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10 de Junho de 2022

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   10/06/2022 

Os contratos futuros de minério de ferro caíram nas bolsas de Dalian e Singapura nesta quinta-feira (9), com traders ainda preocupados com lucros fracos das siderúrgicas chinesas, e novos alertas de Covid-19 em Xangai e Pequim aumentando as preocupações.

O contrato de referência de minério de ferro de setembro na bolsa de commodities da China encerrou as negociações diurnas com queda de 0,3%, a 924,50 iuanes (US$ 138,33) a tonelada, estendendo as perdas para um terceiro dia.

Na Bolsa de Singapura, o contrato de julho mais ativo do ingrediente siderúrgico caiu 0,8%, para US$ 143,65 a tonelada.

O minério de ferro em Dalian subiu 19% em relação à baixa deste ano, de 779,50 iuanes por tonelada, atingida em 10 de maio, enquanto o preço spot do material de referência com teor de 62% na China saltou para 148,00 a tonelada na quinta-feira, com base nos dados da consultoria SteelHome.

"A demanda de minério de ferro no curto prazo aumentou mais do que o esperado, mas os lucros das siderúrgicas estão fracos", disseram analistas da Sinosteel Futures em nota, citando que os preços elevados do minério de ferro apertaram as margens do aço.

Os preços do minério de ferro agora parecem ter um potencial de alta limitado, disseram eles, com a determinação da China, maior produtora mundial de aço, de reduzir ainda mais a produção este ano para conter as emissões, também atenuando o otimismo sobre a demanda.

O sentimento de cautela também permaneceu depois que partes de Xangai começaram a impor novas restrições de lockdown contra Covid-19 na quinta-feira.

Locais de entretenimento e cibercafés em Chaoyang, maior distrito de Pequim, onde vivem mais de 3 milhões de pessoas, receberam ordem de fechamento na quinta-feira depois que um surto envolvendo bares foi detectado.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   10/06/2022 

As importações e exportações da China registraram alta em maio, após a flexibilização das restrições anticovid que provocaram a queda expressiva da atividade no mês anterior, anunciou o governo.

Os resultados ruins de abril coincidiram com o confinamento do fim de março em Xangai, a cidade de maior população do país e um dos principais portos do mundo, que ficou paralisada devido às restrições.

 Apesar do confinamento ter acabado em 1º de junho, e não de forma completa, a retirada de algumas restrições e maio permitiu a retomada da produção por algumas empresas.

Em maio, as exportações da China avançaram 16,9% em ritmo anual, contra +3,9% em abril, que foi o pior resultado desde 2020, segundo a Alfândega.

As importações também cresceram, 4,1% em ritmo anual, após a estagnação no mês anterior.

Com a retirada progressiva das restrições sanitárias, "logística melhorou de maneira clara em maio" na grande região ao redor de Xangai, disse à AFP o economista Rajiv Biswas, do S&P Global Market Intelligence.

"O fluxo cotidiano de contêineres no porto de Xangai voltou a 95% do nível normal em 24 de maio", acrescentou.

O excedente comercial da China passou de 51,1 bilhões de dólares em abril a US$ 78,76 bilhões em maio.

Infomoney - SP   10/06/2022 

A suspensão das tarifas americanas à China impostas no governo do ex-presidente do Donald Trump poderia impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) chinês entre 0,25% e 0,50%, calcula a Capital Economics. Para a consultoria, o impacto ocorreria pelo canal das exportações, mas seria limitado.

A instituição avalia que a retirada das cobranças sinalizaria uma disposição dos Estados Unidos de reiniciar as relações com o país asiático, mas não vê indícios disso no momento. "Qualquer remoção tarifária provavelmente será limitada e seu impacto no mercado econômico e financeiro, muito pequeno", ressalta.

De acordo com a análise, as tarifas introduzidas custaram apenas cerca de 0,5% do PIB chinês. O setor de exportações, inclusive, se beneficiou do enfraquecimento do yuan decorrente da guerra comercial, acrescenta. "A participação da China nas exportações globais eram ligeiramente maior no final de 2019 do que quando as primeiras tarifas foram introduzidas um ano e meio antes", pontua.

Monitor Digital - RJ   10/06/2022 

Entre terça e quarta-feira da próxima semana acontece mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa para a Selic – que atualmente está em 12,75% ao ano – é de chegar no final do ano a 13,25%, segundo o último relatório de mercado Focus, mesmo com a piora do quadro de inflação no país. Em comunicado, o comitê considerou "provável" elevar novamente a taxa Selic, porém, o avanço da taxa deverá ter "menor magnitude" do que o aumento da última reunião em maio, de um ponto percentual.

Segundo Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores, o mercado projeta alta de 50 basis points (pontos base, unidade de medida que representa a fração mínima de uma porcentagem) para esta reunião. "Essa janela já havia sido aberta pelo comitê de política monetária em sua última reunião. Essa é a expectativa do mercado e acredito que vão seguir com isso justamente para o mercado não sofrer mais volatilidade do que já tem apresentado nas últimas semanas", explica.

O economista Fabio Louzada, fundador da Eu me banco, escola de educação financeira, lembra que o Copom já tinha começado a prever o fim do aperto monetário, porém esse cenário já começou a se reverter devido à postura mais hawkish do FED em subir os juros nos EUA, além da inflação no Brasil continuar em alta persistente.

"Os preços ainda estão muito altos. E a forma de conter preços ainda é manter as taxas de juros altas porque freia a demanda e o consumo. Isso vai pesar na decisão do Banco Central, que dificilmente vai bancar o fim do aperto pensando na inflação alta. Essa postura mais hawkish do FED afeta todas as economias do mundo, inclusive a economia brasileira. Isso vai pesar para que o BC adie o fim do aperto monetário. Teremos que segurar um pouco mais a queda na taxa Selic", diz.

Louzada ainda lembra que o Brasil vive um ano de eleições que promete ainda mais volatilidade: "Com instabilidade política e diversos países do mundo subindo juros, a tendência é entrar menos dinheiro no Brasil. Pensando no cenário local, é sempre bom ter juros menores, já que incentiva as pessoas a investirem mais e saírem da poupança e outros investimentos mais conservadores. Já a taxa de juros alta faz com que o país se retraia. A partir do momento que juros caem, isso faz com que pessoas fiquem mais otimistas e busquem tirar projetos do papel e investir em educação, por exemplo, para conseguir um emprego melhor ou investir em uma empresa. Para o país crescer, é necessário que os juros estejam mais baixos. A questão é a inflação que é um problema persistente e tem impacto de forma muito persistente na nossa economia".

Dicas

Ricardo Jorge ressalta que antes de investir é importante conhecer as características do ativo que quer aplicar e os riscos envolvidos, além de entender o cenário macroeconômico. "O mercado acredita que, por conta dos indicadores e persistência da inflação, é bem provável que o BC vai manter a taxa de juros alta por período mais prolongado. Olhando para esse cenário de juros mais altos por mais tempo, os ativos pós-fixados atrelados à Selic são mais interessantes", afirma.

Além disso, de acordo com ele, sabendo que estamos chegando a um ponto de inflexão no que diz respeito às altas de juros, ativos prefixados passam a ser boa opção porque se beneficiam da manutenção da taxa de juros ou queda deles no futuro. "Hoje é recomendável estar em um mix de ativos pós-fixados e prefixados em detrimento dos ativos atrelados à inflação porque a gente espera que, dado esse ciclo de aumento de juros, haja arrefecimento dos indicadores de inflação e esses títulos que têm IPCA como parcela remuneratória passam a ficar menos atrativos", esclarece.

Globo Online - RJ   10/06/2022

 Preços dos alimentos têm pesado no bolso do consumidor brasileiro em 2022. Na foto, supermercado no Jardim Paulista Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

A inflação avançou 0,47% em maio, segundo dados do IPCA divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira. O resultado indica uma desaceleração do indicador em relação ao mês de abril, quando o IPCA registrou alta de 1,06%. Ainda assim, os preços seguem pressionados ao consumidor: em 12 meses, o índice ficou em 11,73%.

Inflação dá meme: Leite em pó a R$ 2,79 em encarte de 2001 viraliza, e internautas se assustam com diferença de preçoCombustíveis: Pacote custará R$ 46,4 bilhões para reduzir em R$ 1,65 o litro da gasolina e R$ 0,76 o do dieselReajuste: Bolsonaro diz que não deve ter aumento salarial para servidores em 2022

O resultado veio ligeiramente abaixo do esperado. Analistas econômicos esperavam alta de 0,60% no mês e 11,84% em 12 meses.

IBGE aponta os itens que mais subiram em 2021

O grupo Habitação foi o único a apresentar queda na passagem de abril para maio, com recuo de 1,70%. O segmento contribuiu para a desaceleração do indicador por conta da queda de 7,95% da energia elétrica residencial, em função do fim da cobrança da bandeira de escassez hídrica, que acrescentava R$ 14,20 no preço final das contas de luz a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Com a vigência da bandeira verde a partir do dia 16 de abril, em que não há cobrança adicional na conta de luz, a energia elétrica residencial teve um impacto de -0,36 ponto percentual sobre o índice.

Produtos farmacêuticos e passagens aéreas puxam alta

A alta registrada em maio foi puxada pelo grupo Transportes (1,34%) em função dos preços das passagens aéreas, que subiram 18,33% em maio e já haviam subido 9,48% em abril. O grupo de Saúde e cuidados pessoais avançou 1,01%, puxado pela alta dos produtos farmacêuticos que subiram 2,51% por conta do reajuste de até 10,89% autorizado em abril.

— A alta deve-se a dois fatores: elevação dos custos devido ao aumento nos preços dos combustíveis e pressão de demanda, com o aumento do consumo, após um período de demanda reprimida por serviços, especialmente aqueles prestados às famílias. Isso impacta, também, alimentação fora do domicílio e itens de cuidados pessoais — explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

 O grupo Vestuário registrou alta de 2,11%, puxado pelo aumento dos preços de roupas masculinas, femininas e infantis, além de calçados.

— Todos esses itens subiram acima de 2% em maio. Temos observado uma alta nos preços de Vestuário desde o ano passado. Teve uma alta no custo de insumos como o algodão, mas também uma inflação de custos por conta dos preços de combustíveis e energia elétrica — sinaliza Kislanov.

Preços dos alimentos sobem, mas em menor intensidade

O grupo de Alimentos e bebidas desacelerou de 2,06% em abril para 0,48% em maio. Kislanov explica que produtos que vinham subindo bastante tiveram quedas expressivas em maio, a exemplo do tomate (-23,72%), da cenoura (-24,07%) e da batata-inglesa (-3,94%).

— Agora começamos o período de outono-inverno que é mais seco e permite aumentar a oferta de alimentos e reduzir os preços. Outro fator é que os preços de alguns alimentos, como a cenoura (116,37% em 12 meses), subiram muito, o que faz com que a base de comparação seja muito alta. Já o preço do leite continua subindo, devido ao período de entressafra, com pastagens mais secas, e à inflação de custos com a elevação dos preços de commodities como milho e soja, usadas na ração animal — esclarece o gerente do IPCA.

Depois de altas expressivas em abril por conta dos reajustes nas refinarias em março, os preços dos combustíveis registraram desaceleração em maio. A perda de intensidade ocorreu devido especialmente à gasolina, que passou de 2,48% em abril para 0,92% em maio.

— Houve, inclusive, queda no preço do etanol (-0,43%), após uma alta de 8,44% em abril. Apesar da desaceleração dos combustíveis em geral, o óleo diesel teve uma alta de mais de 3%. Só que o produto tem um peso pequeno no IPCA, impactando mais transportes pesados como caminhões e ônibus — destaca Kislanov.

Perspectivas

Economistas projetam que a inflação encerrará o ano de 2022 perto de 9%, de acordo com a última divulgação do relatório Focus, documento publicado na última segunda-feira pelo Banco Central (BC). Caso seja confirmado, 2022 será o segundo ano seguido em que o Banco Central não consegue cumprir a meta de inflação. O BC já havia admitido em março alta probabilidade de descumprimento da meta.

A meta de inflação deste ano é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p). Em março. Para 2023, a mediana das expectativas aponta para IPCA em 4,39%. A meta para o próximo ano é de 3,25%, com piso de 1,75% e teto de 4,75%.

IstoÉ Dinheiro - SP   10/06/2022 

Os dados de abril do Caged, o cadastro do Ministério do Trabalho de contratações e demissões formais, estão "em linha" com a composição do crescimento econômico deste início de ano, quando a normalização do consumo de serviços mais impactados pelo isolamento social, como bares, restaurantes e hotéis, puxou a economia, afirmou nesta quinta-feira (9) Silvia Matos, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Na segunda-feira, 6, o Caged mostrou a abertura líquida (saldo entre admissões e demissões) de 196.966 vagas em abril, puxada pelo setor de serviços, que registrou a geração líquida de 117.007 postos de trabalho.

"Os dados estão muito em linha com a atividade econômica mais forte em alguns setores", afirmou Matos, durante o II Seminário de Análise Conjuntural, organizado pelo FGV Ibre, em parceria com o Estadão. "O lado B é que os salários ainda estão crescendo muito pouco na margem", completou a pesquisadora.

