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11 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Globo Online - RJ   11/05/2022

Em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira, o setor de produção de aço defendeu que uma possível redução do imposto de importação do vergalhão de aço não teria efeito no combate à inflação.

De acordo com o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, a redução prevista pelo governo seria só para o vergalhão de aço, que teria seu imposto de importação modificado de 10,8% para 4% de julho até o fim do ano.

Fontes do governo, contudo, têm dito que o imposto seria zerado. Não há ainda nenhum documento oficial. A medida deve ser discutida na quarta-feira pelo Comitê Executivo da Câmara de Comércio Exterior (Gecex).

Segundo Mello Lopes, Guedes relatou que vinha recebendo “pressão intensa” de construtores ligados ao programa Casa Verde e Amarela para uma redução dos preços. O presidente do Aço Brasil afirmou que as informações levadas por esses construtores ao ministro “não procedem”.

— O impacto inflacionário do aço na inflação é baixíssimo, a lógica é que o setor não seja penalizado em função de pressões que um determinado segmento, que seja premiado desse tipo de redução de imposto de importação,está fazendo —disse Mello Lopes.

Marcos Faraco, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e vice-presidente da Gerdau Aços Brasil, Argentina e Uruguai, também participou da reunião e relatou que disse ao ministro que o mercado está plenamente abastecido e que o país tem o vergalhão mais barato do mundo em dólar.

— Não faz nenhum sentido essa discussão que está sendo trazida da redução da alíquota de importação. Ela é inócua, não atende ao interesse da economia, não atende ao interesse do setor, atende simplesmente interesses específicos de um setor importador — defendeu.

Segundo Faraco, os representantes do setor apresentaram estudos ao ministro que mostrariam o pequeno impacto da inflação do vergalhão nos preços da construção de modo geral. Ele relatou que Guedes pediu a equipe do ministério para reavaliar as discussões com base nas informações apresentadas pelo Aço Brasil.

— Nossa expectativa é que o governo olhe nossos argumentos. A gente acredita sim que o governo entende, tem bom senso e a nossa expectativa é que reverta essa orientação que ontem foi de alguma forma comunicada — disse.

Valor - SP   11/05/2022

Intenção do governo é reduzir as tarifas de importação de 11 produtos, entre eles o aço

As empresas do setor siderúrgico esperam que o corte na tarifa de importação do vergalhão de aço, pautada para a reunião da próxima quinta-feira do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), não seja aprovado.

“A expectativa é que o governo acolha nossos argumentos e reverta a orientação que ontem foi comunicada”, disse o presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil, Marcos Faraco.

Fontes do governo informaram ontem sobre a intenção de reduzir as tarifas de importação de 11 produtos, entre eles o aço. É o que está na pauta da reunião do Gecex.

A informação genérica sobre redução da tarifa de importação do aço teve repercussão nas empresas, disse o presidente-executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.

O que está em discussão no governo e pode ser levado à reunião do Gecex, informou Faraco, é a redução do imposto de importação apenas sobre vergalhão de aço. A tarifa seria cortada de 10,8% para 4% de forma temporária: até o fim deste ano. Não estão em análise cortes de tarifas para outros produtos siderúrgicos.

Alta do vergalhão

Lopes afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, relatou que vinha sendo pressionado pelo setor de construção civil, mais especificamente pelas empresas que atuam no programa Casa Verde e Amarela, sobre os preços do vergalhão de aço.

“Trouxeram informação que não procede, indicando que o setor [siderúrgico] teria aumentado o preço acima de 100% e a construção civil estaria atravessando grandes dificuldades. Isso não ocorre de fato; todo mundo sabe que a construção civil está falando em dobrar o PIB, e que bom que seja assim.”

A informação que o governo teria intenção de reduzir a tarifa de importação do aço de maneira geral impactou as empresas, comentou. No entanto, trata-se de uma discussão apenas sobre o vergalhão de aço.

Vergalhão mais barato do mundo

Na reunião com Guedes, os representantes do setor siderúrgico rebateram as reclamações do setor de construção civil que teriam levado o governo a pensar em reduzir a tarifa de importação do vergalhão de aço.

Diante da queixa que o setor de construção estaria enfrentando grandes dificuldades e desempregando, o setor siderúrgico informou a Guedes que emprega diretamente 110.000 pessoas e, indiretamente, 3 milhões, informou Faraco.

Além disso, as empresas estão investindo R$ 12 bilhões este ano, com compromissos de mais R$ 41 bilhões nos próximos anos.

Em abril, havia mais de 9 mil canteiros de obra formais ativos no país, acrescentou. Em janeiro de 2020, eram menos de 5 mil. “O crescimento mês a mês tem sido cada vez mais consistente”, disse. “O setor de construção civil não passa por pesadelo.”

Faraco informou ainda que não há problemas de abastecimento no Brasil desde junho de 2021, a ponto de as empresas brasileiras terem voltado a exportar no terceiro trimestre de 2021. Em 2020, houve desarranjo das cadeias, lembrou.

“O Brasil tem hoje o vergalhão em dólar mais barato do mundo”, afirmou. Na Europa, o produto apresentou alta de 129% nos últimos 12 meses; nos Estados Unidos, de 78% e, no Brasil, de 45%. O único mercado onde a alta foi menor do que a do Brasil é a Rússia, disse.

“O vergalhão brasileiro é competitivo e o mais barato do mundo”, frisou. “Não faz sentido a discussão que está sendo trazida para o imposto de importação, uma vez que é inócua.”

Segundo Faraco, a redução da tarifa de importação atenderia apenas “a interesses específicos de um setor importador que quer se beneficiar de desvio de comércio internacional para aumentar suas margens de negócios.”

Os empresários apresentaram a Guedes um estudo pelo qual o aço representa de 3% a 5% do custo da construção civil e o impacto do vergalhão foi de 0,03% nos últimos 12 meses. No período, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) foi de 11,52%.

Segundo Faraco, o ministro se mostrou surpreso e questionou sua equipe se tinha essas informações. Ao final, fez um pronunciamento reconhecendo a transparência do setor e pedindo à sua equipe que, com base nas informações, reavaliasse as discussões que estavam acontecendo e na tarde de hoje voltassem a deliberar sobre o tema.

Construção civil nega pressão

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou nesta que jamais disse a Guedes que seu setor está desempregando. “O que eu disse é que a venda de hoje é o emprego de amanhã”, informou ao Valor.

Por isso, ele afirma que os dirigentes do Instituto Aço Brasil “faltaram com a verdade” quando, ao relatar reunião mantida hoje com Guedes, contaram que o ministro se sentia pressionado pelo setor de construção, que estaria demitindo.

“Nunca falamos que não estávamos contratando”, disse Martins. O que ele vem repetindo é que, com as vendas em queda, poderá haver problemas para as empresas no futuro.

As vendas de imóveis financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começaram a cair no terceiro trimestre de 2021, disse o presidente da CBIC. Tanto que o conselho curador do Fundo alterou por duas vezes a curva de subsídios a imóveis, para tentar recuperar a demanda pelos imóveis. Já as vendas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que foram recorde em 2021, agora desaceleraram por causa da alta dos juros.

Segundo Martins, os preços do vergalhão de aço subiram 34% de julho de 2020 a julho de 2021. No ano passado, o produto importado chegava ao país com preços de 15% a 20% mais baratos, disse. “Aí, tiveram de baixar o preço”, disse, referindo-se às fabricantes nacionais. Mas, com a alta do dólar, os preços no mercado doméstico voltaram a subir.

Valor - SP   11/05/2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, teria orientado sua equipe a analisar dados apresentados por empresários do setor siderúrgico em audiência nessa terça-feira (10). Números mostrariam que o aço brasileiro é o mais barato do mundo, com exceção da Rússia – agora envolvida na guerra contra a Ucrânia – e China (fortemente subsidiada); e que o impacto do vergalhão de aço na inflação é de 0,03%.

O relato da reunião foi feito ao Valor por fonte do setor privado. A reportagem questionou o Ministério da Economia a respeito e aguarda resposta.

O encontro ocorreu sob o impacto da informação de que o governo pretende reduzir as tarifas de importação de 11 produtos, siderúrgicos entre eles, nessa quinta-feira (12). Segundo a fonte, os dados apresentados pelos executivos causaram surpresa ao ministro.

No encontro, Guedes teria dito que vem sendo pressionado pelo setor de construção civil, particularmente das empresas que atuam no programa Casa Verde e Amarela, para facilitar a importação do produto.

Segundo a fonte, os dados apresentados pelos executivos causaram surpresa ao ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Revista Mineração - SP   11/05/2022

Nova aciaria, em Marabá, vai produzir tarugos de aço e contribuir com a verticalização mineral no Estado.

A Vale e a Siderúrgica Norte Brasil S.A (Sinobras) – empresa do Grupo Aço Cearense – assinaram um termo de compromisso para o desenvolvimento de uma nova aciaria para a produção de tarugos de aço a partir do ferro gusa, processo que garantirá a verticalização da produção e contribuirá para a geração de emprego e renda na região sudeste do Pará. O evento, realizado nesta segunda-feira (9/5) em Marabá, contou com a presença do governador Helder Barbalho. A ocasião também foi marcada pelo anúncio da expansão das operações da Sinobras no município.

Com o projeto da aciaria, serão gerados, na fase de construção, 1,8 mil empregos e, na fase operacional, 510 empregos diretos e 10,1 mil indiretos. O acordo prevê que o fornecimento da matéria-prima (ferro gusa) para a nova aciaria seja feito pela empresa Tecnored, subsidiária da Vale, em fase de implantação no município. Já a operação da aciaria será feita pela Sinobras. O tarugo é usado como matéria-prima pelas siderúrgicas no processo de laminação a quente, podendo resultar em vários tipos de produtos como barras, perfis, fio máquina, vergalhão CA50, entre outros.

Pelo acordo assinado, a Vale apoiará o projeto através da emissão de garantias, após a conclusão da engenharia, que viabilizem o financiamento a ser contratado pela Sinobras para instalação da nova aciaria. Já a Sinobras, empreendedor que possui atuação há mais de 15 anos em Marabá, será a responsável, além dos estudos de engenharia, pela implantação e operação da planta.

A partir da assinatura do termo, a Sinobras irá desenvolver o projeto de engenharia, que deve ser concluído até o fim de 2023. O cronograma de obras detalhado será apresentado a partir da fase de estudos de engenharia.

“Hoje, nós damos um passo decisivo para a consolidação da verticalização da mineração no nosso Estado. Precisamos garantir com que a siderurgia, a mineração, a verticalização mineral possam acontecer em nosso Estado, para gerar emprego, garantir oportunidades para que as pessoas possam trabalhar e mais do que isso, quando se verticaliza, se abre oportunidades para que outras atividades possam se agregar a esta operação”, destacou o governador do Estado Helder Barbalho.

“Essa iniciativa integra um conjunto de investimentos e compromissos que a Vale assumiu junto aos paraenses. A nova aciaria tem conexão com outros projetos da empresa, gerando uma sinergia estratégica para o mercado e todos os negócios envolvidos, como a Tecnored, que anunciamos recentemente em Marabá. Ao todo, estamos investindo R$ 12,2 bilhões em projetos no sudeste do Pará, gerando cerca de 14 mil empregos no pico das obras”, afirmou Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale.

Para Ian Corrêa, vice-presidente do Grupo Aço Cearense, um dos principais benefícios que os projetos anunciados trazem para o município e para o Estado é a oportunidade de atração de novas empresas que fortaleçam a cadeia produtiva. “Aqui, estamos proporcionando a criação do polo metal-mecânico de Marabá, criando condições para isso. Estamos colocando aqui três grandes projetos. Tem o projeto da Sinobras, a ampliação que já está acontecendo, funcionando com novos produtos, tem o projeto Tecnored, da Vale, e hoje nós estamos lançando o novo empreendimento que é a planta de produção de tarugos, fruto de uma parceria entre a Vale e a Sinobras. Esses três empreendimentos proporcionam a atração de novas empresas para poder utilizar os produtos gerados a partir disso e criarem novas indústrias para dar suporte a esses três grandes projetos”, disse Corrêa.
Verticalização

José Fernando Gomes Júnior, secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, explica que a nova usina contribuirá com o processo de verticalização da produção minerária no Estado. “Essa é uma pauta muito positiva. Trabalhamos em parceria com as demais secretarias para que acontecesse hoje a assinatura do entendimento entre a Sinobras e a Vale para avançar no processo de verticalização aqui no Estado, gerando emprego, renda, desenvolvimento e proporcionando também que possamos atrair empresas para fazer a verticalização com esse acordo feito”, ressaltou o secretário.

“Agora, mais do que nunca, é importante que as empresas se preparem para fornecer para essas duas empresas para que esses empreendimentos locais também possam participar e contribuir com o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, concluiu o secretário.
Expansão

A ampliação das atividades da Sinobras também foi um dos anúncios feitos durante o evento. Com o projeto chamado de “Sinobras fase 2”, a empresa vai mais que duplicar a capacidade produtiva de sua siderúrgica, com um investimento que inclui a instalação da Laminação 2, que vai possibilitar a produção de 500 mil toneladas/ano de aço laminado em bobina; e uma nova subestação e linha de transmissão de 230kV, que terá a missão de suprir as novas necessidades de cargas elétricas da empresa e proporcionar a utilização de energia da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, da qual a empresa é sócia como autoprodutora.

Com isso, a empresa passará a ter capacidade de produzir 850 mil toneladas/ano e irá gerar um pico de 600 novos empregos durante a fase de implantação e 200 na fase de operação, além de produzir novos produtos como fio-máquina e vergalhão em rolo (bonina e spooler).

Money Times - SP   11/05/2022

Siderúrgicas como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM3) devem sofrer impactos financeiros na casa dos R$ 6 bilhões com uma possível redução de tarifas da importação de aço por parte do governo.

É o que diz o Bradesco BBI conforme diversos meios de comunicação noticiaram os planos governamentais nesta terça-feira (10).

Além da tarifa, o governo planeja anunciar corte tarifário de 10% na tarifa externa comum do Mercosul de vários outros produtos.

A má notícia foi sentida pelas empresas em seu desempenho na bolsa durante o dia.

A Usiminas foi destaque de baixa, recuando 6,78%, a R$ 10,04, enquanto CSN e Gerdau também registraram quedas fortes, de 5,82%, a R$ 17,96 e 4,36%, a R$ 26,34.

Enfraquecimento do mercado doméstico

Segundo os analistas do Bradesco, a redução das tarifas de importação fariam com que o mercado doméstico se enfraquecesse fortemente. Eles estimam que o prêmio em relação ao material importado nos aços planos saltaria de 25% para 38%.

“Se o corte for implementado, veremos uma pressão potencial sobre os preços dos aços planos, já que os prêmios de importação estariam em níveis muito mais altos”, afirmou o Bradesco.

O banco lembra que o governo já mirava na indústria siderúrgica doméstica na tentativa de barrar a inflação, com cortes de tarifas de importação de 12% para 10% em novembro de 2021 até 31 de dezembro de 2020.

“Essa nova iniciativa, potencialmente reduzindo as tarifas de importação para 0%, parece drástica e nos pegou de surpresa”, diz o BBI.
Impacto nos resultados operacionais

O banco prevê impactos nos resultados de empresas que chegam à casa dos R$ 6 bilhões, caso as tarifas sejam de 0% até o final de 2023 sem nenhuma medida de compensação:

Para a Usiminas, a previsão é uma queda de R$ 610 milhões no Ebitda em 2022 e de R$ 1,4 bilhão em 2023; A Gerdau sofreria impacto de R$ 730 milhões em 2022 e de R$ 1,4 bilhão no ano que vem; E o Ebitda da CSN cairia R$ 474 milhões neste ano e também R$ 1,4 bilhão em 2023.

Além disso, em um cenário de tarifas de importação de aço se mantendo em 0% permanentemente, o impacto estimado no fluxo de caixa da Usiminas seria de 37%, na Gerdau de 18% e na CSN de 10%.
Bradesco indica compra

O banco, por não ver probabilidade de taxas permanecerem zeradas por muito tempo, mantém a recomendação de compra para as três empresas, com foco em Gerdau. Entretanto, reconhece:

“O fluxo de notícias em questão é negativo para todas as ações do setor”.

Valor - SP   11/05/2022

Resultados, segundo a empresa, refletem uma drástica melhoria de custos implementada no ano fiscal de 2020 e melhoria nos preços baseados em contrato direto para clientes

A Nippon Steel registrou lucro líquido de 637,3 bilhões de ienes (US$ 4,88 bilhões) no ano fiscal de 2021, encerrado em 31 de março de 2022, revertendo prejuízo de 32,4 bilhões de ienes visto um ano antes. A receita somou 6,8 trilhões de ienes (US$ 52,21 bilhões), alta de 41% na comparação anual.

Os resultados refletem uma drástica melhoria de custos implementada no ano fiscal de 2020, melhoria nos preços baseados em contrato direto para clientes, efeitos de seleção e concentração de pedidos com capacidade de produção integrada otimizada, recuperação nos volumes de produção e expedição, melhoria na rentabilidade das empresas do grupo no exterior e avaliação de estoques, diz a Nippon Steel.

A produção de aço da companhia japonesa ficou em 38,68 milhões de toneladas no ano fiscal de 2021, alta de 17,2% na comparação anual, enquanto os embarques de produtos de aço totalizaram 35,56 milhões de toneladas, avanço de 13,9% na mesma base de comparação.

Para o ano fiscal de 2022, iniciado em 1° de abril, a Nippon Steel diz que as perspectivas são extremamente incertas devido à guerra entre Rússia e Ucrânia. “Continuaremos os esforços destinados a obter um lucro comercial de 600 bilhões de ienes ou mais, excluindo itens únicos”, diz.

O Estado de S.Paulo - SP   11/05/2022

A possibilidade de o governo zerar a tarifa de importação do aço para ajudar no combate à inflação colocou em oposição dois gigantes da indústria nacional: os setores de siderurgia e da construção civil. O pano de fundo é a preocupação do governo com o risco de um aumento de demissões no segundo semestre no Brasil, justamente no auge da campanha eleitoral, que tem o presidente Jair Bolsonaro como candidato à reeleição.

Após reportagem do Estadão revelar na segunda-feira, 9, que o governo estava pronto para oficializar a medida, lideranças do setor desembarcaram hoje em Brasília para tentar reverter a medida, que será decidida em reunião nesta quarta-feira, 11. Outros 10 itens também deverão ter a tarifa cortada, incluindo alimentos e insumos da construção civil.

Depois de um encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, os representantes das siderúrgicas foram até o Palácio do Planalto. Nas reuniões, ressaltaram que o setor tem dado apoio ao governo Bolsonaro e, agora, podem ser penalizados com essa medida, segundo apurou a reportagem.

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, disse que a redução do imposto de importação entrou no radar do governo a pedido da construção civil, que reclamou do aumento dos preços dos vergalhões utilizados no setor. Ele acusou o segmento de repassar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, dados incorretos, como do aumento de preços de mais de 100% e de que está havendo demissão. “Isso não procede. Guedes falou de pressão intensa da construção civil, eles trouxeram ao ministro informações que não procedem”, disse Lopes.

A resposta chegou rápido. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, reagiu às declarações. “Não estamos demitindo porque honramos nossos compromissos. Estamos assumindo custos que eles nos geram e irão gerar desemprego futuro”, disse ele. As declarações foram feitas enquanto Polo ainda dava entrevista. Para ele, é desespero das siderúrgicas.

“Nós nunca noticiamos isso, pelo contrário. Todas as nossas estatísticas mostram que estamos contratando. O que disse ao Paulo Guedes: a venda de hoje é emprego de amanhã. Não vender hoje significa que na eleição em outubro vai ter desemprego”, revelou Martins. Segundo ele, a Cbic está pronta para um debate público para clarear todos os pontos. Ele ponderou que um terço do aumento de custo vem da alta do aço.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) divulgou nota na noite desta terça-feira para reforçar posição defendida pelo presidente da Cbic em relação ao preço do aço. Segundo a Abrainc, o material tem impactado o setor principalmente nos últimos dois anos, após sofrer, segundo a associação, uma variação de 101%. "O custo do aço no Brasil sempre foi um dos mais baratos do mundo, mas agora a situação mudou, principalmente quando comparamos o poder de compra do brasileiro em relação aos imóveis", diz a nota assinada pelo presidente da Abrainc, Luiz França.

Insumo elevado

O Estadão teve acesso ao estudo apresentado ao ministro Paulo Guedes pela Cbic. Os dados mostram que o insumo com maior peso no aumento do custo de material de construção, observado entre julho de 2020 e janeiro de 2022, foi o aço. O presidente da Cbic citou que o programa Casa Verde e Amarela, por exemplo, não tem reajuste. "Vendeu em 2020, subiu 30%, 40% o custo do material, e tem que honrar", explicou. Ele ressaltou que 34% do aumento de custo do programa em um ano é do custo do aço.

Segundo Martins, o presidente de uma empresa siderúrgica declarou que eles estavam aproveitando a desvalorização do real para aumentar os preços. A queixa é que desde junho de 2020, depois que o mercado aqueceu novamente, as empresas estão controlando a oferta para que seja inferior a demanda. E, com isso, pressionar os preços.

Em nota divulgada nesta terça, a Abrainc também citou o impacto dos preços do aço no custo das obras do programa Casa Verde e Amarela. Na avaliação do presidente da Abrainc, Luiz França, o impacto da alta do aço sobre o segmento é "enorme pela magnitude do programa de moradia popular". "Não é correto pensar que essa variação prejudique uma ou outra empresa. Isso é um grande erro, uma vez que o CVA (programa Casa Verde e Amarela), por exemplo, representa 80% de todas as moradias construídas no Brasil e, com isso, gera anualmente 1,4 milhão de empregos."

Já o setor de aço diz que há oferta abundante do produto no Brasil e que, enquanto na Europa os preços subiram mais de 100% e, nos Estados Unidos, 70%, no Brasil a alta foi de 40%.

O anúncio da redução do tributo derrubou ações das siderúrgicas, com Usiminas, CSN e Gerdau caindo 6,78%,5,82% e 4,36%, respectivamente.

Após a reunião, participantes do setor privado disseram que Guedes “se sensibilizou” e pediu que a equipe reavalie a questão. De acordo com o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, o que está em discussão no governo é a redução do tributo apenas para vergalhões, de 10,8% para 4% e não todos os produtos derivados de aço, como foi noticiado.

Na reunião, Guedes disse que a “grande preocupação” do governo é o combate à inflação, o que, para os representantes da indústria, não será resolvido com a redução do imposto de importação, já que o vergalhão de aço tem pouco impacto no preço dos produtos. “O mercado está abastecido, o Brasil tem o vergalhão mais barato do mundo”, disse Marco Polo.

O presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e vice-presidente da Gerdau Aços Brasil, Argentina e Uruguai, Marcos Faraco, disse que a decisão é “inócua” e atende apenas segmentos que querem aumentar a margem de seus negócios. “Nossa expectativa é que o governo reverta a decisão", afirmou

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   11/05/2022

O Credit Suisse elevou seus prognósticos para a inflação brasileira em 2022 e 2023, estimando agora que a alta do IPCA superará o teto da meta oficial por três anos consecutivos, mesmo com a expectativa de que o Banco Central será forçado a elevar a taxa Selic a 14% até agosto próximo.

Sob o novo cenário, o Credit Suisse vê o IPCA subindo 9,8% neste ano. Há pouco menos de duas semanas, o banco privado estimava alta de 8,3%, taxa que já superava com folga o teto do objetivo perseguido pelo BC, de 5,0%. O centro da meta este ano é de 3,5%, mas há margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Para o ano que vem, a projeção agora é de inflação ao consumidor de 5,1%, o que deixa o prognóstico do credor suíço acima do limite superior da meta para 2023 pela primeira vez. O objetivo para o período é de 3,25%, também com tolerância de 1,5 ponto. Em cenário anterior, o Credit Suisse esperava alta de 4,6% do IPCA no próximo ano.

Caso esse cenário se confirme, o crescimento dos preços ao consumidor no Brasil marcará três anos consecutivos acima da banda de tolerância da meta, depois de o IPCA ter saltado 10,1% em 2021, quando o objetivo central de inflação era de 3,75%.

Em relatório assinado por Solange Srour, Lucas Vilela e Rafael Castilho, o Credit Suisse disse que “a revisão da inflação deste ano decorre da nossa nova expectativa de aumento dos preços dos combustíveis, alimentos e produtos industriais”, prevendo que a Petrobras aumentará os preços dos combustíveis em 15% no período para reduzir a diferença em relação à média histórica.

O banco elevou a 16,4% a projeção de inflação de alimentos neste ano, de 12% antes, “devido ao forte aumento nos preços dos fertilizantes, menor oferta global de comida devido às más condições climáticas e menor rendimento das plantações brasileiras”.

Para o ano que vem, “esperamos que os preços de serviços e administrados continuem pressionados pelo efeito inercial da inflação corrente elevada, pela inflação disseminada entre os itens e altas expectativas de inflação, enquanto a inflação em produtos industriais e alimentos tende a diminuir apenas gradualmente”.

O Credit Suisse repetiu afirmação de cenário anterior de que o processo desinflacionário será “longo e custoso”, prevendo pouco espaço para o Banco Central se abster de continuar a aumentar os juros nos próximos meses.

“Não existe almoço grátis: acomodar uma inflação mais alta neste ano exigirá um período mais longo de taxas de juros restritivas ou taxas ainda mais altas”, afirmou o banco, mantendo expectativa anterior de que a Selic –atualmente em 12,75%– será elevada em 0,75 ponto percentual em junho e 0,50 ponto em agosto, chegando a 14%.

O Credit Suisse espera que um ciclo de flexibilização comece em maio do ano que vem, deixando a Selic em 9,5% até o fim de 2023.

“Acreditamos que o riscos para a Selic no próximo ano estão inclinados para cima devido ao cenário inflacionário ainda assimétrico para uma inflação mais alta.”

O Estado de S.Paulo - SP   11/05/2022

Enquanto o Banco Central (BC) tem elevado os juros para esfriar a economia e combater a escalada da inflação, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem atuado, em sintonia com o Congresso, como um adversário e aprovado medidas que estimulam o consumo, pressionando ainda mais a alta de preços no País.

Medidas como cortes de impostos, estímulos ao crédito e a liberação do saque extraordinário do FGTS vão na direção contrária do que deveria ser feito para controlar a inflação, segundo economistas. Isso tende a adiar os efeitos dos remédios adotados pelo BC, mantendo a inflação elevada por mais tempo.

O movimento feito pelo governo desde o fim do ano passado isolou o BC no momento em que ele enfrenta os impactos nos preços de alimentos e combustíveis vindos da guerra na Ucrânia. Como consequência, os juros podem subir mais, e não devem voltar a cair antes de março do ano que vem.

"É como dirigir um carro e pisar no freio e no acelerador ao mesmo tempo”, diz Fábio Akira, economista-chefe da BlueLine e ex-JP Morgan. “O freio não terá a mesma eficiência. O mesmo acontece quando políticas de estímulo à demanda atuam contra o aperto monetário."

Assim como Akira, economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast são categóricos na avaliação de que o BC está sozinho para realizar um trabalho que já seria naturalmente desafiador após a pandemia, quando governos e bancos centrais do mundo todo injetaram dinheiro na economia para evitar um colapso financeiro.

“É uma tarefa hercúlea, essa do BC de combate à inflação. Ele não tem nenhuma ajuda vinda do outro lado da Esplanada", aponta o ex-diretor de Política Monetária da Banco Central, Aldo Mendes, que classifica como solitária a batalha do BC no combate à inflação.

O governo pisou no acelerador ao antecipar a liberação do décimo terceiro de aposentados e ao autorizar o saque de até R$ 1.000 do FGTS para os trabalhadores. Em paralelo, a expectativa é que os investimentos públicos, incluindo os de governos estaduais e prefeituras, ganhem força em ano eleitoral. Mais gastos para o consumo e para investimentos contribuem para transferir ao segundo semestre os efeitos da alta de juros na atividade econômica.

Para Aldo Mendes, a política fiscal se vinculou à agenda eleitoral, e não restou outra opção a não ser manter a taxa de juro em elevação. Segundo o ex-diretor do BC, o quadro, que já era complicado por causa da inflação disseminada, ficou mais difícil diante do aumento de juros mais rápido nos Estados Unidos, que estimula uma saída de capital estrangeiro e pressiona a cotação do dólar. "Vejo o governo continuando a gastar na ilusão de que a arrecadação está aumentando, e um BC mantendo o juro em elevação, sem decretar o fim do ciclo de alta", resume.
Expectativas

O governo não compromete a eficácia da política monetária do Banco Central apenas lançando medidas que reforçam a demanda. Os preços refletem também as expectativas, e o Planalto não contribui para melhorar as previsões para a inflação quando alimenta incertezas sobre os rumos das contas públicas.

Para Adauto Lima, economista-chefe da gestora Western Asset, enquanto a política monetária tenta, com aumento de juros, esfriar o consumo, o governo tem lançado medidas de expansão no sentido contrário. Como resultado, a tarefa do BC torna-se mais árdua. "Com a surpresa da arrecadação, era para o governo caminhar a um superávit primário, não déficit primário", diz Lima.

Nos últimos três meses, o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma desoneração de impostos, que não chega ao consumidor na forma de preços mais baixos justamente porque a medida mantém a demanda aquecida. O governo também acenou com um aumento de 5% nos salários dos servidores. Esta seria uma despesa permanente, assim como o pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil, após medida provisória aprovada pelo Congresso.

Tudo isso ocorre depois de o governo ter tornado flexível o regime fiscal, abrindo espaço a mais gastos no orçamento, na PEC dos Precatórios.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro já indicou que planeja rever a regra do teto de gastos para poder investir mais se conseguir a reeleição, alinhando-se à ideia defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições de outubro.

Essa sinalização preocupa porque, enquanto o governo aumenta os gastos e reduz impostos, ele não poderá contar com um aumento da arrecadação de impostos por muito tempo.

O aumento da arrecadação é atribuído por economistas a causas temporárias, como a própria inflação persistente, o salto das cotações das commodities e a recuperação cíclica após o choque da crise sanitária.

Na quarta-feira passada, ao comunicar o aumento da taxa básica de juros, a Selic, em mais um ponto porcentual, para 12,75%, e antecipar que a taxa seguirá subindo em junho, o BC voltou a citar a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal entre os riscos de alta da inflação.

Exame - SP   11/05/2022

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou nesta terça-feira (10) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo o Banco Central do Brasil, existe um aumento das incertezas sobre a trajetória da inflação, e por isso a taxa básica de juros (Selic) foi elevada em um ponto percentual, para 13,25% na última reunião do Comitê.

No documento, o Copom sinalizou uma extensão do ciclo de alta de juros, porém com ajuste de menor magnitude na próxima reunião.

Isso pois, segundo o Comitê, é necessário "assegurar a convergência da inflação para suas metas" dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.
Copom alerta sobre inflação global

Para o Copom, "as pressões inflacionárias globais se intensificaram e são caracterizadas tanto por uma demanda por bens persistentemente elevada (por exemplo, na economia norte-americana), quanto por choques de oferta ligados à guerra na Ucrânia e à política chinesa de combate à Covid-19".

Segundo o Comitê, esses fatores têm potencial para gerar pressões inflacionárias persistentes em diversas economias, particularmente nas que estão mais defasadas no processo de normalização de suas políticas fiscais e monetárias.

Além disso, o Copom avaliou que existe uma grande incerteza sobre o comportamento futuro dos preços de commodities em reais, como reflexo da guerra na Ucrânia e da retomada das economias no pós-pandemia.

Ou seja, segundo os técnicos do Banco Central existe a possibilidade de reversão, ainda que parcial, do aumento nos preços das commodities internacionais em moeda local.

Essa possível alta da inflação já estaria parcialmente incorporada nas expectativas analisadas pelo Boletim Focus, assim como nos preços de diversos ativos locais.
Alerta sobre necessidade de reformas estruturais

O Banco Central também lembrou que a redução no empenho por reformas estruturais e mudanças no processo de ajuste das contas públicas poderiam acabar elevando ainda mais taxa de juros considerada "neutra" para a economia brasileira.

De fato, o Comitê convidou o governo federal a voltar para o caminho das reformas fiscais para evitar um descontrole inflacionário que obrigaria a Instituição Monetária Central a elevar ainda mais os juros.

Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o Copom ressaltou que veio em linha com o que era esperado.

Entretanto, "o aperto das condições financeiras cria um risco de desaceleração mais forte que o antecipado nos trimestres à frente, quando seus impactos tendem a ficar mais evidentes".

Para o Comitê entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se:

Por outro lado, para o Banco Central uma possível redução nos preços das commodities e uma desaceleração da atividade econômica mais acentuada do que a projetada poderiam acabar reduzindo o ritmo de alta da inflação.

IstoÉ Dinheiro - SP   11/05/2022

A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Cleveland, Loretta J. Mester, estimou nesta terça-feira, 10, que a taxa neutra de juros nos Estados Unidos está em cerca de 2,5%. Em entrevista ao Yahoo News, a dirigente afirmou que a taxa básica poderá ser elevada para além desse nível, com objetivo de combater efetivamente a inflação. Atualmente, as Fed Funds estão na faixa entre 0,75% e 1,00%.

Loretta J. Mester reconheceu que a taxa de desemprego pode ter alguns meses de alta e o que o Produto Interno Bruto (PIB) americano pode voltar a registrar nova contração, em meio ao aperto monetário. “Mas não acho que isso se será sustentado. O mercado de trabalho está em um posição em que há muito mais pessoas procurando emprego”, explicou.

A dirigente acrescentou que a volatilidade nos mercados financeiros decorrentes do processo de aperto de juros é “desconfortável”, mas “necessária” para conter a escalada inflacionária. De acordo com ela, a maior economia do planeta ainda dispõe de “impulso positivo”.

Loretta J. Mester, que vota nas reuniões do Fed este ano, defendeu ainda que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) considere a venda de títulos atrelados a hipotecas (MBS, em inglês) como parte do aperto quantitativo (QT).

Investing - SP   11/05/2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sob pressão para domar a inflação, disse aos norte-americanos nesta terça-feira que compreende o que eles estão enfrentando e que ele e o Federal Reserve estão trabalhando para resolver a questão.

"Eles estão frustrados", disse Biden sobre os norte-americanos pagarem mais por bens e serviços. "Eu não os culpo."

Com um salto na inflação levando a alta anual dos preços ao consumidor a mais de 8%, o presidente destacou a liberação de petróleo das reservas estratégicas e a pressão sobre as empresas para retornarem lucros recordes aos consumidores sob a forma de preços mais baixos.

"Sei que as famílias em toda a América estão sofrendo por causa da inflação", disse Biden em um discurso na Casa Branca. "Quero que todo norte-americano saiba que estou levando a inflação muito a sério e que é minha principal prioridade interna."

Biden disse que a pandemia de Covid-19, juntamente com os problemas da cadeia de abastecimento e a guerra da Rússia contra a Ucrânia, são os culpados pelo pico da inflação. Seu governo colocou trilhões na economia em ajuda pela Covid e em gastos com infraestrutura, que os republicanos e alguns economistas culpam pelos custos mais altos.

Biden disse que o Federal Reserve fará seu trabalho para controlá-la. O banco central dos EUA aumentou a taxa de juros em 0,5 ponto percentual na semana passada e a expectativa é de mais aumentos ano

O presidente não anunciou novas medidas no discurso, que ocorreu um dia antes de novos dados de preços ao consumidor, que devem mostrar que a inflação permaneceu elevada até abril.

Mas ele disse que estava considerando eliminar as tarifas da era Trump sobre a China como uma forma de baixar os preços dos bens nos Estados Unidos. "Nenhuma decisão foi tomada sobre isso", disse ele.

O Estado de S.Paulo - SP   11/05/2022

Surpresas positivas dos recentes indicadores de atividade levaram grande parte dos economistas brasileiros a surfar uma nova onda de otimismo, revisando significativamente para cima suas projeções de desempenho do PIB em 2022, inclusive com estimativas melhores para a taxa de desemprego.

Mas, com a inflação rodando em mais de 10% e a taxa Selic devendo superar 13%, até quando os indicadores de atividade vão seguir surpreendendo para cima?

Em outras palavras, esse otimismo recente tem vida longa? Poderá resistir ao aumento da inadimplência das famílias brasileiras quando o efeito integral do aperto monetário em curso pelo Banco Central for sentido na economia real?

Na primeira pesquisa Focus publicada neste ano, o consenso das projeções do PIB em 2022 apontava para um crescimento de 0,36%. Em pouco mais de quatro meses, a maioria das estimativas migrou para 0,8%, mas, nos últimos dias, muitos economistas passaram a prever alta de 1% ou mais do PIB neste ano.

Foi o caso do Bradesco, que elevou sua projeção de crescimento do PIB em 2022 de 1,0% para 1,5%. Na semana passada, o banco Barclays passou a prever expansão de 1,0% (de 0,3% anteriormente) do PIB neste ano.

Os dados mais recentes de atividade referentes ao primeiro trimestre turbinaram as expectativas dos analistas. Entre os indicadores, os do mercado de trabalho apresentaram melhora surpreendente.

A taxa de desemprego ficou em 11,1% no trimestre encerrado em março, abaixo do que previam os analistas, de 11,4%, e bem menor do que os 14,9% no auge do impacto da pandemia de covid em 2020.

Aliás, é comum o desemprego aumentar no primeiro trimestre do ano em razão do fim dos empregos temporários para as festas de final de ano. Mas a reabertura da economia, com o controle da pandemia, vem contribuindo para o aumento nas contratações pelas empresas.

É inegável que a fotografia de curto prazo da economia brasileira tornou-se mais animadora. Não à toa, os índices de confiança do consumidor e do empresário melhoraram em abril. Todavia, os fundamentos de médio e longo prazos da economia brasileira ainda não são robustos o suficiente para levar a um crescimento sustentado do investimento.

O risco fiscal segue preocupante. Quem vai investir em ampliação de produção sem ter a menor ideia de como será a política econômica a partir de 2023, seja quem vencer a eleição presidencial?

Sem uma nova âncora fiscal para substituir o cambaleante teto de gastos, o mais provável é haver apenas surtos temporários de otimismo como o que estamos vendo agora.

MINERAÇÃO

Valor - SP   11/05/2022

O Citi reduziu sua previsão de Ebitda para 2022 para o setor de mineração europeu em 1,4%, mas aumentou em 4,6% para 2023 e em 7,8% para 2024

As ações de empresas de mineração enfrentam vários riscos neste ano depois dos resultados fracos do primeiro trimestre, dizem analistas. Além da inflação de custos em curso, a demanda por commodities pode ser prejudicada por uma possível recessão econômica, aperto monetário, paralisações por causa da covid um setor imobiliário mais fraco na China.

No entanto, os preços das commodities devem se recuperar fortemente da atual desaceleração e continuar a sustentar os lucros nos próximos anos, segundo analistas.

A temporada de resultados do primeiro trimestre acabou sendo fraca para a maioria das empresas de mineração, e o setor está enfrentando perdas de produção e custos mais altos no curto prazo, disse o analista do Citi Ephrem Ravi em relatório a clientes.

Além disso, os investidores estão ficando preocupados com a possibilidade de uma recessão econômica, lockdowns na China e aperto monetário nos EUA e na Europa, levando a uma demanda menor, diz ele. No entanto, a produção fraca e os custos mais altos continuarão a sustentar os preços das commodities.

O Citi reduziu sua previsão de Ebitda para 2022 para o setor de mineração europeu em 1,4%, mas aumentou em 4,6% para 2023 e em 7,8% para 2024 depois de melhorar sua perspectiva de preço para minério de ferro e carvão metalúrgico.

A duração e a profundidade da atual desaceleração das commodities são desconhecidas, mas o Jefferies diz que a recuperação subsequente na maioria das commodities será forte. A falta de vigor no lado da oferta só deve piorar neste período de fraqueza da demanda, incerteza macro e aumento das taxas de juros, diz.

Essa escassez de metais e outras commodities, causada por anos de subinvestimento na capacidade das minas, provavelmente será o gargalo para o crescimento global quando a economia se recuperar, disse o banco em nota.

No entanto, os preços das commodities e as ações de mineração também podem cair temporariamente ainda mais devido às medidas restritivas na China, à fraqueza nos mercados imobiliários chineses, ao crescimento mais lento nos EUA ou a uma possível recessão na Europa, alerta o Jefferies.

Para Caroline Bain, economista de commodities da Capital Economics, os dados comerciais da China pintaram “um quadro moderado, mas não desastroso” da demanda chinesa por commodities.

No entanto, as importações podem diminuir mais nos próximos meses se a demanda pelas exportações da China continuar esfriando, disse ela.

O crescimento das exportações chinesas em dólares americanos desacelerou para 3,9% em abril, de quase 15% em março. Os volumes provavelmente foram ainda mais fracos do que esse número sugere, devido aos preços mais altos dos produtos, diz Bain. Ainda assim, as importações de commodities energéticas da China resistiram bem no mês passado diante dos lockdowns, diz ela.

“A principal retração nos dados de importação se concentrou nos metais, principalmente no minério de ferro", diz Bain, que espera que a produção de aço chinesa mais fraca resultará em menores importações de minério de ferro em 2022.

Veja - SP   11/05/2022

Parece que aquele oba-oba do minério de ferro chegou ao fim. A mineradora Vale, que chegou a subir mais de 30% ao longo do ano na esteira da commodity, zerou todos os seus ganhos em 2022 depois das recentes quedas do minério de ferro, que voltou para a casa dos 126 dólares a tonelada e praticamente zerou sua valorização no ano também — a alta ainda é de 3%. No radar dos investidores, o lockdown imposto em 36 cidades chinesas por causa dos surtos de Covid-19, dentre elas Xangai, a maior do país, e também o fechamento de uma série de portos no país. Tudo isso faz o mercado acreditar que a economia chinesa vai esfriar e que a demanda por minério vai cair. Nesta quarta-feira, 10, os papéis da Vale caíram 1,24%, mas outras empresas do setor de mineração e siderurgia, como Usiminas e CSN, afundaram 6,78% e 5,82%, nessa ordem.

AUTOMOTIVO

Exame - SP   11/05/2022

Nesta terça-feira, 10, a Anfavea, associação que representa a indústria nacional automotiva, irá apresentar os dados de emplacamentos e produção de veículos do mês de abril, além de dados do quadrimestre.

Os dados anteriores registraram o pior março desde 2003, com a produção de carros caindo 7,8% e os licenciamentos recuando 22,5% em relação a 2021. E, segundo especialistas, o cenário pessimista deve continuar em abril, completando dez meses consecutivos de números negativos.

Segundo dados da consultoria Jato Dynamics, especializada no setor, em abril, a venda de veículos caiu 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no comparativo com março deste ano houve um aumento quase nulo, de 1%. No acumulado do ano, o cenário também é pessimista: as vendas estão 23,2% abaixo em relação a 2021.
Lockdown na China

Com a China voltando a apertar as restrições por conta da pandemia, os problemas na cadeia de suprimentos também começam a se multiplicar. Agora, além da falta de semicondutores, com os quais as montadoras já sofriam desde o ano passado, elas também estão lidando com a escassez de outros componentes.

“Semicondutor ainda é o grande problema, mas outras peças que também são essenciais estão em falta por conta de uma série de dificuldades logísticas. A cadeia de fornecedores como um todo não se recuperou totalmente, mas recentemente, o que vem pesado mais é a situação na China”, diz Milad Kalume Neto, gerente de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics.

Na semana passada, por exemplo, a Volkswagen colocou 2,5 mil funcionários em férias coletivas justamente por falta de peças. Em abril, a Mercedes-Benz também precisou recorrer às férias coletivas, afastando 5,6 mil trabalhadores das fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), sobretudo em razão da falta de semicondutores.

Tudo isso aliado à alta do dólar e à inflação têm disparado o preço dos carros seminovos que, segundo a Jato, estão custando, em média, R$ 134 mil. “Enquanto o emplacamento bruto caiu, o emplacamento pelo valor do veículo vem aumentando, ou seja, a indústria ainda está lucrando”, diz.

Kalume Neto, entretanto, salienta que esse cenário não favorece as montadoras. “Porém, você tem uma ociosidade na fábrica que também não é interessante para as empresas porque os custos fixos se mantêm, mas você não consegue produzir mais, seja para consumo interno ou externo. Ou seja, desperdiça recursos”.

No longo prazo, o cenário também não é animador. Além de eleições, que devem trazer mais instabilidade política contribuindo para o aumento da inflação até a Copa do Mundo, que dessa vez vai acontecer mais tarde, também prejudica as montadoras.

"Dezembro tradicionalmente é um dos meses que mais se vende carro. Por outro lado, mês de Copa do Mundo diminui as vendas, as pessoas estão focadas em outras coisas. Ou seja, tudo isso se soma à turbulência que o mercado automotivo já está enfrentando", finaliza.

O Estado de S.Paulo - SP   11/05/2022

A produção das montadoras deu sinais de reação em abril, quando 185,4 mil veículos foram fabricados no País na soma de todas as categorias: carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O resultado praticamente repete o volume de março (leve alta de 0,4%), apesar de abril ter sido um mês com três dias úteis a menos.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção da indústria de veículos caiu 2,9%. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 10, pela Anfavea, a associação que representa as montadoras.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, período no qual 681,6 mil veículos foram montados no Brasil, o setor segue no vermelho, com queda de 13,6% no comparativo com 2021. A diferença tem entre as explicações a falta de peças, principalmente componentes eletrônicos, que vem provocando paradas de produção em fábricas tanto de carros quanto de caminhões.

As vendas, de 147,2 mil unidades, também reagiram na margem durante o mês passado. Os emplacamentos, com leve alta de 0,3%, praticamente igualaram o resultado de março apesar do calendário comercialmente mais curto.

Ainda assim, a comercialização de veículos no Brasil segue abaixo de anos anteriores, com queda de 15,9% na comparação com abril de 2021. No acumulado desde o primeiro dia de 2022, as vendas somaram 552,9 mil unidades, o que representa um recuo de 21,4% contra 2021 e o menor número em 16 anos.

Como reflexo dos sucessivos aumentos de preços, seguidos pela escalada dos juros cobrados nos financiamentos, as vendas seguem abaixo da limitada oferta de veículos, mesmo após o corte no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Já do lado das exportações, o desempenho segue positivo. No mês passado, os embarques, que têm a Argentina como principal destino, subiram 32,3% ante igual período de 2021. Na comparação com março, as exportações do mês passado - um total de 44,8 mil unidades - tiveram alta de 15,2%. Com isso, as exportações chegam a 152,9 mil unidades no total desde o início do ano, 17,9% a mais do que nos quatro primeiros meses de 2021.

O balanço da Anfavea mostra ainda que o emprego nas montadoras de veículos ficou estável em abril, quando apenas 24 postos de trabalho foram fechados no setor.

Valor - SP   11/05/2022

Porte do parque industrial brasileiro pode atrair investimentos

Leite, novo presidente da Anfavea, não quer esperar eleições para dialogar com governo: “A política eleitoral é questão importante, mas está em segundo plano” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

A produção de semicondutores sempre esteve concentrada na Ásia. E é nesse continente que, até 2023, serão erguidas quase todas as 29 novas fábricas previstas para expandir a produção mundial desses pequenos chips eletrônicos. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, no entanto, o tamanho do parque industrial automotivo pode atrair investimentos desse setor também para o Brasil.

Com base em informações da indústria de semicondutores a Anfavea estima em R$ 2 bilhões o investimento mínimo para o Brasil construir um parque de produção de semicondutores com capacidade suficiente para evitar que montadoras e outras indústrias que dependem desses pequenos chips voltem a ter os problemas de escassez de suprimentos que se arrastam há mais de um ano, provocando inúmeras interrupções na produção.

As sucessivas paralisações por falta de peças atingiram 14 fábricas instaladas no Brasil em 2021 e neste ano foram as principais responsáveis pela queda de 13,6% no volume de veículos produzidos de janeiro a abril na comparação com o primeiro quadrimestre de 2021.

O setor “teve que se reinventar” para tentar driblar a escassez dos chips, segundo Leite. O assunto é um dos temas que têm sido discutidos com o governo. Leite assumiu a presidência da Anfavea há pouco mais de uma semana. Desde a véspera da posse já esteve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, duas vezes e já se prepara para um novo encontro nas próximas duas semanas.

“Se não agirmos agora os fabricantes de semicondutores investirão em outros países”, destaca Leite. O dirigente acredita que a indústria dos chips pode se interessar em investir também no Brasil, atraída pela capacidade do parque local, suficiente para produzir 4,5 milhões de veículos por ano. Para ele, as equipes de pesquisa e de desenvolvimento do Brasil estão capacitadas para eventuais investimentos não apenas da indústria de semicondutores como também de baterias para carros elétricos.

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente da Anfavea, Leite foi extremamente otimista. A retração de 21,4% no volume de vendas internas no primeiro quadrimestre não foi tema de seus comentários. Ele preferiu destacar a alta de 11% na média diária de licenciamentos de veículos novos em abril na comparação com março. Para ele, o importante é observar a tendência de recuperação do mercado, que o leva a acreditar na possibilidade de terminar 2022 com crescimento na comparação com 2021.

Mas as vendas no primeiro quadrimestre de 2022 ficaram abaixo também dos mesmos períodos em 2019, queda de 25%, e de 2018 - retração de 17,7%.

A julgar pelos resultados, os dirigentes da indústria automobilística estariam prontos para rever as projeções feitas no início do ano. Mas a Anfavea não tocou ainda nesse assunto. A entidade iniciou o ano com previsão de crescimento de 9,4% na produção, para 2,46 milhões de veículos, e de 8,5% nas vendas internas, com 2,3 milhões de unidades.

Em 2021, os prognósticos foram refeitos duas vezes, em julho e em outubro, dando a entender que os dirigentes custavam a crer que a crise dos semicondutores seria tão duradoura.

Os problemas da escassez de componentes persistem. Mas, agora, fatores macroeconômicos também podem afetar a demanda. A questão é saber qual é a força de cada um. Pressão inflacionária mais forte e juros mais elevados pesam na decisão do consumidor que planeja trocar o carro.

Leite admite a dificuldade de expandir as vendas num cenário em que o cliente que vai financiar um veículo tem de arcar com juros em torno dos 30% ao ano.

Mas, enquanto o cenário econômico não favorece o consumo, o dirigente se organiza para atacar em outras frentes, com o foco no aumento da competitividade. As conversas com o governo têm seguido esse rumo.

Leite não pretende esperar a eleição presidencial para buscar interlocutores no governo. Para ele, a política eleitoral é uma questão importante, “mas está em segundo plano”. Há pautas que não podem aguardar, diz, referindo-se ao posicionamento da entidade em relação à urgência da reforma tributária, ao custo Brasil e a decisões regulatórias para o setor.

A necessidade de redobrar esforços no segundo semestre para reorganizar a cadeia de suprimentos e recuperar o tempo perdido levou o setor até a cancelar o São Paulo Motor Experience, nome do antigo Salão do Automóvel, programado para o início de agosto. O evento foi adiado para o próximo ano.

O plano das montadoras era criar este ano um novo formato para as exposições estáticas dos automóveis, que acontecem desde a década de 1960. A proposta era levar o evento para o autódromo de Interlagos, onde o público poderia não apenas ver os carros de perto como também dirigi-los.

A ideia dos dirigentes das montadoras era realizar um evento marcante, sem perder o humor pela escassez de peças e com todas as atenções do público voltadas para a pista de Interlagos. Mas o espetáculo perderia o brilho com a falta de componentes para produzir as estrelas desse show.

PETROLÍFERO

TN Petróleo - RJ   11/05/2022

A Petrobras destinou US$ 78 milhões em seu Plano Estratégico 2022-2026 para a Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB), que completa 40 anos neste mês de maio. Responsável por processar a maior parte do gás natural produzido no pré-sal, o ativo receberá o investimento dentro do Programa de Revitalização de Cabiúnas.

De acordo com o gerente da UTGCAB, Alisson Cardoso, o Programa visa o incremento da estrutura física, modernização de unidades industriais, melhoria em processos operacionais e atendimento a novos requisitos legais e normativos. As ações também são realizadas para assegurar indicadores que estão ligados à capacidade de fornecimento de gás e ao suporte à produção de óleo e gás das plataformas, a fim de que estas continuem produzindo, especialmente as que operam no pré-sal.

A UTGCAB processa a maior parte do gás natural produzido no pré-sal e, em 2021, foi a que mais gerou esse produto, entregando ao mercado 18 milhões de m³/dia, o que representou 21% da demanda nacional. Plataformas do pós e do pré-sal que enviaram gás para Cabiúnas foram responsáveis por 41% da produção de petróleo no país. Um outro produto gerado pela unidade, o GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), teve destaque também no último ano: 914 toneladas por dia, o que corresponde a 70 mil botijões de 13 kg. Sozinha, a unidade — localizada em Macaé, no estado do Rio de Janeiro — representa 12% da produção nacional.

Para Alisson, a história de Cabiúnas se confunde com a própria história da indústria de óleo e gás no país. Durante esses 40 anos, a unidade esteve presente em vários dos principais ciclos de crescimento desse segmento, possibilitando a concretização de muitos projetos ligados à produção das Bacias de Campos e de Santos.

“Nesse contexto, o Programa de Revitalização de Cabiúnas é uma de nossas principais ações, pois permitirá maior qualidade e confiabilidade em nossas atividades, o incremento da segurança de nossos processos, a garantia do respeito ao meio ambiente e a vida de nossos empregados e colaboradores, bem como custos de processamento competitivos quando comparados a unidades desse segmento de classe mundial”, completa.

Valor - SP   11/05/2022

Fontes dizem que autoridades perguntaram à estatal se ela poderia aumentar a produção de petróleo depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou os preços globais

O governo dos Estados Unidos não conseguiu convencer a Petrobras a aumentar a sua produção de petróleo, após pedido feito no último mês de março, diz a agência “Reuters”.

Fontes dizem que autoridades perguntaram à estatal se ela poderia aumentar a produção de petróleo depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou os preços globais.

Funcionários da Petrobras afirmaram que os níveis de produção eram uma função da estratégia de negócios e não da diplomacia e que um aumento significativo da produção no curto prazo não seria logisticamente possível, segundo as fontes.

“Estamos fazendo todo o possível com nossos aliados e parceiros para mitigar os impactos econômicos das ações russas em outras economias como o Brasil”, diz um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos em um comunicado à Reuters.

“Estamos trabalhando com as empresas de energia para aumentar sua capacidade de fornecer energia ao mercado, principalmente à medida que os preços aumentam.”

O porta-voz não elaborou ou comentou especificamente sobre a reunião de março com executivos da Petrobras.

A Petrobras negou em comunicado que tenha ocorrido qualquer reunião com “representantes do Departamento de Estado dos EUA”. A companhia não respondeu a um pedido de comentário quando perguntada se havia sido contatada por qualquer outro departamento do governo dos EUA.

TN Petróleo - RJ   11/05/2022

A capacidade de fornecimento de gás em Rio das Ostras será triplicada até o final do ano. A informação foi dada esta semana à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais pela Naturgy, empresa de distribuição de gás canalizado, que finaliza um gasoduto de 8,5 quilômetros para beneficiar também as cidades de Casimiro de Abreu e Rio Dourado. O projeto vai propiciar ainda o abastecimento de novos postos de GNV na região.

– Rio das Ostras tem hoje uma economia estruturada e um PIB per capita equivalente à cidade do Rio de Janeiro. O município vem crescendo ainda por conta de obras de infraestrutura, da exploração de petróleo e gás na Bacia de Campos, e da chegada de grandes empreendimentos, que se traduzem em empregos e renda para a população – afirma o governador Cláudio Castro.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Cássio Coelho, lembra que Rio das Ostras é um dos municípios com maior crescimento populacional e econômico do Brasil, segundo o IBGE.

– Nos últimos dez anos, a população do município cresceu mais de 50%, daí a necessidade de ampliação da infraestrutura de atendimento à população e aos empreendimentos da região, cuja perspectiva de crescimento é grande – diz Coelho.

Em função dos novos empreendimentos no município, a Naturgy está investindo mais de R$ 10 milhões na obra do gasoduto e R$ 300 milhões na expansão e renovação de sua rede em todo estado, até o final de 2022, como anunciou a presidente da empresa, Katia Repsold, ao secretário Cássio Coelho.

– Com isso, estamos reafirmando o compromisso da Naturgy com o estado – ressaltou a executiva.

Um dos empreendimentos atualmente em desenvolvimento, o Shopping Plaza Rio das Ostras, que integrará o primeiro bairro planejado da cidade, tem investimento privado de R$ 100 milhões e irá gerar milhares de oportunidades de trabalho na região durante o período de construção, que começou em dezembro passado e deve estar concluído em novembro de 2023. Depois de inaugurado, a estimativa é que gere cerca de mil empregos contínuos.

– O bairro planejado está projetado para contar com Shopping Center (em obra), Atacadão (em operação), loja de material de construção, Centro de lojas de móveis e decoração (Casa & Design), Hotel, Posto de Combustível, Hospital, Escola, Centro poliesportivo, Auto Center, Garden, Loteamentos Residenciais Horizontais e Incorporações Residenciais Verticais – afirma o sócio do Shopping Plaza Rio das Ostras e presidente da Sinal Business, empresa idealizadora do empreendimento, Rafael Bousquet.

Segundo o empresário, a estimativa total de investimentos, apenas na primeira fase do empreendimento, é de mais de R$ 300 milhões.

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