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12 de Abril de 2022

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   12/04/2022

Os contratos futuros do aço na China tiveram queda nesta segunda-feira (11), acompanhando os preços mais baixos das matérias-primas, já que medidas ainda rigorosas relacionadas a Covid-19 prejudicaram o sentimento do mercado e alimentaram preocupações de que a recuperação da segunda maior economia do mundo possa perder força.

O contrato do vergalhão de aço para material de construção mais ativo na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em outubro, caiu 3,1%, para 4.867 iuanes (763,76 dólares) por tonelada no fechamento.

Os futuros de bobinas laminadas a quente, usadas no setor manufatureiro, recuaram pela quarta sessão consecutiva, perdendo 3,1%, a 5.038 iuanes por tonelada.

O contrato de maio dos futuros de aço inoxidável na bolsa de Xangai encerrou em baixa de 4,3%, a 19.330 iuanes por tonelada, depois de cair 5,3% no início da sessão.

“A expectativa inicial do mercado era de que a demanda (de aço) fosse adiada, mas não ausente”, escreveram analistas da GF Futures em nota.

“Mas como a pandemia está se espalhando continuamente, há uma incerteza relativamente grande de interrupções na economia”, disse a nota, acrescentando que o consumo em abril e maio pode ser pressionado.

O centro financeiro da China em Xangai, que iniciou um lockdown no final de março, registrou cerca de 180 mil infecções transmitidas localmente entre 1º de março e 9 de abril, das quais 96% eram assintomáticas.

Os preços dos ingredientes siderúrgicos na Bolsa de Commodities de Dalian também caíram.

Os futuros de minério de ferro de referência, para entrega em setembro, caíram 4,6%, para 869 iuanes por tonelada, registrando sua maior perda percentual desde 15 de março.

IstoÉ Dinheiro - SP   12/04/2022

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informa que a CSN Cimentos e a CSN Energia celebraram em 8 de abril com o Brookfield Americas Infrastructure (Brazil Power) um contrato para adquirir 100% das ações de emissão da Santa Ana Energética. O valor do negócio não foi informado.

A empresa informa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Santa Ana é titular de outorga para a exploração da Pequena Central Hidrelétrica Santa Ana (PCH Santa Ana), bem como da Topázio Energética e, indiretamente, da Brasil Central Energia (BCE), subsidiária da Topázio, titular de outorga para a exploração da Pequena Central Hidrelétrica Sacre II (PCH Sacre e, em conjunto com a PCH Santa Ana).

A CSN será garantidora das obrigações da CSN Cimentos e da CSN Energia. O fechamento da Operação está sujeito, dentre outras condições suspensivas, à aprovação por parte das autoridades concorrenciais e regulatórias.

Monitor Digital - RJ   12/04/2022

Continua a greve nas três unidades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – duas no Rio de Janeiro e uma em Minas Gerais. No Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, os trabalhadores entraram nesta segunda-feira no sexto dia de paralisação por reajuste salarial com uma boa notícia, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A direção da CSN recorreu à Justiça do Trabalho do município contra a greve do terminal de carvão e perdeu.

Um desembargador da 2ª Vara considerou a greve legítima e garantiu aos trabalhadores o direito de paralisar as atividades para lutar por melhores condições de trabalho.

Na siderúrgica de Volta Redonda (RJ), os empregados entram hoje no sétimo dia de greve. Segundo uma das lideranças dos trabalhadores citada pela CUT, a companhia demitiu cerca de 30 funcionários nos últimos dias por participar da comissão de negociação. Os trabalhadores da mineração da siderúrgica em Congonhas (MG) estão há 11 dias parados.

A CUT reforça que o balanço da CSN, recentemente divulgado, revela aumento de 217% no lucro em 2021. As greves têm o objetivo de pressionar por uma negociação de reajuste de salário, o que não tem acontecido nos últimos anos. Os trabalhadores alegam que a CSN não fez os reajustes adequadamente, e com isso a defasagem salarial chega a 25%.

Mais de 3 mil trabalhadores terceirizados que atuam em várias empresas contratadas pelo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento da área de abastecimento da Petrobras, em Itaboraí (RJ), decidiram, em assembleia realizada nesta segunda-feira, continuar a greve iniciada no dia 4.

A categoria reivindica o pagamento de 30% de periculosidade em função dos riscos aos quais estão expostos. O adicional é pago a apenas 40% dos trabalhadores do Comperj.

O sindicato da categoria (Sintramon) vai entrar com um recurso no Ministério Público do Trabalho pedindo uma perícia independente para avaliar o grau de risco ao qual os trabalhadores estão expostos, na expectativa de que o MP reconheça o pagamento da periculosidade.

ECONOMIA

Globo Online - RJ   12/04/2022

A greve dos servidores do Banco Central está afetando a divulgação de relatórios importantes, como de estatísticas fiscais e de crédito, além do boletim Focus, que compila as principais projeções de mercado. Para analistas, esse apagão de dados pode afetar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para maio.

Em outra frente, a mobilização de servidores das carreiras de Orçamento e Planejamento pode afetar a execução orçamentária deste ano e a entrega do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2023, que precisa ser enviado ao Congresso até o dia 15 de abril. Procurado, o Ministério da Economia ainda não se posicionou a respeito dessa mobilização.

No Banco Central, a greve dos servidores tem atrasado a entrega de relatórios. Esta é a segunda semana sem o boletim Focus. Também pode ser afetada a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, que estava prevista para esta quinta-feira. Não foram entregues os relatórios de estatísticas fiscais, de crédito e do setor externo.

