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11 de Agosto de 2021

SIDERURGIA

IstoÉ Online - SP   11/08/2021

– A ArcelorMittal anunciou nesta terça-feira que vai religar o laminador 3 de sua usina de aços longos em Monlevade (MG) a partir de janeiro de 2022, citando demanda do mercado e perspectivas de crescimento econômico.

O laminador, parado desde a montagem em 2015, tem capacidade para 1 milhão de toneladas por ano, mas a ArcelorMittal afirmou que “a produção se dará de forma gradual e alinhada à demanda do mercado”, sendo voltada a fio-máquina destinado a aplicações especiais. A usina tem outros dois laminadores e uma capacidade instalada de 1,2 milhão de toneladas.

O equipamento receberá no acumulado desde 2015 até a reativação 580 milhões de reais em investimentos, sendo que “mais de 90% do valor foi desembolsado na implantação”.

“O objetivo do laminador é garantir o pleno atendimento aos clientes. A forte demanda por aço, especialmente com o avanço da construção civil, e os indicadores econômicos, possibilitaram a operação do laminador”, afirmou a ArcelorMittal.

No final de abril, a ArcelorMittal retomou a operação da aciaria de sua usina em Barra Mansa (RJ), que estava paralisada desde janeiro de 2019.

Na semana passada, a rival Gerdau anunciou que vai instalar um novo laminador de bobinas a quente na usina de Ouro Branco (MG), com capacidade para 250 mil toneladas por ano, além de uma nova máquina de perfis estruturais com capacidade para 500 mil toneladas anuais.

Diário do Aço - MG   11/08/2021

Os resultados do setor siderúrgico mineiro e brasileiro para o primeiro semestre deste ano foram surpreendentes. Somados, os lucros líquidos da CSN; Gerdau e Usiminas alcançaram R$ 17 bilhões de reais, valores muito acima de qualquer expectativa positiva. Estes valores foram impulsionados tanto pelo fato de que estas três Usinas são integradas, produzindo e exportando sua matéria prima, como pelo grande aumento do preço do aço, ocasionado pela redução de oferta e pela retomada da produção industrial neste semestre. No caso da Gerdau, há uma notícia promissora: a empresa investira´ em Ouro Branco cerca de 500 milhões de dólares na expansão da sua produção.

Tais resultados são muito expressivos, sobretudo se levarmos em conta que a indústria siderúrgica brasileira, como a de outros países do mundo, viu-se ameaçada pela avassaladora produção siderúrgica chinesa. Entre 2007 e 2020, a China passou de 37 para 57 por cento da produção mundial. A América Latina reduziu sua participação de 4 para 2 por cento do total. Há enorme capacidade ociosa no parque siderúrgico mundial, o que se constitui em mais um desafio para o setor.

Para Minas Gerais são resultados muito promissores: nosso estado possui tradição histórica na produção de aço e nosso parque siderúrgico representa 33% da produção nacional de aço, que hoje chega a 34 milhões de toneladas ano. O cenário positivo referido acima deve se estender para a Vallourec Mannesman, Arcelor Mittal e Aperam, que complementam o parque siderúrgico mineiro.

Neste momento de recuperação, uma pergunta surge: Pode a siderúrgica brasileira se soerguer e contribuir para a reestruturação da indústria nacional? Quais ações podem ser tomadas para alavancar este crescimento?

Esta discussão é muito atual e necessária e sua resposta deverá vir das autoridades governamentais, cuja função é pensar o fortalecimento do país como nação e torná-lo respeitado e fortalecido internacionalmente.

A Usiminas partiu de um lucro líquido de 192 milhões de reais no 1º trimestre de 2020 para 4,54 bilhões no segundo trimestre de 2021. Este fantástico resultado não foi apenas devido à compra e venda de seus produtos. Foi influenciado também pela obtenção de créditos fiscais e variações cambiais, além do aumento do preço do aço.

A História da empresa é de superação. Seus dirigentes redefiniram sua trajetória a partir de 2016, quando sua dívida foi renegociada e houve aumento do capital da empresa. O passo seguinte foi a consagração do acordo de acionistas firmado em 2018, que pôs fim a uma disputa societária que estava se transformando numa luta fraticida, destinada a levar a Companhia ao fracasso.

A empresa reestruturou também sua governança corporativa, traçando seus pilares e buscando uma política de crescimento baseada no fortalecimento e diálogo dos seus stakeholders, os chamados pilares: pessoas; clientes e resultados. A partir daí veio a construção do futuro, com a retomada do Alto Forno 1 em Ipatinga; inovações em Itatiaiuçu; novos produtos e uma série de melhorias para os clientes. Os programas ‘Garimpando Oportunidades e “Caminhos do Vale” expressam esta mudança.

Como resultado, sua imagem foi totalmente remodelada: hoje temos uma siderúrgica integrada; pujante; lucrativa, com faturamento de R$ 16,7 bilhões de reais, apenas no primeiro semestre deste ano.

A pergunta que não quer calar é se a Usiminas irá seguir o caminho da Gerdau e investir na manutenção e expansão da sua capacidade produtiva, ou até mesmo na agregação de valor aos seus produtos. O capital votante da Usiminas é formado majoritariamente pelos grupos Nippon Steel e Ternium Tenaris, que controlam o Conselho de Administração. A estratégia internacional destes grandes conglomerados será decisiva na implementação dos planos futuros de investimento da Companhia.

A companhia prevê 600 milhões de investimentos para este ano, porém, o término da reforma do alto-forno 3, o maior da companhia, com capacidade de produzir 7.500 toneladas dia, está programado para 2023.

A indústria siderúrgica brasileira – e o país como um todo – necessita da recuperação do seu setor industrial pois, sem indústria forte, o país corre o risco de se tornar um eterno exportador de matérias primas e bens semiacabados.

Construção Latino-americana - SP   11/08/2021

A siderúrgica chilena Grupo CAP forneceu os números do primeiro semestre de 2021, onde o faturamento foi de US$ 2.086 milhões, o que representa um crescimento de 96% em relação ao mesmo período de 2020.

Por sua vez, o lucro bruto do primeiro 6 meses deste ano somaram US$ 1.222 milhões, sendo 405% superior ao primeiro semestre do ano passado.

Lucro Líquido do período foi de US$ 531,3 milhões e o EBITDA de US$ 1.275,5 milhões. Ambos os números foram cerca de 900% e 340% maiores do que no mesmo período de 2020. Esses resultados são explicados pelo aumento das receitas em todas as áreas da siderúrgica e pelos aumentos na produção e nos embarques da siderúrgica.

Números da siderúrgica foram positivos em todas as suas áreas de negócios. Por exemplo, a Compañía Minera del Pacífico CMP, graças ao aumento do valor de mercado do aço em 129,5%, obteve maiores receitas de vendas, atingindo US$ 817 milhões. Paralelamente, na Compañía Siderúrgica Huachipato (CSH), a produção de aço melhorou 14% em relação ao período de análise.

“Os bons resultados financeiros obtidos pelo CAP refletem não só as condições de mercado favoráveis tanto para o ferro como para o aço, mas também a recuperação e superação dos níveis de produção e atividade dos anos anteriores nos diferentes segmentos de negócios do Grupo CAP, alcançando otimizações de custos e início da implantação de uma estratégia sustentável na empresa ”, disse o gerente geral da CAP, Julio Bertrand.

O executivo acrescentou que “este ano estamos fazendo investimentos de US $ 459 milhões, dos quais US $ 359 milhões estão sendo alocados em programas de manutenção e sustentabilidade nos diferentes segmentos de negócios do Grupo CAP e US $ 100 milhões em projetos de crescimento no negócio de mineração, como a Fase VI da Mina Los Colorados, em Atacama e a Fase V Norte em Minas El Romeral, na região de Coquimbo ”.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   11/08/2021

Em meio à perspectiva de uma recuperação econômica robusta no segundo semestre, os riscos fiscais e a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços levaram o Banco Central a adotar uma política monetária mais contracionista. A avaliação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada hoje (10).

No encontro da semana passada, o Copom elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 4,25% para 5,25% ao ano e já sinalizou que deve fazer um ajuste da mesma magnitude na próxima reunião, em setembro, mantendo o ciclo de elevação da taxa de juros para patamar acima do neutro, “para que se obtenha projeções em torno das metas de inflação no horizonte relevante”. O juro neutro é aquele adequado para estimular a economia sem gerar instabilidade na inflação ao longo do tempo.

“O comitê ponderou que os riscos fiscais continuam implicando um viés de alta nas projeções. Essa assimetria no balanço de riscos afeta o grau apropriado de estímulo monetário, justificando assim uma trajetória para a política monetária mais contracionista [de conter o avanço da inflação] do que a utilizada no cenário básico”, diz a ata.

Para decidir sobre a elevação da Selic, o comitê estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em torno de 6,5% para 2021, 3,5% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 7% ao ano, em 2021 e 2022, e reduz-se para 6,5% ao ano em 2023. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 10% para 2021 e 4,6% para 2022 e 2023. O Copom adotou ainda uma hipótese neutra para a bandeira tarifária de energia elétrica, que se mantém em Vermelha - patamar 1, em dezembro de cada ano.

A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.
Riscos

Para o BC, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. “Por um lado, uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento recente nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico. Por outro lado, novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia de covid-19 que pressionem a demanda agregada e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco do país”, avaliou o Copom.

“Apesar da melhora recente nos indicadores de sustentabilidade da dívida pública, o risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”, completa a ata.

De acordo com o documento, a inflação ao consumidor continua se revelando persistente e os últimos indicadores divulgados mostram composição mais desfavorável de preços, como a “surpresa com o componente subjacente da inflação de serviços [em meio à reabertura do setor] e a continuidade da pressão sobre bens industriais, causando elevação dos núcleos”. “Além disso, há novas pressões em componentes voláteis, como a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos, ambos decorrentes de condições climáticas adversas. Em conjunto, esses fatores acarretam revisão significativa das projeções de curto prazo”, diz a ata.

Nesse sentido, o Copom considera que, neste momento, a estratégia de ser “mais tempestivo” no ajuste da política monetária é a mais apropriada para assegurar a convergência da inflação para as metas de 2022 e 2023. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz.
Recuperação da economia

De acordo com a ata, os últimos dados sobre a evolução da atividade econômica do país continuam evoluindo positivamente. Para o Copom, o segundo semestre do ano deve mostrar uma retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente.

Por outro lado, embora a ociosidade da atividade como um todo evolua rapidamente para retornar ao nível do fim de 2019, “o comitê considera que a pandemia ainda segue produzindo efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos e, em particular, sobre o mercado de trabalho, com consequências para a dinâmica recente e prospectiva da inflação”.

Matéria alterada às 11h38 para alterar data no primeiro parágrafo. Ata do Copom foi divulgada hoje (10) e não hoje (23), como publicado inicialmente.

Exame - SP   11/08/2021

A palavra tem poder. Sabem os oradores, os pregadores, os políticos e os bancos centrais. A palavra escrita vale ainda mais. Dizem, tem poder de lei. Não é à toa, que as atas das reuniões de política monetária de qualquer banco central são ansiosamente aguardadas e analisadas com lupa pelos mercados financeiros no mundo inteiro. Aqui não é diferente. Inclusive, porque o Banco Central do Brasil de Roberto Campos Neto prima por uma transparência que entrega em seus documentos. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – que elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 5,25%, na maior alta em 18 anos – é objetiva e clara quanto ao propósito do BC e, por tabela, quanto à trajetória da taxa básica de juro: a inflação ainda é uma ameaça e o juro continuará subindo.

Na ata publicada nesta terça-feira, o Copom confirma a necessidade de “elevações de juros subsequentes, sem interrupção, até patamar acima do neutro para que se obtenha projeções em torno das metas de inflação no horizonte relevante”. Aponta 7% como taxa a ser alcançada para que a expectativa de inflação fique ancorada. O documento reconhece como apropriado um ciclo de elevação do juro para patamar consistente com “política monetária contracionista”. E também alerta que a longa sequência de choques e revisões das expectativas de inflação numa única direção – para cima – pode gerar um aumento da percepção de inércia inflacionária.

Para quem duvida da transparência do BC, a ata sugere que o Copom foi traído pela semântica. A exemplo da ata da reunião de junho, o documento divulgado nesta terça repete “inflação” 31 vezes e “fiscal” 2 vezes. Caindo em desuso, “neutro”, como patamar para taxa de juro, é mencionado 1 vez. Em junho, foram 2 vezes. Nesta ata de agosto, porém, o comitê estreou “inércia” referindo aos riscos colocados pela persistente inflação; também trouxe ao texto a política monetária “contracionista”. E não economizou quanto às “expectativas”. O substantivo foi repetido 8 vezes, quase três vezes mais que na ata anterior.

A ata do Copom, ao lado do Relatório Trimestral de Inflação, é o documento de maior impacto elaborado pelo Banco Central e as novidades semânticas apresentadas ou reforçadas nesta edição de agosto não poderiam ser mais apropriadas. Afinal, a inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA que é a referência para a nossa política de metas de inflação, chegou a 8,99% em 12 meses. Numa “conta de padaria”, pela simplicidade, o juro real é negativo em mais de 3%.

Globo Online - RJ   11/08/2021

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou sua projeção de inflação para 2021 de 5,8% na última reunião para 6,5% na ata divulgada nesta terça-feira. Com isso, a expectativa de que o índice este ano fique acima do teto da meta se mantém.

A meta de inflação este ano é de 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Caso o BC não consiga atingir essa meta, o seu presidente, Roberto Campos Neto, deverá enviar uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando as razões e o que será feito para manter a inflação na meta no próximo ano.

Na ata da reunião que decidiu pela elevação dos juros para 5,25%, o Copom avalia que a inflação ao consumidor é persistente, com surpresas no setor de serviços, com a retomada da mobilidade, e a pressão por bens industriais.

Energia e alimentos

“Além disso, há novas pressões em componentes voláteis, como a possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos, ambos decorrentes de condições climáticas adversas”, diz a ata.

O documento ainda mostra que o risco fiscal, de possíveis prolongamentos de políticas fiscais de resposta à pandemia, segue contribuindo para trajetórias de inflação “acima do projetado”.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira que registrou em julho uma aceleração da inflação de 0,96%, a maior para o mês desde 2002.

Para 2022, a expectativa do Copom é que a inflação fique exatamente na meta de 3,5%. A projeção está um pouco mais otimista que a do mercado, de 3,84%. As avaliações do Copom são parte do cenário básico do BC e levam em conta o dólar em R$ 5,15 e a taxa básica de juros em 7% este ano e em 2022.

Agência Brasil - DF   11/08/2021

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o reajuste nos preços para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, subiu 0,96% em julho, o maior resultado para o mês desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. Os dados foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o indicador acumula alta de 4,76% e, em 12 meses,  8,99%, ficando acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,35%). É a maior taxa desde maio de 2016, quando o IPCA ficou em 9,32% em 12 meses. Em julho do ano passado, a taxa mensal foi de 0,36% e, em junho de 2021, de 0,53%.

Segundo o IBGE, oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta no mês, com o maior impacto vindo do aumento de 3,10% na habitação, grupo pressionado pela alta de 7,88% na energia elétrica.

Por região, o reajuste tarifário da energia elétrica foi de 11,38% em São Paulo, 8,97% em Curitiba e 9,08% em uma das concessionárias de Porto Alegre. Em 12 meses, a energia elétrica acumula reajuste de 20,09%.

Segundo o analista da pesquisa, André Almeida, esse custo muitas vezes é repassado pelo comércio ao consumidor final, com o peso grande da energia elétrica.

“Além dos reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice, a gente teve o aumento de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o país. Antes, o acréscimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acréscimo passou a ser de R$ 9,49”, explicou.

Destacou, a seguir, o aumento no grupo dos transportes, que subiram 1,52%, puxados pelas passagens aéreas, que aumentaram 35,22% depois da queda de 5,57% em junho. O transporte por aplicativo passou de -0,95% para 9,31% de um mês para o outro e o aluguel de veículo foi de 3,99% em junho para 9,34% em julho.

Os combustíveis aceleraram 1,24% em julho, depois de subirem 0,87% em junho. A gasolina teve alta de 1,55% no mês e acumula reajuste de 39,65% em 12 meses. O etanol caiu 0,75% no mês, mas teve aumento de 57,27% em 12 meses. O óleo diesel subiu 0,96% no mês e 36,35% em 12 meses.
Alimentos e bebidas

O grupo alimentos e bebidas subiu 0,60%, acima da taxa de junho (0,43%). O item alimentação no domicílio passou de 0,33% em junho para 0,78% em julho, puxado pela alta do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). As quedas no mês foram verificadas no preço da cebola (-13,51%), batata-inglesa (-12,03%) e do arroz (-2,35%).

O acumulado em 12 meses ficou em 42,96% para o tomate, 34,28% nas carnes, 21,88% no frango em pedaços e 11,29% para o leite longa vida. A cebola teve queda de 40,38% em 12 meses e a batata-inglesa diminuiu 19,71%. O arroz, apesar da queda no mês, tem alta de 39,69% em 12 meses. Segundo Almeida, vários fatores contribuíram para a alta da inflação.

“Ao longo dos últimos 12 meses tivemos uma alta nos combustíveis e na energia elétrica, itens que pesam bastante no orçamento das famílias. A gasolina é o item com maior peso no IPCA. As carnes também, todos esses fatores contribuíram para esse aumento”, explicou o analista.

O único grupo que teve queda nos preços em julho foi o de saúde e cuidados pessoais. Ficou 0,65% mais barato com a redução dos preços dos planos de saúde (-1,36%), após a autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) do reajuste negativo de -8,19%, justificada pela diminuição da utilização de serviços de saúde suplementar durante a pandemia.

Por região, entre as 16 capitais pesquisadas, o maior índice foi anotado em Curitiba (1,60%) e o menor resultado foi o de Aracaju (0,53%).
INPC acelera 1,02%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, acelerou para 1,02% em julho, após a alta de 0,60% em junho. A alta acumulada em 12 meses é de 9,85%, acima dos 9,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho do ano passado, o indicador ficou em 0,44%.

O acumulado de 12 anos no INPC vem numa curva crescente desde julho de 2020, quando a taxa acumulada estava em 2,69%.

Veja - SP   11/08/2021

Nesta terça-feira, 10, o Senado americano aprovou o novo pacote de infraestrutura que injetará 1 trilhão de dólares na economia americana. Este é o maior investimento público em décadas e será direcionado para a construção civil, como pontes, rodovias, portos, aeroportos e internet de banda larga. Metade do valor do projeto, ou seja, 550 bilhões de dólares, será financiado por nova dívida, e a outra metade advém de recursos já aprovados e que estão parados, por exemplo, em outros programas fiscais.

A aprovação justa no Senado, de 30 votos a favor e 30 votos contra, foi possível graças à coalizão bipartidária entre democratas e republicanos, mostrando uma grande capacidade de articulação política do presidente democrata, Joe Biden, no Congresso. “A margem pela qual o pacote passou é impressionante e isso explicita o fato de que Washington consegue negociar o que é benéfico ao país. Isso tende a reduzir os ânimos polarizados”, diz Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos. O programa agora será direcionado para a Câmara dos Representantes, onde a aprovação é dada como certa.

Além de  conseguir organizar a campanha de vacinação em massa em um país com pouca capilaridade de postos públicos – diferentemente de como ocorre no Brasil, que possui as Unidades Básicas de Saúde espalhadas por todos os municípios -, o presidente americano já havia conseguido passar um outro pacote no Congresso em março, de 1,9 trilhões de dólares.

O grande mérito do pacote de infraestrutura é a criação de empregos, um dos principais fatores de preocupação para a plena recuperação econômica dos Estados Unidos após a crise da Covid-19. Apesar de a atividade econômica estar se recuperando, a empregabilidade continua abaixo dos níveis pré-pandemia, como mostrou o Payroll divulgado na semana passada.

Além disso, a análise é que, a curto prazo, a injeção trilionária na economia alavancará as bolsas de valores e os juros de longo prazo, porém pode pressionar ainda mais a inflação. A boa notícia é que, a longo prazo, a tendência se reverterá. “O pacote de infraestrutura é indutor de produtividade da economia, que é um fenômeno deflacionário. A médio prazo, certamente a pressão sobre os preços diminuirá”, diz Ortiz.

O Estado de S.Paulo - SP   11/08/2021

A decisão de bancos centrais de economias desenvolvidas, sobretudo o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e o Banco Central Europeu (BCE), de aceitar inflação maior por algum período está afetando os preços de países em desenvolvimento e exportadores de commodities como o Brasil, o que gera políticas monetárias mais restritivas do que poderia ser o necessário nessas regiões.

Na prática, em um mundo globalizado, se as nações desenvolvidas toleram uma inflação mais alta, isso significa que o nível elevado de preços se espalha para outros países que não têm a mesma capacidade de lidar com esse quadro, como é o caso do Brasil.

O economista da Tendências Consultoria Integrada, Fábio Klein, lembra que inflação mais alta nos países desenvolvidos é transmitida para os emergentes, em particular ao Brasil, pelo canal das commodities agrícolas e petróleo. "Se essa estratégia ajuda, de um lado, os exportadores, por outro lado ela encarece para os importadores e provoca aumento de preços internamente. É por isso que a Petrobras pratica a política de paridade", diz Klein.

Em última instância, isso significa que o Banco Central brasileiro, além de observar os efeitos do choque de oferta que afetou as cadeias globais e aumentou os preços, precisa trabalhar para minimizar os impactos da tolerância dos BCs desenvolvidos com a inflação em suas áreas, além dos problemas locais, como a crise hídrica.

No Brasil, um dos maiores exportadores de commodities do planeta, o BC reduziu sua taxa de juros a 2%, seu menor nível histórico, mas já vem subindo a Selic desde março deste ano. Promoveu três altas seguidas de 0,75 ponto porcentual a partir de então e na última quarta-feira, 4, promoveu uma puxada de 1 ponto porcentual, para 5,25% ao ano.

Como se não bastasse, o BC já deixou sinalizado que deve repetir a dose na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e indicou que poderá buscar uma taxa de juro acima do neutro, que segundo cálculos do mercado seria de 6,50% ao ano. Na mesma toada, outros bancos centrais como os da Turquia, Ucrânia, Rússia, México, Chile e outros vêm promovendo apertos nas suas políticas monetárias para tentar evitar o repasse da inflação das economias centrais para seus preços.
Mudanças nos banco centrais

A meta de inflação dos grandes bancos centrais, e aí entra também o Banco do Japão (BoJ), é de 2%, em média. Mas no decorrer do tempo, muito em razão do longo período de juros e crescimento econômico muito baixos nas economias desenvolvidas, somadas a mudanças de ordem econômico-estruturais, estas mesmas autoridades monetárias, entendendo que o atual nível de inflação seria transitório, mudaram de estratégia e passaram a aceitar uma taxa superior à meta durante algum período.

No começo de julho, a presidente do BCE, Christine Lagarde, se juntou ao Fed e ao BoJ e reforçou oficialmente, numa coletiva de imprensa, sua inclinação em aceitar uma inflação superior à meta de 2%.

"Nosso compromisso é com a meta de 2%. Pode haver desvios temporários da meta e está tudo bem. O que estamos preocupados é com quaisquer desvios de metas duráveis e sustentáveis, e isso vai exigir reação forte em ambas as direções", disse Lagarde ao detalhar no mês passado a conclusão da revisão estratégica iniciada em janeiro de 2020.

A economista-chefe da Panamby Capital, Tatiana Pinheiro, calcula que, considerando a meta de 2% do Fed desde janeiro de 2008, os preços estão 4 pontos porcentuais abaixo do que deveriam estar. "Ou seja, neste intervalo de 13 anos a inflação dos EUA estaria abaixo da meta", reforça. Quando o mesmo cálculo de Tatiana é replicado para a inflação do BCE, ela diz chegar a uma diferença para abaixo da meta acumulada da ordem de 10 pontos porcentuais no período. Então, diz a economista, essa inflação de curto prazo mais alta nos EUA está em linha com a estratégia do Fed de zerar este "gap" de 4 pontos porcentuais. Essa diferença seria zerada se o Federal Reserve conseguisse uma inflação de 4% este ano e mais 4% em 2022.

O economista do Banco ABC Brasil, Daniel Francisco Xavier, diz que os bancos centrais desenvolvidos desejam elevar o patamar de inflação há décadas. E a prova disso é a manutenção das taxas de juros em níveis baixíssimos por muito tempo. "Não é de agora que os principais bancos centrais vêm reformulando suas políticas monetárias. Isso já vem ocorrendo nos últimos anos".

O pano de fundo dessas mudanças é o ambiente global de inflação estruturalmente mais baixa por mais de uma década, reflexo do crescimento econômico mais lento, baixa produtividade e envelhecimento populacional. "Isso a despeito da imensa injeção de liquidez nas maiores economias do mundo, desde 2008, através de programas de flexibilização quantitativa [Quantitative Easing ou QE], além das taxas básicas de juros, mantidas na mínima histórica", defende Xavier.

Ainda segundo ele, a inflação nos países emergentes, que conta "um empurrãozinho" dos recentes choques de oferta na retomada após a estagnação provocada pela pandemia de covid-19, "tem também muito da materialização do esforço dos bancos centrais das economias desenvolvidas nas últimas décadas para a aceleração dos preços".

Agência Brasil - DF   11/08/2021

Depois de elevar os juros básicos da economia em 1 ponto percentual na semana passada, o Banco Central (BC) poderá apertar ainda mais o cinto da política monetária caso a inflação resista a cair, disse hoje (10) o diretor de Política Monetária da instituição, Bruno Serra. Em videoconferência com investidores, ele disse que o órgão fará o necessário para trazer a inflação de volta para a meta em 2022 e 2023.

“Quando se está disposto a fazer o que for necessário, não existe restrição. O Banco Central sempre pode ajustar os seus passos se o cenário mudar, mas parece que esse nível de ajuste tempestivo é bastante adequado no momento”, declarou.

Diretor da área do Banco Central que monitora a inflação e define a política de juros, Serra indicou que pode fazer elevações superiores a 1 ponto dependendo do comportamento dos preços.

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo BC, as instituições financeiras preveem que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará 2021 em 6,88%, acima do teto da meta para este ano.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) estipulou meta de 3,75% para o IPCA em 2021, com 1,5 ponto percentual de tolerância, o que faz a inflação ficar numa faixa entre 2,25% e 5,25%. Para 2022 e 2023, a meta está em 3,25% e 3%, respectivamente, também com 1,5 ponto de tolerância.

A ata da última reunião do Copom, divulgada hoje, informou que o BC elevará os juros em 1 ponto percentual no próximo encontro, no fim de setembro, e continuará a subir a taxa básica até que a Selic fique acima do nível considerado neutro. Desde 2018, a taxa está abaixo do nível neutro, para estimular a economia.
Pressões internas

Ausente na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada por estar com covid-19, Serra declarou que, em relação aos juros, o BC atualmente está mais preocupado com o cenário interno do que com a economia internacional. Apesar de reconhecer as preocupações com a evolução dos casos de covid-19 ligados à variante Delta, o diretor disse que considera atualmente mais importante fatores ligados à economia brasileira.

O primeiro fator consiste no fechamento do hiato (redução da capacidade ociosa da economia) mais rápido que o esperado, decorrente do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas), que deve ultrapassar 5% neste ano. O segundo fator são as pressões sobre a inflação ligadas à retomada do setor de serviços. O terceiro são os choques de preços nos alimentos, nos combustíveis e na energia elétrica.

Em relação ao setor elétrico, o diretor de Política Monetária disse que o BC tem apresentado, em seus cenários de inflação, as projeções da bandeira tarifária em 2021 e 2022. No entanto, Serra admitiu que o órgão pode rever as estimativas, caso o cenário energético mude.

Sobre o impacto da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e propõe despesas novas fora do teto de gastos, o diretor do BC disse que o assunto entrou no cenário de risco para as contas públicas traçadas pela instituição financeira, mas que ainda não há uma avaliação específica. A ata de hoje do Copom destacou que o risco fiscal foi “fator preponderante” para o BC acelerar a alta da Selic para 1 ponto percentual.

MINERAÇÃO

Valor - SP   11/08/2021

Por Stella Fontes

Os preços do minério de ferro caíram com força nesta terça-feira no mercado à vista, acompanhando a desvalorização dos contratos futuros vista na véspera e novos cortes na produção de aço na China.

Segundo a publicação especializada Fastmarkets MB, a tonelada do minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia com baixa de 5,8%, para US$ 162,44. Esse é o preço mais baixo desde 26 de março.

Com esse desempenho, a commodity acumulou desvalorização de mais de 10% em agosto e reduziu a 1,2% o ganho em 2021.

Segundo a Fastmarkets, a demanda mais fraca de minério na China, na esteira das medidas para controle da emissão de gases do efeito estuda e seus reflexos na produção de aço em Tangshan, estão por trás da correção dos preços da matéria-prima.

A China está adotando uma nova rodada de medidas ambientais também em preparação aos Jogos de Inverno marcados para fevereiro.

AUTOMOTIVO

TN Petróleo - RJ   11/08/2021

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou hoje (10), durante seminário em São Paulo, três cenários para o futuro da motorização dos veículos nos próximos 15 anos, com base na realidade brasileira.

O primeiro, chamado de Inercial, mostra a transformação dos veículos no ritmo atual, sem metas estabelecidas, nem organização dos setores envolvidos tanto no transporte quanto na geração de energia, além da ausência de políticas públicas de incentivo da eletrificação dos automóveis.

O segundo, batizado de Convergência Global, seria o mais acelerado para acompanhar os movimentos já existentes nos países mais desenvolvidos. O terceiro é o Protagonismo de Biocombustíveis, um caminho que privilegiaria combustíveis verdes, mas com um grau de eletrificação semelhante ao do cenário Inercial.

“Ultimamente, temos observado eventos climáticos extremos, como enchentes na Europa e na China, incêndios devastadores no Mediterrâneo e nos Estados Unidos, seca e geadas no Brasil, além de temperaturas aumentando em escala global. O tema ficou ainda mais em pauta com a divulgação, feita ontem pela ONU (Organização das Nações Unidas), do relatório IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), com a estimativa de que o limite de +1,5° C de aquecimento global em relação ao período pré-industrial será alcançado em 2030, dez anos antes do previsto, com efeitos climáticos sem precedentes”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Segundo ele, a entidade lidera esse debate, que classificou como fundamental e inadiável, para que a indústria automotiva saiba como direcionar seus investimentos para as próximas gerações de veículos e para inserir o Brasil nas estratégias globais de motorização com foco total na descarbonização.

Grau de eletrificação

De acordo com a Anfavea, é preciso saber quais rotas tecnológicas e energéticas deverão ser seguidas, qual será o grau de eletrificação da frota, o papel dos biocombustíveis e como os setores público e privado precisam agir hoje para garantir a inserção do Brasil no setor automotivo global, tendo em vista os debates e os reflexos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP-26), que será realizada em novembro em Glasgow, na Escócia.

Durante o seminário O Caminho da Descarbonização do Setor Automotivo, representantes da Anfavea apontaram conclusões para conduzir o debate sobre o tema, que, em sua avaliação, deve ser urgente. A primeira foi a de que mesmo em um cenário mais conservador, o mercado brasileiro demandará milhões de unidades de veículos eletrificados até a metade da próxima década, podendo chegar a 432 mil veículos leves por ano em 2030 e 1,3 milhão ao ano em 2035.

“A indústria precisará entrar em um novo ciclo de investimentos para se manter competitiva, e, ao mesmo tempo, garantir 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos na cadeia automotiva. Serão necessários altíssimos investimentos em toda a cadeia para que o Brasil abasteça seu mercado local e se consolide como um polo exportador”, disse o estudo da Anfavea.

Para a entidade é necessário que o poder público brasileiro estabeleça políticas para acelerar os cenários de descarbonização, como já ocorre em outros países, principalmente da Europa. “É possível estimular o consumo de carros mais limpos com medidas como menor tributação, ou imposto verde, descontos ou isenções em recarga, pedágio, zona azul, rodízio e financiamentos com métrica de dados ambientais, sociais e de governança das empresas”.

A Anfavea citou, ainda, os reflexos que uma atualização da frota deve ter nos combustíveis, já que, com a maior parte dos veículos (8)%) ainda flex e os caminhões e ônibus (90%) a diesel em 2035, a demanda por esses combustíveis deverá ser maior, exigindo investimentos altos da indústria produtora de etanol, gasolina, diesel e biodiesel.

Ainda no item investimentos, a entidade destacou a necessidade de instalação de ao menos 150 mil carregadores para atender os veículos eletrificados, o que implica num investimento de aproximadamente R$ 14 bilhões, além de gastos em geração e distribuição de energia de fontes limpas para suprir a frota de elétricos.

Veículos eletrificados

De acordo com o estudo, feito em conjunto com Boston Consulting Group (BCG), com uma política pública industrial adequada e bem planejada, se poderá promover um novo ciclo de investimentos nos próximos 15 anos superior a R$ 150 bilhões.

“Outros países já definiram suas metas de descarbonização, bem como os caminhos para se chegar a elas. O Brasil, em seu papel de um dos principais mercados para o setor de transporte no mundo, não pode mais perder tempo”, afirmou Moraes.

Segundo o presidente da Anfavea, o momento é de união de todos os setores envolvidos com a cadeia de transporte terrestre do país e poder público para definir as metas neste sentido.

“É hora de unir esforços, respeitando as vocações de nossa indústria e as particularidades do nosso país continente. Só com essas definições de metas é que os investimentos corretos poderão ser feitos, colocando o Brasil em um caminho global que não tem mais volta, que é o da redução das emissões dos gases de efeito estufa. Temos essa obrigação para com as futuras gerações”, concluiu Moraes.

O Estado de S.Paulo - SP   11/08/2021

Durante muitos anos, o carro foi um objeto de desejo, um símbolo de status para muitas pessoas. Mas essa situação está mudando. Uma pesquisa realizada pela Turbi mapeou que 74% dos seis mil entrevistados declararam que o veículo passou a ser um serviço e não um bem. Entre esse público estavam, inclusive, pessoas que têm um automóvel.

Essa mudança de pensamento tem provocado impacto negativo nas vendas dos veículos e, consequentemente, no faturamento das montadoras. Com a pandemia, que veio acompanhada de necessidade de distanciamento social, incertezas financeiras e promessa de mais flexibilidade quanto ao trabalho presencial, essa situação tem se agravado ainda mais.

No primeiro trimestre de 2021, por exemplo, a queda nas vendas de veículos foi de 5,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados Anfavea. Para ampliar as oportunidades de negócio e se adequar ao novo perfil de consumidor, algumas montadoras criaram suas próprias concessionárias e divisões de aluguel de carros.

Essa ampliação de oferta de serviços é ótima para o consumidor e para a competitividade do mercado. Mas essas relações só serão saudáveis se houver a devida profissionalização em todos os players, com personalização e qualidade no atendimento. Além, é claro, de políticas justas e padronizadas aqueles que comprovarem operar com boas práticas, independentemente de seu porte.

No segmento de aluguel de veículos, a operação das grandes locadoras tende a ser mais estruturada. Nelas, por exemplo, existem especialistas e sistemas capazes de prever com bastante antecedência as necessidades de reparo ou troca dos automóveis da frota. Algo que minimiza as chances de ter dentro de casa carros com condições de uso inadequadas.

Ciente da profissionalização das grandes locadoras e da entrada das montadoras no ramo, a recomendação é que as pequenas e médias empresas de aluguel de carro partam em busca, também, da profissionalização da operação. É possível fazer isso por conta própria, mas sempre é bom considerar contar com o apoio de uma consultoria.

Esse apoio especializado é útil tanto para resolver desafios individuais quanto para ter uma melhor representatividade de questões que possam afligir líderes de negócio das pequenas e médias empresas de aluguel de carros. O que não dá é para ficar de braços cruzados acompanhando políticas de cotas para atender o setor de serviços, limitando pedidos de compra para automóveis para determinados grupos, enquanto todos já sofrem com sérios atrasos nas montadoras.

A reflexão foi lançada, sem o objetivo de polemizar, mas de equiparar os direitos. Acredito que, com bom senso, planejamento e uma boa gestão, é possível atravessar esse difícil momento que o mercado está vivendo e preparar-se para a nova onda de consumidores, cada vez mais interessados no carro como serviço.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Agência Brasil - DF   11/08/2021

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 1,89% em julho deste ano. O índice apresentou uma queda em relação à da taxa de junho (2,46%), mas teve alta na comparação com julho de 2020 (0,49%).

Segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sinapi acumula taxas de 13,49% no ano e de 22,6% em 12 meses. Com isso, o custo da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.448,78 em julho.

Os materiais de construção tiveram alta de 2,88% no mês e passaram a custar R$ 853,03 por metro quadrado. Já a mão de obra teve alta de 0,52% e passou a ter um custo por metro quadrado de R$ 595,75.

Valor - SP   11/08/2021

Governos prometem bilhões de dólares para infraestrutura no pós-pandemia

Por Harry Dempsey e Gill Plimmer — Financial Times

Chefes do setor estão prevendo um “superciclo” para a construção civil, que deverá alimentar a demanda por materiais à medida que governos pelo mundo forem bombeando bilhões de dólares em projetos de infraestrutura na era pós-pandemia.

Jan Jenisch, executivo-chefe da Holcim, maior produtora mundial de cimento, prevê uma grande onda mundial de obras, que se estenderá por anos, uma vez que muitos países desenvolvidos intensificarão os gastos para modernizar sua infraestrutura.

“Os estímulos começarão lentamente. Isso durará pelos próximos quatro ou cinco anos”, disse Jenisch ao “Financial Times”. “Acredito que estamos num superciclo de avanço para a construção e os materiais de construção.”

O executivo-chefe da mexicana Cemex, Fernando González, corroborou a posição da rival suíça e disse que os estímulos das economias avançadas também impulsionarão a demanda por cimento nos países emergentes, por meio de remessas e do comércio exterior.

“Estímulos fiscais adicionais, como a ‘Onda Verde’ [da União Europeia] e o plano proposto de empregos nos Estados Unidos, levarão a gastos significativos em infraestruturas que exigem uso maciço de cimento no fim de 2022 e mais além”, disse.

O diretor econômico do grupo setorial Associação de Produtos de Construção (CPA, na sigla em inglês), Noble Francis, também prevê um “superciclo de longo prazo” para a construção civil em mercados importantes.

Ele destacou a transição de longo prazo dos governos rumo à neutralidade nas emissões de carbono e seus planos para incentivar o crescimento econômico via grandes projetos de infraestrutura, como estradas, ferrovias, portos, energia e abastecimento de água.

Entre os planos que deverão impulsionar os gastos em obras e elevar a demanda por cimento, o material fabricado pelo homem mais consumido no mundo, está o pacote do presidente dos EUA, Joe Biden, de US$ 1 trilhão de investimentos em infraestrutura.

Bruxelas também começou a dar aprovação aos planos dos governos nacionais para repartir os € 800 bilhões do fundo de recuperação da União Europeia, enquanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reservou 600 bilhões de libras esterlinas (US$ 832 bilhões) para gastos em infraestrutura nos próximos cinco anos.

O diretor de finanças da Cemex, Maher Al-Haffar, projeta que a demanda por cimento aumentará entre 20% e 30% nos EUA com o projeto de infraestrutura de Biden.

Francis, porém, tentou conter parte do entusiasmo. É improvável que o crescimento dos próximos anos iguale o superciclo dos anos 2000, que foi puxado por um período de expansão sem precedentes na China, segundo Francis.

“Este provavelmente será um superciclo substancial que se mostrará mais lento que o dos anos 2000, mas sustentado ao longo de um período mais longo.”

Por outro lado, executivos do setor de construção temem que os preços mais altos possam diluir o impacto em seus lucros dos gastos governamentais em infraestrutura. Os preços dos materiais de construção já deram um salto, diante da reabertura das economias pelo mundo e do fim dos lockdowns e das restrições a viagens.

Em maio, a Travis Perkins, maior varejista de materiais para obra do Reino Unido, elevou o preço dos sacos de cimento em 15% e alertou para a continuidade das pressões inflacionárias.

O aumento na demanda também levou à falta de madeira e de placas de reboco, sendo que produtos como as placas de isolamento já estão esgotados na Holcim até o fim do ano.

FERROVIÁRIO

Construção Latino-americana - SP   11/08/2021

Foi bem-sucedido o leilão da ferrovia Norte-Sul (FNS) que aconteceu no fim de julho.

Projeto é fruto de uma semente plantada pelo Governo Federal, há dois anos.

Em Rio Verde (GO), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participou da inauguração de um novo terminal rodoferroviário da Rumo, concessionária que administra a FNS e deve investir R$ 2,8 bilhões durante a duração do contrato.

Desenhado para ser a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, o projeto da FNS possui 4.155 quilômetros de extensão. Destes, 1.537 quilômetros estão na Malha Central, entre Porto Nacional/TO e Estrela D’Oeste/SP, que é administrada pela Rumo. “Lá atrás, em 2019, nós tínhamos o grande desafio de contribuir e plantar as sementes para resolver nossa defasagem de infraestrutura e isso só era possível com uma parceria forte com a iniciativa privada” ressaltou o ministro.
Funcionamento:

Trata-se de uma área de 250 hectares doada pela prefeitura local, onde o terminal vai contribuir com o incremento da operação de grãos e farelo de soja. Para o carregamento ferroviário, o terminal conta com uma tulha com capacidade para 3 mil toneladas/hora, o que permite carregar um trem de 120 vagões em menos de 8 horas.

De acordo com o Governo federal, no recebimento rodoviário, são oito tombadores, sendo seis para grãos e dois para farelo.

O espaço também conta com acessos rodoviários e estruturas de armazéns, silos e moegas. Nesta fase, a unidade vai movimentar soja, milho e farelo de soja, com uma capacidade projetada de 11 milhões de toneladas por ano, para atendimento de todo o estado de Goiás e o leste do Mato Grosso.

Expectativa é de novos 400 empregos diretos e grande influência na economia regional.

De 2019 até o fim de 2021, o Governo Federal, através do Ministério da Infraestrutura, deve assegurar R$ 46,59 bilhões em investimentos privados no setor ferroviário. “De fato, os resultados estão saindo e estamos vendo esses investimentos se materializando todos os dias. Estou impressionado com a velocidade, quase R$ 400 milhões prontos em tão pouco tempo”, disse o ministro, em referência ao terminal de Rio Verde.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   11/08/2021

A ES Gás irá aplicar R$ 40 milhões no gasoduto de Cacimbas a Linhares para atendimento à indústria local e mais R$ 80 milhões para alcançar novos consumidores comerciais e residenciais, perfazendo R$ 120 milhões em investimentos no 1º ciclo de 5 anos.

Nos próximos 10 anos, há o compromisso de estender a rede de gasodutos em mais 200 km, além dos 460 km atuais.

Em reunião com representantes do Coinfra e da Defesa de Infraestrutura, a ES Gás pediu apoio para mapear novas indústrias em implantação no estado e indústrias já instaladas que tenham interesse em substituir fontes fósseis mais poluentes como óleo diesel e carvão por gás, cujas emissões são significativamente menores.

AGRÍCOLA

Agrolink - RS   11/08/2021

No desenvolvimento de seus produtos, a John Deere visa trazer soluções que viabilizem o aumento da produtividade dos clientes e facilitem a execução dos serviços de maneira adequada. Alinhada a sua estratégia de oferecer um amplo portfólio de equipamentos para atender às necessidades dos diferentes perfis de clientes, a John Deere lança a pá-carregadeira 444G. Projetada para as operações brasileiras agrícolas e de construção, a 444G é uma máquina versátil. Pertencente à segmentação Classe A segundo a classificação da ABIMAQ, o novo equipamento da John Deere é a solução adequada para a atuação com carga de tombamento de 6.120 até 8.267 kg, com volume de caçamba de 1,9 m³, equipada com pneu 17.5-25 e opção de 20.5-25.

“Nossos clientes buscam tecnologia e a aplicação certa da máquina ideal para o tipo de serviço. A versatilidade da pá-carregadeira 444G permite sua utilização nas operações agrícolas, de construção e locação. Sendo assim, a chegada da 444G supre uma necessidade do mercado e entrega confiabilidade e disponibilidade dos produtos John Deere para os mais diversos públicos. O equipamento chegou para coroar e somar a mais completa linha de máquinas de construção e agrícola do Brasil, unindo a simplicidade de operação e de manutenção à capacidade tecnológica”, destaca Thomás Spana, gerente de vendas da Divisão Construção da John Deere Brasil.”

Dentre os diferenciais da pá-carregadeira 444G, estão o motor John Deere Powertech E™ de 4.5 litros e alta reserva de torque. Além disso, a máquina possui eixos ZF com patinagem limitada, proporcionando melhor controle de tração e eliminando a necessidade de bloqueio do diferencial. Outras importantes características da 444G são o baixo custo de manutenção, a facilidade de diagnóstico, a capacidade de produtividade e o consumo de combustível até 18% menor que do que outras máquinas da mesma categoria, o que torna a 444G cerca de 40% mais eficiente.

Pensando em facilidade e agilidade de manutenção, a inspeção diária pode ser feita a nível de solo, com todos os filtros e visores de fácil acesso posicionados de um lado só do motor. Outra novidade da 444G é o engate rápido Hi-Vis (alta visibilidade), que permite o cliente trabalhar com diferentes tipos de implementos de forma eficaz e com uma troca rápida e segura, trazendo versatilidade na operação. Outra característica do equipamento é a tecnologia embarcada. A pá-carregadeira vem com sistema de partida com senha, painel intuitivo com multifunções para realizar análises e diagnósticos, cabine espaçosa, ergonômica e com boa visibilidade do campo.

Todos os equipamentos da linha amarela da John Deere possuem muita tecnologia embarcada e com a 444G não é diferente. A pá-carregadeira possui o sistema de telemetria JDLink™ de série, sem custo ao cliente, o que permitirá ao gestor da operação contar com o suporte conectado e tomar decisões baseadas em dados, aumentando também a segurança da operação. “A divisão Construção da John Deere Brasil oferece segurança de seus produtos premium e serviços por meio da tecnologia, auxiliando os clientes a desbloquearem a sustentabilidade ambiental e financeira. Seja no canteiro de obras, em pedreiras, atividade agrícola ou na construção de estradas, o suporte conectado e a integração ao ecossistema John Deere fazem a diferença na atividade dos produtores e operadores”, conclui Spana.

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