desde janeiro de 2003, quando foi de 85,94%.

Para analistas, o IPCA acima do esperado pode levar o juros a 14% ao ano. Atualmente, a Taxa Selic está em 12,75%. O Credit Suisse, que na terça-feira revisou sua projeção de inflação para 9,7% em 2022 e 5,1% em 2023, espera que o Banco Central leve os juros a 14%.

A MB Associados revisou o IPCA deste ano de 7,8% para 8,7%, e a Selic para 13,25%, mas com viés de alta.

— O BC, cada vez mais, está lidando com a inflação de forma isolada, porque a política fiscal e o cenário internacional não ajudam. O BC não tem muita alternativa. Provavelmente vai ter que subir mais um pouco, e não dá para descartar (que chegue a 14%) — afirma Sérgio Vale, economista-chefe da MB.

O Banco Original revisou o IPCA de 2022 de 7,7% para 9%. Marco Caruso, economista-chefe do banco, diz que a Selic deve ficar em 13,25%, mas por um tempo maior:

— O BC já entregou um ciclo alto, que vai começar a surtir efeito na inflação no segundo semestre. Faria sentido ele ir até 13,25% e parar para olhar. Esperamos que a taxa tenha que ficar nesse patamar por, pelo menos, um ano.

Alimentos e combustíveis seguem pressionando o indicador. Os principais impactos em abril vieram do grupo Alimentação e bebidas, que subiu 2,06%, e de Transportes, com alta de 1,91%. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril.

— Houve alta de mais de 10% no leite e em componentes importantes da cesta do consumidor, como batata-inglesa (18,28%), tomate (10,18%), óleo de soja (8,24%), pão francês (4,52%) e carnes (1,02%) — diz André Almeida, do IBGE.

Outra pressão veio dos combustíveis, que subiram 3,20%. Só a gasolina aumentou 2,48% em abril.

MINERAÇÃO

CNN Brasil - SP   12/05/2022

Os contratos futuros de minério de ferro na China saltaram mais de 5% nesta quarta-feira (11), depois de caírem por três sessões consecutivas, com o aumento das esperanças de recuperação da demanda nas usinas mesmo com os lockdowns contra a Covid-19 no país interrompendo a atividade econômica.

Os futuros de minério de ferro mais ativos na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, chegaram a subir 6,6%, para 831 iuanes (US$ 123,72) por tonelada –o maior ganho percentual desde 7 de março. O contrato fechou com alta de 5,3%, a 821 iuanes por toneladas.

Na bolsa de Singapura, o contrato de minério de ferro mais negociado de junho ganhou 4,3%, para US$ 131,85 por tonelada.

“O impacto (da pandemia) em áreas como Tangshan está diminuindo, e o transporte de matérias-primas foi retomado”, disseram analistas da Haitong Futures em nota, acrescentando que a produção diária de ferro fundido se recuperou em relação às semanas anteriores.

No entanto, os lucros das usinas estão relativamente baixos e os controles de produção de aço ainda podem pesar nas taxas de utilização das usinas, disse a nota.

Os preços do carvão metalúrgico na bolsa de Dalian terminaram a sessão desta quarta-feira em alta de 2%, a 2.663 iuanes por tonelada, e os futuros de coque aumentaram 2,3%, para 3.418 iuanes por tonelada.

O salto nos preços das matérias-primas também impulsionou os produtos siderúrgicos na Bolsa de Futuros de Xangai.

O vergalhão de aço para material de construção para entrega em outubro avançou 2%, para 4.681 iuanes por tonelada. As bobinas laminadas a quente, usadas no setor manufatureiro, avançaram 1,9%, para 4.775 iuanes por tonelada.

Máquinas e Equipamentos

Construção Latino-americana - SP   12/05/2022

O número de produtos de equipamentos elétricos de construção no mercado está aumentando constantemente e nos últimos meses quase metade dos lançamentos foram elétricos, de acordo com a análise do Grupo KHL.

Até agora, em 2022, 860 máquinas foram atualizadas ou adicionadas aos guias de fornecimento de equipamentos online mantidos pela KHL, dos quais cerca de 75 são produtos completamente novos. Destes, 36 são elétricos.