O pequeno crescimento do valor das remunerações no Caged sinaliza a corrosão dos orçamentos das famílias, por um lado, mas, por outro, indica que não há inflação de salários, disse Matos.

Durante o seminário, José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do FGV Ibre, chamou a atenção para o fato de que, nos Estados Unidos, os salários têm subido praticamente no mesmo ritmo da inflação ao consumidor, num cenário de desemprego baixo. Dados históricos mostrariam, segundo Senna, que o quadro indica para a possibilidade de recessão na economia americana, à medida que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) apertar a política monetária para conter a inflação.

Segundo Matos, embora não haja ainda inflação de salários na economia brasileiro, o aperto da política monetária pelo Banco Central (BC) é importante para evitar que isso aconteça. A persistência da inflação elevada pressiona por reajustes maiores nos salários, o que poderia levar a um processo que retroalimenta a inflação.

"Quando a inflação fica muito alta, há a necessidade de reajustes (salariais). Se o BC não puxar o freio de mão, entra numa espiral de pressão salarial", afirmou Matos.

MINERAÇÃO

Money Times - SP   10/06/2022  

O BTG Pactual informou nesta quinta-feira (9) que elevou o preço-alvo para as ADRs (recibos de ações) da Vale (VALE3), de US$ 22 para US$ 25 – o que implica um potencial de alta de cerca de 38,9%.

Para o banco, a administração da mineradora continua "altamente disciplinada" na alocação de capital, segundo relatório assinado por Leonardo Correa e Caio Greiner.

Os analistas citam o potencial retorno aos acionistas, prevendo um rendimento de cerca de 20% para 2022, incluindo o recém-anunciado programa de recompra de US$ 8 bilhões.

"Também esperamos que os problemas de produção de minério de ferro em Carajás se dissipem, ajudando a produção, diluição de custos fixos e melhorando os resultados de sua unidade de metais básicos subvalorizada em 2022".

O BTG vê VALE3 negociada a 3,2 vezes o múltiplo EV/Ebitda para 2022.

Influência da China sobre Vale

Para o BTG, a Vale é a principal beneficiada pela reabertura e reaceleração da economia chinesa em junho e julho, após os bloqueios agressivos implementados nas últimas semanas.

Os preços do minério de ferro devem continuar apoiados pela recuperação da produção de aço chinesa e pela oferta transoceânica apertada, avalia o banco.

Os analistas dizem que ficaram "perplexos" com o nível de pessimismo e posicionamento leve sobre o setor nos últimos meses.

Com as recorrentes restrições do lado da oferta que assolam o setor de commodities, o BTG diz estar convencido de que esse ciclo pode durar anos e "ainda está longe de ser precificado pelo mercado".

Brasil Mineral - SP   10/06/2022 

De acordo com o levantamento, o volume se deve ao aumento no preço médio geral (minério bruto mais beneficiado) de 12%.

Segundo o boletim Produção Mineral 02/2022, divulgado pelo Instituto Água e Terra (IAT), através da Divisão de Geologia, a produção mineral (bruta e beneficiada) comercializada no Paraná, em 2021, foi de 60,75 milhões de toneladas e sua comercialização atingiu R$ 1,59 bilhão. A produção mineral cresceu 7,8% e a comercialização alcançou 20,7%, quando comparadas a 2020.

De acordo com o levantamento, o volume se deve ao aumento no preço médio geral (minério bruto mais beneficiado) de 12%, que passou de R$ 23,4 por tonelada em 2020 para R$ 26,2 por tonelada em 2021. Os destaques da produção mineral paranaense comercializada em 2021 foram as rochas britadas, rochas carbonáticas (calcário e dolomito), areia, argilas e saibro, que responderam por 97,3% da quantidade e 84,4% do valor apresentado. Destacaram-se, ainda, na participação do valor da produção mineral em 2021, o ouro (6,2%), o carvão mineral (2,7%), a fluorita (2,0%), o talco (2,0%) e as rochas ornamentais (1,8%). Estes produtos possuem preço superior à média, mesmo comercializados em quantidades menores.

"A grande maioria dos bens minerais produzidos e comercializados no Paraná são para uso direto na construção civil ou para a produção de materiais para a construção, além da agricultura, na forma de corretivo agrícola", destaca o chefe da Divisão de Geologia do IAT, Luciano Loyola. "As rochas britadas e as areias são utilizadas diretamente no setor e para produção de argamassas, concretos, artefatos de concreto, cimento e fibrocimento etc. O saibro é utilizado, em especial, para revestimento de estradas".

Já as rochas carbonáticas são usadas na produção de cimento, cal e corretivo agrícola e, secundariamente, em diversos segmentos industriais (carga mineral na fabricação de borracha, papel, plástico e tintas), além de segmentos tradicionais como produção de agregados (pedriscos, britas, rachões, granilhas) e de rochas ornamentais, enquanto as argilas atendem a indústria de cerâmica vermelha e branca (caulim) para a produção de tijolos, telhas, pisos, revestimentos, louças sanitárias e de mesa, além de diversos usos industriais. As argilas refratárias são destinadas para produção de peças de revestimento de fornos.

O talco é uma matéria-prima mineral de largo uso na indústria, sendo aplicado na elaboração de cosméticos, carga inerte na fabricação de tintas, borracha, inseticidas, fertilizantes e papel, entre outros, sendo que a maior parte da produção se destina ao uso cerâmico. Já a fluorita é a principal fonte de flúor, utilizada na indústria química e na siderurgia/metalurgia, enquanto o carvão mineral produzido no Paraná é utilizado para a produção de eletricidade (termelétrica de Figueira). O ouro possui diversos usos incluindo a joalheria e padrão monetário e sua boa condutividade elétrica e resistência à corrosão também o coloca como um importante elemento na indústria de eletroeletrônicos e em processos eletroquímicos.

O Boletim do IAT aponta ainda a produção de feldspato, leucita e nefelina-sienito no Paraná, matérias-primas essenciais para as indústrias de vidros e cerâmicas, além de barita, usada extensivamente em fluidos para a perfuração de poços de petróleo, na produção da borracha, como pigmento branco na fabricação de tintas, como substância contrastante em exames de Raio-X e cintilografia, entre outros.

A produção mineral comercializada em 2021 somou 21,09 milhões de toneladas, que correspondem a rochas carbonáticas (calcário e dolomito), o equivalente a toda produção de soja paranaense. Parte deste volume abasteceu as indústrias de corretivo agrícola e de cimento do Estado. O Paraná produziu 8,12 milhões de toneladas de corretivos agrícolas (14,9% da produção nacional) e consumiu 6,07 milhões (11,1% do consumo nacional), segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal).

Toda mineração regularizada é feita em área concedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM), após a obtenção da Licença Ambiental junto ao IAT. Em 2021, dos 2.371 títulos minerários concedidos no Estado com possibilidade de lavra (0,93% do território paranaense), em somente 1.082 houve mineração com recolhimento de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM, realizada por 505 empresas, presentes em 179 municípios do Paraná. A exploração resultou em um Valor de Comercialização de R$ 1,65 bilhão e recolhimento de R$ 23,26 milhões de CFEM. Do valor arrecadado, os municípios mineradores ficam com 60%, enquanto os municípios afetados pela mineração e o Estado ficam com 15% cada, e outros 10% são direcionados para órgãos da União.

Brasil Mineral - SP   10/06/2022

As metas vinculadas ao contrato visam apoiar o desenvolvimento comunitário em comunidades rurais próximas às operações da empresa na África do Sul.

A Anglo American assinou um contrato de empréstimo de US$ 100 milhões, por dez anos, com a International Finance Corporation (IFC) vinculado à entrega de metas de sustentabilidade que são parte integrante do Plano de Mineração Sustentável da empresa. O empréstimo vinculado à sustentabilidade é o primeiro da IFC no setor de mineração e é considerado o primeiro globalmente do setor, focado exclusivamente em indicadores de desenvolvimento social.

As metas específicas vinculadas ao contrato de empréstimo visam apoiar o desenvolvimento comunitário em comunidades rurais próximas às operações de mineração da Anglo American na África do Sul, inclusive promovendo a criação de empregos e melhorando a qualidade da educação para mais de 73.000 alunos. "Nosso Plano de Mineração Sustentável tem um conjunto de metas globais ambiciosas relacionadas à entrega de um ambiente saudável, criando comunidades prósperas e sendo reconhecido como um líder corporativo confiável.", disse Stephen Pearce, Diretor Financeiro da Anglo American.

O Plano de Mineração Sustentável da Anglo American inclui metas para apoiar as escolas nas comunidades anfitriãs a ter um desempenho entre as 30% melhores escolas estaduais em todo o país e criar ou apoiar três empregos externos para cada trabalho local em suas operações até 2025. Jonathan Samuel, Chefe do Grupo de Parcerias de Negócios Responsáveis da Anglo American, disse: "Para atingir nossa meta de educação, vamos fortalecer o sistema de educação pública treinando educadores, profissionais e equipes de gestão escolar e atualizar a infraestrutura e equipamentos escolares básicos, incluindo o fornecimento de Wi-Fi e computadores em mais de 100 escolas públicas primárias e secundárias na África do Sul. Já estamos apoiando mais de 73.000 alunos de centros de desenvolvimento da primeira infância, escolas primárias e secundárias, com mais crianças a beneficiar na Fase 2 do programa". A Anglo American comprometeu-se a contribuir com fundos adicionais para causas sociais acordadas se não atingir plenamente suas metas de educação e meios de subsistência nos termos deste empréstimo.

 A Anglo American e a IFC trabalharam de perto para garantir que um conjunto robusto de métricas e metas seja documentado. "O financiamento vinculado à sustentabilidade é uma ferramenta poderosa para mobilizar capital e incentivar empresas que buscam contribuir para um futuro mais sustentável. A parceria da IFC com a Anglo American apoiará a educação de qualidade para alunos iniciantes, fortalecerá o desenvolvimento do capital humano e impulsionará as pequenas empresas na África do Sul", disse Kevin Njiraini, Diretor da IFC para a África Austral e Nigéria. Este empréstimo faz parte de um compromisso mais amplo da Anglo American com a IFC no desenvolvimento social local, inclusive no Peru, onde a Anglo American, a IFC e outros parceiros estão apoiando iniciativas de desenvolvimento regional.

Parceria para reusar água de mineroduto

A Anglo American e o Porto de Açu assinaram parceria para estudar em unidades industriais o reuso da água utilizada na operação do mineroduto, que transporta minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) ao empreendimento portuário, em São João da Barra (RJ). O minério sai da planta da Anglo American e atravessa 29 municípios até o Porto do Açu, onde passa por um processo de filtragem, com a separação da água e do minério. Posteriormente, o minério é armazenado para exportação. Atualmente, o efluente gerado pelo sistema de filtragem da água é tratado e majoritariamente descartado ao mar, seguindo estritamente todos os padrões legais. Segundo a Anglo, o volume de reaproveitamento da água chegaria a 0,3 m³/s de água reutilizada.

O trabalho conjunto vai avaliar o tratamento e a utilização de parte desse efluente nas plantas industriais do complexo (atuais e futuras), para que, gradativamente, o efluente deixe de ser descartado no mar e passe a ser reutilizado. "Esta é mais uma parceria que vai ao encontro do nosso propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas. Ela está alinhada com as metas e os objetivos do nosso Plano de Mineração Sustentável. A ideia é elevar o reuso ao máximo possível em nossas operações", explica Tiago Alves, gerente de meio ambiente da Anglo American. Segundo Wilfred Bruijin, CEO da Anglo American no Brasil, a companhia trabalha cada vez mais para incentivar e construir um ambiente cada vez mais sustentável, com soluções em prol da sustentabilidade e da sociedade em geral. "Temos metas consistentes em nosso Plano de Mineração Sustentável e trabalhamos de maneira sólida para atingí-las", afirma.

O Porto de Açu está em operação desde 2014 e ergue o maior parque de geração de energia a partir de gás natural da América Latina, com um terminal de GNL e uma termoelétrica de 1,3 GW já em operação, e uma segunda termoelétrica de 1,7 GW em início de construção. Além disso, o local conta com a maior base de apoio logístico offshore e duas das maiores fábricas de dutos flexíveis para escoamento de petróleo e gás do mundo. O Porto prevê a industrialização com projetos de energia renováveis e baixo carbono, tais como energia solar, hidrogênio verde e eólica offshore. "As empresas instaladas no Porto do Açu necessitam de água para diferentes atividades e representam relevante demanda para água de reuso. A iniciativa estimula as práticas de economia circular da água, em linha com as estratégias de sustentabilidade do Grupo Prumo. O efluente também poderá ser reutilizado por empresas que implantarão novos projetos industriais e renováveis no porto, como usinas termelétricas, planta de fertilizantes, produção de pellets, petroquímicas, hidrogênio verde e aço verde", afirma José Firmo, CEO do Porto do Açu.

O Estado de S.Paulo - SP   10/06/2022 

As importações de minério de ferro pela China subiram 3% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta quinta-feira, depois que as interrupções nos embarques dos principais fornecedores diminuíram.

O maior consumidor de minério de ferro do mundo trouxe 92,52 milhões de toneladas no mês passado, ante 89,79 milhões de toneladas em maio de 2021, disse a Administração Geral de Alfândegas.

As importações do ingrediente siderúrgico caíram nos últimos meses, já que as mineradoras na Austrália foram atingidas pela escassez de mão de obra induzida pela pandemia, enquanto a brasileira Vale lutava com condições climáticas.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Monitor Digital - RJ   10/06/2022 

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, registrou alta de preços de 2,17% em maio deste ano. A taxa ficou acima do 1,21% de abril, segundo dados divulgados hoje.

Segundo o IBGE, essa é a maior taxa desde julho de 2021. Com o resultado, o Sinapi acumula, em 12 meses, alta de custo de 15,44% em maio, acima dos 15% acumulados em abril. O custo nacional da construção passou a ser de R$ 1.601,76 por metro quadrado.

A mão de obra subiu 2,49% em maio e passou a ter o custo de R$ 638,78 por metro quadrado. Já os materiais ficaram 1,96% mais caros no mês e passaram a custar R$ 962,98.

Após registrar em 2021 o melhor desempenho desde 2010, com crescimento de 9,7%, a construção civil também iniciou 2022 com resultado positivo em suas atividades. O setor cresceu 0,8% no 1º trimestre de 2022, em relação aos últimos três meses de 2021. Os dados do Produto Interno Bruto foram divulgados pelo IBGE no último dia 2.Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), desde o terceiro trimestre de 2020 o setor vem apresentando números positivos, indicando que, mesmo diante do aumento excessivo no custo dos seus insumos, conseguiu avançar e demonstrar força na geração de emprego e renda.

 Segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho, desde junho de 2020 a construção vem registrando resultados positivos na geração de novas vagas com carteira assinada, com exceção dos meses de dezembro, que são considerados sazonais. Nos três primeiros meses de 2022, o setor já contabilizou um saldo positivo superior a 100 mil novos postos de trabalho formais, confirmando a sua força propulsora de geração de emprego.

Os segmentos com o maior número de novas vagas geradas pelo setor no período de junho de 2020 a março de 2022 foram os de construção de edifícios (193.440), serviços especializados para a construção (181.383) e obras de infraestrutura (108.228).

Além disso, os números evidenciam um reflexo positivo de um cenário de vendas e lançamentos imobiliários mais aquecidos, especialmente após o início da pandemia.

FERROVIÁRIO

Porto Gente - SP   10/06/2022 

As redes globais de produção impõem às empresas a adoção de estratégias para minimizar os riscos de interrupção no fornecimento.

Oportuno debater as ferrovias do Porto de Santos à luz da recente junção das empresas públicas Valec e EPL, para criar a Infra S.A. A primeira, focada no planejamento e engenharia de estradas de ferro. A EPL, voltada ao planejamento logístico e integração das múltiplas estruturas modais nacionais, abrangendo o programa de desestatização do porto de Santos. Na perspectiva da movimentação ferroviária do principal porto brasileiro, há um potencial de mais de 100 milhões de toneladas, dependendo de projeto adequado.

Nos 90 anos de concessão da Companhia Docas de Santos, essa movimentação ferroviária, dos trens de operadoras ferroviárias, como a Santos-Jundiaí e Sorocabana, dentro da área portuária era realizada pela concessionária do porto. A criação da Portofer Transportes Ferroviários, que administra a malha ferroviária do Porto de Santos, uma jabuticaba em que o operador disputa preferência de tráfego, deve inspirar uma terceira empresa para essa movimentação, como acesso ao porto, conjuntamente com a dragagem e a manutenção das vias rodoviárias.

Considerando a vigência por 35 anos para o contrato de privatização do Porto de Santos, há muito que ser discutido na busca de uma modelagem produtiva, com excelência operacional. Pois, apesar do atraso que se verifica no desenvolvimento do acesso ferroviário, ainda possibilitou o crescimento da movimentação como produtividade dos terminais portuários. Entretanto, dentro e fora da poligonal, são necessários investimentos robustos, para dar maior agilidade na movimentação de cargas por ferrovias.

Trata-se de inovar o modo de operar o modal ferroviário no Porto de Santos, com composições longas e ágeis, sem desmembrar os vagões do trem e incluindo o transporte de contêineres. No planejamento do desenvolvimento, devem ser adotados parâmetros operacionais de grandes ferrovias, considerando as complexidades técnicas e conjugando o trem com os terminais. Daí ser prioridade a construção da pera ferroviária da margem esquerda na visão de eliminar gargalos.

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários – SNPTA, Mário Povia, tem conhecimento apurado e o talento necessário para produzir uma resultante eficaz do programa de desestatização do Porto de Santos, em curso. É preciso tratar as possibilidades com horizonte mais amplo do que o considerado até agora. Como Portogente já adiantou, esse processo não será concluído este ano e nem a desestatização ocorrerá, se Lula voltar a ser presidente. Decerto, com qualquer resultado eleitoral, as reformas devem ser implementadas.A conjuntura mundial do comércio marítimo, principalmente, as novas tecnologias e os objetivos ESG (Ambiental, Social e Governamental – em português) estabelecem padrões operacionais que requerem a reforma do Porto de Santos. Principalmente para atrair investimentos internacionais. Ainda que seja uma tarefa hercúlea, mesmo assim, a sua comunidade portuária poderá garantir o melhor resultado. Não há tempo a perder.

Jornal de Brasília - DF   10/06/2022 

A Ferrovia Norte-Sul passará oficialmente a transportar açúcar a partir desta quinta-feira (9) com a inauguração de um terminal rodoferroviário em Iturama (MG), que marca também a entrada da Rumo, concessionária responsável pela ferrovia, no mercado mineiro.

A Rumo e a Usina Coruripe, um dos maiores grupos de açúcar e etanol do país, vão inaugurar o terminal na cidade do Triângulo Mineiro após um investimento de R$ 95 milhões, que permitirá o escoamento de 2 milhões de toneladas de açúcar para exportação por ano.

A estimativa é que partam 15 trens de 120 vagões cada por mês de Iturama rumo ao porto de Santos entre este mês e outubro, pico da safra de cana-de-açúcar no centro-sul brasileiro.

A Norte-Sul, batizada pela Rumo de Malha Central, é uma ferrovia cuja história se arrastava desde a década de 1980. Em 13 de maio de 1987, a Folha publicou reportagem de Janio de Freitas que mostrou que a concorrência para a construção da ferrovia tinha sido uma farsa. De forma cifrada, o resultado das empresas vencedoras tinha sido publicado cinco dias antes.

Depois de vários imbróglios, em 2019 a Rumo venceu leilão do trecho da Norte-Sul com um agressivo lance de R$ 2,719 bilhões, 100,9% acima do mínimo exigido pelo edital. Até então, a ferrovia estava nas mãos da estatal Valec.

O trecho total da ferrovia tem 1.537 quilômetros, entre Porto Nacional (TO) e a Estrela D'Oeste (SP), e foi concebido para ser uma espécie de espinha dorsal do sistema ferroviário no país, permitindo a conexão com outras malhas. Um outro trecho da ferrovia já estava em operação, entre Açailândia (MA) e Porto Nacional (TO), sob concessão da VLI.

Um dos diferenciais no novo terminal, que já estava em fase de testes desde o mês passado, é a velocidade de carregamento, que pode alcançar 1.500 toneladas por hora, segundo o vice-presidente comercial da Rumo, Pedro Palma, e que tem potencial para carregar três trens de 120 vagões por dia.

"As operações iniciais [após a concessão] foram em São Simão e Rio Verde, as duas com soja, milho e farelo de soja. Em Iturama é uma operação emblemática porque é a primeira de açúcar na malha central e a primeira também da Rumo no Triângulo Mineiro. A chegada desse acesso ferroviário da Rumo num ponto de captação de carga em Minas vai atender não só usinas do Triângulo, mas também do sul de Goiás", disse Palma.

Presidente da Coruripe, Mario Lorencatto afirmou que o terminal deverá atender 1,15 milhão de toneladas de açúcar do próprio grupo e, o restante, de outros clientes.

"A nova fronteira do sucroenergético está vindo para cá, inclusive grupos paulistas. A maior parte do açúcar é exportação, então tem 700 quilômetros, até um pouco mais longe, para usinas de Goiás. Como chega ao porto de Santos? Se for de caminhão, a mais valia do negócio vai ficar no diesel. O grande nó dessas operações é a questão logística, que se resolve agora com o término da obra", afirmou.

Inicialmente, as operações do terminal, que gerou 50 empregos diretos, serão exclusivas para açúcar, mas, conforme Palma, nada impede que, havendo demanda futura, sejam realizadas operações de etanol, por exemplo.

"A gente tem exportado bastante etanol para a Ásia e, se consolidar esse mercado, é uma coisa a se estudar", disse Lorencatto.

Hoje, o trecho em operação da Norte-Sul sob concessão da Rumo está em 580 quilômetros, o que significa que não está totalmente concluída. Falta concluir as obras viárias no trecho entre Rio Verde e Anápolis.

Quando estiver totalmente pronta, ela permitirá a ligação ferroviária entre os portos de Itaqui (MA) e Santos. "O trabalho está sendo realizado com a intenção da conclusão, chegando em Anápolis, até o fim de 2022", disse Palma.

A Rumo ainda vai inaugurar uma operação de fertilizantes em Rio Verde, em fase final, e prevê uma operação de contêineres em Anápolis, via Brado, companhia da Rumo que opera no setor. Para o ano que vem, está previsto um terminal de transbordo de combustíveis em Rio Verde.

O trecho da malha central da Rumo, ao chegar a Estrela D'Oeste, se conecta com a malha paulista, também operada pela Rumo, que obteve em 2020 a renovação antecipada da concessão, que agora vai até 2058 –com a obrigatoriedade de investir R$ 6 bilhões.

Com a Norte-Sul, as operações da concessionária chegarão a Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul, principais produtores do país, e a um total de 14 mil quilômetros de ferrovias, ligando aos principais portos.

O modal ferroviário é responsável por transportar 21,5% das cargas no Brasil, de acordo com dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), índice muito inferior aos de países como Austrália (55%) e Rússia (81%), mas superior ao da China (14%).

A Coruripe, que tem capacidade instalada para moer 15 milhões de toneladas de cana, atingirá 14 milhões de toneladas na safra 2022/23.

Prejudicada por três anos seguidos de seca e geada forte em 2021, a usina deverá atingir sua capacidade plena na próxima safra, de acordo com seu presidente.

"O setor todo, São Paulo, Minas Goiás, Goiás, sofreu com a questão climática", disse. O grupo sucroenergético é o sétimo entre os maiores do país.

Revista Ferroviaria - RJ   10/06/2022 

Em meados de março passado, um dos maiores eventos do setor metroferroviário da América Latina foi realizado na capital paulista: a 22ª NT Expo – Negócios nos Trilhos – e, concomitantemente, a 26ª edição da Intermodal South America. Juntos, eles trouxeram importantes debates sobre a evolução do segmento, com muitas questões que merecem ser compartilhadas entre entusiastas e estudiosos que acreditam no transporte sobre trilhos, assim como eu, para compreender os avanços da mobilidade.

Com mais de 20 mil participantes, em três dias de debates e análises, os eventos deram visibilidade aos esforços realizados por instituições públicas e privadas para que o Brasil avance na implantação dos sistemas ferroviários. Com base em exemplos de investimentos e projetos capazes de contribuir para a ampliação das linhas ferroviárias, os encontros reforçaram a importância da inserção de novas empresas nesse segmento para garantir o bom desempenho dos sistemas de transporte.

É importante ressaltar que, mesmo no cenário pandêmico, o transporte ferroviário seguiu resiliente. De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em 2020, o setor apresentou mais de 40 mil postos de trabalhos diretos e indiretos, além de investimentos de R$ 4,8 bilhões, resultando em um expressivo crescimento na frota.

Quase 10 mil quilômetros de expansão

Esses dados ajudam na contextualização da atual situação da malha ferroviária e as possibilidades de desenvolvimento nos próximos anos. Durante a NT Expo e a Intermodal, o Ministério da Infraestrutura afirmou que 27 contratos de autorização de concessão à iniciativa privada já foram assinados, com uma projeção de investimento na margem de R$ 133,24 bilhões para um acréscimo de 9.922,5 quilômetros de novos trilhos à malha ferroviária nacional.

Paralelamente, conferências elucidaram sobre os ajustes fundamentais para o marco legal do segmento de transporte ferroviário de cargas. Os encontros debateram, ainda, o andamento do marco de passageiros, uma iniciativa que viabilizará o retorno de trens regionais para locomoção de pessoas e uma importante alternativa de transporte rápido.

A preocupação com o deslocamento de passageiros por meio ferroviário também foi evidenciada com base nas soluções expostas aos visitantes, como a réplica do Prosper VLT, da Marcopolo Rail, um veículo focado nas aplicações turísticas, intercidades e urbanas, que prioriza a segurança e o conforto no transporte de passageiros, contando com diferentes opções de propulsão.

Além disso, representantes do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) destacaram, respectivamente, os projetos das novas linhas de integração e os investimentos. O case do Veículo Leve sobre Trilhos da cidade de Santos, no litoral paulista, também foi apresentado.

Diante de tantos debates enriquecedores, a lição que fica, para nós, é de que a visibilidade dada ao tema e os constantes debates fortalecem o ecossistema da mobilidade. A malha ferroviária é uma alternativa sustentável de transporte, com baixa emissão de gases poluentes e, acima de tudo, uma solução rápida, eficaz e de alta qualidade.

