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12 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

ArcelorMittal limita perdas em 2020 e nomeia novo CEO

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BOL - SP   12/02/2021

A maior companhia siderúrgica do mundo, ArcelorMittal, registrou em 2020 prejuízo abaixo do esperado e anunciou nesta quinta-feira (11) a nomeação de Aditya Mittal, filho do fundador do grupo, como o novo CEO.

O presidente e fundador do grupo, Lakshmi Mittal, se tornará presidente executivo e continuará a liderar o conselho de administração, uma tarefa que executará ao lado do novo CEO, informou ArcelorMittal em comunicado.

Em 2020, a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 733 milhões, uma melhora em relação a 2019, quando registrou prejuízo de mais de US$ 2 bilhões.

As vendas caíram quase 25%, para US$ 53,3 bilhões.

No quarto trimestre, o grupo obteve um lucro líquido de 1,2 bilhão de dólares, contra um prejuízo de 261 milhões no trimestre anterior, graças à melhora das condições de mercado e à tendência de alta dos preços.

Em sua perspectiva para 2021, ArcelorMittal espera que o consumo global de aço cresça de 4,5 a 5,5%, contra uma queda de 1% em 2020.

O grupo considera que "após um longo período de venda de reservas, a siderurgia mundial já se beneficia de uma demanda favorável".

"Apesar dos desafios óbvios de 2020, ArcelorMittal entra em 2021 em uma posição relativa de força", disse Lakshimi Mittal no comunicado.

Aditya Mittal, o novo CEO, ingressou na empresa em 1997, após sua passagem pelo Credit Suisse Bank. Em 2006, ele participou da criação da ArcelorMittal, quando o grupo Mittal Steel se fundiu com a Arcelor.

Menos

Venda externa de sucata ferrosa fecha mês com queda de 62%

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Monitor Digital - RJ   12/02/2021

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, atingiram 19 mil toneladas em janeiro de 2021, queda de 62% em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando somaram 50,3 mil toneladas. Em compensação, as importações pelas usinas apresentaram um grande salto no primeiro mês deste ano, com 35 mil toneladas, ante a pouco mais de 1 mil toneladas em janeiro de 2020.

A expressiva retração nas exportações confirma a tendência de recuperação do consumo de sucata no mercado interno pelas siderúrgicas e fundições, puxada por setores consumidores de aço, tais como a construção civil e a indústria automotiva.

Segundo o presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), Clineu Alvarenga, as processadoras de sucata já percebem, desde o final do ano passado, uma recuperação do mercado local e esperam que o consumo do insumo em 2021 possa superar as estimadas 8 milhões de toneladas de 2020 (números ainda não fechados).

“Apostamos em um ano melhor, mas ainda distante do pico de 2013, com a venda de 11,171 milhões de toneladas.”

O expressivo crescimento das importações se deve, conforme Alvarenga, aos baixos níveis de estoques das usinas siderúrgicas.

“As usinas estão recorrendo às importações com o objetivo de recompor estoques e conter aumento de preços da sucata ferrosa no mercado interno. Temos sucata suficiente nas empresas processadoras para atender as siderúrgicas instaladas no Brasil”.

Todas as importações que ocorreram no passado, acrescenta Alvarenga, foram na tentativa de evitar majoração de preços.

A tendência, em sua avaliação, é que o mercado interno volte à normalidade, com mais de 90% da produção de sucata sendo absorvida pelas siderúrgicas brasileiras, enquanto ao exterior continuará restando o excedente não adquirido no Brasil. Tradicionalmente, as exportações representam cerca de 5% de toda a produção de sucata metálica no país, enquanto as usinas siderúrgicas adquirem, em anos normais, o restante.

“Sempre damos prioridade ao mercado interno. A exportação, que cresceu nos últimos anos, é hoje importante alternativa das empresas de sucata em momentos de crises econômicas com forte retração do consumo, como forma de manter as operações, o equilíbrio ao meio ambiente e evitar demissões”, diz o presidente do Inesfa.

“Estamos otimistas com 2021, já que se percebe uma retomada na produção industrial de bens de capital e de consumo, que fazem uso de muito aço, o que leva as usinas siderúrgicas e fundições a demandarem mais sucata”, avalia.

Menos

ECONOMIA

Banco Central do Brasil autônomo não será independente como o Fed, dos EUA. Entenda

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Globo Online - RJ   12/02/2021

A aprovação pela Câmara dos Deputados, na quarta-feira, do projeto de lei que determina a autonomia do Banco Central (BC) era uma das propostas da lista de prioridades entregue pelo governo ao novo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e foi escolhido para sinalizar o apoio do Legislativo à agenda liberal defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A medida tem como principal objetivo blindar a autoridade monetária de eventuais interferências políticas ao estabelecer, entre outros pontos, mandato fixo para o seu presidente. Como foi analisado pelo Senado no ano passado, segue para sanção presidencial.

No entanto, segundo analistas, mesmo com a aprovação de sua autonomia, o Banco Central brasileiro não será livre como é o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que opera com total independência do governo na condução da política monetária para manter preços estáveis e nível de emprego. (Leia sobre o Fed mais abaixo)

Para eles, a autonomia do BC dá mais segurança ao mercado, pois não vai haver interferência a todo momento na política monetária. O Banco Central do Brasil é o único, entre os países que fixam meta de inflação, cuja diretoria não tinha mandato fixo até agora.

- Não acredito que vai ter a mesma liberdade (que o Fed). Aqui a instituição sempre esteve sob a tutela do Ministério da Economia. Então não vai ser muito diferente do que temos hoje", disse Sidnei Nehme, economista e diretor executivo da NGO corretora de câmbio.
Mandato fixo impede controle

O mandato fixo do presidente da instituição em quatro anos evita que haja coincidência com o presidente eleito do país, impedindo que possa haver controle direto sobre a política econômica, observa Nehme.

— O mandato definido é ideal para não dar a impressão de subordinação ao governo. Mas trata-se de uma situação nova e será um desafio na prática. Como o presidente do BC vai enfrentar o ministro da Economia e o presidente da República em suas decisões? Será um processo de adaptação — disse o especialista.

Segundo ele, o BC autônomo terá, além da inflação, o foco também no nível de emprego, embora como meta secundária.

Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora de câmbio, observa que atualmente o governo coloca na presidência do BC pessoas com o mesmo alinhamento político-econômico.

- Um presidente do BC que não seja alinhado com o governo pode gerar algum tipo de atrito, aumentando a incerteza do mercado de como serão as políticas econômicas - afirma Velloni.

Ele observa que a indicação de um presidente com perfil técnico poderia reduzir esse risco.

- É difícil encaixar um BC autônomo num país com o nosso sistema político, que prevê indicações de cargos. Então, o processo de escolha do presidente do BC autônomo também pode se tornar mais um ponto de incerteza para o mercado financeiro - pondera Velloni.

Mesmo assim, ele avalia que um BC independente ganha poder para tentar reduzir tentativas de influência política na instituição.

A economista Juliana Inahz, professora do Insper, afirma que a atuação do BC muda pouco com a aprovação de sua autonomia. Para ela, as pessoas confundem autonomia com independência.

- A autoridade monetária já tem certa autonomia para tomar decisões de política monetária. A autonomia não significa que o presidente do BC fará o que quer. A diferença é que o texto joga para o BC a responsabilidade das políticas de pleno emprego. O BC pelas condições de política monetária controla a inflação. E o emprego deve ser consequência dessa boa política monetária - afirma Inhaz.

Para ela, a desvinculação formal do BC da Presidência da República dá ao mercado o sinal de que interferências políticas não vão acontecer, o que reduz incertezas. A professora do Insper afirma que a atual gestão do BC já fez avanços importantes em tornar o sistema financeiro menos concentrado e este pode ser o caminho da transição daqui para a frente.

- Este é um caminho para um BC autônomo, com um certo frescor de independência. Isso pode significar taxas de juros mais baixas para o consumidor e ampliação da oferta de crédito no futuro.
E como é no Fed?

Mais poderoso banco central do mundo, o Federal Reserve (Fed) tem condução autônoma da política monetária dos EUA, com mandatos definidos e sem subordinação ao Poder Executivo - a coordenação é possível, e até desejável, em algumas ocasiões, como a crise de 2007, quando Fed e Secretaria do Tesouro trabalharam em parceria.

A instituição opera com duas metas para definir os juros de referência dos EUA: manter os preços estáveis e o máximo nível de emprego na economia.

No modelo americano, o Fed é um sistema que reúne 12 bancos regionais subordinados à política definida por uma diretoria central (board of governors) em Washington, indicada pelo presidente dos EUA e aprovada pelo Senado.

Cabe à Casa Branca apontar entre eles quem serão o presidente e o vice-presidente do Fed, que têm mandatos, nestas funções, de quatro anos, renováveis.

A diretoria central não pode ser retirada do cargo simplesmente pelas decisões de política monetária que tomam, apenas por má conduta, crimes e outras ofensas graves, em votação que requer maioria qualificada do Senado.

A prestação de contas pelo banco central americano é intensa. Engloba um misto de sabatinas periódicas pelo Congresso americano e ampla comunicação direta com a sociedade, com comunicados após as reuniões, entrevistas coletivas do presidente; e ata extensa, chamada de Livro Bege, dos encontros; além de liberação das transcrições das reuniões após cinco anos

Menos

Marco do câmbio vai ampliar concorrência no setor no país, mas traz risco de dolarização da economia, dizem especialistas

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Globo Online - RJ   12/02/2021

O novo marco legal do câmbio, aprovado na noite de quarta-feira na Câmara dos Deputados, adapta a legislação do setor a uma nova realidade tecnológica nas operações de câmbio e aumenta a concorrência abrindo espaço para fintechs operarem, avaliam especialistas.

Ainda assim, caso a economia se fragilize, com a inflação saindo de controle, existe o risco de uma corrida por contas em dólar, o que levaria a uma dolarização da economia, alertam.

A economista Juliana Inhaz, professora do Insper, avalia que o marco legal do câmbio é um assunto que precisa de muita discussão. Para ela, é como se o país abrisse uma janela maior, sem colocar grades e esperando que a vizinhança não vá entrar sem autorização.

— Acredito que é um assunto que precisa de discussão e que novidades como a conta em dólar seja algo para o futuro, não sei se para breve. Com um choque externo, por exemplo, é difícil que não haja saída de capital e isso será difícil de controlar. Então, questiono a maturidade de nossa economia, com problemas fiscais, para que se dê um passo desse tamanho no curto prazo — diz ela.

Inhaz observa que embora o real, a moeda brasileira, seja relativamente estável, a possibilidade de que aconteça uma dolarização da economia, com a possibilidade de abertura de contas em moeda americana, existe.

— Isso aconteceu em países com processos inflacionários. Enquanto a inflação estiver controlada e a economia saudável, a tendência é que a dolarização não aconteça. Mas uma economia fragilizada, as pessoas podem buscar essa alternativa — diz ela, lembrando que a maior parcela dos brasileiros não tem condições de trocar seus reais por dólares.
Abertura para a concorrência

Para Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO corretora de câmbio, ao prever a abertura de contas em dólar, o novo marco permitirá fazer operações internacionais com mais agilidade. Para ele, entretanto, não existe o risco de que a economia se dolarize.

— Não vejo risco de dolarização da economia. O real supre todas as necessidades internas e temos um mercado sofisticado, com instrumentos para proteção da moeda, como derivativos, em caso de desvalorização. É diferente da Argentina, que não tinha esses instrumentos — diz.

Para Nehme, a possibilidade de abertura de contas em moeda estrangeira não vai criar 'uma avalanche de novas contas':

— Para ter conta em dólar, é preciso estar protegido, com hedge, porque há risco de perda com o câmbio. Não vejo uma corrida por contas em dólar.

Para o especialista, o novo marco amplia a concorrência, abrindo espaços para fintechs atuarem, o que traz impacto positivo com melhores taxas de câmbio. Um risco apontado por ele é que o BC autorize instituições que não tenham porte econômico-financeiro para realizar operações de câmbio, o que elevaria a possibilidade de fraudes.

Brasil vive fuga recorde de investidores estrangeiros, e questão ambiental pode piorar quadro

Nehme não vê a possibilidade de o real se tornar uma moeda conversível a partir da aprovação do novo marco legal.

— O real não é uma reserva de valor. Portanto, não vejo como se tornar conversível. Temos bastante liquidez, mas nossa moeda ainda é uma das que mais sofre especulação — conclui.

Fabrizio Velloni, da Frente Corretora, lembra que a lei que regula as operações de câmbio no Brasil tem 50 anos. Portanto, o marco legal adapta as operações aos meios eletrônicos.

— Há um buraco cinzento na legislação. O marco vai na direção da modernização, de maior controle. E ajuda a reduzir a lavagem de dinheiro reduzindo a circulação do papel moeda e aumentando a rastreabilidade — diz.

Ao permitir contas em dólar, o novo marco também reduz a tendência de abertura de contas off-shore, em que os dólares saem do país. Velloni lembra que as contas em dólar são comuns em outros países. Ele também concorda que o novo marco aumenta a concorrência no setor.

— Hoje, só os bancos, corretoras e correspondentes cambiais podem fazer operações de câmbio. As fintechs utilizam os correspondentes ou corretoras para operarem. Certamente vão entrar com pedido de autorização para fazer as operações diretamente, quando isso for permitido, gerando concorrência.

Velloni lembra que a parte de regulação desse mercado não vai mudar, o que mantém os controles rígidos, mas os processos tendem a ser simplificados.

Menos

Copom discutiu elevação de juros para março, e não janeiro, indica Campos Neto

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Exame - SP   12/02/2021

Parte do mercado fez uma interpretação equivocada sobre o dissenso que ocorreu na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ao entender que alguns diretores já teriam defendido alta da Selic para janeiro, e não março, disse nesta quinta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Em evento do banco JPMorgan, Campos Neto também frisou que a comunicação sobre a divergência entre os membros do Copom não é uma sinalização de política monetária, mas apenas parte do esforço do BC de aumentar a transparência da sua comunicação.

“Quanto tentamos ser transparentes sobre a discussão de que alguns membros gostariam de começar a conversar sobre uma normalização das taxas houve uma interpretação equivocada. Acho que algumas pessoas interpretaram isso erradamente como sendo janeiro, e não março”, afirmou Campos Neto.

O presidente do BC disse que essa leitura feita por parte do mercado seria contraditória com a política de transparência advogada pela autoridade monetária.

“Se você tinha membros que de fato achavam que a gente devia ter elevado em janeiro, teriam votado nisso e sido bem claros”, disse Campos Neto.

“Se nós estamos falando que vamos ser mais transparentes, para nós estava meio que implícito que, quando mencionamos isso, as pessoas entenderiam isso como sendo março, não janeiro”, afirmou. “Entendo que poderíamos ter sido mais claros sobre isso. Usei todos os eventos que tive para comunicar claramente que esse não era o caso, que as pessoas estavam falando sobre março”, acrescentou.

O Copom manteve a taxa básica de juros em 2% na sua última reunião, em 19 e 20 de janeiro, mas comunicou, em sua ata, que alguns membros avaliaram que o colegiado “deveria considerar o início de um processo de normalização parcial, reduzindo o grau ‘extraordinário’ dos estímulos monetários”.

Esses membros questionaram se esse grau de estímulo ainda seria adequado “frente à normalização do funcionamento da economia observada nos últimos meses”, segundo o documento.

O entendimento que predominou foi que, em meio às incertezas acima do nível usual, o Copom deveria aguardar a divulgação dos próximos dados sobre a pandemia, a atividade econômica e a política fiscal antes de definir os próximos passos da política monetária.

Campos Neto disse que o fato de o BC comunicar um dissenso não deve ser interpretado como uma sinalização sobre sua política monetária. “Fomos muito claros de que isso (o dissenso) não foi um sinal”, afirmou.

Ele afirmou, ainda, que o aumento da transparência por parte da autoridade monetária envolve um processo de aprendizagem e que ela se torna ainda mais importante no novo ambiente de autonomia do BC – a qual se tornará realidade a partir da sanção da lei da autonomia aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Deputados.

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Brasil e Reino Unido criam canal para negociar acordo de livre comércio

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Globo Online - RJ   12/02/2021

Brasil e Reino Unido deram o primeiro passo para iniciar negociações para um acordo de livre comércio, enquanto o avanço em um entendimento com a União Europeia segue travado por resistência de alguns membros do bloco, como a França.

O canal de diálogo entre os dois países será um comitê agrícola bilateral. O colegiado foi criado nesta quinta-feira, com a assinatura de um memorando entre a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais daquele país, George Eustice, que participaram de cerimônia virtual.

Segundo o secretário de relações internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Ribeiro, antes da saída dos britânicos da União Europeia (UE) — o Brexit — qualquer discussão sobre comércio com outros países teria de passar pelo bloco europeu.

Agora ficará mais fácil corrigir problemas e melhorar o fluxo de comércio de bens e serviços entre empresas brasileiras e britânicas. Mas Ribeiro sabe que o nível de exigência do Reino Unido será o mesmo da UE. O novo comitê servirá para resolver pendências.

— Mesmo afastado da UE, o Reino Unido manterá os mesmos padrões sanitários e as mesmas preocupações com o meio ambiente. Mas agora teremos um canal que não existia — disse o secretário.

Em setembro do ano passado, o Reino Unido e a União Europeia divulgaram consultas públicas, para implementar medidas contra empresas que importam de países que cometem crimes ambientais.

Os britânicos, especificamente, disseram estar preocupados com o uso de produtos de nações com alto risco de desmatamento e, por isso, querem elaborar uma nova lei proibindo as importações de empresas localizadas nesses mercados. Citaram Brasil e Indonésia como exemplos. O processo ainda não foi concluído.

— Se algo for cobrado, a ministra dirá que o Brasil é um país que se importa com o meio ambiente, tem uma matriz energética limpa e uma agricultura sustentável. Mas o tema é tratado no Ministério do Meio Ambiente e Itamaraty — disse Ribeiro.

No caso da União Europeia, Ribeiro informou que a fase atual é de análise jurídica dos documentos e que, ainda neste semestre o acordo será assinado pelos líderes dos dois blocos. Em uma segunda etapa, o tratado será votado nos parlamentos. Ele esclareceu que a parte comercial está fechada será possível discutir alguma declaração adicional na parte política do tratado.

No evento, a ministra convidou as autoridades britânicas a visitarem Brasil e conhecerem os projetos de sustentabilidade do agro, pouco conhecidos no exterior, como o Programa de Bioinsumos. Ressaltou que há, no Plano Safra, linhas de crédito para ações de sustentabilidade. A visita deve ocorrer ainda este ano.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que as exportações do setor agropecuário brasileiro para o Reino Unido cresceram 5% em valor, no comparativo 2019/2020, evoluindo de US$ 1,031 bilhão para US$ 1,087 bilhão.

Os principais produtos do exportados em 2020 foram soja, aves (frango e peru), frutas (como melões, uvas, melancias, goiabas e mangas), preparações alimentícias, conservas de origem bovina, café, açúcar e etanol.

Um acordo de livre comércio com o Reino Unido também é de interesse da indústria brasileira, que considera o Brexit uma oportunidade histórica. A avaliação é que as economias dos dois países têm alto grau de complementaridade.

Segundo uma nota da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao sair da UE, o Reino Unido está recomeçando sua política industrial do zero. Com isso, é possível negociar uma série de acordos, como livre comércio, investimentos, previdenciário e pelo fim da dupla tributação no comércio e nos investimentos.

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A competitividade dos produtos industrializados

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O Estado de S.Paulo - SP   12/02/2021

Embora a corrente de comércio exterior (exportações mais importações) do Brasil tenha diminuído no ano passado, por causa da pandemia de covid-19, o saldo comercial aumentou, porque as exportações caíram menos do que as importações. O desempenho do comércio exterior da indústria de transformação, no entanto, foi pior do que o de outros setores.

Há quatro anos, as exportações de produtos industrializados apresentam resultados mais fracos do que o total exportado pelo País. Quando as vendas totais crescem, as de bens industriais crescem menos; quando o total diminui, o de produtos industrializados encolhe mais.

Ao analisar os dados do ano passado, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) observou que os resultados foram afetados pela contração do comércio mundial, mas também “pela falta de competitividade do produto nacional, derivada de uma série de distorções internas”, entre as quais o sistema tributário, a má qualidade da infraestrutura e outros itens do chamado “custo Brasil”. A desvalorização cambial evitou que os resultados fossem ainda piores.

Quando se decompõe a pauta de bens industrializados de acordo com a intensidade tecnológica dos produtos, fica claro que a perda de competitividade é mais acentuada entre os de alta tecnologia.

No ano passado, as exportações de bens da indústria de transformação diminuíram 12,1% (as vendas totais caíram bem menos, 6,9%). As vendas de bens de alta tecnologia caíram 37,2%. O resultado se deveu principalmente à redução de 45,7% das exportações do ramo aeronáutico.

Essa queda é bem mais acentuada do que as dos demais produtos industrializados. As de média-alta tecnologia diminuíram 20,6%, em razão da redução das exportações da indústria automobilística.

Os dois resultados aprofundaram “ainda mais a tendência de perda de participação dos ramos mais intensivos em tecnologia nas exportações industriais do Brasil”, destaca o estudo do Iedi. Mantida a tendência, o Brasil perderá presença no segmento, o de alta tecnologia, que apresenta os resultados mais expressivos no comércio internacional.

A discreta recuperação do total das exportações industriais no quarto trimestre do ano passado não alterou essa tendência.

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MINERAÇÃO

  CSN Mineração encerra melhor início de ano para IPOs e deve captar R$ 7 bi

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O Estado de S.Paulo - SP   12/02/2021

A CSN Mineração, subsidiária da CSN e detentora da famosa mina Casa de Pedra, encerra hoje a primeira janela (como é conhecido no mercado financeiro o período de oportunidade de captação de recursos) de 2021 para ofertas de ações. A emissão pode movimentar pouco mais de R$ 7 bilhões, se for levado em conta o preço médio de R$ 10 por ação. Já há demanda excedente para a oferta e fundos estrangeiros são os que compõem o maior grupo, apurou o Broadcast.

O preço da ação na oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) da CSN Mineração acontece hoje. A estreia na B3 está marcada para o dia 18, quinta-feira. O IPO da CSN Mineração tem os bancos Morgan Stanley, XP, BoFa, Bradesco BBI, BTG Pactual, UBS-BB, Caixa, Citi, Fibra, JPMorgan, Safra, e Santander como coordenadores.

A operação da CSN fecha uma janela considerada a melhor da história da Bolsa, com cerca de R$ 40 bilhões em ofertas iniciais e subsequentes, entre janeiro e fevereiro. Nesta conta estão também as ofertas iniciais da Eletromídia, empresa de marketing eletrônico em espaços públicos, e da Orizon, que faz gestão de resíduos e geração de biogás. Elas têm perspectiva de girar R$ 1,17 bilhão e R$ 645 milhões, respectivamente. Considerando as três operações que serão conhecidas hoje, o saldo de IPOs desta semana é de mais de R$ 12 bilhões.

A estreia da Eletromídia na Bolsa será no dia 17, quarta-feira. A faixa de preço proposta para a oferta é de R$ 17,81 a R$ 23 por ação. A demanda estaria em torno de cinco vezes, conforme apurou o Broadcast.
CSN atraiu estrangeiros que gostam de fazer cheques mais polpudos

O IPO da CSN Mineração é uma boa oportunidade para investidores de fora do País, por conta do alto valor dos ativos que compõem a empresa. O volume elevado da oferta atrai esse grupo, que normalmente gosta de preencher cheques mais gordos.

Os estrangeiros vêm sendo bastante aguardados pelos estruturadores de ofertas, já que têm um bolso mais recheado. Com isso, os vários lançamentos de ações previstos para chegar à Bolsa este ano seriam feitos mais rapidamente. Porém, as incertezas locais relacionadas a reformas, disciplina fiscal e vacinação ainda limitam um ingresso mais agressivo desse grupo, cuja presença tem crescido gradualmente nas últimas ofertas.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 11/02/2021, às 17:27:22.

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Acordo para reparar danos do desastre de Brumadinho é questionado no STF

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Consultor Jurídico - SP   12/02/2021

A Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (Anab) e o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), juntamente com o Psol e o PT, ajuizaram uma ADPF pedindo que o Supremo Tribunal Federal garanta aos atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, a participação "prévia, livre e informada" na negociação entre a Vale e o estado de Minas Gerais para acordo de reparação dos danos causados pelo desastre.

Liminarmente, eles pedem que seja suspensa a homologação do acordo de indenização pactuado entre a empresa e o estado, por ter sido conduzido, segundo eles, de forma inadequada, inclusive com o intermédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o aval das instituições de Justiça do estado.

"A intenção de colocar um fim prematuro no processo de negociação com a empresa para reparação dos danos causados à sociedade tem colocado em xeque preceitos fundamentais do Estado Democrático de Direito", afirmam.

Para as entidades e os partidos, o acordo anunciado é "rebaixado e insuficiente" para assegurar o financiamento de medidas de reparação integral dos danos socioambientais e socioeconômicos decorrentes do rompimento das barragens de rejeito de minério da mina do Córrego do Feijão.

Isso porque o valor de R$ 37,68 bilhões fechado pela mineradora para indenizar o governo do estado pela tragédia é bem inferior aos R$ 54,6 bilhões previstos inicialmente para financiar as medidas de reparação.

"Percebe-se, então, que o impedimento da participação das pessoas atingidas tinha o objetivo de impedir qualquer impugnação a um acordo que, evidentemente, não é adequado para assegurar a reparação integral dos danos", argumentam.

No mérito, pedem que o Supremo determine que todos os atos, judiciais e administrativos sejam públicos, com o levantamento da cláusula de confidencialidade imposta pelo Judiciário de Minas Gerais, além da garantia de participação dos atingidos no processo de negociação, na decisão final sobre os termos do acordo e na assinatura.

Defendem, também, que é indispensável a prévia autorização da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais para a validade do acordo, por meio da aprovação de lei que autorize sua celebração em respeito às legislações aplicáveis ao orçamento público.

Eles solicitam, por fim, que seja mantido o pagamento do auxílio emergencial às famílias de forma cautelar, enquanto durar o procedimento de consulta prévia das comunidades. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

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Minério de ferro sobe 2,4% e toca máximas com demanda chinesa no radar

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Brasil Mining - SP   12/02/2021

Os futuros do minério de ferro na China saltaram para o maior nível em três semanas nesta quarta-feira, caminhando para fechar a semana com alta de mais de 5%, após um impulso por expectativas de melhora na demanda pelo material usado na fabricação do aço após o feriado de Ano Novo Lunar na China.

Maior produtora de aço do mundo, a China, que abriga também os mercados futuros mais líquidos para o minério de ferro, entrará a partir de quinta-feira no feriado, com duração de uma semana.

O contrato do minério de ferro para entrega em maio na bolsa de commodities de Dalian subiu 2,4%, para 1.071,50 yuanes (166,43 dólares) por tonelada, após tocar 1.072 yuanes mais cedo, marcando a quinta sessão de altas e tocando o maior nível desde 22 de janeiro.

Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro para março subiu 1,5%, para 160,95 dólares por tonelada.

Expectativas de que a oferta global siga apertada também apoiaram os preços, apesar de projeções de uma maior produção da brasileira Vale (VALE3).

“Os aumentos de oferta dos grandes fornecedores de baixo custo estará restrito de novo”, disse o economista Justin Smirk, do Westpac Group na Austrália, que projeta um déficit de cerca de 27 milhões de toneladas no mercado neste ano.

A produção das mineradoras australianas deve crescer apenas marginalmente, o que fará com que a Vale seja crucial para a recuperação da oferta em geral, acrescentou ele.

A Westpac espera que a produção global de aço cresça em torno de 5% neste ano, com alta de 2% na China. Ela projeta avanço de 4% nas importações chinesas de minério de ferro, após alta de 12% neste ano.

No aço, o vergalhão na bolsa de Xangai avançou 0,8%.

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Máquinas e Equipamentos

Hyundai confirma compra da Doosan Infracore

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Construção Latino-americana - SP   12/02/2021

A Huyndai Heavy Industries confirmou a aquisição da Doosan Infracore por um valor equivalente a 635 milhões de euros.

Com seu sócio de consórcio, KDB Investment, a Hyundai assinou o contrato formal para adquirir uma participação de 34,97% na empresa em 5 de fevereiro, o que lhe confere o controle da empresa. Segundo a Hyundai, a Doosan Infracore conservará seu sistema de gestão independente e serão feitos todos os esforços possíveis para manter os níveis de empregados atuais.

A companhia também disse que espera que o acordo eleve ambas as empresas aos mais altos níveis do mercado global da construção, através de uma combinação de economias de escala e investimento em tecnologias avançadas, incluindo a eletromobilidade e a automação.

“Estamos felizes de ter sob nosso guarda-chuva a Doosan INfracore, a maior fabricante nacional de máquinas de construção, com grandes talentos e conhecimentos, e sentimos uma grande responsabilidade em fazer da empresa um melhor negócio. Não economizaremos esforços para investir em tecnologias futuristas para nos manter em dia com o fluxo no mercado das empresas para melhorar sua posição de primeiro nível no mercado mundial”, afirmou o presidente da Hyundai Heavy Industries, Kwon Oh-gap.

A Hyundai está adquirindo esta participação na Doosan Infracore, propriedade da Doosan Heavy Industries & Construction. As ações restantes da Infracore são cotadas em mercado em Seul. A maioria das ações é fragmentada por muitos investidores, de maneira que a Hyundai é a controladora.

O acordo não inclui a Doosan Bobcat. A Doosan Infracore tem 51% da Doosan Bobcat, e o resto das ações é cotado na bolsa de Seul. A participação de 51% será transferida para a outra parte do grupo Doosan antes que a Hyundai complete a aquisição de 35% da Doosan Infracore.

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AUTOMOTIVO

Polo automotivo Jeep é o primeiro complexo industrial carbono neutro da América Latina

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Portal Fator Brasil - RJ   12/02/2021

Rede de Concessionários Também Vai Alcançar a Neutralidade. Todos os 16 fornecedores do Polo se juntam à Planta Jeep, que já era Carbono Neutro desde 2017, para formar o primeiro complexo industrial da região a alcançar tal status. Rede de Concessionários Jeep no Brasil comprometeu-se a também alcançar a neutralidade de carbono ainda este ano. Compromisso da Jeep com a redução e neutralidade em emissões passa ainda por novidades no portfólio de produtos.

Em mais um importante passo no compromisso da Jeep com a sustentabilidade e o respeito à natureza, o Polo Automotivo de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, acaba de ser confirmado como o primeiro complexo industrial multiplantas carbono neutro da América Latina. A planta Jeep já detinha desde 2017 o Selo Ouro do Programa GHG Protocol Brasil, que tem como objetivo estimular empresas a quantificar e gerenciar emissões de Gases de Efeito Estufa (GHG, na sigla em inglês). Agora, todas as 16 fábricas que compõem o Parque de Fornecedores também aderiram a iniciativas de compensação de emissões, por meio do programa Amigos do Clima, tornando todo o Complexo Industrial neutro graças a uma estratégia combinada de redução e compensação de emissões.

— Trata-se de uma conquista muito importante, alcançada graças ao compromisso com o desenvolvimento sustentável que nós e nossos fornecedores compartilhamos — afirma Antonio Filosa, Chief Operating Officer (COO) da Stellantis para a América do Sul. — A Stellantis já nasceu com a visão de buscar a neutralidade de carbono. Desta forma, damos um passo muito importante com este marco inédito para toda a indústria sul-americana. E muitas outras iniciativas vêm por aí—.

A Rede de Concessionários Jeep também se comprometeu com a causa da neutralidade, buscando iniciativas para a redução e compensação de emissões em todas as 200 lojas espalhadas pelo Brasil. — Em total sintonia com os valores da marca e inspirados pela conquista histórica do Polo Automotivo Jeep, apresentamos o programa à nossa associação e o interesse foi imediato. Agora, vamos trabalhar em conjunto com todos os concessionários para que sejamos a primeira Rede Jeep do mundo a alcançar a marca de Carbono Neutro — afirma Everton Kurdejak, diretor comercial da Jeep para o Brasil.

Mas o compromisso da Jeep vai além, estendendo-se também ao portfólio. — Desenhamos para a marca uma estratégia com três passos claros dentro do tema de emissões de carbono no Brasil. O primeiro foi alcançado com o Polo Industrial Jeep. O próximo, passa pelo compromisso da nossa Rede de Concessionários. O último, mas não menos importante, vem com a eletrificação do nosso portfólio, que já está em curso no exterior. Teremos novidades importantes para oferecer ao consumidor brasileiro ainda este ano — antecipa Alexandre Aquino, Head da Marca Jeep para a América Latina.

Marco inédito na Indústria — O Polo Automotivo Jeep, inaugurado em 2015, tornou-se referência em iniciativas socioambientais, com programas que abrangem desde as operações até o trabalho realizado junto às comunidades do entorno. A conquista do Selo Ouro do Programa GHG Protocol Brasil pela Planta Jeep, em 2017, impulsionou um trabalho coordenado para a neutralização de todo o Polo Automotivo através do desenvolvimento de processos para reduzir e neutralizar emissões de gases de efeito estufa geradas pela manufatura.

— Começamos a envolver nesse esforço as empresas que fazem parte do nosso Parque de Fornecedores. Já temos um trabalho integrado com essas empresas e foi natural estendermos também para nossos objetivos de diminuir a pegada de carbono do Polo, tornando as nossas operações ainda mais sustentáveis. Treinamos os parceiros, começamos a fazer todo o inventário e hoje conseguimos esse marco tão importante — comemora Renato Cortez, gestor de EHS (sigla em inglês para a área dedicada ao meio ambiente, saúde e segurança) do Polo Automotivo Jeep.

Cortez destaca ainda que a redução do indicador de emissões do Polo Jeep vem acontecendo gradativamente, desde o início de suas operações. Em 2020, por exemplo, houve uma redução de 18% do indicador em comparação com os resultados de 2019.

Para Sérgio Marques, Plant Manager da CMA, empresa que faz parte do Parque de Fornecedores, a conquista da neutralização de carbono é o reconhecimento de um esforço diário por parte de todos que fazem parte do Polo. “A nossa base está, sobretudo, no compartilhamento de ideias. Todos os nossos colaboradores pensam, a todo momento, como podemos contribuir de forma inovadora e simples. A troca de experiências acontece também entre as empresas”. Marques enumera algumas ações que visam a eficiência energética, com a redução de consumo de gás natural e eletricidade, tais como uso de robôs inteligentes com sistema de arrefecimento em stand by, uso de iluminação natural e lâmpadas de led, utilização de empilhadeiras elétricas, entre outras.

Um Polo sustentável — Inaugurado em 2015, a Jeep também foi a primeira planta no Nordeste a ser Aterro Zero. Cem por cento dos resíduos gerados no processo produtivo são enviados para a reciclagem e reutilização. Os resíduos são encaminhados para a Ilha Ecológica do Polo, onde acontece o gerenciamento de 13 mil toneladas mensais de resíduos. Atualmente, 88% dos contratos de destinação de resíduos são com empresas da região, impulsionando o entorno do Polo e o desenvolvimento da cadeia da reciclagem local, com a criação de oportunidades de novos negócios.

A gestão hídrica do Polo também é destaque. Desde o início das operações, houve a redução de 46% do consumo de água por veículo produzido, além de alcançar o índice de 99,5% de reuso de água do processo industrial. O máximo reaproveitamento faz com que os recursos naturais sejam preservados e otimizados. Em um mês, cerca de 23 mil metros cúbicos de água deixam de ser captados da rede pública de abastecimento, o equivalente a seis piscinas olímpicas ou ao consumo médio mensal de 6,8 mil pessoas.

Outra iniciativa é o Programa de Biodiversidade. Uma área que antes era ocupada por monocultura de cana-de-açúcar está sendo reflorestada com mudas do bioma original da Mata Atlântica. Até 2024, serão criados 304 hectares de área verde e corredores ecológicos. Até hoje, foram plantadas mais de cem mil mudas de 295 espécies diferentes, 27 delas em extinção. O objetivo é chegar a 208 mil mudas até 2024.

Perfil — A Stellantis é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo e provedora de mobilidade, guiada por uma visão clara: oferecer liberdade de movimento com soluções de mobilidade diferenciadas, acessíveis e confiáveis. Além da rica herança e ampla presença geográfica do grupo, seus principais pontos fortes residem em seu desempenho sustentável, profundidade de experiência e os talentos abrangentes de empregados que trabalham em todo o mundo. A Stellantis irá alavancar seu amplo e icônico portfólio de marcas, no espírito dos visionários que as inspiraram com paixão e com um espírito competitivo que sensibiliza empregados e clientes da mesma forma. A Stellantis aspira a se tornar a melhor, não a maior, ao mesmo tempo em que cria valor agregado para todos os públicos de interesse, bem como para as comunidades nas quais opera.

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Audi suspende produção de carros no Brasil

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Auto Esporte - SP   12/02/2021

Depois da Mercedes e Ford, é a vez da Audi interromper sua linha de montagem no Brasil. A diferença é que, ao contrário das rivais, a marca do Grupo Volkswagen trata o ocorrido como uma suspensão, e não um encerramento definitivo da produção nacional. Ao menos por enquanto.

A fabricante já tinha confirmado o fim da produção do A3 Sedan em dezembro e a retirada do modelo no site da marca oficializou a saída do carro no mercado. Em nota, a Audi explica que aguarda uma decisão externa e a entrega do dinheiro do IPI por parte do governo para confirmar um novo produto para ser montado em São José dos Pinhais (PR).

"Boa parte dessa decisão passa pela definição do que irá ocorrer com os créditos de IPI acumulados durante os anos de Inovar-Auto e que não foram integralmente devolvidos", explica a Audi. Segundo a empresa, o governo deve R$ 289 milhões às três alemãs premium que abriram linhas de montagem no país. O valor se refere a benefícios oferecidos pelo governo em troca da produção nacional de carros da Audi, BMW e Mercedes.

A empresa afirma que fez "todos os estudos necessários para trazer um novo modelo para a nossa linha de produção", indicando que a decisão final caberá à matriz, levando em conta fatores locais, incluindo o imbróglio do IPI.

Saiba mais Mais de dez mil trabalhadores serão demitidos após o fim da produção da Ford

Mercedes encerra produção de carros em Iracemápolis (SP)

Impasse alemão
Essa é a segunda vez que a Audi deixa de fabricar no Brasil. A outra ocasião foi em 2006, com o término da montagem local da primeira geração do A3. O hatch era feito junto com o Golf, e a própria fábrica era operada simultaneamente pela Volkswagen e Audi.

De 2006 a 2015 apenas a Volkswagen manteve produção no local. Há seis anos a empresa de Ingolstadt retomou a linha paranaense com os (então) inéditos A3 Sedan e Q3. O SUV compacto deixou de ser fabricado no Brasil em 2019.

Atualmente a fábrica é responsável pela montagem do Fox e do T-Cross. A unidade é cotada para receber a linha da inédita Tarok, picape monobloco feita sobre a plataforma do Polo para concorrer com a Fiat Toro.

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Rodoviário

Governo de MG avalia traçado alternativo para o Rodoanel por impacto ambiental

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O Tempo - MG   12/02/2021

O secretário de Infraestrutura de MG, Fernando Marcato, falou com exclusividade à rádio Super 91,7 FM, nesta quinta-feira (11), no quadro Café com Política, sobre o futuro do Rodoanel e contou que o governo avalia um traçado alternativo para o projeto, a pedido de ambientalistas da Associação Mineira de Defesa do Ambiente - Amda. A obra da região metropolitana de Belo Horizonte, que visa aliviar o trânsito no Anel Rodoviário, só deve ser iniciada em 2023, com entrega prevista para daqui a cinco anos, mas já é alvo de críticas por seu traçado junto às serras dos Três Irmãos, em Ibirité, e da Calçada, em Nova Lima.

"Já nos reunimos por três vezes de janeiro agora com membros da Amda, uma associação séria de defesa do ambiente, e eles nos pediram pra avaliar um traçado alternativo, mais conveniente na visão deles, e estamos avaliando", ponderou. Ele ainda lembrou que traçado deve considerar também o impacto na vida das pessoas. "É equilibrio entre reduzir impacto social e ambiental", disse.

Segundo o secretário, o momento de licenciamento ambiental da obra vai ser "o melhor possível" . "Neste um ano de estudo (do projeto), uma dimensão importante foi a ambiental. A preocupação de todos é a nossa: sabemos que todo projeto de infraestrutura gera impacto, é inevitável: o que a gente tenta fazer é diminuir isso ao máximo", garantiu.

De acordo com Marcato, até o momento, duas áreas sensíveis integram o traçado previso para o Rodoanel. "São as serras Rola Moça e Calçada. Mas na Rola Moça (o traçado) não passa dentro da área de proteção ambiental, margeia. Na Calçada, a gente vai fazer um túnel. Dos 17,6 km da alça sul do Rodoanel, que é a mais sensiível do ponto de vista ambienta, 40% será em viaduto e túnel, que são soluções para diminuir impacto na flora e fauna", disse.

Entenda

O Rodoanel já vem sendo discutido há mais de 20 anos e é a promessa do poder público para a redução de acidentes no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. A ideia é que a infraestrutura desafogue o fluxo de tráfego pesado do Anel e possibilite a queda de cerca de 1.000 acidentes por ano.

A ideia é que o anel viário tenha 100 quilômetros de extensão: 17 quilômetros pela alça Sul; 13,28 quilômetros pela alça Sudoeste; 25,8 quilômetros pela alça Oeste; e 43,9 quilômetros pela alça Norte. A previsão é que 32 mil veículos circulem pelo Rodoanel diariamente. O projeto prevê ainda a retirada de cinco mil caminhões do Anel Rodoviário por dia.

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NAVAL

Renovação do arrendamento do terminal do Porto de Angra dos Reis

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Portal Fator Brasil - RJ   12/02/2021

É tratada em visita técnica da Secretaria de Portos.

Em função dos estudos em curso para renovação do contrato de arrendamento do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR) pela empresa Splenda Port, a diretora do Departamento de Gestão de Contratos de Arrendamento e Concessões da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), Flavia Takafashi, realizou uma visita técnica ao Porto de Angra dos Reis, no dia 04 de fevereiro (quinta-feira).

Pela Companhia Docas do Rio de Janeiro, estiveram presentes o diretor de Negócios e Sustentabilidade, Jean Paulo Castro e Silva; o diretor de Gestão Portuária, Mário Povia; o superintendente de Gestão Portuária de Itaguaí e Angra dos Reis, Alexandre Neves; o gerente do Porto de Angra dos Reis, Anderson Pereira; e o gerente de Gestão de Negócios, Filipe Peixoto. Também participaram do encontro os executivos da arrendatária e representantes da Câmara de Vereadores do município. Depois de conhecerem a infraestrutura e as instalações do terminal, os visitantes assistiram a uma apresentação da Splenda Port, que mostrou seu modelo de atuação, as perspectivas de novos negócios e os investimentos para o terminal.

Segundo o diretor de Negócios e Sustentabilidade da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jean Paulo Castro e Silva, o plano de investimentos da Splenda Port se mostra em sinergia com o crescimento e relevância das atividades offshore no Complexo Portuário de Angra dos Reis, bem como o desenvolvimento turístico ambicionado pelo Governo Federal. — No seu pleito de prorrogação do contrato de arrendamento, a arrendatária apresentou plano de investimentos de R$51,4 milhões, entre aquisição de equipamentos e obras de infraestrutura, que incluem dragagem de berços para 10 metros de profundidade, o que tornará o Porto de Angra dos Reis mais competitivo como base de apoio offshore e também adequado para a atividade receptiva de passageiros — ressaltou o diretor.

A Splenda Port adquiriu o controle acionário do TPAR no final do ano de 2019 e realizou uma série de reuniões com a Diretoria da Docas do Rio para que fossem melhoradas as condições comerciais do arrendamento na renovação do seu contrato.

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MInfra e o progresso intermodal do Brasil

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Porto Gente - SP   12/02/2021

O Brasil precisa tratar o presente, com competência e visão do futuro, para harmonizar sua posição como uma das grandes áreas da Terra e sua constelação de recursos potenciais.

O bom desempenho do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, pode ser bem avaliado, até agora, pela fundamental ruptura que promoveu no viciado e improdutivo sistema portuário brasileiro. Num país de invejáveis dimensão territorial e extensão de costa como é o caso do Brasil, os portos têm um papel econômico e social essencial para impulsionar o progresso. Impossível alcançar produtividade em atividade tão complexa com práticas ineficientes.

Nuvens financeiras preveem mudanças fortes no clima econômico mundial. Atrair investimentos para construir infraestrutura, como vem sendo feito, exige que as nossas exportações cresçam no mesmo ritmo dos empréstimos. Para progredir nessa incerteza econômica é prioridade fazer mais por menos em uma cadeia de valores do comércio marítimo, na qual a produtividade portuária é ainda regida por interesses políticos em vez de critérios comerciais.

A história de sucesso do principal porto do Hemisfério Sul e fator de desenvolvimento do mais pujante estado brasileiro, foi escrita pela Companhia Docas de Santos, uma empresa privada de capital aberto, concessionária por 90 anos do Porto de Santos. Modelo que evoluiu para a atual exploração por outorga, de terminais portuários. Este avanço, entretanto, tem como meta aprimorar a isonomia dentro do porto organizado e aperfeiçoar a concorrência.

Como Portogente sustentava, para agilizar e dar eficácia ao processo de desestatização, foi acertado apartar os portos de Santos e São Sebastião, que eram tratados como um caso único, apesar das suas diferenças abismais. As características desses dois portos possibilitam uma alta capitalização e abre o caminho à absorção do desenvolvimento tecnológico.

Substancial para o progresso, é também exitosa a ação do Ministério da Infraestrutura - Minfra na implantação de vias estratégicas na integração dos diferentes modais, para valorizar o papel dos portos no comércio exterior e aumentar a sua importância como elemento estratégico na formação de capital. A conjuntura econômica mundial exige.

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AGRÍCOLA

Safra de grãos deve ser recorde em 2021, diz IBGE

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Agência Brasil - DF   12/02/2021

O Brasil deve registrar, em 2021, safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa de janeiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a previsão, o país deve produzir 262,2 milhões de toneladas, resultado 3,2% superior ao registrado no ano passado.

A previsão de janeiro para este ano é 0,7% superior (ou seja, mais 1,7 milhão de toneladas) à feita pela estimativa de dezembro do ano passado.

Já a área colhida deve ser de 66,8 milhões de toneladas, ou seja, 2,1% acima da observada no ano passado.

Entre as principais lavouras, a expectativa é de alta nas produções de soja (7,2%), que deve totalizar 130,3 milhões de toneladas; de milho (0,4%), que deve totalizar 103,7 milhões de toneladas; de feijão (4,1%) e de sorgo (0,1%).

Por outro lado, são esperadas quedas na safra de arroz (-0,6%), que deve chegar a 11 milhões de toneladas; na lavoura de algodão herbáceo (16,5%), que deve totalizar 5,9 milhões de toneladas; e na safra de trigo (-6,5%).
Outros produtos

Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também faz estimativas para outros produtos agrícolas importantes do país. Em 2021, são esperadas altas nas safras de laranja (0,8%), que deve somar 15,9 milhões de toneladas; de uva (13,1%), de banana (3,2%) e de tomate (1,2%).

Por outro lado, o ano deve fechar com quedas na produção de cana-de-açúcar (-1,6%), que deve totalizar 667 milhões de toneladas; café (-27,3%), mandioca e batata-inglesa (ambas com recuo de 0,8%).

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