A análise vem dos quatro bancos de dados online produzidos pela KHL: Construction Sourcing Guide, D&RI Buyers Guide, Access Buyers Guide e World Crane Guide. Estes abrangem terraplenagem, construção de estradas, compactação, guindastes, demolição e plataformas aéreas.

As plataformas aéreas constituem uma proporção considerável de novos produtos elétricos (muitos elevadores de tesouras e barreiras menores foram historicamente alimentados por baterias), mas houve introduções elétricas em todas as categorias de produtos.

Uma análise dos lançamentos nos últimos 14 meses sugere que, em geral, entre 5% e 6% das novas máquinas (excluindo as plataformas aéreas) são elétricas.

Categoria de terraplenagem

Em terraplenagem, as categorias com maior proporção de modelos elétricos são escavadeiras sobre esteiras, carregadeiras de rodas (incluindo modelos compactos) e carregadeiras sobre esteiras, seguidas por basculantes e retroescavadeiras de locais.

A mudança para a elétrica também é evidente nos equipamentos de construção de estradas, onde mais de 20% dos novos rolos simples e tandem são alimentados por bateria. Um quinto dos novos trituradores móveis também são elétricos.

No setor de guindastes, os produtos com maior probabilidade de serem eletrificados foram os guindastes de esteira e os guindastes industriais.

Mais de 32.500 produtos estão contidos nos quatro diretórios on-line. Todos os quatro diretórios estão sendo constantemente atualizados e ampliados. Veja detalhes e links abaixo:

Yellowbook The Yellow Book is now available online as a fully searchable and free-to-use directory of a wide selection of construction equipment.

World Crane Guide The most comprehensive crane reference guide in the world. KHL’s World Crane Guide is produced by International Cranes and Specialized Transport from data supplied by crane manufacturers and is the definitive reference source for equipment buyers in the crane and lifting industry.

Access Buyers Guide The Access Buyers’ Guide is now online as a fully searchable and free-to-use directory of access equipment.

Demolition & Recycling International Buyers Guide For more details about this and other demolition and recycling equipment go to the new D&Ri Buyers Guide website.

AUTOMOTIVO

Automotive Business - SP   12/05/2022

A Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil, prepara uma nova reunião com o governo federal. O objetivo do encontro é dar sequência à conversa aberta no início de maio, quando a entidade, acompanhada dos presidentes das principais fabricantes de veículos, estiveram em Brasília (DF) para a cerimônia de posse de Márcio de Lima Leite como presidente da organização e para uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em coletiva de imprensa na terça-feira, 10, o novo líder da Anfavea diz que a associação está em contato com a pasta para abrir uma nova agenda e aprofundar a discussão. Segundo ele, Guedes entendeu que é importante “reorganizar o setor produtivo no Brasil” e a indústria automotiva é parte dessa estratégia, já que representa 20% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial do país. O executivo avisa: a meta do encontro não é obter benefícios, mas debater competitividade.

“Nós não vamos pedir nada ao governo. O Brasil e o setor precisam discutir novas oportunidades, que é uma conversa boa de ter. Não podemos perder o timing”, diz Leite, destacando que o fator tempo é especialmente sensível diante das transformações do segmento.
Semicondutores e fornecedores estratégicos estão na agenda automotiva

Segundo o novo presidente da Anfavea, o combinado é abordar três temas principais. O primeiro é competitividade de forma geral e o famigerado Custo Brasil. O segundo assunto é a cadeia de fornecimento de semicondutores. A associação se comprometeu a fazer uma projeção sobre quando a falta de chips eletrônicos deve se normalizar.

Relacionada a esta, outra lição de casa da Anfavea é um estudo de quais são os insumos estratégicos que precisam ser nacionalizados para o setor automotivo. O objetivo é levar em conta a reorganização da cadeia automotiva global após o impacto da pandemia e diante do avanço de novas tecnologias, como carros elétricos.

Para Leite, é essencial que o país entenda quais componentes e tecnologias precisa produzir localmente para garantir que a indústria automotiva prospere nos próximos anos.

“Temos um setor forte, que responde por 36% do investimento em pesquisa e desenvolvimento feito no país. Precisamos definir qual é o nosso projeto de produção de novas tecnologias no Brasil. Caso não façamos isso agora, corremos o risco de nos tornar importadores”, diz.

Ele complementa: “Temos toda a condição de receber novos investimentos globais”. Leite conta que há uma série de componentes e sistemas que precisam ser nacionalizados nos próximos anos para garantir a competitividade do setor automotivo nacional. Os próprios semicondutores estão nessa lista.

Segundo ele, nacionalizar chips eletrônicos é um projeto que demandaria investimentos da ordem de R$ 2 bilhões de fornecedores da área. Caso essa indústria se desenvolvesse localmente, Leite entende que certamente teriam as montadoras como clientes e parceiras no desenvolvimento de projetos.
Mercado automotivo brasileiro é promissor, mas precisa resolver problemas

O executivo entende que montadoras e governo precisam priorizar o desenvolvimento dessa visão estratégica do ecossistema automotivo antes de dar novos passos. “Um país que tem capacidade produtiva anual de 4,5 milhões de veículos deve olhar para o que é essencial nessa cadeia de valor.”

Na visão dele, com esse caminho pavimentado, o mercado para vender tantos veículos tem tudo para deslanchar:

“Temos potencial de acordos comerciais com outros países para exportação, uma frota brasileira envelhecida que precisa de renovação e descarbonização, além de um mercado consumidor gigante”, enumera como elementos que demonstram um bom potencial futuro.

Leite aponta que o caminho é pensar além da situação atual da indústria e criar soluções para esse segmento no futuro. “Com serenidade e visão de longo prazo podemos aproveitar uma série de oportunidades”, resume.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Agência Brasil - DF   12/05/2022

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 1,21% em abril deste ano. A taxa é superior ao 0,99% de março, mas inferior ao 1,87% de abril do ano passado.

Essa é a maior taxa de inflação mensal desde agosto de 2021. Com o resultado de abril, o Sinapi acumula altas de preços de 3,52% no ano e de 15% em 12 meses.

O custo nacional da construção passou a ser R$ 1.567,76 por metro quadrado, em abril. Os materiais de construção tiveram inflação de 1,86% no mês e passaram a custar R$ 944,49 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra subiu 0,24% e ficou em R$ 623,27.

Valor - SP   12/05/2022

Construtoras que atuam na média e alto padrão tiveram resultados melhores no primeiro trimestre

Com a inflação pressionando os custos de construção e o preço dos imóveis, as incorporadoras de médio e alto padrão lucraram mais do que as econômicas, apontam os balanços divulgados ontem.

A Tenda, especializada na faixa 2 do Casa Verde e Amarela, teve prejuízo líquido de R$ 67,3 milhões no trimestre, queda de 283% sobre o mesmo período de 2021, mas valor melhor do que os R$ 268,5 milhões negativos reportados no quarto trimestre. Outros números da companhia mostram melhora ante o trimestre anterior e desempenho fraco perto do registrado há um ano: a receita líquida foi de R$ 581 milhões, queda de 3,6% ante o início de 2021, mas alta de 12,4% sobre o anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi negativo em R$ 11 milhões, menos 117% no ano e melhora de 95% sobre o último trimestre de 2021.

Também atuante no Casa Verde e Amarela, mas concentrada na faixa 3, a RNI reportou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 1,9 milhão, queda de 24% sobre o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida subiu 49% na comparação anual, para R$ 133 milhões, e as vendas líquidas chegaram a R$ 171 milhões, aumento de 9% e o maior patamar para o trimestre em seis anos na empresa.

As duas companhias trabalharam para aumentar o valor das unidades, de forma a preservar ou elevar suas margens.

O preço médio da venda líquida da Tenda foi de R$ 164 mil, alta de 15% na base anual. Entre os lançamentos, o preço médio subiu 18% no ano e está em R$ 176,3 mil. Marcos Pinheiro, executivo financeiro, diz que a estratégia é sacrificar velocidade de venda, se necessário, para elevar o preço. De fato, o índice de venda sobre oferta (VSO) líquida da Tenda caiu 5 pontos percentuais no ano (26,5%).

A RNI conseguiu elevar o preço das unidades lançadas em 14%, para R$ 191 mil, perdendo apenas 0,7 ponto percentual de VSO, hoje em 18%. Para o presidente Carlos Bianconi, a área de atuação da RNI fez a diferença nesse quesito. “Estamos no interior do Brasil, na região do agro, que é empregador”, diz.