PETROLÍFERO

O Petróleo - SP   10/06/2022 

Os maiores exportadores de petróleo do mundo concordaram em aumentar ligeiramente sua produção, para ajudar a aliviar a alta dos preços.

No entanto, membros do grupo de produtores de petróleo Opep+ – que inclui a Rússia – não planejam aumentar a produção para os níveis solicitados pelos países importadores de petróleo.

O que é Opep+?

A Opep+ é um grupo de 23 países exportadores de petróleo que se reúne todos os meses em Viena para decidir quanto petróleo bruto vender no mercado mundial.

No núcleo deste grupo estão os 13 membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que são principalmente países do Oriente Médio e da África. A Opep foi formada em 1960 como um cartel, com o objetivo de fixar a oferta mundial de petróleo e seu preço.

Hoje, os países da Opep produzem cerca de 30% do petróleo bruto do mundo, cerca de 28 milhões de barris por dia . A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo da Opep, produzindo mais de 10 milhões de barris por dia.

Em 2016, quando os preços do petróleo estavam particularmente baixos, a Opep uniu forças com 10 produtores de petróleo não pertencentes à Opep para criar a Opep+.

Esses novos membros incluíam a Rússia, que também produz mais de 10 milhões de barris por dia.

Juntas, essas nações produzem cerca de 40% de todo o petróleo bruto do mundo.

 "A Opep+ adapta a oferta e a demanda para equilibrar o mercado", diz Kate Dourian, do Energy Institute. "Eles mantêm os preços altos ao reduzir a oferta quando a demanda por petróleo cai."

A Opep+ também poderia baixar os preços colocando mais petróleo no mercado, que é o que grandes importadores como os EUA e o Reino Unido querem que faça.

Por que os preços do petróleo estão tão altos?

Na primavera de 2020, quando o Covid se espalhou pelo mundo e os países entraram em confinamento, o preço do petróleo caiu devido à falta de compradores.

"Os produtores estavam pagando às pessoas para tirar o óleo de suas mãos, porque não tinham espaço suficiente para armazenar tudo", diz Dourian.

Depois disso, os membros da Opep+ concordaram em reduzir a produção em 10 milhões de barris por dia, para ajudar a elevar o preço.

Em junho de 2021, com a demanda por petróleo começando a se recuperar, a Opep+ começou a aumentar gradualmente a oferta, colocando 400.000 barris extras por dia nos mercados mundiais. Em julho e agosto, fornecerá mais 600.000.

No entanto, ainda está fornecendo cerca de dois milhões e meio de barris por dia a menos do que na primavera de 2020.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o preço do petróleo subiu para mais de US$ 100 o barril, por causa do pânico nos mercados. Isso causou aumentos significativos no preço da gasolina nas bombas.

"Quando a Opep+ cortou a oferta em 10 milhões de barris por dia em maio de 2020, eles cortaram muito", diz David Fyfe, economista-chefe da Argus Media.

"Agora eles estão aumentando a oferta a um ritmo lento que não leva em conta os efeitos da crise Rússia-Ucrânia."

Há um temor entre os compradores de petróleo de que a UE siga os EUA e imponha um embargo às importações de petróleo da Rússia, diz Fyfe. A Europa importa atualmente mais de dois milhões e meio de barris de petróleo por dia da Rússia.

"A ameaça de um embargo ao petróleo russo assustou os mercados", diz ele, "porque pode levar a um aperto agudo na oferta".

Por que a Opep+ não aumenta a produção de petróleo?

O presidente dos EUA, Joe Biden, apelou repetidamente à Arábia Saudita para aumentar sua produção de petróleo sem sucesso.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, também pediu à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos que aumentem a produção. Ele também foi rejeitado.

 "A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos têm capacidade ociosa, mas se recusam a aumentar a produção por conta própria", diz Kate Dourian. "Eles não querem ser ditados pelo Ocidente.

"Eles estão dizendo que a lacuna entre oferta e demanda está diminuindo e que os altos preços de hoje simplesmente refletem o pânico por parte dos compradores de petróleo."

Outras nações da Opep+ estão lutando para aumentar a produção.

"Produtores como Nigéria e Angola têm subestimado suas cotas de produção em um milhão de barris por dia no ano passado", diz David Fyfe.

"O investimento caiu durante a pandemia – e as instalações de petróleo, em alguns casos, não foram bem mantidas. Agora, eles estão descobrindo que não podem realmente entregar aumentos de produção na íntegra."

O que a Rússia quer?

A Opep+ também tem que respeitar os desejos da Rússia, já que é um dos dois maiores parceiros da aliança.

"Os russos estão satisfeitos com os preços neste nível", diz Carole Nakhle, CEO da Crystol Energy. "Eles não têm nada a ganhar em vê-los descer.

"A Opep quer manter boas relações com a Rússia, então é mais provável que continuem com o acordo que todos fizeram no ano passado. Isso significa aumentar a oferta de petróleo muito gradualmente a partir de agora até setembro."

Infomoney - SP   10/06/2022 

As participações governamentais no setor de petróleo e gás natural somaram R$ 537 bilhões pagos aos cofres públicos nos últimos dez anos, incluindo participação especial, royalties, bônus de assinatura e o pagamento pela ocupação ou retenção de área, informou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Saboia, em um workshop sobre royalties realizado na quarta-feira, 8, em Brasília.

Segundo Saboia, neste ano, considerando apenas os meses de janeiro a maio, o montante distribuído já ultrapassa R$ 23 bilhões, o que significa um acréscimo de quase 80% em relação aos quase R$ 13 bilhões distribuídos no mesmo período do ano passado. A alta se deve principalmente ao salto do preço do petróleo no mercado internacional este ano em comparação com o ano passado.

Em 2021, a arrecadação ficou em R$ 38 bilhões, dos quais mais de R$ 10 bilhões foram distribuídos aos estados federados e mais de R$ 13 bilhões aos municípios. O restante fica com o governo federal.

Os royalties são arrecadados sobre a produção de cerca de 300 campos produtores localizados em terra e na plataforma continental, operados por 45 empresas sob os regimes de concessão, partilha e cessão onerosa. O valor arrecadado é distribuído a 11 estados e mais de 900 municípios beneficiários, além da União.

Os royalties são uma compensação financeira devida à União, aos estados, e aos municípios beneficiários, pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro como uma remuneração à sociedade pela exploração desses recursos não renováveis, disse a ANP.

Globo Online - RJ   10/06/2022 

O governo Bolsonaro prevê arrecadar até R$ 400 bilhões com a venda da sua parte nos atuais contratos de partilha de petróleo. O modelo rege os contratos de exploração da camada pré-sal, que concentra a maior parte da produção nacional de óleo e gás.