— Temos algumas dificuldades localizadas, mas ainda não entendo que tenha um risco sistêmico para o mercado financeiro. O que preocupa é a realização da reunião do Copom, que pode ser afetada, e está marcada para 3 e 4 de maio — diz Simone Pasianotto, economista chefe da Reag Investimentos.

Para a economista-chefe para América Latina da Coface, Patrícia Krause, a falta de divulgação do boletim Focus é um ponto negativo, mas muitas empresas conseguem buscar outras fontes importantes que também compilam esses dados. A situação do Copom é mais preocupante:

— Um ponto de atenção é a próxima reunião do Copom. Ainda tem tempo, é em maio, mas na ata de cada decisão são consideradas as estimativas de evolução do boletim Focus.

Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos, alerta para o risco da falta de dados na próxima reunião do Copom:

— Entendo que os servidores vão boicotar (os relatórios) para deixar a reunião do Copom a mais fraca possível. O trabalho do BC não é facil, subir os juros não está resolvendo. A inflação para esse ano deve ser maior de 8%, porque é do lado da oferta. Pouco adianta o BC aumentar juros, não vai fazer a gasolina ficar mais barata, por exemplo.

O coordenador de economia da Genial Investimentos, Yihao Lin, diz que o maior prejudicado com a greve dos servidores é o próprio Banco Central, porque usa as expectativas do Focus para a trajetória da inflação para elevar ou não a taxa básica de juros. Para ele, o maior impacto será na a divulgação de outros dados, que afetam as expectativas de mercado.

— Para curto prazo, a ausência de boletim Focus não tem impacto de fazer o mercado ficar sem norte — explica.

O problema é no longo prazo:

— Dado os choques e as leituras mais fortes de inflação, a expectativa pode ter um salto significativo quando o Focus voltar a ser divulgado e isso pode impactar negativamente as projeções, uma vez que você vê expectativas de mais longo prazo da inflação mais elevadas e isso contamina as dinâmicas de ancoragem das expectativas e pode tornar o processo de convergência da inflação para o centro da meta uma tarefa mais difícil para o BC, e isso no fim tem que ser refletido em mais aumentos na taxa de juros.

Nesse caso, o papel do BC de foward guidance fica afetado, porque com os choques inflacionários, o mercado já está precificando uma taxa de juros mais elevada em 2022 e a inflação ainda mais acima da meta, o que vai complicar a ancoragem para 2023.

CNN Brasil - SP   12/04/2022

Os preços ao produtor e ao consumidor da China subiram mais do que o esperado em março.

Estão entre as causas a invasão da Ucrânia pela Rússia, gargalos persistentes na cadeia de suprimentos e problemas de produção causados por surtos locais de Covid-19 se somando a pressões sobre os custos das commodities.

O aumento nos custos das matérias-primas está prejudicando as economias em todo o mundo, e na China levantou dúvidas entre alguns analistas sobre o quanto seu banco central será capaz de aliviar a política monetária.

O índice de preços ao produtor da China (PPI) subiu 8,3% em março em relação ao ano anterior, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta segunda-feira (11).

Embora tenha sido abaixo dos 8,8% vistos em fevereiro, superou a previsão de um aumento de 7,9% levantada em pesquisa da Reuters.

As pressões de alta elevaram os preços ao consumidor, que subiram 1,5% em relação ao ano anterior, maior aumento em três meses, acelerando de 0,9% em fevereiro e superando as expectativas de 1,2%.

Analistas do Nomura disseram que possíveis atrasos no plantio de safras causados por novos surtos de Covid-19 no país e o conflito na Ucrânia podem criar novas pressões sobre os preços dos alimentos no segundo semestre do ano.

“O aumento da inflação dos preços de alimentos e energia limita o espaço para o Banco Popular da China cortar as taxas de juros, apesar da economia em rápida deterioração”, disse Nomura em nota.

Embora o aumento anual do PPI tenha sido o menor desde abril de 2021, isso se deve principalmente às comparações mais baixas do final de 2020 e início de 2021 observadas nos meses anteriores.

O aumento mensal de 1,1%, entretanto, foi o maior em cinco meses, impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo doméstico e metais não ferrosos devido a fatores geopolíticos, disse o NBS.

Globo Online - RJ   12/04/2022

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, nesta segunda-feira, que o índice do IPCA para março, que foi a maior inflação para o mês desde 1994, surpreendeu, e ponderou que o núcleo de inflação no país está muito alto.

— Teve um índice mais recente que saiu e foi uma surpresa. A gente via uma velocidade da passagem do preço da gasolina para a bomba um pouco mais rápido, por isso esse próximo índice seria um pouco maior e o próximo um pouco maior. Em parte foi isso, mas teve outros elementos, como vestuário e alimentação fora do domicílio, que vieram numa surpresa grande — afirmou Campos Neto em evento do mercado financeiro.

A inflação acelerou em março e subiu 1,62%, segundo dados divulgados pelo IBGE. Foi a maior alta para um mês de março desde 1994 e também a maior inflação mensal desde janeiro de 2003 (2,25%).
'Queda do dólar é contraponto'

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 11,30% em 12 meses, maior índice desde outubro de 2003. O número veio acima do esperado pelo mercado e analistas já revisam as projeções para juros de 13,5% e inflação em 8% este ano.

Segundo Campos Neto, o BC está analisando esses elementos a fim de verificar se mudará algo na análise para a tendência da inflação. Ele ainda disse que essa aceleração na inflação ocorreu também em outros países, em diferentes magnitudes, mas reconheceu que é um problema para o Brasil:

— A realidade é que nossa inflação está muito alta, o núcleo está muito alto. A gente tem comunicado com maior transparência possível nosso processo de enfrentamento a essa inflação mais alta e mais persistente e é um tema que a gente vai discutir muito nos próximos dias.

A elevação do preço da gasolina e combustíveis é um dos reflexos da guerra no leste europeu. Por outro lado, o conflito acabou fazendo com que o real tivesse uma apreciação frente ao dólar, o que pode causar algum alívio no preço dos alimentos:

— A aceleração da passagem do preço da gasolina para a bomba só transfere um pouco da inflação de um mês para o outro. Essa queda do dólar serviu como um contraponto na alta de commodities, mas na parte de combustíveis isso não se deu porque combustível subiu mais.

Em relação à projeção de PIB, Campos Neto voltou a afirmar que haverá revisões para cima, porque os números de ponta estão um pouco melhores, como o caso de concessão de crédito.

— Os números estão um pouco melhores. Não estamos falando de crescimento esplendoroso, mas estão um pouco melhores.

Jornal de Brasília - DF   12/04/2022

A divulgação da maior surpresa inflacionária em pelo menos 12 meses levou o Banco Central a sinalizar a possibilidade de um aperto monetário mais forte neste ano para conter a alta de preços.

A manifestação do BC acompanha o movimento das taxas de juros no mercado financeiro e vem após críticas do próprio governo à condução da política monetária.

Nesta segunda-feira (11), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a inflação no Brasil está “muito alta” e que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em março foi uma “surpresa” para a autoridade monetária.

A inflação tem surpreendido economistas do setor público e privado desde o início de 2021. Inclusive com críticas à demora na reação dos bancos centrais no Brasil e no exterior.

Nas últimas 12 divulgações, o IPCA ficou acima das estimativas do mercado em 8 ocasiões. O maior desvio foi em relação ao índice de março deste ano, que ficou em 1,62%, ante uma projeção de 1,35%, segundo analistas consultados pela Bloomberg –uma diferença de quase 0,30 ponto percentual. Foi a maior inflação para o mês desde o início do Plano Real.

Em 11,30% no acumulado em 12 meses até março, o IPCA encontra-se distante da meta de inflação perseguida pelo BC neste ano. O valor fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2022 é de 3,5% –com 1,5 ponto percentual de tolerância para cima e para baixo.

“A gente teve um índice mais recente que foi uma surpresa. A gente estava vendo uma velocidade da passagem do combustível para a bomba mais rápida e, por isso, esse próximo índice seria um pouco maior e o próximo [abril] um pouco menor. Parte foi isso, mas houve outros elementos, como vestuário e alimentação fora do domicílio, que vieram uma surpresa grande”, afirmou o presidente do BC nesta segunda.

De acordo com Campos Neto, a instituição “está analisando a surpresa [na inflação] para ver se muda alguma coisa na tendência” para a política monetária. “A gente vai olhar, analisar os fatores que estão gerando essas surpresas inflacionárias e vai comunicar isso num momento que for mais apropriado”, disse.

Em 16 de março, o Copom (Comitê de Política Econômica) do BC elevou a Selic (taxa básica) em 1 ponto percentual, de 10,75% para 11,75% ao ano. Para a próxima reunião, em maio, o colegiado sinalizou uma nova alta da mesma magnitude.

Em março, o presidente do BC tinha indicado que o próximo ajuste seria a última elevação na taxa de juros, encerrando o ciclo do aperto monetário com a Selic em 12,75% ao ano.

Desde a semana passada, porém, analistas do mercado começam a considerar que a elevação da Selic não vai parar de subir quando chegar ao teto previsto pelo BC.

Entre o fechamento do mercado na última quinta-feira (7) e o fim da tarde desta segunda, os contratos de juros DI (Depósitos Interbancários) com vencimento em janeiro de 2023 passaram de 12,75% ao ano, na véspera, para 13,85%. Para 2025, de 11,53% para 11,98%.

“Acredito que o mercado pode estar colocando na conta uma possível chance de o Banco Central voltar atrás na decisão de parar com a subida dos juros em junho”, comentou Marcelo Oliveira, fundador da empresa de tecnologia e educação financeira Quantzed. Essa avaliação, no entanto, não é unânime.

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, afirma que a surpresa no IPCA de março não caracteriza uma situação de descontrole inflacionário e destaca alguns fatores que vão contribuir para reduzir as pressões sobre os preços nos próximos meses.

Entre elas, a antecipação do fim da taxa extra na conta de luz e uma nova composição de dólar e preço de petróleo que permitiria à Petrobras reduzir o preço da gasolina e do diesel. Por isso, mantém a projeção de um último aumento dos juros em maio.

“Quando os choques são muito fortes, a gente corre o risco de ter surpresas inflacionárias. Principalmente quando vem de uma alta de combustíveis. Mas a gente não mudou nossa posição, porque há surpresas desinflacionárias pela frente”, afirma.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, afirma que o BC pode avançar mais nos juros, mas não vê a instituição chancelando as taxas de mercado totalmente. Segundo ele, boa parte da inflação é importada e não se pode colocar a culpa no BC por perder o teto da meta de inflação pelo segundo ano seguido.

“Ele [Campos Neto] já faz um recuo na sua posição, agora aceitando que provavelmente vai ser necessário ir um pouco além dos 12,75%. Mas não acho que essa queda de braço entre BC e mercado vai pender totalmente para o lado do mercado, que vai ficar acima de 14%, que vai continuar subindo além de junho”, afirma.

O estrategista da RB diz que a surpresa inflacionária se explica muito pela forma como o mercado faz suas projeções, com um componente muito forte do comportamento em anos anteriores.

“Mas desde a pandemia o comportamento da inflação vem se diferenciando muito do pré-pandemia. E quando parece que vai se normalizar vem o conflito na Ucrânia bagunçando mais um pouco.”

O Itaú espera que o Copom continue subindo a taxa Selic até 13,75% ao ano.

A disparada da inflação se deu em praticamente todo o mundo. Primeiro por fatores relacionados à pandemia, como a interrupção da produção de componentes e produtos acabados. Depois, pelos gargalos provocados pela guerra na Ucrânia.

No Brasil, que tem uma das maiores taxas de inflação do mundo, houve ainda o agravante da crise de energia e da desvalorização do câmbio em 2021.

O Banco Central brasileiro foi um dos primeiros a iniciar um ciclo de alta de juros, em um movimento com intensidade superior ao de seus pares. Mesmo assim, não escapou de críticas.

Na semana passada, o ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que “os bancos centrais no mundo inteiro dormiram ao volante”, mas que o BC brasileiro “acordou primeiro”.

No dia seguinte, um integrante da equipe econômica ouvido pela Folha ressaltou que o BC passou boa parte de 2021 com juros reais negativos (taxa nominal abaixo da variação da inflação), o que acabou estimulando o aquecimento da economia e abriu caminho para aceleração dos preços.

A inflação tem sido vista dentro da própria ala política do governo como um fator negativo para a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição neste ano.

IstoÉ Online - SP   12/04/2022

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 3,557 bilhões em abril até o momento. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 11, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 8,946 bilhões e importações de US$ 5,389 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 15,356 bilhões.

Tradicionalmente, o indicador é divulgado às 15h, mas devido à greve dos analistas do comércio exterior, foi adiado para depois das 18h.

Na primeira semana do mês, o superávit foi de US$ 2,022 bilhões, alcançado a partir de um volume de exportações de US$ 2,715 bilhões e de importações de US$ 692 milhões. Já na segunda, o superávit foi de US$ 1,534 bilhão, com um volume de exportações de US$ 6,231 bilhões e de importações de US$ 4,696 bilhões.

A média diária das exportações registrou nas duas primeiras semanas de abril aumento de 14,4%, com queda de 4,40% em agropecuária, crescimento de 34,18% em Indústria da transformação e de 2,64% em produtos da indústria extrativa.

Já as importações subiram 11,6%, com alta de 25,63% em agropecuária, queda de 37,39% em indústria extrativa e crescimento de 15,96% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.

O Estado de S.Paulo - SP   12/04/2022

O governo brasileiro estuda uma nova redução nas taxas de importação cobradas pelo País sem ter o aval do Mercosul. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, a ideia é cortar em mais 10% as alíquotas do Imposto de Importação de grande parte dos produtos comercializados com países de fora do bloco.

Em novembro do ano passado, os ministérios da Economia e das Relações Exteriores anunciaram a redução em 10% das alíquotas de 87% da pauta comercial, mantendo de fora bens como automóveis e sucroalcooleiros, que já têm um tratamento diferenciado pelo bloco. Um novo corte do mesmo montante e com as mesmas exceções está em estudo.

Pelas regras do Mercosul, a Tarifa Externa Comum (TEC) cobrada na compra de produtos de fora do bloco só pode ser alterada em comum acordo pelos quatro países do bloco – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Assim como no ano passado, no entanto, o governo brasileiro deve recorrer a um dispositivo que permite a adoção de medidas voltadas à “proteção da vida e da saúde das pessoas”.

Em novembro, o governo brasileiro afirmou que, com a pandemia do coronavírus, houve alta de preços que poderia ser minimizada com um “choque de importação”. Agora, com os preços aumentando ainda mais, especialmente em meio ao conflito no Leste Europeu, uma nova redução temporária nas tarifas alegando a necessidade de combater a inflação está no radar. A diminuição anunciada no ano passado vale até o fim deste ano.

Ao atingir quase toda a pauta de importação do País, o corte é mais amplo do que o já anunciado pelo Ministério da Economia em março no Imposto de Importação de etanol e de seis produtos com peso na inflação: café, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja.

Na semana passada, o ministro Paulo Guedes afirmou que uma diminuição na alíquota de 12 produtos com impacto na inflação poderia ser anunciada. Essas reduções pontuais são feitas dentro das normas do Mercosul, que permite que o Brasil reduza tributos sobre a importação de até 100 itens sem ter de negociar com outros países. Já o corte mais abrangente na tarifa externa comum do bloco só pode ser feito com o aval dos outros sócios ou lançando mão de alternativas previstas em lei, como a adotada pelo Brasil para justificar a redução de novembro.

Para o ex-secretário de Comércio Exterior e consultor da BMJ Welber Barral, a medida terá pouco impacto no comércio, já que se trata de uma redução pequena, mas que amplia a diferença entre a tarifa do Brasil e a do Mercosul, o que pode levar inclusive a questionamentos jurídicos sobre a validade da redução. “Acaba distorcendo a tarifa externa comum. Pode haver controvérsia no tribunal do Mercosul e até mesmo a indústria brasileira se sentir afetada pela norma, que não foi acordada no âmbito do bloco”, afirmou.

Procuradas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) não se manifestaram.
Mudança de foco

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu, Guedes tem deixado claro a intenção de cortar a tarifa comum do Mercosul de forma permanente. No início de 2021, ele chegou a dizer a empresários que gostaria de reduzir em 20% a TEC ainda naquele ano.

A tentativa do ministro enfrentou forte resistência dos argentinos – que propunham um corte de 10% –, apesar do apoio inicial do Uruguai. Mas, no decorrer do ano, a situação se inverteu. Os brasileiros conseguiram chegar a um acordo com os argentinos depois de reduzirem o tamanho do corte pretendido e o número de produtos atingidos.

Mas os uruguaios passaram a condicionar o apoio a uma flexibilização de outra regra do Mercosul: a que proíbe a negociação de acordos bilaterais, ou seja, sem a participação de todos os países do bloco. O Brasil é favorável, enquanto a Argentina é contrária à flexibilização da regra.
Tarifa

Como países membros do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai devem cobrar a mesma tarifa na importação de produtos de fora do bloco – a chamada Tarifa Externa Comum (TEC). A alíquota comum é aplicada na maioria das importações, com algumas exceções acordadas com o bloco, como as compras no setor automotivo, brinquedos e bens de informática e capital. A TEC aplicada varia de acordo com o produto importado e é, em média, de cerca de 10%.
Negociações

Desde que assumiu, em 2019, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defende uma redução da TEC como forma de abrir o mercado brasileiro e integrar a produção interna a outras cadeias produtivas. Essa redução, no entanto, só pode ser feita de forma permanente com a concordância dos demais integrantes do Mercosul. A ideia, porém, enfrenta a resistência da Argentina e do Uruguai.
Redução

Sem chegar a um acordo, o Brasil reduziu, sozinho, as tarifas cobradas na importação até o fim deste ano. Um primeiro corte foi anunciado no fim do ano passado, de 10%, para praticamente todas as alíquotas. Para isso, o País recorreu a um dispositivo que permite a adoção de medidas unilaterais voltadas à “proteção da vida e da saúde das pessoas”.
Segundo corte

Um novo corte linear de 10% está em estudo e deve ser anunciado para vigorar também até o fim do ano.

CNN Brasil - SP   12/04/2022

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,56% na primeira quadrissemana de abril, acelerando em relação ao aumento de 1,28% observado no fechamento de março.

Os dados foram publicados nesta segunda-feira (11) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

No leitura inicial deste mês, todos os sete componentes do IPC-Fipe ganharam força: Habitação (de 0,81% em março para 0,94% na primeira quadrissemana de abril), Alimentação (de 2,43% para 3,01%), Transportes (de 1,68% para 2,11%), Despesas Pessoais (de 0,96% para 1,09%), Saúde (de 0,09% para 0,26%), Vestuário (de 0,76% para 0,84%) e Educação (de 0,08% para 0,12%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de abril:
Habitação: 0,94%Alimentação: 3,01%Transportes: 2,11%Despesas Pessoais: 1,09%Saúde: 0,26%Vestuário: 0,84%Educação: 0,12%Índice Geral: 1,56%

Veja - SP   12/04/2022

Os mercado mundiais abriram a semana com medo da inflação. Na China, as ações caíram depois que foi divulgado o índice de inflação ao consumidor e ao produtor acima do que era esperado. Efeito da alta generalizada das commodities com a guerra e os lockdowns por causa da Covid-19 nas principais cidades chinesas. Mas o quadro geral da inflação na China é considerado menos preocupante do que em países como os Estados Unidos. Nesta semana, os investidores também estarão de olho nos dados americanos de preço ao consumidor que serão divulgados na terça-feira. Qualquer soluço mais forte nos Estados Unidos  pode significar uma alta ainda maior de juros afetando o mundo todo.

No Brasil, a inflação medida pelo IPCA divulgada na semana passada assustou os investidores porque veio acima do esperado e agora todos estão atentos a qualquer manifestação do Banco Central.

A boa notícia é que o petróleo, um dos grandes vilões da inflação, cai neste início de semana e é cotado na manhã desta segunda-feira abaixo dos 100 dólares. Na sexta-feira, a Petrobras chegou a anunciar um corte de preços no gás de cozinha em função da queda do petróleo no mercado internacional.

MINERAÇÃO

Valor - SP   12/04/2022

Em 2022, a principal matéria-prima do aço ainda registra ganho acumulado de 26,6% no mercado transoceânico

O minério de ferro iniciou a semana em queda nos mercados à vista e futuro, pressionados pelos receios de que o surto de covid-19 na China e os lockdowns adotados no país asiático reduzam o crescimento da economia local.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o preço do minério com teor de 62% caiu 2,6% no norte da China, para US$ 150,60 por tonelada nesta segunda-feira, elevando a quase 5% a desvalorização acumulada em abril.

Em 2022, a principal matéria-prima do aço ainda registra ganho acumulado de 26,6% no mercado transoceânico.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para setembro, recuaram 4,6%, a 868,50 yuan por tonelada.

Em nota, informa a Reuters, analistas da GF Futures apontaram que o avanço da pandemia na China trouxe incertezas quanto à dinâmica da economia chinesa.

“A expectativa anterior do mercado era que a demanda [de aço] fosse postergada, não reduzida. Como a pandemia segue se disseminando, há uma incerteza relativamente grande”, escreveram.

Money Times - SP   12/04/2022

O BB Investimentos iniciou a cobertura das ações da CSN Mineração (CMIN3), controlada da CSN (CSNA3), com recomendação de compra e preço-alvo estimado para 2022 de R$ 8.

O time de análise da instituição tem perspectivas positivas para a companhia, que registrou em 2021 seus melhores números, seguindo o momento favorável para o minério de ferro ao longo do ano.

“Apesar da desaceleração apresentada no terceiro e quarto trimestres de 2021, as perspectivas para o setor continuam positivas para 2022, com a demanda aquecida e preços em patamares elevados”, comenta Mary Silva, responsável pelo relatório divulgado nesta segunda-feira (11).

Qualidade do minério de ferro

As projeções para o longo prazo são igualmente positivas. O BB Investimentos vê a CSN Mineração bem posicionada para capturar o potencial crescimento de demanda, sobretudo de minério de ferro de alta qualidade, em linha com a tendência de descarbonização da indústria siderúrgica no mundo.

O BB Investimentos destaca que a CSN Mineração, além de uma estrutura de custos competitiva, possui reservas de minério de alta qualidade e está investindo em melhorias na capacidade de produção de produtos de alto teor de ferro e baixa alumina.

Segundo a instituição, após a conclusão dos projetos de expansão da mineradora, o teor de ferro médio do minério da CSN Mineração deve atingir 67%, o que pode se traduzir em “captura de prêmios” sobre a principal cotação de referência da commodity, com teor de ferro de 62%.
Descontada

Até a metade do ano passado, as ações da CSN Mineração apresentavam performance superior à do Ibovespa. Devido a um movimento de correção nos preços do minério de ferro, os papéis da companhia começaram a cair e até agora não retomaram o preço do IPO (oferta pública inicial de ações).

Segundo o BB Investimentos, os resultados da CSN Mineração no terceiro e quarto trimestres se descolaram da cotação do minério de ferro, com o spread entre o preço de mercado do minério e o preço médio realizado da empresa aumentando.

Isso, em conjunto com a redução de volumes e o aumento de custos de produção e fretes marítimos, corroeu a rentabilidade da empresa, diz Silva.

De acordo com a analista, o mercado adotou um desconto superior no preço da ação, o que não aconteceu com Vale (VALE3), que teve seus resultados menos impactos pelos desafios do setor no período.

A ação da CSN Mineração continua descontada, negociada a um múltiplo 3 vezes EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda), abaixo da média de 12 meses da própria companhia (3,2 vezes) e dos pares listados (3,9 vezes).

O preço-alvo de R$ 8 implica potencial de valorização de 37,2% em relação à cotação do último fechamento.
Mais dinheiro para o acionista?

Outro fator que justifica a recomendação de compra do BB Investimentos para a ação é a possibilidade de maior retorno aos acionistas via dividendos e recompra de ações.

“Desde o IPO, a companhia distribuiu R$ 2,6 bilhões em proventos e tem uma proposta de distribuição de mais de R$ 2,5 bilhões em dividendos”, afirma Silva.

Se a proposta for aprovada, a política de distribuição de dividendos da companhia pode atingir um payout próximo de 80% do lucro líquido e um yield de 10,9% em relação ao preço da ação no IPO.

Sobre programas de recompra de ações, a CSN Mineração desembolsou R$ 650 milhões para recomprar em torno de 105 milhões de ações em seus dois programas no ano, atualmente em tesouraria.

“Entendemos como positivo os movimentos de recompra, mas se o ritmo de novos programas aumentar significativamente, podemos ver algum impacto na liquidez do papel. A empresa também está atenta a esse ponto”, completa a analista.

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O Money Times publica matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   12/04/2022

As vendas de carros na China caíram mais de 10% em março, à medida que as montadoras enfrentaram paradas prolongadas na fabricação e os rígidos bloqueios devido à covid-19 no país interromperam as cadeias de suprimentos.

As vendas de carros de passeio caíram 10,5% em março em base anual, para 1,58 milhão de veículos, já que as paralisações nas cidades afetaram a produção de automóveis e as compras dos consumidores, informou a Associação de Carros de Passageiros da China. As vendas trimestrais também foram afetadas, caindo 4,5% em relação ao ano anterior, para 4,92 milhões de veículos, informou a associação.

Desde março, com o aumento dos casos de covid-19, a China recorreu a bloqueios rigorosos em Xangai e na província de Jilin, no norte do país, para conter a propagação da variante ômicron altamente contagiosa. Ambas as áreas, grandes centros de fabricação de automóveis na China, abrigam fábricas administradas por montadoras como SAIC Motor, General Motors e Volkswagen.

Os dados de hoje evidenciam os impactos no crescimento econômico da política da China de usar bloqueios para extinguir o vírus, com a produção de carros e componentes interrompida devido a paralisações de fábricas e atrasos na logística. Alguns dos maiores fabricantes estão operando em um ambiente semelhante a uma bolha, com trabalhadores morando no campus fechado da fábrica para manter as operações.

O maior mercado de automóveis do mundo provavelmente verá a pressão crescer, inclusive da demanda enfraquecida, disse Cui Dongshu, secretário-geral da associação. “As infecções por covid-19 tiveram um tremendo impacto na produção das montadoras, enquanto os consumidores estão saindo menos para comprar carros”, disse Cui.

As vendas de carros elétricos e híbridos no trimestre foram um ponto positivo para a indústria. As vendas desses veículos mais que dobraram para 1,07 milhão de veículos em relação ao ano anterior, mostraram os dados da associação.

A fábrica de Xangai da Tesla está no meio de sua maior pausa na produção desde que começou a fabricar carros no final de 2019, após fechar as operações em 28 de março por causa de um bloqueio. Com a cidade ainda fechada, a Tesla elaborou planos para se preparar para um cenário em que a empresa não poderá retomar a produção até o final de abril, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Uma porta-voz da Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Estado de S.Paulo - SP   12/04/2022

O governo do Estado de São Paulo vai acompanhar as negociações para a manutenção da fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O compromisso foi anunciado nesta segunda-feira, 11, em reunião solicitada pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, com participação do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e do Sindicato dos Metalúrgicos local.

A montadora anunciou na semana passada que vai fechar a unidade de São Bernardo, inaugurada há 60 anos e que atualmente produz componentes para as outras três fábricas do grupo no interior de São Paulo e para exportações.

A Toyota afirmou que vai transferir as operações, de forma gradual entre dezembro e novembro e 2023, para essas três filiais e garantiu vagas para os 550 funcionários que aceitarem trabalhar em uma delas.

Quando a Ford anunciou o fechamento de sua fábrica no município, em 2019, o então governador do Estado, João Doria, se envolveu pessoalmente na busca por um comprador que mantivesse a produção de veículos nas instalações.

Foi quase um ano de negociações, com anúncio precipitado de venda para o Grupo Caoa que não se confirmou, e por fim a área foi vendida para um grupo que está construindo no local um grande centro logístico e comercial. No ano passado a Ford fechou outras três fábricas no País e passou a ser importadora de modelos da marca.

TRT determina a criação de mesa de negociação

Na sexta-feira, dirigentes do Sindicato de Metalúrgicos participaram de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT/SP), que determinou a criação de uma mesa de negociação com a empresa para a verificar a viabilidade da permanência da fábrica em São Bernardo.

A audiência ocorreu após a Toyota entrar com ação contra as mobilizações dos trabalhadores que, em protesto contra o anúncio do fechamento feito na terça-feira, não entraram na fábrica nos três dias seguintes e entregaram um aviso de greve à empresa a partir desta semana.

Com a decisão do TRT, eles decidiram, em assembleia realizada nesta manhã, a volta ao trabalho.

“Os trabalhadores seguiram a orientação da Justiça de retornar ao trabalho e queremos agora que, nesta mesa de negociação, tenhamos junto ao sindicato e à empresa a participação do município, do Estado e o acompanhamento da Justiça do Trabalho”, disse, em nota, o presidente do sindicato, Moisés Selerges. “Queremos sentar, conversar e desenvolver alternativas.”
Montadora aceita ajudar a buscar comprador

Na última quinta-feira, em reunião com o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, também aceitou discutir alternativas para a área onde está a fábrica e a buscar um comprador que queira o espaço para manter a produção local.

Para isso, será formada uma comissão encabeçada pela Prefeitura, pelo secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Hiroyuki Minami, pelo diretor da pasta, Sadao Hayashi e dois diretores da Toyota. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC disse que não vai participar do grupo pois vai insistir na permanência da montadora na região.

A direção da Toyota afirma que a transferência vai permitir maior sinergia entre suas unidades produtivas, com vistas a aumentar sua competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade de seus negócios no País.

PETROLÍFERO

Valor Investe - SP   12/04/2022

Os analistas do banco destacam que os bons números vão resultar em um balanço de primeiro trimestre robusto

A PetroRio teve um bom desempenho operacional no primeiro trimestre, diz o Bank of America (BofA). A produção média de petróleo entre janeiro e março foi de 35,2 mil barris de óleo equivalente por dia, alta de 2,4% na comparação anual e acima da projeção do banco americano.

Os analistas Frank McGann e Isabel Saffioti escrevem que os bons números vão resultar em um balanço de primeiro trimestre robusto, sustentado pela alta nos preços do petróleo e melhor produção em campos já existentes.

As perspectivas de longo prazo da companhia permanecem positivas, diz o banco americano, com a possível aquisição do campo Albacora e Albacora Leste, assim como a operacionalização de Wahoo, o que transformaria a companhia.

O BofA tem recomendação de compra para PetroRio, com preço-alvo em R$ 35,50, potencial de alta de 50,6% sobre o fechamento da última sexta-feira.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.

TN Petróleo - RJ   12/04/2022

A ANP abriu, no último dia 6/4, licitação para contratação de empresa especializada para auxílio e apoio técnico às atividades de fiscalização de sistemas de medição de petróleo e gás natural em instalações marítimas de exploração e produção (plataformas e FPSOs). A medição dos volumes de petróleo e gás produzidos possui impacto direto na arrecadação de participações governamentais (como royalties), na gestão de reservatórios, no controle operacional de equipamentos e nos contratos de transporte de gás natural.

A fiscalização feita pela ANP nessas instalações tem como objetivo verificar se os sistemas de medição estão atendendo às condições e aos requisitos técnicos contidos no Regulamento Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural (RTM) e suas normas aplicáveis, de forma a garantir a credibilidade dos resultados de medição. As fiscalizações são feitas tanto in loco (ou seja, verificando os equipamentos nas próprias instalações) quanto por meio de análise documental.

A licitação tem como principal objetivo ampliar a capacidade de fiscalização da Agência, uma vez que o regulamento prevê a presença de dois profissionais em cada auditoria – ou seja, com o apoio de uma empresa especializada, será possível que apenas um servidor da ANP efetue a fiscalização, na função de liderança, acompanhado de um profissional contratado. Permitirá ainda aprimorar a atuação da ANP, recebendo auxílio técnico de profissionais especializados na área de gestão metrológica e engenharia consultiva em gestão de sistemas de medição de petróleo e gás natural, além da troca de informações e conhecimentos com os servidores da Agência. A vigência do contrato será de 24 meses podendo ser prorrogado, por interesse das partes, até o limite de 60 meses.

A medida faz parte de um esforço da ANP no aprimoramento das atividades relativas à medição da produção. Também está em andamento a revisão do Regulamento Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural (RTM), anexo à Resolução Conjunta ANP/Inmetro nº 1/2013, que traz requisitos aplicáveis aos sistemas de medição de instalações de produção e transporte de petróleo e gás natural. Saiba mais: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/audiencia-publica-da-anp-debate-aprimoramentos-em-regras-para-medicao-da-producao-de-petroleo-e-gas.

As informações sobre a licitação podem ser consultadas na página https://www.gov.br/anp/pt-br/acesso-a-informacao/aquisicoes-licitacoes-contratos/licitacoes-administrativas. O edital completo está disponível em https://www.gov.br/anp/pt-br/acesso-a-informacao/aquisicoes-licitacoes-contratos/arquivos-licitacoes-administrativas/2021/pe-41-2021/edital-e-anexos_cc-41-21_anp-uasg-323031.pdf.

O Estado de S.Paulo - SP   12/04/2022

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realiza na próxima quarta-feira, 13, uma nova rodada para concessão de contratos de blocos de exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. O leilão vai ofertar 379 blocos exploratórios para concessões localizados em dez Estados: Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Ceará, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo que 32 dessas áreas estão localizadas em alto mar (offshore) e 347 em terra.

As organizações do terceiro setor que atuam na área questionam o leilão especialmente e afirmam que diversas áreas ignoram unidades de conservação em suas proximidades, além de situações com impacto a povos tradicionais.

Segundo informações divulgadas pelo Observatório do Clima, há situações onde não foram concluídas pela ANP as Avaliações Ambientais de Áreas Sedimentares, instrumento definido pelo Conselho Nacional de Política Energética para o planejamento de outorga de a´reas petrolíferas. “Dessa forma, há blocos que estão sendo ofertados em zonas de alta sensibilidade ambiental e sem consulta às populações tradicionais destes territórios, como indígenas, quilombolas e pescadores artesanais. O processo de licitação desconsiderou, inclusive, o impacto em áreas de Unidades de Conservação próximas”, afirmou a organização.

Para as instituições, o edital com a Oferta Permanente publicado em 30 de julho de 2021 representa um tipo de “saldão” do petróleo brasileiro. Este edital trata de 1.068 blocos em 17 bacias sedimentares brasileiras: um total de 462,5 mil quilômetros quadrados (mais de 16 vezes o tamanho de Alagoas), com 522 blocos nas bacias terrestres e 546 blocos nas bacias marítimas.

Restam 1.005 blocos que poderão receber ofertas pelas atuais 79 empresas aprovadas pela Comissão Especial de Licitação (CEL) da ANP para declararem interesse em um ou mais dos blocos e áreas ofertados no edital. Essa modalidade licitatória da ANP permite que as empresas não esperem mais uma rodada de licitação ‘tradicional’ para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal.

O Instituto Arayara declarou que entrará com uma representação na Justiça Federal contestando a ausência da consulta a comunidades diretamente atingidas pela exploração e produção de petróleo. Entre os impactados estão colônias de pescadores artesanais, quilombolas, comunidades indígenas e outros povos tradicionais extrativistas.

A instituição lembra ainda que, às vésperas do leilão de blocos para exploração de petróleo e gás, foi confirmada pelo Ibama a anulação da portaria que definia a zona de amortecimento do parque nacional de Abrolhos, um dos mais importantes parques marinhos da América do Sul. A liberação da área atendeu a uma determinação judicial. Na prática, o entorno de Abrolhos passa a ficar mais vulnerável a empreendimentos.

Segundo a 350.org, organização global de campanhas pelo clima, dos blocos ofertados neste ciclo da ANP, mais de 80% localizam-se no Nordeste do Brasil.

Por meio de nota, a ANP declarou que, para todas as áreas da “Oferta Permanente”, houve prévia manifestação conjunta do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente, “complementadas, no que se refere a bacias sedimentares terrestres, por pareceres emanados pelos órgãos estaduais do Meio Ambiente, com competência para o licenciamento ambiental nas áreas em oferta”.

Segundo a agência, todas as diretrizes para o planejamento de outorga de áreas, determinadas pelo Conselho Nacional de Política Energética, foram consideradas no processo licitatório. “Também foram acatados todos os ajustes demandados pelos órgãos ambientais. Além disso, as informações ambientais sobre os blocos foram tornadas públicas no site da agência”, afirmou a ANP.

A aprovação de inclusão dos blocos pelos ministérios nesta e em qualquer rodada de licitações, segundo a agência, não significa aprovação tácita para o licenciamento ambiental. “As atividades que as concessionárias venham a executar nas áreas demandarão detalhado processo de licenciamento ambiental, o qual será conduzido pelo órgão ambiental competente”, informou.

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