No médio e alto padrão, os resultados foram mais positivos. A Moura Dubeux, que atua no Nordeste, reportou lucro líquido de R$ 23,2 milhões no primeiro trimestre, alta de 30,4% na comparação anual, com receita 6,7% maior, de R$ 172 milhões. A margem bruta também aumentou, em 8,5 pontos percentuais, e foi de 40%.

A companhia vendeu mais do que lançou no trimestre: foram R$ 401 milhões em vendas líquidas, alta de 64,4% sobre o primeiro trimestre de 2021, e R$ 353,5 milhões de VGV potencial, quase 300% a mais do que no início do ano passado. O CEO Diego Villar analisa que a companhia se beneficia da falta de concorrência onde atua, desde que grandes incorporadoras do Sudeste desistiram da região. “Elas nem falam em lançar [aqui], tiveram trauma de desenvolvimento imobiliário que não deu o retorno esperado”. A incorporadora aposta no médio e alto padrão, incluindo uma linha para segunda residência, que se fortaleceu na pandemia.

A paulistana Lavvi obteve lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 21 milhões no primeiro trimestre, acréscimo de 24% em base anual. As vendas líquidas saltaram 89% na base anual, para R$ 162,4 milhões em VGV. Em um período que nas palavras da empresa “exigiu cautela redobrada”, a receita líquida somou R$ 99,5 milhões, alta de 10% na mesma base de comparação.

NAVAL

Portos e Navios - SP   12/05/2022

Marcado pelo melhor ano da empresa, 2021 entra para a história do Porto de Navegantes, em Santa Catarina, desde o início das operações, há quase 15 anos. Os esforços, que levaram aos bons resultados de todas as áreas da empresa, foram divulgados no Relatório de Sustentabilidade 2021. O documento anual engloba o desempenho da companhia em todas as áreas.

Foi conquistado, pela primeira vez, o marco do milhão no mesmo ano, com 1,1 de TEUs movimentados. A contribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS) para o município de Navegantes foi de 42% em 2021. O terminal seguiu líder em market share na região Sul, com 31%. Somente em Santa Catarina, a fatia chegou a 51%.

“Desde o início das nossas atividades, temos a sustentabilidade como um dos valores da Portonave. No ano de 2021, avançamos na estratégia ASG (Ambiental, Social e Governança) com o fortalecimento do nosso Comitê de Sustentabilidade, envolvendo diversos profissionais, todos juntos na busca pela consolidação ainda mais efetiva à Agenda 2030. O Relatório apresenta esses e outros avanços e estamos bastante satisfeitos com os resultados”, pontua a analista de Responsabilidade Social, Ellen Garcia.

Em 2021, o terminal realizou um investimento de R$ 5,3 milhões em equipamentos, consultorias e novas tecnologias. R$ 1,4 milhão na área foram investidos na área de sustentabilidade, englobando ações de consumos de água e energia, resíduos gerados e destinados para disposição final, emissões atmosféricas, segurança com o armazenamento de cargas perigosas.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   12/05/2022

A Petrobras comunica que finalizou hoje a venda da totalidade de sua participação em quatorze campos terrestres de exploração e produção, denominados Polo Recôncavo, localizados no estado da Bahia, para a 3R Candeias S.A., anteriormente denominada Ouro Preto Energia Onshore S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S.A.

O valor total da venda foi de US$ 256 milhões, tendo sido pagos (a) US$ 10 milhões na assinatura do contrato, em 17/12/2020 e (b) US$ 246 milhões na data de hoje, já considerando os ajustes previstos no contrato.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade. A Petrobras segue concentrando os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, com menores emissões de gases de efeito estufa.

Sobre o Polo Recôncavo

O Polo compreende os campos terrestres de Aratu, Ilha de Bimbarra, Mapele, Massui, Candeias, Cexis, Socorro, Dom João, Dom João Mar, Pariri, Socorro Extensão, São Domingos, Cambacica e Guanambi, localizados no estado da Bahia. A Petrobras é operadora com 100% de participação nessas concessões, com exceção de Cambacica e Guanambi, em que possui participação majoritária de 75% e 80%, respectivamente. A produção média do Polo Recôncavo de janeiro a abril de 2022 foi de aproximadamente 1.321,56 barris de óleo por dia e 444,15 mil m³/dia de gás natural.

Valor - SP   12/05/2022

O governo Jair Bolsonaro cogita mudanças na lei de criação da PPSA, que hoje representa a União nos contratos de partilha do pré-sal, para expandir suas atribuições e convertê-la em uma espécie de "estatal dos gasodutos".

A ideia é incumbi-la de contratar, como obra pública, a construção de dutos para levar o gás natural a localidades onde hoje o insumo não chega e viabilizar até 8 mil megawatts (MW) em usinas térmicas -- contrapartida imposta pelo Congresso Nacional para dar aval à privatização da Eletrobras.

Trata-se de uma tentativa derradeira de barganha com o Centrão para evitar a aprovação pura e simples do Brasduto. Será um dos grandes desafios do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, nomeado nessa quarta-feira (11) para o lugar de Bento Albuquerque.

O Brasduto é um fundo, estimado em R$ 100 bilhões, voltado à destinação de subsídios para construir uma malha de gasodutos por todo o país. O Congresso já tentou criá-lo em diversos projetos de lei e medidas provisórias nos últimos anos: do novo marco do gás à proposta para repactuação do risco hidrológico, da capitalização da Eletrobras à MP da crise hídrica.

O fundo voltou à pauta por causa do PL 414/21, projeto de lei que trata da modernização do setor elétrico. Já foi aprovado pelo Senado e está em fase adiantada de tramitação na Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), comprometeu-se a colocar em votação um requerimento de urgência para o projeto no retorno de sua viagem aos Estados Unidos.

Há consenso hoje, tanto no governo quanto no setor privado, de que o Brasduto tem apoio suficiente para ser aprovado. O diagnóstico atual, entre auxiliares de Bolsonaro, é que mesmo um veto presidencial não teria efeito – devido à alta probabilidade de derrubada pelos parlamentares.

Por isso, nos bastidores, o Palácio do Planalto começou a trabalhar em uma alternativa. A ampliação de escopo da PPSA é tida no governo como ideia "muito ruim", mas "um pouco menos ruim" do que o Brasduto.

Hoje os gasodutos de transporte podem ser requeridos por qualquer empresa e não dependem mais de uma concessão pública. Pelo Brasduto, qualquer projeto autorizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) estaria apto a receber subsídios do fundo. Em teoria, seria um incentivo para a construção de mais dutos e com ainda menos eficiência.

Pela alternativa de usar a PPSA, segundo uma fonte do governo, haveria ao menos um filtro para os projetos. Com isso, o gasto tende a ser inferior aos R$ 100 bilhões estimados do Brasduto. Os ministérios de Minas e Energia e da Economia são fortemente contrários ao fundo, que se alimentaria de parte das receitas do pré-sal.

A preferência do governo, obviamente, é barrar a aprovação do Brasduto. No entanto, uma saída "ideal" parece cada vez mais remota. Nas conversas com o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), relator do PL 414/21, o Planalto tem falado até mesmo sobre a possibilidade de um "plano C".

Essa outra alternativa seria, em substituição à ideia do Brasduto, colocar a PPSA não na contratação de gasodutos, mas na oferta de gás tratado em pontos específicos da costa brasileira. Na prática, a estatal ficaria responsável pela viabilização do insumo em novas unidades de processamento de gás natural (conhecidas como UPGNs).

A partir dessas instalações, interessados poderiam comprar o combustível e construir os dutos para levá-los ao interior do país, onde serão erguidas as futuras térmicas. Sabe-se, no entanto, que o "plano C" pode não resolver o grande pleito do Centrão: viabilizar os gasodutos.

A Lei 14.182, que abre caminho para a capitalização da Eletrobras, prevê a distribuição dos 8 mil MW de térmicas da seguinte forma: 2,5 mil MW no Norte, 2,5 mil MW no Centro-Oeste, 2 mil MW no Sudeste (parte em municípios da área de influência da Sudene em Minas Gerais) e 1 mil MW no Nordeste. Quase toda a nova capacidade deverá ser necessariamente instalada em localidades onde não há suprimento atualmente.

CNN Brasil - SP   12/05/2022

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta nesta quarta-feira (11) em uma sessão marcada pela volatilidade. A divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos chegou a pesar sobre o óleo, porém a queda do dólar e fatores do lado da demanda e oferta se sobrepuseram.

Do lado da procura, a commodity foi beneficiada por sinais de que a pandemia está diminuindo em algumas regiões da China. Já do lado da oferta, os riscos permanecem, em meio às sanções da Rússia contra países que dependem de seu gás. Investidores também acompanharam a alta dos estoques de petróleo e a queda nos de gasolina e destilados.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para junho subiu 5,96% (US$ 5,95), a US$ 105,71 o barril, enquanto o do Brent avançou 4,93% (US$ 5,05), A US$ 107,51, na Intercontinental Exchange (ICE).

O óleo começou a sessão favorecido por dados mostrando sinais de melhora da pandemia na China. Novos casos de covid-19 em Xangai caíram 50,7% nas últimas 24 horas, atingindo 1.487 infecções – a menor marca em 18 dias.

Além disso, nenhuma infecção por disseminação comunitária foi relatada em oito distritos, aumentando a expectativa de que a cidade consiga escapar de restrições mais rígidas em comparação às que já estão em vigor há cerca de seis semanas.

No entanto, os contratos reduziram ganhos após o CPI americano, que subiu 0,3% em abril ante março, superando a expectativa de analistas de alta de 0,2%.

Por outro lado, o índice desacelerou em relação ao avanço de 1,2% do mês anterior. Para a Pantheon, o CPI não muda a perspectiva de curto prazo para a política monetária do Federal Reserve (Fed), que deve elevar a taxa básica de juros em 50 pontos-base nas suas duas próximas reuniões, em junho e julho.

Mais tarde, o petróleo voltou a ganhar força, em meio à queda do dólar e se manteve assim após o Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos informar que os estoques da commodity no país subiram 8,487 milhão barris na semana passada, ante expectativa de queda de 300 mil.

Já os de gasolina recuaram 3,607 milhões de barris, enquanto a projeção era queda de 1,7 milhão de barris, e os de destilados caíram 913 mil barris, ante expectativa de baixa de 1 milhão de barris.

A commodity ganhou ainda mais força na esteira da decisão da Rússia de aplicar sanções à companhia controladora de um gasoduto que liga o país com Belarus, Polônia e Alemanha. A Gazprom Germania também foi alvo das medidas.

De acordo com Edward Moya, da Oanda, o mercado de petróleo parece ter se decidido e se concentrará em quão apertados serão os suprimentos e não na eventual destruição da demanda que pode acontecer ainda este ano.

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) afirma que um embargo da União Europeia sobre o petróleo e derivados da Rússia “provocaria impacto”. Em relatório, o instituto formado por bancos lembra que os detalhes ainda são discutidos, mas projeta “reduções significativas do volume exportado pela Rússia em 2022”.

Para o TD Securities, o crescimento da demanda global por commodities está oscilando, mas os mercados de energia provavelmente permanecerão isolados dos ventos contrários da demanda, à medida que o risco de fornecimento de energia continua aumentando. “Nossa decomposição continua a sinalizar que o risco de fornecimento de energia está aumentando, apesar do imbróglio da UE sobre a proibição do petróleo russo. Nesse contexto, o risco de oferta ainda permanece significativamente mal precificado, criando o cenário para uma recuperação substancial nos mercados de energia à medida que os ventos contrários da demanda transitória diminuam”, destaca.

Valor - SP   12/05/2022

Empresa abriu capital em 2020 e já comprou 60 campos, a maioria na venda de ativos da Petrobras

“Compramos ativos quando o preço do petróleo estava baixo e vamos produzir quando está alto”, afirma Ricardo Savini, presidente da 3R Petroleum — Foto: Leo Pinheiro/Valor

A petroleira 3R Petroleum se prepara para assumir, no primeiro trimestre de 2023, o primeiro ativo da empresa fora do setor de exploração e produção de petróleo e gás, a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RN), comprada no processo de desinvestimentos da Petrobras. Depois de uma intensa campanha de aquisições nos últimos anos, a companhia iniciou ontem a operação de mais um ativo de produção, o Polo Recôncavo, também comprado da estatal. Com a incorporação dos novos ativos, a companhia conduz plano de investimentos de US$ 1,2 bilhão que inclui trabalhos para aumento da produção nos campos. Cerca de 40% dos investimentos irão para o Polo Potiguar, onde está a refinaria.

A Refinaria Clara Camarão, de pequeno porte, tem capacidade para processar 40 mil barris por dia (barris/dia) e abastece o Rio Grande do Norte e a Paraíba, além de parte do Ceará. “Há opção de incrementar a capacidade de produção de derivados, mas ainda não temos definição”, diz o presidente da 3R, Ricardo Savini.

Maior ativo comprado pela 3R até o momento, o Polo Potiguar inclui também uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), além de um parque de tancagem. O polo tem três subpolos de campos de produção terrestres e marítimos, com a infraestrutura de produção e escoamento e o Ativo Industrial (ATI) localizado no município de Guamaré (RN).

A companhia avalia alternativas para o novo operador logístico do ativo, que até então era a Transpetro. “A Petrobras usa o próprio sistema para trazer produtos refinados à Clara Camarão, por meio da cabotagem de óleo diesel e nafta de maior qualidade, para misturar com a gasolina que sai da refinaria. Estamos discutindo com tradings como trazer esses produtos”, diz o diretor financeiro da 3R, Rodrigo Pizarro. Ele acrescenta que a infraestrutura torna possível exportar combustíveis na região.

Sobre o impacto da política de preços da Petrobras na 3R, caso a estatal pratique preços abaixo do mercado externo, Savini diz que a demanda da Refinaria Clara Camarão é cativa. “É um mercado isolado e difícil de ser abastecido por outra refinaria. Mas vamos ver como a Petrobras vai se comportar nos próximos anos”, aponta.

A 3R negociou o Polo Potiguar com a Petrobras por US$ 1,38 bilhão, com o pagamento de US$ 110 milhões na assinatura do acordo, e US$ 1,04 bilhão no fechamento da operação, além de quatro parcelas anuais de US$ 235 milhões, a partir de 2024. A companhia estuda alternativas de estruturação financeira para concluir a aquisição, que marcará a saída da Petrobras das operações terrestres no Rio Grande do Norte.

Enquanto não assume os ativos potiguares e após a conclusão da aquisição do polo baiano, a 3R trabalha na finalização dos trâmites para assumir o Polo Fazenda Belém, no Ceará, também comprado da Petrobras. A transferência da área para o portfólio da 3R também deve ser concluída neste mês. A empresa vai iniciar, no segundo semestre, os trabalhos de aumento da eficiência operacional na área.

A 3R nasceu em 2014, controlada pela Starboard Restructuring Partners, gestora de private equity. Posteriormente, a companhia passou por uma reestruturação, com a incorporação da Ouro Preto, de Rodolfo Landim. A oferta inicial de ações (IPO) na bolsa, em novembro de 2020, captou R$ 690 milhões. Atualmente, 76% do capital é disperso entre diferentes acionistas, com o restante dividido entre o fundo Esmeralda (9,8%), BTG Pactual (7,2%), Gerval Investimentos (6%) e os próprios administradores (1%). A 3R encerrou 2021 com receita líquida anual de R$ 727,8 milhões. A empresa comprou 60 campos de óleo e gás agrupados em nove polos, mas vai reduzir o ritmo de aquisições agora. “Compramos quando o preço do petróleo estava baixo e vamos produzir quando está alto”, afirma Savini.

O plano de trabalho atual vai levar a uma produção de 94 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) até 2027, volume dez vezes maior que o de abril. Segundo o executivo, a previsão é concluir em 2022 a transferência do Polo Peroá, na parte marítima da Bacia do Espírito Santo. Também este ano, a 3R deve passar a operar Papa-Terra, na Bacia de Campos.

A expectativa nos ativos marítimos é de redução de custos de até 30% em relação ao antigo operador, por meio da renegociação de contratos. As conversas com fornecedores estão mais avançadas em Peroá, onde a empresa deve conectar uma descoberta de gás à plataforma instalada no campo, de modo a evitar declínio na produção de gás. Em Papa-Terra, a companhia vai iniciar um novo modelo de desenvolvimento. O campo nunca atingiu toda a produção esperada desde que entrou em operação, em 2013. “Não estamos comprometidos com os erros da Petrobras e Chevron no projeto original. Vemos modelo geológico e de engenharia de reservatório distinto do que a Petrobras via.”

Nas áreas terrestres que opera há mais tempo, os polos Rio Ventura (BA) e Macau (RN), a 3R vai iniciar perfurações de seis a doze poços no quarto trimestre. “Estamos contratando as sondas que vão estar trabalhando na virada do ano.”

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

contato@inda.org.br

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP