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12 de Março de 2021

SIDERURGIA

Construtoras recorrem a aço turco importado

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Valor Econômico   12/03/2021

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Além da falta de componentes, indústria automotiva enfrenta inflação do aço, diz presidente mundial da Stellantis

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Jornal Globo   12/03/2021

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Ações de Vale e siderúrgicas sobem com recuperação do minério de ferro; Braskem avança após resultado

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Brasil Mining - SP   12/03/2021

A sessão é de ganhos para as ações de Vale (VALE3), de cerca de 2%, e siderúrgicas como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), essas três com alta entre 4% e 5%, em meio à recuperação do preço do minério de ferro após duas quedas bastante expressivas.

Os futuros da commodity se recuperaram de baixas de quatro semanas nesta quinta-feira, em meio a dados que mostraram que os embarques mensais do ingrediente siderúrgico de Port Hedland, na Austrália, para a China caíram para uma mínima de dois anos.

Os bancos também avançam, cerca de 1%. Na véspera, o Banco Central do Brasil anunciou a extensão da vigência da alíquota temporária de 17% do compulsório sobre recursos a prazo. A avaliação da XP Investimentos é de que a medida é positiva para o setor, cuja liquidez será beneficiada com a prorrogação. Nossa visão é que a liquidez deve ser usada para a aquisição de títulos.

“No entanto, não acreditamos que o anúncio tenha um impacto significativo nas expectativas para os bancos e em seus respectivos valuation, considerando que: i) as carteiras de empréstimos devem permanecer inalteradas, uma vez que os modelos de crédito interno dos bancos são as restrições para as concessões de crédito; ii) os títulos são menos relevantes para a receita líquida de juros, visto que a margem líquida de juros da carteira de empréstimos é mais relevante; e iii) a alíquota deve continuar reduzida apenas até novembro de 2021, reduzindo o impacto”, apontam os analistas.

Os ativos da Braskem (BRKM5) também avançam cerca de 3% depois do balanço do quarto trimestre. A empresa teve lucro líquido atribuível aos acionistas majoritários de R$ 846 milhões no quarto trimestre de 2020, ante prejuízo líquido de R$ 2,92 bilhões registrado no mesmo trimestre de 2019. A petroquímica teve prejuízo líquido de R$ 6,69 bilhões em 2020, 139% maior ante o prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões em 2019.

Veja os destaques:
Vale (VALE3)

A Vale aprovou nesta quarta-feira a lista de candidatos para a composição do Conselho de Administração durante o mandato de 2021 a 2023.

Os nomes serão submetidos à assembleia geral da empresa, marcada para 30 de abril, quando serão eleitos 13 membros efetivos e um suplente.

Dentre eles, um efetivo e seu suplente serão eleitos em votação separada, pelo conjunto dos empregados da companhia, ressaltou a nota.

Os indicados como membros independentes são: Clinton James Dines, Elaine Dorward-King, José Luciano Duarte Penido, Maria Fernanda dos Santos Teixeira, Murilo César Lemos dos Santos Passos, Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (Ollie Oliveira), Roger Allan Downey e Sandra Maria Guerra de Azevedo.

Como membros não independentes os candidatos são Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho, Fernando Jorge Buso Gomes, José Mauricio Pereira Coelho e Ken Yasuhara.

A Vale ainda informou que o executivo José Luciano Duarte Penido foi indicado para o cargo de presidente do Conselho, enquanto Fernando Jorge Buso Gomes concorre à vice-presidência.

Ainda no radar da companhia, os futuros de minério de ferro se recuperaram de baixas de quatro semanas nesta quinta-feira, em meio a dados que mostraram que os embarques mensais do ingrediente siderúrgico de Port Hedland, na Austrália, para a China caíram para uma mínima de dois anos.

O contrato mais negociado, para maio, na Bolsa de Commodities de Dalian da China DCIOcv1 saltou 5,6% para 1.093,50 yuans (US$ 168,34) a tonelada às 4h00 (horário de Brasília), após subir anteriormente para 1.095 yuans.

O contrato mais ativo de minério de ferro na Bolsa de Cingapura SZZFJ1 saltou 3,5% para US$ 164,20 a tonelada, se recuperando das perdas iniciais.

Os embarques de Port Hedland, o maior centro de exportação de minério de ferro do mundo, para a China totalizaram 30,73 milhões de toneladas em fevereiro, quando o maior produtor global de aço normalmente importa menos devido ao feriado do Ano Novo Lunar.

Braskem (BRKM5)

A Braskem teve lucro líquido atribuível aos acionistas majoritários de R$ 846 milhões no quarto trimestre de 2020, ante prejuízo líquido de R$ 2,92 bilhões registrado no mesmo trimestre de 2019.

A petroquímica teve prejuízo líquido de R$ 6,69 bilhões em 2020, 139% maior ante o prejuízo líquido de R$ 2,79 bilhões em 2019.

A receita líquida foi de R$ 18,7 bilhões no quarto trimestre de 2020, alta de 48% ante o resultado do quarto trimestre de 2019. Em 2020, a receita da companhia foi de R$ 58,5 bilhões, alta de 12% sobre 2019.

Eneva (ENEV3)

Já a Eneva teve lucro líquido de R$ 686,5 milhões no quarto trimestre, alta de 88% na base anual. Enquanto isso, a receita líquida operacional totalizou R$ 1,22 bilhão, alta de 10% na mesma base de comparação.

A alta do lucro ocorreu com a maior demanda por suas térmicas e maiores preços de venda de energia, segundo apontou à Reuters o diretor de Finanças, Marcelo Habibe. O Brasil registrou maior crescimento de consumo de energia entre outubro e dezembro, comparado com o mesmo período de 2019, surpreendendo projeções oficiais, segundo o executivo.

Por outro lado, a hidrologia abaixo do esperado no fim do terceiro trimestre prejudicou o nível de armazenamento dos reservatórios, demandando um maior número de térmicas. O efeito combinado levou a uma alta dos preços de energia.

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado ajustado (excluindo despesas com poços secos), atingiu R$ 614,7 milhões, impulsionado pelos maiores preços de venda de energia, despacho e menores custos operacionais.

A receita operacional líquida da companhia no quarto trimestre somou R$ 1,2 bilhão, alta de 10% ante o mesmo período do ano anterior. O executivo apontou ainda boas perspectivas para o resultado do primeiro trimestre, quando boa parte das térmicas permaneceram ligadas.

Em 2020, o lucro líquido atingiu R$ 1 bilhão, alta de 67,7% ante o ano anterior. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 1,617 bilhão, alta de 8,2%.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias teve crescimento do tráfego nas principais rodovias por ela administradas no quarto trimestre, mas uma grande baixa contábil levou a operadora de concessões de infraestrutura ao prejuízo. A companhia anunciou prejuízo de R$ 630,7 milhões entre outubro e dezembro, ante lucro de R$ 79,2 milhões no mesmo intervalo de 2019.

A última linha do resultado foi afetada por uma baixa contábil de R$ 616 milhões referente ao contrato de concessão do Ecoporto Santos, que não foi prorrogado. A companhia contava com a prorrogação do contrato por mais 25 anos, mas o Ministério da Infraestrutura negou o pedido.

Em termos recorrentes, a Ecorodovias teve lucro de R$ 55,3 milhões no trimestre, ainda assim uma queda de 39,2% ano a ano, afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19. O tráfego consolidado de veículos cresceu 2,8% com o início da cobrança de pedágio na Ecovias do Cerrado. Assim, a receita líquida pró-forma atingiu R$ 831,8 milhões, alta de 3,5%.

Isso refletiu o maior movimento de veículos pesados na Ecovias dos Imigrantes, Ecocataratas e Eco050, impulsionado por expansão das exportações de soja e celulose. Mas isso não foi suficiente para compensar perdas com o tráfego dos veículos de passeio. Em termos comparáveis o tráfego nas rodovias caiu 1,7%.

Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda pró-forma totalizou R$ 550,1 milhões, queda de 7,1%, com a margem recuando 7,6 pontos percentuais, para 66,1%. Os custos operacionais e despesas administrativas somaram R$ 744,2 milhões, queda de 6,2% devido principalmente à redução do custo de construção, provisão para manutenção, depreciação e amortização.

O Credit Suisse destacou que o resultado ficou em linha com suas previsões. Os resultados contabilizam o impairment de R$ 616 milhões na Ecoporto e R$ 72,6 milhões em penalidades da Eco101. O Ebitda ficou 2% abaixo da estimativa do Credit. A receita líquida recorrente ficou 6% abaixo de suas estimativas.

O banco avalia que os volumes se recuperaram rapidamente, e que as concessões contribuirão com lucro Ebitda de cerca de R$ 67 milhões em 2021. O Credit Suisse mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 17,7, frente aos R$ 10,65 negociados na quarta (10).

Sinqia (SQIA3)

A Sinqia teve lucro líquido de R$ 3,08 milhões no quarto trimestre de 2020, valor quase 16 vezes maior que em igual período de 2019, de R$ 193 mil. No acumulado do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 4,95 milhões, revertendo prejuízo de R$ 4,57 milhões em 2019.

A receita líquida teve alta de 22,8% no trimestre na base de comparação anual, a R$ 59 milhões; a alta no ano foi de 19,9%, aos R$ 209,99 milhões.

No trimestre, a companhia registrou recorde na carteira de contratos, com R$ 175,2 milhões, em alta de 18,9%, com reajustes contratuais, performance comercial favorável, e consolidação da Tree e da Fromtis.

O Ebitda foi de R$ 10,59 milhões no quarto trimestre, alta de 180,7% na base anual. No acumulado do ano passado, o Ebitda da Sinqia subiu 129,3%, com R$ 30,03 milhões.

O Credit Suisse avaliou os números como positivos. O banco destacou que a receita líquida subiu 23% na comparação anual e 14% em relação ao terceiro trimestre, ficando 3% acima de suas estimativas. A alta foi impulsionada pela divisão de software.

A receita do setor foi de R$ 35 milhões, alta de 31% na comparação anual, e de 9% frente ao trimestre anterior, ficando 6% acima da estimativa do Credit.

O crescimento se receitas se acelerou a 18% na comparação anual, e 12% frente ao trimestre anterior. O Ebitda de R$ 11 milhões representou um crescimento de 65% na comparação anual, e de 47% na trimestral, ficando 6% acima da estimativa do Credit. Ele implica uma margem de 18%.

O banco avalia que os resultados fortes nas divisões de serviços e software devem contribuir para a continuidade do ritmo de crescimento, com perspectiva de fusões e aquisições que podem impulsionar a valorização dos papéis.

O Credit mantém recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 25, frente aos R$ 20,44 negociados na quarta (10).

Trisul (TRIS3)

No quarto trimestre, a Trisul teve lucro 27% maior no quarto trimestre de 2020 na base anual, a R$ 55 milhões.

A Trisul fechou o ano com alta de 21% em seu lucro líquido, a R$ 170 milhões, e crescimento de 10% na receita líquida, para R$ 878,9 milhões.

O Bradesco BBI destacou que o guidance (projeções e projetos para determinado período) da companhia foi atingido. As vendas atingiram o recorde de R$ 230 milhões no trimestre, e de R$ 784 milhões no ano, com a velocidade das vendas em linha com o mesmo período de 2019, apesar de estar 4,4 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior.

O banco mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 15, frente aos R$ 9,33 de fechamento da véspera.

Simpar (SIMH3)

O Bradesco BBI comentou os resultados divulgados pela Simpar para o quarto trimestre. O Ebitda de R$ 700 milhões representou alta de 14,5% na comparação anual, e ficou 2% acima da expectativa do Bradesco, e 3% acima daquela do mercado, impulsionado pela Movida e pela VAMOS.

Além disso, o custo menor da dívida contribuiu para um resultado financeiro líquido menor na comparação anual, apesar de dívida maior. Assim, os rendimentos ficaram 63% acima da estimativa do Bradesco e 71% acima daquelas do mercado.

O Bradesco BBI mantém avaliação de outperform e preço-alvo de R$ 57, frente aos R$ 32,93 de fechamento na quarta (10).

Qualicorp (QUAL3) e Rede D’Or (RDOR3)

Em menos de um mês, a Rede D’Or aumentou novamente sua participação na Qualicorp, agora de 22% para 25%, ante 10% em 2019.

“Embora endosse a crença no valor da empresa, o aumento progressivo da participação sinaliza uma possível interferência futura”, avalia o Credit Suisse.

Já o Bradesco BBI vê esse como um movimento para proteger o controle de uma empresa que acreditam ter um papel importante na distribuição de produtos à escala nacional. “Vale ressaltar que acreditamos que a Qualicorp é um ativo importante para a Rede D’Or: i) o acesso à distribuição nacional da Qualicorp deve ajudar a Rede D’Or e seus parceiros operacionais de saúde a se deslocarem para novas regiões; e ii) Qualicorp garante acesso às informações do cliente final para a Rede D’Or para melhor entender as tendências dos beneficiários”, avaliam. A recomendação do BBI tanto para a Rede D’Or quanto para a Qualicorp é outperform, com preços-alvos respectivos de R$ 82,00 e R$ 39,00, respectivamente.

Arco Educação (NASDAQ: ARCE)

A Arco Educação anunciou acordo para a compra do sistema de tutoria e testes preparatórios para estudantes do ensino básico Me Salva, que oferece aulas gravadas e ao vivo em vídeo, exercícios, ferramentas para escrita e planos de estudo personalizados, com mais de 900 mil usuários em 2020 e taxa de crescimento anual composta de 36% entre 2016 e 2020.

O Bradesco BBI destaca que 80% dos alunos brasileiros estudam em escolas públicas, onde a Arco tem penetração limitada. Por isso, a aquisição da Me Salva aumenta sua penetração nesse segmento e seu portfólio de soluções a serem oferecidos para os clientes de escolas particulares. O banco mantém avaliação de outperform e preço alvo de US$ 52 para 2021 para os papéis da Arco, frente aos US$ 30,12 de fechamento na quarta na Nasdaq.

Atma (ATMP3)

A Atma, holding que controla a Liq (antiga Contax, e mais duas empresas de serviços), vê as suas ações registrarem forte alta desde a divulgação dos dados operacionais do quarto trimestre de 2020, na última sexta-feira (5).

Já na última quarta-feira (9), foram divulgou seus resultados consolidados do 4º trimestre de 2020, nos quais a companhia registrou um aumento de 65,2% da receita em relação ao mesmo período do ano passado.

A empresa também teve lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) recorrente positivo de R$ 34 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um resultado negativo de R$ 30 milhões em igual período do ano anterior. Já aa margem bruta foi de 14% no quarto trimestre.

“A melhora é fruto de todo o trabalho realizado visando a retomada da margem da Companhia para patamares compatíveis aos setores em que atua. A empresa teve crescimento 25% (QoQ) de clientes digitais (app de entregas, games, e-commerce, fintechs, e banco digital)”, apontou a companhia.

Ela destacou que os resultados anunciados são fruto do profundo processo de reestruturação iniciado no primeiro semestre de 2019, que envolveu a troca da diretoria e esforços de redução de custos, aporte tecnológico, aumento de capital e o início de sua atuação no setor de manutenção industrial. A Atma, antes chamada Liq, mudou sua denominação social em março de 2020.

Sequoia (SEQL3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura para as ações da Sequoia com uma recomendação outperform (desempenho acima da média) e um valor justo no ano de R$ 36,70 por ação.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras teve decisão desfavorável no julgamento dos Embargos de Declaração pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso tratava da responsabilidade solidária da União nos processos referentes às diferenças de correção monetária e expurgos inflacionários no âmbito do Empréstimo Compulsório de Energia.

A estatal afirma que vai prosseguir discutindo o tema juridicamente e aguardará a publicação no Diário Oficial. Ainda segundo a companhia, a decisão do STJ não altera as demonstrações financeiras e os valores já provisionados para este fim.

A Eletrobras completa afirmando que permanecerá defendendo que a União é responsável solidária nos processos dos credores do Empréstimo Compulsório.

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ECONOMIA

China pode crescer acima de 6% em 2021, diz premiê

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BOL - SP   12/03/2021

A China tem capacidade para conseguir um crescimento de mais de 6% este ano, apesar das incertezas relacionadas à pandemia da covid-19 - declarou seu primeiro-ministro, Li Keqiang, nesta quinta-feira (11), admitindo, porém, "uma pressão" sobre o mercado de trabalho.

A China foi o primeiro país afetado pela pandemia do coronavírus, que paralisou sua economia, e, em 2020, abriu mão de estabelecer uma meta de crescimento anual. Tratou-se de uma decisão incomum na história do gigante asiático.

Já recuperada da pandemia, a segunda maior economia mundial anunciou, na semana passada, uma meta de crescimento de pelo menos 6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Este número, que poderia causar inveja na maioria das grandes economias mergulhadas em recessão, surpreendeu muitos analistas, porém, que previam um crescimento mais robusto após um 2020 sem brilho.

Para 2021, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 8,1% da segunda maior economia do mundo.

A meta de Pequim "levanta preocupações [...] alguns consideram-na positiva, enquanto outros a consideram abaixo das previsões", disse o primeiro-ministro Li Keqiang à imprensa.

Mas "pelo menos 6% de crescimento já é alguma coisa", completou Li, que não descartou a possibilidade de seu país acabar tendo um crescimento maior.

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Inflação sobe bem acima do previsto em fevereiro e vai a 5,20% em 12 meses, perto do teto da meta

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Globo Online - RJ   12/03/2021

A inflação subiu 0,86% em fevereiro e acelerou em relação ao mês de janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira. Esse é o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016, quando o índice foi de 0,90%. A expansão é resultado do aumento do preço dos combustíveis.

A expectiva dos especialistas ouvidos pela Reuters era que a inflação chegasse a 0,72% em fevereiro. Em 12 meses, o IPCA registra aumento de 5,20%, se aproximando assim do teto da meta de inflação estabelecida para este ano, que é de 5,25%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,11%.
Preço dos combustíveis puxa alta

De acordo com o IBGE, a gasolina, que registra alta de 7,11%, foi o item que mais impactou o índice no mês, com participação de 42% no resultado final.

— Temos tido aumentos no preço da gasolina, que são dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No início de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no preço do combustível explicam essa alta — diz o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,40%) e do gás veicular (0,69%) também subiram em fevereiro. Com o resultado, os combustíveis acumulam alta de 28,44% nos últimos nove meses.

De acordo com o último Boletim Focus, divulgado na quarta-feira pelo Banco Central, a previsão do mercado financeiro para o IPCA deste ano subiu de 3,87% para 3,98%.

O cálculo para o ano está acima do centro da meta da inflação de 3,75% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que deve ser perseguida pelo BC a partir da redução ou elevação da taxa de juros. Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

Nos últimos meses, o preço dos combustíveis e dos alimentos já vinha pressionando a inflação. A desvalorização cambial e o preço das commodities ainda em alta também pressionam para a elevação do índice.

Em relatório publicado na quarta-feira, a XP Investimentos informou ter revisado a projeção para IPCA de 2021, de 3,9% para 4,9%. "A nova trajetória do câmbio é um choque adicional para a inflação deste ano. Essa que já está pressionada pela contínua alta de alguns alimentos e combustíveis no mundo – traduzido em IGPs ainda elevados – e pelo desequilíbrio entre oferta e demanda doméstica no setor de bens duráveis, que não vem se ajustando no ritmo esperado", disse a corretora.

Inflação dos mais pobres acelera

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação entre as famílias com menor rendimento. O índice também acelerou, apresentando alta de 0,82% em fevereiro, bem acima da taxa de janeiro, quando havia registrado 0,27%.

Esse é o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016, quando o índice foi de 0,95%. Os produtos alimentícios subiram 0,17% em fevereiro, indicando uma desaceleração frente a alta de 1,01% registrada no mês anterior. Os produtos não alimentícios, porém, tiveram alta de 1,03%, após variarem 0,03% em janeiro.

No ano, o INPC acumula alta de 1,09% e, nos últimos 12 meses, de 6,22%, acima dos 5,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O INPC é calculado com base em famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos.
Aumento da taxa de juros

Além de elevarem a estimativa para o IPCA anual, os analistas das instituições financeiras passaram a prever o início do processo de alta da taxa de juro básica, a Selic, já na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem.

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Às vésperas da primeira reunião de alto nível no governo Biden, EUA e China tentam não parecer fracos

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Globo Online - RJ   12/03/2021

Os EUA e a China descreveram expectativas diferentes para a primeira reunião de alto nível entre os dois lados desde a posse de Joe Biden, que ocorrerá nos próximos dias 18 e 19 no Alasca, revelando a pressão interna que ambos enfrentam para não parecerem fracos diante da retoma das relações, depois dos anos de confronto com Donald Trump.

O encontro reunirá o chefe da diplomacia de Biden, o secretário de Estado Antony Blinken, e seu conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, do lado americano, e o chanceler Wang Yi e a autoridade máxima em política externa no Partido Comunista, Yang Jiechi, no lado chinês. No entanto, os dois lados logo discordaram se o intercâmbio será um “diálogo estratégico”, uma referência a reuniões regulares que foram interrompidas no governo Trump.

— Não é um diálogo estratégico. Não há intenção, neste momento, de programar uma série de encontros — disse Blinken no Congresso na quarta-feira.

O porta-voz do Ministério da Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, divulgou posteriormente uma resposta aos comentários de Blinken, descrevendo o encontro no Alasca como um “diálogo estratégico de alto nível” a ser realizado “a convite dos EUA”.

A divergência de tom ilustra os altos riscos de um encontro que poderá definir o tom da relação diplomática mais importante para a China e os EUA. Enquanto Biden encara pressões de democratas e republicanos para manter parte da linha-dura de Trump em relação a Pequim, o presidente chinês, Xi Jinping, também enfrenta uma campanha nacionalista para reagir a medidas dos EUA que vão do comércio a Taiwan.

Mesmo assim, a reunião demonstra uma disposição para restabelecer um diálogo depois que, no ano passado, as relações desceram ao seu nível mais baixo em décadas, com os dois países aumentando sanções e tarifas, expulsando jornalistas de seus territórios e fechando consulados. Agora, EUA e China expressaram interesse em colaborar em problemas globais como as mudanças climáticas e indicaram a disposição de fazer gestos de boa vontade.

— Já é um bom gesto do governo Biden, considerando a política interna dos EUA — afirmou Zhu Feng, professor de Relações Internacionais da Universidade de Nanquim, sobre o encontro do dia 18. — Os dois lados têm insistido em que o outro corrija seus erros primeiro. Será um resultado positivo se conseguirem ir além da repetição dessa retórica e começarem a construir mecanismos de diálogo sobre questões importantes, como seu embate tecnológico, Taiwan e comércio.

A reunião cara a cara virá na sequência de encontros entre autoridades dos EUA e seus parceiros estratégicos da região da Ásia-Pacífico, incluindo os primeiros encontros de lideranças do chamado Quad, formado por EUA, Japão, Índia e Austrália. Os EUA pretendem alinhar posições sobre a China com esses três países.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse nesta quinta-feira em Pequim que espera ver “vários níveis de diálogo” com o governo Biden.

— Mesmo que não consigamos resolver tudo logo, essa troca de opiniões vai ajudar no aumento da confiança e desfazer mal-entendidos — defendeu Li, ao falar do encontro em entrevista coletiva.

Blinken disse à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos EUA que futuras reuniões com os dirigentes chineses ocorrerão somente se o governo Biden enxergar progressos em temas que considera prioritários.

— Mas essa é uma oportunidade para colocarmos essas coisas sobre a mesa — afirmou.

A delegação chinesa vai chegar ao Alasca dias depois de o Congresso chinês ter aprovado uma ampla legislação que limita a participação da oposição nas eleições de Hong Kong. A sessão legislativa anual também ratificou uma série de planos para expansão da economia chinesa, modernização militar e redução da dependência do país de tecnologias americanas.

Tanto Yang Jiechi quanto Wang Yi, que representarão a China no Alasca, sugeriram em falas recentes que, para reparar os danos provocados por quatro anos de Trump, o ônus estava do lado dos EUA. Ambos pediram a Washington para reabrir plataformas de diálogos regulares.

— Nós precisamos que os EUA adotem uma atitude racional e objetiva em relação aos laços bilaterais, abandonem a mentalidade da Guerra Fria, respeitem a soberania da China e os nossos interesses de segurança e desenvolvimento, e que parem de interferir em nossos assuntos internos — disse nesta quinta o porta-voz da Chancelaria chinesa, Zhao Lijian.

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'Parece que teremos um quadro de estagflação no 1º semestre', diz ex-diretor do BC

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O Estado de S.Paulo - SP   12/03/2021

Combinadas, a aceleração das pressões inflacionárias e a perda de fôlego na retomada da economia neste início de ano deixam o Brasil num quadro de “estagflação” – situação em que o crescimento econômico fica estagnado ou em retração, mas, diferentemente do que seria normal com a atividade fraca, os preços aceleram. A avaliação é de Tony Volpon, estrategista-chefe da gestora WHG e ex-diretor do Banco Central (BC). A boa notícia é que a “estagflação” poderá ficar restrita à primeira metade do ano.

Para Volpon, uma reação do BC e uma melhora no quadro da pandemia, com avanço da vacinação, poderão resultar, numa “confluência positiva no segundo semestre”, em retomada mais forte da economia e inflação comportada. Leia os principais trechos da entrevista:

O que está pressionando a inflação?

Sabemos, empiricamente, que as expectativas de inflação, muito baseadas na inflação corrente, acabam batendo de volta na inflação. Temos um choque primário, que está vindo da combinação de (alta no) câmbio (ou seja, o avanço nas cotações do dólar) e (alta nas cotações de) commodities e da desarticulação das cadeias de oferta. Os choques primários batem na inflação e voltam, há uma dissipação ao longo do tempo, mas influenciam nas expectativas.
O atual choque primário na inflação se deve à pandemia?

Ele tem três elementos. Tem uma desorganização (da economia por causa) da pandemia. Estamos vendo isso ao redor do mundo. Essa questão (da falta) de chips para (a fabricação de) automóveis é global e é um exemplo. (Como segundo elemento) Há uma forte alta dos preços das commodities, por causa da recuperação global, que vem depois da pandemia. Só que o câmbio (o terceiro elemento) é um pouco diferente. Aí o problema é nosso (relacionado ao desequilíbrio fiscal). Acho que houve má calibragem do BC, o que ele está fazendo de intervenção do câmbio (nos últimos dias) poderia ter feito antes.
Esse choque será dissipado?

A pergunta que se coloca é: dissipa para qual nível? Qual será o impacto desse choque sobre o nível esperado para a inflação no futuro? Isso tem muito a ver com expectativas. Sem uma boa “ancoragem” das expectativas (quando a política do BC atua para controlar essas expectativas, por exemplo, comunicando que poderá subir os juros), os choques primários se estabilizam num nível muito alto, não compatível com as metas. Se esse processo se consolida, é preciso correr atrás do prejuízo, o que leva o BC a fazer um arrocho monetário muito forte (ou seja, subir os juros). Para não ter que fazer isso, correndo atrás do prejuízo e danificando o crescimento, é preciso se antecipar e não deixar as expectativas subirem. Para isso, há duas coisas importantes.
Quais?

Primeiro, é o (equilíbrio) fiscal. No Brasil, sempre tem certo medo latente de que a solução do (desequilíbrio) fiscal vai ser dada pela inflação. Quando os agentes econômicos acreditam que toda a bagunça fiscal vai acabar dando em inflação, eles ajustam as expectativas para cima. A outra coisa que impacta a inflação é a ação do BC. Quando os agentes acreditam que o BC é leniente com a inflação, que não está disposto, por qualquer razão, como interferência política ou erro de diagnóstico, a realmente pagar o preço político de subir juros, a expectativa sobe.
O desequilíbrio fiscal está elevando as expectativas de inflação?

Sim. Não consigo desenhar um horizonte muito claro de quando teremos superávit primário (saldo positivo entre receitas e gastos públicos, sem contar as despesas financeiras com juros da dívida). Agora, estamos batendo em outro ciclo eleitoral. Sei que não será em 2022 (que haverá superávit primário). Por isso, colocar gatilhos na Constituição (como faz a PEC Emergencial) agora não quer dizer muita coisa.
O controle das expectativas de inflação fica todo com o BC?

A compensação por essa dúvida tem que ficar com o BC. Já que temos essa coisa nebulosa (em relação ao equilíbrio fiscal), preciso que o BC faça o seu trabalho, porque temos essa incerteza. O (equilíbrio) fiscal não vai contribuir para controlar expectativas.
É hora de o BC subir os juros?

Frente esse quadro, ter uma taxa (real, ou seja, descontada a inflação) de juros negativa não é condizente com um BC que quer ancorar as expectativas. Partimos da discussão olhando para um câmbio que se deslocou para cima e para aquele choque primário. Esse quadro não é compatível com juro (real) negativo de 2% (como é no momento atual, quando a taxa de inflação é subtraída da taxa básica Selic, hoje em 2% ao ano).
Se o BC subir os juros, a economia pode perder ainda mais folego?

Essa atuação terá um efeito benéfico no dólar. Parte da apreciação de ontem e hoje se deve à mudança na estratégia de intervenção do BC (no mercado de câmbio), mas parte se deve também porque o mercado agora está acreditando que haverá essas altas (na taxa básica de juros) e, portanto, isso ajuda o dólar (a cair). Isso ajuda a reduzir os prêmios de risco no mercado como um todo, e eles estão em níveis elevadíssimos. Sabemos que isso tem impacto (positivo) nas condições financeiras. Condições financeiras mais brandas, há bastante evidência empírica disto, acabam ajudando o crescimento econômico. Contra o senso comum, o BC pode subir os juros e isso ajudar o crescimento econômico. Colocamos os juros (reais) a -2%, que não é uma taxa de equilíbrio, e isso gera distorções. Agora, temos que voltar a ter uma taxa de equilíbrio. A alta de juros vai “reancorar” a economia, especialmente no câmbio, e, com isso, ajudar a melhorar as condições financeiras, que hoje estão apertadas.
O quadro é de “estagflação”?

Parece que vai ser (um quadro de “estagflação”), no primeiro semestre, em função, muito mais, da pandemia. Estamos fechando cidades de novo. Isso vai ter um baque enorme na atividade. E a inflação teve esse choque primário. Minha esperança é que haverá uma aceleração no processo de vacinação, e o País poderá finalmente entrar numa dinâmica, com todas as peculiaridades do Brasil, que estamos vendo em outros países que estão tendo vacinação: começa a ter um boom econômico. O Brasil está atrasado na segunda onda (da pandemia), está atrasado na queda da onda e na vacinação, mas, em algum momento do segundo semestre, acabamos tendo isso. E, se o BC fizer o seu trabalho, e ancorar bem as expectativas, aí temos a dissipação da inflação. Olhamos para um segundo semestre com queda da inflação e aumento da atividade. Obviamente, temos as questões políticas. Não fizemos um trabalho muito bom na questão fiscal, mas, se parar por aqui, com esse auxílio (emergencial) mesmo, que não passa de (um gasto total de) R$ 40 bilhões, podemos ter uma confluência positiva no segundo semestre, mas, até lá, é isso mesmo, é estagflação.

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IPCA alto, Selic deve subir

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O Estado de S.Paulo - SP   12/03/2021

O IPCA de fevereiro de 0,86%, acima do topo (0,8%) das expectativas colhidas pelo Projeções Broadcast, torna ainda mais premente o início do ciclo de alta da taxa Selic, hoje em 2%. Já existe praticamente consenso de que o ajuste começa na reunião de março, na próxima semana. A discussão do momento é sobre qual será a alta da Selic. A maioria esmagadora das projeções é de 0,5 ponto porcentual (pp) no Projeções Broadcast, mas no mercado futuro de juros a Selic projetada implicitamente em março chegou a balançar entre 0,5 e 0,75pp.

Fernando Rocha, economista-chefe da gestora JGP, no Rio, avalia que, embora o IPCA cheio de fevereiro tenha surpreendido para cima, a composição do índice não foi tão ruim.

Ele nota que os combustíveis, dos quais já se esperava alta, se elevaram mais que o esperado, assim como alguns produtos industrializados – “tradables”, negociáveis internacionalmente – como vestuário e higiene pessoal.

Rocha recapitula que, desde meados do segundo semestre de 2020, os produtos tradable subiram bem, como eletrodomésticos, automóveis e produtos de limpeza. Foi um movimento nas asas da depreciação cambial, da alta de matérias-primas metálicas e químicas que são insumo para esses produtos, e da demanda aquecida pelo auxílio emergencial e pelo desvio do consumo de serviços para bens, típico da pandemia.

Ele acrescenta que já houve algum arrefecimento desse movimento dos tradables, mas a inflação sofreu também outros choques, como o de combustíveis e alimentos. Esses dos últimos itens são considerados mais fora do âmbito de influência da política monetária.

A surpresa inflacionária de fevereiro, na análise de Rocha, foi causada principalmente pela alta dos combustíveis e pelo resquício mencionado (como vestuário e higiene pessoal) da alta dos tradables.

Assim, ele nota que o núcleo inflacionário por exclusão, que retira alimentos e preços administrados e regulados (incluindo combustíveis) do índice, moderou-se em relação aos últimos meses de 2020.

Esse núcleo ficou bastante baixo do início da pandemia até julho, quando registrou 0,04%, e começou a subir em agosto, atingindo uma máxima de 0,85% em dezembro. Em fevereiro, já tinha recuado para 0,46%. Neste número de fevereiro, o economista excluiu educação, cujo reajuste anual é concentrado no mês, e álcool, que subiu 11%. “Acho que assim a comparação ficou mais justa”, comentou.

Solange Srour, economista-chefe do Credit Suisse, teve uma visão mais preocupada sobre o IPCA de fevereiro. Ela vê surpresa negativa em vários itens, como parte dos industrializados, serviços e alimentos.

“Não foi muito concentrado e os núcleos estão mais pressionados; acho que teremos inflação mais alta em março e abril, com commodities industriais e agrícolas e o câmbio puxando para cima – não tem muita notícia positiva”, diz a economista.

Em termos da trajetória da inflação e da Selic, entretanto, as visões de Solange e Rocha são relativamente parecidas.

O Credit Suisse projeta um IPCA acumulado em 12 meses que atinge um pico de 7,66% em maio e cai para 5,1% em dezembro. Hoje, o CS mudou esse projeção para o ano de 4,8% para o novo valor. Já Rocha vê um IPCA chegando a 7% em meados do ano e desacelerando para 4,8% em dezembro (acumulado em 12 meses).

Tanto num caso como no outro, o índice termina bem acima da meta de 3,75%, com limite de tolerância para cima de 5,25%.

A trajetória prevista pelos dois analistas para a Selic também é semelhante. Ambos veem uma alta inicial de 0,5 pp em março, e, por enquanto, projetam a taxa básica encerrando o ano em 4,5%. Solange vê a Selic chegando a 6% em 2022, e Rocha, a 6,5%.

A economista do CS pondera que a comunicação do BC recente indica 0,5pp, já que não houve nenhum comentário novo da autoridade monetária neste período de piora inflacionária e da incerteza fiscal. E também porque 2022 vai se tornando cada vez mais importante no horizonte relevante do BC, e está com a mediana do Focus próxima à meta.

Solange acrescenta que, de forma até um pouco discordante da sua própria análise, o mercado “aceitou bem” a PEC Emergencial como está sendo aprovada, o que se refletiu no recuo do dólar (ajudado também pelas intervenções do BC) e numa menor empinada da curva de juros.

Ela considera que o comunicado (e depois a ata) da reunião do Copom da próxima semana são muito importantes e podem contemplar mudanças significativas de posicionamento do BC. Por isso Solange aguarda o comunicado para possivelmente rever (para cima) a sua projeção de Selic de 4,5% em dezembro.

Entre os pontos que a economista espera ver esclarecidos pelo Copom, estão se o choque de inflação continuará sendo considerado temporário; qual a resultante (inflacionária ou desinflacionária) da combinação de novos lockdowns e do novo auxílio emergencial; qual o grau de ênfase na piora do balanço de risco, com foco na questão fiscal; qual a avaliação sobre o cenário internacional, em que ressurge o debate sobre inflação nos Estados Unidos; e se o Copom manterá a expressão “normalização parcial” [da política monetária], que sinalizaria para ela um ciclo de alta da Selic em duas etapas, neste ano e em 2022.

Já Rocha assinala que o BC tem um trade-off delicado entre manter a credibilidade e a expectativa inflacionária ancorada em 2022 e além – o que descartaria não elevar a Selic em março, ou aumentá-la em apenas 0,25 pp – e o desejo, típico de autoridades monetárias, de evitar solavancos.

Ele nota que, apenas na última reunião do Copom, em janeiro, foi retirado o forward guidance, que sinalizava não elevação da Selic por longo período. E essa decisão veio acompanhada do recado de que não significava sair elevando a Selic o mais rápido possível.

Com esse background tão recente, fazer uma alta de 0,75 pp em março é um tranco.

Por outro lado, pensando nas condições que foram estabelecidas para a manutenção do forward guidance (já retirado, como mencionado), a mudança foi forte o suficiente para justificar pelo menos 0,5 pp da alta da Selic na semana que vem.

A projeção de mercado da inflação em 2022 está acima da meta, e provavelmente subindo, e a política fiscal de certa forma mudou, porque o novo auxílio emergencial foi aprovado extrateto. Entre as condições que foram criadas para a manutenção do forward guidance, apenas as expectativas de inflação de longo prazo ainda estão ancoradas.

De qualquer forma, conclui o economista, “eu, se estivesse no BC, estaria me sentindo bem desconfortável com uma Selic de 2% e a inflação caminhando para 7% em meados do ano”.

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Indústria é decisiva para a recuperação do Brasil

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O Estado de S.Paulo - SP   12/03/2021

A Covid-19 atingiu o Brasil quando estávamos começando a emergir de quase uma década de retração, agravando um quadro que já era difícil. O fato comprova não ser prudente postergar soluções para os problemas que travam o desenvolvimento, pois, além do baixo crescimento econômico e suas consequências sociais, o País fica muito fragilizado ante os incidentes e percalços do mundo, como a atual pandemia.

Em maior ou menor proporção, outros episódios da história recente nos abalaram muito, como o crash do subprime desencadeado nos Estados Unidos em 2007 e, à mesma época, o abismo fiscal escancarado em algumas nações da União Europeia, abalando o Euro. Sofremos por situações deflagradas no Hemisfério Norte, sobre as quais não tínhamos qualquer controle. A verdade é que a baixa competitividade nacional, o anacronismo do marco legal, insegurança jurídica, burocracia, impostos exagerados e fluxos desconexos de câmbio, juros e baixa disponibilidade de crédito são comorbidades agudas de nossa economia ante qualquer crise global.

É o que ocorre agora, em dimensões mais contundentes, em meio à pandemia. Por isso, teremos de realizar em plena crise o que negligenciamos por décadas, a começar pelas reformas estruturais, principalmente a tributária e administrativa, na sequência da trabalhista e previdenciária, já efetivadas. Também é uma prioridade resgatar a competitividade da indústria, pois seu fortalecimento é um dos fatores decisivos para a recuperação nacional e o ingresso num ciclo duradouro de crescimento do PIB acima de quatro por cento ao ano, mínimo necessário para se promover amplo fluxo de inclusão e ascender a um patamar mais elevado de renda per capita.

Os números são incontestáveis quanto ao significado da manufatura: apesar de representar 21,4% do PIB, o setor responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal; emprega 20,4% dos trabalhadores brasileiros e paga, na média, os melhores salários; é a atividade que mais recolhe impostos e promove a difusão de tecnologia e produtividade, segundo dados do IBGE.

Porém, a indústria nacional enfrenta grave perda de competitividade. Estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Não é sem razão que, nos últimos seis anos, 36,6 mil fábricas, de distintos setores, tenham encerrado atividades no Brasil. Em 2020, foram 17 por dia. Precisamos reagir de imediato, num mundo onde o novo coronavírus está fazendo recrudescer o protecionismo e aumentando os riscos da dependência, como evidencia neste momento, por exemplo, a carência no Brasil de vacinas contra a Covid-19, um produto da indústria farmacêutica.

É premente uma política industrial eficaz. Para isso, todas as representações do ramo precisam unir forças e se mobilizar com foco na competitividade, melhoria do ambiente de negócios, desoneração da produção e redução do “Custo Brasil”. São Paulo tem papel relevante nesse processo, pois representa 29,8% do PIB manufatureiro nacional (fonte: CNI). As empresas do setor, somando forças no âmbito de suas entidades de classe, que precisam estar mais unidas e sinérgicas do que nunca, ganham musculatura e densidade para enfrentar esse desafio tão relevante para o País e o seu povo.

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MINERAÇÃO

Mineração brasileira doa cerca de R$ 1 bilhão para prevenir e combater a covid-19

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Brasil Mining - SP   12/03/2021

Neste momento difícil que afeta a todos, gerado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informa que as mineradoras estão agindo tanto interna quanto externamente para prestar sua contribuição à sociedade na luta contra a expansão do Covid-19. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas, de várias partes do país, têm sido beneficiadas direta ou indiretamente pelas iniciativas de apoio das mineradoras neste um ano de pandemia.

As empresas do setor adotaram procedimentos para proteger ao máximo a saúde e a segurança dos empregados, dos terceirizados e dos prestadores de serviços, estabelecendo o home office para as funções que não necessitam de presença física no ambiente de trabalho, entre diversas outras iniciativas.

Mineração fornece insumos para diversos setores

Um dos grandes desafios a serem superados pela indústria da mineração, segundo o IBRAM, é, em razão de sua essencialidade no fornecimento de insumos para diversos setores (inclusive as indústrias que produzem equipamentos hospitalares), manter as operações de forma responsável e segura, para evitar o desabastecimento de matérias-primas e, ao mesmo tempo, agir para proteger as pessoas, com as quais se relaciona, da pandemia.

Com todas as medidas protetivas adotadas, o setor mineral manteve a produção e isso gerou retorno positivo para municípios, estados e a União de várias formas. Entre elas, o recolhimento de tributos. Em 2020, o setor recolheu 36% a mais de tributos do que em 2019: repassou aos cofres públicos R$ 72 bilhões ante R$ 53 bilhões em 2019, incluindo o royalty (CFEM – compensação pela extração mineral). Esses valores são importantes para que o poder público possa fazer investimentos em infraestrutura e também no combate à pandemia.

Além disso, a mineração criou 5 mil vagas de trabalho diretas em 2020. Estima-se que cada uma dessas vagas preenchidas na mineração tenha gerado outras 11 vagas de emprego ao longo da cadeia produtiva. Assim, quando a mineração produz, ajuda a movimentar negócios em extensas cadeias produtivas, de pequenas, médias e grandes empresas do comércio, de serviços e da indústria, com destaque também para segmentos como a construção civil e até mesmo o agronegócio, por exemplo, pelo fornecimento de insumos para fertilizantes e ração animal, bem como os remineralizadores de solo.

As empresas de mineração ainda colaboram com as comunidades próximas e também no plano nacional com a compra e doações de EPIs, de respiradores, de outros equipamentos médicos, de testes e seringas, máscaras para ajudar hospitais e postos de saúde a se prepararem para agir contra a pandemia, com foco em diminuir o impacto do Covid-19 na sociedade brasileira.

As mineradoras que têm contatos comerciais com outros países, como a China, foram essenciais na hora de negociar e trazer para o Brasil vários itens importantes – como os citados anteriormente – na luta contra a COVID-19. Outras empresas estimulam as comunidades onde atuam a obter renda extra pela produção de itens como máscaras de proteção feitas de tecido. Empregados de mineradoras, por sua vez, têm trabalhado voluntariamente para apoiar suas comunidades na pandemia.

Em termos financeiros, o setor de mineração industrial brasileiro já fez doações de cerca de R$ 1 bilhão, valores destinados tanto para reduzir os riscos de contágio da população pelo novo coronavírus, bem como para proporcionar melhores condições para o atendimento aos acometidos pelo vírus. O setor mineral tem sido um dos principais doadores nesse sentido.

Aprendizado da mineração é compartilhado com a sociedade

Recentemente, o IBRAM lançou a publicação Covid-19 Framework: Mineração como parceira para o desenvolvimento de sociedades mais inclusivas e resilientes – aprendizado brasileiro. Nela estão reunidos os aprendizados coletivos do setor mineral durante o primeiro ano da pandemia. O foco da publicação é que essas experiências e atitudes das mineradoras em resposta à pandemia inspirem uma sociedade mais resiliente, ou seja, capaz de enfrentar e superar situações por mais adversas que se apresentem.

Segundo a publicação, a indústria da mineração tem sido responsável pelo êxito econômico de países em todas as regiões do mundo. Na América Latina, contribuiu decisivamente para resultados positivos vistos em estratégias de desenvolvimento que combinaram prosperidade e bem-estar social. Por característica, é uma das atividades mais conectadas com o território, suas comunidades e modos de vida, respondendo pela dinamização da economia em regiões remotas, levando consigo infraestrutura e oportunidades.

São processos longos em que transformações positivas superam, em grande medida, as externalidades de sua operação e marcam o destino de cidades e regiões inteiras. A mineração também tem sido pioneira na adoção de medidas setoriais para reorientar suas práticas em busca de uma atividade mais sustentável, sintonizada com o futuro. Como setor, foi um dos primeiros a adaptar a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) à estratégia de negócio. São razões a apontar o protagonismo e a direção a seguir enquanto setor diante da maior crise global em quase oito décadas.

Muitas mineradoras estão presentes nas comunidades há vários anos, às vezes décadas, e a maioria de seus empregados e prestadores de serviço vivem no local. Eles geralmente têm conexões bem estabelecidas, desenvolvidas ao longo de anos de realização de avaliações estruturadas de impacto social, ambiental e de direitos humanos, consultas e outros processos de engajamento.

Isso permite que eles trabalhem rápida e eficientemente com líderes comunitários locais, ONGs e governos para identificar famílias vulneráveis e fornecer recursos vitais e pacotes de cuidados para os que mais precisam. Os associados ao IBRAM usam essas redes comunitárias para compartilhar conhecimento e dar suporte em questões críticas decorrentes da COVID-19.

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Roberto Castello Branco será o indicado de minoritários à presidência do conselho da Vale

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O Estado de S.Paulo - SP   12/03/2021

Um grupo de acionistas minoritários da Vale se articula para indicar uma lista de candidatos ao conselho de administração da mineradora, que ontem apresentou 12 nomes para o mandato 2021-2023. O Estadão/Broadcast apurou que o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, terá seu nome indicado ao comando do conselho. O executivo está deixando a estatal, após críticas do presidente Jair Bolsonaro à política de preços da empresa terem culminado na indicação do general Joaquim Silva e Luna para o cargo.

Castello Branco foi diretor da Vale de julho de 1999 a janeiro de 2014. Sua saída da Petrobrás foi mal recebida pelo mercado, que interpretou o episódio como interferência política de Bolsonaro na petroleira. Além dele, serão indicados mais três nomes: o já conselheiro independente Marcelo Gasparino, o ex-presidente da Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec) Mauro Rodrigues da Cunha e a CEO da Lacoste, Rachel de Oliveira Maia.

Procurada, a Vale disse que não iria comentar o assunto.

O ex-presidente da Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec) e conselheiro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Mauro Rodrigues da Cunha, será indicado como vice-presidente do Conselho. Recentemente, Cunha fez severas críticas à proposta da Vale de adotar o voto negativo nas eleições do colegiado, que comparou a um "sistema de bolas pretas adotado por alguns clubes sociais."

O modelo de eleição proposto pela mineradora recebeu voto contrário de dois conselheiros independentes da Vale, entre os quais Gasparino. Procurado pelo Broadcast, após registrar em ata voto contra as indicações da Vale, ele afirmou que se candidataria com o apoio do fundo Geração Futuro, mas sem mencionar outros nomes. Segundo fonte próxima à companhia, há outros fundos envolvidos na indicação.

A quarta candidata seria a CEO da Lacoste no Brasil, Rachel de Oliveira Maia. Mulher e negra, ela se encaixa nos quesitos de diversidade apontados pelo Comitê de Nomeação da Vale - responsável pela seleção dos nomes indicados pela companhia. Em um relatório, o órgão afirmou que as conselheiras mulheres são mais propensas a incluir questões sociais entre as prioridades estratégicas das companhias. Ao mesmo tempo, registra a "frustração por não ter sido possível avançar na diversidade de raça" nas indicações.

A Vale divulgou ontem a lista com a indicação de 12 candidatos ao conselho de administração 2021-2023. São 12 membros, oito deles classificados como independentes. A eleição marcada para o dia 30 de abril na Assembleia-Geral Ordinária (AGO) fará uma renovação parcial do colegiado: cinco indicados serão novos membros e os demais já atuam no board da mineradora.

São eles: José Luciano Penido (no conselho desde maio de 2019), Fernando Buso (desde abril de 2015), Clinton Dines (novo membro), Eduardo Rodrigues (desde maio de 2019), Elaine Doward-King (novo membro), José Maurício Coelho (no conselho desde maio de 2019), Ken Yasuhara (novo), Maria Fernanda Teixeira (novo membro), Murilo Passos (desde dezembro de 2019), Ollie Oliveira (novo), Roger Downey (desde dezembro de 2019) e Sandra Guerra (desde outubro de 2017). Penido e Buso são indicados para ocupar, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do conselho.

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Máquinas e Equipamentos

Volvo CE nacionaliza mais três equipamentos

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Grandes Construções - SP   12/03/2021

Em coletiva de imprensa virtual realizada na terça-feira (9), a Volvo CE anunciou que está nacionalizando dois modelos de pás carregadeiras de grande porte – L150H (foto) e L180H –, com pesos operacionais de 25 e 29 toneladas, respectivamente. “Queremos elevar nossa participação nessa classe de carregadeiras”, diz Luiz Marcelo Daniel, presidente da Volvo CE Latin America.

Até então importadas da Suécia, serão as carregadeiras de maior peso operacional já fabricadas pela marca no país. “São equipamentos procurados pelo mercado para aplicações que demandam não só maior produção horária, mas também para operar em segmentos mais exigentes”, explica Boris Sánchez, gerente de suporte a vendas da Volvo CE na América Latina.

A fabricante também apresentou o modelo SD110B, novo compactador de solo que substitui o SD105 e já está incorporado à linha produtiva. O equipamento se enquadra na classe que representa 80% do mercado.

Com as novas máquinas, a unidade fabril de Pederneiras (SP) passa a produzir cerca de 70% da oferta de produtos da marca no mercado brasileiro. Além dos equipamentos nacionalizados, a empresa atualizou o sistema Co-Pilot de assistência ao operador, que agora traz novo conjunto de aplicativos.

Resultados

No Brasil, a Volvo CE registrou avanço de 48% nas vendas da Linha Amarela em 2020, enquanto o mercado subiu 40%. Na América Latina, as entregas de máquinas Volvo e SDLG cresceram 18,6% no ano passado, o dobro da evolução do mercado continental, que chegou a 31.932 unidades.

“É o terceiro ano consecutivo em que o mercado brasileiro cresce de forma relevante, dobrando de tamanho nos últimos três anos e encerrando 2020 acima do patamar de 20 mil unidades, o que havia acontecido pela última vez em 2014”, comenta Daniel.

Com a demanda fluindo, a produção da fábrica de Pederneiras (SP) cresceu 19% no ano passado, na comparação com 2019, principalmente por conta do aumento dos envios de máquinas para países da Europa.

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Governo vai comprar 175 máquinas e equipamentos para conservação de rodovias

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O Noroeste - MT   12/03/2021

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), assinou a ata de registro de preço que garante a aquisição de máquinas e equipamentos rodoviários destinados à conservação de rodovias não-pavimentadas, em parceria com consórcios intermunicipais, associações e prefeituras.

Serão adquiridos 175 máquinas e equipamentos, sendo 100 moto-niveladoras, 30 pás-carregadeiras, 30 escavadeiras hidráulicas e 15 pranchas.  O investimento total será de R$ 94 milhões e a aquisição atende a uma determinação do governador Mauro Mendes, de investir em infraestrutura rodoviária e logística.

Venceram a licitação, que estava dividida em oito lotes por tipo de equipamento, as empresas XCMG Brasil, responsável pelo fornecimento de 160 máquinas e equipamentos, e a empresa JH Borges, que vai fornecer as demais máquinas.  A Sinfra ainda estuda de que forma a aquisição desses equipamentos será realizada, se em uma ou duas fases.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, uma vez adquiridos, os equipamentos serão repassados para municípios, consórcios intermunicipais e associações, mediante formalização de parceria junto à Sinfra.  Eles serão destinados à manutenção de rodovias municipais e rodovias estaduais não-pavimentadas.

Hoje Mato Grosso possui 23 mil quilômetros de rodovias não-pavimentadas e cerca de 2,4 mil pontes somente em rodovias estaduais.  “A aquisição de maquinários proporcionará uma melhoria nas rodovias, diminuindo os problemas, pois a grande maioria dos equipamentos existente nos municípios e nas patrulhas rodoviárias está em condições precárias ou fora de operação devido ao elevado tempo de vida dos mesmos”, disse o secretário.

Em último levantamento realizado pela Sinfra junto aos municípios, foi constatada a existência de 371 maquinários do Estado, sendo 84 escavadeiras, 110 pás-carregadeiras, 175 motoniveladoras e dois semirreboques.  No entanto, a grande maioria dos equipamentos se encontra em situação de regular a ruim, e pelo menos 10% estão inservíveis.

“Vamos substituir os equipamentos inservíveis e ampliar a capacidade operacional do Estado na manutenção das rodovias não-pavimentadas. Tudo isso dentro do maior programa de construção e substituição de pontes de madeira já realizado em Mato Grosso. Ou seja, faremos a substituição das pontes e investiremos nos equipamentos para garantir a melhoria da infraestrutura e trafegabilidade das rodovias não-pavimentadas”, disse o secretário.

Lançado pelo governador Mauro Mendes, o programa de pontes compreende, além da compra dos equipamentos, a substituição de pontes de madeira por pontes com estrutura de vigas metálicas, por aduelas de concreto ou por bueiros metálicos, totalizando até 5 mil obras de arte especiais nas estradas municipais e rodovias estaduais.  O programa prevê ainda a construção de 65 pontes de concreto de médio e grande porte.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Terracotta Ventures levanta R$ 100 mi para investir em startups da construção civil

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Exame - SP   12/03/2021

Com investidores como a incorporadora Cyrela e o grupo Gerdau, a gestora de venture capital Terracotta Ventures concluiu a captação de seu fundo 100 milhões de reais para investir em startups da construção civil. O plano agora é aportar capital em até 20 empresas do setor nos próximos quatro anos.

“O crescimento da produtividade da construção civil é um dos pilares estratégicos da Gerdau Next. Estamos entusiasmados com o investimento na Terracotta, reforçando a parceria já existente, ampliando nossas sinergias com as startups do setor, as construtechs”, diz Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau.

Fundada em 2019, a Terracotta foi criada pelos empreendedores Marcus Anselmo e Bruno Loreto, egressos da empresa de tecnologia Softplan, de Santa Catarina. Na companhia, a dupla foi responsável pela estruturação do braço de corporate venture capital para investir em startups da construção civil. “Na época, em 2010, o movimento era embrionário no Brasil”, diz Loreto.

Dez anos depois, o cenário é outro: há cerca de 700 startups atuando no mercado imobiliário e na construção civil. Somente em 2020, elas receberam juntas mais de 1,5 bilhão de reais em investimentos. As empresas que mais se destacam são a Loft, de compra e venda de imóveis, e a imobiliária digital QuintoAndar, ambas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares.

“A multiplicação do número de startups e de recursos destinados a elas são um termômetro do interesse que o setor desperta”, afirma Loreto. De olho nesse crescimento, os amigos decidiram fundar a Terracotta juntos em 2019. De lá para cá, já investiram em quatro empresas: a EmCasa (que conecta compradores e vendedores de imóveis), a Rede Vistorias (de vistorias imobiliárias), a InstaCasa (de projetos para loteamentos) e a OrçaFascio (um software para orçamento de obras). Juntas, as quatro startups faturaram 35 milhões de reais em 2020.

Para os próximos anos, a gestora aposta que alguns subsegmentos dentro da construção civil ganhem espaço, como o movimento de “real estate as a service”, que reúne empresas como a Housi e Nomah, focadas em prover moradia com experiência do cliente e serviço agregado. “Veremos também a industrialização da construção acelerar. Negócios usando a construção modular tornarão a jornada construtiva mais eficiente e o setor, mais sustentável”, diz Loreto.

Agora, com os 100 milhões de reais no veículo Terracotta Warriors I, a gestora deve acelerar os investimentos para chegar à marca de 20 empresas no portfólio em quatro anos. Os investidores estão buscando startups que possam inovar em todas as pontas do setor, desde a cadeia de suprimentos até as soluções para canteiros de obras, intermediação imobiliária, condomínios, serviços financeiros e outras demandas dos moradores de condomínios.

“Loreto e Anselmo transitam nesse universo há bastante tempo e não ficam na superfície, têm grande capacidade de separar o joio do trigo”, diz Guilherme Sawaya, diretor de transformação digital da Cyrela.

Menos

Inflação da construção civil cai para 1,33% em fevereiro

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Agência Brasil - DF   12/03/2021

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 1,33% em fevereiro deste ano. A taxa, menor que a de janeiro (1,99%), teve em fevereiro sua primeira queda, já que o Sinapi apresentava aumento desde julho de 2020.

Segundo informou hoje (11), no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sinapi acumula inflação de 3,35% no ano e de 13,22% em 12 meses. Com isso, o custo por metro quadrado da construção civil passou a ser de R$ 1.319,18.

Em fevereiro, os materiais de construção sofreram alta de preços de 2,35%, passando a custar R$ 748,58 por metro quadrado. Já a mão de obra teve variação de preços de 0,02% e seu custo por metro quadrado foi para R$ 570,60.

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NAVAL

Estaleiros sul-coreanos ultrapassam a China e respondem por mais de 50% dos pedidos de construção naval

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Portos e Navios - SP   12/03/2021

Em fevereiro, os estaleiros sul-coreanos garantiram mais da metade dos novos pedidos no mercado global de construção naval, batendo seus rivais chineses pelo oitavo mês consecutivo, de acordo com a Clarkson Research Service.

Os estaleiros sul-coreanos, liderados pela Hyundai Heavy Industries Co., receberam novos pedidos para 43 navios, ou 1,56 milhão de toneladas compensadas brutas (TBC), o que representa 56% dos pedidos de 92 navios, ou 2,82 milhões de TBC, globalmente em fevereiro.

Os novos pedidos obtidos pelos estaleiros sul-coreanos incluem sete VLCCs, cinco navios A-max e 13 porta-contêineres. Em fevereiro, houve pedidos para um total de 17 navios porta-contêineres no mercado global de construção naval.

Os estaleiros sul-coreanos foram seguidos pelos chineses, que obtiveram, no mesmo mês, novos pedidos de 1,12 milhão de TBC, ou 40% do total mundial, enquanto os japoneses obtiveram 60 mil TBC, ou 2%.

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AGRÍCOLA

Por uma agricultura tropical menos dependente de insumos externos

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O Estado de S.Paulo - SP   12/03/2021

O Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo, trazendo de fora cerca de 90% do que consome, contribuindo para o maior déficit da balança comercial no segmento químico (U$8,5 bilhões ao ano). Em menos de 25 anos, saímos de uma situação em que produzíamos mais que importávamos e passamos a depender absolutamente do fornecimento estrangeiro de insumos altamente estratégicos para o desenvolvimento nacional. Não é possível acreditar que a nossa produção agrícola, responsável por mais de 20% do PIB brasileiro, permaneça refém desta situação.

Esse cenário não se deve à nossa inabilidade produtiva. Ao contrário. A capacidade instalada atual, entre plantas em operação ou projetos hibernados, poderia rapidamente ser revigorada e duplicar a produção doméstica. Novos projetos em análise podem sair do papel e injetar mais de R$ 45 bilhões em investimentos do norte ao sul do país. Temos ricas jazidas de fosfato e potássio inexploradas e um grande potencial oferecido pelas perspectivas do gás natural vindos do pré-sal e da Bacia de Sergipe-Alagoas. Reunimos empresas de ponta e conhecimento científico de alto nível que nos permitiria liderar uma nova revolução agrícola por meio do fomento à modernização da indústria nacional de fertilizantes.

Mas vivemos um cenário de desinvestimentos e de declínio na produção nacional devido, principalmente, à falta de incentivo à pesquisa, desenvolvimento e produção local de insumos agrícolas e ao subsídio econômico oferecido aos produtos importados. Nenhum outro grande produtor agrícola mundial segue as práticas adotadas pelo Brasil. Nossa produção, que em 2007 girava em torno de 10 milhões de toneladas, encolheu para os atuais 7,1 milhões de toneladas, frente aos quase 30 milhões de toneladas importados em 2019. A reversão deste cenário perverso passa, necessariamente, pelo fomento à inovação e a industrialização do Brasil.

Um dos grandes marcos da inovação do agronegócio brasileiro foi o programa apoiado pelo governo federal e centro de excelência tecnológica para o melhoramento da soja, iniciado em 1964 e amplamente influenciado pela pesquisa da Dra. Johanna Döbereiner, da EMBRAPA, cujos estudos permitiram a fixação do nitrogênio por meio da bactéria rhizobium. Dessa forma, a soja gerava seu próprio adubo, em uma época em que poucos cientistas acreditavam que a fixação biológica de nitrogênio (FBN) poderia ser uma alternativa aos fertilizantes minerais. Esse avanço permitiu ao Brasil diminuir os custos de produção de soja e competir no mercado internacional – uma economia de mais de 2 bilhões de dólares anualmente em adubos nitrogenados.

Atualmente, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) pesquisa soluções semelhantes para o potássio, assim como o combate biológico a doenças e pragas nas plantações, reduzindo o volume de compostos químicos empregados. Esse tipo de estudo está muito alinhado com as exigências mundiais e dos consumidores, que buscam opções sempre mais naturais e sustentáveis.

Junto à evolução da biotecnologia, uma indústria química e de mineração bem desenvolvida também é essencial para a segurança alimentar mundial que o Brasil almeja liderar. O novo Marco Legal do Gás Natural deve abrir potencial para o uso do gás natural para fins industriais, além do energético, e motivar vultosos investimentos. A expectativa é que esse projeto de lei, ao ser aprovado, garanta o uso alternativo do gás para a produção de fertilizantes nitrogenados, reduzindo o custo dessa matéria-prima a níveis competitivos internacionais e reduzindo nossa dependência deste macronutriente, hoje em 93%.

É nessa direção que caminha também o Programa Mineração e Desenvolvimento, cuja missão e objetivos podem transformar nossas ricas reservas de fosfato e potássio em desenvolvimento e industrialização de regiões hoje carentes de investimentos, como o Norte e Nordeste. Recentes descobertas de jazidas de potássio no Amazonas e Pará levam o Brasil sair de 11º para o 8º maior reservatório do mineral no mundo. Além de grandes prospectivas de extração de fosfato no Centro-Oeste e Nordeste.

Já o Plano Nacional de Fertilizantes, proposta que está em desenvolvimento por um grupo de trabalho interministerial, tem como objetivo proporcionar o aumento da produção de fertilizantes no país e reduzir a dependência externa, aumentando a competitividade do agro no mercado internacional.

Importante ainda nos atentarmos à necessidade de isonomia tributária para fertilizantes. Matérias-primas e produtos importados são isentos do pagamento de ICMS, enquanto aquele produzido nacionalmente é tributado entre 4,9% e 8,4%, conforme previsto no Convênio 100/97. Como consequência, os produtores de fertilizantes no Brasil têm sérias dificuldades em manter sua competitividade em um campo de jogo desigual.

Acredito que estamos diante de uma ótima janela de oportunidade. A possibilidade do uso das vantagens comparativas da agricultura tropical e a revitalização de uma indústria altamente estratégica para o desenvolvimento nacional deve ser encarada como grande atenção e urgência pelos governos federal e estaduais, sendo um fator preponderante no crescimento da produção, da produtividade, da qualidade dos produtos e da capacidade competitiva que indiscutivelmente nós possuímos. Buscamos a inovação e a chance de sermos líderes pioneiros, usando o que outrora foi visto como uma desvantagem natural como nosso principal propulsor.

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