A estimativa consta no projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional na quinta-feira que autoriza a venda dos contratos pelo governo. A concretização dessa receita, porém, só ocorreria após eventual aprovação do projeto pela Câmara e pelo Senado e depois da realização dos leilões.

Peso do bolso: Inflação do café da manhã atinge em cheio o clássico pingado com pão na chapaPetrobras: Dois dias depois de o governo anunciar um pacote para subsidiar combustíveis, estatal reforça política de preços De novo: Bolsonaro volta a se queixar da Petrobras, mas diz que não vai interferir nos preços da estatal.

O texto que trata do pré-sal, junto com a promessa da privatização da Petrobras, é uma tentativa do governo de mostrar que segue na pauta liberal, após medidas como subsídios aos combustíveis e sucessivas trocas na estatal por conta do preço dos combustíveis.

O fim do regime de partilha é um desejo antigo do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas que não avançava por resistências do Ministério de Minas e Energia. Com a troca no comando do MME (também por causa da alta dos combustíveis), Guedes conseguiu emplacar a medida a quatro meses da eleição. No MME, está Adolfo Sachsida, ex-assessor de Guedes.

O projeto de lei, que não tem data para ser votado, autoriza a União a vender a sua parte nos atuais contratos do pré-sal, que já estão sendo executados pelas empresas. Atualmente, companhias como Petrobras, Shell, Total, CNPC, CNOOC, Ecopetrol, Repsol, Equinor, Exxon, Petrogal e BP têm contratos de partilha em execução.

Recursos no orçamento

A estimativa de receita do governo considera o valor atual do barril de petróleo, na casa de US$ 120. O regime de partilha é caracterizado, dentre outros aspectos, pela participação compulsória da União, representada pela estatal PPSA, no consórcio vencedor da licitação do bloco a ser explorado e pelo direito da União à parte do óleo e gás natural obtidos com a respectiva produção.

 A União fica com o chamado óleo-lucro, que é o petróleo depois de serem descontados os custos de produção. O que o governo pretende vender agora é a sua parte do contrato, abrindo mão do óleo-lucro, mas antecipando a receita. Até 2025, o governo projeta receber R$ 40 bilhões pela venda desse óleo, caso o modelo não mude. Os contratos têm duração média de 30 anos.

"Ocorre que a União não possui as mesmas condições de suportar os riscos do negócio do que o particular, nem mesmo de vender o óleo e gás natural com o mesmo grau de aproveitamento do que o privado. Percebe-se, portanto, que a intenção de maximizar as receitas da União pode ser seriamente comprometida, eis que a PPSA fica exposta a atividades de grande complexidade e risco", argumenta o governo.

A PPSA é uma estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, e tem por objeto principal a gestão, representando os interesses da União, dos contratos de partilha de produção e a gestão dos contratos para a comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União. Se os contratos de partilha acabarem, a PPSA perde a sua função.

Hoje, grande parte da receita do regime de partilha vai para o Fundo Social do Pré-Sal, e o dinheiro tem como destino prioritário a saúde e a educação. O governo, porém, quer que a arrecadação obtida com a venda dos contratos da partilha não seja destinada para este fundo e diz que os recursos serão alocados no Orçamento público a partir do processo legislativo orçamentário aprovado pelo Congresso.

Maurício Tolmasquim, ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética, critica o projeto.

— O governo está hipotecando o bem-estar das gerações futuras, que poderiam usufruir dessa produção que vai ocorrer ao longo dos anos. É uma escolha imediatista.

Décio Oddone, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, afirma que a venda será complexa, mas lamentou que o regime de partilha não tenha acabado antes.

— O fato de acabar com o regime de partilha vai permitir a revitalizar uma área da Bacia de Campos. Isso é positivo para as áreas remanescentes dessa bacia no pós-sal, mas no regime de concessão (no qual vence quem faz o maior lance).

IstoÉ Online - SP   10/06/2022 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, nesta quinta-feira, pressionados pelo avanço do dólar ante rivais, em meio à queda do sentimento de risco após o Banco Central Europeu (BCE) confirmar os planos de subir juros em julho e setembro. Além disso, investidores estão com temores renovados diante de novos lockdowns na China.

O petróleo WTI para julho registrou queda de 0,49% (US$ 0,60), a US$ 121,51 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para agosto caiu 0,41% (US$ 0,51), a US$ 123,07 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Apesar de manter os juros inalterados, o BCE sinalizou que deve aumentar as taxas em julho e setembro. Para a Capital Economics, a instituição apertará em 25 pontos-base em sua reunião de julho, e, provavelmente, em 50 pontos-base em setembro. Já o ING comenta que a postura hawkish do BCE, em especial de sua presidente, Christine Lagarde, em coletiva após decisão monetária hoje, pode se provar "prematura". De acordo com o banco, a economia da zona do euro corre risco de entrar em recessão.

Na Ásia, investidores monitoram a volta de temores com a demanda chinesa. Michael Hewson, analista-chefe da CMC Markets, destaca que o otimismo do início da semana sobre a queda das restrições na China dá lugar "à realidade de que a estratégia de zero covid-19 significará que qualquer recuperação na segunda maior economia do mundo será mais difícil". A balança comercial chinesa mostrou superávit de US$ 78,8 milhões em maio, acima da expectativa dos analistas. No entanto, a Capital Economics, prevê perda de fôlego adiante, com ventos contrários à atividade, como lockdowns para conter a covid.

O distrito de Minhang, em Xangai, começará uma nova rodada de testes de covid-19 neste sábado e autoridades determinaram que as pessoas devem ficar em casa durante esse período, segundo a agência Dow Jones Newswires. A Reuters, por sua vez, informa que o alerta para o vírus ocorria não apenas em Xangai, mas também em Pequim.

"Qualquer fraqueza que surja para o petróleo provavelmente terá vida curta, pois esta será uma das temporadas de condução mais movimentadas de todos os tempos. A demanda reprimida por férias e viagens será antecipada e a demanda por petróleo bruto será robusta, mesmo que os preços do gás subam para US $ 6 por galão", pondera Edward Moya, da Oanda.

Na esteira da guerra na Ucrânia, o Grupo dos Sete (G7) está discutindo a possibilidade de recorrer a seguradoras para impor um limite nos preços de petróleo da Rússia. Remessas de petróleo russo geralmente são seguradas por empresas da UE ou do Reino Unido, e as autoridades estão explorando a possibilidade de essas seguradoras cobrirem apenas remessas de petróleo russo para países não europeus que se enquadram no preço máximo, segundo pessoas familiarizadas com as discussões.

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