ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

11 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Top Picks: Analistas acreditam em continuidade do bom desempenho de Vale e siderúrgicas

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

A primeira semana de janeiro foi marcada pela forte valorização das ações das siderúrgicas, com a CSN, por exemplo, acumulando alta de 20%. A Vale, por sua vez, rompeu a marca de R$ 100 por ação e seu valor de mercado alcançou R$ 537 bilhões. Segundo analistas do mercado financeiro, este movimento tem base em fundamentos e deve continuar nos próximos meses, por conta principalmente do cenário internacional.

O desempenho desses papéis teve influência direta no Ibovespa, que subiu mais de 5% na semana. "De fato, o cenário para o setor segue bastante positivo, com uma escassez na oferta de minério de ferro no mundo, e a demanda segue crescendo, principalmente por parte da China. Os estímulos da economia chinesa em infraestrutura e construção têm proporcionado uma demanda por aço muito acima do normal, além de países que são 'parceiros' comerciais em que a China tem forte atuação, como na África", afirma Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

Ricardo Peretti, estrategista de renda variável da Santander Corretora para Brasil e América Latina, acredita que as valorizações registradas por Vale, CSN, Gerdau e Usiminas estão em linha com os bons fundamentos do minério de ferro nos mercados internacionais. "A incerteza em relação à oferta global de minério de ferro neste ano, a forte demanda por minério das siderúrgicas chinesas e os estoques de minério nos portos da China levemente abaixo dos patamares históricos devem manter a commodity em níveis elevados por mais tempo", explica. Atualmente, o minério negociado no porto de Qingdao, na China, está por volta de US$ 170 a tonelada.

O analista da Mirae Asset, Pedro Galdi, ressalta outros pontos importantes sobre a Vale. Ele lembra que a definição sobre as reais consequências financeiras do rompimento da barragem em Brumadinho está próxima, já que o governo de Minas Gerais espera fechar acordo com a mineradora na próxima semana. "A Vale teve sólidos resultados neste ano e vai pagar dividendos elevados, com retorno (yield) superior a 10%. Mas o principal é o fluxo de investidores estrangeiros, que buscam liquidez e ativos de qualidade".

Em relação às recomendações, o Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) atualizou sua carteira para janeiro mantendo somente Petrobras PN em relação a dezembro, acompanhada de B3 ON, BTG Pactual Unit, Magazine Luiza ON e Weg ON.

O Santander fez duas alterações em sua lista, retirando Direcional ON e Via Varejo ON para as entradas de EcoRodovias ON e Petrobras ON.

A carteira da CM Capital para o mês tem Azul PN, Bradesco PN, Gerdau PN, Marfrig ON e Vale ON.

Nas atualizações semanais, o maior número de mudanças foi registrado na MyCap, que trocou Minerva ON, SulAmérica Unit, TIM ON e Weg ON por Banco Inter PN, BTG Pactual Unit, Duratex ON e Unidas ON.

A Ativa realizou três trocas para a próxima semana, com as saídas de Energisa Unit, Minerva ON e Vivara ON para as entradas de JBS ON, MRV ON e Weg ON.

A Guide trocou o ETF de S&P 500 por Via Varejo ON. A Mirae retirou Via Varejo ON para a entrada de Usiminas PNA. E a XP Investimentos tirou Banrisul PNB para colocar SulAmerica Unit.

Menos

Mercado do aço comemora resultados de 2020

Ler Notícia

InfraRoi - SP   11/01/2021

Apesar da pandemia, setor obteve resultados semelhantes aos de 2019 e prevê crescimento em 2021.

Em novembro, quase 70% da capacidade instalada para produção de aço no Brasil estava ativa. Em abril, dado a pandemia, esse índice era de 45% e motivou o desespero do setor, que visualizava fechamento de fábricas e quebra de empresas. A reversão positiva do cenário ocorreu ao longo dos últimos meses e, para se ter ideia, o índice de ocupação da capacidade instalada em novembro foi maior do que o de janeiro de 2020, pré-pandemia.

Em relação a todo o ano de 2019, as vendas internas de aço devem consolidar crescimento de 0,5% em 2020, atingindo 18,9 milhões de toneladas. Faltam os dados de dezembro. O consumo aparente deve fechar com queda de apenas 1%, devendo atingir 20,8 milhões de toneladas. Os dados preliminares (até novembro) são do Instituto Aço Brasil, que comemora os resultados e prevê aquecimento de mercado em 2021.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) está elevado, embora tenha havido redução de 4,1 pontos (ficando em 78,9) em dezembro. Segundo o Instituto Aço Brasil, esse é o terceiro maior patamar desde quando começou a medição, em abril de 2019. “A expectativa do setor é de que em 2021 as vendas internas aumentem 5,3% e o consumo aparente de produtos siderúrgicos 5,8% em comparação com 2020”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil

Segundo ele, a boa expectativa tem base no aumento de consumo de aço na construção civil, nas obras de infraestrutura e uma maior participação da indústria nacional no setor de óleo e gás e energia renovável.

Menos

ECONOMIA

FMI reduz para 7,9% previsão de crescimento na China em 2021

Ler Notícia

IstoÉ Dinheiro - SP   11/01/2021

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta sexta-feira (8) em 0,3 ponto sua previsão de crescimento para a China em 2021, para 7,9%, devido às consequências da pandemia de coronavírus que ainda afetam fortemente a demanda interna.

A China, onde o novo coronavírus apareceu no final de 2019, conseguiu praticamente erradicar a covid-19 no início do ano passado e deve ser a única grande economia com crescimento positivo em 2020.

O FMI espera que a China cresça 1,9% em 2020, previsão inalterada em relação ao prognóstico de outubro, embora continue sendo o pior número para a China desde 1976, antes do início da era das reformas econômicas.

“A economia chinesa continua se recuperando rapidamente da pandemia, graças aos grandes esforços para conter o vírus e às rápidas medidas políticas para mitigar o impacto da crise”, observa o FMI.

“Mas o crescimento é desequilibrado, pois a recuperação depende em grande parte do setor público, enquanto o consumo privado está ficando para trás”, aponta o Fundo, destacando que a pandemia “acrescentou muitas vulnerabilidades”, especialmente a dívida, que enfraquece a economia.

Dessa forma, o déficit orçamentário deve aumentar para 18,2% do PIB em 2020, ante 12,6% em 2019, segundo o FMI.

A economia chinesa foi capaz de se recuperar e de “se adaptar” à pandemia, graças, em particular, ao comércio on-line e à forte demanda por produtos relacionados à própria covid-19 no exterior, mas a atividade deve permanecer “abaixo de sua capacidade a médio prazo”, de acordo com o Fundo.

Alguns setores continuam sendo fortemente afetados, principalmente os de hotéis, restaurantes e lazer.

O FMI também alerta que medidas de distanciamento para prevenir a epidemia “continuarão a travar” a atividade do setor de serviços neste ano.

A paralisação da economia no início do ano passado pela epidemia fez o PIB da China despencar 6,8% no primeiro trimestre, antes de recuperar 3,2% no segundo, e 4,9%, no terceiro.

O valor oficial do PIB para 2020, juntamente com o do último trimestre, será anunciado em 18 de janeiro.

Em 2019, o gigante asiático registrou um crescimento de 6,1%, o menor em três décadas.

Menos

O PIB paulista e a resistência à pandemia

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

Com os dados consolidados até outubro e os disponíveis até novembro, a Fundação Seade faz projeções melhores para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo em 2020 do que fazia há alguns meses. Depois de registrar queda de 8,6% em abril na comparação com março, o PIB paulista mostrou forte recuperação nos três meses seguintes.

Embora em ritmo menos intenso, o crescimento vem se mantendo. Em novembro, de acordo com novos indicadores que a Seade desenvolveu para antecipar os dados reais durante a pandemia, o crescimento deve ter sido de 0,8% sobre outubro. Já a expansão efetivamente aferida em outubro foi de 0,6% sobre setembro.

Com base nesse desempenho, a Seade estima que, no ano passado, o PIB paulista deve ter variado de uma redução de 0,8% a uma pequena alta de 0,1%. Qualquer que seja o resultado a ser confirmado pelas estatísticas finais, que serão conhecidas daqui a alguns meses, deverá ser bastante melhor do que o de toda a economia brasileira. As projeções dominantes para o desempenho do PIB brasileiro no ano marcado pela pandemia de covid-19 são de forte redução, que varia de -5,0% a -4,1%, com a média se situando na queda de 4,4%.

“Apesar dos riscos envolvendo os cenários previstos, cumpre observar que os resultados já alcançados para as principais variáveis até outubro permitem maior segurança em relação às taxas projetadas, sendo improváveis eventos que possam ter alterado significativamente a trajetória da economia paulista até o fim de 2020”, justificam os pesquisadores da Seade.

Ainda que se registre o efeito negativo combinado da redução do valor do auxílio emergencial pago a mais de 60 milhões de pessoas e da alta média dos preços no consumo, “não é plausível imaginar uma queda tão abrupta das vendas” no fim do ano que provoque queda acentuada dos resultados do setor de serviços, argumentam. Pode até ter havido desaceleração em dezembro, mas o resultado final do ano não deverá ter sido afetado de maneira notável.

Já o cenário internacional é bem mais incerto. Mesmo assim, dado o seu desempenho nos últimos meses de 2020, o PIB paulista carregará um fator estatístico positivo para 2021, que, sem desastres econômicos notáveis, deverá ser bem melhor do que 2020.

Menos

Rápida recuperação econômica da China desafia hegemonia do dólar

Ler Notícia

Infomoney - SP   11/01/2021

(Bloomberg) — A rápida recuperação da China dos efeitos da pandemia reacendeu o contínuo debate sobre por quanto tempo o domínio de 50 anos do dólar nos mercados globais pode persistir.

A dificuldade dos Estados Unidos de controlar o coronavírus e reativar sua economia é um forte contraste com o país asiático, onde o crescimento foi retomado. Essa divergência – que levou o dólar ao pior desempenho desde 2017, enquanto o yuan avançou – deu força à investida da China contra a hegemonia do dólar, com a migração de investidores para ativos onshore, uso do renminbi para o comércio e até mesmo uma nova aparência como moeda de reserva.

É fato que a perda de terreno do dólar como moeda de reserva mundial tem sido especulada e prevista há anos. Antes do yuan, o debate girava em torno sobre o euro como sucessor do dólar. Nada, porém, conseguiu prejudicar as forças gêmeas que sustentam a supremacia do dólar: o papel dos EUA como motor de crescimento global e como primeira opção de refúgio para investidores durante crises.

Mas, recentemente, o coronavírus começou a corroer ambos os pilares tradicionais da moeda americana. Agora, é o yuan que se beneficia da demanda por desempenho econômico superior e por ativos protegidos das consequências da pandemia, trazendo as perspectivas de longo prazo da moeda de volta ao foco.

“O centro da economia mundial está mudando do Atlântico Norte, onde está há 500 anos, para o Pacífico”, disse Marc Chandler, estrategista-chefe de mercado da Bannockburn Global Forex. “Os mercados de câmbio vão refletir isso com o tempo”.
Força do yuan

É um fim um tanto irônico para a busca do presidente Donald Trump por um dólar mais fraco. Apesar de frequentemente criticar autoridades de Pequim por controlar a moeda chinesa com o objetivo de apoiar as exportações chinesas às custas dos EUA – e lançar uma guerra comercial para pressionar o país asiático -, foi necessária uma pandemia para mudar a maré.

A China está colhendo os frutos. A segunda maior economia do mundo está a caminho de tomar o lugar dos EUA como o maior motor de crescimento em 2028, cinco anos antes do esperado há apenas um ano, devido ao melhor combate à pandemia, disse o Centro de Pesquisa Econômica e Empresarial no mês passado.

Embora o PIB dos EUA deva se recuperar em 2021 com expansão de 3,9%, a China pode fechar o ano com crescimento acima de 8%. E o banco central chinês estuda apertar a política monetária – em forte contraste com a promessa do Federal Reserve de manter as medidas acomodatícias, o que ajudou a derrubar o dólar.

Na verdade, alguns veem que o próprio sucesso econômico da China – especialmente ao se tornar um eixo da cadeia de abastecimento global – reforçará a tendência de taxas de juros baixas em outros países e aumentará a divergência.

“Os EUA e outros países continuam dependentes da cadeia de suprimentos chinesa para controlar a pandemia enquanto as vacinas são distribuídas”, disse Ben Emons, diretor-gerente de estratégia macro da Medley Global Advisors. Essa vantagem é o que “mantém os bancos centrais do G-10 altamente acomodatícios”.

Menos

A velocidade da recuperação da indústria

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

A recuperação da indústria nacional nos últimos meses tem sido rápida e persistente. Em novembro, a produção cresceu 1,2% na comparação com o mês anterior, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois da queda de 27,1% em março e abril, quando o isolamento social fez a indústria chegar ao ponto mais baixo do ano, a produção cresceu nos sete meses seguintes e acumulou alta de 40,7%.

Trata-se de uma recuperação espetacular, embora sobre uma base comprimida pela paralisia parcial ou total, ainda que temporária, de muitas unidades de produção por causa da pandemia. Mas é mais do que suficiente para compensar as perdas dos meses iniciais da pandemia. Assim, em novembro, a produção industrial estava 2,6% acima da de fevereiro.

A expansão observada até agora, no entanto, ainda não basta para que a indústria volte aos níveis de 2019. No acumulado dos 11 primeiros meses de 2020, o resultado é 5,5% menor do que o do ano anterior. No acumulado de 12 meses até novembro, a queda é de 5,2%. O resultado de novembro deixa a produção 13,9% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados mostram que o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias continua sendo o de maior influência no desempenho da indústria. Em novembro, o setor cresceu 11,1% sobre outubro.

Estatísticas da associação das montadoras, a Anfavea, baseadas em registros de produção e vendas das empresas filiadas e com periodicidade não coincidente com a do IBGE, mostram números menos brilhantes.

Em outubro, segundo a Anfavea, a produção de veículos foi 7,4% maior do que a de setembro; em novembro, o aumento foi de 0,7%; e, em dezembro, houve redução de 12,1%. O resultado acumulado de 2020 foi uma queda de 31,6% na produção de veículos automotores (de 2,01 milhões de unidades). Mas há otimismo no setor, que espera crescimento de 15% das vendas em 2021.

Para a indústria em geral, como observou o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, as medidas emergenciais do governo impulsionaram a expansão. No início de 2021 será necessário observar o efeito sobre a demanda doméstica do fim do pagamento do auxílio emergencial e da existência de 14 milhões de trabalhadores desocupados.

Menos

No sétimo mês seguido de alta, indústria cresce 1,2% em novembro

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

A indústria brasileira registrou em novembro do ano passado o sétimo mês seguido de alta, com avanço de 1,2% na comparação com outubro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De maio a novembro, a produção industrial cresceu 40,7%, eliminando a perda de 27,1% registrada em março e abril, período que o isolamento social foi mais rigoroso e fez a indústria atingir o nível mais baixo da série. Com isso, o setor está 2,6% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro.

Na comparação com novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%. De janeiro a novembro de 2020, o setor acumulou perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial ainda está 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, "houve um predomínio no crescimento, todas as categorias e a maior parte das atividades tiveram aumento".

O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias continuou como a maior influência positiva no resultado da indústria. Com a alta de 11,1% em novembro frente a outubro, a atividade, após quedas nos meses críticos da pandemia, registrou avanço de 1.203,2% em sete meses consecutivos, superando em 0,7% o patamar de fevereiro.

A importância do setor na indústria se reflete em outros ramos, já que a produção de veículos afeta atividades como metalurgia, com estímulo da produção de aço, e outros produtos químicos, área que engloba tintas de pintura. Ambas tiveram alta em novembro, de 1,6% e 5,9%, respectivamente.

Outras atividades deram contribuições positivas no mês, como confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,3%), máquinas e equipamentos (4,1%), impressão e reprodução de gravações (42,9%), couro, artigos para viagem e calçados (7,9%), bebidas (3,1%), produtos de metal (3,0%) e outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as nove atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram: produtos alimentícios (-3,1%), que acumulam redução de 5,9% em dois meses de queda, o que eliminou a expansão de 4,0% registrada entre julho e setembro; indústrias extrativas (-2,4%), com o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 10,4%; e produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que diminuiu 9,8%), interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos.

Menos

MINERAÇÃO

Vale: ações já saltaram 63% em três meses. Hora de vender?

Ler Notícia

Money Times - SP   11/01/2021

As ações da Vale (VALE3) dispararam nos três últimos meses 63% embaladas pela alta das commodities, especialmente do minério de ferro. A pergunta que fica é: os papéis possuem fôlego para subir mais?

Para o BTG Pactual a resposta é sim: os papéis da Vale não capturaram todo o potencial de alta.

Os analistas Leonardo Correa, Caio Greine e Ricardo Cavalieri não veem, por enquanto, sinais de reversão no cenário de precificação do minério de ferro.

“Acreditamos que há espaço para o setor continuar apresentando desempenho superior, especialmente à medida que a rotação continua e o consenso aumenta”, afirmam.

De acordo com os cálculos da equipe, a Vale irá gerar um Ebitda, que mede o resultado operacional, de US$ 40 bilhões em 2021, acima do consenso do mercado.

“Isso sugere que as revisões dos lucros devem continuar nas próximas semanas, o que deve ajudar a sustentar os preços das ações”, afirmam.

Eles também argumentam que com o preço do minério de ferro na faixa de US$ 130 por tonelada, a Vale pode ter um Caixa Livre para o Patrimônio Líquido (FCFE) yield de 18-19%.

“Isso sugere que a Vale poderia distribuir confortavelmente dividend yields na faixa de 12% a 15%, em nossa opinião”, pontuam.
Ainda tem o que melhorar

Mesmo que as ações da mineradora estejam baratas sob qualquer métrica, os analistas apontam que há espaço para redução do risco, como retorno de caixa, a recuperação dos volumes e redução dos custos e uma melhora das métricas ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).

O BTG tem a Vale como favorita do setor, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 103.

“Vemos as ações negociando em 3,6 vezes o Ebitda 2021 (diferença relevante para os pares australianos) – em níveis grosseiramente subvalorizados (mesmo após a alta)”, concluem.
Vale: distribuição bilionária de dividendos fica mais perto

Cinco anos após a tragédia de Mariana (MG), a Samarco retomou as operações e reforçou a confiança dos analistas de que a Vale (VALE3) promoverá uma grande distribuição de dividendos em 2021.

A expectativa do BTG é de que a mineradora pague US$ 10 bilhões aos acionistas no ano que vem, o que representaria cerca de 12% de retorno. A Vale divide, meio a meio, o comando da Samarco com a anglo-australiana BHP.

“A direção da Vale continua atacando as dragas do fluxo de caixa (uma a uma), e vemos isso [a retomada da Samarco] como um importante upside para suas ações”, afirmam os analistas.

Menos

Pesquisa mineral tem fila de 74 mil áreas

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

RIO - Um total de 74.240 áreas para pesquisa mineral ou lavra aguardam na fila para a oferta pública pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O estoque ganha mil novos processos por mês. O ritmo lento na realização de licitações trava investimentos no setor, critica a Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM). Para zerar o passivo nos próximos cinco anos, o País teria de ofertar em média 27 mil áreas ao ano.

Os cálculos foram feitos pela ABPM em estudo realizado em parceria com a startup Jazida.com. As rodadas de disponibilidade de áreas – nome técnico dado às ofertas públicas da ANM – selecionam interessados em dar prosseguimento a projetos minerários já outorgados a terceiros, mas que retornaram à carteira da agência por motivos como indeferimento de requerimentos, caducidade de títulos, abandono da mina, desistência e renúncia.

Após três anos sem lançar editais, o governo retomou as rodadas em 2020 com um modelo baseado em oferta pública seguida de leilão eletrônico (até 2018, o modelo era o de melhor proposta técnica), quando houver mais de um interessado por área. No edital-piloto foram ofertadas 502 áreas pela ANM, das quais 81 foram leiloadas, gerando uma expectativa de arrecadação de R$ 2 milhões. Marcada para março de 2021, a segunda rodada ofertará 7.027 áreas, sendo 96% para fins de pesquisa mineral e as outras para concessão de lavra (abertura de mina).

O presidente da ABPM, Luís Azevedo, diz que o volume é insuficiente para aquecer o setor e avalia que a agência não tem levado em conta o interesse do mercado na definição das ofertas. “Agora as áreas ficam com o governo, mas são inacessíveis. É preciso ao menos ter sensibilidade para o que o mercado quer comprar”, diz Azevedo, destacando que só 33,9% das substâncias em oferta na segunda rodada são minerais metálicos como ouro, cobre, ferro e níquel, commodities cuja demanda e preços estão em alta.
Filtro

A ANM afirma que é preciso depurar o que será levado a leilão, processo que esbarra no fato de uma grande parte dos processos do órgão regulador ainda não terem sido digitalizados. Isso inclui analisar se, ao longo do tempo, alguma área passou a fazer parte de uma nova zona de proteção ambiental, terra indígena ou se o antigo detentor ainda está recorrendo da perda do direito minerário.

“São passivos de anos. Queremos dar segurança a quem entrar na disputa. Não é só pegar uma área esquecida e entregar ao setor privado”, disse a diretora da ANM, Debora Puccini. Hoje, a ANM considera que cerca de 50 mil áreas estão em etapa de análise adiantada, o que inclui as que serão ofertadas na segunda rodada. As outras quase 25 mil ficarão para uma próxima etapa, porque requerem uma avaliação mais complexa.

“O calendário de 2021 prevê lançar um edital a cada dois meses, com no mínimo 5 mil áreas cada. Não há interesse em manter áreas paradas”, afirma a diretora. Os projetos minerários foram incluídos no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), tratados como empreendimentos de interesse estratégico para o País. Caso isso se cumpra, 30 mil áreas poderão ser levadas ao mercado neste ano.

Para o advogado especialista no setor de mineração Marcello Ribeiro Lima o maior mérito das rodadas será desatravancar a própria ANM. Com recursos financeiros e humanos limitados, a agência reduzirá esforços na administração de áreas retidas, uma vez que aquelas ofertadas sem sucesso voltam a ser áreas livres, sem qualquer requerimento ou título minerário.

Do ponto de vista de desenvolvimento de novos projetos, Lima vê perspectivas limitadas. “A demanda por participação nos leilões é marginal. Se a média (da primeira rodada) de 20% de áreas com um único interessado for mantida, será um resultado excepcional”, afirma o sócio do Lima Feigelson Advogados. Ele diz que apesar de limitado, o apetite pelas ofertas da ANM abarca hoje participantes locais e estrangeiros de médio e pequeno porte, como “junior companies” canadenses e australianas, interessadas em atuar no desenvolvimento inicial das áreas e depois passá-las para frente.

O setor privado reclama que a demora nas licitações tem travado novos investimentos em pesquisa mineral no País e, consequentemente, a geração de empregos e avanço em novos projetos de mineração. A ABPM estima que para cada mil áreas pesquisadas, apenas uma se tornará uma mina de fato.

Menos

Máquinas e Equipamentos

Hyster® conclui importante venda para gigante do setor de mineração

Ler Notícia

LogWeb - SP   11/01/2021

A Hyster® , que oferece mais de 120 modelos de empilhadeiras e equipamentos para armazéns, comemora uma venda complexa para uma das principais empresas de mineração do Brasil. Isso porque o contrato contou com um fornecimento bastante diversificado, que incluiu desde modelos menores, como a empilhadeira patolada elétrica S1.6, passando pela empilhadeira a combustão H155FT, com capacidade de até 7.000 kg, até oito Big Trucks com capacidades entre 16 e 32 toneladas.

Segundo Guilherme Martinez, gerente de Contas Nacionais da Hyster® , um dos destaques deste fornecimento será a entrega de uma empilhadeira, modelo H32XM-12, com manipulador de pneus (Tire Handler) acoplado. “Esse é o primeiro equipamento de 32 toneladas com Tire Handler acoplado que vendemos no Brasil. A customização visa ao menor prazo de comissionamento da máquina, tornando possível colocá-la em operação devido ao manipulador já estar aprovado”, comentou Martinez.

Para além deste modelo, todos os equipamentos vendidos possuem diferenciais montados de acordo com a solicitação do cliente, como câmeras com sensores de pessoas e objetos em movimento; inclinômetro e gravador de imagens; e sistema de telemetria capaz de proporcionar uma melhor experiência no gerenciamento e controle de frota quanto à produtividade, disponibilidade e custos de manutenção e operação.

Menos

AUTOMOTIVO

Vendas de veículos caem 26,2% em 2020, diz Anfavea

Ler Notícia

Agência Brasil - DF   11/01/2021

A venda de autoveículos teve uma queda de 26,2% no ano de 2020, ao serem licenciados 2.058.437 unidades. No mês de dezembro houve crescimento de 8,4% na comparação com o mês anterior. O último mês foi o melhor em vendas de autoveículos no ano (243.967 unidades), com média diária de 11,6 mil unidades. Na comparação com dezembro de 2019, houve queda de 7,1%, de acordo com dados divulgados hoje (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A produção chegou a 209.296 unidades em dezembro, o que segundo a entidade, foi uma boa surpresa, apesar de todos os desafios logísticos, das limitações de insumos e dos protocolos sanitários. “A indústria fez um grande esforço para atender a demanda, trabalhando aos finais de semana e suspendendo parte das férias coletivas, mas entra em 2021 com os estoques mais baixos de sua história, suficientes apenas para 12 dias de vendas”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

No acumulado do ano, houve queda de 31,6%, quando comparado às 2.944.988 unidades de 2019 com as 2.014.055 produzidas em 2020. “As quedas acentuadas, mas não tão drásticas como se projetava no início da pandemia. A grande injeção de recursos emergenciais na economia e a força do agronegócio ajudaram a amenizar as perdas do segundo trimestre, quando boa parte das fábricas e lojas permaneceram fechadas”.

As exportações de 324.330 unidades no acumulado do ano foram as piores desde 2002, um retrocesso de quase duas décadas. O número foi 24,3% menor do que o registrado em 2019. Em valores, a receita de US$ 7,4 bilhões foi menos da metade do que se exportou em 2017 (US$ 15,9 bilhões).
Previsões para 2021

De acordo com o presidente da Anfavea, a entidade continua analisando o ano de 2020 com certa preocupação, mas avalia que os pontos positivos no meio da pandemia, apesar de todos as dificuldades, foram a injeção de liquidez nas linhas de crédito, o abono emergencial e as medidas de flexibilização para as indústrias - como a suspensão temporária dos contratos e a redução da jornada de trabalho. “Tudo isso ajudou a economia de alguma forma e atenuou a queda do PIB (Produto Interno Bruto)".

Segundo Moraes, ao olhar para 2021 a expectativa é a de que haja crescimento do PIB em torno de 3,5%, o que indica que haverá crédito suficiente para atender o crescimento do mercado. Ele avalia que o mercado trabalhará com um câmbio flutuante e que a confiança do consumidor pode ser prejudicada pela pandemia, o que pode ser revertido com a vacinação da população.

Para o presidente da Anfavea, entre os desafios a serem encarados pelo setor estão a fragilidade do mercado de trabalho, desafio fiscal com a crise da covid-19, aumento da carga tributária anunciada pelo estado de São Paulo, extensão da crise sanitária, questões de logística e de oferta.

“Nossa estimativa para o setor em 2020 é conservadora, com a um crescimento de 15% nos emplacamentos totais, 9% nas exportações, produção crescimento de 25%. Se percebermos que existe movimento diferente das premissas iniciais podemos rever e ajustar as projeções”, disse Moraes.

Menos

Estoque de carros nas fábricas e concessionárias é o menor da história

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

Os estoques de automóveis nas fábricas e concessionárias entram em 2021 no seu menor nível de todos os tempos. Segundo dados divulgados pela Anfavea, a associação que reúne as fabricantes do setor, o volume de carros hoje é suficiente para apenas 12 dias de venda. Em condições normais, esse estoque gira em torno de 30 a 35 dias de venda.

Uma das principais causas dessa situação é a falta de peças, um problema que se arrasta desde o ano passado e que tem se mostrado um limitador à retomada da produção. Além disso, as montadoras ainda têm de lidar com as restrições impostas pela covid-19, com a exigência de distanciamento social impedindo o pleno funcionamento das linhas de produção.

A indústria vem tentando contornar esses problemas com horas extras (para compensar os atrasos de produção), transporte aéreo de componentes – uma solução cara, que visa a encurtar os prazos de entrega – e até mesmo substituição, quando possível, de materiais.

Ainda assim, no caso das autopeças, nem sempre é possível evitar interrupções nas linhas, como aconteceu na General Motors (GM). A empresa foi obrigada a adiar em três dias a volta do recesso de fim de ano na fábrica de São José dos Campos (SP), porque não havia peças suficientes para retomar a produção da picape S10 e do utilitário esportivo TrailBlazer.

O retorno dos operários, previsto para segunda-feira desta semana, só aconteceu na quinta-feira. Segundo informações do sindicato local, não comentadas pela montadora, pouco antes do recesso a GM já tinha parado por um dia o segundo turno dos modelos produzidos em São José pelo mesmo motivo.

Peças de aço e pneus seguem entre os itens mais escassos. Porém, também há relatos de falta de materiais plásticos e vidro. Ontem, durante a divulgação dos resultados finais da indústria automotiva em 2020, a Anfavea jogou um balde de água fria na esperança, manifestada por alguns industriais, de normalização do quadro já na segunda quinzena deste mês.

A tendência é que o problema de desabastecimento se arraste até, pelo menos, fevereiro, já que restrições decorrentes da segunda onda de contaminações da covid-19 prejudicaram produção e logística de fornecedores no exterior.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a reescalada da pandemia provoca atrasos de produção, muda as rotas logísticas e torna mais lento o desembaraço de suprimentos nos portos. “Não dá para afirmar que o assunto está totalmente resolvido. Esperamos que a segunda onda não traga mais problemas para que a gente possa administrar isso da forma mais serena possível. O risco, porém, ainda existe.”
Cadeia

O desarranjo não é uma exclusividade da produção automotiva, mas tem sido acentuado neste setor por se tratar de uma cadeia longa, de muitos elos. Não só no Brasil, mas em todo mundo, a cadeia de suprimentos não consegue acompanhar a arrancada, superior às expectativas, observada nas linhas de montagem de bens de consumo depois do choque da pandemia. Com os protocolos de prevenção, o número de operários trabalhando simultaneamente nas fábricas teve de ser reduzido, levando a uma nova cadência das linhas e, consequentemente, uma fila de espera entre clientes.

Como não é possível acelerar muito mais o ritmo durante o expediente normal, mesmo num momento de alta ociosidade na indústria, as fábricas vêm trabalhando, em alguns casos, por mais tempo. Montadoras como a Fiat e a Volkswagen Caminhões, que produz veículos comerciais pesados no sul do Rio de Janeiro, não pararam, como costuma acontecer, nas duas últimas semanas do ano. A exceção, claro, foram os feriados de Natal e ano-novo.

“Desde que as fábricas voltaram a funcionar após várias semanas de paralisação, todas adotaram rigorosos protocolos sanitários. Eles já começam no transporte dos colaboradores, e seguem com medição de febre em vários períodos, divisórias de acrílico e espaçamento nos refeitórios, higienização constante de vestiários, banheiros, postos de trabalho, equipamentos e ferramentas, e também com o escalonamento das equipes”, diz Moraes. “Tudo isso reduz um pouco a cadência de produção, sem falar nos afastamentos de funcionários de grupos de risco, daqueles com suspeita de doença ou positivos para covid.”

Menos

CONSTRUÇÃO CIVIL

Em 2021, construção civil deve apresentar o maior avanço para o setor em 8 anos

Ler Notícia

O Estado de S.Paulo - SP   11/01/2021

Investimentos em tecnologia, foco no relacionamento com o cliente e a informatização são algumas das estratégias responsáveis por possibilitar uma recuperação acelerada da construção civil em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O setor, que também tem liderado a geração de empregos, se tornou um dos principais responsáveis por impulsionar a economia brasileira em 2020. Para 2021, a expectativa é apresentar o maior avanço já visto em 8 anos.

Segundo estimativas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a previsão de crescimento neste ano é de 4%, após o recuo de 2,8% em 2020. O setor também deverá ter desempenho melhor que o restante da economia, já que, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o PIB brasileiro de 2021 crescerá 3,2%.

A expectativa positiva anima os profissionais da área que é um dos pilares para o desenvolvimento socioeconômico do país e responsável por cerca de 7% do PIB brasileiro.

Dados da Sondagem da Indústria da Construção, levantamento feito pela entidade com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o setor foi o que mais gerou empregos no país nos primeiros 10 meses de 2020, com a criação de 138.409 vagas formais – o melhor resultado para o período desde 2013.

Conforme a Sondagem da Indústria da Construção, os empresários do setor preveem resultados positivos para os próximos seis meses. Os índices de expectativa também demonstram que os empresários estimam o aumento do nível de atividade e um maior volume de lançamentos de novos empreendimentos e serviços. Os resultados se devem à rápida adoção de medidas de contenção, que minimizou os danos no setor, bem como a elevação do investimento em tecnologia e comunicação.

Um dos maiores aprendizados da construção civil com a pandemia foi sobre a importância do investimento em tecnologia e comunicação, o que deve ser o foco de investimentos em 2021. Por meio do big data, por exemplo, é possível mapear obras e identificar qual região está mais aquecida e qual é o produto mais procurado para ajustar os estoques e controlar a inflação.

Pensar em novas maneiras de oferecer serviços e produtos é essencial, especialmente, quando as necessidades e o perfil de consumidor estão em constante mudança. Entre as novas apostas, a lean construction chama atenção pela capacidade de aumentar a produtividade, enquanto evita desperdícios de matéria-prima, tempo e dinheiro. O mais importante, porém, são as inúmeras vantagens que essa técnica proporciona ao meio ambiente, um fato que merece ainda mais destaque no contexto atual.

Menos

FERROVIÁRIO

Ferrogrão põe em risco a logística das novas fronteiras agrícolas

Ler Notícia

Correio Braziliense - DF   11/01/2021

A Ferrogrão é um projeto encabeçado pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra) que pode pôr em risco o desenvolvimento logístico e a redução do Custo Brasil. Seu objetivo é escoar a produção agrícola via ferrovia entre o norte de Mato Grosso e o Porto de Miritituba (PA). Antes de sair do papel, ela causa muito prejuízo ao Matopiba, a fronteira agrícola em expansão que reúne os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. De maneira ousada e à luz do dia, o Minfra decidiu colocar R$ 2,2 bilhões em recursos federais à disposição do futuro concessionário para que sejam bancados os “riscos não gerenciáveis” do empreendimento. Traduzindo: será utilizado dinheiro público para resolver problemas ambientais e estruturais que a Ferrogrão pode causar ao “rasgar” a Floresta Amazônica com o seu traçado.

Essa manobra financeira surgiu porque o Minfra não vai seguir a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de usar esse dinheiro na construção de um novo ramal ferroviário da Estrada de Ferro Carajás (EFC) no Maranhão. Tal ramal ligaria Balsas (MA) a Porto Franco (MA), onde se conectaria à Ferrovia Norte-Sul e, por consequência, ao Porto de Itaqui (MA). A Coordenação-Geral de Outorgas Ferroviárias do Minfra divulgou uma nota informativa que descarta investimentos em projetos nos próximos anos, o que inclui o Maranhão. Seria uma escolha estratégica? Tudo leva a crer que não.

É inaceitável que o estado de Maranhão e todos os outros da região Nordeste tenham seu desenvolvimento prejudicado por conta de um projeto faraônico, que privilegia de maneira unilateral um único setor econômico. E o pior: o Matopiba não precisa provar mais nada para receber os tão necessários aportes em infraestrutura.

O projeto da ferrovia entre Balsas e Porto Franco teria cerca de 230 quilômetros de extensão na Região Centro-Oeste do Maranhão. Atenderia uma das regiões agrícolas que mais se expande no Brasil, que é o Matopiba, onde vem crescendo nos últimos anos a produção de commodities agrícolas como soja, milho e algodão. Em paralelo, esse ramal tem a vocação (interrompida) de se conectar aos tramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul, para, finalmente, ligar o Centro-Oeste e Sudeste ao Nordeste, conectando também o Porto de Itaqui.

Construir um novo ramal ferroviário no Maranhão neste momento seria fundamental. Ligar Balsas às vias férreas da Norte-Sul permitiria ao nosso estado participar de uma revolução na matriz de transporte do País, como parte de um vigoroso ciclo de investimentos. Projetando apenas a produção agrícola, incluindo soja e milho, o ramal maranhense teria a capacidade de transportar entre 4,5 milhões a 5 milhões de toneladas já em 2024. Isso, sem falar nas inúmeras possiblidades de cargas industriais, que podem ser movimentadas em contêineres.

O Ministério da Infraestrutura fez um passe institucional questionável ao escolher investir o dinheiro que seria do Maranhão em um projeto em estágio inicial e sem estrutura física pronta. A Ferrogrão só privilegiará grandes tradings que já são devidamente atendidas no Mato Grosso, com o escoamento ferroviário para o Porto de Santos (SP). Ao priorizar uma ferrovia, o governo federal barra a expansão racional do modal ferroviário nacional e interrompe o crescimento do Matopiba como a próxima grande fronteira agrícola nacional.

Ressalto: a Vale se tornou o que é porque exporta o minério de ferro em navios de 400 mil toneladas, o que só é possível nos portos do Maranhão. Desse modo, consegue colocar o minério nos portos da China, somados todos os custos desde a extração do minério até a entrega na Ásia, por U$ 35 a tonelada e recebe U$ 130 por tonelada. Com ferrovias nos lugares certos, a balança comercial do país ganhará novos índices positivos vindos do agronegócio. Mas por que o Ministério da Infraestrutura aposta suas fichas em tirar do papel um projeto para uma região que já tem planos concretos de expansão de sua malha ferroviária atual?

Menos

NAVAL

Portos do Norte e Nordeste têm arredamentos previstos para 2021/2022

Ler Notícia

Portal Fator Brasil - RJ   11/01/2021

Com a previsão de movimentar mais de R$30 bilhões em investimentos no setor portuário até 2022, o Governo Federal espera realizar cerca de 30 licitações e assinar 60 contratos de adesão de terminais de uso privado, dando prosseguimento a revolução pela qual passa o segmento no país.

Atualmente a pasta do Ministério de Infraestrutura possui o maior programa de concessões do mundo com a previsão de R$ 264 bilhões em investimentos.

A ideia do Ministério de Infraestrutura é a de até o fim de 2022, entregar setor portuário devidamente organizado, com segurança jurídica e sem contratos vencidos.

A Lei dos Porto - 12.815 foi fundamental para o avanço do arrendamento de terminais portuários no Brasil. Uma vez que decretou o fim das limitações para uso dos portos totalmente privados. Anteriormente, os entes privados tinham que movimentar majoritariamente cargas próprias e só podiam operar com cargas de terceiros como atividade complementar.

Assim, com a flexibilização da regra permitiram maior segurança jurídica aos players que não possuíam carga própria, principalmente para os players prestadores de serviço de logística e operadores multimodais.

Avança, também, a privatização das Companhias docas, responsáveis pela administração dos portos públicos. em breve devemos ter a completa desestatização da Codesa (Espírito Santos) e da Codeba (Bahia).

A BR do Mar (pendente de votação pelo Senado) também deve impulsionar a atração de investimentos privados para o setor portuário e de cabotagem. Principalmente, devido a minirreforma portuária que foi aprovada pelo Congresso Nacional esse ano e prevê a flexibilização de regras para o arrendamentos de terminais para cabotagem.

Algumas áreas portuárias já se encontram em processo de arrendamento nas regiões Norte e Nordeste, das quais se destacam: Porto de Maceió/AL — Com 7.932 m², a área MAC10, do Porto de Maceió/AL, é destinada à movimentação, armazenagem e distribuição de granéis líquidos, especialmente ácido sulfúrico. A empresa francesa Timac Agro Indústria e Comércio de Fertilizantes foi a vencedora do leilão, realizado na última sexta-feira (18), na B3, a bolsa de valores do Brasil, em São Paulo. Com receita bruta global de R$ 100,3 milhões, o investimento total por parte dos arrendatários em instalações e equipamentos necessários para operação será em torno de R$ 12,7 milhões.

O Porto também possui outra área para arrendamento, que já passou de sua fase de Consulta Pública e atualmente está pendente de aprovação do TCU: a área MAC13. O terminal é destinado à movimentação, armazenagem e distribuição de cargas, especialmente açúcar granel. Os investimentos previstos para o contrato serão a partir de R$ 55,7 milhões. O prazo contratual é de 25 anos com uma área de 71.262 m2 e capacidade de escoamento da produção de cargas de até 1.74 milhão de toneladas.

O Governo Federal recentemente recebeu o estudo para as áreas MAC11 e MAC12, que serão destinadas ao manuseio e armazenamento de granéis líquidos, principalmente combustíveis. As áreas devem ser arrendadas até o final de 2021 por um prazo de 25 anos. O objetivo é que os dois terminais tenham a capacidade para movimentar, no mínimo, cerca de 600 mil toneladas de combustíveis e 230 mil toneladas de GLP por ano, consolidando as perspectivas futuras de aumento da demanda por combustíveis no país, principalmente na região Nordeste.

No último dia 21/12/2020 também encerram os estudos e iniciará a fase de Consulta Pública da área MAC14 com um total de 32.938 m² para movimentação de toas e cavaco de madeira.

Porto de Salvador — Encontra-se em estudo pelo Governo Federal a total a Desestatização dos Portos Organizados de Salvador/ AratuCandeias/Ilhéus e Companhia Docas da Bahia (Codeba).

Será um contrato de 35 anos no momento, ainda existe estimativa do investimento necessário.

Porto de Aratu/BA — A área ATU12, do Porto de Aratu/BA, será destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais. Com 154.916 m² de área, o valor global estimado do contrato de arrendamento é de R$ 3,291 bilhões, com estimativa de movimentar 66.159 milhões de toneladas. O prazo de contrato de arrendamento é de 25 anos. A CS Brasil Transporte de Passageiros e Serviços Ambientais, empresa do grupo JSL, arrematou o terminal com um lance único de R$ 10 milhões de outorga. O terminal tem uma área de 152 mil m² e demandará R$ 245 milhões de investimento ao longo dos 25 anos de arrendamento.

A mesma empresa também arrematou a ATU18 por 15 anos. O terminal é destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais e possui área de 51.562 m², com a expectativa de movimentar 20,469 milhões de toneladas. Os investimentos devem chegar na casa dos R$120 milhões.

Porto de Suape/PE — Atualmente com seu arredamento em fase de estudos, a área SUA01, do Porto de Suape/PE, é destinada à movimentação e armazenagem de Carga Roll on- Roll off (Ro-Ro). Os investimentos previstos são na ordem de BRL 7,5 milhões.

Areia Branca/RN —No Rio Grande do Norte, o governo pretende arrendar a área Tersab, do Terminal Salineiro de Areia Branca, especializado em movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, especialmente sal marinho.

O processo já encerrou sua fase de consulta pública e está em fase de apresentação ao TCU. O contrato será de 25 anos e estima-se a movimentação de aproximadamente 70 milhões de toneladas de sal durante o período, requerendo um investimento aproximado de R$ 165 milhões de reais.

Porto de Mucuripe/CE — No Estado do Ceará é esperado que em breve aconteça o arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Mucuripe, que recentemente foi avaliado como a melhor opção de investimento em portos a partir de um estudo conjunto realizado pela FGV e a revista "Portos e Navios".

O terminal já dispõe de instalações completas para embarque, desembarque e trânsito de passageiros, como armazém de bagagens, sala para órgãos fiscalizadores, estacionamento externo com 200 vagas para automóveis e 40 vagas para ônibus, bares, restaurantes e lojas de conveniência.

O arrendamento foi suspenso temporariamente devido à pandemia do novo coronavírus. A sessão pública para BIS deveria ter ocorrido em 27 de março deste ano, mas segue ainda sem nova data estabelecida.

O Porto de Mucuripe também possui outra área em processo de arrendamento, aguardando aprovação do TCU. É o terminal portuário destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, especialmente trigo em grãos, denominado área MUC01. Com 6.000m² do terminal, será arrendado por 25 anos.

Porto do Itaqui/MA — No Maranhão, haverá o arrendamento de mais quatro terminais de combustível no Porto de Itaqui: IQI03, IQI11, IQI12 e IQI13, responsáveis pela movimentação e armazenamento de granéis líquidos, principalmente combustíveis, além de outras instalações complementares.

O complexo funciona como um hub de distribuição para as regiões norte e nordeste, atendendo Maranhão, Tocantins, Pará e Mato Grosso, além de outros estados próximos por navegação de cabotagem.

Os arrendamentos já foram autorizados pelo TCU e editais publicados com data prevista para leilão em 09/04/2021.

O terminal IQI03 possui área aproximada de 30.000 m² pelo período de 25 anos, possuindo parte brownfield e parte greenfield. O arrendamento aumentará a capacidade estática do terminal em 7.633m³, permitindo que atinja a capacidade de tancagem de 28.039m³ em 2023 e prevê o investimento de R$ 106 milhões.

Já o terminal IQI11, possui uma área brownfield de 33.607m² que será arrendado por vinte anos. Os investimentos previstos irão aumentar a capacidade estática do terminal em 30.000 m³.

O IQI12, por sua vez, possui uma área greenfield de 34.183m² com investimentos previsto na da ordem de R$ 177,3 milhões. e o IQI13 uma área greenfield de 32.078 m² com investimento previsto na ordem de R$ 178,5 milhões.

Porto de Santana/PA — No Estado do Pará também constam algumas opções de arrendamento. Entre eles, o MCP02, arrendado para movimentação e armazenagem de granel vegetal sólido, especialmente farelo de soja. É uma área brownfield com 3.136,74 m², com previsão de implantação de silos e correias transportadoras interligadas ao píer 1 (um) e 2 (dois) do Porto de Santana e um contrato de 25 anos, prorrogável.

O arrendamento já foi aprovado pelo TCU e aguarda publicação de edital.

Outra área é a VDC10, com 162.856 m² brownfield, dedicada à movimentação, armazenagem de granel líquido, alumina e hidrato. O contrato terá o prazo previsto de 25 anos, prorrogável sucessivas vezes e um investimento previsto de R$ 422 milhões. O arrendamento já passou por crivo de consulta pública e aguarda aprovação.

. Por: Larry Carvalho, advogado e árbitro com vasta experiência em litígios e ênfase em transporte marítimo.

Menos

Portos do Paraná investe em infraestrutura marítima e terrestre

Ler Notícia

Portal Fator Brasil - RJ   11/01/2021

Tão aguardada e necessária quanto a obra de derrocagem submarina do maciço de rochas no canal principal de acesso, é a readequação do sistema de drenagem pluvial da faixa portuária e dos silos do Porto de Paranaguá. Uma em mar, outra em terra, as obras melhoram a capacidade operacional e a produtividade dos terminais paranaenses para os próximos anos.

A drenagem do cais já começou. A obra, um investimento total de R$17,4 milhões, será dividida em cinco lotes. A previsão é que seja concluída no segundo semestre de 2021. — Vimos realizando constantes melhorias nas edificações e na infraestrutura terrestre existente, incluindo a preservação e manutenção continuada desses patrimônios — afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Nessa obra, como explicam os engenheiros da empresa pública, é feita a adequação e recuperação do sistema de drenagem pluvial com uso de mecanismos de retenção de matéria orgânica, minimizando a carga orgânica despejada nas galerias de drenagem do Porto de Paranaguá.

— A drenagem beneficia a operação portuária nas áreas alfandegadas. Essa drenagem vai evitar que água fique acumulada em nossos pátios. Assim, melhora tanto o trânsito da área portuária quanto a movimentação das cargas e ainda cuidamos do meio ambiente — afirma o diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Infraestrutura Marítima — Em mar, os levantamentos já foram feitos e o projeto executivo para a obra do derrocamento submarino do maciço rochoso (Palanganas) no canal principal de acesso à bacia de evolução está em fase de conclusão. O investimento total, também com recursos próprios, é de R$23,2 milhões.

— Essa obra de derrocagem é aguardada há muitos anos, no Porto de Paranaguá. É uma pedra que limita o calado (profundidade operacional) na entrada do porto — explica o diretor de operações.

Segundo ele, a obra é de grande importância porque vai contribuir para redução dos custos de frete, o custo portuário. —Os navios poderão carregar mais ou vir para Paranaguá aproveitando toda a capacidade do navio. É fundamental para o porto, para os próximos anos — completa Teixeira.

Obra — “Hoje a maior restrição para o Porto de Paranaguá é a Pedra da Palangana”, comenta Rogério Barzellay, diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná. Segundo ele, mesmo com a campanha de dragagem de manutenção permanente e os investimentos em sinalização náutica, inclusive em boias articuladas, enquanto esse obstáculo não for eliminado, a restrição de calado para navios maiores vai permanecer nos próximos anos.

A obra exige uma especialidade grande e envolve praticamente todos os setores da empresa: a área de engenharia, operações, administrativo-financeira e, mais importante que tudo, a área de Meio Ambiente.

— Com essa obra damos um passo grande na nossa história. É um ganho muito grande. A comunidade portuária está ávida, esperando há muito tempo. Vamos realizar. Se Deus quiser em fevereiro já estaremos iniciando, efetivamente, o derrocamento — conclui Barzellay.

Execução — Tanto a obra quanto o projeto executivo serão desenvolvidos pelo Consórcio Boskalis – Fabio Bruno – SLI– DEC, ganhador da licitação. A previsão é que o projeto esteja finalizado em três meses e a obra — que compreende a mobilização dos equipamentos, perfuração, desmonte e remoção das rochas — deve durar oito meses, contados a partir da finalização e aprovação do projeto.

Na obra serão removidas seis porções do maciço rochoso, que somam 22,3 mil metros cúbicos em volume. As formações são parte da “Pedra da Palangana” que tem mais de 200 mil metros cúbicos.

A fragmentação da porção do maciço rochoso a ser derrocada se dará por explosões subaquáticas. Durante toda a obra, são previstos programas de monitoramento e controle ambiental para mitigação de possíveis riscos.

A derrocagem já tem licença ambiental, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para a execução. Essa está inserida na licença de instalação 1144/2016, da dragagem de aprofundamento de 2017.

. Outras obras e projetos em andamento.: Programa de dragagem de manutenção continuada (para 5 anos) |Investimento: R$403,3 milhões | Situação: em andamento (dragando a bacia de evolução do Porto de Paranaguá | Reforma e melhoria dos trapiches da Ilha (Nova Brasília e Encantadas). | Investimento: R$9,57 milhões. | Situação: em andamento (previsão para final de dezembro) | Projeto executivo para restauração da Avenida Ayrton Senna (entre o entroncamento com a BR277 e o porto)| Investimento: R$1,67 milhão. | Situação: em andamento (previsão para junho 2021) | Obras de recuperação e proteção da estrutura do Píer Público de Inflamáveis do Porto de Paranaguá | Investimento: R$28,25 milhões.

Situação: em andamento (estão fazendo a avaliação do projeto executivo já par início das obras prevista para terminar em meados de 2022) | Projeto básico da remodelação do Corredor de Exportação (Correx) - um novo sistema Integrado| Investimento: R$451,3 mil. Situação: em andamento (previsão de entrega em abril/21).

Menos

Porto de Suape movimenta 25,6 milhões de toneladas em 2020

Ler Notícia

Portal Fator Brasil - RJ   11/01/2021

E bate novo recorde histórico. Granéis líquidos impulsionaram resultados, com 19,1 milhões de toneladas movimentadas no ano.

O Porto de Suape começa o ano comemorando um novo recorde histórico. Balanço anual contabiliza 25,6 milhões de toneladas movimentadas em 2020, um aumento de 7,53% em relação a 2019, quando o porto movimentou 23,8 milhões de toneladas. Em números absolutos são 1,8 milhão de toneladas a mais. É o maior volume já registrado nos 42 anos de Suape e acima da meta estabelecida para o ano, marcado por uma pandemia que atingiu a economia mundial.

— O aumento da demanda pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, o gás de cozinha), óleo bunker (combustível marítimo) e petróleo teve grande influência nos resultados e devemos destacar também o crescimento do transbordo de contêineres, fruto de uma estratégia comercial conjunta do Tecon com o porto, ofertando condições especiais ao mercado. Essas operações de transbordo tiveram um crescimento de 57,6%, saltando de 26.361 TEUs em 2019 para 41.560 TEUs em 2021 — observa o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho. — Esse é o primeiro passo em direção à vocação de Suape em tornar-se hub da região nordeste para a operação de contêineres, como já somos nos granéis líquidos e veículos. Novas ações estão previstas para o ano de 2021, que alçarão a operação de contêineres de Suape a outro patamar de competitividade—.

Suape se mantém líder nacional na movimentação de granéis líquidos (combustíveis, GLP, óleos minerais, etc.), o que o torna também o principal porto de cabotagem do Brasil, a partir da distribuição dos produtos para outros terminais em navios menores. Esse tipo de carga, que representa 74% da movimentação em Suape, teve um crescimento de 8,4%, passando de 17,6 milhões de toneladas em 2019 para 19,1 milhões no ano passado. São 1,4 milhões de toneladas a mais.

As cargas conteineirizadas apresentaram um crescimento de 3,6% em toneladas, passando de 5,3 milhões de toneladas para 5,5 milhões de toneladas. Em TEUs (do inglês Twenty-foot Equivalent Unit - unidade equivalente a 20 pés), esse aumento foi de 1,6% (de 476.304 TEUs para 483.919).

Impulsionados pelo crescimento da demanda de trigo, os granéis sólidos tiveram o maior percentual de aumento, tendo encerrado o ano com 588,2 mil toneladas, 19,8% a mais do que no ano anterior, com 490,8 mil toneladas. Já a carga geral solta contabilizou aumento de 4,4%, saindo de 386, 5 mil toneladas em 2019 para 403,4 mil toneladas em 2020.

— Foi um ano de desafios imensos, vencidos com muita união, responsabilidade e compromisso por parte de toda a comunidade portuária e do Governo do Estado/Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Tivemos que nos adaptar, adotar uma série de medidas para proteger a saúde dos trabalhadores portuários (ainda em vigor) e garantir o abastecimento da população. E hoje podemos comemorar resultados excepcionais, pois não só garantimos o bom funcionamento de Suape, mas aumentamos a produtividade e avançamos em muitos projetos e ações que vêm tornando o porto ainda mais competitivo. E as perspectivas para 2021 são bastante positivas, há muitas e importantes sementes plantadas — comemora Cerquinho.

Menos

AGRÍCOLA

Agronegócio continua a trazer boas notícias para a economia brasileira

Ler Notícia

Globo Online - RJ   11/01/2021

O ano começa com a previsão de que o agronegócio deverá voltar a bater recordes no comércio exterior, ajudado pela manutenção dos preços em patamar elevado lá fora e pelo câmbio desvalorizado. O setor se consolida como o mais dinâmico da economia brasileira, com um segmento exportador moderno, de alta produtividade e grande poder de competição. A eficiência na produção explica por que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê um aumento na safra de grãos de 3,5%, numa área cultivada que crescerá apenas 1,6%.

Ao contrário da indústria, que por falta de visão de vários governos não se conectou como deveria ao mundo, a agropecuária abriu-se ao exterior. Passou a se guiar pelos mercados globais de commodities e a absorver novas tecnologias. A Embrapa, centro de pesquisas público, teve papel-chave no constante aprimoramento de espécies às condições do clima e do solo brasileiros.

Estima-se que as exportações agrícolas poderão chegar este ano a US$ 113 bilhões, superando pela segunda vez a marca dos US$ 100 bilhões — a primeira foi em 2018, quando atingiram US$ 102 bilhões. Tais números têm feito do agronegócio peça fundamental para o país sustentar seu comércio exterior. No ano passado, o superávit comercial foi de US$ 51 bilhões, alta de 7% em relação a 2019. Apenas as exportações de soja, item mais importante da pauta, foram de quase US$ 29 bilhões, 14% do total.

É verdade que, por trás do resultado positivo, há efeitos da crise global causada pela pandemia. A recessão interna fez com que as importações caíssem mais — 10%, para US$ 159 bilhões — que as exportações —6%, para US$ 210 bilhões —, aumentando o saldo na balança. Mas isso só prova a resiliência do nosso agronegócio ante as dificuldades.

Se confirmadas as primeiras estimativas para a produção agrícola, 2021 será outro ano positivo para o setor, ajudado pela recuperação da economia da China, maior parceiro comercial do país e maior importador de produtos agrícolas brasileiros.

Dois riscos podem atrapalhar. O primeiro é o clima. O resfriamento das águas do Pacífico, conhecido como La Niña, já provocou secas no segundo semestre de 2020, retardando o plantio da soja. O segundo é o governo Bolsonaro e seu descaso com o meio ambiente. Dele decorrem não apenas alterações climáticas negativas para o setor, mas no curto prazo, também boicotes às exportações de produtos das áreas de desmatamento. Apesar da incerteza, o quadro é alvissareiro.

Menos

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP